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A maneira correta e mais eficaz de espoliar os ricos
É mais efetiva que qualquer reforma tributária ou aumento de impostos

Nota do editor

Dado que está na moda defender aumento de impostos sobre os mais ricos, tributação de dividendos, aumento de impostos sobre a herança e até mesmo uma reforma tributária que aumente a arrecadação, nada melhor do que ir direto à fonte.

O método explicado abaixo garante, com 100% de eficácia, que o dinheiro sairá do bolso dos mais ricos e irá diretamente para o bolso dos mais merecedores, sem utilizar políticos e burocratas como atravessadores (que cobram pedágio).

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É crescente o número pessoas que diz que a solução para o fim definitivo da pobreza e das "injustiças sociais" está na tributação pesada dos mais ricos. 

Estas pessoas genuinamente acreditam que toda a riqueza destes bilionários está na forma de dinheiro "parado nos bancos", apenas esperando ser tributado e redistribuído. 

Mal sabem elas que a riqueza destes bilionários está majoritariamente na posse de fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral, e ações — de modo que é impossível confiscar uma fatia desses bens e repassá-los para os mais necessitados. (A maior parte da riqueza de Jeff Bezos não está em uma conta bancária, mas sim no valor de sua empresa).

Pouco importa. 

O fato de haver vários indivíduos com sua riqueza estimada em milhões, algumas vezes bilhões, é algo que enlouquece muita gente, especialmente políticos. 

Populistas imaginam que estes ricos não fazem absolutamente nada na vida a não ser amontoar dinheiro, contá-lo gostosamente e gargalhar sadicamente ao pensarem nas vantagens que possuem sobre o resto da humanidade.

Sendo assim, munidos de tais imagens mentais, os ativistas da redistribuição de renda propõem vários esquemas para separar, à força, os ricos de seu dinheiro, sempre utilizando o poder da violência governamental. Trata-se de uma abordagem brutal que envolve um pesado uso da coerção estatal contra pessoas.  

Se você acredita na paz, como vários ativistas de esquerda alegam, então tal postura não pode ser defendida. Violência produz apenas mais violência, e nunca é uma solução.

O outro problema com a tributação — e este, por si só, deveria bastar para fazer com que a esquerda abandonasse em definitivo a defesa deste método — é que o dinheiro confiscado é transferido para o próprio estado — a mesma instituição que suprime a liberdade de expressão, joga as pessoas na cadeia pelo uso de drogas e intimida vários tipos de associação voluntária e consensual entre dois indivíduos. Não é algo muito esperto tomar dinheiro daqueles que usam sapatos lustrados e transferir para aqueles que usam botas militares.

Certamente tem de haver uma maneira melhor, mais inteligente e mais pacífica de se retirar dinheiro das mãos dos ricos e transferi-lo para as mãos da classe média e dos pobres.  

E eu tenho a solução perfeita.

É simples e 100% eficaz

Esta solução me veio recentemente, quando eu estava caminhando por uma rua da cidade e vi um Rolls-Royce Phantom, estacionado onde qualquer carro normal estacionaria.  

Carros absurdamente ostentosos e pomposos podem ser incríveis em termos de luxo e desempenho, mas chegam a custar US$ 800.000.

Inacreditável! Por que alguém iria querer comprar isso? O proprietário deste carro poderia ter gasto uma minúscula fração deste valor em um carro bem mais simples (como o meu), suficiente para levá-lo do ponto A ao ponto B; mas, em vez disso, e por razões que ninguém pode realmente explicar, esta pessoa decidiu se desfazer de uma quantia equivalente a vários anos da renda de um trabalhador médio — tudo por um carro.

O ponto a ser enfatizado aqui é que esta pessoa voluntariamente abriu mão de seu dinheiro. E onde este dinheiro foi parar? 

Ele foi para as pessoas que venderam o carro, para as pessoas que construíram o carro, para as que transportaram o carro da fábrica até a concessionária e para as que forneceram equipamentos para o carro. 

Mas não pára por aí.  

O dinheiro foi também para os trabalhadores da indústria de borracha que fizeram os pneus e para os trabalhadores nas siderúrgicas que fizeram o material da luxuosa carroceria.

Ou seja, o dinheiro foi do rico para todo o resto, e ninguém teve de ameaçá-lo de morte, de cadeia ou de espancamento para que isso acontecesse. 

Aqueles que receberam o dinheiro não tiveram de fazer lobby por ele, não tiveram de tributar e nem coagir ninguém. O cara rico abriu mão do dinheiro voluntariamente.  

Logo, parece que estamos chegando a alguma conclusão aqui.

Os ricos são um grupo interessante. Eles gostam de se destacar por meio de atos e posses que o resto de nós considera como apenas absurdas ostentações. Se não houver coisas com as quais os ricos possam gastar seu dinheiro esbanjadoramente, eles irão apenas ou entesourar este dinheiro, ou comprar ouro, ou enviá-lo a um paraíso fiscal.

O famoso sociólogo Thorstein Veblen entendeu tudo às avessas. As pessoas que se ressentem da riqueza das elites não deveriam de modo algum condenar seu consumo excessivo. Elas deveriam, ao contrário, encorajar cada vez mais seu consumismo.  

A solução é ter uma sociedade que apresente uma vasta proliferação de luxos excepcionalmente caros nos quais os ricos possam gastar seu dinheiro.  

Este é o caminho para a expropriação voluntária e para uma eficaz redistribuição de renda — deles para o resto de nós, do 1% para os 99%.

Considere, por exemplo, uma passagem de primeira classe de um avião. Para alguns vôos, o preço desta passagem é de quebrar a banca. Para compras de última hora em alguns vôos internacionais, uma passagem desta pode custar até US$15.000. 

E o que este passageiro ganha em troca? Ele será servido por uma comissária de bordo que acha que ele é o máximo, terá vários drinques à sua disposição e um espaço extra para as pernas. Mas chegará ao mesmo destino dos passageiros que estão na classe econômica. 

Em troca deste pouco a mais, este passageiro rico transferiu milhares de dólares de sua conta bancária para as contas bancárias dos pilotos, dos comissários de bordo, dos operadores de bagagens, dos funcionários que comandam a burocracia da empresa aérea, dos mecânicos da empresa aérea, dos responsáveis pelo abastecimento nos aeroportos, e de todos os demais envolvidos na operação do voo. Todos certamente muito mais pobres do que ele.

Outro detalhe adicional, do qual poucos parecem se dar conta, é que são justamente os altos valores pagos pelos passageiros da primeira classe e da classe executiva que permitem preços mais baratos para a passagem da classe econômica.

O mesmo raciocínio se aplica a hotéis de luxo. Para mim, um hotel é apenas um local para se dormir quando se está em outra cidade. Porém, há toda uma classe de hotéis de luxo voltados para fornecer a seus hóspedes momentos inesquecíveis pelo período de tempo em que ficarem ali.  

Há hotéis com spas, saunas, piscinas, salas de ginástica, vários tipos de restaurante, bares em todos os cantos, bibliotecas, campos de golfe, espaços para caminhadas, salões de dança e mais luxos do que você seria capaz de usar durante todo o ano.  

Estes hotéis chegam a cobrar milhares de dólares por apenas uma noite.

Eu não entendo muito bem a lógica de se fornecer tudo isso, mas vários indivíduos pertencentes ao 1% dos mais ricos mantêm estes lugares sempre cheios. E isso é ótimo!  

O dinheiro deles sai de seus bolsos diretamente para as mãos de recepcionistas, garçons, limpadores de piscina, porteiros, arrumadeiras, cozinheiros, limpadores de chão, pedreiros, operários que fazem reparos em instalações, e todos os outros tipos de profissões puramente manuais que você for capaz de imaginar.

Precisamos de muito mais de tudo isso. Veja o campeonato mundial de iatismo. Trata-se de algo absurdamente caro apenas para participar. Os iates podem custar mais de US$5 milhões. Apenas a manutenção eleva este valor alguns milhões a mais. Tal coisa seria absolutamente impensável para a esmagadora maioria dos mortais.  

No entanto, os ricos fazem tudo isso, e voluntariamente transferem sua riqueza diretamente para os menos abonados de todas as posições sociais e profissionais. 

Principalmente se você considerar toda a atenção dada pela mídia e toda a badalação que ocorre nas redondezas, há centenas de milhares de pessoas que se beneficiam desta extravagância dos ricos.

O que começa lá em cima sempre chega ao andar de baixo

O que é especialmente louvável neste comportamento dos ricos é que, todos os produtos que eles inicialmente adquirem antes do resto da humanidade, um dia se tornam amplamente disponíveis para todo o mundo, desde que, é claro, a economia de mercado esteja funcionando livremente.  

Na década de 1980, um celular era o supra-sumo do luxo. Hoje, celulares estão disponíveis para todos os pobres do mundo. O mesmo é válido para computadores. Eu carrego em meu bolso mais memória RAM e HD do que havia disponível, em conjunto, para os mais ricos e poderosos do mundo duas décadas atrás.

Os ricos são aquilo que chamamos de "adotantes primários". Eles são os primeiros a adotar toda e qualquer tecnologia que surge. Com o tempo, aquilo que era luxo se torna algo corriqueiro para o resto de nós. Produtos que antes estavam disponíveis apenas em lojas exclusivas e chiques, daquelas que você tem de marcar hora para poder entrar, acabam nas prateleiras de shoppings populares alguns anos depois. Os ricos desbravam as novidades, fazendo todo o serviço antes de nós. Desta forma, eles são os benfeitores da sociedade.

Ludwig von Mises, ainda na década de 1950, já tinha explicado e previsto este fenômeno, o qual está ocorrendo de maneira cada vez mais acelerada.

