Gugu Liberato e Luciano Huck são respectivamente os
apresentadores dos quadros Sonhar Mais Um
Sonho e Lar Doce Lar, ambos
praticamente iguais. Eles consistem em
selecionar a casa de uma família, geralmente muito pobre e que tenha uma
história de muito sofrimento, demolir, e construir uma nova, moderna, com tudo
que existe do bom e do melhor. Tudo isso
em uma ou duas semanas, período esse em que a produção do programa leva a
família para uma viagem de férias. A
produção também presenteia as famílias com cursos, maquinário de trabalho e às
vezes até novos empregos.
Estes quadros
são versões brasileiras do programa da TV americana Extreme Makeover: Home Edition, que
foi ao ar de 2003 a 2012. Nele, o
apresentador Ty Pennington comandava as reconstruções das casas de famílias
americanas, também pobres e sofridas. A
diferença é que, devido ao fato de os EUA serem um país que vivenciou um longo
período de grande liberdade econômica, a acumulação de capital lá, ou seja, a
riqueza, é muito maior, ao passo que os pobres daqui são muito mais miseráveis
do que os de lá. Mas a fórmula do
programa é sempre a mesma, e já se espalhou com sucesso por diversos países.
Eu já me considerava fã do programa americano que era
exibido no Brasil na TV a cabo, e passei a acompanhar suas versões brasileiras
sempre que posso. Não só pelas
emocionantes histórias, mas também até pelas ótimas dicas de reforma e
decoração — foi lá que fiquei sabendo da existência de coisas como a torneira que abre e fecha com
um toque. Porém, analisando o show a
partir da ótica praxeológica, podemos ver as maravilhas que ocorrem ali: uma família, vivendo uma vida dura e morando
em condições pra lá de precárias, sem nenhuma perspectiva de melhora, faz uma
viagem de férias (muitas delas pela primeira vez na vida) e, quando retorna
para o mesmo endereço poucos dias depois, tem não só uma casa incrível e
confortável, como também novas e melhores oportunidades de trabalho. Tudo isso sem a família gastar nem um
tostão. Isto é ou não é o que podemos
chamar de milagre?
E como todo milagre, ninguém sabe bem como acontece. Como é possível que algo assim ocorra? De onde surgem essas casas? Para alguém ganhar uma casa sem esforço,
outro alguém deve ter perdido uma casa, ou o valor correspondente, não é mesmo?
A primeira impressão é a de que as redes de televisão
abriram mão das casas. Ou, como muitos
contemplados parecem acreditar, que o apresentador arcou com todos os custos —
em uma entrega de casa ao vivo, uma senhora até deixou o Gugu sem graça, pois chegou a se ajoelhar diante dele
em
agradecimento. Mas,
obviamente, nem a rede de TV e nem o apresentador perdem nada; ao contrário,
eles ganham muito dinheiro com o programa.
Todo o material usado na construção e na decoração é doado
pelas empresas que os fabricam e os comercializam. Em troca, eles têm suas marcas anunciadas
durante os programas. E nos intervalos
outras empresas pagam muito dinheiro para aparecerem. Então são os anunciantes que estão sendo
subtraídas dos valores referentes às casas, certo? Muito menos!
As empresas que anunciam em televisão fazem fortunas em decorrência destes
anúncios. Seus produtos passam a ser —
ou se mantêm sendo — vendidos em larga escala, proporcionando altíssimos
lucros.
Então agora tudo ficou claro. Só podem ser os consumidores destas empresas
que juntos perdem uma casa para a família ganhar uma casa. Cada um deles deve arcar com uma fração do
custo das casas, ao pagarem mais caro pelos produtos dos anunciantes do
programa. Errado novamente. Estes consumidores não perdem nada, apenas
ganham. Ao comprar os produtos dos anunciantes,
estes consumidores trocam aquilo que valorizam menos — seu dinheiro — por
algo que valorizam mais — o produto.
Muitas vezes, se não fosse pelos anúncios, os consumidores não tomariam
conhecimento dos produtos, e acabariam trocando seu dinheiro por um produto
menos valorizado por eles do que o anunciado.
Não resta mais ninguém nessa cadeia de envolvidos no
processo. Espere! Já sei a resposta. São os trabalhadores dessas empresas, que são
explorados pelos patrões, recebendo um salário menor do que merecem, e a
diferença vai para cobrir os custos das casas.
Não. Os empregados não perdem
nada, só ganham. Eles trocam seu
trabalho por salário no presente, em vez de terem o valor total do produto
produzido num futuro incerto. E alguns
destes trabalhadores ainda devem o emprego à expansão de vendas gerada pela
participação da empresa no programa que presenteia as famílias com as
casas.
Não consigo pensar em mais ninguém. O que aconteceu afinal? Ninguém teve de perder nada para as famílias
ganharem as casas? Não foi nem sequer um
ato de caridade, no qual o doador teria ao menos de abrir mão do valor de uma
casa para doar uma casa? Uma família
morando em condições deploráveis, ganha uma casa nova e ainda todos os
envolvidos no processo também ganham algo?
Está querendo me dizer que isso é realmente algum tipo de milagre? Sim, estou.
