clube   |   doar   |   idiomas
Será que a patente incentiva a inovação em medicamentos?
Uma opinião de quem é do ramo

Durante muito tempo, acreditei e defendi a tese das patentes na indústria farmacêutica. Sempre parti do princípio de que uma empresa do ramo só faria investimentos vultosos caso tivesse a garantia do estado de que não teria concorrentes para copiar seu trabalho.

Quando trabalhei em uma farmacêutica multinacional, a questão estava incrustada em mim. Já saí da indústria há um bom tempo e adoro o setor. Mas, sobre as patentes, revi meu posicionamento.

Vale mencionar que vi debates interessantes na Interfarma e no SINDUSFARMA, durante a minha fase de jurídico na Indústria Farmacêutica. Além disso, li e reli a ação da EMS contra a Bayer Pharmaceuticals, e acompanhei o julgamento recente no STF sobre o tema. Tudo isso, e, principalmente, o estudo da opinião de alguns economistas me ajudaram na reflexão.

Sempre defendi, com grande afinco, que a patente gerava inovação. Afinal, quem investiria em pesquisa e desenvolvimento sem a garantia dos direitos de comerciar com exclusividade por 20 anos? Na prática, um verdadeiro monopólio vintenário.

Tive, então, um debate muito interessante e bastante elucidativo com o Hélio Beltrão (presidente do Instituto Mises) sobre o tema. Ele apresentou argumentos e livros que me fizeram refletir

Por indicação dele, por exemplo, li um livro interessantíssimo de Stephen Kinsella ("Contra a propriedade intelectual").

Um dos pontos levantados no livro que mais me sensibilizaram foi este, resumido na página 19 do livro: 

Finalmente, mesmo se deixarmos de lado os problemas de comparação interpessoal de utilidade e a justiça da redistribuição, e seguirmos em frente, empregando técnicas padrão de medida utilitarista, não fica de forma alguma claro se leis de PI levam a alguma mudança — seja um aumento ou um decréscimo — na riqueza total. 

É discutível se direitos autorais e patentes realmente são necessariamente encorajadores da produção de trabalhos criativos e invenções, ou se os ganhos incrementais da inovação ultrapassam os imensos custos de um sistema de PI. 

Estudos econométricos não mostram conclusivamente ganhos líquidos em riqueza. Talvez existisse ainda mais inovação se não houvesse leis de patente; talvez mais dinheiro para pesquisa e desenvolvimento (P&D) estivesse disponível se não estivesse sendo gasto em patentes e tribunais. 

É possível que companhias tivessem um incentivo ainda maior para inovar se elas não pudessem contar com um monopólio de quase 20 anos dessas invenções.

Ora, não havendo evidência econômica empírica de que a patente gera mais benefícios para a sociedade, a base para a concessão do monopólio de 20 anos, impedindo que todos no mundo possam fabricar, fica enfraquecida. 

Como bem explicado por Kinsella, o fundamento do direito de propriedade está na escassez. Escassez, no caso, não se refere a desabastecimentos ou racionamentos, mas sim à ausência de uma abundância infinita de tudo o que as pessoas querem em um determinado momento. Isso se deve a uma característica intrínseca do mundo material que impede que você e eu possamos exercitar exatamente o mesmo controle sobre o mesmo bem material ao mesmo tempo.

Nós dois não podemos calçar os mesmos sapatos ou beber água da mesma garrafa ao mesmo tempo. Ou você come aquele pedaço de picanha, ou eu como. Ou então dividimos ao meio (e aí um de nós não ficará saciado). Não há uma máquina mágica de reprodução que faça com que a carne surja do nada.

Por isso, é crucial haver propriedade privada sobre recursos escassos.

Entretanto, não há escassez no que tange a propriedade intelectual. Se alguém cria uma fórmula para um medicamento, por exemplo, o uso desta fórmula não cria uma escassez. Tal uso não impede que outros possam utilizar a mesma fórmula para criar o mesmo produto.

Qualquer um que tiver os meios poderia fabricá-lo, gerando, assim, uma oferta maior em benefício aos consumidores e para a saúde da sociedade.

Assim como fórmulas, idéias, imagens, sons, combinações de letras em uma página e criações não são bens escassos: são coisas que podem ser reproduzidas indefinidamente. 

Logo, uma "propriedade intelectual" nada mais é do que a criação de uma escassez artificial pelo uso da força estatal. Não existe 'propriedade intelectual'; o que há são monopólios intelectuais.

Como bem enfatizou Beltrão, tal medida não apenas não é uma defesa da propriedade, como, ao contrário, atenta contra a propriedade real. Afinal, se você não pode usar sua propriedade para simplesmente duplicar uma ideia minha, isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade. 

A patente, portanto, cria uma escassez inexistente, fazendo com que uma pessoa (física ou jurídica) controle a oferta de determinado produto no mercado, permitindo a cobrança de preços monopolistas por 20 anos. 

Países com menos patentes tiveram mais inovações

A ideia por trás desse instituto — transformado em lei, pela primeira vez, em Florença (Itália), no ano de 1421 — era a de proteger o inventor. Mas isso tinha em mente o indivíduo, pessoa física, como, por exemplo, um Thomas Edison. 

Hoje em dia, a propriedade intelectual é usada para viabilizar que, por 20 anos — enfatize-se, 20 anos —, uma empresa pratique preços monopolistas sobre determinado produto.

No caso específico dos medicamentos, veja-se a análise de Michele Boldrin e David K. Levine no livro Contra o Monopólio Intelectual:

Se patentes fossem um requisito necessário para a inovação farmacêutica, como é alegado por seus defensores, as historicamente amplas variações observadas em vários países em termos de proteção patenteada de produtos médicos deveriam ter tido um impacto dramático nas indústrias farmacêuticas nacionais. 

Especificamente, pelo menos entre 1850 e 1980, a maioria dos remédios e produtos médicos deveria ter sido inventada e produzida nos Estados Unidos e no Reino Unido (países com muitas patentes), e muito pouco (quase nada) deveria ter sido produzido no continente europeu. Ademais, países como Itália, Suíça e, em menor grau, Alemanha (países com menos patentes), deveriam ser os mais atrasados da indústria farmacêutica até recentemente. No entanto, ocorreu o exato oposto por mais de um século. (Michele Boldrin; David K. Levine. Against Intellectual Monopoly — Locais do Kindle 3191-3192. Edição do Kindle)

Ou seja, a própria empiria comprova que os monopólios intelectuais, assim como qualquer monopólio, em vez de criarem incentivos à inovação, acabam desestimulando-a, pois restringem a concorrência: o monopolista fica acomodado com o privilégio (muito longo), e os concorrentes ficam desestimulados a investir em áreas já protegidas, com medo de represálias administrativas e judiciais.

As consequências negativas

Um exemplo magnífico da consequência negativa da propriedade intelectual com relação a medicamentos ocorreu recentemente. 

Como noticiado, a empresa Biogen desenvolveu um medicamento (Aduhelm) que visa a tratar o Alzheimer. Todavia, ele foi aprovado pelo FDA (órgão regulador dos EUA) a despeito de a comunidade científica questionar a sua eficácia. Cientistas têm se manifestado, com veemência, no sentido de que os estudos clínicos não trouxeram evidência de que o medicamento funciona.

Muito bem. Apesar das dúvidas, em razão da garantia do monopólio de 20 anos (a propriedade intelectual), a Biogen surpreendeu a todos com o valor de US$ 56 mil por ano de tratamento (para um medicamento, reitere-se, sem comprovação de eficácia). 

Diante disso, as ações da empresa dispararam com uma alta de 38%. 