Quer espoliar os ricos? Forneça algo a eles

Se quisermos espoliar os ricos de seu dinheiro, temos apenas de criar cada vez mais oportunidades para que eles possam esbanjar milhões, até bilhões, em objetos e serviços que você e eu jamais sonharíamos adquirir. 

Precisamos de mais luxo, de mais fausto, de mais magnificência, de mais consumo conspícuo dos ricos, de mais bens e serviços tentadores, exagerados e exorbitantes que incitem os ricos a abrir mão do seu dinheiro.

Porém, é claro que, se quisermos tudo isso, teremos também de ter produtores capazes de fabricar estas coisas e vendê-las para os ricos. Isto significa uma sociedade trabalhadora, poupadora, acumuladora de capital e investidora.  

E isto, por sua vez, significa que não se deve punir o investimento e a acumulação de capital, nem tampouco criar impostos punitivos sobre as receitas geradas por aqueles investimentos voltados para os ricos.   

Impostos sobre a renda têm de ser zerados, assim como sobre bens de luxo. Quaisquer medidas que desestimulem a produção e a venda de bens de luxo têm de ser repelidas caso realmente se queira esvaziar os bolsos dos milionários.

Igualmente, é também preciso acabar com esta crescente ideia de que os ricos devem dar todo o seu dinheiro para amplas e dispersas instituições de caridade. A quem isto realmente beneficia? É difícil saber, mas certamente há organizações sem fins lucrativos que não fazem aquilo que alegam estar fazendo. Um caminho muito melhor seria estimular os ricos a enriquecerem o máximo possível e, depois, saírem gastando desmesuradamente por coisas que, no final, irão beneficiar a todos nós.

Para concluir

Apenas para deixar claro: não se está fazendo aqui nenhuma defesa do consumismo desbragado. A importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e, consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade. 

E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia

No entanto, os ricos, por definição, são aqueles que, exatamente por terem poupado e acumulado capital, podem agora se dar ao luxo de consumir mais conspicuamente. E é daí que se propõe que venha a redistribuição de renda (que é o objetivo exclusivo da proposta aqui apresentada).

Os ricos não levarão seu dinheiro para a cova. O mercado é a melhor, mais eficiente e mais pacífica maneira de fazer com que toda a riqueza seja distribuída para o resto do mundo.

Quer espoliar um rico e redistribuir o dinheiro? Crie e venda algo para ele.

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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Antônio Carlos  22/07/2020 18:29
    É como diz aquele meme.

    - "O que queremos?"
    -"Acabar com a pobreza!"
    -"E como vamos fazer isso?"
    -"Tomando dinheiro dos ricos e repassando para políticos!"
  • Marcelo  24/07/2020 09:55
    A maneira mais correta de espoliar os ricos é tributando o sistema bancário e acabando com a sua usura no mercado financeiro mundial.
  • Guilherme  25/07/2020 00:51
    Isso simplesmente aumentaria o spread e os juros cobrados por eles, prejudicando os mais pobres e os empreendedores.

    Nada inteligente.
  • Estado o Defensor do Povo  26/07/2020 06:40
    E ainda dificultaria a concorrência entre bancos, com os pequenos bancos se estrepando tudo, como qualquer linha de negócio.

    Nada inteligente.
  • Edujatahy  25/07/2020 13:19
    Exatamente. Leva toda a população mais pobre para a mão dos agiotas, tira toda as dezenas de fintechs que estão tentando inovar do jogo
    Genial.
    Parabéns pelo raciocínio anti-pobre, é exatamente isso que se espera de um socialista de iPhone.
  • Marcelo  27/07/2020 11:28
    Você precisa sair da "caixinha" para perceber que os bancos sempre ganham mais dinheiro com o socialismo do que com o capitalismo.
    financiando guerras, emprestando para governos e ganhando com o lucro inflacionário, o sistema bancário internacional controla hoje 90% do dinheiro do mundo todo.
    Por acaso, os bancos ganharam menos dinheiro no governo do PT? (Partido socialista).
    Os bancos não lucram na China, na Rússia e até na Venezuela?
  • Estado o Defensor do Povo  28/07/2020 17:30
    Eu odeio esse negócio de sempre querer vilanizar os bancos PQP, se for pra falar mal de alguém, então aponta pra algum banco em específico para poder o argumento ficar mais entendível.
  • Marcelo  29/07/2020 10:21
    Odiar é sentimento e não argumento.
    Suas impressões não são argumentos. Eu já dei fatos a serem estudados, antes de refutados.
    Opiniões baseadas em sentimentos não são opiniões, mas sim impressões pessoais sem qualquer valor argumentativo, além de impedir um crescimento intelectual verdadeiro.
  • Estado o Defensor do Povo  29/07/2020 21:43
    Dane-se, não tô afim de te refutar em nada, só pôr o sentimento pra fora.
  • Eduardo  22/07/2020 18:36
    Eu me lembro quando viralizou o vídeo do tal "Rei do Camarote", e os esquerdistas caíram de pau em cima dele dizendo que seus gastos que eram uma "afronta aos pobres" (pouco importa que o vídeo o mostrou cercado de seguranças claramente mais pobres do que ele).



    No entanto, esses mesmos simplesmente não abriram a boca pra reclamar dos gastos insanos de seus políticos e burocratas amados com luxos às custas de dinheiro público. (À época, Dilma e a comitiva do PT esbanjavam dinheiro do povo em viagens e banquetes de luxo na Europa. (Só em Portugal, a comitiva ocupou 45 quartos de hotel, ao custo de 71.000 reais)

    Outro raciocínio comum é o de inventar um número de bilhões de dólares que "acabaria com a miséria extrema", valor esse que o pessoal propõe que seja arrancado dos bilionários.

    Novamente, eles se esquecem que esses 'poucos' bilhões são muito menos do que seus governos amados já arrecadam e a miséria continua.

    Em resumo, trata-se de uma cretinice de quem quer ver rico (desde que do setor privado; eles não têm nada contra políticos e burocratas milionários e bilionários) ser espoliado, e não de quem genuinamente está meramente interessado em acabar com a miséria distribuindo renda.

    Talvez esse seja o objetivo secundário, atrás de espoliar ricos que eles não gostam.
  • Juliano  22/07/2020 18:45
    O mais lógico seria se comemorassem. Se realmente se importam com concentração de renda, nada melhor do que ter pessoas que ganham muito praticamente jogando dinheiro fora, gastando muito. Em cada ida à balada, o ricaço está 50 mil mais pobre e os funcionários da balada e seus fornecedores 50 mil mais ricos. A concentração de renda diminui cada vez que o cara vai para uma dessas noitadas.

    A questão principal é o ódio a quem tem mais, inveja pura e simples. É a repetição das falácias batidas, do jogo de soma zero, dos slogans marxistas que já estão desbotados. E como a hipocrisia sempre foi a marca registrada da esquerda, não houve nenhuma palavra sobre os milhares de dólares por noite de hotel quando Dilma se hospedou em NY.
  • Ricardo  22/07/2020 18:46
    Não adianta. Esse pessoal tem tara é em ver dinheiro indo para o bolso de políticos, burocratas e funcionários públicos. Eles não têm a mais mínima ideia de que um rico torrando dinheiro na balada está gerando empregos para vários tipos de pessoas, desde motoristas de caminhão que distribuem as bebidas a leões de chácara e porteiros. Trata-se de uma redistribuição explícita de renda.
  • Malthus  22/07/2020 18:48
    E contra o verdadeiro "Rei do Camarote" (sua excelência Guido Mantega), que usava nosso dinheiro, ninguém protestou:

    Lanches de ministro da Fazenda em voos da Força Aérea têm até caviar
  • ALEXANDRE  31/07/2020 13:56
    APENAS PARA PROVOCAR.

    A questão é que para o pobre de dinheiro poder produzir bens e serviços que atraiam a atenção dos ricos é um outro mecanismo extremamente difícil em nossa sociedade. Qual empresa do Brasil, de pobres, poderia construir um automóvel similar a um ros royce. Qual grupo de cidadãos de classe médica poderia construir um hotel de 5 ou 6 estrelas?Qual grupo de pobres podem construir um restaurante com o DOM?

    Certamente, com educação financeira, que gerasse organização dos pequenos e consequentemente uma soma grande, seria possível um pobre financeiramente ser acionista de uma empresa que tivesse capacidade de fornecer caros serviços de excelência para um rico e assim expropia-lo voluntariamente.

    Mas aí, existem dois pontos importantes: (1) O brasileiro médio não tem esta educação/conhecimento para se organizar em grupos financeiros com seus iguais para aumentar o seu poder de investimento e adquirir dividendos desse arranjo, dividendos estes que ele jamais conseguiria adquirir apenas com seu próprio capital. (2) Boa parte das empresas que fornecem produtos e serviços para os ricos já pertencem aos próprios ricos. Então um rico esbanja no camarote, com vinhos que ele próprio produz. Ou um rico viaja numa primeira classe de um voo a 15 mil dólares sendo que ele é dono de uma empresa que da manutenção nos aviões da companhia. Um rico se hospeda num hotel 5 estrelas sendo que ele é sócio da seguradora daquele hotel. Os ricos, se arranjam entre si. Não sou rico, sou apenas um médico comum, mas na condição de médico tenho descontos em todos os serviços de saúde que eu uso, não so desconto, como sou atendido melhor e mais rápido. Todos eles veem em mim, um potencial elevador do consumo dos serviços que eles ofertam. Como não sou rico, apenas conjecturo que, dentre os ricos, ativamente ou intuitivamente, as suas estruturas se beneficiam, dificultando ainda mais a atuação do pobre neste nicho. Evidentemente que o pobre, ao dar suporte ao rico para prestar serviço ou vender bens a outro rico, por tabela acaba se beneficiando, mas, numa estrutura de lucros e impostos, fico receoso do quanto de consumo seria necessário para que a fração direcionada ao pobre seja efetivamente relevante.
  • Pires  31/07/2020 14:21
    Criar uma empresa para atender aos ricos não é a única alternativa disponível. O pobre não precisa criar uma empresa. Ele pode perfeitamente ser um assalariado dessas empresas. Você acha que a camareira de um hotel da rede Ritz é rica? O garçom de um restaurante chique é rico? O manobrista? O mecânico de um jatinho? O borracheiro que repara o pneu de uma limusine? O pescador de lagosta e de esturjão?

