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Como o "Acordo da Burguesia" enriqueceu o mundo
O súbito salto na riqueza que poucos valorizam

O livro Leave Me Alone and I'll Make You Rich: How the Bourgeois Deal Enriched the World (Deixe-me em paz e eu enriquecerei você: como o Acordo da Burguesia tornou o mundo mais rico), escrito por Deirdre N. McCloskey e Art Carden, é um notável esforço para explicar aquele que é um dos mais impressionantes e misteriosos fatos da história do mundo.

Até o ano 1800, praticamente todos os indivíduos viviam na mais abjeta pobreza. E então, como que por milagre, a partir do ano 1800, começou a haver um rápido e intenso aumento no padrão de vida médio ao redor do mundo.

Este famoso gráfico em forma de "bastão de hockey", do projeto Our World in Data, sobre a prosperidade humana, mostra esse fenômeno por meio da evolução do PIB real per capita para vários países e para o mundo, desde o ano 1.000.

grafico.png Gráfico 1: evolução do PIB real per capita para vários países e para o mundo, desde o ano 1.000

Até então, nunca havia sido apresentada uma teoria definitiva sobre este fenômeno.

Os autores rotulam esta súbita reviravolta de O Grande Enriquecimento. "O Enriquecimento foi realmente muito muito 'grande': três mil por cento por pessoa".

Os autores apresentam uma tese original. Segundo eles, "Foi a liberdade humana — e não a coerção, ou os investimentos ou mesmo a própria ciência — o que possibilitou o Grande Enriquecimento, de 1800 até hoje".

O livro é um condensado, feito por Carden, de três amplos volumes escritos por McCloskey (veja o primeiro, o segundo e o terceiro volumes). McCloskey é uma das principais historiadoras econômicas do mundo, especialmente conhecida por sua notável obra sobre a economia britânica do século XIX. 

O melhor do livro está nas refutações a várias teorias já apresentadas para este Grande Enriquecimento.

De acordo com o marxismo, o capitalismo surgiu e se expandiu por meio do esbulho e da escravidão. McCloskey e Carden rebatem com esta devastadora objeção:

A exploração imperialista foi a ação menos original que os europeus fizeram após 1492. Escravidão e impérios já eram coisas corriqueiras e comuns à época; no entanto, nunca haviam produzido nenhum Grande Enriquecimento. O comércio de escravos ao longo da costa leste da África, que enviava escravos negros para os mercados do Cairo e de Constantinopla/Istambul, era tão amplo quanto o da costa oeste. … E, ainda assim, o comércio oriental não tornou o Egito ou os Impérios Otomano e Bizantino ricos. Não houve nada nem sequer minimamente comparável ao que ocorreu com o Grande Enriquecimento. (p.85)

Os autores reiteram este ponto vital em outra passagem essencial:

O que estamos dizendo, para sermos bem precisos, é que guerras, escravidão, imperialismo e colonialismo foram, como um todo, medidas economicamente estúpidas. 

Suponha que matar pessoas, confiscar suas propriedades e estabelecer impérios sejam medidas capazes de criar uma "acumulação de capital original", a qual irá gerar o "modo capitalista de produção", e consequentemente criar um Grande Enriquecimento. Se fosse assim, […] tudo já teria acontecido há muito tempo, e não ocorreria apenas no noroeste da Europa. Imperialismo não é e nem nunca foi uma ideia nova. (pp. 118-19)

Se o imperialismo não criou o capitalismo, tampouco ele o sustentou.

O economista Lance Davis e o historiador Robert Huttenbach já demonstraram há muito tempo, e de maneira decisiva, que mesmo o tão alardeado Império Britânico […] representou um fardo sobre a renda britânica. Benjamin Disraeli, antes de sua conversão ao imperialismo em 1872, havia reclamado, em 1852, que "essas colônias  miseráveis e desgraçadas … são uma pedra em volta de nosso pescoço". Ele estava certo em 1852 e errado em 1872. (p.85)  

O que, então, criou o Grande Enriquecimento? 

McCloskey e Carden afirmam que foi o surgimento de novas ideias.

Estamos argumentando … que os britânicos enriqueceram — e em seguida os Ocidentais e então boa parte do resto do mundo, e todos os humanos nas gerações seguintes — por causa de uma mudança na ética, na retórica e na ideologia. […] 

Lucros rotineiros ou o contínuo esbulho de terceiros não podem tornar todo o mundo mais rico. Tem de haver algo diferente. No caso, o surgimento de uma nova ideia que eleve a recompensa de todos. E tem de haver milhares de novas ideias. 

Estamos afirmando que a fonte desta revolução foi a então inédita "permissão para se ter uma chance", a qual foi inspirado naquela até então espantosa novidade ética, retórica e ideológica: o liberalismo. Dê às pessoas comuns o direito à vida, à liberdade e à busca pela felicidade — contra a antiga e vigente tirania — e elas começarão a pensar em todos os tipos de novas ideias. […] 

Neste novo liberalismo, as pessoas começaram a conversar entre si de maneira distinta. Igualdade de iniciativa, de permissão e de direitos legais passou a ser a nova teoria, em oposição à hierarquia que vigorou em todos os períodos anteriores (pp.86-87).

Em termos simplificados, os autores argumentam que houve uma mudança radical na mentalidade das pessoas. Houve uma mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo, ao sucesso empresarial e à riqueza em geral.

O Acordo da Burguesia

Em termos sucintos, eis o cerne da teoria do livro.

Antes desta mudança no modo de pensar, havia honra em apenas duas opções: ser soldado ou ser sacerdote. A honra estava apenas em estar ou no castelo ou na igreja. As pessoas que meramente compravam e revendiam coisas para sobreviver, ou mesmo as que inovavam, eram desprezadas e escarnecidas como trapaceiras pecaminosas.

E então algo mudou. Primeiro na Holanda, quando a população se revoltou contra o controle espanhol do país. Depois na Inglaterra, com sua revolução, a qual é considerada a primeira revolução burguesa da história. 

As revoluções e reformas da Europa, de 1517 a 1789, deram voz a pessoas comuns fora das hierarquias de bispos e aristocratas. As pessoas passaram a admirar empreendedores. A classe média, a burguesia, passou a ser vista como boa e ganhou a autorização para enriquecer.

De certa forma, as pessoas assinaram o 'Acordo da Burguesia', o qual se tornou uma característica dos lugares que hoje são ricos, como a Inglaterra, a Suécia ou Hong Kong: "Deixe-me inovar e ganhar dinheiro no curto prazo como resultado dessa inovação; e então, eu o tornarei rico no longo prazo".

E foi isso que aconteceu. Começou no século XVIII com o pára-raios de Franklin e a máquina a vapor de James Watt. Isso foi expandido, nos anos 1820 (século XIX), para uma nova invenção: as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas criadas pelo engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.  

