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Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário

Minha intenção é expor dois pontos principais: (1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E (2) mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.

Quando nos recordamos de que a palavra “Nazi” era uma abreviatura de “Nationalsozialistischen Deutschen ArbeiterparteiPartido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães –, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com “socialista” no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo “de fato” na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou,  para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização “de fato” do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários.

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de “crimes econômicos”, em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções.

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo “de fato”, a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista “de direito”, como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista –, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão.

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que “o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão.” Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo.

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores.

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 23 de fevereiro de 2014.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

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355 comentários em “Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário”

  1. “As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida, devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário” (Karl Marx / Gazeta Renana – 1849)

    Detalhe, A Gazeta de Renana era um jornal particular dele.

    Engels ainda completou ao afirmar que alguns povos eram “lixo racial”, os extermínio dessas etnias era necessário já que se tratava de culturas que estavam dois estágios atrás na luta histórica, o que tornava impossível trazê-los ao nível de revolucionários; bascos, bretões, escoceses e sérvios. Além disso, tanto Marx quanto Engels, odiavam eslavos, viam como povos imundos e, talvez pela herança germânica, nutriam uma tenra oposição a Polônia.

  2. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Este é um texto que eu estou sempre lendo pois é muito importante se ter em mente qual é a base intelectual que rege a nossa sociedade.\r
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    Hoje e há muito tempo nas universidades, colégios, meios de comunicação, partidos políticos e na produção de leis o fundamento que as sustenta é o socialismo.\r
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    Deve ser frisado que o socialismo a que me refiro é o controle de todos os aspectos da vida humana pelo estado, como descrito no texto. Em suma, é a supremacia ABSOLUTA do governo sobre o indíviduo. \r
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    Embora não estejamos sendos presos, torturados e mortos pelos socialistas, como aconteceu na União Soviética e na Alemanha Nazista, eles tem a completa hegemonia cultural em nossa sociedade.\r
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    Frise-se que NÃO EXISTE NENHUMA CONDENAÇÃO PÚBLICA E INTELECTUAL AO SOCIALISMO.\r
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    A queda do muro de Berlim apenas pulverizou e mudou a estratégia de tomada de poder pelos socialistas.\r
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    O fim da guerra fria foi benéfico ao socialismo.\r
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    O capitalismo e seus valores foram rejeitados por amplos setores da sociedade que não acredita na iniciativa privada e na liberdade individual.\r
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    Os socialistas operam no centro de poder dos principais países do mundo, sem qualquer contestação ou critíca.\r
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    Eleve-se que não existe nenhum partido político no Brasil que defenda liberalismo clássico há várias décadas.\r
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    As poucas pessoas que acumulam capital e trabalham honestamente são mal vistas e tidas como otárias.\r
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    Todas as pessoas que tem projeção social, política e econômica hoje conseguem tal feito por serem militantes partidários, possuirem vínculos com o estado ou ambos.\r
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    Não obstante a força dos argumentos do texto e das idéias do IMB, ninguém, no mundo cultural, equipara o nazismo ao socialismo. \r
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    O texto ora comentado é um alerta constante de que nossa liberdade corre muito mais riscos do que nossa razão alcança.\r
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    Acredito que a liberdade ira prevalecer, mas até que isto aconteça o risco de nossa felicidade ser destruída é real.\r
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    Abraços\r
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  3. Ninguém equipara socialismo/comunismo a nazismo porque isso é um erro conceitual grave. Ainda que não possa ser atribuído a Mises (que sabia o que estava dizendo, pois na situação histórica em que vivia a União Soviética era sinônimo de socialismo) muitos ainda o utilizam para justificar essa sandice.

    O conceito apropriado é stalinismo, que foi um governo totalitário assim como o nazismo. Quem, depois de Mises e Hayek, tenta relacionar TODAS as idéias de Marx ao que ocorreu na União Soviética ou é burro ou age de má-fé (ou os dois). Hannah Arendt, insuspeita crítica desses regimes, explica direitinho pra quem não quer entender.

    Aos mais afeitos à fonte primeva, é aó abrir a “Ideologia Alemã” e ler com calma.

  4. Arthur,
    Que tal tentar rebater os argumentos do texto, ou se quiser rebater alguma fonte “primeva” que tal tentar mostrar a diferença entre socialismo e o programa abaixo:
    We ask that the government undertake the obligation above all of providing citizens with adequate opportunity for employment and earning a living. The activities of the individual must not be allowed to clash with the interests of the community, but must take place within its confines and be for the good of all. Therefore, we demand: . an end to the power of the financial interests. We demand profit sharing in big business. We demand a broad extension of care for the aged. We demand . the greatest possible consideration of small business in the purchases of national, state, and municipal governments. In order to make possible to every capable and industrious [citizen] the attainment of higher education and thus the achievement of a post of leadership, the government must provide an all-around enlargement of our entire system of public education . We demand the education at government expense of gifted children of poor parents . The government must undertake the improvement of public health – by protecting mother and child, by prohibiting child labor . by the greatest possible support for all clubs concerned with the physical education of youth. We combat the . materialistic spirit within and without us, and are convinced that a permanent recovery of our people can only proceed from within on the foundation of the common good before the individual good. – From the political program of the Nazi Party, adopted in Munich, February 24, 1920

  5. A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante.

    Mesmo após o Pacto Molotov, Hitler invandiu a União Soviética. Nossa, quanta identidade ideológica.

    Isso ainda na esfera de URSS = socialismo/comunismo.

    E vejam, como notei, rebato a associação que fazem de Marx a esse programa. É só ler isso aqui:

    “A democracia é o enigma resolvido de toda constituição. Nela encontramos a constituição fundada em sua verdadeira base: seres humanos reais e o povo real; não meramente, implicitamente e em essência, mas em existência e em realidade. A constituição é assim postulada como criação própria do povo. A constituição é, em aparência, o que é em realidade: a criação livre do homem (Marx, 1992a [1843], p. 87)”.

    “Apenas o sentimento próprio dos homens, sua liberdade, pode fazer a sociedade novamente um dia tornar-se uma comunidade na qual os homens possam realizar seus objetivos mais elevados, uma polis democrática (Marx, 1992b [1843], p. 201)”.

    MARX, Karl. 1992a [1843]. Critique of Hegel’s doctrine of the State, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.

    _________. 1992b [1843], Letters from the Franco-German yearbooks, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.

    Há inclusive uma anedota que dá conta de que o próprio Marx teria dito que não era marxista. Em termos simples, o que vocês chamam de socialismo é meramente bolchevismo/stalinismo, ou seja, aberrações teóricas e práticas criadas por Lênin e Stálin com a devida má influência de Engels. Os erros teóricos e analíticos de Marx são outros, não obstante o próprio Marx abominar o estatismo.

    Enfim, acredito fortemente que vocês deveriam abandonar essa sanha anti-Marx – nesse aspecto – pois é uma associação infrutífera e claramente errada. Esse último fato não ajuda na propagação das idéias libertárias que vocês defendem.

  6. Fernando Chiocca: o “hum, interessante” foi uma ironia. Eu posso colocar o nome do meu partido de “partido libertário do Brasil” e apoiar um golpe militar. Esse argumento não passa em nenhum teste mínimo de lógica. E “medidas socialistas” que vocês chamam são as medidas de planejamento central e estatismo, enquanto um marxista não-leninista e anti-stalinista vai te dizer que os dois são fenômenos de capitalismo de estado. A discussão é muito mais complexa do que simplesmente definição de nomenclatura e, ainda sim, passa inevitavelmente por ela. Dizer que nazismo = socialismo é uma ação muito mais política do que téorica/analítica, e vocês sabem disso.

    E Leandro: essa NÃO era a tese de Marx. Isso que você acabou de colocar – desculpe o tom – é uma falsificação grosseira. A tomada do estado em Marx serviria justamente para abolí-lo. Toda a digressão sobre ditadura do proletariado – o ínterim entre a tomada e derrubada – como vocês a conhecem é baboseira de Lênin (novamente, com alguma influência de Engels), não de Marx. No 18 Brumário, Luta de Classes em França e Guerra Civil em França Marx é enfático em dizer que não há nada dentro do Estado que possa realizar o interesse revolucionário. As idéias de maximização do estado, estatização e cerceamento da liberdade NÃO estão em Marx.

    E Fernando Chiocca, de novo: se Stiglitz, Krugman e Amartya Sen podem e cometem erros, por que Reisman não cometeria? Que argumento de autoridade é esse? E eu que pensava que fossem os marxistas que adoravam esse culto à imagem intelectual de alguém; quase uma profissão de fé.

    E, pra finalizar, adoro citar esse tipo de frase. Então, com o perdão dos colegas pelo já extenso reply, Leandro diz:

    “Assim é fácil: coloca-se uma ideia em prática. Quando ela previsivelmente fracassa, recorre-se ao tipicamente surrado argumento de que, na realidade, a prática não tinha nada a ver com a ideia que a originou”.

    Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? Por que a Marx não é concedido esse privilégio?

  7. Fernando Chiocca: não sou socialista/comunista nem marxista. Sou liberal (rawlsiano) e, portanto, estatista, e minha discussão é mais com Nozick e Hayek do que com Mises e Rothbard.

    Por isso, o debate aqui é meramente de interesse acadêmico. Vamos às respostas, e acho que elas servem a todos.

    O meu argumento não é a favor de uma economia socialista, como Mises e Hayek a conceberam no debate com os soviéticos. Ficou provado teórica e empiricamente que o planejamento central da economia soviética não funciona. Isso é um dado objetivo.

    Questão completamente diferente é se isto está ou não em Marx. Eu digo categoricamente: não está. Já apontei os textos que podem ser consultados caso queiram checar se o que digo são só ilações (Crítica ao programa de Gotha é mais um). Por isso, Leandro, me reservo o direito de não ter que abrir o livro e refutar textualmente o que você diz de Marx aqui. Veja, você não sustenta com qualquer menção a um escrito do alemão as suas afirmações. Você diz:”está É a teoria de Marx!”. Muito bem: em qual livro/escrito está? Isso, pra mim, também é “fazer beicinho” rs.

    Outro ponto é: mesmo que o comunismo/socialismo de Marx não tenha identidade alguma com o totalitarismo soviético, será que ele daria certo? Esse é um debate longo e, como se vê, se não sou marxista nem marxiano, é porque vejo sérios entraves à consecução das idéias de Marx e já tenho, assim, uma posição. Um desses entraves, para ficar só nesse, é o perfeccionismo moral necessário para a manutenção da ordem social.

    Ou seja, a questão não é da ordem econômica, tendo em vista que, a despeito do que pensam alguns libertários, não existe só capitalismo e “socialismo” (planejamento central) como modos de organização da distribuição de bens primários.

    Pra mim, é isso que tem que ficar claro. Sem essa distinção, penso que vocês nunca conseguirão sustentar um debate com quem realmente leu Marx (uma falha da maioria dos liberais e libertários que conheço). Se se diz que ele é tão adorado, a ponto de fazerem exegese de sua obra do Brasil, como enfrentar na esfera pública quem supostamente defende suas idéias sem lê-lo?

    (Vocês verão que a maioria dos que são caracterizados como marxistas e esquerdistas passam longe daquilo que Marx pensava).

  8. Trabalhadores, unam-se contra os exploradorese eu lhes darei o paraíso na terra. Se não for nesta vida, tenham fé, lhes darei o paraíso na próxima. Marx, o proselitista.

    Como alguém que foi despejado inúmeras vezes por não pagar seus aluguéis (mas que tinha recursos para publicar seus jornais panfletários) pode cometer o disparate de escrever sobre Economia. Deveria ter se limitado a escrever um verbete, descartável, sobre inadimplemento.

  9. Presidente do PT, na festa de aniversário do partido, admite o que todos nós já sabíamos e estamos vendo na prática. O PT pretende sim implementar o socialismo.

