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Uma defesa do preço abusivo

A imbecilidade da semana passada (de 5 a 11 de março) em São Paulo deveria entrar
para a história.  Foi uma ilustração perfeita de um dos famosos princípios de Rothbard: o governo, ao tentar infrutiferamente resolver problemas antigos, cria problemas novos.  

Assim, para aliviar o trânsito paulistano, a Prefeitura decidiu restringir a circulação de caminhões por vias muito importantes da cidade, como a Marginal Tietê, em horários de pico. Os caminhoneiros, indignados com a restrição que lhes custará tempo e dinheiro, entraram em greve.  Em um ou dois dias de greve,
esgotaram boa parte dos estoques de combustível dos postos de gasolina, o que
levou muitos deles a aumentarem seus preços.  E aí o governo voltou à cena, punindo os donos
desses postos por praticarem “preços abusivos”.

José Alberto Gouveia, líder sindical do setor, considera os donos dos postos envolvidos uns “empresários safados que devem ser presos”.  Em entrevista a diversas rádios, Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP, explicou que o que o Procon proíbe nesses casos é a “elevação de preços sem justa causa”.  Quem ouviu rádio, viu TV ou leu jornal acompanhou por dias a indignação pública contra esses malfeitores que, se aproveitando da escassez momentânea, ousaram aumentar seus preços.  Esqueceram-se de um pequeno detalhe: se há, neste universo, uma causa justa para a elevação abrupta de preços, é a escassez abrupta do bem em questão.

Pois o valor de um bem é determinado exatamente por sua escassez relativa.  Aqui em São Paulo, uma garrafa d’água vale pouco, pois a água é abundante.  No meio de um deserto, a garrafa d’água é
valiosíssima, pois é muito mais escassa.  A necessidade que deixamos de satisfazer ao abrirmos mão de uma garrafa d’água em São Paulo é muito menos importante do que aquela que deixamos de satisfazer ao abrirmos mão de uma garrafa d’água idêntica no meio do Saara.  Aqui, na capital, um diamante compra quantidades enormes de água.  Lá, viajantes perdidos trocariam todas as joias do mundo por um mísero gole.  

Por três dias, faltou combustível em São Paulo. Muitos postos ficaram sem álcool e gasolina.  O valor do combustível, portanto, subiu.  Nada mais justo que os postos subissem o preço cobrado. Não é à toa que o fenômeno não foi caso isolado: pelo menos 18 postos aumentaram seus preços, e estão agora sob investigação.

Qual o efeito deste aumento de preço? Ao preço mais alto, menos gente vai querer comprar gasolina; alguns que planejavam encher o tanque nesses dias simplesmente não o encherão; outros encherão o mínimo possível, e tentarão reduzir o uso do carro se ele estiver com tanque baixo (como todo mundo sabe que em poucos dias a oferta de combustível se normalizaria — graças ao capitalismo — a maioria das pessoas com tanque cheio não deixaria de usar seu carro). 

O resultado é uma demanda menor por combustível, o que faz com que o estoque, que escasseou, dure mais e seja destinado aos casos mais urgentes, àqueles que realmente precisam do combustível agora e estão, portanto, dispostos a pagar mais caro.  O posto, ao aumentar o preço para lucrar com a escassez, promove a economia do combustível, que é exatamente a atitude necessária em tempos de carestia.

Se, pelo contrário, os postos se comportarem como exige o Procon, os sindicalistas e os locutores de rádio, o preço dos combustíveis continuaria constante, os consumidores continuariam a consumir como se não estivéssemos atravessando um período de escassez acentuada, e o combustível disponível acabaria muito mais rapidamente, levando a mais filas nos postos e a mais gente que precisa de combustível sem tê-lo.  

O estudante que levou seu carro ao posto por mera conveniência (pois podia, digamos, usar o metrô) consumirá a gasolina do taxista que precisava dela, ainda que cara, para garantir o dia de trabalho.

Fica claro, portanto, que mesmo em um período curto de escassez abrupta é não apenas justificado, mas socialmente bom que os ofertantes aumentem o preço (se assim o quiserem; se alguns quiserem vender
barato ou mesmo dar de graça seu produto ao primeiro que aparecer, que sejam livres para tanto). É graças a esse “aumento abusivo” que o produto fica um pouco menos escasso, pois as pessoas adaptam o uso que fazem dele às novas condições de preço. 