Tudo se intensificaria ainda mais no restante do século XIX e aceleraria fortemente no início do século XX. Consequentemente, o Ocidente, que durante séculos havia ficado atrás da China e da civilização islâmica, se tornou incrivelmente inovador. As pessoas simplesmente passaram a ver com bons olhos a economia de mercado e a destruição criativa gerada por suas lucrativas e rápidas inovações.

Deu-se dignidade e liberdade à classe média pela primeira vez na história da humanidade e esse foi o resultado: o motor a vapor, o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a ferrovia, a empresa, o abolicionismo, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, os direitos das mulheres, a luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, as férias, o plástico, meio milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o computador.

O resultado foi que, pela primeira vez na história, as pessoas comuns e, especialmente os mais pobres, tiveram sua vida melhorada.

Nada disso pode ser explicado pela exploração de escravos ou de trabalhadores. Tampouco pelo imperialismo. Os números são grandes demais para ser explicados por um roubo de soma zero.

Também não foram, argumentam os autores, os investimentos ou mesmo as instituições já existentes. Os autores reconhecem que é necessário ter capital e instituições para implantar e incorporar as idéias; mas capital e instituições são causas intermediárias e dependentes, e não a raiz. Idéias sobre a dignidade humana e a liberdade foram as grandes responsáveis. O mundo moderno surgiu quando se começou a tratar as pessoas com mais respeito, concedendo a elas mais liberdade. 

O que causou o Grande Enriquecimento, portanto, foi uma mera mudança de mentalidade, uma mera mudança de atitude. Em uma palavra, foi o liberalismo. Dê às massas de pessoas comuns igualdade perante a lei e igualdade de dignidade social, e então deixe-as em paz. Faça isso e elas se tornam extraordinariamente criativas e energéticas.

A ideia liberal, segundo os autores, foi gerada por uma feliz coincidência de acontecimentos no noroeste europeu de 1517 a 1789: a Reforma, a Revolta Holandesa, as revoluções na Inglaterra e na França, e a proliferação da leitura. Estes acontecimentos, conjuntamente, libertaram as pessoas comuns, dentre elas a burguesia e sua livre iniciativa. 

Em termos sucintos, segundo os autores, o Acordo da Burguesia é este: primeiramente, deixe-me tentar este ou aquele aprimoramento. Ficarei com os lucros. Em um segundo ato, no entanto, estes lucros servirão de chamariz para aqueles importunos concorrentes, os quais irão também entrar no mercado, aumentar a oferta de bens e serviços, pegar parte da minha clientela e, consequentemente, erodir esses meus lucros. Já no terceiro ato, após todos os aprimoramentos e melhorias que criei terem se espalhado, eles farão com que você melhore de vida substantivamente e fique rico.

Possíveis objeções

Há muita coisa condensada em tudo isso, mas a teoria de McCloskey parece ainda aberta a objeções. Ou, no mínimo, a qualificações. 

Como os autores corretamente observam, o Grande Enriquecimento se espalhou por todo o mundo, inclusive para a China, mas o alto crescimento econômico naquele país não foi acompanhado de liberalismo político. E isto não é meramente uma questão de a inércia do passado ser incapaz de acompanhar a teoria professada naquele país pelos defensores de reformas pró-mercado. Ao contrário: aqueles que abriram a economia chinesa jamais renunciaram à ditadura do Partido Comunista. 

Mesmo quando aplicada ao exemplo-modelo da Grã-Bretanha, a teoria de McCloskey tem de ser modificada. Será que os liberais clássicos britânicos reivindicaram ter o mesmo status legal da Coroa e da aristocracia? É fato que eles afirmaram possuir direitos legais que a Coroa não poderia abolir, mas, com algumas exceções, eles não foram tão longe ao ponto de reivindicar a posição que McCloskey atribui a eles. 

Se, no entanto, não podemos aceitar completamente a teoria de McCloskey, temos de reconhecer seus consideráveis méritos, os quais são baseados em seu profundo conhecimento de história econômica. Infelizmente, isso não é o bastante para ela, de modo que ela se aventura em disciplinas como a história do pensamento político, na qual ela demonstra uma postura menos segura do que a que exibe na história econômica. 

Ela afirma que

a visão, em 1651, do filósofo inglês Thomas Hobbes era a de que sem um rei todo-poderoso, haveria uma guerra de "todos contra todos". Falso. Não mesmo. Hobbes suponha que, quando as pessoas são deixadas em paz, tendo de se virar por conta própria, elas se tornam cruéis, egoístas e incapazes de se auto-organizarem voluntariamente. Para domá-las, seria necessário haver um 'Leviatã', como ele o rotulou no título de sua obra de 1651 — ou seja, uma grande besta chamada governo. Somente um rei com mãos de ferro seria capaz de manter a paz e proteger a civilização. (pp. 3-4) 

Contrariamente ao que ela aqui sugere, o estado da natureza, para Hobbes, é o de uma sociedade sem governo nenhum, e não o de uma sociedade sem um monarca absolutista. 

Pessoas vivendo sob as monarquias limitadas da Idade Média — embora sua situação fosse insatisfatória para Hobbes — não estavam no estado da natureza. 

Adicionalmente, embora realmente seja verdade que Hobbes preferisse uma monarquia às outras formas de governo, ele reconhecia outros tipos de governo como legítimos. E, embora isso ainda seja motivo de debate, ele parece ter aceitado o reinado de Cromwell após ter retornado à Inglaterra.

Sua abordagem sobre Rousseau é igualmente falha. 

Ela afirma que Rousseau "imaginava que o direito de um indivíduo livre e digno de dizer 'não' pode ser sobrepujado por uma misteriosa 'vontade geral', a qual Rousseau, especialistas similares e burocratas do Partido Comunista seriam facilmente capazes de distinguir e impor a terceiros por meio de medidas coercitivas" (p. 180). 

Embora McCloskey esteja correta em afirmar que Rousseau se opunha aos direitos individuais nos moldes defendidos pelos liberais clássicos, ela gravemente deturpou a 'vontade geral', a qual é estabelecida pelo voto popular sob determinadas condições, e não imposta por especialistas.

Em uma valiosa discussão, McCloskey afirma que "a palavra 'honesto' foi transferida de honra aristocrática para honra burguesa" (p. 149). Em seu sentido aristocrático, "honesto tinha o intuito de significar uma pessoa 'digna e apta para estar no topo', e a honestidade era uma questão de posição social. […] A moderna acepção da palavra honestidade para alguém 'que diz a verdade e que mantém sua palavra' aparece no inglês pela primeira vez em 1500, mas o significado "honorável por virtude de seu alto status social" domina seu uso até o século XVIII" (p. 150).

