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Para o progresso, precisamos de mais desigualdade, e não de menos
É a desigualdade que tira as pessoas da pobreza, e aumenta o padrão de vida de todos

Somos bombardeados regularmente por narrativas divulgando os efeitos devastadores da desigualdade de renda nas sociedades capitalistas.

Para muitos, a desigualdade é a história econômica marcante do século XX, e é algo que deve ser evitado a todo custo. Mas a desigualdade só é problemática quando é oriunda de políticas corruptas que concedem favores a grupos privilegiados ligados ao estado

Já a desigualdade impulsionada pelo mercado é a fonte do progresso irrestrito.

Ao avaliar a qualidade das ideias, o livre mercado recompensa aqueles indivíduos talentosos e perspicazes que sabem responder às demandas dos consumidores. Ao contrário dos privilégios criados pelo governo, o livre mercado é um observador imparcial do valor. Quem sabe criar valor para os consumidores é recompensado financeiramente. Quem não sabe não enriquece — e, ainda assim, consegue viver bem.

Não é necessário ter conexões políticas para que os participantes sejam bem-sucedidos no live mercado; apenas uma grande disposição de empregar seus talentos para bem servir aos consumidores trará sucesso.

Mas como algumas pessoas são mais talentosas do que outras, os mercados livres invariavelmente produzirão desigualdade de renda. É inevitável. 

No entanto, a maior probabilidade é que essas desigualdades gerem resultados positivos devido à capacidade dos indivíduos mais talentosos de melhorar o padrão de vida das pessoas comuns. É fato que a maioria das pessoas não tem a capacidade de revolucionar a sociedade; mas, felizmente para as pessoas comuns, as atividades dos indivíduos talentosos desencadeiam mudanças econômicas e tecnológicas que impulsionam o crescimento e criam oportunidades para as pessoas comuns ascenderem aos círculos da elite.

A Amazon fez de Jeff Bezos um homem bilionário, mas a entidade também transformou milhares de pequenas empresas em empreendimentos lucrativos ao fornecer a elas um lugar para comercializarem seus produtos para todo o mundo. 

Com efeito, por meio de sua loja, a empresa fez quarenta mil milionários. O efeito cascata da Amazon é tão significativo que tornou amplamente bem-sucedidos até os clientes de suas afiliadas, como aponta este artigo da Forbes sobre Rasmus e Christian Mikkelsen:

Rasmus e Christian Mikkelsen são irmãos gêmeos que rapidamente se tornaram pioneiros na área de publicação de livros e audiolivros na Amazon, tendo lançado coletivamente mais de 150 livros. 

O crescimento da indústria motivou os gêmeos a fundarem a PublishingLife.com, uma empresa de educação online que ajuda pessoas comuns a escaparem de sua rotina convencional de trabalho. Utilizando o modelo de publicação de livros destes gêmeos, centenas de pessoas conseguiram alcançar resultados que mudaram suas vidas. Até o momento, seus alunos obtiveram um total combinado de US$20 milhões em ganhos verificados.

Sem a desigualdade de talentos, super-empresas como Amazon e Google não existiriam, e haveria menos oportunidades para pessoas comuns criarem riqueza. A desigualdade é benéfica para a sociedade, pois, se fôssemos todos iguais, o mundo seria notavelmente medíocre. 

Culturalmente, este mundo seria desprovido de maravilhas artísticas e literárias, pois as pessoas seriam incapazes de atingir o nível de William Shakespeare ou Pablo Picasso.

Nossa compreensão da ciência seria igualmente distorcida na ausência de mentes como Galileu Galiei, Isaac Newton e Albert Einstein. Infelizmente, a vida neste reino de mediocridade seria sórdida, brutal e curta. Morrer de doenças seria comum, considerando que a sociedade careceria de pessoas com a curiosidade e o talento de homens como Louis Pasteur e Alexander Fleming, que revolucionaram nossa abordagem no tratamento de doenças.

Ainda mais assombroso é que a ausência de pessoas extraordinárias deixaria de desencadear em terceiros a "inveja benigna", a ambição que geralmente motiva as pessoas a querer melhorar suas circunstâncias para se aproximar do padrão de vida dos mais bem-sucedidos. E, em uma economia de livre mercado, elas só podem fazer isso ofertando bens e serviços de qualidade para pessoas que voluntariamente querem comprá-los. 

Sem desigualdade, não pode haver progresso, pois sua ausência sugere que todos somos igualmente talentosos. E, se este for o caso, então a criatividade necessária para o avanço da sociedade não tem como surgir. Se todos são iguais, não há aquele indivíduo diferente que irá se arriscar para implantar uma nova ideia que transforme o mundo.

Jamais nos esqueçamos de que quando todos os homens são igualmente competentes, nenhum homem pode ser excelente. Como tal, uma sociedade verdadeiramente igualitária é aquela em que todos somos igualmente medíocres e vivemos uma vida abaixo do potencial da humanidade.


autor

Lipton Matthews
é pesquisador, analista de negócios e colaborador do Mises Institute, do The Federalist e do Jamaica Gleaner.