E este milagre chama-se livre-mercado.
Livre mercado nada mais é do que o que foi descrito acima: trocas
voluntárias de títulos de propriedade. E
para uma troca voluntária ocorrer, necessariamente ambas as partes envolvidas
devem ganhar. É somente quando a coerção
entra na equação que uma parte perde para outra ganhar. Ou então as duas partes perdem e o agente
coercitivo não envolvido na troca, ganha.
. . . o livre mercado “maximiza” a utilidade social, já
que todos ganham em utilidade. A intervenção coercitiva, por outro lado, significa per se que um ou mais indivíduos
coagidos não teriam feito o que fazem no momento, não fosse pela
intervenção. O indivíduo que é coagido a
dizer ou não alguma coisa, a fazer ou não uma troca com o interventor ou outra
pessoa, tem suas ações modificadas por uma ameaça de violência. O resultado da intervenção é que o indivíduo
coagido perde em utilidade, pois sua ação foi alterada pelo impacto
coercitivo. Qualquer intervenção, seja
autística, binária ou triangular, leva os sujeitos a perderem em utilidade. Na intervenção autística ou
binária, cada indivíduo perde em utilidade; na intervenção triangular, ambos ou
pelo menos um dos possíveis permutadores perde em utilidade.[1]
Na sociedade atual, o principal agente coercitivo é o
estado. Vamos agora analisar como o
estado atua a partir do seguinte episódio
do quadro Sonhar Mais Um Sonho:
Em primeiro lugar o governo proíbe que uma casa seja
construída em uma ou duas semanas. Nesse
período, não é nem sequer possível dar entrada com os papéis que ele exige para
autorizar uma simples reforma. E o tempo
mínimo que se leva para se obter um alvará de uma obra é de 30 dias. Sem o tal do alvará, homens armados do estado
proíbem que uma obra se inicie. É a
primeira de inúmeras intervenções coercitivas do estado sobre o livre
mercado, quebrando a cadeia em que todos ganham, fazendo com que partes passem
a perder para outras ganharem. E como
ganham! Em São Paulo, o responsável
pela “liberação” de obras particulares ganhou
em sete anos mais de 120 apartamentos, no valor de R$50 milhões. O conceito de se “liberar” é absurdo. Uma obra é uma troca voluntária de livre
mercado entre duas partes. O estado
intervém coercitivamente e proíbe a troca, exigindo pagamentos e cumprimento de
requerimentos para “liberar” a troca.
Neste caso de pagamento de propinas em São Paulo, o interventor
coercitivo ainda foi ‘menos pior’ do que um que não aceitasse o suborno,
deixando o mercado agir com uma obstrução menor. Estes programas de televisão são contemplados
com uma exceção a esta regra nefanda, que prejudica todo o resto da
população.
Agora voltemos ao episódio.
Já no primeiro minuto, descobrimos que se trata da família da Lucinéia,
a “Tia dos Doces”. O governo entra nesse
ponto com a facínora agência Anvisa, que transforma a
atividade que sustenta essa humilde família em crime. Fabricar cocada em casa e
vender para consumidores voluntários, sem atender às especificações de
fabricação, transporte e conservação dos agentes coercitivos da Anvisa é
proibido. Isso sem contar que Lucinéia
não “emite nota fiscal”, não paga nenhum imposto — ou seja, consegue fugir do
assalto dos agentes coercitivos da Receita Federal, Estadual e Municipal. Se estes bandidos da Anvisa ou da Receita a
pegarem, ela teria seus doces confiscados e poderia sofrer agressões ainda
maiores. Olhando as condições de vida
dessa família é impossível não enxergar a maldade
em que consiste a função destes funcionários públicos.
No minuto 8:00, ficamos sabendo que a família está tentando
construir com muito esforço a “casa” em que moram há mais de 5 anos — e não
conseguiram fazer quase nada! Nesse
momento, lembramos que os impostos diretos sobre os materiais de construção são
de 32,80%. Se não fossem por estes
impostos diretos, esta família
poderia ter construído mais 1/3 do que conseguiram até então. A intervenção coercitiva dos impostos sozinha
fez com que eles perdessem 1/3 do pouco que tinham! E o que não foi construído é o que Bastiat
chamou de o que não
se vê. O mal que os impostos causam é hediondo.
E quando chegamos ao minuto 9:15, eu considero que já
podemos encerrar os exemplos das incontáveis intervenções coercitivas
malévolas, pois esta chega a um nível de maldade que dispensa
continuarmos. Neste ponto, Lucinéia
revela que a casa não possui chuveiro.
Ela precisa esquentar água num fogão à lenha para a família conseguir
tomar banho. E logo depois, no minuto 12:00,
ela nos mostra o banheiro sem o chuveiro.