Este, repetindo, é um ponto válido, mas se a intenção era sugerir, como parece ser o caso, que os aristocratas de antes da era burguesa teriam se sentido livres para mentir em suas negociações diárias, já que fazê-lo não macularia sua honra, tal afirmação é extremamente dúbia. Os ensinamentos da Igreja, explicados por Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, eram o de que mentir era absolutamente proibido.

Para concluir

Em Leave Me Alone and I'll Make You Rich, McCloskey e Carden nos ajudam a entender o Grande Enriquecimento, um fato central na história do mundo. Eles corretamente enfatizam a importância que as ideias sobre liberdade e livre mercado tiveram em permitir e estimular esse desenvolvimento. E eles decisivamente refutam mitos marxistas e demais sobre a história econômica.

Em minhas breves considerações acima, aventurei-me em fazer algumas poucas críticas ao livro. Ao final, não posso reclamar: eu os deixei em paz, e eles me tornaram mais rico (em conhecimento).


autor

David Gordon
é membro sênior do Mises Institute, analisa livros recém-lançados sobre economia, política, filosofia e direito para o periódico The Mises Review, publicado desde 1995 pelo Mises Institute. É também o autor de The Essential Rothbard.

  • Bluepil  06/04/2021 17:17
    Alguns irão fazer objeções de que á revolução industrial, em seu início, "escravizou" as pessoas, mas esquecem que antes dos burgueses sequer começarem á montar as suas fábricas, as pessoas já eram pobres e miseráveis, e constantemente tributadas pelo Estado, as escolas parecem que instalaram uma fantasia em nossa mente, como se os burgueses malvados tivessem tentado escravizar as pessoas durante á revolução industrial, mas o herói Estado tivesse salvado á todos com suas regularizações e tornado o mundo mais rico.

    Á percepção acadêmica também é semelhante, e os economistas da USP e de outras universidades brasileiras estão constantemente pedindo por intervenções e enfraquecimento da moeda.

    Infelizmente essa percepção aínda continua por bastante tempo, e a tendência é piorar, pois agora as escolas estão ensinando que o indivíduo deve se render ao coletivo, e que o aquecimento global continuará enquanto os burgueses malignos continuarem á fazerem o que quiser.
  • Fernando  06/04/2021 18:23
    Aproveitando o tópico, o interessante é que a teoria do Hoppe sobre a Revolução Industrial é semelhante à da Deirdre e bate um pouco de frente com as de Mises e Rothbard.

    Segundo o Hoppe, a Revolução Industrial ocorreu quando ocorreu não por causa de um desenvolvimento institucional de proteção de direitos de propriedade, que permitiu o acúmulo de capital, mas sim por causa de um avanço na inteligência humana. Este avanço na inteligência foi o responsável pelo salto na melhoria das condições de vida pós século XIX.

  • Caio  06/04/2021 18:28
    Interessante a tese. Vou ver, embora eu acredite que não foi aumento de inteligência ou tecnologia, pois as civilizações da era clássica greco-romana e também chinesa tinham conhecimento de energia a vapor, máquinas, energia hidráulica, alavancas, roldanas etc. Sendo assim, por que não houve revolução industrial nessa época?
  • Marcos Rocha  06/04/2021 18:34
    Ué, por que as pessoas do século XIX não se comunicavam por meio de telefones celulares? Por que elas não utilizavam computadores? Ou mesmo, por que as guerras da antiguidade não utilizavam mísseis teleguiados?

    Todos os recursos físicos necessários para fazer mísseis, celulares e computadores já existiam naquela época. Aliás, esses recursos físicos já existiam desde a época do homem das cavernas. Por que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para interagir com seus semelhantes via Facebook?

    A resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda não era engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares, mísseis, computadores e internet.

    Criatividade, engenhosidade e inteligência são as características que transformam recursos brutos em recursos valorosos e geradores de riqueza.

    Então, sim, a tese da evolução da inteligência e da criatividade parece correta.
  • Rafael  06/04/2021 18:50
    Nosso cérebro é o mesmo do homem das cavernas. O acúmulo de conhecimento ao longo de séculos é que proporcionou todos os avanços. Cada geração se sustenta no que as anteriores produziram.
  • anônimo  06/04/2021 20:41
    Nosso cérebro é o mesmo do homem das cavernas.

    apenas para vias de informaçao : o dominio do fogo e consequente consumo de carne foi o primeiro grande salto evolucionario e permitiu o desenvolvimento desse orgao chamado cerebro

    nos tempos modernos o cerebro humano se torna mais denso em conexoes neurais quando a pessoa le , estuda muito
    exame.com/ciencia/cerebro-muda-de-acordo-como-e-usado-diz-neurocientista/

    isso quer dizer que existe um equivalente fisico, similar aos microprocessadores que hoje possuem 4 , 8 , 16 nucleos

    entao nao , o cerebro humano moderno nao é o mesmo de um hominideo no paleolitico

    mesmo que voce oferecesse todo o conhecimento ao homem primitivo ele nao teria condicoes fisicas de processar e absorver essas informaçoes
  • Paulo anti-Kogos  14/04/2021 16:45
    Sim, *O CEREBRO HUMANO CONTINUA IGUAL* mesmo na sua tese de que a carne é a chave para o desenvolvimento, ela presume um aumento na qualidade nutricional, algo que seria posterior ao "Crescimento Econômico", de qualquer forma a evidência é que nao ( www.bloomberg.com/news/articles/2014-05-22/your-brain-is-smaller-than-a-caveman-s-dot-here-s-why ) em fato ele até diminuiu.

    Respeito muito o Hoppe, mas ele comete erro após erro, dizer que pais tem o direito de deixar suas crianças morrerem de fome, ficar apoiando um apoio de libertários para com um bando de animais coletivistas que são a Alt Right, um bando de neo nazistas, não são apenas imorais, quanto são cientificamente errados.

    Os libertários se seguirem Hoppe vão seguir os mesmos passos dos socialistas alemães que pensaram em usar o avanço dos nazistas para derrubabr os liberais do poder, mal esperavam e estavam logo nos mesmos campos de concentração dos seus inimigos políticos.
  • anônimo  14/04/2021 20:17
    não é tamanho, é densidade neural , complicado entender ?
    o segundo grande salto foi o desenvolvimento da linguagem e aprendizagem , o que você consome e a forma que usa causam mudanças permanentes através das gerações

    por que um ser humano moderno não se sai melhor que um macaco em jogo da memória ? a resposta já foi dada



    não estou me posicionando contra ou a favor de ninguém, apenas é incorreto dizer que é o mesmo orgão e o mesmo intelecto do homem primitivo ... o artigo da bloom foi só mais um que corrobora essa posição
  • Putaro  06/04/2021 19:12
    Essa idéia de avanço da inteligência humana causar á revolução é de se duvidar, às ideias não progridem sem um incentivo.

