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O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?

A tabela a seguir mostra quanto cada estado pagou de impostos federais em 2009 e quanto cada estado recebeu do governo federal a título de transferência de recursos (dinheiro destinado ao governo do estado e aos municípios desse estado) também em 2009.

Os impostos federais calculados são: imposto sobre exportação, imposto sobre importação, IPI, IRPF, IRPJ, IRRF (retido na fonte), IOF, ITR, CPMF, COFINS, PIS/PASEP, CSLL, CIDE-combustíveis, contribuições para o FUNDAF e outras receitas administradas.

O resultado final para cada estado aparece na coluna da direita.  Os resultados em azul indicam que o estado é recebedor líquido de impostos federais.  Os resultados em vermelhos indicam que o estado é um pagador de líquido de impostos federais.

Cada um tire suas próprias conclusões.

(Os estados foram elencados por região. Começa com a região Norte, depois Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e, finalmente, Sul).

 

 

 

Quanto paga ao governo federal

 

Quanto recebe do governo federal

Resultado final

Acre

244.750.128,94

 

2.656.845.240,92

 

2.412.095.111,98

Amazonas

6.283.046.181,11

 

3.918.321.477,20

 

— 2.364.724.703,91

Amapá

225.847.873,82

 

2.061.977.040,18

 

1.836.129.166,36

Pará

2.544.116.965,09

 

9.101.282.246,80

 

6.557.165.281,71

Rondônia

686.396.463,36

 

2.488.438.619,93

 

1.802.042.156,57

Roraima

200.919.261,72

 

1.822.752.349,69

 

1.621.833.087,97

Tocantins

482.297.969,89

 

3.687.285.166,85

 

3.204.987.196,96

Alagoas

937.683.021,32

 

5.034.000.986,56

 

4.096.317.965,24

Bahia

9.830.083.697,06

 

17.275.802.516,78

 

7.445.718.819,72

Ceará

4.845.815.126,84

 

10.819.258.581,80

 

5.973.443.454,96

Maranhão

1.886.861.994,84

 

9.831.790.540,24

 

7.944.928.545,4

Paraíba

1.353.784.216,43

 

5.993.161.190,25

 

4.639.376.973,82

Pernambuco

7.228.568.170,86

 

11.035.453.757,64

 

3.806.885.586,78

Piauí

843.698.017,31

 

5.346.494.154,99

 

4.502.796.137,68

Rio Grande do Norte

1.423.354.052,68

 

5.094.159.612,85

 

3.670.805.560,17

Sergipe

1.025.382.562,89

 

3.884.995.979,60

 

2.859.613.416,71

Goiás

5.397.629.534,72

 

5.574.250.551,47

 

176.621.016,75

Mato Grosso

2.080.530.300,55

 

3.864.040.162,26

 

1.783.509.861,71

Mato Grosso do Sul

1.540.859.248,86

 

2.804.306.811,00

 

1.263.447.562,14

Espírito Santo

8.054.204.123,9

 

3.639.995.935,80

 

— 4.414.208.188,1

Minas Gerais

26.555.017.384,87

 

17.075.765.819,42

 

— 9.479.251.565,45

Rio de Janeiro

101.964.282.067,55

 

16.005.043.354,79

 

— 85.959.238.712,76

São Paulo

204.151.379.293,05

 

22.737.265.406,96

 

— 181.414.113.886,09

Paraná

21.686.569.501,93

 

9.219.952.959,85

 

— 12.466.616.542,08

Rio Grande do Sul

21.978.881.644,52

 

9.199.070.108,62

 

— 12.779.811.535,9

Santa Catarina

13.479.633.690,29

 

5.239.089.364,89

 

— 8.240.544.325,4

Atualização: o Distrito Federal, por pura displicência deste que vos escreve, ficou de fora da lista.  Eis os dados:

Quanto paga ao governo federal: 50.454.719.368,50

Quanto recebe do governo federal: 7.356.318.744,45

O que dá um déficit de — 43.098.400.624,05

O resultado parece estranho?  Mas não é.  Trata-se de uma enorme distorção.  O DF, como é sabido, possui a maior concentração de funcionários públicos federais — incluindo-se aí os nobres membros do congresso e dos ministérios — por quilômetro quadrado.  Quando o dinheiro do salário deles (que vem de todo o Brasil) cai em suas contas bancárias, o imposto de renda retido na fonte é contabilizado como arrecadação federal.  O mesmo é válido para o imposto de renda pago por todas as estatais, inclusive BB e CEF, que possuem sede em Brasília.

Ou seja, o dinheiro que é espoliado de todo o resto do Brasil vai para o DF, cai na conta dos funcionários públicos e políticos e, em decorrência do IR que estes pagam, uma parte desse mesmo dinheiro é contabilizada como carga tributária que o DF paga ao governo federal.  Bonito.

Ainda assim, os repasses federais para o governo do DF são vultosos (maiores que os de Santa Catarina, por exemplo), o que mostra o quão privilegiada é a região.

 

Fontes:

Quanto cada estado paga ao governo federal:  http://www.receita.fazenda.gov.br/Historico/Arrecadacao/PorEstado/2009/default.htm

Quanto cada estado recebe do governo federal:  http://www.portaltransparencia.gov.br/PortalTransparenciaListaUFs.asp?Exercicio=2009&Pagina=1

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352 comentários em “O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?”

  1. Se a maioria dos paulistas entendessem esses números teriam vontade de fazer outra Revolução Constitucionalista. Os cariocas, ao invés de reclamarem da mudança da capital federal para Brasília, iriam querer se tornar independentes. Talvez tivéssemos um outro país: SampaRio. São Paulo e Rio carregam o Brasil nas costas. É uma carga muito pesada. Que os libertários me perdoem, mas vou parafrasear Marx: Paulistas e cariocas uni-vos. Nada tendes a perder, senão vossos grilhões.

  2. Roberto Chiocca

    Leandro,
    vc podia adicionar a este artigo aquele mapa dos estados onde o Lula ganhou e os que Geraldo ganhou, me parece que a divisao ficou exatamente comprovando a frase de George Bernard Shaw: “A government which robs Peter to pay Paul, can always count on the support of Paul.”

  3. Eu busquei dados da população de alguns estados no site do IBGE e pude constatar que os cariocas pagam mais do que recebem em relação aos paulistas por habitante:
    SP – População: 39.827.570 paga mais R$4.554,00 de imposto do que recebe
    RJ – População: 15.420.375 paga mais R$5.574,40 de imposto do que recebe
    RS – População: 10.284.503 paga mais R$1.242,62 de imposto do que recebe

    Realmente nós paulistas e cariocas estamos carregamos em certa medida o Brasil nas costas. E esse peso na realidade deve ser bem pior porque nessa conta não entra gastos realizados diretamente pelo governo federal, e podemos presumir que eles são mais intensos nas outras regiões do Brasil.

  4. Juliano Camargo

    Bravo Leandro, muito bom.

    Essa é uma área que nós podemos ajudar muito no Brasil. Visualização e interpretação de dados oficiais que da forma colocada e analisada em sites oficiais não geram muita discussão.

    O Impostômetro é uma boa iniciativa, mas não quiseram mostrar estas diferenças regionais.

    Dei uma olhada nos dados do BNDES, e você vai achar muitos dados de investimentos diretos do banco, a maioria em grandes obras e grandes empresas. Eles agora são obrigados a publicar isso, e com certeza ajuda muito a nossa causa.

    Há outras coisas que complicam a análise de quem recebe o quê. Sabemos que o protecionismo industrial protege majoritariamente a indústria do país, instalada em São Paulo, Paraná, Santa Catarina…

    São Paulo sustenta as contas do governo federal. Mas PT é de lá, o PSDB também. São Paulo está no poder. Não que isso beneficie em alguma coisa a população de São Paulo, é claro…

  5. Fantástico!\r
    \r
    Pelo exposto acima, percebe-se que o governo federal é a abominável máquina de tirar de Pedro (cerca de R$220bi) e dar a João (menos de R$70bi), e claro, ficar com o troco.\r
    \r

  6. Roberto Chiocca

    Este seria o mapa,( http://www.duplipensar.net/diario/uploaded_images/eleicoes-brasil-2006-03-717909.jpg ) algumas exceções como o Rio de Janeiro votando com Lula e Roraima com Alckmin, mas dá para se ter uma idéia do poder que o repasse de verbas tem na percepção do povo.
    “It’s illegal to say to a voter “Here’s $100, vote for me.” So what do the politicians do? They offer the $100 in the form of Health Care, Social Security, Unemployment Insurance, Food Stamps, tobacco subsidies, grain payments, NEA payments, and jobs programs.”

  7. Na linha do que o Eduardo C. sugere, seria fantástico ter uma tabela com a quantidade de senadores, deputados, e população; por estado e por região. O Nordeste aparecerá com um poder político muito maior que sua população.

  8. Leandro, permita-me sugerir outros indicadores que poderiam ilustrar ainda mais como o federalismo no Brasil é uma ficção.

    1. Da massa tributária arrecada no país, quanto é controlado por cada ente (união, estados e municípios);

    2. Percentual de municípios que não conseguem se manter com recursos próprios;

    3. Considerando a distribuição da população nos estados, comparar a atual distribuição de deputados federais e a que realmente deveria ser.

    parabéns pelo trabalho de vocês.

    abç

  9. MEU DEUS ! São Paulo é uma COLÔNIA da metrópole Brasil !!! Que escravidão ! Que humilhação ! Que discrminação !
    Isto, além de internamente sustentar migrantes que o saqueiam, absorvendo todos seus recursos.

    Até quando esta humilhação e escravismo ?

  10. Chioccas,

    Esse estudo não cabe.Imposto tem que ser comprado com PIB, santa mâe de Deus!!!!
    Arrecadação regional não tem nada a ver com pib regional.
    Enquanto o PIB de SP representa de 33% do PIB brasileiro(pode olhar no IBGE), a arrecadação de SP representa 65% do total arrecadado.Por Que?

    É óbvio que boa parte do que SP arrecada não lhe pertence.

    Entes de fazer alarmismo é preciso entender os números, senão não passa de panfletagem.

    P.S. As transferência para SP estão de acordo com o PIB paulista, cerca de 32% do total repassados aos estados.

    Faça um estudo descente e tire essa merda do ar!!!!!!

  11. Muito bom, Leandro,\r
    \r
    Ações como esta ajudam a disseminar a cultura de consulta e ANÁLISE das informações divulgadas pelo governo.\r
    \r
    Vou começar a olhar mais de perto estes dados…\r
    \r
    Excelente sugestão, Roberto.\r
    \r
    Abraços

  12. Fernando Chiocca

    E não tem que colocar estes 250 bi na conta também para aí sim ter o resultado final?
    Afinal, eles vão para algum estado. Ou melhor dizendo, eles vão para determinadas pessoas que estão em algum estado.

  13. Prezado Leo Oldani, muito prazer! Sou eu o autor do “dejeto” e não os Chioccas. Aviso também que não sou paulistano e nem paulista, tampouco tenho raízes nesse estado.

    Dito isso, algumas considerações sobre sua gentil missiva:

    Esse estudo não cabe.Imposto tem que ser comprado com PIB, santa mâe de Deus!!!!

    Raciocínio esse que absolutamente em nada invalida o resultado final da conta: saber se um estado é pagador ou recebedor líquido de impostos.

    Arrecadação regional não tem nada a ver com pib regional.

    E daí? Sequer foi mostrada a arrecadação regional nessa tabela, tampouco se está falando de PIB. Qual o ponto?

    Enquanto o PIB de SP representa de 33% do PIB brasileiro(pode olhar no IBGE), a arrecadação de SP representa 65% do total arrecadado.Por Que? É óbvio que boa parte do que SP arrecada não lhe pertence. .

    A resposta é essa? Se “boa parte do que São Paulo arrecada não lhe pertence”, então pertence a quem? Por que a arrecadação de São Paulo “não lhe pertence” e, ao mesmo tempo, um estado como o Maranhão, por exemplo, pode não apenas receber de volta tudo o que pagou ao governo federal, como também tem o privilégio de receber um adicional de quase 8 bilhões sobre o que pagou?

    Por que essa diferença de tratamento? Por que São Paulo não pode ser dono de sua produção, mas o Maranhão pode não apenas ser o dono de tudo o que produz (em termos líquidos) mas também tem o privilégio de ser o dono de boa parte da produção alheia?

    Entes de fazer alarmismo é preciso entender os números, senão não passa de panfletagem.

    Fica aí a dica pro senhor.

    P.S. As transferência para SP estão de acordo com o PIB paulista, cerca de 32% do total repassados aos estados.

    Tá na hora de trocar a HP. Os repasses do governo federal para São Paulo totalizam 11% do total repassado aos estados. Logo, de acordo com seu próprio conceito, o valor repassado para SP está 65% abaixo do “correto”.

    Saudações.

  14. Aliás, os números do Maranhão comprovam que a Famiglia Sarney não brinca em serviço. O repasse é quase 700%(!!!) maior que os impostos pagos.

  15. Fernando Ulrich

    Ótima tabela Leandro.\r
    \r
    Ainda estou um pouco perplexo.\r
    \r
    Independente de qual Estado ganhe ou perde, no final das contas, toda a sociedade sai empobrecida, fora a elite governamental.\r
    \r
    Me faltam adjetivos…

  16. Considero um absurdo o que estão fazendo principalmente com Rio e São Paulo,cara,se for ver a porcentagem de dinheiro dado,e dinheiro recebido,fico sem palavras,o pior é,nosso dinheiro vai embora,mas os problemas de quem suga continua,acho muito injusto isso ai,sinceramente,acho que alguns estados deverião fazer uma convenção muito seria p/ discutir isso,e caso nada seja resolvido,separação seria o melhor,viver sendo sustentado deve ser bom,agora quem paga a conta,ai com certeza não gosta,acho que o povo não tem conhecimento nenhum sobre esses n°,pois creio q se tivessem não estariam calados.

  17. FDP Safado ou Inocente do Cérebro-Lavado

    Juan, vc está desconsiderando a seguinte verdade: se o governo não redistribuísse a grana sabiamente como ele sempre fez, o país estaria em uma situação pior do que já está. Você está desconsiderando todas as pessoas que só podem comer, todas as crianças que só podem aprender a ler e a escrever e todos os velhinhos que só podem receber um atendimento digno nas filas do INSS graças à intervenção bem intencionada dos nossos governantes. Falar em separação só mostra que vc é um ingrato de visão curta que não consegue entender que, muitas vezes, para fazer o bem, é preciso fazer o mal em primeiro lugar. Todos temos que tomar nossa dose de sacrifício para contruir um país melhor. Lembre-se do velho ditado: “Primeiro o bolo deve crescer, depois a gente divide ele.”.

  18. Francisco Pompeu

    Grande Leandro,\r
    A contabilidade pública no Brasil é muito precária. Embora as conclusões gerais de seu trabalho provavelmente sejam válidas, gostaria de lembrar algumas dificuldades para classificar e contabilizar os impostos arrecadados e os gastos orçamentários. Do lado da arrecadação, por exemplo, os impostos pagos por grandes empresas são classificados no local da sede da empresa. Muitos gastos são orçamentariamente classificados como nacionais, mas são, na realidade, regionais. Um outro ponto que muitas vezes escandaliza quem ignora estas dificuldades contábeis é o fato da renda per capita de Brasília ser a maior do Brasil e o dobro do segundo colocado São Paulo. É que os lucros de empresas como BB e Caixa são considerados na sede, o que introduz uma distorção que compromete qualquer conclusão.\r
    Grande abraço e meus parabéns pelos seus trabalhos.

  19. Vocês falam muita besteira, aqui é um país, e vocês hajem de forma regionalista, todo brasileiro tem direito de ir e vir para qualquer região do seu país e trabalhar nesse mesmo local, se nessa determinada região (leia-se, ESTADO) florescem empregos, e em outras regiões não, (seja por um movimento histórico-cultural de subdesenvolvimento ou por políticos que travam a região) nada mais que certo que as pessoas corram para essas regiões causando um inchaço populacional, então o que o governo deve fazer? Pegar mais impostos de regiões mais frutíferas e jogar dinheiro em regiões menos frutíferas, impondo a essas mesmas regiões (infrutíferas) que utilizem-se de políticas fiscais que atraiam o conglomerado industrial até chegar o ponto de desenvolvimento que não se precise mais investir tanto nessas áreas, assim, não sendo mais necessário pegar tantos impostos das regiões frutíferas, pois, todos estaram em estado de desenvolvimento. Por favor, Leiam OSKAR LANGE.

  20. É o que cada gaúcho sente no lombo, todo dia. Os que produzem sustentam os improdutivos. Como é que se muda este sistema, fazendo com que o dinheiro gerado numa região fique ali? Federalismo? Como o próprio nome de nossa República determina? Não é com dinheiro injetado de impostos, ainda mais de outros estados, que se cria condições de desenvolvimento econômico em uma determinada região mais atrasada. Um bom começo seria a desburocratização real da atividade empresarial, a facilidade de contratação de mão de obra produtiva, e a desoneração real dos consumidores, para que se gere mais consumo nestas regiões com mais dinheiro no bolso das pessoas consumidoras e das produtoras, não dos burocratas sanguessugas. O grande papel que o governo destes estados perdulários poderia fazer era o de sair da frente dos cidadãos para que estes possam tomar sua próprias decisões de consumo, daí sim criando um mercado livre e legítimo, onde preços, oferta e demanda sejam naturalmente equilibrados pelas tão faladas e tão pouco observadas leis de mercado. Senão eu tomo um chimarrão inflacionado por impostos aqui no RS, porque tenho de ajudar um cearense a comer uma buchada de bode, inflacionada também, pois a disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará é produzida pelo meu chimarrão taxado e inflacionado aqui. Nada é de graça, Senhores! Não é regionalismo nem xenofobia gaúcha, é so excesso de impostos, o que, por si só, já é má administração do dinheiro público. Dinheiro público bem gerido, só se for pouco. Governos têm de sentir fome!

  21. Bom, você sabe: Governo Federal, da Federação, da União Federal. Portanto, os repasses levam em conta interesses e necessidades da Federação, e não dos Estados. Para esses (embora reconheça que o sistema tributário necessita de avanços porque há ainda muita dependência do Estado em relação à União), há diversos impostos que são exigidos diretamente por eles e servem tão-somente aos interesses, necessidades e conveniências dos Estados.

    Afora a necessária discussão sobre o sistema tributário ainda ser muito centralizado e se dever dar mais autonomia aos Estados (ao menos em teoria, porque isso teria que ser debatido bastante dadas as especificidades do Brasil), é inútil falar em “superávit” ou “déficit” nos repasses do Governo Federal aos Estados, porque se trata aí de um repasse feito tendo em conta diversos princípios fundamentais e regras da ordem tributária e financeira do Estado que perpassam questões federativas, e não estaduais, e é assim que deve ser a não ser que seu Estado venha a achar que é melhor ele formar um Estado-nação sozinho (o que, não sei porquê, acho que não interessa no momento a SP nem ao RS).