    Todos estes participam da intrincada rede responsável por ofertar bens e serviços aos ricos. Todos eles melhoram de vida ao vender para os ricos. Todos eles ficariam em pior situação caso os ricos sumissem ou tivessem parte da sua riqueza espoliada e desviada para políticos e burocratas.
  • Alexandre  31/07/2020 17:48
    Mas aí vc entra no segundo problema q eu citei e que faltou vc ler. Buscar ganhar sobre uma maximização do consumo dos ricos, sendo vc um funcionário do rico, dificilmente esse funcionário irá enriquecer e muito poucos chegarao à classe média, uma vez q o lucro nesse contexto é o resultado da divisão do faturamento sobre muitas etapas do processo.

    Logo, ao mais razoável, eliminar os intermediarios, qual seja, (1) o empresário que contrata o funcionário, neste caso o funcionário se tornando o patrão, ou sócio da empresa. O q não é possível ao meu ver pela ignorância de conhecimento do cidadão brasileiro comum, ou (2) o estado, que espolia o patrão q espolia o funcionário. Confesso q neste cenário avaliar como muito mais justo eliminar o estado.
  • Miscelânea  31/07/2020 18:43
    E para onde afinal vai o dinheiro da compra dos carros? Você acha que os patrões embolsam tudo? Se fosse assim, não faria nenhuma diferença a quantidade de vendas, certo? Dado que vai tudo para os patrões (o que significa que os empregados trabalham de graça), pouco importa a quantidade arrecadada. No final, tudo se traduz na velocidade com que suas contas bancárias variam. Lucros e prejuízos são coisas inexistentes nesse modo de pensar.

    Segundo você, se todos os ricos pararem de comprar Rolls-Royce, os trabalhadores da fábrica de pneus que fornece para a Rolls-Royce não sofrerão nada. Um total contrassenso.

    Por essa sua lógica, seria totalmente indiferente para um borracheiro se há muitas pessoas consumindo pneus ou nenhuma.

    Se o gasto na compra de carros não afeta os ganhos do borracheiro, então, pela sua lógica, se as pessoas deixarem do comprar carros o borracheiro ficará na mesma.

    Faz sentido?

    Entenda: mais compras dos ricos se traduzem em mais dinheiro no caixa das empresas. E o que as empresas fazem com esse dinheiro extra? Acendem charutos? Não, reinvestem. Se não fizerem isso, a concorrência os comerá vivos.

    Toda empresa, por definição, tem de reinvestir. Se ela não reinvestir, nem sequer haverá maquinários nas empresas (pois estes se desgastam, se depreciam e precisam de peças de reposição).

    Logo, mais dinheiro no bolso de empreendedores significa mais investimentos (desde que a economia seja livre, é claro), mais empregos, mais salários, mais desenvolvimento.

    O que você na verdade quis dizer é que não faz a mínima diferença qual foi o lucro — afinal, todo o dinheiro vai exclusivamente para a conta dos patrões. Isso é um raciocínio típico de quem nunca empreendeu nada, e acha que ganhar dinheiro é fácil.
  • Imperion  31/07/2020 18:17
    Isso porque os ricos compram os produtos que querem consumir. E quem fornece fica rico. O pobre pode sim produzir para os ricos e fazer carros como os Roll Royces para os ricos. Mas é necessário abandonar a ganância de espoliar os outros e começar a produzir, coisa que não são estimulados a fazer, pois são apoiadores de políticas de esbulho de renda (querem receber dos outros sem dar nada em troca e votam em políticos que mantêm esse status quo).

    Os maiores prejudicados são eles mesmos, pois não conseguem fazer poupança necessária pra investir em si mesmos, nos bens de capital necessários para a produção produtiva, se especializar em algo, que é o que traz o conhecimento "rentável".

    Por último, Rolls Royces só são possíveis com o trabalho de umas mil pessoas; é coisa de grupo. O pobre então tem que aprender a cooperar. E para isso abandonar a mentalidade de que o capitalismo é selvagem.

    Não é fácil enriquecer, mas muitos tem a mentalidade de que se tem que tirar dos outros pra começar numa largada igual…
    E essa falha de caráter toda tem um preço karmico: a pobreza. Caem na conversa de políticos e se mantêm pobres.
  • Desafiante  22/07/2020 18:51
    Ok, tudo certo com a lógica, só que no atual rumo da economia, esse dinheiro irá principalmente para o DONO da fábrica de carros, para o DONO da fábrica de pneus, enfim, para outras pessoas tão ou mais ricas quanto o cliente do hipotético phantom. Eles podem até contratar mais mão de obra, mas no atual rumo das coisas, esses funcionários serão cada vez mais mal pagos, cada vez mais mal assistidos pelo estado e terão cada vez menos direitos, em troca de um salário cada vez menor.
  • anônimo  22/07/2020 19:00
    "mas no atual rumo das coisas, esses funcionários serão cada vez mais mal pagos"

    Graças aos encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, bem como à carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro.

    Encargos sociais: INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S

    Encargos trabalhistas: 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Carga tributária: IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa um determinado valor, mais CSLL cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. 

    No final, a alíquota efetiva do IRPJ é de 34%, a quarta maior do mundo.

    Desse jeito, realmente, não há como trabalhadores serem beneficiados.

    Começou a entender o problema? Aliás, mais importante ainda: começou a entender de onde realmente vem o problema?

    "cada vez mais mal assistidos pelo estado"

    Sim, pois o estado existe apenas para espoliar a riqueza alheia, como comprovado acima.

    Começou a entender o problema?

    "e terão cada vez menos direitos, em troca de um salário cada vez menor."

    Direitos, como mostrado acima (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões), eles têm inúmeros. Só que, para terem esses direitos, seus salários ficam cada vez mais achatados. Não há, afinal, almoço grátis.

    Querer que haja aumento salarial no Brasil com todo este peso do estado é querer milagres dignos de canonização.

    Começou a entender o problema?
  • Desafiante  22/07/2020 19:07
    Certo, mas meu ponto é que o dinheiro da compra dos carros de luxo não vai diretamente para as pessoas que os produzem e distribuem. Vai para os donos das empresas que fazem isso. Concordo plenamente que essas empresas são ultra-taxadas. Mas, supondo que esta carga fosse aliviada, esperar que os grandes empresários distribuam esse "alívio" de forma justa aos seus trabalhadores me parece um pouco utópico. O comunismo não funciona porque é inerente ao ser humano não aceitar que sejamos todos iguais. Será então que os donos de empresa aceitariam dividir mais lucros de forma justa com quem trabalha para eles? Ou eles comprariam mais carros de luxo para eles mesmos? Não seria trocar um mal pelo outro?
  • Amante da Lógica  22/07/2020 19:19
    Releia o que você escreveu. Com calma. Você verá que sua lógica não faz o mínimo sentido.

    Para onde afinal vai o dinheiro da compra dos carros? Você acha que os patrões embolsam tudo? Se fosse assim, não faria nenhuma diferença a quantidade de vendas e nem a arrecadação total, certo? Dado que vai tudo para os patrões (o que significa que os empregados trabalham de graça), pouco importa a quantidade arrecadada. No final, tudo se traduz na velocidade com que suas contas bancárias variam. Lucros e prejuízos são coisas inexistentes nesse modo de pensar.

    O que você parece não entender é que menos impostos se traduzem em mais dinheiro no caixa das empresas. E o que as empresas fazem com esse dinheiro extra? Acendem charutos? Não, reinvestem. Se não fizerem isso, a concorrência os comerá vivos.

    Logo, mais dinheiro no bolso de empreendedores significa mais investimentos (desde que a economia seja livre, é claro), mais empregos, mais desenvolvimento.

    O que você na verdade quis dizer é que não faz a mínima diferença qual foi o lucro — afinal, todo o dinheiro vai exclusivamente para a conta dos patrões. Isso é um raciocínio típico de quem nunca empreendeu nada, e acha que ganhar dinheiro é fácil.

    Consequentemente, você afirma que, dado que o lucro não vale nada, o ideal é ter o governo tributando ao máximo, pois o governo é a entidade que consegue o milagre de tomar dinheiro de uns, dar para outros e, com isso, fazer com que haja mais bens disponíveis na economia. É como se você retirasse, com um balde, água do lado fundo da piscina, jogasse no lado raso e, com isso, fizesse com que o nível total da água da piscina subisse. Ou seja, por essa lógica, o governo faz mais milagres que Jesus.
  • marcelo  22/07/2020 19:20
    Desafiante, se fosse assim, hoje em dia nenhum trabalhador teria celular, TV LCD ou de plasma ou de LED, TV a cabo em casa, Netflix, máquina de lavar, carro, casa, viajaria de avião, 4G farta, etc.

    A renda ia ser só pra comprar comida e pagar com sofrimento um aluguel de um mísero casebre. Mas olhe ao seu redor e veja que não é isso o q acontece.

    Quando será q essa cegueira coletiva vai acabar??

