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Os quatro tipos de austeridade – por que o governo cortar gastos é positivo para a economia

Quem
acompanha a situação europeia exclusivamente pela mídia fica com a certeza de
que o termo ‘austeridade’ é uma manifestação explícita do anticristo, e que se
trata de uma medida que deve ser evitada de todas as formas.  

A ideia é que reduções nos gastos do governo
tiram a sustentação da economia e a empurram para uma interminável espiral
depressiva.  Curiosamente, quando a
imprensa fala em austeridade, ela menciona em tom crítico apenas uma parte dela,
que é o corte de gasto, e nada fala sobre a outra parte, que é o aumento de impostos e seus efeitos
genuinamente recessivos.

Quando
o governo corta gastos, de fato há quem saia prejudicado.  O exemplo mais claro seria o de funcionários
públicos que tivessem seus salários reduzidos. 
Isso é muito raro, mas pode ocorrer. 
As empresas que possuem como clientes principais um grande número de
funcionários públicos seriam atingidas. 
Pense em um restaurante chique de Brasília que tem como clientela o
pessoal das agências reguladoras.  Se as
agências fossem abolidas (sonhemos um pouquinho), as receitas desse restaurante
cairiam.  Da mesma forma, se o número de
deputados e senadores diminuísse, o Piantella iria à falência.

Esse
foi um exemplo visualmente fácil de ser entendido.  Há outros menos claros.  Por exemplo, cortes de gastos do governo irão
afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação
de serviços junto ao governo.  Empresas
terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os
exemplos mais claros.  Há também as
várias atividades econômicas que recebem subsídios e que, sem estes subsídios,
teriam de se virar, cortar gastos e demitir pessoas. 

O
que todas estas atividades têm em comum é que elas só sobrevivem e só são
lucrativas com a muleta do governo.  Isso
faz com que elas sejam classificadas como atividades econômicas insustentáveis.  São atividades que não dependem da demanda voluntária
do consumo privado para sobreviver.  Uma
vez cortado o fluxo de dinheiro governamental, elas perdem sustentação e
definham.  Elas não necessariamente irão
quebrar, pois podem se reestruturar e mudar seu enfoque de mercado.  Mas estão indiscutivelmente sobredimensionadas,
e a prova disso é que só mantêm seus atuais lucros com dinheiro repassado pelo
governo.  Elas são, portanto, atividades
que absorvem recursos e capital da sociedade. 
Elas não produzem; elas consomem.

Uma
redução nos gastos do governo, portanto, possui este efeito salutar sobre a
economia.  Faz com que empresas que
consomem recursos e que produzem apenas de acordo com demandas políticas tenham
de ser enxugadas.  Empresas que só
sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores
privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos mas produzem para o estado.  Elas não utilizam capital de maneira
produtiva, de forma a atender os genuínos anseios dos consumidores privados: ao
contrário, elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos mas
produzem apenas para servir a anseios políticos.  Em suma, não agregam à sociedade.  Por definição, subtraem dela.  

Este
tipo de atividade econômica privada que só sobrevive por causa dos gastos do
governo é idêntico àquelas outras atividades privadas que só são lucrativas
quando está havendo uma forte expansão do crédito.  Quando o crédito é farto e barato, e a
demanda por imóveis é crescente, várias construtoras e várias imobiliadoras
apresentam lucros estratosféricos. 
Porém, quando o crédito encarece — ou quando os consumidores já estão muito
endividados — e a demanda cai, os lucros viram prejuízos.  Um corte de gastos do governo gera idêntico efeito
sobre empresas que possuem o governo ou funcionários do governo como principal
cliente.

E
por que isso seria bom?  Porque, ao
falirem, essas empresas liberam mão-de-obra e recursos escassos que poderão ser
utilizados mais eficientemente por empresas mais produtivas, empresas que estão
no mercado para realmente atender às demandas dos consumidores.  Por isso, é essencial que, ao cortar gastos,
o governo também reduza impostos.  Isso não apenas irá dar mais poder de compra
às pessoas, como também irá permitir que as empresas produtivas tenham mais
capital e, consequentemente, possam contratar mais pessoas. 

