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Dois megaempresários americanos que fracassaram no Brasil — e suas lições
Mesmo os mais bem-sucedidos enfrentam o espectro do fracasso. A questão é saber aprender

Você quer empreender, mas tem medo de falhar? Você não está sozinho. Todos temos esse medo. 

Mas há duas maneiras de se viver: 

1) esquivando-se do fracasso e não correndo riscos — e, consequentemente, diminuindo as chances de ser bem-sucedido; ou

2) colocando a pele em jogo — o que também é passível de fiasco, mas com uma maior chance de sucesso. 

Em um discurso proferido em 2008 na Universidade de Harvard, a autora de Harry Potter, JK Rowling, afirmou: "É impossível viver sem falhar em algo, a menos que você viva com tanto cuidado, evitando todo e qualquer tipo de risco, que, no final, acabará não vivendo – nesse caso, você já fracassou, por definição". 

A importância do fracasso para se chegar ao sucesso

Inúmeros empresários famosos fracassaram antes de terem sucesso; ou fracassaram em algo após já serem bem-sucedidos. Aprender com o fracasso é uma regra fundamental do empreendedorismo.

A diferença entre um mau e um bom empreendedor não é o fracasso, mas sim o que ele fará após o baque – ele deixará que o tropeço o ensine ou o abata por completo? 

O palestrante motivacional Dennis Waitley certa vez disse: "O fracasso deve ser nosso professor, não nosso coveiro. O fracasso é um revés, e não uma derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída. O fracasso é algo que só conseguimos evitar se não fizermos nada, não falarmos nada e não sermos nada".

Correr risco é algo inevitável em um mundo incerto e em constante mudança. E você não pode evitar o fracasso ao tentar evitar o risco. Você simplesmente fracassará no esforço e reduzirá suas chances de sucesso.  

O empreendedor é aquele que organiza e direciona os fatores de produção (bens de capital e mão-de-obra) na expectativa de que suas decisões de hoje serão validadas pelas condições de mercado que ele imagina que ocorrerão no futuro. O empreendedor é, na realidade, é um especulador, alguém que possui uma estimativa quanto às futuras condições do mercado e está ávido para realizar empreendimentos que, caso antecipem corretamente as futuras demandas dos consumidores, irão resultar em lucros.

Mas nem mesmo o ser humano mais inteligente do mundo sabe tudo sobre o amanhã que ainda não aconteceu. O risco de fracasso é inerente a qualquer investimento em um futuro incerto. 

Assim como seu pai, o fabricante de doces Milton Hershey fracassou várias vezes antes de prosperar. O mesmo ocorreu com o cartunista, cineasta e pioneiro de parques temáticos Walt Disney. Sendo bons empreendedores, eles não desistiram. Eles aprenderam e perseveraram. 

Razões para o fracasso incluem mau planejamento ou má implementação de um plano, má gestão de pessoas, capital abaixo do necessário, falta de iniciativa, marketing ruim, baixa (ou lenta) inovação, subestimação da concorrência, tornar-se sobrecarregado com imprevistos, e até mesmo não aprender com as falhas anteriores. 

Você pode fracassar porque não pensou grande o suficiente. Você pode fracassar porque pensou grande demais. E você pode fracassar por uma série de razões intermediárias. 

Há um trecho do um famoso discurso de Theodore Roosevelt, de abril de 1910, intitulado Man in the Arena, que resume perfeitamente o que foi dito: 

Não é o crítico que interessa. Pouca relevância tem aquele que aponta por que o outro tropeçou ou o que ele deveria ter feito de diferente. 

O crédito pertence ao indivíduo que está realmente batalhando na arena, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que se esforça bravamente; que erra; que falha repetidamente, pois não há esforço sem erro, fracassos e decepções; que realmente se esforça para fazer as tarefas; que conhece os grandes entusiasmos e as grandes devoções; que se gasta em uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo das grandes conquistas, e na pior, se ele falha, pelo menos falha tendo ousando grandemente, de modo que seu lugar jamais estará com aquelas almas frias e tímidas que não conhecem a vitória nem a derrota.

Os dois fracassos empresariais narrados abaixo têm como personagens dos empreendedores americanos que atuaram com décadas de diferença no mesmo país da América do Sul: o Brasil. Como disse Theodore Roosevelt, eles "ousaram grandemente".

