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Políticos destruíram o mercado e ignoraram direitos humanos com um alarmante entusiasmo
Cinco motivos de terem agido assim

Um cataclismo econômico foi desencadeado no mundo por políticos e burocratas ocidentais. 

Inacreditavelmente, a atividade econômica no Ocidente colapsou. Populações inteiras foram submetidas a algo semelhante a uma ordem de prisão domiciliar, ficando confinadas em suas casas por semanas, se não meses. Como resultado, milhões tiveram suas vidas completamente alteradas. A maioria dos empresários e trabalhadores autônomos teve seus meios de subsistência comprometidos.

economia da UE pode encolher mais de 7%, de acordo com a sempre otimista Comissão Europeia. Na crise de 2009, ela encolheu 4,5%. Já o Banco da Inglaterra fala em 14%Números semelhantes foram previstos para os EUA, cuja economia já perdeu mais de 20 milhões de empregos em um mês.

A devastação econômica imposta sobre as economias ocidentais pelos governos terá consequências por muitos anos vindouros. Ela irá inevitavelmente diminuir a qualidade de vida dos cidadãos por um longo tempo, comprovadamente afetando sua saúde.

É importante entender que esse desastre não é o resultado da pandemia de coronavírus, que é um problema de saúde pública, mas sim da maneira como políticos exaltados e funcionários públicos "excessivamente zelosos" (para dizer o mínimo) reagiram à pandemia. Um número crescente de pesquisadores e profissionais de saúde já afirma abertamente que o número total de casos é muito maior do que se pensava anteriormente, o que significa que o COVID-19 é muito menos mortal do que insistem a mídia e especialistas do governo. 

Se tais pessoas estiveram corretas, essas taxas de letalidade revisadas colocam as mortes por COVID-19 em muitos locais em uma taxa semelhante à da gripe, que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos ao redor do mundo, sem provocar nenhuma grande reação política.

Tudo isso nos leva à inevitável pergunta: por que essas extremadas e desproporcionais reações ao vírus por parte dos políticos ocidentais, aniquilando suas economias e reduzindo severamente as fundamentais liberdades individuais de milhões de cidadãos? 

Obviamente, entre os políticos, há a tradicional incompetência e a total propensão a aderirem ao comportamento de manada. Isso é comum entre praticamente todos os políticos de todos os países. Mas existem outras razões para esse comportamento desastroso e irresponsável. Eis algumas.

Cinco razões para o autoritarismo 

Em primeiro lugar, políticos geralmente têm pouco entendimento de como os mercados funcionam. Na esmagadora maioria das vezes, não entendem absolutamente nada de economia.

A maioria dos políticos nunca trabalhou no setor privado ou estudou economia de mercado. Conhecem apenas macetes da engrenagem do setor público e artimanhas sobre como ascender e se dar bem na máquina estatal. Não entendem a complexidade dos mercados e tampouco têm apreço pela maneira como eles tornam possível nosso alto padrão de vida. Essa complexidade inclui um número insondável de transações diárias, inúmeras relações comerciais e uma adaptação sem fim às condições circundantes. Eles realmente não fazem ideia de como tudo isso funciona.

A lógica da política, ademais, determina que os políticos não podem ser vistos como "não fazendo nada". Políticos sempre têm de aparentar "estar fazendo alguma coisa", principalmente quando há uma mídia obcecada exigindo que eles façam alguma coisa (mais sobre isso abaixo). Político que não faz nada no meio de algo que é rotulado como "crise" enterrou sua carreira, ainda que tal inação possa ser exatamente a coisa certa a ser feita tendo em vista o longo prazo. 

Isso não é novo; sempre foi uma característica típica de políticos e burocratas. As reações políticas à pandemia de coronavírus confirmaram dramaticamente essa verdade mais uma vez.

Em segundo lugar, e isso é corolário do que foi dito acima, políticos naturalmente fazem cálculos políticos. Por só pensarem em reeleição (ou em novos cargos na máquina pública), eles não querem ser responsabilizados por qualquer coisa que "dê errado". Em uma crise, eles sempre preferem agir a não agir – isto é, mostrar que ao menos fizeram alguma coisa. Consequentemente, acreditam que não poderão ser acusados de ociosidade, negligência, miopia ou insensibilidade. 

Por mais deletérias que sejam suas ações, os políticos geralmente não são responsabilizados, e então podem apresentar-se como tendo sido heroicamente firmes em tempos perigosos, agindo com resoluta força e determinação. As políticas econômicas catastróficas dos presidentes Hoover e Roosevelt durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial são um exemplo disso.

Terceiro, os políticos às vezes confiam demais em cientistas, que geralmente não têm — e não são obrigados a ter — treinamento em questões sociais. De maneira ainda mais intensa que políticos, os cientistas costumam ter grande dificuldade em compreender o conceito de ordem espontânea do mercado, o que não é surpreendente, uma vez que são seguidores do rigoroso processo científico. As propostas econômicas francamente embaraçosas de Albert Einstein são um exemplo famoso. 

Ao passo que o político ao menos tem total consciência dos sutis tons de cinza na formulação de políticas e do fino equilíbrio entre satisfazer várias partes interessadas, o cientista geralmente tem boas intenções, mas vê o mundo em preto e branco.

Assim, se for perguntado a um cientista como parar a propagação de uma pandemia, ele provavelmente responderá que a melhor e mais eficiente maneira é ordenando o confinamento estrito de toda a população em suas casas por semanas. É isso que o influente "Conseil Scientifique" da França recomendou, e pode muito bem ser verdade de um ponto de vista puramente científico (embora isso agora tenha se tornado totalmente debatível). 

O problema surge quando políticos seguem entusiasticamente essas opiniões sem considerá-las à luz de suas consequências políticas e econômicas. 

As duas primeiras razões mencionadas acima podem explicar por que os políticos tendem a depositar confiança excessiva nos cientistas: políticos não estão familiarizados o suficiente com a economia de mercado para compreender completamente as consequências de agir com base em pareceres puramente científicos, e pode ser do seu interesse agir com base em tais conselhos, já que fazer algo – qualquer coisa – é fundamental.

Uma quarta razão pela qual os políticos agiram de forma tão imprudente para combater a disseminação do COVID-19 é certamente a pressão política sob a qual estão sujeitos. Em tempos de (presumível) crise, um eleitorado inconsciente e politicamente sem instrução se volta a eles em busca de orientação, ou até em busca de ordens para seguir. 

Mas a pressão vem não apenas do povo, o que talvez seja normal em uma democracia, mas também de políticos estrangeiros. Nenhum líder quer ser superado por seus colegas estrangeiros e ser visto como tendo o plano mais fraco para enfrentar a crise. Nesse caso, Boris Johnson, do Reino Unido, reverteu suas políticas, e Stefan Löfvén, da Suécia, vem dando indicações de que irá ceder a algumas pressões externa (embora ainda não o tenha feito, o que é extraordinário).

Mas a pressão mais forte sobre os governos provavelmente vem da mídia, especialmente, nos tempos atuais, da onipresente internet e suas redes sociais. Os políticos agora são constantemente examinados, investigados e responsabilizados, algo que não ocorria com a geração anterior. Escrutinar políticos é essencial, mas sempre há o risco de desdobramentos anti-liberdade.

Além disso, a mídia convencional, voltada para as massas, é propensa a dramatizar e exagerar eventos, pois isso contribui para mais audiência. Mas também porque os jornalistas não são virologistas. A grande mídia geralmente tende simplificar os fatos e interpretá-los erroneamente, de maneira propositada ou não. Um exemplo disso é a taxa de mortalidade do COVID-19, que é constantemente relatada como muito maior do que é, pois apenas casos declarados são usados (a chamada taxa de mortalidade de casos). 

De maneira mais geral, a atitude predominante da mídia é que absolutamente tudo deve ser feito para salvar uma pequena minoria de toda a população, mesmo que isso custe um futuro sofrimento econômico para centenas de milhões de pessoas. 

Este é o clássico dilema socialista e intervencionista: até onde isso vai? Onde tudo isso pára? Em um mundo de recursos escassos, quanto dinheiro do pagador de impostos o estado deve gastar para tentar salvar uma vida (e prejudicar centenas de milhões de outras)?

Por último, é necessário ter uma explicação mais sombria e cínica para a reação política à pandemia: o poder em tempos de crise. 

O estado nunca perde a chance de aumentar seu poder. As crises são consideradas grandes oportunidades políticas e, portanto, têm sido usadas inúmeras vezes na história pelos governantes. Este foi o caso durante e após a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, bem como após o 11 de setembro, com a aprovação no Congresso da Lei PATRIOT. Mas isso também se aplica a crises menores, como o pânico atual. Os pacotes de estímulo econômico que estão sendo propostos agora beneficiarão novamente os banqueiros corporativistas, como aconteceu durante a crise financeira.

Para concluir 

O fato de a maioria dos governos ocidentais ter decidido imitar a ditadura chinesa ao impor um severo bloqueio da sociedade deve ser um alerta para as almas inocentes que ainda acreditam, mesmo após o julgamento de Julian Assange, que o Ocidente ainda protege a liberdade individual. 

Uma perigosa e assustadora escalada do poder político pode estar a caminho em um sistema econômico já frágil. As consequências políticas do confinamento generalizado de milhões de pessoas terão consequências duradouras no equilíbrio de poder entre estado e sociedade. 

Embora a ordem "democrática liberal" ocidental nunca tenha realmente existido, exceto no nome, é claro que agora foi dado um passo decisivo em direção oposta a ela.

Essa crise econômica, desencadeada por políticos, também poderia levar, esperançosamente, a um entendimento mais claro da população de que mudanças constitucionais são necessárias em muitos países, a fim de limitar os poderes estatais em todos os cantos do globo. Esperemos que esta seja a lição aprendida pelos milhões confinados em suas casas, presos pela vontade arbitrária do estado.


autor

Finn Andreen


  • CORONGA  08/05/2020 20:08
    Já compartilhei no grupo do Zap.
  • Jader  09/05/2020 16:38
    Então a essa hora o gado já deve estar te xingando
  • 4lex5andro  13/05/2020 13:57
    Se justamente você compartilhou é sinal que o negócio vai ser muito, muito disseminado.

    Understood the reference.
  • Samus  08/05/2020 20:23
    Como vocês acham que será o controle de danos da mídia quando perceberem que o vírus chinês mata menos do que a GRIPE mata anualmente?

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/06/20/interna_ciencia_saude,689636/gripe-mata-mais-de-650-mil-pessoas-por-ano-por-falta-de-prevencao.shtml
  • Alexandre  08/05/2020 20:48
    Políticos fizeram exatamente aquilo que eles próprios se julgam empoderados para fazer. Enquanto o povo lhes der mandato e carta branca, a tendência é só ir piorando. Ainda mais agora que perceberam que não só não há qualquer resistência ao autoritarismo, como, ao contrário, a mídia e a elite apoiam.
  • Gustavo  08/05/2020 20:59
    E o mais irônico é que a esquerda chama Bolsonaro de tirano e genocida por ele se recusar a trancar as pessoas em casa, por não apoiar a prisão do que estão na rua e por defender que elas devem ter a liberdade de voltar a trabalhar.

    Mundo totalmente do avesso.
  • anônimo  08/05/2020 20:59
    Nas eleições, prometeram que ocorreria o avanço do fascismo. E de fato veio. Só que veio exatamente dos governos estaduais, os queridinhos da mídia. E o suposto "fascista" defendeu as liberdades individuais.
  • Gustavo M.  08/05/2020 21:07
    Sim, e isso merece até uma análise sócio-política à parte.

    Se fosse Bolsonaro que tivesse aberto a caixa de pandória, se tivesse implementado lockdown, quarentena, monitoramento de celular, exército na rua prendendo mulheres andando na praça, mudado o código penal para criar novos crimes relacionados ao lockdown, "cooperado" com milicianos e traficantes para o lockdown (como o ex-ministro da saúde, herói dos bolchehipsters, absurdamente defendeu) e, ainda, limitado a liberdade de imprensa para impedir fake news sobre o covid, dentre outras medidas autoritárias que temos visto — é evidente que se ele tivesse implementado algumas dessas medidas, a turma da "morte da democracia" e do "avanço do fascismo" estaria dizendo: estão vendo? Ele é um ditador! Ele se aproveitou do covid para implementar a ditadura que tanto temíamos, e sobre a qual tanto alertamos.

    Se fizesse, era ditador; como não fez, é genocida. O desenho de vilão vem pronto, e o progressista só escolhe a cor para pintar.

    O progressista perdoará Bolsonaro por tudo, menos por lhe ferir o ego provando-lhe errado; menos por desperdiçar o covid como uma oportunidade de implementar a sua ditadura (que é a verdadeira utopia da esquerda brasileira); quem você pensa que é, para negar assim a minha visão de mundo? Quem você pensa que é para dizer, assim na minha cara, que minhas previsões estavam erradas e que não vai implementar a ditadura agora? Quem você pensa que é para ferir de morte a minha auto-estima? Faz logo essa ditadura, nem que eu tenha de bagunçar o jogo até que essa profecia (autorrealizável) aconteça.

    A esquerda e a elite bolchehipster fomentam precisamente o que dizem temer; está aí, às claras, para quem quiser ver.

    Para o progressista narcisista, o importante é que ele esteja certo, e não que as coisas dêem certo. Esse golpe nas suas certezas (e portanto no seu ego) é o que explica muito da raiva do progressismo brasileiro contra todo esse não-fascismo presidencial que temos visto.

    A reação do bolchehipster é de raiva: raiva pela teimosia, raiva pela recalcitrância do ditador em assumir o papel com que sempre sonhamos; ele prometeu isso na audição dos atores! É a raiva da criança diante de uma realidade que lhe frustrou as expectativas.
  • Vladimir  08/05/2020 21:24
    Estupendo comentário, Gustavo.

    Aliás, percebeu como o Witzel, que antes era odiado pela mídia e pelos progressistas, e chamado de fascista por todos, rápida e magicamente caiu no encanto deles, exatamente após ele realmente começar a tomar medidas totalitárias? Nunca mais falaram mal dele, exatamente porque ele está fazendo tudo que sempre foi esperado dele. Cumpriu a narrativa esperada.