Tendo
estes conceitos em mente, há quatro maneiras de se fazer austeridade:

1) Aumentar impostos e cortar gastos;

2) Aumentar impostos e manter gastos inalterados e;

3) Manter impostos inalterados e cortar gastos;

4) Reduzir impostos, e cortar gastos em uma intensidade maior do que o corte de impostos;

A
primeira é a que gera uma recessão mais intensa.  De um lado, o corte de gastos debilita
aquelas empresas que dependem do governo, o que é bom; mas, de outro, o aumento
de impostos confisca ainda mais capital da sociedade, mais especificamente do
setor produtivo, que é justamente quem absorveria a mão-de-obra demitida das
empresas que faliram em decorrência dos cortes de gastos do governo.  Você tem, portanto, o pior dos dois mundos.  Aumento do desemprego, população com menor
poder de compra, e setor privado sem capital para contratar.  É isso que a Europa está fazendo.

A
segunda maneira, ao contrário do que se supõe, é a pior.  O governo aumenta o confisco do capital do
setor privado, mas continua dando sustentação às empresas ineficientes, que
também consomem capital do setor produtivo. 
A recessão neste caso é menos intensa, mas os desequilíbrios de longo
prazo não são corrigidos.  A economia
fica com menos capital, mas as empresas ineficientes seguem firmes, pois seu
cliente é o governo, que continua gastando. 
No final, tal medida serviu apenas para aumentar o consumo de capital de
toda a sociedade.

A
terceira maneira é melhor que a primeira e a segunda.  O governo continua confiscando capital, é
verdade, mas ao menos liberou outros recursos por meio da falência de empresas
que só sobreviviam em decorrência de seus gastos.  Em termos de recessão, é mais branda que a
primeira e semelhante à segunda.

A
quarta maneira é a maneira correta de se fazer austeridade.  A redução de gastos do governo faz com que
empresas ineficientes que dependem do governo sejam enxugadas (ou quebrem) e
liberam mão-de-obra e recursos escassos para empreendimentos produtivos e
genuinamente demandados pelos cidadãos. 
E as empresas responsáveis por esses empreendimentos produtivos terão
mais facilidade para contratar essa mão-de-obra demitida porque, em decorrência
da redução nos impostos, elas agora têm mais capital e seus consumidores, mais
poder de compra. 

Além
de não provocar uma recessão profunda — haverá recessão apenas se o governo
impuser medidas que retardem a realocação de mão-de-obra de um setor para o
outro (por exemplo, aumentando o seguro-desemprego ou o salário mínimo, ou
impondo altos encargos sociais que encareçam o processo de demissão e
contratação) –, esta maneira é a única que reduz duplamente o desperdício de
capital e, com isso, permite uma maior acumulação de capital.  Maior acumulação de capital significa maior
abundância de bens produzidos no futuro. 
E maior abundância de bens significa maior qualidade de vida.

Portanto,
há austeridade e “austeridades”.  A
melhor maneira é também a menos indolor e a mais propícia ao enriquecimento
futuro de uma sociedade.  É
injustificável não adotá-la.

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103 comentários em “Os quatro tipos de austeridade – por que o governo cortar gastos é positivo para a economia”

  1. Leandro, a “austeridade 4” não implica em aumento do déficit?

    Sempre julguei déficit pior que imposto, uma vez que vai virar imposto de qualquer forma no futuro, e enquanto isso ainda consome poupança que poderia ser investida em coisas produtivas.

    Você não trocou, por engano? Não seria “Cortar gastos e cortar impostos em menor intensidade do que o corte de gastos”, ao menos até zerar o déficit, momento a partir do qual o corte de gastos pode seguir proporcional ao corte de impostos…

    Abraços,
    Tiago.