Vale destacar, por oportuno, que o mercado esperava um valor entre US$ 10 mil a US$ 24 mil por ano (considerando, é claro, a patente), o que já seria escandaloso. Mas a farmacêutica conseguiu surpreender até os analistas mais experientes com esse valor desproporcional.

O problema é que há uma coalisão perversa entre custeio público de medicamentos e os direitos decorrentes da propriedade intelectual. O caso acima ilustra a questão. A Biogen, por óbvio, está apostando nas verbas dos Estados, que usarão o dinheiro do pagador de impostos para comprar o medicamento. 

Logo, a patente está gerando um incentivo perverso para a cobrança de preços exorbitantes que serão custeados — querendo ou não — pela sociedade, por, frise-se, 20 anos.

Soluções

Há algumas possibilidades para endereçar esse problema. 

Acabar com a patente e deixar as empresas competirem em livre mercado. Reduzir o prazo. Franquear a cobrança de royalties para o inventor. Ou, ainda, acabar com a aquisição compulsória de medicamentos no período de monopólio vintenário decorrente das patentes.

Em todo caso, é importante trazer à baila dispositivos relevantes da Lei da Liberdade Econômica, que apresentam uma diretriz no que tange ao racional econômico a ser adotado na interpretação da lei, inclusive para tentar uma modulação com relação as patentes de medicamentos:

Artigo 4º — É dever da administração pública e das demais entidades que se vinculam a esta lei, no exercício de regulamentação de norma pública pertencente à legislação sobre a qual esta lei versa, exceto se em estrito cumprimento a previsão explícita em lei, evitar o abuso do poder regulatório de maneira a, indevidamente:

I — criar reserva de mercado ao favorecer, na regulação, grupo econômico, ou profissional, em prejuízo dos demais concorrentes;

II — redigir enunciados que impeçam a entrada de novos competidores nacionais ou estrangeiros no mercado;

III — exigir especificação técnica que não seja necessária para atingir o fim desejado;

IV — redigir enunciados que impeçam ou retardem a inovação e a adoção de novas tecnologias, processos ou modelos de negócios, ressalvadas as situações consideradas em regulamento como de alto risco;

V — aumentar os custos de transação sem demonstração de benefícios;

VI — criar demanda artificial ou compulsória de produto, serviço ou atividade profissional, inclusive de uso de cartórios, registros ou cadastros;

VII — introduzir limites à livre formação de sociedades empresariais ou de atividades econômicas;

VIII — restringir o uso e o exercício da publicidade e propaganda sobre um setor econômico, ressalvadas as hipóteses expressamente vedadas em lei federal; e

IX — exigir, sob o pretexto de inscrição tributária, requerimentos de outra natureza de maneira a mitigar os efeitos do inciso I do caput do artigo 3º desta lei.

Apesar de o artigo se referir ao abuso do poder regulatório, ele apresenta elementos que devem ser avaliados pelo operador do direito, tanto na interpretação e aplicação quanto na formulação de leis, regulamentos e etc. 

Se é abuso regular, será também um equívoco interpretar levando às consequências apontadas no dispositivo acima. 

Aliás, alguns dos incisos acima têm aplicação direta na questão debatida no presente texto, e eles podem servir como parâmetros interpretativos para a análise da Lei de Patentes, principalmente sob a perspectiva consequêncialista trazida pelo artigo 20 da Lei de Introdução ao Direito Brasileiro:

Artigo 20 — Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão.

Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, inclusive em face das possíveis alternativas.

Lembre-se, nesse passo, que a própria Lei de Patentes dispõe o seguinte no seu artigo 2º: 

A proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, considerado o seu interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do país. 

Além disso, quando trata dos requisitos da patente (artigos 8º, 9º e 10), a Lei dispõe, dentre outras questões, o seguinte em uma clara preocupação com a saúde púbica:

Artigo 10 — Não se considera invenção nem modelo de utilidade (...) III — técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal.

Percebe-se, da leitura do dispositivo acima, que o objetivo de proteger a ideia e o inventor não é mais o ponto crucial. Caso contrário, por que não proteger a inovação de tratamento criada por um médico? 

Curiosamente, contudo, o artigo 18 da Lei de Patentes dispõe o seguinte: 

Não são patenteáveis: I — o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas. 

Não seria amoral a concessão de uma patente que acaba gerando, como consequência, preços que sequer conseguiram ser previstos pelo mercado?

Parece que, no caso de medicamentos, uma situação como a da Biogen, com seu preço estratosférico, não estaria alinhada com os dispositivos mencionados acima. Ela, aliás, seria a perversão dos institutos. Um monopólio artificial que permite a cobrança de preços estratosféricos, transferindo a conta para o pagador de impostos; ou, ainda, para todos os segurados que pagam por seus seguros saúde — cada vez mais caros.

Para concluir

Cada medicamento deve ser analisado individualmente. Mas independentemente do caminho a ser escolhido — e de possíveis questionamentos judiciais —, é preciso rever essa questão, principalmente considerando que não há prova quanto ao suposto benefício das patentes, principalmente com relação ao alegado — e não provado — incentivo para pesquisa e desenvolvimento. 

O mundo mudou muito desde 1491. Talvez seja o momento de nos livrarmos desse dogma jurídico e olharmos o tema sob um prisma diferente e moderno.

Por fim, vale mencionar que, no campo contratual — sob a ótima da autonomia da vontade —, a propriedade intelectual contratualmente estabelecida pelas partes deve ser respeitada. Assim, se as partes atribuírem direitos de propriedade intelectual a uma das contratantes, a cláusula deverá ser observada pela contraparte, sujeitando-se a parte infratora a indenizar no caso de sua violação. 

Como bem resumiu este Instituto: monopólios intelectuais são ruins e devem ser revogados, mas não subitamente. Se algo estava no contrato, este algo não deve ser subitamente rompido, mas sim renegociado na próxima renovação de um contrato.



autor

Leonardo Corrêa
é sócio do escritório Pimentel, Vega, Smilgin & Souza Advogados, com LL.M pela University of Pennsylvania (EUA).

  • Felipe  21/06/2021 17:35
    Bom artigo!

    Agora, falando de patentes, a chamada lei que instituiu os medicamentos genéricos aqui no Brasil teria sido um exemplo de medida supply-side?

    Impossível mensurar o que deixamos de ter em produção e inovação na indústria farmacêutica por causa de legislações de patentes, além das toneladas de outras regulações da Anvisa e afins.
  • Daniel  21/06/2021 17:58
    A ideia foi muito boa, só não estou certo se a implantação foi correta. Não acompanhei muito, mas houve quebra de contratos?
  • Bolsodilma cirolulaguedes  21/06/2021 18:26
    houve quebra de contratos e empresas que faziam pesquisas pra adaptar alguns medicamentos a realidade brasileira cancelaram as pesquisas devido as perdas.
    por isso os remédios vendidos aqui são as fórmulas vendidas lá fora e a pesquisa nacional privada mixou.
    isso foi bom prós defensores do estado investidor, que faz suas próprias ciência com dinheiro público já que as pesquisas privadas se retiraram do pais
  • Guilherme  21/06/2021 18:34
    Você tem fontes confiáveis para sustentar essas suas afirmações?
  • Leitor Antigo  21/06/2021 18:00
    O Kinsella elogiou à época:

    mises.org/wire/brazil-and-compulsory-licenses
  • Humberto Thelles  27/08/2021 06:28
    O artigo apresenta aspectos interessantes sob os aspecto econômico.