    Quando vier a eleição, terá o rabo devidamente comido, e nunca mais se elegerá nem pra vereador. Missão cumprida.
  • Imperion  08/05/2020 22:13
    A esquerda quer usar o Witzel como peão contra o Bolsonaro. Tão logo o Bolso caia, se livram dele tb.
  • Samus  08/05/2020 21:47
    Mais: culpam Bolsonaro pelas mortes, sendo que o STF deu autonomia para os governadores fazerem lockdown. Ou seja, se as mortes estão aumentando é por incompetência deles em fazer o que acham correto.

    E aposta quanto que irão culpá-lo pelo colapso econômico também? No começo eu achava imbecil essa postura de fazer passeatas em Brasília, hoje eu percebo que está corretíssimo. Precisa mostrar quem serão os culpados antes de começarem a buscar.

    O único erro foi demitir o Mandetta. Ao trocar o ministro da saúde, assumiu a responsabilidade pelas mortes na mente do público. Deveria ter deixado no cargo até se queimar junto com os governadores.
  • Gestor  09/05/2020 00:45
    Curiosa essa defesa do Bolsonaro.
    Mais intrigante ainda é que o Bolsonaro teria o poder de reabrir as escolas federais. Colégios Militares, Pedro II, Colégios de aplicação poderiam ser abertos com a caneta bic dele.
    Mas como ele só quer mesmo é criar celeuma ele não o faz, melhor mesmo ir fazer um churrasco
    Eu não caio nesse papinho
  • Santos  09/05/2020 01:25
    "Curiosa essa defesa do Bolsonaro."

    Não vi nenhuma defesa. O que eu vi foi o relato dos fatos que estão ocorrendo. Ou será que o STF não garantiu que os estados e municípios são os responsáveis pela quarentena? E o STF foi além, deu permissão para que estados e municípios não precisem do aval do governo federal para estabelecer medidas restritivas de locomoção intermunicipal e interestadual.

    Logo, pode continuar brigando com os fatos caso queira.


    "Eu não caio nesse papinho"

    Concordo, jamais devemos cair no papinho de políticos. Ainda mais daqueles que fingem compaixão com a população enquanto assaltam a mesma. Uma lindeza moral.
  • Marcelo Ribeiro de Lima  09/05/2020 02:12
    Perfeitas palavras e com o retrato realista da esquerda que não gostam de serem confrontados com os fatos.
  • Carlos83  09/05/2020 16:18
    Ótima análise. Poderia complementar com as razões pelas quais figuras da própria direita estão apoiando o lockdown.

    De forma anedótica, sem estudos epidemiológicos, sem meta-análises e peer reviews, eu citaria duas:

    1) medo da perda pessoal e patrimonial. (filhos, parentes mais velhos, divórcio e círculo social)

    2) Desgosto pelo fato de que o grupo hoje no poder professa um tipo de fé religiosa, além de fazê-lo com alguma ênfase.
  • Alex  10/05/2020 23:56
    Não entendi o que vc quis dizer, Carlos.
    Nenhuma análise aqui foi feita com peer review, meta análise nem dada do tipo. É tudo na base do achismo mesmo, ou anedótica no seu linguajar.
    Além disso, quem da direita tem religião diferente de quem e por isso discorda de outrem?
  • RAFAEL  12/05/2020 14:37
    Cirúrgico !
  • Constatação  11/05/2020 13:45
    Só existe uma língua que políticos entendem: a da torneira fechada. Comigo, tá sendo na base da desobediência civil. Guias de imposto só são impressas ou visualizadas para ter ideia do tamanho da mordida. Em seguida, vão para o lixo.
  • Felipe L.  08/05/2020 21:05
    Anotem aí que estou falando: Suécia, Taiwan, Coreia do Sul e Cingapura e alguns outros países que fugiram da histeria irão se recuperar rapidamente. Especialmente porque são economias relativamente livres. E por que não o Japão? Japão está estagnado há anos e pode agora se tornar um caso inédito no mundo. São todos também países com moeda forte, inclusive a Coreia do Sul com os seus wones. Só o primeiro-ministro japonês começar a parar com keynesianismo e esses estímulos malucos, que a economia cresce por gravidade (o japonês médio tende a ser muito mais servil ao estado, muito mais do que um brasileiro médio). Se faltar mão de obra devido aos problemas demográficos, que se importe mão de obra então. Já tem uma boa moeda, boa infraestrutura e uma população ainda com alguma produtividade. O governo não precisa entrar em pânico para atrair investimentos estrangeiros, pois os estrangeiros já sabem que o governo local pagou até as dívidas emitidas durante a Segunda Guerra Mundial, sem chance de calote.

    Países porcarias como o Brasil irão demorar anos. Nem recuperamos direito do ciclo econômico da Dilma. Grau de investimento até hoje não foi recuperado (e o México vai continuar atraindo mais gente do que aqui, pelo menos no carry trade). Agora, quem souber de algum caso na América Latina, de algum país que tomou um caminho diferente, ficarei agradecido. No Equador pelo jeito está um caos.

    EUA provavelmente passarão por algo pior do que foi em 2009, mas em algum momento irão conseguir se recuperar, porque além de haver federações com autonomia (ainda), o benefício de uma moeda forte e uma economia com alguma liberdade econômica ainda irão trazer benefícios.

    Sorte do dia: pelo menos ainda estamos vendo alguns setores com deflação de preços. Os desenvolvimentistas, muito preocupados com os pobres, devem estar histéricos.

    Mais deprimente, embora eu não fique surpreso (não deve ter mudado nada pelo menos desde a Roma Antiga), é ainda ficar vendo um monte de gente defendendo isso.

    No começo eu até tendi a ter uma posição meio "em cima do muro" com as restrições ao comércio, mas então eu acordei para a realidade, e vi que não é bem o que estavam falando. Mas tem muita gente ainda espalhando o pânico, inclusive pessoas que eu achei que defendessem incondicionalmente a economia de mercado.

    Tempos ruins para a liberdade, e também para a ciência, que se perde com esses modelos matemáticos que lembram muito aquela histeria dos modelos tentando prever o aumento da temperatura global com a ação humana. Bom, acho que a expressão "responsabilidade individual" nunca fez parte da história do Brasil.
  • alerj  08/05/2020 21:24
    A taxa de mortalidade pode ser baixa, mas a taxa de transmissão é muito rápida e assim muitas pessoas precisam de UTIs de maneira muito abrupta. Mas o que os governos fariam quando estivessem diante dessa situação? Deixar os doentes sem UTI ou preservar a população em casa ?

    Att, Alerj
  • Acácio  08/05/2020 21:32
    Ou seja, você mesmo admite que os torcedores do Corona mentiram e agora tiveram de capitular. Primeiro falavam que o confinamento era pra proteger as pessoas e evitar o contágio em massa. Agora já admitem que o contágio é inevitável e confinamento era só para "ganhar tempo e preparar os hospitais". Pelo menos nenhum deles cai mais na esparrela de dizer que confinamento impede a propagação da doença. Isso é mito. O que impede a propagação é imunidade de rebanho.

    Pelo menos tiveram a decência de parar com essa mentira.

    De resto, você simplesmente acabou de comprovar que o sistema de saude estatal fracassou e deve ser abolido urgentemente. Afinal, se toda a economia tem de ser fodida simplesmente porque os hospitais estatais não estão equipados, então não há mais dúvidas sobre o que tem de ser feito com ele.
  • Realidade Comprovada  08/05/2020 23:08
    A imunidade rebanho do corona, até a última notícia que eu vi sobre, era de 70%, ou seja, se 70% da pop precisa estar imunizada para o vírus parar de se propagar descontroladamente.
    Entretanto, a taxa de mortalidade do Covid 19 é de 3% (até a última notícia)

    200 milhões (Pop Brasil) * 0,7= 140 milhões de pessoas que deveriam entrar em contato com o vírus para, posteriormente, adquirir a resistência (caso não morra, logicamente e sem falar que não se sabe, ao certo, se uma pessoa pode pegar mais de uma vez)....(pelos últimos dados que eu li, uma pessoa pode infectar outras 6, então esses números podem ser maiores ou menores...)

    140 milhões * 0,03=4,2 milhões de mortos, ou seja, o Brasil não daria conta (Ou seja, sem o isolamento, os problemas econômicos seriam bem maiores, persistentes e devastadores)

    Estratégia benéfica: isolar severamente toda população e fazer testes para detecção precoce

    Essa estratégia do rebanho (alcançar) só funciona com eficácia quando se há a vacina (quando não se pode vacinar todo mundo, os 70%, entretanto se pode vacinar, suponhamos, uns 50% e, assim, gerenciar os 20% restantes nos hospitais, que não estarão tão lotados e estarão mais bem preparados, diminuindo a letalidade da doença.)

    Quando a imunidade de rebanho é alcançada, fica praticamente impossível o alastramento em massa da doença.

    A Suécia foi elogiada, entretanto, os suecos (a maioria deles) seguiram prudentemente todas as recomendações da OMS.
    Quanto mais educada e consciente for uma população, menor é a necessidade de leis e maior é a liberdade. Quanto menos educada for a população, maior é a necessidade de leis e menor é a liberdade (BRASIL)

    Aqui deve existir lei e punição para tudo: lei para jogar lixo no lixo, lei para tomar banho, lei para não dirigir embrigado, lei para isso, lei para aquilo...
  • Confinado  09/05/2020 00:52
    É isso aí. Tem que manter o gado sob acoite e chibata. E ninguém melhor para impor isso do que políticos, que são seres probos, ínclitos, de reputação ilibada e que nos amam. São muito melhores que nossos pais.

    Não sei o que é melhor: sua arrogância (sendo que você não deve ser bosta nenhuma na vida) ou sua sabujice (nada mais auto-humilhante do que alguém implorando pra político tomar conta dele).
  • Guilherme F.  09/05/2020 01:00
    Sem dúvida alguma a coisa mais asquerosa do momento no Brasil é esse bando de gente culta virando michê de tiranete e tendo orgasmos com o prende & arrebenta.
  • Fabrício  09/05/2020 01:03
    O governador do estado de Nova York — que é o estado mais atingido dos EUA, e talvez do mundo inteiro, com 320 mil casos confirmados e 20 mil mortes — veio a público se dizer "estupefato" por ter descoberto que 84% dos hospitalizados com covid-19 estavam cumprindo a quarentena horizontal (66% em casa e 18% em asilos), a mesma quarentena que os ignaros juram ser a salvação.

    www.cnbc.com/2020/05/06/ny-gov-cuomo-says-its-shocking-most-new-coronavirus-hospitalizations-are-people-staying-home.html

    Vídeo: twitter.com/RFGlau/status/1258210415353438215

    Frase do governador: "We thought maybe they were taking public transportation, and we've taken special precautions on public transportation, but actually no, because these people were literally at home"


    Estão destruindo a economia em troca da absolutamente nada.
  • Carlos83  11/05/2020 17:39
    Em tempo:

    mises.org/wire/why-does-brazils-bolsonaro-refuse-lock-down-his-countrys-economy
  • alerj  09/05/2020 00:17
    Que os sistema de saúde público é falido todo mundo sabe, mas a questão é que o administrador público tinha que decidir se deixava a população sem UTI , morrendo sem assistência ou não. Ir na frente da TV dizer que o sistema de saúde é falido e não serve pra nada não adiantaria nada.

    Não estou dizendo que a posição do site é incorreta, mas deve apresentar contrapropostas.

    Att, Alerj
  • Humberto  09/05/2020 00:58
    Ou seja, segundo você, dado que governadores são reconhecidamente incompetentes na gestão de seus sistemas de saúde estatais, eles estão escusados e podem perfeitamente ferrar a economia em troca da "tentativa" e da "promessa" de melhorar estes sistemas estatais de saúde em um curtíssimo espaço de tempo. Farão em duas semanas o que não fizeram em décadas…

    E ainda dizem que "gado" são os outros… Tá serto.
  • Ex-microempresario  09/05/2020 19:34
    Isso sempre aconteceu, só que não aparecia na TV.

    Acho incrível como muita gente argumenta como se antes de Março/2000 o SUS fosse uma beleza. Já esqueceram dos pacientes pelos corredores, das filas intermináveis, das demoras de meses para marcar um exame. E das UTIs lotadas, claro.
  • Ex-microempresario  09/05/2020 19:40
    Lockdown para mim seria toda a população confinada em casa, e caminhões do exército ou coisa parecida deixando pacotes de comida na porta para a população não morrer de fome.

    Mas agora inventaram o lockdown da classe média. Os pobres continuam andando de ônibus e metrô para manter funcionando os "serviços essenciais", enquanto a classe média finge que pobre não pega nem transmite vírus.
  • Estado o Defensor do Povo  08/05/2020 22:31
    Os governos poderiam flexibilizar a arrecadação das UTIs por meios privados e desregulamentar completamente a saúde, ou ao menos, isentar os hospitais privados de todos os impostos enquanto o covid estiver ativo, assim fica mais fácil construir mais hospitais para atender mais demanda.
  • GJ  08/05/2020 21:25
    Mas pessoal, calma lá, os fatos sobre esse vírus ainda estão muito obscuros. Até concordo que não parece ser um vírus devastador, mas ele parece ser muito mais forte que a gripe sim. Se não, como explicar mais que o dobro de mortes que tiveram no Amazonas quando comparamos os registros de óbitos em cartório do mês de Abril entre 2019 vs 2020? Comparem aqui: transparencia.registrocivil.org.br/registros
    E se o Amazonas não tivesse feito o isolamento social, será que não teriam o triplo de mortes então?
  • Nunes  08/05/2020 21:45
    Ué, conte a história toda. A própria mídia foi obrigada a admitir que o número de pessoas que morreram em casa em Manaus aumentou 150%, o que é uma clara indicação de que pessoas já doentes deixaram de ir ao hospital (tanto por terrorismo quanto por proibição causada por um racionamento da rede estatal) e, com isso, acabaram morrendo.