  2. Olá,\r
    \r
    O artigo é excelente! Leandro, acho impressionante a didática e clareza dos teus textos.\r
    \r
    Só tenho uma observação/dúvida quanto à afirmação “Elas são, portanto, atividades que absorvem recursos e capital da sociedade. Elas não produzem; elas consomem.”.\r
    \r
    Será que não está um pouco radical demais? A gente pode argumentar que os recursos não estão sendo alocados da melhor maneira possível, mas acho um pouco demais assumir que essas atividades não produzem nada. Se todas as escolas fossem estatizadas, assumiríamos que a partir daquele momento elas não produziriam mais nada? O transporte público, também, é totalmente estatizado (altamente regulado). Dá pra assumir que ele não servem pra nada?\r
    \r
    Minha percepção é que essas atividades seriam melhor geridas, consumiriam recursos de uma forma mais condizente com a demanda dos consumidores, se estivessem nas mãos privadas, mas isso não é a mesma coisa que dizer que não produzem nada.\r
    \r
    Abraços\r
    Juliano\r
    \r

  3. Pelo que eu vejo essa “austeridade” da Europa só está servindo para o déficit não crescer no mesmo rítmo que estava crescendo. Mesma coisa nos EUA.

  4. Excelente texto. Concordo 110% com o seu conteúdo. Mas o problema é justamente esse: Quando os políticos anunciam austeridade, geralmente só fazem aumentar impostos e deixam o resto como está: Estado inchado e bancos gerando bolhas de crédito.

  5. Eu que estou tendo aulas de Direito do Trabalho na Faculdade, vocês não imaginam as asneiras que o professor fala em todas as aulas(ele é Auditor do Trabalho), sem dúvidas esse site foi a minha salvação, aqui encontro muitas verdades.

    Inclusive na aula de ontem o professor estava falando sobre acidente do trabalho e dentre outras coisas ele criticou a revolução industrial dizendo que ela aumentou a pobreza e a insegurança do trabalho e defendeu uma maior intervenção do Estado nas empresas.

    Vocês tem algum artigo falando sobre segurança do trabalho?

  6. O artigo sustenta que impostos consomem capital. Assumindo que isso seja verdade, como explicar o fato de que economias com impostos elevadíssimos, como Suécia, carga fiscal de cerca de 50% do PIB, não só não se tornaram paupérrimas como Mali ou Gâmbia, que tem impostos baixíssimos, mas continuaram e continuam enriquecendo, ou seja, continuam aumentando seu estoque de capital? A propósito, a Suécia cresceu 5,5% em 2010 e 4% em 2011.

  7. Leandro Torricelli

    Como o tema é propício, eu gostaria de (ab)usar da boa vontade de algum membro com mais conhecimento e sanar uma dúvida que tenho.

    Quando um país incorre em déficit fiscal, gastando mais do que arrecada, compensa essa diferença através de emissão de títulos e o consequente aumento da dívida pública, correto?
    Segundo esse site de estatísticas que periodicamente consulto, o Brasil aparece como superavitário fiscal: http://www.indexmundi.com/brazil/budget.html

    Assim sendo, se o governo arrecada mais do que gasta, por que nossa dívida pública não pára de subir? Não era para a dívida estar diminuindo?

  8. “O problema não é o SUS, e sim o mercado”, diz pesquisador\r
    \r
    E olhe que o cara é economista.\r
    \r
    Algumas pérolas….\r
    “De sorte que o problema não é o SUS e sim o mercado – que acumula capital, radicaliza a seleção de riscos e retira recursos financeiros crescentes do SUS, em detrimento da qualidade da atenção médica e da saúde pública da população. Veja, de um lado, a expulsão dos doentes crônicos e idosos dos planos de saúde, e de outro, a baixa remuneração dos prestadores médico-hospitalares. Até onde vai esse mercado?\r
    \r
    “E não foram as eventuais fragilidades do SUS que proporcionaram o crescimento dos planos de saúde! Ao contrário, esse crescimento foi gritante, porque contou com incentivos governamentais no contexto do desfinanciamento do SUS, da crise fiscal do Estado e da ofensiva neoliberal.”\r
    \r
    “esconde o fato histórico de que esse mercado foi uma criação do Estado, favorecendo o modelo de proteção social de matriz liberal em contraposição ao modelo definido na Constituição de 1988”.\r
    \r
    E, concluindo com chave de ouro…\r
    “tem o mérito de incorporar na agenda da saúde pública a contribuição de Keynes, Schumpeter e do próprio Marx”\r
    \r
    \r
    \r
    \r