    Mas, pelo que li, o principal não foi abordado. Segundo dados oficiais da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), cerca de 80% dos medicamentos genéricos comercializados no Brasil provém de China e da Índia (sabida, conhecida e comprovadamente, as piores fontes de IFA [Insumos Farmacêuticos] do planeta).

    Há médicos na Europa, EUA, e Brasil também, necessitando prescrever, pasmem, até 10 vezes além da posologia (dose) regular para obter o efeito terapêutico alvo da medicação. E quem deveria fiscalizar isto? A famigerada ANVISA! E o faz?

    Se o fizesse, não nos assustaríamos com os dados apresentados pela ABIFINA e não veríamos medicamentos vendidos a rodo no mercado brasileiro, e cuja eficácia (ação terapêutica) são algo muito mais grave e pior do que sofrível. Alguns, simplesmente, não fazem efeito!

    Isto é algo estarrecedor! Pesquisem! E verão: É algo literalmente assustador!
  • David  27/08/2021 14:18
    Seu ponto não ficou claro.
  • Introvertido  21/06/2021 17:55
    Dizer que uma patente é necessária para á inovação é á mesma coisa que dizer que um monopólio garantindo é necessário para empresas surgirem, ambas são falácias ilógicas que só servem para beneficiar uma única organização ou empresa, enquanto os consumidores tem de aturar serviços caros, e muitas vezes, péssimos.
  • Fabrício  22/06/2021 05:14
    O máximo que uma patente (monopólio intelectual) pode fazer é retirar investimentos de outras áreas e colocá-los em coisas que podem ser patenteadas. Uma clara distorção do mercado. E ao custo de violar a propriedade de terceiros.

    "Ah, mas que motivação teria um laboratório para desenvolver uma fórmula que se pudesse prever facilmente reprodutível?" Ora, a imensa vantagem de ser a primeira empresa a fornecer o produto no mercado. Inventores de um remédio conseguem continuar vendendo o mesmo bem mais caro, em mercados onde há alternativa genérica, simplesmente porque um boa parcela dos consumidores (e médicos) confia na marca. Ser o primeiro faz toda a diferença.
  • Luis F.  26/06/2021 06:33
    Sem contar que nada impede de uma empresa desenvolver algo novo e vende-lo para 30, 40, 1000 fabricantes ao mesmo tempo e lucrar com isso.
  • Pedro  21/06/2021 19:46
    Falando especificamente sobre a indústria farmacêutica, acredito que o fim das patentes faria uma transformação. A indústria simplesmente seria dividida apenas entre laboratórios (ou institutos de pesquisa & desenvolvimento) e os fabricantes dos produtos.

    Ou seja, nenhum fabricante investiria em desenvolvimento, somente os laboratórios fariam isso. Estes poderiam estar sempre criando e testando seus novos medicamentos que depois seriam revendidos aos seus parceiros industriais, que teriam (ou não) previamente encomendado o novo produto.

    Poderia haver a participação de empresas certificadoras ou outras empresas de novos serviços caso o mercado o necessitasse.
  • Gustavo  21/06/2021 20:58
    O criador de um produto requer patente por sua ideia. A fábrica que o produziu reclama propriedade industrial. (Normalmente, ambos são o mesmo).

    O copiador copia o design e copia a produção. E o vende mais barato. Ao copiar a ideia, ele não subtraiu nada de ninguém. O originador da ideia continua livre para usá-la. O fabricante também.

    Proibir isso significa convocar políticos e burocratas armados para jogar na cadeia um inocente que simplesmente aumentou a oferta de um produto demandado.

    Change my mind.
  • anônimo  21/06/2021 21:04
    Patente sobre invenções não dá pra ser contra. O inventor tem o direito de lucrar com o que inventou.
    Agora ser simplesmente copiado a partir do segundo dia da invenção.... Inaceitável. Não está certo.
    O que eu penso é que a regulação disso deve ser por empresas privadas, por judiciário privado e não necessariamente pelo Governo (estado).
  • Daniel C.  21/06/2021 21:15
    Não, não existe isso de "direito de lucrar". De onde vem esse direito? Os três únicos direitos que um ser humano tem é que:

    1) Não tirem sua vida;

    2) Não roubem sua propriedade honestamente adquirida;

    3) Não tirem sua liberdade de fazer o que quiser (desde que, obviamente, você não agrida e coaja terceiros).

    Não existe "direito garantido ao lucro". O lucro vem de um serviço bem prestado e da satisfação do consumidor. E só. Ter direito ao lucro significa obrigar terceiros a consumirem seu produto, o que infringe diretamente os itens 2 e 3 acima.
  • Kepler  21/06/2021 21:19
    A idéia de que pessoas deixarão de criar e inovar mesmo sabendo que existe demanda e possibilidade de ganhar muito dinheiro só porque um concorrente não será temporalmente impedido de fazer um produto similar. Chega a ser ridículo.

    A demanda sempre vai existir e o lucro milionário também. Sem patentes, empresas teriam que disputar por eficiência ou nome de marca, como sempre foi.
  • Fabrício  21/06/2021 22:50
    Sim, a questão da marca importa. E muito. Ser o inventor de algo conta, particularmente para remédios que não têm efeito imediato e perceptível.

    Já vi estatísticas que mostram que inventores de um remédio conseguem continuar vendendo o mesmo bem mais caro, em mercados onde há alternativa genérica, simplesmente porque um boa parcela dos consumidores (e médicos!) confia na marca.
  • Fernando  21/06/2021 21:25
    Uma parte considerável dos custos de P&D estão ligados a exigências do próprio governo - bilhões e bilhões são gastos fazendo pesquisas exigidas pelo FDA ou pela Anvisa, e outra montanha de dinheiro é gasta com advogados.

    Ademais, fazer "engenharia reversa" em um remédio está longe de ser algo simples.
  • Tiago André  21/06/2021 21:33
    A engenharia reversa de remédio mais rápida já feita levou dois anos. Mas o fato mais importante é o seguinte: para ter uma patente, você tem que publicar o conteúdo. Se não há patentes, você pode esconder.

    Ou seja, é a própria imposição de patentes que obriga o criador a revelas sua fórmula ao estado. Sem patentes, não haveria isso. Vide a Coca-Cola: não tem patentes e ninguém até hoje sabe sua fórmula.

    Se a Coca-Cola tivesse patenteado a receita, ela já teria expirado, e hoje qualquer fábrica de refrigerantes poderia fazer igual.
  • Pobre Mineiro  22/06/2021 02:09
    Há muita especulação no caso da Coca Cola e sua fórmula "ultra secreta", assim como o frangos do coronel Sanders (KFC).

    O argumento mais convincente que já ouvi, foi o que não há nenhum interesse em copiar exatamente igual.
    (Isso por parte daqueles que tem condições de copiar)

    A Pepsi sabe a fórmula da Coca Cola faz décadas, mas sabe que se oferecer um produto exatamente igual à Coca Cola, perderá feio a concorrência, logo oferece um produto diferente que conquistou e conquista uma legião de fãns.

    Ou seja, o único jeito da Pepsi sobreviver é oferencendo um produto diferenciado, se oferecer igual, ninguém compra Pepsi, pois a marca Coca Cola será a preferida do povo.

    Redes de lanchonetes que sabem como fazer o frango do coronel Sanders não o fazem igual, porque se fizerem o povo preferirá a marca KFC, logo eles optam por oferecer algo que os cliente não associem à marca adversária.

    A Pepsi faz o mesmo em relação à Coca Cola, a idéia é que o povo não a associe à uma marca alternativa.
  • Erick  22/06/2021 02:29
    Aproveitando o tópico, existe um ótimo livro sobre isso chamado "Coca-Cola Secret Formula". A fórmula secreta da Coca Cola não é o gosto, é como fazer aquele produto com aquela qualidade, preço e ter ele distribuído em virtualmente todos os lugares da terra.