Se a falta de combustível durasse mais alguns dias, é muito provável que até mesmo a oferta de álcool e gasolina aumentasse, vinda de canais pouco ortodoxos: pessoas com tanque cheio no início da semana, mas cujo uso do carro não lhe era essencial, ofereceriam, a certo preço, o conteúdo de seus tanques para outros que valorizassem o combustível mais do que eles próprios. 

O mecanismo de preços livres ajuda não só a conter a demanda como também a estimular a oferta.  Mas ele só funciona se o Procon e os sindicatos não se intrometerem.  O único resultado do controle de preços, tenha ele as boas intenções que tiver, é tornar o consumo e a oferta irracionais, promovendo a falta e o excesso indiscriminadamente e sempre no lado errado; levar as pessoas que vivem no meio
do Saara a esbanjar água como se vivessem no Brasil.

Algum leitor pode ainda não estar convencido. Pois não parece justo que um posto lucre a mais com base na necessidade do consumidor. Perceba, contudo, que ao dizer isso, se está aceitando o exato ponto que estou defendendo: o consumidor está passando por maior necessidade daquele bem que está em falta; em outras palavras, aquele bem está mais valioso (como água no deserto). E é perfeitamente justo que
quem oferta um bem valioso seja remunerado de acordo.

Não é verdade que o posto esteja explorando o consumidor, e é possível provar que o próprio consumidor não pensa assim. Afinal, o que aconteceria se um posto resolvesse dobrar o preço da gasolina do nada, sem que qualquer crise de abastecimento estivesse em curso?  Ele meramente perderia clientes.  Ninguém precisaria denunciá-lo nem nada; todos apenas iriam a outro posto; não por boicote ou outro movimento organizado, mas simplesmente por saber que há preços melhores na praça.  

O vendedor que pratica um preço fora da realidade cava sua própria cova: fica com produto não vendido
na mão, consumindo-lhe o capital investido.  A crise atual de abastecimento tinha período esperado para acabar: uns poucos dias.  Assim, um posto que cobrasse R$100,00 o litro da gasolina não encontraria clientes (ao contrário de uma situação hipotética mais grave em que o petróleo de fato acabasse, e daí R$100,00 o litro da gasolina seria uma pechincha inacreditável).

É claro que dá raiva em qualquer consumidor saber que um bem que ele comprava a R$2,90 por litro agora custa R$5,00.  E nossa cultura anticapitalista ensinou os consumidores a direcionar essa raiva (que nada mais é do que frustração frente a circunstâncias mais desfavoráveis do que ele imaginara) aos produtores, que são vistos como inimigos naturais.  São ridículas essa revolta e essa denúncia contra o posto que aumentou os preços.  O posto está ali voluntariamente, oferecendo-lhe um serviço que ele, consumidor, não precisa aceitar.  Se aceita, é porque julga que ele é vantajoso nas condições atuais; ou seja, que o produto vale o que o vendedor cobra.  Se não pensasse assim, não compraria.  

Abster-se de comprar é a punição justa que o consumidor inflige em quem não atende a suas necessidades por um preço que ele considere vantajoso; é assim que funciona a competição no mercado, e é por isso que as necessidades da vida (combustível, água, comida), mesmo sem controle de preços, custam muito menos do que custariam se tivéssemos que nos virar, cada um de nós, para produzi-los individualmente.

Seria ótimo se a gasolina fosse distribuída gratuitamente e mesmo assim sobrasse para todo mundo, como o ar que respiramos. Vivemos, contudo, no mundo real; a gasolina disponível não dá para todo mundo; é escassa. Por isso ela tem preço; e por isso algumas pessoas dedicam seu esforço e inteligência para torná-la disponível aos demais. Em dias como os da semana que correu em São Paulo, ela ficou mais escassa; seu valor aumentou. Quem protesta contra os preços “abusivos” dos postos protesta contra a própria realidade; o verdadeiro autor de abuso é o Procon, que quer impedir, por um suposto “direito do consumidor de comprar um bem a um preço constante”, os membros da sociedade de se adaptarem a novas condições. Quem concorda com ele, vive em um mundo de faz-de-conta no qual o mero desejo humano é o bastante para tornar abundante um bem escasso.  

O grande problema é que carros não funcionam à boa vontade…

 

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62 comentários em “Uma defesa do preço abusivo”

  1. Jose Roberto Baschiera Junior

    Fiquei tão revoltado semana passada quando fiquei sabendo dessas prisões… Muitos outros donos de postos não aumentaram os preços por medo de também serem presos, o que piorou ainda mais a situação.

    Não adianta esbravejar, preço justo é o ditado pela oferta e demanda.