  9. josé carlos zanrforlin

    Prezado Leandro:

    Voltei. O tema é atual, tratado com clareza. Não entendi a diferença, posta na intervenção do Tiago RC (a segunda de cima para baixo)e a enunciação da sua 4ª maneira conceitual de austeridade. Diz você,atribuindo sinal – a I(impostos) e — a G (gastos) porque se reduzem em intensidade maior que a redução de impostos: -I e –G. Dis o Tiago RG (adotando-se a mesma simbologia): –G e -I. Logo, ambos (você e ele) disseram a mesma coisa, a menos que a ordem (-I e –G) e (–G e -I)altere a proposição que ambos formularam. Se altera, não entendi a razão. Se não altera, não havia por que vc concordar com a observação.
    De qualquer forma, grato.
    jcz

  10. Prezado Zanforlin, eu havia escrito a frase de maneira desatenciosamente invertida. Havia escrito "Cortar gastos e cortar impostos em maior intensidade do que o corte de gastos" quando na verdade queria escrever "Cortar impostos e cortar gastos em maior intensidade do que o corte de impostos".

    Tal proposta (a primeira frase), obviamente, levaria a um aumento do déficit e não configuraria austeridade. O Tiago me atentou para esse erro e eu corrigi.

    Abraços!

  11. Tenho uma dúvida em relação à dívidas contraídas pelo estado que vem me incomodando há um bom tempo.

    Muito se fala da relação dívida/PIB para se medir quão má está a situação financeira de um governo, mas para mim isso não faz muito sentido. Não vejo motivo para ser um problema ter uma dívida que, por exemplo, ultrapasse 100% do PIB caso seja possível administrá-la dentro do orçamento.

    O aumento da porcentagem da arrecadação do governo que vai para o pagamento de dívidas me parece bem mais importante. Se não me engano em 2008 o governo reservava por volta de 30% do orçamento para o pagamento de juros e amortizações. Agora em 2012 esse número aumentou para perto de 40%.

    Me parece ser meio óbvio que se essa tendência continuar, um dia faltará dinheiro para pagar a dívida e as outras despesas, assim, o governo inevitavelmente entrará em crise. Contudo, tenho a impressão que esse aumento não é visto como algo importante, mas não consigo entender a razão.

    Por que a porcentagem do orçamento gasto com a dívida pública não é usado como indicador da situação financeira do governo?

  12. Me tira uma dúvida amigão porque nao se faz uma austeridade financeira em vez da fiscal, pois nosso maior gasto orçamentário se deve aos juros e amortizações da dívida???
    É fácil cortar o gasto fiscal e o financeiro que é bom poucos tem a coragem de indagar, gostaria de sua opinião.

  13. Rodrigo Polo Pires

    Pois é Leandro, mas quem acredita que o governo irá reduzir gastos. Os governos nunca fazem isso. Reduzir a carga tributária então, nem falar. Qual político irá querer que as pessoas consigam viver livremente, livrando-se dos “favores” governamentais> Posso exemplificar isso com a petrobrás. Pensem em uma situação em que o monopólio da distribuição de combustíveis seja eliminado e empresas produtoras de pequenas usinas de biocombustiveis desoneradas. Em pouco tempo milhares de miniusinas entrariam em operação, fabricando etanol e outros óleos, vendendo regionalemente à preços bem inferiores aos praticados hoje, pois muita matéria prima poderia ser aproveitada na produção. Em um espaço curto de tempo a petrobrás teria milhares de concorrentes e sem dúvida estaria em sérias dificuldades e o governo perderia, não teria mais a “arma” apontada para a cabeça do consumidor. Uma regulementação, uma proibição, um simples decreto pode literalmente decretar a escravidão e o aniquilamento dos capazes de viver às suas próprias custas, sem depender de bnds, vendas ao governo e outros truques ardilosos. Os políticos são os fariseus hipócritas atuais. Os políticos gostam de falar sobre ações estratégicas, modelos, projetos, programas, mas não querem nem ouvir falar em retirar as algemas, cadeados, correntes, com que amarram os brasileiros. Cantam loas à imensa capacidade do brasileiro, à sua competência, mas não desamarram suas pernas, nem dizem vai, corre, és livre.

