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Inflação de preços nos EUA é a maior desde 1982. E os salários reais estão em queda
O que o Fed irá fazer?

A inflação de preços nos EUA atingiu o maior valor em quase quarenta anos.

Segundo dados publicados ontem (quarta-feira, 12 de janeiro de 2022) pelo Bureau of Labor Statistics, o índice de preços ao consumidor (CPI - Consumer Price Índex) acumulado em 2021 foi de 7,1%. [Atualização em fevereiro: está agora em 7,5%].

A última vez em que ele esteve tão alto assim foi foi em junho de 1982, quando a taxa foi de 7,2%.

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Gráfico 1: evolução da taxa de inflação de preços ao consumidor americano (acumulado em 12 meses)

Este acentuado aumento na inflação de preços provavelmente irá aumentar a pressão política para que o presidente do Federal Reserve (o Banco Central americano) Jerome Poweel "faça alguma coisa" sobre isso. 

Após meses insistindo que a inflação de preços seria "transitória" e que não havia motivos para preocupação, ficou claro, já em outubro de 2021, que a inflação de preços estava alcançando os piores níveis em décadas.

Desde então, o Fed fez uma alteração drástica no tom de seus pronunciamento, com Powell, nesta semana, dizendo que a inflação se tornou "uma ameaça severa", e ainda reiterando que o Fed planeja elevar a taxa básica de juros bem mais cedo do que se imaginava:

À medida que o ano [de 2022] vá avançando … se as coisas progredirem como o esperado, iremos normalizar a política monetária, o que significa que, em março, iremos abolir o programa de compra de ativos, o que também significa que iremos elevar os juros ao longo do ano.

Observem a condicional "se as coisas progredirem como o esperado". Naturalmente, o planejado aperto monetário irá depender fortemente dos indicadores econômicos do próprio Fed. Mais especificamente, irá depender de se a economia está crescendo e se a bolsa de valores está subindo. 

Queda da renda real

Para muitos americanos, porém, as notícias já são ruins, e a carestia está subtraindo o poder de compra dos trabalhadores. Os números de dezembro mostram que a inflação de preços já superou os ganhos salariais. Em 2021, o salário médio aumentou 4,7% em termos nominais. Mas com a inflação de preços subindo 7,1%, os salários reais caíram.

O gráfico abaixo mostra esta evolução. A linha azul representa a evolução da taxa de inflação de preços. A linha cinza mostra a evolução dos ganhos salariais nominais. A partir de 2021, a inflação passa a subir mais que os salários.

graf2.png

Gráfico 2: evolução da taxa de inflação de preços (linha azul) versus evolução dos ganhos salariais nominais (linha cinza). Fonte: BLS, tabela B-3. Ganhos por hora e semanais de todos os empregados do setor privado não-agrícola; Consumer Price Index 

Analisando esta diferença, pode-se constatar que os salários reais estão caindo há pelo menos oito meses, com a queda chegando a 2,3% em dezembro de 2021 em relação a dezembro de 2020.

Além da inflação de preços, a inflação de ativos também continua sendo um problema para os consumidores. Por exemplo, de acordo com a Federal Housing and Finance Agency, os preços dos imóveis estão em forte ascensão, tendo encarecido 16,4% em 2021. Trata-se do maior aumento da série histórica (iniciada em 1975), e muito maior do que os aumentos registrados no período 2004 a 2007, ápice da bolha imobiliária.

Empregos e estímulos

A taxa de desemprego em 3,9% parece positiva, mas a criação de empregos foi significativamente abaixo do consenso: foi de 199 mil em dezembro versus um consenso de 450 mil.

Este número fraco tem de ser visto dentro de seu real contexto: o maior plano de estímulo fiscal e monetário da história recente. Com a oferta monetária tendo aumentado 40% desde janeiro de 2020, e com o governo tendo um déficit de US$ 2,77 trilhões (espantosos 15% do PIB, o maior da história), a criação de empregos ficou muito aquém da ocorrida em outros episódios de recuperações, e a situação do emprego está significativamente pior do que estava em 2019.

O número de pessoas que não estão na força de trabalho, mas que querem um emprego, não mudou em dezembro. Foi de 5,7 milhões. Isso representa 717 mil pessoas a mais do que em fevereiro de 2020.

O total dos que estão desempregados há muito tempo (aqueles que estão sem emprego há 27 semanas ou mais) permaneceu em 2 milhões em dezembro de 2021. Isso são 887 mil pessoas a mais que em fevereiro de 2020. Estes desempregados representam 31,7% do total de desempregados, de acordo com o BLS (Bureau of Labor Statistics).

A taxa de participação da força de trabalho — que é a razão entre o número total de pessoas economicamente ativas (empregadas e desempregadas) e o número total de pessoas aptas a trabalhar — ficou em 61,9% em dezembro, estagnada há quase doze meses. E 1,5 ponto percentual menor que em fevereiro de 2020.

Finalmente, a razão entre entre empregados e população total ficou em 59,5%, o que dá 1,7 ponto percentual abaixo do nível de fevereiro de 2020. 

Se colocarmos todos estes números dentro do contexto de um maciço estímulo de US$ 3 trilhões, a evidência é cristalina. A gastança e a impressão monetária desenfreadas não trouxeram melhorias. Todos os empregos recuperados vieram simplesmente da reabertura da economia. Eles viriam de qualquer jeito. O plano de estímulos não apenas não acelerou a criação de emprego, como, ao contrário, reduziu.

Com as pessoas desempregadas recebendo 300 dólares por semana para ficar em casa, as empresas passaram a ter dificuldades para contratar pessoas. A situação se tornou tão bizarra que o McDonald's passou a pagar 50 dólares apenas para a pessoa comparecer para uma entrevista de emprego.

Como bem apontou o The Wall Street Journal, ainda antes da pandemia, empresas americanas já estavam reclamando de uma escassez de mão-de-obra qualificada para a indústria e para os setores mais tecnológicos, o que estava afetando a competitividade americana. Na atual situação, ficou ainda mais difícil para essas empresas encontrarem pessoas para operar fábricas de semi-condutores e desenvolver tecnologias de ponta.

Ou seja: a recuperação teria sido mais robusta sem estes estímulos.

Pior: os estímulos serviram apenas para gerar carestia e reduzir os salários reais. 

Se a força de trabalho está estagnada e os salários reais estão caindo em meio à maior expansão monetária, ao maior pacote fiscal e ao maior déficit da história do governo americano, a conclusão inevitável é de que estes estímulos não foram particularmente exitosos.

Em específico, o número inédito de pessoas abandonando o emprego é evidência de um mercado de trabalho disfuncional, no qual centenas de milhares de americanos não querem trabalhar porque os custos superam os salários. Isto não é um sintoma de economia robusta; é um sintoma de um efeito realmente preocupante e deletério da inflação.

Por tudo isso, apesar da taxa de desemprego estar em 3,9%, o fato é que os EUA não estão nem próximos de um pleno emprego. A taxa está baixa porque, como demonstrado, a quantidade de pessoas que se retiraram da força trabalho (e que, portanto, não entram nas estatísticas) é alta. Apagar pessoas da lista de desemprego não representa pleno emprego.

Uma inflação persistentemente alta em conjunto com impostos mais altos (que serão necessários para financiar ao menos uma parte do déficit trilionário) significam menos oportunidades de emprego, pois as pequenas e médias empresas — que são as maiores empregadoras do país — têm de lidar com custos de produção maiores e margens de lucro menores.

A sinuca de bico do Fed

Nos últimos 40 anos, a cada queda relevante da Bolsa e a cada recessão, o Fed sempre recorria à mesma receita: socorrer o mercado e a economia, injetando dinheiro nos bancos.