  22. Senão eu tomo um chimarrão inflacionado por impostos aqui no RS, porque tenho de ajudar um cearense a comer uma buchada de bode, inflacionada também, pois a disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará é produzida pelo meu chimarrão taxado e inflacionado aqui.

    Disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará? Não me faça rir, meu caro. Até você viver ao menos um mês em alguma das cidades mais pobres deste País, você não me parece nem um pouco indicado a falar em disponibilidade de dinheiro fácil em regiões de baixíssimo PIB per capita e parquíssimas possibilidades de crescimento econômico devido a limitações educacionais e mesmo ambientais que não só não são devidamente resolvidas pelo Estado como de fato são difíceis de contornar, como é o caso do semiárido nordestino.

    Não deixo de atribuir a maior parte do atraso do Nordeste, é verdade (assim como ao de outras regiões pobres do país), à corrupção e à ineficiência, mas simplesmente é faltar com a verdade falar em larga disponibilidade de dinheiro em um Estado que, efetivamente, não sabe o que é ter dinheiro para investir em obras de maior porte sequer há mais de 30 anos, enquanto certamente o seu RS do chimarrão há um século já contava com investimentos federais e estaduais de maior parte, daí seu maior desenvolvimento atualmente.

    Procure ver, apenas como exemplo, as listas de mortalidade infantil no Brasil entre os anos 40 e hoje: quando você perceber que foram feitos investimentos em saúde pública e saneamento no Sul que permitiram sua mortalidade cair pela metade ou até menos entre 1940 e mais ou menos 1970, enquanto o Nordeste amargou um minúsculo decréscimo com condições de vida praticamente iguais às de décadas anteriores, aí você perceberá que se trata de uma questão de desenvolvimento nacional e que não há, em uma perspectiva histórica (mesmo de curto prazo), “disponibilidade de dinheiro fácil” em qualquer Estado do NE.

  23. MEU DEUS ! São Paulo é uma COLÔNIA da metrópole Brasil !!! Que escravidão ! Que humilhação ! Que discrminação !
    Isto, além de internamente sustentar migrantes que o saqueiam, absorvendo todos seus recursos.

    Até quando esta humilhação e escravismo ?

    Simples, caríssima Fabiana: até o dia em que vocês, corajosos e trabalhadores paulistas, no exercício da soberania popular, decidirem lutar contra o Brasil e declarar sua independência, formando um Estado unitário separado. Seria perfeitamente legítimo, embora a Constituição brasileira proíba isso, o que provavelmente geraria uma situação de conflito bem grave.

    De qualquer forma, apenas me parece claro que vocês teriam disposição e bravura para lutarem pela separação, dado que vocês paulistas sofrem de tamanho sofrimento pela escravidão e pelo saque de migrantes (aliás, migrantes de quem descende boa parte da população que hoje se chama “paulista”, basta vocês fazerem uma arvorezinha genealógica).

    Bom, é isso: ou para de reclamar e assume que está numa Federação, onde cabe o princípio da solidariedade e o federativo entre os membros da República, ou então mãos à obra, garra na luta e bem-vindo ao novo mundo do Estado unitário em que não vai haver mais desculpas para os problemas de seu Estado. Gostaria mesmo de ver no que daria isso: meu Deus, a quem culpar agora pelo fato de “nosso Estado” ter renda per capita alta e ainda assim ter um IDH menor que o do México???

  24. Estranho o montante pago pelo estado de São Paulo se comparado ao Rio de Janeiro.
    SP estado 3x maior em área, 3x maior em população, 3x maior na economia e só contribui com 204 bilhões…. e o Rio 101 bilhões.

    Assim fica a ideia que a economia de SP é apenas o dobro do RIO.

    Tem alguém pagando muito e alguém escondendo o jogo.

    Nesse filme parece que quem morre feio no final é o RIO.

  25. Ygor, obrigado por expressar sua opinião, que é coerente com a de alguém que acredita que a existência de governos é justificada moralmente e necessária para o desenvolvimento de uma sociedade de indivíduos. Não concordo, mas respeito. Acho que seus 3 comentários foram consistentes, partindo das premissas que você usou, com exceção da última frase: “…Gostaria mesmo de ver no que daria isso: meu Deus, a quem culpar agora pelo fato de “nosso Estado” ter renda per capita alta e ainda assim ter um IDH menor que o do México???”. Não entendi porque você disse isso. Teria sido apenas um apelo emocional ou existiria alguma justificativa racional para essa suposição? Já adianto que não nasci nem nunca morei em SP 🙂

  26. Gostaria de comentar dois dos argumentos mais utilizados por aqueles que não sentem náusea ao ver a tabela acima.

    1. Existem muitas pessoas com renda insuficiente nos estados “azuis” e, portanto, é necessário que a união cumpra seu papel redistributivista. Muitos evocam o “contrato social” rousseauniano.

    2. Os estados “superavitários” são menos desenvolvidos economicamente. Tais transferências se justificam para que regiões menos desenvolvidas incrementem sua infra-estrutura e atraiam investimentos.

    Sobre o primeiro, é absolutamente inegável que existem famílias pobres no Brasil. E pobreza não é nada agradável. Só não concordo com as soluções adotadas, principalmente no que diz respeito à forma. Porquê o estado usa do instrumento da força para tentar solucionar esse problema? Por trás de toda a baboseira de impostos federais, estaduais, transferências etc etc, o fato concreto é que famílias são obrigadas a ajudar outras, sejam elas vizinhas ou a 3 mil quilômetros de distância. Aqueles que entendem que a ajuda é necessária (e não são poucos), deveriam montar associações para transferir recursos voluntariamente. No final das contas, se transferência direta de renda é tão boa e necessária, por quê ela deve ocorrer sob a égide da força e da compulsão?

    No caso do segundo argumento, brevíssimas preliminares. A história do mundo é a história das migrações. Não sei quem disse isso, mas acertou na mosca. Nos últimos cento e poucos anos é que começaram a criminalizar a mobilidades das pessoas… Ou seja, nos dias de hoje é quase uma dádiva divina morar num país territorialmente extenso. Se as pessoas não estão satisfeitas com determinado local podem simplesmente mudar para outro lugar. Não precisam aprender outra língua, não precisam de passaporte nem converter sua riqueza em outra moeda. Milhões de pessoas já fizeram isso no Brasil e melhoraram de vida consideravelmente. Obviamente que a classe política não tolera a idéia da migração. Além de ser um atestado de incompetência, os indivíduos que migram representam menos votos e menos pagadores de impostos.

  27. Falar em separação só mostra que vc é um ingrato de visão curta que não consegue entender que, muitas vezes, para fazer o bem, é preciso fazer o mal em primeiro lugar. Todos temos que tomar nossa dose de sacrifício para contruir um país melhor.\r
    \r
    Os fins nunca justificam os meios.

  28. Juliano Camargo

    Eu enxergo o nosso arranjo político-regional da seguinte maneira: a elite política do sudeste se catapultando ao nível nacional e comprando o apoio dos estados mais pobres. Como sempre foi.

    Isso é bom para o paulista? Claro que não. Mas São Paulo é que é o berço dos movimentos políticos atuais. Não questiono a legitimidade disso, mas só queria apontar para este fato. Justamente a riqueza econômica de São Paulo é que dá asas para estes movimentos políticos ampliarem seu raio de ação para todo o Brasil.

    Coronéis do norte e nordeste possuem raio local e seriam incapazes de liderar um movimento político-ideológico hoje em dia. Eles apenas cobram a conta. E dessa conta com certeza fazem parte os numerozinhos azuis acima, além de muitos investimentos estatais feitos por BNDES e empresas com influência estatal.

    Mas, ao final, quem traça nossa ‘política industrial’? Políticos do sudeste e sul.

    Quanta perda econômica isto causa nos estados menos industrializados? Não saberia calcular.

    De onde é proveniente a elite política atualmente no poder?
    Majoritariamente Sudeste e Sul. Norte e nordeste participam do nosso arranjo através de seus coronéis, das esmolas, e de uma massa de desassistidos sendo conduzidos rumo às urnas para ‘validar’ quem tenha sido alçado para nível nacional.

    A situação no Rio nessa tabela mostra como é precipitado tomar isso separadamente de outras transferências. Pois o Rio é o maior gasto federal com funcionalismo. E há sede de estatais. Com todo o respeito a quem trabalha no setor produtivo no Rio, mas eu morei lá e sei a quantidade de estatais e o legado de elefantes-brancos que eles tem. O Rio ainda está tentando se posicionar de maneira produtiva na economia brasileira depois de ter perdido seu status político.

    Então acho que não é uma questão de uma região contra outra. É difícil fazer a conta.

    O Ygor cita por exemplo:

    ‘Disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará? Não me faça rir, meu caro’

    E ele tem razão no sentido que o nosso mercado financeiro se concentra em São Paulo e Rio. Ora, isso também é uma das ‘jóias da coroa’ que ficam com a região sudeste. Pois o mercado financeiro, como sabemos, é alavancado por todos nós. Claro que eles investem no Brasil todo, mas as sedes destas empresas privilegiadas são no Sudeste.

    No final, acho que se fôssemos fazer a conta direitinho, é capaz do centro-oeste ser uma das regiões mais prejudicadas, pois não recebe ‘esmola’ e não dá as ordens na esfera financeira e de intervenção econômica.

    Para finalizar, gostaria de ressaltar que sou completamente contra esse ‘tratado federativo’, se é que essa picaretagem merece este nome. Só acho que análise foi bem intencionada, mas não pode ser analisada separadamente das outras tranferências.

  29. Qualquer um que tenha uma noção razoável de orçamento público percebe que esse artigo é tendenciosamente tosco. É o perfeito exemplo de utilização de dados
    verdadeiros para enganar os trouxas. Vou analisar apenas alguns pontos, mas acho que será interessante aprofundar a análise num possível artigo não só para refutar essas comparações estúpidas, mas também para afirmar a excessiva concentração de recursos públicos federais em poucas regiões do País.

    Em primeiro lugar, vamos para as despesas, pois esse é o ponto mais simples de refutar. Consta do Portal da Transparência que R$ 202.782.352.196,86. Mas que
    estranho! Pouco mais de 200 bilhões de reais de despesa num país que tem 40% do PIB de carga tributária (PIB de 2 trilhões de dólares)? E o resto do que foi arrecadado foi para onde? Não foi gasto? Foi mandado para o exterior? Não! A maior parte foi gasta em algum canto! O óbvio deve ser dito: as transferências são uma parte mínima da despesa total do orçamento da União e outras despesas foram feitas em algum lugar desse país. Não sei procurei ver que tipo de despesa está sob a égide de “transferências”, mas imagino que sejam apenas as transferências feitas pelo ministérios, por meio de convênios. Os vencimentos e verbas remuneratórias dos servidores federais da ativa e inativa que atuam nos Estados e Municípios, as obras feitas diretamente pelo governo federal nos Estados, o investimento nas estatais não são contados. Muito provavelmente as transferências obrigatórias também não estão sendo contadas nesse bolo. Ou seja, o autor do artigo não considera uma série de despesas que são feitas nos Estados, nos Municípios e no Distrito Federal, mas apenas repasses feitos diretamente aos cofres dessas entidades federativas. Uma abordagem honesta sobre “Estado ganhador ou perdedor” demandaria uma análise de todas as despesas – e todas as receitas – que constam do Orçamento, para que se possa verificar de onde os recursos federais vêm e para onde eles vão.

    Em segundo lugar, muito embora o autor tenha deixado a cada um tirar suas próprias conclusões, a tabela apresentada, claramente, pretende ser uma representação de dois grupos de Estados: o grupo dos Estados que geram riqueza e outro dos que se aproveitam das riquezas geradas. De fato, é muito difícil que um sistema tributário concentrado na União não gere ganhadores e perdedores expressivos, considerando arrecadação e despesa. Mas não tenho dúvida que uma análise que foca na arrecadação para mirar a riqueza é falaciosa. Arrecadação não pode ser interpretada como riqueza originária, riqueza produtiva. A menos que se sustente a tese de que Estado produz riqueza com a tributação. O Estado somente pode produzir riqueza através das estatais, isto é, da atividade econômica. E aqui não se está a discutir a (in)eficiência do Estado-empresário. Faz-se uma análise puramente abstrata, considerando o conceito financeiro de riqueza originária e riqueza derivada. A riqueza originária é aquela que parte da atividade econômica propriamente dita, seja ela realizada pelo Estado seja ela realizada por particulares. A riqueza derivada é a que surge a partir da tributação. Arrecadação é expressão de riqueza derivada. Tem relação com a riqueza originária, mas essa relação não é tão simples. Ao considerar que um Estado que arrecada muito tributo é um “pagador” pretende-se induzir os leitores a acreditar que este Estado estaria perdendo alguma coisa para o resto do país, o que não é necessariamente verdadeiro.

    Veja-se o exemplo do Distrito Federal. O DF tem a receita tributária de R$ 50.454.719.369,00. Já Minas Gerais tem a receita tributária de 26.555.017.385,00.
    isso significa dizer que mais riqueza é produzida no Distrito Federal que em Minas Gerais? Definitivamente, não. Então, por que se recolhe tanto tributo no Distrito Federal? Para responder a essa pergunta, é só olhar a tabela de arrecadação: Imposto de Renda retido na fonte no DF totalizou mais de 19 bilhões de reais. O que isso significa? O pagamento de servidores públicos federais, membros de poderes, etc., gera uma receita tributária enorme. Simples assim: o DF é um grande pagador de tributos federais porque é um grande recebedor de verbas públicas federais para pagar pessoal. De IOF o DF paga mais de 3 bilhões de reais. Mais do que natural, já que parte considerável das grandiosas operações financeiras de bancos estatais são feitas em Brasília e não nos Estado para onde o dinheiro é emprestado. Mesmo que o dinheiro emprestado pelo BNDES financie projetos no Pará, o tributo será recolhido no DF. Ocorre que esse banco foi criado a partir da riqueza produzida pelo setor privado do país e não pelos candangos. Outro exemplo: as estatais são sediadas em Brasília. Então, elas recolhem IRPJ no DF. E por aí vai… Curiosamente, a tabela do autor do artigo omite o Distrito Federal. Por que será? Porque o DF é um grande arrecadador e
    recebe pouco em transferências, o que destoaria da tese geral que está por trás da tabela de que o Sudeste é quem produz riqueza e o resto do País, inclusive o DF, é que as toma.

    O Estado que arrecada tributo não é necessariamente o que produz toda a riqueza sobre a qual o tributo é calculado para depois ser recolhido. Por isso, o raciocínio feito no parágrafo anterior não é válido apenas para o DF. São Paulo é disparado o Estado que mais recolhe IRPJ. Porém, as sedes das maiores empresas do país, que operam em todo o país, produzindo riqueza em todo país (vale enfatizar), recolhem o referido imposto na Receita Federal de São Paulo. O porto de Santos é o maior do País. Lá são cobrados Impostos de Importação, Exportação e IPI. Isso não significa que toda a riqueza que passa pelo porto de Santos foi produzida no Estado de São Paulo. É bastante evidente que São Paulo é o Estado que mais perde riqueza para o resto do País, no balanço entre o que é arrecadado e o que é revertido pela ação estatal, não duvido disso. Mas o balanço representado na tabela não é realista e não tem qualquer significado além de documento de panfletagem regionalista sem qualquer cunho científico.

    Uma comparação muito mais realista seria entre o PIB dos Estados e todos os recursos federais, a qualquer título, gastos dentro deles. Ainda assim, o PIB de um Estado pode exprimir uma riqueza que não é originária, mas sim derivada (o PIB do DF é alto porque a União remunera bem e a muitos por lá).

  30. Francisco Pompeu disse: “… A contabilidade pública no Brasil é muito precária. Embora as conclusões gerais de seu trabalho provavelmente sejam válidas, gostaria de lembrar algumas dificuldades para classificar e contabilizar os impostos arrecadados e os gastos orçamentários …”

    Ygor disse: “… é inútil falar em “superávit” ou “déficit” nos repasses do Governo Federal aos Estados, porque se trata aí de um repasse feito tendo em conta diversos princípios fundamentais e regras da ordem tributária e financeira do Estado que perpassam questões federativas, e não estaduais …”

    Juliano Camargo disse: “… Quanta perda econômica isto causa nos estados menos industrializados? Não saberia calcular …”

    Me parece que a “impossibilidade” de se tirar qualquer conclusão quantitativa em relação aos impostos neste país enobrece ainda mais a atitude do autor do texto. Pelo menos existe alguém com coragem e motivação suficiente para tentar abordar esse assunto “misterioso e complicado”.

  31. Prezado Daniel,

    Você parte de argumentos corretos, porém faz lambança em suas conclusões finais. Permita-me, por gentileza, clarificá-lo ponto a ponto.

    Em primeiro lugar, sua revolta em relação aos números, dizendo que se trata de “comparações estúpidas”, mostram que você já começa errando o alvo. Primeiro que não se trata de comparação, mas meramente divulgação. Você quer enforcar o mensageiro para abafar a mensagem. Segundo, que os números são genuínos e longe de qualquer maquiagem. Se você não gostou deles, não é problema meu.

    Em seguida, você escreve várias linhas apenas para dizer o básico: transferências não totalizam as despesas do governo. Ora, é claro que não. E em momento algum o artigo dá a entender outra coisa. Já de cara ele deixa claro que está falando apenas de transferências.

    Seu argumento, entretanto, está certo nos quatro pontos a seguir:

    * Sim, as transferências são uma parte mínima da despesa total do orçamento da União.

    * Sim, é verdade que os vencimentos e verbas remuneratórias dos servidores federais da ativa e inativa que atuam nos estados e municípios, bem como as obras feitas diretamente pelo governo federal nos estados e o investimento das estatais NÃO estão inclusos nesse quesito transferência.

    * Sim, uma abordagem completa sobre “estado ganhador ou perdedor” demandaria uma análise de todas as despesas – e todas as receitas – que constam do Orçamento, para que se possa verificar de onde os recursos federais vêm e para onde eles vão.

    * E sim, o pagamento de servidores públicos federais gera uma receita tributária em decorrência do Imposto de Renda Retido na Fonte, o que significa que um estado pode ser um grande pagador de tributos federais apenas por ser um grande recebedor de verbas públicas federais para pagar pessoal.

    Até aí, perfeito.

    Porém…

    Quais as implicações de todos esses argumentos? O que aconteceria se incluíssemos todos os gastos do governo, inclusive pagamento de funcionários públicos?

    Ora, simples. Os estados que são recebedores líquidos obteriam um “superávit” ainda maior. Certo? Isso é uma questão puramente contábil. Por exemplo, voltemos ao estado do Maranhão. Ele paga 1,9 bilhão em impostos e recebe transferências de 9,8 bilhões. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, o único e inevitável efeito contábil disso será um aumento considerável do “superávit” desse estado – isto é, sua condição de recebedor líquido ficará ainda mais explicitada. Certo? Questão puramente contábil. Não há como essa introdução dos gastos do governo reduzir o superávit desse estado. Se há, confesso que não consigo imaginar qual seria.