    Ano passado uma colega minha contou espantada que a diarista que trabalha na casa dela disse q não poderia mais fazer faxina num certo dia da semana, pois vai praticar natação. Vai dizer q diarista agora é proprietária de bens de capital e faz faxina por excentricidade?
  • Constata%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o  22/07/2020 19:21
    Algo me diz que a produção de carros só continua depois que eles são vendidos (e os empregos que isso gera, idem) porque o lucro é reinvestido...
  • Jonas Hotzengard  22/07/2020 19:31
    Desafiante, não são os empresários que escolhem quanto os funcionários devem ganhar. Se assim fosse, eles sempre escolheriam pagar R$ 0,00 . Também não haveriam empregos com salários maior que o salário mínimo. Tampouco é o funcionário que escolhe o salário que vai receber. Caso fosse, ele sempre escolheria receber infinito. Quem define o salário não é o patrão, não é o funcionário. É o mercado. Oferta e demanda. Eis um fato: Se o lucro do empresário aumentar, novas empresas e novos concorrentes surgiram justamente em busca desse lucro. Com esse nova concorrência, a concorrência por mão de obra aumenta. Com maior concorrência por mão de obra, o salário do funcionário aumenta. Ou seja, o empresário vai ser forçado a aumentar o salário do funcionário. Não é por bondade que ele fará isso, entendeu agora?
  • Ex-micro  22/07/2020 19:33
    Desafiante, experimente dar uma volta pela cidade e pensar quantas empresas tem apenas clientes ricos. Aí imagine que não existem ricos. O que acontece com as empresas ?

    Loja da BMW ? Não existe mais.
    Loja da H.Stern ? Não existe mais.
    Loja da Prada ? Não existe mais.
    Restaurante caro especializado em comida francesa ? Não existe mais.
    Hotel chique com diárias de quatro dígitos ? Não existe mais.
    Motel com suíte de 300 m2 ? Não existe mais.
    Academia super-chique com personal trainer exclusivo ? Não existe mais.
    Pet Shop de luxo que vende ração orgânica importada mais cara que filé mignon ? Não existe mais.
    Agência de viagens especializada em cruzeiros de luxo, estações de esqui e ilhas particulares ? Não existe mais.
    Aluguel de helicópteros e jatinhos ? Não existe mais.
    Galeria de arte ? Não existe mais.

    O artigo não diz que um milionário, ao gastar, torna todos os outros igualmente milionários. Diz que ele distribui riqueza. Quantas empresas e quantos empregos desapareceriam se a situação acima se tornasse realidade (que é o que você defende) ?
  • Imperion  22/07/2020 20:44
    E não vai mesmo. O lucro da empresa deve ir pra quem arriscou o seu para comprar o terreno, as instalações, os insumos que são fabricados. Essa parte é do dono e deve ir mesmo pra ele.

    O empregado só entrou com trabalho proporcional. Ele só recebe proporcional também.

    É muito fácil o empregado receber os lucros tb: basta ele entrar de sócio com seu patrão. Se vc entra junto aos riscos da empresa e ajuda a pagar os bens de capital da empresa. Não somente com trabalho. O trabalho é remunerado mês a mês.

    Já o lucro é pra quem entra de sócio.

    Mas a pessoa tem que querer. Pois investir é deixar de ganhar e só obter retornos futuros. Nenhum empregado que desconhece isso vai querer. Investir agora e só receber dez por cento e em anos?

    Se o dono da fábrica não tivesse gastado na montagem desta, pra só receber anos depois, ninguém tava empregado. Os lucros são a parte dele. Se ele não vai receber o dele, não tem porque ele manter algum empregado. Estes não receberiam nada. Cada um recebe o seu. O empregado pode sim virar capitalista e ganhar mais. Mas tem que querer trocar o salário pelo risco de ser sócio. Lucros são para os sócios.

    E os salários destes achatam por causa do excesso de obrigações que as empresas pagam e vão para os políticos. Esse dinheiro investido todo na empresa faria sim o empregado ganhar mais. O dono lucraria mais também.

    O dono pra lucrar mais acima da concorrência tem que investir mais em bens de capital que aumentam a produtividade de sua equipe. E o aumento da produtividade destes obriga ele a pagar mais para cada um. Se ele não fizer, a concorrência pagará e pegará o empregado altamente produtivo pra si. Por isso que as empresas que estão indo bem aumentam os salários, ao passo que as que andam pra trás encolhem ou mandam embora.

    Compensa e muito aumentar os salários dos empregados produtivos. Isso garante mais lucros, e o que o dono quer é recuperar logo aquele dinheiro que ele investiu lá atrás, mas que só vai recuperar em 10 anos.
  • Nicolas S.  24/07/2020 23:39
    Acho que a lógica está certa no sentido que o dinheiro circularia, mas não é como se no momento da venda do carro o cara que fez a borracha da roda ganhasse mais, sim, o dinheiro iria para o caixa da empresa, que até poderia reinvestir o dinheiro no salário de seus funcionários, mas faria mais sentindo ela investir em outra coisa, como na contratação de novos funcionários ou marketing seria mais custo-benefício, já que aumentar o salário dos funcionários de certa forma seria caro e quase sem retorno, isso aconteceria pouco.

    Para elevar o salário dos funcionários deveria ter um aumento nas pessoas ricas do país, e uma vez que a compra de bens de luxo caros não distribui a renda diretamente(também poderia ir para o dono, ter corrupção e etc)o que geraria seria justamente o aumento de empregos que não faria as pessoas enriquecerem e sustentar esse sistema.

    Claro, se uma pessoa desempregada ou com um emprego pior, fosse contratada pela empresa devido ao reinvestimento em novos funcionários, a pessoa teria mais dinheiro para gastar com bens menos luxuosos e caros que o Phantom, mas mais caros que o que ela poderia gastar anteriormente, mas isso seria seria um processo lento e menor do que o artigo da a entender.
  • Borracheiro  25/07/2020 00:43
    Por essa sua lógica, seria totalmente indiferente para o borracheiro se há muitas pessoas consumindo pneus ou nenhuma.

    Se o gasto na compra de carros não afeta os ganhos do borracheiro, então, pela sua lógica, se as pessoas deixarem do comprar carros o borracheiro ficará na mesma.

    Faz sentido?
  • Nicolas S.  25/07/2020 03:15
    Faz

    Eu esqueci de dizer algumas coisas.
    A questão é que nesse caso a rolls-royce provavelmente compra de uma fábrica de pneus grande, e supondo que um trabalhador, ou vários trabalhadores(mais provável que seja máquinas) fabricam o pneu para o carro, eles tem um salário fixo para fazer isso, que independente da venda não aumenta, só aumentaria se a empresa reinvestisse. E daí cai nas coisas que eu falei antes.
    Esqueci de falar sobre o salário fixo, se fosse uma empresa pequena de poucos funcionários minha lógica não se aplicaria.
  • Borracheiro  27/07/2020 00:11
    1) Não muda absolutamente nada da sua lógica. Segundo você, se todos os ricos pararem de comprar Rolls-Royce, os trabalhadores da fábrica de pneus que fornece para a Rolls-Royce não sofrerão nada. Um total contrassenso.

    2) Toda empresa, por definição, tem de reinvestir. Se ela não reinvestir, nem sequer haverá maquinários nas empresas (pois estes se desgastam, se depreciam e precisam de peças de reposição).

    Por favor, pare de falar do que claramente não entende.
  • Raul  22/07/2020 20:22
    Ok, agora simplesmente substitua o cliente comprador do Phantom pelo dono da fábrica de carros, ou da fábrica de pneus, e continue seu raciocínio lógico. Todos eles irão gastar seu dinheiro em alguma coisa, alimentando o "ecossistema", gerando mais emprego e renda para as classes mais abaixo. Quanto ao salário dos empregados o que o faz aumentar não é o Estado, e sim a sua disputa pelos empregadores. Quanto mais empregados se sentirem encorajados a abrir o seu próprio negócio e virarem empregadores, mais os salários aumentarão naturalmente devido à concorrência.
  • Carlos Lima  24/07/2020 08:41
    Desafiante, hein? quanta pretensão! mais um suicida tem sua lógica completamente destruída. chego a ter pena dessa pessoa. mesmo assim, admito que ler os diversos comentários rebatendo, ponto a ponto, as colocações dele, me provoca verdadeiros orgasmos mentais. beleza, mas, deixando de lado o sadismo, penso que o IMB deveria colocar uma advertência na página principal do site dizendo: ATENÇÃO! ESTE AMBIENTE ESTÁ TOTALMENTE CONTAMINADO POR CAPITALISTAS ASSUMIDOS, QUE USAM E ABUSAM DE UMA LÓGICA IMPECÁVEL; DETRATORES DO CAPITALISMO CORREM SÉRIOS RISCOS DE TEREM OS POUCOS NEURÔNIOS QUE AINDA LHES RESTAM REDUZIDOS A PÓ...
  • Lucas  22/07/2020 19:02
    Este raciocínio vem de longe. Sem o desejo de ostentação das classes abastadas, teríamos um mundo sem Dante, Michelangelo, Mozart, Da Vinci, Shakespeare, Bach, Goethe etc... Em suma, um mundo em que eu não gostaria de viver!

    Suas subsistências individuais fizeram maior bem para a humanidade do que as "benesses coletivas" que o estado geralmente nos fornece: guerra, regulações e atualmente os ditos serviços sociais.
  • Vagner  22/07/2020 19:05
    Um bom tempo atrás vi uma reportagem na TV sobre Dubai. O luxo é símbolo da cidade. Sheiks gastam milhões com coisas banais. Porém, uma taxista, que só levava passageiros do sexo feminino, retirava em média de US$ 5.000 por mês. Hoje deve ser bem mais.
  • Pedro Ledoux  22/07/2020 19:27
    Em 2012, a França caiu nessa tentação socialista de aumentar a tributação dos ricos e das grandes fortunas achando que isso iria resolver os problemas.