Você, leitor, tem alguma noção do que é não ter um chuveiro? Obviamente, não é por opção voluntária que
eles não têm chuveiro. Eles não possuem
chuveiro porque não têm dinheiro para comprar chuveiro. Um chuveiro é caro demais para eles! Um chuveiro elétrico do modelo mais barato
custa por volta de R$50[2] e, até o dia da visita do Gugu, eles não conseguiram
fazer sobrar este valor para comprar um chuveiro. E é aí que podemos ver mais uma imensa
maldade gerada pela intervenção coercitiva do estado, que, com os impostos,
encarece o preço do chuveiro e impossibilita o acesso a esse produto para os
mais pobres, como a família da Lucinéia.
A formação de um preço no livre mercado se dá no encontro do
vendedor marginal com o comprador marginal.
Você que está lendo este texto provavelmente não deve ser um comprador
marginal de chuveiro elétrico. Se
morasse em uma casa sem chuveiro, pagaria R$75, R$100, R$150 e até R$300 por um
chuveiro elétrico quando o inverno chegasse, caso estes fossem os preços dos
chuveiros. Muitos certamente trocariam
mais de R$1.000 por um chuveiro. Mas o
comprador marginal atual é aquele que paga R$50; e se o preço fosse R$51, ele
não teria o chuveiro.

chuveiro. Lucinéia estava abaixo da
margem. Ela não tinha o chuveiro. Um imposto de 30% que faz com que o preço do
chuveiro vá de R$38 para R$50, faz com que os compradores marginais aos preços
de R$39, R$40, R$41 até R$49 fiquem sem chuveiro. E funcionários públicos cobradores de
impostos fizeram isso com a família da Tia do Doce, e estão fazendo isso com os
mais pobres. Esta intervenção coercitiva
pode receber um nome diferente de maldade
pura? Podemos somar aí todos os
impostos indiretos, todas as barreiras alfandegárias que impedem a entrada de
chuveiros importados ainda mais baratos, as regulamentações que encarecem a
produção e inibem o surgimento de produtores concorrentes etc. De fato, o estado inclusive já interveio
coercitivamente no mercado de chuveiro com a declarada
intenção de apenas aumentar seu preço e impedir que mais pessoas o
comprassem.[3]
É isso. Enquanto
Gugu, Huck e os outros apresentadores orquestram uma sinfonia verdadeiramente
milagrosa, na qual pessoas agindo voluntariamente no livre mercado ganham com
suas ações, que resultam em uma família miserável recebendo uma linda casa de
presente, as intervenções coercitivas dos agentes estatais enredam um filme
sádico de terror. São as ações
cotidianas de fiscais da Receita, de policiais federais nas alfândegas, de
funcionários das aduaneiras portuárias e de toda e qualquer pessoa que obstrui
ou impede violentamente o livre mercado que personificam a pura maldade que
vemos no banheiro da Lucinéia.
[1]
Governo & Mercado, Murray N.
Rothbard. Livro que será publicado em
breve pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil
[2] Uma leitora informa que comprou recentemente um chuveiro elétrico por apenas R$25. E, de fato, podemos encontrar chuveiros por até menos que isso, como este por R$23,90. Isto torna o artigo duas vezes mais estarrecedor.
[3] Os impostos sobre a conta de luz e outras intervenções coercitivas no mercado de geração e distribuição de energia, como regulamentações e proibição de concorrência (monopólio), contribuem ainda mais para que as famílias mais pobres não possam ter chuveiros elétricos, encarecendo muito o seu uso.
Saudações, Fernando, mostrou à moda pau, dissecou, muita dialética.
Ontem, domingo, encontrei com um cirurgião-plastico, amigo de longa data, contou-me ele que foi obrigado a abandonar um prédio perfeito para rápidas e simples cirurgias,portanto menos custosas pois não necessitavam de internação, prédio que o doutor sempre utilizou por mais dez anos, mas acredite, a ANVISA interditou devido a uns míseros centímetrosna largura do elevador que transportava do centro-cirúrgico ao primeiro e único andar. Resumo, agora todas cirurgias deverão ir ao hospital, contaminaçãoaos pacientes e mais custoso aos planos de saúde.
É isso, o estado prestando um mau-serviço.
Fernando para presidente! oops… kkkk
excelente artigo, parabéns!
O socialismo que vivemos não é fruto de funcionários públicos no poder. A população que sustenta tudo isso através da voluntária servidão. Sou parasita público e não é por minha vontade que existe essa instituição. A mudança não virá com a guilhotina de funcionário público, mas com a mudança cultural de toda a sociedade. Pergunte para uma pessoa de baixa renda se ela tem interesse em votar político que prometa acabar com SUS, escolas e todo o restante dos serviços públicos…
Pelo exemplo de quem mais perde com toda essa roubalheira. Eu a cada dia que passo fico mais revoltado com esses ladrôes do estado. Vou contar um fato que aconteceu comigo. Certo tempo atrás, eu comprei um produto por 300 dolares pelo ebay. Agora vou detalhar o que me cobraram: – O valor declarado foi para R$ 900.00 (de onde surgiu isso? Não sei.) + 60% do valor declarado + outros impostos que não lembro + aduaneiro + R$ 1.000,00 de multas (DE ONDE TIRARAM ISSO?), ou seja, roubo na maior cara de pau. Alguém discorda? E sem contar que ainda tive sorte, porque tive um conhecido que foi taxado em 90% sobre o valor declarado… Gezusis, tenho que ser roubado e ficar quieto só porque o assaltante é o governo?! País de m. mesmo.