    Socialismo – No discurso de Lula, surgiu um PT que só teve acertos em três décadas de história e fez o melhor governo que o Brasil já teve. José Eduardo Dutra, presidente da legenda, seguiu o mesmo caminho; em meio a uma sequência de elogios ao partido, comemorou o fato de o Brasil ser “um país que caminha para a utopia em que todos nós acreditávamos e continuamos acreditando, que é uma sociedade socialista.”

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/jose-dirceu-tem-lugar-de-destaque-em-festa-do-pt

    Abaixo, nota publicada no site do partido

    http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/institucional-3/pt-comemora-31-anos-e-lula-e-reconduzido-a-presidencia-de-honra-42601.html

  10. O texto NÃO diz que nazismo e fascismo são socialismo. Diz que existem 3 vertentes diferentes: (1) liberalismo, (2) comunismo/socialismo e (3) nacionalismo/fascismo. Se o fascismo e o socialismo são gêmeos, o liberalismo é o terceiro gêmeo, todos nascidos na Revolução Francesa: é isso que o texto defende. Para mim está tão óbvio o que ele está falando, mas para outros certamente não….

  11. O Nazismo era sim socialista, não comunista… Tentar criticar o Socialismo e citar o Nazismo é loucura, pois, se avaliarmos o Nazismo em seu puro aspecto econômico ele se mostrou extremamente eficaz até antes da guerra (1933-1939).

    O Nazismo era Nacionalista-Socialista, permitia propriedade privada, incentivava a indústria e o capitalismo, mas continha aspectos socialistas apenas no aspecto de adotar medidas sociais como promover escolas e hospitais públicos, facilitar a compra de imóveis com incentivo financeiro do governo, etc…

    Goebbels sobre o capitalismo :

    “Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são as minas, fábricas, imóveis e terrenos, instalações ferroviárias, dinheiro e ações, as causas de nossa necessidade social, mas sim o abuso destes bens do povo. O capitalismo não é nada mais que a usurpação do capital do povo e, de fato, esta definição não encontra sua definição na limitação da pura economia. Ela tem sua validade ampla em todas as áreas da vida pública. Ela representa um princípio. Capitalismo é, sobretudo, o uso abusivo dos bens comuns, e a pessoa, que comete este abuso, é um capitalista.

    Uma mina existe para fornecer carvão ao povo, para que ele tenha luz e calor. Fábricas, casas, propriedades e terrenos, dinheiro e ações, existem para estar a serviço do povo, e não para tornar escravo um povo. A posse destes bens não proporciona somente direitos, mas deveres. Propriedade significa responsabilidade, e não apenas com seu próprio bolso, mas perante o povo e seu bem-estar. No início, as minas estavam lá para servir à produção, e a produção existe para servir ao povo. Não foi o dinheiro que descobriu as pessoas, mas sim as pessoas que inventaram o dinheiro, e para que ele lhes sirva, e não para que as subjugue.”

    (Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190)

    Hitler sobre o comunismo:

    “Não posso transigir com uma concepção de mundo [o bolchevismo] que, em toda parte onde alcança o poder, trata logo de libertar, não os trabalhadores, mas a escória da humanidade, o elemento anti-social concentrado nas prisões – e soltar estas bestas selvagens no mundo impotente e aterrado que os rodeia…”

    “O bolchevismo converte campos florescentes em sinistros montões de ruínas; o nacional-socialismo transforma um regime de miséria e destruição num Estado sadio, de próspera vida econômica…”

    “Não me é necessário fortalecer com triunfos militares a reputação do movimento nacional-socialista, nem tampouco o exército alemão. Quem, como nós, empreendeu tão ingentes tarefas econômicas e culturais e está determinado a levá-las avante, pode encontrar a mais alta glória apenas na paz… Mas o bolchevismo que, segundo soubemos faz apenas alguns meses, pretendia aparelhar seu exército de tal maneira que pudesse com violência, se necessário, abrir as portas da revolução entre outros povos – saiba esse bolchevismo que, às portas da Alemanha, encontrará o novo exército alemão… Tenho a convicção de que, como nacional-socialista, sou aos olhos dos burgueses democratas nada mais que um homem selvagem. Embora selvagem, julgo-me melhor europeu e, em qualquer hipótese, mais sensato do que eles. É com grave ansiedade que pressinto na Europa a possibilidade de um desenvolvimento como o seguinte: as democracias talvez continuem a desintegrar os Estados europeus, tornando-os internamente mais inseguros na avaliação dos perigos que os ameaçam e, acima de tudo, mutilando todo o poder de resistência decidida. A democracia é o canal por onde o bolchevismo conduz o veneno para os países desunidos, deixando-o agir tempo suficiente para que as infecções produzam o definhamento da razão e do poder de resistência. Julgo então possível a formação – para evitar algo ainda pior – de coalizões de governo, mascaradas em Frentes Populares ou coisas que o valha, cujo empenho é destruir nesses povos, e talvez o consigam, as últimas forças remanescentes quer em organização quer em projeto, capazes de oferecer resistência ao bolchevismo.”

    (Discurso de Hitler a 14 de setembro de 1936 – Nürnberg)

    “O capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o comunismo é o contrário”

    “O capitalismo e o comunismo são duas faces da mesma moeda”

  12. “O socialismo alemão (em termos apenas econômicos) fez de uma nação destroçada pela primeira guerra, pelo Tradado de Versalhes, pela crise de 1929 a maior potência da Europa e uma das maiores do mundo.”

    O socialismo alemão criou uma sociedade totalmente arregimentada, na qual todos viviam em função de obedecer às ordens do Führer. A Alemanha não era mais rica que a França e que a Inglaterra. Ademais, a potência alemã só surgiu justamente após a Segunda Guerra, com as reformas de mercado promovidas por Ludwig Erhard, que era sido discípulo de Mises. Pare de poluir o site com disparates, por favor. Crie um blog para si próprio (aproveite o livre mercado da internet, é de graça) e confine a ele sua defesa da sociedade dirigida e controlada.

  13. Estava lendo o artigo abaixo e me deu calafrios. Está acontecendo de novo, em todos os lugares.

    blog.beliefnet.com/on_the_front_lines_of_the_culture_wars/2011/04/she-survived-hitler-and-wants-to-warn-america.html#ixzz2FTELIpdo

    O mais triste e que pessoas como está mulher, que são testemunhas oculares dos horrores do socialismo, logo mais não existirão para contar a verdade.

    Abs,

  14. O cara ser condenado porque seus filhos form considerados pela justiça como sendo “autodidatas” é muita cara de pau do governo. É a prova cabal que nossos governantes não estão interessados de fato em ensinar, mas sim em doutrinar.

    O desembargador que disse que as escolas públicas tem um desempenho melhor no ENEM do que as privadas só pode estar drogado. É a única explicação.

    http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler/enem-cresce-a-diferenca-na-nota-entre-escolas-publicas-e-particulares/4795

  15. Muito bons o podcast e esta entrevista. Apenas gostaria de sugerir que fosse mudada a música da introdução para algo mais velho, rsrsrs! Abraço.

  16. O estado (as pessoas que se envolveram) foram altamente estupidas e boçais nesse caso, até mesmo dois garotos adolescentes autoditadatas deram um banho nesses merdas.

    Enfim, não ficou muito claro na entrevista se a educação se deu exclusivamente pelo pai dele, apesar do mesmo ter dito que usou vários métodos.
    Eu sou contra o autodidatismo, acho que se procurarmos teremos sempre um professor ou mestre que possa nos ajudar mais sem ter que ir para a escola de fato pois isso é pura perda de tempo. Sempre achei isso mesmo quando era um moleque..

  17. Para os "grandes" pedagogos tupiniquins de hoje, não importa se os alunos estão saindo do ensino fundamental quase semianalfabetos. Também não importa se o corpo discente está saindo do ensino médio com uma educação ruim. Para os tais pedagogos, o que importa mesmo é que os alunos estejam inoculados com o vírus marxista.

  18. A partir da metade do ano passado acabei adotando o homeschooling por opção própria. Passei a ir na escola somente nos dias de prova e em dias suficientes para não repetir de ano.
    Com certeza foi a melhor escolha que fiz. Estudar sem divisão de matérias e sem influências de outras pessoas fez com que eu apreendesse com muito mais facilidade sobre qualquer assunto. Como resultado, passei em primeiro lugar no curso que pretendia na UFRJ e até mesmo na escola minha notas terminaram todas acima de 8.

  19. O mais espantoso é a forma indecorosa como os negadores da natureza socialista do nazismo usam dois argumentos contraditórios:

    1. Quase todos eles dizem que o stalinismo era contrário ao socialismo (apesar de ter sido Lenin que escolheu e deu poder a Stalin).

    2. Quase todos eles dizem que o ataque de Hitler à URSS de Stalin prova que o nazismo é oposto ao socialismo, visto que a URSS seria socialista e um socialista não poderia atacar outro socialista.

    Os dois argumentos em si são falsidades, mas não quero discutir isso agora. Quero apontar que todo aquele que usa o primeiro argumento, destruiu o segundo. Mesmo que o segundo argumento não fosse, ele mesmo, um “non sequitur”.

    Muitos dos que caem nessa incoerência o fazem tentando enganar os outros. Muitos o fazem por burrice. A maioria o faz misturando doses cavaleares de falsidade e burrice.

  20. Rodrigo Lopes Lourenço

    Alguns fatos que dificultam diferençar o national-socialismo do socialismo:
    a) Hitler disse: “Eu sou socialista porque a mim parece incompreensível tratar e manusear uma máquina com cuidado, mas deixar deteriorar o mais nobre representante do trabalho, o próprio ser humano”;
    b) O item dez do Programa de Vinte e Cinco pontos do Partido Nacional-Socialista dizia: “A atividade individual não deve atentar contra os interesses da coletividade, senão deve no todo acontecer para o benefício de todos”;
    c) o item catorze do mesmo programa dizia: “Nós exigimos participação nos lucros nos grandes empresas”;
    d) o item quinze do mesmo programa dizia: “Nós exigimos generosa ampliação das pensões por velhice”;
    e) o item vinte e um do mesmo programa dizia: “O Estado deve se preocupar com a elevação da saúde popular pela segurança da mãe e da criança e pela proibição do trabalho infantil…”;
    f) em 13/03/34, toda a atividade comercial foi classificada em setores e submetida ao princípio de obediência ao Führer;
    g) em 24/04/35, a expropriação e dissolução de editoras privadas tornou-se legalmente possível.
    Paro por aqui, antes de a enumeração se tornar enfadonha. Todavia, as fontes dos dados acima e os textos originais em alemão podem ser fornecidos, se necessário for.
    Lembrem-se que nem mencionei o aspecto ultracentralizador da ditadura nacional-socialista que, no dia de seu primeiro aniversário, 30 de janeiro de 1934, com a segunda lei da nova estrutura do Estado, extinguiu a autonomia dos governos estaduais.
    Fascinante, por outro lado, é verificar a absoluta obediência das praticas da ditadura nacional-socialista às ideias de Keynes, assim como o prefácio à edição alemã de sua mais famosa obra, no qual há descarado elogio a uma ditadura, então com três anos e meio, que já instalara campos de concentração.
    Por fim, no Youtube, buscando por “Hitler on the German economy”, há um discurso do bandido, com legendas em inglês, que é uma aula precisa e fiel das ideias de Keynes.

  21. Soh tem uma coisa que eu acho idiota com toda essa estoria de comparacao de Nazismo e Comunismo. A direita quer de alguma maneira manchar a imagem do comunismo o comparando com o nazismo.

    A ideia por detras disso eh. Se convencermos de que o Comunismo eh parecido com o Nazismo portanto as pessoas vao pensar mal do comunismo.

    A verdade eh, Hitler nao foi nada comparado ao Stalin, matou muito mais gente e o comunismo foi muito pior que qualquer sistema Nazi-fascista. Portanto acho que a comparacao deveria ser inversa. Tentar provar que o Nazismo eh ruim comparado com o comunismo. Comunismo por si soh eh a merda e deveria ser tao repudiado quanto o Nazismo. Todo mundo menciona Hitler como o anti-cristo mas ninguem fala o mesmo de Stalin, Pol pot etc. Essem sim deveriam ser exemplos por si soh, sem precisar comparar com nada.