  • Luiz  20/07/2022 17:57
    O problema da tal desigualdade é a que período relacionamos ela, se formos parar pra analisarmos, veremos que há sim uma desigualdade história, onde o rico ocupava os grandes centros e o pobre vivia nas regiões periféricas. Porém, se formos olhar hoje, temos muitas oportunidades para mudarmos nossa condição, ainda que para uns seja mais fácil, nascer com uma família estabilizada e que nos dê condições é mais tranquilo, mas muita gente nas comunidades está crescendo e saindo da pobreza extrema, empreendendo, estudando e tendo uma melhora de vida. O que eu crítico fortemente é essa coisa de todos serem iguais, de termos aqui muitos beneficios gerados pelo estado, com certeza teriamos uma queda brusca na produção.
  • weslei ramos  30/08/2022 04:53
    o termo certo não deveria ser desiguadade, mas sim fraternidade, onde cada um com o seu dom e capacidade tanto financeira como intelectual, ajudasse o proximo a sair da ruina, um por todos e todos por um, para haver progresso e nescessario ser um pais onde reine a fraternidade, onde o mais forte levanta o mais fraco, para juntos todos algum dia sejamos fortes, instruindos na verdade e capaz de ter dignidade. aonde reina a caridade e reina a justiça e a misericordia e reina os valores de Deus, contra essas coisas nao ha porta fechada.
  • weslei ramos  30/08/2022 04:59
    Temos que trabalhar na area da educação, com responsabilidade e principios dignos, para que cada um saiba que tem o seu papel para que essa ingrenagem, chamada humanidade, nao colapse!
  • Thomas  20/07/2022 18:29
    Eu poderia concordar com você, mas aí seríamos dois falando merda.
  • Humberto  20/07/2022 19:03
    Sim. Se ele concordasse com você, aí realmente os dois estariam no esterco.
  • Turbano  20/07/2022 19:16
    O digníssimo Thomás acredita que todos os indivíduos são dotados da mesmíssima capacidade, da mesma inteligência, das mesmas habilidades e do mesmo berço. Sendo assim, segundo ele, se há alguns que prosperam e outros que fracassam, então obviamente é porque houve alguma severa injustiça, e políticos — esses seres probos, ínclitos e de reputação ilibada — devem ser chamados para corrigir o problema, esbulhando os bem-sucedidos e repassando aos mal sucedidos.
  • Theodore  20/07/2022 19:23
    as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

    Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI.

    Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

    As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

    No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Desnecessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.
  • João   20/07/2022 22:54
    À medida que a desigualdade aumenta, a diferença de padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Óbvio: inovadores enriquecem em virtude da comercialização daquilo que ou não existia ou era um luxo no passado e agora foi massificado. E os inovadores de hoje servem às necessidades de um número muito maior de pessoas do que os do passado. Logo, acumulam muito mais riqueza.

    Todos nós deveríamos querer viver em um mundo repleto de empreendedores visionários e inovadores, que enriqueçam bastante em decorrências de seus inventos que aumentam substantivamente nosso padrão de vida. Quanto mais eles enriquecerem e mais financeiramente desiguais forem em relação a nós, maior será o nosso padrão de vida e menor será a diferença de estilo de vida entre eles e nós.

    Por isso, para estimular a inovação e o crescimento, é necessário permitir que os inovadores e empreendedores bem-sucedidos mantenham a totalidade de sua renda, a qual a sociedade, voluntariamente, lhes outorgou.

    Punir o êxito com mais impostos logrará o objetivo contrário. Haverá menos inovações, menos crescimento econômico e, logo, salários mais baixos e mais pobreza.

    A genuína preocupação não tem de ser com a pobreza relativa, mas sim com a pobreza absoluta. E esta está sendo devidamente aniquilada pelo capitalismo e pela globalização.
  • Ricardo Lima Caratti  20/07/2022 20:19
    Acho que somente o conhecimento poderá nos libertar: Segundo Deaton, ganhador do prêmio Nobel de Economia,
    desigualdade não é sinônimo de injustiça. Entenda o porquê: Assim, como no livro "O Capital do Século 21", de Thomas Piketty, onde ele afirma na página página 90, que a desigualdade não é necessariamente um mal em si e que a questão central é decidir se ela se justifica e se há razões concretas para que ela exista; o ganhador do prêmio Nobel de economia de 2017, Deaton, afirma: o que devemos realmente investigar é quais tipos de desigualdades são justas e quais não são. Por fim, ele parece ser categórico em dizer que: "Desigualdade não é a mesma coisa que injustiça; a minha opinião é que essa última tem incitado tanto tumulto político no mundo mais próspero dos dias atuais.


    qz.com/1166356/nobel-prize-winning-economist-angus-deaton-thinks-were-asking-all-the-wrong-questions-about-inequality/
  • Caio  20/07/2022 18:56
    Excelente. Sucinto e direto ao ponto. É bom ver um artigo que aborda a desigualdade pelo ângulo correto, em vez de ficar naquela ladainha adorado por alguns liberais que adoram dizer que "embora os socialistas defendem a igualdade, é só o livre mercado que realmente promove a igualdade."

    O socialismo É sobre igualdade, uma igualdade miserável é imoral. Uma existência maçante e sem perspectivas na qual a pobreza é equalizada. Deixem para os socialistas a defesa da igualdade como objetivo moral supremo. Eles que arquem com os desastres que isso gera.
  • José Júlio   21/07/2022 02:00
    Socialistas preferem pessoas igualmente pobres do que desigualmente ricas. Pessoas pobres são fáceis de serem controladas. Socialistas utilizam a desigualdade como um espantalho para ofuscar seu desejo de controlar os outros.
  • José Mário Bergoc  21/07/2022 16:39
    O que incomoda é a enorme distância entre o rico e o pobre.
    Aqueles que trabalham nas fábricas, nas madrugadas e enfrentam todo tipo de insalubridade são os que contribuem com os gênios para produzir os produtos que vão melhorar a vida da sociedade.
    No entanto, devido aos baixíssimos salários recebidos nem sempre tem condição digna de sobrevivência, nem, tampouco, de criar algo novo. Já ouvi dizerem que: "Quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro". Muitas vezes, nem ganham o suficiente para oferecer uma boa educação aos seus descendentes para que tenham oportunidade de evoluir.
    Muitos (ou poucos) acumulam uma riqueza tamanha que nem sabem o que fazer com tudo aquilo, criando, inclusive, o conceito de capital improdutivo.
    Sou contra a pobreza.
    Concordo com os argumentos do texto, porém havemos de criar uma pobreza mais digna, especialmente com relação a moradia, educação, saúde e lazer.
  • Bernardo  21/07/2022 16:53
    Raciocínio errado. Você dá a entender que tais pessoas estariam em situação ainda melhor se não fosse essa rotina de trabalho. É como se seus patrões fossem um mero detalhe, uma mera inconveniência.

    Nada mais falso. Aliás, a realidade é oposta.

    Não fosse esses empreendedores fornecendo máquinas, equipamentos e demais bens de capital, tais pessoas nem sequer teriam empregos, muito menos renda.