Engraçado… Quando é falado nas “as intervenções coercitivas dos agentes estatais enredam um filme sádico de terror.”, ninguem cita o caso dos serviços essencias prestados pelo estado!!!
“Gugu, Huck e os outros apresentadores orquestram uma sinfonia verdadeiramente milagrosa, “, mas não vi nada nesse milagre deles a respeito de oferecer tratamento médico universal, de oferecerem escola, de asfaltarem as ruas e estradas para a familia poder transitar… Não vi falando nada do “Gugu, Huck e outros” financiarem a segurança publica (policia e forças armadas)…
O fato dos serviços publicos não terem a qualidade desejada, é outra questão… Se existe corrupção, tem que ser eliminada…
Mas qual a proposta do autor? Eliminar o governo? Quem vai prover as demais necessidades da familia?
O QUE IMPEDE ALGUEM, COM MAIS PODER, MAIS FORÇA BRUTA, DE RETIRAR ESSA FAMILIA DA CASA QUE OS MILAGREIROS “GUGU, HUCK E OUTROS” DERAM, E ASSUMIR TODOS OS BENEFICIOS?
TE RESPONDO: SOMENTE AS “INTEREVENÇÕES COERCITIVAS DOS AGENTES ESTATAIS”…
Quanto as ações coercitivas da ANVISA, etc… Talvez devessemos ter brigado contra elas, quando proibiram a TALIDAMIDA (deforma fetos), afinal, o mercado pode se auto-regular… Poderiam liberar o DDT (causa cancêr), afinal, os consumidores podem confiar plenamente no marketing das grandes corporações…
Pura besteira… Bem escrita, mas besteiras!
Incrível Fernando!
Mantenha sempre o purismo ético e libertário.
Desmascare o mal e mostre quem e como ele realmente é.
Espero que meus dons me permitam fazer um trabalho tão significante pela liberdade quanto os seus.
Alguém tem o link do episódio no youtube?
Quero compartilhar em foruns mas preciso de link do youtube ou vimeo.
Muito bom artigo, do começo ao fim.
Engraçado que quando eu era criança, não conseguia entender de maneira alguma por quê o governo teria que aprovar a construção de casas. De fato, todas as desculpas pra isso são as mais esfarrapadas possíveis. Dos meus primeiros sinais de libertarianismo.
E as maldades estatais não param só no chuveiro e nas casas. Creio que os assaltos estatais à produção de comida são ainda mais trágicos.
Estava conversando com uns universiotários de esquerda, que reclamavam do bandejão: comida fria, ruim, filas enormes, falta de comida, etc.
Qualquer austríaco sabe de cara qual o problema de um monopólio sem competição, com preços subsidiados e controlados pelo governo, impossibilitando o cálculo econômico e a alocação de recursos. Quando o resultado não for escassez, será um enorme desperdício.
Quando sugeri que não deveria haver essa palhaçada, e sim um livre mercado de restaurantes: a revolta dos estadistas. “Como o pobre vai pagar por uma comida de 10-15$ todo dia no restaurante ao lado?” “E o nosso direito de comer com o dinheiro dos outros?”, etc.
E aí você começa a ver por quê o restaurante cobra 15$ num prato de comida.
Além de ter que pagar aluguel de sua propriedade pro governo, ou pra um proprietário que paga aluguel pro governo, ele tem que cumprir com todas as regulamentações, várias delas exageradas e inúteis. Há impostos sobre a folha de pagamento dos funcionários e diversos encargos trabalhistas.
Quem produz a comida tem que pagar impostos sobre todas as etapas e materiais de produção, transportar por empresas que pagam impostos com funcionários que pagam impostos, usando combustível que paga impostos.
Quem produz, quem prepara e que consome a comida pagam incontáveis impostos.
Então, faça as contas, mas no final quase todo preço da comida devem ser apenas impostos, que se torna absurdamente cara, e ainda tem que ser comprada por cidadãos que por si já são empobrecidos com impostos e têm ainda menos pra pagar em uma comida encarecida.
Sem contar que com empresas privadas de energia e verificação de qualidade e sem subsídios pra agricultura ou distorção de preços no mercado de transporte e combustível, o custo de todo o processo seria ainda menor.
O mesmo estado que os esquerdistas idolatram e cultuam é o que está querendo matá-los de fome pra comer impostos, e a solução deles é dar mais dinheiro dos outros pro monstro tornar a comida deles mais barata às custas do dinheiro de outros trabalhadores.
Eles querem que o estado que torna a comida cara com impostos use ainda mais impostos pra tornar a comida barata com subsídios, porque ela está muito cara pra um cidadão comum comprar.
Se ao menos as pessoas entendessem os milagres privados e as maldades estatais, ao invés de serem educadas pra reclamar do setor privado e pedir mais estado…
Um pouco dramático demais para o meu gosto, mas a comparação é pertinente e a análise do mecanismo de troca envolvido na “doação” é ótima.