    Se você estudar a história da empresa vai descobrir que essa coisa de "fórmula secreta" é algo relativamente recente. A empresa também foi a primeira a ter o refrigerante nos supermercados, mesmo sem lucro, e ter ações ligadas ao Exército e veteranos para criar a marca.

    Quando a Coca-Cola começou teve uns 6 ou 8 concorrentes. Seria por gosto.

    A Coca-Cola da embalagem de vidro não é igual à da lata, que não é igual à das máquinas da esquina, que não são iguais às do McDonalds. Só quem é atento percebe a diferença.

    Fazer um refrigerante "igual" é fácil (ou pelo menos que pareça igual para nós). O difícil é ter ele ali no supermercado, no bar, no fast-food e no restaurante 5 estrelas. Sempre e pelo preço da Coca-Cola.
  • Erick  23/06/2021 01:30
    Ótimo livro, excelente.

    Aliás, um dos pontos interessantes é q a fórmula (ou pelo menos a fórmula química) não era secreta. Essa coisa de uma fórmula secreta guardada em um cofre na Suiça é uma invenção de mkt que veio décadas depois da criação da empresa.

    É até uma questão operacional, são centenas de milhares de latas e garrafas de Coca Cola produzidas todo santo dia por décadas, não dá para um troço desses ser tão secreto assim.
  • Erick  23/06/2021 01:41
    Excelente artigo.

    Gostaria de adicionar o problema dos Patent Trolls, estes simpáticos personagens que registram patentes genéricas para depois tentar cobrar de inventores reais. Ou mesmo personagens sérios que registram uma patente legítima mas que nunca foi fabricada e, se foi, nunca para aquela aplicação.

    Este é um problema bastante sério e bastante comum. Eu mesmo já passei por coisas parecidas e tive que cancelar novas aplicações porque haviam patentes semelhantes, a maiora das vezes nunca colocadas em prática e para usos totalmente distintos. Mas, muitas vezes, a patente é feita da forma mais genérica possível justamente na expectativa de que "um mal acordo seja melhor que uma boa briga", e que a empresa que queira produzir algo prefira pagar do que discutir judicialmente, o quue, além de caro, toma muito tempo.

  • Gamer  21/06/2021 21:20
    Um exemplo bem-humorado de como patentes freiam a inovação:

  • anônimo  21/06/2021 21:21
  • JDM  22/06/2021 06:22
    O que explica o milagre economico do Japão? Foi o intervencionismo?

    Segundo o wiki, foi protecionismo pt.wikipedia.org/wiki/Milagre_econ%C3%B4mico_japon%C3%AAs
  • Kuroda  22/06/2021 13:36
    O keynesianismo mutilou o Japão e a deixou a economia estagnada. O crescimento do pós-guerra se deu via poupança, trabalho e investimentos estrangeiros.

    Aliás, pergunta sincera: se uma economia está destruída por uma guerra, como diabos ela vai se reerguer via gastos do governo? O dinheiro vem de onde? De onde vêm os recursos físicos?

    À época, o governo japonês se limitou apenas a manter suas finanças em ordem. Não houve qualquer tipo de planejamento ou política industrial. O trabalho duro, a poupança, o sacrifício, a abstenção do consumo e o grande espírito empreendedor de seu povo fizeram com que o país logo se reerguesse. (Lembrando que não houve um Plano Marshall para o Japão).

    Mas o Japão também teve alguma sorte. O general MacArthur, o vice-rei ocupante, nutria simpatias pelo liberalismo. O especialista que ele recrutou para lançar os alicerces da nova economia japonesa era um banqueiro americano imune ao charme keynesiano. Assim como ocorreu na Alemanha, o governo japonês limitou-se a manter suas finanças em ordem; o resto ficou por conta do mercado. Graças ao trabalho duro e à frugalidade do povo japonês e o espírito de iniciativa de seus empresários, o Japão logo se reergueu. Muita poupança e investimentos privados e orientação para o comércio internacional constituíram a razão do sucesso nipônico.

    www.mises.org.br/article/2519/como-as-politicas-keynesianas-do-governo-mutilaram-a-economia-do-japao

    www.mises.org.br/article/184/explicando-a-recessao-japonesa
  • Breno  22/06/2021 14:56
    Muito boa resposta, Kudora. Gostaria de fazer um acréscimo: a todos aqueles que dizem que protecionismo faz um país prosperar, gostaria que explicassem porque, até hoje, o Brasil não obtive tal êxito, uma vez que o país sempre utillizou tarifas protecionistas, principalmente, a partir do governo Vargas, e, praticamente, não saiu do lugar.
  • Pobre Mineiro  23/06/2021 07:33
    Não tinha como o Japão ir para o socialismo, nem a Alemanha.

    O socialismo necessita de riqueza alheia para pilhar; e não havia nada,
    nem no Japão nem na Alemanha, para ser pilhado após a guerra.

    China e União Soviética não tiveram essa mesma "sorte", ainda tinha muita riqueza
    alheia a ser pilhada naqueles países...
  • Felipe  22/06/2021 13:49
    A Wikipédia em Língua Portuguesa é péssima, assim como os seus revisores (embora haja ainda algumas exceções). Pelo jeito ali só pode coisa com tendência ideológica esquerdista.
  • Revoltado  22/06/2021 18:36
    De fato,

    A versão PT tende a ser sofrível. Considero mais confiáveis as variantes em inglês, castelhano, francês e italiano. Não recomendo a catalã, por ser tendenciosa em nível similar à nossa.
  • FL  22/06/2021 14:51
    Este pequeno trecho me confundiu:

    "Entretanto, não há escassez no que tange a propriedade intelectual. Se alguém cria uma fórmula para um medicamento, por exemplo, o uso desta fórmula não cria uma escassez. Tal uso não impede que outros possam utilizar a mesma fórmula para criar o mesmo produto."


    O "uso da fórmula" aqui citado gera escassez dos seus insumos, não?


    Se produtor X precisa dos insumos ABC para produzir o seu medicamento, mas os produtores Y e Z também têm acesso à fórmula e vão produzir, não teremos uma possível escassez de insumos? O que levaria a maiores custos de produção e maiores preços de venda? Entendo que isso também levaria a uma possível inovação para "driblar" esta escassez, mas o uso de uma propriedade intelectual compartilhada deve, no final, gerar alguma escassez.
  • David  22/06/2021 17:06
    Isso que você falou é uma escassez de recursos, que é uma inevitabilidade no mundo real. Não existem recursos infinitos. Exatamente por isso tem de haver propriedade privada sobre recursos escassos.

    Agora, se, pelo fato de eu ter tido uma ideia, isso significa que eu também deva ter o monopólio sobre os recursos físicos necessários para a implantação desta ideia, então, meu caro, o que você está defendendo é algo muito pior do que patentes (nem os defensores das patentes chegaram a este ponto).

    Por essa lógica, se eu invento uma música e preciso de toda uma orquestra para tocá-la, então ninguém mais pode comprar instrumentos musicais, pois, se todo mundo puder continuar comprando, haverá escassez de tais instrumentos e eu não poderei tocar a música que inventei.

    Logo, a solução é entregar todo o monopólio dos instrumentos musicais para mim.

