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Por que conservadores e liberais sempre subestimaram os socialistas
O povo escolhe ideologias criadas por intelectuais; se preferir ideias ruins, o desastre está feito

Trecho extraído do livro Ação Humana, de 1948


As massas, as legiões de indivíduos comuns, não concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Elas apenas escolhem entre as ideologias elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade. No entanto, essa escolha é decisiva e determina o curso dos eventos. Se preferirem doutrinas ruins, nada poderá impedir o desastre.

A filosofia social do Iluminismo não se deu conta dos perigos que poderiam advir da prevalência de ideias falsas. As objeções habitualmente apresentadas contra o racionalismo dos economistas clássicos e dos pensadores utilitaristas eram inconsistentes; no entanto, havia uma deficiência nestas doutrinas: elas ingenuamente pressupunham que tudo quanto fosse lógico e razoável prevaleceria. 

Não chegaram a imaginar a possibilidade de a opinião pública apoiar ideias espúrias cuja aplicação viesse a ser danosa à prosperidade e ao bem-estar, e que levasse à desintegração da cooperação social.

Atualmente, é moda desmerecer aqueles pensadores que criticavam a fé que os filósofos liberais depositavam no homem comum. Apesar disso, foram pensadores como Edmund Burke e Karl Haller, Luis de Bonald e Joseph de Maistre que chamaram atenção para o problema essencial que os liberais não haviam percebido. Foram eles que souberam avaliar o comportamento das massas mais realisticamente do que os seus adversários.

Esses pensadores conservadores, sem dúvida, iludiam-se ao pensar que o sistema tradicional de governo paternalista e a rigidez das instituições econômicas pudessem ser preservadas. Louvavam o Ancient Régime pela prosperidade que havia proporcionado e por haver até mesmo humanizado a guerra. Mas não perceberam que precisamente essas realizações haviam dado lugar a um aumento demográfico e, portanto, a um excedente populacional para o qual não havia mais espaço no antigo sistema de restricionismo econômico. 

Ignoraram o surgimento de uma classe de pessoas que não poderia ser absorvida, se prevalecesse a ordem social que desejavam perpetuar. Não conseguiram oferecer uma solução para o mais sério problema que a humanidade teria de enfrentar às vésperas da "Revolução Industrial".

O capitalismo deu ao mundo aquilo de que ele precisava: um melhor padrão de vida para um  população em constante crescimento. Mas os liberais, os pioneiros e os defensores do capitalismo, não chegaram a perceber um ponto essencial: um sistema social, por mais benéfico que seja, não pode funcionar sem o apoio da opinião pública. Não previram o êxito que a propaganda anticapitalista teria.

Depois de haverem destruído o mito de que reis sagrados estavam a mando de Deus em uma missão divina, os liberais se deixaram seduzir por outras doutrinas não menos ilusórias: o poder irresistível da razão, a infalibilidade da volonté générale, e a divina inspiração das maiorias. 

A longo prazo, pensavam eles, nada pode impedir a melhoria progressiva das condições sociais. Ao desmascarar antigas superstições, a filosofia do Iluminismo havia, de uma vez por todas, implantado a supremacia da razão.

Os resultados das políticas pró-liberdade seriam uma demonstração irresistível das vantagens da nova ideologia; nenhum homem inteligente se atreveria a questioná-la. Estava implícita na convicção desses filósofos que a imensa maioria das pessoas é inteligente e capaz de pensar corretamente.

Não ocorreu aos antigos liberais que a maioria poderia interpretar a experiência histórica com base em outras filosofias. Não imaginaram a popularidade que viriam a ter, nos séculos XIX e XX, ideias que eles considerariam como regressivas, supersticiosas e inconsistentes. Estavam tão convencidos do fato de que todos os homens são dotados da faculdade de raciocinar corretamente, que não souberam interpretar adequadamente os presságios. 

Consideravam todos esses maus augúrios apenas como recaídas passageiras, episódios acidentais, sem importância para o filósofo que contemplava a história da humanidade sub specie aeternitatis. Os defensores do atraso poderiam dizer o que quisessem, mas havia um fato que não poderiam negar: que o capitalismo propiciou a uma população em rápido crescimento um padrão de vida cada vez melhor.

Pois foi precisamente este fato que a imensa maioria contestou. 

O ponto essencial das teses de todos os autores socialistas, e particularmente das de Marx, é a afirmativa de que o capitalismo resulta no progressivo empobrecimento das massas trabalhadoras. Em relação aos países capitalistas, o equívoco desse teorema é explícito e não tem como ser negado. Em relação aos países subdesenvolvidos, que só foram afetados superficialmente pelo capitalismo, o crescimento demográfico sem precedentes não parece confirmar a interpretação de que as massas estão cada vez mais em pior situação. Esses países são pobres em comparação com outros mais avançados. Sua pobreza é fruto do rápido crescimento populacional. Preferem ter mais filhos do que elevar o seu padrão de vida. A decisão é deles. 

Mas não se pode negar o fato de que tiveram os recursos necessários para prolongar a duração média de vida. Teria sido impossível criar tantas crianças sem que tivesse ocorrido um aumento dos meios de subsistência.

Apesar disso, não apenas os marxistas, como também muitos autores "burgueses" seguem afirmando, sem grande oposição, que a previsão de Marx quanto à evolução do capitalismo foi, de um modo geral, confirmada pela história dos últimos cem anos.


autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Gustavo Henrique  09/11/2020 18:30
    Ultimamente os liberais e até libertários tão subestimando os reacionários e nacionalistas, o que tem de gente passando pano pra dupla BolsoTrump e afins...
  • Bernardo  09/11/2020 19:14
    Quais os grandes riscos representados por estes dois? Gostaria de riscos práticos e factíveis, e não apenas elucubrações.
    Por exemplo, os riscos da esquerda são comprovados: Venezuela, BLM, Antifa, baderna chilena etc. Agora, quais os riscos comprovados desta "direita"?

