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Sim, a inflação é mundial, mas não decorre só de gargalos — e pode abortar a retomada econômica
E os causadores, é claro, já estão culpando os empreendedores

Na semana passada, a Ned Davis Research (empresa global fornecedora de dados para análises de investimentos) publicou um relatório em que, fazendo ironia com a recorrente afirmação dos Bancos Centrais de que "a inflação é transitória", afirmou o seguinte: "No final, parece que o crescimento é que era transitório — já a inflação será mais permanente".

E, com efeito, há vários fatores comprovando que, ao redor do mundo, consumidores e salários estão sendo devorados pela carestia, levando a uma abrupta interrupção na recuperação econômica pós-Covid19.

Ao redor do mundo, as vendas de automóveis e de imóveis novos desabaram. Só nos EUA, as vendas da Ford desabaram 33%; não há chips a serem utilizados nos novos veículos. Na zona do euro, as vendas estão no menor valor da série histórica (que começou no fim da década de 1980). A renda real disponível da população mundial está em forte queda, e o crescimento da mediana dos salários está menor que a inflação.

Para piorar, a Europa também está em vias de enfrentar um inverno do descontentamento. Há uma crise de abastecimento de gás natural. Ao mesmo tempo em que há previsões de que a oferta de gás da Rússia será menor, há também o fato de que a própria produção de gás na Europa foi restringida por políticas ambientalistas. Isso significa que, em alguns países europeus, os consumidores não só enfrentarão um aumento explosivo em suas contas de energia, como ainda terão racionamento. Na prática, os ambientalistas europeus deixaram o continente à mercê de Vladimir Putin. 

O gás natural, que custava US$ 1,50 por milhões de BTUs há um ano, agora custa US$ 6,00 (aumento de 300%). 

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Gráfico 1: evolução do preço, em dólares, do gás natural

Nos EUA, os preços aos produtores — ou seja, os preços que os produtores pagam em suas matérias-primas para fabricar bens — subiram 20% nos últimos 12 meses. É a maior taxa desde 1974, quando ocorreu o choque do petróleo.

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Gráfico 2: Variação anual dos preços ao produtor nos EUA (commodities)

Na Europa, a inflação ao produtor acumulada em 12 meses está em 13%, o maior valor desde o início da década de 1980.

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Gráfico 3: Preços ao produtor na zona do euro (geral)

Sempre um fenômeno monetário

Desde a pandemia de Covid-19, os banqueiros centrais ao redor do mundo inflacionaram a oferta monetária a um ritmo sem precedentes, recorrendo à mais agressiva política monetária de que se tem notícia desde o fim do padrão-ouro. 

Apenas nos EUA, a oferta monetária chegou a subir mais de 25% nos últimos 12 meses

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Gráfico 4: taxa de crescimento acumulada em 12 meses do M2 nos EUA

Os países em desenvolvimento que tentaram fazer o mesmo com suas moedas se saíram ainda piores (e por motivos explicados em detalhes aqui).

Bastou uma recuperação econômica normal após a reabertura econômica para demonstrar, mais uma vez, por que a inflação generalizada de preços sempre é um fenômeno monetário: os Bancos Centrais aumentaram a oferta monetária para muito além da demanda por moeda. A inflação de preços, no fim, sempre é um fenômeno monetário, e decorre do fato de haver mais dinheiro a ser trocado por ativos escassos. 

Isso levou a maciças elevações de preços para bens essenciais e serviços. 

A retórica de que a carestia é "transitória" e que tudo é culpa de "interrupções na cadeia de oferta" foi rapidamente desmistificada. Os chamados "efeitos de base" (quando se parte de números baixos para a inflação, o que faz com que seus aumentos sejam matematicamente grandes) já terminaram, mas os preços continuam subindo fortemente.  

Ademais, os preços das commodities nos setores em que há ociosidade aumentaram tanto quanto nos setores em que quase não há ociosidade. De novo: a inflação de preços, no final, decorre do fato de haver mais dinheiro perseguindo ativos escassos. E é por esse motivo que vemos os preços do alumínio e dos fretes marítimos alcançando os maiores valores de sua história, ao mesmo tempo em que há ampla capacidade nestes segmentos, até mesmo excesso de capacidade (nos EUA, há até congestionamento de navios cargueiros nos portos; e o número de cargueiros em operação bateu recorde, bem como sua capacidade volumétrica). 

Mesmo os alimentos, cujos preços também dispararam para níveis historicamente recordes, não estão enfrentando nenhum grave problema de oferta. Os lockdowns não fecharam o agronegócio. Há problemas de secas pontuais, como com o milho, e colheitas atrasadas, mas estes sempre existiram. E são sazonais.

Pela terceira vez: no fim, o que empurra os preços gerais — bens e serviços — para cima é a inflação monetária.

Os culpados de sempre

A história monetária mostra que políticos sempre recorrem às mesmas desculpas quando a inflação de preços surge em decorrência da inflação monetária: primeiro, eles dizem que não há nenhuma inflação; depois, reconhecem que até há alguma inflação de preços, mas afirmam que ela é transitória; depois, tão logo fica claro que não há nada de transitório na carestia, dizem que os culpados são os empresários gananciosos; depois, passam também a culpar os consumidores, que estão gastando demais. Por último, os próprios políticos se apresentam como a "solução": impor controle de preços, o que termina por destruir a economia.

Nos EUA, o crescimento da mediana dos salários já foi mais do que contrabalançado pela inflação de preços. Na zona do euro, o crescimento salarial desabou em julho. Com efeito, o risco na zona do euro é maior, dado que os salários caíram no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Ao redor do mundo, os consumidores veem que os preços daqueles bens e serviços que compram diariamente aumentam bem mais rapidamente do que o relatado pelos números oficiais da inflação. Nos EUA, como consequência, o índice de confiança do consumidor caiu para níveis vistos apenas na esteira da crise financeira de 2008

E isso, por sua vez, está descarrilhando a suposta recuperação econômica que deveria advir de um boom no consumo (algo cada vez menos provável) e de uma explosão no setor de serviços. Nenhum destes milagres keynesianos se consumou.

Considerando que os governos se beneficiam fiscalmente da inflação monetária (a qual aumenta sua arrecadação, pelo simples fato de haver mais dinheiro na economia), é difícil imaginar que haverá medidas drásticas contra essa inflação.

Estamos agora adentrando na fase em que os governos culpam os empresários pela inflação. O presidente americano Joe Biden atribuiu o aumento da gasolina à ganância dos donos dos postos, e mandou o governo investigar. Nenhuma palavra sobre o fato de o barril de petróleo estar perto dos US$ 80 dólares, graças à política inflacionista do Federal Reserve.

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Gráfico 5: evolução do preço do barril de petróleo do tipo Brent, em dólares

Ainda mais estridente é o seu silêncio sobre o fato de o seu próprio governo ter revogado a licença para a construção do Gasoduto Keystone, que seria construído entre Alberta, no Canadá, e as refinarias do estado americano de Nebraska, de onde ele seria conectado à rede já existente de oleodutos nos EUA, chegando às refinarias do sul do Texas. Adicionalmente, o governo Biden também vetou novos projetos de fracking no Alasca e em todas as terras federais do país.

Já um de seus principais conselheiros econômicos veio a público dizer que as carnes de porco, boi e frango aumentaram fortemente de preço porque apenas quatro empresas controlam a oferta. É de se perguntar por que, já que há esse oligopólio, elas não aumentaram os preços antes.

Na Europa, a coisa não é melhor.

Em meu país natal, a Espanha, as tarifas de eletricidades dispararam. O governo, obviamente, culpou as geradoras. Nenhuma palavra a respeito do imposto sobre CO2 criado pelo governo em 2020, o qual elevou enormemente os custos operacionais — e com o qual os governos europeus esperam arrecadar 20 bilhões de euros em 2021.

Ou seja, o governo espanhol estava efetivamente lucrando com o aumento dos preços ao mesmo tempo em que culpava empresas por isso.

O mesmo ocorreu na Alemanha: os preços da energia dispararam devido ao forte aumento do gás natural e dos preços do CO2, e os partidos políticos culparam a especulação e as empresas. Já os ambientalistas passaram incólumes.

