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Um sucinto compêndio das melhores frases de Ludwig von Mises
Sua genialidade é comprovada pela atemporalidade de suas ideias

Nota do Editor

Segundo Murray Rothbard

Mises foi um dos mais notáveis economistas e filósofos do século XX. No decorrer de uma longa e altamente produtiva vida, ele desenvolveu uma ciência dedutiva e integrada capaz de explicar toda a economia, baseada no axioma fundamental de que seres humanos individuais agem propositadamente para atingir as metas desejadas. 

Partido de uma análise econômica "livre de juízo de valor" — no sentido de simplesmente descrever as coisas, dizer como elas são, sem defender nenhum ponto de vista em particular —, Mises concluiu que a única política econômica viável para a raça humana seria uma política de laissez-faire, de livre mercado e de respeito total aos direitos de propriedade privada, com o governo estritamente limitado a defender a pessoa e a propriedade dentro de sua área territorial.

E George Reisman complementou:

Mises é de suprema importância porque seus ensinamentos são absolutamente necessários para a preservação da essência da civilização. 

Como ele demonstrou, a base da civilização é a divisão do trabalho. Sem a divisão do trabalho, seria impossível haver uma maior produtividade da mão-de-obra; e sem esta maior produtividade, praticamente toda a humanidade iria simplesmente morrer de fome. 

A existência e o bom funcionamento da divisão do trabalho, no entanto, dependem vitalmente daquelas instituições que existem apenas em uma sociedade capitalista: liberdade econômica; governo limitado; propriedade privada da terra, dos bens de produção e de todos os outros tipos de propriedade; moeda forte e liberdade de trocas; poupança e investimento; desigualdade econômica; concorrência econômica; e a busca pelo lucro. 

Instituições estas que, em todos os lugares, estão sob ataque há várias gerações.

A seguir, um muito necessário compilado de algumas de suas frases.  

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"Os defensores do socialismo se dizem progressistas, mas recomendam um sistema que se caracteriza pela rígida observância da rotina e pela resistência a qualquer tipo de melhoria. Eles se dizem liberais, mas têm a intenção de abolir a liberdade. Eles se dizem democratas, mas anseiam pela ditadura. Eles se dizem revolucionários, mas querem tornar o governo onipotente. Eles prometem as bênçãos do Jardim do Éden, mas planejam transformar o mundo em uma gigantesca agência de correios." 

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"O fato é que, sob um sistema capitalista, os principais patrões são os consumidores. O soberano não é o estado, é o povo."

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"Aquele que serve melhor o público obtém os maiores lucros."

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"Inovadores e gênios criativos não podem ser criados nas escolas. Eles são exatamente os homens que desafiam o que a escola lhes ensinou."

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"A história econômica é um extenso registro de políticas governamentais que falharam, pois foram projetadas com um extremo desprezo pelas leis da economia."

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"O mercado é uma grande democracia, onde cada centavo dá direito a um voto."

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"Os piores males que a humanidade já teve de suportar foram infligidos por maus governos."

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"Não existe um só país ocidental, capitalista, no qual as condições das massas não tenham melhorado de forma sem precedentes."

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"É inerente à natureza da economia capitalista que, em última análise, o emprego dos fatores de produção visa apenas a servir os desejos dos consumidores."

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"O progresso econômico é derivado do trabalho dos poupadores, que acumulam capital, e dos empreendedores, que utilizam este capital para implantar novas ideias."

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"O que importa sob o capitalismo é satisfazer o homem comum, o consumidor. Quanto mais pessoas o empreendedor satisfaz, maior o seu padrão de vida."

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"Toda intervenção do governo no mercado sempre cria consequências não-premeditadas, as quais geram pedidos de novas intervenções governamentais."

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"Dado que a prosperidade de uma economia e o aumento dos níveis salariais dependem de um aumento contínuo do capital investido, uma das principais tarefas de um bom governo é remover todos os obstáculos que dificultem a acumulação de capital e o investimento deste capital."

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"Devemos a origem e o desenvolvimento das sociedades humanas e, consequentemente, da cultura e da civilização, à divisão do trabalho."

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"Se a história pudesse nos ensinar qualquer coisa, seria que a propriedade privada está inextricavelmente associada à civilização."

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"Se há algo que a história pode provar em relação à propriedade privada é que, em nenhum lugar e em nenhuma época, já houve algum povo que, sem ela, tenha melhorado seu padrão de vida para além da mais opressiva penúria e selvageria, uma situação dificilmente distinguível da existência animal."

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"Os consumidores são implacáveis. Eles nunca compram para beneficiar um produtor menos eficiente e protegê-lo das consequências de sua incapacidade gerencial. Eles querem ser servidos o melhor possível, sempre."

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"O luxo de hoje é a necessidade de amanhã. Todo avanço primeiro surge como luxo de algumas pessoas ricas, apenas para se tornar, depois de um tempo, uma necessidade indispensável para todos."

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"O que a humanidade precisa hoje é libertar-se de slogans sem sentido e retornar à sensatez da razão."

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"A teoria econômica demonstrou de forma irrefutável que a prosperidade criada por uma política monetária frouxa e de crédito expansionista é ilusória e sempre termina em crise econômica."

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"O socialismo não é nada do que finge ser. Não é o pioneiro de um mundo melhor, mas o destruidor do que milhares de anos de civilização criaram. Não constrói, destrói. A destruição é sua essência. Não produz nada, apenas consome o que a ordem social baseada na propriedade privada dos meios de produção criou."

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"É certo que muitos intelectuais invejam a renda mais alta dos empresários prósperos, e que esses sentimentos os levam à defesa do socialismo. Eles acreditam que as autoridades de uma comunidade socialista lhes pagariam salários mais altos do que aqueles que ganham sob o capitalismo."

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"Se alguém rejeita o laissez-faire por causa da falibilidade do homem e da fraqueza moral, deverá também, pelo mesmo motivo, rejeitar todo tipo de ação governamental."

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"O governo não pode tornar o homem mais rico, mas pode torná-lo mais pobre."

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"Aqueles que estão pedindo mais interferência do governo estão pedindo mais coerção e menos liberdade."

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"O principal problema político é como evitar que estado se torne tirânico. Este é o significado de todas as lutas pela liberdade."

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"O capitalismo não precisa de propaganda nem de apóstolos. Suas conquistas falam por si. O capitalismo entrega os bens prometidos."

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"É inútil lutar contra o totalitarismo adotando métodos totalitários. A liberdade só pode ser conquistada por homens incondicionalmente comprometidos com os princípios da liberdade. O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno à liberdade irrestrita de pensamento e expressão."

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"O que empurra as massas para o campo do socialismo não é apenas a ilusão de que o socialismo as tornará mais ricas; é também, e principalmente, a expectativa de que o socialismo irá restringir todos aqueles que são melhores do que eles próprios."

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"Governo é essencialmente a negação da liberdade."

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"O homem moderno deve se libertar do hábito de recorrer ao estado sempre que algo não lhe agrada".

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"O capitalismo deu ao mundo o que ele precisava: um padrão de vida mais alto para um número cada vez maior de pessoas."

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"O conceito de "preço justo" é desprovido de qualquer significado científico; é uma afetação emotiva, uma efusão de desejo, uma luta por um estado de coisas diferente da realidade."

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"Liberdade significa, além de tudo, a liberdade de se cometer erros."

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"Toda ação racional é em primeiro lugar uma ação individual. Apenas o indivíduo pensa. Apenas o indivíduo age. As razões são individuais."

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"No livre mercado, os esforços de um empreendedor em aumentar seus lucros e enriquecer não prejudicam ninguém.  Para ser um real empreendedor, um indivíduo tem apenas uma tarefa: se esforçar para obter o máximo lucro possível. Ao se esforçar para aumentar seus lucros, um empreendedor inevitavelmente terá de melhorar seus serviços prestados. Lucros altos são a evidência de um bom serviço prestado perante os consumidores."

