A adoção do capitalismo e o livre mercado permitiu que o Ocidente embarcasse em um período de crescimento econômico sem precedentes, o que fez com que o padrão de vida das populações ocidentais aumentasse continuamente, ano após ano.
Frequentemente, nós nos esquecemos de que bens e serviços que hoje consideramos triviais e rotineiros não eram usufruídos nem mesmo pelos mais ricos do mundo 100 anos atrás.
John D. Rockefeller foi um dos homens mais ricos da história, provavelmente o mais rico de toda a história. Seu patrimônio líquido ajustado pela inflação, embora varie de acordo com a fonte, seria o equivalente a várias centenas de bilhões de dólares. No entanto, John D. Rockefeller nunca, em toda a sua vida, teve um telefone celular. E foi somente no fim de sua vida, na década de 1930, que a televisão surgiu — e, obviamente, era de uma qualidade vastamente inferior às TVs que os pobres usufruem hoje.
A internet mudou completamente o nosso mundo, mas o pobre Rockefeller nunca, em toda a sua vida, pôde utilizar um aplicativo de enviar mensagens instantâneas para conversas com amigos e família. Rockefeller nem sequer podia ouvir a música que quisesse na hora em que quisesse. Ele não tinha acesso gratuito e instantâneo às últimas notícias do mundo. A medicina era horrível para os padrões de hoje. Antibióticos ainda não estavam disponíveis. Serviços odontológicos eram extremamente dolorosos (a escova de dentes como conhecemos só surgiu em 1938).
Você mesmo provavelmente possui vários itens e coisas de luxo que não existiam na época dele (Rockefeller morreu em 1936). Até mesmo seu acesso a culinárias amplas e diversificados é muito mais amplo e imediato que era o de Rockefeller (veja mais detalhes aqui).
Com efeito, e retrocedendo ainda mais, o mundo no qual vivemos hoje é irreconhecível quando comparado ao mundo de 1800. Praticamente nada permaneceu igual. Esta evolução foi resultado de uma taxa de crescimento contínua de 2,5% ao ano, de 1800 a 1930, e de 2% ao ano desde 1950. O gráfico abaixo, do site Our World in Data, mostra essa evolução do PIB mundial.
Tamanha geração de riqueza significa que algumas coisas deixam de ser um problema. Crises existenciais que ameaçavam a sobrevivência do homem centenas de anos atrás são hoje desconhecidas para a maior parte do mundo desenvolvido.
Um desses esquecidos horrores são as mortes em massa por inanição. Durante uma crise de fome generalizada, não é apenas você que não tem comida; seus vizinhos e amigos também passam pela mesma privação. Populações perecem.
Nesta situação, as plantações estão vazias. Os campos estão vazios. Os pastos estão vazios. Os silos estão vazios. Os mercados estão vazios. Os estômagos estão vazios. Esta situação persistia por vários meses seguidos, até que mais comida começasse a surgir novamente nas colheitas. Até então, tudo vazio.
Exemplos documentados
Cornelius Walford escreveu um livro em 1879 intitulado The Famines of the World (As Mortes por Fome no Mundo). O livro oferece um breve, porém angustiante e perturbador vislumbre sobre como era esse passado.
O início do livro fornece uma lista de todas as grandes inanições documentadas antes da publicação do livro, começando ainda 1708 a.C. Uma breve descrição é fornecida em cada verbete da lista de inanições.
Um registro inicial afirma: “ano 436… Fome: Milhares se jogaram no rio Tibre”. A maioria dos verbetes iniciais não traz grandes detalhamentos, o que é compreensível, dado que àquela época as informações eram bastante limitadas. Porém, tão logo você chega à Idade Média, os detalhes começam a surgir.
Eis alguns destaques:
- Irlanda 963-64: Uma fome generalizada tão intolerável, “que os pais tiveram de vender seus filhos em troca de comida”.
- Inglaterra 1073: Fome em massa, seguida por uma mortandade tão violenta, que os vivos não conseguiam cuidar dos doentes, e nem enterrar os mortos.
- Irlanda 1586: “Há relatos de que carne humana virou alimento”.
Esta não é a única referência ao canibalismo, lamentavelmente. Tal ato é relatado em vários outros verbetes.
Este é provavelmente um dos livros mais depressivos que você lerá. Mas serve como um crucial lembrete e uma valiosa advertência.