    Empreendorismo e inovação só podem ser liberadas quando não á coerção para parar as novas idéias, a igreja católica sempre condenou á ciência e isso evitava qualquer grande salto na tecnologia, as coisas só começaram á mudar quando os Estados papais foram extintos na guerra napoleônica, e á revolução industrial espalhou-se por toda á Europa e não apenas na Inglaterra.

    Burgueses se tornaram livres para criarem, investirem e inovarem sem serem julgados, e os governos não puderam fazer nada para para-los, pois o direito á propriedade havia sido criado, á população mostrou-se disposta á colaborar, com o objetivo de melhorarem as próprias vidas, havendo assim uma migração em massa dos campos rurais para as cidades, á acumulação de capital trouxe á concorrência e á prosperidade, e o mundo começou á avançar tanto tecnologicamente quanto financeiramente num ritmo jamais visto.

    Para mim é isso que aconteceu, á liberdade das idéias, não é atoa que desde á fundação da igreja católica o mundo ficou travado por mais de 1000 anos.
  • BGC  07/04/2021 15:24
    "a igreja católica sempre condenou á ciência e isso evitava qualquer grande salto na tecnologia"

    Essa afirmação não corresponde a realidade. Veja a "Revolução Carolíngia" e o papel da igreja nesta revolução.
  • Felipe  07/04/2021 16:54
    O intelecto humano provavelmente era o mesmo (ao menos biologicamente), o que mudou é que houve uma acumulação de capital ao longo do tempo. Vale essa [link=www.mises.org.br/article/2974/ao-contrario-do-que-diz-o-senso-comum-nao-existem-recursos-naturais]leitura[/i] para reflexão.
  • James  14/04/2021 14:30
    Civilizações clássicas também experimentaram eras de riqueza e prosperidade, acompanhadas de grande incremento técnico e no estudo da Matemática, Ciência, Filosofia, etc.

    No entanto, as guerras e disputas entre reinos e impérios na maior parte das vezes produziam destruição do patrimônio cultural das regiões dominadas, relegando um grande número de grupos humanos ao expurgo e destruição. em um cenário assim, torna-se impossível o desenvolvimento prolongado e compartilhado de informações em todos os setores.

    Talvez nunca antes as nações poderosas e civilizadas tiveram um período tão grande de paz sem violência em seus territórios como agora. O que permite maior interação em todas as áreas do conhecimento
  • Jeferson Vasquez  08/04/2021 01:38
    Aquecimento global é coisa do passado! Agora a moda é ''mudanças climáticas''! E superpopulação é papo furado! Desculpa pra aniquilar quem eles quiserem sem impunidade!
  • leo  08/04/2021 12:54
    Escreve direito.
  • Batista  06/04/2021 17:19
    Na minha opinião, a constatação da Deirdre não só é correta, como é a única empiricamente irrefutável.

    A economia melhorou com a queda dos impérios, queda das ditaduras, descentralização total do poder do governo, etc.

    O que valia pra antes continua valendo pra hoje: as pessoas só podem acumular riqueza quando o governo parar de expropriar a poupança (via tributos e inflação da moeda). Ninguém vai ficar rico com governo expropriando a poupança das pessoas.

    Os empresários foram os maiores revolucionários da humanidade. Quando não existiam empresas, a economia dependia de batatas, bananas, carne, arroz, etc.
  • Viajante  06/04/2021 17:22
    A CULTURA de uma população determina seu grau de desenvolvimento. Quanto mais anti-capitalismo mais subdesenvolvida. O livro As Seis lições de Mises exemplifica isso de maneira bem simples de entender.

    O fato é que a cultura e o conhecimento que a população tem é exatamente o contrário: acham que o culpado pela pobreza é o capitalismo, e que o governo é o causador da riqueza. O desafio é espalhar a verdade pra população e fazê-la defender o certo. Mas como?!

    Imagine trazer esse discurso REVOLUCIONÁRIO pra dentro de salas de aula, revolucionário pois, pela quantidade de desinformação espalhado em sala de aula por doutrinadores, é um choque quando você mostra essas ideias, soa aos ouvidos deles como radicalismo. A batalha do capitalismo no século XXI é de fato a cultural.
  • Edson  06/04/2021 17:55
    Acho que a tecnologia é um material indispensável para a geração de riquezas, somente com ela se pode deixar o trabalho mais eficiente e lucrativo. Precisamos urgentemente de uma Revolução Tecno-Cientifica no nosso país.
  • Vladimir  06/04/2021 18:00
    Tecnologia vem de ideias e de cultura empreendedorial. E ambas só são colocadas em prática quando o governo sai da frente e permite que as pessoas possam manter os frutos (lucro) de sua criatividade.
  • Batista  06/04/2021 18:02
    Mas como fazer uma revolução dessas se governo não permite? Brasileiro não é burro (nenhum povo o é), eu tenho certeza que diversos brasileiros criariam grandes empresas e novas tecnologias em pouco tempo, caso governo saísse da frente. Os elefantes não cairão porque formigas simplesmente querem passar. Antes dessa revolução, nós precisamos da cultural, a cultura de respeito à propriedade privada, a consciência sobre o roubo que é chamado de imposto, sobre os malefícios que é um governo gerir (ou tentar) uma economia...... e por aí vai.

    Um claro exemplo disso é a manada de cientistas brasileiros que vão embora porque não vale a pena ficar aqui; ninguém pode "colocar um triângulo no chão sem dar dinheiro na mão de políticos", disse uma vez uns dos diretores da Odebrecht (veja bem, não estou defendendo essa empresa, apenas dando um exemplo de como é impossível fazer o que quer que seja nesse país).

    Brasileiro não pode empreender, inovar ou criar, por mais que ele tenha essa capacidade, porque governo decidiu assim.
  • Diogo  06/04/2021 18:07
    Calma, isso está mudando. Com a Lei da Liberdade Econômica e várias outras medidas de facilitação do empreendedorismo, as coisas vão melhorar. Apenas tenha paciência e dê tempo ao tempo.
  • Felipe  06/04/2021 19:19
    Bolsonaro tem acertado nessas coisas.