    Esses trabalhadores só têm empregos, salários e renda por causa dos capitalistas e empreendedores. Não fossem por estes, aqueles estariam na miséria.

    Mais sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2723/a-ideia-de-que-no-capitalismo-os-trabalhadores-sao-explorados-atenta-contra-a-logica

    www.mises.org.br/article/3129/a-exploracao-dos-trabalhadores-e-um-mito--e-e-facil-de-entender-por-que

    www.mises.org.br/article/3031/eis-as-tres-principais-maneiras-como-os-capitalistas-melhoram-a-vida-dos-trabalhadores-

    www.mises.org.br/article/3328/o-erro-fatal-de-marx-e-smith-o-lucro-nao-e-deduzido-do-salario-o-salario-e-que-e-deduzido-do-lucro
  • Túlio   21/07/2022 16:57
    "O que incomoda é a enorme distância entre o rico e o pobre"

    Engraçado. Eu jurava que o que realmente incomodava era a pobreza e a falta de acesso a bens básicos.

    Mas descobri agora que o que realmente incomoda é o fato de Elon Musk ter foguetes e carros Tesla e eu (pobre) não ter nenhum dos dois.

    Aprende-se uma coisa nova a cada dia…
  • Lawrence  21/07/2022 17:00
    Diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche.

    Por exemplo, a riqueza de Jeff Bezos deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

    O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

    Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte a ela se aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.

    Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.

    Em outras palavras, a preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  21/07/2022 23:49
    "porém havemos de criar uma pobreza mais digna, especialmente com relação a moradia, educação, saúde e lazer."

    Creio eu, que por aqui ninguém seja contra isso. Ninguém aqui prega que os "pobres" devam ficar a míngua e perecer na pobreza. O que todos os dias tentam alertar aqui, é que não há soluções mágicas para diminuir a pobreza. Não adianta nada criar uma lei e tomar as contas bancárias de uma minoria de abastados que irá resolver isso (nem aqui nem em lugar algum). Dia sim, e outro também, a receita é passada aqui: para aumentar a riqueza é necessário que "pobres", "classe-média", "ricos" trabalhem mais e melhor, poupem, invistam, inventem novas tecnologias, empreendam, aumentem seus conhecimentos, zelem por uma moeda forte, mantenham um ambiente político e jurídico estável... Quase ninguém na imprensa mainstream toca nesses pontos, nem nas escolas, nem no congresso, nem nas esquinas por aí. Somente aqui, você verá esses assuntos serem abordados.
  • J. Lucas  20/07/2022 19:31
    Sim, se esquecermos o materialismo histórico que há na sociedade, realmente, indivíduos criativos e geniais fazem jus à um 'incentivo' pelas melhorias concedidas aos indivíduos médios. Justo? Com certeza.

    No entanto, levando em consideração todo o materialismo histórico, é no mínimo, factível afirmar que muitos desses gênios deixaram herdeiros péssimos e mecanismos eficazes de conservação desse capital represado.

    Apesar de a Folha e outros canais de comunicação não terem levado à sério a matéria, entendo que se trata de um artigo, sobretudo, idealista.
  • Hugo  20/07/2022 20:13
    " No entanto, levando em consideração todo o materialismo histórico, é no mínimo, factível afirmar que muitos desses gênios deixaram herdeiros péssimos e mecanismos eficazes de conservação desse capital represado."

    A frase, além de ser completamente contraditória (se o herdeiro é péssimo, simplesmente não há como o capital ser conservado), é empiricamente falsa.

    www.mises.org.br/article/1836/uma-licao-pratica-de-economia-real-o-que-houve-com-os-ricacos-da-decada-de-1980

    "Apesar de a Folha e outros canais de comunicação não terem levado à sério a matéria, entendo que se trata de um artigo, sobretudo, idealista."

    Qual o idealismo? Gentileza apontar.
  • J. Lucas  21/07/2022 17:52
    Hugo, de fato, o capital não pode ser conservado, apenas os meios de produtivos. Não diria contradição, apenas equívoco. No tocante ao segundo ponto, fica claro que no plano prático, os meios de produção ultrapassam gerações com pouco ou quase nenhuma troca de domínio familiar (leia-se burguesia). O idealismo que aponto é que o artigo despreza alguns fatores inerentes da construção socioeconômica mundial, por lógica, está no mundo das ideia, do ideal. Penso que desigualdade, em uma sociedade igualitária, praticamente deflacionária do ponto de vista econômico, lhe faria muito bem.
  • Hugo  21/07/2022 18:22
    "No tocante ao segundo ponto, fica claro que no plano prático, os meios de produção ultrapassam gerações com pouco ou quase nenhuma troca de domínio familiar (leia-se burguesia)"

    Errado de novo. É isso não é teoria; é empiria. Está tudo no link acima, mas você prefere ignorar porque não se adequa à sua narrativa, a qual é sagrada.

    Outra coisa, talvez ainda mais importante: ainda que as mesmas famílias mantivessem sua riqueza ao longo de gerações (o que, como dito, está longe de ser uma gera), qual seria exatamente o problema, uma vez que há liberdade de entrada neste nicho?

    Em outras palavras, qual seria exatamente o problema de os filhos, netos e bisnetos de Elon Musk herdarem as posses dele se você, seus filhos e netos também têm a chance de enriquecerem?

    É isso que eu genuinamente não entendo: essa obsessão com a riqueza alheia.

    Vocês deveriam estar preocupados com as pessoas que nem sequer têm acesso a saneamento básico, e não com o fato de Abílio Diniz ser várias vezes mais rico do que eu.

    Aliás, olha que curioso: a disparidade de renda entre Diniz e eu é maior do que entre mim e o mendigo da esquina. Mas, segundo você, o problema todo está na diferença entre mim e Diniz, e não no fato de o mendigo não ter o que comer ou onde dormir.