Escolhi apenas alguns exemplos acima, mas há centenas de episódios listados por Walford. O grande número de exemplos é perfeitamente compreensível. Durante séculos, antes do capitalismo, bastava uma única colheita ruim para efetivamente arruinar uma sociedade por vários anos.
O conforto que damos como garantido
Para nossa mente moderna, acostumada aos mais corriqueiros e onipresentes confortos da atualidade, é difícil imaginar que houve um passado em que bastava haver uma colheita ruim para ter toda a sua vida destruída. No nosso mundo atual, a comida simplesmente está ali. Com a exceção de alguns eventos ocasionais e totalmente pontuais e efêmeros — como um desastre natural que provoca uma corrida aos supermercados e gera um desabastecimento das prateleiras —, nós nunca sequer pensamos na hipótese de que não existirá comida no dia seguinte.
Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, com várias indústrias fechadas e várias cadeias de suprimento sendo interrompidas, nunca houve desabastecimento generalizado. Pode até haver aumento de preços (os quais têm uma função crucial), mas não houve desabastecimento. Isso é uma façanha para a qual ainda não demos a devida gratidão.
Para falar o óbvio, algo mudou fundamentalmente desde antigamente até hoje. Como foi que nos libertamos da realidade daquele passado narrado por Walford e chegamos a essa nossa atual realidade de conforto (inimaginável até mesmo para o maior dos magnatas do início do século XX)?
Obviamente, temos mais comida hoje do que havia no passado. Será que estamos simplesmente plantando mais alimentos? Sim, mas a resposta é muito mais complicada do que isso. Em nossa era moderna, e ao contrário daquela época, temos todos os tipos de transporte, temos tecnologias que beiram o inacreditável, temos máquinas e equipamentos capazes de sustentar um vasto número de pessoas, e temos infraestrutura moderna.
Não apenas para o processo de plantar e cultivar alimentos, mas também para empacotar, transportar, preservar e para tudo o mais que ocorre entre a colheita e a prateleira dos supermercados — são toda esta infraestrutura e todos estes equipamentos modernos que nos fornecem a capacidade de produzir e disponibilizar vastas quantias de comida.
Isso significa que a solução para a fome seria apenas ter melhores tecnologias? Afinal, vivemos em uma era de milagres tecnológicos. Podemos hoje fazer coisas que pareciam impossível há cem anos. Por que então a tecnologia não pode simplesmente nos dar mais comida? Porque a tecnologia, por si só, é uma resposta fundamentalmente vazia para essa questão.
A tecnologia em sua forma mais pura — o conhecimento — é apenas algo teórico. Ter uma planta para construir uma casa não faz com que a casa surja. É preciso ter os materiais e equipamentos necessários para construir a casa. Um aumento na quantidade de materiais é o que é realmente necessário para ajudar a aumentar a riqueza real.
E como isso ocorre?
As causas de tudo
O que é necessário é aquilo que os economistas chamam de capital. Capital é tudo aquilo utilizado na produção para ajudar a aumentar a produtividade do trabalho. Ter um martelo certamente aumenta a sua produtividade em bater pregos na madeira. A serra elétrica aumenta a produção em relação a um serrote ou a um machado. Um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada. O uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores.
A mágica do capital é que, com a mesma quantidade de mão-de-obra (ou de horas de trabalho individual), eu posso ser mais eficiente. Isso significa que com a mesma quantidade de trabalho eu consigo produzir mais bens.
O capital é acumulado pelo ato de poupar, isto é, abster-se do consumo. Uma sociedade que trabalha, produz e se abstém do consumo permite que os recursos criados e não consumidos sejam utilizados na construção de bens de capital que irão tornar o trabalho humano mais produtivo. Os recursos não-consumidos se tornam insumos para a construção de moradias, fábricas, infraestruturas, meios de transporte, maquinários, escritórios e imóveis comerciais, laboratórios, cientistas, arquitetos, universidades etc.
Inversamente, uma sociedade que consome 100% do que produz não possui um único bem de capital. Nesta sociedade não haveria moradias, fábricas, infraestruturas, meios de transporte, maquinários, escritórios e imóveis comerciais, laboratórios, cientistas, arquitetos, universidades etc. Todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados (trabalhando duro) produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros.
É a poupança, é o não desejo de consumir tudo, o que permite direcionar esforços para satisfazer não os desejos mais imediatos, mas sim as necessidades futuras. Com a poupança, são produzidos bens de capital que irão, por sua vez, fabricar os bens de consumo que serão demandados no futuro.