A ideia é que esta impressão monetária fosse despejada na economia — via empréstimos concedidos pelos bancos — e causasse uma injeção de ânimo e de gastos, sustentando a Bolsa e interrompendo a recessão. Com efeito, por reiteradas vezes, o dinheiro novo animou a Bolsa e provocou gastos a curto prazo, mas não aboliu o ciclo econômico nem inibiu crises financeiras. 

Só que este longo histórico de socorro condicionou os investidores e bancos a presumir que, na próxima crise, o Fed novamente socorrerá a Bolsa e a economia. Mas a novidade é que, ao contrário das outras ocasiões, agora realmente está havendo inflação de verdade (mesmo porque os estímulos de agora foram sem precedentes). 

Logo, o que fará o Fed no atual e inédito cenário?

Se ele optar pelo combate à inflação e eventualmente indicar que haverá uma normalização dos juros — para níveis acima da inflação —, a Bolsa poderá despencar, junto com o PIB. Nem investidores, nem bancos, nem gestores, nem os demais países anseiam por essa alternativa. Também não aplaudiram inicialmente quando Paul Volcker acertadamente aumentou os juros em 1981, o que aniquilou a estagflação da década de 1970 e propiciou a volta da estabilidade e décadas de lucros nos mercados, mas ao alto custo de uma profunda recessão no curto prazo.

Se ele se mantiver no curso atual, tolerando uma inflação de preços mais altas para não apertar a bolsa, os desarranjos econômicos supracitados irão se intensificar, com consequências nada alvissareiras.

O grau de liberdade do Fed desapareceu. A até então "alternativa gratuita" dos estímulos fiscais e monetários não inflacionários expirou. A regra do jogo mudou. Para o mundo todo.


autor

Daniel Lacalle e Ryan McMaken

Daniel Lacalle é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.

Ryan McMaken é o editor do Mises Institute americano.


  • Enigma: Bitcoins escondidos  13/01/2022 18:00
    Olá, esse enigma contém uma chave privada com alguns bitcoins, e se você encontrá-lá, será sua.

    --- mensagem 1 ---
    M qfjdmkss yqvwvsxqrevm lgw hdmusk qp kiebzw...

    --- mensagem 2 ---
    Fcqe tlfkooob hx rvkidgbw yezbo bsys Xskira grqirv asdo vvkatqczoy hxvzlc...

    --- mensagem 3 ---
    5MEBtcp3SY1pIF9lWrAbF8AyGJ5pD7pLOIdgs5bleESEX8IpZuS

    Essas 3 mensagens estão cifradas com Cifra de Vigenere, cada uma com uma chave diferente.

    A mensagem 1 decifrada, revela informações da chave da mensagem 2, e assim sucessivamente. E a mensagem 3 decifrada, é a chave privada.

    Todas as informações que você precisa para resolver o enigma estão aqui.

    Boa sorte.

    "Idéias e somente idéias podem iluminar a escuridão."
  • Geraldo  13/01/2022 18:37
    Ok.
  • Um Cão  13/01/2022 21:58
    Obrigado pelos 0.00003 BTCs. Vou comprar óleo de cozinha e batatas com eles.
  • Edson  13/01/2022 22:31
    Já é alguma coisa. Seja grato.
  • Enigma: Bitcoins escondidos  14/01/2022 16:17
    Parabéns, você foi bem.

    Aos que não conseguiram, não se preocupem, haverão outras oportunidades.

    706f73742d7370656563682e6865726f6b756170702e636f6d
  • Yonatan  13/01/2022 19:17
    Os políticos ao redor do mundo já perceberam que o melhor antídoto para a inflação é impor lockdown. Dado que o maior peso da inflação é o setor de serviços, e dado que o setor de serviços é fechado pelos lockdowns (o que significa que não tem como eles reajustarem preços), impor lockdown continuamente irá manter a inflação arrefecida.

    Podem observar: sempre que o índice oficial de inflação sobe na Europa, um governo lá impõe lockdown.

    Essas "novas cepas" que mensalmente são anunciadas são a perfeita desculpa para tudo.

  • Estado máximo, cidadão mínimo.  14/01/2022 00:06
    Não sei, Yonatan. Veja a Argentina: houve lockdowns a rodo por lá e a inflação subiu de qualquer forma. Em vários outros lugares, a mesma coisa. Esses lockdowns são pra políticos ficarem brincando de ditadura mesmo.
  • Elias  14/01/2022 00:18
    Embora eu discorde do Yonatan, temos de convir que a Argentina não é parâmetro para absolutamente nada.

    Lockdown funciona como "controle inflacionário" quando é feito pela primeira vez, e em nível nacional. Pode até funcionar na segunda vez. Mas a partir da terceira, a economia fica tão destroçada que começa a haver uma forte escassez de oferta, jogando os preços pra cima.
  • Artista Estatizado  14/01/2022 02:56
    Elias, eu acredito que a explicação para o Lockdown funcionar como favor redutor de preços da primeira vez é aquela mais óbvia mesmo: os produtores são pegos de surpresa com uma queda repentina da demanda, e se vêem obrigados a reduzir os seus preços para vender a produção.

    Só que, com o tempo, ao perceberem a queda na demanda, eles reduzem sua produção, e os preços voltam ao patamar anterior.

    Tudo não passa daquela brincadeira de alterações das curvas de oferta e demanda, que costuma ser ensinado em introdução à economia, e que leva a um novo "preço de equilíbrio".

    Claro, estou supondo que nada seja alterado na política monetária. Caso isso seja feito, os efeitos se sobrepõem aos mencionados acima.
  • Trader  13/01/2022 19:20
    Há uma "mágica" que pode ser feita: é só chupar o dinheiro do setor de bens de consumo e desviá-lo para o mercado de ativos (bolsa, imóveis, metais, criptos e títulos). Assim a inflação passa a ser considerada "riqueza".

    Funcionou muito bem nos EUA durante muito tempo.

    Vão ter de descobrir um jeito de fazer de novo.

  • Vladimir  13/01/2022 19:26
    Sabe qual é a diferença de hoje para estas outras ocasiões? A Teoria Monetária Moderna.

    De 1982 a 2019, a TMM era solenemente ignorada. As injeções monetárias se limitavam exclusivamente ao sistema bancário. Aí agora inventaram de impor a TMM, com o governo imprimindo e mandando dinheiro para todo mundo. Fizeram isso inclusive aqui no Brasil.

    Só espero que os burocratas ao menos saibam concluir o desastre que ela foi.
  • Régis  13/01/2022 20:28
    É um excelente ponto. Aliás, é exatamente por isso que eu não vejo governos banindo criptomoedas. Ao contrário: se bobearem, podem até incentivá-las.

    Criptos, assim como ouro, ações e títulos públicos, representam um dreno ao excesso de liquidez. Se os governos imprimem dinheiro, e a maior parte deste dinheiro acaba virando demanda para criptos e para especulação na bolsa, isso evita que esse mesmo dinheiro vire demanda inflacionária por bens de consumo.

    Eu, se fosse um banqueiro central, estaria implorando por mais criptos, por mais fundos de investimento e por mais ativos financeiros, de qualquer tipo. Quanto mais fácil e barato o acesso a ativos financeiros, menor a pressão inflacionária sobre bens de consumo.

    Antigamente, quando essas coisas eram limitadas apenas aos ricaços, o povão e a classe média só tinha como opção converter seu dinheiro em bens de consumo. Caso não o fizessem, apanhariam da inflação. Hoje, com o amplo leque de investimentos em variados ativos financeiros, esse dinheiro em excesso não mais vi integralmente para bens de consumo.

    Para um banqueiro central, quanto mais opções de ativos para as pessoas investirem, mais fácil é o seu trabalho.