  22. UMA SUGESTÃO:

    O IMB poderia divulgar a integra do estatuto do NSDAP.
    Seria ótimo a divulgação.

    Certamente que acabaria no facebook tal estatuto e todos poderiam perceber que A MÍDIA MENTE DESAVERGAONHADAMENTE QUANDO ATRIBUI AO NAZISMO A PECHA DE anti-socialista de “direita”, nesse maniqueísmo safado.

    Facilmente se poderia perceber que a midia privilegiada oficialmente na legislação (sobretudo legislação fiscal) e extraoficalmente por favores inclusive individuais, além das verbas, renuncia fiscal, propagandas e etc..

    Publicar o estatuto do NSDA e fazer-lhe as devidas críticas seria de grande utilidade e mesmo um apelo de marketing.

    Seria tudo de bom

  23. Emerson Luis, um Psicologo

    A lógica de quem defende que o nazismo não é uma forma de socialismo:

    A naja é diferente da cascavel e da víbora; logo, a naja não é uma cobra venenosa.

    X é diferente de Y; logo, X e Y não pertencem ao conjunto Z.

    * * *

  24. A Alemanha vivia uma Economia de Guerra.
    Os EUA fizeram a mesmo planejamento industrial centralizado quando entrou na Segunda Guerra Mundial. Os EUA viviam o New Deal de Roosevelt. O Governo Federal assumiu diversas responsabilidades sociais não previstas na Constituição. Keynes rulez!
    Praticamente toda a população ativa estava trabalhando para o Estado; fosse produzindo armas, alimentos, complementos, logística ou servindo nas forças armadas. O Governo decidia que tipo de fábrica e onde seria construída (distribuição que manteve-se até hoje) e fomentou migrações de trabalhadores para que estas funcionassem. Grandes fluxos migratórios ocorreram sob a batuta de Washington em direção ao Meio e Costa Oeste do país.

  25. Perfeito o artigo.

    Para aqueles que não possuem vendas nos olhos (ou seja, possuem MENTE e esta funciona), isso sempre foi óbvio: o nazismo foi uma das muitas variantes/faces do socialismo.

    Mas vejo como uma infelicidade que esse artigo NÃO seja lido por socialistas. Ou até possa ser lido, mas rejeitado.

    Mas sinceramente não me preocupo com os socialistas, pois eles SEMPRE acabam como o próprio Trotsky afirmou: traídos. Me preocupo é com as massas de manobra que nunca conseguem se esclarecer o suficiente para chegar a tais conclusões.

  26. Esses marxistas idiotas adoram falar: “Lenin deturpou Marx” ou então “O comunismo vigente não é o socialismo de Marx”.

    Acho que falta uma boa quantidade de estudos históricos sobre o caso. O comunismo de Lenin seguiu a risca o marxismo, basta ler qualquer livro dele.

    Querem tentar inocentar Marx, mas ele tinha uma imaginação tão utópica e infantil que jamais iria se concretizar. Falta honestidade intelectual de assumir – Sim, o comunismo é uma fracasso – pois realmente é isso que ele é. Foi aplicado e foi aquele mar de lama, deal with it idiots leftists.

  27. [link]www.baptistlink.com/creationists/goodgov.htm

    Fica aqui claro que político socialista se desqualifica totalmente para ser governante numa república que agrada a Deus. O socialismo carrega em si a religião maligna do humanismo, que rejeita automaticamente a Bíblia. O socialista, que é apenas um comunista esperando a sua oportunidade, é totalmente incompatível com a República que porventura vier fazer parte. Ele é um traidor dela, usando-a apenas temporariamente para atingir seus objetivos. Não salgar o mundo, retardando a sua podridão é um pecado de omissão do crente que se recolhe a uma inércia condenada pelo Mestre.

  28. Os nazistas privatizaram muitas empresas, como a Companhia de Trens da Alemanha…

    E tem mais isso:

    "O trabalho na unidade da Siemens era obrigatório para todas as prisioneiras, independentemente da classificação que tivessem, da idade ou do estado de saúde. Mediante acordo celebrado com o governo, a indústria pagaria ao comando do campo 30 centavos de marco por mulher-dia, sem que isso implicasse qualquer forma de remuneração às prisioneiras. As indústrias que, para preservar sua imagem internacional, preferissem não instalar fábricas dentro dos campos de concentração, não tinham por que se preocupar: a SS se encarregava de transportar os prisioneiros até a sede da empresa."
    – Trecho do livro Olga

    Ou seja, os prisioneiros dos campos de concentração nazista serviam como mão-de-obra para empresas como a Siemens….

    Alguém tem dúvida que o nazismo beneficiou os capitalistas alemães?

  29. O texto explica o título. Entretanto, o livre mercado em pleno funcionamento irá alocar recursos e capital na mão das pessoas mais aptas a ofertar as demandas do mercado. O mercado decide quem são essas pessoas. Creio eu, que o homem é livre por natureza, e portanto já vivemos em um livre mercado. Questões como nazismo, socialismo, capitalismo, fascismo são apenas jogo de palavras que caracterizam um mercado. Um líder nazista, capitalista ou seja lá o que for não guia as pessoas, mas interpreta o desejo dos indivíduos e agi de forma a satisfazer o desejo. O líder é escravo das massas, e não o contrário. Pouco importa se uma tangerina é diferente de uma laranja, se você está com sede bebe até suco de limão sem açúcar. Enfim, de qualquer forma o homem irá agir a e liberdade de sua ação irá interferir inevitavelmente na liberdade de outro.

  30. Ao olhar ao redor, vejo que caminhamos para uma tropicalização do socialismo, algo que sutilmente (ou nem tanto) vem se infiltrando e sendo consolidado na mente das pessoas no dia-a-dia.

    Semelhantemente ao nazismo, essa presença do estado em cada aspecto da vida das pessoas, vem sendo colocado como a única opção viável em um mundo no qual, se o divino governo não estiver presente, iremos voltar a acender fogo com gravetos…

    Que aqueles que conhecem a verdade, a compartilhem para que iniciemos uma mudança de rumo e não tenhamos de passar por uma situação tão extrema como a Alemanha e seus aliados e adversários na Europa passaram…

  31. Só falta explicar por que os grandes conglomerados privados alemães (Krupp, IG Farben, Dr. Oetker, Siemens) financiaram o partido nazista se corriam o risco de serem “estatizados”.

  32. Vou resumir: Stalinismo = Marxismo = Socialismo = Comunismo = Nazismo = Satanismo

    É tudo farinha do mesmo saco. O que elas tem em comum? Tudo: Totalitarismo = Ditadura = Escravidão = Anti-liberdade. Resumindo, todos os tipos de atitudes maléficas, é a Foice e o martelo, como sempre.

    Defendê-las é amar a sua própria escravidão, é ser mazoquista.

  33. Eu vou ser sincero com vocês: só existe UMA linguagem que socialistas/comunistas entendem.

    Essa linguagem se chama “bala de revólver”.

    Parece radical? Parece perturbador? Não. Essa é a simples constatação da realidade.

    E quem rejeita ou faz “beicinho” à esta realidade paga o preço que o Brasil está hoje pagando. O mesmo preço que a Venezuela está pagando. E o mesmo preço que Argentina, Uruguai, Bolívia e outros irão pagar: o fim da sociedade como se conhecia: uma sociedade boa, justa e honesta.

    Eu não vivo mais no Brasil, graças à Deus. Vivi o bastante aí para saber que a coisa iria degringolar. Eu nunca me enganei com a “ditadura”. Sabia que aquilo era um teatrinho para justificar o que viria depois. Abandonei o Brasil em 1987, logo depois da “abertura” (que corretamente deveria ser chamada de “abertura de pernas”). Vivo hoje na Europa, mas fiz questão de procurar um país que não tivesse nenhum vínculo com o socialismo/comunismo. Foi difícil. Essa praga está espalhada pelo mundo inteiro. Mas encontrei. Custou boa parte do meu dinheiro, mas encontrei. Hoje vivo em uma nação que odeia comunismo/socialismo, pois essa nação vivenciou essa tragédia no passado. E é uma nação que fala quase a mesma língua que eu: alemão.

    Mas enfim. Não desejo sorte ao Brasil. O brasileiro “puro” (aquele que vive de carnaval, rede globo, cerveja e mulher pelada) não merece. É uma criatura que sempre viveu as custas de outros. Um parasita. Ao mesmo tempo que reclama que não encontra emprego, reclama DO emprego. Só que agora encontrou o senhorio perfeito para se encostar: o Estado. E quem pode fornecer o melhor Estado à essa gente? Os comunistas.

    Sempre odiei esse país pela forma como se aculturou. O brasileiro “puro” nunca teve personalidade e caráter. É um povo que sempre dependeu de Deus para tudo. E quando Deus não atendia, apelava ao diabo mesmo. E hoje o brasileiro deve muito mais que a alma ao diabo. E ele vai cobrar, há se vai!!

    Pois isto eu digo: acho que seria muito melhor para vocês, que aqui que defendem a liberdade e o fim do Estado, que dirijam seus esforços em conseguir sair desse país. Não vale a pena tentar mostrar para o brasileiro a realidade. Ele vive só de ilusões. E não vai acordar. Esperem para ver o resultado das eleições de Out/2014.

    T+

  34. Estou lendo Caminho da Servidão de Hayek e me surgiu uma dúvida. Se alguém aqui puder me responder eu ficaria agradecido.

    Na página 164 Hayek diz assim: As doutrinas pelas quais, na geração anterior, as lideranças alemãs tinham-se pautado não se opunham aos elementos socialistas do marxismo e sim aos elementos liberais que este continha – seu internacionalismo e sua democracia.

    O internacionalismo é patente no marxismo…vimos a URSS,e estamos vendo no Foro de São Paulo, mas democracia e marxismo não são conflitantes?

    A democracia é usada pelos marxistas – o Gramsci ensinou por exemplo (usar a democracia para solapá-la) -, a fim de implantar o estado ditatorial socialista e não um elemento inerente dele….Porque Hayek afirmou que democracia é um elemento liberal do marxismo?
    Agradeço aos amigos.

  35. Libertário Consciente

    Olha, eu tenho minha duvidas, eu diria que o nazismo é o socialismo da direita, assim como Olavo também prega um socialismo direitista. Há muitos exemplos de socialistas conservadores e direitistas, como por exemplo o Hugó Chavéz, que era conservador e nacionalistas, mas também um socialista. E o socialismo de direita de fato é pior que o socialismo de esquerda….

  36. Além disso, a análise marxista e freudiana se juntaram para minar, cada um à sua maneira, o sentimento de responsabilidade pessoal e de dever para com o código da verdadeira moral, que era o centro da civilização européia do século XIX". A burguesia,enquanto uma invenção de Marx,era a mais compreensível como motivadora dessas teorias do ódio e não parou de fornecer bases para todos os movimentos revolucionários paranóicos, fossem eles fascistas,nacionalistas ou comunista-internacionalistas.Paul Johnson,op. cit., pg. 96.

  37. A revista super interessante, do mês de abril, desse ano, lançou uma matéria que insinua que grandes corporações como a Coca-cola , Ford , dentre outras, ajudaram a formar o Terceiro Reich. E com isso tentam detonar o sistema capitalista.Vocês poderiam escrever uma matéria contrapondo esse ponto de vista. Estou lendo os livros disponibilizados pelo Instituto Mises e gostando bastante. Parabéns a todos pelo trabalho.
    Abraços.

  38. A economia alemã arteigen é praticamente igual outras tendências contemporâneas aos nazistas, observadas em outros países, como, por exemplo, o institucionalismo americano.