    Juro que não quero encrencar; quero apenas entender a mentalidade.
  • Alex  09/11/2020 20:36
    "reacionários e nacionalistas"... isso é esquerdopatia...
  • anônimo  09/11/2020 21:21
    Qual o esforço que o Trump fez para reduzir o deficit americano? Quando ele defendeu uma moeda forte e o livre comércio? Quando foi que tarifas de importação derrubaram ditaduras no nível da chinesa ou tornaram ela menos opressiva?

    O que ele fez no sistema educacional, além de restringir vistos para estudantes de fora que basicamente sustenta a industria deles?aja visto que seu sistema educacional de base é horrível, e universidades americanas são boas porque sempre importaram cérebros do mundo todo..

    Cortou burocracia, que serão agora repostas por Bidden, com sua agenda ambiental.

    O que alguém que defende a liberdade nos EUA deve querer não é defender republicano e democrata, que só mudam, quando muito se vão fazer guerra ou welfare. Mas sim defender um gridlock. Um democrata venceu? Vote em republicano pro congresso e senado e torça pro governo ficar travado por 4 anos.. Por que nenhum dos dois partidos, hoje, vai defender a pauta liberal,libertária.. No maximo um conservadorismo populista.. (Que nos EUA, por ser federalismo, significa que os estados vão legalizar a maconha, criar uma industria de 30 bilhões de dólares, e a população não vai virar um zumbi por isso, desmoralizando o conservador nas eleições presidenciais)
  • Bernardo  09/11/2020 21:50
    "Qual o esforço que o Trump fez para reduzir o deficit americano?"

    O mesmo que todos os seus antecessores republicanos: nenhum.

    No entanto, ele tem uma inegável vantagem: não elevou impostos para isso. O que tem de "conservador" por aí que defende orçamento equilibrado via aumento de impostos…

    "Quando ele defendeu uma moeda forte e o livre comércio?"

    A moeda forte ele efetivamente entregou. E isso é o que interessa (prática é muito mais importante que discurso).

    Quanto a livre comércio, há algumas controvérsias. Há argumentos para os dois lados (é sim possível apontar que ele defendia o livre comércio). Na prática, ele impôs algumas tarifas na China, as quais, na prática, não tiveram nenhum efeito protecionista, pois o fortalecimento do dólar contrabalançou todo o eventual encarecimento trazido pelas tarifas.

    "Quando foi que tarifas de importação derrubaram ditaduras no nível da chinesa ou tornaram ela menos opressiva?"

    Não entendi a pergunta, pois esta nunca foi a intenção declarada. E nem mesmo a implícita.

    "O que ele fez no sistema educacional,"
    Na prática? Ele não piorou. E, creia-me, isso já muita coisa.

    Agora, se você esperava a abolição do Departamento da Educação, aí realmente seria contradição, dado que este teve seu tamanho dobrado na era Reagan.

    De resto, em termos de educação como um todo, favor apontar um político que tenha feito algo invejável neste quesito.

    "além de restringir vistos para estudantes de fora que basicamente sustenta a industria deles?"

    Desconheço isso (não estou duvidando; apenas desconheço). De resto, desconheço político que tenha como mandato abrir fronteiras para estudantes.

    "aja visto que seu sistema educacional de base é horrível"

    O sistema de base é horrível porque ele é estatal (responsabilidade de municípios e, no máximo, de estados). Desconheço o que um presidente poderia fazer quanto a isso em um federalismo. Aliás, pedir para presidente "fazer algo" em relação à educação de base em um regime federalista é, por si só, a definição da defesa do intervencionismo.

    "e universidades americanas são boas porque sempre importaram cérebros do mundo todo.."

    E também porque não recebem ordens do governo federal. E nem de políticos.

    "Cortou burocracia, que serão agora repostas por Bidden, com sua agenda ambiental."

    Com efeito, foi o presidente americano que mais desregulamentou e reduzir páginas do Federal Register.

    Veja como a própria esquerda esperneia quanto a isso:

    www.brookings.edu/interactives/tracking-deregulation-in-the-trump-era/

    www.nytimes.com/interactive/2020/climate/trump-environment-rollbacks-list.html

    economics21.org/trump-deregulation-unnoticed-experts

    E aqui um link oficial, apenas para equilibrar:

    www.whitehouse.gov/briefings-statements/president-trumps-historic-deregulation-benefitting-americans/

    "O que alguém que defende a liberdade nos EUA deve querer não é defender republicano e democrata, que só mudam, quando muito se vão fazer guerra ou welfare. Mas sim defender um gridlock. Um democrata venceu? Vote em republicano pro congresso e senado e torça pro governo ficar travado por 4 anos.."

    Feito.

    "Por que nenhum dos dois partidos, hoje, vai defender a pauta liberal,libertária.. No maximo um conservadorismo populista.. (Que nos EUA, por ser federalismo, significa que os estados vão legalizar a maconha, criar uma industria de 30 bilhões de dólares, e a população não vai virar um zumbi por isso, desmoralizando o conservador nas eleições presidenciais)"

    Não entendi.
  • anônimo  10/11/2020 02:05
    Ele defendeu corte de impostos com base em uma hipotese da curva de laffer, segundo o qual uma redução de impostos aumentaria a arrecadação via crescimento

    Só que ninguem sabe qual o ponto ótimo dessa redução. Então corte de impostos, apesar do efeito benéfico de curto prazo, se vier com deficit significa aumento de imposto futuro, e tambem redução de investimentos pois alguem tem de comprar os titulos emitidos.( ou inflação se for bancos)

    Sobre a moeda, reiteradamente repetiu que gostaria de um patamar desvalorizado e se possível juros negativos, ja que na europa estavam pagando pra emprestar ao governo, por que não nos eua? O problema disso é que na europa descapitalizou os bancos , afetou os emprestimos e ironicamente não enfraqueceu o euro(é obvio, a expansão monetaria na economia diminuiu e nem o BCE comprando titulos privados e ações compensou).