    Aí é gostoso, né? O estado implanta quarentena, raciona os serviços de saúde (uma inevitabilidade em arranjos estatais), os realmente doentes ficam proibidos de ir aos hospitais, consequentemente morrem sem atendimento, e aí esse surto de mortes é atribuído ao Covid.

    Crime perfeito.

    P.S.: ainda que todas essas mortes de Manaus fossem comprovadamente causadas por Covid-19, isso seria um problema municipal e, no máximo, estadual. O fato de estar havendo mortes em Manaus não significa que Taquarituba tem de estar em lockdown.
  • Fabrício  08/05/2020 21:47
    "E se o Amazonas não tivesse feito o isolamento social, será que não teriam o triplo de mortes então?"

    O contágio iria ocorrer de qualquer jeito.

    Eis o trivial que muitos se recusam a aceitar: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade.

    Assim que você sair à rua, começa uma segunda onda, e você será inevitavelmente contaminado.

    Já quem está saindo à rua desde já está adquirindo imunidade.

    População confinada em casa não adquire nem imunidade, nem anticorpos e nem vitamina D. Tão logo a pessoa sai do confinamento, queda enferma. Essa política de confinamento total (isolamento horizontal) pode até parecer boa no início (embora nem sequer acelera o achatamento da curva), mas é suicida no longo prazo.

    Por outro lado, se não fosse o confinamento, a populaça já teria atingido a imunidade de rebanho e já estaria pronta.

    Todos os países que adotaram confinamento (Itália, Espanha, França e, agora, EUA) se estreparam. Todos os que não adotaram se deram bem (Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Alemanha, Holanda).

    Mas é absolutamente proibido falar disso.
  • anônimo  08/05/2020 21:57
    "E se o Amazonas não tivesse feito o isolamento social, será que não teriam o triplo de mortes então?"

    OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é "modelo a ser seguido"
  • Carlos Alberto  08/05/2020 21:55
    Aproveitando a deixa, os Coronolovers têm de explicar essa aqui. Manipulação?

    Apesar do Covid-19, Brasil registra menos mortes comparado ao mesmo período de 2019

    Números não mentem. O Portal de Transparência dos cartórios brasileiros registrou 166.657 óbitos entre 01/03 a 03/05 de 2020. No mesmo período de 2019 foram 188.640 falecimentos. Ou seja, ano passado tivemos 22 mil óbitos a mais!

    Mas, afinal, o que está ocorrendo?
  • alerj  09/05/2020 00:25
    Essa noticia e bem interessante. esse site e confiavel ?
  • anônimo  09/05/2020 04:00
    Já fizeram a projeção nos países da Europa. A mortalidade não passou do esperado das piores temporadas de gripe. A temporada de gripe de 2016 na Itália matou mais que o atual surto.

    Não apenas serão as mortes mais caras da história, como serão as MORTES INEVITÁVEIS mais caras da história.
  • alerj  11/05/2020 04:39
    anonimo, vc poderia colocar a fonte do q vc esta informando, por favor?

    gostaria de verificar isso. Tb e outra informação importante se for veridica
  • Ricardo  11/05/2020 14:59
    Eu achei que era saque dele, mas pesquisei e é verdade.

    Em duas temporadas de gripe — dezembro de 2013 e janeiro de 2014 e dezembro de 2016 e janeiro de 2017 (ou seja, quatro meses) —, morreram mais de 68 mil pessoas na Itália. Só de gripe.

    www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1201971219303285

    Eu não sabia disso.

    Por enquanto, desde março deste ano, morreram 30 mil pessoas na Itália atribuídas aos Covid. A estatística mostra que a Itália já teve gripes muito piores.

    E se levarmos em conta que há suspeitas de que os numeres de morte por Covid na Itália estão superestimados (uma coisa é morrer de Covid; outra, é morrer com Covid; mas ambas são computadas como uma só), então realmente as medidas estão sendo completamente despropositadas.
  • Ettore  26/05/2020 04:01

    Wellython Vieira
    "O PRAZO PARA REGISTRO DO ÓBITO É DE 15 DIAS (art. 78 c/c art. 50 da lei 6015/73), estendido até 03 meses para os lugares distantes mais de 30 (trinta) quilômetros da sede do cartório ou por qualquer outro motivo relevante. Após o prazo legal somente poderá ser lavrado por determinação judicial" Advogada Ana Cunha, JusBrasil.
  • anônimo  28/05/2020 09:03
    Então até qual data os óbitos estão 100% confiáveis? Porque o site já disse que pegou uma data 15 dias anterior à data da reportagem.
  • Ex - esquerdista  08/05/2020 21:57
    Pessoal, onde encontro aqui no IMB aquele comentário ou artigo/ gráfico que demonstra que, no Brasil, os períodos de maior crescimento econômico foram as épocas que o cambio estava mais valorizado? Preciso mostrar isso para amigo keynesiano
  • Auxiliar  08/05/2020 22:12
    No site TradingEconomics essa relação é direta.

    Colunas em azul, PIB.

    Linha preta, câmbio (quanto mais baixa a linha preta, mais valorizado está o câmbio).

    ibb.co/gwCBHhs
  • Felipe L.  08/05/2020 23:09
    Esse seu gráfico é legal, já pensou em escrever sobre? Vou usar em um grupo no qual sou moderador?
  • Marrom  09/05/2020 00:22
    Também não esquece de avisar ao seu amigo que correlação não significa causalidade.
    Bem como que momentos de aversão a risco o câmbio dispara.
    Na marolinha de 2008 o câmbio se desvalorizou abruptamente por conta da aversão ao risco e depois caiu com o país se recuperando espetacularmente.
    De outra feita, com o pibinho do Guedes em 2019 mesmo sem crise no mundo o câmbio foi se desvalorizando pois a economia não conseguia decolar com ele tentando cortar tudo que era gasto
  • Roxo  09/05/2020 00:50
    Ué, e na brutal depreciação de 2011 a 2015, quando o dólar foi de R$ 1,60 pra R$4,20, um encarecimento de impressionantes 162% (que faz a atual desvalorização, que ocorre em um contexto de brutal depressão mundial, parecer pique-nique). Nenhuma consideração sua?

    Puxa, assim vou achar que você é partidário…


    P.S.: a "espetacular" recuperação econômica cobrou um preço trágico. Mas eu sei que é pedir demais exigir que petista entenda o básico sobre causa e consequência…

    www.mises.org.br/article/2190/o-que-realmente-permitiu-o-grande-crescimento-economico-brasileiro-da-ultima-decada

    www.mises.org.br/article/2120/o-tragico-legado-da-nova-matriz-economica--um-resumo-cronologico

    www.mises.org.br/article/2394/o-legado-humanitario-de-dilma--seu-governo-foi-um-destruidor-de-mitos-que-atormentam-a-humanidade

    www.mises.org.br/article/2466/como-a-crescente-estatizacao-do-credito-destruiu-a-economia-brasileira-e-as-financas-dos-governos
  • Felipe L.  12/05/2020 00:03
    Roxo, você acha que o fato de o México ter tido uma recessão do ano passado para agora (uma depressão, provavelmente) teria sido por qual fator? Nos governos anteriores a economia se desempenhou muito bem. O peso mexicano tem se valorizado, afundando só no começo desse ano, com a encrenca do coronavírus.

    Meu chute é que isso teve alguma relação com algum possível corte de despesas feito pelo Obrador, assim como o aumento dos juros (o crédito só voltou a subir muito recentemente, no ano passado tendo ficado estagnado). Isso faria algum sentido?
  • Oportunidade para os espertos  09/05/2020 00:08
    Anotem: agora que a PEC do orçamento de guerra foi aprovada, o déficit vai explodir e haverá impressão de dinheiro que será injetado semi-diretamente na economia. Ouro e fundos cambiais são o futuro.
  • Trader  09/05/2020 01:18
    Concordo. Mas só quanto ao ouro. Dólar será melhor que as outras moedas estatais (com a exceção do franco suíço), mas sem chances de bater o ouro. Eu estou praticamente all in no ouro.
  • Tulio  09/05/2020 01:08
    Eis o modelo de liberdade da Suécia, que se você mencionar por aqui vai ter que se ver com a patrulha viral, babando de ódio e te chamando de assassino.

    Reportagem da TV espanhola sobre a Suécia, onde a vida segue absolutamente normal:


  • Sueco  09/05/2020 14:17
    Vejam o que de fato a Suécia Está fazendo

    www.swedenabroad.se/pt/embaixada/brasil-bras%C3%ADlia/atual/not%C3%ADcias/estrat%C3%A9gia-da-su%C3%A9cia-em-resposta-%C3%A0-pandemia-de-covid-19/

    Fonte primária de informação.

    "A Suécia compartilha os mesmos objetivos que outros países do mundo - salvar vidas e proteger a saúde dos seus cidadãos. Estamos enfrentando os mesmos desafios - a escala e velocidade da propagação do vírus e a pressão no sistema nacional de saúde. Estamos também implementando ferramentas semelhantes à muitos outros países para lidar com a pandemia - promovendo o distanciamento social, protegendo as pessoas vulneráveis e pertencentes a grupos de risco, realizando testes e reforçando nosso sistema de saúde"

    "A COVID-19 foi classificada pelo Governo da Suécia como uma doença que constitui um perigo para a sociedade em 1º de fevereiro, abrindo assim a possibilidade de implementação de medidas extraordinárias de controle de doenças transmissíveis"
  • Roberto Cruz   09/05/2020 21:28
    Muito boa informação, sueco. Informação de verdade e de fonte confiável
    A Suécia tá sim intervindo e muito
  • Ex-microempresario  09/05/2020 23:11
    Um órgão do governo falando sobre o próprio governo não é fonte primária de informação. É fonte primária de desinformação.
  • Johansson  10/05/2020 01:09
    Lockdown-Free Sweden Had It Right, Says World Health Organization: Interview with Prof. Johan Giesecke

    www.aier.org/article/lockdown-free-sweden-had-it-right-says-world-health-organization-interview-with-prof-johan-giesecke/
  • Magno  10/05/2020 01:15
    Ou seja, a Suécia está fazendo tudo certo: distanciamento social, e não quarenta, e nem muito menos lockdown.

    Tudo segue funcionando normalmente.

    Eis aqui relatos de pessoas que vivem na Suécia. Vão lá discutir com eles:

    Masks in Sweden

    The Scandinavian Experiment: Open vs Close

    Individual Freedom Works for Disease Mitigation, says the World Health Organization
  • G. Fiúza  09/05/2020 01:14
    O governador do RJ, Adolf Witzel, disse que vai decretar lockdown total. Você vai ter que pedir a ele para ir à farmácia. Não há base científica no mundo atestando a eficácia disso - Nova York acaba de anunciar que não está evitando o contágio. VOCÊS VÃO ENTREGAR A SUA LIBERDADE DE GRAÇA?

    Você estará sujeito à REPRESSÃO POLICIAL se sair de casa sem autorização. As novas medidas vão exorbitar o isolamento (mesmo sem eficácia comprovada) p/um ESTADO DE EXCEÇÃO de direitos. Onde estão os DEFENSORES DA LIBERDADE? Isso está acontecendo AGORA (e ninguém sabe como acaba).

    Os níveis de isolamento estão em discussão no mundo todo, Nova York atestou contágio predominante em casa e a eficácia do lockdown total não é conclusiva nem p/a OMS. Se governantes brasileiros insistirem com medidas ditatoriais sem base científica vão semear uma revolta popular.
  • anônimo  09/05/2020 03:44
    Então fica em casa recebendo ordens do seu ditador local.
  • Fora Doria   09/05/2020 08:17
    Essa ideia da ação dos políticos aurointeressados remete às teorias escritas a partir dos anos 1950 por Anthony Downs. Como melhor argumentariam depois Gordon Tullock e James Buchanan, não podemos ver nestes homens um altruísmo e uma vontade de agir em prol da população, já que a política é uma arena de disputas de indivíduos buscando unicamente o melhor para si. Ou seja, muitos ainda veem a política cheia de romance, quase com conteúdo idêntico àqueles filmes da Sessão da Tarde, e geralmente são os acadêmicos (cientistas) que têm maior propensão em fazê-lo, em vez de procurar analisá-la sob uma ótica realista. Esses lockdowns escancararam essa dinâmica autointeressada dos políticos, ao demonstrar que, ao se colocarem como os grandes responsáveis pela salvação pública, ao realizar uma medida burra ao extremo, buscavam se investir de uma ideia de heroísmo, mesmo evidente que essas determinações não passavam de ideias às cegas e completamente baseadas em passeios aleatórios, as quais mal eles sabem o que representam e onde vão chegar.
  • anônimo  09/05/2020 11:04
    Eu acho que está havendo uma radicalização no posicionamento do site. Já conheço um punhado de gente que contraiu a doença e a coisa não fácil não.
    Além do mais, muitos economistas de linhagem liberal e suas matizes estão defendendo medidas de distanciamento social. Gente como Arminio Fraga, Alexandre Schwartzman, Hélio Beltrão, Mônica de Bolle e Leandro Roque estão todos em grau concordando que não dá pra voltar à vida como antes
  • Matheus Santiago  10/05/2020 17:55
    Não se trata de radicalização, mas sim de realidade.

    Você conhece muitas pessoas que contraíram a doença, eu conhecia muitas pessoas que morreram por causa dessa doença. Todos os economistas que você citou eu tenho um profundo respeito, mas em minha opinião eles estão errados.

    Você está desconsiderando toda a violação de direitos constitucionais garantidos pela CF, e se você for alguém de cunho liberal, essa CF nem é a ideal para a garantia dos direitos fundamentais. Por exemplo, o ordenamento jurídico do Brasil consagra o trabalho e a livre iniciativa como valores fundamentais - os quais, portanto, não podem ser obliterados pelas medidas de proteção da saúde. Deve sempre haver uma coexistência entre o bem-estar físico(corpóreo) e o bem-estar econômico(material) da população.