    Faz sentido? Pois foi exatamente isso que você falou.
  • FL  23/06/2021 13:26
    Caro David, acertou no primeiro parágrafo e inventou um espantalho nos outros. Não estou defendendo monopólio algum, apenas constatando que uma patente compartilhada vai eventualmente gerar escassez
  • Flávio  23/06/2021 13:36
    A abertura de um novo restaurante gera escassez de alimentos?
    O raciocínio é absolutamente o mesmo.
  • Jeferson Vasquez  23/06/2021 01:23
    ''Isso que você falou é uma escassez de recursos, que é uma inevitabilidade no mundo real. Não existem recursos infinitos.''


    Isso nunca e não é motivo pra exterminar todo mundo como essa gente sedenta por poder quer! Por isso que é necessário as pessoas aprenderem a plantar, serem auto-suficientes e não exagerar!
  • Bolsodilma cirolulaguedes  23/06/2021 14:06
    depois de quase chegar a seis, dólar vai a 4.93.

    pena que o mercado já inflacionou e ele não volta a 3.90

    www.istoedinheiro.com.br/dolar-cai-a-r-493-com-exterior-e-fluxo-mas-desacelera-de-olho-23/?fbclid=IwAR2VEWv5PSqho8GUMJPdbK3TWUSd2dZ0wtVOOxExnWHf8Xf5S9Jbsr5g0VY
  • Introvertido  23/06/2021 18:38
    Esse método de pensamentos que o FL está usando é um completo paradoxo, insumos foram feitos para serem usados e demandados, máquinas também, dizer que á extinção das pantentes irá causar uma escassez de ensumos em decorrer dá elevação dá produção e oferta de bens medicinais, e assim elevando preços e os custos dos produtos temporariamente, faz parecer que abrir mais á economia é algo péssimo e que deve ser evitado á todo custo, sendo que isso é só uma visão incompleta e que só olha para um lado do processo, e que também ignora que, quem faz distorções como essa é o próprio governo.

    O mercado lida com seus próprios problemas, uma elevação dá produção dos medicamentos de forma continua virá acompanhada por uma elevação dá produção dos insumos, e essa elevação também será acompanhada por outras elevações de produção em outros mercados, caso á escassez destes aumentem.

    Às pessoas deveriam entender que o mercado é um processo dinâmico e versátil, que nunca fica parado, pois é formada por milhões de empreendedores e outros milhões de investidores esperando por uma oportunidade para serem empreendedores, governos só causam distorções nesse processo, e deslocam recursos privados para utilizá-los de forma erronea, um dinheiro vindo de esbulho sempre tenderá á ser realocado erroneamente.
  • Zezao Cianureto  24/06/2021 16:08
    Uma dúvida que tive, ao ler o texto, se não temos que respeitar a propriedade intelectual . Então por temos que respeitar qualquer tipo de propriedade?
  • Humberto  24/06/2021 17:17
    Porque ideia não é propriedade. E há a propriedade sobre bens escassos e sobre bens não escassos.

    www.mises.org.br/article/1379/sem-propriedade-privada-nao-ha-moralidade-e-nem-civilizacao
  • Zezao Cianureto  24/06/2021 18:00
    Então uma música não é uma propriedade?
    Um livro também não é uma propriedade?
    Posso copiar e disser que a partir de agora é meu?
  • Humberto  24/06/2021 18:14
    Pode, ué. Só que aí, ao ser desmascarado e desmoralizado, você nunca irá se recuperar. Perderá para sempre sua reputação e sua moral. Fique às vontade.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  24/06/2021 19:06
    pode não. é roubo. independente de te pegarem ou não.
  • Lucas  24/06/2021 20:07
    Então uma música não é uma propriedade?
    Um livro também não é uma propriedade?


    Músicas e livros nada mais são do que informação. A única maneira de você deter "propriedade" sobre alguma informação é você guardá-la em segredo, só para você. A partir do momento em que você a divulga, ela deixa de ser (apenas) sua. Pessoas que estiverem interessadas na informação que só você possui - como uma música ou livro inéditos - estarão dispostas a lhe pagar para terem acesso a ela em primeira mão. Mas, tão logo elas ganhem acesso a essa informação, ela deixará de ser só sua e passará a ser dessas pessoas também. E você não poderá impedir que elas repassem isso adiante.

    Posso copiar e dizer que a partir de agora é meu?

    Sim. Se você copiar, você será dono dessa cópia. Portanto você pode dizer que a cópia é sua. Já a autoria do trabalho não muda, continua sendo do autor original. Se você alegar falsamente que é o autor do trabalho, o verdadeiro autor poderá lhe processar por fraude.
  • zezao cianureto  24/06/2021 21:31
    Deixe eu explicar melhor o exemplo que usei para ilustrar minha opinião sobre o assunto.
    Como e porque não concordo com o autor do artigo.
    Assim como uma musica ou um livro é o produto da ideia de um musico, de um escritor ou gravadora ou editora que os financiou.
    Um medicamento ou uma vacina ou a molécula de um novo herbicida é o produto da ideia de um farmacêutico, um químico, um médico e ou de uma empresa que os financiou.
    Sendo um produto é portanto uma propriedade pois a ela se investiu valor.
    Sendo essa Propriedade Registrada e Patenteada por ela deve ser pago um valor (chame de taxa, royalties) para se fazer uso desse produto por outra Industria , Gravadora ou Editora ou GOVERNOS.
    Salvo em caso do proprietário abrir mão do DIREITO A PROPRIEDADE.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  24/06/2021 22:12
    sim . querer reduzir um produto como uma vacina a somente uma ideia, somente pra justificar a cópia, é o que se faz a opinião pública ver os libertários como tão ladrões como os comunistas e socialistas são.
    não existe o direito de consumir o produto de outrem sem pagar. ele não é obrigado a deixar vc usar sem telo pago.
  • Marcos Rocha  24/06/2021 22:27
    Não tem absolutamente nada a ver com "consumir sem pagar". Isso é espantalho seu.

    O criador pode cobrar o tanto que quiser por seu produto.

    O que está em questão é se eu, por ter inventado um produto, tenho o direito de recorrer ao estado para proibir você de tentar fazer um produto semelhante ao meu.

    Ponto.

    Essa é a real discussão sobre patentes.

    Todo o resto é espuma.
  • zezao cianureto  24/06/2021 23:22
    Esqueci que estava trocando ideias com Alienados que acham que pode existir civilização sem estado!
    A venda de drogas nas favelas é o exemplo de como esse arranjo funciona.
  • Destruidor  25/06/2021 01:03
    Aí chega a ser surreal sua incapacidade de ligar causa e consequência.

    O problema das favelas no que tange à segurança é justamente o excesso de estado.

    Quem garante a reserva de mercado e os altos lucros dos traficantes? Exatamente: as políticas anti-drogas do estado. E quem proíbe forças privadas de subir as favelas para matar traficantes? Exatamente, o estado.

    Deixa eu desenhar para você.

    Uma área pobre de uma grande cidade, infestada de quadrilhas de traficantes que circulam por ali sem qualquer restrição, vendendo abertamente drogas nas ruas e becos e descarregando rajadas de metralhadora em qualquer um que apresente um comportamento suspeito está nessa situação terrível justamente porque há ali excesso de estado.

    1) Se a polícia e o estado realmente nunca se preocupasse em impor qualquer lei naquela área, então ninguém teria de se preocupar com o risco de ir pra cadeia por estar vendendo drogas.

    2) Consequentemente, empresas de fora poderiam ir se instalar naquele bairro, abrir lojas com janelas à prova de balas e vigiadas por seguranças muito bem armados, e vender cocaína e outras drogas para os moradores (ou, principalmente, para os clientes que vêm de outros bairros) por uma fração do preço vigente nas ruas.