    Por isso o Powell nunca esquentou cabeça com Bitcoin. Se duvidar, ele ama.
  • Estudante  13/01/2022 21:40
    Vladimir, pera ai, O fed não imprimia dinheiro e jogava no compulsório e comprava juros sob o excedente parado nas reservas? Assim o controle do juros passou a ser indireto ao invés de direto. O Quantitive easing foi o mesmo de 2008 então?
    Me parece que 2021 ele mudou e aquele metodo ''nunca visto em manuais de economia'', deixou de exitir

    Quais as diferenças?
  • Bernardo  13/01/2022 22:07
    Em 2020, nos EUA, no Brasil (e creio no resto do mundo), leis foram criadas permotindo que os BCs pudessem comprar qualquer ativo de qualquer instituição, e não mais apenas de bancos.

    No Brasil, o Orçamento de Guerra permitiu que o Bacen pudesse comprar até mesmo debêntures de corretoras.

    Antes, os BCs só podiam comprar títulos dos bancos, cabendo. aos bancos injetar dinheiro na economia via concessão de empréstimos. Com a nova lei, os bancos centrais passaram a poder jogar o dinheiro diretamente na economia, driblando o sistema bancário.

    Isso é TMM na veia e foi seguidamente ressaltado aqui. Acho estranho o seu estranhamento.

    www.mises.org.br/article/3239/a-pec-do-orcamento-de-guerra-e-a-bazuca-do-banco-central

    www.mises.org.br/article/3238/por-que-ha-uma-escassez-de-dolares-no-mundo-apesar-das-macicas-injecoes-do-fed
  • Felipe  13/01/2022 21:56
    Jerome disse em uma entrevista que ele não pretende proibir ou regular o Bitcoin, isso meses atrás. Não sei o que o pessoal do Departamento do Tesouro pensa.
  • Felipe  13/01/2022 23:02
    O lado faz sentido, mas a maioria dos burocratas não tem a mínima ideia do que é Bitcoin. Olha aqui no Brasil, com político pronunciando "créptomoeda" e "bitcóio". A era dos mandantes cultos das monarquias acabou.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  13/01/2022 19:25
    Mindset da manada:

    -"7,1% de inflação nem é tanto assim!". É, mas em um horizonte de tempo de quatro anos? Se a taxa manter-se, seria 28,4% ao final de um mandato de algum politicóide aí. Somando com o aumento de desemprego e abandono do mercado de trabalho como apontado no artigo, haveria uma menor oferta de bens e serviços o que geraria menos receitas para empresas e pessoas, podendo colocar o padrão de vida em patamares ainda mais baixos. Alguém escuta algo assim na grande imprensa?
  • Ex-Microempresario  13/01/2022 22:15
    7,1% anual durante quatro anos dá 31,57%.
  • Trader  13/01/2022 22:32
    Correto.
  • Estudante  13/01/2022 21:13
    Então os EUA esta pior que nós? Apostariam no Real?
  • Anônimo  13/01/2022 21:14
    O tal de Federal Reserve nada mais é do que um monte de keynesianos sem escrúpulos. Por culpa deles os Estados Unidos estão exportando essa inflação toda já que as commodities agrícolas e industriais são precificadas em dólar.

    Esses caras estão precisando assistir aulas da Escola Austríaca para deixarem de ser tapados!
  • Anônimo  13/01/2022 21:42
    Depois do roubo da eleição de 2020 os Estados Unidos estão saindo dos trilhos de vez. O simples fato da pessoa ir votar não sabendo se algum democrata ou republicano maluco vai passar a mão na ballot e fraudar o seu voto já demonstra o grau de corrupção que tem lá.

    Mas felizmente está surgindo uma luz no fim do túnel do Ocidente: o bloco econômico Canzuk. Pra quem acha que é zueira faça uma pesquisa sobre a Canzuk, em alguns lugares chamada de Anglosfera. Será a união inicial de 4 países falantes da língua inglesa: Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Um PIB inicial de 7 trilhões de dólares. Sobre a moeda corrente, não se sabe ainda qual será.

    Na minha visão será uma versão moderna do império britânico, porém, com a administração descentralizada, cada país possui características únicas. Canadá, uma grande potência energética com recursos minerais e naturais em grande quantidade, e dois centros financeiros e industriais importantes, Vancouver e Toronto. Reino Unido, segundo maior centro financeiro do mundo e importante setor industrial. Austrália, assim como o Canadá, uma potência energética e importante centro financeiro da região Ásia-Pacifico.

    A Nova Zelândia é um caso a parte. Não vejo nesse país atributos importantes que o destaquem mas a ilha pode ter recursos minerais consideráveis no mar que está a sua volta.

    Desde o Brexit a ideia tem ganhado força e o que pode acontecer é um evento que se der certo vai mudar os rumos da economia mundial.

    Vou apostar na Canzuk, afinal, o Ocidente não é só Estados Unidos e União Européia.
  • Pobre Mineiro  14/01/2022 01:56
    Mas felizmente está surgindo uma luz no fim do túnel do Ocidente: o bloco econômico Canzuk.

    Para mim essa luz no fim do túnel é um trem vindo no sentido contrário.

    Não passa de um bloco estatista chefiado pela Inglaterra, país que tenta recuperar a sua posição perdida no mundo.
    De império onde o sol nunca se punha a país em decadência.

    ...é um evento que se der certo vai mudar os rumos da economia mundial.
    Mudará as moscas mas a merda continuará a mesma.

    Vou apostar na Canzuk, afinal, o Ocidente não é só Estados Unidos e União Européia.
    Concordo que o Ocidente não é só EUA e UE.
    Eu, como libertário, não apostaria em nenhum modelo estatista, principalmente se os estados forem democráticos ou perto disso.

    Eu aposto é na queda mesmo.
    No longo prazo será o melhor.
  • Humorista  15/01/2022 04:14
    Isso foi uma piada? Esses países citados jogaram no lixo qualquer resquício de liberdade individual e economia livre, entraram de cabeça no fecha tudo a economia a gente vê nunca. Foram os campeões em bovinisse populacional na pandemia. O nível lá é tão baixo que se os califas deles pedirem pra população usar plug anal vacinal eles usam.
  • Anônimo  15/01/2022 23:40
    Qual piada Sr. Humorista? Pesquise sobre o que postei, esse projeto é real e inevitável.

    E discordo totalmente sobre o que você falou das economias desses países por que antes da pandemia e dos estragos causados por ela as economias dessas nações eram, e sempre serão, reconhecidas pelo mundo inteiro como economias de livre mercado e serão mais ainda quando a se unirem num só bloco.

    Economia fechada é esse bananil que supertaxa as importações e tem políticos mantendo reservas de mercado para suas empresas.
  • Humorista  16/01/2022 15:38
    Hahaha, estragos causados pela pandemia com uma mortalidade pífia de 0,001%, essa foi boa. Não foram os lockdowns malucos que os ditadores desses países impuseram que destruíram eles não, confia. Vai achando agora que você vai conseguir abrir uma empresa lá e mantê-la aberta sem correr nenhum risco de um ditador maluco fechá-las por qualquer motivo aleatório.
  • Anônimo  16/01/2022 23:27
    Se o Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia são ditaduras o bananil é o quê? Paraíso? É muito mais arriscado abrir empresa aqui do que lá, não por causa de lockdows mas pelos impostos absurdamente caros que os nossos 'polititicos' cobram para manter as mordomias deles.

    Nesses países que vão compor o novo bloco econômico os impostos são mais baixos e tem muito menos burocracia.

    E você minimiza a Covid, doença grave que já está na quarta cepa viral e que matou e está matando muita gente, são 620.000 pessoas só aqui no Brasil que perderam a vida. Olhe os noticiários, as UTIs estão ficando lotadas de novo, não fique brincando com coisa séria.