    As extremas medidas de restrição impostas pelos governadores e prefeitos são desejadas ao fim almejado (proteger o bem-estar físico da população com a diminuição da velocidade de propagação do patógeno e a preservação da capacidade de atendimento do sistema de saúde), mas desnecessárias e desproporcionais em sentido estrito. E mesmo que você considere que as medidas de isolamento tenha efeito direto na diminuição na contaminação, os fatos já mostram ao contrário como se vê em Nova York com o próprio prefeito relatando a situação, conforme comentaristas nessa mesma matéria.

    Voltando a questão da necessidade do isolamento, o fato é que são desnecessárias porque existem meios mais brandos e menos invasivos, que mais bem preservam os valores fundamentais do trabalho e da livre iniciativa. A finalidade — a proteção da saúde da população — poderia ter sido alcançada com o isolamento de grupos de risco, com a imposição do uso de máscaras apropriadas, com a obrigatoriedade de desinfecção diária dos ambientes comerciais, com a limitação do número de pessoas em locais como restaurantes e lanchonetes.

    São desproporcionais em sentido estrito porque as desvantagens — o desmantelamento da divisão do trabalho (da cadeia produtiva); os grandes prejuízos, as inúmeras falências, as demissões em massa; o desabastecimento de itens básicos (acompanhado do aumento dos preços deles) — são enormes diante de um patógeno cuja taxa de letalidade se demonstra baixa (apesar do seu grande poder de contágio) e cujas vítimas se encontram, na maioria, em idade avançada e/ou em situação debilitante por causa de outros problemas de saúde.

    Vamos discutir a questão da propagação x isolamento e os caminhos alternativos possíveis diante de tal situação que nos atinge.

    O Covid-19 é um vírus que se propaga rapidamente, mas conforme disse anteriormente, ele pode ser contido por ações mais brandas como isolamento de grupos de risco, com a imposição do uso de máscaras apropriadas, com a obrigatoriedade de desinfecção diária dos ambientes comerciais, com a limitação do número de pessoas em locais como restaurantes e lanchonetes.

    As duas últimas ações ficaria a cargo dos comerciantes que seriam obrigados a cumprirem a determinação sanitária com pena de multa ao não-cumprimento dos requisitos impostos - sim é uma clara violação dos direitos de liberdade e livre iniciativa, mas é uma alternativa bem menos pior do que essa que nos foi imposta. O comércio teria um pouco mais de despesa com a desinfecção diária, mas o comércio ainda permaneceria aberto funcionando normalmente, mantendo assim fluxo de caixa para as despesas gerais. Como contraparte desses gastos obrigatórios impostos, o próprio governo federal mediante também do governo estadual e municipal poderiam diminuir a carga tributária desses comércios para a desinfecção diária, de modo estimular o cumprimento dos requisitos e também para a outra despesa não-prevista - a compra de máscaras.

    Assim como a desinfecção diária ficaria a cargo dos comerciantes, a compra de máscara também, pois a população ativa estaria trabalhando produzindo e consumindo, e isso poderia diminuir a propagação da doença. A diminuição dos impostos poderia ser para cobrir tais despesas dos comércios, mas essas medidas não teriam nem de perto o efeito destrutivo do isolamento total, mesmo que você não veja a mínima possibilidade de diminuição de impostos nesse cenário, ao invés dos bilhões gastos com o Coronavoucher, poderiam ter sido usados para o cumprimentos dos requisitos impostos pelo governo nesse cenário. Sim, a dívida pública iria aumentar, mas a capacidade econômica não seria afetada severamente e as chances de recuperação são infinitamente maiores do que essa situação atual do Brasil, onde estamos nos endividando com o fechamento total da economia. O governo também teria que gastar dinheiro para realizar o teste em massa, nesse caso o governo teria que recorrer ao endividamento, isso teria o efeito imediato de isolamento dos contaminados, algo ao molde de Coreia do Sul.

    Esse é um cenário completamente diferente do isolamento total.
  • adriano da silva souza  09/05/2020 16:44
    E os juros la embaixo.....
  • Rene Kultz  09/05/2020 17:26
    Querer que políticos entendam de economia é exigir demais deles. Nos dias de hoje, nem economistas entendem de economia. Se entendessem, ninguém levaria Keynes a sério.
  • Thiago  09/05/2020 17:52
    Quanto ao ouro, quão seguro seria entrar em fundos vinculado ao ouro? As chances de no futuro alguém entrar no governo e começar a colocar dificuldades para esses fundos existirem ou darem retornos para quem esta la investindo, acredito que sejam altas (vide argentina e outros países). Eles vão ferrar a moeda e no fim não vão aceitar que as pessoas busquem alternativas, o resultado eh sempre este, o monopólio e a coerção estatal sempre ganham.

    Hoje nos temos essa opção, mas e no futuro? Ouro físico seria a solução?
  • Trader  10/05/2020 01:35
    Ué, por que fariam isso com fundos de ouro e não com fundos de dólar? Ouro não incomoda ninguém, nada é precificado em ouro e nada no mercado internacional é transacionado em ouro. O preço do ouro tem, para a economia brasileira, a mesma importância que o preço das ações da Magazine Luiza.

    Por que o governo confiscaria fundos de ouro, que não afetam em nada, e deixaria em paz fundos em dólar, sendo que o dólar é o que precifica tudo?

    Apresente um argumento minimamente razoável e eu posso mudar de ideia.

    P.S.: Cada dia que você passa fora do ouro é um dia que você está mais pobre. Sugiro se aprumar. E rápido.
  • Elias  12/05/2020 16:48
    Eu não estou aqui pra fazer propaganda, mas o fundo de Ouro da Órama, que pouco tempo atrás exigia investimento mínimo de R$ 1.000,00 para fazer aplicações, hoje ela está ZERADA. Ou seja, você pode proteger o dinheiro que você já tem investindo nesse fundo. Eu apliquei no início de abril e hoje o rendimento está em torno de 18%. Imagine se eu tivesse aplicado antes?
  • Trader  12/05/2020 17:41
    Boa observação. Realmente, a aplicação inicial mínima foi zerada. Ou seja, qualquer pessoa já pode comprar ouro a partir de R$ 0,01.

    Aliás, o ouro (OZ1D) sobe 1,51% neste momento.

    Não há mais desculpas para ficar chorando a alta do dólar. Já há um padrão-ouro plenamente disponível e acessível a absolutamente todos. Qualquer pessoa que quiser pode, a partir de agora, viver em um padrão-ouro. A pessoa só fica de fora dele (utilizando moeda fiduciária gerida por burocratas) se quiser.
  • Kogos  09/05/2020 21:33
    Saiu o PIB do primeiro trimestre da Suécia: caiu 1.2% (taxa anualizada), contra 4.8% dos Estados Unidos e 14.4% da União Europeia. A Suécia não fez lockdown.

    Quero só ver onde o establishment irá enfiar a cara quando perceberem que o número de mortes em 2020 foram as mesmas de 2019.
  • anônimo  10/05/2020 13:48
    Eu imaginei que a Suécia iria acabar abrindo as pernas, mas eles não abaixaram a cabeça mesmo. Estou impressionado.
  • Eduardo  11/05/2020 01:21
    Mortes na Suécia por milhão: 318,83
    Mortes na Dinamarca: 90,81
    Mortes na Noruega: 39,29
    Mortes na Finlandia: 47,83

    Sou contra a quarentena forçada imposta por políticos, mas dizer que não funciona é um atentado à lógica. Acho que cada um deveria decidir o que quer pra si mas leio com espanto o que escrevem aqui dizendo que não funciona, apesar de alguns estudos estatísticos mostrarem o contrário. E são os mesmos que diziam que cloroquina funcionava apesar de estudos mais sérios mostrarem agora que não parece funcionar. Daqui a pouco vão dizer que camisinha não funciona pra proteger do HIV...
  • Fabrício  11/05/2020 01:45
    "Sou contra a quarentena forçada imposta por políticos, mas dizer que não funciona é um atentado à lógica."

    A sua frase acima é um atentado à lógica. Se você jura que algo funciona, então por que você é contra ele?

    Não faz sentido absolutamente nenhum.

    Ademais, houve muito menos mortes por milhão na desconfinada Suécia do que nas confiadíssimas Itália, Espanha e França. Mas isso é proibido de ser mencionado, né?

    De resto, já que vocês defensores gostam, vá discutir com a OMS, que já disse que a Suécia é o modelo a ser seguido:

    OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é "modelo a ser seguido"

    Lockdown-Free Sweden Had It Right, Says World Health Organization: Interview with Prof. Johan Giesecke

    Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca (que fizeram quarentena)? Se Dinamarca e Noruega estão tão melhores, por que então a OMS recomendou que se copie a Suécia e não a Noruega e a Dinamarca? Só quero entender. Peça iluminação lá para os seus mestres.

    Mas piora: além de não existir nenhum modelo científico estabelecendo a correlação exata entre níveis de confinamento e de evolução da epidemia, a própria OMS já voltou atrás e, além de alertar que o contágio está se dando em casa, falou agora que os países mais pobres não devem adotar isolamento. O lockdown, que você defende, é uma aventura mística.



    Já o governador do estado de Nova York — que é o estado mais atingido dos EUA, e talvez do mundo inteiro, com 320 mil casos confirmados e 20 mil mortes — veio a público se dizer "estupefato" por ter descoberto que 84% dos hospitalizados com covid-19 estavam cumprindo a quarentena horizontal (66% em casa e 18% em asilos), a mesma quarentena que os ignaros juram ser a salvação.

    www.cnbc.com/2020/05/06/ny-gov-cuomo-says-its-shocking-most-new-coronavirus-hospitalizations-are-people-staying-home.html
    twitter.com/RFGlau/status/1258210415353438215

    Frase governador de NY:

    "We thought maybe they were taking public transportation, and we've taken special precautions on public transportation, but actually no, because these people were literally at home"

    Por fim, eis aqui relatos de pessoas que vivem na Suécia. Vai lá discutir com eles:

    Masks in Sweden

    The Scandinavian Experiment: Open vs Close

    Individual Freedom Works for Disease Mitigation, says the World Health Organization

    "Acho que cada um deveria decidir o que quer pra si mas leio com espanto o que escrevem aqui dizendo que não funciona, apesar de alguns estudos estatísticos mostrarem o contrário."

    Citei fontes e mostrei que, ao contrário do que você afirmou, não há absolutamente comprovação nenhuma de que quarentena funciona. Muito pelo contrário, aliás. Todo mundo que implementou se estrepou.

    E agora estou no aguardo dos "estudos estatísticos mostrarem o contrário". Já pedi isso várias vezes aqui e nada. E nem vai aparecer.

    Não há nenhum paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno.

    Desde que fiz esse desafio, apenas duas pessoas tentaram uma resposta: a primeira foi uma coitada que se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, do Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares). E o segundo foi um sujeito, um pouco mais digno, que reconheceu que não há nenhum estudo assim, e que tudo se baseia em modelos matemáticos (e não epidemiológicos).

    Aí agora, pra piorar, foi provado que nem o próprio Ferguson acredita no que disse. Ele teve de pedir demissão do seu cargo porque foi flagrado desobedecendo a quarentena que ele próprio mandou impor … para ir se encontrar com a amante casada!

    Exclusive: Government scientist Neil Ferguson resigns after breaking lockdown rules to meet his married lover

    Isso prova que nem mesmo essa gente acredita nas próprias bostas que defendem e que impõem ao populacho.

    "E são os mesmos que diziam que cloroquina funcionava apesar de estudos mais sérios mostrarem agora que não parece funcionar. Daqui a pouco vão dizer que camisinha não funciona pra proteger do HIV…"

    Você está espantosamente desinformado (o que, aliás, já dava para depreender dos seus comentários iniciais).

    O FDA e o CFM já aprovaram o uso em larga escala. Qualquer conclusão sobre eficácia definitiva (hipótese de uso precoce) está a muitos meses, talvez anos.

    Enquanto isso, virtualmente o mundo inteiro determinou que "os benefícios atuais e potenciais superam os danos atuais e potenciais". Por sinal, esta foi precisamente a redação da autorização do FDA, e é exatamente o que as pessoas de bom senso vinham defendendo.

    P.S.: Agora uma pergunta sincera: o fato de David Uip e Roberto Kalil terem tomado e se curado, mas não terem querido dizer isso claramente, não lhe levanta a mais mínima desconfiança?

    Volte quando tive algo.
  • anônimo  11/05/2020 03:54
    O que o Brasil está fazendo em relação à Cloroquina é algo muito difícil de entender. Bolsonaro foi o principal defensor do remédio, mas o SUS quase não está usando.
    Enquanto isso a PreventSenior continua a tratar pacientes de vírus chinês com hidroxicloroquina+azitromicina logo no início dos sintomas, apresentando altas taxas de sucesso entre idosos, as maiores vítimas da doença.
    Por que o protocolo não é padrão no Brasil inteiro?
  • Eduardo  11/05/2020 12:07
    Engraçado como a única parte que você não quis refutar foi a diferença de mortalidade entre os países do norte.

    "A sua frase acima é um atentado à lógica. Se você jura que algo funciona, então por que você é contra ele? "

    Não sou contra quarentena, desde que ela seja voluntariamente praticada pelo indivíduo que assim deseja, sem imposição forçada por políticos. Parece mais lógico agora?

    "Ademais, houve muito menos mortes por milhão na desconfinada Suécia do que nas confiadíssimas Itália, Espanha e França. Mas isso é proibido de ser mencionado, né? "

    Não é proibido falar e, de fato, houve mais mortes. Mas você pode afirmar que é por causa da quarentena ou seria porque a Suécia tem um sistema de saúde melhor e menos saturado, conseguindo salvar mais pacientes?

    "Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca (que fizeram quarentena)?"

    Não sei, porque não escuto o que eles falam. Ao contrário de você que execra a OMS quando eles falam algo que você não gosta e depois a usa como exemplo quando eles falam algo com o qual você concorda, eu prefiro não ouvir burocratas.