    3) Essas empresas iriam rapidamente quebrar todas as quadrilhas de traficantes que operam na região, uma vez que os clientes iriam correr em manada para aqueles empreendimentos profissionalmente geridos, principalmente por causa de seus preços baixos e pela qualidade de seus produtos.

    4) Porém, por que isso não ocorre? Porque se alguns empreendedores tentassem de fato implementar o plano acima, eles seriam rapidamente impedidos pela polícia, que interromperia suas atividades (com o indisfarçável apoio dos traficantes locais).

    5) Mais ainda: essas empresas teriam suas contas bancárias confiscados por ordem do judiciário, inviabilizando qualquer operação. Líderes comunitários e religiosos iriam reclamar que uma farmácia não pode vender cocaína para adolescentes em plena luz do dia (embora os traficantes o façam imperturbáveis) e o chefe da delegacia encarregada da região iria concordar.

    6) Com efeito, nem ocorre a qualquer empreendedor tentar fazer o que foi dito acima porque — duh! — seria algo totalmente ilegal.

    Portanto, não é difícil entender que não é inoperância do governo o que permite que determinadas favelas permaneçam em um equilíbrio violento; ao contrário: é justamente o ataque do governo aos direitos de propriedade que faz com que bandidos detenham um poder permanente sobre determinadas regiões.

    Da próxima vez que se manifestar em público, certifique-se de que ao menos conhece o básico do assunto sobre o qual se propôs a falar.
  • Felipe  25/06/2021 01:35
    Basta ver outros exemplos recentes... com ajuda do estado, o cartel do narcotráfico permanece intacto (e com apoio dos neoconservadores):

    "Justiça ordena ação policial em fazenda de maconha para fins medicinais"

    "Anvisa entrando na Justiça contra a ABRACE"

    Hoje o uso da cannabis medicinal é praticamente um monopólio. O remédio custa uma fortuna.
  • Analista de Risco  25/06/2021 14:13
    2) Consequentemente, empresas de fora poderiam ir se instalar naquele bairro, abrir lojas com janelas à prova de balas e vigiadas por seguranças muito bem armados, e vender cocaína e outras drogas para os moradores (ou, principalmente, para os clientes que vêm de outros bairros) por uma fração do preço vigente nas ruas.


    Na verdade, como a demanda vem de bairros mais ricos (claro, drogas custam caro), o mais provável é que locais de vendas se estabeleçam mais próximos destes centros (no RJ, seria algo como Leblon ou Barra da Tijuca). Ou seja, essa concorrência iria simplesmente cortar o fluxo de dinheiro para as favelas.
  • Lucas  24/06/2021 23:37
    Assim como uma musica ou um livro é o produto da ideia de um musico, de um escritor ou gravadora ou editora que os financiou.

    Correto.

    Um medicamento ou uma vacina ou a molécula de um novo herbicida é o produto da ideia de um farmacêutico, um químico, um médico e ou de uma empresa que os financiou.

    Correto.

    Sendo um produto é portanto uma propriedade pois a ela se investiu valor.

    Não é bem essa a definição de propriedade, mas isso não importa agora.

    Sendo essa Propriedade Registrada e Patenteada por ela deve ser pago um valor (chame de taxa, royalties) para se fazer uso desse produto por outra Indústria , Gravadora ou Editora ou GOVERNOS.
    Salvo em caso do proprietário abrir mão do DIREITO A PROPRIEDADE.


    Quem criou o produto irá colocá-lo à venda e quem estiver interessado em comprá-lo irá pagar por ele. Tal como se faz com qualquer outro produto. Até mesmo quem pretende copiar o produto irá precisar de uma ou mais unidades para poder replicar e, para ter essas unidades em mãos, precisará pagar pelo produto final. Tal como você defende.

    É importante entender que o desenvolvedor de um produto tem todo o direito de manter em segredo a informação sobre quais meios ele utilizou para chegar ao produto. Obrigá-lo a divulgar violaria sua propriedade privada. Mas o desenvolvedor não tem o direito de proibir outras pessoas utilizem de seus próprios recursos - ou seja, sua própria propriedade privada - para descobrir como desenvolver produtos idênticos, semelhantes ou derivados. Tal proibição violaria a propriedade privada dessas pessoas.
  • Introvertido  24/06/2021 20:14
    Aí já é roubo de autoria, uma fraude.
  • Introvertido  24/06/2021 22:41
    "Deixe eu explicar melhor o exemplo que usei para ilustrar minha opinião sobre o assunto.
    Como e porque não concordo com o autor do artigo."

    OK.

    "Assim como uma musica ou um livro é o produto da ideia de um musico, de um escritor ou gravadora ou editora que os financiou.
    Um medicamento ou uma vacina ou a molécula de um novo herbicida é o produto da ideia de um farmacêutico, um químico, um médico e ou de uma empresa que os financiou.
    Sendo um produto é portanto uma propriedade pois a ela se investiu valor."

    Não fez muito sentido, se eu descobrir uma nova fórmula, não fará sentido eu ter o direito de monopoliza-lá, uma informação ou idéia não é algo escasso, todos podem te-lá, só não podem roubar o produto físico, ou cometer qualquer tipo de fraude.

    Se eu descobri uma nova formula e criei um produto com uma marca própria para comercializa-lá, eu só terei direito á autoria do produto dá marca, e não terei qualquer direito de monopolizar sua fórmula.

    Se um indivíduo comprou meu produto, ele poderá fazer o que bem quiser com ele, desde fazer engenharia reversa até revende-lo mais caro para quem quiser, eu não estarei sendo prejudicado, na verdade servirá até de marketing, desde que o indivíduo não cometa fraude.

    "Sendo essa Propriedade Registrada e Patenteada por ela deve ser pago um valor (chame de taxa, royalties) para se fazer uso desse produto por outra Industria , Gravadora ou Editora ou GOVERNOS.
    Salvo em caso do proprietário abrir mão do DIREITO A PROPRIEDADE."

    Tá, então você quer que idéias e informações não escassas sejam monopolizadas para beneficiar um único indivíduo ou empresa, enquanto prejudica toda á concorrência em potencial, e todos os consumidores, que não terão esse mesmo produto ofertado por outras mercas. E caso outro indivíduo ou empresa tente utilizar um produto ou vender uma cópia desse produto com marca em público, ele terá de ser obrigado á conseguir uma licença e á pagar royalties á fabricadora. Pelo menos você foi honesto em suas idéias mercantilistas, se eu fosse artista, adoraria obrigar outrem á pagar dinheiro apenas por utilizar um produto da minha marca em público também.
  • Introvertido  25/06/2021 01:58
    "Aí chega a ser surreal sua incapacidade de ligar causa e consequência."

    Realmente chega á ser engraçado, esses pobres inocentes vem aqui pensando que nós não temos respostas de bandeja para todos os argumentos contraditórios deles, um dia ainda irão compreender o quão absurdo é á idéia de tentar refutar argumentos apoiados na lógica e na empiria por meio de ad hominems, o sujeito ficou irritadinho por ter sido refutado e recorreu ao "Ain, commo voses sæo alinnados, [Insert falácia que culpa o capitalismo por todos os problemas do universo]".
  • zezao cianureto  25/06/2021 20:44
    Que lógica tem em tentar surrupiar a Propriedade Intelectual dos outros através da quebra de patentes? Quem está me parecendo Comunista é o autor do artigo. MST das invenções alheias. Invasores de segredos industriais. PC (Parasitas da Criatividade) olha até a sigla é a mesma do Partido Comunista.
  • Lucas  26/06/2021 21:08
    Que lógica tem em tentar surrupiar a Propriedade Intelectual dos outros através da quebra de patentes? (...) Invasores de segredos industriais.