    Eu, minha mãe e minha irmã pegamos Covid no mês de Abril do ano passado, ficamos muito mal, minha irmã quase foi entubada e eu e minha mãe ficamos 2 semanas com febre, dor no corpo, tosse e fraqueza. Ainda não estávamos na idade pra vacinação (o governo negacionista fez fila por faixa etária e grupos prioritários) e se não fosse os vários tipos de remédios que tivemos de tomar nós 3 teríamos morrido.

    Se você ainda não passou por isso não entende o que é essa situação e por quê os governos fizeram lockdown. Mas enfim, você é Humorista, por isso faz piadas aqui, mas acho que deveria estar no IG ou no Terra pois aqui é a Escola Austríaca de Economia.
  • Ex-microempresario  17/01/2022 14:07
    Anônimo, vou pedir um favor. Não há nada mais improdutivo num debate do que usar o próprio caso como argumento para impor uma idéia. Citar como exemplo, tudo bem. Mas dizer "meu pai, minha mãe e minha vó morreram de covid então tem que trancar tudo" é muito ruim, porque alguém vai dizer "meu pai, minha mãe e minha vó morreram num acidente de trânsito então tem que proibir todos os carros" e daí aparece outro que diz "meu pai, minha mãe e minha vó morreram de diabete então o governo tem que controlar o que as pessoas comem" e a coisa desanda.

    Indo além: você citou três pessoas que pegaram covid, e nenhuma delas morreu. Eu não me vacinei, não vou me vacinar e ninguém na minha família pegou covid. O que qualquer um desses casos tem a ver com as decisões arbitrárias e demagógicas que prefeitos, governadores e ministros andam tomando? Isso mesmo, NADA.
  • Gerson  16/01/2022 16:11
    Canzuk, potilicamente, não é muito diferente da China comunista.

    Economia "livre" desde que faça o que o governo quer. Piada.
  • Anônimo  17/01/2022 00:00
    Um dos principais objetivos da Canzuk é conter a China comunista. E ditadura se faz por anexação forçada de outras nações. Com a Canzuk vai acontecer o contrário: os países vão se UNIR voluntariamente, visando benefícios mútuos e ter mais poder de fogo na Geopolítica mundial.

    Longe de ser ditadura, a Canzuk representa o fortalecimento do modelo ocidental da Democracia.
  • Pobre Mineiro  17/01/2022 01:56
    Um dos principais objetivos da Canzuk é conter a China comunista.
    No que depender desses países aí, vai ficar só no sonho dos direitaminions.
    A China é a maior parceira comercial desses países aí, já comprou n+1 ações de empresas desses países aí, lotes, imóveis, etc... já tem investimento chinês adoidado nesses países aí, desde pequenos comércios.
    Ou seja, tá tudo dominado !!!.

    O único jeito de se livrar da influência chinesa nesses países aí são calotes, apreensões, reestatizações, deportações, etc... Tudo isso generalizado e totalmente arbitrário contra a China e os chineses.
    Só que isso é adiantar a queda, o princípio máximo de uma negociação é a confiança, crises de confiança derrubam impérios.

    Putin e Xi Jing Ping rirão de orelha a orelha assistindo a queda de camarote.

    Longe de ser ditadura, a Canzuk representa o fortalecimento do modelo ocidental da Democracia.
    E você acredita na democracia ?, acha que é um sistema viável ?.
    Acha que democracia é o oposto de ditadura ?.

    Sugestão de leitura: Democracia o Deus que falhou - Hans Hermann Hoppe
  • Anônimo  17/01/2022 19:52
    A China já está sendo acionada na OMC por práticas comerciais ilegais, ela entrou na Organização Mundial do Comércio em 2001, assinou os papéis afirmando que nunca desrespeitaria as regras comerciais e o que ela saiu fazendo depois?

    DUMPING, ROUBO DE PATENTES, PIRATARIA, ETC...

    Para jogar, a China mente, conhece as Leis e Regras mas não as respeita. O governo chinês suborna políticos e empresários para conseguir o que quer, sendo que o maior empreendedor da China não é nenhum cidadão de lá ou Corporação privada. É o GOVERNO que é o principal empreendedor e proprietário de terras, imóveis e fazendas de lá.

    Só que nós, Ocidentais, já acordamos para perceber o perigo que aquele governo representa para nós. Quer um pequeno exemplo do tratamento que o PCCh deu a investidores estrangeiros? Já ouviu falar da crise de dívidas do grupo imobiliário Evergrande?

    O governo chinês foi socorrer a empresa, emprestou dinheiro para ela pagar credores CHINESES. Os xings foram pagos mas e o que sobrou para os investidores estrangeiros? UM CALOTE. E ficou por isso mesmo.

    Deixe estar que vai chegar a hora certa de tratar a China como ela nos trata, ou seja, se SÓ eles querem ganhar em tudo e não pagar nada quando chega a hora de assumirem suas responsabilidades, façamos o mesmo para com eles.

    A Canzuk está só esperando a China apertar o botão vermelho para começar a guerra pela anexação de Taiwan. Com isso os ativos chineses serão congelados. Geopolítica é mais complexo do que parece, meu caro.
  • Pobre Mineiro  18/01/2022 01:32
    Geopolítica é mais complexo do que parece, meu caro.

    O que você sabe sobre a China ?, ou melhor, o que você acha que sabe sobre a China ?.

    Suas fontes são a CNN, AFP, Reuters, BBC, canalecos de YouTube, tablóides sensacionalistas, e toda essa patifaria enviesada ideologicamente anti China e pró EUA, que você deve achar que é imparcial. (me baseando no que você escreveu até agora)

    Um adendo...
    Antes que você me mande ir morar na China, eu moro na China desde Março de 2020.
  • Anônimo  18/01/2022 21:36
    Sr. Mineiro, se você mora na China já deve estar sabendo da situação da cidade de Hegang. Veja:

    m.youtube.com/watch?v=DU2qm7Ex330
  • Pobre Mineiro  20/01/2022 02:10
    Sim.

    E isso aí é um deleite para os "haters" da China, alimentará ainda mais os sonhos deles de ver a China de volta ao século da humilhação. (infelizmente para eles, ficará só nos sonhos mesmo)

    Só que se for para competir nesse tipo de competição, eu poderia te mostrar uns vídeos de São Francisco, Los Angeles, Nova York, Detroit, e outras cidades decadentes dos EUA.
    Poderia também mostrar uns vídeos de Paris, Berlim, Londres, e outras cidades decadentes da UE.

    Se o julgamento for de fato imparcial, as cidades decadentes na China estão muito melhores, vai ver as taxas de criminalidade, assaltos, saques, arrastões, depredações, etc...
    Isso é muito comum nas cidades decadentes do ocidente, já aqui na China se vê muito mais civilização, e não é por causa da repressão estatal, o povo é mais civilizado mesmo. (sou um ocidental e tenho que admitir isso)

    Não, a China não é nenhum tigre de papel, seu desenvolvimento não é "fake". (para desespero dos minions)
    Pode ter tomando rumos que levam a uma inevitável crise, mas após esta, terá todos os meios de retomar o seu crescimento, já o nosso querido Brasil não terá nenhum recurso para tal.
    O resto do Ocidente também está na pindaíba, porque seu material humano está em avançado processo de sucateamento, isso demora umas 4 gerações para reverter.

    Bezerros de ouro como o Trump* não mudarão isso.
    (*me refiro a todos os políticos com esse perfil messiânico que a direita cultua)
  • Anônimos  20/01/2022 11:47
    Claro que aí na China não pode saquear, depredar e nem roubar por que se fizer isso o cidadão é fuzilado!