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 "Lucros e prejuízos são os instrumentos por meio dos quais os consumidores passam o controle das atividades produtivas para as mãos daqueles mais capacitados para servi-los. Qualquer medida para se restringir ou confiscar os lucros irá debilitar esta função de mercado que eles exercem."

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"O invejoso homem mediano imagina que os lucros dos empreendedores são totalmente gastos em consumo próprio, de maneira hedonista. Uma parte, de fato, é consumida. Porém, só irão alcançar riqueza e influência no âmbito dos negócios aqueles empreendedores que consumirem apenas uma fração de suas receitas e reinvestirem a grande fatia restante em suas empresas.  O que faz com que pequenas empresas se tornem grandes não é o seu gasto, mas sim sua poupança e sua acumulação de capital."

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"A única fonte de lucros de um empreendedor é a sua capacidade de antecipar melhor do que os concorrentes a demanda futura dos consumidores."

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"Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade."

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"Os verdadeiros patrões em sistema capitalista de economia de mercado são os consumidores. Eles, comprando e abstendo-se de comprar, decidem quem deve possuir o capital e administrar as fábricas. Eles determinam o que deve ser produzido, em que quantidade e qualidade. Suas atitudes resultam em lucro ou em perda para o empreendedor. Eles tornam homens pobres ricos e homens ricos pobres."

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"Toda essa conversa de que 'o estado deveria fazer isso ou aquilo', em última análise, significa: a polícia deveria forçar os consumidores a se comportarem de maneira diferente daquela em que estão se comportando espontaneamente."

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"O padrão de vida do homem comum é maior nos países que têm o maior número de empreendedores ricos."

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"Em um jogo há vencedores e perdedores. Mas uma transação comercial é sempre vantajosa para ambas as partes. Se o comprador e o vendedor não considerassem a transação vantajosa, não a fariam."

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"O socialismo não é uma alternativa ao capitalismo. Com efeito, não é uma alternativa para qualquer sistema sob o qual os homens possam viver como seres humanos."

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"As pessoas não cooperam na divisão do trabalho porque se amam. Eles cooperam porque isso serve melhor aos seus próprios interesses."

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"É impossível entendermos a importância de se ter uma moeda sólida sem antes compreendermos que tal arranjo foi concebido como um instrumento para se proteger as liberdades civis contra as usurpações despóticas perpetradas pelos governos. Em termos ideológicos, uma moeda sólida pertence à mesma classe das constituições políticas e das declarações de direitos."

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"O liberalismo não tem cores nem flores, não tem música nem ídolos, não tem símbolos e nem slogans. Ele tem a substância e os argumentos. Ambos devem levá-lo ao triunfo."


autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Jacob  17/02/2022 19:46
    Um tolo acredita que o mercado faz com que a busca pelo lucro leve a atitudes desonestas. Uma pessoa sensata sabe que o mercado torna a desonestidade anti-lucrativa.

  • anônimo  17/02/2022 20:02
    Acreditar que a mão-de-obra barata irá "roubar" o seu emprego é a confissão mais avassaladoramente honesta de incompetência profissional.

  • Humberto  17/02/2022 20:03
    Um tolo deplora o fato de que a mecanização destrói empregos. Um sábio se deleita com o fato de que ela torna o trabalho menos mecanizado.

  • Eugenio  19/02/2022 15:05
    É questionável.

    Na época que foi pensado e dito seria até admissível.

    Após o advento da inteligência artificial de "semiconsciência", associada a mecanismos, robôs de alta inteligência especializada, há o descarte do trabalho humano em função do que Mises afirma a respeito do "consumidor patrão", que escolhe livremente, em função de suas necessidades e desejos, produtos melhores ,de mais qualidade, e mais baratos.

    Na atualidade os humanos estão perdendo a competição e competitividade para maquinas inteligentes, que cumprem tarefas impossíveis aos humanos.

    Um dos milhares de exemplos, as máquinas fabricadas por outras máquinas, que viajam a outros planetas onde enfrentam condições impossíveis a nós seres humanos feitos do "barro" do qual somos feitos, e percebemos que só as máquinas, que primeiramente foram criadas pelo homem e sua inteligência biológica, hoje se 'autodesenvolvem e se fabricam, em qualquer lugar do universo, inclusive na terra.

    Os produtos criados e fabricados, "filhos" das máquinas inteligentes da atualidade, estão competindo melhor na "dinâmica econômica de Mises" magistralmente explicadas neste artigo.

    Desculpe a pretensão, mas Mises não poderia ter pensado nisso, assim como einstein não poderia ter pensado no tal de "entrelaçamento quântico" o qual chamou de "efeito fantasmagórico a distância" pelos mesmos motivos que os homens das cavernas não fabricavam celulares.

    Os mesmos materiais dos iphones e smartphones já existiam no tempo das cavernas, mas não o conhecimento necessário para fabricá-los, nem ferramentas desenvolvidas por outras ferramentas, que evolui em etapas.

    Simples assim.

    Não creio que seja tolice pensar diferente, observando uma espécie de "descarte humano" no momento atual.
  • Lucas  17/02/2022 20:04
    Um bom economista acredita que os mais bem capacitados para lidar com o problema da escassez são os empreendedores. Um mau economista acredita que são os economistas.

  • Corona Lover  17/02/2022 20:05
    Um escravo acredita que as leis devem definir a abrangência da liberdade. Um indivíduo livre acredita que a liberdade deve definir a abrangência das leis.

  • Gostei  17/02/2022 20:07
    "Lucro garantido" faz tanto sentido quanto "perigo sem risco".

  • Edu  17/02/2022 20:08
    Se você acredita que "o dinheiro que aquele bilionário gastou em sua frota de iates poderia ser muito mais bem utilizado pelo estado!", apenas me diga quando foi a última vez que você viu um bilionário comprando um exército de tanques e um conjunto de bombas nucleares.

  • Oskar Lange  17/02/2022 20:10
    A ignorância econômica leva à crença de que computadores podem projetar mercados. O conhecimento econômico leva à constatação de que mercados podem projetar computadores.

  • Jacob  17/02/2022 20:11
    Governos representam seus cidadãos da mesma maneira que parasitas representam seus hospedeiros.

  • Régis  17/02/2022 20:12
    Empreendedores ganham dinheiro servindo necessitados. Políticos ganham dinheiro criando necessitados.
  • Vladimir  17/02/2022 20:13
    Um empreendedor pode se chamar a si próprio de chefe, mas seu objetivo é servir os outros. Um político pode se chamar a si próprio de servidor, mas seu objetivo é mandar nos outros.

  • Igor  17/02/2022 20:14
    Ninguém é proibido de doar seus bens aos pobres. A liberdade permite o socialismo individual.
  • Psicólogo de Direita  17/02/2022 20:19
    O socialismo é exploração das mentes fracas e fragilizadas.
  • Sowell  17/02/2022 20:20
    Um dos mais lamentáveis sinais de nossos tempos é que demonizamos aqueles que produzem, subsidiamos aqueles que se recusam a produzir, e canonizamos aqueles que só fazem reclamar.

  • Walter Williams  17/02/2022 20:21
    Democracia e liberdade não são sinônimos. A democracia é apenas a irracionalidade das multidões; a liberdade é a soberania do indivíduo.

  • Juliano  18/02/2022 00:11
    É necessário ser um criminoso comum para se roubar o dinheiro dos outros, mas é necessário ser um criminoso excepcional para chamar esse ato de "justiça social".

  • Carlos Alberto  18/02/2022 00:12
    Um mau economista acredita que o poder de compra dos salários pode ser legislado. Um bom economista sabe que legislações podem ser compradas.