    Segredo industrial é uma coisa, patente é outra. Ninguém deve ser obrigado a revelar os seus segredos industriais. Basta mantê-los... em segredo! Não divulgar para ninguém. Não precisa de patente para isso. Caso outras pessoas que também estejam trabalhando nesse projeto precisem ter acesso a esse segredo, basta firmar um contrato de não divulgação - os famosos NDA. Se essas pessoas quebrarem esse acordo, serão processadas.

    O objetivo das patentes não é proteger segredos industriais, mas impedir que outras pessoas criem produtos semelhantes ao seu ou derivados do seu. Ou seja, as pessoas são impedidas de utilizar suas próprias propriedades para tentar descobrir como um produto foi feito e produzir um semelhante, bem como são impedidas de utilizar suas próprias propriedades para usar tal produto como base para um novo produto. Logo, patentes é que são uma violação à propriedade privada alheia.
  • Introvertido  26/06/2021 00:52
    Zezao, pare de perder tempo digitando besteiras, se tem tempo para falar falácias, então é sinal que deve ter tempo para analisar argumentos e refletir por si mesmo suas posições lógicas, acalme-se e releia os argumentos dás pessoas que você está xingando, se ver um argumento inconsistente basta você refuta-lo, isso é uma discussão, um debate, não uma briguinha entre crianças.
  • Introvertido  26/06/2021 01:55
    Agora, que é de se espera que você eliminou esse pensamento infantil de tentar debater com os outros por meio de falácias pejorativas, irei lançar um argumento sobre propriedade intelectual que eu geralmente utilizo para esclarecer leigos. Propriedade intelectual é algo que não existe, e que foi inventado apenas para satisfazer lobbys de artistas e empresas, que querem geralmente barrar á concorrência de competir com eles utilizando um produto semelhante.

    Se tiver qualquer crítica ou adição, eu adoraria ouvi-lo, já que eu sempre gosto de melhorar meus textos argumentativos para tentar beira-lo á perfeição.

    Propriedade Intelectual

    Algo só pode ser classificado como propriedade de uma pessoa, caso determinado ítem tenha sido obtido ou produzido de forma justa por ela, e que não tenha sido furtado e muito menos tomado de outro ser huanno, mas obtido, seja lá por meio de doação, troca - escambo ou pela moeda - ou de produção do mesmo.

    Logicamente, no mundo onde vivemos, tudo é escasso e tem de ser produzido utilizando recursos industrializados juntamente com á matéria-bruta oferecida pela natureza, como nada é abundante para todos, é necessário um senso de propriedades, para assim todos poderem usufruir justamente do produto que foi obtido ou produzido com seu próprio suor.

    Se eu criei um produto, á ideia contida para á criação não é minha, o produto em si até que pode ser meu, mas às formulas, metodos e formas de se criar tal produto não são de alguém, pois ninguém pode - cientificamente falando - tomar como propriedade uma idéia, pois o mesmo não á produziu, mas simplesmente á raciocinou, e o raciocínio também não é nenhum "monopólio natural" de alguém, todos podem raciocinar e ter alguma idéia, assim como também podem descobrir como criar e produzir um determinado produto utilizando engenharia reversa e afins.

    Eu posso não querer compartilhar minha idéia com os outros, mas também não posso impedir os outros de copiarem um produto que eu produzi e vendi.

    Idéias e fórmulas não são de alguém, se eu copiar o produto de alguém, - produto esse que eu obti justamente por meio de troca de bens - para começar á produzi-lo e assim disponibiliza-lo e vende-lo, eu não estarei cometendo qualquer ato consideravelmente imoral, só estarei cometendo algum crime, e também prejudicando o autor de um produto de uma determinada marca, caso eu roube-o, ou cometa fraude.

    Patentes nunca tiveram qualquer sentido nobre irrefutável, ninguém pode clamar autoria sobre uma idéia com o objetivo de monopolizar á fórmula de seu produto, algo que estaria prejudicando á liberdade de terceiros, assim como seus direitos de fazerem o que bem entender com seus produtos justamente obtidos por meio de troca.

    Se fosse para ser assim, qualquer produto ou ítem criado primeiramente por determinada empresa deveria se tornar automaticamente monopólio dela, o que é insano.

    Dito isso, qualquer outro raciocínio além desse irá automaticamente se contradizer, e estará totalmente livre para ser refutado.

    Por último, analisemos às consequências de tais medidas na sociedade:

    1°: Com os concorrentes impossibilitados de fazer engenharia reversa, estes serão forçados á utlizar métodos criminosos para obter á fórmula, e ao invés de fabricar o mesmo produto, terão que criar um semelhante, tudo isso os atrasará de aumentar á oferta, e o autor original poderá usufruir de sua reversa de mercado, e lucrando horrores, já que não existem concorrentes.

    2°: Menos concorrentes significa menos oferta, com menos oferta de diferentes empresas, á tendência é que os preços subam, o que prejudica os consumidores.

    ----------------------------------------------------------------------------------------

    Outras adições:

    1°: Saindo dá area dá invenção, podemos falar sobre pirataria também, porque pirataria seria algo imoral, se o autor original não está sendo prejudicado? Os únicos que não irão comprar o produto original são pessoas pobres que não podem arcar os custos.

    Essas pessoas pobres não estão roubando alguma coisa, estão simplesmente obtendo o produto por meio de uma outra pessoa que também obteu o produto, pela compra do produto original ou por meio de outra pessoa que disponibilizou-o gratuitamente, e está disponibilizando por um baixo preço ou grátis.

    Se á pirataria fosse totalmente restringida, não apenas os lucros dá empresa não melhorariam em nada, - já que, se às pessoas não conseguiam pagar antes com pirataria, também não conseguirão pagar agora sem pirataria - como também diminuiriam, já que pirataria serve como marketing, com mais pessoas utilizando e conhecendo determinado produto, á tendência é que ele se popularize, na área dos games, por exemplo, um jogador pirata poderá muito bem compartilhar seu jogo crackeado com um player com mais dinheiro.

    Tudo isso que eu disse se aplica á qualquer tipo de plágio também.

    2°: Também existem outras polêmicas relacionadas á royalties, que são, por si só, imorais, se um determinado indivíduo já pagou para obter meu produto, não faz sentido eu cobra-lo de forma coersiva para assim poder utilizá-lo em público.

    Só faria sentido caso eu aluga-se o produto.

    P.S: Um argumento pró-patente bastante utilizado, mas na verdade bem furado é o de quê, um novo produto, sem á existência de uma patente, não irá dar lucros para uma empresa, mas ora, se eu criei e produzi um novo produto marginalmente útil, com certeza ele será vendido para todos os interessados á pagar por ele e logo terei lucro, fora o fato de quê eu começarei na frente dos meus futuros concorrentes, e eles demorarão bastante para conseguirem me copiar, até porque nenhum produto industrializado irá simplesmente "brotar" em suas mãos para ser vendido, á não ser por meio de roubo.

    Isso, aliás, se aplica á qualquer produto, se levarmos como base de explicação á lei da oferta e demanda e também á dá utilidade marginal, pois não importa o produto, se ele for demandado, e sua oferta for escassa, então significa quê as pessoas estarão dispostas á pagar por ele.
  • Luis F.  26/06/2021 06:22
    Qualquer um pode copiar a Coca Cola, no entanto ela permanece soberana. Cabe a cada empresa zelar por suas estratégias de mercado.
  • Luis F.  26/06/2021 06:29
    Em um mundo sem PI eu imagino que haveria a empresa que desenvolveria o remédio. Assim que ela obtivesse êxito, ela chamaria uns 30 fabricantes e venderia pra todo ao mesmo tempo. Sendo assim lucraria tranquilamente. Eu, pelo menos, faria isso.
  • EUGENIO  29/06/2021 08:45
    NÃO TERMINEI DE PENSAR,MAS ALGUEM ESTUDA ANOS E ANOS,INVESTE EM ALIMENTAÇÃO,MORADIA,SE SACRIFICA ENTÃO CONSEGUE INVENTAR ALGO QUE O MERCADO QUER.