    Aí existe um grande medo constante do governo, e quando este decide desapropriar uma vila inteira do interior pra colocar as casas abaixo, sem nenhuma compensação aos residentes, o PCCh o faz sem pensar duas vezes. É o dono absoluto de todas as terras na China, os cidadãos só podem "possuir" uma propriedade por 50 anos, no máximo, depois volta tudo pras mãos do governo e ele pode fazer o que quiser com as propriedades.

    E as consequências dessa política já estão aparecendo na forma de crise de dívidas das incorporadoras chinesas que gastaram centenas de bilhões de dólares na construção de projetos supérfluos e que não agregam capital a economia, só destroem. Leia este artigo daqui mesmo da Escola Austríaca sobre esse país, é irrefutável:

    www.mises.org.br/article/2736/china-uma-aberracao-economica-keynesiana-e-mercantilista
  • Pobre Mineiro  21/01/2022 01:30
    Pode acreditar no que você quiser, tentei te mostrar o outro lado da história.

    O resto agora é com você...
  • Anônimo  17/01/2022 20:17
    Sobre a China a própria Escola Austríaca já fez as previsões, veja:

    www.mises.org.br/article/2736/china-uma-aberracao-economica-keynesiana-e-mercantilista

    www.mises.org.br/article/1868/por-que-a-china-vai-implodir
  • Pobre Mineiro  11/03/2022 05:37
    Artigos mais condicentes com a realidade da China atual:

    rothbardbrasil.com/profile/china-austriaca/posts/

    São do instituto Rothbard Brasil, sugiro que os leia para diminuir a sua ignorância e parar de confundir a verdade com o que você gostaria que fosse.
  • Paulo  13/01/2022 21:57
    Proporcionalmente a inflação dos EUA é ainda mais grave que a nossa. Se a nossa meta de inflação fosse 2% igual a deles, é possível que tivessem reduzido menos os juros em 2020 ou quem sabe já em 2019..
    Nossa meta sempre foi alta demais
  • Artista Estatizado  14/01/2022 03:02
    O que mostra que a existência de uma meta não quer dizer PN.

    A meta de inflação é como um assaltante prometer roubar só 10% do que você ganha por mês. Uma vez que ele tem uma arma apontada para sua cabeça, toda a sua riqueza está em risco.

    Só teremos um pouco mais de tranquilidade quando o estado não tiver a arma, que nesse caso é a impressora de dinheiro.
  • Gerson  13/01/2022 22:23
    Isso é só o índice. Qualquer um que vai ao posto de gasolina ou ao supermercado aqui nos EUA sabe que a inflação é bem maior que isso. Nem a loja de um dólar consegue vender as coisas a um dólar mais.
  • Fernando Silva  14/01/2022 00:28
    "Pior: os estímulos serviram apenas para gerar carestia e reduzir os salários reais. "

    Este instituto poderia apontar os reais ganhadores desses estímulos do FED caso haja algum.

    Nós sabemos que o FED opera em conluio com políticos e setores lobistas.

    Nem os bancos saíram ganhando?

    Inclusive seria interessante se alguém aqui pudesse indicar o que realmente acontece com as reservas em excesso na economia americana já que os juros que o FED paga sobre elas não chegam nem perto da inflação. Os donos dos bancos podem usar essas reservas em excesso para gastos correntes pessoais ou do próprio banco na medida que bem entenderem? Uma mansão nova por mês por exemplo?

  • Patrick  17/01/2022 13:57
    Ué, mas se entrea pela conta de alguém primeiro, podemos dizer que o auxilio emergencial (que nao é politica moentaria, mas sim fiscal, mas que no fim das contas "força" a política monetária) swerviu pra dar dinheiro antes aos mais pobres. Logo é uma política mais correta?
  • Ulysses  17/01/2022 14:45
  • anônimo  17/01/2022 21:14
    os fins não justificam os meios. ao roubar o dinheiro de uns pra dar pra outros vc criou mais pobres e não resolveu o problema de quem ja era.
    alias , se vc quer acabar com a pobreza, sem fazer mais pobres, o correto era não ter auxilio emergencial e sim deixar de atrapalhar o empreendedorismo
  • Trader  14/01/2022 02:32
    "Inclusive seria interessante se alguém aqui pudesse indicar o que realmente acontece com as reservas em excesso na economia americana já que os juros que o FED paga sobre elas não chegam nem perto da inflação."

    Até 2014 perdiam da inflação por muito pouco. De 2015 em diante, quando os juros voltaram a subir, passaram a empatar com a inflação. A partir de 2017, passaram a ganhar da inflação.

    E detalhe: os títulos prefixados do governo perdem para a inflação até hoje, mas continuam com alta demanda. E aí?

    O que você precisa entender é o seguinte:

    As reservas em excesso são um dinheiro 100% seguro. Rendem alguma coisa (de 2015 em diante mais do que a inflação) e não são caloteadas. Por outro lado, emprestar para investidores, consumidores ou especuladores é muito mais arriscado. Os juros são maiores, mas há o risco de perdas.

    Sendo assim, bancos simplesmente fazem o cálculo de risco-retorno. Deixar 3 trilhões de dólares (valores do fim de 2019) depositados no Fed, rendendo juros de 2,5% ao ano e com zero risco de perda, estava longe de ser um péssimo negócio.

    Ademais, trata-se de um excelente negócio para os bancos: eles fazem empréstimos hipotecários, revendem os títulos das hipotecas para o Fed, recebem o dinheiro de volta (com um lucro), e ainda deixam boa parte deste dinheiro recebido do Fed depositado no próprio Fed, que paga juros sobre este montante.

    Por que não querer isso? Por que colocar este arranjo em risco?

    Por fim, se a economia ainda é vista como frágil, emprestar para pessoas e empresas não é uma atitude sensata, ainda mais quando se tem a opção do ganho fácil e risco zero. Sendo assim, só se empresta para pessoas e empresas de baixo risco.

    Tudo isso foi abordado aqui:

    www.mises.org.br/article/1707/na-politica-monetaria-dos-eua-as-relacoes-de-causa-e-efeito-deixaram-de-ser-previsiveis

    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros

    www.mises.org.br/article/2585/afinal-o-fed-ira-elevar-os-juros-sua-decisao-refletira-sua-posicao-em-relacao-a-trump

    www.mises.org.br/article/1696/como-ocorreu-a-crise-financeira-americana

    www.mises.org.br/article/3028/e-bizarro-mas-faz-sentido-na-europa-investidores-estao-pagando-para-emprestar-dinheiro-ao-governo

    "Os donos dos bancos podem usar essas reservas em excesso para gastos correntes pessoais ou do próprio banco na medida que bem entenderem? Uma mansão nova por mês por exemplo?"

    Não. Não é assim que funciona contabilidade. Ativo de uma empresa não pode ser utilizado para gasto corrente dos sócios desta empresa.
  • Dam Herzog  14/01/2022 17:25
    Austrian Axioms 101
    axioms
    100 COMMENTS
    TAGS Austrian Economics OverviewPhilosophy and MethodologyPraxeology

    LEE ESTO EN ESPAÑOL
    11/27/2021Darren Brady Nelson
    This article is unashamedly in Friedrich von Hayek's category of "second-hand dealers of ideas." In fact, it is lower than that being third-hand. More specifically, I, as the third-hand dealer, intend to summarize the axioms of Austrian economics by a secondhand dealer, by the name of Percy Greaves, who first laid these out (in parts throughout) his 302-page book from 1973 entitled Understanding the Dollar Crisis.

    In doing so, he was "standing on the shoulders of giants" such as Ludwig von Mises who, in fact, wrote the foreword to this book. I first read this book by Greaves in 2013. Despite the title, it is really more of an intermediate introduction to Austrian economics, and an excellent one at that. Greaves lays out many of the important Austrian axioms (which he called "postulates"), but in a remarkably simple and clear manner.