Fracasso à brasileira: Henry Ford e a Fordlândia

O nome de Henry Ford já era mundialmente conhecido à época. Quando seu último Modelo T saiu da linha de montagem em Michigan, em 1927 (abrindo espaço para seu sucessor, o Modelo A), ele havia vendido 15 milhões de unidades a um preço médio de poucas centenas de dólares cada. 

Por ter sabido enriquecer tantas pessoas com o primeiro automóvel produzido em massa e a preços acessíveis, Ford se tornou um homem rico.

Porém, solucionar problemas sempre foi mais interessante e desafiador para Ford do que apenas ganhar dinheiro. Mesmo com todo o seu sucesso, ele não se deu por satisfeito, e tentou resolver um de seus principais problemas: o monopólio britânico da borracha, que dificultava a produção de pneus.

Sabendo que a região amazônica do Brasil estava repleta de árvores seringueiras cuja matéria-prima produzia o látex de que precisava para fazer os pneus de seus automóveis, Ford decidiu construir sua própria operação borracheira no local. 

Ele negociou com o governo brasileiro e, em 1927, finalizou um acordo pelo qual assegurou 1 milhão de hectares ao longo do rio Tapajós, 160 quilômetros ao sul de onde ele deságua no Rio Amazonas, na cidade de Santarém (estado brasileiro do Pará). Em troca, ele teria de dar ao governo uma participação de 9% dos lucros. 

A peça central do projeto seria uma nova cidade, que o magnata dos automóveis batizou de "Fordlândia". 

Isso é que é pensar ousadamente. 

O empreendedor vislumbrou não apenas uma maciça operação de produção de borracha a mais de 6 mil quilômetros de Detroit, como também uma vila utópica onde seus valores do Meio-Oeste americano transformariam uma sociedade estrangeira. Foi um desafio hercúleo em todos os sentidos – logística, ambiental, cultural e economicamente. 

Todavia, não demorou mais do que seis anos para que a Fordlândia entrasse em colapso. Os trabalhadores brasileiros não gostavam da comida americana e se irritaram enormemente com a proibição do consumo de álcool na cidade (o consumo era proibido até nas residências dos trabalhadores). Também ficaram insatisfeitos com regras que, à época, eram novas para os trabalhadores da região, como sirenes, relógios de ponto, crachá e regras de comportamento a que não estavam habituados, o que causava conflitos e baixa produtividade.

Tudo estava contra o projeto. Insetos e doenças atacaram impiedosamente as seringueiras plantadas pelos administradores na região. A Fordlândia fechou e a Ford moveu suas operações rio acima; porém, dentro de uma década, elas também fecharam. A invenção da borracha sintética na década de 1940 tornou a borracha natural obsoleta e desnecessária.

O neto de Ford, Henrique II, vendeu tudo de volta ao governo brasileiro em 1945 com uma perda, em dólares de hoje, de quase 300 milhões de dólares.

Da celulose à falência

Daniel K. Ludwig (1897-1992), também oriundo do estado americano de Michigan, nunca ganhou a notoriedade de Henry Ford, mas era isso mesmo que ele queria. Ludwig deliberadamente evitou os holofotes durante toda a sua vida. 

Seu projeto no Brasil nos anos 1960 e 1970, porém, foi tão espetacular quanto o de Ford. 

A primeira aventura empreendedorial de Ludwig assumiu a forma de transporte de madeira e melaço em cargueiros que operavam nos Grandes Lagos – conjunto de lagos situados entre os Estados Unidos e o Canadá. Ele tinha apenas 19 anos quando começou a empresa. 

Ao longo dos 50 anos seguintes, construiu uma das maiores fortunas do mundo ao se tornar um especialista nas áreas de navegação cargueira (ele praticamente inventou o superpetroleiro), hotéis, seguros, pomares de laranja, refino de petróleo e pecuária. 

Aos 70 anos de idade, podendo já se aposentar tranquilamente e usufruir uma vida de luxo, Ludwig teve sua grande ideia para o Brasil: comprou 1,6 milhão de hectares não muito longe das ruínas de Fordlândia, e construiu uma fábrica de celulose (o Projeto Jari). Mas antes, criou uma comunidade modelo chamada Monte Dourado, com hospital e escolas, e desenvolveu a agricultura local para alimentar os habitantes que ele esperava que fossem trabalhar na fábrica. 