    Por outro lado, peguemos um estado como São Paulo, por exemplo. Ele paga 204 bilhões de impostos e recebe 22 bilhões de transferência. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, inclusive pagamento de funcionários públicos, o efeito realmente seria o da redução do “déficit” desse estado, fazendo com que sua condição de pagador líquido fosse atenuada. Concordo com você quanto a isso.

    Entretanto, agora vêm dois problemas em cascata, incontornáveis:

    1) Para comprovar sua tese de que os números estão exagerados, e que na verdade os estados pagadores líquidos não estão sendo tão espoliados assim, você teria de mostrar que a esmagadora maioria dos gastos do governo federal se concentra nesses estados – a saber, São Paulo, Rio, Paraná, RS e MG. Também teria de mostrar que a imensa maioria dos funcionários públicos federais está nesses estados. Em resumo, os gastos governamentais nos estados pagadores líquidos teriam de ser enormes para atenuar essa condição de pagadores líquidos. É possível você comprovar esse fato? Possível, é. Só que…

    2) … isso geraria outro problema, de ordem contábil: essa redução do déficit nesses estados pagadores líquidos INEVITAVELMENTE teria de reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. Certo? Afinal, se esses estados estão diminuindo sua condição de pagadores líquidos, então os outros estados inevitavelmente também teriam de reduzir sua condição de recebedores líquidos. Isso, enfatizo, não é uma mera opinião minha; trata-se de uma regra contábil incontornável.

    Porém, qual a implicação disso tudo? Simples. Apenas repetindo: caso incluíssemos todas as despesas do governo federal, apenas uma coisa poderia acontecer aos estados recebedores líquidos: seu superávit iria aumentar. Não haveria a possibilidade de qualquer outro resultado. Portanto, na pior das hipóteses, o superávit desses estados seria EXATAMENTE aquele que está na tabela. Não teria como ser menor. A inclusão das despesas governamentais faria apenas com que esse superávit fosse aumentado. Impossível qualquer outro resultado.

    Entendida esse pré-condição, vemos que ela entra em choque com o item 2 do parágrafo acima. Ou seja, a inclusão dos gastos do governo nos estados pagadores líquidos não teria como reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. De novo, isso é mera questão contábil, não é opinião minha.

    Donde se conclui que, o que foi mostrado na tabela para os estados recebedores líquidos é, na verdade, a pior situação possível para eles. Na realidade, o superávit é ainda maior do que o mostrado. Discordar disso seria renegar um axioma da contabilidade.

    Tendo entendido tudo isso, resta-nos apenas analisar o que poderia atenuar os números dos estados pagadores líquidos. Façamos isso.

    Peguemos, novamente, São Paulo. Pagou 204 bilhões em impostos. Vários milhões desses impostos devem ter vindo do IRRF do funcionalismo público federal e de estatais federais, é verdade. Sendo assim, é óbvio que, descontados esses impostos, houve uma entrada líquida de dinheiro federal no estado, o que atenuaria sua condição de pagador líquido.

    Porém, isso novamente entra em conflito com o que foi dito acima: essa redução do déficit em São Paulo inevitavelmente implicaria a redução do superávit dos estados recebedores líquidos — algo que, como vimos, é impossível.

    A conclusão, portanto, é que a única mudança possível na tabela acima se daria entre os estados pagadores líquidos: por exemplo, o déficit de São Paulo diminuiria e os de RJ e MG aumentariam, por exemplo. Não há outra hipótese, lamento. Não há como o déficit desses estados serem reduzidos em decorrência de uma redução no superávit dos estados recebedores líquidos.

    Portanto, aqueles que dizem que o déficit de São Paulo está exageradamente alto estão na verdade falando que os déficits dos outros estados pagadores líquidos são na verdade maiores. Isso é possível, claro.

    Porém, o que é impossível é dizer que o superávit dos estados recebedores líquidos são menores do que o apresentado. Isso seria, repito, uma impossibilidade contábil.

    Conclusão geral: se os déficits de São Paulo e Rio são na realidade menores do que o mostrado na tabela (algo perfeitamente possível), isso significa apenas que os déficits de RS, MG, PR, SC e AM são maiores do que o apresentado. Não há como reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos.

    Espero que tenha ficado claro.

  32. Excelente replica, Leandro. Vc podia combinar esta sua replica com a tabela e transformar num artigo, colocando numeros nos argumentos para ficar mais didatico para o publico em geral.\r
    \r
    Mas ficou muito bom!\r
    \r
    Abracos

  33. Leandro disse: “… em seguida, você escreve várias linhas apenas para dizer o básico …”

    A acabo de constatar que, em geral, os tiranóides tendem a ser prolixos. Talvez isso ocorra em consequência da aplicação de alguma técnica baseada no cansaço ou na dispersão, com o objetivo de acabar com a discussão sem levantar a bandeira branca.

    Outra característica dos tiranóides é a agressividade e o uso de adjetivos e expressões emocionalmente enfáticos, como fez o Leo Oldani em seu comentário.

  34. Mais um ditado que pode ser ou não verdade: “Quem ganha o peixe não aprende a pescar”

    Os comunistas, social-democratas acima podem até discordar que a distribuição seja injusta.

    Mas aceitar a carga tributaria do Brasil e acreditar que nossos politicos são capacitados e bem intencionados já é um pouco demais.

    As vezes pra se ganhar uma discussão agente acaba defendendo algo em que não acreditamos, ou será que algum dos “discordantes” acima acredita na benevolencia de nossos governantes.

    abraço e sorte para todos que lutam pela real liberdade!

  35. Reproduzo um trecho d’O Caminho da Servidão, de Hayek (extraído do capítulo 10 – Por que os piores chegam ao poder)

    “Há três razões principais para que um grupo numeroso, forte e de idéias bastante homogêneas não tenda a ser constituído pelos melhores e sim pelos piores elementos de qualquer sociedade. De acordo com os padrões hoje aceitos, os princípios que presidiriam a seleção de tal grupo seriam quase inteiramente negativos.

    Em primeiro lugar, é provavelmente certo que, de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor é a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e “comuns”. Isso não significa que a maioria do povo tenha padrões morais baixos; significa apenas que o grupo mais amplo cujo valores são semelhantes é constituído por indivíduos que possuem padrões inferiores. É, por assim dizer, o mínimo denominador comum que une o maior número de homens. Quando se deseja um grupo numeroso e bastante forte para impor aos demais suas idéias sobre os valores da vida, jamais serão aqueles que possuem gostos altamente diferenciados e desenvolvidos que sustentarão pela força do número os seus próprios ideais, mas os que formam a “massa” no sentido pejorativo do termo, os menos originais e menos independentes.

    Se, contudo, um ditador em potencial tivesse de contar apenas com aqueles cujos instintos simples e primitivos são muito semelhantes, o número destes não daria peso suficiente às suas pretensões. Seria preciso aumentar-lhes o número, convertendo outros ao mesmo credo simples.

    A esta altura entra em jogo o segundo princípio negativo da seleção: tal indivíduo conseguirá o apoio dos dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias mas estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência.

    Serão, assim, aqueles cujas idéias vagas e imperfeitas se deixam influenciar com facilidade, cujas paixões e emoções não é difícil despertar, que engrossarão as fileiras do partido totalitário.

    O terceiro e talvez mais importante elemento negativo da seleção está relacionado com o esforço do demagogo hábil por criar um grupo coeso e homogêneo de prosélitos. Quase por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo – o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação – do que sobre qualquer plano positivo. A antítese “nós” e “eles”, a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum. Por essa razão, é sempre utilizada por aqueles que procuram não só o apoio a um programa político mas também a fidelidade irrestrita de grandes massas. Do seu ponto de vista, isso tem a vantagem de lhes conferir mais liberdade de ação do que qualquer programa positivo. O inimigo, seja ele interno, como o “judeu” ou o “kulak”, seja externo, parece constituir uma peça indispensável no arsenal do líder totalitário.”

  36. Daniel M., citando Hayek disse: “A antítese “nós” e “eles”, a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum.”

    Isso de dizer “nós aqui e eles lá” sempre me soou estranho. Após ouvir Pink Floyd, não tenho mais dúvida: é estranho!

    Us, and them
    And after all were only ordinary men.
    Me, and you.
    God only knows it’s noz what we would choose to do.
    Forward he cried from the rear
    And the front rank died.
    And the general sat and the lines on the map
    Moved from side to side.
    Black and blue
    And who knows which is which and who is who.
    Up and down.
    But in the end it’s only round and round.
    .
    Down and out
    It can’t be helped but there’s a lot of it about.
    With, without.
    And wholl deny it’s what the fightings all about?
    Out of the way, it’s a busy day
    Ive got things on my mind.
    For the want of the price of tea and a slice
    The old man died.

  37. É preciso muito cuidado na hora de tocar neste assunto. Mostrando esses dados assim até parece que quem recebe todo esse dinheiro é necessariamente o povo de cada estado, muito embora sejam estes os pagadores.

  38. É um bom ponto, JZ.

    É claro que a esmagadora maioria desse esbulho vai para a classe política e para os poderosos grupos de interesse com boas conexões políticas.

    O que apenas torna a coisa ainda mais aviltante: os pobres do sudeste e do sul são roubados para sustentar os coronéis do Nordeste, as ONGs do Norte e os grandes produtores rurais do Centro-Oeste

  39. JZ, o título do texto é “O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?”. Confundir o estado com o o povo de cada estado seria um erro tão básico quanto confundir o verme com o hospedeiro.

  40. Há dois pontos que não foram respondidos e que considerei profundamente pertinentes.

    Os dois foram colocados pelo Francisco Pompeu:

    (…). Do lado da arrecadação, por exemplo, os impostos pagos por grandes empresas são classificados no local da sede da empresa. (…) Um outro ponto que muitas vezes escandaliza quem ignora estas dificuldades contábeis é o fato da renda per capita de Brasília ser a maior do Brasil e o dobro do segundo colocado São Paulo. É que os lucros de empresas como BB e Caixa são considerados na sede, o que introduz uma distorção que compromete qualquer conclusão.
    (…)

    Quer dizer que se uma empresa posusi sede em São Paulo, mas oferece produtos e serviços por todo o país, o importo será cobrado na sede. Então irá parecer que o dinheiro está saindo do estado de São Paulo quando, na verdade, está saindo de todo o país.

    Também achei muito estranho que o Distrito Federal não esteja na lista.

    O que vocês têm a dizer sobre isso?

  41. Silas, esses pontos do Francisco foram também abordados pelo Daniel (aquele que estava meio bravo) e eu os respondi (ver, por gentileza, minha penúltima postagem, sem contar com essa).

    uanto ao Distrito Federal, foi um lapso total meu. Eu simplesmente me esqueci (completamente) do entulho. Vou acrescentá-lo na tabela.

    Porém, ainda em relação ao Distrito Federal, o próprio Daniel (o bravo) apresentou uma boa explicação para seu resultado.

  42. Dei uma lida na resposta que você deu, e parece que seus argumentos se focam no dinheiro que é distribuído aos estados:

    “Ora, simples. Os estados que são recebedores líquidos obteriam um “superávit” ainda maior. Certo? Isso é uma questão puramente contábil. Por exemplo, voltemos ao estado do Maranhão. Ele paga 1,9 bilhão em impostos e recebe transferências de 9,8 bilhões. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, o único e inevitável efeito contábil disso será um aumento considerável do “superávit” desse estado – isto é, sua condição de recebedor líquido ficará ainda mais explicitada. Certo? Questão puramente contábil. Não há como essa introdução dos gastos do governo reduzir o superávit desse estado. Se há, confesso que não consigo imaginar qual seria.”

    Aqui fica bem claro o seu ponto e parece razoável pra mim.

    Depois você continua desenvolvendo esse argumento:

    “Para comprovar sua tese de que os números estão exagerados, e que na verdade os estados pagadores líquidos não estão sendo tão espoliados assim, você teria de mostrar que a esmagadora maioria dos gastos do governo federal se concentra nesses estados – a saber, São Paulo, Rio, Paraná, RS e MG. Também teria de mostrar que a imensa maioria dos funcionários públicos federais está nesses estados. Em resumo, os gastos governamentais nos estados pagadores líquidos teriam de ser enormes para atenuar essa condição de pagadores líquidos. É possível você comprovar esse fato? Possível, é. Só que…”

    No segundo item, você reforça o mesmo ponto:

    “isso geraria outro problema, de ordem contábil: essa redução do déficit nesses estados pagadores líquidos INEVITAVELMENTE teria de reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. Certo? Afinal, se esses estados estão diminuindo sua condição de pagadores líquidos, então os outros estados inevitavelmente também teriam de reduzir sua condição de recebedores líquidos. Isso, enfatizo, não é uma mera opinião minha; trata-se de uma regra contábil incontornável.”

    Durante todo o comentário você apenas demonstra um argumento que não critiquei porque apoio.

    No entanto, eu falava do dinheiro que o Governo recolhe dos estados, que é o mais relevante para esse “abismo” que deixa São Paulo com um Deficit de 200 bilhões. Ora, no caso de a maioria das empresas que oferecem produtos e serviços no Maranhão (por exemplo) terem sua sede em São Paulo, isso quer dizer que o dinheiro de lá vai para o Governo Federal através da sede. Noutras palavras, os impostos de outros estados estariam sendo pagos através de São Paulo, e por isso parece que o Estado está perdendo e os outros ganhando.

    No caso de Brasília, temos o Banco do Brasil, como já foi citado, que possui sua sede lá mas está espalhado pelo país: o imposto sobre a arrecadação à nível nacional é cobrado da sede em Brasília. Isso infla o “Quanto paga ao governo federal” que o estado terá nessa tabela sem que ele perca com isso na realidade.

    A não ser que meu julgamento seja falho por alguma razão técnica (se você puder apontar agradeço), isso quer dizer que esses dados são, na realidade, reduzidos em dois aspectos: por um lado, sai de um estado o que é referente à vários ou a todos, então poderíamos desconsiderar que é o estado sozinho que paga os impostos, por outro, esse dinheiro aumentaria o “Quanto paga ao governo federal” dos demais estados.

    Se eu não tiver encontrado no seu argumento uma resposta a isso por negligência, poderia “copicolar” pra mim?

  43. Juliano Camargo

    Além do DF, outros estados com grandes distorções são Amazonas e Rio de Janeiro. O primeiro, desfruta do regime da Zona Franca de Manaus, que é um peso enorme no bolso do brasileiro, mas é mostrado como alta arrecadação do estado do Amazonas.

    O Rio é sede de estatais e principal destino de pagamentos e pensões do funcionalismo público. Acima mesmo de Brasília. Provavelmente seja deficitário, como é de se esperar para uma ex-capital.

    Acho que ficou claro que os críticos não negam que há uma grande transferência de recursos, e que São Paulo provavelmente seja o motor que carrega nas costas a ambição política nacional dos seus movimentos políticos.

    Vamos precisar investir no futuro em um estudo que com métodos próprios que não caiam nesta armadilha contábil que os dados do governo mostram bem no caso do Distrito Federal. Talvez uma análise estatística partindo da contabilidade de indivíduos? Não seria mais coerente para libertários, ao invés de usar agregados? Pensei um pouco, mas nunca achei nenhum ponteiro sobre isso.

    Outro racha forte não evidenciado por esta análise é entre capital e resto do estado. Quase todas as capitais na média sugam mais recursos do que produzem. As capitais estaduais replicam a estrutura federal, muitas vezes se transformando em mini-brasílias.

  44. Silas,

    Seu argumento procede no seguinte aspecto: se uma empresa possui sede em São Paulo, mas oferece produtos e serviços por todo o país, o imposto será cobrado na sede, o que fará com que a arrecadação advinda de São Paulo seja alta.

    Isso é verdade, porém, salvo raríssimas exceções (as quais eu não conheço), todas as empresas com sede em São Paulo também ofertam bens e serviços em São Paulo. Não faria sentido elas terem sede em São Paulo mas trabalhar apenas com outros estados, uma vez que os impostos estaduais de São Paulo não são dos menores. Ademais: onde será que ela tem mais receita: no estado de São Paulo ou no Maranhão? Ou seja, continua havendo um esbulho dos paulistas (reafirmo que não sou paulistano nem paulista, nem carioca nem fluminense).

    Os impostos recolhidos por essa empresa seriam menores caso não ofertassem bens e serviços em outros estados? Sem dúvida. Sendo assim, a arrecadação extraída de São Paulo seria menor? Com certeza.

    E qual seria consequência dessa menor arrecadação? Ora, menores repasses para todos os outros estados. Impossível ser diferente disso.

    Ou seja, ficamos na mesma.

  45. “Isso é verdade, porém, salvo raríssimas exceções (as quais eu não conheço), todas as empresas com sede em São Paulo também ofertam bens e serviços em São Paulo. Não faria sentido elas terem sede em São Paulo mas trabalhar apenas com outros estados, uma vez que os impostos estaduais de São Paulo não são dos menores. Ademais: onde será que ela tem mais receita: no estado de São Paulo ou no Maranhão? Ou seja, continua havendo um esbulho dos paulistas (reafirmo que não sou paulistano nem paulista, nem carioca nem fluminense).”

    No caso, poderíamos considerar um exemplo fictício onde, digamos, 30% dos ganhos de um empreendimento ocorrem em São Paulo, mas os impostos pagos de lá englobam os outros 70% referentes aos demais estados. Isso significaria que São Paulo parece estar pagando mais do que realmente paga, pois o empreendimento desconta o imposto de todos os estados, apenas usando São Paulo como o ponto de entrega do tributo.

    Noutras palavras, pode haver ao menos 5% no Maranhão que é contado como se fosse de São Paulo porque a sede da empresa fica lá. Isso diminui a quantidade de dinheiro, nessa tabela, que o estado do Maranhão paga como imposto pro Governo, mas na prática o que São Paulo “pagou” veio de lá e isso não foi considerado na tabela. Não que isso faça com que o Maranhão seja um contribuidor excelente, mas certamente minimiza o GAP entre ele e São Paulo, que toma para si a carga tributária que deveria ser distribuída em proporção aos demais estados.

    Fica tranqüilo que suas origens não estão sendo consideradas no argumento. Não vejo relevância pra esse assunto.

  46. “JZ, o título do texto é “O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?”. Confundir o estado com o o povo de cada estado seria um erro tão básico quanto confundir o verme com o hospedeiro.”

    Essa confusão não é nada incomum na verdade, e justamente por isso, aqui em São Paulo, fervilha grupelhos nazi-skin e movimentos como o bizarro “São Paulo Pátria”, que quer um país só de brancos… em São Paulo!(???)