  14. Pois é, Rodrigo Pires. O futuro se mostra negro e frustante. Será o Liber (partido libertário em formação) uma esperança real de possíveis mudanças?

  15. Quer dizer que os gastos do Governo são pra financiar empresas ineficientes e que não produzem nada pra população? E ainda tem idiotas que concordam kkkkkkkK
    Por que você negligencia na sua analise o gasto governamental em Saúde, Educação, Transporte e etc …
    Utilizando o exemplo da Europa, corte de gastos e aumentos de impostos retirando a população uma coisa institucional que já é intrínseco na sociedade que é o Welfare State só por causa de vaidades Alemãs.
    Por que você critica as reportagens que utilizam uma ótica do problema e você usa o pensamento único ortodoxo e não estuda mais as teorias Heterodoxas e suas implicações empíricas?

  16. Bem, Leandro você com este artigo nos dá vigor para enfrentar as politicas erradas que mentes lavadas com propaganda do socialismo-modernizadas com o keynesianismo-estatismo-totalitarismo que nos atingem no dia a dia. Sou um novato do libertarianismo,e após ser introduzido ao Mises pelo blogueiro Daniel Fraga frequento estas paginas todos os dias. Então, pelo que pude entender e para soltar as amarras com que o estatismo nos paraliza deveriamos: “Cortar gastos e cortar impostos em menor intensidade do que o corte de gastos”, ao menos até zerar o déficit, momento a partir do qual o corte de gastos pode seguir proporcional ao corte de impostos, fazer uma intensa privatização,vender os bancos estatais, extinguir o banco central (provoca inflação,altera juros, altera ativos da população), abrir as fronteiras do pais, para igualar à competividade internacional, tornar o direito de propriedade sagrados,invasão de propriedade seria crime mesmo para os ditos grupos sociais , desregulamentar a economia, vender todas as as terras publicas, privatizar saude, educação, proibir todos os monopolios públicos, assegurar inteira liberdade e segurança juridica de qualquer cidadão do mundo que queira investir aqui, desde que não peça privilegios do governo, liberdade de associação ou liberdade de não se associar (roubo do coercitivo imposto sindical, acabar com a as regulamentações que só geram custos desnecessarios, suprimir portarias absurdas, retirar a propriedade do solo da dita “união”, recriar a federação ou ate a supressão dos “Estados” e cada cidade seria uma unidade de estado federativo, Liberdade total de imprensa. Você, acha que com as iniciativa acima ja seria um bom começo ou haveria uma palavra magica que substituisse tudo acima? grato.

  17. vocês tem de ver as pérolas que um os professores andam proferindo nas aulas de economia. Como exemplo o professor da instituição na qual estudo mostrou para o governo que quanto mais gasto o governo efetua, mais irá movimentar a economia e trazer desenvolvimento. Crédito Fácil e barato e gastança é o que interessa. Agora poupar e aplicar em atividades produtivas, isso ninguém quer. É só ver como tem carros novos em cidades em que falta tudo. O povo agora está arrogante e se acham ricos. Sorte das montadoras que conseguem espalhar os seus produto.

  18. Leandro, quero agradecer agradecer aos artigos e explicações do site. Fui ao seu site recomendado pelo Olavo de carvalho sobre publicações do Mises. Quais são as diferenças entre os conservadores e liberais. Não é um luxo estarem divididos, quando a esquerdalha está mais unida do que nunca. E quanto ao artigos e as suas repostas são fenomenais. É uma pena que eu não tenha mais tempo para esgotar todo o material do site. Já estou fazendo propaganda das ídéias do site lá onde estudo e não quero nem saber. Se eles pregam o tempo inteiro marxismo, por que não posso defender idéias como o liberalismo. A cada dia mais percebo o quanto esse país está se tornando um inferno para aqueles que querem viver do seu suor.