    "Já o governador do estado de Nova York — que é o estado mais atingido dos EUA, e talvez do mundo inteiro, com 320 mil casos confirmados e 20 mil mortes — veio a público se dizer "estupefato" por ter descoberto que 84% dos hospitalizados com covid-19 estavam cumprindo a quarentena horizontal (66% em casa e 18% em asilos), a mesma quarentena que os ignaros juram ser a salvação. "

    Será que todos que moram na mesma casa praticaram a quarentena? Você pode provar que eles estavam realmente em casa o tempo todo? Você pode explicar então como eles pegaram Covid sem entrar em contato com um infectado? Sem responder essas perguntas você é um místico que ignora a forma de transmissão da doença.

    "Não há nenhum paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno. "

    Você sabe o que você escreveu aqui? Porque me parece que você ignora muito como se faz um estudo científico epidemiológico. Nesse tipo de estudo não existe multicentrismo pois você não está estudando o que várias instituições fazem, já que está se testando o que acontece na sociedade e não precisa ser duplo-cego pois você não está com medo de viés do observador. Além disso existem inúmeros estudos mostrando que funciona, mas se você não conhece você já fala que não existe, agindo com mais misticismo. Aqui vão estudos revisados por pares:

    www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK92450/

    www.bmj.com/content/369/bmj.m1450

    "O FDA e o CFM já aprovaram o uso em larga escala. Qualquer conclusão sobre eficácia definitiva (hipótese de uso precoce) está a muitos meses, talvez anos. "

    Eles aprovaram mas afirmaram não saber se funciona. Ou seja, estão dando um tiro no escuro. Além disso, FDA é um órgão estatal e CFM é um monopólio que só existe por causa do estado brasileiro. Eu não escuto muito o que eles falam pois já erraram muito, mas muito mesmo. Mas, assim como você demonstrou escutar a OMS, vá em frente e continue escutando os burocratas...Mas escuto o que cientistas falaram sobre a cloroquina, apesar de ainda faltarem estudos melhores: www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2012410

    "Agora uma pergunta sincera: o fato de David Uip e Roberto Kalil terem tomado e se curado, mas não terem querido dizer isso claramente, não lhe levanta a mais mínima desconfiança?"

    Não. Pois eles também não sabem, mas o estudo acima diz que provavelmente não funciona. Você sabe dizer se eles melhoraram por causa da cloroquina ou apesar dela?
    Quando souber responder a qualquer coisa que escrevi aqui sem usar fontes estatais e de burocratas, volte aqui.

  • Gomes  11/05/2020 15:13
    Interessante, Eduardo. Você é a primeira pessoa que vem aqui exigir que as pessoas devem fazer afirmações SEM colocar fontes. Ou seja, para você, vale apenas aquilo em que a pessoa acredita, e não aquilo que ela mostra.

    Você mesmo é o mais perfeito exemplo disso. Deixou claro que só vale aquilo em que você acredita, e não aquilo que é mostrado. Segundo você, a OMS não disse o que ela disse; dois médicos que foram curados utilizando a hidroxicloroquina não foram realmente curados por ela; o fato de 84% dos contaminados em NY serem pessoas que não saíram de casa não prova nada; o fato de a FDA e o CFM terem aprovado o uso da hidroxicloroquina mostra que eles estão errados; o fato de a Suécia sem lockdown ter tido bem menos mortes per capita que Itália, Espanha e França com lockdown se deve apenas à qualidade dos hospitais (sendo que todos são igualmente públicos) etc.

    Em suma, em seu mundo paralelo, só é aceitável aquilo que você determina como sendo aceitável.

    Assim é gostoso.
  • Eduardo  11/05/2020 16:07
    "Interessante, Eduardo. Você é a primeira pessoa que vem aqui exigir que as pessoas devem fazer afirmações SEM colocar fontes."

    Você não leu o que escrevi. Eu disse sem fontes estatais. E sim, com mais embasamento científico.

    "Ou seja, para você, vale apenas aquilo em que a pessoa acredita, e não aquilo que ela mostra."

    Acho que se vc reler, vai ver que o que eu espero é mais evidência e menos achismo, exatamente o contrário do que leio aqui sobre cloroquina ou quarentena. E dei exemplos de estudos que uso pra embasar meus pensamentos e condutas.

    "Você mesmo é o mais perfeito exemplo disso. Deixou claro que só vale aquilo em que você acredita, e não aquilo que é mostrado."

    Acredito naquilo que mostrei com estudos aqui. Ao contrário de você ou o Fabricio, que não mostraram nada científico pra argumentar.

    "Segundo você, a OMS não disse o que ela disse"

    Não falei isso.

    " dois médicos que foram curados utilizando a hidroxicloroquina não foram realmente curados por ela"

    Eles usaram inúmeros outros remédios. Você pode garantir que foi a hidroxicloroquina? Ou será que foi a dipirona? Ou o omeprazol?

    "o fato de 84% dos contaminados em NY serem pessoas que não saíram de casa não prova nada;"

    Se vc puder me garantir que eles não saíram de casa e nem tiveram contato com ninguém que saiu e ainda assim contraíram a doença, eu mudo de ideia sem problema.

    "o fato de a FDA e o CFM terem aprovado o uso da hidroxicloroquina mostra que eles estão errados;"

    Nunca escrevi que pelo fato de eles aprovarem, eles estão errados.

    " o fato de a Suécia sem lockdown ter tido bem menos mortes per capita que Itália, Espanha e França com lockdown se deve apenas à qualidade dos hospitais (sendo que todos são igualmente públicos) etc."

    Nunca disse que se deve apenas a isso. Mas ninguém pode provar nada que o lockdown piorou e meu argumento foi mostrar que pode ter ajudado, inclusive mostrei estudos que embasam cientificamente a adoção de quarentena.

    "Em suma, em seu mundo paralelo, só é aceitável aquilo que você determina como sendo aceitável."

    Meu mundo paralelo usa ciência. O seu, não.


    "Assim é gostoso."

    Assim é desonesto da sua parte.
  • F.A  13/05/2020 14:53
    Eduardo,

    e quem é que está dizendo que os novaiorquinos não saíram? Não cria esse tipo de espantalho, cidadão.
    A questão é exatamente ESSA, vocês idealizam um modelo de quarentena que não é o que existe.

    Veja que até agora é completamente inconclusivo a eficácia dessas quarentenas pelos números. Temos países que não adotaram quarentenas e lockdows (como Suécia, Taiwan e Japão) que tem numeros baixos de mortes. Em contrapartida temos países que adotaram quarentenas e lockdowns abruptos e mesmo assim tiveram alto número de mortos (Itália, França).

    Primeiro de tudo, eu já disse dezenas de vezes aqui que eu não nego a eficácia de um lockdown do tipo "fecha a porra toda". É claro que isso funcionaria. Eu fiz a analogia das pessoas numa caixa de concreto com porta de chumbo justamente para demonstrar isso. Supor que um lockdown muito restrito funciona, não há muito o que discutir. E aí estou dizendo fechar tudo mesmo, sem ninguém mais sair de casa nem para comprar comida, do tipo zona de exclusão de Chernobyl.

    Agora, trazendo ao mundo real.

    Quantas das medidas de quarentenas e confinamentos foram nesse sentido? Excetuando ditaduras, quais países conseguiram uma restrição tão abrupta?

    O que aconteceu foram quarentenas que eles mantem os "serviço essenciais" funcionando, e aqui já começa o problema. As pessoas que estão trabalhando, estão por aí transmitindo o vírus, e não são poucas.

    Segundo, é natural que em países subdesenvolvidos, você tenha mais pessoas que saem para comprar comida, pois pedir comida é mais caro e serviços de entrega nem sempre está disponível nos rincões. Ou também para trabalhar na informalidade (a realidade do Brasil é essa, tem muita gente que recebeu o auxílio do governo mas não deixou de fazer os bicos), ou mesmo abrindo o comércio escondido a portas fechadas (fui no meu barbeiro assim). Em países pobres, as pessoas tem maior preocupação com a renda, porque não tem tantos recursos quanto em países ricos.
    Aqui no Brasil por exemplo, ficou um bom tempo naquelas quarentenas a la brasileira, com o comércio todo fechado e os idosos circulando nas ruas (eu mandei várias notícias aqui nesse sentido).

    Portanto, se num estado rico como é NY, em que dá para considerar que o lockdown foi bem restrito com fechamento de bastante coisa. Ainda assim está havendo pessoas contaminadas em suas casas (80% segundo os dados do governador), imagina num país pobre com todos esses problemas relatados?
    Essa contaminação das pessoas seguindo as quarentenas, sendo racional, devemos supor que aconteceram quando as pessoas saíram de suas casas. Certo?
    Qual seria a outra explicação?
    E você percebe que esse dado bugou muita gente, incluindo o governador Cuomo? Ele certamente não esperava por esse número tão alto.
    E foi até espantosamente bastante honesto intelectualmente em mostrar os números de forma objetiva, sem a politicagem costumeira da doença que estamos vendo mundo afora (principalmente em se tratando de um democrata).

    E ainda há uma terceira questão, porque supondo um lockdown muito restrito, ao revogar, você ainda pode ter um novo surto. A partir do momento em que as coisas voltam ao normal. Isso é um argumento de algo que pode acontecer no futuro, mas é uma possibilidade que não pode ser descartada.

    Ou seja, o que quero dizer com isso, é que há uma diferença entre o conceito idealizado do lockdown, e como ele é aplicado dada a realidade.
    Por isso mesmo que ainda não se conseguiu concluir nada, você vê estudos de tudo quanto é tipo. Especialistas defendendo as quarentenas, e outros se colocando contra.

    Então não há como se ter toda essa certeza, porque o seu argumento (e dos que estão defendendo essas medidas), se baseiam num modelo idealizado de quarentena que na maior parte não é o que vem acontecendo.

    E ainda que você estiver certo. Vamos supor a exemplo que as quarentenas sejam, sei lá, 20% mais eficientes do que as medidas de distanciamento social per se.
    Terá valido a pena parar tudo por isso? Já pensou nessa possibilidade? De chegar no fim e termos a conclusão de que a diferença foi pequena ou mesmo inexistente?

    Em contrapartida, a economia estará arruinada. E sim, a discussão saúde x economia existe. Seria perfeito que o mundo fosse o Jardim do Éden e não precisássemos nos preocupar com escassez. Só que a realidade bate na porta.


    Quanto apelar para a ciência, faça me o favor né meu caro? Especialistas há dos dois lados.
    Numa pesquisa rápida encontramos esse estudo aqui:

    scholar.google.com.br/?hl=pt

    Coloca na busca:
    Full lockdown policies in Western Europe countries have no evident impacts on the COVID-19 epidemic.
    www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.24.20078717v1.abstract

    Johan Giesecke, epidemiologista sueco: "O número de mortes por covid-19 será quase o mesmo em todos os países europeus"
    www.publico.pt/2020/05/03/ciencia/noticia/johan-giesecke-epidemiologista-sueco-numero-mortes-covid19-sera-quase-paises-europeus-1914373

    Entrevista com um dos epidemiologistas suecos mais renomados e primeiro cientista chefe do centro de controle de doenças europeu.
    www.youtube.com/watch?v=bfN2JWifLCY&feature=emb_title

    Pontos principais:
    Não há evidência cientifica e histórica que sustente a tese do lockdown.
    Você deve proteger o grupo de risco apenas, enquanto o vírus se espalha para que a população exposta adquira imunidade de rebanho.
    É inviável a economia ficar parada até o surgimento de uma vacina.
    Todos os países falharam miseravelmente em proteger a população vulnerável. Isso fica evidente com a enorme quantidade de surtos em asilos.
    A Inglaterra voltou atrás com sua estratégia inicial que parecia com a da Suécia por causa do paper do Imperial College que contém vários erros.
    Ele cita que o paper considera uma capacidade hospitalar para o tratamento da doença constante, quando na verdade todos os países aumentaram sua capacidade. A própria Suécia triplicou, segundo o mesmo.
    A queda no número de mortes nos países europeus está se dando pelo fato de que as pessoas mais vulneráveis morreram primeiro lá atrás, não necessariamente por conta do lockdown.
    No final o desenvolvimento da doença será parecido em todos os países do mundo, independentemente das medidas tomadas.
    A letalidade do vírus é muito baixa, pois a imensa maioria das pessoas que contraem o vírus são assintomáticas ou tem sintomas leves.
    A maioria das pessoas que morreram pelo vírus provavelmente iriam morrer por outros motivos em poucos meses. O vírus só deu um empurrãozinho final.
    Ele está muito mais preocupado com as consequências do lockdown para a economia e para os direitos civis do que com a epidemia em si.
  • Drink Coke  11/05/2020 12:53
    Vou me intrometer:

    "A sua frase acima é um atentado à lógica. Se você jura que algo funciona, então por que você é contra ele?"


    Eu não acho contraditório, você pode achar que funciona para diminuir a propagação, mas o custo ser muito alto para valer a pena. Por exemplo, reduzir a velocidade máxima nas ruas e estradas reduziria os acidentes, porém eu acho que o custo não vale a pena.

    Outra, ele pode simplesmente achar imoral esse tipo de política, ainda que funcione. Mais ou menos como ter uma policia mais violenta e invasiva, eu acredito que o crime seria de fato reduzido, mas seria imoral.
  • Thiago  11/05/2020 11:51
    Comparação de numero de mortes por milhão só mostra qual pais tem maior parcela da população no grupo de risco.

    No numero de CASOS por milhão www.worldometers.info/coronavirus/ , a Suécia esta ligeiramente com mais casos comparado a outros países nórdicos, e com menos casos comparado a países como Itália, Espanha e Franca (e Nova York).

    Então sim, as estatísticas mostram que lockdown não funciona como pretendido, a unica coisa que consegue eh produzir desemprego em massa.
  • anônimo  11/05/2020 15:14
  • Elias  10/05/2020 03:18
    Fico feliz que o Instituto Mises Brasil está tendo uma postura diferente dos pseudo liberais que estão na política, como o MBL e boa parte do partido NOVO (que pra mim virou o "novo" PSDB, além de quase todos do partido votarem a favor do Plano Mansueto).