    Como consequência os banqueiros franceses pegaram a grana que tinham e se mandaram pra Londres. No início de 2015, o governo francês recuou e revogou esse aumento de imposto.

    Rico não gasta a maior parte da grana com consumo (até porque ele nem consegue). Ele a investe. Por isso tributar grandes fortunas é um tiro no pé. Pois o rico simplesmente vai pegar a grana e investir ela em alguma outra coisa em algum outro lugar. E aí ele vai consumir menos no país de origem e, pior ainda, investir menos também ali. Será um golpe duplo para a criação de emprego e renda.
  • Constatação  22/07/2020 19:35
    Aí pelo menos há um meio de fugir.

    A mais nova é que a UE emitirá 750 bilhões de euros em títulos de dívida (bancados por todo mundo no bloco) a título de "combater os efeitos da pandemia". Os palhaços em Bruxelas conseguem criar dois problemas: o primeiro mandando que as pessoas fiquem em casa ou com os negócios parados, quebrando a economia... e o segundo, fazendo as mesmas pessoas pagarem o prejuízo pelo qual não são responsáveis.
  • Imperion  22/07/2020 19:59
    Já disse antes, deixa os ricos gastarem seu dinheiro. Eles vão entupir os outros de grana e estes vão investir em maquinário pra produzir mais bens. Isso faz os preços despencarem.

    Tributar os ricos, por outro lado, faz com que estes gastem menos, as empresas ficam com menos, não investem e diminuem a produção. Isso diminui a oferta de bens e causa escassez e aumento de preços. Todos perdem.

    E pra que? Porque acreditam que se espoliar a riqueza de outros, vão receber um quinhão. Não recebem e continuam acreditando que vão. Não há diferença entre roubar e terceirizar o roubo pelo estado.

    Se você torce pra que outro seja roubado pra vc receber, vc tb cometeu o crime. É uma questão de caráter.
  • Roberto  22/07/2020 20:26
    "Porque acreditam que se espoliar a riqueza de outros, vão receber um quinhão."

    Desejam distribuir a propriedade alheia e gostam de votar impostos, mas não de pagá-los. Acham que a sociedade deve distribuir mais do que produz, desde que eles próprios se encarreguem da distribuição. Como diz o ditado: "muitos dos interessados na distribuição do bolo querem sobretudo o controle da faca"
  • FL  22/07/2020 20:07
    Um ponto bem levantado pelo artigo e que (quase) ninguém percebe é isso: os mais ricos não têm aquela fortuna divulgada em suas contas correntes, esperando para ser gasto. O caso do Jeff Bezos é um bom exemplo: obviamente ele tem alguns milhões, talvez até bilhões, disponíveis para gastar. Mas a grande parte da sua riqueza está na forma das ações da sua empresa. Como ele conseguiu tudo isso? Apenas fornecendo uma necessidade dos consumidores, simples (sem entrar nos detalhes de incentivos fiscais e tudo mais). E para mim o mais curioso é o seguinte: se ele quiser vender todas as suas ações para realmente embolsar todo aquele valor, não vai conseguir (pelo menos não pelo valor de mercado atual), pois um despejo de ações no mercado funcionaria igual qualquer outro produto: quando há muita oferta e não há demanda equivalente, o preço desaba. A linguagem também tem um peso nisso: estes dias vi uma reportagem dizendo que o Bezos havia FATURADO x bilhões em um dia. Não, ele não faturou nada disso, foi o valor de mercado da empresa que subiu.
  • Carlos Brodowski   22/07/2020 20:32
    Isso é básico, mas realmente poucos sabem disso. A galera realmente acredita que toda a fortuna de Abílio Diniz e Jorge Paulo Lehman está paradinha em um banco, pronta pra ser confiscada.

    Quando dizem que Jeff Bezos tem 190 bilhões de dólares, eles realmente acreditam que tal valor está numa conta bancária…
  • Drink Coke  22/07/2020 20:52
    Ontem entrei no instagram de alguns portais que divulgaram a noticia dos 13 bi que o Bezos "ganhou" em um dia, rapaz que esgoto era a caixa de comentários, lamentável, em todos os portais que você entrava, até portais de economia, argumentos fundamentados com achismo e ignorância apenas camuflando a inveja daquela pessoa. A Amazon não é nenhuma entidade inacessivel, é uma empresa de capital aberto desde os anos 90, qualquer um poderia e pode ser sócio da empresa e está dividindo está riqueza. Mas ninguém comemora ou aplaude aquilo que a Amazon realmente proporcionou, uma melhoria na vida dos consumidores através de menores custos e mais comodidade.
  • Vladimir  22/07/2020 21:20
    Bezos não "ganhou" mais 13 bilhões. Bezos gerou mais 13 bilhões adicionais em valor para os consumidores.

    Não entraram 13 bilhões na conta bancária de Bezos. A valoração de sua empresa é que aumentou em 13 bilhões, graças aos serviços prestados aos consumidores.

    Quem decidiu valorizar Bezos em mais 13 bilhões foram os consumidores, e voluntariamente.
  • Imperion  22/07/2020 22:03
    Uns 95 por cento da fortuna dele é bens de capital.
    Se enfiassem um imposto sobre fortuna nele de 40 por cento, pra pagar isso ele ou teria que vender 40 por cento dos seus bens de capital ou mandar 40 por cento dos seus empregado embora. Pois ele encolheria a empresa pra tirar dinheiro vivo pra pagar o espolio.
    O mais certo é fechar a empresa toda e se mandar do pais se tal imposto passasse.
  • Drink Coke  22/07/2020 23:26
    Eu sei que o Bezos não ganhou 13 bi, foi só uma valorização de suas ações da Amazon, por isso coloquei o ganhou entre aspas, mas as materias "jornalisticas" usaram essa palavra.
  • anônimo  22/07/2020 21:38
    sessao de comentarios em geral costuma dar cancer nos olhos de tao toxico
    mas eh bom lembrar que muita gente na internet esta ali despejando odio justamente como forma de escapar da realidade mediocre em que vivem - isso diz mais sobre eles do que sobre o que estao tentando criticar
    nao tem muito o que fazer com adultos que acham que o fracasso da vida deles eh por causa do sucesso dos outros
  • Judeu  22/07/2020 20:26
    É nítido que a social-democracia está entrando em colapso no mundo todo. As promessas feitas pelos políticos divulgadores de tal sistema não estão conseguindo sair do papel, portanto estão arranjando bodes expiatórios pra conseguir arrancar cada vez mais dinheiro pra esse sistema.

    O problema para eles é que estamos em 2020, não em 1980. É cada dia mais fácil burlar impostos, leis trabalhistas, decretos idiotas, taxação sobre heranças, etc. Então a única saída pra eles é ficarem cada vez mais radicais, já que isso é determinante pra vida ou morte deles.

    A mesma coisa pode ser dito sobre a internet. A internet deixou os reis nus. Cada dia que passa, políticos estão sendo vistos como realmente são: ladrões parasitas sem escrúpulos. Não à toa querem leis cada vez mais intrusivas para censurar tudo o que podem. Fiquem com esse vídeo.

  • MAURICIO GOMES  22/07/2020 21:37
    Ou desinformação,afinal nossa educação só forma imbecis coletivistas que não pensam ,apenas reagem e pedem sempre mais estado-babá.
  • Ex-microempresario  22/07/2020 21:47
    O comentário do "desafiante" lá em cima mostra bem porque essa turma odeia a chamada "classe média". Para a idéia deles fazer sentido, só podem existir, de um lado, os burgueses bilionários exploradores, e do outro lado, os pobres explorados que trabalham por uma mixaria para não morrer de fome.

    O "desafiante", que provavelmente não tem a menor idéia de como funciona uma indústria, deve acreditar piamente que uma empresa como a Rolls-Royce contrata funcionários semi-analfabetos e paga os piores salários possíveis.

    Afinal, no mundo do "desafiante", que deve ser uma universidade pública ou uma repartição pública, coisas como competência, talento, conhecimento e experiência são absolutamente inúteis; nada mais óbvio que ele pensar que o resto do mundo também funciona assim.
  • Felipe L.  22/07/2020 22:48
    Rolls-Royce é feito de maneira praticamente artesanal. O interessante é que os carros, à medida que foram ficando mais acessíveis e em processo mais robotizado, o processo de produção mais artesanal é que acabou ficando como algo refinado. O Toyota Century é a mesma coisa. Bom, o Century é um Rolls-Royce japonês.

    Agora falando de aviões. Décadas atrás, na década de 50, os aviões aparentavam ser mais espaçosos, as pessoas até iam muito bem-vestidas, porque ainda era um luxo viajar de avião. Hoje é comum os poltronas serem mais enxutas e com materiais menos nobres. Esse fenômeno ocorreu pelo fato de uma maior parte do público hoje dos voos aéreos ser de pessoas mais pobres, assim como as crescentes regulações sobre o setor? Inflação? Diminuição no tempo das viagens?