  • Rafael  18/02/2022 16:21
    O típico estatista acredita que a ameaça fantasticamente hipotética de uma empresa monopolizar a distribuição de água representa uma objeção devastadora ao libertarianismo.

    Já a ameaça dolorosamente real de um estado metodicamente exterminar centenas de milhões de indivíduos não representa uma objeção devastadora ao estatismo.
  • Arion  17/02/2022 20:23
    A propósito, acabei de ler os dois capítulos do "Ação Humana" sobre o socialismo.

    Devastador.
  • Arion  17/02/2022 20:30
    Pseudo-economistas vêm e vão, pois suas ideias não se estabelecem e não sobrevivem ao implacável teste do tempo. Já Mises e sua sabedoria são eternos.
  • MARCOS DA COSTA  17/02/2022 20:57
    Concordo com todos os comentários!!! precisamos aprender mais!
  • anônimo  17/02/2022 23:10
    Sei que é um sonho e delírio, mas bem que poderia ter um filme sobre a vida e obra de Mises, e o título seria "O jovem e brilhante Mises".
  • Túlio  18/02/2022 00:13
  • anônimo  18/02/2022 03:05
    Não é uma má ideia, já que existe o filme "O jovem Karl Marx" porque um sobre Mises e sua biografia ? Alguém em Hollywood teria a coragem ?
  • Leonardo Caldana  17/02/2022 23:30
    AMO ESSE SITE.
  • João G.  18/02/2022 00:17
    Sobre legado e da coragem moral, eu acho que se pudesse organizar um debate entre dois intelectuais, seria entre Mises e Ortega y Gasset, com certeza teriam muito o que discutir.
  • anônimo  18/02/2022 01:44
    "Lucros e prejuízos são os instrumentos por meio dos quais os consumidores passam o controle das atividades produtivas para as mãos daqueles mais capacitados para servi-los. Qualquer medida para se restringir ou confiscar os lucros irá debilitar esta função de mercado que eles exercem."

    Se você não produz nada, merece receber nada. Se produzir pouco , merece receber pouco. Se produzir muito merece receber muito. O mercado é a verdadeira justiça.

    Nada mais justo que isso. Cada qual recebendo proporcionalmente ao que faz.

    O socialismo inverte isso, por isso é anti- civilizatório. Toda teoria deles é baseada em tomar a renda ou a propriedade de quem faz. Exatamente o que é conhecido por roubo.

    Todos os sistemas baseados em roubo destroem a economia, a civilização, a prosperidade das pessoas. São sistemas que subtraem e que, quanto mais suas políticas são colocadas em prática, mais rápida é a destruição de valor .

    E Mises provou na prática que o destino final de uma economia socialista é a penúria.
  • Reynaldo  18/02/2022 11:36
    No início da industrialização as pessoas trabalhavam 16 horas por dia, praticamente não tinham descanso e ganhavam uma miséria. Crianças também atuavam atividades insalubres.
    Ao longo do tempo, com protestos e organização coletiva foi se melhorando as condições de trabalho e reduzindo a indigência dos trabalhadores. Até sindicatos participaram desse processo.

    Soma-se a isso o fato de que milhões de pessoas hoje passam fome e teríamos muito mais gente embaixo da linha da miséria se não fossem políticas e transferência de renda e combate à miséria.

    Pergunto: é mais civilizatório deixar essas pessoas ao léu e abaixo da linha da miséria ou dar um mínimo de dignidade com transferência de renda dos mais ricos ao mais pobres?
  • Guilherme  18/02/2022 13:21
    É incrível como é que ainda hoje há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

    Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje! É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

    Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual. Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. 

    Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

    Naquela época, no meio rural, o cara tinha de se exaurir fisicamente apenas para ter o que comer no dia seguinte. Nas fábricas, ele passou a trabalhar em troca de um salário, com o qual aumentava seu padrão de vida.

    É claro que, comparado ao nababesco conforto que temos hoje (graças ao capitalismo), as condições daquela época são dantescas. Mas daí a dizer que laborar na roça sem ter garantia de viver no dia seguinte era melhor do que ser assalariado em uma cidade já é algo que exige provas (e não narrações emotivas).

    Aliás, se o campo era melhor que a indústria, então por que as pessoas saíram em massa do campo para ir trabalhar nas indústrias? Você realmente é tão arrogante assim ao ponto de dizer que elas não sabiam o que faziam, e que você hoje é que sabe melhor?
  • Reynaldo  18/02/2022 17:19
    Obviamente não daria pra prover tudo que hoje é possível aos trabalhadores pois a produtivodad era muito mais baixa.
    O núcleo das minhas observações está no processo, ou seja, como os trabalhadores passaram a auferir melhores condições.

    E isso está muito bem documentado. As melhorias dos trabalhadores vieram dos protestos, das greves, passeatase das organizações sindicais pedindo melhores salários e condições de emprego. Só assim o governo se mexia e os empresário também para poder melhorar as condições de trabalho.

    Quando você diz que era impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje , qualquer pessoa sensata concodara.
    Mas qualquer pessoa sensata também concordará que a distribuição do produto poderia ser mais equilibrada entre trabalho e capital. Trazendo pra hoje, é como se eu dissesse que seria impossível impor uma alíquota de imposto de renda 1 pp maior ao Luciano Huck em benefício dos mais pobres. Será que ele deixaria de investir mesmo se aumentasse um pouquinho em termos percentuais seu imposto pago?
    Pois veja, o 1% dele já poderia significar dar mais dignidade a algumas centenas de pessoas.
    A mesma coisa nos séculos passados. Será que o senhor de engenho que tinha algumas dezenas de escravos não poderia dividir um pouco de sua riqueza?
  • Historiador Honesto  18/02/2022 17:38
    Errado de novo. E isso foi respondido, com fontes e hyperlinks, nos artigos acima, os quais você não leu e, consequentemente, demonstra não estar interessado em debater, mas só em lacrar.

    Todas as melhorias já estavam acontecendo antes da criação de qualquer lei trabalhista e anti-trabalho infantil ou imposição sindical. Isso não é uma questão de opinião. São fatos documentados e expostos nos artigos acima.

    Você não quer se informar; quer apenas repetir slogans do seus professores de história da oitava série.

    O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso

    Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana, pelos feriados e pela redução da jornada de trabalho

    Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou
  • Reynaldo  18/02/2022 19:20
    Todas as melhorias já estavam acontecendo antes da criação de qualquer lei trabalhista e anti-trabalho infantil ou imposição sindical.

    Sim, as melhorias já vinham ocorrendo e os sindicatos só embarcaram, veja trecho do artigo que você diz que eu não li:
    É fato que os ambientes de trabalho são hoje muito mais seguros do que eram há mais de um século, mas isso foi também uma consequência das forças da concorrência capitalista, e não das regulamentações defendidas pelos sindicatos

    Destaquei o "também" que o autor marotamente colocou aí sem dizer quem também ajudou além de supostamente as forças concorrenciais. Muito conveniente.

    Mas vou comprar sua narrativa. A vida já vinha melhorando antes da criação de leis trabalhistas ou sindicatos.

    Agora, punch:
    Os trabalhadores foram protestar de bobeira. Fora. Protestar por melhores condições porque os empresários já estavam melhorando a vida dele né

    As centenas de milhares de greves e protestos mundo a fora, pesadas e com mortes por conta da repressão ocorriam porque essa galera tava de bobeira por aí é porque a vida tava boa demais, por isso foram por suas vidas em riscos ao longo do último século e meio em passeatas greves e protestos.
    O empresário, bonzinho que só ele, já tava dando papa na boca do trabalhador. E o trabalhador mal agradecido ainda foi pedir mais! Quanta audácia, não?