    This article serves as a "public service announcement" of sorts. This is because I have been wondering for many years why somebody had not already identified an listed these axioms in a simple format. And why hasn't that somebody been one of the "big hitters" of Austrian economics? Apparently it is up to me, despite my third-hand status as an Austrian economist, to list them here as Austrian Axioms 101.

    Note that I first did this listing in a 2017 presentation to the Liberal Democrats Party of Australia entitled "Austrian School Libertarianism." I then wrote this up for a 2018 article for the Aussie think tank LibertyWorks entitled "Austrian Economics: Please Explain?," which is sadly no longer available online. Also note that at this stage I am not offering my interpretation, criticism or suggestions. Perhaps this will come in time: even though I am mainly an Austrian economist, I also draw upon other schools of thought to a lesser extent, including English and French classical, neoclassical, public choice, transaction costs and especially Christian.

    A Priori Axioms
    The following were explicitly referred to as "a priori postulates" or axioms by Greaves in his book:

    Human Action – All men seek to improve their situation from their viewpoint. [From page 10 as a priori postulate #1.]

    Action Scarcity – The factors available for improving men's situations are scarce. [From page 11 as a priori postulate #2.]

    Human Fallibility – Men make mistakes. [From page 12 as a priori postulate #3.]

    Deduced Axioms
    The following were explicitly referred to as "deduced postulates" or axioms by Greaves in his book:

    Human Rationality – All men are rational beings. [From pages 13-14 as deduced postulate #1.]

    Action Time – All human actions take time. [From page 14 as deduced postulate #2.]

    Action Consequences – All human actions have consequences. [From page 15 as deduced postulate #3.]

    Action Choices – Men choose those actions they believe will best improve their situation. [From page 16 as deduced postulate #4.]

    Action Ideas – The ideas men hold determine their actions. [From pages 16-17 as deduced postulate #5.]

    Value and Exchange Axioms
    The following were explicitly referred to as "some more deduced" or "value and exchange postulates" or axioms by Greaves in his book:

    Ordinal Value – Men have value scales. [From page 42 as some more deduced or value and exchange postulate #1.]

    Marginal Value – Each additional unit of any economic good is of diminishing importance, or use value. [From page 44 as value and exchange postulate #2.]

    Subjective Value – Different men have different value scales and the same men have different value scales at different times. [From page 48 as value and exchange postulate #3.]

    Exchange Value – Only men with different value scales can and do exchange for mutual advantage. [From page 49 as value and exchange postulate #4.]

    Market Place Axioms
    The following were explicitly referred to as "market place postulates" or axioms by Greaves in his book:

    Exchange Exists – Man will exchange only if he can exchange for an advantage. [From page 70 as market place postulate #1.]

    Exchange Preferences – Man will exchange for a greater advantage, in preference to an exchange for a lesser advantage. [From page 70 as market place postulate #2.]

    Exchange Occurs – Man will exchange for a small advantage in preference to not exchanging at all. [From page 71 as market place postulate #3.]

    Conclusion
    Greaves also wrote in his 1973 book:

    All science aims at tracing back every phenomenon to its cause. There will always be some irreducible and unanalyzable phenomena, some ultimate given, some a priori postulate beyond which you cannot go back any further. In all science, if it is "D" that you want and "C" produces "D," then you strive for "C." If you learn that "B" produces "C," you seek "B," and if "A" produces "B," you seek "A." You go back to "A." So that "A" gives you "B," which gives you "C," which gives you "D," which is what you want. In science we go back regressus in infinitum. We go back to a point beyond which we cannot go back any further. This is true in economics as it is in every other science.

    In addition, as I said in my 2017 presentation:

    All of life's fundamental political problems, about which there are so many disagreements, are basically economic problems. The best answers can be found only by resorting to the study of sound economics. Economics is not a study of opinions. Economics is a science, and as a science it deals with eternal laws —laws that people are not able to change —laws that remain constant.

    How the Austrian School is the best can be seen from, amongst other things, its axioms. An axiom is a universal principle or rule.

    Finally, I will conclude this Austrian Axioms 101, as I did in my 2018 article, by quoting the great twentieth-century Christian thinker and literary genius, C.S. Lewis from Mere Christianity, in support of the axioms of human action:

    There is one thing, and only one, in the whole universe which we know more about than we could learn from external observation. That one thing is Man. We do not merely observe men, we are men. In this case we have, so to speak, inside information; we are in the know.1

    1.And Lewis added immediately after that: And because of that, we know that men find themselves under a moral law, which they did not make, and cannot quite forget even when they try, and which they know they ought to obey.
    Author:
    Contact Darren Brady Nelson

    Darren Brady Nelson is an Austrian School economist and liberty evangelion as well as a C.S. Lewis and G.K. Chesterton style Christian. He is currently the Chief Economist at LibertyWorks of Brisbane Australia and a long-time policy advisor to The Heartland Institute of Chicago USA. He is also a regular commentator in traditional and online Australian and American media.

  • Felipe  14/01/2022 22:02
    Henrique Meirelles deu outra entrevista nesse dia 12/01/2022. Ele disse que, apesar desses fatores de cadeias e afins terem interferido no índice de preços, falou que pelo fato de o Brasil ser exportador de commodities (2:29:44), normalmente é beneficiado pelo aumento dos preços internacionais das commodities, o que valoriza o real, por causa do enfraquecimento do dólar, de forma que acabe compensando as pressões inflacionárias. Falou que isso não está ocorrendo agora devido à incertezas fiscais (tais como a PEC dos Precatórios). Faltou mencionar sobre o M1 ter explodido, os juros reais negativos...

    A gente tem que tomar cuidado também com essa questão, porque é óbvio que essas incertezas fiscais causam interferência na taxa de câmbio, mas o fenômeno monetário continua. Fosse assim, o iene japonês seria uma das piores moedas do mundo, com o governo nipônico portando uma monstruosa dívida de 256,86 % do PIB.
  • Trader  15/01/2022 01:19
    Fiscal desarrumado, por definição, se reflete nos juros de longo prazo. E no risco-país.

    Só que os juros de longo prazo (DI2031) estão bem menores que os de curto prazo (DI2023). E o risco-país está menor que em 2018.

    Portanto, não, não é o fiscal. A questão, por ora, é puramente de política monetária.
  • anônimo  15/01/2022 19:40
    a parte fiscal pode afundar um pais. mas pode piorar. o m1 pode crescer 50 por cento em um ano(onde sera que eu vi isso?)
    assim a expansao monetaria nesse pais tera mais "peso" pra afundar esse pais. mas a parte fiscal continua contribuindo, embora menos.
  • Zezinho  16/01/2022 00:03
    Alguém sabe se a impressão de dinheiro no Brasil tem a ver com a alta no preço dos combustíveis?
  • Patrick  17/01/2022 13:54
    Se tem a ver eu não sei se tem. Mas se tiver garanto que não consegue explicar porque que o preço da gasolina é impactada de uma forma X e o preço de qualquer outra coisa (melão ou maçã, por exemplo) é impactado de forma Y completamente diferente, se a culpa é exclusivamente da moeda e sem relação entre as cadeias produtivas
  • Leitor Atento  17/01/2022 14:45
    Totalmente explicado no artigo linkado acima.
  • Paulo  16/01/2022 02:55
    Algumas informações:
    A inflação é de 7%(a oficial) e da última vez que isso aconteceu, tivemos uma recessão dupla. Antes da pandemia, mais de 5% de inflação pressagiava todas as sete recessões nos últimos sessenta anos. É possível que assim como o Brasil, tenham de desacelerar fortamente a impressora e isso afete o PIB
  • Maurício  24/01/2022 15:40
    Não sei porque os artigos no instituto Mises usam o índice oficial de inflação de preços. O economista John Williams do shadowstats sempre dispõe os índices de inflação,agregados monetários,etc ,que são muito diferentes dos oficiais.
    Acho que está em 15% a inflação anual de preços nos Estados Unidos.
  • Gerson  16/01/2022 16:05
    Qualquer um que more aqui nos EUA vê isso no dia a dia. Gasolina muito mais cara, carnes muito mais caras. Carros usados mais caros do que os novos às vezes. Nem a loja de um dólar consegue vender a um dólar mais. Outra coisa que subiu muito, mas muito mesmo, foi munição