    E agora falando do próprio Brasil e voltando aos carros. A década de 80 foi um desastre, com hiperinflação e protecionismo. O Chevrolet Monza, que chegou por aqui em 1982, apresentava um interior com materiais que hoje não se encontram em carros de sua categoria atual (que hoje seria da categoria de um Honda Accord). Apesar de o similar alemão (Opel Ascona) ser mais bem-acabado (por motivos óbvios...), o carro tinha um interior muito bonito. O cruzeiro era praticamente uma porcaria, pior do que hoje é o peso argentino. Com uma moeda ruim assim, então a única explicação para um carro como o Monza ter um interior refinado assim é pelo fato de que, por ele ser um carro de luxo à época e portanto com público de maior poder aquisitivo, isso provocou então esse fenômeno. Faz sentido para vocês? Lembrei também do Santana do mesmo período. Hoje, apesar de os carros possuírem grandes melhoras em questão de comportamento dinâmico, consumo e maciez na operação dos comandos, é comum ver carros com interiores simples. Um exemplo é o próprio Polo feito no Brasil. Na Europa parece que o Polo sofreu também depenação no acabamento interno. Ou isso foi mudança de prioridades, de forma que pelo carro ter ficado mais acessível, então eles cortaram custos em umas coisas e investiram em outras?
  • Felipe L.  23/07/2020 01:06
    Fazendo um adendo, esse ódio aos ricos é coisa de invejoso esquerdista que quer alimentar o próprio ego. Pobre no Brasil quer comprar o seu carro popular, encher o tanque, fazer churrasco, pagar uma boa escola para os filhos e morar em um bom bairro para não se preocupar com criminalidade.

    Esse texto só confirma.
  • Fritz inteligente e educado  23/07/2020 12:05
    "Agora falando de aviões. Décadas atrás, na década de 50, os aviões aparentavam ser mais espaçosos, as pessoas até iam muito bem-vestidas, porque ainda era um luxo viajar de avião. Hoje é comum os poltronas serem mais enxutas e com materiais menos nobres. Esse fenômeno ocorreu pelo fato de uma maior parte do público hoje dos voos aéreos ser de pessoas mais pobres, assim como as crescentes regulações sobre o setor? Inflação? Diminuição no tempo das viagens?"

    Nem me fale, o tempo todo vejo pessoas reclamando que os aviões estão cada vez mais apertados e soltando coisas como "essas empresas só querem ganhar dinheiro à todo custo" e baboseiras do tipo, se esquecem totalmente de que graças justamente à isso é que hoje mesmo com todas as regulações e tudo mais as passagens estão cada vez mais baratas, tanto é que hoje se vê pessoas de classe média baixa nos aviões, pelo menos em voos domésticos, algo inimaginável até um par de décadas atrás. Pelo jeito eles preferem a época em que voar era luxo da classe média alta.

    "Pobre no Brasil quer comprar o seu carro popular, encher o tanque, fazer churrasco, pagar uma boa escola para os filhos e morar em um bom bairro para não se preocupar com criminalidade."

    Sinto que esta é a mais pura verdade, a grande maioria dos pobres não quer prejudicar ninguém, só querem ter uma vida digna e oportunidades de crescimento, mas a esquerda que tanto se autoproclama representante destes mesmos pobres vai no caminho oposto, estimula o ódio e a inveja contra os ditos "privilegiados", mas como o pobre em geral não compra esse discurso tão fácil são obrigados a prometer benesses, serviços "públicos, gratuitos e de qualidade", além de apelar para as tais "minorias".

    O que mais me enoja nesse pessoal é a forma com que eles advogam para si o monopólio das boas intenções, é tipo "se você é uma pessoa boa que não gosta de ver pobre sofrer , você tem que ser de esquerda", como se qualquer um que discorda das ideias tortas e contraditórias deles fosse por definição um psicopata que só quer ver o circo pegar fogo. Jamais param para pensar que conservadores, liberais, libertários, etc, não querem ver pobres se ferrando, pelo contrário, todos querem que todos possam viver melhor, a discordância está só na forma de chegar lá.
  • Bruno Feliciano  23/07/2020 03:05
    Felipe, acho que a mudança de consumo na sociedade tem parcela de responsa nisso. As regulações estatais também, uma vez que produzir carros não tem sido algo deflacionado constantemente, devido as custos de produção mais altos impostos pelo estado. Logo se economiza e outras coisas para tentar manter o preço competitivo.

    Outra coisa foi o plástico, o plástico quando ganhou refino na produção, passou a substituir muitas coisas com a intenção de baratear a produção.
    Acho que os consumidores também passaram a querer mais refino na utilidade, economico, robusto e confiável (vide Toyotas e Hondas dominam o mundo nesse quisito)

    Já os franceses, na qual eu tenho um vindo diretamente da terra do cuckismo, costumam ser mais criativos e melhor acabados, mas a qualidade não é a maior preocupação deles, não é atoa que tem uma péssima reputação mundo afora, principalmente no Brasil. Só na Argentina que gozam de alguma credibilidade e olhe lá!

    Muitos conceitos mudaram, eu acho lindo faróis escamoteaveis dos anos 80 e 90, mas é algo que penaliza eficiência, cria um arrasto descomunal e fora problemas de durabilidade devido ao seus sistema.

    Eu já falei isso aqui no mises e repito: Os carros passaram a ser mais parecidos sim não só por causa das regulações e distorções do dedo estatal, mas também pelo advento da aerodinamica, segurança e padrão de consumo.

    Carro é visto como um objeto qualquer, aqui ainda é visto pra ostentar e status, mas la fora nem isso. Talvez a preocupação com a qualidade de acabamento tenha caído por isso, quando os consumidores mudam sua visão sob um produto, o produto muda.
  • Trader  23/07/2020 14:30
    "O cruzeiro era praticamente uma porcaria, pior do que hoje é o peso argentino. Com uma moeda ruim assim, então a única explicação para um carro como o Monza ter um interior refinado assim é pelo fato de que, por ele ser um carro de luxo à época e portanto com público de maior poder aquisitivo, isso provocou então esse fenômeno. Faz sentido para vocês?"

    Na época, as grandes empresas calculavam em dólar. O cruzeiro era o meio de troca, mas a unidade de conta era o dólar.

    Tão logo as grandes empresas auferiam suas receitas em cruzeiro, elas compravam dólar. E como o dólar subia religiosamente todos os dias (e subia de acordo com a inflação projetada), acabava sendo um bom investimento. Era como um CDI turbinado.

    As empresas pagavam os trabalhadores em cruzeiros (até porque eram obrigadas a isso; é proibido pagar brasileiro em dólar), mas tinham suas receitas convertidas em dólar, o qual se apreciava diariamente.

    Sendo assim, realmente não havia dificuldades para conseguir materiais de luxo e mais caros.
  • Artista Estatizado  23/07/2020 15:30
    Esse ponto é muito importante. Mostra uma das razões pelas quais uma moeda fraca aumenta a desigualdade: transfere renda dos trabalhadores para as empresas.

    Outra razão é que o pobre, em geral, tem menos conhecimento acerca de como se proteger da inflação/desvalorização cambial.

    Realmente moeda fraca é sinônimo de país lixo: sem crescimento e com desigualdade superior à que o livre mercado criaria.
  • Felipe L.  23/07/2020 17:29
    Essa prática não existe mais hoje no setor industrial? Na prática, então as fabricantes já mandavam esse dinheiro diretamente para suas contas no exterior, dado de que elas são multinacionais?

    Uma coisa interessante é que, anos depois (já era a porcaria do cruzado, mas não sei se era já o cruzado novo), o Volkswagen Voyage passaria a ser exportado para os americanos (foi vendido lá como Fox). Foi constatado através de material de época da imprensa (está em uma das postagens do Instagram da página Museu da Imprensa Automotiva) que se esse Voyage "tipo exportação" fosse vendido aqui (o qual recebeu inúmeras alterações para atender ao público local e também à legislação de lá), ficaria mais caro do que o próprio Santana daqui, modelo em categoria acima dele. Eu deduzi de que isso foi por causa da própria distorção que a moeda desvalorizada acabou causando, já que para eles, o modelo exportado era barato, mas para cá, não. A década de 80 foi uma década de ouro para o dólar fiduciário, praticamente uma moeda Arnold Schwarzenegger.

    Sobre o Polo, ele sempre foi carro popular na Europa, é só em países atrasados como o Brasil é que qualquer carro que não seja uma porcaria subdesenvolvida já é considerado "compacto premium", ainda mais que lá existem também várias versões de um mesmo modelo. Eles nadam em carros germânicos, coisa que não acontece aqui no continente americano. Está cada vez mais chato ser motorista de carro no Brasil. Cada vez mais concentrado em utilitários.
  • Trader  23/07/2020 17:35
    "Essa prática não existe mais hoje no setor industrial?"

    Não, pois não seria sensata. Apesar do que ocorreu este ano, dólar subir religiosamente todos os dias já deixou de ser a realidade há muito tempo.

    Logo, se uma empresa hoje convertesse todos os seus reais de receita em dólares haveria o grande risco de tomar prejuízo — algo que não acontecia na década de 1980.

    "Na prática, então as fabricantes já mandavam esse dinheiro diretamente para suas contas no exterior, dado de que elas são multinacionais?"

    Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que elas dolarizavam suas receitas, para assim auferirem ganhos diários. Recebiam cruzeiros (e cruzados), e prontamente convertiam para dólares, para assim obterem ganhos diários.

    Pense no dólar da época como um CDI turbinado de liquidez diária.
  • Felipe L.  23/07/2020 18:04
    E como elas dolarizavam essas receitas?
  • Trader  23/07/2020 18:15
    Comprando dólar, ué. Igual você faz hoje via fundos cambiais.

    Pingava cruzeiro no caixa, compravam dólar. No dia seguinte ja estavam mais ricos. Qual a dificuldade?
  • Imperion  23/07/2020 18:21
    Na prática, qualquer empresa transfere os lucros depois dos impostos aos seus donos. O que se tinha cuidado era pra não perder na conversão. Com o dólar valorizando, compensava mandar rapidamente. Com a moeda brasileira valorizando, compensava esperar e continuar investindo aqui e recolher os lucros só depois.

    Hoje ainda é assim, mas só se ouve falar mais em investidor estrangeiro. Naquela época foi um arranjo "governo para atrair multinacionais pra cá".
  • Imperion  23/07/2020 14:50
    Existe o carro popular e o de luxo. O Monza na epoca era luxo, o Gol era popular. O Polo atual é popular. Um Passat de hoje é luxo.