E a tendência é que isso se intensifique no último trimestre, com a chegada do inverno. Governos irão culpar empresas pela inflação que os próprios governos causaram. E, em seguida, irão se apresentar como a solução e impor controle de preços, o que irá destruir o tecido empreendedorial, especialmente as pequenas empresas.

Para concluir

Políticas keynesianas sempre destroem aquilo que pretendem ajudar e proteger. 

No atual caso, as classes médias, os salários reais e as pequenas empresas estão sendo esmagadas pelo imposto inflacionário (a inflação é um imposto) e pelo aumento de outros impostos, à medida que os governos colhem o benefício das políticas inflacionistas e vão aumentando o tamanho do setor público como consequência.

Apenas uma drástica reação dos Bancos Centrais podem mudar o atual cenário inflacionista. A questão é: irão os BCs contrair a política monetária em um momento em que os déficits do governo estão altos e, pior ainda, qualquer pequeno aumento nos juros pode gerar uma crise da dívida (uma vez que estes países possuem uma relação dívida/PIB muito maior que 100%)?

Irão os BCs reagir àquilo que claramente é — como sempre foi — um processo de inflação monetária?



autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • Askeladden  28/09/2021 05:22
    Política de criança de 5 anos.
    Com o rosto cheio de chocolate, acusando o irmão incapaz de falar e reagir de ter comido o bolo.
  • Ronald Reagan  28/09/2021 12:49
    Que artigo sensacional, muito bem escrito e explicado. Parabéns!
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  28/09/2021 12:56
    Olha, vide as políticas adotadas na pandemia, esses índices de inflação ainda estão comedidos. Estava esperando algo muito mais elevado. Se os BCs pelo mundo vão fazer algo? Por hora, creio que não. Pra piorar, ainda teremos ano de eleições aqui e na europa, assim, é de se esperar mais um ano "morto". Mas no fim, tudo isso agora não passa de uma deixa pro grande reset. Está cada dia mais óbvio que ele vai ocorrer e muito em breve.
  • Felipe  28/09/2021 14:41
    Se formos espertos (i.e., o Brasil voltar a ter juros atrativos), o País pode se dar bem com uma possível alta nos preços das commodities, possível porque, a despeito do forte comportamento expansionista e das perspectivas medonhas do ESG, um fortalecimento do dólar mundial (que é o que está acontecendo agora) pode controlar a alta dos preços das commodities. Tivemos um pouco disso na década de 1970 e, com mais intensidade, nos anos 2003-2011. Era uma combinação interessante: as commodities estavam encarecendo em dólar americano, ao mesmo tempo em que barateavam em real brasileiro.

    Os juros longos americanos estão subindo (por volta de 1,52 %) e o DXY está em seu maior valor do ano, aproximadamente 93,6.

    O rublo russo deve se dar bem nesse cenário.
  • Trader  28/09/2021 14:57
    O problema é que o Brasil segue com juros reais extremamente negativos. Ainda está em torno de -6% no acumulado de 12 meses. E com o recente reajuste do diesel, com a disparada da energia elétrica, com o contínuo aumento das commodities e com o reajuste das mensalidades escolares, os próximos IPCAs continuarão muito altos, fazendo com que a atual Selic ainda esteja muito baixa.

    Enquanto os juros reais estiverem muito negativos, câmbio continuará apanhando.
  • Imperiont  28/09/2021 15:23
    Ata do Copom sinaliza mais dois aumento de 1.00 até o fim do ano.

    veja.abril.com.br/economia/ata-do-copom-sinaliza-que-subida-da-selic-deve-continuar-em-202/?
  • Trader  28/09/2021 15:29
    Muito pouco e muito tarde.
  • Leandro  28/09/2021 16:01
    Estão optando por um ciclo mais longo e gradual do que por um ciclo mais rápido e intenso.

    Ou seja, preferiram Tombini a Volcker.

    Espero estar errado, mas é difícil imaginar que as consequências não serão as mesmas.
  • Felipe  28/09/2021 16:23
    Está mais para um meio-termo entre ambos, afinal basta comparar o comportamento da taxa SELIC.

    Só que eles precisam aumentar com cada vez mais intensidade. Senão irá demorar mais para se combater a carestia.

    Como por enquanto está difícil analisar o M1 por causa do PIX, só resta esperar.
  • android  28/09/2021 17:28
    é viável um banco central operar de forma automática e previsível na SELIC? Refiro-me à eliminação do conselho monetário, substituído por um sistema automático baseado apenas em regras determinísticas, por exemplo:

    - atualização a cada 3 meses;
    - sintonizado com os principais índices de preços
    - ajuste limitado a -25, 0 e 25 pontos;
  • Felipe  28/09/2021 23:34
    Banco Central pode até se aproximar, mas nunca será algo da Escola Austríaca. Pode ser chicaguista, supply-sider ou keynesiano, mas austríaco nunca.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  28/09/2021 17:52
    Meu nobre colega, esse mundo atual anda tão maluco que em três horas acontecem coisas que até o tinhoso duvida, imagine em três meses. Se nem essa pancada de baixo pra cima ocorrida nesses últimos dias vai surtir grande efeito pelo visto, imagine um tapinha de 0,25...
  • Imperiont  28/09/2021 21:43
    Só concordo com a eliminação do conselho monetário. Conselhos são grupos de legislação paralela. Eles não são eleitos para os que governam; são indicados para o cargo. E ele cria leis que você deve seguir. A farra dos conselhos (soviets) cria duas constituições: a normal e a dos conselhos, que criam impedimentos à vida do cidadão.

    Não existe nenhum sistema para os preços. Eles seguem as leis da demanda e oferta. Por exemplo, no seu cenário de - 25, 0 e +25, se a inflação estourar 40 por cento de uma vez, esperar três meses só pra aumentar 0.25 de juros, a economia vai à bancarrota.

    Tem que acabar com o Bacen e trocar por um currency board. Se sim, a oferta monetária é corrigida pelo mercado automaticamente. Sem conselho, sem Bacen.
  • Imperiont  28/09/2021 17:43
    Tinha que chegar a 10.0 em outubro. Se o governo diz que a inflação tá dando oito, com certeza é dado manipulado. E mesmo assim tá muito baixo o dado manipulado.
  • Leandro  28/09/2021 17:51
    A maneira mais correta de ver seria esta:

    ibb.co/JsNH7Bx

    A linha azul tem de correr pra ficar acima da vermelha. Pois é…
  • imperiont  28/09/2021 18:06
    mais que o dobro.

    mas sendo a variação mensal, como transformar uso em inflacao anual?
  • Leandro  28/09/2021 18:52
    O gráfico está em média móvel de 12 meses. Ou seja, o valor do eixo vertical equivale ao valor médio mensal dos últimos 12 meses.

    Pegue este valor, divida por 100, some 1, e eleve ao expoente 12. Aí você terá o valor anual presente.

    Exemplo:

    1) a média móvel do IPCA está em quase 0,8%.

    O cálculo, então, será:

    1,008ˆ12 = 10% (que é o IPCA atual, como tem matematicamente de ser).

    2) Para a Selic acumulada em 12 meses:

    1,0025ˆ12 = 3,05%.

    Ou seja, ao passo que a Selic acumula 3% nos últimos 12 meses, o IPCA acumula 10%. Isso dá juros reais de -6,36%.

    Na prática, quem investiu em títulos atrelados à Selic (ou deixou dinheiro no CDI), perdeu 6,36% em termos brutos (e se considerar o desconto do IR, você vai chorar ainda mais).

    Portanto, o cara pagou para emprestar dinheiro para o governo.

    A Suíça é aqui.
  • imperiont  28/09/2021 19:13
    quando vc diz "Selic acumula" seria o aumento dos últimos meses? 3 por cento?
  • Leandro  28/09/2021 19:27
    Não. A Selic é uma taxa de juros que rentabiliza diariamente. Todo dia ela rende um determinado percentual.

    Atualmente, com a Selic a 6,25% ao ano, ela rende 0,024% ao dia.

    Se você pegar a rentabilidade diária e elevar a 252 (número de dias úteis do ano), você terá a rentabilidade anual da Selic.