    Se teve dolar forte é dificil atribuir a um mérito pessoal. A verdade é que a base monetaria americana ficou estavel nesse periodo.

    O sistema educacional de base americano sofre influencia direta de um "MEC" americano que basicamente carteliza todo o modelo e destroi o federalismo educacional. Resgata-lo estaria na alçada federal.

    Concordo com o corte de burocracia. Um dos melhores pontos dele.

    Sobre o protecionismo. Ele acredita em balança comercial favoravel. Somente por isso buscava acordos forçados com a China. No seu ponto de vista, importar mais que exportar para um determinado país é ruim. O que levou ele até mesmo a aplicar tarifas sobre o aço Brasileiro ja que tem deficit comercial com o Brasil.

    Sobre a maconha. Foi apenas uma provocação minha ao "conservadorismo" republicano.Essa industria deve subir a centenas de bilhões de dolares nos eua até 2030. ( usada para fazer tecidos, que inclusive superava a industria de algodao antes da proibição, e tambem como droga recreativa).
    Republicanos, mesmo que prezem por alguma desregulamentação, não costumam aceitar bem esses tipos de liberdades individuais. E nos eua a mudança cultural esta levando muitos a votarem em democratas , alguns até flertando com o socialismo, em busca desse tipo de politica. O que as vezes acaba contribuindo para um aumento do estado, simplesmente porque o outro lado não cedeu em algumas pautas.

    No mqis, Espero que o Bidden tenha maioria republicana no senado. Se não tiver, espere aumento de impostos e gastos.

    ( e esse é o verdadeiro problema do republicano moderado, não consegue reverter a tendencia dos eua virar uma republica bananeira, isso quando ele mesmo não incentiva, tipo o Bush)








  • Gustavo Henrique  10/11/2020 18:01
    Bem, Bolsonaro faz apologia a ditaduras, elogia milico torturador, está há 30 anos sendo um corporativista na política. Não tem um pingo de compromisso com sequer o liberalismo econômico, para trocar o Ciro Guedes por um mais keynesiano ainda... 2 palitos. Sem contar que já elogiou Chavez, Lula, etc.

    Até o momento só conseguiu fazer uma reforma previdenciária, não pautou reforma tributária, não privatizou... Fala merda na mídia a cada dia, nossa, é muita coisa que passa longe dos princípios do liberalismo. É um populista, todo populista é um perigo.

    Outro fato curioso foi uma pesquisa que o Narloch fez para um livro, em que ele foi o 2º deputado que mais concordou com afirmações fascistas.


    Trump é um nacionalista de quinta categoria, passa longe até mesmo do conservadorismo e dos princípios do partido republicano. É populista, enfim, um colega escreveu diversos fatos negativos sobre o bebê laranja chorão abaixo... Mas se quiserem saber mais procurem na internet artigos do Jeffrey Tucker (grande libertário) sobre o embuste americano.
  • Realista  10/11/2020 19:31
    Político "falar merda" é de lei. Qual político que não fala? Se esse é um dos seus critérios de exclusão, então você tem que obrigatoriamente ser anarcocapitalista.

    Aliás, entre um político que fala bobagens (tipo Bolsonaro) e um político que fala polido e bonito, mas que defende intervencionismo (como Dória), mil vezes o primeiro. Bem menos perigoso.

    (Nesta segunda categoria, encaixe também Lula. Não fala polido, mas fala bem: seus discursos são estruturados e têm início, meio e fim. Esse é o tipo muito mais perigoso do que um bronco que não fala nada de ameaçador).

    Outra coisa: político que não faz nada (como Bolsonaro) também é muito menos perigoso que políticos hiperativos, como Lula e Dória. Aliás, quer um político mais hiperativo do que Dilma?

    Acho, sinceramente, que você precisa urgentemente rever seus critérios.


    P.S.: "Ah, mas eu quero um político perfeito e que fale apenas coisas com as quais eu concorde!". Amigão, isso é democracia. Na democracia, apenas os piores chegam ao topo. Se quiser alguém com quem concorde, então tem de ter secessão e autonomia. E ainda assim não terá garantia de nada.
  • Gustavo Henrique  16/11/2020 12:53
    E o Bolsonaro não defende o intervencionismo? Para com isso...
  • anônimo  11/11/2020 02:52
    Só de pensar que bilhões eram jogados para midia tradicional como Globo e financiavam infinidades de atores, cantores e mediocres sem fim que sem talento algum viviam da fartura dos impostos terá meu voto quantos mandatos forem necessários.
    Não tem como fazer julgamento econômico , num pais que vive de assistencialismo e que vivenciou uma pandemia comandada pelo STF.
    Qualquer coisa que tenha barrado a ascensão das garras do Estado é bem vindo.
    Quanto a verborragia do Bolsonaro, ele só venceu porque ele era assim.
    Na próxima tem o Amoêdo (PT+PSDB laranja), ultra liberal e democrático fará muito votos no Mises .
  • Marcelo  11/11/2020 12:00
    Perfeito seu comentário.
    O povo não escolhe o pior, não. O povo é enganado pela grande mídia.
    Trata-se de um genocídio cultural preconizado pela escola de Frankfurt, "a revolução cultural marxista" e o "politicamente correto".
    Olavo de Carvalho leciona, com muita maestria: "o papel da grande mídia é só o de encobrir os grandes crimes".
    O flanco principal da guerra é a grande mídia esquerdopata.
  • Gustavo Henrique  16/11/2020 12:55
    PQP! Em dois comentários eu li "pandemia criada pelo STF" e citação a Olavo de Carvalho. Agora qual grande crime a mídia tá encobrindo não sabemos né?