  39. 1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista

    Não.
    O socialismo baseia-se sumariamente no controle dos meios de produção pelo estado, o que não se verificava na Alemanha nazista. O Partido Nazista intervinha fortemente na economia, mas isso não significa que detinha os meios de produção, “de fato”, como você diz que Mises afirma (não encontrei fontes que suportem essa paráfrase – por favor indique-as para mim). Um exemplo semelhate é o governo de Getúlio Vargas no Estado Novo, ou o governo norte-americano pós Crise de 1929, keyneisiano. Ambos intervinham fortemente na economia, regulamentando-a.
    O nazismo surge em um momento de crise do capitalismo liberal, surge como uma reação à ele, mas também é uma reação ao comunismo. Hitler, uma vez no parlamento, cria um atentado supostamente comunista incendiando o Reichtag (palamento alemão) e culpando os vermelhos por isso. Não so os judeus, negros e ciganos foram assassinados pelos nazistas, mas os comunistas e socialistas também.

    Quanto ao fato do nome do partido ser “Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei”, deve-se compreender que, naquele momento histórico (e até hoje), termos como Socialismo e Comunismo são amplamente usados por uma gama de indivíduos da maneira que bem entendem. O PSDB – Partido da Social Demoracria Brasileira – nada possui de Social-Democracia. É um nome que não expressa a ideologia por trás do partido.

    2) mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

    Sim.
    O socialismo , em tese, funciona pela ditadura do proletariado.
    Neste ponto concordo com você, o governo socialista deve ser totalitario, mas não acho que usar Stalin é uma associação correta. O Stalinismo foi uma construção política com bases socialistas, mas que divergiu muito dos ideais uma vez escritos por Marx e Angels.

  40. Pessoal.
    Quantas ditaduras existem ou existiram, cujo sistema de produção era ou é capitalista?
    A França e a Suécia são ditaduras? Social democracia é nazismo?

    Um pouco de História não faz mal…
    O próprio Hitler confessou que o termo ‘socialista’ foi incluído para atrair pessoas menos politizadas – trabalhadores que seguiam os comunistas, por acharem que estariam defendendo seus direitos, não por ideologia. Hitler e seus seguidores formaram um exército de 120 mil milicianos – as SA – com que dinheiro, já que isso foi muito antes de assumir o poder? Ora, com o dinheiro de grandes industriais, que temiam os comunistas! Depois de tomar o poder, Hitler tomou conta das fábricas de seus financiadores (formando um conglomerado, onde a propriedade era privada, mas quem mandava era o governo – para produzir recursos para a guerra). Mas nem tudo foi estatizado, como diz o autor do artigo. Grande parte dos armamentos, aviões e carros de combate, etc era fabricada por pequenos e médios empreendedores, às vezes associados a grandes fabricantes. Hitler reduziu o desemprego fabricando armas e com grandes obras civis – mas os trabalhadores tinham que se submeter a uma disciplina “nazista”, onde sindicatos foram banidos por completo. A ideia, nada socialista, era um projeto de poder e expansão mundial. O socialismo soviético já nasceu uma ditadura, Os russos viviam os desmandos dos Czares e das elites econômicas. Já estavam “acostumados”…(entre aspas!). Enfim, o modo de produção não importa. O que importa é: ditadura ou não. De qualquer forma, um mundo como o nosso, onde 2% da população detém 50% (?) ou mais das riquezas, não se pode falar em ditadura? Nem oito nem oitenta, pessoal. O radicalismo nas ideias não leva a nada – só à ignorância.

  41. Pode-se dizer que o regime militar brasileiro era socialista? Apesar de se auto denominarem de “direita”, eles fecharam a economia e interviam fortemente na economia. Além do mais é correto dizer que o regime militar brasileiro ao menos antes de Geisel e principalmente no governo Médici foi um sucesso econômico ou tudo isso é mito? Um abraço!

  42. O autor do texto mencionou várias vezes como que Mises de fato mostrou que o nazismo era igual ao socialismo. Alguém poderia me informar se ele chegou a escrever algum livro a respeito e se existe uma tradução? Gostaria de começar a lê-lo o mais rápido possível, pois minha professora de história assumidamente comunista (estou no ensino médio) logo vai começar a ensinar a 1° e 2° Guerra Mundial e surgimento do nazismo com um viés de que nazismo era de direita e capitalista e eu gostaria de fazer um contraponto. Obrigado.

  43. Muito boa a entrevista.

    Com exceção da opinião dele sobre matemática que eu achei muito infantil. Infantil mesmo.

    Quando ele diz que “Saber só a parte “lógica da programação” da Matemática para aplicar em programação” foi suficiente pra eles achei muito precário. O Olavo de Carvalho fala muito sobre o horizonte de consciência da pessoa. E aqui o horizonte de consciência dele foi muito limitado. A matemática é fundamental para as mais diversas áreas, e tem conhecimentos de matemática que você aprende no Ensino Médio e leva pro resto da vida pra sua profissão, principalmente se você se tornar engenheiro. Um ensino médio como o de antes da década de 70, onde se aprendia já no ensino médio conceitos como Cálculo Diferencial e Integral (limite e derivada) era o melhor que havia, pois já preparava os alunos para entrar como alunos de engenharia de ponta em faculdades como IME, ITA, etc. Pegue as provas do IME de antigamente e compare com as de hoje, e você verá o quanto que as provas foram ficando cada vez mais simples.

    Eu me lembro quando, além das aulas regulares de matemática que eu tinha na Faculdade Objetivo, fazia intensivo para Olímpiadas de Matemática, com questões bem complicadíssimas. Eu me formei engenheiro e levo aquela época pra minha vida. Aqueles conhecimentos foram e são fundamentais para sedimentar um bom conhecimento em engenharia.

    Perguntar pra uma pós-doutora em pedagogia sobre a equação do segundo grau não prova nada, ainda mais observando o nível paulo-freireano das faculdades de pedagogia no Brasil. Se um engenheiro que estiver fazendo um pós-doutorado não souber a dita equação aí sim isto prova alguma coisa. Ridículo. Nem precisa ser um pós-doutorado, pode ser a maior parte das engenharias.

    Sou super fã do Homeschooling, mas acho que a visão dele sobre a matemática foi muito limitada. Algumas áreas é muito difícil ser autodidata, e os professores de matemática são fundamentais. Ele deveria ter pago aulas intensivas particulares de matemática para os filhos para sanar esses problemas. Além do mais, para a programação torna-se muito mais necessário muito mais conceitos de Matemática para além da Lógica.

  44. Gostaria de perguntar a respeito das tais privatizações feitas pelo governo nazista, que aconteceram na década de 30 (se aconteceram). Acredito que Hitler obviamente escolheu um ramo diferente de Socialismo, e decidiu que uma vertente Nacionalista era a melhor, e assim assimilou nisto o antissemitismo, já que na história os banqueiros e comerciantes eram grande parte judeus, nisto ele provavelmente “matou dois com uma cajadada só”, já que poderia atacar o capitalismo de livre mercado e responsabilizar os judeus. No caso da privatização, se foi feita, creio que mais ou menos como aconteceu na Itália Fascista, o Estado não detinha o controle e posse dos fatores de produção, e decidiram escolher outra via para controlar a economia, no caso agências reguladoras, já que que eu saiba na Alemanha Nazista haviam milhares de empresas coligadas ao governo. Isto está certo?

  45. Esta matilha de hienas, que se apoderou do aparelho do Estado no Brasil, tem como objetivo implantar uma DITADURA CLEPTOCRÁTICA OLIGÁRQUICA; mais próxima do sistema nacional socialista hitlerista, que do sistema comunista stalinista.

    O fato do PT estar aliado à empresas como ODEBRECHT, é emblemático deste sistema “NAZI-CLEPTO-OLIGÁRQUICO”. O sistema Lulo-Petista difere do sistema comunista soviético, pois (assim como na Alemanha nazista) preserva a propriedade privada dos meios de produção.

    A ODEBRECHT, do regime Lulo-Petista, atua da mesma forma como atuava a THYSSEN da Alemanha nazista.

    Evidentemente, todos nós sabemos que o “nacional socialismo” alemão é uma ideologia de extrema-esquerda. Não é a toa que os militares brasileiros não se revoltaram contra o regime Lulo-Petista… Um regime “cleptocrático / nacional socialista”, se encaixa perfeitamente aos anseios dos milicos de Banania Brazilis!

    Afinal, nesta banana republic, nunca houve nada de diferente! Este país nunca foi capitalista e nunca foi nem sequer socialista; sempre foi uma REPÚBLICA CLEPTOCRÁTICA OLIGÁRQUICA. Este sistema é denominado de “CRONY CAPITALISM”:

    https://www.facebook.com/kleber.verraes/posts/418732408318484

  46. Se o socialismo é a transição para o comunismo e se trata fundamentalmente do controle do poder político pelos trabalhadores. Ou seja, se trata de um governo democrático fora do controle dos donos dos meios de produção. As comumas. Não é isso?

    Sendo assim como nazimo pode ser socialismo? Sendo q o totalitarismo por si so ja anula essa possibilidade.

    Pode se tentar argumentar contra a possibilidade de q o socialismo venha a acontecer mas chamar de socialismo tudo q tenha qualquer aspecto em comum com ele não me parece correto.

  47. “socialismo é autoritário por natureza”

    Só quem é burro não sabe disso, eles defendem a ditadura do proletariado, Tu acha que isso iria resultar em um sistema democrático ?

  48. Martin Juan Sarracena

    Apenas um ponto, sobre o texto:
    O mercado negro só começou a funcionar na Alemanha, nos últimos anos da guerra, quando as coisas pioraram.
    Não estou inventando, está em qualquer livro de história.

  49. Martin Juan Sarracena

    "Não temos ouro, mas temos vontade e coragem. De que lhes servem as toneladas de ouro aos norte-americanos, senão para fazerem próteses dentárias? Se tivessem solucionado o desemprego e os demais problemas, isso lhes valeria muito mais. Eu sei que eles têm muito interesse material por esse metal, mas numa guerra não servem tais coisas. Por outro lado, eu quero que os bens materiais não estejam em mãos de uma pequena quadrilha de especuladores e banqueiros, senão que em poder dos povos de todo o mundo, não só da Europa. Não vamos aceitar que venha outra vez essa gente com tão bons instintos e despoje a Europa e a Humanidade de seus bens, deixando somente o desemprego e a miséria. Nós sabemos muito bem porque nos libertamos do padrão ouro. Queremos que a Europa saia desta guerra livre de influências especulativas. Quando nos dizem que queremos despojar as pessoas, eu sorrio, porque estou certo de que cada família prefere ter seu próprio terreno e não metal numa caixa forte. Acima de tudo, estarão mais felizes se o lucro do seu trabalho for recebido por cada um, e não pelos especuladores em seus bancos de Londres, Nova Iorque ou outros lugares. Acredito também que o fim desta guerra trará o fim do poder do ouro e das influências estranhas dentro das nações".
    A.Hitler, discurso de seu 52 aniversário, 20 de abril de 1941
    ***
    Sim. Ele era um monstro.
    Ainda bem que conseguimos acabar com ele.

  50. Alexander Kerensky

    Segue aqui uma entrevista de Hitler com George Sylvester Viereck:

    "-Por que o senhor se diz um nacional-socialista, já que o programa do seu partido é a própria antítese do que geralmente se acredita ser o socialismo?

    O socialismo – replicou ele agressivo, deixando de lado a xícara de chá – é a ciência de lidar com o bem-estar geral. O comunismo não é o socialismo. O marxismo não é o socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Vou tirar o socialismo dos socialistas. O socialismo é uma antiga instituição ariana e alemã. Nossos ancestrais alemães tinham algumas terras em comum. Cultivavam a ideia do bem-estar geral. O marxismo não tem direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, diferentemente do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, ele não envolve a negação da personalidade e é patriótico. Poderíamos ter chamado nosso partido de Partido Liberal. Preferimos chamá-lo de Nacional-Socialista. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o atendimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na solidariedade racial. Para nós, o Estado e a raça são um só."

    O termo socialismo em si foi algo que o marxismo se apropriou. Antes de Marx, socialismo tinha um sentido mais amplo e menos ideologizado. Até mesmo a porra da foice e martelo não é criação comunista. Existiam estátuas de santos coma foice e o martelo no peito antes mesmo de Marx nascer.