Contudo, Fernando, há uma frase no texto que me deixou um pouco intrigado. O sr. afirma:
“Eles [os trabalhadores] trocam seu trabalho por salário no presente, em vez de terem o valor total do produto produzido num futuro incerto.”
Esta é uma perspectiva austríaca das relações de trabalho? A parte “em vez de terem o valor total do produto produzido num futuro incerto” estranhamente me remete a teoria do valor-trabalho.
Artigos como esse me fazem ter esperança de um futuro libertário capitalista no Brasil, pois atacam os grandes males de nossa sociedade. A Escola Austríaca deveria priorizar a demonstração de como os pobres e a economia como um todo melhoraria com uma economia anarco-capitalista, ou algo próximo disso, como alguns preferem.
Já artigos como os de H. H. Hoppe, elogiando a monarquia e jogando a culpa em doentes e incapacitados, deveriam ser totalmente rejeitados, pois forçam muito pro lado da opnião do autor e ainda fazem propaganda negativa para 97% do leitores.
Abraços
Esemann! os serviços essenciais que você está falando, que acredito ser: saúde, educação, segurança etc, são prestados sim pelo estado, mas, concorda comigo, é de péssima qualidade. Não é nem pela má vontade dos agentes públicos, mas sim pelo próprio princípio do “estado de conforto” que o indivíduo alcança trabalhando para o governo. Qualque indivíduo em “estado de conforto” tende a não contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Canso de escutar de várias pessoas que estão em busca de um lugar na estrutura do estado para, segundo eles, “ter estabilidade e não ter cobrança de patrão”. O dinheiro arrecadado pelos impostos existe independente das intenpéries economicas, causadas pelo próprio estado com sua interferência desenfreada(agente externo à economia de mercado). Dessa forma, trabalhando muito ou pouco, o salário do funcionário público vai chegar todo mês.\r
Portanto, corrupção e serviços ruins são inerentes ao princípio de estado; estado com e menusculo mesmo.
A primeira parte do artigo, que falava sobre “De onde viria essa casa?” me lembrou uma frase do “Mestre dos magos”…. Ao fazer uma mágica que fez aparecer algumas coisas, um dos meninos perguntou porque ele não fazia isso mais vezes… ele disse que não existia mágica que criasse as coisas do nada, elas vinham de algum lugar”
Bingo.
Parabéns Fernando, foi no ponto certo, ou seja direto no sitema que nos assalta.
Todas as vezes que leio textos como esse, a primeira pergunta que me faço é: quem é o governo? Quem são esses órgãos?
Eles deveriam, simplesmente, representar os interesses da população em geral e garantir o bem-estar comum. Simples assim…
Posso te dar mais de mil exemplos dizendo os motivos da importância de um governo e também de órgãos fiscalizadores, mas vou citar alguns, como:
– Impedir que uma pessoa tome posse de uma área comum na cidade e lá construa a sua casa.
– Garantir que uma casa construída não vá derrubar a residência do vizinho (uma vez que muitas pessoas não tem a mínima noção, educação e discernimento).
– Garantir que a sua rua tenha asfalto, iluminação adequada e padronizada, pois imagine a situação de colchas de retalho que seria uma rua, se cada morador resolvesse, no livre comércio, colocar o seu pedaço de asfalto? Ou a sua própria rede de esgoto? Não consigo enxergar isso no macro.
– Garantir a qualidade geral dos produtos que compro com a livre escolha que tenho. E, se eu escolher essa cocada para dar ao meu filho, que ela não cause uma intoxicação por ser produzida em uma casa sem a higiene básica.
– Não acredito que o governo seja o culpado por essa família não ter um chuveiro em casa.
Nós somos…
O governo é figurativo, o governo não é corrupto, o governo somos nós. Nós somos corruptos ou passivos, por aceitarmos essa corrupção. Veja se ela não é a causa:
– Casas são constuídas em locais proibidos na cidade, eu vejo, vc vê, cadê o governo? Preocupados com as liberações, com os alvarás, pois proibir não dá $$$, liberar… Ah, dá 120 apartamentos!
– Dinheiro desviado de verbas, de salários de assessores (ou de fantasmas), de falsos ou super faturados contratos impossibilitam o governo de devolver o que pagamos de imposto em forma de serviços de bem comum. É simples, o governo não tem culpa, o imbecil corrupto que colocamos lá para administrar o nosso dinheiro tem. E, pra ser bem sincera, nunca conheci um que se salvasse. Já trabalhei com alguns e conheço muitos.
– A receita federal, ah, essa sim! Só cobra essa coisa ridícula de imposto pq somos um povo frouxo. Realmente, essa situação de cobrança de tributos para fortelecer o mercado interno é o maior papo furado de todos os tempos.
Só deixo claro que não defendo o Estado, não defendo a podridão, mas seria impossível ter uma sociedade organizada sem uma “organização”. E o governo deveria ser isso, mas é frágil, é corrompível, tem nele os piores defeitos de um ser humano tirano no poder. E, onde impera o egoísmo e a falcatrua não há espaço para pessoas do bem que queiram realmente organizar a sociedade.
Esemann, eu trabalho no serviço publico, e você?\r
Você tem certeza do que disse?\r
Eu discordo.\r
Com todo respeito!\r
Abraços.