E por que não estava havendo acumulação de capital no passado? Certamente havia alguma acumulação, mas o processo de se construir e acumular cada vez mais capital era frequentemente frustrado pela ausência de algo crucial: direitos de propriedade.
Se eu gastar tempo e energia criando mais capital, mas este for confiscado ou destruído porque não há respeito aos direitos de propriedade, por que então se dar ao trabalho? Por que eu iria incorrer em todo esse esforço se eu nem sequer poderei usufruir os benefícios de minha maior produtividade?
É apenas quando os direitos de propriedade são firmemente estabelecidos que o capital pode começar a se acumular. O liberalismo clássico tornou-se predominante no fim do século XVIII e no XIX, gerando robustos direitos de propriedade e políticas laissez-faire. Previsivelmente, isso levou a um aumento nos estoques de capital, e a um crescente aumento no padrão de vida.
Este aumento sem precedentes no padrão de vida é frequentemente rotulado de “Revolução Industrial“.
É apenas quando se entende isso, que é possível entender por que não era possível ter “direitos trabalhistas”, férias remuneradas, trabalhar 6 horas por dia naquela época e ainda assim viver bem. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a mesma renda e a mesma segurança no trabalho. É necessário levar em contra toda a acumulação de capital que ocorreu neste intervalo de tempo.
Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Assim como o respeito à propriedade privada.
Para concluir
As riquezas que usufruímos hoje não são permanentes. Elas não podem ser tidas como algo natural e garantido.
Caso venha a ocorrer uma regressão nos direitos de propriedade, iremos lentamente começar a regressar à vida de nossos antepassados.
O grande infortúnio de sermos economicamente próspero é que o conforto, a segurança e a certeza nos fazem esquecer de como nos tornamos prósperos.
A acumulação de capital sob um arranjo de respeito aos direitos de propriedade nos deu tudo o que temos hoje. Sem este arranjo, ainda estaríamos vivendo naquela realidade do passado: inanição, doenças e com o espectro da morte apenas algumas horas à frente.
Jamais tome a sua prosperidade como algo garantido. Tudo pode mudar com apenas uma má escolha política, econômica ou filosófica (vide a Venezuela atual atual e todos os regimes socialistas do passado). Se houver uma inanição nas ideias econômicas, a inanição em nossos campos poderá voltar a ser uma realidade.
Pergunta off topic:
A França atualmente é um a social democracia com altíssima carga tributária, ambientalismo radical, deficit fiscal elevado, etc… ..hoje a economia da França está estagnada.
Mas o que permitiu a França chegar ser um país rico/desenvolvido? O país teve um passado de maior liberdade econômica durante algum tempo e enriqueceu durante esse período ? (mais ou menos igual aos países escandinavos)
Muito bom relato. Obrigado. Já vi artigos aqui enfatizando a importância da acumulação de capital, mas essa ênfase aos direitos de propriedade é ainda mais crucial. Ninguém irá criar nada se não tiver a garantia de que colherá os frutos do seu trabalho e de sua invenção.
Essa, para mim, é a principal explicação do atraso dos países mais pobres e da pobreza dos países socialistas. Nenhum empreendedor tem/tinha qualquer motivação para empreender e criar, pois sabia que, no final, boa parte/tudo será confiscado pelo governo.
No final, a verdade é que numa democracia estamos sempre a uma eleição da tragédia. Ou do início dela.
A história recente da civilização é a história do desenvolvimento econômico. Essa foi a maior façanha de todas. Descontentes vivem perguntando por que todos não podem ser igualmente prósperos. Só que a real pergunta deveria ser "por que todos deixamos de ser pobres e esfaimados?".
Como apontaram acima, a liberdade para ter propriedade e usá-la como quiser é a resposta.
Na roça dos sertões brasileiros, as pessoas trabalham até 15 horas por dia. Acordam as 4 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se põe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. É a perfeita definição de trabalho duro e vida estagnada.
Estão na mesma há décadas. Melhoraram um pouco o padrão de vida (hoje têm mais bens do que tinham, sei lá, na década de 80), mas para os padrões urbanos ficaram na mesma.
A tragédia é que elas não têm maquinários e bens de capital avançados, que são as únicas ferramentas que geram um aumento da produtividade. Sem produtividade, impossível trabalhar pouco e produzir muito. Impossível enriquecer.