  19. Gostaria de entender como vcs me explicam um fato curioso.

    Até pouco tempo atrás esse site era inundado por publicações de um certo senhor que se dizia capaz de prever os fenomenos economicos, uma vez que ele “acertou” que a crise imobiliaria ira explodir (mesmo que ele nao tenha acertado o timing), pois, segundo ele, o tal senhor se valia da “mais pura” das teorias economicas.

    Pois bem, esse mesmo senhor fez outras previsões. Uma delas era de que o Euro iria derrubar o dólar e se tornar a moeda hegemonica desse mundo. Novamente o esperto senhor se absteve de propor sequer um prazo ou um intervalo de tempo, quanto mais “cravar” a data correta de tal evento.
    Porém, pouco vejo agora artigos sobre o assunto, alias, o que se vê é o Euro correndo sérios de ser exterminado. Aí eu vos pergunto: cadê esse senhor? Suas previsões onde estão agora?

    Seria melhor colocá-lo no horário do Zorra Total! Seria mais engraçado

  20. "um certo senhor que se dizia capaz de prever os fenomenos economicos,"

    Como assim "prever fenômenos econômicos"? Alguns fenômenos são facilmente previsíveis; outros, impossíveis. Se este cidadão a quem você se refere — e quem eu não tenho a mínima ideia de quem seja — se dizia capaz de prever alguns destes fenômenos, sem problema. Se ele se dizia capaz de prever todos, certamente não temos nenhuma publicação deste cidadão neste site.

    "uma vez que ele “acertou” que a crise imobiliaria ira explodir (mesmo que ele nao tenha acertado o timing), pois, segundo ele, o tal senhor se valia da “mais pura” das teorias economicas."

    Várias pessoas previram a crise imobiliária. E não era nem questão de ser mago ou ser seguidor da "mais pura" teoria econômica. Uma simples análise e acompanhamento das estatísticas, em conjunto com um mínimo conhecimento de economia, já garantiam tal conclusão. Sobre timing, ver mais abaixo.

    "Pois bem, esse mesmo senhor fez outras previsões. Uma delas era de que o Euro iria derrubar o dólar e se tornar a moeda hegemonica desse mundo."

    Ao menos aqui em nosso site não temos absolutamente nenhum artigo que sequer chegue perto de tal afirmação. Você tem certeza de que veio ao lugar certo? Você está mentalmente são?

    "Novamente o esperto senhor se absteve de propor sequer um prazo ou um intervalo de tempo, quanto mais “cravar” a data correta de tal evento."

    Você por acaso tem a mais mínima noção do que acabou de falar? Não tenho a mínima ideia de a quem você se refere, mas seja lá quem for — mesmo que seja o Krugman –, tenha isso em mente: absolutamente nenhum ser humano pode prever "data correta" para eventos econômicos. A economia é formada pela interação diária e espontânea de nada menos que 7 bilhões de indivíduos. Querer que alguém "crave" uma data correta para a ocorrência de um determinado fenômeno econômico de grandes proporções causado pela interação de 7 bilhões de pessoas é algo totalmente insano. Eu, de minha parte, não sei nem qual o próximo dia em que terei de ir ao banco. E 99,9% dos economistas sequer são capazes de prever qual será a cotação exata do barril de petróleo para a próxima sexta-feira. Ou do índice Dow Jones.

    E o simples fato de você "exigir" isso mostra bem que você não tem a mais mínima ideia do que seja economia. Tampouco de história econômica. Desconheço qualquer pessoa que se diga capaz de prever datas específicas para a ocorrência de fenômenos complexos decorrente da interação de 7 bilhões de pessoas. E se um cidadão se apresentasse com tais credenciais, certamente ele não teria espaço neste site. Não lidamos com loucos. E se houver algum cidadão que eventualmente cravou uma data certa para um determinado fenômeno econômico, pode ter certeza de que foi chute.