  51. “É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.”

    Só acrescentando que esses expurgos de oficiais superiores e facções inteiras do partido independente de conspirações ou não são também resultados de disputas internas por cargos e privilégios ou seja o dirigente máximo aproveita esse clima de disputas e toca o terror e divulga isso para a população dizendo que essa faxina no governo irá aliviar as privações dos mesmos,esses ditadores são sanguinários e manipuladores,maquiavélicos no pior sentido da palavra e eles são capazes de vender a mãe(Para mim mães são sagradas)pelo poder,são uns tarados por poder e mais poderes além de corruptos pois sabem que em último caso se forem deposto e conseguirem fugir iram gozar a fortuna desviada dos cofres públicos,enfim são repugnantes e trapaceiros.São uns filhos do capeta que até as mães devem ter vergonha de ter parido tais seres imundos,desculpe-me o desabafo.

  52. Os nazistas foram muito perspicazes em alguns pontos, e esses comentários provam isso. As pessoas adoram se sentir membros de um clubinho dono da verdade, contestadores de todo o planeta. E outro, repetir uma coisa incessantemente parece realmente fazer ela se tornar verdade, por mais ridícula que seja a premissa. O mundo inteiro, milhões de professores, intelectuais, historiadores, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos, que estudaram a vida inteira os documentos, destrincharam a história da segunda guerra mundial, do holocausto, da diplomacia pré-guerra, da revolução russa, da ascensão do fascismo, do crescimento da URSS, o surgimento do nazismo, etc,em todas as grandes universidades do mundo, em Paris, Berlim, Roma, Nova Iorque, Londres, seja na Sorbonne, Harvard, Oxford, enfim, todos são ou mentirosos ou ingênuos ou incompetentes, porque Hitler era um socialista, afinal, seus cegos, o partido nazista se chamava “nacional socialista”.Os liberais acreditam que é a falta de liberdade econômica que faz do nosso país um atraso. Em parte eu concordo com essa premissa, mas há algo muito pior: é a falta de neurônios mesmo. Talvez seja um traço de personalidade cultural, uma arrogância vira-lata de um povo sem autoconfiança.

  53. Levantei essa questão do nazismo/socialismo numa discussão e o adversário assim me respondeu:

    ========================
    A relação entre Socialismo e Capitalismo não basta ser explicada somente pelo viés da intervenção na economia, esta explicação é muito simplista. Governos de esquerda e de direita intervêm na economia de maneiras diferentes. O intervencionismo é somente um dos fatores, e nem é o mais importante. Em resumo: esquerda não é igual a intervencionismo, direita não é igual a liberalismo. Eu ia escrever aqui, mas o Karnal já “lacrou” o tema outro dia…

    “Alguns conceitos.
    O debate “nazismo de esquerda” desperta várias considerações.Vou tentar ser objetivo.
    01) argumento do nome – O partido nazista se chamava Partido Nacional Socialista. Acreditar que o nome contenha a essência de tudo é nominalismo ingênuo. A ARENA do regime militar tinha a palavra “Renovadora” no nome. Seu objetivo era impedir a renovação. O PSDB tem a social democracia no nome. Lênin chamou seu grupo de bolcheviques (bolchevo = maioria). Eram minoria na hora da divisão. A Inquisição tinha por lema “misericórdia e justiça”. O nome pode disfarçar o seu contrário, como no Ministério da Verdade do 1984 de Orwell. Nem todo Filipe ama cavalos, apesar do seu nome dizer isto em grego. Nem toda menina chamada Bela é o que o nome expressa. Nem toda Angélica é virgem. Nem todo Leandro (homem leão) tem juba… Confundir nome com a coisa em si é fundir significado com significante. Usando linguagem mais avançada: o signo é aleatório.
    02) O nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – abreviado NSDAP) já procurava cooptar os trabalhadores nos anos difíceis do pós Grande Guerra. Era uma tentativa de se opor aos socialistas e comunistas. É similar ao método de Getúlio Vargas que “estatizou” a data da esquerda, o Primeiro de Maio e fundou, ao final do Estado Novo, o PTB.
    03) Hitler inaugurou o sistema de campos de concentração com militantes de esquerda, acusados do incêndio do Parlamento alemão. Seu livro Minha luta é um combate ao socialismo de modelo soviético que ele identifica com o Judaísmo.
    04) No “saco de gatos” do partido nazista existia, sim, gente mais à esquerda do que o ditador. As SA (Sturmabteilung) de Ernst Röhm são um exemplo. O massacre da sua liderança , em 1934 (Noite dos Longos Punhais), é uma luta nazista para unificar a posição ideológica em torno do pensamento de extrema-direita de Hitler.
    05) Para não ampliar demais. Defesa do Estado não é de direita ou de esquerda. Há liberais capitalistas que, baseados, em Adam Smith e outros, defendem o encolhimento do Estado. Há anarquistas de extrema esquerda que pregam o fim do Estado. Há leninistas que queriam o Estado Total. Há fascistas que querem o Estado Total. Se ampliar o Estado for de esquerda, o general Médici e o general Geisel são militantes de esquerda. o Estado Totalitário (URSS, Alemanha Nazista, Itália Fascista etc) pode ser de esquerda ou de direita.”
    ======================

    O que acham das declarações do Karnal?

  54. Mises não flertou com o nazismo antes do mesmo ser derrotado pelos aliados na segunda guerra e propagar sua teoria sobre o capitalismo romântico?

  55. O nazismo é NACIONALISTA, não socialista, no livro “Hitler” Ian Kershaw confirma o que eu disse na pág 302 (e Narloch usou o livro como fonte no seu “guia politicamente incorreto da história do mundo” ao mesmo tempo em que omitiu esse fato).

    Leiam esse artigo científico para confirmar o que digo:rbhcs.emnuvens.com.br/rbhcs/article/view/229/pdf

    Sou de direita, mas é um FATO que o nazismo é de extrema-direita.

  56. Olá. Posso usar seu artigo para provar de forma irrefutável que o governo dos Estados Unidos era socialista neste mesmo período?

    Todas as fábricas americanas de todos os setores foram proibidos de seguirem sua produção sem autorização do governo e todas aquelas úteis foram convertidas em fábricas de outras coisas, de acordo com o desiderato único e exclusivo do governo. Nenhum carro foi produzido durante 4 anos. Assim como nem um único avião para uso comercial ou particular e inúmeros outros gêneros. Revistas de moda não podiam noticiar as coleções pois elas deixaram de ser lançadas e por ordem não negociada do governo as confecções passara a produzir as roupas determinadas e desenhadas pelo próprio governo. Assim como na Alemanha nazista, após o fim da guerra propriedade seguiu nas mesmas mãos de antes, durante e pós guerra, com a retomada da autonomia para produzir o que bem entendesse. Claro que o parque fabril alemão em condição incomparável.

    Vale o adendo: O partido nazista utilizou a estrutura formal de um partida pré-existente, que já atingia a barreira de corte para participar de eleições que carregava a expressão trabalhadores – a única que sobrou. Afirmar por isso que tratou-se de partido socialista é o mesmo que atribuir ao PSDB, PPS, PMN, PTB e outros a alcunha de socialista, embora muitos tenham esta origem.

    Se me autorizar o primeiro pedido, adiciono outro: usar a mesma tese para provar que o governo da ditadura militar brasileira era de esquerda, haja vista a proliferação de estatais e o forte intervencionismo do estado na atividade privada. Embora possa ficar meio confuso, visto que em outra tese, ela teria sido uma ditadura com o objetivo de evitar o socialismo no Brasil.

    Santa miopia batman.

  57. Gostaria de alguma bibliografia sobre o assunto. Usei o argumento de que a propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado com uma doutoranda em ciência política. A mulher falou que eu estava fantasiando e que google não é instrumento de pesquisa (esquerdopata das mais xiitas). Quero sinceramente esfregar umas verdades na cara dela mas careço de bibliografia. Tem algo pra me indicar nesse sentido?

  58. Jesse James Matos Soares

    Uma única obra basta para derrubar essa “teoria” de que o regime nazista era socialista ou comunista: Mein Kampf.

    Infelizmente ela é proibida no Brasil, mas pode ser baixada. Nela Hitler afirma com todas as letras a sua intenção clara de exterminar todos os comunistas da face da terra.

    Se quiserem podem ler livros históricos, as várias biografias de Hitler. O único que sustenta essa argumento fraquíssimo é o Mises.

    Nem sei porque. O mundo teve dois crápulas que viveram na mesma época: um de esquerda, Stalin e outro de direita, Hitler.

    Sim, o nome do partido é nacional socialista e pretendia ser “um tipo de socialismo” e era dos trabalhadores exatamente para esvaziar os partidos socialistas de fato que, na época, atraiam os trabalhadores.

    Hitler não inventou os campos de concentração, ele os copiou de Stalin. E nos campos de Stalin morreram muito mais pessoas do que nos de Hitler (até porque existiam antes e existiram depois).

    Alemanha e URSS não eram aliados, nunca foram, se fossem não precisariam de um pacto de não agressão, aliados tem pacto de colaboração e não de não agressão.

    Quando os Alemães invadiram a URSS foram recebidos como libertadores pelo povo soviético, pra nossa sorte os generais alemães não queriam a colaboração do povo soviético e massacraram todas as cidades por onde passaram, ou seja, em vez de ter o povo como aliado criou mais um inimigo, facilitando sua derrota.

    A Alemanha nazista era capitalista, tinha o sistema capitalista e o sistema de produção capitalista. Não há nada que indique outra forma de economia. Essa teoria é uma das mais furadas do mundo. Se controlar o sistema de produção, os preços, a industria e ter a mão forte do estado sobre tudo for sinonimo de socialismo então devemos concluir que a ditadura militar brasileira foi uma ditadura socialista!

  59. Flavia de Oliveira

    A verdade ( que nem um lado e nem o outro admitem ) é que tanto a esquerda quanto a direita (notadamente a judaico-cristã) são ideologias tiranas e hipocritamente socializantes. Ambos hienas.

  60. Bem didático o texto, mas gostaria de levantar uns questionamentos, mais a respeito desse trecho:

    …”ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.”… podemos ver um cenário semelhante(talvez mais perverso por se ocultar numa máscara de liberdade) no sistema do capitalismo, com mais ênfase ao capitalismo flexível dos tempos de hoje. Essa “alocação” de trabalhadores para determinados setores também acontece no sistema Capitalista, pois se trata de um sistema que funciona a partir de um trabalho de massa em sua grande maioria de áreas de atuação. Determinadas pela posição racial, financeira e geográfica, as pessoas que nascem em locais menos favorecidos(para dizer o mínimo) já são encaminhados desde a sua primeira educação formal à um mercado de massa, com menos oportunidades de ensino. Com essa recente “reforma” no ensino médio brasileiro isso só vai tender a ganhar mais força, já que escolas públicas são as únicas obrigadas a participar de tal mudança, e sabemos que a maioria esmagadora dos jovens estudantes de escolas públicas são de áreas menos favorecidas, marginalizadas, periféricas à elite que comanda e que poderá continuar enviando seus filhos à colégios privados, com ensino amplo e que abarca todas as áreas de conhecimento, quanto ao pobre, negro, morador de comunidade, o ensino médio público vai ser mais uma expressão da segregação disfarçada de “oportunidade de mercado de trabalho”.

    Apenas um levantamento para possíveis debates a respeito da posição capitalista quanto ao mercado de trabalho, que na verdade não tem tanta liberdade quanto se prega.

  61. Elias Felipe de Carvalho

    Uma coisa que reparei em muitos comentários, desde o primeiro e até fiz uma busca para me certificar, é se realmente uma palavra passou alheia a todas as discussões: China.

    Não vi ninguém aqui discutir o fenômeno chinês e sua definição. Certa vez quando dava aulas sobre condições econômicas em processos produtivos, para um curso de mecatrônica, coloquei no ar a seguinte discussão: A China é o que em termos econômicos. Todos me responderam que ela era comunista. Então perguntei por que ela era comunista. A resposta foi que ela combatia o capitalismo. Aí eu fiz a afirmação: isso quer dizer que a China não é capitalista!