  2. Uma das justificativas possíveis para as críticas ao aumento de preços de combustíveis é o fato de que você não pode simplesmente abrir um posto e vender combustível mais barato. Você precisa passar por um rosário de burocracias e alvarás, e provavelmente terá seu pedido recusado se já houver um posto ao lado do seu ponto. Logo, um dono de posto de combustível que decide aumentar demais o preço está se aproveitando de uma situação de crise e de restrição à concorrência.

  3. Eu gostaria de lembrar o fato de que alguns postos estavam melhor preparados que outros. Certamente, alguns postos investiram mais, adquirindo reservatórios de combustível maiores e portanto estavam menos susceptíveis à variações no abastecimento. Não somente isso, reservatórios maiores permitem que o administrador do posto realize uma eficiência maior em termos de logística de forma a não comprometer a satisfação de seus clientes e garantindo mais qualidade com relação aos seus concorrentes. Claro, este posto vai cobrar mais por também ter arriscado mais. Trata-se do seu prêmio com relação aos outros.

  4. Concordo com seus comentários a respeito do aumento do preço diante desse cenário especial, ou seja, em uma crise de abastecimento. Mas discordo quando afirma “Afinal, o que aconteceria se um posto resolvesse dobrar o preço da gasolina do nada, sem que qualquer crise de abastecimento estivesse em curso? Ele meramente perderia clientes. Ninguém precisaria denunciá-lo nem nada; todos apenas iriam a outro posto;”
    Pois aí você está trabalhando com um cenário ideal, onde não há cartel. E sabemos que a realidade é outra.

  5. Interessante o artigo, uma leitura bem razoável finalmente surge diante da histeria da mídia. Não sou economista, mas não preciso ser para saber que um produto essencial em escassez ganha valor, fica mais caro mesmo. Mas há algumas situações extremas que não sei se as regras do livre mercado darão conta. Por exemplo, no início do século XX, pouco depois da I Guerra Mundial, uma pandemia de gripe espanhola atingiu o globo. No Brasil a cidade mais atingida foi o Rio de Janeiro. Além da gripe e das mortes que ocorriam cada vez mais todos os dias, os donos de armazém não liberaram os produtos do estoque e aumentaram o preço de produtos básicos, como alimentos. O governo à época interferiu. Acho que naquelas circunstâncias a interferência foi sensata.

  6. Faltou dizer ainda, que caso a falta de combustíveis permanecesse por mais tempo, os postos não ficariam isentos de pagar salários, impostos(aqueles que não são proporcionais a vendas), entre outros custos. Abusivo é politico aumentar os próprios salários e benefícios, mas esses nunca vão presos(e isso que a oferta dessa corja é muito maior que a demanda)!!!

  7. Ótimo texto Joel.
    Só acho que poderias ter explorado mais explicitamente a questão de que se os postos não aumentassem os preços dos combustíveis, eles mesmos teriam prejuízos. Pois a quantidade (agora menor do que sem a regulamentação proibindo a livre circulação de caminhões) de combustível disponível tornou-se menor, o que à um preço constante levaria à uma falta do mesmo mais rapidamente, tornando postos inoperantes. Ou seja, postos de combustíveis tendo que pagar todos os seus custos (salários, contas, etc) de operação sem vender sequer um litro do seu produto.

  8. A matéria, em seu bojo diz: “Qual o efeito deste aumento de preço? Ao preço mais alto, menos gente vai querer comprar gasolina; alguns que planejavam encher o tanque nesses dias simplesmente não o encherão; outros encherão o mínimo possível, e tentarão reduzir o uso do carro se ele estiver com tanque baixo” Que bastialidade. Então, porque não proibir logo a venda de combustíveis no país, heim?

  9. Carlos U. Pozzobon

    Faltou assinalar que o preço abusivo de hoje vai gerar um lucro extra para pagar as despesas fixas com a falta de combustível amanhã no mesmo posto. Por isso os preços sobem na medida da escassez. Se não houvesse escassez, os preços seriam menores e OS LUCROS MAIORES. O aumento de preço na escassez não significa maiores lucros no cômputo final do mês ou período. Apenas naquelas vendas. É claro que o consumidor foi sacrificado, porque ele é afinal quem paga, mas o posto, repito, não está necessariamente ganhando mais em um período maior do que aquele dia.

  10. Das teorias mais idiotas que já tive o desprazer de ler… Em qualquer caso de calamidade ou catástrofe natural teremos produtos que sofrerão com o problema da ecasses, pela sua logica torta seria correto aumentar o preço desses, mas isso é bom pra quem alem do comerciante que lucra a partir de uma situação emergencial?