Discordo completamente do Senhor Itamar Gines Pereira, compreendo que em ambos sistemas economicos seremos sempre lesados, marxistas ou liberais o que está em jogo não o poder do capital em si e sim o domínio do pensamento individual.
Discordo completamente com o Senhor Eliel, em empresas privadas você é incentivado a produzir mais e sua permancencia não é segura, ao contrario do serviço público.
Tem que ter uma boa dose de fantazia pra embarcar nesses discursos. O que eu notei é que alguem coloca uma dose de realidade, como o Esemann colocou, a respostas vem com mais fantazia ainda. Uma espiral. Mas nao deixa de ser interessante observar. Parabens. Nada pessoal.
Ficou faltando informar que no programa do Ty a família continua pagando o financiamento da casa. O programa ajuda a agilizar a conclusão da casa ou reestruturação da casa.
Mas o testo nos mostra muito claramente o poder negativo que o estado tem e como ele “ajuda” na melhoria de vida da grande maioria da população.
“Gugu Liberato e Luciano Huck são respectivamente os apresentadores dos quadros Sonhar Mais Um Sonho e Lar Doce Lar, ambos praticamente iguais. Eles consistem em selecionar a casa de uma família, geralmente muito pobre e que tenha uma história de muito sofrimento, demolir, e construir uma nova, moderna, com tudo que existe do bom e do melhor. Tudo isso em uma ou duas semanas, período esse em que a produção do programa leva a família para uma viagem de férias. A produção também presenteia as famílias com cursos, maquinário de trabalho e às vezes até novos empregos.”
– Consistem também em destruir os valores da família, em propagar a desonra…Esses dias eu ví num programa do Huck uma desonrada querendo escolher um “principe sueco”…esse tipo de coisa não constrói família nenhuma, deturpa, distorce os valores da família…
Fernando, parabéns pelo artigo. Excelente! Eu sei que foi só um exemplo, mas queria fazer uma observação: provavelmente eles não tem chuveiro não pelo preço do chuveiro (eu comprei um ontem também por 24 em promoção, mas principalmente pela conta de energia que o chuveiro gasta, responsável geralmente por mais de 70% do gasto da energia elétrica. A conta pode sair fácil mais de 100 reais para a família por mês, e isso pra eles é muito. Mas essa conta de energia também seria muito mais barata sem o estado: descontando os impostos diretos e indiretos, tirando o monopólio e permitindo energias alternativas siso poderia ser muito mais barato. Sem contar que eles poderiam ter um sistema de aquecimento solar, esse sim mais caro e que também poderia ser relevantmente mais barato. Um abraço!
Fernando, obrigado pela atençao e resposta. Desculpe se eu coloquei as suas refutaçoes na categoria ‘fantasia’. Os textos sao super bacanas, parece que tudo é possivel. Tudo é admiravelmente simples e objetivos. Nao sei como voces chamam isso. Mas eu adoro ideialistas. Faz a gente sonhar com um mundo diferente. Continue com o otimo trabalho.
Você só se esqueceu de uma coisa, caro Fernando: para que as “sinfonias” do Gugu e do Huck possam tocar a música do livre-mercado, elas dependem de uma permissão do governo, que é a concessão das emissoras de TV onde os apresentadores conduzem os seus respectivos programas. Ou seja, o estado está sempre presente, mesmo quando achamos que tudo está entregue à mão-invisível. Portanto, o Nugged e outros têm razão: não passa de fantasia a idéia de um mundo entregue exclusivamente ao livre-mercado e às trocas “voluntárias” entre os seus operadores, até porque nem sempre esses operadores estão em situação simétrica, abrindo a possibilidade de coerção do mais forte sobre o mais fraco.\r
Penso que devemos, nós liberais, continuarmos a nossa luta pelas instituições liberais, fazendo com que o “vírus” das nossas concepções sejam cada vez mais inoculadas no organismo estatal, de molde a – quem sabe um dia? – tornarmos o Leviatã uma criatura domesticada e mais fit. Porém, acabar com o Leviatã é um sonho de poeta…anarquista.\r
Um abraço a todos.
E quando é um curso nacional de qualificação? No caso do promimp, o governo demora meses para chamar os aprovados para iniciar o curso, sendo que o mercado na área de petróleo e gás está necessitando de mão de obra qualificada. Eu fui aprovado no último concurso da promimp e soube pelo responsável do programa ao responder por essas demoras num site sobre comcursos que o promimp tem em seu edital, prazo de até um ano para inniciar as aulas, devido a burocracia. Perde o tempo o trabalhador e o mercado.
Fernando, fiquei afastado do site do IMB por um tempo. Retorno hoje às leituras e, ao acessar os textos atrasados, me deparo com esse. Fantástico! Parabéns!
Fernando,
Parabéns pelo excelente artigo! Você conseguiu com um prafmatico artigo esclarecer o que de fato é a violência intervencionista! Na ocasião, você tocou num ponto que me chamou a atenção justamente por eu nao compreender bem como ocorre: “formacaomde preço no livre mercado é deteminada pelo consumidor marginal”.
poderia me explicar (ou indicar algum artigo) este mecanismo?