    Meus amigos, IMB invadido por reaças, devem ter digitado Terça Livre no google e entraram por engano, não é possível.

  • Moraes  09/11/2020 19:13
    O socialismo jamais traria qualquer tipo de preocupação se os seus defensores não partissem do princípio de que ele deve ser implementado à força e que todos são obrigados a participar do arranjo.

    Se fosse algo de adesão totalmente voluntária e com plena liberdade de emancipação, seria tão importante quanto a existência dos amish e dos kibutz.
  • Humberto  09/11/2020 19:18
    Mais um motivo para se defender a secessão e a autonomia. Isso resolveria todos os problemas. Quem é capitalista iria para uma região com este arranjo. Quem é socialista iria para outra região com este arranjo.

    É impressionante que a esquerda seja contra secessão. Apenas assim ela poderia implantar seu regime sem sofrer qualquer tipo de resistência "reacionária".
  • Régis  09/11/2020 19:23
    Ora, a esquerda é contra a secessão exatamente porque ela sabe que, para seu socialismo ter uma mínima viabilidade, ela precisa escravizar e esbulhar a renda dos mais aptos. Socialismo sem escravos não existe.

    Se houver secessão, não haverá uma ínfima alma produtiva que voluntariamente fique em um arranjo socialista.
  • David  09/11/2020 19:31
    "Se houver secessão, não haverá uma ínfima alma produtiva que voluntariamente fique em um arranjo socialista."

    Na verdade, a frase certa é: "Haverá apenas almas no arranjo socialista; e ninguém de carne e osso".
  • Joel  09/11/2020 19:17
    Pra mim, o maior problema é que a maioria das pessoas não toma decisões racionalmente e sim emocionalmente. E é exatamente aí que socialistas e etc são bons, todo o discurso deles é feito pra levar as pessoas a sentirem algo e não a pensarem em algo, assim eles conseguem manipular as massas.
  • Imperion  09/11/2020 21:57
    Socialismo é roubo. E seus seguidores falam ao ser humano, atiçando a parte que nem todo mundo controla: a cobiça.

    Quer algo mais sedutor que receber dinheiro e fortuna sem ter feito nada? A pessoa simplesmente ignora o que o outro fez pra produzir e fazer seu patrimônio. É canalhice tomar o patrimônio de uma vida de um velho ou impedir um trabalhador de juntar o seu.

    Aí eles disfarçam de generosidade. Você é generoso se der, e um fascista e racista se não der. As pessoas que vivem mais pela reputação têm vergonha de dizer "não" ao roubo, pois é roubo obrigar a pessoa a se liberar de suas posses suadas…

    É mais fácil tomar em cinco minutos o pagamento de um mês do que trabalhar um mês.

    É isso o que o socialismo prega: renda sem esforço. Isso atiça a cobiça dos que não querem fazer pra conseguir e é o estado quem vai tomar dos outros pra dar pra essas pessoas. Nem o trabalho de roubar ela vai ter.

    E é claro que ela não gosta de ser associada com roubo. Ela não roubou. Mas na prática terceirizou o roubo, pois aceita ajudar o estado a tomar dos outros

    Por isso o esquerdismo é sedutor. E ainda ensina as frágeis crianças que o empresário malvado fica com tudo e ela com nada. Pra quem vive às custas dos pais, é um pulo acreditar nessa lógica diabólica.
  • Paulo  09/11/2020 19:34
    Falando diretamente, o conflito é entre aqueles que insistem em atribuir cada vez mais tarefas e função ao estado e aqueles que criam riqueza no setor privado.

    O tamanho do orçamento do governo em relação à riqueza criada pelo setor privado determina a posição do estado no espectro que vai da tirania ao capitalismo.
  • José Ricardo  09/11/2020 20:23
    Socialismo, social-democracia e demais intervencionismos autoritários são ideias populares em todas as classes sociais, sem distinção. Todos querem viver à custa do resto (ricos querem subsídios; pobres querem assistencialismo; e classe média quer funcionalismo público), e todos estão dispostos a conceder a políticos mais poderes sobre suas próprias vidas.

    E nós não escaparemos disso pelo voto.
  • JR  09/11/2020 22:43
    É possível ter socialismo sem democracia, mas você sempre terá socialismo se tiver democracia.
  • Guilherme  09/11/2020 22:49
    Sua frase é mais profunda e verdadeira do que parece à primeira vista.
  • Madison  09/11/2020 23:01
    Sim, e é isso mesmo. Democracia nada mais é do que o governo da turba (mob rule).

    Um dos países em que a democracia foi exercida no seu sentido mais pleno é a Venezuela. Aloizio Mercadante estava corretíssimo quando disse que "Na Venezuela, há democracia até em excesso". Claro! Lá, bastou a pequena maioria demandar, e o governo fez. Confiscos de renda, expropriação de terra, congelamento de preços e censura. Tudo democraticamente exigido pela pequena maioria da população e prontamente acatado pelo governo. Elas mandaram, o governo obedeceu. E a minoria se estrepou (e saiu do país). Democracia em sua plenitude.

    Quanto mais democracia, mais arbitrário o estado — o que não quer dizer que na ditadura ocorra o oposto. Onde há estado, há arbitrariedade — varia apenas o grau de explicitude com que a espoliação é feita.

    Na democracia genuína, a turba exige e o governo fornece. Se a maioria da turba exigir confisco de propriedade, o governo concederá. Se a maioria exigir redistribuição de renda, o governo fará. Democraticamente.

    A democracia — em seu sentido pleno — é a grande inimiga da propriedade privada.

    Respeito à propriedade privada é algo absolutamente impossível de ocorrer onde quer que haja democracia, pois a democracia depende exclusivamente do assalto à propriedade privada para existir. É impossível existir democracia sem esbulho da propriedade privada.