    Por favor né…Um cara que defende um ABSURDO desses deveria estar internado!

  11. Boa Leandro! Se me permite complementar…\r
    \r
    Além disso, passado algum tempo, o preço mais alto atrairia outras formas de abastecimento para suprir a demanda. Um exemplo recente, foi no desastre do furacão Katrina, onde pessoas de áreas nao afetadas pegaram seus carros e encheram de água, combustível etc para vender a preços “abusivos” no local devastado.\r
    \r
    Claro, os sábios de plantão denunciaram o “abuso” à polícia, que apreendeu tudo e, assim, o abastecimento ficou ainda pior. Nunca falha, controle de preços é igual a escassez.\r
    \r
    Não é óbvio que as pessoas estavam melhor sob o regime de preços livres?

  12. O problema é que Cezar não está querendo entender como a economia funciona, vamos ser mais didático, vamos supor que você é dono de um posto e você tem custos fixos como energia, salários, água, telefones, taxas com cartão, impostos e ETC, vamos supor que esses gastos sejam R$20.000,00 e você vende normalmente 20.000 litros de gasolina que você compra a R$1,50 da distribuidora, logo temos:\r
    20.000 x R$1,50 = R$30.000,00 (custo da gasolina)\r
    R$20.000,00 + R$30.000 = R50.000,00 (custo total), então, chegamos a um preço por litro de R$50.000,00 / 20.000 = R$2,50 (preço por litro em condição normal), mas devido o desabastecimento você só recebe 5.000 litros, logo temos:\r
    5.000 x R$1,50 = R$7.500,00 e tem um custo total de:\r
    R$20.000,00 + R$7.500,00 = R$27.500,00 e o preço final de R$27.500 / 5.000 = R$5,50\r
    \r
    Agora se você fazer populismo por sua conta como o governo quer, teremos:\r
    5.000 x R$2,50 = R$12.500,00 logo você terá um prejuízo de: \r
    R$27.500 – 12.500,00 = R$15.000,00\r
    \r
    \r
    \r

  13. Leninmarquisson da Silva

    Pretor deve ter assistido Peter Pan antes de comentar. Lembro daquela cena onde tinha um porre de crianças famintas sentadas à uma mesa vazia. Então, todos eles se deram as mãos, e com força de pensamento e vontade a mesa ficou cheia de comida.
    Mas é compreensível, afinal, assim como o Peter Pan, também vivemos na “Terra do Nunca”.
    “Nunca nefte paíf…”. Nunca nesse país a população foi tão imbecil e palpitera. Valeu Pretor, mas um record obtido pelo PT!

    Porra, mais um motivo pra eu não me arrepender de ter escolhido Engenharia à Economia (mainstream claro, que é a única que tem aqui na Facamp); raciocínio lógico:

    1- Há escassez de um produto (gasolina, no caso);
    2- Você quer otimizar sua utilização e minimizar os efeitos dessa escassez;
    3- Joel “bastialiamente” defende o direito de se aumentar o preço, o que desincentiva o consumo e faz as pessoas repensarem suas prioridades e se adaptarem à nova realidade de escassez.

    1- Há escassez de um produto (gasolina, no caso)
    2- Você quer otimizar sua utilização, minimizar as consequências dessa escassez
    3- Pretor defende proibir o uso como maneira de otimizar a utilização (WTF?!?!)
    4- Epic Logic FAIL

    Já o Cezar Paulino deveria fazer uma visita à Nova Friburgo. Graças à ação estatal, não foram praticados preços abusivos e as vítimas da enchente continuaram consumindo normalmente…até que dias depois se deram conta que os recursos acabaram. De barriga vazia e mortos de sede, agradeceram ao Estado por proibir que eles comprassem, voluntariamente produtos à preços “abusivos” (claro, se eu acho abusivo, eu compro, né?) E é claro, por destinar os recursos de ajuda às vitimas para as escolas de samba que pegaram fogo e não poderiam defilar no carnaval…

  14. Excelente a análise feito por Joel Fonseca, desmitificando a situação. Entretanto, ele não abordou o assunto sob o ponto de vista do empresário. Bastou-lhe o princípio da escassez. Permito-me considerar o seguinte: o posto de gasolina, que devia movimentar certa quantidade de combustível pelo período de uma semana ou mês, passou a não ter o produto, o que comprometeu sua margem de ganho, já bastante apertada. Assim, como ele vai enfrentar os custos fixos do posto (salários, aluguéis, juros etc), se ele vender toda gasolina ao preço anterior, que não corresponde à nova realidade de escassez e crise no fornecimento? Assim, Joel Fonseca poderia ter feito sua análise também à luz da situação do empresário. De qualquer modo, excelente seu artigo. Aprendemos muito.