    Se o Brasil tivesse adotando a política fiscal do Obrador (a qual envolveu o fechamento de dez ministérios, reduções salariais do funcionalismo, corte de subsídios e afins) e monetária do Banxico (que embora esteja reduzindo os juros, estão mais preocupados com a moeda; o peso mexicano tem se valorizado constantemente desde a sua forte queda com o pânico mundial do coronavírus), a economia brasileira estaria bombando em questão de pouco tempo.
  • Jeferson Vasquez  08/04/2021 01:31
    Problema é que não vai mais longe pois o congresso e judiciário fazem o melhor para atrapalhar! Não dá pra negar isso!
  • Felipe Scherb  06/04/2021 17:58
    Antes da revolução industrial toda riqueza ficava com a nobreza e o clero. Os reis eram ricos só porque nasceram reis. O capitalismo surgiu então e deu a oportunidade das pessoas gerarem riqueza servindo a população com produtos e serviços que atendem às suas necessidades. Bill Gates ficou rico porque criou um produto que revolucionou a vida das pessoas, e estas pessoas o deixaram rico por isso. No livre mercado, a população que regula pra onde vai a riqueza através do consumo. Sem acúmulo de riqueza, o ser humano não tem porque inovar e e criar coisas novas e a sociedade fica estagnada.
  • Provocador  06/04/2021 19:15
    O que é mais importante, ideias ou propriedade privada? Tipo assim, se tiver que escolher entre um país com uma população inteligente mas com pouco respeito à propriedade e um país com uma população burra mas que respeita a propriedade, qual o melhor?

    Antes que digam que isso não existe, o primeiro caso seriam os soviéticos e o segundo caso qualquer país da América Latina.
  • anônimo  06/04/2021 19:21
    Não é possível ter conhecimento e não ter propriedade privada. Suponha que não haja propriedade sobre as canetas, logo não há comércio de canetas e nem preços para elas. Num cenário assim como as pessoas saberiam quantas canetas produzirem? A quais custos produzirem? Quais tipos de canetas produzirem? Como as pessoas saberiam o que pesquisar, estudar, produzir sem propriedade privada? Haveria estimativas baseadas em "chutes", mas isto está longe de termos conhecimento.

    A existência de conhecimento pressupõe a existência de propriedade privada.
  • Provocador  06/04/2021 19:27
    Não exatamente. A URSS tinha capital intelectual (cientistas, estudiosos e engenheiros) em algumas áreas, como a científica e a tecnológica. Ou seja, não é somente em terras livres que o conhecimento "nasce" (embora seja predominantemente nelas).

    O que gera riqueza, como os leitores do site bem sabem, é um mix de fatores, como propriedade privada protegida, leis claras e estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação, além, claro, de mão de obra qualificada ou inovação (como abordou o texto).

    O ponto fraco da tese da Deirdre é que ela atribui a geração de riqueza quase que exclusivamente às ideias (ou então eu entendi errado).
  • Tiago  06/04/2021 19:35
    "A URSS tinha capital intelectual (cientistas, estudiosos e engenheiros) em algumas áreas, como a científica e a tecnológica. Ou seja, não é somente em terras livres que o conhecimento "nasce" (embora seja predominantemente nelas)."

    O conhecimento "nascer" mas não poder ser implantado é o mesmo que ele não nascer. Se havia um cientista soviético com grandes conhecimentos, mas sem a liberdade para colocá-lo em ação, então, para efeitos práticos, não havia conhecimento.

    "O que gera riqueza, como os leitores do site bem sabem, é um mix de fatores, como propriedade privada protegida, leis claras e estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação."

    Tudo isso ajuda na criação de riqueza, mas, por si sós, não garantem a criação de riqueza. De nada adianta você ter tudo isso, mas ter uma população burra. Ou ter tudo isso, mas ter uma população inteligente que só quer saber de prestar concurso público. De nada adianta ter tudo isso, mas ninguém ter idéias.

    Veja o Brasil, por exemplo. O que foi que criamos realmente de bom? Nada. Apenas usufruímos o que empreendedores de outros países inventaram (e ainda bem que ainda temos essa liberdade!).

    "O ponto fraco da tese da Deirdre é que ela atribui a geração de riqueza quase que exclusivamente às ideias (ou então eu entendi errado)."

    Mas é exatamente isso o que gera riqueza: idéias. Você pode, aí sim, discutir qual é o arranjo mais propício no qual implantar essas idéias. Mas, sem idéias, não há criação de riqueza — por mais lindo e libertário que seja o arranjo criado, com total respeito à propriedade privada, leis claras, estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação.

    Sem idéias, nada sai do lugar.
  • Maurício  06/04/2021 19:39
    Em sistemas comunista, socialista, capitalista pode haver pessoas com capacidades intelectuais e conhecimento que podem mudar o mundo com as suas criações. Mas como o Tiago argumentou, sem a liberdade não importará o quanto aquela criação é revolucionária, porque não vai poder colocar a criação em prática.

    Exemplo: muitos comunistas e socialistas gostam de citar o celular como uma invenção do sistema deles. Porém de nada adianta haver invenção se não houver mercado para aquele determinado produto recém-criado. Poderia ter inventado o celular, mas foi o sistema capitalista que introduziu e disponibilizou essa criação para o mercado, e apenas ele é capaz disso. Por causa desse sistema capitalista, muitas pessoas procuram ir aos EUA para colocar a sua criação em prática e esperar enriquecer, é claro, com a sua criação.

    Mas não apenas empreendedores. Cientistas, engenheiros, estudiosos e mais procuram ir ao motor do capitalismo chamado EUA. Portanto, não adianta haver inovação em um sistema comunista, socialista e outros, se não houver mercado para introduzir.
  • Emerson  06/04/2021 20:00
    Crie um ambiente com respeito à propriedade privada, leis claras, estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação que pessoas com boas ideias virão pra cá colocar suas ideias em ação.
  • Putaro  06/04/2021 19:30
    "O que é mais importante, ideias ou propriedade privada? Tipo assim, se tiver que escolher entre um país com uma população inteligente mas com pouco respeito à propriedade e um país com uma população burra mas que respeita a propriedade, qual o melhor?"

    Isso non ecxiste

    "Antes que digam que isso não existe, o primeiro caso seriam os soviéticos e o segundo caso qualquer país da América Latina"

    Citar os soviéticos é um péssimo exemplo, pois á população não era inteligente, o que acontecia é que o governo soviético utilizava os recursos produzidos pela população para incentivar concursos, formações e formações de intelectuais, o próprio Ainstein disse uma vez que já se interessou em trabalhar para os soviéticos.

    Citar á América Latina também é outro péssimo exemplo, o que aocntece aqui é que o desenvolvimento é travado pois não há incentivos, os empresários são obrigados á pagar diversos impostos complexos de serem contabilizados, e o governo fode todos os setores que ele monopoliza e caga á moeda também, não tem nada haver com "População burra", "População desinformada, manipulada e restringida de inovar" é uma forma melhor de se dizer.
  • Alessandro  06/04/2021 19:40
    O único setor em que a URSS era inovadora e competitiva era o militar (inclusive aeroespacial), e ainda assim, com o tempo, seus aviões passaram a ficar defasados comparados com os da USAF, por exemplo.