    O que um carro como Polo tem de barato, que não o faz de luxo? Um menor motor, menos potente, já o faz mais barato, pois um motor de dobro de potência já custa o dobro.

    Como a potência é baixa, esse carro não vai acelerar muito. Câmbio é menor e mais barato. Os freios são menores, pois ele acelera menos. Tudo menor é mais barato.

    Num carro de luxo ou de alta potência ou esportivo, motor maior exige câmbio mais caro e enxuto, freios já são maiores para o carro frear melhor. Muitas peças que fornecem maior desempenho são maia caras.

    Existe enfim muita diferença nas mecânicas. Fora os luxos como sistemas computadorizados ou acabamento especial.
  • Felipe L.  24/07/2020 01:28
    Interessante é ver nos tempos mais recentes esse fenômeno de simplificação do interior de vários carros. O Celta, que sucedeu ao Corsa, estreou com esse interior. O Corsa, por incrível que pareça, era bem mais caro que o Celta, o que pode explicar o motivo de essa porcaria de Gravataí ter feito sucesso por aqui. Vejam como era o interior da versão (básica) do Corsa dos anos 2000.
  • Lucas R.  23/07/2020 02:37
    A origem disso tudo está na confusão que costuma-se fazer entre dinheiro e riqueza.

    Dinheiro não é riqueza e nem sinônimo de riqueza. Acumular dinheiro não deixa ninguém rico. O que deixa as pessoas ricas é exatamente trocar esse dinheiro por bens e serviços que melhorem seu padrão de vida. Ou seja, para ser rico é necessário se desfazer do seu dinheiro em troca de riquezas. Jeff Bezos é rico porque acumula riquezas. Se acumulasse dinheiro, seria pobre. Nos exemplos citados no artigo, as pessoas estão o tempo todo trocando dinheiro por coisas que melhorem o seu bem estar. A vida dessas pessoas está melhor justamente porque se desfizeram de seu dinheiro em troca de bens e serviços que lhe proporcionassem isso. Vejam que nem mesmo os poupadores acumulam dinheiro. O dinheiro que não irão gastar agora é trocado por ouro, ações, títulos, imóveis e qualquer outra riqueza que eles possam liquidar no futuro. O mesmo vale para dinheiro do governo. Apesar de frequentemente utilizarmos a expressão "cofres públicos", não existe um cofre ou depósito em que esse dinheiro está. Esse dinheiro não está guardado, ele está circulando. Dinheiro entesourado só existe nos desenhos animados do Tio Patinhas!

    Toda política econômica pelo lado da demanda, que visa "incentivar o consumo", parte do princípio que pessoas acumulam dinheiro. Partem do princípio que há uma determinada quantidade de dinheiro "parada" em algum lugar e que é preciso "colocar esse dinheiro em circulação" para então "fazer a economia girar". Isso não existe. O dinheiro já está em circulação. De novo, ninguém acumula dinheiro, mas sim riquezas. Vide os tais "auxílios" que o governo está distribuindo para as pessoas. Mais um exemplo da confusão entre dinheiro e riqueza. Distribuem dinheiro, pensando que estão distribuindo riqueza! Políticas protecionistas: "vamos restringir as importações para que o nosso dinheiro não seja mandado para fora do país". Veja, estão mais preocupados com o dinheiro "saindo" do que com riquezas entrando.

    Enquanto não ficar clara essa distinção entre dinheiro e riqueza, políticas econômicas desastradas continuarão sendo colocadas em prática, criando muito dinheiro, mas destruindo muita riqueza!
  • Judeu  23/07/2020 06:21
    E a ironia é maior ainda porque até Marx sabia claramente dessa diferença. Não consegui encontrar um artigo das visões das diferentes escolas sobre a moeda, então fique com esse:

    www.mises.org.br/article/2386/o-marx-que-a-esquerda-desconhece--contra-o-protecionismo-anti-keynesiano-e-pro-livre-concorrencia
  • Dot.com  23/07/2020 04:45
    O que levou a bolha DOT.COM ? falha do mercado?
  • Intelectual  23/07/2020 10:44
    Não sou rico nem nunca serei. E quero pagar menos impostos. Então sou totalmente a favor de se taxar mais os ricos.
  • Trabalhador  23/07/2020 14:21
    E aí, no final, quem realmente vai acabar pagando mais impostos é exatamente você. Sempre foi assim em todos os lugares do mundo.

    Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 30% (valor próximo ao aumento que já chegou a ser aventado; queriam elevar a alíquota máxima de 27,5% para 35%, o que corresponderia um aumento de 27%), os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial. 

    Por se tratarem de pessoas que ganham bem, então, por definição, elas são produtivas (não ganhariam bem no setor privado se fossem improdutivas). Logo, por se tratar de pessoas produtivas, elas têm poder de barganha junto a seus empregadores, e irão pleitear esse aumento salarial para contrabalançar o aumento de confisco de sua renda pelo governo.

    Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 15%, isso significa que praticamente metade do aumento de 30% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.

    Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos

    Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho. O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

    Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores. Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.  

    Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas. Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os "mais ricos".

    Consequentemente, a classe média e os pobres acabarão pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos, por causa dos maiores preços dos bens e serviços. 

    Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os custos sobre toda a população.

    É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores. Só que, se isso ocorrer, o efeito de longo prazo será ainda pior. 

    Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população. 

    Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.
    Conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres. Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos. E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso. Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas. E essa importante constatação quase nunca é reconhecida. E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.

    Não há como isolar um aumento de imposto.
  • Estado o Defensor do Povo  23/07/2020 16:18
    kkkkk bom eu prefiro ser rico pagando imposto do que pobre isento.
  • Lucas Mendes  24/07/2020 11:43
    O que seria rico pra vc, o que vc diz sobre riqueza. Segundo o PT e seus asseclas quando estavam no poder, a classe média começava com R$ 291,00, sendo que o salário minimo a época era de R$ 622,00 (dados de 2012). Logo essa classe média com esse valor nababesco poderia ser mais esfoliada. Gostaria de mais dados e não galhofa de sua parte. Taxar os produtivos e bem sucedidos por pura inveja do sucesso alheio é fácil. Quero vir ser útil a sociedade e não ser mais um encosto social.
  • anônimo  23/07/2020 18:05
    pq dar mais dinheiro pra burocratas ? tipo ... vc eh doido ?
  • Estado o Defensor do Povo  23/07/2020 21:42
    Falem da reforma tributária do Paulo Gados.
  • anônimo  24/07/2020 00:27
    Ninguém sabe nada a respeito dela ainda, pois não há nem sequer um esboço. Ela está sendo lançada a conta-gotas. Não consegui encontrar uma mísera reportagem sobre a dita-cuja que trouxesse alguma informação substancial.

    Por enquanto, tá todo mundo no escuro. A única coisa que se sabe, obviamente, é que o governo não aceita reduzir a arrecadação.
  • Felipe L.  24/07/2020 01:16
    Para vocês verem o nível da ladroeira, até na França e na Índia eles reduziram os impostos. Por aqui, o negócio é profissional e a falta de vergonha na cara é enorme. O Guedes posso considerar um dos piores ministros, pois ele criou muitas expectativas. O Meirelles nunca se disse liberal e ele nem é economista e sim engenheiro civil com MBA em administração, e ele mesmo assim conseguiu estabilizar a moeda. O erro dele foi ter dobrado as alíquotas nos combustíveis e ter se precipitado em baixar os juros, enquanto nos EUA eles tinham aumentado. O governo Temer teve praticamente um ano e meio e até que fez muita coisa, sendo que ele era impopular e nunca defendeu o livre mercado. Hoje o Meirelles apavora com esses discursos esquisitos pró-inflação. Agora o Guedes não. Supostamente leu Mises, mas ele vai lá e defende moeda desvalorizada, juros baixos na marra e mais impostos. Nesses quase dois anos, não saiu muita coisa.

    Aqui a desculpa é a "arrecadação". Então o Brasil é isso mesmo, tem futuro não.
  • Judeu  24/07/2020 01:17
    Daqui a pouco vão precisar começar a cometer atentados em prefeituras e câmaras, porque essas pragas simplesmente não largam o osso. Até a FRANÇA conseguiu e essa latrina não.
  • Socialismo = Câncer intelectual  24/07/2020 12:33
    Galerinha, não sei se vocês já viram esta notícia recente, mas segue aí:

    www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/07/22/pobreza-cresce-na-venezuela-e-ja-atinge-96-da-populacao-do-pais-diz-estudo?fbclid=IwAR01ETBGi4VRWCsS2grfC41UGIRbOVL7Nx-ea0Ci2OutmYUOfQ6ZLsJZIiI

    Detalhe: a fonte é a CNN, veículo midiático abertamente de esquerda, se até eles já estão tendo que admitir que a coisa lá vai muito mal eu imagino que a situação real seja pior ainda.
  • anônimo  25/07/2020 03:35
    Detalhe: a fonte é a CNN, veículo midiático abertamente de esquerda, se até eles já estão tendo que admitir que a coisa lá vai muito mal eu imagino que a situação real seja pior ainda.

    Não. A fonte é a Universidade Católica Andres Bello (UCAB), que foi quem chegou nesse número. A CNN - assim como outros veículos midiáticos igualmente de esquerda - apenas noticiou, mencionando a fonte primária.
  • Leonardo  25/07/2020 07:09
    A CNN Brasil, estranhamente, é bem menos esquerdista que a Folha e o UOL. Bem mais profissional, inclusive. Isso foi uma surpresa pra mim, achei que iriam vir pra cá e ser um Intercept da vida.
  • Ex-microempresario  25/07/2020 16:26
    Já houve alguns "balões de ensaio". Em pouco tempo, a grande mídia, os intelectuais e os acadêmicos estarão afirmando que o governo da Venezuela sempre foi de direita.