  47. Alessandro Oliveira

    bem..\r
    \r
    Leiam o art. 3º, III, o art. 170, VII da nossa magna carta..( além de outros tantos..)\r
    \r
    Logo tá explicado, é em razão disso que se tem “desigualdades”. No entendimento literal, tudo está perfeito. Analisem… Não temos nem argumentos pra quebrar. Os estados mais desenvolvidos sao responsáveis solidários com os menos desenvolvidos, assim é, e assim será..( assim com eu e vc pagamos INSS e nao usamos o sistema de saúde pública, nao almoçamos em restaurantes populares(pq a fila é grande). Pagamos para os que nao tem condiçoes de pagar..isso é vero) \r
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    Na verdade eu nem gosto de falar disso pq todo mundo fala e mete o pau…tendo ou nao embasamento.\r
    Entao, deixei apenas a indicaçao de leitura/estudo acima para podermos questionar alguma coisa com a gente mesmo, e com isso, discutir de forma possível e coerente. \r
    Simplesmente soltar o verbo nao farei pq isso todo mundo faz. A maioria tem discurso pronto de que político nao presta, de que o Brasil é uma m****, que em outros países tudo é limpo, que nao tem gente na rua, que nao pagam tanto imposto…bla, blá, blá.\r
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  48. Alessandro Oliveira,

    Seu comentário me parece um tanto fatalista. Vc recomenda a leitura de um artigo da constituição e imediatamente conclui que a injustiça indicada pelo artigo está explicada e justificada. E ainda adiciona com tom conformista: “assim é, e assim será”. Depois dá a entender que somente pessoas com embasamento poderiam/deveriam criticar a injustiça. Ora, não é necessário muito para embasar a crítica à injustiça identificada pelo artigo: uns estão fornecendo dinheiro para outros à força. Qualquer um que seja contrário à escravidão pode criticar livre e embasadamente. Você continua o comentário insinuando que uma discussão “possível e coerente” deve se basear na leitura/estudo do artigo da constituição. Eu te pergunto: por que vc insinua isso? Por acaso uma discussão que use premissas distintas daquelas que os constituintes usaram passa a ser automaticamente “impossível ou incoerente”? Para concluir, vc afirma que não fará como um grande número de pessoas, que apenas solta o verbo, repetindo o mesmo bla bla bla. Ao fazer isso, vc está fazendo como um outro grande número de pessoas, que fica calado, sem opinião própria, apegado às “verdades” da constituição que automaticamente deveriam servir de premissas para qq discussão válida. Saiba que o seu comportamento é, ná prática, tão efetivo quanto o de alguém que defenda abertamente a injustiça indicada pelo artigo.

  49. Mcmoraes;\r
    obrigado pelo seu questionamento;\r
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    o que quis dizer é que embora eu tenha a noção de que muita coisa está errado, nao vou espernear muito, vou tomar as atitudes que cabem a mim para resolver essas questões. Exemplo disso é diálogo coerente com as pessoas que se dispõem a diálogos.É na hora de eu votar que tentarei mudar as coisas, nas atitudes minhas do dia a dia, nas minhas relações profissionais,etc..assim eu mudarei as coisas que me interessam e que interessam aos outros.\r
    \r
    quando me referi em tom fatalista ao seu modo de ver, nao quis dizer que tudo está ótimo e que aceito tudo, mas que se olharmos na questão política que é de onde as coisas descem tudo está correto pra eles, aos olhos deles; me entenda nesse sentido. E por isso a dificuldade de reverter situaçoes injustas como a que estamos discutindo.\r
    \r
    Nao estou passivo na história, nem quero estar. \r
    Outro detalhe é sobre o que falaste das pessoas com conhecimento para opinar, isso pra mim é indispensável porque de comentários vazios vc encontra a todo momento e em qualquer lugar, isso deixa farto qualquer cidadão e desmotiva, por exemplo, conversar com gente que só reclama da saúde mas nao sabe dizer ou indicar erros importantes que levam a isso. O clamor do povo que precisa é notado, e é válido, claro. Mas me refiro que a quem cabe discutir com fundamento nao deve ser pessoas que reclamam e nao embasam suas opiniões.\r
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    \r
    Em resumo, a questão administrativa/política tá mal..e é por erros “nossos” que assim está..aqui é democracia, eles sao nossos representantes por nossa vontade, a pena que a minha vontade e a tua nem sempre será atingida pq nem sempre seremos ou pensaremos como a maioria.\r
    \r
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  50. Alessandro, sei que já fiz essa citação de Lysander Spooner em um comentário de um outro artigo, mas acho que a confusão que vc está fazendo merece uma repetição:

    “eles [os funcionários eleitos do governo] não são nossos empregados, nossos agentes, nossos procuradores e nem nossos representantes . [pois] nós não assumimos responsabilidade pelos seus atos. Se um homem é meu empregado, agente ou procurador, eu necessariamente assumo a responsabilidade por seus atos realizados dentro dos limites da autoridade que eu conferi a ele. Se eu depositei nele, como meu agente, uma autoridade absoluta, ou qualquer autoridade que seja, sobre as pessoas ou propriedades de outros homens que não eu mesmo, eu com isso necessariamente me torno responsável perante estas outras pessoas por quaisquer danos que ele possa causar a elas, desde que ele aja dentro dos limites da autoridade que eu concedi a ele. Porém nenhum indivíduo que possa ter sofrido danos sobre sua pessoa ou propriedade, através dos atos do Congresso, pode ir aos eleitores individuais e afirmar que eles sejam responsáveis pelos atos de seus supostos agentes ou representantes. Este fato demonstra que estes pretensos representantes do povo, de todo mundo, são na realidade os representantes de ninguém.”

  51. Roberto Artigalás

    Óbvio que os estados mais desenvolvidos do país pagam mais imposto! Foi o dinheiro da UNIÃO que financiou toda a infraestrutura dessas regiões! Isso se chama dívida pública a qual todos os estados mais desenvolvidos estão atolados!
    Que balela…

  52. Roberto Artigalás:

    E de onde veio o “dinheiro da UNIÃO” que financiou a infraestrutura dos estados mais ricos? Do Piauí e do Acre é que não foi.

    Essa “distribuição de renda” inter-estatal é ruim para todos. Ruim para os estados que pagam, que perdem seus recursos, e ruim para os que recebe, nos quais os recursos vindos de fora ajudam a sustentar estruturas e políticas fiscais intrinsecamente insustentáveis, o que impede qualquer progresso.

    Parabéns ao Instituto, e ao Leandro Roque em particular, pelo artigo. Informativo, direto ao ponto, relevante e com consequências radicais.

  53. Amigos libertários, não briguem, já somos minoria, e ainda se ficarmos assim… FODE NÉ… kkkkkkkk

    Entendo que é realmente ruim para os Estados com o déficit na comparação, mas devemos levar em conta, para a análise dessa tabela, uma preliminar e supra importante noção histórica evolutiva.

    Durante a maior parte da história do Brasil, os Estados de SP e RJ foram os que receberam a maior parte das verbas federais… os outros os sustentaram, agora estes o sustentam.

  54. Ridículo os comentários acima, na sua maioria, fazem contas bestas de 3º série do primário!
    O tal de luis oliveira chegou a dizer que sp-rio carregam o Brasil nas costas, também com essa visão com viseira de cavalo, não poderia ter outra idéia.
    Primeiro em vez de pensar que rio-sp sustentam o Brasil, concluir que eles exploram o Brasil seria no mínimo mais justo, se os observadores fossem mais racionais que emocionais, coisa típica de brasileiro do sul.
    Há décadas o Amazonas tenta fazer estradas para ter melhor escoamento de seus produtos e SP não deixa, e temos dinheiro pra isso! Há décadas tenta-se asfaltar a transamazônica e SP não deixa. Há décadas tenta-se criar hubs fora do eixo rio-sp. Mas rio-sp não deixam. Desde que a internet se tornou realidade, tenta-se trazer uma banda larga de qualidade com alta velocidade pra região, mas interesses de SP não deixam. Há décadas tenta-se trazer universidades de ponta pra região, mas SP não deixa. Por que? Porque lá é geográficamente o cú do mundo e a Amazônia e parte do nordeste é o centro. Isso quer dizer que se as coisas nesses lugares fossem fáceis, todos esqueceriam o fim do mundo e talvez fossem pra lá apenas pra turismo exótico, pois é longe de tudo, da Europa, da América, da Ásia. O único lugar mais próximo do sul do Brasil é a Argentina e a África.
    Recado ao seu luiz, se sp-rio se separassem do Brasil iam morrer de fome, pois não teriam as mamatas outorgadas pelo governo federal para explorar o resto do Brasil. O que pra nós seria excelente!

  55. Wilson\r
    \r
    Você reclama racionalismo dos comentaristas, mas teu próprio comentário foi extremamente emocional, além de chulo e agressivo.\r
    Senão, comprove essa influência que SP e RJ tem para impedir o desenvolvimento de outros estados.\r
    Ficar só no xororô enraivecido não acrescenta nada ao debate.

  56. Não tô chorando nem enraivecido com a situação, até porque não me preocupo com o Brasil e sim com a Amazônia. Vale lembrar que a verdade dói, não fui emocional, fui verdadeiro! E o que foi dito nesses comentários 99.99% é mentira, pois é baseada em matemática de 3º série primária. O que me deixa fora do sério não são os comentários em si, mas a ignorância desse povo, e ignorância não é exclusividade de ninguém. Agora não vou me dar ao trabalho de ficar provando algo. Corre atrás como eu fiz. Pois nunca me convenci do que li ou me falaram, mas sim de fatos reais. Mas te dou uma pista: Nesse país nem tudo que é importante passa no Jornal Nacional ou na Veja. Há muitos segredinhos que só quem vai mais a fundo alcança! Só que isso dá trabalho…
    Sds,

  57. Indivíduo Questionador

    @Wilson “Agora não vou me dar ao trabalho de ficar provando algo.”

    Se vc não quer se dar ao trabalho de provar, pq vc se dá ao trabalho de comentar?

  58. Há um outro ponto.
    Além de haver um roubo, tampouco esse dinheiro destinado aos Estados mais pobres os ajuda a se desenvolverem.
    Os Estados que recebem mais do que arrecadam não se desenvolvem de maneira alguma. Todo o dinheiro que chega a eles é destinado para pagar a ~excelente~ rede de serviços públicos, ao assistencialismo (um pão por um voto) e ao bolso dos governantes.
    Se esses Estados não recebessem esses recursos, os governantes seriam forçados a melhorar a administração, o setor privado se desenvolveria mais e a sua qualidade de vida seria muito melhor que a que tem atualmente.
    Isso me lembra o caso do estudo do FMI nos anos acho que 60 ou 70 indicando Brasil como um dos países com melhor perspectiva de crescimento. Isso levou a que o Fundo fizesse um vultuoso empréstimo, sendo que ao mesmo tempo não via futuro na Coréia do Sul…hoje a situação desses países revela o quanto os empréstimos ao setor público pioram a sua situação.

  59. Essa é moleza de responder: Porque comentar não dá trabalho, é fácil, e provar dá trabalho. Um processo que aprendi em anos de pesquisas, conversas, provas cabais, não dá pra simplesmente ser provado através de comentários em blog. Mas dou mais uma pista: Vc acha que as doenças que ocorrem no mundo são casualidades… gripe suína, gripe não sei do que…Vc acha que a transamazônica não foi finalizada por causa da queda do petróleo em 79?…Vc acha que o Brasil realmente merece e tem condições de sediar copa do mundo e olimpíadas?… Vc acha que tudo o que aprende na faculdade é o máximo da cultura, ou tem outros conhecimentos que são proibitivos nas academias? E as guerras? Dei vários exemplos bem diferentes entre si, pra vc pelo menos se questionar a próxima vez que ouvir uma notícia qualquer…pergunta antes quanto de dinheiro está envolvido no negócio e quem são as partes favorecidas e prejudicadas na notícia…já é um bom começo!

  60. Por favor Wilson, compartilhe o seu conhecimento conosco! Todos estão em busca da verdade! Você não precisa transcrever o conteúdo das suas fontes, basta citá-las! E para facilitar o seu trabalho desenvolvi um pequeno formulário. Basta preenchê-lo e dar um Ctrl C, Ctrl V:

    1) Há décadas o Amazonas tenta fazer estradas para ter melhor escoamento de seus produtos e SP não deixa. [sua fonte aqui]

    2) Há décadas tenta-se asfaltar a transamazônica e SP não deixa. [sua fonte aqui]

    3) Há décadas tenta-se criar hubs fora do eixo rio-sp. Mas rio-sp não deixam. [sua fonte aqui]

    4) Desde que a internet se tornou realidade, tenta-se trazer uma banda larga de qualidade com alta velocidade pra região, mas interesses de SP não deixam. [sua fonte aqui]

    5) Há décadas tenta-se trazer universidades de ponta pra região, mas SP não deixa. [sua fonte aqui]

    6) Recado ao seu luiz, se sp-rio se separassem do Brasil iam morrer de fome, pois não teriam as mamatas outorgadas pelo governo federal para explorar o resto do Brasil. [sua fonte aqui]

  61. Gostaria de compartilhar, mais para entretenimento do que para contribuir para a discussão, trecho de uma matéria publicada na revista Super Interessante de Fereveiro deste ano intitulada: “E se… São Paulo se separasse do Brasil?”:\r
    \r
    (Obs.: Vou ficar só nos maravilhosos infográficos, marca registrada da revista, tanto para evitar problemas legais quanto por preguiça de digitar mesmo…)\r
    \r
    NOVOS PIBS:\r
    13º – México: US$ 1,08 trilhão\r
    14º – Novo Brasil*: US$ 1,05 trilhão\r
    15º – Austrália: 1,01 trilhão\r
    …\r
    18º – República de São Paulo: US$ 550 bilhões\r
    19º – Polônia: 526 bilhões\r
    \r
    * Para a reportagem, o Brasil sem São Paulo deve se chamar ‘Novo Brasil’.\r
    \r
    -\r
    \r
    DOIS EM UM\r
    Brasil e São Paulo formariam países respeitáveis mesmo separados. Mas as perdas para os dois iriam da economia ao futebol.\r
    \r
    -\r
    \r
    POLÔNIA TROPICAL\r
    São Paulo representa quase 1/3 do PIB brasileiro, que é o 8º do mundo, com US$ 1,6 trilhão, entre a Itália e a Rússia. Sem SP, o Brasil cairia para o 14º lugar, entre México e Austrália. A república paulista, com seu PIB atual de US$ 550 bilhões, ficaria em 18º lugar, logo abaixo da Turquia. No quesito renda per capita, ela ficaria em 50º. Seriam US$ 13 mil anuais por habitante (como a Polônia).\r
    \r
    -\r
    \r
    PRÉ-SALINHO\r
    O pré-sal ficaria com o Brasil\r
    Mas SP roubaria um tantinho\r
    \r
    As jazidas mais promissoras do pré-sal estão no litoral fluminense. Mas 1/4 dele fica em águas paulistas. Não se sabe a quantidade exata de óleo nesse quinhão. Mas, com sorte, os paulistas conseguiriam tirar algo comparável a produção atual do Brasil, de 2.250 barris por dia, o que faria do país um pequeno exportador de petróleo.\r
    \r
    -\r
    \r
    CHURRASCO IMPORTADO\r
    Faltaria carne para a cidade com mais churrascarias.\r
    \r
    A capital paulista é a cidade com mais churrascarias no mundo: são 140. O apetite carnívoro da república paulista levaria para os açougues o equivalente a 3 milhões de bois por ano. Para manter os churrascos de fim de semana, São Paulo teria de importar pelo menos 1 milhão de cabeças de gado. E o Brasil, que já é o maior exportador do mundo, ganharia um novo cliente.\r
    \r
    -\r
    \r
    PAÍS DA VITAMINA C\r
    São Paulo é responsável por metade dos produtos industrializados do país. O novo país exportaria para o Brasil derivados de cana e frutas. A república paulista, por sinal, seria o maior produtor mundial de laranja, uma espécie de reserva global de vitamina C, que hoje exporta US$ 60 bilhões anuais de suco para o resto do mundo.\r
    \r
    -\r
    \r
    MAIS DO MESMO\r
    IDH do novo Brasil: 0,80\r
    IDH nacional hoje: 0,81\r
    IDH da República de São Paulo: 0,83\r
    \r
    O IDH, índice que avalia educação, expectativa de vida e bem-estar social dos países, varia sempre entre zero (um lixo) e 1 (perfeito). O Brasil, 75º colocado no mundo, tem 0,81 (nível Colômbia). Sem São Paulo, cairia para 0,80 (nível Colômbia). E SP ficaria com a 65º posição (nível Colômbia). Quer dizer: não nasceria um país de primeiro mundo.\r
    \r
    -\r
    \r
    SELEÇÃO TRICOLOR\r
    São Paulo roubaria Luís Fabiano (Campinas) e Robinho (São Vicente) da seleção brasileira, mas não contaria com ídolos que se fizeram no estado como o brasiliense Kaká. Já na F-1 a vantagem paulista seria grande: dos 6 brasieliros que venceram pelo menos uma corrida, 5 são paulistas. Para a memória do Brasil, sobraria Nelson Piquet, um carioca criado em Brasília.\r
    \r
    \r
    – FIM -\r
    \r
    \r

  62. Não, não, não vou provar nada, não preciso, vc’s não vão mexer com meu ego. Seria muito ingênuo se caísse nessa conversa fiada. De novo: Uma coisa que aprendi foi nunca acreditar em tudo que me falam, em tudo que leio e principalmente esperar alguém PROVAR alguma coisa pra mim só por que não acredito. Quando quero saber algo, vou até o fundo doa a quem doer, vou na fonte, pesquiso, investigo, se algo me atiçou vou até o fim e isso dá trabalho e pode até ser perigoso. Mas é melhor do que ficar implorando pra alguém sentado: me prove…eu só acredito se me provares. Mas entendo, brasileiro é assim, acomodado, quer tudo na mãozinha. Tudo é longe, tem que pegar avião, 2 ônibus, atravessar a cidade, dormir tarde, acordar cedo…dá trabalho…é longe de casa…tem que estudar…tem isso…tem aquilo…enfim é melhor ficar com a televisão e com a revistas que dá tudo mastigadinho.
    Conselho: saiam da caixa…parem de ficar acreditando em papai noel…substituam quantidade por qualidade…parem de assistir novela…big brother, torcer pro verdão, de repente com a mente menos desocupadas vc’s consigam enxergar algo além das cortinas que embotam a mente de vc’s e os tornam zumbis andando para um lado e para o outro sem saber o que tá fazendo. Apenas cumprindo o instinto animal, nascer, crescer, trabalhar, se reproduzir e morrer. Não necessariamente nessa mesma ordem.
    Não vou provar nada, digo que apenas sei dessas coisas e sei muito mais, porque corro atrás, sorte minha que sou assim, se quiserem acreditar, acreditem, senão, esqueçam e fiquem pensando que rio sp é isso é aquilo, que é o maior não sei o que, melhor não sei o que. Azar é o de vc’s. Enquanto não tiverem vergonha disso, vão continuar assim.
    P.S.: O ser humano tem o péssimo hábito de preferir macular o outro a ter que se auto-melhorar, é mais fácil.