    Tanto que é foram notórios, em outros setores, os casos de importação de tecnologia Ocidental (como a Lada que na glasnost recorreu a projetos Fiat para melhorar seus carros) por parte de Moscow.
  • Putaro  06/04/2021 20:20
    Acho essa idéia de a Revolução Industrial ter ocorrido por causa de um salto da inteligência humana muito simplista, como já disse nessa sessão de comentários, salto de idéias algum surge sem incentivos, e mesmo quando alguém inventa alguma coisa, nada fará com essa invenção se á sociedade não reconhece-lá, a humanidade sempre foi fechada á esses intelectuais, e só haviam um salto em alguma area intelectual quando ela interessava á alta nobreza (Foi assim que as pinturas, músicas, contos e novas tecnologias rurais surgiram na idade média), qualquer outra pessoa querendo inovar em algo que não interessava para a igreja ou para o Estado, e que serviria apenas para elevar á qualidade de vida dos mais pobres, era devidamente descartada.

    Isso começou á mudar quando o posicionamento anti-catolico e pró-propriedade começaram á surgir em meados do século XIII, mas ainda era muito fraca, mas começou á se fortalecer com o passar dos séculos e os empreendedores começaram á ganhar mais força, com o enfraquecimento da autoridade católica, com a extinção dos Estados papais, e com o enfraquecimento dos Estados, culminando á extinção da nobreza e das monarquias absolutistas, chegou á um ponto quê não havia mais obstáculos para os empreendedores, e a revolução industrial começou (Não é atoa que só paises politicamente atrasados como á Russia ficaram para trás).

    Os Governos estavam amedrontados de início, pois o liberalismo estava substituindo o mercantilismo, mas rapidamente ganharam diversos novos aliados: Karl Marx, Keynes e diversos outros pais da esquerda moderna, o comunismo acabou fracassando, então os governos instalaram no lugar progressismo, um sistema que ilude á população com sistemas universas para as pessoas, mas na verdade servem apenas para sugar á produtividade.
  • Fernando  06/04/2021 20:26
    Ok, mas ao menos veja a palestra:

  • Emerson  06/04/2021 20:05
    Ta cheio de empreendedores no Brasil, mas pra que empreender se você não pode ficar com o fruto do seu trabalho? No brasil empreender = risco privado, resultado compartilhado.

    Mesmo que não houvesse pessoas inteligentes morando aqui, basta criar um ambiente favorável que pessoas inteligentes viriam para cá.
  • Bolsodilma ciroguedes  06/04/2021 20:25
    O mais importante ainda é combinar ideias com propriedade privada. Isso gera sinergias, que, caso cada uma operasse isolada, seriam mais lentas.

    Fatores cooperativos são mais fortes.

    Propriedade privada protege as ideias.

    E ideias num ambiente livre fortalece o ambiente da propriedade privada.
  • Felipe  06/04/2021 21:15
    Poderia ser afirmado de que foi o Iluminismo quem criou o "Tratado da burguesia"? Caso positivo, então por que tantos conservadores e neoconservadores criticam?
  • Hugo  06/04/2021 21:58
    O grande problema do Iluminismo é que, junto com a Reforma, dissolveu a autoridade da Igreja e, em última análise, contribuiu para o estatismo. Com o Iluminismo, o Estado se tornou a origem e a razão da sociedade.

    Os sentimentos humanistas do Iluminismo ajudaram a moldar as suposições autocráticas sobre a fonte da autoridade política, utilizando como racionalização para o estado o mito de um "contrato social".

    Pior: Ateísmo militante e marxismo vieram direto do Iluminismo.
  • Putaro  06/04/2021 22:13
    Até hoje eu não entendo o porque de haver tantos conservadores que dizem que á dissolução da autoridade da igreja foi algo ruim, era á igreja que desestimulava o empreendimento e a inovação, considerando á ciência como algo do capeta, porque diabos isso foi algo ruim?

    É muita contradição, é por isso que eu digo: Sempre que botam religião no meio das discussões, á lógica se perde
  • Putaro  06/04/2021 22:04
    Se tem conservadores que á criticam eu não sei, mas é certo dizer que os movimentos pró-liberdade, anti-catolicismo e anti-monarquia absolutista como o Iluminismo tiveram um papel importantíssimo no "Tratado da burguesia", mas isso não veio apenas por causa desses movimentos, mas sim de um processo que começou séculos antes, como os protestanismo, que se fortaleceu no Reino Unido e acabou fazendo se tornando á religião oficial de lá, cujos principios contradizem com á dos burocratas católicos, e é certo dizer que com isso veio um maior estímulo á inovação e ao trabalho, á carta magna assinada no início século XII também ajudou á estimular os princípios de anti-absolutismo que beneficiaram bastante o Reino unido e estimularam uma maior liberdade para os indivíduos, esses eventos provavelmente inspiraram o movimento iluminista, não é atoa que á Revolução industrial começou primeiro lá.
  • Felipe  06/04/2021 22:34
    O que acham da iniciativa "Adote um parque"? Seria uma medida supply-side?
  • Supply-sider  07/04/2021 01:16
    A ideia é bem intencionada, mas é falha. Empresas doarão dinheiro voluntariamente (o que é positivo), mas a gestão ambiental ficará por conta de um órgão estatal (pelo menos foi isso que eu entendi).

    Ou seja, empresas doarão dinheiro para o governo, que por sua vez fará a gestão do meio ambiente. Sem sentido. E desperdício de recursos. Esse dinheiro seria mais bem utilizado se fosse investido no setor privado e gerasse riqueza e empregos.
  • Felipe  07/04/2021 21:43
    A íntegra do decreto, para quem quiser ver (eu não sou dessa área de Direito, então eu entendo pouca coisa).
  • Japão  07/04/2021 00:53
    Qual o segredo do japão? Como conseguiram sair do zero e destruir os automoveis americanos? Mudaram padrões mundiais e de consumo, Toyota e Honda arregaçaram grandes conglomerados americanos como a GM
  • Yoshiaki   07/04/2021 01:10
    Competência, trabalho duro, tecnologia de ponta, ausência de vitimismo e coitadismo, mão de obra qualificada (formada em uma época em que não havia politicamente correto, ideologia de gênero e lacração. Era matemática pura e dura).

    Só para constar: quando foi que você ouviu falar de japonês fazendo greve e reivindicando mais direitos?
  • Japão  07/04/2021 05:02
    Tem muito sindicato no Japão sabia?

    en.wikipedia.org/wiki/Labor_unions_in_Japan

    www.aljazeera.com/features/2013/2/18/japanese-labour-unions-feel-pain-of-new-era

    E o partido comunista não é qualquer coisa não

    en.wikipedia.org/wiki/Japanese_Communist_Party

    Bem, acho que o coletivismo la não é tão pequeno como diz, porque a divida imensa prova que jogam pro governo a responsabilidade de muita coisa individual.