    Estupefaciente.
  • João Paulo dos Santos Nogueira  20/07/2022 20:36
    O problema da desigualdade está na própria palavra. Des é uma negação de igualdade, mas igualdade é uma negação também. Igual vem de ae qualis (não qual). Igualdade é a não qualidade. Cortando uma negação com a outra temos que desigualdade é equivalente a qualidade. Ao combater a desigualdade estaremos combatendo a qualidade.
    Uma coisa que é definida pela negação é um conceito vago. O que é uma não vaca? É tudo que não é vaca. Com duas negações a vagueza multiplica-se.
  • Hanns  20/07/2022 22:51
    Sua argumentação foi bem hoppeana. Muito bom.
  • João Paulo dos Santos Nogueira  21/07/2022 16:29
    O uso da palavra desigualdade na língua inglesa acentua-se a partir dos anos 60 e depois aumenta sempre

    books.google.com/ngrams/graph?content=inequality&year_start=1800&year_end=2019&corpus=26&smoothing=3&direct_url=t1%3B%2Cinequality%3B%2Cc0
  • João Paulo dos Santos Nogueira  21/07/2022 21:11
    O uso da palavra desigualdade na língua inglesa acentua-se a partir dos anos 60 e depois aumenta sempre

    books.google.com/ngrams/graph?content=inequality&year_start=1800&year_end=2019&corpus=26&smoothing=3&direct_url=t1%3B%2Cinequality%3B%2Cc0
  • Ex-microempresario  21/07/2022 20:57
    Peço encarecidamente uma fonte para essa tradução.

    Até onde sei, aequalis é uma palavra só e essa partícula "ae" não tem nada a ver com negação.
  • Imperion  21/07/2022 01:45
    A igualdade é injusta. Os países mais pobres são os que mais têm igualdade. Todo mundo igualado, pagando os benefícios dos poderosos. O poderoso político sabe que, ao nivelar toda população, ele pode ser o único a ter poder e mandar.
  • Richard Godoy  21/07/2022 04:47
    Definição de Liberal: ser consumidor de Danoninho e leite com pera que é pago por PLUTOCRATAS para jogar purpurina em merda.
  • Salomão  21/07/2022 12:52
    Até que não discordo. Liberal (social-democrata) é bem lixo mesmo.

    Agora dê aí as definições de libertário, conservador e esquerdista.
  • Jos  21/07/2022 14:16
    A maciça desigualdade dos últimos 25 anos ao se deveu exclusivamente aos Bancos Centrais. Eles aboliram completamente o fator "prejuízos" por meio da impressão monetária.
    O

    Mas há uma solução muito simples para essa desigualdade: deixe os poderosos quebrarem.
  • Ex-microempresario  21/07/2022 17:30
    Alguém disse lá em cima: "havemos de criar uma pobreza mais digna, especialmente com relação a moradia, educação, saúde e lazer. "

    O problema é que para os seus defensores, a "igualdade" é um alvo móvel. Fingem que querem apenas "o mínimo necessário", aprenderam a usar o termo "dignidade", que pode significar qualquer coisa, mas na verdade estão sempre exigindo que os mais ricos sejam espoliados porque eles têm algo que o pobre não tem.

    Meu avô nasceu há exatos cem anos. O pai dele (meu bisavô) era um dos homens mais ricos da cidade, dono de uma indústria. Ele não tinha luz elétrica, nem água encanada, nem fogão a gás, nem chuveiro, e fazia suas necessidades numa casinha de madeira no fundo do quintal, usando um sabugo de milho para limpar depois. Nunca ouviu o termo "papel higiênico".

    O pobre que mora na favela da grande cidade tem tv LCD, forno de microondas, ar condicionado (geralmente com energia grátis via "gato") e smartphone com acesso à internet. Mas o inteligentinho guerreiro da justiça social acha intolerável que esse smartphone seja LG ou Motorola enquanto o rico tem iPhone.
  • Pobre Mineiro  22/07/2022 08:26
    ... Ele não tinha luz elétrica, nem água encanada, nem fogão a gás, nem chuveiro, e fazia suas necessidades numa casinha de madeira no fundo do quintal, usando um sabugo de milho para limpar depois. Nunca ouviu o termo "papel higiênico".

    A única coisa que prestava e ainda presta daquele tempo, é o fogão à lenha.
    É claro que um fogão à lenha não é nem um pouco prático, por isso foi sendo abandonado.

    Na casa dos meus pais, no interior de MG, tem um fogão à lenha e forno.
    Haja paciência cozinhar nele, pois a chama amarela é bem mais fria do que a azul do fogão à gás, logo os alimentos vão cozinhando bem mais devagar, mas o resultado final é bem melhor...
    (Não estou nem citando o trabalho de acender o fogão, queimar um jornal dentro da chaminé para que esta comece a "puxar", evitando assim encher a cozinha de fumaça, etc...)
  • Revoltado  22/07/2022 12:54
    O pobre que mora na favela da grande cidade tem tv LCD, forno de microondas, ar condicionado (geralmente com energia grátis via "gato") e smartphone com acesso à internet. Mas o inteligentinho guerreiro da justiça social acha intolerável que esse smartphone seja LG ou Motorola enquanto o rico tem iPhone.

    ====O mesmo inteligentinho social (que por pertencer à classe-média) que foi espinafrado pela "alma mais honesta do Brasil" por ter duas TVs LCDs enormes em casa continua idolatrando-o, pois se tal frase tivesse vindo do atual presidente, estariam berrando até agora que "ele não quer que os pobres progridam", "que ele odeia pobre", etc.
  • Constatação  21/07/2022 17:50
    A Revolução Francesa deve ter sido o marco inicial dessa farsa chamada igualdade. E a escola se encarrega de decantá-la em verso e prosa, ao invés de mostrá-la do jeito como realmente foi. Nada que precise de guilhotina assassinando opositores deveria ser princípio de boa coisa.
  • STM  21/07/2022 22:28
    Sem dizer que a revolução foi um fracasso. Ela não entregou NADA do que prometeu.
  • John Wayne  22/07/2022 08:53
    A Revolução Francesa é uma grande farsa. Na verdade, foi uma Revolução Socialista, a primeira do mundo, com intenção de derrubar a Monarquia francesa, além da Igreja Católica.

    Ela foi organizada pela Maçonaria francesa e inglesa, que sempre desejou, pois tem valores socialistas, criar uma única sociedade. Por isso a expressão "esquerda", surgiu nessa revolução.