  63. Uma contribuição muito interessante para reflexão e debate. Diferenças regionais à parte, o assunto interessa a todos os brasileiros, que pagam muito e recebem pouco em troca!
    Para quem não prestou atenção, os dados “de saída” se referem à arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, realizada de forma centralizada no estabelecimento matriz das empresas. As “entradas” se referem a repasses do governo federal. Qualquer discussão dos resultados deve levar em conta a origem dos dados.
    Essa é uma velha tradição brasileira, a redistribuição geográfica de renda — possível porque não somos uma verdadeira federação e o poder smpre foi muito centralizado…
    Simplificando os números:
    Os estados mais pobres recebem entre R$ 1,03 (Goiás) e R$10,86 (Acre) sobre cada R$ 1,00 que arrecadam. A exceção é o Amazonas, que recebe R$ 0,62 por R$1,00 arrecadado (principalmente impostos sobre empresas).
    Os estados do Sul e Sudeste recebem entre R$ 0,11 (São Paulo) e R$ 0,64 (Minas Gerais) para cada R$ 1,00 que vai para o governo federal
    A exceção geral é o DF, que recebe apenas R$ 0,07 por R$ 1,00 de arrecadação, provavelmente porque concentra a maior renda per capita do país em um território pequeno.
    São fatos, e não adianta tapar o sol com a peneira da ideologia e das teorias da conspiração de quem não precisa citar fontes porque “sabe de tudo”…

  64. Eu estou com essa dúvida martelando há algum tempo e não consigo achar uma resposta:

    Qual a justificativa para essa discrepância entre o desenvolvimento dos estados do sul/sudeste do país em relação aos estados do norte/nordeste?? Até onde sei – corrijam-me se eu estiver errado – as regulamentações, a carga tributária, o excesso de burocracia, enfim, o nível de liberdade econômica é o mesmo em todo o território nacional, sendo assim o que explicaria essa diferença da qualidade de vida entre uma região e outra??

    (achei que o lugar mais adequado para tirar essa dúvida fosse aqui mesmo no site, mas não necessariamente nesse artigo)

  65. Pq a Europa dava certo? Paises pequenos, onde cada um cuidava do que é seu.\r
    Pq a Europa não dá mais certo? Pq cada europeu pode ir trabalhar ou morar em qq\r
    país da União sem precisar de visto/autorização.\r
    \r
    Tenho certeza que se fizerem uma pesquiza perguntando se cada estado quer virar um pais independente aqui no Brasil (ex.: São Paulo quer virar país? Mas só paulistas podem responder) com certeza, o mapa seria bem diferente.\r
    \r
    SP não precisa de mais nenhum outro estado pra se sustentar. SP pra país! Chega de sustentar os outros!!!\r
    \r
    Quer números?\r
    Área: 248.209,426 km² (+/- Grã Bretanha)\r
    População: 41.384.039 Habitantes (+/- Espanha)\r
    PIB: 902.784 bi (+/- Austrália)\r
    \r
    Resumindo: Temos números de país desenvolvido. Nosso IDH não acompanha pq temos que sustentar outros estados!!!\r
    \r
    Isso é democrático? Nos foi perguntado se queremos sustentá-los?\r
    Não e Não.\r
    \r
    Portanto, isso não é democracia.

  66. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Prezado Leandro\r
    \r
    O texto e o estudo demonstram um sentimento difuso que eu tenho a alguns anos: as pessoas produtivas da região sul/sudeste sustentam os caciques políticos do região norte/nordeste.\r
    \r
    As pessoas sem contatos políticos que moram na região norte/nordeste nem conseguem ver este dinheiro, que vai para o Jose Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, dentre outros menos conhecidos.\r
    \r
    Lamentável a constatação do estudo.\r
    \r
    Abraços

  67. Só sei que meu AMAZONAS é o único do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que mais paga impostos a Federação do que recebe. O AMAZONAS, aliás, quase não recebe nada da federação, nós mais pagamos do que recebemos e ainda vem sulistas e sudestinos que ousam falar que todo o norte é sustentado por vós. Opsz! Espera aí… Amazonas não entra nessa lista.

    Enfim! Vcs Paulistas limitem-se ao sudeste pq do Norte, Nordeste e Centro-Oeste o Amazonas cuida e representa muito bem. Se for pra vcs falarem e soltarem a garfe que “carrega a parte de cima do Brasil nas costas”, pensem 3 vezes antes de generalizar pq o AMAZONAS não é carregado por ninguém, e sim carrega.
    Não ficamos no Vermelho, e somos o maior estado da federação e não precisamos de esmola de ninguém, vivemos com nossas próprias pernas e estamos cansados de receber migrantes indesejáveis que não vem contribuir com nada aqui, mas só pra dar despesas a maior metrópole da Amazônia e ao maior Estado deste País, inclusive migrantes da parte de baixo do Brasil que vem matar a fome em Manaus.
    EU TENHO ORGULHO DE SER AMAZONENSE!!! AMAZONAS MEU PAÍS, BRASIL É O CONTINENTE.
    Ninguém carrega o Amazonas nas costas nós nos sustentamos por nós mesmo. E pasmem! se não gostarem ou concordarem, pesquisem sobre a potência do Norte do País que mais paga impostos ao Brasil e depois venham falar baseado em fatos. Pq ninguém conhece o AMAZONAS mais do que um amazonense, e sabe o quanto o estado cresce, em população, infraestrutura, saneamento, obras e mais obras, moradia, hospitais, escolas etc. Não adianta alguns falarem do que não sabem, Pq eu sei a marca da “canoa” que eu piloto, da “carroça” que eu dirijo, do “jacaré” que é meu amigo, da “onça” que é minha vizinha, do “cipó” que é meu transporte, do “artesanato” que é produzido na “aldeia”, nessa “oca” considerada o maior Pólo Industrial tecnológico desse País. kkkkk Me poupem! Não me venham com ignorância que eu mando procurar um curso intensivo de geografia urgente. EVITE VERGONHA ALHEIA!!!

  68. Senhores,\r
    cuidado com o conceito de nacionalismo (e seus equivalentes a Estados). Percebam que a definição da unidade da federação nada mais é que um arranjo político e geográfico arbitrário ou, em outras palavras, sem fundamento na liberdade. Pelo contrário, a própria definição do Estado, relacionada à área de influência de um poder político (Governo), é uma distribuição das riquezas e servos entre os diversos poderosos. \r
    \r
    Percebam que em princípio, não há diferença entre uma pessoa em São Paulo (paulista), no Amazonas (amazonense) ou na Suécia ou Bangladesh. Por que motivo consciente eu preferiria um ao outro (bom, cada um tem a liberdade de preferir, mas conscientemente, a nacionalidade ou onde habita uma pessoa deveria ser muito menos importantes do que os valores que esta traz consigo e pratica – por exemplo, simpatizo muitíssimo por aqueles que entendem e praticam valores de liberdade em Samoa ou no Irã, enquanto abomino vizinhos meus que subjugam outras pessoas através de coerção e Estados de poder. Alguém concorda comigo?)\r
    \r
    Para finalizar, qual é o valor que se está defendendo quando se pratica qualquer forma de nacionalismo? É a preferência arbitrária por pessoas e coisas de um país ou região, independente do valor real destas pessoas e coisas. Este conceito é bastante útil para as pessoas que detêm o controle do Estado. A reflexão é: Qual o valor que se está defendendo?\r
    \r
    Minha posição pessoal: minha nação são pessoas boas e que buscam liberdade com sabedoria e consciência. Ela se extende por todo o globo, onde quer que uma pessoa com tais características se encontre, indistintamente. Defendo minha nação (estas pessoas) contra uma nação estrangeira e poderosa (pessoas pró coerção). \r
    \r
    Minha sugestão é que troquemos o conceito de nação, nos abstraindo dos arbitrários limites geográficos e políticos e tomando por essenciais fronteiras de valores e idéias. Faz sentido?\r
    \r
    Ângelo Arkell

  69. Quero complementar ainda uma coisa: há tanta discussão, inclusive parte dos comentários defendendo a existência do Estado (ainda preferindo um acima do outro). Não sei quantos leitores entendem a proposta Libertária, à qual o Instituto Mises muito bem representa, mas em muitos comentários falta aprofundamento para entender que o Estado (Governo) é uma instituição que empobrece e priva a sociedade produtiva de seus direitos e propriedades. Então, ao invés de concentrar o debate em se São Paulo sustenta Maranhão ou se Estados do Sul deveriam propor separação, quando o entendimento do conceito Libertário é aplicado, a própria existência deste Estado coercivo deixa de existir. Portanto, aos que entendem a liberdade como um direito deveriam se opor tanto ao Estado dse São Paulo como ao do Amazonas, Bahia ou Rio Grande do Sul. São indistintamente Estados controlados através da coerção e sustentados pela expoliação da sociedade. \r
    \r
    Quanto à existência de uma sociedade mais pobre no Nordeste ou Norte do Brasil, eu me compadeço. E me compadeço pela sociedade do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que também são empobrecidos pelos Governos Federal, Estadual, Municipal e outras formas de Governo não declarados. A sociedade como um todo está sendo empobrecida. Lutemos pois não uns contra os outros, defendendo conceitos obscuros de nação, mas todos por um valor ético que, proponho, seja a liberdade e o respeito, tal qual os valores que o Instituto Mises, em seus mais de 900 artigos propõe e esclarece. Sejamos conscientes: deveríamos mesmo estar discutindo quem é mais e quem é menos explorado, ou deveríamos nos posicionar em uníssono contra a exploração?\r
    \r
    É verdade, além da grande Elite de Poder, há dentre as pessoas normais aqueles que têm vantagens devido à existência do Estado como está, o que é clara estratégia de “compra” do apoio popular. Se consideramos propina anti-ético, porque o uso do dinheiro público para conquistar apoio popular deveria ser considerado saudável? O argumento é que não se trata de compra de apoio popular, mas de auxílio aos pobres, mas a pobreza vem justamente e primariamente da exploração do Estado! Imaginem, se não houvesse expropriação, certamente a pobreza não seria endêmica e profunda neste país (ou no mundo) – para este argumento, novamente, estudar artigos deste mesmo site.\r
    \r
    Ângelo Arkell

  70. Guilherme (Guirma)

    Federalismo no Brasil – Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Poucos anos após a substituição de Deodoro da Fonseca na presidência da República, foi possível que paulistas e mineiros, através de um pacto que combinava poder econômico a força eleitoral, deram início à política do café-com-leite. Essa política consistia em manter no poder federal, em alternância, somente políticos mineiros e paulistas. Desta forma, estes dois estados, os mais ricos da época, concentravam o poder, mas não só isso.

    Em um sistema federalista, os impostos recebidos pelos estados são repassados para o Governo Federal, que então os redistribui de maneira proporcionalmente igualitária entre as unidades federativas. Com a política do café-com-leite, São Paulo e Minas Gerais, tendo em suas mãos o poder, deixaram de repassar grande parte de sua arrecadação ao Governo Federal, que empobrecia e, portanto, não fazia a correta distribuição de renda entre os estados e Distrito-Federal. Neste período, o crescimento econômico, tanto de São Paulo, quanto de Minas Gerais, foi estrondoso, aumentando também sua população e seu poder político. Assim, quando da chegada de Getúlio Vargas à Presidência da República em 1930, as mudanças feitas durante a política do café-com-leite haviam sido tão profundas, que, para pôr fim à Revolução Constitucionalista de 1932, o próprio presidente teve de se curvar e se comprometer a pagar a dívida externa contraída por São Paulo.[carece de fontes?]

    Como resultado da diminuição na distribuição de renda durante a política do café-com-leite, estados do Norte e Nordeste empobreceram consideravelmente.[3] Assim, sua população faminta migrou em massa para a região Sudeste, desbalanceando ainda mais a distribuição da população no país e criando-se a grande concentração populacional que se vê hoje. Em conseqüência da concentração populacional e de recursos que houve nesse período, o crescimento econômico no Brasil como um todo ficou ainda mais afetado e limitado a uma parcela da população e a uma região do país, uma vez que a infra-estrutura brasileira é muito inconsistente de estado para estado, faltando em regiões como a Nordeste a estrutura mínima para seu desenvolvimento.

  71. Eduardo Jose Jankosz

    Deputados federais do Norte e do Nordeste se articulam para a criação de pelo menos mais cinco estados no Brasil. Eles seriam gerados por subdivisões do Pará, Piauí, Maranhão e Bahia.\r
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    Veja quais são eles:\r
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    Carajás e Tapajós – Ambos nasceriam de divisões do Pará. A Câmara já aprovou a realização de um plebiscito sobre o desmembramento.\r
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    Gurgueia – O novo estado englobaria 87 municípios do Sul do Piauí. Já há projeto sobre a divisão na Câmara.\r
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    Maranhão do Sul – Abrangeria 49 municípios do Maranhão. Também há proposta sobre o tema em análise.\r
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    São Francisco – o estado seria criado no oeste da Bahia, com 35 municípios. O deputado Oziel Oliveira (PDT-BA) já tem projeto sobre o assunto e deve formalizá-lo nos próximos dias.\r
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    ***\r
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    A pergunta que fica é: o que você, cidadão de outro estado, tem a ver com isso? Tudo. As mudanças afetam a partilha de recursos federais e a composição do Congresso Nacional. De cara, caso todos os cinco estados vinguem, seriam mais 15 senadores. Isso é bom? Deixe abaixo a sua opinião.\r
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    Fonte http://www.gazetadopovo.com.br/blog/conexaobrasilia/\r
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    COMENTARIOS, por favor!

  72. Caro Leandro, esse trabalho é muito importante e agora está sendo replicado até pelos chamados Hackers LulzSecBrazil, alegadamente puxando dados do governo na internet. Importante é a tabela comparativa que fez, provavelmente copiada da página de vocês. São dados importantíssimos aos quais o povo não tem acesso objetivo como no site de vocês, e é revoltante saber que alguns estados trabalhadores sustentam a corja do (des)governo federal e o resto vai para os demais estados. Não encontrei dados mais atuais do que 2009, e seria hora de atualizar com dados de 2010. Já é possível?
    Será um grande serviço ao público eleitor alfabetizado (parcela cada vez menor devido à sistemática desinformação promovida pelo governo chavista-estatizante que se instalou no poder e não pretende largá-lo).

  73. pô, adicionem um fator aí, embora não elimine as discrepâncias..a
    a população do estado de são paulo é praticamente a mesma do nordeste inteiro. nordeste tem apenas uns 15% a mais em relação a população do estado de sp.

  74. Olha pessoal não sei se o pessoal sabe mais eu vivo no RS e a situação daqui é critica por causa que a nossa Presidenta ABANDONOU nosso estado:
    As reivindicações de Salários melhores são tão grandes que se o nosso governador aceitar elas, ele não vai mais governar e sim pagar salários dos funcionários.
    Os impostos são tão grande que as empresas estão fechando suas fabricas e indo para os Estados do Norte.
    As favelas crescem mais a cada dia e a segurança publica de Porto Alegre é igual a do RJ para pior.
    Os Hospitais estão superlotados que é necessario TRIPLICAR o numero de leitos.
    E ainda os Impostos estão tão caros que ninguém mais aceita que ele aumente.
    Para o pessoal do norte que esta nadando no recebimento de impostos deve estar bom agora aqui esta cada dia pior.

  75. Todos mesquinhos, pessoas sem visão, sem conhecimento que entram na internet pra se revoltar nem sabem com o que. Não estão contentes no estado onde moram, acham que todo mundo é sustentado lá no norte/nordeste? Então vão pra lá ver como é.

    Eu já fui, por isso posso falar. Antes que falem, não sou de lá, sou de bem longe.
    Se for perder tempo escrevendo abobrinha achando que está coberto de razão, está desgastando seu teclado a toa.

    Revoltados sem causa!

  76. Irmãos brasileiros,

    Quando deixarmos de bairrismos e egos bobos compreenderemos o quanto somos roubados e ainda aplaudimos tudo…

    Sim, é claro e nítido que os Estados que são recebedores não são povoados pelos sanguessugas do Brasil… E sim por UM sanguessuga… Segundo o texto, o Maranhão seria o Estado que mais recebe do Governo… Mas não vemos um bom Estado para se viver, só a família do Sarney que bem vive… A grana vai toda pra eles e o resto fica na miséria… Isso causa o êxodo para os já saturados Estados que pagam mais impostos…

    Amor e Compreensão… É o que desejo para o coração de cada brasileiro… Somos uma grande nação, só basta assumirmos isso e pararmos de infantilidades cívicas…

    boa semana a todos!

  77. Vamos utilizar dados relativos, pra ficar mais justo. Sou de Pernambuco, estado que recebe cerca de 53% a mais do que paga ao governo federal. Pernambuco é um estado que está em pleno desenvolvimento econômico, que não tem uma economia sólida e tradicional como a de São Paulo ou a do Rio de Janeiro, por exemplo. Mas que, futuramente, de acordo com o atual cenário, é um grande candidato a pagar mais do que arrecada. Pode-se ver pelos dados que, depois de Goiás, que apresenta um certo equilíbrio entre pagar e arrecadar, Pernambuco caminha para o grupo dos “deficitários”. Pode-se também notar que há uma certa relação inversa entre o déficit e o desenvolvimento industrial de cada estado, ou seja, os que mais levam prejuízo são os mais industrializados. Quando meu estado passar a arrecadar menos do que paga ficarei satisfeito, porque saberei que este estará desenvolvido. Cabe a nós deixar de bairrismos e pensar no Brasil como um todo. É esse tipo de pensamento que ocorre no Rio de Janeiro, por exemplo, com relação aos royalties do petróleo. O petróleo é do Brasil e não do Rio de Janeiro. Um país que tem as maiores reservas de Urânio do mundo, 98% de todo o Nióbio explorável do mundo, não se desenvolve também, por causa desses bairrismos que remontam à epoca do império. Duvido que esses mesmos que protestam pelos royalties do petróleo não estariam chorando, reclamando uma melhor distribuição dos royalties do urânio ou do nióbio, que beneficiariam, em tese, os estados detentores das reservas que se situam no Norte ou no Nordeste. Hipocrisia pura.

  78. Antonino, e você acha justo que o dinheiro deste povo ( o catarinense ) seja retirado a força e entregue a outros povos ( estados )? Não interessa a justificativa ou pretexto, roubo é roubo. E o que é pior, o desenvolvimento catarinense é utilizado, desta maneira, para sustentar o subdesenvolvimento dos outros estados. Não seja inocente, enquanto esta “ajuda” não cessar, seu estado nunca irá se desenvolver.

    Ps. Sinta-se a vontade para substituir Santa Catarina no contexto por qualquer outro estado que paga mais do que recebe, e Pernambuco por qualquer outro estado que recebe mais do que paga.