    Até acho que é por ser um país de pura exatas onde realmente não cabe muito discurso anti-trabalho, fora a questão moral e de honra., mas acho que é mais porque ser um país muito bem recebido pelo ocidente, muito investimento ocidental assim como na Coreia Do Sul. Sabe aqueles filhos orientais criados pelo ocidente?

  • Yoshiaki  07/04/2021 14:06
    Ah, entendi. Quer dizer então que o Japão é o que é porque lá tem … sindicatos! Ah, e também tem um Partido Comunista!

    Por essa lógica, então, era para o Brasil bombar. Aqui não só é o paraíso dos sindicatos, como também partido comunista é o que o não falta. Só de cabeça me lembro de PSOL, PCdoB, PCB, PCO, PSTU.

    É cada coitado que despenca por aqui …

    P.S.: existe algum país em que não haja sindicatos ou partidos comunistas?
  • Felipe  09/04/2021 02:32
    Só de curiosidade, a Dinamarca é um dos países com maiores trabalhadores sindicalizados no mundo. Só que lá, além da legislação trabalhista ser uma das mais flexíveis do mundo, os sindicatos precisam agradar os associados: ajudam a arrumar um emprego, elaboram planos de aposentadoria, entre outras coisas. Bem diferente daqui.

    Mas não se preocupem: Brasil jamais terá algo assim, enquanto muita gente continuar com a cabeça incrustada de getulismo.
  • Felipe  07/04/2021 01:36
  • Paulo  07/04/2021 03:04
    Acemoglu(não é austriaco mas faz analises de instituições) diz que foi um aumento da democracia no ocidente e uma mudança nas elites.
    Alias, quem conhece pareto já deve ter ouvido falar da regra 20-80 e aplicou ela na economia. Mas também é valida no poder politico. Dele e outros autores nasceu a ideia de "elite theory".
    As instituições seriam o que as elites, considedando a tolerancia das massas , fundaram
    www.bbc.com/portuguese/internacional-56217245.amp
    Revoluções, quedas de regimes, por toda a Europa, geraram consenso entre as elites de que não poderiam manter o sistema antigo sem revoltasp e permitiu alguma liberdade de "inovação criativa, que é o outro lado da destruíção criativa"
    E para inovar, significa que o antigo deve mudar ou falir.
    Em regimes extrativistas como o Brasil existe muita resistencia a isso. Somos a terra da estabilidade, do protecionismo.
    E isso vem da nossas elites. Reclamamos da estabilidade do funcionalismo, mas o setor privado almeja ser um braço do estado com estabilidade e proteção.

    Somos herdeiros do colonialismo, mas trocamos o escravagismo e portugal por Brasilia, Fiesp e setor agro. Deixar de ser colonia apenas substituiu as elites, não a mentalidade delas

  • Kennedy  07/04/2021 10:01
    Vocês ficaram sabendo que a Direita agora pretende lançar o Danilo Gentili como candidato a presidente em 2022 com o intuito de formar uma espécie de "terceira via" em relação ao Lula e ao Bolsonaro? Não que eu acredite ou goste de política, mas em todo caso, acho que seria útil alguém do Instituto que tenha contatos já ir vacinando o Danilo contra o vírus da moeda fraca/câmbio flutuante.
  • Felipe  07/04/2021 16:51
    Uma das coisas boas das eleições brasileiras é que elas acabam sendo um palco de divertimento. Entretanto, tenho minhas dúvidas se eles realmente irão lançar Danilo Gentili à candidatura presidencial. Mas aqui tudo é imprevisível mesmo. Quem em 2016 iria prever que apareceria o Bolsonaro no segundo turno?
  • Espantalho  07/04/2021 20:28
    Possíveis candidatos e suas chances:

    Bolsonaro- Conservador, está constantemente perdendo popularidade e provavelmente vai chegar desgastado na tentativa de reeleição;
    Lula- Progressista que flerta com o Socialismo, as chances de conseguir são boas, já que á direita brasileira está meio esquizofrênica, e muitos estão indecisos se apoiam o Bolsonaro ou não;
    Ciro- Progressista Keynesiano, mas pode surpreender e virar de direita caso consiga se eleger, parece ser alguma tradição de família;
    Luciano Hulk- Não sei direito, chances de conseguir são quase nulas;
    Sérgio Moro- Também não sei, chances baixas;
    Danilo Gentili- Aparentemente é liberal, mas á população não quer saber de apresentadores de programa de TV, nem o Sílvio Santos conseguiu;
    Marina Silva- Provavelmente vai tentar novamente, chance de se eleger são quase nulas como sempre;
    Amoêdo- É liberal, mas o partido dele está constantemente flertando com a esquerda, muitos liberais indecisos provavelmente irão votar nele, e talvez consiga uma taxa de votação maior que á de 2018.

    E outros figurantes sem qualquer chance, como o Meirelles, caso se candidate novamente.

    Estimo que á quantidade de votos nulos deva chegar perto dos 25%.
  • Jeferson Vasquez  08/04/2021 01:35
    Ciro valorizar familia? O cara bateu na Patricia Pillar sem razão nenhuma! Isso é valorizar família? Tá fumando o quê pra falar isso? Ele tá encenando tudo isso! É o teatro das tesouras! Aqui um memorando do que o seu loola fez! Aproveite a leitura : forum.cifraclub.com.br/forum/11/147003/
  • Felipe  09/04/2021 01:03
    Ele falou de tradição de família, não de que ele defende a família. Ele deve ter falado com relação às posturas de austeridade que os Ferreira Gomes tomaram no governo do Ceará.
  • Estado maximo, cidadão mínimo.  08/04/2021 12:23
    Olha, a situação está tão maluca, mas tão maluca, que não duvido de uma aliança Lula/Dória para presidente e vice nas próximas eleições. (Pasmem).
  • anônimo  08/04/2021 01:27
    Não sei de onde tiraram essa história de candidatura do Danilo Gentilli. É provável que nem ele sabia que seria candidato até essa conversa começar a circular por aí.
  • Kennedy  08/04/2021 10:51
    Essa história começou quando o Danilo estava fazendo piadas no Twitter sobre uma teórica candidatura dele, daí os seguidores dele e um pessoal da Direita não levou como piada e começaram a torcer para que isso ocorresse de verdade. Até agora, o Danilo continua zuando com isso naquele tom que não dá pra saber se é sério ou zuera.