    Quando a Selic aumenta, a rentabilidade diária se altera. Nos últimos 12 meses, a Selic esteve maioritariamente em 2%. Foi só a partir de março que ela começou a subir. Se você multiplicar a rentabilidade de cada um destes últimos 252 dias úteis, você terá 3,05%.
  • imperiont  28/09/2021 20:56
    então , por esse método, se a igiv diz que a infly é 8 .25, qual seria o valor correto da Selic pra mitigar essa inflacao , sem te juro negativo?
  • Trader  28/09/2021 21:55
    A Selic tem de estar a uma taxa tal que, nos próximos 12 meses, ela acumule um valor maior que o IPCA neste mesmo período.

    Ou, ainda mais garantido, a SELIC tem de estar a uma taxa tal que, nos próximos 12 meses, ela acumule um valor pelo menos 3% acima do IPCA neste mesmo período (dando, portanto, um juro real de 3%, no mínimo).

    Portanto, qual será o IPCA do ano que vem? Ninguém sabe. Mas a Selic terá de dar 3% acima deste IPCA.
  • Medroso  28/09/2021 14:56
    E o Brasil, ta se recuperando? Como esta a previsão da nossa economia? A Argentina ta melhor?
  • Régis  28/09/2021 15:00
    O PIB do terceiro trimestre será bom. Depois será uma grande incógnita.
  • Imperiont  28/09/2021 15:06
    No Brasil, ocorreu restrição de oferta (fique em casa), que provocou falências e diminuição da produção. Esses setores encolheram porque o governo ordenou.

    O governo fez sua a mediana do PIB (o que encolhe com o que sobe), e chegou à conclusão que não tinha inflação.

    Então ele ligou as prensas do Orçamento de Guerra. A criação de dinheiro então provocou a demanda artificial e o dinheiro foi pros alimentos. Por isso esse setor teve aumentos de 50 por cento.

    Tivemos então restrição de oferta (pare tudo) e estímulo monetário ao mesmo tempo. Também houve desvalorização da moeda. Tudo ao mesmo tempo.

    Como as três medidas são inflacionárias, elas se somaram e criaram a inflação atual. Três tempestades se somaram pra criar a tempestade perfeita.
  • Ronald Reagan  29/09/2021 11:30
    Sinceramente, não consigo mais acreditar nesse papo de restrição de oferta. Acredito que se fosse isso mesmo, teria sido muito pior. Vide o preço das caminhonetes que praticamente dobraram de valor, Hilux de 190 foi para 300.

    Agora no geral, como o artigo mesmo diz, não parou.

    Oque aconteceu mesmo foi a impressão de dinheiro através de auxilios a nivel mundial.
  • anônimo  29/09/2021 15:25
    uma placa de video 1050 ti , que é a melhor de "entrada" , na epoca que peguei uma custou 540 reais e ja estava cara (480 era o preço normal)
    hoje uma dela nao sai por menos de 2000
    a minha atual que paguei 1500 reais , hoje voce nao acha nem por 4500

    de um lado dinheiro facil , do outro uma supply-chain totalmente asfixiada

    carros, eletro-eletronicos e tecnologia hospitalar (so pra citar alguns) sao produtos que o preço tem efeitos multiplicadores ... eu diria que carro ainda esta barato , espere ate 2022 que começa o descalabro eleitoral e voce vai sentir falta do preço de agora .. no norte do pais vi um ford ka por 200 mil .. carro que nao vale 50 ... e mesmo assim ta cheio de gente feliz com dinheiro facil , povinho que nao junta "lé com cré" nao pode ter outro destino
  • imperiont  29/09/2021 15:47
    o Brasil poderia ter produção de bens e serviços 4 vezes maior do que é, mas devido a todas as políticas nacionais que geram o custo Brasil, ele funciona com o freio de não puxado. restrição de oferta.
  • Rafael  28/09/2021 15:45
    Na mídia, absolutamente ninguém tem a coragem de dizer que a atual carestia energética tem a ver com a imbecilidade do ESG, que simplesmente está aniquilando investimentos no setor de combustíveis fósseis e de gás.

    Quando começarão a falar em mais investimentos e menores barreiras no setor de energia l?

    ESG pega bem em reuniões da alta sociedade europeia, mas é berinjela no povão.
  • Régis   28/09/2021 16:04
    Como comentei em outro lugar: com o movimento ambientalista cada vez mais radical, com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos, investir em prospecção e refino de petróleo é pedir para perder dinheiro.

    O cara vai fazer um investimento de longo prazo em algo que poderá ser proibido no futuro. Tem que ser louco.

    A realidade será cada vez menos oferta de combustíveis fosseis e preços cada vez maiores.
  • Rafael  01/10/2021 13:59
    Enquanto isso:

    China pede que mineradoras produzam carvão mesmo acima de cotas

    www.infomoney.com.br/mercados/china-pede-que-mineradoras-produzam-carvao-mesmo-acima-de-cotas/

    ESG é pra mongolão ocidental.
  • imperion turbo nuclear quântico com equio  01/10/2021 16:40
    Na hora que aperta, não tem ESG, ambientalista. Sorte que lá tá verão. Porque se fosse inverno, faltando carvão, já tinha morrido um monte
  • Gaboardi  28/09/2021 16:36
    Urânio: não pode

    Carvão: não pode

    Óleo: não pode

    Hidrelétrica: não pode (a terra é do índio)

    Vento e Sol: opa, esses podem! (Se não ventar e ficar nublado por muito tempo, é só brincar de fingir que a gente voltou a viver na era cenozóica)
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  28/09/2021 17:45
  • Revoltado  28/09/2021 18:03
    Será o mais sonegado dos impostos, de longe, em todo o território brasileiro!

    Considerando 99% de chance que aprovarão isto (afinal, estamos em Banânia), escrevo a frase afirmativamente.
  • Revoltado  28/09/2021 18:02
    Sim,

    Brincamos de "Idade Média", enquanto os bonitos da elite vivem em suas confortáveis residências sem praticamente nenhum recurso energético que vociferam para o resto do mundo.
    Leonardo de Caprio e demais ecochatos de Hollywood com seus jatinhos com pegada de carbono elevada que o digam...
    Ou alguém me fará crer que os distintos viverão espartanamente como nós, reles mortais?
  • Jenifer Aniston  28/09/2021 19:36
    Quem fez di caprio rico? O comunismo ou o capitalismo?
  • Revoltado  29/09/2021 18:20
    Sabemos a resposta, ex do Brad Pitt!
  • Revoltado  28/09/2021 20:15
    Hidrelétrica: não pode (a terra é do índio)

    ====Até havia me esquecido desse detalhe!
    Me dá asco essa tara de manter os indígenas à força na Idade da Pedra Lascada, fazendo das reservas zoológicos humanos!
    Essa gente ecochata ignora que índios, assim como brasileiros de qualquer outra etnia, desejam viver a modernidade, com seus benefícios e malefícios, inclusive com a preservação de suas línguas nativas, em conjunto com o português.
    Falo, claro, dos verdadeiros nativos, não dos pseudo que participam dos piquetes canhotos e nota-se à distância que não o são de fato.
  • Fabio Costa  28/09/2021 19:48
    Era de se esperar que o Joe Biden fizesse kgda atrás de kgada desde o começo de seu desgoverno.

    Primeiro ele restringe a capacidade energética do próprio país e não fala absolutamente nada sobre a loucura do FED de imprimir 120 bilhões de dólares por mês pra despejar na economia. Quando começa a faltar combustíveis o Bidê cobra da OPEP pra bombear mais petróleo! Não tem noção nenhuma de economia e mercado, igual ou pior que Dilma Rousseff.

    Quem está melhor agora aqui no continente americano é o Canadá, lá tem minérios, petróleo e terras raras sobrando, e olha que nem descobriram tudo que tem lá por que as terras na região da Tundra Ártica estão inexploradas!

    Agora só falta o gigante do Norte correr atrás de novos parceiros comerciais, não ficar sempre dependendo dos Estados Unidos do tio Bidê.