    "Porém, pouco vejo agora artigos sobre o assunto"

    Pelo menos aqui em nosso site o senhor certamente nunca viu nenhum artigo com essas características.

    "o que se vê é o Euro correndo sérios de ser exterminado."

    Por quê? Qual a sua base para essa afirmação? Você tem alguma ideia de como funciona teoria monetária? Se sim, gostaria que me explicasse como um país sai de uma moeda fiduciária sem lastro e adota outra moeda fiduciária sem lastro. De minha parte, não vejo como isso possa ser feito. Qualquer país europeu — com a possível exceção da Alemanha, e unicamente por causa da tradição de seu Banco Central — que queira sair do euro e criar moeda fiduciária própria irá se desintegrar por completo. Ele não conseguirá fazer isso.

    "Aí eu vos pergunto: cadê esse senhor? Suas previsões onde estão agora?"

    Aí eu lhe pergunto: quem é esse senhor? Também fiquei extremamente curioso pela sua descrição. Tinha muita vontade de conhecê-lo. Certamente, aqui em nosso site não temos nenhum artigo de uma pessoa com essa descrição que você passou.

    "Seria melhor colocá-lo no horário do Zorra Total! Seria mais engraçado."

    Quem quer que seja, duvido muito que ele seria concorrência para você. Já tenho até um esquete imbatível para você estrelar no referido programa: a câmera fecha em sua cara à la Agildo Ribeiro, e você diz: "Quero uma pessoa capaz de cravar datas específicas para a ocorrência de determinados fenômenos produzidos pela interação voluntária de 7 bilhões de pessoas. E quero agora!" Aí você vira para o lado, encara uma outra câmera e diz: "Para qual data marcarei minha próxima viagem?"

    Seria uma piada meio nerd, daquela que só iniciados entenderiam. Mas o efeito cômico para eles seriam absoluto. Acho que você tem futuro no ramo.

  21. Sobre o artigo presente, vejam o que o PT (nas palavras do corrupto José Dirceu) pensa sobre o assunto:

    oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=477162&ch=n

    Estamos caminhando para a falência total! – Por um lado é bom, pois só assim verão as besteiras que praticam na economia, e quem sabe, após a quebradeira, vejam com “outros olhos” os ensinamentos da escola austríaca.

  22. Caro Leandro, eu já fiz esta questão, mas não consegui que me respondesse ao que eu perguntava (peço desculpa pela insistência). A minha pergunta vai ser simples e directa: O que acontecerá se a economia parar de pedir dinheiro emprestado ao Banco Central? O que acontece se o Banco Central parar de investir o dinheiro que recebe (dos empréstimos e juros) em título do tesouro e apenas guardar o dinheiro?

    (Eu estou a tentar obter resposta para a minha dúvida há algum tempo, mas não estou a conseguir que me respondam, não sei se não percebem a minha questão ou se não me exprimo da melhor forma)

    Randalf

  23. Leandro, porque nos Estados Unidos a Saúde é privada, mas insuficiente e cara, onde muitas pessoas morrem por falta de cobertura? O Estado oferecer Educação, Saúde e Segurança (pelo menos esses 3 itens) seria tão ruim assim? Caberia aos contribuintes reivindicar por bons serviços nesses setores.

  24. Leandro, já li boa parte do material que me indicou e são fantásticos. Quando crescer quero ser igual a você! 🙂 

    São Bento, uma das melhores escolas aqui no Rio (talvez a melhor) cobra uma mensalidade de 2900 reais e paga 60 reais a hora/aula do professor. Colégios bons (mas não tops – como São Bento) pagam em média 30 reais a hora/aula. Os demais, que representam a maioria, pagam valores inferiores.

    Um professor da rede estadual recebe 25 reais a hora/aula. Um professor da rede municipal do Rio de Janeiro recebe aproximadamente 30 reais a hora/aula. Esse é o valor inicial, já que o salário aumenta em função do tempo de serviço.

    Somente os colégios tops de linha seriam relativamente atrativos aos professores públicos, mesmo assim apenas aos que estão iniciando a carreira. E tais colégios são raros e concentrados em poucas regiões.