    É JUSTO QUE UM GAIATO,PETERASTA COMUNISTA QUEIRA VANTAGENS DO TRABALHO DE OUTRO?

    ACHO JUSTO QUE O INVENTOR SEJA REMUNERADO PELO SEU LABOR ESTUDO,.

    NÃO SEI COMO, MAS DEVE SIM SER MUITO BEM RECOMPENSADO.

    SÓ ELE AS VEZES ACREDITA EM SUAS IDEIAS INOVADORAS , SE SACRIFICA E AT´PE FOME PASSA;AI OBTEM VITÓRIA E DEVE SER RECOMPENSADO

    COMO EU AINDA NÃO SEI.

    EMPRESAS TAMBÉM FAZEM INVESTIMENTOS E ARRISCAM PERDER TUDO, ENTÃO CONSEGUEM CRIAR UMA COISA NOVA
  • Introvertido  29/06/2021 14:07
    Esse seu argumento pró-patente, que é bastante utilizado, mas na verdade é bem furado, é o de quê, um novo produto, sem á existência de uma patente, não irá dar lucros para uma empresa, mas ora, se eu criei e produzi um novo produto marginalmente útil, com certeza ele será vendido para todos os interessados á pagar por ele e logo terei lucro, fora o fato de quê eu começarei na frente dos meus futuros concorrentes, e eles demorarão bastante para conseguirem me copiar, até porque nenhum produto industrializado irá simplesmente "brotar" em suas mãos para ser vendido, á não ser por meio de roubo.

    Isso, aliás, se aplica á qualquer produto, se levarmos como base de explicação á lei da oferta e demanda e também á dá utilidade marginal, pois não importa o produto, se ele for demandado, e sua oferta for escassa, então significa quê as pessoas estarão dispostas á pagar por ele.

    Numa sociedade sem patentes, aliás, á comercialização dás novas idéias provavelmente seriam o foco principal dos laboratórios, que, ao invés de produzirem por si mesmos, iriam passa-lás para diversas empresas, que iriam concorrer entre si.
  • zezao cianureto  29/06/2021 22:40
    Proteger patentes é proteger pequenas empresas e novos inventores.
    Quem afirma o contrario não tem a menor noção da realidade de mercado.
    Como uma nova empresa irá conseguir competir com gigantes já consolidados no mercado?
    Isso é praticamente impossível.

  • Introvertido  30/06/2021 02:11
    Á correlação que você utilizou não fez absolutamente qualquer sentido, seus argumentos nem se adequadam á uma discussão sobre patentes, e quem aparentemente não entende qualquer coisa de mercado aqui é você. (E nem venha me dizer que estou sendo duro e exigente, ou você é um daqueles que dizem "Palavras machucam"? Me irrito com ignorantes intelectuais)

    Tente novamente com argumentos que tenham alguma lógica, pois seu comentário nem tem realmente o que se refutar, seu argumento não sustenta nem seu próprio peso, saiba primeiro com o que está lidando e discutindo, e só depois tente me refutar. Não respondeu nem meu comentário que eu dediquei inteiramente para você, e quer entrar na discussão dos outros.

    P.S: Para ser justo, serei didático, você disse que proteger patentes significa "proteger pequenos empreendedores", porém desde quando às patentes fazem isso? Patentes, ao que saiba, são concender um monopólio intelectual para uma determinada empresa, isso é literalmente garantir o lucro de uma empresa enquanto barra á concorrência de surgir e competir com essa determinada empresa.

    Essa idéia de que, sem patentes não iria haver mais inovações é furada, se eu criei e produzi um novo produto marginalmente útil, com certeza ele será vendido para todos os interessados á pagar por ele e logo terei lucro, fora o fato de quê eu começarei na frente dos meus futuros concorrentes, e eles demorarão bastante para conseguirem me copiar, geralmente anos, mesmo utilizando engenharia reversa, já que nenhum produto industrializado irá simplesmente "brotar" em suas mãos para ser vendido, á não ser por meio de roubo.

    Aprenda: Não existe roubo intelectual, não tem como eu roubar idéias, pois idéias não são algo escasso que pode ser movido, criado ou fabricado. Impedir que os outros copiem meus produtos significa tentar barrar á liberdade de outrem em prol do meu próprio benefício, algo imoral e que vai contra às leis naturais.

    Já esse seu argumento: "Como uma nova empresa irá conseguir competir com gigantes já consolidados no mercado?" é tão desconexo com á discussão, que eu recuso mais comentários.
  • anônimo  30/06/2021 03:06
    Zezao Cianureto,

    Brother, você precisa sair dessa bolha.

    Uma empresa pequena nem precisa "competir". Basta incomodar as grandes. E depois ser vendida/absorvida. Com o lucro, os fundadores mudam para outras coisas. E sendo possível copiar/modificar/aperfeiçoar idéias sem medo de patentes a inovação segue.

    Então, parafraseando você mesmo:

    Proteger patentes é proteger grandes empresas da ameaça de novos pequenos inventores.
    Quem afirma o contrario não tem a menor noção da realidade de mercado.
    Como uma nova pequena empresa irá conseguir competir com gigantes já consolidados (patenteados) no mercado?
  • Introvertido  30/06/2021 16:07
    Acho que entendi á correlação que o Zezao utilizou, apesar de ser uma conexão bem fraca que eu nem notei no meu outro comentário.

    Ele basicamente disse que, uma empresa que inovasse não iria dar conta de competir com empresas grandes quando estás o copiassem.

    Mas ora, primeiro que:

    1°: Engenharia reversa é um processo extremamente lento, geralmente demora anos até uma fórmula ser copiada, querer que á empresa tenha um monopólio de dezenas de anos é loucura, se formos considerar que isso só prejudica os outros empreendedores, e também os consumidores, que não terão acesso á uma maior oferta desse bem.

    2°: Existem exemplos reais, sempre que uma empresa pequena inova e cria um novo produto que agrada os consumidores, ela se dá bem sem á necessidade de patente, vide á indústria de aplicativos de celular, um pequeno inovador criou o WhatsApp e ficou extremamente rico, e depois vendeu seu aplicativo para o Facebook e ficou mais rico ainda. Atualmente o WhatsApp possui diversos concorrentes, seria péssimo se outros concorrentes fossem proibidos de concorrer com esse aplicativo.

    3°: Patente é só burocracia, serve apenas para gerar altos custos para pequenos empreendedores e impedi-los de concentrarem seus tempos inovando e melhorando seus produtos, ao invés disso, perdem seus tempos em batalhas judiciais.

    4°: Lembre-se: Quem se dá bem por meio dá concorrência é sempre o consumidor, se uma grande empresa se torna ineficiente, ela será sempre sobrepujada pelas forças do mercado, seus concorrentes irão atrair á maior parte dá cliente-lá dessa empresa e irão absorver seus lucros, isso é um processo extremamente comum e corriqueiro no mercado. Empresas grandes existem apenas por atenderem á demanda dos consumidores, e por serem superiores ou iguais em termos de qualidade e oferta com seus concorrentes, tão logo se tornam ineficientes, são derrotadas pelas outras empresas.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.