    Se Justin Trudeau fosse esperto ele estaria viajando pelo mundo agora em busca de novos acordos comerciais e inclusive COBRAR da administração Biden a volta do NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte). O tratado USMCA de Donald Trump beneficia demais os Estados Unidos em detrimento do Canadá e México. Se eu fosse o Trudeau aproveitaria essas oportunidades, mas o canadense está hoje com um governo minoritário. Difícil ele fazer qualquer coisa sem a aprovação dos conservadores liderados por Erin O'Toole.
  • WMZ  28/09/2021 20:35
    "E é por esse motivo que vemos os preços do alumínio (...) disparando"

    Ouve um golpe militar na Guiné-Conacri, grande produtor de bauxita, que segundo o mainstream é um dos fatores da disparada nos preços do alumínio.
  • Walter Hachmann  28/09/2021 20:49
    O presidente está em uma sinuca de bico: precisa aprovar o projeto eleitoreiro (e ordenado pelos comuno-globalistas) da Renda Mínima, o que é bastante inflacionário, mas ao mesmo tempo precisaria cortar despesas e impostos e subir rapidamente os juros, de forma que fiquem maiores do que a inflação, mas esse choque de juros causaria redução do PIB e do emprego (pelo menos o dólar cairía), o que o faria perder a eleição. Ele deveria lembrar-se do Macri, na Argentina, que, por falta de coragem, não fez a tempo o que deveria, a inflação disparou e ele perdeu a eleição. Se for para tomar medidas duras, tem que ser já, pois no ano que vem será fatal!
    Como já dizia Maquiavel, as maldades devem ser feitas de uma vez só e as bondades aos poucos!
  • anônimo  29/09/2021 12:38
    Essa Renda Mínima não pode ir adiante. É uma armadilha que não lhe trará nenhum benefício.
  • imperiont  29/09/2021 15:44
    a Rdb , infelizmente foi aprovada no congresso e tem o prazo de 2022 pra entrar em vigor.
  • Ronald Reagan  29/09/2021 12:59
    Bem lembrando do Macri. Impossivel ganhar eleição com inflação galopante.
  • Medroso  28/09/2021 22:59
    E os resultados do Brexit, a midia avisou e o resultado esta ai. E agora?
  • Rodrigo  29/09/2021 14:07
    De um lado, burocratas imbecis (com o perdão do pleonasmo) expulsaram caminhoneiros imigrantes. De outro, o ultra-generoso auxílio governamental distribuído em decorrência da Covid desestimulou vários britânicos a trabalharem. Pra que suar se você pode ficar sentado no sofá coletando benefícios ainda maiores que o salário anterior?

    Consequência: está faltando caminhoneiro. Não há entrega de combustíveis e de alimentos nos supermercados britânicos.

    Mais um caso clássico de destruição causada por intervencionismo estatal.
  • Estudante novato  29/09/2021 01:59
    Com a crise de energia, alguns esquerdistas vêm defendendo uma lei com obrigatoriedade de que todas as novas construções serem feitas com placas solares (com intuito de que a população fique menos refém dos regimes de chuva p/ geração de energia).

    Qual seria o efeito dessa medida? (Me ajudem a entender)

    A princípio, haveria encarecimento dos custos de construção e consequente do preço dos imóveis. Imóveis mais caros tenderiam a gerar alugueis mais caros. (Porem, penso que o encarecimento do aluguel seria compensando por uma menor fatura de energia no final do mês para o inquilino.)

    Outro ponto, o encarecimento da construção tenderia a gerar uma menor oferta de imóveis e assim alta de preços. (Maior dificuldade para as pessoas construírem ou alugarem imóveis)

    Partindo do pressuposto que tais efeitos ocorreriam, o benefício de se ter a população e a economia menos vulnerável a um apagão/racionamento em períodos de seca poderia compensar no balanço final?
  • Imperiont  29/09/2021 15:48
    "Qual seria o efeito dessa medida? Me ajudem a entender"

    O efeito é mandar em você. Tão cheio de projetos com cobrança de imposto de uso solar. Aí eles te obrigam a instalar pra cobrar.

    O imóvel fica um pouco mais caro, mas não necessariamente valorizado. Valorização de imóveis leva em consideração muitas variáveis.

    E sim, sem o governo se metendo, placas solares são um ótimo negócio. Dependendo do seu terreno (área solar), você não pagaria nada de energia elétrica.

    O problema é o custo Brasil... e o governo que te obrigar a colocar, mas te impede de importar a preços bons a melhor do mundo.
  • Trader  29/09/2021 15:56
    A atual crise energética da Europa vai retardar um pouco esta histeria ambiental. Este artigo do The Wall Street Journal explica a maluquice:

    www.wsj.com/articles/climate-policy-reality-europe-energy-costs-gas-coal-11632754849

    Reino Unido e Europa fecharam praticamente todas as suas minas de carvão, baniram o fracking e deram peso máximo à energia éolica. Só que aí o vento parou de soprar, o petróleo disparou e agora estão racionando eletricidade, e tiveram de voltar para o carvão e para o gás natural. Mas carvão praticamente não há mais, e o gás natural é fornecido integralmente pela Rússia, que agora passou a chantagear a Europa.

    No Reino Unido, sem carvão e sem gás natural, já estão falando abertamente em implantar uma semana de apenas três dias de trabalho.

    Eis os principais trechos:


    In the past decade the U.K. and Europe have shut down hundreds of coal plants, and Britain has only two remaining.

    Spain shut down half of its coal plants last summer. European countries have spent trillions of dollars subsidizing renewables, which last year for the first time exceeded fossil fuels as a share of electricity production.

    But renewables don't provide reliable power around the clock, and wind power this summer has waned across Europe and in the U.K., forcing them to turn to gas and coal for backup power.

    […]

    Increased global demand has caused the price of coal to triple and the price of natural gas to increase fivefold over the past year.

    […]

    Russia is exploiting Europe's energy difficulties by reducing gas deliveries, perhaps to pressure Germany to complete certification of its Nord Stream 2 pipeline, which bypasses Ukraine. Russia's Gazprom has booked only a third of the available transportation capacity through its Yamal pipeline for October and no additional deliveries via its Ukraine pipeline.

    Europe has become ever more dependent on Russia—the world's second largest gas producer, after the U.S.—for energy because the U.K. and Germany have banned hydraulic fracturing, letting their rich gas shale resources go to waste. Meantime, the Netherlands is shutting down Europe's biggest gas field.

    Several U.K. retail electricity providers have collapsed in recent weeks because of the surging price of gas. Energy experts warn that some German power suppliers are in danger of going insolvent. Germany's electricity prices, which were already the highest in Europe because of heavy reliance on renewables, have more than doubled since February.

    Skyrocketing power prices have caused U.K steel makers to suspend production. A former energy adviser to the U.K. government warned last week that the country's energy shortage this winter could prompt a "three-day working week"—a reference to the coal and rail worker strike in 1974 that caused the government to ration energy for commercial users.



    Em suma: se você acha que o Brasil tá ruim, na Europa tá muito pior. E nem mesmo os EUA se saem melhores.
  • Felipe  29/09/2021 20:39
    Parece que tem que pagar para ler tudo, seria isso?

    Por que retardaria?

    Eu tenho minhas dúvidas se o governo chinês levará a sério esses conceitos ambientalistas no setor elétrico e energético. O país é altamente dependente de carvão mineral.
  • YURI SAO CARLENSE  29/09/2021 03:38
    Leandro,

    Sei que aqui não se defende tabelamento de juros feito por um comitê estatal. O melhor seria juros livres refletindo as condições reais de poupança e consumo.

    Entretanto, dado a atual loucura dos BCs aqui e lá fora, vc acha que a utilização da regra de Taylor pelos BCs (colocada em lei e que fosse realmente cumprida) poderia gerar um cenário melhor que o atual ?

    Pela regra de Taylor era para as taxas de juros no Brasil e nos EUA estarem em níveis muito maiores que os atuais.

    A regra de Taylor não seria o cenário ideal, mas me parece que seria algo melhor do que temos hoje. Oq vc pensa?
  • Leandro  29/09/2021 14:18
    Sim, já seria um grande avanço. Vale lembrar que a regra de Taylor original levava em conta variáveis como crescimento da oferta monetária e do crédito, ao passo que as políticas monetárias atuais desconsideram essas duas variáveis, mas passaram a levar em conta desemprego e situação fiscal do governo em suas decisões.

    O BC brasileiro, por exemplo, passou a considerar a situação das "contas públicas" em suas decisões de juros. Heterodoxia total.
  • YURI SAO CARLENSE  01/10/2021 03:37
    Valeu pela resposta, Leandro.

    No pregão de hoje o BC fez uma baita intervenção vendendo dólares quando ele ameaçou chegar no R$ 5,50.

    Parece uma sinalização que o BC está colocando um teto para o dólar nesse valor. A conferir.