    É notável, aqui no Rio, a falta de atratividade das escolas particulares, quer seja por pagar pouco, pela pressão exercida sobre o professor ou por haver pouca estabilidade.

    Será que há demasiados encargos dificultando a ascensão das escolas particulares? A queda de qualidade está muito visível! Enquanto isso, muitos profissionais qualificados estão emburrecendo no serviço público.

    É quase uma unanimidade, dentre os professores, que se não fosse por uma política paternalista, onde o professor já não possui autoridade nem autonomia pedagógica, o desempenho dos alunos no setor público seria muito melhor.

    Abraços!!!

  25. Muito bom artigo Leandro,

    Tenho uma dúvida.

    Não poderia haver uma 5 opção onde o governo reduz os impostos e aumenta os gastos?

    (penso que é exatamente isto que o governo federal faz hoje com alguns setores da economia como a construção civíl)

  26. Leandro, segundo dados da Trading Economics, a zona do euro mais gastou do que arrecadou desde 2001, porém houve períodos em que a dívida em relação ao PIB diminuiu mesmo com os déficits. Para facilitar, os gráficos:

    Dívida:

    http://www.tradingeconomics.com/charts/euro-area-government-debt-to-gdp.png?s=emudebt2gdp&d1=19990101&d2=20121231

    Déficit:

    http://www.tradingeconomics.com/charts/euro-area-government-budget.png?s=wdebeuro&d1=19990101&d2=20121231

    Entre 2006 e 2008 há uma redução na dívida em relação ao PIB de quase 4%, enquanto isso ocorre um déficit. Como isso é possível? Meu palpite seria um setor privado crescente, que acaba elevando o PIB e, mesmo com governos deficitários, graças ao crescimento do PIB (agora, uma base maior para o cálculo) a relação dívida/PIB melhora; um PIB que cresce mais que a dívida governamental. É por aí mesmo?

  27. Excelente artigo. Seria aplicável no Brasil, certamente, após a eliminação das despesas causadas pela corrupção, que atualmente é a maior consumidora das verbas públicas do país.

  28. ”Por exemplo, cortes de gastos do governo irão afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação de serviços junto ao governo. Empresas terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os exemplos mais claros.”

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1632501-governo-confirma-corte-orcamentario-de-r-699-bilhoes-pac-sofre-bloqueio-de-r-257-bilhoes.shtml?cmpid=%22facefolha%22

    Quanta inocência! Achar que se o governo cortar gastos quem vai ser prejudicada vão ser as empreiteiras….ai ai…o governo cortou 70 bilhões, e quem foi o prejudicado? Hospitais e universidades! Nossa, que maravilhoso corte do governo! E as empreiteiras? Estão firmes e fortes. E ainda há quem diga que o governo Dilma e o PT são ”esquerda”…

  29. mauricio barbosa

    O estado é um monopólio na prestação de serviços públicos que são demandados pela população,e o governo e a classe política são os intermediários entre essa estrutura fictícia e a população, estes mesmos cavalheiros ao invés de se contentarem com os subsídios que a população aceita voluntariamente ou não paga-los,eles sobretaxam esses serviços com a corrupção e a corrupção seria teoricamente uma taxa de lucro as avessas(Visto não ser uma empresa privada ou entidade com finalidades lucrativas)sobrecarregando os contribuintes extorquidos no território chefiado por estes intermediários,eleitos ou não,enfim é um custo\benefício baixo,ou seja o retorno é baixo e só privatizando essa estrutura e abrindo a concorrência esses mesmos serviços para termos retornos altos e custos mais baixos,onde prevalecerá o prestador de serviço mais eficiente,de baixo custo e custo\benefício alto,isso não é quimera,é fato,agora esse monopólio é que luta com unhas e dentes para esse processo não ser viabilizado via doutrinação escolar,forte presença na mídia,cooptação de intelectuais,investimento militar para prevenção de invasão de estados inimigos e lavagem cerebral dos incautos…Ou seja eles(Intermediários) não querem concorrência e os impostos são a forma de nos extorquir e controlar,portanto austeridade já.

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