A tarefa difícil ficou ainda mais desafiadora quando Ludwig decidiu que, em vez de construir a fábrica do zero no local, era mais viável construí-la no Japão e enviá-la por meio do oceano para o Brasil. Isso mesmo. Ele construiu uma fábrica de papel inteira no Japão e rebocou-a em duas partes gigantes até o Brasil, e depois centenas de quilômetros rio acima no Amazonas

Talvez o fato de que a ideia de tal empreendimento nunca teria me ocorrido, em qualquer idade, mostre o quão pouco empreendedor eu sou. Mas sou grato por haver pessoas no mundo que são obviamente mais corajosas e mais visionárias do que eu. 

Assim que a fábrica foi montada em 1979, 750 toneladas de celulose passaram a ser produzidas por dia. Mesmo assim, o projeto como um todo gerou prejuízos que obrigaram Ludwig a vendê-lo totalmente para investidores brasileiros em 1981. Ao todo, Ludwig gastou 1,15 bilhão de dólares em valores da época.

Ele dedicou a década restante de sua vida ao financiamento de pesquisas sobre o câncer, doando centenas de milhões de dólares para esse fim.

Se quiser sucesso, não tema o fracasso

Quais lições podemos tirar de apostas gigantescas como Fordlândia e Monte Dourado? 

Os mesquinhos e de mentalidade estreita serão rápidos em criticar. Provavelmente são os mesmos que desdenham dos sonhos dos atuais empreendedores de explorar o fundo do oceano mais profundo ou colonizar Marte. De mim, no entanto, você não ouvirá nada além de uma palavra de encorajamento quando alguém sonhar grande (especialmente se ele fizer isso com seu próprio dinheiro). 

Tenho certeza de que Ford e Ludwig jamais quiseram falhar. Também tenho certeza de que nenhum dos dois gostou quando aconteceu. Mas também estou certo de que eles não temiam isso. O próprio Ford certa vez disse: "O fracasso é simplesmente a oportunidade de começar de novo, desta vez de forma mais inteligente". 

Não tenha medo do fracasso. Esteja preparado para aprender com ele. Não deixe de correr riscos porque tem medo de que o sonho não dê certo. Se o medo do fracasso bastasse para que os humanos deixassem de agir, estaríamos ainda vivendo em cavernas. 

Quando grandes homens como Ford e Ludwig se arriscam, isso inspira outros a se arriscarem também, tímida ou ousadamente. 

Ao contrário de muitos, penso ser extremamente inspiradores os fracassos que citei, e gostaria de ter tido metade da coragem que Ford e Ludwig tiveram para tentar empreendimentos tão notáveis. É indicativo de um espírito sem o qual a existência da humanidade seria monótona e estagnada. 

Não é um elogio estar entre "aquelas almas frias e tímidas que não conhecem a vitória nem a derrota".


autor

Lawrence W. Reed

  • Metallion  24/05/2021 19:16
    No Brasil, eu me sinto como John Galt: trabalhando para o sustendo dos sanguessugas. Nenhuma pessoa em sã consciência investiria em alguma coisa neste país fracassado. Perder sono, saúde, família, para virar o bandido (no Brasil, empresário é mais odiado que vilão de novela) e ser tratado como lixo.

    Não. Que o Brasil afunde. Aqui eu não empreendo.

    Obrigado pelas palavras de incentivo, muito gentis.
  • Gustavo  24/05/2021 19:43
    Ainda bem que a esmagadora maioria dos empreendedores deste país não é igual a você, caso contrário já seríamos uma Venezuela.
  • Humberto  24/05/2021 19:44
    Empreendedores são realmente quem faz o mundo girar. Os melhores enriquecem, mas, no fim, são eles que criam nossa riqueza e bem-estar. Só enriquecem porque souberam nos servir bem e atender nossas demandas. Ao atenderem nossas demandas, nós mesmos ficamos muito melhores.
  • Arthur  24/05/2021 20:47
    Eu entendo o desabafo do Metallion. O problema é que a mentalidade de uma grande fatia das pessoas, que se reflete na classe política, levou a esse estado de coisas.

    A doutrinação faz as pessoas enxergarem o oposto do que veem: que os capitalistas (desde o pipoqueiro) são malvados que tiram o dinheiro do povo, enquanto os políticos e líderes socialistas são seres iluminados e totalmente caridosos que apenas dão dinheiro.