    Se o BC mantiver essa prática, quem sabe a partir de agora começarão a fazer uso mais frequente dos leilões surpresa (algo que vc fala desde fim de 2019). O problema é que estão muito atrasados, né?

    E a grande questão: com quadro fiscal ruim e selic negativa, dá pra segurar o dólar abaixo de 5,50 só com leilões surpresa?
  • Leandro  01/10/2021 12:52
    Na verdade, não houve venda de dólares; foi só um swap (que não envolve venda nenhuma de dólares). Na prática é um paliativo, mas ao menos mandou um recado de que o BC não está confortável com o dólar no atual valor — e, realmente, para quem tem metas de inflação, não deveria estar.

    É importante para desestimular especulador e mostrar que ao menos há alguém olhando para a moeda.
  • YURI SAO CARLENSE  04/10/2021 02:36
    Obrigado pela correção, Leandro.

    Então, vou refazer a pergunta: com quadro fiscal ruim e selic negativa, dá pra segurar o dólar abaixo de 5,50 só com intervenções por meio de swap? (Como vc já mencionou que tal medida é um paliativo, tendo a crer que não)

    Em caso negativo, (e considerando o fiscal se mantendo ruim dessa forma e a Selic subindo nesse ritmo lento) em algum momento o Bacen terá que partir pra venda de dólares se quiser segurar o câmbio abaixo dos 5,50 ?
  • Leandro  05/10/2021 15:08
    Não, apenas com swap não vai dar.

    E sim, se a meta é essa, em algum momento terá de partir para a venda de dólares.

    A menos, é claro, que haja uma reviravolta e os preços das commodities passem a desabar. Olhando-se para o petróleo, no entanto, isso não parece ser provável.

    A encrenca atual realmente são os juros reais, que seguem extremamente negativos. E como os próximos meses historicamente tendem a ser de IPCA mais alto, os juros reais ficarão ainda mais negativos.

    Vale lembrar que o BC do Tombini ficou subindo a Selic de abril de 2013 até julho de 2015 (quando chegou ao máximo de 14,25%). Só que o IPCA (em decorrência de vários desajustes anteriores) também seguiu crescendo, de modo que os juros reais continuaram muito baixos (não eram negativos à época). Foi só a partir de abril de 2016 que o câmbio se estabilizou e passou a cair (tanto pela troca de governo quanto pelo fato de os juros reais terem começado a crescer só ali).

    O gradualismo fez com que fossem necessários nada menos que 3 anos para as coisas começarem a funcionar no combate à inflação.
  • Donifa  29/09/2021 09:47
    E onde a inflação está sendo mais entida é justamente num lugar onde o ministro da economia é um chiCagão Boy.
  • weberth mustapha  29/09/2021 20:28
    Será que o bitcoin pode nos salvar???

    Porém, quantas pessoas estão comprando ou vendendo coisas com bitcoin?? Se está sendo pouco usado, então no máximo que vai ocorrer é que muitos irão transformar sua moeda estatal em bitcoin em alguma corretora. No máximo isso, depois fazer especulação.
    Somente quando bens escassos estiverem sendo trocados por bitcoin em escala mundial poderemos falar então em uma mudança. C
  • LUIZ HENRIQUE AMADOR  30/09/2021 17:17
    O que acham da previsão do Rober Kyosaki sobre o crash em outubro?
  • anônimo  30/09/2021 21:40
    Lembre-se da causa e efeito. Se tropeçar numa pedra, cairá. Senão, não cairá. Mas vc nunca saberá "quando" vai tropeçar numa pedra. O ser humano não tem o superpoder de saber quando, a futurologia.

    Assim, sabe-se que a super emissão algum dia vai causar retrações. Causa e efeito. Mas ninguém sabe quando. Vai acontecer em outubro, como o Robert disse? Puro chute. Ninguém sabe "quando".
  • imperion turbo nuclear quântico com equio  01/10/2021 16:39
    Robertinho também disse que quando os baby boomers se aposentassem, sacariam suas ações e isso as faria ir abaixo.
    Mas o Fed vem imprimindo moeda, indo tudo pros títulos e fica tudo subindo, não caindo.

    De novo, ninguém sabe "quando" o público vai e se vai vender suas ações.
  • Donifa  03/10/2021 13:56
    Sério que pessoal ainda leva a sério quem inventa uma história somente para vender livros?
  • estadao  30/09/2021 18:38
    O que acharam da opinião do estadão?

    opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,combustivel-para-a-demagogia,70003854823
  • Eduardo  30/09/2021 19:25
    Fechado para assinantes. Só falta querer que eu gaste dinheiro com a mídia mainstream.
  • Apropriado  30/09/2021 19:52
    talvez por esse link?
    pressfrom.info/br/noticias/brasil/-323367-combustivel-para-a-demagogia.html
  • Trader  01/10/2021 00:16
    Esse editorial do Estadão até entendeu o básico (petróleo e câmbio caros). Mas errou escabrosamente ao dizer que isso foi causado pela "truculência de Bolsonaro" (esse tesão da mídia com a "macheza" de Bolsonaro eu deixo pra Freud).

    Nem uma linha sobre juros reais negativos e Banco Central.

    Ou seja, no final, a mídia segue sem entender o básico. E quem não entende nem o básico não tem como fornecer soluções corretas.
  • FERNANDO LAZARINI  30/09/2021 21:38
    Se vc entrar no Twitter dele, verá os comentários dos usuários fazendo troça dessa previsão dele através de um gráfico temporal com os tweets dele prevendo crashes desde 2011. Em outras palavras, é achismo puro. Se realmente um crash fosse identificável tão facilmente, ele seria adiantado para setembro; ou agosto, julho, junho etc. O último que houve não foi causado por uma bolha, mas pela crise do corona virus. Impossível prever, ele quer é engajamento em mídia social mesmo.
  • Paulo  02/10/2021 02:27
    Há algo inerente nas moedas fiats que as condene ao colapso no longo prazo ou tudo depende apenas do nível de inflação? Pode uma moeda sem lastro durar ?

    Alguém me fez essa pergunta e não soube dar uma certeza . O Franco Suíço parece depor contra.
  • Trader  02/10/2021 16:26
    Moedas estatais, em última instância, dependem basicamente da qualidade de seu governo.

    Por isso a da Suíça vai durar mais do que qualquer uma da América Latina.

    O euro foi criado em 1999 (ou seja, ainda é extremamente jovem), e foi lastrada no marco alemão (que surgiu em 1948, após duas moedas alemãs terem morrido).

    Já os EUA são um caso à parte, pois usufruem uma condição que nenhum outro país no planeta usufrui.
  • Felipe  03/10/2021 22:18
    Essa do euro eu suspeitava ter vindo do marco alemão, mas eu realmente não sabia. Isso explica o motivo de a taxa de inflação de preços ser tão baixa (ou até negativa) mesmo nos países periféricos da Europa.

    Tem alguma referência ou fonte que fale exatamente sobre isso?
  • Trader  03/10/2021 22:43
    O euro surgiu exatamente com a mesma taxa de câmbio do marco alemão. Com efeito, o euro e o Banco Central Europeu foram modelados para funcionar exatamente como o marco alemão e o Bundesbank.

    Isso você encontra em qualquer artigo na internet sobre o euro.

    Ou então, para ver na prática, entre no TradingView e digite USDDEM e depois USDEUR. É a mesma coisa.
  • Imperiont   03/10/2021 00:02
    Uma moeda fiat não precisaria necessariamente perder valor como a maioria (99 por cento delas). O franco suíço é prova disso.

    Mas a moeda fiat tem o defeito de estar sob o controle politico, por isso vira e mexe, eles dão um jeito de passar a mão. E o povo assume o prejuízo. E os políticos não querem ceder. Por isso o bitcoin tá sendo atacado por todos os lados. Perder o controle da moeda é o fim de um monte de politica trapaceira.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  03/10/2021 01:29
    "Perder o controle da moeda é o fim de um monte de politica trapaceira."

    Não apenas isso, mas o FIM DOS POLÍTICOS E BUROCRATAS.