    Não é à tão que os pais fundadores dos EUA desprezavam o conceito de democracia. A Declaração de Independência americana não cita o termo 'democracia' nem sequer uma única vez.
  • Anônimo  09/11/2020 21:35
    O caso recente do Chile é um exemplo? As reformas econômicas foram impostas ou parte do eleitorado clamava por elas?

    Suíça talvez seja um dos poucos casos onde ainda há algum ideal de liberdade nos eleitores, mas mesmo lá não é perfeito e houve alguns retrocessos (como o fim do sigilo bancário e com relação ao armamento civil).

    Seria o "brasileiro médio" um povo conservador nos costumes e esquerdista na economia, ou isso é um apelo ao coletivismo?
  • Neto  09/11/2020 21:59
    Sim, conservador nos costumes e intervencionista/distributivista na economia. Mas deu uma melhorada. Graças à Dilma.
  • Fascisto  10/11/2020 23:59
    Basicamente seguram a bíblia com uma mão e a "Teoria Geral do Emprego" na outra?
  • Jairdeladomelhorqptras  09/11/2020 23:18
    Pessoal,
    A religião cristã promete o paraíso no céu. E as igrejas estão repletas de fiéis, crentes na salvação das suas almas. Isto persiste por dois milênios.
    Já o socialismo promete o paraíso para o corpo aqui na terra.Mais persuasivo, eficaz e sólido! Aí está a razão de serem invencíveis. Alguém tem dúvida?
    Abraços
  • Bode  09/11/2020 23:41
    O socialismo é a ideologia da inveja e do ressentimento. O que não falta nesse mundo são pessoas que fracassaram por falta de energia, capacidade ou sorte. Existe um campo enorme para o socialismo florescer nas mentes desses indivíduos.
  • Kenan  10/11/2020 00:11
    Fraudaram as eleições nos EUA na cara dura. Só espero que Trump consiga reverter a situação.
  • Vladimir  10/11/2020 00:23
    Olho em Kamala Harris. É nela que mora o perigo. Biden, em si, é tranquilo. É apenas um político tradicional e carreirista. A mais perfeita definição da "criatura do pântano" (swamp creature), que Trump dizia combater.

    Por si só, ele não apresenta risco nenhum.

    E é exatamente por isso mesmo que vão correr com ele. Em menos de um ano os democratas invocarão a 25a emenda e o afastarão por senilidade e demência (Nancy Pelosi, "coincidentemente", já passou a falar abertamente sobre isso).

    Até o final de 2022, a ala radical dos democratas afastará o Biden e entregará o poder a Harris (ela própria, durante a campanha, já falava abertamente de como seriam as coisas em uma futura "Harris administration"). E ela fará absolutamente tudo que Soros, BLM e Antigas mandarem.

    Aí é que a coisa vai mudar totalmente, e os EUA deixarão de ser o que sempre foram.
  • Trader  10/11/2020 01:45
    Todas as suas considerações estão corretas. Mas não irão acontecer. Essa chapa nem sequer será eleita. O procurador-geral dos EUA, William Barr, já autorizou o início das investigações de fraude (que são abundantes; centenas de milhares de mortos que votaram; software que repassou 30% dos votos de Trump para Biden; cidade com mais votos do que habitantes).

    O resultado oficial das eleições sai dia 14 de dezembro. É a Suprema Corte quem decide. Até agora, não tem resultado oficial nenhum. Apenas a mídia cantou vitória. Só que a mídia tem poder zero para estipular o resultado final de eleições.

    Quem está posicionado para uma vitória de Biden pode vivenciar uma correria.
  • Felipe  10/11/2020 02:09
    Realmente, o Biden parece muito velho para o cargo. Seria ele uma espécie de Bill Clinton? A Kamala eu não conheço (se houver algo sobre ela para eu me informar, eu agradeço), mas tem uma ala mais radical dos Democratas que é medonha, como a AOC. A Suprema Corte de lá é superior à daqui e tem gente nomeada pelo Trump.

    Ao invés de o Bolsonaro colocar alguém da ala dele no STF, coloca uma incógnita. Até agora não entendi essa nomeação e qual vai ser o ganho político dele com isso (e o Bolsonaro deu uma péssima justificativa).

    Agora, fica a pergunta: alguns chefes de estado da Europa saudaram a suposta vitória do Biden. Aqui no Brasil, por exemplo, o Meirelles saudou. Por que o Obrador, socialista convicto, não saudou e disse que esperaria pela decisão da Justiça? Nem Putin e nem Xi Jinping saudaram. Nicolás Maduro saudou (que tem simpatia do Obrador).
  • Trader  10/11/2020 16:41
    Estes não saudaram simplesmente porque ainda não saiu nenhum resultado oficial. Jornalista dizendo que "fulano ganhou" tem poder decisivo absolutamente zero. É apenas torcida, manipulação e controle da narrativa.

    Quem define o resultado final da eleição é a Suprema Corte e esta ainda não se pronunciou, pois há várias fraudes que começaram a ser investigadas agora. Oficialmente, a eleição está totalmente em aberto.

    Tudo pode mudar.

    Repito: quem está posicionado no mercado para uma vitória de Biden pode se machucar.
  • Rafael  10/11/2020 03:58
    A aposta na vitória do Trump pagava 27 por 1 há 2 dias. Ou seja, se você apostasse um dólar na vitória dele e ela se consumasse, você receberia 27 dólares.

    Agora, está em 3,45 por 1.

    Ou seja, as chances de ele ganhar as eleições aumentaram acentuadamente nas casas de aposta*.


    *Betfair
  • Marcos Rocha  10/11/2020 04:03
    O software que transferiu milhares de votos para Biden em Michigan foi usado em 28 estados.

    justthenews.com/politics-policy/elections/software-incorrectly-gave-biden-thousands-votes-mi-implicated-ga-glitches

    Eu acho que essa eleição não acaba este ano.
  • Fabrício  10/11/2020 16:45
    No Twitter, o Trump hoje cantou vitória. Disse que vai vencer.