    E aí o empreendedorismo foi praticamente criminalizado. No Brasil, abrir uma empresa sempre foi sinônimo de ser explorador. Ou otário.
  • Ricardo  24/05/2021 20:52
    Pois é. Seria de se imaginar que um sistema econômico que gera um arranjo no qual os mais criativos, industriosos e inovadores membros da sociedade possuem incentivos para direcionar seus talentos e habilidades para a melhoria das condições de vida de terceiros — em vez de utilizar suas qualidades superiores para pilhar o que seus vizinhos produziram — seria aclamado e aplaudido como o maior dos arranjos institucionais já criados pelo homem.
  • Henrique  24/05/2021 21:00
    Vida de empresário não é para qualquer um. Dinheiro, inteligência e criatividade são apenas partes que não garantem absolutamente nada, pelo menos aqui.

    Um empreendedor que quer pelo menos ter suas contas em dia em um país como esse, tem de ser no mínimo 300% mais produtivo que um profissional padrão. No mínimo eu disse. O ideal é 500 a 600% se quiser crescer. E não é exagero. Nadamos contra a maré.

    - Impostos altos
    - Juros historicamente escorchantes
    - Moeda instável
    - Fronteiras fechadas
    - Leis trabalhistas cruéis
    - Fiscalização e arrocho por parte das polícias e órgãos reguladores em geral
    - Fora os acontecimentos de rotina, como greves bancárias, dos correios etc

    Alheio a tudo isso, nosso supply chain é uma piada. Fornecedores que fecham do dia para noite, estradas horríveis, combustível caríssimo e restrições de circulação que aumentam ainda mais os custos.

    Por isso eu insisto: quer ser empresário nesse país? Desista de uma vida normal. Eu não tiro férias há 15 anos (mesmo antes da pandemia), trabalho 14 horas por dia de segunda a sexta e 8 horas no sábado. Aos domingos descanso mas projeto, penso muito e estudo.

    Desculpem pelo banho de água fria, mas não tem milagre. E quando enxergarem casos de enriquecimento rápido, olhem para o outro lado e confiem no pragmatismo chinês. Estouros são pontos fora da curva, onde 90% deles acabam em falências astronômicas. Conheço pessoalmente centenas de casos assim.
  • Microempresário  28/05/2021 14:52
    Sonho em fechar meu CNPJ! Só não o fiz pois minha renda passiva ainda não permite. Mas assim que der, adiós!
  • anônimo  24/05/2021 21:02
    Ser empreendedor ou empresário pequeno/médio no Brasil sempre foi um verdadeiro inferno. Com a pandemia ficou ainda pior. E a desgraça é que o mundo inteiro está indo pro mesmo caminho.
  • Alessandro  24/05/2021 21:07
    Não é por acaso que o concurso sempre foi a principal alternativa para empregos na última década com todo o apoio do Estado.
  • Dedé  25/05/2021 00:18
    Eu já tive lan house, lanchonete e loja de material de construção. Ganhei uma boa grana e experiência, mas não tinha vida. Entrei como sócio de um amigo numa lan house quando ainda estava na faculdade. Pegamos o boom das lan house e chegamos a ter 3.

    Perdi a conta de quantas vezes fomos assaltados. Tanto nas lan house, quanto na lanchonete quanto na loja.
    Fora furto de funcionários, pedintes de todo tipo, gente toda hora querendo fiado. Trabalhar de domingo a domingo, pagar taxa e imposto para tudo, inclusive para poder pendurar uma placa com o nome da loja. Eu fiz a placa, a loja é minha, mas pra poder pendurar precisa de autorização da prefeitura e tem que pagar taxa.

    Reclame quem quiser, grite quem quiser gritar, no Brasil somos compelidos a virar servidores públicos, algo que a pandemia deixou ainda mais claro.

    O Brasil precisa mudar urgentemente, ter um ambiente mais favorável ao empreendedor, reduzir a burocracia, estabilizar a moeda e reduzir os juros (não de forma artificial). É necessário que se reduzam os encargos trabalhistas e também reduzir os impostos sobre importação. Precisamos tanto importar e o governo coloca tantas barreiras para quem quer importar.

    Sim, empreender no Brasil é para heróis. Ou masoquistas.
  • Roberto Cláudio  25/05/2021 00:28
    Dizer que é um "inferno" é pesado. Há sim preocupações, mas tem muitas recompensas.

    Meus parentes se dividem entre funcionários públicos e pequenos empreendedores (quase não há assalariados no setor privado).