    E os jovens brasileiros inundarão a internet com essa afirmação, respondendo aos que discordarem com argumentos inteligentes como "vá estudar", "só podia ser bolsominion" e "kkkkkkkkk".
  • Imperion  27/07/2020 00:59
    CNN só se preocupou em noticiar as mazelas venezuelanas depois que ocorreram. Mas viram o chavismo tomar propriedades do venezuelanos ao passar dos anos e não falaram nada.

    Na verdade, ano após ano os venezuelanos empobreciam. Mas isso não traz audiência pra CNN.

    De um país com economia diversificada, passou a um dependente do petróleo. Mas não falaram nada. Seria assumir que as coisas que eles defendem, como impostos sobre grande fortunas, é um erro. Quem defende isso espera ganhar algum antes de jogar a população na pobreza.

    Quando a oferta da economia venezuelana caiu, foi coberta com a receita do petróleo. E continuaram expropriando propriedades e renda do povo.

    Até que a receita do petróleo caiu. Sem poder contar com a receita, a inflação explodiu. Aí a CNN acordou. Era notícia.

    Mesmo depois que a CNN parou de noticiar, a Venezuela continuou deteriorando. Este ano e no ano passado já se acumulou mais pobreza.

    Não é que a pobreza atinja 96 por cento da população. Isso já acontecia com o chavismo. Todos estavam empobrecendo desde os anos 2000.

    Agora estão todos no fundo do poço.

    A mídia em geral não noticia o processo de empobrecimento enquanto ocorre. So quando os resultados já estão no auge.
  • Badmaluco  24/07/2020 14:34
    O carrapato ficou MAIOR do que a vaca. Na república social democrata das bananas do brasil isto nunca será entendido.
  • anônimo  24/07/2020 23:42
    Tucker sempre ácido e certeiro. Muito bom!
  • Tiago Torres  27/07/2020 21:01
    Artigo sensacional. Apesar de concordar que nao é taxando ricos que resolveremos o problema da "desigualdade", nunca tinha pensando dessa forma. Achei genial, "Quer espoliar um rico e redistribuir o dinheiro? Crie e venda algo para ele."
    Muito bom!
  • Chat Noir  28/07/2020 15:24
    Diante de progressos que podemos fazer com a acumulação de capital e uma redistribuição de renda não violenta, como poderíamos integrar ou resolver os problemas de terras indígenas. Essa duvida surgiu em minha cabeça na medida que o artigo se propõe a uma redistribuição (da maneira correta/eficiente) para as partes "pobres". Porém, os pobres eles de certa maneira estão inseridos na civilização apenas não tem tantos poderes, mas ainda que escassos ainda conseguem ser inseridos na sociedade. Entretanto, em relação a povos mais marginalizados, como o exemplo de povos tribais.

    As tribos que são mais isoladas, diferente dos índios que preferiram se integrar a civilização, como faríamos para amenizar ou até quem sabe neutralizar os possíveis danos que causaríamos com o progresso que uma sociedade mais livre poderia trazer?

    Digo o exemplo do desmatamento, sendo pouco ou muito ainda é desmatamento e tira uma porção da qual esses povos que preferem viver isolados e também relativo a expansão das "cidades" que tomariam mais espaço das terras nacionais?

    Se me fiz entender, o que poderíamos fazer para amenizar ou neutralizar esse impasse com os povos indígenas brasileiros que como dito, preferem se manter distantes?

    *OBS*: Eu posso ter me equivocado com alguns termos, porém não foi minha intenção agredir ou menosprezar nenhuma das partes nessa minha colocação, desde já agradeço as respostas!
  • Imperion  04/08/2020 02:02
    Não é necessário redistribuição de renda. Aliás, é ela que provoca a pobreza. Para eliminar a pobreza, só existe um caminho: fazê-los produzir mais pra igualar aos maiores produtores. Assim todos teriam a bonança.

    Quanto aos indígenas, eles não querem se integrar a civilização. E num mercado livre tem que se respeitar.

    O desmatamento é provocado não pelo capitalismo e sim pelo intervencionismo e pela falta de propriedades privada. Se aquela terra for considerada propriedade deles, eles defendem. Hoje ela é do estado.

    E sem o intervencionismo que repassa subsídios para os produtores, eles não fariam o esquema de invadir e desmatar: teriam que produzir com mais eficiência em suas próprias terras e seriam obrigados a abandonar o sistema de plantation. Os subsídios, que é dinheiro dado de presente a eles, não os estimula a produzir e sim a fazer guerra especulativa imobiliária, ja esperando que o governo perdoe suas dívidas e recebam mais subsídios.
  • Chat Noir  04/08/2020 19:18
    Sua resposta foi sem muitos rodeios direto ao ponto, me esclareceu bastante.

    Só que me deixou com mais duvidas e se alguém pudesse responder, ou você msm [Imperion].

    1) Errata: quando eu disse redistribuição de renda, em não quis me referir ao estilo literalmente "redistribuir", ao menos não o modo que o estado projeta, o que eu quis me referir foi em relação a redistribuição de renda orgânica, como o exemplo deste mesmo artigo que estou respondendo.

    2)Enquanto a minha duvida, é nessa parte aqui:

    "Quanto aos indígenas, eles não querem se integrar a civilização. E num mercado livre tem que se respeitar."

    - Até aqui tudo bem...

    "O desmatamento é provocado não pelo capitalismo e sim pelo intervencionismo e pela falta de propriedades privada. Se aquela terra for considerada propriedade deles, eles defendem. Hoje ela é do estado."

    - Era exatamente essa a minha pergunta, como fazer que eles tenham a terra deles, ou melhor, quanto você diz ("Se aquela terra for considerada propriedade deles"), como assim considerada, como fariamos para começar a 'considerar' a terra deles como propriedade privada, tas entendendo? Essa é minha duvida.

    Não sei se deixei mais confuso e mesmo se a resposta for muito técnica eu me esforçarei pra compreender.

    Obrigado pelas respostas!
  • Imperion  04/08/2020 20:58
    A questão é que os povos indígenas vivem em suas terras com suas próprias regras. Normalmente num coletivismo natural. Do jeito que é hoje, no Brasil essa terra é do estado, quando é reserva. As que não são reservas sofrem invasões.

    O estado deveria conceder a escritura de terras indígenas aos índios. Mas não individualmente, já que são coletivistas. Poderia ser uma escritura compartilhada, em sociedade, com cada índio tendo uma "cota" dela.

    A terra seria deles todos sem precisar dividir e todos teriam o direito de impedir invasores nessa área. A exploração seria direito deles também.

    Só juridicamente eles ficariam integrados ao Brasil, com documentos e cidadania. Mas internamente, como rege uma propriedade privada deles, eles manteriam sua cultura sob suas próprias decisões.
  • Chat Noir  05/08/2020 00:58
    Interessante o ponto que você colocou, por que é como nos primórdios infelizmente teve que ser na base da porrada, escravidão e submissão violenta pra conquistar as novas terras. Aí nesse caso cabe ao estado ratificar como propriedade privada aos conjuntos tribais dos povos indigenas, já que é dele (Estado). Pelo menos foi isso que eu entendi.

    Valeu pelas respostas! Deu pra sintetizar agora.

  • Saulo Bruno de Matos Venâncio  30/07/2020 01:20
    Excelente texto. A maior forma de redistribuir renda é desenvolver uma sociedade.
  • ALEXANDRE  31/07/2020 13:44
    É impossível para uma sociedade acabar com a pobreza com uma classe gigantesca da população sendo pobres de mente. Se acabar com a pobreza decorresse de uma canetada, ela já não existiria em lugar nenhum no mundo.

    Se hoje, por algum decreto de alguma entidade superior, toda a riqueza do mundo fosse igualmente distribuída para todos os cidadãos, em 10 anos já teríamos pobres e ricos novamente, e os pobres em sua maioria seriam os pobres de hoje, e os ricos em sua maioria seriam os ricos de hoje.

    Um tigre adulto criado em cativeiro desde filhote, com toda sua força e saúde, sendo solto na selva repentinamente, certamente morreria de fome, por sua ignorância. As pessoas são iguais, se não mitigarem a pobreza mental elas sucumbirão à pobreza não importa a quantidade de transferência de renda que o Estado force para elas, com o advento de que aqueles que nutririam o Estado, num dado momento, igualmente sucumbiriam. Pensariam "se for para ser pobre, melhor ser pobre e não carregar as infinitas responsabilidades de produzir". O futuro se resumiria numa pobreza generalizada.

    Ou a sociedade reivindica e cria mais educação como um primeiro passo para a evolução (educação efetiva que transforme, não esse engodo que temos hoje e que chamam de educação), ou estará eternamente fadada a ser desigual, violenta e pobre.
  • Rodrigo Xavier Mendes  03/08/2020 01:44
    Gosto da premissa que envolve todo o raciocínio. Eu só acho que na hora de calcular para onde vai o dinheiro, parece esquecer que volta para essa mesma elite em grande parte. Ok, tem a contrapartida em financiar a vida de toda a gente, mas não podes esquecer isto da equação. Parte do lucro volta para o cara comprar mais uma passagem de 15 mil que vai de ponto A a B. Só que agora ele pode comprar duas. Veja, não estou dizendo que isto está errado, os melhores países do mundo pra se viver funcionam muito bem assim. Mas acho que esqueceste disto na equação, não?
  • Guilherme  03/08/2020 14:12
    Repetiu os mesmíssimos argumentos já feitos e refutados aqui e aqui.

    Cansa.


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