  15. Excelente texto.
    A escassez da combustíveis é algo inaceitável, mas fica um porém: uma cidade com menos carros é uma cidade mais feliz.
    Pelo menos na teoria…
    Quanto à opinião de um dos internautas a comparação ao desastre natural foi bem infeliz, já que nesses casos não pensamento econômico que funcione e sim sensibilidade humana.

  16. É sempre o mesmo problema com a maioria do povo brasileiro, poucos tiveram a coragem (ou insanidade, já não sei mais) de tentar abrir uma empresa no Brasil pra ver como é que funciona. O pessoal acha que é so abrir o posto, sentar na cadeira e o real a mais que ele cobra no litro de combustível vai tudo pro bolso assim limpinho.\r
    \r
    Não me admiro da quantidade de gente que se forma em algum curso tipo Direito ou Administração só pra fazer concurso público depois.\r
    \r
    O futuro me dá medo…

  17. Uma cidade com menos carros é uma cidade mais feliz? De onde voce tirou isso?

    Por favor não me diga que é um dado empírico, onde se comparam níveis de felicidade, com números de carros.

    Naturalmente, uma cidade com mais carros, provavelmente será uma cidade mais urbanizada, sendo portanto uma cidade com maiores fatores de stress. Mas então, você me perguntaria, por que alguém iria viver lá? Bom, as pessoas que decidem morar em cidades maiores, o fazem por um motivo; maior ambição na carreira, por exemplo. E isto compensa pelo incremento de stress.

    Realmente, seria uma análise um pouco complexa.

  18. Pessoal do Mises,

    trabalho na área contábil, e tem um empresário do setor de softwares (que de certo lucra com a burocracia) com uma carta aberta de reinvidicações contra a mesma burocracia.

    Assim, gostaria que alguém a lê-se, e se possível elaborasse uma breve resposta às mesmas.

    Desejo enviá-la juntamente com a tal carta para ele.

    Texto da carta:

    “CARTA ABERTA DE REIVINDICAÇÕES POR UMA BUROCRACIA TRIBUTÁRIA SUSTENTÁVEL SINTONIZADA COM O CONTRIBUINTE
    1- Que a Receita Federal armazene os Arquivos XMLs das NFe, dispensando o contribuinte da responsabilidade de guardá-los, como era feito na era do papel, isto é, por um período de cinco anos.
    2- Que a Receita Federal autorize o contribuinte por intermédio do contabilista, a baixar esses arquivos XMLS através de download, de forma simples, com recursos de opções facilitadores, como baixa em lotes, por datas, emitente, etc.
    3- Que a Receita Federal autorize formalmente e oficialmente a exportação dos dados para declaração do PGDAS-D, fornecendo documentação da estrutura e layout dos campos. Pois hoje isso é feito, mas de forma informal.
    4- Planejamento, agendamento e escalonamento entre os setores da própria Receita, para não implantar mudanças, alterações e novidades simultaneamente, em datas de períodos coincidentes, criando picos de trabalho desnecessários, e conseqüentemente, causando horas extras devido à sazonalidade extemporânea provocada.
    5- Que a Receita Federal aprimore seus canais de comunicação para estar melhor sintonizado com demandas e necessidades dos contribuintes, contabilistas e todos responsáveis pela elaboração e entrega das obrigações acessórias ao Fisco.
    6 – Redução do valor da multa de R$ 5.000,00 por atraso na entrega.”

  19. O único argumento necessário contra o controle de preços é que ele é imoral. O produtor oferece o produto porque é DELE e porque QUER. Ele não é obrigado a vender e ninguém é obrigado a comprar. O resto é bônus.

  20. Exatamente, de que serve um posto de combustíveis, sem combustível?

    Os preços também regulam os estoques.

    Não é novidade pra mim, nem pra ninguém acredito, mas não consigo não ficar atônito, quando vivemos uma crise causada pelo estado, o brasileiro médio pede mais estado. O Brasil já é um país socialista, com uma cultura socialista e leis muito mais socialistas.

  21. Se o Combustível estava dentro do Tanque quando começou a greve, nada justifica o Aumento dos preços, se for novo pedido depois de finalizado e o custo para receber for maior, quanto seja isso justificaria o aumento do valor, até que o mesmo se esgote e novo pedido seja feito dentro da normalidade e com preços dentro do padrão…

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