    Vários sinais de uma economia completamente disfuncional. Eu estou comprado em crypto em uma ponta (e na outra em ouro) e aumentando posição.
  • Estudante  16/01/2022 18:45
    É por causa do aquecimento global que esta acontecendo isso na Argentina?
    Quem manja do assunto?

    www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/01/onda-de-calor-causa-incendios-apagoes-e-expoe-desertificacao-na-argentina.shtml
  • Felipe  16/01/2022 22:50
    Os caras mudaram malandramente o termo para "mudanças climáticas".

    A doutrinação ambientalista é tão forte que tem muito jovem que tem a chamada "ansiedade de mudança climática" (ainda falta receber o CID). Eu mesmo fui doutrinado e tive isso de certa forma. Mas aí eu vi o documentário "A grande farsa do aquecimento global" e me libertei desse dejeto.
  • de Paula  17/01/2022 12:10
    Mas será que a poluição não faz ocorrer eventos climáticos mais extremados?
    Esses dias teve geada e recorde em SC.

    Tudo bem que mudanças climáticas existam desde que o mundo é mundo, mas não será que a poluição desenfreada impulsiona tal fenômeno?
  • Samor  17/01/2022 13:50
    Ué, alterou agora para "mudanças climáticas"? Ali em cima foi dito especificamente "aquecimento global". Agora passou a ser "mudanças climáticas"?

    Dica básica: se nem vocês sabem o que defendem, como podem querer respeito e atenção da plebe?
  • Gerson  17/01/2022 18:46
    CO2 não é poluente. Pelo contrário, CO2 aumenta a produtividade da agricultura.
  • anônimo  17/01/2022 21:51
    o planeta pesa 5,9 setilhoes de toneladas! é uma imensa bateria que joga os ventos de um lado pro outro
    ja a area ocupada pelos seres humanos não chega a 0,1 por cento disso.
    essa area é o bioma. o que o ser humano faz no bioma, nao tem peso consideravel. nas funções do planeta a a unica coisa que a poluição faz é sujar esse bioma, envenenalo.
    o planeta de tempos em tempos passa por periodos quentes e frios. quando ele entrar numa nova era glacial, nem 10 vezes o c02 de hoje vai ser capaz de impedir de congelar tudo.
  • Estudante  17/01/2022 02:40
    Qual a chance do real voltar a 3 reais com a mudança do Bacen?
  • Eduardo  17/01/2022 13:48
    Qual a chance do quilo do self-service voltar a custar R$ 10?
  • Arthur Reute Ferreira Silva  19/01/2022 01:16
    irmão, o pão já ultrapassa RS 1,oo a unidade.
  • Felipe  17/01/2022 16:35
    Menor do que a Argentina voltar a ter moeda forte.
  • anônimo  17/01/2022 21:11
    nenhuma. brasil esta numa sinuca de bico. mesmo tendo os impostos mais caros , tem tambem o maior defcit nas contas. ele esta na contramao de um pais que quer se ver livre dos males inflacionarios
  • apropriado  17/01/2022 19:57
    Pessoal, com a subida do juros nos EUA a tendência do ouro de queda? Ou será os juros não terão maior rendimento real e isso irá turbinar o ouro.

    Eu não vejo muito espaço pro FED subir muito mais do que até 2% os juros, o que vocês acham?
  • anônimo  17/01/2022 21:07
    o ouro pode até cair, mas não dura no longo prazo. não com o gov inflacionando o dolar.
  • Bob Fields  17/01/2022 21:46
    Meu palpite é que a atuação do Fed será pífia perto do tamanho da encrenca e, portanto, o ouro vai andar pra cima

    Inclusive, agora no começo do ano quando esquentou esse assunto da redução de estímulos, em tese o ouro era pra ter caído, e não caiu...
  • BTC  17/01/2022 20:02
    Quanto vocês percentual máximo do patrimônio vocês alocariam em criptos?

    Hoje estou em 10%.. e venho aumentando a cada ano que passa (comecei com menos de 1% lá atrás).

    Não pretendo mexer nesse montante nos próximos anos, é comprar e segurar!
  • Felipe  20/01/2022 19:29
    Apesar do DXY pouco se alterando, real continua se valorizando ante dólar.

    Eu cheguei a ver que é porque o Lula mostrou discurso pragmático. Os especuladores e traders confiam nessa direção do Lula? Alckmin é totalmente sem sal, mas ele realmente dá alguma previsibilidade ao mercado. Só que ele não será eleito, pelo menos se depender do carisma dele.

    Acho que o real vai tomar alguma rota de valorização e vai aparecer alguma coisa que vai atrapalhar isso, ou de novo o Paulo Guedes vai fazer declarações à imprensa em prol de moeda fraca.

    Se o Bolsonaro não der nenhum aumento para o funcionalismo, já é bom. Mas no funcionalismo é assim, eles estão fora da economia real. Infelizmente aqui não é como nos EUA, onde as greves são proibidas e os funcionários estatais podem ser demitidos.
  • anônimo  21/01/2022 03:51
    Prever cambio no Brasil é algo que eu não faço mais. Mas, dado a elevação nos juros e as impressoras parando, o dólar deveria estar caindo mesmo. Agora os juros devem começar a ficar positivo novamente, o que a trazer o "Hot money", ou aquele capital que busca ganhos de curto prazo com o diferencial de juros entre os países.

    O Lula pode chamar quem ele quiser para ser vice, o que importa é a equipe dele. Unicamp, furar teto. Só pode dar ruim para o Real
  • Leitor Antigo  21/01/2022 10:30
    Por enquanto, o Leandro cravou essa. E foi um dos pouquíssimos que eu vi fazer essa previsão:

    mises.org.br/Article.aspx?id=3167&comments=true#ac281935
  • anônimo  23/01/2022 22:08
    Sim, mas o quanto um fluxo cambial de exportadores vendendo seus dolares influenciaria no real agora com os juros positivos?

    Da pra dizer que o ''fluxo cambial'' influencia no cambio?
  • Trader  24/01/2022 01:21
    No curto prazo (tipo um ou dois dias), sim. Bastante. Mas este fluxo ainda não está ocorrendo.

    Os exportadores não internalizaram seus dólares. De todo o volume exportado em dólares, apenas 12% foi convertido para reais. Ou seja, praticamente não houve a conversão de dólares para reais por parte dos exportadores.
  • anônimo  24/01/2022 02:54
    ´Posso dizer então, com uma certa segurança, que tanto a emissão de moeda(Além da demanda por ela), quanto o fluxo podem influenciar? Por que parece que fica confuso. Uns dizem que balança comercial não determina cambio, mas ai o fluxo cambial influencia.
  • Leandro  24/01/2022 14:13
    O que define a taxa de câmbio no longo prazo é a paridade do poder de compra entre as moedas. Isso, só isso e apenas isso.

    Ponto.

    Balança comercial, de serviços e o balanço de pagamentos têm influência zero sobre o câmbio no longo prazo.

    Agora, se, num determinado dia, há um influxo atípico de dólares (de modo que um volume considerável de dólares é vendido por reais), aí é óbvio que isso afetará a taxa de câmbio naquele momento específico.