  79. Já tinha recebido estes dados por e-mail antes e posso dizer que são uma tremenda bobagem. Os dados da primeira e segunda coluna são verdadeiros, conforme os links demonstram, mas os da terceira são pura invenção. Explico:
    Primeiro: se vocês entrarem no primeiro link, poderão ver que os valores referem-se a quanto os estados ARRECADAM no total(aí incluídos tributos municipais, estaduais e federais), e não quanto eles pagam ao governo federal. O que é pago ao governo federal são somente os tributos federais (valores estes, não discriminados na tabela). Os tributos municipais e estaduais ficam com os respectivos entes que os arrecadam. Portanto, dizer que toda a arrecadação é paga ao governo federal é uma absurda distorção.
    Segundo: a segunda coluna diz respeito a quanto a União repassa aos estados e municípios, formados principalmente por Fundos (Fundo de participação dos Estados, Fundo de participação dos municípios, etc), além de repasse de parcelas obrigatórias de tributos federais. De forma alguma representa as despesas dos estados. Aliás, estes repasses já vem inclusos nos valores contabilizados na primeira coluna – são parte dos tributos federais arrecadados pelos estados. O que ocorre de fato, é que a distribuição destes fundos não foi feita com base em justiça fiscal, mas por meio de politicagem. Isto justifica que os grandes coronelatos (Maranhão vem a mente) terem abocanhado parcelas desproporcionais de receitas comparado ao quanto arrecadam.
    Terceiro: a terceira coluna, como já mencionei, é pura invenção. Não sei de onde o sujeito que fez a tabela tirou que, subtraindo os repasses da união (que não são despesas) da arrecadação dos estados (que não são receitas), obtém-se um suposto déficit ou superávit dos estados.
    A única conclusão possível de se tirar destes dados é que estados que arrecadam menos, acabam recebendo mais repasses da união. Isto não significa necessariamente que sejam deficitários. Somente uma análise dos seus orçamentos permitiria concluir isto. O problema verdadeiro é a injustiça na distribuição dos “fundos”.

  80. Quando o Brasil se tornar uma Federação plena das autonomias estaduais e municipais, dentro do Principio da Subsidiariedade, como estamos propondo, os estados que não tiverem condições de se manterem como tal, deverão se transformar em territórios federais – na prática, vários já o são.

    E os que têm condições deixarão de ser extorquidos pelo Governo Central. Não há outro caminho senão o Federalismo pleno. O que propomos está em http://www.federalista.org.br e será preciso deixar de lado o ranço político-partidário para que, pela política, e de modo inteligente, se consiga transformar o País em uma Nação de verdade.

    Os interessados em ações objetivas podem acessar http://www.federalista.org.br e fazer contato comigo – [email protected]. Vamos fazer acontecer de uma vez? Ou continuar a reclamar? Vamos acontecer, é a opção da solução. Juntos, nós podemos.

    Saudações Federalistas
    Thomas

  81. Leandro,

    Esse artigo merecia uma reedição, acabei de ler um livro interessante do Leandro Narloch, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” e tem um capítulo totalmente dedicado ao ACRE. Muito interessante, o brasil tentou empurrar o Acre para a Bolívia mais de um vez, e nem de graça a Bolívia quis, hilário.

    Mas o tragicômico é que só o Acre é uma despesas de R$ 400 milhões por ano, mais R$ 155 milhoes de despesas com os políticos do referido. No total, todo ano, o sudeste gasta MEIO BILHÃO só com esse estadinho.

    Em 2000, segundo o tal do IBGE, o deficit do Norte e Nordeste somou R$ 42,3 Bilhões! que foram bancados por nós.

    Imagina o quanto que os estados que pagam poderiam estar melhor se o dinheiro que o governo rouba na forma de impostos fosse ao menos reinvestidos nos estados de origem.

    Republiquem por gentileza!

    Saudações.

  82. Acho que a intenção Nao eh guerra civil mas a típica reclamação sobre o excesso de impostos, o raciocínio mais simples eh sempre atacar os vizinhos, os judeus, os diferentes, para justificar, mas a maior despesa do Governo eh a dos juros (isqueis custeiam os brasileiros que tem conta bancaria e investimentos)! Ou seja a principal preocupação do estado atual eh pagar juros para os (digamos assim ricos) muitos dos quais Nao trabalham ou produzem nada vivem pendurados na teta do governo! Nao aplicam em produção Nao trabalham Nao deixam o juros baixar para Nao terem que pensar em qual atividade produtiva investir e tem a cara de pau de virem a publico dizer que Nao recebem servico algum do estado que os beneficia em detrimento daqueles que realmente trabalham e produzem! Qual mais servico essa corja queria receber alem dos pousos serviços da divida? Precisa de mais algum? Será que eles Nao podem ao menos pagar os demais para quem trabalha e produz ter alguma chance?
    Esta discussão para mim Nao tem pe nem cabeça,’enquanto o estado financiar os juros mais altos do mundo os tributos serão altos, os estão os investidores Nao eh possível identificar qual estado eh mais beneficiado com isso? Eu diria que eh o meu Sp! Aqui realmente o povo inclusive os que vieram dos demais estados e paises tem capacidade para pagar muito então o dinheiro eta afluindo para ca!

  83. Ricardo,

    Só me explique como isso é justificativa? “Mande um quinto das industrias de SP para o Acre e veja se ainda continuará um estadinho!!!”

    Há alguma diferença quanto a capacidade intelectual dos cidadãos do Acre e dos cidadãos de SP? Porque ao que me consta o quinto das empresas que queres no Acre não existiram desde sempre em São Paulo, são frutos de anos de trabalho de empreendedores que mesmo com altas cargas tributárias seguiram em frente. Logo, se o dois povos têm a mesma disposição física e intelectual, então o mínimo é que o povo do seu estado crie suas próprias empresas.

    Outra questão, ninguém falou em guerra civil, exceto você, acredito que um plebiscito seria pacífico e justo. O idiota aqui desconhece “a verdadeira questão dos problemas” que faz com que esse estadinho, seja um estadinho tão atrasado a ponto de precisar de 0,5 Bilhão de esmola por ano pago com dinheiro que o governo furta dos empresários do sul e sudeste. Me conte.

    Um abraço meu caro.

  84. A conclusão é: muuuuiiito investimento federal foi realizado no Sul/Sudeste no passado, e isso gera esses impostos vultuosos ao governo federal. Hoje os investimentos miram o Norte/Nordeste. Por isso quem paga imposto é a turma do trópico de capricórnio e quem usa é a galera da linha do equador.

  85. "A tabela que vc criou e pretende esabelecer uma medição de quanto cada Estado “contribui” para a arrecadação e estabelece uma relação liquida desta arrecadação!"

    Frase sem sentido. "O que é relação líquida desta arrecadação"? A arrecadação ali é a arrecadação bruta, sem descontos. Mas não inclui a arrecadação da Previdência, a qual seria indiscutivelmente mais alta no sudeste e no sul, que é onde estão os maiores salários.

    Quanto ao fato de estados como Rio de Janeiro e São Paulo serem sedes de grandes empresas que atuam em todo país e isso de fato estimular bastante a quantidade de impostos paga por estes estados, isso apenas gera uma consequência interessante: se por um lado isso diminui um pouco do real fardo que pesa sobre SP e RJ, ele aumenta, em termos proporcionais, o fardo sobre MG, ES, PR, SC e RS. Afinal, se SP e RJ são sede de várias empresas nacionais, o mesmo não acontece com estes outros estados, que devem ser sede de no máximo uma, duas ou três grandes empresas nacionais.

    Logo, os tributos que eles pagam são realmente originados por eles próprios, e não em outros estados. Sim, isto também vale para os estados recebedores líquidos, mas seria contabilmente impossível que eles se transformassem em pagadores líquidos, pois, para isso, todos os estado magicamente ficariam vermelhos na tabela. Portanto, no fundo, o que você está dizendo é que o fardo sobre outros estados que não SP e RJ são, na prática, ainda maiores.

    [i]"Vc diz no texto que cada um tire as suas conclusões, mas quando a conclusao eh mostrar que a relação de comparação que vc criou Nao se presta a mostrar o que vc pretende"[i]

    E o que é que eu pretendo, senhor Clayton? Já pedi para você apontar onde eu disse estar "pretendendo" alguma coisa que não seja a simples exposição de dados (que parecem lhe ofender tanto, como se isso fosse um problema meu), e a única coisa que você se limita a fazer é uma obstinada interpretação das reais intenções malignas do meu cérebro. E sobre o que eu falei sobre o DF, por que seria desqualificação? Apenas mostre se e por que eu estou errado.

    Por gentileza, volte apenas quando tiver alguma substância. E, por favor, pare de poluir o site com chiliques.

  86. No ano passado, o Rio repassou, em forma de impostos e contribuições de pessoas físicas e empresas, R$ 141 bilhões para o governo federal. Em troca, recebeu de volta apenas R$ 14,7 bilhões em repasses constitucionais obrigatórios, investimentos e royalties do petróleo. É como se cada cidadão fluminense destinasse à União R$ 8.824 ao ano, mas recebesse de volta somente R$ 918, ou 10% do total.

    O estudo mostra que, considerando os repasses totais de cada estado para a União, Rio e São Paulo são os que mais transferem recursos para o governo federal. São também as unidades da Federação que, junto com o Distrito Federal, proporcionalmente menos recebem de volta.

    No caso de São Paulo, o valor dos repasses e investimentos da União representa apenas 4% do que foi transferido. Para o Distrito Federal, volta menos de 1%. Receitas da Previdência não foram consideradas.

    Em fevereiro de 2010, o STF decidiu que o rateio do FPE, em vigor há mais de duas décadas, tornou-se inconstitucional porque não garante a igualdade na receita dos diferentes estados do país. Ele estabelece que 85% dos recursos devem ir para os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e 15%, para Sudeste e Sul. A revisão desses percentuais, que deveria ter ocorrido em 1991, nunca foi feita.

  87. Minha opinião é essa…
    “Sou separatista e não nego… Brasil é grande demais isso geograficamente. Isso que propicia a roubalheira. O povo em geral, digo, paulistas, baianos, cariocas, pernambucanos, gaúchos, enfim todos,trabalham e não vêem a cor do dinheiro e se vem é com investimentos inapropriados, na tabela da pra ve que mais de 250 milhões sumiram e foram pro bolso de um déspota qualquer um investimento desnecessario ou um famoso e ja conhecido caixa 2 isso ninguem levo enconta. Acho que todos os estados deveriam se unir em prol de suas próprias federações dividindo em partes assim averia restribuição de lucros e ate de prejuizos… .”
    -Viava a República Federativa dos Pampas! TCHE-
    “Sirvam nossas façanhas de modelo à toda a terra…”

  88. O QUE SE PODE OBSERVAR É QUE O GOVERNO FEDERAL DESTINA MAIS VERBAS A ESTADOS GOVERNADOS POR SEUS ALIADOS,POIS COM POUCAS EXCEÇÕES,QUASE TODOS QUE ESTÃO EM VERMELHO SÃO TUCANOS OU ALIADOS.

  89. Bem, os estados que mais arrecadam na sua maioria são os que tiveram grandes subsídios governamentais no passado, graças aos senhores Vargas e ditadura Militar. No entanto, há o mérito de São Paulo em ser o pioneiro em empreendedorismo no país e o Sul do Brasil (tanto pela questão de comércio fronteriço e bem como por uma cultura que não buscava ser tão dependente); de fato seriam estados mais ricos que a média nacional ainda que não houvesse tantos subsídios no passado.

    Porém a mente estatista brasileira invés de pensar em solucionar essas desigualdades com maior federalismo e competividade entre os entes federados utiliza da força e do nivelamento por baixo. E a população apoia essa divisão!

    Ideia popular: Que nada mermão. Tem que constuir refinaria aqui da Petrobras véi. Vai gerar emprego e sair do estado rico. E se não dê certo, vamo viver de bolsa-família.

    Um dos maiores empecilhos é a concentração de impostos na União, regulamentação e estatais para servir X estados. O pior é o salário minímo, como é que um trabalhador no Piauí poderá ganhar o mesmo de Santa Catarina se a produtividade é menor?

    Solução para a União: Aumentar mais o salário minímo e lutar pela unificação do ICMS.

  90. Não li todos os comentários, mas todos os comentários que li são equivocados. As pessoas ignoraram um fator importantíssimo que causa a distorção dos números publicados aqui. São Paulo é o estado mais industrializado do Brasil, mas a maior parte do que é produzido por fábricas paulistas é vendida em outros estados. Uma fábrica de automóveis, por exemplo, paga 30% do valor total de um veículo em impostos federais. Se eu compro aqui no meu estado, a Bahia, um veículo fabricado em São Paulo, esses 30% são contabilizados lá e não aqui. Entretanto, sou eu quem efetivamente paga esse imposto. Por esse mesmo motivo, caso São Paulo se separasse do Brasil, o novo país quebraria imediatamente. Como um novo país, São Paulo não teria mercado consumidor para tudo que produz. Teria que reduzir a sua produção ou enfrentar barreiras alfandegárias pesadas para vender para o novo Brasil. Tenho certeza que os maiores empresários de São Paulo são contra as ideias separatistas. Afinal de contas, essa separação seria extremamente prejudicial aos paulistas.

  91. Como muitos falaram de São Paulo, acho interessante vocês lerem outro percepção. São Paulo é resultado de imigrantes de fora do Brasil e do próprio Brasil. O seu PIB é em torno de 35% do PIB do Brasil, da mesma forma sua população que é também em torno deste percentual. Falar hoje em guerra fiscal, é também falta de conhecimento. A tendência natural é toda empresa que vier ao Brasil é pensar primeiro lugar em São Paulo, pois quando se inciou a política industrial do Brasil no governo militar apoiado por São Paulo. Foi exatamente, este Estado escolhido para abrigar as indústrias que vieram ao Brasil. Assim que chegaram estas indústrias começou-se a desencadear uma série de outras industrias, fazendo assim uma cadeia produtiva. Vamos mirar numa indústria automotiva e refinaria que são indutores de complexos industriais. Na instalação de uma indústria automotiva vem junto outras 40 industrias dos chamados sistemistas. A mesma coisa é para a uma Refinaria. Agora vamos vê quais as idades das indústrias automobilísticas e da refinaria de São Paulo.. Aí se explica este Frankeinstein criado no Brasil por políticos presidentes desta própria região. Vejam hoje, um caso interessante no Brasil. Em Pernambuco está se instalando uma Refinaria, Fábrica de Automóveis e Estaleiros. Vejam a mudança de sua economia.. em 2003 PIB de 40 Bilhões, em 2012 PIB previsto de 110 bilhões.. E ainda nem sequer entraram em operação a fábrica da FIAT e da Refinaria.. A previsão do PIB para 2014 é de 200 bilhões isto daria uma renda per capita em torno de 22.000 reais pois a população é de 8.7 milhões.. Ou seja, já se aproxima do PIB de São Paulo. Detalhe, as indústrias lá foram incentivadas (ou “direcionadas”) pelo governo Lula que é pernambucano. Assim, meu caros, dizer que São Paulo é competente e o resto do Brasil não é.. É mais um discurso facista que inteligente.. Devemos ter cuidado com estas xenofobias regionais.. São Paulo é o que é pela oportunidade que teve.. e se levarmos em conta a saúde e educação está no mesmo nível que Estados mais pobres.. É só verificar o IDEB que uma diferença de 4.4 (sudeste) para 3.7 (nordeste) é nada,.. É pífio para qualquer sociedade, uma vez que o coeficiente para um nível educacional razóvel seria 7.0. E da mesma forma a saúde pública que em todo o Brasil, independente do PIB, é pífia. Assim, a classe política brasileira é uniforme no sentido de administração pública, incompentente!

  92. Resumindo tudo o Brasil é um câncer para o Estado de São Paulo,a população em geral não da muito valor a politica e a estes números. Sabem quando vão dar valor?
    Quando perderem seus filhos e seus pais, nesses Depósitos de cadáver chamado de “SUS”,onde o ser-humano é tratado pior que qualquer coisa no mundo…
    Ou na mão de algum marginal que tira a vida consciente que não sera punido por isto.
    Se este valor de impostos retornasse para O estado de SÃO PAULO , os hospitais brigariam para atender os pacientes …
    Infelizmente a maioria da população não tem conhecimento desses números,temos que ter esperança que algum dia isto mude..

  93. Quem lê uma matéria assim e não possui pensamento crítico facilmente se ilude com este tipo de coisa. A questão é que tais dados, de apenas um ano, são apenas uma das muitas faces de um contexto maior, político-econômico e social por via de consequência.

    Vou tomar como exemplo o caso de São Paulo, como a maior parte dos pseudo-intelectuais gostam de usar. São Paulo faz parte do eixo RJ-SP-MG, que durante quase 300 anos monopolizou economicamente o país. Isto vem desde a época do Brasil colônia. Tudo isso fez com que houvesse uma discrepância histórica no crescimento de tal região em detrimento das demais até, eu diria, meados da década de 70, quando a ditadura se viu forçada a intervir, ainda que de forma incompetente.

    O fato é que o desenvolvimento de São Paulo no século XX se deu em grande parte por conta do imigrante, que ‘sujou’ a paisagem da cidade com as favelas mas encheu os bolsos dos industriais com sua mão-de-obra barata e em grande quantidade. Hoje, no entanto, o que se vê é apenas um período aonde os investimentos no restante do país estão se intensificando, e não para o desespero dos governantes do eixo rico do país, pelo contrário. Se a França (ícone de desenvolvimento e da beleza arquitetônica) teve de reduzir investimentos para a sua capital Paris, ao mesmo tempo, desenvolveu outras cidades como Montpellier e Lyon para que a imigração descontrolada parasse de ocorrer, por que o Brasil não poderia fazer o mesmo?

    E para os que acreditam que São Paulo ou Rio de Janeiro poderiam sobreviver por conta própria, lembrem-se que a indústria de São Paulo (e todas as outras cadeias produtivas do estado) dependem de matéria-prima de outros estados, e hoje elas chegam até o estado de vocês com impostos baixíssimos se comparados ao que teriam de pagar se fossem importar de uma outra nação. Também não teriam como produzir energia elétrica suficiente em seus estados e teriam de comprar quase toda a energia que utilizam do Brasil, nem tampouco possuem potencial energético suficiente para suas demandas exageradas. Além disso, o abastecimento de água de uma cidade como São Paulo, controversialmente, corre uma série de riscos. Enfim, no geral, São Paulo (e qualquer outro estado do Brasil) precisa tanto dos outros quanto os outros precisam dele próprio.

    Portanto, antes de sonharem com ideais utópicos de revolução e independência com justiça social para todos, lembrem-se de que todos nós fazemos parte de um contexto muito maior do que um mero apurado de tributos pagos e recebidos pelo país (que não contam o balanço real de cada estado e nem contam os investimentos nas últimas décadas, por exemplo) em um ano como ‘a verdade que o Jornal Nacional não quer que você saiba’.

    Pensem, acordem, sejam cidadãos críticos e não meros clubistas de Internet.