    Na Bastilha, não tinha "centenas" de presos políticos, mas apenas quatro presos e nenhum era preso político. Os revoltosos queriam tomar a Bastilha porque além de prisão, era também um paiol, arsenal, pois era comum na época as prisões serem ao mesmo tempo, um lugar com muitas armas e munições.

    Por isso os "revolucionários" matavam indiscriminadamente a todos que eles consideravam "perigosos", iguais fizeram os revolucionários socialistas no Século XX, na Rússia, China, Cuba, Camboja, etc.

    O lema: Liberdade, Fraternidade, Igualdade, é um termo maçônico, claro, fortemente socialista. Onde há liberdade, não pode existir igualdade, pois são antagônicos.

    Eu li sobre isso, mais detalhadamente, em dois sites franceses com vasta citação bibliográfica no final do texto. Infelizmente, eu perdi os sites após ter que reinstalar o OS em meu PC.

    Como sempre, o tal "povo", foi usado por uma elite revolucionária, elite "intelectual", para impor os seus desejos ditatoriais.

    Onde há "líderes" revolucionários, haverá fome, mortes e prisões arbitrárias. Isso nunca muda, infelizmente.
  • apropriado  21/07/2022 18:25
    Se fôssemos realmente todos iguais, como defendem os socialistas, viveríamos em uma sociedade parecida como a das formigas.
  • Revoltado  22/07/2022 12:58
    Nem essa sociedade duraria muito tempo, meu caro!

    Se amanhã eliminassem a encarnação do mal sobre a face da Terra, a saber, o homem cisgênero branco cristão conservador heterossexual, depois de amanhã no máximo s demais grupos competiriam para definir quem era o mais oprimido dentre eles, até se destruírem., isso se não fossem subjulgados por China, Rússia ou mesmo o Islã.

    Poucos se dão conta, mas a Esquerda tem um lado autofágico.
  • Luiz  22/07/2022 02:19
    Ficamos assim:
    Quem concorda com esse artigo se muda pra África, quem discorda se muda pra Europa.

    Qualquer pessoa minimamente inteligente não consegue levar a sério esse artículo

    pt.countryeconomy.com/demografia/indice-de-gini
  • Marcelo  22/07/2022 13:56
    Pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.

    Austrália, Coreia do Sul, Luxemburgo e Canadá são mais desiguais que Etiópia, Paquistão e Iraque.

    Suíça, França, Reinou Unido e Portugal são muito mais desiguais que todas as nações subdesenvolvidas supracitadas.

    Já o Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo.

    Logo, segundo os critérios estipulados pelo próprio Luiz, ele está de malas prontas para se mudar para o Afeganistão. Ou para a Etiópia. Ou para o Paquistão. Ou para o Iraque. Ou para Bangladesh. Ou para o Timor Leste.

    E, pelo mesmo motivo, ele tem passar longe de França, Suíça, Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul e EUA.

    É nisso que dá comentar baseando-se na emoção e com desprezo pela lógica.
  • Luiz  22/07/2022 20:19
    Marcelo trouxe as exceções que confirmam a regra.
    Ele teve que passar uma lupa e pinçar exceções pra tentar provar um ponto.

    Toda regra tem suas exceções mas uma pessoa minimamente escolada não vai na sua ladainha.

    Se você plotar um gráfico com índice de gini e IDH, você verá que as melhores nações em qualidade de vida são as menos desiguais.
    Portanto, na média uma nação estará melhor se for menos desigual.
    De novo, haverá um caso específico aqui e ali, no jargão dos estudiosos, os outliers sempre existirão. Porém quando analisado de forma sistêmica o resultado é claro como a luz do Sol: Menos desigualdade é melhor para um país

    Mas os soldados da desinformação querem desviar o foco. Mas tenho certeza que vem conseguindo enganar cada vez menos pessoas
  • Raimundo  23/07/2022 11:36
    Só faltou a você coragem moral e a honestidade intelectual de dizer que os países mais ricos e de menor desigualdade são TODOS etnicamente iguais.

    E os mais desiguais são TODOS fortemente miscigenados.

    Quanto mais misturado um povo é, étnica e culturalmente, mais desigual é esta nação.

    E quanto mais homogêneo é o povo, menor a desigualdade.

    Mas nenhum progressista tem a coragem de colocar as coisas nestes termos, pois aí o debate acaba.

    Qual a miscigenação dos países nórdicos? Qual a miscigenação dos EUA? Pois é…

    Aliás, se você esmiuçar, você encontra várias Dinamarcas dentro do Brasil. Das quinze cidades mais igualitárias do Brasil, doze são gaúchas de origem alemã.

    1. São José do Hortêncio (RS) 0,28
    2. Botuverá (SC) 0,28
    3. Alto Feliz (RS) 0,29
    4. São Vendelino (RS) 0,29
    5. Vale Real (RS) 0,29
    6. Santa Maria do Herval (RS) 0,30
    7. Tupandi (RS) 0,31
    8. Campestre da Serra (RS) 0,31
    9. Nova Pádua (RS) 0,32
    10. Córrego Fundo (MG) 0,32
    11. Santa Rosa de Lima (SC) 0,32
    12. Picada Café (RS) 0,32
    13. Presidente Lucena (RS) 0,32
    14. Vila Flores (RS) 0,32
    15. Morro Reuter (RS) 0,32

    A cidade com a renda mais distribuída do país, São José do Hortêncio, tem um índice de Gini de 0,28, abaixo dos 0,29 da Dinamarca. Não houve nessas cidades nenhuma política pública de redução de desigualdade, nenhum imposto sobre fortunas ou coisa parecida.O que explica a igualdade por lá é simplesmente a semelhança entre os cidadãos.

    A semelhança entre os moradores explica a igualdade escandinava. Assim como os dinamarqueses, quase todos ali têm a mesma origem cultural, o mesmo nível de educação. E muitos têm origem luterana, como os dinamarqueses, o que historicamente contribuiu para a igualdade.