Por favor, leiam pelo menos a parte do livro “A história da riqueza do Brasil”, na qual é falada sobre o Brasil Colonial. A Europa estava estagnada e o Brasil Colonial prosperou, assim como os Estados Unidos. Circulavam moedas de ouro espanholas, portuguesas e holandesas, além da cunhagem local. Um verdadeiro canteiro de empreendedores, coisa que tinha aos montes, principalmente no interior.
Começou a se estagnar justamente no período imperial, que foi quando a burocracia ficou centralizada e o aparato começou a atrapalhar mais o setor privado (bastam lembrar de quando surgiu a “Lei de Terras” e a “Lei dos Entraves”). Antes havia toda a burocracia mas “a lei não pegava” e o Império Português “só” queria pegar a sua casquinha.
Agora vejam só o PIB per capita do Brasil no período imperial comparando com alguns outros países como Argentina, Estados Unidos, França, Reino Unido, Portugal, Espanha, Holanda e Grécia: pouco mudou.
A reflexão fica: será que os brasileiros ficaram mais livres após 1822?
A receita da riqueza é simples: produzir, poupar, investir em bens de capital pra mais produtividade e com isso mais ganhos. Mais poupança, mais investimentos em bens de capital. E assim sucessivamente.
Quanto mais bens de capital estiverem produzindo riqueza, mais riqueza terás. É simples.
O ser humano é limitado. Se ele quiser produzir no braço, vai produzir somente o suficiente pra sua subsistência.
Já os bens de capital produzem mil vezes mais em quantidade. Se ele poupou e comprou vários, vai estar produzindo muito mais do que produziria a mão ou sozinho.
A maioria das pessoa não entende esse poder. Ou tenta fazer a mão ou tem preconceito do trabalho empreendedorial, e não o faz. Uns ficam esperando o dinheiro cair do céu.
Bezos é uma pessoa. Mas tem bilhões investidos em bens de capital que produzem algo. E o que ele produz para as pessoas vale 200 bilhões. Mas são bens de capital que ele tem. Não dinheiro.
Bens de capital produzem produtos e estes valem dinheiro. Mas o dinheiro não vale nada se não tiver o que comprar com ele.
A riqueza da economia são os produtos produzidos. Outra coisa que as pessoas não entendem. Pensam que riqueza é dinheiro.
Riqueza é produção. És mais rico quanto mais consegue produzir. E consegues produzir tanto mais quanto mais bens de capital possuis com a poupança que faz vendendo os produtos que produz.
Essa é a receita da riqueza que funciona há milênios, mas exige o trabalho de poupar. Se confiscam seus ganhos, vc não sai do lugar.
A outra é ganhar na loteria ou roubar a riqueza dos outros.
“Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, com várias indústrias fechadas e várias cadeias de suprimento sendo interrompidas, nunca houve desabastecimento generalizado. Pode até haver aumento de preços (os quais têm uma função crucial), mas não houve desabastecimento. Isso é uma façanha para a qual ainda não demos a devida gratidão.”
Bom, vi muita gente falando que iria ter desabastecimento. Desabastecimento só ocorre em uma das condições (ou a combinação de duas ou mais delas):
– Controle de preços para baixo do preço real do produto;
– Estatização;
– Hiperinflação;
Com a greve dos caminhoneiros, também muita gente disse a mesma coisa. Só que caminhoneiros também comem e então não obtêm o alimento realizando fotossíntese. Isso tanto é verdade de que a greve durou alguns dias. Se durasse um mês, os caminhoneiros teriam que importar tudo. Mas como eles importariam, se os outros meios de transporte estavam também restringidos? Só se voltassem aos caçadores-coletores, o que obviamente não funcionaria simplesmente porque os caçadores-coletores são pouco produtivos e faltaria alimento para tanta gente.
Claro, teve alguns lunáticos querendo propôr lockdown de supermercado, mas aí já é um caso para a Psiquiatria.
Uma economia livre prospera até do lado de um vulcão ativo.
Tive um insight hoje pensando no quanto o governo dificulta a nossa vida.
Se o governo tributa tudo e coloca trocentas regulações na economia então conseguir dinheiro se torna mais difícil do que deveria ser. Mas o quanto mais difícil? É como se a vida fosse um jogo e o governo nos obrigasse a iniciar sempre no hard (ou até mesmo very hard).