    Nem sou fã do elemento, mas é um fato que ele raramente erra uma aposta. E se há alguém com informações privilegiadas sobre tudo é ele. A conferir.
  • Régis  10/11/2020 20:50
    Carai! A empresa que fabrica as máquinas de contar os votos:

    a) tem como um dos donos o marido da senadora democrata Dianne Feinstein;

    b) um dos CEOs é o ex-chefe de gabinete da Nancy Pelosi;

    c) e o software foi financiando pela Clinton Global Initiative;

    twitter.com/RonPaul/status/1326249840192446464

    Os democratas transformaram os EUA em um república bananeira.
  • Túlio  10/11/2020 21:51
    Caminhoneiros americanos planejam greve nacional para o dia 29 de novembro contra a roubalheira das eleições perpetrada pelo Partido Democrata.

    whiskeytangotexas.com/2020/11/09/national-truck-driver-strike/

    Verdadeiros trabalhadores se tornaram maciçamente anti-Democratas, que se tornou o partido do funcionalismo público e dos adolescentes maconheiros.
  • Rinaldo Lucas  10/11/2020 19:02
    Muitos passam pano nos Conservadores , Reacionários , e muitos ainda chamam alguns Conservadores ou Socialistas de Liberais , é um atraso total, o Governo de Bolsonaro /Trump, nunca foi liberal , é uma farsa , são Conservadores Reacionários
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 12:00
    Notei alguns probleminhas na sua argumentação:
    A expressão correta seria "passar pano para fulano", com o sentido de livrar a cara de alguém, ao invés de"passar pano em fulano" no sentido de lustrar o rouxinol, o brinquedo ou a careca de beltrano.
    É tipico do linguajar esquerdopata se referir aos liberais-conservadores como reacionários. Segundo os socialistas enrustidos até o Pica Pau é reacionário. João Paulo Segundo é reacionário. Mas Stevie Wonder é do bem "we are the world, we are the children"
    Nos EUA os reaças esquerdistas-progressistas do lado de lá trocaram de posiçao e se autointitularam liberais, mas todos sabemos o q eles realmente liberam. Como diz o Caetano, "baiano q é baiano depois das 18h vira a braguilha pra tras"
    O governo Trump&Bolsonaro não poderia ser nem liberal, nem socialista, as politicas implementadas por tais governos é q poderiam ser alguma coisa. Trocando em miúdos, nessa vc levou a metade da taça e quase "passepanei" para vc
  • Ex-microempresario  11/11/2020 19:40
    Pois eu notei alguns probleminhas na resposta.

    O maior deles é a falta de argumentos: Dois parágrafos implicando com palavras supostamente usadas erroneamente. Mais dois insinuando que o autor é "esquerdopata" e "socialista enrustido", mas sem a coragem de acusar diretamente. E um parágrafo falando sobre supostos hábitos sexuais da esquerda americana.

    Parece ser um caso claro de "vestir a carapuça". Aliás, no Brasil está cheio de gente que se proclama "conservador" com tanta empáfia que parece ser um leitor assíduo de Hume e Bastiat, mas na verdade é só um reacionário que tem medo de mudanças e sonha com um governo forte que imponha aos outros os supostos "valores morais" que ele acha corretos.

    Uma de suas características mais comuns é a de xingar qualquer um que discorde dele de "socialista", "comunista" e "esquerdopata". Ao fazer isso, iguala-se aos fanáticos do outro lado que xingam os discordantes de "fascista" e "neoliberal".

    Pena ver que até aqui no IMB, cuja seção de comentários já foi de "alto nível", já aparecem os fanáticos que enxergam o mundo de forma unidimensional e maniqueísta.
  • Motorista do Sr. Mises  12/11/2020 01:54
    Querido, esse seu vitimismo patente apenas depõe contra vc e, talvez, ser ex-empresário não seja exatamente um certificado de incompetência ou de fracasso pessoal como alguns poderiam pensar. Eu por coincidência cósmica tb sou micro empreendedor, mas amanhã posso ser pugilista ou disputar no arremesso de cuspe, e olha, pra mim tanto faz . Mas uma coisa eu posso lhe garantir, escrevo bem hj e escreverei melhor amanhã. Nesse quesito jamais serei um perdedor. Explico: em gramatica não existe essa de "suposto erro ortográfico"; em gramatica ou vc erra ou vc acerta; não tem coluna do meio e não tem prêmio de consolação; não tem dívida histórica ou cota para patifes q flertam com a suposta aquisição da linguagem nos guetos obscuros das pautas minoritárias. Em gramática não há democracia nem ditadura do oprimido. A ditadura aqui é verbal e não há grão-duque, apostador de cavalos ou limpador de latrinas q não se curve à boa ou má aquisição da própria língua e pouco importa sua adesão ao palato mole ou às alveolares. O q importa é vc afinal de contas dominar a porra da língua q aprendeu com seus pais.

    Quando chamei a atenção do leitor sobre o usa da expressão "passar pano" não foi com a intenção de ridicularizar o falante, mas ao contrário, colocar sua fala na origem das obviedades q ele tão alegremente faz questão de objetivar. Como diria Montaigne, "ninguém está livre de dizer tolices, o imperdoável é dizê-los solenemente". Vc entretanto não se fez de rogado e fez questão do mundo de se sentir ofendido por procuração. Mas não uma ofensa qualquer, vc se ofendeu com o fato de q as obviedades pudessem se tornar ainda mais óbvias a ponto de dar lugar ao humor cáustico que vc tão efusivamente reprime na sua postura reacionária de defensor dos oprimidos pela lavagem estomacal do lugar comum. É se insurgir contra a diarreia plena nos dias de cólica e flatulência retumbante. É aquela vontade irrefreável de nadar contra a maré, beber cicuta e respirar fumaça. O seu fanatismo, afinal, é displicente e, para tanto, só me resta a benevolência dos dias chuvosos. Tenha uma excelente semana!
  • Ex-microempresario  12/11/2020 18:24
    Ih, o motorista tomou sopa de letrinha.