  94. O brasileiro é tão adestrado e submisso que a primeira coisa que vem à cabeça dele quando se fala em secessão de Brasília são as tarifas de importação entre dois estados (veja esse tal Leonardo Cordeiro acima). E depois passaportes entre Bahia e Maranhão. Simplesmente não passa pela cabeça do cidadão que essas duas coisas são justamente criações de governos e não precisam existir. O estado que as impuser irá passar fome.

    Quanto a dizer que São Paulo e Rio irão se estrepar caso se separem de Brasília, ora, então por que não os deixam se estrepar? Já que nêgo falo em tom de ameaça e ódio, então apóiem a secessão e vejam ambos irem à miséria. Que incoerência.

    P.S.: não sou paulista e nem fluminense, tampouco tenho qualquer simpatia por esses estados. E nada contra também.

  95. Devem se unir os Estados do Sul e Sudeste, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo para acabar com as injustiças dos repasses federais. Que o Brasil seja de fato uma Federação com a autonomia total dos Estados e sem subserviências ao poder central ou SEPARATISMO, JÁ!

  96. Não entendo por que o que é destinado do Sul / Sudeste para o Norte / Nordeste (em regra) não muda, afinal não é propraganda do atual governo federal que as regiões do norte estão ótimas e crescendo, sendo assim, deveríamos ver uma mudança na atual distribuição e, por sinal, quem falou sobre ICMS saiba que a maioria dos estados destinos também cobram o imposto, ou seja, é cobrado duas vezes tanto no estado origem quanto no estado destino.

  97. Não creio que a separação seja a solução, a não ser que não haja outra alternativa. Mas melhor do que isso é instituir um sistema realmente federativo, sem o excesso de centralismo do governo federal. Isso sim resolveria o problema, pois daria a autonomia suficiente para cada estado cuidar de seu próprio destino.

    Somos uma federação só no nome, pois os estados não tem autonomia para praticamente nada.

  98. O problema não é o repasse feito a esses Estados, o problema que nessa região está impregnado o maior desvio de recursos repassados pela União,se todo o dinheiro que já foi mandado para estes estados, fossem bem aplicados , já estaria resolvido metade dos probemas existentes nessas areas, e consequentemente gerariam mais receitas para investir em si próprios ,não ficariam tão dependentes de outros Estados, mas isso é pedir muito para os nossos politicos nordestinos, escravizam o povo para tirar proveito próprio, nada contra o povo sofrido do norte/nordeste, mais como as coisas são conduzidas por estas bandas, vão ficar mais quinhentos anos dependendo do sul/sudeste do País.

  99. O DF me dá nojo!É nítido que o sul e o sudeste são muito mais desenvolvidos que o restante.SP e RJ são potências,que têm as melhores estradas,as melhores infraestruturas,o melhor saneamento,as maiores rendas,as cidades com os maiores IDHs encontram-se nesses estados.Sou contra a separação,apesar das diferenças,mas verdade seja dita:os políticos nordestinos são muito mais corruptos que os do sul/sudeste(que não fogem a regra também).Se não fossem as migrações(Só no RJ e em SP há 9,5 milhões de nordestinos),SP e RJ seriam ainda melhores.Pra mim,dez estados estão muito acima dos demais em desenvolvimento,são eles em ordem:SC,DF(roubando),SP,RJ,RS,PR,MG,ES,GO,MS.

  100. Olha,Anônimo,não culpo os nordestinos pelos problemas de SP-RJ,culpo os políticos e as desigualdades regionais,onde não há oportunidade para todos.Os nordestinos ajudaram(e muito)a desenvolver SP-RJ,mas,infelizmente,a migração ajudou a aumentar(ela não é causa,já que os problemas já existiam).Isso é fato!Mas,amo o nordeste,assim como amo o Brasil.Desculpe se você se sentiu ofendido,ou qualquer outro cidadão nordestino.Eu sei que o pessoal aí é trabalhador e guerreiro,que dribla as adversidades pelo sistema sujo deste país.Amo o Ceará e,pra mim,este é o melhor estado do nordeste(se eu fosse morar no nordeste,moraria aí).É isso!

  101. Há uma razão simples para isso:
    A bancada toda do congresso nacional é nortista e nordestina… ou seja, eles fazem as leis, comandam e destinam tudo o que nós do sul e sudeste produzimos para seu próprios bolsos…
    Estão por cima da “carne seca” e não vão largar nunca… pois são eles mesmos que votam as leis em proveito próprio…

  102. Leandro

    Muito interessante as informações coletadas sobre se um estado é pagador ou recebedor líquido de tributos.

    Gostaria de fazer um exercício semelhante sobre a Previdência Social (RGPS). Sabe se a Receita Federal divulga estes dados por estado?

    Obrigado,
    William

  103. Bem, faltou colocar brasilia e as somas dos repasses ….

    mas, isto prova aquilo que eu digo: separados de Brasília todos viveriam melhor…..verifica-se que no geral repassamos muito e recebemos pouco, ou seja: pagamos para manter uma estrutura corrupta, ineficiente, injusta para com todos…Mesmo os estados que recebem mais do que repassam reclamam que o dinheiro repassado não chega à população.

    Precisamos rever o pacto federativo, no mínimo para um país confederado, ao moldes do Canadá.
    Como uma lei penal, ambiental ou civil pode ter a mesmo eficácia no RS, em SP, no MS ou no PI?
    está tudo errado…Desta forma, todos estão perecendo.

  104. Gente,
    O Brasil deveria ser dividido em SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO.
    Pagamos muitos impostos para esses canalhas.
    Fariamos um país forte.

    Como seria a separação do Brasil , pra RJ e SP ?
    Alguém tem uma dica ai ?

  105. Isto foi tentado em 1932. Hoje e’ praticamente impossivel. O mailson da nobrega em um artigo alguns meses atras retratou bem o que ‘e esta redistribuicao de riquesa. O fundo dos estados e municipios comecou acho que na decada de 1970 com 6% do IR e do IPI. Hoje com as alteracoes dos nossos politicos do norte e nordeste e’ 50% de cada um.
    Vale salientar que o pior e’ que este dinheiro em grande parte e’ mal gasto e muito desviado.
    Acho que o inicio da solucao seria a sociedade exigir um reforma politica urgente com voto distrital puro e voto opcional.
    Os Estados populosos do sudeste teriam maior representacao. Com o voto opcional acho que a peneira sobre os politicos seria melhor.
    A sociedade deveria cobrar que o gasto deste fundo e outros como o Fundeb sejam vigiados pelo TCU. O TCU deveria ser subordinado nao ao executivo e sim a outro poder, nunca ao legislativo, sobra o Judiciario, de preferencia o STF. O TCU teria que ter uma estrtura de informacao pesada para controlar estes gastos.

    Mas o que e’ ruim sempre pode ficar pior.
    O grande Lula mudou a lei do petroleo de 1998. Na lei antiga, quando um poco era de alta producao, tirado os custos 40% do dinheiro virava do poder publico, divindo metade para a uniao e metade para os estados e municipios produtores este valores em 2011 eram altos beneficiando ES e RJ. Agora com o pre-sal iriam beneficiar tambem SP.
    O que Lula fez, transformou estes 40% em regime de partilha em vez de ser dinheio sao 40% dos barris, tirando os custos, e pasmem, vai tudo para a Uniao, nada para os estados e municipios produtores. E pior criou uma estatal nova para isto. Podem imaginar 40% de todo o petroleo tirado do pre-sal sendo vendido por uma Estatal 100% da uniao sem acoes. Vai ser o maior cabide de emprego da historia. O maior objetivo e’ centralizar na uniao uma verba preciosa para comprar prefeitos e governadores em pre eleicao, que esta ocorrendo agora.

  106. Como mudar a distribuuição destes valores?
    se os grandes beneficiados sao os marajas do norte e nordeste?
    se a maioria dos estados que dao prejuizo sao os beneficiados e tem maioria no congresso???
    quem sabe saindo as ruas e protestando ate mudar isto.
    ate quando as familias vao preferir viver do bolsa-preguiça a ter um emprego???
    quantos milhoes do bolsa-familia sao usados pra compra de cigarro e cachaça??
    vc conhece alguem que recebe o bolsa familia que nao bebe e nao fuma??

  107. OK, sob certo ponto de vista o artigo tem razão. Mas achar que SP e RJ devem ter retorno de todo imposto recolhido é no mínimo uma inocência. Primeiro porque há diversas distorções nas estatísticas de arrecadação. Muitas empresas sediadas em SP, RJ e DF tem geram riquezas por todo país mas arrecadam impostos em suas sedes que ficam nestes estados. Exemplos: Vale, Petrobras, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica, para ficar em poucos exemplos.

    Outro aspecto: SP é a maior base industrial do país. Produz muito para outros estados consumirem. O que seria de SP se não houvesse todo este mercado consumidor. E se SP produzisse só para seu próprio mercado consumidor, seria deste tamanho? Arrecadaria tanto?

    Como já dito acima, comparação menos injusta seria baseada no PIB.

    De qualquer forma o autor do estudo está de parabéns pois há pouquíssimas informações disponíveis sobre arrecadação e gastos de nossos governos disponíveis. As disponíveis ainda trazem as distorções tão d

  108. A grande verdade é que devido a falta de transparência nas contas públicas, complexidade e imprecisão das leis associado a esta divisão absurda de governo federal, estadual e municipal, temos sempre uma “ideia do que se arrecada”.
    Nós paulistas, é um fato que pode ser inclusive demonstrado com esta estimativa, somos uma colônia deste governo federal. O processo é idêntico ao Brasil colônia.
    Transfere-se a riqueza ao conquistador e este transfere seus problemas ao conquistado.
    Apesar do artigo ser de 2009 é muito atual. Neste momento em que a maioria de nós brasileiros se manifesta, tem este tema a maior importância. E para o Brasil ser independente de fato, precisa combater o roubo do dinheiro dos impostos através de repasses imorais. (Não são ilegais porque a lei foi feita e aprovada pelos ladrões!)

  109. Rio de Janeiro e São Paulo, carregam esse país nas costas.
    Como paulistano, sempre soube disso, desde quando estudei na infancia.
    O Brasil deveria ser dividido.
    Um pais chamado Riopaulo.

    Se a maioria dos paulistas entendessem esses números teriam vontade de fazer outra Revolução Constitucionalista. Os cariocas, ao invés de reclamarem da mudança da capital federal para Brasília, iriam querer se tornar independentes. Talvez tivéssemos um outro país: SampaRio. São Paulo e Rio carregam o Brasil nas costas. É uma carga muito pesada. Que os libertários me perdoem, mas vou parafrasear Marx: Paulistas e cariocas uni-vos. Nada tendes a perder, senão vossos filhos , não fogem a luta.

    Lutaremos,
    acho que seria impossivel, mais deveriamos ser um país.

  110. Pena,Jorge que os estragos que as pessoas dos outros estados fizeram são quase irreversíveis.Constroem 999999999999999999 favelas e ainda reclamam da forma que são tratados.Mas ainda SP e RJ,principalmente SP têm um dos melhores índices sociais do país.Se separarmos do país,o país morre de fome e não tornaríamos o melhor país da América Latina,junto com o sul e MG.

  111. Fiz uma tabela atualizada de 2012.
    Colocando somente os saldos:
    SP -R$ 262,6 Bi
    RJ -R$ 120,4 Bi
    DF -R$ 57,8 Bi
    PR -R$ 28,4 Bi
    RS -R$ 22,2 Bi
    MG -R$ 18,7 Bi
    SC -R$ 17,6 Bi
    ES -R$ 7,9 Bi
    AM -R$ 3,8 Bi
    GO -R$ 2,2 Bi
    MS R$ 0,4 Bi
    PE R$ 0,6 Bi
    MT R$ 0,8 Bi
    RO R$ 1,7 Bi
    RR R$ 1,9 Bi
    AP R$ 2,3 Bi
    AC R$ 2,6 Bi
    SE R$ 3,1 Bi
    RN R$ 3,7 Bi
    TO R$ 3,7 Bi
    PB R$ 4,6 Bi
    AL R$ 4,9 Bi
    CE R$ 4,9 Bi
    PI R$ 5,4 Bi
    BA R$ 8,0 Bi
    PA R$ 8,1 Bi
    MA R$ 8,2 Bi

  112. Leonardo Regazzini

    Leandro, temos um probleminha técnico aí. Me ajude a entender porque.
    O total de recursos pagos ao governo federal totaliza R$ 497 bi. Já o total de recursos recebidos, R$ 202 bi. Menos da metade!
    Assim não há comparação de gastos e receitas por estados que faça sentido! Quem ficar negativo, vai ficar MUITO negativo (como está acontecendo com São Paulo na sua tabela).

  113. Temos um sério problema.
    Hoje a bancada do norte – nordeste já é enorme.
    Alguns anos atrás, segundo ouvi do Delfin Neto, em entrevista havia uma forte pressão para a criação de mais 3 estados, dividindo Para, Goias, o outro não lembro, com isto passariam 50% no congresso, podendo propor e aprovar qualquer mudança constitucional.
    Historicamente o fundo de estados e município para onde hoje vai 50% do IPI e IR, foi concebido na década de 60-70 com 6% e chegamos onde estamos. Um dinheiro que vem fácil para o prefeito e mal gasto, não tem regra. Nunca deveria ser para pagar funcionário, mas usam para isto.
    O Fundeb, ensino básico, é outro, sem regras claras os prefeitos montam comitivas com secretários e amigos para viajar e participar de seminários internacionais de educação e depois dão uma esticadinha. Isto é investir em educação.
    Fora isto os deputados federais do norte e nordeste valem mais de 10 vezes em votos dos que os nossos, devido ao limite mínimo e máximo por estado e pelo coeficiente eleitoral. Em voto distrital puro o sul – sudeste teria maioria absoluta na câmara removendo estas distorções.

  114. Eu fico admirado, como existe paulista revoltado com o Rio de Janeiro.
    Morei em São Paulo, durante 8 anos e voltei para o Rio de Janeiro.
    Em São Paulo, você não vê um carioca, trabalhando, vivendo, morando, pedindo emprego.
    Somente eu, funcionário estatutário , de uma autarquia federal.
    Agora, no Rio de Janeiro , existem muitos paulistas afim das cariocas, curtindo o turismo frequentemente, trabalhando ( Não que o paulista venha por causa do trabalho e sim pela qualidade de vida ), outros trabalhando devido as filiais de suas empresas.

    Aí eu não sei que ódio é esse. O RJ é cercado de favelas , o carioca é favelado, mais inumeras favelas em São Paulo pegando fogo, morrendo gente em Diadema, capão redondo, pirituba e etc…, a maior facção criminosa do país é de SP.

    Um preconceito bobo que tem que terminar.
    É gente do Sul querendo se dissipar do país, gente do nordeste sendo esculaxada por paulistas, mineiro sendo humilhado pelo sotaque.

    E o carioca é a unica comunidade que não discrimina ninguém. E nem deve e nem você devem fazer isso.

    Nos EUA, Inglaterra, nos outros países o povo é unido. Enquanto não tirarmos essa indiferença infantil, nosso país não cresce e fica na mão desses corruptores, bandidos, marginais políticos. E garanto que é meia duzia de paulistanos bobos, porque nas manifestações, cariocas e paulistas estavam juntos puxando o carro. Agora no ROLEZINHO, cariocas e paulistas novamente juntos.

    Tem que parar com essa palhaçada e ver que o RJ e SP, pagam muitos impostos que não voltam pra população. Não adianta ficar com sua bunda gorda na cadeira, no sofá e ficar criticando. Faça algo e cale-se.

    O RJ, tem inúmeras favelas devido a migração nordestina acelerada , devido ao seu relevo todo de morros e não ter espaço físico plano, devido ser a capital do Brasil.

    Então, parem com essa palhaçada e infantilidade de ficar dizendo de SP e RJ, porque MOREIRA FRANCO continua na POLITICA, JUNTO DE JOSÉ SARNEY e vocês estão preocupados com cidade pequena, grande, favela e pobreza.

    Pronto !

  115. E outra !
    Sou carioca, funcionário publico federal , moro na Gloria e posso morar em São Paulo a hora que eu quiser novamente.
    O paulista ou paulistano vem na minha casa e é bem tratado e sempre será.
    Não existe preconceito bobo, da parte dos cariocas.

    E se fica com essa bobeirinha que paulista trabalha mais, segue uma pauta do ultimo senso feito, pela FOLHA DE SÃO PAULO::::

    Veja: www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u104694.shtml

    e se fala que somos natureza, estão enganados.
    Somos o estado mais poluido.

    Veja: veja.abril.com.br/noticia/ciencia/ar-do-rio-de-janeiro-e-mais-poluido-que-o-de-cubatao-e-sao-paulo-afirma-organizacao-mundial-de-saude

    Não estou inventando não. Esta escrito.
    Se liberte desse preconceito bobo.
    Somos pagadores de impostos até a morte.
    O politico adora essas brigas, essa desunião da população na hora do voto.
    PSDB, PT, PFL , DEM , PMDB, são tudo oligarquias do mal.

    O paulistano fala mal do Lula, critica o bolsa familia, mais seu prefeito é do PT, sua ex prefeita era do PT. Vai entender isso.

    Povo desunido. Prefeito PT, governador PSDB. A desunião é aí.

  116. Eu sou paulista e não consigo entender o porquê ainda não tentamos de novo o que foi tentato em 32. Não há sentido nenhum em continuar fazendo parte do Brasil.

  117. A questão não é identificar quem “sustenta” o país, a independência de alguns estados tambem não seria a solução, isso é pensamento de gente que só olha para o próprio umbigo, problema maior do nosso país.
    O ponto a ser discutido é a melhor utilização desses valores arrecadados, o povo paga imposto sim, e muito, mas se o retorno fosse na mesma proporção a situação seria diferente, obviamente que uma região sempre irá se sobressair sobre a outra, mas infelizmente são as desigualdades de um país tão grande, o problema é pensarmos de forma individualista.

  118. Emmanuel Carvalho

    Claro que é um absurdo a quantidade de impostos arrecadados em SP e no RJ . Porém a independência de estados só traria mais problemas, uma vez que seria ainda mais tributada a circulação de mercadorias entre diferentes regiões.

  119. Nossa esse pessoal precisa de aula de História, certas regiões como Centro-Oeste mantiveram e por muito tempo o Império de Portuga e do Brasil seja por meios extrativistas como por minérios preciosos hj o Centro-Oeste contribui com A balança comercial de exportação e não deixa o Brasi ir ao vermelho e tem gente que fala abobrinha…

  120. A metodologia é boa, porém está esquecendo por que historicamente o Sul é desenvolvido e o Norte não. Se lembrarmos como era na época do império, a estratégia era desenvolver o núcleo (que era o Sul) e naturalmente “o resto do Brasil se desenvolveria”. Enquanto isso as demais capitanias estavam lá abandonadas pelo Estado maior defendendo fronteiras. O tempo passou e tivemos a República da Espada onde a estratégia era a mesma e assim o governo militar. Já na década de 60, Delfin Netto, economista formado na USP, triplicou nossa dívida para desenvolver apenas o Sul e alegava

    “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo" (Ato Institucional 5)

    A mesma estratégia do tempo do império e que não deu certo. Recentemente um dos componentes da equipe econômica do PSDB falou ao Globo News

    “Nossa estratégia é engordar o núcleo e fazer o Brasil florescer”.