    Quanto a apresentadores de TV não terem chance, lembremos que o Silvio Santos só não conseguiu porque que eu me lembre, o Brizola e outros adversários dele na época fizeram de tudo para conseguir anular a candidatura e conseguiram. Mas na época, acho que ele estava com grandes chances nas pesquisas.

    Se a candidatura do Gentili não for zuera, ele teria chances. Mas pra isso, primeiro ele precisaria usar as redes sociais igual o Bolsonaro usou pra crescer, e segundo, vários figurões da "terceira via" como João Dória, Luciano Huck e João Amoedo precisariam abdicar de suas candidaturas/apoiar o Danilo — o que eu particularmente acho que eles não vão querer fazer.
  • Ary Romano Chamon do Carmo  07/04/2021 11:57
    O represamento ou retenção da riqueza e conhecimento é como cultivar o crescimento de um Bonsai , basta que sinalize um crescimento , vem um chefe e o poda !!
  • Fritz inteligente e educado  07/04/2021 12:13
    Galerinha, fugindo um pouco do assunto deste artigo, pretendo começar à investir futuramente, mas vou dedicar um tempo à estudar bem a questão primeiro, enquanto isso gostaria de guardar todo mês uma parte do meu salário.

    Pois bem, poupar em uma moeda de quinta categoria como o real bananense não me parece uma opção inteligente, sendo assim o que me recomendariam? Bitcoin? Ethereum? Outras criptomoedas? Quem sabe o bom e velho ouro? Dólares? Francos Suíços?

    Eu não me importaria com desvalorizações destes ativos no curto prazo, visto que provavelmente sacarei só daqui à alguns meses.

    Obrigado!
  • Gredson  07/04/2021 14:40
    Escolher estar investido em criptomoedas é mais lucrativo do que estar investido em moeda fiat, os estados entraram em uma politica inflacionaria louca, e essas moedas estão destinadas a desvalorização. Mas qual criptomoeda investir? Depende da sua disposição para tomar riscos. Bitcoin é a criptomoeda-chefe e a moeda mais estável, dado a realidade do mercado digital, que é influenciado por diversos fatores. Por outro lado, este mês e o próximo será lucrativo para Ethereum e as altcoins, mas o risco também é maior. Se eu fosse investir agora para sacar daqui a alguns meses, estaria investido em Ethereum.
  • anônimo  07/04/2021 16:33
    Não sou nenhum investidor, mas o Ethereum promete bastante, se eu tivesse dinheiro de dobra antes já teria começado á investir nele no começo do ano passado.
  • Fritz inteligente e educado  08/04/2021 15:26
    Muito obrigado pelas respostas :)
    Peguei uns pilas que eu tinha sobrando aqui e comprei um pouco de Bitcoin e um pouco de Ethereum, vamos ver no que dá.
  • AGB  07/04/2021 22:54
    O artigo é muito interessante e traz à baila uma nova perspectiva sobre o crescimento econômico e a criação da riqueza. Contudo pareceu-me estranho traduzir a palavra "deal" como tratado. Talvez a obra original justificasse essa escolha do tradutor. Mas, em princípio, o inglês "deal" indica um contrato entre pessoas e empresas, como compra, venda empréstimo etc . Tratado refere-se a um acordo entre governos.
  • medroso  07/04/2021 23:36
    Ate que o saldo dos empregos esta bom né, o que acham? Fevereiro foi 400k de emprego FORMAL
  • É por isso que não temos coisas boas  08/04/2021 03:57
    Esse vídeo esta bombando e desafiando a tese liberal: Produtos não duram mais porque empresas não querem

    Queria saber o que acham disso:

    youtu.be/j5v8D-alAKE
  • Euller  08/04/2021 14:23
    Caiu do cavalo! É nisso que dá ficar repetindo o que ouve falar, mas não checar pessoalmente a própria fonte.

    O vídeo fala sobre regulamentações governamentais que impedem os produtos de serem bons. Cita, por exemplo, multas que o governo aplicava sobre empresas que produziam lâmpadas que duravam muito (são "ambientalmente incorretas"). As empresas, então, tiveram de passar a produzir lâmpadas que duram mais.

    Dica: na próxima, cheque a fonte por conta própria e evite passar vergonha.
  • Obsolência programada  08/04/2021 21:03
    Euller? Aonde? Cade a fonte e as provas? Ele mostrou o CARTEL delas
  • Santiago  08/04/2021 23:54
    Ressuscitou a bizarra tese da "obsolescência programada"? Inacreditável. Não aprenderam nada; não esqueceram de nada.

    A questão da obsolescência programada - quanto tempo as coisas devem durar?
  • James  14/04/2021 14:23
    O mundo só experimentou o atual avanço tecnológico após a maioria dos países civilizados terem parado de guerrear entre si em seus territórios, permitindo intercâmbio e compartilhamento de informações e certa liberdade econômica. Sem esses itens ainda estaríamos em um nível muito baixo na escala civilizacional.
  • Herculano Jr  20/05/2021 05:51
    Bom artigo porem 0 comentário sobre o autor sobre Hobbes é pobre. Antes de Hobbes criar a ideia de Leeviatã ele desmistificou o poder, disse que vinha dos homens ñ de deuses nem estava no monarca, vinha d nos. Foi, por isso, chamado de poeta maldito. É considerado o primeiro contratualista e representa um grande passo para o liberalismo. O passo seguinte foi de Locke que parte da ideia de que o poder ñ vem de deuses ele pode ser exercido por qualquer um, então Governo Civil. Ruim foi relacionar poder com governo, ñ sei se no mesmo sentido d gestão que temos hoje, mas que endossa a intervenção estatal em serviços q degenerou os serviços e cresceu novamente o estado em nossos tempos, razao de novos esforços liberais atuais.
  • Victor  20/05/2021 13:15
    Hobbes, na prática, foi quem apresentou argumentos pró-estado e consolidou sua necessidade. Segundo ele, graças à natureza do homem, a tendência da sociedade é a de estar em guerras constantes. Daí conclui-se a necessidade de um arbitrador soberano a fim de mediar todos os conflitos, controlando e monopolizando os serviços de segurança e justiça.

    Para isso, essa parte independente, o estado, deveria ter também o monopólio do território e do crime, em particular o direito de tributar.

    Mas a premissa hobbesiana é falsa e contraditória — e, mesmo se não fosse, a conclusão a que ele chega não faz sentido.

    Confira:

    A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica

    O governante — seja ele um monarca, um ditador, um político ou um senhor feudal — terá de ser um homem e, portanto, também terá inevitavelmente a "natureza perversa" prevista por Hobbes.

    Na verdade, não há como saber a melhor resposta a essa questão se as pessoas não forem livres para escolher onde procurar serviços de segurança — caso não queiram, elas mesmas, defender suas propriedades.


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