    Dia primeiro do fim da aceitação da moeda estatal:

    Senador Renan Bananeiro chega a um padaria e pede um café. Saca do bolso seus papeizinhos pintados para o pagamento. "Desculpe" diz o funcionário, "Mas esse dinheirinho não vale aqui". "E agora, o que faço? Eu caro cafééééééé!!!", diz o Senador Bananeiro. "Bem", retruca o funcionário, "Creio que agora você terá de arrumar um trabalho que remunere em criptos para poder pagar pelo que você quer. Aliás, estamos precisando de alguém para limpar a calçada e os vidros agora mesmo... Senhor? Senhor?" O funcionário observa atônito o agora ex-senador correndo freneticamente para o outro lado da rua....
  • capitalista chinês  03/10/2021 11:30
    a separação do estado e da moeda será um evento tão importante quanto foi a separação do estado e da igreja/religião.
  • Capitalista anarco  03/10/2021 20:01
    Exatamente capitalista chinês,penso o mesmo.
  • imperion turbo nuclear qu%C3%83%C2%A2ntico com equio  02/10/2021 18:40
  • Anão  03/10/2021 16:45
    Segundo a CPI da Covid, operar com bitcóio ou creptomoeda pode ser uma boa maneira de driblar a inflação.
  • estadao  03/10/2021 19:11
    Pessoal, tenho uma duvida, como no Brasil jogamos dinheiro impresso sem lastro? Não é proibido por lei?

    Como o BACEN fez pra inundar a economia com dinheiro sem lastro
  • Régis   03/10/2021 19:17
    Autorizado temporariamente, via Congresso, pelo "Orçamento de Guerra".

    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/article/3239/a-pec-do-orcamento-de-guerra-e-a-bazuca-do-banco-central
  • Pensador Libertário  04/10/2021 11:08
    estado,o Bacen imprime e recolhe dinheiro em primeiro lugar para atender seu dono(O estado na pessoa dos seus representantes-os políticos e sua políticas gastadoras...),mas como os PREÇOS(A exceção são os preços administrados e controlado pelos políticos)não são FIXOS(E quando são é por puro intervencionismo estatal)eles são fruto de negociação entre um comprador e seus fornecedores,eles sempre subirão a partir do momento em que o Bacen atende seus donos(Os políticos e seus gastos faraônicos) e joga farofa(Imprime dinheiro além do necessário) no ventilador,lembrando que todo agente econômico que se preza maximiza o lucro nos produtos mais procurados e minimiza os prejuízos nos produtos encalhados,todo empresário e comerciante sabe disto.

    Por exemplo um dono de mercearia ao renovar seu estoque ele irá comprar os produtos que faltam em seu estoque(Dentro do depósito,pois na loja ele procura ao máximo não deixar faltar produto nenhum na prateleira,apesar de as vezes faltar um ou outro item)e faz promoção(Vende mais barato)dos que estão encalhados,ou seja se fosse os comerciantes os culpados pelos altos preços,eles não fariam promoção nenhuma,sempre estariam vendendo tudo cada vez mais caros,veja bem todos os produtos,enfim só quem empreende ou estuda o assunto está atento a isto e é sabedor disto"Preço não é fixo,mas sim fruto da negociação entre comprador e fornecedor e isto inclui os salários,pois se os mesmos fossem livres(O salário mínimo é fruto da intervenção estatal no mercado de trabalho) e não são(Os sindicatos monopolistas por exemplo fazem reserva de mercado para seus filiados...) cria-se a ideia falsa de que os preços devem ser fixos,daí a reforma trabalhista ter de avançar e instituir a livre-negociação de salários,onde o assalariado seria beneficiado com a livre-competição dos preços de mercadorias e serviços e a privatização de estatais acabaria com os preços administrados(Intervenção estatal daninha na economia,pois estes preços sobem devido o governo repassar o aumento de custos com suas estatais ineficientes ou lobby das concessionárias,igual no transporte público,etc )outra estrovenga que atrapalha nossas vidas.
  • Imperiont  04/10/2021 18:55
    Vendendo todo o dólar, seu preço cai, pelo excesso colocado à venda. E o governo tem bastante reservas. Mas se o quadro fiscal do governo estiver muito ruim, logo ele volta a desvalorizar, e esse dólar vai pra fora, voltando a subir.

    O governo não pode estar com quadro fiscal ruim, pois isso desvaloriza o real. Nenhum país segura sua moeda se fiscalmente as contas estiverem em déficit direto há vários anos ou em um volume alto em relação ao PIB. E o déficit bateu 13 por cento do PIB em 2020.
  • Felipe  04/10/2021 12:19
    "Paulo Guedes mantém offshore ativa em paraíso fiscal"

    Isso é legal (embora haja questionamentos na notícia, já que o dólar ficou mais caro em reais desde 2019), todavia mostra o seguinte: eles desvalorizam a sua moeda, mas eles mesmos se protegem.
  • Thiago  04/10/2021 15:31
    E o pior, tentam atrapalhar quem tbm quer tentar se proteger...
  • Artista Estatizado  04/10/2021 18:39
    Só isso já destrói a tese de que desvalorizar o câmbio gera crescimento ou "industrialização". Se os investidores mandam seu dinheiro para fora para se proteger da desvalorização, como isso vai atrair invesimentos?
  • Ulysses  04/10/2021 19:00
    Se, depois de tudo isso, o pessoal ainda não entendeu que é pra enfiar todo o patrimônio em criptomoedas, ouro, dólar e franco suíço esquece. Nunca mais aprenderão.

    Os dois caras que estão no comando da economia já estão dolarizados há anos. Eles ganham com a subida do dólar. Este site cantou essa bola várias vezes ao longo de 2020 (ainda assim, um tanto tarde, em minha opinião). Quem ainda insiste em manter patrimônio em moeda latino-americana tem mais é que se estrepar mesmo.
  • Rodrigo  04/10/2021 19:18
    Argentino já aprendeu isso na marra desde 2001. Na Argentina de hoje só pobretão é que tem pesos. Da classe média pra cima, todos têm dólares. E exigem receber salário em dólares. Por isso a economia ainda segue funcionando por lá, apesar de tudo (só otário acha que, com congelamento de preços, os supermercados não estariam vendendo tudo em dólares para quem quiser comprar).
  • AGB  05/10/2021 12:38
    Desde a época do Perón (anos 50) os argentinos já guardavam sua poupança em dólares. Os ricos mandavam o dinheiro para a Suíça ou Uruguai. Os pobres enfiavam debaixo do colchão mesmo. No fim do mes todos corriam para as casas de câmbio. Aí o casal Kirchner aplicou um calote nos títulos de dívida e proibiu a compra de dólares. O resto é história.
  • anônimo  04/10/2021 21:24
    Paulo Guedes é um farsante. Parece um Mantega da vida.
  • imperion turbo nuclear qu%C3%83%C2%A2ntico com equio  04/10/2021 21:50
    925 dolingos e vc pode investir nas ilhas virgens britânicas.
    Guedes tem informações privilegiadas
    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/10/04/pandora-papers-o-que-e-offshore-e-ilegal.htm
  • David - Empresário  05/10/2021 14:11
    Leandro; com todos os comentários acima, qual é o porto seguro para investimentos nesse atual momento da economia? Investir em estoque, em alguma moeda, ouro, imóveis, máquinas e equipamentos, ou algum tipo de aplicação? Confesso que nos últimos 4 meses o mercado vem minguando e as perspectivas são cada vez mais escassas.

    Sou leitor assíduo e fã dos artigos e dos comentários. Desculpe a minha "ignorância" e a pergunta, pois acima já há um comentário sobre as previsões futuristas mas, vale a pena considerar.

    Obrigado
  • Leandro  05/10/2021 15:13
    É crucial ter títulos atrelados à inflação. E estão num ótimo momento de entrada. Dê preferência a ETFs de fundos de debêntures incentivadas, que agora começarão a pagar mensalmente juros reais mais inflação (e tudo isento de IR).

    FIIs que também pagam mensalmente são cruciais (há FIIs que pagam juros reais, há FIIs que pagam juros mais IPCA e há FIIs que pagam CDI mais uma taxa adicional; tenha todos).

    ETFs de títulos do Tesouro atrelados ao IPCA são obrigatórios. Ou, caso prefira, Tesouro IPCA 2026 é um bom meio termo.

    Dólar você já deveria ter comprado lá atrás. Ouro ainda segue bastante descontado, em minha opinião.

    E coloque de 5 a 10% do seu patrimônio em criptomoedas (mas tenha em mente que se trata de um dinheiro do qual você pode abrir mão; esteja preparado para altas oscilações, coisa de 25% ao dia).