    Mas continua tão sem conteúdo como antes, tentando (inutilmente) encobrir sua falta de argumentos com vocabulário empolado, construções exóticas e uma que outra mentira deslavada (eu falei "palavra supostamente usada erroneamente", ele na cara dura me acusa de dizer "suposto erro ortográfico" ).
  • Motorista do Sr. Mises  12/11/2020 22:25
    Concordo com vc, durante a redaçao da minha réplica o termo correto (além dos famigerados erros ortográficos) seria regência e concordância verbais. Vc alegou alegremente (ou seria furtivamente?) q a regência verbal é de caráter facultativo do falante visto ter afirmado no seu texto q o termo correto "passar pano para fulano ou beltrano" era apenas uma suposiçao minha. Aguardo suas alegres adjetivaçoes e sua contra-argumentaçao, mas no quesito NON SEQUITUR eu devo admitir, o senhor abunda
  • Vinícius Rodrigues Silva  10/11/2020 20:31
    Gente, saindo do assunto do artugo, sou um leitor novo nesse site e recentemente acabei de ler Ação Humana, então por isso eu gostaria de pedir algumas sugestões de livros sobre economia e coisas do gênero, livros libertários etc.
  • Professor  10/11/2020 20:57
    Economia em uma Única Lição

    Obrigatório. O título realmente faz jus ao livro.

    Mises - The Last Knight of Liberalism[/i]

    Embora seja uma biografia de Mises, o livro aborda todos os principais temas da economia e é muito bem escrito.

    [u]Rollback: Repealing Big Government Before the Coming Fiscal Collapse


    Livro do Thomas Woods. Resume perfeitamente todos os principais pontos sobre economia.

    The Bitcoin Standard

    Este será um livro cada vez mais importante, por motivos óbvios e, recentemente, muito bem explicados aqui.
  • anônimo  10/11/2020 21:06
    [off-topic]

    jornalista lembra que nao pode chamar de aglomeraçao se for turminha da esquerda

    twitter.com/DOprimido/status/1325960878664060929
  • Allan  10/11/2020 22:00
    Haha. O jornalista (na prática, um militante) ficou com dormência na língua ao pronunciar a palavra AGLOMERAÇÃO. Mas aí curou ao falar FESTA.
  • Imperion  10/11/2020 22:20
    Cada vez pior.
    Esse pais vai acabar
    [Link]www.istoedinheiro.com.br/deficit-fiscal-do-brasil-caminha-para-superar-15-do-pib-neste-ano-10/?fbclid=IwAR3_wU2noUUV7KOOszEsyVcyeCZzqxhZGHTZPW5KzA-DVfwx_2BnOSL_MwM[/link]
    Pais falido nao segura território
  • Kenan  11/11/2020 00:45
    Os liberais modernos são tão frouxos assim ou é impressão minha? Nunca vi tamanha vergonha alheia em parabenizar um socialista como se nada tivesse acontecido nas eleições.
  • Kadumon  11/11/2020 03:37
    sei que isso foge do assunto... mas qual é a diferença entre sobreinvestimentos e malinvestimentos ?
  • Leandro  11/11/2020 04:57
    "Malinvestments" são investimentos errôneos.

    Quando o Banco Central reduz artificialmente os juros, ele faz com que aqueles investimentos que antes não eram atraentes repentinamente se tornem promissores. Quando os juros dos empréstimos bancários são reduzidos, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — exatamente por causa dos juros mais baixos — aparentemente viáveis. 

    Esses projetos de longo prazo — como, por exemplo, empreendimentos imobiliários, construção de shoppings, fabricação de máquinas, e ampliação da capacidade produtiva das indústrias — são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores — parece bem mais acessível.

    Consequentemente, vários projetos e empreendimentos de longo prazo que antes da expansão do crédito se mostravam desvantajosos se tornam agora, por causa da queda dos juros, aparentemente (muito) lucrativos. 

    Esse novo dinheiro criado pelo Banco Central e injetado na economia por meio do sistema bancário (via concessão de empréstimos) faz empreendedores pensarem que outras pessoas pouparam dinheiro — reduziram seu consumo —, desta forma liberando capital para a economia.

    No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança, e nenhum aumento em bens de capital. Houve apenas criação de moeda e manipulação de juros.

    Só que, em algum momento, inevitavelmente, preços e custos começarão a subir, e consequentemente os juros bancários também subirão (se os bancos não subirem os juros, receberão de volta uma moeda valendo muito menos do que quando emprestaram).

    Neste ponto, com a subida dos juros, a expansão do crédito é interrompida (ou fortemente reduzida), os juros de longo prazo sobem, a expansão monetária é desacelerada, a renda e a demanda param de crescer, e os investimentos se comprovam sem sustentação, pois não havia poupança real os lastreando.

    O mercado inevitavelmente irá impor o desejo dos consumidores e todos estes empreendimentos que até então pareciam lucrativos revelar-se-ão um grande desperdício.  

    Vários investimentos de longo prazo feitos durante o período da expansão monetária se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

    Trata-se, portanto, de um fenômeno tipicamente causado pela manipulação dos juros e pela expansão monetária.

    Vale ressaltar que a expansão monetária não aumenta a produção. A expansão monetária altera a produção. Ela desvirtua a produção. Ela retira recursos de determinados setores e os redireciona para outros setores. É daí que vêm todos os investimentos errôneos e insustentáveis (os malinvestments). É daí que vem os ciclos econômicos.

    Criar moeda não tem como criar riqueza nem aumentar produção. Criar moeda apenas desvirtua a produção e mal direciona recursos. Há menos produção em determinados setores e mais produção em outros setores. A produção total não aumenta.