    Deixei os alunos na introspecção para refletirem no que tinham dito. Muitos me retornaram com a seguinte dúvida: Professor, não sei o que a China é!

    Muitos tentaram argumentar que a China já foi comunista, mas agora é capitalista. Eu disse que a China é uma nação onde o sistema político é regido por partido único que se chama Partido Comunista da China.

    Não sabiam posicionar a China no cenário econômico e político.

    Falei depois que as pessoas confundem muito duas coisas. Primeiro que sistema econômico existem muitos, mas o predominante em todo mundo é um só, o Capitalismo. Depois falei que Liberalismo (e sua nova denominação o Neoliberalismo), o Socialismo e o Comunismo são sistemas políticos que tem como objetivo governar uma nação. Portanto, não se pode comparar um sistema político a um sistema econômico. A China é Comunista e é Capitalista.

    Para tirar a dúvida dos meus alunos, pedi para eles pensarem na etimologia da palavra Capital. Expliquei para eles que a palavra capital deriva do latim caputi, que quer dizer cabeça. Assim ficou claro que Capital quer dizer a cabeça, no sentindo de controle. É o mesmo que empregamos quando falamos “olha, quem é o cabeça dessa organização”.

    Portanto, a palavra capital foi empregada por economistas do sáculo dezessete e dezoito para definir como é feito o controle da economia. A estrutura vigente nessa época era de um sistema que acabara de nascer mediante o financiamento da produção pelo sistema bancário. O interesse dos banqueiros era garantir mercadorias por meio da produção manufatureira para garantir o lucro no comércio desses produtos. Ou seja, os banqueiros não eram donos do processo produtivo, mas sim quem os financiavam. Eles eram a cabeça do negócio. Quem produzia eram os empreendedores. Eles possuíam a estrutura fabril que se alojavam dentro de grandes muralhas (do alemão, burgos), onde se instalava as máquinas e os operários para produzires, os proletários (que vinham da prole). Portanto, os empresários eram os donos das muralhas de produção, os burgueses. Os banqueiros as cabeças que financiavam a produção. Cada um com seu interesse. Os banqueiros inventaram o juro, os empresários inventaram o lucro e os proletários inventaram o salário. A briga é saber a proporção dessas partes. Uns defendem os banqueiros/burgueses, outros defendem os proletariados e alguns defendem que deve haver uma balança mais justa nessa equação. Em todo caso, é daí que começa a briga entre os sistemas políticos liberais, socialistas e comunistas para ver quem melhor gerencia seu capitalismo. Atualmente temos uma competição muito interessante: o neoliberalismo dos EUA e o comunismo da China. Pela primeira vez na história os dois sistemas políticos estão frente a frente quase que em pé de igualdade para decidir quem melhor faz o papel de cabeça (político) do capitalismo.

    Uma observação importante. Se quiserem encontrar algo se contrapõe ao capitalismo, existem sistemas como o mercantilismo e o escambo. O mercantilismo de extração serve de lastro ao capitalismo. Daí o papel dos países exportadores de petróleo e do Brasil com matéria prima de extração de metais e produtos agropecuários, mais conhecidos como commodities.

  62. O Socialismo só dura enquanto o governo consegue sustentar o bem-estar da população, quando ele começa dar sinais negativos, o governante deste, começa a implantar sistema totalitário, onde as pessoas que forem contra seu governo serão mortos e presos, e implanta uma ditadura militar para se perpetuar no poder, por isso q ela dura por um bom tempo se for no voto e vontade da população esses vagabundos são expulsos rapidamente do governo.

  63. Hitler declarou temporada de caça a marxistas em pronunciamento público, queimou todos os livros que continham qualquer ideologia que entrasse em conflito com o nazismo, incluindo todos os livros de Marx e ainda existe quem tente fazer essa pobre analogia entre comunismo marxista e fascismo com pinçadas de socialismo. Se um déspota desumano chega ao poder e se torna uma totalitarista, sempre pula alguém e faz analogias ao marxismo. Só rindo mesmo…

  64. Pauta Nazista:

    1-Eugenia

    2-Eutanásia

    3-Aborto em qualquer situação para não-arianas

    4-Controle de Armas para inimigos políticos

    5-Estado Grande e extremamente Intervencionista

    6-Aliança com o Islã

    7-Aversão aos judeus/Israel

    8-Controle social da mídia

    9-Perseguição a certos grupos cristãos

    10-Ambientalismo radical

    11-Anti-tabagismo radical

    12-Dívida histórica

    E ainda tem quem diga que nazismo não é de Esquerda.

    “Ah, mas o nazismo matou comunistas!”

    Sim. Se for por isso Stalin foi o maior matador de comunistas da história.

  65. Antonio dos Santos

    O que se pode argumentar contra um povo que acredita que Friedman era socialista? Com maluco não se discute. As vedetes de Mises são tão chatas, bitoladas, arrogantes e intransigentes quantos as viúvas de Marx. Povo rei besta. Você também, moderador, largue mão de ser besta.

  66. Narendranath Costa

    A citação de um trecho da obra de Engels que o Douglas faz é completamente fora de contexto e distorce a significação do trecho. Do ponto de vista intelectual isto é conhecido como desonestidade intelectual.

  67. Não faz sentido os esquerdistas considerarem a Suécia Social-Democrata como um sistema de esquerda e não considerar a Alemanha Nazista como um sistema de esquerda. Compare ambos com um país comunista, como a URSS, e veja qual é de longe a mais parecido.

    Já até sei qual uma possível resposta, já me responderam sobre a parte cultural. A Alemanha era racista, homofóbica e machista e a Suécia não é.

    Mas se for assim, TODOS os países comunistas do passado também eram de extrema-direita.

    Os países comunistas perseguiram homossexuais, eram xenófobos, e as mulheres tinham um papel secundário (você realmente acha que o Leste Europeu se tornou assim apenas depois da queda do Muro de Berlim?)

    A Iugoslávia Socialista, inclusive, chegou ao ponto de realizar um genocídio para fazer uma “limpeza étnica” pouco antes de sua dissolução.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Antisemitism_in_the_Soviet_Union

    https://www.cartacapital.com.br/internacional/xenofobia-no-leste-europeu-nao-sofre-controle-nem-censura/

    https://spotniks.com/o-amor-nao-e-vermelho/

  68. Cristiane de Lira Silva

    Huuuum… Não sabia que os nazistas tinham implantado o controle de preços. O nazismo continua sendo o que é: nazismo. O que entendi do texto é que havia um forte controle estatal da economia, mas não houve abolição da propriedade privada como aconteceu na união soviética onde havia o socialismo e o estado era o dono de tudo. Parece que estas medidas autoritárias do nazistas tiveram apoio de uma burguesia temerosa de perder os seus bens com o avanço do socialismo soviético. É estranho que Mises insista em chamar o socialismo de nazismo quando o nazismo é apenas nazismo. Por ser um liberal, a única coisa que ele vê é a intervenção estatal. E observando apenas isso ele “joga tudo no mesmo saco”. Forçou a barra.

    Esse texto está aqui como um dos mais acessados. Imagino que os que mais gostam de ler este texto é o pessoal da direita conspiracionista. Aqueles que são bem infantis e não podem tolerar que o holocausto foi realizado por um governo de direita. Então procuram todos os textos do mundo que digam que o nazismo era socialismo e portanto, de esquerda. Afinal, o lado em que acreditam tem que ser limpinho e perfeito e o inimigo tem que ser malvado, feio e sujo. Daqui a pouco a direita vai delirar que aquela “maravilha” que era Inglaterra da revolução industrial, onde famílias inteiras trabalhavam, inclusive crianças, de 10 a 18 horas para ganhar um salario de fome, foi na verdade obra dos “comunistas”.

    Vocês tem toda razão ao defenderem tanto a liberdade humana, mas essa liberdade permitiu que os donos das indústrias da Inglaterra “empregassem” até crianças para trabalhar 18 horas por dia. E, é claro que eram os donos da fabricas quem decidiam que o salário seria uma m****. entendo que vocês dirão que a liberdade foi respeitada pois os patrões não apontaram uma arma para a cabeça dos trabalhadores obrigando-os a trabalhar nestas condições desumanas, mas parece que os trabalhadores não estavam muito satisfeitos com estas condições horríveis de vida e por isso formaram sindicatos, fizeram greves e lutaram por uma vida mais digna. Se fosse pela vontade dos patrões, os trabalhadores estariam sendo tratados até hoje do mesmo modo com eram tratados na Inglaterra do seculo XIX. Na verdade, ainda hoje há lugares onde trabalhadores são tratados dessa forma. A liberdade é algo muito importante e deve ser defendida, mas ela não é a única necessidade do homem. As pessoas também querem segurança, conforto, dignidade, tratamento humano. O liberalismo só defende a “liberdade”.

    E nem adianta convencer com aquele papinho de que a condição natural do homem é a pobreza e a escassez e que, portanto, esse tratamento horroroso dado aos trabalhadores era melhor que a situação anterior. Esse papo não cola!

    Olhando as coisas por esse lado, eu não sei se os capitalistas industriais são melhores do que os senhores de engenho que apontavam armas para as cabeça dos peões!

    E esse papo não cola porque o objetivo é mostrar que o capitalismo é bom. Mas eu sei que é. Não sou anticapitalista. Mas o liberalismo tem uma face perversa de defender a “liberdade”, mesmo que isso signifique ser cruel com as pessoas.

    Outra coisa: que texto é esse de vocês reclamando da esquerda querer derrubar estatuas de intolerantes violentos? Eu ainda não li o texto, nem vou ler, mas acredito que se refira ao incidente em Charlottesville. Ah por favor, voltem a razão! Vocês acabaram de afirmar aqui que o nazismo é um socialismo e agora reclamam porque a esquerda queria derrubar a estátua de um líder adorado por supremacistas brancos que se declaram (sim, se declaram) nazistas? Este líder era um racista a favor da escravidão. Não são vocês que se dizem a favor da liberdade de todos os homens? Não estou entendendo vocês. Se vocês odeiam o nazismo e são contra o racismo e a escravidão não deveriam estar reclamando da esquerda. Até o partido republicano repudiou o incidente. O Trump não se mostrou contra os supremacistas mas isto já era esperado. Qualquer idiota sabe que Trump é um facista.

    Sim, o Che Guevara também tinha seus defeitos e intolerâncias, mas existe a direita inteira para julgá-lo. Vocês publicarem um texto atacando o falecido Guevara, quando um bando de nazistas, racistas, vivinhos da silva, gritam palavras de ordem contra não brancos e matam antifacistas por atroplelamento foi uma atitude ridícula.

    è óbvio que está errado defender o comunismo, ou o Che Guevara, mas vocês acreditam mesmo que algum dia o comunismo vai ser implantado? Eu não acredito. Querem apostar contra? No entanto, o episodio neonazista, ao qual vocês dizem estar contra foi bem real e há um presidente facista comandando o pais mais poderoso do mundo. Com isso vocês não estão se importando não é?

    Acho contraditório se dizer contra o nazismo e a favor da liberdade, mas fazer um texto criticando a esquerda por querer a derrubada da estatua de um escravocrata. A esquerda começa derrubando primeiro a estatua que ela quiser derrubar. Se vocês querem tanto derrubar a estatua de Che Guevara, então lutem vocês por esta causa e parem de mimimi! E eu não estou nem um pouquinho preocupada com a derrubada da estatua do Che. Acho ridiculo fazer estatua pra qualquer figura relacionada a política.

  69. Poderiam responder ao texto desse figura tentando minimizar o que foram os gulags? A página original: apaginavermelha.blogspot.com.br/2011/04/historia-o-mito-do-gulag-e-seu.html.