    Fico incrédulo quando vejo certos governadores adotarem medidas que vão de encontro com as liberdades individuais dos cidadãos enquanto boa parte das pessoas que se dizem "liberais" ficam calados ou, o pior, endossam essas condutas autoritárias.
  • Um certo liberal  10/05/2020 15:26
    Eu concordo com tudo que foi exposto, mas fiquei com uma dúvida. Sem ironia nenhuma pessoal, eu realmente não consegui chegar à uma resposta para o quadro abaixo.

    Se levarmos em consideração que a taxa de mortalidade do covid é baixa, comparável à de outros vírus, mas que a transmissão é muito mais fácil e que o sistema hospitalar está com dificuldade de atender os pacientes mais graves por excesso de demanda em um período pequeno de tempo, como conseguiríamos ao mesmo tempo garantir o funcionamento de tudo e a liberdade individual e a possível incapacidade de dar tratamento aos infectados?

  • Humberto  11/05/2020 01:28
    É só você explicar essa:

    Coronavirus: Rio tem mais de 2000 leitos de hospital vazios, você sabia?

    Sanitarista e ex-secretário de Saúde do município, Daniel Soranz diz que alas inteiras estão prontas e inoperantes porque 6 mil médicos foram demitidos

    vejario.abril.com.br/cidade/coronavirus-2000-leitos-vazios/
  • Matheus Santiago  10/05/2020 19:28
    Off-Topic:

    Steve Forbes: Para medidas econômicas pós-pandemia, menos pode ser mais

    "A pergunta é o que deverá ser feito quando a crise do coronavírus abrandar e a empolgação com as iniciativas de resgate de Washington acabar."

    "Para obter respostas, deveríamos – mas não vamos – prestar atenção a algumas das principais lições da depressão de 1920-1921. Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA passaram por um forte surto inflacionário. Mas a bolha estourou, sobretudo porque o Fed elevou acentuadamente as taxas de juros. A economia entrou em colapso e o desemprego saltou para 20%.

    Como o governo federal reagiu? Conforme relatado na história definitiva daquela contração, escrita por James Grant, The Forgotten Depression – 1921: The Crash that Cured Itself, Washington fez o oposto do que os economistas aconselhariam hoje. Os gastos foram reduzidos drasticamente em relação aos níveis da guerra; impostos foram cortados; regulamentos que tinham se acumulado durante o conflito foram revogados; e empresas estatizadas, principalmente ferrovias e companhias telefônicas, foram devolvidas a seus legítimos proprietários. O dólar não foi desvalorizado. A economia se recuperou rapidamente. Logo estávamos com pleno emprego, e se iniciava a frenética década de 1920. Os EUA viveram uma das eras mais inovadoras de sua história.

    A reação de Washington à Grande Depressão, uma década depois, foi um total contraste: houve aumento acentuado dos gastos e dos impostos e diversas burocracias foram criadas; uma enxurrada de novas regras caiu sobre as empresas. As dificuldades continuaram, e a recuperação real só viria depois da Segunda Guerra.

    De fato, toda a catástrofe foi provocada por erros de ativismo do governo. Em 1929, o novo presidente, Herbert Hoover, queria fazer algo pelos agricultores em dificuldade e achou que tarifas sobre as importações agrícolas dariam conta do recado. O Congresso, agindo como porcos em um frenesi alimentar, aumentou enormemente os impostos sobre milhares de itens importados. À medida que a legislação avançava no Congresso, o mercado de ações – que reage às perspectivas futuras – quebrou. Quando Hoover assinou a Lei Tarifária Smoot-Hawley, outros países revidaram, iniciando uma guerra comercial internacional. As economias, aqui e no exterior, começaram a encolher. Hoover reagiu com um ativismo governamental sem precedentes. Seu sucessor, Franklin Roosevelt, promoveu ainda mais intervenções. A crise persistiu.

    Após a guerra, o medo de uma nova crise levou muitos a clamarem por mais políticas na linha de Hoover/Roosevelt. Em vez disso, fizemos o oposto: o orçamento foi impiedosamente reduzido, o imposto de renda dos casais foi cortado pela metade, os controles da época da guerra foram rapidamente eliminados, as leis trabalhistas anticomércio do New Deal foram modificadas e o dólar permaneceu vinculado ao ouro. Embora milhões de veteranos voltassem rapidamente ao mercado de trabalho, o desemprego continuou baixo.

    Devemos levar essas experiências a sério. Cortes de impostos grandes e gerais devem ser promulgados, e nosso sistema tributário progressivo deve ser substituído por um imposto de alíquota única. O valor do dólar deve ser estabilizado, vinculado ao ouro. Os dispositivos que geram crise no comércio contidos em todas as leis de resgate relacionadas à covid-19 devem expirar ou ser removidos. As iniciativas de desregulamentação devem ser renovadas.

    É simples. Como Nathan Lewis demonstra em The Magic Formula, as economias que têm impostos baixos e moedas estáveis prosperam mais do que aquelas que não têm. Sempre."

    A verdade aparecendo em meio a tanto desconhecimento acadêmico. E parabéns ao IMB por eu já ter lido sobre exatamente isso relatado em artigos sobre as duas crises, a de 1921 e a de 1929.
  • Felipe L.  11/05/2020 01:41
    Os EUA atingiram desemprego suíço após a crise de 1920, abaixo de 3%. Nessa época ainda existia alguma sanidade econômica entre burocratas. A Suprema Corte era mais séria também, inclusive sempre julgando alguma lei de salário mínimo imposta como inconstitucional por violar a livre negociação entre as partes, que está na Constituição. Se hoje o mercado de trabalho americano é considerado desregulado em comparação com o brasileiro, que funciona como se fosse um Detran, naquela época era ainda melhor. Teve redução salarial, turnos e tudo. Imagina se em 1920 existisse a CLT, os mesmos integrantes do Judiciário e do Legislativo que temos hoje. Dado o fato de que o capital acumulado e o padrão de vida daqueles tempos era baixíssimo, seria um verdadeiro genocídio.
  • Felipe L.  11/05/2020 00:14
    Olhem que interessante, temos concorrentes em quem "mita" mais nos juros negativos:

    "América Latina ruma para juro real negativo"

    Eis o texto:

    "As principais economias da América Latina entraram no terreno dos juros reais negativos — antes uma resposta apenas dos países ricos às grandes crises — ao enfrentar o avanço do coronavírus e seus impactos sobre o nível de atividade com uma política monetária agressiva. Os bancos centrais do Chile e do Peru já levaram suas taxas, respectivamente, para 0,50% e 0,25% ao ano, como uma tentativa de frear a recessão."

    Bem baixas essas taxas, vocês não acham? Chile passou por aquela baderna no ano passado, mas ainda está muito mais avançado do que o Brasil. Quem entender de Chile (só conheço uma pessoa até agora), fique à vontade para falar sobre o que o Sebastian Piñera fez e pretende fazer com o país desde então. Os peruanos ainda podem usar dólar como moeda corrente, e o país também é muito mais livre que o Brasil, apesar de ainda ter traços de América Latina. E, para humilhar, o Peru também é mais outro país que tem também grau de investimento (e essa dívida de 26,8% do PIB é praticamente de graça). Será que o futuro da liberdade no continente estará no Peru, Bolívia e no Paraguai? Existe hoje algum país no mundo que está aumentando a taxa de juros (país que controla a taxa de juros, obviamente, pois em Cingapura, por exemplo, o governo deixa os juros flutuarem), como o Meirelles fez diante da crise de 2008?

    Esses relatórios do Focus fazem algum sentido? Eu cheguei a ler e em alguns anos seguintes a 2021, estava prevista a subida da SELIC.
  • Pobre Mineiro  11/05/2020 08:31
    Eu estou na China desde 7 de março de 2020.
    Não vi aqui nem 10% da tirania que está ocorrendo atualmente no Brasil e na Europa. (Amigos estão me mantendo informado.) Não tenho informações sobre a situação dos EUA, Canadá, etc...

    Pois é né?.
  • Felipe L.  11/05/2020 15:28
    Aí na China eles deixam você acessar ao Instituto Ludwig von Mises Brasil?
  • Pobre Mineiro  12/05/2020 07:10
    Não, mas nada que uma VPN básica não resolva.
    (Estou usando a VPN do Panda antivírus. )

    Aliás, essa foi a única verdade que eu comprovei in loco sobre a China até agora, a internet é censurada. Sendo mais específico, serviços do Google e Facebook, alguns sites específicos como esse são bloqueados também. O resto você acessa ainda que lentamente, pois sites fora da China passam pela "Grande Muralha".
    Mas como disse, uma VPN básica resolve.

    Professores universitários e alunos das universidades chinesas usam VPN direto, empresas estrangeiras também. Acredito que o público alvo do partidão não seja essas pessoas, pois todo mundo sabe disso e fica por isso mesmo. Talvez eles não queiram um semi analfabeto acessando sites ocidentais, sei lá...

    As companhias telefônicas chinesas não tem parceria de roaming com nenhuma estrangeira, logo o seu celular não funciona aqui também, tem que comprar um chip daqui. Com um chip daqui você consegue fazer e receber chamadas de qualquer lugar.

    Fora isso, eu diria que a China já está melhor do que a Europa para morar. Por que eu não me mudo de vez para cá?. China é Ásia e quem conhece a Ásia sabe que o povo e o governo se opõe ferrenhamente ao multiculturalismo, as leis de imigração são extremamente rígidas e restritivas, isso em qualquer país asiático.
  • anônimo  11/05/2020 19:44
    Brasil SEMPRE foi mestre em copiar tudo de ruim dos outros países. Copiou fascismo nos anos 30, copiou keynesianismo nos anos 70 e copiou social-democracia nos anos 90 em diante. E agora copiou o totalitarismo chinês. É o típico f*did* que gosta de seguir a boiada que o establishment diz pra fazer.
  • Revoltado  11/05/2020 20:15
    Caro anônimo,

    Na década de 2010 ele copiou e vigorosamente o PC do mundo desenvolvido também. Parcialmente (graças aos céus), mas pincelou aqui e ali...
  • Sadib  11/05/2020 19:32
    off topic --

    Pessoal, pra quem se interessar, e entender inglês, achei interessante essa matéria sobre "Quem possui uma casa nos EUA, em 12 gráficos", ou seja, ela tenta mostrar qual parte da população (renda superior, casados, brancos/negros) vive em sua casa própria VS os que moram em uma casa alugada.

    Lá, como aqui, ter sua "casa própria" é um dos principais objetivos de vida das pessoas, e ter uma casa é considerado "bom". Por outro lado, viver em uma casa alugada é considerado "ruim" (o que é discutível, mas é o senso comum).

    Lendo a matéria você vê que essa condição acima "melhorou" dos anos 60 até 80, e de lá pra cá só "piorou" - temos no geral mais pessoas vivendo em casa alugada do que comprada, comparado décadas atrás. Esta mais difícil comprar uma casa hoje, e parece que essa condição acelerou ainda mais dos anos 2000 para cá, provavelmente por conta da crise de 2008.

    O que me chamou atenção também é que a situação pouco mudou quando comparamos parte da população negra nos anos 80 com hoje, o gap entre brancos e negros ficou praticamente inalterado nos últimos 60 anos.

    Por que vocês acham que essa condição de moradia piorou nos últimos 40 anos como um todo? E por que esse gap entre brancos e negros pouco mudou? Seria o racismo? Falta de oportunidade? Diferenças culturais? Ou simplesmente o governo atrapalha tudo?
  • Vladimir  11/05/2020 20:19
    Ué, mas qual o seu argumento para inferir que morar de aluguel é pior do que ter imóvel próprio? Há vários economistas libertários e até mesmo convencionais que sempre defenderam a tese de que ter um imóvel (e com isso amarrar-se em uma dívida de 30 anos) não é economicamente sensato.

    Viver de aluguel é muito mais racional.

    Eu mesmo já pensei em ter imóvel próprio. Mas analisei bem e vi que isso é fria. Caríssimo, não há garantia de nada, e se você deixar de pagar uma parcela pode ter seu imóvel arrestado.

    Ademais, aqui no Brasil ocorre o mesmo fenômeno observado nos EUA: incentivos estatais à compra de imóveis (nos EUA, há várias agências federais voltadas para isso: Fannie Mae, Freddie Mac e os 11 Federal Home Loan Banks), em conjunto com as restritivas leis de zoneamento e de building permits, encareceram artificialmente os imóveis, retirando quase que completamente a classe média da jogada.
  • Felipe L.  11/05/2020 22:04
    Na China é cultural a questão de ter uma casa própria. Vou falar que essa questão de ter casa não sei opinar.

    Que tal investir em terrenos? Conheço pessoas que ficaram ricas investindo em terras e afins.
  • Richard Stellman  12/05/2020 00:07
    Ué, mas qual o seu argumento para inferir que morar de aluguel é pior do que ter imóvel próprio?

    Nenhum provável, já que ele não disse que morar de aluguel é ruim, apenas apontou o que a maior parte dos americanos desejam.
  • Sadib  12/05/2020 17:26
    Eu pessoalmente não acho que ter imóvel próprio é melhor do que morar de aluguel, por isso coloquei em aspas o "bom" e "ruim". Na verdade isso é uma escolha pessoal, de acordo com o estilo de vida de cada um, e que não vem ao caso aqui.

    Mas é um fato que o brasileiro, ou o americano, tem preferência por morar em seu próprio imóvel a alugar, e esse é um dos primeiros gastos feitos quando se tem uma mínima estabilidade financeira.

    Dado isso, esse me parece ser um indicador da condição financeira de uma população, e esse indicador piorou nos últimos 40 anos, e o gap entre brancos e negros pouco mudou em todo esse tempo. Por isso o questionamento inicial.
  • Drink Coke  12/05/2020 18:30
    "Há vários economistas libertários e até mesmo convencionais que sempre defenderam a tese de que ter um imóvel (e com isso amarrar-se em uma dívida de 30 anos) não é economicamente sensato."