    Ahhhh agora ele vai negar o fato de que ocorreram milhares de greves ao longo do último século e meio então. Diversos protestos e mortes decorrentes dela
  • Historiador Honesto  18/02/2022 23:10
    Ah, agora sim entendi tudo. Muito obrigado pela confissão. Você, com grande hombridade (estou falando sério, sem ironias), reconhece tudo o que afirmei e confirma a veracidade dos fatos.

    Todo o seu argumento, portanto, se resume ao fato de que líderes sindicais e piqueteiros faziam greves baderneiras e violentas (eles espancavam trabalhadores que apareciam para trabalhar e confiscavam os meios de produção das fábricas, e proibiam os patrões de operar as fábricas naquele dia). Tais atitudes, obviamente, geravam respostas violentas. Como tinha de ser.

    Não querer trabalhar é uma coisa (totalmente lícita); proibir outros de trabalharem é outra completamente distinta. Isso é violência pura e dura. E proibir donos de indústrias de utilizarem seus equipamento significa confisco direto dos meios de produção. Quem faz isso é criminoso que merece levar borrachada no lombo.

    E era exatamente isso o que acontecia, e é exatamente este fenômeno que você está utilizando como argumento para todo o seu ponto.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  19/02/2022 03:12
    Pfff. Se eles soubessem que o surgimento de sindicatos foi melhor negócio para os patrões que os empregados... Antes sequer havia equipes fixas nas empresas como hoje. O pessoal ia para a porta das fábricas e os capatazes faziam o recrutamento ali mesmo, geralmente para aquele dia ou semana. Desnecessário dizer que esse arranjo amador trazia problemas como falta de preparo e treino para o manejo dos equipamentos, abstenções, perdas e acidentes constantes.

    Com o passar do tempo e o estabelecimento de equipes regulares, os sindicatos facilitaram a vida no sentido de uniformizar os contratos de trabalho para as grandes empresas (imagine uma empresa com dez mil funcionários com cada um querendo negociar um contrato individual com várias cláusulas específicas, sobre horários, folgas e remunerações. O setor jurídico seria maior que o de operações, fora a desordem que reinaria nas rotinas da empresa).
  • anônimo  18/02/2022 18:57
    "Mas qualquer pessoa sensata também concordará que a distribuição do produto poderia ser mais equilibrada entre trabalho e capital. "

    Pra destruição do produto ser igual, o tal desprovido teria que fazer igual. Ele não faz. Ele não comprou o terreno, nem os insumos, nem os bens de capital, nem as ferramentas necessárias pra fazer a produção. (Sem elas não se produz nada em grande escala) nem pagou os impostos sobre a produção. Só entrou com trabalho, que é minimamente inferior em termos de valor e contribuição ao produto final.

    Proporcionalmente tem que receber menos. Mais que isso é injustiça.

    "A mesma coisa nos séculos passados. Será que o senhor de engenho que tinha algumas dezenas de escravos não poderia dividir um pouco de sua riqueza?"

    Vc está comparando um empreendedor com um parasita que subtraiu a liberdade alheia pra obrigá-lo a trabalhar de graça. Nem tem nem comparação.

    O empreendedor já divide sua riqueza com os empregados. Tudo o que recebem é divisão dos lucros, descontado todos os gastos que ele tem que fazer (terrenos, instalações, bens de capital, insumos), os quais os empregados não têm nem que entrar com nada. A única coisa que os empregados têm que entrar é com trabalho. Se o empreendedor fosse idiota e dividisse sua riqueza, como vc diz, não teria empreendimento, nem lucros, nem salários, nem emprego, nem produção. A maior parte dessa riqueza que vc diz são bens de capital que só tem valor a produção. Não podem ser comidos ou consumidos. O empreendedor gasta muito pra ser produtivo e assim produzir bens de consumo em grande quantidade, que assim "ofertados "cumpre a função social de abastecer os desejos dos consumidores.

    Sem os bens de capital empregados, não se teria fartura. Todo mundo produziria artesanalmente e com isso ofereceria muito menos. Os pobres que hoje são minoria (menos de 10 por cento) voltariam a ser maioria como a 200 anos (90 por cento da população).

    Pegue então toda a riqueza dos ricos hoje e distribua. Vc não ficara rico. Vc consumirá o que ganhar logo. E como depois toda atividade produtiva cessará, vc não terá como se sustentar com o que sobrar.

    Nem tem comparação com a escravidão. Escravidão apenas produzia para seus donos e eles não eram ricos com isso.
  • anônimo  18/02/2022 15:07
    Antes da revolução industrial as pessoas chegavam a trabalhar 20 horas por dia. Depois dela caiu pra oito.

    A transferência de renda é o que impede se de zerar a pobreza. Pessoas são pobres porque são pouco produtivas ou nada produtivas. Quem não produz não tem. A transferência de renda apenas rouba de quem faz. E ao se fazer transferência de renda vc posterga os pobres de perceberem isso.

    O fim da transferência de renda não criará mais pobres. Então não tem nada de desumano acabar com ela. Desumano é enganá-los , fazerem acreditar que precisam disto pra sobreviver. Torná-los subserviente, proibidos de empreender e de ganhar muito mais que as meras esmolas que nunca resolverão seu problema de "pobreza".

    Nenhum destes chamados pobres seria pobre se estivesse empreendendo. Tem coisas pra fazer sobrando. O que acontece é que atividades simples deixam de ser rentáveis quando o governo tira a renda delas e as empurra pro assistencialismo.
  • Constatação  18/02/2022 11:24
    [Off-topic]

    E a nova maneira de"resolver" o problema da inflação na terra de los hermanos? Depois do congelamento de preços (que piorou a coisa) agora é a vez de criar empresa estatal de alimentos.
  • Régis  18/02/2022 13:14
    É por isso que eu defendo que a Argentina continue eternamente sob um governo de esquerda. Assim como eu defendo que a Venezuela continue exatamente como está, para sempre.

    Infelizmente, apenas teoria não basta. De nada adianta você ficar explicando teoricamente para as pessoas que socialismo e intervencionismo não funcionam. Apenas palavras não têm impacto. Elas precisam ver exemplos práticos. Elas só se dão conta do problema quando veem o caos e o colapso na prática.

    Daí a importância da existência destes regimes. São eles que ensinam aos brasileiros, diariamente, o que irá nos ocorrer se adotarmos o socialismo.

    Aliás, pouquíssimos analistas atribuem a derrota do PT em 2018 à situação venezuelana. Já eu acho que foi crucial. Na época, o país não saía dos noticiários e todos viam Maduro como amigão do PT, do PCdoB e do PSOL (e ainda é).

    Eu mesmo conheço três pessoas de baixa renda, sem qualquer ideologia política, que diziam temer o Brasil ficar daquele jeito.

    Portanto, sim, meu lado egoísta e voltado ao meu interesse próprio defende a existência perpétua de regimes como os da Venezuela, Argentina e Cuba. E torço também para o Chile desandar com o governo recém-eleito.

    É isso o que pode nos salvar.
  • anônimo  19/02/2022 13:13
    Caro Regis,
    Pode até ser que a Venezuela e Cuba tenham influência nas nossas eleições. Mas para os esquerdistas: "não deu certo por causa do embargo americano!"
    Eles tem convicções, não idéias. São impermeáveis. Nem estes flagrantes exemplos os convencem. Nem com a vida em risco. Já citei aqui o caso do Hugo Chavez que podendo tratar-se nos melhores hospitais e países do mundo foi para Cuba. Deu no que deu. Nada os remove das suas convicções.
    Abraços
  • anônimo  19/02/2022 03:11
    Tão velha que o Brasil abandonou, pois não deu certo, como mais uma de suas inúmeras experiências contra-econômicas.