.abraços
Cesa
Fernando, que livros que vc me indicaria para começar a entender a filosofia libertária?
Obs: Li somente “A Anatomia do Estado”
Para quem defende a seguraça pública: noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6003320-EI5030,00-Publicitario+e+morto+a+tiros+apos+abordagem+policial+em+SP.html
Publicitário é morto a tiros após abordagem policial em SP
“a suspeita é de que os policiais tenham confundido o aparelho celular da vítima com um possível armamento”
Bem, devo confessar que achei o seu texto muito bem escrito, mas devo concordar com a pessoa que comentou “Bem escrita, mas besteira.” Puro conteúdo ideológico. Mas pra não dizer que estou apenas atacando, vamos ao conteúdo.
Primeiramente do ponto de vista meramente estético tenho gosto muito distinto do autor, enquanto o mesmo admira e se considera “fã” desse “show de maravilhas” eu vejo apenas um espetáculo bizarro de exploração da pobreza e culto às horrendas personalidades dos Srs. Gugu Liberato e Luciano Huck. Mas gosto é gosto, não vou me ater a isso. Tem quem goste de ver um pobre miserável se atirar ao pés do Gugu como se este fosse um santo. Vamos aos fatos.
Livre mercado e troca voluntária.
“E para uma troca voluntária ocorrer, necessariamente ambas as partes envolvidas devem ganhar. É somente quando a coerção entra na equação que uma parte perde para outra ganhar. (…) na sociedade atual o principal agente coercitivo é o Estado”
O erro fundamental de todo o pensamento liberal standard (do senso comum repetido pelo autor seja via influência da Escola Austríaca ou da Escola de Chicago) é pensar que a liberdade se resume ao direito do indivíduo agir segundo suas próprias determinações. Liberdade não é um direito formal ou uma garantia de não intervenção numa relação de troca por exemplo. A liberdade consiste na potência de agir por parte do indivíduo, sua capacidade – e não o seu direito – de agir e tomar decisões.
A liberdade enquanto poder de agir é algo extremamente limitado que maximiza-se e efetiva-se apenas dentro das relações sociais. E é aí que entra o papel do Estado, do governo, da polícia, da recita federal, da escola pública, da saúde pública etc.
Na prática em um dos comentários você afirma:
” Sem os impostos, tudo fica metade do preço. O marido de Lucinéia trabalha numa firma, ou seja, é registrado, ou seja, metade do salario dele é retido, ou seja, sem o governo ele teria o dobro.
Não só isso. Sem os impostos, todo mundo teria mais dinheiro no bolso pra gastar, ou seja, muito mais oportunidades de trabalho para todos. E, o que é mais importante, de trabalho produtivo, e não parasitário.
Sem regulações e burocracia , o mercado está livre, e teríamos pleno emprego.”
Risível! Sem os impostos não fica tudo pela metade do preço, o Estado acaba! Se o Estado não garante leis trabalhistas ao marido da Dulcinéia, é evidente que o seu patrão não vai repassar o que está economizando em impostos para o empregado, ele vai incorporar no seu lucro e possivelmente vai reduzir o salário do marido da Dulcinéia ao mínimo que esse esteja disposto a aceitar dentro de um panorama de grande reserva de mão de obra, ou seja, olhando pela janela e vendo uma fila de miseráveis querendo um emprego. Possivelmente o Marido da Dulcinéia vai trabalhar por um prato de comida. Estará criada uma relação absolutamente assimétrica entre um detentor de grande poder (que é o poder econômico) e um detentor de um poder mínimo que é apenas o seu poder físico e intelectual!
Se o autor precisar de um exemplo prático, não precisa imaginar. Em muitas fazendas de cana de açúcar, o “poder coercitivo do Estado” não chega, por conta disso, cria-se uma “bela” relação de troca voluntária entre fazendeiros e bóias frias que acabam por se tornar mão de obra escrava. Isso acontece na agricultura, na indústria, no comércio ou onde quer que seja que o “poder coercitivo do Estado” se ausente e permita a “livre” negociação entre o trabalhador morrendo de fome e o detentor do poder econômico.
Há quem possa citar os milagrosos formatos de administração das modernas empresas de tecnologia, softwares, criação etc. É bem verdade que em muitas dessas empresas, muitas vezes os trabalhadores possuem altos salários e excelentes condições de trabalho, que superam em muito o mínimo exigido por qualquer legislação trabalhista, não por bondade de seus patrões mas pura e simplesmente por estarem suas tarefas e sua capacidade de gerar lucros diretamente ligados ao seu bem estar e sua capacidade criativa. Não duvido das ótimas condições de trabalho da Google. Peço apenas que me aponte uma única mina de carvão onde os trabalhadores possam montar seus próprios horários, jogar video game ou fazer sessões de massoterapia durante seus expedientes repletos de intervalos.
No mesmo comentário, quando perguntado: ” O QUE IMPEDE ALGUEM, COM MAIS PODER, MAIS FORÇA BRUTA, DE RETIRAR ESSA FAMILIA DA CASA QUE OS MILAGREIROS “GUGU, HUCK E OUTROS” DERAM, E ASSUMIR TODOS OS BENEFICIOS?