    Acho bem discutível porque imóvel próprio tem que ser entendido como um bem de consumo e não um investimento, nesse caso há pontos meramente subjetivos, como a satisfação por ter mais liberdade sobre o imóvel e a satisfação por está em uma casa própria, mas em um prisma meramente financeira está correto.
  • Minarquista  11/05/2020 20:36
    Outra vez o mesmo argumento falso, de que foram as leis de quarentena decretadas pelos políticos, e não o vírus em si, que prejudicaram gravemente a economia...
    O fato é que mesmo sem lei de quarentena nenhuma, muitas pessoas se protegem do vírus.
    Mesmo sem quarentena obrigatória, as pessoas voluntariamente têm menos relações de produção e de consumo.
    Ou seja: mesmo que não houvesse nenhuma lei de quarentena, a economia seria fortemente atingida pelo vírus.

    E esse fato é fácil notar. Quase todos os escritórios de São Paulo foram para home office antes da lei de quarentena, inclusive o meu. Estou em casa desde 13 de março, mais de uma semana antes da lei da quarentena.
    E quando a quarentena acabar, vou continuar em casa por um longo tempo, assim como muitas outras empresas e pessoas. É verdade que continuo trabalhando, mas com certeza consumo menos bens e serviços estando em casa.
    E aposto que, quando a quarentena legal acabar, o movimento no comércio será menor do que antes dela...

    E tem também o contrário. Com ou sem lei de quarentena, muitas pessoas têm que ir trabalhar. Afinal, precisamos de hospitais funcionando: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, limpeza, recepção, refeitório, almoxarifado, lavanderia terceirizada, etc. Essas pessoas precisam chegar ao hospital: o transporte precisa funcionar. Precisamos de comida: caminhoneiros, postos de combustível, mecânica, borracheiros, lanchonetes e banheiros no caminho, limpeza das lanchonetes, etc. A comida é industrializada, e vem em embalagens de plástico, metal, vidro, papelão. Todos esses setores têm que funcionar. É impossível paralisar a economia toda.

    E há ainda pessoas que vivem da mão para a boca. São pobres e não têm reserva. Se não trabalharem de dia, não comem à noite. Essas pessoas vão tentar continuar trabalhando mesmo que tenham que violar as leis de quarentena.

    Ou seja: por causa do vírus, a quantidade de interações sociais de produção e consumo de riqueza vai cair, tornando todos mais pobres. A divisão de trabalho está prejudicada pela existência do vírus. E pessoas vão morrer tanto pelo vírus quanto pela maior pobreza.

    Mas, com ou sem lei impondo a quarentena, o cenário não muda tanto assim.
    Possivelmente, com as leis de quarentena, tenhamos menos mortos pelos vírus, por sobrecarregar menos os sistemas de saúde; mas tenhamos mais mortos decorrentes da pobreza.
    E sem leis de quarentena, teremos mais mortos decorrentes do vírus, e menos decorrentes da pobreza.
    Mas a diferença entre os dois cenários, apesar de ser impossível de ser medida, não parece ser grande.
    E ninguém no mundo consegue afirmar qual cenário causa mais mortes.

    Então, prepare-se para a crise. Ela é inevitável, causada pelo vírus, e independente das ações dos políticos, sejam eles esquerdopatas, direitontos, ou social-roubocráticos.

    []s
  • Racional  12/05/2020 13:53
    O seu argumento é que é falso, pois não encontra respaldo nos fatos. Na gripe espanhola, nada parou. Na gripe de 1957, nada parou. Na gripe de 1968 (a gripe de Hong Kong), nada parou (aliás, teve até Woodstock na época). Na SARS, nada parou. Na MERS, nada parou. Na H1N1, nada parou.

    Por que nessa iriam parar?

    Sua suposição não é sustentada pela empiria.
  • PCO  11/05/2020 22:56
    www.causaoperaria.org.br/esquerda-que-pede-o-lockdown-quer-maior-repressao-ao-povo-pobre/

    Esquerda que pede o "lockdown" quer maior repressão ao povo pobre.
  • anônimo  12/05/2020 00:28
    Não votei no Bolsonaro, votei nulo, mas o filho da puta é o presidente mais ancap do mundo.kkkk
  • Verdades  12/05/2020 00:54
    Ironia ou não, o fato é que, desde a redemocratização, foi o que mais respeitou as liberdades individuais.

    * Aboliu radares das rodovias federais — mas o Supremo revogou a medida.

    * Aboliu o DPVAT — mas o Congresso revogou a medida

    * Acabou com a multa para quem não tem cadeirinha de criança no carro — mas o STF revogou.

    * Acabou com a obrigatoriedade de empresas publicarem seus balanços em jornais de papel (algo caríssimo e que ninguém lê, pois pode ser consultado de graça na Internet) — mas o Congresso revogou a medida

    * Facilitou a posse de armas para civis — ainda longe do ideal, mas um passo definitivo na direção correta (esta medida milagrosamente ainda se mantém; aproveitem).

    * Foi contra o congelamento do preço da carne no fim de 2019, quando toda a imprensa era a favor — como consequência, hoje não há nenhum risco de desabastecimento mesmo em plena pandemia (desabastecimento esse que seria uma certeza caso tivesse havido congelamento, pois aí nem haveria mais oferta de boi).

    * Reduziu drasticamente o repasse de dinheiro público para a imprensa via propagandas oficiais — jornalistas jamais perdoaram e por isso seguem dinamitando seu governo.

    * Foi abertamente contra proibir o povo de trabalhar e já se manifestou verbalmente contra os autoritarismos de governadores, que estão prendendo feirantes (e confiscando seus alimentos), donos de barbearia e até mesmo mulheres e crianças nadando na praia. A imprensa aplaudiu o autoritarismo.

    * Nunca defendeu qualquer medida que atente contra a propriedade privada.

    Não me lembro de uma única medida sua que tenha ido contra as liberdades individuais. Não me lembro de vê-lo defender abertamente uma única medida que tenha aumentado a intromissão do estado na vida dos brasileiros.

    Exatamente por isso a imprensa e a elite intelectual e artística o despreza, mas o povão, mesmo em meio a este colapso econômico causado por políticos, simpatiza com ele.
  • Felipe L.  12/05/2020 01:39
    Preciso.
  • Carlos83  12/05/2020 12:46
    Os decretos 10046/19 e 10047/2019 foram algo duvidosos. Fora isso, você tem razão.
  • Vladimir  12/05/2020 14:25
    Pode acrescentar também que foi ele quem vetou qualquer ideia de recriação da CPMF.
  • Rafael  12/05/2020 14:45
    Como bem disse o Gustavo M. lá em cima, a esquerda jamais perdoou Bolsonaro por ele não ter implantado a ditadura que ela, a esquerda, prometeu que ele implantaria.

    Ao contrário: ele sempre se comportou como um anti-ditador. Aí a esquerda ficou enfurecida. Sua narrativa foi desmoralizada pelos fatos.

    Como o rótulo de ditador não colou, agora ele virou "genocida".

    Mas agora vem o melhor: a guerra de narrativas.

    Mortes no ESTADO de Nova York: 26.641

    Mortes em TODO o Brasil: 11.123

    Na mídia:

    Governador democrata de NY: Herói

    Presidente do Brasil: Genocida

    Narrativa é TUDO!
  • Carlos83  12/05/2020 15:43
    Mais uma pra narrativa (favor verificar):

    www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32320003


    Lá nos EUA, estudaram 5700 pacientes testados positivos com sintomas severos...


    "Case series of patients with COVID-19 admitted to 12 hospitals in New York City, Long Island, and Westchester County, New York, within the Northwell Health system. The study included all sequentially hospitalized patients between March 1, 2020, and April 4, 2020, inclusive of these dates."

    "Confirmed severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) infection by positive result on polymerase chain reaction testing of a nasopharyngeal sample among patients requiring admission.)"

    "A total of 5700 patients were included (median age, 63 years [interquartile range {IQR}, 52-75; range, 0-107 years]; 39.7% female). The most common comorbidities were hypertension (3026; 56.6%), obesity (1737; 41.7%), and diabetes (1808; 33.8%). At triage, 30.7% of patients were febrile, 17.3% had a respiratory rate greater than 24 breaths/minute, and 27.8% received supplemental oxygen. The rate of respiratory virus co-infection was 2.1%. Outcomes were assessed for 2634 patients who were discharged or had died at the study end point. During hospitalization, 373 patients (14.2%) (median age, 68 years [IQR, 56-78]; 33.5% female) were treated in the intensive care unit care, 320 (12.2%) received invasive mechanical ventilation, 81 (3.2%) were treated with kidney replacement therapy, and 553 (21%) died. Mortality for those requiring mechanical ventilation was 88.1%. The median postdischarge follow-up time was 4.4 days (IQR, 2.2-9.3). A total of 45 patients (2.2%) were readmitted during the study period. The median time to readmission was 3 days (IQR, 1.0-4.5) for readmitted patients. Among the 3066 patients who remained hospitalized at the final study follow-up date (median age, 65 years [IQR, 54-75]), the median follow-up at time of censoring was 4.5 days (IQR, 2.4-8.1)..



    Entre as constatações, uma chama atenção: "Mortality for those requiring mechanical ventilation was 88.1%."

    Ao que parece, dos 12.2% que foram colocados em ventilação mecânica (respiradores??), quase 90% morreram. Será que podemos concluir, com base em estudos, que...
  • cosmic dwarf  13/05/2020 18:40
    Pessoas indo para o hospital são uma população estatisticamente neutra? Quantas vezes você foi para o hospital porque ficou com gripe? Nem a minha mãe hipocondríaca faz isso...

    As partes do estudo que você citou mostram que existiam outros fatores de risco de saúde presentes na maioria dos pacientes, mas não mostra a % do total dos pacientes que tinha ALGUM fator de risco. Provavelmente quase todos. Mesma coisa com a idade, temos a idade mediana mas não a distribuição completa. Quantos % dos pacientes com sintomas graves eram idosos?

    A omissão mais criminosa da narrativa pro-lockdown do complexo "blue pill" (políticos, burocratas, corporações, et c.) é que a doença provavelmente é MUITO mais disseminada do que se sabe, e a esmagadora maioria dos casos nem sequer soube que teve.

    Como poderíamos saber? Com testes em larga escala, estatisticamente controlados. Mas o teste não é confiável, dizem. E no entanto parece ser confiável o suficiente para gerar os números que a mídia fica martelando na cabeça do povão como se fosse o apocalipse.

    O "argumento" então é que não temos certeza, mas pode ser bem ruim, então "por via das dúvidas" é melhor fechar o mundo na base do decreto. Oi? "Por via das dúvidas" fechar o mundo? Desde quando se implementa toque de recolher no mundo todo "por via das dúvidas"? Que tipo de doente mental acha que isso faz sentido?l

    Resposta: psicopatas no Estado e na medicina que querem posar (e lucrar) como salvadores do mundo; urbanitas isentões que adoram mostrar sua sofisticação dizendo "ain, meu deux, esse Bolsonaro só fala merda mesmo"; tiazinhas de meia idade pra cima cuja janela para o mundo exterior consiste de fontes"respeitáveis" como Rede Globo e Folha de SP...

    Tendo dito tudo isso, mesmo que fosse uma praga bíblica, não é justificável toque de recolher. Quem tem medo que fique em casa. Essa é a única solução compatível com o básico dos direitos do indivíduo, que supostamente são um pilar da civilização humanista ocidental, mas que parecem ter sido substituídos por "vamos dar as mãos (desculpe, encostar os cotovelos) e cantar Todos Juntos Contra o Covid!"
  • Carlos83  15/05/2020 12:53
    Eu concordo com você. Destaquei apenas o elevado número de mortes para os pacientes que receberam ventilação mecânica, quase 90%.

    Respiradores se tornaram um dos equipamentos mais citados por quem exige medidas estatais. Sofreram explosão de demanda mundo afora, especialmente nas compras públicas. Depois ainda vieram as dispensas de licitação com indícios de superfaturamento, fraude, etc.

    No entanto, li um artigo informativo que se referia a esse estudo que citei para mostrar algo pouco divulgado: de que respiradores não estavam sendo efetivos tanto assim contra o vírus, especialmente nos casos em que o paciente não tinha um quadro clínico anterior que exigisse uso de respirador. A abordagem terapêutica estaria (possivelmente) sendo exagerada em muitos casos. Em alguns lugares, em vez de respiradores, pessoas estavam sendo tratadas em câmaras de oxigenoterapia hiperbárica, com relativo sucesso. alsearsmd.com/2020/05/treatment-worse-than-covid-19-disease/

    Não sou da área médica, por isso deixei observação para que alguém com mais conhecimentos verificasse. Se a taxa de mortalidade em outros países for tão elavada quanto em Nova York; se respiradores caríssimos não forem tão efetivos, porque tanto alarde quanto à número de leitos disponíveis, colapso do sistema, etc?





  • Fabrício  15/05/2020 13:28
    Agora os defensores do lockdown, além de continuarem na ingrata tarefa de defenderem autoritarismo de políticos, ainda terão de explicar o covidão. Que desespero…
  • Fabrício  26/05/2020 16:05
    Opa! Meros 11 dias depois e o Covidão já começa a ser desbaratado. Vai ficando cada vez mais claro que a suspensão dos direitos individuais por parte de prefeitos e governadores nada tinha a ver com a "saúde do povo" (risos), mas sim com a criação de oportunidades para mais mamatas e safadezas.

    Mais uma pra conta dos defensores do lockdown.
  • Patriota  12/05/2020 15:54
    Será exagero afirmar então que o Bolsonaro foi o mais libertário e consequentemente o melhor presidente que o país já teve desde Vargas?
  • Humberto  12/05/2020 17:46
    Não exatamente, pois é necessário olhar tudo. Infelizmente, seu Ministro da Economia (chicaguista) não só é um economista do lado da demanda, como o próprio ainda fez uma escolha desastrosa para o Banco Central.

    Isso cobrará um preço alto no futuro.

    Uma pena.
  • Patriota  12/05/2020 19:13
    Entao qual foi outro economista que esteve à frente do Ministerio da Economia ou da Fazenda melhor que Paulo Guedes?
    E mesmo do Bacen?
    Pegando a dupla Guedes-Campos Neto que outra dupla de economistas no ministerio e no Bacen era melhor que esses dois?
  • Humberto  12/05/2020 21:00
    "Entao qual foi outro economista que esteve à frente do Ministerio da Economia ou da Fazenda melhor que Paulo Guedes?"