    Os pequenos empreendedores, embora sejam muito mais ocupados e trabalhem muito mais, levam uma vida mais feliz e mais dinâmica. Ao passo que os funças passam a semana fazendo contagem regressiva para o sábado, e ficam deprimidos nos domingos à noite, os empreendedores têm muito mais prazer de viver e quase sempre torcem para que a segunda-feira chegue logo (antes da pandemia).

    É um estilo de vida muito menos depressivo (antes da pandemia). Há mais alegria de viver e suas semanas não são um tormento (antes da pandemia).
  • Régis  25/05/2021 00:41
    Mas é compreensível a opinião dele. Além do fato de o estado só atrapalhar, vale lembrar também que, ao contrário do que muitos imaginam, não é nada simples um empreendedor, mesmo já estabelcido, conservar seu patrimônio em uma economia de mercado.

    O patrimônio sempre estará ao sabor (1) das volúveis e inconstantes preferências dos consumidores, (2) do surgimento de novos concorrentes que podem acabar roubando sua fatia de mercado, ou (3) de um possível reajuste (e posterior colapso) do preço dos seus ativos.

    Não há sossego. Quem quiser paz, só sendo funça.

  • Reginaldo  25/05/2021 19:49
    Entendo a sua frustração e as vezes penso como você. Contudo, se tivesse uma continuação do livro a Revolta de Atlas, provavelmente o Estado iria atrás para destruir o sonho de John Galt. Temos que empreender e enfrentar o Leviatã, fugir dele só o fara maior.
  • Evandro  24/05/2021 19:38
    Fordlandia, essa é nova para mim ... mas gostei do texto motivador. Eu poderia até parafrasear alguém que uma vez disse: não deixe que o medo de perder seja maior do que a vontade de ganhar.
  • Flávio  24/05/2021 19:43
    Você nunca tinha ouvido falar dessa história?
  • Daniel  24/05/2021 19:40
    Muito bom o artigo. Obrigado por trazerem essa história. Já tinha ouvido falar da Fordlândia, mas não sabia do Ludwig.
  • Felipe  24/05/2021 20:02
    Artigo bastante reflexivo. Lawrence escreveu ótimos artigos sobre o Brasil (talvez ele saiba mais sobre a economia brasileira do que muitos brasileiros). Nos anos 1980, ele escreveu sobre a hiperinflação por aqui, quando ele veio para cá.

    Em janeiro desse ano de 2021, eu escrevi um artigo falando justamente sobre a Fordlândia, além de contar sobre o Ciclo da Borracha. O ambiente de trabalho na Fordlândia era o melhor possível naquela época para os brasileiros, o que impressionou até mesmo o Getúlio Vargas. Os salários também eram muito maiores do que a média brasileira. Quem acabou se dando bem com a produção de borracha natural foram os países do Sudeste Asiático (inclusive Singapura, que ainda era colônia britânica). Hoje esses pequeninos países são os maiores exportadores de borracha natural do mundo. Falando em borracha, seria interessante um artigo sobre o projeto maluco do Leopold II, o Congo Free State.

    Amazônia é um lugar desafiador até os dias de hoje.
  • Jorge  24/05/2021 20:40
    Todos aqueles que já tiveram um negócio próprio, e que fizeram grandes sacrifícios para isso, sabem bem o drama eterno: será que o mundo quer aquilo que tenho a oferecer?

    Não interessa se você é um desesperado abrindo um simples salão de beleza ou Steve Jobs vendendo um computador da Apple, o sucesso está longe de ser garantido. A única coisa realmente garantida é o fracasso, o qual inevitavelmente ocorrerá se você não souber agradar aos consumidores.

    Essas corajosas almas, os empreendedores que são a alma do capitalismo, e que nos fornecem infindáveis benefícios materiais, desde caixas eletrônicos a remédios que salvam vidas, deveriam ser venerados, e não malhados.
  • Mateus  24/05/2021 20:41
    Muito bom!

    Um brinde a nós, empreendedores, que quando iniciamos nossos trabalhos somos chamados de "burros" ou "criadores de ilusões", quando fracassamos escutamos um "não avisei" e, quando temos sucesso, escutamos que somos "opressores";

    Um brinde a nós que, buscando atingir o status de "opressor" pela sociedade, deixamos de comprar coisas para nós, para nossa casa e para nossos entes queridos. Deixamos várias e várias horas do nosso momento de lazer para empreender e deixamos momentos de sono por livros, artigos e mais livros, para chegar no outro dia e ver que o governo criou uma lei e você começará tudo novamente.