Estimo que a dificuldade de obter uma vida digna é de 2 a 3 vezes mais difícil do que deveria ser graças ao governo.
Explico: Se o governo tributa em média 50%, então os preços são o dobro do que deveriam ser. Mais ainda tem o custo das
regulações e da inflação causadas pelo próprio. Por isso a dificuldade da vida, ao menos do ponto de vista financeiro, aumenta de 2 a 3 vezes.
Li em algum lugar que o Stalin tem 70% de aprovação da população russa. Graças ao ensino estatal russo ( hoje de Putin). Enquanto o nosso ensino for gerenciado pelo ministério da Educação estamos fo&8#dos. O Estado sempre será nosso Deus. Nada do que leio aqui no Mises sequer foi mencionado nas escolas e nas duas faculdades estatais que fiz.
Intuitivamente sempre fui anarquista e com uma repulsa nata ao poder do Estado. Mas só com as leituras daqui é que consegui concatenar as idéias e o princípios que desde a minha juventude me pareciam verdadeiros.
Obrigado ao Mises e a todos que colaboram com o mesmo.
Disto isto e reafirmando que sou anarquista. Tem uma coisa que sempre me incomodou na minha crença anarquista e que o artigo acima provavelmente contém a explicação.
A minha dúvida (e o q de certa maneira abalava minha crença) residia no fato que o capitalisno como o conhecemos hoje só se formou APÓS a criação dos modernos Estados-Nação. A explicação de tal fato é que antes da formação de tais estados o direito de propriedade era errático. O Estado-nação moderno ao garantir jurídicamente o direito de propriedade de forma ampla permite o surgimento do capitalismo. E, hoje, com sua mastodôntica constituição o está matando.
Abraços
PIB da África do Sul cai 51 por cento.
Entregaram o país a práticas comunistas, com tomadas de propriedade e tudo. Já faz tempo que desandava. Mas culpam o covidão.
valor.globo.com/mundo/noticia/2020/09/08/pib-da-africa-do-sul-cai-51percent-em-termos-anualizados-no-2o-trimestre.ghtml?fbclid=IwAR3w8kvcJHHa3o0c9YQ_tQUOrDOB0Q1A2e1QtgGoAmOrlZSzWZbWO-Y8B40
Como ficamos agora com este arranjo da "moderna teoria econômica" em que os BCs "fabricam" dinheiro, algo que ficou mais latente com a crise do covid.
Neste contexto, temos um desestímulo ao ato de poupar, uma vez que se criou a idéia de que quanto mais dívida e alavancagem melhor (o nível de endividamento das famílias e empresas americanas por exemplo está cada vez maior). Se não há poupança como produziremos mais bens de capital para aumento de produtividade?
Ou este arranjo vai nos prender na mesmo nível de produtividade ad infinito?
Comentário sobre o gráfico do PIB – se pegar o gráfico de estimativa de população, a premissa é que a produção per capita até chegou a cair entre o ano 1 e 1500… em torno de 1.000 dolares. meio chutado demais pro meu gosto.
“Número de novos MEIs cresce durante o período de isolamento social em Alagoas, aponta Sebrae”
“No Brasil, conforme os dados do Sebrae, o número de novos MEIs também cresceu no mesmo período. Em 2019, foram formalizados 919.996 empreendedores nesta modalidade. Já em 2020, foram 923.179 novos registros. Na região Nordeste, no mesmo período, o número de empreendedores formalizados na categoria de MEI em 2020 foi menor: 145.732. Em 2019, foram 150. 526.”
Se o MEI pudesse contratar até 20 pessoas, poderíamos ter até 18,4 milhões de empregos novos. Além disso, o governo deveria estender o limite de faturamento e a modalidade de empresas que poderia estar nesse regime. Copiem o Chile e a Nova Zelândia. Desemprego cai rapidinho, assim como a informalidade, algo que é motivo de queixa tanto do governo quanto da mídia.
"O socialismo não é uma alternativa ao capitalismo; não é uma alternativa para qualquer sistema sob o qual os homens possam viver como seres humanos."
Mises
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Uma boa abordagem! Muito boa mesmo!
Pena que só vale para europa, as américas e Ásia!
Aqui em África é totalmente diferente!
A grande problemática do direito vigora com muita força em África!
Desafio-te a fazer um estudo sobre fome e pobreza em África! Aqui parece que ainda estamos no séc XX