    Estatal de alimentos vai estocar ou comercializar alimento a preços congelados, mas na prática vai cobrar imposto dos produtores privados para subsidiar os preços do governo. Isto é, vai sabotar
    a produção ou comércio independente para parecer que os alimentos do governo são mais baratos, para depois falar que: "sem essa empresa, como o povo vai se alimentar?".

    Venezuela fez isso e a produção caiu exponencialmente.
  • USD/BRL  19/02/2022 03:25
    [OFF-TOPIC]

    Como que USD/BRL ainda não é superior a 6? Não veja razões para isso não ser verdade, os indicadores estão todos favoráveis ao USD:
    - DXY = 96,106
    - US10Y = 1,974%

    A tendência do DXY e US10Y é continuar subindo devido ao aumento da taxa de juros anunciada pelo FED. Porém USD/BRL é 5,14 e esta caindo. Alguém pode me explicar?
  • Leitor Antigo  19/02/2022 04:21
    Previsto e explicado aqui.

    Uma pena que o Leandro não tenha transformado este comentário em artigo. Foi uma cravada sensacional. Até comentei aqui e reiterei aqui

    Aliás, hora de fazê-lo de novo.
  • Felipe  19/02/2022 11:57
    Será que poderemos ver queda no preço da gasolina, como ocorreu no DF recentemente?
  • USD/BRL  19/02/2022 08:17
    Leitor Antigo, no comentario do Leandro, ele posta essa foto, "ibb.co/fxGps1k", e diz que enquanto esses indicadores monetários (os da foto) continuarem estáveis, ele não apostaria contra BRL. O problema é que esses indicadores falam apenas sobre BRL, eles não dizem nada sobre USD, portanto a análise do Leandro esta incompleta.

    Calculando a variação percental dos indicadores de 04/01/2021 até 31/12/2021 (não existe um período mais recente para todos esses indicadores ao mesmo tempo no momento), temos o seguinte:
    239 = -1,18%
    241 = +2,61%
    1782 = -8,59%
    27785 = +2,60%

    Isso é estável? Quanto é estável?

    Outros indicadores no mesmo período:
    USD/BRL = +4,15%
    DXY = +6,45%
    US10Y = +65,46%
    CRB = +38,85%

    USD esta ficando mais forte, não acho justo ignorar USD e analizar só BRL.
  • Leandro  19/02/2022 14:55
    "e diz que enquanto esses indicadores monetários (os da foto) continuarem estáveis, ele não apostaria contra BRL."

    Correto.

    "O problema é que esses indicadores falam apenas sobre BRL, eles não dizem nada sobre USD, portanto a análise do Leandro esta incompleta."

    Se a oferta monetária de um país está estável, então sua moeda está — ao menos temporariamente — sólida. Estando ela sólida, não interessa contra quem você compara. Você está com uma moeda sólida.

    Em todo caso, sua questão é válida. É necessário também olhar a evolução da oferta de dólares.

    Ei-la:

    M1:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m1.png?s=unitedstamonsupm1&v=202201291005V20200908&d1=20200519&d2=20220219

    M2:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202201291002V20200908&d1=20200219&d2=20220219

    Enquanto a oferta monetária no Brasil está parada, nos EUA está subindo.

    Ademais, o Brasil está com Selic em alta, e entrando no terreno dos juros reais (bastante) positivos. Nos EUA, seguem amplamente negativos. Ou seja, o Brasil está propício para o carry trade do resto do mundo.

    Para completar, ainda há o fato - divulgado no mercado financeiro - de que os exportadores ainda mal começaram a "internalizar seus dólares" (trocar por reais os dólares obtidos na exportação).

    Este é o meu referencial.

    Em todo caso, longe de mim querer convencer outras pessoas a não fazer apostas erradas.
  • anônimo  19/02/2022 15:00
    O dólar é que já subiu demais, devido à mega impressão do real, que o desvalorizou. Ele está caro demais, acima da taxa normal de câmbio, que seria 4.50.

    Quanto mais uma moeda está muito acima da taxa de câmbio natural é muito mais difícil ela continuar subindo. E 5.14 é muito alto.

    Agora que o real freou a expansão, que era o que provocava o dólar batendo a quase 6, ele pode ir a 4.50.

    Quanto ao fim dos estímulos ao dólar, pode fazê-lo subir, só que até agora não se começou nada, nem se sabe o quanto o Fed vai aumentar a sua taxa. Tem também o peso de todo o volume de dólar que os bancos voluntariamente deixam parados no Fed recebendo juros (reservas em excesso), que tem muito mais peso que a Selic deles. Eles vão mexer nessa também? Se não aumentar a Selic deles é inócuo.

    Então: até o Fed começar a cortar estímulo e enquanto o real continuar cortando o estímulo, o dólar tem potencial probabilístico de cair para próximo dos 4,50.
  • anônimo  19/02/2022 16:01
    4,50 ou 3,80; Na média, de qualquer forma, ele está desvalorizado ainda.
    Você acha que com juros reais positivos, o risco eleitoral vai ser atenuado?
  • Trader  19/02/2022 17:08
    Impossível antecipar exatamente qual será e como será a ação humana de milhões de pessoas daqui a oito meses.

    Mas vai depender basicamente de quem serão os candidato (lembre-se: ainda não há nenhum definido), quais serão suas reais propostas e, acima de tudo, quão assustado estará o investidor estrangeiro.
  • USD/BRL  19/02/2022 18:14
    Trader, isso é mais um motivo para FUD contra o BRL. Não tem sentido algum o BRL superar o USD nesse momento. É literalmente loucura ficar em BRL, o FUD das eleições é muito grande. Não vejo razões para essa queda do USD/BRL.
  • anônimo  19/02/2022 21:31
    Se quem ganhar retomar a expansão, o dólar volta a subir, porque o real volta a se desvalorizar.
  • USD/BRL  19/02/2022 17:38
    "[...] não interessa contra quem você compara."

    Isso é um absurdo. Se o supply dos EUA e Brasil estivesse igualmente estáveis, então certamente USD/BRL subiria. USD é a principal moeda de reserva mundial, BRL é só mais uma shitcoin de pais emergente.

    "Enquanto a oferta monetária no Brasil está parada, nos EUA está subindo."

    Calculando a variação percentual do mesmo período do meu comentário anterior, temos o seguinte:
    M1 Brasil = +1,80%
    M1 EUA = +207,37%
    M2 Brasil = +6,63%
    M2 EUA = +11,73%

    Como podemos ver, a oferta monetária dos EUA subiu mais do que a do Brasil, porém nesse mesmo período USD/BRL subiu 4,15%. Qual a explicação para esse cenário? E por que no cenário atual isso não acontece?

    "o Brasil está com Selic em alta"

    Isso não vai durar muito tempo.

    "Quanto mais uma moeda está muito acima da taxa de câmbio natural é muito mais difícil ela continuar subindo. E 5.14 é muito alto."

    Da onde você tirou essa "taxa de câmbio natural" (isso nem exixte)? 5,14 é muito alto?! Que?! Isso aqui é BRL meu amigo, abaixo de 6 é promoção!

    "o dólar tem potencial probabilístico de cair para próximo dos 4,50"

    Não, não tem, isso não faz o menor sentido.
  • Leandro  19/02/2022 21:30
    "Se o supply dos EUA e Brasil estivesse igualmente estáveis, então certamente USD/BRL subiria."

    Correto. Mas como não estão — a dos EUA segue subindo e a do Brasil está parada —, o jogo muda.

    Logo, seu ponto é inócuo — no atual momento.

    "USD é a principal moeda de reserva mundial, BRL é só mais uma shitcoin de pais emergente."

    Ler de novo acima.