    Um brinde a nós, que enfrentamos tudo isso, com frio na barriga e sensação de desmoronamento a todo momento, mas enfrentamos.

    Um brinde a nós, que, apesar dos pesares, geramos riqueza e valor para a sociedade.
  • Vinícius  24/05/2021 20:56
    Eu não te conheço, mas supondo que você seja isso que descreveu, devo dizer que são pessoas como você que elevam o padrão de vida das massas. São empreendedores corajosos, por meio de seus bens criados e serviços oferecidos, que reduziram a penúria das pessoas ao longo dos séculos, levando conforto, bem-estar e maior expectativa de vida para todos.

  • Betina  24/05/2021 20:44
    Pra quem quiser acompanhar um empreendedor que leva consigo todo o significado da palavra, recomendo o canal do Gary Vaynerchuk. Ele filma absolutamente tudo que é ser empreendedor e suas dicas são valiosas, deram uma reviravolta no meu jeito de pensar e realmente, ganância zero.

    Imigrante soviético que ficou milionário, um clássico. O canal dele é uma mina de ouro pra quem segue esse estilo de vida.

    www.youtube.com/user/GaryVaynerchuk
  • Gianini  25/05/2021 00:12
    Obrigado imensamente pela recomendação! GaryVee era justamente o que eu estava precisando neste momento. Descoberta fantástica!

  • R C Hansen  25/05/2021 00:24
    Texto maravilhoso, daqueles que você mergulha e se vê dentro do contexto. Mas só será apreciado por quem realmente corre riscos no mundo dos empreendimentos e sabe o que isso significa. Eu me sinto feliz por ter escolhido o caminho da livre iniciativa e da independência do estado. E me emociono a cada conquista, a cada aquisição de algo que almejo e planejo. É realmente um sentimento diferenciado.
  • anônimo  25/05/2021 01:24
    "não é nada simples um empreendedor, mesmo já estabelcido, conservar seu patrimônio em uma economia de mercado."

    Sim, mas seria um mundo melhor para eles do que em um estado intervecionista, hoje em dia empreendedores passam dor de cabeça analisando impostos, burocracias e direitos trabalhistas, e ainda tem que se preocupar com os empregados, pois hoje em dia é difícil encontrar funcionário produtivo e confiável no Brasil.

    Geralmente os seus orçamentos são tão apertados que eles compram apenas o que é necessário para a sobrevivência, se o empreendedor começar á gastar seu dinheiro com consumismo, a falência não demorará para vir.

    Enquanto nos paises de primeiro mundo, um fracasso em empreendimento é uma reles tentativa mal-sucedida, aqui nas terras Tupiniquins fracassar em empreender é um passo ao desespero e eventual suicídio, já que os comerciantes falidos geralmente terminam com dívidas quase impagáveis, e alguns recorrem á vender todos os seus bens para pagar todas às dívidas, incluindo às governamentais, e passam á vida restante tentando recuperar seu patrimônio perdido.
  • Roberto R  25/05/2021 09:40
    Viram a ultima do nosso maldito BC?
    olhardigital.com.br/2021/05/24/pro/banco-central-divulga-diretrizes-para-emissao-de-moeda-digital-para-o-brasil/

    "Diferentemente das criptomoedas, a moeda digital do BC teria uma emissão e distribuição centralizada, custodiada pelo Sistema Financeiro Nacional (SFN) e pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)"

    E tem gente dizendo que nao tem problema porque a moeda digital "vai respeitar o sigilo bancario e Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais"

    Nao e possivel achar que o BC tem boas intencoes com isso. No melhor dos casos e apenas para facilitar a Teoria Monetaria Moderna (MMT)
  • Régis  25/05/2021 13:59
    Tudo acontecendo exatamente como previsto aqui:

    A grande mudança monetária e bancária que está por vir - está preparado?


    Aliás, tá sendo até mais rápido do que o imaginado.
  • Meirelles  25/05/2021 14:04
    Embora seja um tanto desapontador que o Bitcoin tenha caído com uma simples tuitada do Elon Musk (e também por causa de restrições do governo da China), é o óbvio ululante que tanto o governo americano quanto o chinês chamaram Musk num canto e deram a ordem para que ele atacasse o Bitcoin. Caso contrário, perderia as isenções e os subsídios.