    Portanto, se você procura igualdade, pense em locais onde a população é homogênea: cidades habitadas somente por sertanejos pobres ou somente por descendentes de alemães. Pessoas com a mesma origem e cultura. Caatiba, na Bahia, é tão igualitária quanto Portugal ou o Japão (Gini 0,39), pois Caatiba reúne só um tipo de moradores – famílias pobres de pequenos criadores de gado.

    Em contrapartida, para achar os locais com maior desigualdade de renda, é preciso mirar nas cidades em que grupos bem diferentes moram juntos. É o caso das capitais, que atraem tanto o João Paulo Diniz, herdeiro da rede de supermercados Pão de Açúcar, quanto o ex-boia-fria que sonha em ganhar mil reais por mês como jardineiro do João Paulo Diniz.

    Mesmo Florianópolis e Curitiba, as duas capitais mais igualitárias do Brasil, estão acima da média nacional de desigualdade.

    No entanto, por causa da classe média expressiva, as capitais não são as campeãs nesse quesito. As cidades mais desiguais são aquelas que reúnem um pedaço da Dinamarca, outro do Quênia e só. É o caso de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, a cidade brasileira mais desigual. Com um índice de Gini de 0,80, ela supera de longe Seychelles, o país com renda mais concentrada no mundo (0,65).

    O motivo? Em São Gabriel da Cachoeira há apenas dois tipos de moradores: mais de 400 tribos indígenas, que formam 74% da população e não têm renda formal, e militares, médicos e outros agentes federais muito bem pagos. De fronteira com a Venezuela e a Colômbia, São Gabriel da Cachoeira é sede de batalhões e órgãos federais de vigilância. A cidade prova, como nenhuma outra, o impacto da diversidade cultural sobre a desigualdade econômica.

    Portanto, meu caro Luiz, seja coerente e tenha hombridade: se você quer se mudar para um país mais igualitário, assuma que você é contra miscigenação e defende populações mais homogêneas e menos misturadas.

    Agora, se você defende mistura e miscigenação, então você, por definição, defende maior desigualdade.

    Qual você quer? Não tem como defender os dois ao mesmo tempo.
  • Paulo  23/07/2022 18:32
    O problema é que essas cidades tem populações pequenas à minusculas.. Ai é fácil manter uma certa igualdade
    quero ver se elas crescerem e começar a surgir ricos e minilionários investindo nelas..
    elas serão mais ricas, mas essa igualdade vai diminuir

    esse é o problema de comparar elas com países inteiros
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/07/2022 20:13
    "O problema é que essas cidades tem populações pequenas à minusculas.. Ai é fácil manter uma certa igualdade
    quero ver se elas crescerem e começar a surgir ricos e minilionários investindo nelas..
    elas serão mais ricas, mas essa igualdade vai diminuir

    esse é o problema de comparar elas com países inteiros"

    Então chegamos ao cerne de um assunto muito comentado aqui. Se querem tanto "igualdade", vocês deveriam permitir que grupos insatisfeitos de pertencerem a um determinado país muito "desigual" se separem e formem o seu próprio. Se serão igualmente ricos ou igualmente pobres não deveria importar; o importante é que não haveria mais desigualdade. Ou não?
  • Artista Estatizado  23/07/2022 18:56
    Parabéns pela coragem de expressar a verdade, sem medo do politicamente correto.

    Aliás, quando se compara a violência urbana nos EUA, e no resto dos "países desenvolvidos", poucos tem a coragem de dizer a verdade: a maior diversidade americana causa a maior violência. Pequenos grupos étnicos são responsáveis pela vasta maioria dos crimes, e não a maior quantidade de armas per capita (que é menor que a da Suiça, por exemplo).
  • Luiz  24/07/2022 15:39
    Raimundo trouxe uma percepção completamente ultrapassada, associando à miscigenação à desigualdade.
    Traz uma percepção completamente diferente, pois não associa a liberdade financeira, a grau de escolaridade, nem nada disso. A questão pra ele é meramente étnica.

    Parece não se lembrar de que houve alguns séculos de escravidão, que gerou certa distância de renda entre negros e brancos né… detalhes bem miúdos..
    Ele podia ter jogado luz sobre a injustiça que foi a escravidão ao povo negro e busca formas de REPARAR esse herança maldita! Mas não, ele em momento nenhum vê nisso uma possibilidade pois provavelmente seria ruim para si e para os seus.

    A direção da causalidade está errada. Não é, como ele diz, miscigenação-> desigualdade. E sim escravidão e subjugação -> desigualdade.
    A confusão que ele BUSCA fazer é por conta do fato de que miscigenação está correlacionado com escravidão dos últimos séculos, a escravidão do Êxodo forçado africano.

    Novamente carece de conhecimentos estatístico para saber diferenciar causalidade de correlação.

    "Mas estávamos falando que desigualdade é bom"

    Pois é, eles apanharam no meu comentário em que inseri o ranking e mostrei que as melhores nações são aquelas com pouca desigualdades.
    Eles vinham defendendo que era bom desigualdade.

    Mas do nada vem um Raimundo falar que desigualdade está associado a miscigenação, depreciando o fato de ter desigualdade e miscigenação.

    Pois bem, senhoras e senhores, bem vindo ao diversionismo barato de uma faixa libertária da população. O mais puro néctar das incongruências e dislexia lógica da face da terra. Perdem um argumento é bem com outros mais absurdos tentando apagar os vexames.

    NÃO PASSARÃO!
  • Raimundo  24/07/2022 15:50
    Não adianta me xingar por eu ter apontado sua covardia intelectual. Citei fatos, os quais você não refutou. Ao contrário: resfolegou e saiu dando xilique. Típico dos bostas.
    Sendo assim, dada a sua covardia, vou refazer a aposta:

    1) Cite países de baixo índice de Gini que possuam alta miscigenação e alto nível de multiculturalismo.

    2) Cite países de alto índice de Gini e que sejam etnicamente homogêneos e de baixo índice de multiculturalismo.

    Dispenso suas palestras, suas afetações de indignação e suas efusões de emotividade. E dispenso mais ainda seus faniquitos. Quero apenas fatos.

    No aguardo.
  • Bruno Souza  24/07/2022 15:51
    "NÃO PASSARÃO!"