TE RESPONDO: SOMENTE AS “INTEREVENÇÕES COERCITIVAS DOS AGENTES ESTATAIS”…”
Você responde: “Errado.
Alguém com mais poder retirar essa família da casa seria UMA INTERVENÇÃO COERCITIVA.
E, na verdade, o estado retira parcialmente todo mundo de suas casas, cobrando um “aluguel” para permitir que as pessoas morem nas próprias casas!!.. quem não paga os impostos, é despejado.
E ele faz isso pois tem mais poder.”
Sim, com a diferença que a intervenção coercitiva do Estado- pelo menos em tese- deve se dar dentro de um conjunto de leis que é todo ele criado, discutido, elaborado, criticado e sustentado em sua execução pela própria sociedade. Ressalto que não estou aqui me referindo à situação concreta brasileira ou de qualquer país do mundo mais simplesmente a um modelo criticado pelo autor.
Existe uma notória diferença entre a polícia intervir numa relação ou em uma propriedade por conta de uma ilegalidade por meio de um processo legal e um criminoso entrar armado de fuzil na sua casa e obrigar você a sair de lá. Esta diferença parece sumariamente ignorada pelo autor.
O Estado não retira ninguém parcialmente de suas casas cobrando impostos, antes ele garante que você tenha essa propriedade meu amigo. Se alguém mais forte que você expulsar você da sua casa o que você vai fazer? Chamar a polícia que é mais forte que esse alguém, que é paga pelos impostos cobrados tanto de você quanto desse alguém e tem o dever de fazer cumprir a lei que no caso foi infligida por esse alguém ou consentir alegremente e propor um brinde à liberdade e a não intervenção do estado nas relações de troca voluntária? Sim, voluntária afinal, interessa ao fortão a sua casa e te interessa manter os dentes no lugar, é o ganha-ganha, o milagre do livre mercado.
De onde vem o poder do Estado? Vem da própria sociedade meu amigo, o Estado não é o político. Ocorre que quanto menos uma sociedade participa da utilização do poder do Estado, mais a parte da sociedade que se utiliza desse poder vai utilizá-lo em benefício próprio. Não é o Estado o problema, não a existência dele, mas sim a relação da sociedade com o Estado. Uma relação mais ou menos participativa.
No exemplo da “facínora agência ANVISA” o que o autor sugere? Que não exista nenhum tipo de fiscalização de produtos e alimentos consumidos pela população? Você acha mesmo que se a relação entre uma empresa do tamanho da Coca-Cola e o consumidor brasileiro se der com total liberdade isso será vantajoso para ambos os lados? Então não se preocupe pois o livre mercado que você tanto sonha já está aí, produtores de alimentos, laboratórios e a indústria em geral empulham a população com toda sorte de porcarias à custa da corrupção sistemática de agentes de fiscalização. E se com toda a fiscalização nós seguimos comendo lixo, qual é a sua solução? Uma melhoria no trabalho de fiscalização, redução da corrupção via processos legais, redução da impunidade, reestruturação das carreiras, melhor treinamento, maior participação da sociedade… Não, a extinção de todo e qualquer tipo de fiscalização e a plena confiança nas forças do mercado como reguladoras da qualidade dos produtos oferecidos à população. Risível
Mais exemplos:
“. Uma obra é uma troca voluntária de livre mercado entre duas partes. O estado intervém coercitivamente e proíbe a troca, exigindo pagamentos e cumprimento de requerimentos para “liberar” a troca. “
É claro, evidente, uma obra é um serviço técnico prestado por uma parte que muito entende de obra para uma outra parte que rigorosamente nada entende obra. O estado deve intervir afim de garantir a segurança da parte que está desfavorecida nessa troca. O que acontece quando não há essa regulação? Simples, temos muitos exemplos reais do poder coercitivo devidamente excluído via corrupção de fiscais. Prédios construídos com areia de praia desabando em poucos anos, invasão de áreas de reserva ambiental, condomínios despejando esgoto de forma irregular etc… Tudo garantido pelas forças de mercado (eufemismo para lucro) e pela convicção liberal de fiscais que resolvem participar do milagre do ganha-ganha sem atrapalhar, fazendo o papel de “menos piores”(custo a acreditar que você disse isso) e deixando que o livre mercado “maximize a utilidade social”
“Hoje a gente evoluiu e chegou a um processo que junta o Romário, o Tiririca e mais um monte de gente em uma sala pra discutir o que os outros devem ser forçados a fazer”.
Genial, Juliano! hahahaha
Victor, é patético criticar algo que se desconhece. Como você não tem noção do que é o libertarianismo, sugiro buscar neste site mais informações a respeito.
Indico este vídeo, é bem básico mas acho que dá pra começar a entender o que é liberdade: http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=98 . Veja também http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1053 para entender melhor o que é o seu deus estado.
fernando, ‘governo e mercado’ é parte de ‘man, economy and state’, ñ? vcs tão traduzindo o resto do texto?