    "Calculando a variação percentual do mesmo período do meu comentário anterior, temos o seguinte:
    M1 Brasil = +1,80%
    M1 EUA = +207,37%
    M2 Brasil = +6,63%
    M2 EUA = +11,73%
    Como podemos ver, a oferta monetária dos EUA subiu mais do que a do Brasil, porém nesse mesmo período USD/BRL subiu 4,15%. Qual a explicação para esse cenário? E por que no cenário atual isso não acontece?"


    Em 2020 mudaram a metodologia de cálculo do M1 americano, mas não fizeram retroativa para os anos anteriores. Variáveis que pertenciam ao M2 foram transferidas para o M1, mas sem correções retroativas. Uma zorra completa, e, ao que tudo indica, proposital — exatamente para ofuscar tudo e, assim, deixar a descoberto "monetaristas" que acusarem o Fed de estar imprimindo a rodo.

    fred.stlouisfed.org/series/WM1NS

    www.federalreserve.gov/feeds/h6.html

    mises.org/wire/feds-money-supply-measures-good-news-and-really-really-bad-news

    fredblog.stlouisfed.org/2021/01/whats-behind-the-recent-surge-in-the-m1-money-supply/

    Por isso, para o dólar, olhe o M2.

    De resto, olhar exclusivamente o dólar (que é o que você está fazendo) é incompleto. Tem também de olhar o desempenho do real em relação às principais moedas do mundo.
    A melhor maneira de fazer isso é olhando o desempenho do real em relação ao índice DXY, que mensura o dólar em relação às principais moedas do mundo (euro, libra esterlina, franco suíço, iene, dólar canadense e coroa sueca)
    O indicador de que eu gosto é USDBRL/DXY. É o preço do dólar (em reais) dividido pelo índice DXY.

    Eis a situação atual:

    ibb.co/dm2wn3c

    Esse gráfico (USDBRL/DXY) é bom porque, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), mas o DXY também está caindo, isso significa que não é o real que está forte, mas sim o dólar que está fraco. Neste caso, o gráfico não acusará um fortalecimento do real.

    Entretanto, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), e o DXY está encarecendo, então aí sim é sinal de que o real está de fato se fortalecendo.

    Igualmente, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), e o DXY também está encarecendo, então o dólar está se fortalecendo mundialmente, de modo que não necessariamente o real está se enfraquecendo.

    Por fim, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), mas o DXY está barateando, então, aí sim, o real está se esfacelando.

    O gráfico mostra tudo isso automaticamente. Digite USDBRL/DXY no TradingView e deixe-o marcado. O valor do gráfico não importa; o que interessa é acompanhar a evolução.

    www.tradingview.com/chart/hezX4Es5/

    Quanto menor o número, mais forte está o real. Acompanhar exclusivamente o preço do dólar — que é o que você aparentemente está fazendo — pode ser enganoso.

    Para concluir: você perguntou por que o dólar caiu ante o real. A explicação foi dada. Não entendi por que você está bravo. Não brigue com os fatos.

    E vou repetir: longe de mim querer convencer outras pessoas a não fazer apostas erradas. No meu mundo, todo mundo é livre para fazer o que quiser com o próprio patrimônio.
  • Imperion  20/02/2022 01:05
    "Isso aqui é BRL meu amigo, abaixo de 6 é promoção!"

    Você ja viu a moeda brasileira ficar eternamente acima de 6? Você pode garantir que ela vai às alturas e ficar nessa eternamente?

    Isso nunca aconteceu. Já passamos por períodos de alta e baixa. O dólar tá caro e bem acima poder de compra das duas moedas: real e dólar.

    R$ 4.50 é o quanto o real se desvalorizou em relação ao dólar desde sua criação. Para o dólar ficar acima disso é por fatores que não se pode garantir que continuarão para sempre. Sendo assim o dólar pode ficar acima de 4.50 ou abaixo disso. Aqui sendo Brasil, é mais fácil ele ficar um pouco acima disso do que abaixo. Nessa parte vc está certo. O Brasil é moeda desvalorizante.

    Mas ir pra valores de 6 que, é muito maior que a taxa de desvalorização do real, é necessária uma kagada gigantesca dos nossos políticos. No entanto por agora o real freou a expansão. Temporariamente não há motivos para sofrer forte desvalorização frente ao dólar.

    Teria que ter kagadas dantescas nesse ano eleitoral e ao mesmo tempo o Biden bundão parar com as dele para a cotação do dólar explodir assim.
  • Imperion  19/02/2022 21:34
    São bons indicadores, mas o dólar está em expansão e isso o desvaloriza. O dólar é forte, mas o Biden o está enfraquecendo e o mercado não espera acontecer pra compra ou vender. O equilíbrio ocorre a cada segundo. Já aqui dentro é diferente de lá fora. O dólar não tem curso aqui dentro. Então quando os dólares saíram daqui, seu preço em real explodiu e agora que esta entrando, ele cai.

    Quando o próprio real se valoriza, compram-se muitos dólares, o que faz com que a cotação caia. Processo que se estabiliza quando a taxa de câmbio 4.50 real estiver igual a cotação.
  • USD/BRL  20/02/2022 00:01
    Ok, USDBRL/DXY mostra que no momento atual o BRL esta se fortalecendo em relação ao mundo, mas por que? Quem são os culpados disso? Bom, obviamente isso não é culpa dos EUA, porque o DXY está subindo. De alguma forma (desculpe a palavra mas eu vou ter que dizer) esse Chimpanzil (kkkkkk, esse nome é muito bom) ficou mais atraente do que países de primeiro mundo. Eu me recuso aceitar que o único culpado disso é a taxa Selic, deve haver alguma coisa a mais...

    "Não entendi por que você está bravo. Não brigue com os fatos."

    Não estou bravo, eu estou furioso! Eu perdi uma graninha nessa brincadeira.
  • Leandro  20/02/2022 00:44
    Você provavelmente seguiu o call de gestores emocionados (e anti-Bolsonaro) no Twitter ou em alguma outra rede social. Erro grave. Não se faz uma aposta econômica tendo por base sentimentos políticos. Mas é um aprendizado.

    Releia o que foi escrito. Eu nunca disse que foi apenas a Selic. Você tem de olhar base monetária, oferta monetária, juros reais, carry trade (no que a Selic é crucial), e, no prazo mais curto, fluxo de capitais e internalização de exportadores.

    Dica: qualquer pessoa que palpite sobre moedas sem olhar a evolução das respectivas ofertas monetárias irá com certeza absoluta levar ferro. Sempre que um gestor de rede social apontar suas previsões para o câmbio, pergunte a ele qual o racional. Se ignorar oferta monetária, corra.
  • Leandro  20/02/2022 00:57
    Em suma: se há uma quantidade expressiva de estrangeiros vindo para cá arbitrar juros (trocando dólares por reais), e se a quantidade de reais para comprar estes dólares não está aumentando, então temos que há uma quantidade crescente de dólares sendo trocadas por uma quantidade fixa de reais.

    Aí é dólar para baixo.

    Economia básica, mas que, estranhamente, vários gestores e palpiteiros de câmbio ignoram (alguns por incompetência, outros por paixão política).

    Eu, que não sou ninguém, e que procuro me ater apenas a fundamentos econômicos, cantei essa queda quando o dólar ainda estava a R$ 5,70 (e vários dizendo que "dólar é R$ 7"). Olhei apenas os itens acima.
  • USD/BRL  21/02/2022 10:23
    Leandro, muito obrigado pelas dicas.

    "Você provavelmente seguiu o call de gestores [...]"

    Na verdade, eu vi seu comentário de 06/01/2022, mas na época eu achei que você estava errado porque você tinha analisado só o BRL. Então eu simplesmente ignorei e mantive minha posição em USD. Eu achava que eu estava certo pelos motivos que eu apontei.