    Ui! O gênere da gazela já tá até querendo fluir…
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  24/07/2022 16:57
    "Parece não se lembrar de que houve alguns séculos de escravidão, que gerou certa distância de renda entre negros e brancos né… detalhes bem miúdos..
    Ele podia ter jogado luz sobre a injustiça que foi a escravidão ao povo negro e busca formas de REPARAR esse herança maldita!"

    Sim, foi uma tremenda injustiça e nunca foi negado por aqui. E o que mais temos hoje são políticas de reparação. Há cotas reservadas na esfera pública. Empresas embarcaram nessa também (o caso da Magazine Luiza de cotas exclusivas para afrodescendentes nos seus programas de líderes foi defendido aqui). Comunidades quilombolas e indígenas são amparadas por lei e possuem até órgãos governamentais próprios. E aí?
  • Artista Estatizado  25/07/2022 15:01
    Vale mencionar o conceito bizarro de "crime coletivo". Desde quando alguém é responsável pelo crime de outro pelo fato de ter alguma característica semelhante?

    Imagine dois indivíduos:

    Indivíduo 1 - Feio, Paulista, branco, alto, homossexual e muçulmano.

    Indivíduo 2 - Bonito, nordestino, negro, baixo, heterossexual e cristão.

    Ou sejam, eles tem 5 características idênticas e 5 diferentes.

    Suponha agora que o indivíduo 1 cometeu um crime. Pergunta: o indivíduo 2 é responsável? Se os raivosos anti-brancos não são capazes de responder essa pergunta, mostram que são só psicopatas querendo espalhar ódio contra brancos.
  • Artista Estatizado  25/07/2022 18:17
    No meu comentário acima, acabei esquecendo de listar as características que seriam idênticas, mas deu para entender a ideia, acredito.

    Poderia ser qualquer característica: inteligente/burro, flamenguista/palmeirense, socialista/capitalista.

    Não existe o conceito de "crime coletivo" com base em qualquer característica comum, seja lá qual for.
  • Imperion  26/07/2022 01:04
    O conceito de "crime coletivo " é exatamente para forçar o novo socialismo. Os crimes deixam de ser individuais, de quem cometeu, e passam a ser de todos (sociais e coletivos).

    A partir daí você abre o precedente para de novo o estado punir as populações inteiras, no método (de novo) de tomar a renda e as propriedades pra sair dando pras vítimas coletivas. É o mesmo conceito das classses. O "estado" é o garantidor que uma classe não vai ser explorada pela outra. Mas agora ele é o garantidor de punir o grupo inteiro.

    Vc pode ver que os grupos revanchistas são todos comunistas.
  • Observador da História.  25/07/2022 01:20
    Como é que é, Luiz???

    "Ele podia ter jogado luz sobre a injustiça que foi a escravidão ao povo negro e busca formas de REPARAR esse herança maldita!..."

    Sério que o sr. fala em escravidão dos negros, logo, eles são pobres por esse motivo, na sua limitada visão???

    Primeiro: nem todos os negros são pobres. Vide a "líder" dos BLM's nos US e claro: os negros que não ficam reclamando da escravidão que acabou em 1888 e buscam o progresso pessoal financeiro/intelectual.

    Segundo: brancos também foram escravos por muitos mais tempo, na História, do que os negros na América recém descoberta do século XVI.

    Sugiro o sr. pesquisar melhor antes de escrever sobre escravidão. Brancos foram escravos por muitos séculos, na Europa, por exemplo; do Império Romano e depois, já no Cristianismo, dos mouros ou seja, do árabes muçulmanos.

    Em 1571, o Papa Pio V convocou os reis cristãos da Europa, para lutarem contra os soldados do Islã, que assolavam a Áustria, atacando Viena e ESCRAVIZANDO o povo da cidade, além de saqueá-la totalmente.

    A Península Ibérica foi dominada pelos árabes por vários séculos e claro, brancos eram escravos dos mouros. Sim, existiram dirigentes mouros que eram, digamos, mais civilizados, mas isso era exceção.

    Então, citar escravidão dos negros para justificar que eles merecem reparação, não cola, ou os brancos teriam que fazer o mesmo com Roma e com os países árabes, buscando "reparação", não é?

    Vitimismo é uma *erda!

    Outra coisa: onde há liberdade, não pode haver igualdade e mesmo onde não há liberdade, nunca haverá igualdade, só se for na pobreza, como acontece em Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, etc.

    Menos Estado, mais possibilidade de riquezas para quem tem qualidades e desejo em progredir. Seja qual for a raça/etnia.

    Esquerdista vindo aqui aprender sobre Economia, ótimo, mas defender slogans socialistas, é melhor ir em outro site mais apropriado.
  • Ex-microempresario  25/07/2022 17:55
    O bordão "No pasarán" surgiu em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola. A cidade era majoritariamente republicana e repeliu os primeiros ataques dos franquistas. Após 1936, Franco desistiu dos ataques e os madrilenhos continuaram gritando "no pasarán" até o final da guerra.

    Curiosidade 1: O verbo "pasar" em espanhol também tem o sentido de "entrar", e este era obviamente o sentido da expressão. A tradução correta deveria ser "Não entrarão".

    Curiosidade 2: Sabe o que aconteceu no final da guerra? Os franquistas entraram em Madrid sem resistência, depois de tomar o controle do restante do país.

    Conclusão: Quem repete "Não passarão" está repetindo errado o grito de guerra do lado que perdeu.
  • Ex-microempresario  24/07/2022 15:56
    O tal do "argumento da autoridade" funciona. O tal do IDH foi criado por um burocrata da ONU, então deve ser indiscutível, mesmo que não se saiba o que ele significa.

    Para quem não sabe, o IDH mede apenas três coisas: PIB per capita, expectativa de vida e anos de escolaridade. Dizer que isso expressa "qualidade de vida" é bem discutível, tanto pelo conceito em si quanto pela qualidade da medição. Cuba, por exemplo, tem um dos IDH mais altos da América Latina, porque seus habitantes passam anos e anos na escola (para depois virar taxistas clandestinos) e porque a expectativa de vida medida pelo governo é alta (porque a mortalidade infantil é escondida dos índices).