    HISTÓRIA

    O mito do GULAG e seu comparativo com tiranias capitalistas

    Por Vladimir Tavares

    É muito comum encontrar em livros pretensamente de história ou mesmo debates em fóruns de discussão o termo “GULAG”, geralmente usado de forma errada, inclusive, em frases como “a URSS tinha gulags”, “você já ouviu falar do gulag?”, “eu sei o que eram os gulags”. Quem nunca ouviu falar desse ou daquele indivíduo que “abandonou o socialismo após saber da existência dos Gulags”? Geralmente a abreviação é usada como forma de propaganda anticomunista em livros sobre a guerra fria, por irresponsáveis sem qualquer estudo a respeito do assunto ou ainda em boatos que estão a anos-luz de qualquer estudo sério a respeito do assunto, algo que este texto se propõe a fazer.

    Karl Heinrich Marx, expressão máxima do socialismo científico, ensinava que “as idéias predominantes de uma época são as idéias da classe dominante”, neste diapasão, a burguesia internacional gasta milhões em propaganda anticomunista. Comparar a guerra ideológica travada entre a burguesia e os trabalhadores é como comparar um dois indivíduos que vão para uma luta de boxe. É claro que aquele que tem mais dinheiro poderá pagar pelo melhor técnico, comprar os melhores alimentos, suplementos que lhe darão energia de primeira categoria, as melhores luvas, o melhor protetor bucal, os melhores médicos, caso tenha uma lesão, e ainda poderá comprar o júri da luta. O boxeador pobre, entretanto, terá que rezar que para achar um bom técnico disposto a ajudá-lo, talvez não poderá comprar os melhores alimentos, faltando-lhe uma dieta apropriada, não poderá comprar os caros suplementos, terá que contar com médicos da rede pública de saúde e terá de ser bom o suficiente para que o júri se convença. Esta analogia é necessária, para que o leitor possa compreender a potestade que é a imprensa da burguesia, que através de suas editoras monopolistas publica quase que exclusivamente livros de propaganda anticomunista, cujas livrarias apresentarão apenas uma versão da história. Sabe-se, entretanto, que na história não faltam exemplos de exércitos armados apenas com foices e martelos, de camponeses protegidos apenas por trapos e no máximo armaduras de couro, que derrotaram cavaleiros protegidos por armaduras de aço, como ocorreu em Portugal. Sabe-se que os camponeses da República de Novgorod, da velha Rússia, conseguiram derrotar a mais poderosa ordem de cavaleiros da Idade Média na Europa, os cavaleiros teutônicos, e que na Alemanha o povo trabalhador, sob a liderança do cavaleiro Geyer Florian, derrotou a nobreza germânica. Essa é a dimensão e natureza da luta contra a ideologia da burguesia, uma luta contra a elite reacionária que visa trazer apenas a subjulgação da classe operária e de todos aqueles que defendem uma sociedade justa.

    Dada a compreensão desta luta, deve-se primeiramente sublinhar que diferente do senso comum, o GULAG significa “Glavnoye Upravlyenye LaGyera”, isto é, “Administração Geral dos Campos”. Falar em “gulags” é o mesmo que falar em “Sistemas Penitenciários” no Brasil, por exemplo, é um termo impreciso, incoerente, que nitidamente revela o desconhecimento do interlocutor a respeito do assunto e sua completa falta de epistemologia e de preparo para debates, ao qual é recomendado apenas o silêncio. A Administração Geral dos Campos era o órgão que administrava os diversos campos de trabalho na URSS, que seguia o princípio penal de que o preso deve dedicar-se à atividade produtiva como forma de sua recuperação. Este sistema, presente em monarquias e repúblicas, em sistemas autoritários e libertários, são uma constante em praticamente todos os sistemas penais dos países civilizados. Segundo Júlio Frabbrini Mirabete, eminente jurista brasileiro, ex-procurador de justiça do Estado de São Paulo e membro da Academia Paulista de Direito, e Rodrigo de Abreu Fudoli, autor de “Da remissão da pena privativa de liberdade”, o sistema penitenciário passou por uma considerável evolução ao longo da história. A princípio, a pena privativa de liberdade partia do princípio de vingança e castigo, era comum, na Roma antiga, que os condenados recebessem como pena o trabalho nas galés, grandes barcos com remos operados por presos, depois, na época do Iluminismo, foi questionada a idéia do castigo físico, tendo ganho força a idéia de “trabalhos forçados”, da “escravidão” meramente como elemento de penalização, numa época em que na Europa o capitalismo já estava em vigor. Entre os séculos XVI e XIX desenvolveu-se a idéia do trabalho pedagógico, moralizante e disciplinador do infrator da lei. Ao contrário do senso comum de que “o trabalho reeduca” é um lema nazista, este é na realidade um lema do sistema penal, seja ele de um país de orientação socialista, nazista, liberal, conservador…

    Autores como Wilhelm Reich, em “A revolução sexual”, mencionam que na Rússia socialista e mais tarde na URSS, era comum que o trabalho dos presos tivesse um caráter moralizante, disciplinador, onde os presos trabalhavam na confecção de objetos como calçados, o que lhes permitia se reinserirem na sociedade após o cumprimento de suas penas. Enquanto nos anos 20 e 30 predominava esse princípio na União Soviética, países como os Estados Unidos aplicavam penas de trabalhos forçados, nos quais o prisioneiro trabalhava exaustivamente com bolas de ferro em seus pés, cena inexistente no país dos sovietes. Segundo o autor sueco Mário Sousa, autor do brilhante trabalho denominado “Myten om miljontals fångna och döda i Stalins Sovjetunionen”(O mito dos milhões de presos e mortos na União Soviética de Stalin), “para os campos de trabalho Gulag iam os criminosos de crimes graves (homicidio, roubo, violação, crimes económicos, etc.) e uma grande parte dos condenados por actividades contrarevolucionárias. Outros criminosos com pena superior a três anos podiam também ser postos em campos de trabalho. Depois de um tempo num campo de trabalho o preso podia ser mudado para uma colónia de trabalho ou uma zona especial aberta. Os campos de trabalho eram zonas muito grandes onde os condenados viviam e trabalhavam debaixo de um grande controlo. Trabalhar e não ser um peso para a sociedade era coisa evidente, nenhuma pessoa saudavel passava sem trabalhar”(escrito português de Portugal conforme a velha regra)[1]. Ainda, o autor fala sobre as colônias de trabalho, que eram 425, onde havia um regime com menor controle, mais livre, para onde iam geralmente infratores de crimes menores e crimes políticos, trabalhando em fábricas ou mesmo colônias agrícolas, esses presos eram remunerados. No Brasil, existe um sistema similar ao este, ele se chama “Colônia penal”, sendo a maioria agrícola e algumas de natureza industrial, fabricando, por exemplo, bolas de futebol, exercendo atividades que venham a possibilitar a reinserção do indivíduo na sociedade.

    É certo que nenhum sistema penitenciário é um sanatório, casa de dencanso ou spa, de maneira que no sistema soviético, assim como em outros, havia irregularidades, nenhuma delas, ordenada por Stalin ou qualquer órgão diretivo do Estado Soviético. Estes casos de abuso contra prisioneiros ocorreram em sua maioria durante os anos II Guerra Mundial, quando nem a população podia vier tranquilamente sob a ameaça dos fascistas invasores, sofrendo com o racionamento de comida e uma série de privações, como não poderia deixar de ser, essas privações também ocorriam nos campos de trabalho. Muitos dos guardas que cometiam esses abusos eram pessoas que perderam sua família ante os nazistas ou seus colaboradores, pessoas que perderam suas casas, filhos, entes queridos ou simplesmente viram milhares de seus camaradas serem queimados vivos ou enforcados pelos defensores das idéias de Hitler, com quem encontravam-se frente a frente no Gulag nos anos depois da guerra. Diante do fato de que essa guerra alterou a vida de todo o país, vitimando mais de 20 milhões de soviéticos, é compreensível que muitos guardas do NKVD viessem a oferecer um tratamento gentil e cortez para criminosos nazistas. Apesar do quê, havia casos excepcionais em que o próprio Stalin chegou a pedir clemência para com os presos do Wehrmacht, o que contradiz a idéia do “Stalin cruel”. Segue-se, entretanto um exemplo de ordem cruel:

    “O Presidente Bush clama ao Congresso que permita que a CIA continue usando procedimentos de interrogatório “alternativos” – o qe inclui, de acordo com registros publicados, forçar os prisioneiros a ficar em pé por 40 horas, privando-os do sono e o uso da “cela fria”, na qual o prisioneiro é deixado nu em uma cela mantida próxima de 50 graus negativos e molhado com água fria”[2]

    O sistema carcerário soviético alcançou o número máximo de 2,5 milhões(aproximadamente) de presos em 1953, após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos nazistas foram incarcerados e aumentou a incidência de criminalidade em razão das condições materiais do país após a guerra, tratava-se de um país em tempos difíceis, que teve grande parte de sua infraestrutura destruída e sua qualidade de vida alterada pela guerra, algo que jamais aconteceu, por exemplo, em países como os Estados Unidos, que desde o início do século XIX, isto é, há quase 200 anos, não conhece uma guerra em seu território. Este país, que gasta milhões por ano em guerras imperialistas e propaganda anticomunista, tem mais de 2 milhões de miseráveis e tem a maior população carcerária do mundo, tendo alcançado o número de 7 milhões de presos em 2007[3], o que é quase a população da cidade do Rio de Janeiro. Este número chegou a ser confirmado no site The Conservative Voice (A voz conservadora), em link[4] que atualmente está fora do ar. Um fato interessante sobre o sistema penitenciário soviético é que nem mesmo por parte dos anticomunistas mais extremistas há relatos de abuso sexual de presos por outros presos ou mesmo por parte de policiais, como acontece no Brasil e nos Estados Unidos. No primeiro, por exemplo, durante o período fascista que vigorou de 1964 a 1985, é possível encontrar casos de prisioneiros que sofriam técnicas de tortura deploráveis, mulheres que tinham insetos introduzidos no canal da vagina, que eram deixadas nuas e sem tomar banho por semanas, homens que tinham a sua masculinidade humilhada, com a introdução de objetos fálicos em seu ânus e mesmo sendo estuprados pelos mesmos torturadores que usavam termos homofóbicos contra comunistas. Embora no sistema penitenciário soviético houvessem casos de presos que sofriam tratamento duro das autoridades do NKVD como socos na barriga, nada se compara ao tratamento que os presos políticos do Brasil sofriam na época da ditadura latifundiário militar, tais como estupros, choques elétricos, mutilação, sodomia e outros tipos de abuso sexuais e físicos. Diferente do que ocorreu no Brasil, desconhece-se casos de dissidentes soviéticos que tenham saído paraplégicos do Gulag.

    Disparates segundo o qual “a ditadura militar brasileira foi mais branda do que a ditadura comunista-terrorista” não passam de clichês vazios e desprovidos de qualquer objetividade, ignorando que em muitos casos eram regimes revolucionários que em razão de situação extraordinária adotaram o Estado de Exceção, uma vez que viviam uma ameaça real, a Rússia, por exemplo, foi invadida por 14 países só entre 1918-21, a URSS, em 1945, foi invadida por dezenas de países vassalos da Alemanha nazista, mais ela própria, por mais de 2 milhões de homens só no primeiro dia da invasão, tendo perdido 20 milhões ante a histeria anticomunista alemã; isso tudo sem contar os casos de terrorismo nos anos 20 e 30 promovidos com o intuito de desestabilizar o sistema socialista, na URSS e fora dela, contra suas representações diplomáticas. A ditadura latifundiário-militar fascista não conheceu invasores externos, quando muito guerrilheiros treinados em Cuba, China e Tchecoeslováquia contra tiranos formados por escolas de tortura nos Estados Unidos e alguns até mesmo na antiga Alemanha nazista. Não é segredo para ninguém que enquanto o governo perseguia implacavelmente os comunistas, patrocinava grupos neonazistas como o CCC e tinha nazistas convictos no poder como Fillinto Müller, além de ter homiziado fugitivos do Tribunal de Nuremberg como o Dr. Josef Mengele, que conviveu tranquilamente no Brasil até sua morte, um nazista protegido por fascistas, por farsantes pseudo-nacionalistas.