    "Releia o que foi escrito. Eu nunca disse que foi apenas a Selic. [...]"

    Sim, eu sei que você nunca disse isso. Mas pra mim, ainda é muito difícil de acreditar que essa valorização do BRL se deu somente por esses fatores que você citou (essa valorização foi muito grande e aconteceu muito rapidamente). Suponha por hipóteses que exista um pais que esteja na seguinte situação:
    - Juros reais positivos
    - Base monetária se contraindo
    - Carry trade favoravel
    - Insegurança politica e jurídica
    - Sem reponsabilidade fiscal
    - Ano eleitoral com os piores candidatos possíveis
    - Mercado extremamente regulado e burocrático
    - Povo mimado querendo um Estado Babá
    - Cheio de leis progressistas, assistencialistas e desenvolvimentistas

    Sim, esse pais é o Brasil. Você investiria nesse pais? Eu não, mas no entanto, eu deveria...certo? Por favor não leve essa pergunta pro lado pessoal dizendo: "longe de mim querer convencer outras pessoas a não fazer apostas erradas. No meu mundo, todo mundo é livre para fazer o que quiser com o próprio patrimônio.".

    O que você acha do índice Big Mac?

    Imperion, eu faço as mesmas perguntas pra você.

    Você ja viu a moeda brasileira ficar eternamente em 4.50? Você pode garantir que ela não vai às alturas e ficar nessa eternamente?

    "R$ 4.50 é o quanto o real se desvalorizou em relação ao dólar desde sua criação. [...]"

    Completo absurdo. Por essa logica, USD/BRL certamente voltará a ser 1.
  • Leandro  21/02/2022 13:24
    Pegue todos os itens que você elencou e, deixando a emoção e o partidarismo político de lado (isso é essencial), faça a si próprio a seguinte pergunta:

    Qual país está em melhor situação?

    Uma coisa é entender a realidade. Outra é comparar esta realidade à realidade alheia. E ainda outra (e este é o erro mais comum) é comparar esta realidade a uma situação perfeita.

    Com a possível exceção da Suíça, nenhum outro país possui todos estes quesitos melhores que o Brasil (inclusive discordo da sua avaliação fiscal, pois não é isso o que os dados mostram, mas aí é outro debate).

    Na própria América Latina já está difícil achar um melhor. Chile e México eram os possíveis rivais, mas o primeiro está no descenso e o segundo, francamente, não é melhor que o Brasil em nada (há pouco tempo ele nos superava em política monetária, mas isso já foi equacionado).

    Inclusive em termos de "Ano eleitoral com os piores candidatos possíveis", de qual país você tem inveja neste quesito? De novo, deixe a emoção e o partidarismo político de lado, e veja tudo racionalmente. Não ceda à tentação da cair na falácia do Nirvana.

    Sobre o índice Big Mac, eu nunca o levei a sério, até mesmo porque seus próprios criadores vivem enfatizando que ele não é para levar a sério (comentei sobre ele aqui). Agora, é preciso ter consistência: quando o índice dizia que o real estava sobrevalorizado, havia uma choradeira intensa do setor industrial, que dizia que tal sobrevalorização estava "destruindo a indústria" pela concorrência de importados. Já hoje, quando o índice aponta grande desvalorização (mais outro motivo para se apostar na valorização), ninguém se pronuncia contra.


    P.S.: o leitor Imperion lembrou-me de um ponto essencial, o qual eu mesmo sempre levei em consideração e sempre enfatizei aqui, mas que bizarramente me esqueci de citar acima: a paridade do poder de compra entre real e dólar. Para a determinação do câmbio, no longo prazo, este é o elemento mais importante de todos. E, no momento, a paridade realmente aponta para R$ 4,50. Isso quer dizer que este é o valor eterno? É óbvio que não. Ele muda de acordo com a variação do poder de compra das duas moedas. No entanto, se tal indicador aponta R$ 4,50, e o dólar está em R$ 5,70, então — em conjunto com todos os outros fatores acima listados — a aposta na queda do dólar era ainda mais evidente.
  • Felipe  21/02/2022 13:53
    Agora fiquei curioso sobre a parte fiscal do governo brasileiro. Como você avalia?

    Eu não sou economista e nem nada, mas vou dar um palpite simplório: a despeito de alguns congelamentos de salários do funcionalismo e outras coisas pontuais (e alguns cortes bons em certos setores, até o Plano Safra está com menos grana), o Brasil está algo ruim fiscalmente. A gente pode falar, é claro, do déficit em 2021. Mas isso tem dois fatores: a forte expansão monetária e o crescimento do PIB, que fazem com que o déficit nominal caia em termos percentuais.

    Em termos fiscais, o México e o Peru estão bem melhores. AMLO é infeliz na parte de negócios, com medidas anti-mercado? Sim, é e inclusive quer colocar mais o estado em cima do setor elétrico e isso é arriscado até de afetar no grau de investimento, que o país ainda tem. Mas fiscalmente é muito bom para um governo de esquerda e até agora foi um dos governos que menos gastaram durante a pandemia (no mundo). O Peru deu uma retrocedida em 2020 e agora é uma incógnita com um governo marxista e que está sendo atrapalhado pelo Congresso.

    O Brasil tem a maior carga tributária da América Latina (só deve perder para Cuba) e mesmo assim o governo precisa se endividar para fechar as contas (inclusive se excluir gastos com juros), para sustentar 69 universidades federais, vários ministérios, dezenas de estatais, subsídios e agências reguladoras, entre outras coisas.

    De fato, a Suíça é um dos poucos países (se não o único) onde as eleições presidenciais não mudam em absolutamente nada na vida da população.

    Mas assim, para o Brasil ver austeridade de verdade, só se fecharmos o banco central e adotarmos uma moeda forte estrangeira. Aí eu quero ver o que o governo vai fazer. O governo grego foi obrigado a fazer várias coisas já. E não é um exemplo de país com sindicatos fracos.
  • Leandro  21/02/2022 14:53
    Bom, a situação fiscal é esta aqui (gráficos da Tullet):

    ibb.co/8cBjQL8

    Pode piorar? Pode. Mas, no momento, a situação é esta. Se isso é considerado ruim, gentileza apontar cinco países que sejam bons.

    Digo e repito: enquanto o teto de gasto continuar em vigor (ignorem emocionados que dizem que "ele acabou"; ou são ignorantes ou estão vendidos e querem faturar em cima de outros ainda mais emocionados), estaremos relativamente bem.

    O fato é que o que mais temos hoje nas redes sociais é gestor que senta o dedo no botão "vender" a cada Breaking News do G1 (e depois fica puto porque perdeu dinheiro e não sabe por quê).

    Enquanto emocionado vende de acordo com as manchetes da imprensa (e com o fígado), o gringo vem aqui e raspa tudo na promoção.

    www.cnnbrasil.com.br/business/investimentos-de-estrangeiros-na-bolsa-brasileira-batem-recorde-em-2021/

    veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/investidor-estrangeiro-despeja-r-28-bi-na-bolsa-em-volume-recorde/

    Esses aí ganharam duplamente: com a subida do Ibovespa e com a valorização do real. Enquanto gringo saía do dólar e comprava ações e renda fixa brasileiras, o brasileiro emocionado vendia ações nas mínimas e comprava dólar a R$ 5,70, abrindo mão de juros que irão a 12,25% ao ano em uma moeda cuja oferta está parada. E aí agora está com raiva do mundo porque o trade obviamente não deu certo.

    É nisso que dá ignorar fundamentos básicos de macroeconomia.
  • Felipe  21/02/2022 15:08
    Esses dados do Tullett (seria o Tullett Prebon?) existiriam também para outros países? Você sabe a metodologia? Assim eu consigo comparar com outros países, porque normalmente eu vejo por gastos correntes e não levando em conta a moeda em um certo ano (no caso o real de 2021).