    No final, os investimentos acima imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia.  

    No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo. 

    Uma boa ilustração para o caso brasileiro pode ser encontrada aqui:

    www.mises.org.br/article/2466/como-a-crescente-estatizacao-do-credito-destruiu-a-economia-brasileira-e-as-financas-dos-governos

    Já sobreinvestimentos ("overinvestments") significam investimentos excessivos, o que, por definição, é impossível de ocorrer em um mundo de recursos escassos. Se há muitos investimentos em um setor, há poucos em outros setores. Não há recursos físicos para todos.

    De novo: não existe e nem pode existir "excesso de investimento", pois vivemos em um mundo de escassez. Existem apenas investimentos errados (induzidos por manipulações nos juros e na oferta monetária), os quais têm de ser liquidados posteriormente (que é quando ocorre a recessão). Investimentos que deveriam ter sido feitos em A acabaram sendo feitos em B.

    Se o problema fosse de "investimentos em excesso", então isso seria uma benção, pois estaríamos vivendo na fartura.
  • Reinaldo Augusto  11/11/2020 11:20
    Caramba, Leandro.
    Que aula.
    Vou até salvar este comentário para falar dele no meu canal do youtube
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 03:55
    Estou assistindo à série documental "Uma Morte em Vermelho" da Netflix sobre o assassinato do político Detlev Rohwedder durante a reunificaçao alemã e noto q, reiteradamente, a série tangencia um certo vitimismo patente nos relatos dos ex moradores e socialistas convictos da antiga Alemanha Oriental: uma velha esquelética ex guerrilheira da RAF q era famosa por ter apenas dois dentes na boca, embora ainda capaz de desossar um padre com um abridor de latas e um velho gagá ex membro da STASI q adora se referir a Detlev como o genocida dinamitador do socialismo-para-todos e sobre o qual ele nao esconde uma tendência homicida inaudita caso fosse intimado a dar o tiro fatal q deu cabo a vida do político alemão. Para um jovem desavisado em economia e política, fica fácil ser cooptado para o lado dos saudosistas socialistas q juram q o capitalismo foi o responsável indireto pela miséria e opressão sob as quais a Alemanha Oriental viveu durante o regime socialista, bem como o desemprego e privatização das empresas pós reunificaçao. Em momento algum (pelo menos até o episódio 3) a série mencionou o êxodo de mais de três milhões de moradores do lado oriental para o ocidental durante o período pré Muro de Berlim, (como se o exílio forçado para dentro do próprio país fosse uma fuga para o parque de diversões) e fica aquela nítida impressão de q a série serve a um propósito panfletário sub-reptício para jovens jihadistas e toda sorte de antifas escondidos no porta-malas dos nossos carros, ou seja, o marxismo cultural -- invisível aos olhos e ao coração -- segue onipresente nos fazendo de otários na maior cara dura.
  • Leigo  11/11/2020 13:02
    Sou leigo em economia e procuro sites como esse pra informar e buscar dicas de aprendizado.
    Uma coisa me deixou encucado ontem pois o Paulo Guedes falou que há risco sério de hiperinflação e ao mesmo tempo a bolsa subiu! Como pode?
    Os especuladores ganham dinheiro com a hiperinflação? É aquela história do pobre se dar mal com a inflação e o rico conseguir se proteger?
    Já vi artigosaqui falando sobre hiperinflação mas talvez não tenh capturado tudo
  • Trader  11/11/2020 14:54
    Foi uma ameaça estratégica. A fala foi: "Se furarem o teto de gastos, há risco de hiperinflação. Logo, aprumem-se, parem de gastar, e respeitem o teto!"

    Momentaneamente, parece que funcionou.
  • Imperion  11/11/2020 17:05
    Fiscalmente, o governo caminha pra um rombo de 15 por cento do PIB, visto que os políticos continuam inventando os gastos de sempre. Exemplo: o fundo eleitoral e o partidário. Cobrir esse déficit é inflacionário. O risco de volta da hiperinflação é alto.
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 16:56
    Indico o site e o canal do Senso Incomum no youtube. La tem literalmente mais de 100 podcasts contemplando política, geopolítica e história, bem como atualidades. O canal do Brasil Paralelo dispensa apresentações. Esses dois canais juntos representam uma das poucas vozes no deserto de ideias q temos na politica e cultura brasileiras. Para os iniciantes em economia como eu vale destacar Economia numa Única Liçao do H. Hazlitt e As Seis liçoes e Açao Humana do Mises
  • Kel  12/11/2020 11:35
    Viram a nova?

    Jornalista faz acusação grave contra candidato esquerdista.

    O que a "imprensa" faz? Investiga a denúncia, para saber se ela tem algum fundamento?

    Não, ataca massivamente quem fez a denúncia.

    O padrão é o mesmo no mundo inteiro.

    A "imprensa" virou um órgão de propaganda e militância da esquerda.

    www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/24539/jornalista-investigativo-desbarata-laranjal-e-desmascara-guilherme-boulos-veja-o-video

  • Leone  12/11/2020 22:57
    O mal que existe em quem apoia uma política de esquerda, é que diferente ou independente de ser um direitista ou não, eles é que são os primeiros a pisar na bola (não que os conservadores não tenham pisado na bola não, pelo contrário, a história humana consta isso). Esquerdistas se fazem de santos e populares, mas no governo lula, veio o mensalão e outros "probleminhas", no governo dilma, foi o que mais superfaturou obras e eventos nacionais, mas não fez nadica de nada que prestasse para o país.

    O melhor que podemos fazemos é sempre olhar para os jornais na tv de todos os canais e avaliar por nós mesmos. O perigo político pode vir de qualquer lado. Mas qual lado é o mais perigoso? O esquerdismo cínico e imaturo, ou o direitismo bitolado e prepotente? Bom, só dialogando e debatendo sobre essas questões pra saber o que é melhor.


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