    O estado não ficará parado ao ver as pessoas abandonando sua moeda e indo para uma criptomoeda. Haverá resistência.

    Musk apenas revelou ser um vendido ao sistema (ele precisa manter os subsídios). Mas é bom que isso tenha sido revelado e que os incautos tenham saído do Bitcoin e vendido barato para mim. Quando perceberem o que fizeram e se arrependerem, terão de voltar comprando bem mais caro.
  • Felipe  25/05/2021 21:26
    Eles estão até apressados.
  • Paulo Xanyta  25/05/2021 12:27
    No Projeto Jari de Daniel Keith Ludwig ,as leis eram típicas de uma cidade do interior dos Estados Unidos. Com regras tão apertadas ,que nem álcool se consumia. Apesar de salários altos, os trabalhadores queriam era baderna e passar sem a pinga é que não. Por isso existem nações pobres que se transformam em ricas, e nações ricas que ficam miseráveis
  • Fabio Anderaos de Araujo  25/05/2021 14:12
    Em meados da década de 90 visitei a trabalho para um banco o projeto JARI (JARI FLORESTAL E AGROPECUÁRIA), no Pará com vários profissionais de outros bancos. Uma fábrica de celulose montada em toras nas margens do rio Jari, algo surpreendente. A fábrica foi transportada por embarcação quase inteira vinda do Japão, se não me engano. A madeira para fabricação de celulose não era de eucalipto, mas de outra variedade que não se adaptou bem no clima local. Outro fato que me surpreendeu e que explica grande parte do projeto ter se tornado inviável: o sr Ludwig foi literalmente roubado por alguns profissionais de sua confiança, americanos e brasileiros encarregados de gerenciar seu projeto no Brasil. Essa informação nunca foi noticiada pela mídia, que eu saiba. Vários equipamentos destinados à fábrica e para a usina hidroelétrica que vinham chegando por via fluvial eram afundados propositadamente e como tinham seguro, a empresa seguradora pagava o sinistro ao projeto JARI. Pelo que fui informado na época, o dinheiro recebido era desviado por essas pessoas que supostamente eram de confiança do sr Daniel Ludwig.
  • zezao cianureto  25/05/2021 19:42
    O Brasil é foda. Santos Dumont só voou no 14 bis porque estava na França, se tivesse tentado aqui teria a aeronave apreendida.
  • Jivago Stockler  13/08/2021 06:52
    Interessante o texto, mesmo não aprofundando tanto nas histórias contadas.
    Agora, poderia me explicar ou citar a fonte de "a invenção da borracha sintética tornou a borracha natural obsoleta e desnecessária"?

    Obrigado e parabéns pelo artigo.
  • Túlio  13/08/2021 07:30
    Para as principais aplicações industriais, a sintética é mais resistente e confiável:

    Synthetic rubber, just like natural rubber, has many uses in the automotive industry for tires, door and window profiles, seals such as O-rings and gaskets, hoses, belts, matting, and flooring.

    They offer a different range of physical and chemical properties, so can improve the reliability of a given product or application.

    Synthetic rubbers are superior to natural rubbers in two major respects, thermal stability and resistance to oils and related compounds. They are more resistant to oxidizing agents for example, such as oxygen and ozone which can reduce the life of products like tires.

    Some synthetic rubbers are less sensitive to ozone cracking than NR. Natural rubber is sensitive owing to the double bonds in its chain structure, but some synthetic rubbers do not possess these bonds so are more resistant to ozone cracking.

    Examples include Viton rubber, EPDM and butyl rubber. Polyisobutylene or butyl rubber is commonly used in tyre inner tubes or linings owing to its resistance to diffusion of air through the lining.

    It is however, a much less resilient material than cis-polybutadiene which is frequently used in tyre sidewalls to minimize energy losses and hence heat build-up.

    Indeed, it is so resilient that it is used in super balls. An elastomer widely used for external sheet such as roof coverings is Hypalon or chlorosulphonated polyethylene.

    A new class of synthetic rubber is the thermoplastic elastomers which can be moulded easily unlike conventional NR vulcanized rubber. Their structure is stabilized by cross-linking by crystallites in the case of polyurethanes or by amorphous domains in the case of SBS block copolymers.

    en.wikipedia.org/wiki/Synthetic_rubber


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