    Por exemplo, em 2019, quando analisei o orçamento (pelo site do Portal da Transparência), na verdade o orçamento de 2019 caiu em relação a 2018, não subindo como no gráfico.
  • Leandro  21/02/2022 15:21
    Desconheço se eles têm ou não. Mas observe que o gráfico está corrigido pela inflação.
  • Felipe  21/02/2022 19:03
    Como eu corrijo esses gastos pela inflação?
  • Trader  21/02/2022 20:06
    1) Pegue as gastos (que sempre são nominais) em um determinado ano (o anos de partida) e divida pelo mesmo valor. O resultado final, obviamente, será 1.

    2) Pegue os gastos de todos os anos subsequentes e divida pelo mesmo valor do item 1 (ou seja, pelo gasto do ano inicial).

    3) Agora você tem a evolução dos gastos em relação a um determinado ano.

    4) Faça o mesmíssimo procedimento para o IPCA. No caso, no mesmo ano do item 1, pegue o IPCA (se foi, por exemplo, 4%), divida 1,04 por 1,04. Você terá 1.

    5) Pegue os IPCA de todos os anos subsequentes (sempre em números inteiros) e divida pelo mesmo valor do item 1 (ou seja, 1,04).

    6) Agora você tem a evolução do IPCA em relação a um determinado ano.

    7) Agora basta dividir gastos por IPCA, e você terá a evolução dos gastos em termos reais (que é exatamente o gráfico da Tullet). No Excel é moleza.
  • Felipe  24/02/2022 23:48
    "1) Pegue as gastos (que sempre são nominais) em um determinado ano (o anos de partida) e divida pelo mesmo valor. O resultado final, obviamente, será 1."

    Qual site você indica? Tem o Trading Economics, mas não há dados atualizados para todos os países e normalmente os dados são mensais, não sendo anuais.

    Vi o caso do México, no site oficial deles.

    Lá já tem dados atualizados (no Presto Hacienda), ficando assim, conforme a imagem. Quais desses dados eu considero?

    Sou burro com Excel (cheguei até aprender alguma coisa na aula de Bioestatística, mas devo ter esquecido algo), se alguém souber se dá para facilitar esses cálculos com o programa, agradecerei.
  • Felipe  27/02/2022 01:27
    Bom, eu tentei fazer. Vamos ver se fiz certo:

    Peguei os gastos nominais do governo mexicano nos anos 2019, 2020 e 2021:

    (milhões de pesos)
    2019: 5.792.623,9
    2020: 5.995.025,8
    2021: 6.738.853,8

    1) 2019: 5,792,623.9 / 5,792,623.9 = 1
    2) 2020 = 5,995,025.8/5,792,623.9 = 1,034941315627276
    2021 = 6,738,853.8/5,792,623.9 = 1,163350826211935
    4) 2019 = 2,83 % => 1,0283 / 1,0283 = 1
    2020 = 3,15 % => 1,0315 / 1,0283 = 1,003
    2021 = 7,36 % => 1,0736 / 1,0283 = 1,044

    Agora não sei como fazer o número 7). O que falta para fazer?
  • Trader  28/02/2022 01:42
    Desculpe, a minha explicação sobre a maneira de se construir a série para a inflação ficou confusa (e errada).

    Tão logo você estabelece o ponto de partida (o valor 1), você tem que multiplicar a inflação para os anos seguintes, cumulativamente.

    Sendo assim, ficaria:

    2019: 1

    2020: 1*1,0315 = 1,0315

    2021: 1,0315*1,0736= 1,1074

    Aí sim você divide os gastos de cada ano pela inflação acumulada até aquele ano.
  • Felipe  01/03/2022 22:32
    A parte dos gastos eu acertei?

    Então na parte da inflação seria assim:

    4) 2019 = 2,83 % => 1,0283 / 1,0283 = 1
    2020 = 3,15 % => 1 . 1,0315 = 1,0315
    2021 = 7,36 % => 1,0315 . 1,0736= 1,1074

    2019 = 5.792.623,9 / 1 = 5.792.623,9
    2020 = 5.995.025,8 / 1,0315 = 5.811.949,39
    2021 = 6.738.853,8 / 1,1074 = 6.085.293,29

    Agora no que errei?
  • Trader  02/03/2022 03:41
    Agora está certinho. Neste período, os gastos reais do México subiram 5,05%.
  • Felipe  27/02/2022 01:14
    Não seria melhor avaliar os gastos somente em questões correntes?

    Vale lembrar que houve forte inflação no Brasil nesses últimos anos.
  • Trader  21/02/2022 15:26
    "O fato é que o que mais temos hoje nas redes sociais é gestor que senta o dedo no botão "vender" a cada Breaking News do G1 (e depois fica puto porque perdeu dinheiro e não sabe por quê)."

    Haha e o pior é que é bem assim mesmo. Nêgo opera com televisão ligada na Globo News e dando F5 na Bloomberg. A cada ruído político ele vai no "sell" com força e no "buy" em dólar (ele acha que "ser o primeiro" vai ser muito vantajoso). Depois, quando o ruído é desmentido, ele vê que perdeu tudo e vai lá "xingar muito o Bozo no Twitter".
  • USD/BRL  21/02/2022 14:45
    "E, no momento, a paridade realmente aponta para R$ 4,50."

    Como você chegou nesse valor? Como faço para calcular a paridade do poder de comprar entre USD e BRL?
  • Leandro  21/02/2022 14:59
    A técnica foi descrita e explicada aqui:

    www.mises.org.br/article/2901/afinal-o-cambio-esta-barato-ou-caro-eis-uma-maneira-de-estimar-seu-atual-valor-correto

    Obviamente, dado que foi escrito em 2018, você agora tem de atualizar os valores tanto do IPCA quanto do CPI.
  • USD/BRL  22/02/2022 21:44
    Leandro, calculei o "valor correto" e plotei esse gráfico:

    ibb.co/1MZfLLY

    Você tem algo do tipo no TradingView?
  • Trader  23/02/2022 00:09
    Acho que seu cálculo está errado.

    Pelo IPCA seria R$ 3,89.

    Pelo IGP-M seria R$ 6,35.

    Pegando-se a média, dá R$ 5,11.

    Mas como historicamente o câmbio sempre fica mais perto do IPCA do que do IGP-M (o que significa que o IPCA tem um peso maior que o IGP-M), então R$ 4,50 é um valor realista.
  • USD/BRL  23/02/2022 05:29
    "Acho que seu cálculo está errado."

    Sim, o cálculo está errado. Fiz as correções:

    Gráfico:
    ibb.co/4MsSn8P

    Cálculo e dados:
    pastebin.com/L3mPVzts
  • anônimo  23/02/2022 01:09
    Ficou interessante, mas as linha verde e vermelho tb sobem com o passar do tempo pois no brasil a inflacao é constante. No grafico elas ficaram perpendiculares. Isso so ocorreria se o brazil tivesse inflcao zero no periodo.
  • Eugenio  21/03/2022 23:14
    ADENDO AOS ESTUDOS

    Mesmo Mises ,nao deixa claro por isto questiono:

    FALAM em CAPITALISMO E COMUNISMO, mas os dois sao CAPITALISMO

    UM ,CAPITALISMO PRIVADO as pessoas gerem o capital SAO responsáveis SOFREM e ou ufruem

    É O QUE da mais certo funciona melhor

    OUTRO , CAP ITALISMO DE ESTADO, o capital é ge tido pelo estado NINGUEM responsável roubam e ficam soltos vide LULA
    Etc

    Nunca em lugar algum DEU certo e funcionou só
    trouxe desgraças



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