    Um dos pontos curiosos ao se falar do GULAG, é que ele é atacado pelos mesmos indivíduos que defendem que “bandido bom é bandido morto”. Alguns círculos direitistas, celebrando o massacre do Carandiru, condenam a repressão comunista a uma revolta carcerária ocorrida na Ásia Central, quando os nazistas detentos da OUN-UPA[5] tomaram um campo de trabalho e montaram um governo rebelde no Cazaquistão, revolta essa descrita e aplaudida no livro de Solzhenytsin, que é na Rússia apelidado de So-lzhi-nytsin(lzhi signifiga “mentiras”, em russo). O autor, que esteve no GULAG e saiu de lá em perfeitas condições de saúde, não faz nem esforço para em seu livro ocultar a sua admiração pelo nazismo, criticando Hitler apenas por não ter usado devidamente o potencal do movimento colaboracionaista. Este pseudo-humanista, venerado pela extrema-direita, chega ao extremo de defender estupradores, fazendo apologia a dois soldados que haviam sido presos por estuprar uma civil alemã.

    De fato, as críticas ao sistema do Gulag são desprovidas de epistemologia e carecem de objetividade. Mesmo números como os 10, 20, 70, 100 ou 300 milhões, não podem ser corroborados por dados, uma vez que os dados oficiais apontam o número de 2.369.222 pessoas presas e 642.980 executados, durante o período de 1921 a 1954, sto é, num período total de 33 anos, apresentando um número menor do que os Estados Unidos da América(que só em 2007 tinha mais de 7 milhões de encarceirados, sendo o campeão mundial de detentos), e mesmo a República Federativa do Brasil, que anualmente tem mais de 250 mil presos. As execuções dizem respeito a crimes contra-revolucionários, uma vez que, conforme já descrito, a Rússia e a URSS enfrentaram uma ameaça real, concreta e objetiva que justificaram a aplicação do Estado de Exceção, uma guerra civil, a invasão por 14 países neste intercurso, sabotagem, revoltas, terrorismo e a II Guerra Mundia. Houve momentos em que houveram abusos de autoridade, como durante a era em que Genrih Yagoda dirigiu a OGPU, facilitando a infiltração de agentes nazistas, e Nikolay Yejov, que mais tarde foi executado pelos seus abusos, algo que jamais aconteceu a qualquer torturador da ditadura fascista brasileira ou da ditadura americana.”

    E abaixo as fontes dele:

    [1] SOUSA, Mario. Mentiras sobre a história da União Soviética. Em http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html Acesso em 12/04/2011, às 22:00

    [2] MALINOWSKI, Tom. What cruelty is. Artigo do jornal The Washington Post. Em http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/09/17/AR2006091700516.html Acesso em 12/04/2011, às 22:03

    [3] Study: 7.3 millions of in U.S. prison system in ’07 – CNN. Em articles.cnn.com/2009-03-02/justice/record.prison.population_1_prison-system-prison-population-corrections?_s=PM:CRIME Acesso em 10/04/2011 às 14:54

    [4] articles.cnn.com/2009-03-02/justice/record.prison.population_1_prison-system-prison-population-corrections?_s=PM:CRIME

    [5] OUN-UPA: Organização dos Ucranianos Nacionalistas-Exército Insurrecional Ucraniano, grupo terrorista organizado e dirigido por Stepan Bandera, que recebeu guarida na Alemanha Ocidental após a II Guerra Mundial. Era conhecida por suas atrocidades contra populações ucranianas, bielorrussas, tchecas e polonesas, países que reconhecem essa organização como criminosa de guerra. Empregada pelos nazistas para combater os partizans comunistas, eles aterrorizavam vilas e matavam as famílias de guerrilheiros anti-nazistas ou simplesmente de pessoas que não queriam aderir à sua organização. O Exército Americano tem registros de sua colaboração com os alemães, embora seus apologistas insistam em dizer que lutaram “contra Hitler e contra Stalin”.

  70. Eu nunca me importei da esquerda querer classificar o nazismo como direita ou extrema-direita. Já que direita e esquerda são termos relativos que podem mudar (Stalin era considerado de direita e Trotsky era considerado de esquerda) (a Realeza era considerada de direita e a Burguesia era considerada de esquerda).

    O que me deixa nervoso é colocar modelos completamente diferentes como liberalismo e conservadorismo clássico no mesmo lado do nazifascismo. Sendo que foi a Inglaterra (Churchill era esquerdista por acaso?) e não a URSS quem primeiro entrou em guerra com a Alemanha de Hitler (Stalin de 1939 até 1941 foi aliado de Hitler ao ponto de invadirem a Polônia juntos e a dividirem).

    A esquerda precisa ter a honestidade intelectual de definir claramente o que é “direita”, segundo eles, e não usá-la mais como uma palavra coringa.

    Segundo o Political Compass e o Diagrama de Nolan, “Direita” é menos controle do Estado sobre a economia. A esquerda concorda ou discorda? Por quê?

    Se ela concorda, então o Nazifascismo não pode ser considerado como direita e muito menos como “extrema-direita” por eles. Já que a base econômica do nazifascismo é o Corporativismo, que é ideia que o Estado deve conduzir a economia do país juntamente com as grandes empresas (modelo usado pelo PT, pelos militares e por Getúlio Vargas).

    Se ela discorda, então por que quase sempre consideram liberais e conservadores como direita, sendo que a base econômica do Liberalismo é o Livre Mercado? E é uma ideia completamente aversa ao intervencionismo estatal na economia (base do Corporativismo)?

    Nazifascismo é de Terceira Via, pois é uma alternativa ao Capitalismo Liberal (direita) e ao Socialismo Marxista (esquerda). Qualquer tentativa de colocar exclusivamente em um lado é desonestidade intelectual.

    Mas se fosse colocá-lo OBRIGATORIAMENTE em algum lado seria no lado esquerdista. É só observar os pontos nazistas e compará-los com o que os partidos de esquerda praticam atualmente.

    https://ceticismopolitico.com/2012/07/15/sera-o-nazismo-de-extrema-direita-not-so-fast-junior/

  71. Tem coisas interessantes, outras são generalidades e banalidades. Como dizer que as pessoas nas sociedades socialistas odeiam os trabalhos. A grande maioria das pessoas das sociedades capitalistas odeia o que faz e a pergunta d’oiro é: “e se ganhasse na Megacena? Nem passaria na porta da empresa”! Na sociedade capitalista a imposição laboral não vem pela imposição do estado, mas pela necessidade de ter algo para comer e vestir.

  72. Olá, colegas! Visto que este espaço parece ser frequentado por entusiastas e estudiosos de Ludwig Von Mises, eu gostaria que comentassem sobre a frase presente em “O Livre Mercado e Seus Inimigos”, página 20 (acho que está no quarto parágrafo):

    "Georg Wilhelm Friedrich Hegel, o famoso filósofo alemão, deu origem a duas escolas — os hegelianos de 'esquerda' e os hegelianos de 'direita'. Karl Marx era o mais importante dos hegelianos de 'esquerda'. Os nazistas vieram da 'direita' hegeliana."

    Por que Mises chamaria o nazismo de “‘direita’ hegeliana”? Isto representa alguma oposição à “‘esquerda'”, já que Mises deu aos movimentos comunista e socialista tais nomes “diretivos”?

    Obrigado de antemão, e abraços fraternos a todos!

  73. Nunca entendi porque consideram um regime que fez diversos tabelamento de preços, gigantescos programas sociais e planejamento econômico explícito como extrema-direita (o nome Nacional-Socialismo não está ali por acaso), sendo que a direita é representada por conservadores capitalistas (e que inclusive começaram a guerra contra o Eixo).

    Se for seguir essa linha lógica, a social-democracia e o New Deal também fazem parte da direita política.

  74. Me expliquem uma coisa entâo: Estado absolutista mercantilista. único partido. totalmente não liberal (prévio às leis de Adam Smith) Utiliza as colônias como política estatal para fazer fluir a economia. O rei centraliza o poder. As diretrizes econômicas são propostas pelas emanações reais, não pelo Estado. O rei persegue outras nacionalidades e etnias em seu país (como judeus) para imnpor sua vontade no teritório. Apesar de não ser totalmente corporativista, a liberdade econômica é menor.

    Esse estado é considerado de direita. Inclusive os defensores do absolutismo monárquico eram os conservadores no séxulo xix que promoveram a Convenção de Viena em 1815. Eles eram inimigos dos jacobinos e dos liberais. E

    Não teriam os absolutistas de direita características muito parecidas com as do Estado Nazista?

  75. O nazismo e o marxismo têm várias diferenças adjetivas, mas apenas duas diferenças substantivas: 1- Nazistas trocaram a luta de classes por luta racial. 2- Marxistas estatizaram a propriedade privada e os meios de produção, porém os nazistas substituíram a estatização por TUTELA.

    Um amigo meu viveu no III Reich e seu pai trabalhava numa indústria importante. Com a chegada dos nazistas ao poder a diretoria da empresa teve 3 judeus sumariamente demitidos e foram colocados 2 nazistas com função apenas fiscalizadoras. A partir de então 30% da produção era direcionada ao III Reich (quem ditava o tipo de produto e o preço eram os nazistas, mas havia um lucro pífio). Os 70% restantes eram produzidos e comercializados pela empresa com mais liberdade, mas mesmo assim os preços eram “vigiados”. Quando começou a guerra o “parafuso apertou mais”.

  76. O único objetivo desse texto era tentar afastar a direita do Nazismo. Tentar inutilmente unir duas coisas essencialmente distintas e até antagonistas é no mínimo perda de tempo e no máximo má intenção.

    A esquerda já tem os próprios esqueletos no armário, a direita tem que lidar com os dela.

  77. Nazismo é uma variação do socialismo

    Nazismo era de direita ou esquerda? Eis o que o próprio Hitler dizia:

    “Since we are socialists, we must necessarily also be antisemites because we want to fight against the very opposite: materialism and mammonism… How can you not be an antisemite, being a socialist!

    “Why We Are Anti-Semites,” August 15, 1920 speech in Munich at the Hofbräuhaus. Translated from Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte, 16. Jahrg., 4. H. (Oct., 1968), pp. 390-420. Edited by Carolyn Yeager. [2]”

    Hitler se dizia socialista, era revolucionário, estadista, anti livre mercado, mas … foi taxado pelos historiadores pós guerra como de direita. Vai entender

  78. Para finalizar quando chamar alguém de facista olhe para o próprio rabo ou procure, pesquise ou estude, não pergunte a ninguém de esquerda por que a ignorância permanecera em Você. Uma pequena dica:

    A palavra "fascismo" vem do italiano fascio, que significa "feixe". Na Roma Antiga, o fascio (também conhecido como fascio littorio), era um machado revestido por varas de madeira. Ele geralmente era carregado pelos lictores, guarda-costas dos magistrados que detinham o poder. O fascio podia ser usado para punição corporal, e também era um símbolo de autoridade e união: um único bastão é facilmente quebrável, enquanto um feixe é difícil de arrebentar.

    No século 20, o político italiano Benito Mussolini se apossou desse símbolo para seu novo partido. Em 1914, ele fundou o grupo Fasci d'Azione Rivoluzionaria (mais tarde, em 1922, surgiria o conhecido Partido Nacional Fascista). O uso do fascio não foi à toa. A Itália enfrentava uma profunda crise desde sua unificação tardia (concluída em 1870), e as consequências da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) pioraram a situação. Mussolini prometia, com o fascismo, trazer de volta os tempos áureos do antigo Império Romano e deu no que deu.

  79. kkkkkk essa pagina é uma piada kkkk

    o próprio consulado alemão já confirmou que o nazismo foi um governo totalitario de extrema direita, queridos!!!

    aceitem que tanto direita e esquerda ao extremo são ruins. Nao coloquem tudo que há de ruim no mundo numa só visao. tanto a esquerda quanto a direita ja fizeram muito mal ao mundo. parem de ser partidarios

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