    Porém, no longo prazo, o câmbio caminhará para um valor que reflita a paridade do poder de compra entre as duas moedas.

    E o poder de compra das duas moedas é determinado por vários fatores, sendo oferta monetária e demanda por moeda os mais prementes.
  • anônimo  24/01/2022 16:18
    Entendi, tinha visto vídeos usando o IPCA para saber mais ou menos onde o cambio deveria estar por meio da teoria da paridade. Mas pelo que eu observei nessa pandemia,(Com a impressora ligada na velocidade máxima aqui no Brasil), é que a oferta de moeda afeta o cambio muito antes de refletir no IPCA. O poder de compra dela cai antes dos indices de preços
  • Leitor Antigo  27/01/2022 14:02
    Leandro, parabéns pela cravada. Quando você fez a previsão, no dia 6 de janeiro, o dólar estava acima de R$ 5,70. Agora já opera a R$ 5,36, mesmo com o dólar se fortalecendo mundialmente.

    Acha que dá pra ter inflação na meta este ano?
  • Leandro  27/01/2022 14:12
    O grande desafio está nos combustíveis. O barril de petróleo, assim como os contratos de gasolina e de gás natural, não param de subir em dólares.

    O dólar teria de cair bem, em reais, apenas para os preços da gasolina, do diesel e do gás natural aqui no Brasil se manterem nos níveis atuais.

    As outras commodities, por ora, aparentam alguma calma. De agora em diante, irão depender de fatores climáticos.

    Fora isso, resta ver como continuará o ritmo de repasses de preços no setor de serviços. Há ainda defasagem entre o IPA e o IPC, mas está diminuindo.

    Dá, sim, pra ficar na meta, mas seria algo histórico, pois inédito (ficar na meta no ano impiamente seguinte a um IPCA de dois dígitos).

    Muito obrigado pelas palavras e pelo reconhecimento, mas o meu mérito é zero. Apenas utilizo a teoria que aprendi. E tento fazê-lo sem viés ideológico ou político-partidário.

    Forte abraço!
  • Felipe  27/01/2022 15:27
    Complicado, o Federal Reserve causa interferência no mundo inteiro, e isso é constantemente ignorado pelas pessoas.

    Claro, tem a questão regulatória ambiental, mas os seus efeitos maléficos não são imediatos. É no médio e longo prazo que eles se manifestam, por isso que os políticos gostam de passar mais regulações.
  • Leitor Antigo  10/02/2022 15:06
    E segue a cravada. Já caiu para R$ 5,19. Tem gente lá na fintwit que não tá entendendo nada. Apostavam na alta do dólar após os dados da inflação americana hoje (que veio levemente acima do esperado).
  • Leandro  10/02/2022 15:16
    O dólar recentemente deu uma valorizada mundialmente. Mas está caindo perante o real. O real tem o melhor desempenho do ano dentre todas as moedas do mundo. Com oferta monetária parada e Selic indo para 12,25%, não tem segredo. Gestor que não olha base e oferta monetária está colocando o patrimônio dos clientes em risco.

    Em tempo: no momento, o que mais me preocupa é o preço das commodities agrícolas.

    Elas estão completamente descontroladas em dólar. Mesmo a apreciação do real perante o dólar não está bastando para manter o preço delas estável.

    Veja a evolução delas em dólar:

    ibb.co/Ht2KxsB
  • anônimo  10/02/2022 16:10
    Leandro, para o dia de hoje, qual seria a taxa de juros para deixar de ser negativa?
  • Leandro  10/02/2022 16:48
    Não entendi bem o que você quer dizer com "dia de hoje".

    No acumulado dos últimos 12 meses, a Selic está em 5,22%. E o IPCA em 10,38%.

    Ou seja, os juros reais acumulados nos últimos 12 meses foram de -4,68%. Chegaram a ficar menores que -6%.

    Isso destruiu a moeda.

    Já os juros reais esperados para os próximos 12 meses são bastante positivos. A Selic está indo para 12,25% e o IPCA ficará entre 4 e 6% (a depender de quão estável ficará a oferta monetária).

    Isso volta a deixar atrativo ter o real.
  • Felipe  10/02/2022 19:54
    Você acha que a SELIC vai subir mais 1,5 ponto percentual na próxima reunião?
  • Leandro  10/02/2022 20:04
    Não sei. Falta mais de um mês ainda. O que vai decidir é o comportamento das commodities. É ali que está a encrenca.
  • anônimo  10/02/2022 21:08
    Então, eu só posso fazer esse cálculo sempre pelo acumulado dos doze meses? Não pode ser num intervalo de tempo menor tipo semestral, trimestral, mensal, diário?
  • Felipe  10/02/2022 17:02
    O índice CRB está em alta, apesar do DXY alto.
  • anônimo  10/02/2022 15:32
    E porque ainda não ocorreu a chamada subida dos juros. Ninguém sabeo quanto subirá.
  • Breno  22/01/2022 17:24
    Pessoal. Quais são as expectativas para o Brasil, nas próximas eleições, tendo em vista os quatro principais candidatos ( Bolsonaro, Lula, Moro e Ciro ) ?
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/01/2022 03:51
    Ciro: carta fora do baralho;
    Moro: poucas chances;
    Molusco: algo entre 30 e 40 percentualmente dos votos (se ele lançar-se candidato);
    Bonoro: 40 a 50 porcento dos votos (se ele lançar-se candidato).

    Pra mim, seja lá quem ganhar, haverá todo um esquema montado pra que tudo continue conforme a cartilha da ONU e afins. Reparem que até com o Bonoro aqui seguiu-se o mesmo que em todos os países: lockdowns, abusos de autoridade, mídia aterrorizando, inflação absurda... Que tempos, meus caros, que tempos...
  • tila  22/05/2022 16:02
    Leandro, me perdoe a ignorância. É q observando uma discussão me surgiu uma duvida. Uma pessoa trouxe os dados de emprego e a justificativa de q a causa das empresas não estarem conseguindo contratar era em grande parte pelos auxílios recebidos pelos desempregados. O outro respondeu q as pessoas não voltaram a trabalhar pq receberam auxilio e foram empreender, viraram autônomos, etc. mas não mostrou dado algum, somente evidencias anedóticas. Queria saber se tem como encontrar os dados das pessoas q estão trabalhando de forma autônoma e daqueles q vivem exclusivamente de auxilio?
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/05/2022 16:51
    Essa reportagem me deu motivo de ir atrás de algumas informações. Aqui:

    www.brazilletsbee.com.br/ABEMEL%20-%20Dados%20Estatisticos%20-%20Serie%20Historica%20(Outubro21).pdf

    De acordo com o documento, em 2020 o Brasil produziu mais de 55 mil toneladas de mel. E exportou mais de 45 mil. Não sobra quase nada para o mercado interno. Não sem motivos, mal se encontra mel em algum mercado aqui e quando há, passa dos 20 reais um potinho de 200 gramas.

    Mais alguns links:

    www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/politicas-do-mapa-incentivam-a-producao-nacional-de-mel

    www.agrolink.com.br/noticias/mel-brasileiro-no-topo_424254.html

    A reportagem do agrolink é hilariante. O senhor Celio Marcos da Silva reclama da desastrada política ambiental do Brasil que o deixa mal visto lá fora e atrapalha as exportações do mel. A reportagem é de 2019 e neste ano o Brasil produziu 46 mil toneladas e exportou "só" 30 mil. Acho que a intenção geral é exportar as favas e as abelhas junto.
  • anônimo  23/05/2022 04:34
    Andre braz (iel) da fgv, dizendo que o que vai controlar a Inflação e o "aumento dos impostos". Putz.
    A campanha tmm já começou .


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