    Também vale notar que esses dois conceitos dependem da "igualdade". Em um país "desigual", se os pobres vivem cinquenta anos os ricos não viverão duzentos para compensar. Da mesma forma, se os pobres só ficam quatro anos na escola, os ricos não ficarão trinta. Ou seja, para ter um IDH alto, é necessário que o país tenha "igualdade" nesses dois parâmetros. Como eles estão relacionados com a riqueza, é óbvio que existirá uma relação entre o IDH e o indice GINI. Daí a dizer que isso garante "qualidade de vida" é outra história.
  • Aprendiz de EA  22/07/2022 10:30
    Galerinha, na eventualidade de o molusco de nove tentáculos se reeleger e ele conseguir abrir a torneira sem dó, podemos esperar uma inflação massiva? Se sim, como recomendam se proteger? Bitcoin? Títulos públicos? Quem sabe títulos privados atrelados ao IPCA? Ouro?
  • Imperion  22/07/2022 22:02
    De longe seria um governo com desabastecimento, pois na época do Lula 1, tínhamos o anencéfalo do Busho, que fazia guerras e tava provocando a desvalorização do dólar, o que foi sorte para o Lula, pois o real se fortaleceu e ele surfou na onda. Então o país cresceu apesar do Lula fazer assistencialismo, sabotar as reformas necessárias para o Brasil.

    Essas condições não estão se repetindo. EUA sem guerra, dólar forte, commodities lá em cima atualmente.

    Se o molusco vier com as merdas esquerdistas dele, vai ter impressão sim, e como estamos no rebote do "fique em casa", as contas dele se deteriorariam rapidamente.
  • Kennedy  23/07/2022 11:30
    Não acho que teremos inflação muito alta no começo do governo Lula porque o STF foi a favor da independência do Banco Central, pois eles mesmos devem saber o desastre que o Lula seria nesse sentido e o inconveniente que isso traria para eles mesmos que gostam de degustar lagosta.

    Campos Neto deve ficar até 2024 no cargo, e o molusco vai colher a política monetária decente que o presidente do BC só começou a semear tardiamente, o que é horrível, pois o povão não sabe identificar relações de causa e efeito e vai dar o mérito ao candidato do PCC.

    Indo um pouco mais longe, chuto que talvez ele consiga enganar/comprar os mercenários da Faria Lima e boa parte do mercado financeiro durante o seu primeiro mandato ou a maior parte dele.
  • Bernardo  23/07/2022 11:49
    Lula não será eleito. Portanto, essa sua discussão é estéril. Relaxem (mas jamais esmoreçam).
  • STM  23/07/2022 15:43
    Kennedy parece que não acompanhou o Governo Biden até aqui.
  • anônimo  23/07/2022 18:21
  • Artista Estatizado  23/07/2022 18:48
    Pois é. A dupla Campos Neto/Paulo Guedes basicamente sepultou o governo Bolsonaro. E nem dá para culpar o povão, visto que 99,9% dos economistas tem mil e uma justificativas no sentido de que desvalorização cambial/inflação seriam algo bom.
  • L Fernando  25/07/2022 01:25
    Engraçado, não é isso que leio.
    Este teu comentário só vale para desinformados.
    Imagina os demais paises como Eua,Alemanha
    Imagina a Argentina então

    Só pelo fato de fazer com que o ICMS da gasolina seja no máximo de 17 já fez mais que ou demais nos ultimos 30 anos em redução de impostos
  • Artista Estatizado  25/07/2022 15:12
    Sim, existem inúmeras medidas ótimas que partiram de Paulo Guedes, mas lembre que a desvalorização do câmbio afeta absolutamente TODOS os produtos da economia. Gasolina é apenas um.

    Se o câmbio não tivesse desvalorizado 30%, POR DEFINIÇÃO, estaríamos pagando 30% a menos nas commodities.

    Não me entenda mal: não sou anti Bolsonaro ou anti PG, mas acredito que, infelizmente, esse único erro, na desvalorização da moeda, mata todos os benefícios em outras áreas, pois, como expliquei, afeta todos os produtos da economia.

    Um único erro anulou, por hora, todos os benefícios conseguidos até agora, o que é uma pena.
  • Paulo  25/07/2022 17:26
    Exatamente.. Eu sou meio austista com moeda quando entro em discussões de economia, e uma das razões é isso, se você usa dinheiro para transacionar tudo na economia, então, por definição, alterações na moeda afetam toda a cadeia produtiva.. Medidas setoriais afetam setores de forma direta e outros de forma indireta (Redução de custos se for medida supply side)
    Já errar a moeda é fatal..

    Mesmo a queda na taxa de desemprego atual poderia ser esperada pelo aumento da inflação, que reduz os salários nominalmente até ocorrer reajustes pelo sindicalismo..

    Mas no médio e longo prazo ela vai elevar o desemprego, porque vai ficar a redução do consumo da população pela perda do poder de compra, o aumento dos custos, e os salários serão reajustados..

    www.mises.org.br/article/2556/a-teoria-explica-e-a-empiria-comprova-a-inflacao-leva-a-um-aumento-do-desemprego#:~:text=A%20explica%C3%A7%C3%A3o%20de%20por%20que,compra%20da%20moeda%20no%20futuro.

    Isso deve ocorrer nos EUA também. O Desemprego caiu rapidamente após os lockdowns e pandemia. Mas ele deve voltar a subir tão logo o FED comece a subir juros e os salários serem reajustados a inflação (nos eua isso ocorre menos por serem menos indexados)

    Vão dizer que aquelas medidas de estimulos foram necessárias, mas só trocamos problemas imediatos por problemas futuros..

    O fica em casa a economia a gente ve depois, o Depois chegou
  • L Fernando  26/07/2022 17:48
    Engraçado, não é isso que leio.
    Este teu comentário só vale para desinformados.
    Imagina os demais paises como Eua,Alemanha
    Imagina a Argentina então

    Só pelo fato de fazer com que o ICMS da gasolina seja no máximo de 17 já fez mais que ou demais nos ultimos 30 anos em redução de impostos


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