    Então, o Norte do Brasil permaneceu “se virando”, já virou bolsão de pobreza baseado nessa lógica e finalmente está recebendo algumas migalhas. Não estou defendendo PT nem ofendendo PSDB mas nos séculos que essa política aconteceu, o tal bolo parece que não cresceu, acho que é melhor mudar de estratégia.

    Em tempo, a única medida que pareceu similar a “dividir o tal bolo” foi a Zona Franca de Manaus. O reflexo está aí. Então vamos, é justo o pensamento? Se o Sul cresceu, não foi por superioridade racial, não foi por condições da terra, não foi pelo clima, foi por conta de uma política desenvolvimentista que provou-se equivocada.

    Repito Não estou defendendo PT nem ofendendo PSDB ou a Esquerda ou a Direita, só estou pedindo pra revisitar a história e tentar entender os motivos do que acontece, lembrando que o Estado brasileiro fez questão de que cada estado da federação estivesse junto, independente de ter um mínimo de atenção com cada um deles, independente de dar crédito, independente de dar uma parte justa, independente de levar o Estado às regiões mais remotas, independente de fazer o Banco do Brasil funcionar decentemente (que até os anos 90, não parecia funcionar lá por cima).

  121. Rodnei Cardozo Moreira

    Sou amazonense e morei durante 12 anos em Manaus, posso falar algo a respeito.

    A Zona Franca não é nada mais que um perfeito exemplo onde menos de impostos geram mais arrecadação e desenvolvimento.
    Manaus é uma cidade enorme (quase 2 milhões de habitantes, não tem nenhuma cidade satélite) isolada no meio da mata, onde seus únicos acessos são por rio, avião e por uma estrada que leva até a Venezuela e o Caribe (a BR-319, que liga à Porto Velho e ao restante do país, é intransitável).
    Vis a vis, não faria sentido pra quase nenhuma empresa se instalar lá, existem inúmeras cidades no país com infraestrutura e logística muito melhor.
    Mas a simples isenção de alguns impostos (de importação e exportação), 10 anos sem cobrança de IPTU e um desconto no ICMS conseguiram atrair várias empresas, e fazer a capital falida do período da borracha se transformar numa metrópole rica (e quente!).

    Qual é o meu ponto então?
    Ao invés de criticar Manaus e tentar tirar dela seus “benefícios” (a velha história de São Paulo querer as indústrias de lá), não seria melhor estender às outras capitais ou a todo Brasil as mesmas isenções? Não é este o ponto do Mises, menos impostos?

    Mas é claro que nenhum político fará isso, pois no início (o que se vê) a arrecadação diminuiria e ele teria que cortar algumas tetas, o que é bem impopular, e o crescimento da arrecadação e o desenvolvimento se dariam bem depois (o que não se vê), quando ele já tivesse saído do governo.
    Bem democrático.

  122. Erandur of Dawnstar

    Fica claro que o melhor programa social possível, e criar uma “Zona Franca” em cada estado NO MÍNIMO.
    É coincidência que o unico estado do norte que sai no preju é justamente o AMAZONAS? Por que não estou surpreso?

  123. Alerto aos leitores e ao autor do artigo que esta conta está INCOMPLETA, pois não foram contabilizados os GASTOS DIRETOS DO GOVERNO. Infelizmente o Portal da transparência não oferece esta informação por Estado/DF. Não procurei no sítio da STN. Caso não tenha, basta uma consulta no e-SIC, que é o Serviço de Informação ao Cidadão.

    De qualquer forma, o resultado final deve manter o caráter redistributivo, conforme previsto na Constituição.

  124. Que beleza… Agora além de partilhar os impostos federais, também será o ICMS.

    Câmara aprova em 1º turno projeto que muda ICMS de comércio na web.
    Por se tratar de proposta que modifica a Constituição, o texto ainda terá de ser votado em segundo turno na Câmara e depois em mais dois turnos no Senado.
    Pela proposta, o ICMS do comércio eletrônico, nas compras feitas por internet ou telefone, passa a ser dividido, de forma gradual, entre os estados de origem das mercadorias e os estados que as recebem.

  125. Aberração pura!!! E nos enfiam goela a baixo 3 senadores por micro estado com força igual aos estados pagadores das distorções e roubalheiras. Vejam Maranhão vergonha, estado mais pobre do Brasil e Alagoas…Mandam roubam e nada acontece. BASTA!!!

  126. Sou a favor, só porque não acredito mais no Brasil, a forma como o Brasil é governado e as leis que só mudam para pior, só vejo certos grupos querendo levar vantagens através da politicagem, pois os políticos aprovam qualquer coisa para não fazer o que realmente é importante para toda a população, fora que os estados do Norte e Nordeste tem muito mais Senadores e de uns anos para cá estes Estados estão sendo privilegiados, resumindo não vejo outra solução.

  127. EDUARDO ANTONIO SANTOS SOARES

    O “país” São Paulo seria mais pobre do que o estado de São Paulo

    Uma discussão boba que surge de vez em quando é aquela sobre a ridícula idéia separatista de alguns estados Brasileiros, entre eles, São Paulo. Trata-se de uma visão estapafúrdia de alguns saudosistas da República Velha e da Revolução de 32.

    Tais saudosistas acreditam que São Paulo independente seria um país mais rico que o resto do Brasil. Segundo eles, o dinheiro está aqui (São Paulo) e, por conta do governo nacional, é dividido com os demais estados, empobrecendo os paulistas. Nada mais falso.

    Apenas para fazer um exercício histórico, voltemos à Revolução de 32. Ainda que não fosse um evento separatista, imaginemos que seu resultado fosse a separação de São Paulo. Na época, a industrialização deste estado era insipiente e não sustentável. Além disso, as elites paulistas eram compostas por latifundiários exportadoras de café que tinham uma visão econômica antiindustrialista, uma vez que eram totalmente contrários às medidas protecionistas que Vargas aplicou e resultou no desenvolvimento da indústria Brasileira (localizada em São Paulo). Se o Estado de São Paulo se tornasse independente em 1932, seguiria uma política econômica e social igual a da República Velha e resultaria em um país parecido com o Uruguai.

    Quando se fala que em São Paulo "está a grana", é importante lembrar de onde veio tal grana. O parque industrial paulista vende para todo o mercado consumidor Brasileiro, uma vez que, por fazer parte do mesmo país, seus produtos não sofrem taxas alfandegárias. Sem tal mercado consumidor (Brasil), a industria paulista seria infinitamente menor, uma vez que só buscaria atender ao mercado interno. Apenas com o aquecimento gerado pelo mercado interno nacional (de todo o Brasil) é que a industria consegue força suficiente para exportar. Sem o mercado Brasileiro, São Paulo não teria força.

    Além disso, é importante lembrar que as indústrias que aqui estão não são exatamente daqui. Quando uma montadora automobilística estrangeira se instala em São Paulo, ela não visa vender para os paulistas, mas vender para o Brasil. Se São Paulo não fizesse parte do Brasil, existiriam taxas alfandegárias para a exportação de bens paulistas para o Brasil, ou seja, as montadoras optariam por se instalar em outros estados Brasileiros.

    Isso tudo sem se falar nas facilidades que São Paulo tem, como estado-membro do Brasil, para os produtos de matéria prima de outros estados. Produtos agrícolas, gado, minérios e demais produtos primários usados pela industria paulistas seriam vendidos prioritariamente para o resto da industria Brasileira, ou seja, o "país" São Paulo teria de importar tais produtos com preços muito maiores do que hoje tem acesso.

    A visão de que São Paulo seria melhor sem o Brasil não é ancorada na realidade. Trata-se de uma visão saudosista de um tempo que sequer existiu.

  128. Boa tarde, fiquei com uma dúvida, se o DF paga 50.454.719.368,50 e recebe do governo federal 7.356.318.744,45, ele paga 43.098.400.624,05 a mais do que recebe, gerando um saldo para o Estado e não um déficit, não é isso?

  129. Seria bom atualizar os dados desse artigo. Eu guardo ele nos favoritos, e adoro compartilhar de tempos em tempos, e aparecem muitas oportunidades em que ele serve pra embasar argumentações sobre esse assunto.

  130. Cada estado tinha que ser independente economicamente. Cada um com os seus problemas.. Mas não precisamos nos separar, podemos viver pacificamente. A saúde, moradia, segurança, educação é um caos total. A união repassa o dinheiro para os estados e não procuram fiscalizar para ver o que estão fazendo com o dinheiro. Agora que a coisa esta feia mandaram a CGU ir atrás da grana. Todos os estados poderiam repassar apenas 5% para a União. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul pagaria tudo que ¨deve” a União, e a União com esse dinheiro ajudaria esses estados com políticos acomodados e sanguessugas a terem suas autonomias econômicas, por um período de 10 anos, ate se adequarem a realidade, ou arrecadam, ou geram empregos, ou vão ficar sem nada. Não entendo também para que tanto vereadores e prefeitos, tem cidades que são apenas cabides de empregos para político, não tem autonomia nenhuma economicamente, não arrecadam nada e gastam horrores. Esse cargo de prefeito deveria ser apenas para cidade com mais 200 mil habitantes. Poderia ser dividido por microrregiões o cargo de prefeito. E cada cidade ter apenas cargos administrativos, com tetos máximos estabelecidos. Tem microrregiões brasileira que se você juntar 30 cidades, não dão 100 mil habitantes. Depois que ajustar tudo isso os estados poderiam ser mais divididos. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul por exemplo cada um poderia ser dividido em 3 estados. Essa é minha opinião, precisamos de mudança isso é fato. Cada região do Brasil tem a sua riqueza, todos temos terras férteis, o nordeste com o seu sol incansável, que poderia ser um grande produtor mundial de energia limpa e assim gerar muita riqueza e por ai vai. O Brasil é abençoado, precisamos querer uma mudança drástica, mas que no futuro será uma melhoria imensa para todos.

  131. Vocês sabem que ele está falando da distribuição dos impostos federais que representam 68% do total né? ou seja, em qualquer estado, 32% ficam com o estado e município diretamente e essa conta ai é para os projetos que a união faz em cada estado. dO Orçamento da união, 50% não vai para estado nenhum, vai para pagamento de dívida pública, interna e externa, que nunca decresce, mistério ne?. Para acabar com essas injustiças do apcto federativo não precisa declarar independência que seria custosa e com guerra, basta refazer o pacto federativo que tudo fica certo. Cada estado tem representantes no poder legislativo capaz de apresentar tal projeto, são os senadores e deputados federais. Mas ninguém nunca apresentou isso né? o que demonstra que os políticos dos estados prejudicados são tão corruptos e incompetentes como o resto do Brasil, e em eventual separação criarão países igualmente merda, só que desta vez desvinculados do Brasil. Vamos ser coerentes, REFAÇAM O PACTO FEDERATIVO! para algo semelhante ao que ocorre nos EUA, Canadá ou Austrália, balcanizar o país não é a solução.

  132. Urge o tempo de dar uma atualizada ou um novo artigo sobre o quanto cada unidade da federação arrecadou para os cofres federais e o quanto recebeu de repasse.

  133. Denis Augusto Liossi

    Pessoal, esperar uma alteração da constituição para podermos nos separar é o mesmo que um sequestrado pedir autorização ao dono do cativeiro para fugir….

    A independência é uma decisão unilateral que deve contar com os princípios de auto-determinação dos povos com suporte de nações estrangeiras para acontecer, a meu ver.

    Isso parece bem ingênuo também, mas esperar que os burocratas da quadrilha federal mudem as leis é ainda pior.

  134. O que o autor deste artigo sugere nese site libertário? Que os impostos fiquem nas mãos dos governantes do estado A ou B? Além de crer fielmente nas estatísticas do governo brasileiro, o que é muita ingenuidade.

    Não seria melhor propor uma solução libertária para esse problema?

  135. Na verdade, tudo que é pago para o funcionalismo público federal retorna também para os estados, com a vantagem de que não se perde na burocracia das administrações estaduais e municipais. O salário de um militar do exército aqui do Mato Grosso é dinheiro retornando também. Obviamente que existem distorções, mas não são estas que foram demonstradas pelo estudo. Podem ser muito maiores, inclusive.

  136. Este estudo merecia uma atualização com os dados atuais. Deveria ser colocado para população dos estados “quebrados” que não tem dinheiro nem para pagar a folha.

  137. Rafael Dias de Lima

    Ola amigos ! Brasileiros!

    Li este artigo e muitos comentarios.

    Ja pensei em separacao e analisando nossa historia descobri que o Brasil sem uma parte mesmo que pequena como sergipe perderia muito!!! Somos um povo novo temos 500 anos apenas nao podemos cometer erros como o da europa que com o tempo foi separando e hoje luta para unissem e fortificar a regiao dividida.

    e tem mais a injustica nao esta os valores absoluto e sim na divisao por pessoa. Fui ao portal da transparencia e constatei este numero cresceram mais as proporções continuam. Mais fui alem pesquise qual era a populacao do estado e este calculo e muito injusto, a muitos anos temos estados recebendo mais de 700 reias por habitante e o estado nao tem escolas boas, nao tem hospitais e a seguranca e horrivel esta e a injustica.

    Temos governantes que nao estao nem ai para nos e a solucao nao e a separacao e para quem vai defender um ou outro lembremos que ele sao bem pagos para fazer o trabalho entao um bom trabalho honesto e a obrigacao deles. e nao um favor!!!

  138. Bom dia…Alguem leu a Historia do Brasil?????durante os anos 1825 a 1880 o Brasil era um país nação……Ou seja ,ou recursos deviam ser distribuidos proporcionalmente(surface e população) aos estados……mas com a republica os recursos foram concentrados no sudeste e sul,+/- 20% do territorio (Os golpistas eram dessa região) Os militantes do nordeste foram assassinados ……(canudos, revolução do equador….)..Então as pessoas foram forçadas de partirem para essa região, hoje com uma superpopulação gerando problemas sociais…..As grandes capitais estão com uma população muito grande enquanto o resto do país é quase vazio….

  139. Eu já pensei na ideia de separar o sul e sudeste do Nordeste.Será que seria bom milhões de nordestinos trazendo seus bens para sua terra e seus parentesto,o que seria dos sulista?viraria um país pobre e primitivo.Saindo todo esse povo e de volta pra sua terra,imgine o tanto de bilhôes não iria trazer e deixar os estados pobres e vazios.UMMMMMMMMMMM que misérias seria esses estados,teriam que partir para Africa atrás de escravos ou venezuelanos e refugiados de guerra e outros.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  140. Não devemos discutir números. Eles estão aí. Na minha opinião, bastaria garantir que 25% do que foi produzido ficasse no Estado produtor, e 25% na cidade que produziu. O governo federal deveria ter acesso apenas a metade para fazer o que faz.

  141. Sao paulo é o maior pagador de impostos ao gov federal , mas no entanto quanto as vagas em universidades federias por habitantes ficamos lá embaixo : Minas Gerais possue 11 univ federais Sao paulo só 3 o que dá por habitante o seguinte:

    Habitantes para cada vaga : Minas Gerais 99 , Alagoas 116, Pará 134, Paraná 152 , Rio de Janeiro 153 , Sta Catarina

    157, Rio Grande do Sul 158, Pernambuco 216, Bahia 354 e agora acreditem São Paulo 766 ou seja o paulista cujo estado

    mais contribue precisa disputar uma vaga entre 766 . São Paulo recebe de volta do gov Federal 10% dos impostos que

    envia ao gov federa , enquanto outros estados principalmente do norte e nordeste recebem até 800%.

    l

  142. Pra quem acha que uma separação de SP seria algo bom, precisa lembrar que em governos anteriores o estado recebeu uma centralização industrial e econômica, ou seja, fizeram cagada! Resumindo, hoje SP é o maior exportador interno nacional, sendo assim, a maioria de sua produção é exportada e depende da compra e do consumo dos outros estados, tbm vale para as importações de produtos nacionais primarios sem taxas alfandegárias, e todo investimento em bolsas de valores no Brasil fica em SP dessa forma, com uma separação não teriam pra quem vender seus produtos, teria que importar produtos primários do exterior pagando bem mais caro, o que aumentaria muito os custos de produção, com isso perderia parcerias comerciais com outros países, com descentralização da Bolsa de Valores perderia grandes parte de seus investimentos, o PIB cairia exponencialmente, e a gigatesca facção local faria a festa no estado, viraria um novo Rio de Janeiro

  143. 5 minutos de IRA!!!

    desde que se descentralize o poder (ou se acabe com ele) e os recursos, é bom que estejamos juntos, pois são fronteiras a menos para se barrar o comércio.

    Se alguém se diz liberal e gosta de fronteiras, me desculpe, mas há algo errado.

    Um governo mundial único, descentralizado e liberal seria muito melhor que muitas nações xenófobas, umas liberais e outras socialistas, como vemos hoje. Por isso, não sou totalmente contra o globalismo, sou apenas contra a tendência socialista e totalitária dos que o pregam.

  144. São Paulo é meu país

    Eu defendo a secessão para todos os estados do Brasil. Todos serão beneficiados.

    Qualquer estado que se separar do Brasil terá maior autonomia, mais liberdade econônomica, além dos benefícios culturais e muitos outros.

    Se tornar um separatista é também um exercício de conhecer mais sobre a cultura do seu verdadeiro país.

    Recomendo a todos que procurem os movimentos separatistas do lugar onde vivem para aprender mais.

  145. Olha Júnior Bello você deu uma demonstração de que não conhece a história da imigração italiana e alemã no sul. Sou gaúcha e descendo de imigrantes italianos, alemães, etc, como a maioria da população gaúcha e não foi toda subsidiada, não diga asneiras, nossos antepassados sofreram muito aqui, o governo imperial deu alguns hectares de terra no meio do mato, um machado, uma enxada, algumas sementes e disse: Se virem. Largou os imigrantes à própria sorte, umas sacas de farinha e o básico do básico. Eles passaram fome, frio, sem médicos, sem remédios e muitas italianas vieram grávidas para cá. Minha tataravó veio da Itália viúva com 4 filhos menores, meu bisavô, o mais velho, com dezessete anos. Eles trabalharam muito para sobreviver e formaram um grande estado, temos orgulho e respeitamos muito nossos antepassados, somos briguentos, sim, pois tivemos que sobreviver e lutar contra os castelhanos que queriam invadir nossas terras. Esta luta formou a identidade de nosso povo. Se fazemos parte do Brasil, ótimo, se formarmos um novo país, ótimo também, continuaremos sim, sempre sendo o Rio Grande do Sul lutador e indivisível.

  146. O mais “estranho ” é que estados que recebem muito dindim são os mais carentes.
    “Será”que o dinheiro é aplicado no estado como deveria?
    E o povo briga por políticos
    O sistema está satisfeito com o Brasil dividido.Conseguiram

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