    A situação atual ainda está extremamente tranquila comparada ao que está por vir nas eleições do ano que vem.
  • Felipe  05/10/2021 15:41
    "A situação atual ainda está extremamente tranquila comparada ao que está por vir nas eleições do ano que vem."

    Agora fiquei com medo.
  • Henrique  05/10/2021 16:33
    Leandro, por que você acha que a economia vai piorar no ano que vem?
  • Leandro  05/10/2021 19:15
    De um lado, pressão nos preços (graças à leniência do atual Banco Central, que insiste no gradualismo). De outro, pressão nos gastos para fins eleitorais, principalmente visando ao assistencialismo.

    De um lado, um PT totalmente radicalizado. De outro, Bolsonaro querendo fazer de tudo para não perder a eleição. Ambos precisam ganhar para ter e manter imunidade.

    Variáveis como câmbio e juros longos tendem a estressar bastante, o que afeta a economia real.

    Foi assim em 2018, só que de uma maneira bem tranquila em relação à atual. Aquilo foi só uma prévia.


    P.S.: não obstante, também não podemos descartar um "cisne negro benigno": nenhum dos dois sai candidato (em decorrência de alguma interferência do STF), e aí acabamos tendo uma das eleições mais tranquilas da história, o que seria um anticlímax. Seria tipo Eduardo Leite vs. Ciro Gomes vs. um poste do PT. A mídia inteira, por motivos óbvios, iria para o colo de Leite. Embora pouco provável, é sim possível.
  • David - Empres%C3%83%C2%A1rio  05/10/2021 17:01
    Obrigado pela resposta. Sei que seu tempo é valioso.

  • LUIZ HENRIQUE AMADOR  05/10/2021 17:15
    Se me permite perguntar, onde encontro essas ETFs de fundos de debenture? Toda corretora possui ou so algumas?
  • Trader  05/10/2021 18:59
    Permita-me:

    IFRA11 e KDIF11 (debêntures), KNCR11, MXRF11 e IRDM11 (FIIs), IMAB11 e IB5M11 (Títulos públicos), GOLD11 (ouro).

    Mas pesquise MUITO antes de comprar qualquer um.
  • android  06/10/2021 10:37
    se os estados unidos começarem a aumentar os juros, o que acontece com o real?
  • Trader  06/10/2021 14:20
    Aí aumenta-se ainda mais a demanda mundial por dólares, e reduz-se ainda mais a demanda por moedas emergentes (as quais ninguém já está querendo mesmo).

    Câmbio dispara ainda mais.
  • Felipe  06/10/2021 15:09
    Acontece o que ocorreu em 2018: o real perde ainda mais atratividade. Naquele ano, foi o pior: o BCB reduziu os juros, ao mesmo tempo em que o Fed aumentava o FFR. O Banxico foi mais esperto: continuou elevando os juros, chegando ao pico de 8,25 % em dezembro de 2018. O peso mexicano entrou em contínua valorização, mesmo sob Obrador (ou talvez por causa dele?), tendo isso interrompido em fevereiro de 2020. Todavia, a moeda voltou a se valorizar. Agora está em uma situação desconfortável, por causa das incertezas sobre o novo presidente do Banxico, que irá assumir no ano que vem. Mesmo assim está melhor que o real.

    A primeira regra de política monetária do Brasil é: sempre seja menos pombalista (ou mais falconista) do que o Fed (e de países emergentes com grau de investimento).
  • Felipe  06/10/2021 15:13
    "Banco Central e CMN alteram regulamentação cambial"

    Com a regulação nova cambial, caso aprovada no Senado, será que poderemos ver uma desvalorização menos intensa do real? Quando a regulação estava sendo discutida lá em 2019, o real se apreciou.
  • anônimo  06/10/2021 17:03
    se fosse pra dolarizar a economia seria bom , mas na materia linkada nao tem nada de mais
  • Felipe  07/10/2021 00:47
    Não sei vocês, mas eu fico chocado com o índice de preços quase nulo na Bolívia: 0,18 % em setembro (0,3 ponto percentual maior que na Suíça), acumulado dos últimos doze meses. Os juros lá são flutuantes, por volta de 4 % agora. Juro baixo e que não afunda a moeda, que é um arranjo fixo (pelo menos por enquanto), num país que é bem mais instável que aqui.

    Com a alta das commodities, pode ser que o banco central consiga mais reservas internacionais, que lá estão em mínimas históricas, o que pode trazer riscos para o boliviano. O que motivou o forte aumento de 2004 a 2014, é algo que não sei.

    O BCB poderia copiar esse arranjo, já que há uma grande fartura de reservas internacionais (embora a proporção tenha caído desde que o Bolsonaro assumiu, já que o real afundou).
  • Felipe  09/10/2021 02:13
    O índice de preços brasileiro atingiu, nesse mês de setembro, 10,25 %, maiores valores desde fevereiro de 2016 (quando chegou a 10,36 %), no acumulado dos últimos doze meses.

    Entre os componentes que mais subiram de preços (anual):

    -Combustíveis: 39,6 %;
    -Energia elétrica: 28,82 %;
    -Transporte: 17,93 %;
    -Habitação: 14 %;
    -Artigos de residência: 12,58 %;
    -Alimentação e bebidas: 12,54 %;

    Entre os nossos vizinhos com os dados atualizados, os valores brasileiros estão maiores do que os do Equador (1,07 %), Peru (5,23 %), Chile (5,3 %), Paraguai (6,4 %) e Uruguai (7,41 %).

    Informações extras (inclusive as utilizadas aqui), disponíveis no Trading Economics.

    Outro assunto:

    "Leilão da ANP tem apenas 5 de 92 blocos de petróleo e gás arrematados; área próxima a Noronha não recebe proposta"

    O governo precisa acabar com essa porcaria de regime de partilha (acho que está valendo isso ainda, não é?). Poderia ir direto para o de autorização, como está acontecendo agora com as ferrovias. A questão: dado que petróleo é bem da União, isso na prática já sepulta a indústria daqui...
  • Felipe  12/10/2021 13:42
    A Índia, assim como o Uruguai, está entre os raros países do mundo onde o índice de preços está caindo.

    Assim, o país teve o índice de preços desse mês de setembro em 4,35 %, ante 5,3 % do mês anterior, em valores anuais. Por enquanto, está dentro da meta de inflação do RBI de 2-6 %.

    Entre os componentes com maiores aumentos:

    - Combustível e luz: 13,63 %;
    - Transporte e comunicação: 9,53 %;
    - Vestimenta e calçados: 7,16 %;
    - Miscelânea: 6,38 %;
    - Habitação: 3,58 %;
    - Alimentos: 0,68 %;

    Todavia, com a disparada dos preços do carvão mineral, o setor elétrico indiano deve sofrer mais, afinal grande parte da eletricidade do país vem dessa fonte.

    A atual taxa básica de juros no país está em 4 %.

    Mais informações, checar Trading Economics.
  • Felipe  10/10/2021 21:53
    "Mansueto Almeida, hoje no BTG, é citado dentro do governo para o lugar de Guedes"

    Paulo Guedes também foi criticado pelo próprio colega, o Marcos Pontes, sobre os cortes no setor de ciência e tecnologia.

    Se o Mansueto substituir o Guedes mesmo, seria uma vitória caso ele não criar (ou propor) impostos e nem ficar falando bobagens sobre câmbio. Pelo menos ele reconhece que o câmbio desvalorizado tem relação com a bagunça fiscal e política do País.

    Como ele já tinha saído do governo no ano passado, eu tenho dúvidas se ele entraria no cargo.
  • bruno  11/10/2021 03:04
    Tendo em vista que esse site já demonstrou sua predileção por investimento em ouro, tenho algumas dúvidas de quem está começando a entender melhor essa ideia:
    1) em razão de não ser um ativo que não "produz" nada , como ações de uma empresa, o ouro só "rende" algo face à desvalorização da moeda?
    2) se o real (por algum milagre) voltar a se valorizar, alguém que investiu em ouro por um longo período pode perder parte do dinheiro investido?
    3) caso meu objetivo, numa janela de longo prazo, seja me aposentar em outro país de moeda mais forte que o real esse seria um bom investimento?
  • Trader  11/10/2021 14:23
    "em razão de não ser um ativo que não "produz" nada , como ações de uma empresa, o ouro só "rende" algo face à desvalorização da moeda?"

    Não há diferença entre ouro, bitcoin e ações de empresas que não pagam dividendos.

    A frase acima pode lhe causar espanto, mas se você deixar a emoção de lado verá que é isso mesmo.

    Em última instância, estes três ativos dependem de haver mais gente comprando do que vendendo.

    Eu tenho ações da Rumo (RAIL3). Comprei em março de 2019. De lá pra cá a empresa cresceu, se expandiu e transportou soja como nunca. No entanto, suas ações não saíram do lugar. Como ela não paga dividendos, fica difícil fazer um valuation correto dela.

    A tese de que "ações andam de acordo com os lucros da empresa" vale para ações que pagam dividendos. Para as que não pagam, tudo se torna uma mera questão de oferta e demanda. Comprar ações de empresas lucrativas, mas que não pagam dividendos, é algo que deixa você na mesma posição de quem compra ouro e bitcoin. A empresa pode ser extremamente lucrativa, mas se ela não distribuiu seus lucros na forma de dividendos, então, no final, o preço de sua ação só sobe de acordo com a boa e velha oferta e demanda; a ação só vai subir se houver mais gente comprando do que vendendo.

    Eu demorei muito para aceitar isso, mas depois que vivenciei na pele e vi que era isso mesmo, aceitei.

    De resto, e agora respondendo mais diretamente à sua pergunta, sim, ouro só "rende" se houver desvalorização da moeda estatal. Dica: essa desvalorização é 100% garantida.

    "se o real (por algum milagre) voltar a se valorizar, alguém que investiu em ouro por um longo período pode perder parte do dinheiro investido?"

    Vai perder apenas se a pessoa sacar. Se deixar para o longo prazo, dificilmente perderá. Desde a criação do real, o maior período de "paradeira" do ouro foi de meados de 2003 até meados de 2008 — época em que o ouro ficou de lado. Não se tem notícia do ouro desabar continuamente em relação ao real (algo que seria ótimo, mas dificilmente ocorrerá).

    "caso meu objetivo, numa janela de longo prazo, seja me aposentar em outro país de moeda mais forte que o real esse seria um bom investimento?"

    Sim, mas não fique só em ouro. Tenha também francos suíços, euros, dólares e, é claro, bitcoin.

    Mais importante que tudo isso: tenha paciência e saiba o momento de entrar. Nunca entre na alta. Nunca.

    Dois meses atrás, o Bitcoin estava custando R$ 160 mil. Tinha sofrido uma queda forte. Ninguém queria comprar. Neste exato momento, está custando R$ 316 mil (valorização de 100% em dois meses), e todo mundo voltou a falar em comprar. Caminho certo para fazer besteira. Era pra comprar quando tava barato e ninguém queria. Agora, acho até que é hora de vender um pouco, esperar uma nova queda, e comprar mais.

    Só que pouquíssimas pessoas conseguem fazer isso. Aí levam ferro, ficam bravas, vão pro CDI e perdem até para a inflação.
  • bruno  13/10/2021 03:08
    Obrigado pela resposta, são sempre muito informativas.

    Finalmente acho que estou começando a entender o investimento em ouro; é como se você travasse o dinheiro investido em uma unidade de conta verdadeiramente imutável, pois não é inflacionada.

    Quando você fala que a desvalorização do Real é 100% garantida se refere às nossas metas de inflação? Nesse sentido a valorização do real frente ao ouro é praticamente impossível pois necessitaria não só de uma parada de impressão de dinheiro como também uma maior busca pela moeda brasileira, como ocorre com países mais desenvolvidos. E, mesmo assim, por ser uma moeda fiduciária que se desvaloriza seguindo a meta do banco central o ouro se valoriza no longo prazo pois a moeda continua se desvalorizando frente a esse ativo.

    A cada dia me pergunto cada vez mais se vale a pena investir no Brasil para o longo prazo, visto que, tirando surfar a onda de ipca ou pré-fixados de + 10%, a moeda constantemente se desvaloriza e pode perder poder de compra internacional. Uma carteira de ouro + bitcoin + etf s&p 500 parece valer muito mais a pena.

    PS: outras moedas como dólar e Francos suíços seriam apenas para diversificação?
  • Felipe  12/10/2021 23:44
    "Temos o objetivo de conter uma segunda rodada de inflação, diz diretora do BC"

    "Nosso principal trabalho é manter a inflação controlada. Claro que haverá consequências para o crescimento, mas controlar a inflação é importante para o crescimento no longo prazo"

    A Fernanda Guardado parece mais durona do que o Roberto Campos Neto.

    "Guedes culpa comida e energia por inflação elevada"

    Paulo Guedes não tem culpa alguma...

    É verdade que a inflação é quase mundial (simplesmente porque quase todos os bancos centrais brincaram de TMM), mas basta comparar o Brasil com os vizinhos, inclusive aqueles que nem produzem tantos alimentos como aqui: Uruguai, Chile e Peru. A intensidade aqui está sendo maior do que em muitos locais ao redor do mundo. Nesse setor, devemos perder apenas para Paraguai, Argentina, Venezuela e Suriname, entre os vizinhos mais próximos.

    Vale lembrar que o setor alimentício é sempre influenciado pelo câmbio, afinal encarece tanto o mercado interno, quanto os custos de produção e diminui a oferta interna com um aumento nas exportações de commodities. Impressionante que isso até hoje o povo não aprende, acha que desvalorizar a moeda é uma maravilha.

    Claro, podem ainda falar das situações americana e britânica de desabastecimento, mas aqui (ainda bem) não estão dando mais de um salário mínimo para o cara ficar sem trabalhar, nem proibindo estrangeiros de trabalhar como caminhoneiros (que é o que está acontecendo no Reino Unido).

    O setor elétrico realmente não tinha o que fazer (só se tivessem fechado a ANEEL lá em 2019, talvez), agora o fato é o seguinte: as tarifas de energia seguem o IGP-M, índice que sofre grande influência do dólar e de commodities.
  • Lucas  13/10/2021 23:04
    E se todos os países adotassem bitcoin?

    Por Fábio Marton e Alexandre Versignassi

    (...)

    Não haveria mais inflação. Fato. Mas… se a economia travar, danou-se. Os governos não terão como injetar dinheiro novo na economia. 1929 está de prova. Uma quebra da bolsa seguida de uma cascata de falências bancárias secou o crédito no mercado. O dinheiro deixou de circular, basicamente. O governo amercano, porém, decidiu que era hora de levar o padrão-ouro a sério e não imprimir dinheiro novo. O resultado foi a Grande Depressão, que traria de reboque uma guerra mundial. Adote-se o bitcoin como moeda única e teremos um colapso parecido em mãos.

    super.abril.com.br/sociedade/e-se-todos-os-paises-adotassem-bitcoin/
  • Vladimir  13/10/2021 23:15
    Isso mostra a profunda ignorância econômica da mídia. O crash de 1929 foi uma inevitável consequência da forte expansão monetária orquestrada pelo Fed e implantada pelo sistema bancário de reservas fracionárias.

    Com o bitcoin, tal expansão, por definição, seria impossível.

    Ou seja, os autores reconhecem a rigidez da oferta do Bitcoin, e em seguida dizem que haveria uma crise que só pode ser causada se houvesse uma grande elasticidade na oferta de Bitcoin.

    E piora: a grande depressão nada teve a ver com "rigidez do padrão-ouro" (o qual já tinha sido totalmente adulterado por Roosevelt), mas sim com a adoção de várias políticas de controle de preços e anti-livre iniciativa.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2594/sobre-a-crise-de-1929-e-a-grande-depressao--esclarecendo-causa-e-consequencia


    P.S.: se você somar o QI de todos os jornalistas econômicos da grande mídia, e multiplicar por 2, você ainda assim não alcançará três dígitos.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  14/10/2021 02:32
    A Super era boa quando falava de ciência. Mas agora, de 4 anos pra cá, fazem umas reportagens baseadas em opiniões, sem embasamento, o que agrada a ideologia da esquerda e progressista. Nessa mesma reportagem nota-se que os autores disseram que desde 1971, com o fim do padrão-ouro, nunca a humanidade cresceu tanto.... o dinheiro de mentira financiando bens verdadeiros…

    Parece mais um texto pra passar no Enem do que um artigo científico.


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