    Meirelles. Falou menos e entregou mais

    "E mesmo do Bacen?"

    Meirelles também. Em segundo lugar, Ilan Goldfajn. Gustavo Franco também seria muito.

    "Pegando a dupla Guedes-Campos Neto que outra dupla de economistas no ministerio e no Bacen era melhor que esses dois?"

    Meirelles e Ilan.
  • Felipe L.  12/05/2020 20:18
    O Paulo Guedes é péssimo. Iludiu muitas pessoas com os seus discursos e falas nas manchetes, mas até o momento o que ele fez foi só afundar a moeda.
  • Lucas  13/05/2020 15:47
    Felipe L.,

    O que vc diz é o mesmo que dizer que alguem que morreu de covid-19, morreu por causa da tosse.
    O cambio é mais um sintoma do que uma causa pra alguma coisa.
    Quando as perspectivas são positivas para economia, há enxurrada de capital externo o que faz o cambio se apreciar. Quando está mal das pernas há fuga de capitais.
    Ficar botando a culpa no câmbio não faz o menor sentido. Sem contar que quem é o "guardiao" da moeda é o bacen.

    A frase infeliz do Guedes defendendo o cambio depreciado era só um mecanismo de defesa para ele que estava muito pressionado
  • Claudia  13/05/2020 14:47
    Eu não diria desde Vargas pois este foi um típico ditador fascista. Mas eu diria que desde a instauração da república, sim, foi o que tivemos de melhor.
  • anônimo  13/05/2020 22:42
    Pelo que parece para estes o "chefe" foi um dos piores e merece impeachment ou prisão.

    www.oantagonista.com/brasil/deputados-formam-frente-independente-contra-bolsonaro/

    Já tem até Youtuber "grande" apoiando isto.
  • Drink Coke  15/05/2020 15:10
    Eu não acho o Bolsonaro o homem mais preparado e nem era a melhor opção dos candidatos (eu preferia Amoedo ou Meirelles), porém o que fazem com ele é de uma covardia única. A narrativa que construiram e muita gente abraçou é que ele está destruindo o país e é o pior presidente da história, porém isso não se sustenta com nada.


    Olha só, no seu primeiro ano fez um governo razoavel, não que não tenha cometido erros, sua articulação política e comunicação foram horríveis, mas a economia até teve bons números, isso apesar de um congresso e judiciario sem nenhuma boa vontade com ele desde o inicio. Desde o Covid o presidente não manda em nada. o judiciario deu todo poder aos municipios e estados, logo qualquer resultado tem que ser jogado nas costas dos prefeitos e governadores. Tentam criar uma narrativa de que ele é o culpado pela população não ter aderido em massa a quarentena, como se a população brasileira agora ouvisse e obedecesse um político na TV.
  • Verdades  22/05/2020 22:49
    Bom, depois do vídeo de hoje, essa thread está encerrada:

  • Santos  22/05/2020 23:10
    Bolsonaro:

    "Olha como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Por isso eu quero que o povo se arme, a garantia de que não vai aparecer um filho da puta e impor uma ditadura aqui. A bosta de um decreto, algema e bota todo mundo dentro de casa. Se ele tivesse armado ia para rua. Se eu fosse ditador, eu desarmava como fizeram todos no passado"

    E, para finalizar: "Eu quero todo mundo armado. O povo armado jamais será escravizado"


    Rapaz... Quando que Meirelles ou João Amôedo falariam algo do tipo? Nem em reunião fechada.
  • anônimo  23/05/2020 00:28
    O cara vai ser reeleito fácil.
  • Cláudia  12/05/2020 18:44
    O jornal alemão Bild, que não gosta de Trump, Bolsonaro e nem tem simpatia pela direita, publicou artigo com vozes de cientistas contrários à quarentena indiscriminada. Eles afirmaram: "Lockdown war ein Riesen-Fehler - O lockdown foi um enorme erro". Pois as consequências serão piores.

    Para quem quiser ler o artigo em inglês, já que a mídia nacional não aceita opiniões contrárias à Seita Xiita do Lockdown e da Terra Parada.

    www.breitbart.com/health/2020/05/11/germanys-das-bild-says-lockdown-was-a-huge-mistake/
  • Lando  16/05/2020 17:41
    Incrível como NENHUM jornal da mídia publicou isso. Irão esconder a culpa deles a todo custo.
  • anônimo  14/05/2020 12:24
    Comparar a mortalidade com gripe comum é científicamente incorreto. Uma boa forma de contabilizar o impacto é comparar a média do número de óbitos dos últimos 5 anos, na mesma época do ano. Caso a diferença seja muito alta, isso prova o impacto da pandemia na mortalidade da população. No Reino Unido a diferença está em 50 mil de acordo com a BBC.
  • anônimo  16/05/2020 17:36
    A letalidade parece muito maior do que realmente é porque quase ninguém possui os anticorpos desse vírus. Ocorria o mesmo com a gripe num passado recente.
    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/06/20/interna_ciencia_saude,689636/gripe-mata-mais-de-650-mil-pessoas-por-ano-por-falta-de-prevencao.shtml
  • Carlos Alberto  14/05/2020 13:35
    Unicef afirma que o lockdown matará muito mais que a Covid, sendo 1,2 milhões de mortes de crianças.

    www.telegraph.co.uk/global-health/science-and-disease/unicef-warns-lockdown-could-kill-covid-19-model-predicts-12/
  • JUDEU  16/05/2020 17:32
    Mas que surpresa. Só que mais surpresa ainda será quando descobrirem que os países que não adotaram lockdown (como Suécia e Bielorrúsia) não tiveram nenhum aumento significativo de óbitos em relação aos anos anteriores. Aí o establishment não terá onde enfiar a cara. Vão suprimir essa informação a todo custo pra não admitirem que destruíram toda a economia a troco de literalmente nada.

    gazetabrasil.com.br/brasil/apesar-do-covid-19-brasil-registra-menos-mortes-comparado-ao-mesmo-periodo-de-2019/
  • anônimo  14/05/2020 21:18
    O lockdown é uma medida política que vai penalizar a economia e os mais pobres. A grande questão é que não impor o distanciamento horizontal iria permitir o contágio exponencial sem controle, ou seja, a mortalidade seria randômica entre os grupos sociais, independente de classe. Estudos computadorizados baseados em modelos elaborados por cientistas indicou 1 milhão de mortes no Reino Unido e mais de 2 milhões nos EUA caso quarentena vertical fosse implementada. Esses estudos que balizaram a decisão de Boris Johnson que inicialmente era a favor da quarentena vertical. Com a quarentena horizontal, os grupos mais privilegiados foram protegidos e os sem recursos foram jogados a própria sorte. Em questão de óbitos, levando em conta esses números e expandindo para a escala global, a quarentena horizontal muito provavelmente salvou mais vidas do que tirou, incluindo efeitos colaterais como fome e aumento da mortalidade devido ao desemprego. A questão é que trocamos número alto de mortes por perda de qualidade de vida de grande parte da população em um período muito grande. Provavelmente levará uma década para a economia brasileira se recuperar. França, Itália e Espanha não tiveram mais de 30 mil mortes por causa do lockdown e sim por ter demorado em implementá-lo. A Alemanha o fez rapidamente, assim como Coreia. Quanto mais rápido a imposição de quarentena horizontal, mais rápido a economia poderá ser reaberta. A Suécia com a implantação da quarentena vertical tinha uma grande vantagem: a transmissão comunitária dentro do país era mínima, ou seja, teve a oportunidade de realizar o fechamento das fronteiras cedo diante da disseminação. Isso foi a principal causa do sucesso moderado deste modelo, que ainda assim teve mais mortalidade que os outros países escandinavos, mas com custo econômico muito menor. Os países europeus que foram primeiramente infectados não tinham informações para viabilizar o cenário privilegiado que a Suécia teve. Esta oportunidade foi negada, a disseminação no território já estava muito alta para cogitar a quarentena vertical. Meu argumento é que para analisar a opção da possibilidade de quarentena vertical, o contágio comunitário deve estar ainda muito baixo dentro de fronteiras fechadas. Praticamente todos os países com maior número de contágios não teve essa oportunidade devido a falta de informação sobre o vírus disponibilizada pela China. As fronteiras ficaram abertas tempo demais. A quarentena vertical não é uma opção global neste momento, mas poderia ter sido e ainda é viável em alguns países. O Brasil infelizmente não é um deles.
  • Carlos83  15/05/2020 16:49
    "ou seja, teve a oportunidade de realizar o fechamento das fronteiras cedo diante da disseminação"

    Se as fronteiras lá foram fechadas e isso foi a causa do "moderado sucesso", por que a Suécia era um destino turístico de gente cansada de confinamento, inclusive de países vizinhos? As estações de ski estavam funcionando durante boa parte da pandemia.

    E os artigos sobre o sucesso sueco como próximo modelo a ser seguido não param:

    www.msn.com/en-ca/news/world/i-live-in-sweden-im-not-panicking-about-the-coronavirus/ar-BB148AL1

    Esse é do NY TImes. A partir de agora, de vez em quando, a mídia soltará uma ou outra notícia com o outro lado da situação. Mas a maioria vai ter a mesma narrativa que a sua. Admitem algo, que houve alguns erros, mas não dão o braço a torcer.
  • anônimo  16/05/2020 14:58
    "Como uma quarentena horizontal que só abrange a classe média enquanto os pobres continuam andando em ônibus e metrôs lotados impede a propagação de um vírus?"

    Quanto maior a porcentagem de pessoas em distanciamento social, menor a velocidade de contágio.

    Acho que o que você quis perguntar é qual o percentual da população deve estar confinada para os números estabilizarem e começarem a cair?

    Provavelmente 70%. O governo em tese conta com a participação dos pobres, afinal a suspensão do contrato de trabalho e o auxílio foram pensados para esta camada da população.

    A pandemia vai estabilizar com confinamento apenas para a classe alta?

    Provavelmente não antes de subir assustadoramente. Estamos em 14 mil mortes neste momento. A tendência é de alta.

    Já que vai haver tantas mortes de qualquer jeito, não foi inútil esta quarentena horizontal?

    Os números seriam muito maiores.

    Para os que falam que a covid mata o mesmo número de pessoas que a gripe anualmente, estão certos por enquanto, ainda não ultrapassamos este número. É óbvio que isso só foi possível graças as medidas de distanciamento social que bloquearam a escalada exponencial da propagação.

    A gripe mata entre 350 a 500 mil pessoas por ano sem qualquer medida de distanciamento social

    A covid mataria número superior a este apenas nos EUA sem distanciamento social. Atualmente são 90 mil mortes em território americano.



  • Fabrício  17/05/2020 04:02
    "Acho que o que você quis perguntar é qual o percentual da população deve estar confinada para os números estabilizarem e começarem a cair? Provavelmente 70%. "

    Isso é que é ciência exata, hein? Gentileza postar aqui o link do trabalho acadêmico revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT),
    que apresentou esta conclusão.
  • anônimo  17/05/2020 04:39
    Nenhum estudo, nem mesmo com a metodologia mencionada por você, te daria um número exato como o que você quer, simplesmente porque há muita subnotificação de infectados e mortes.

    Inclusive você provavelmente sabe que estes estudos tem margem de erro e são baseadas em cenários de probabilidade. E muito provavelmente, a menos que você seja epidemiologista, nenhum de nós teríamos como revisar este estudo. O número apresentado foi.mencionado por especialistas com carreira nesta área que fazem assessoria científica ao Governo do Estado de SP. David Uip é um dos que integram esse quadro e duvido que ele arriscaria sua reputação, considerado pelos seus pares um dos maiores infectologistas que esse país já teve para aconselhar de forma política Dória.

    exame.abril.com.br/brasil/isolamento-em-sp-cai-para-47-ideal-seria-70-diz-governo-do-estado/

  • Fabrício  17/05/2020 17:07
    Ou seja, você próprio reconhece que o lockdown é uma aventura mística, sem qualquer base científica. O que aliás é completamente óbvio: quem fica trancado em casa não adquire imunidade, não adquire vitamina D, não se exercita, não toma sol, não faz nada de bom. Pior: com todo mundo trancado em casa, a necessária imunização de 70% que você defende é impossível de ocorrer.

    É sério mesmo que você não nota essa fragorosa contradição?

    De resto, já que você citou, qual remédio David Uip tomou quando foi infectado pelo Sars-Cov-2? Por que isso segue sendo escondido do povo? Você realmente não acha isso nem um pouquinho estranho?
  • Ex-microempresario  15/05/2020 22:11
    Já perguntei várias vezes e não consegui resposta.

    Como uma quarentena horizontal que só abrange a classe média enquanto os pobres continuam andando em ônibus e metrôs lotados impede a propagação de um vírus?

    Outra coisa:

    Cientistas rodando modelos computadorizados diferem muito pouco de adolescentes jogando videogame, exceto se os tais modelos tiverem uma sólida base na realidade. Sem esta base, trata-se simplesmente de inventar umas fórmulas, chutar alguns parâmetros e colocar os computadores para gerar gráficos bonitinhos.

    Os cientistas que estão posando de imperadores supremos, dizendo o que o mundo deve ou não fazer estão se baseando em quais dados para rodar seus "modelos computadorizados"? SimCity2000?
  • anônimo  16/05/2020 15:12
    Sobre os dados, acho que só um epidemiologista poderia responder quais dados são mais confiáveis. Os modelos computacionais são simulações baseadas em modelos estatísticos. Em tese, usar a estatística historicamente foi uma ferramenta confiável para o desenvolvimento humano. Tudo isto pode falhar por diversas razões, mas temos que reconhecer que para um especialista e técnico incentivar medidas impopulares como essa precisa ter muita convicção. O fato dessa decisão ter se replicado em vários países também mostra que vários cientistas chegaram a mesma conclusão de forma independente. Resta a pergunta, você como líder tomaria a decisão baseada no parecer de um corpo técnico ou não? Bolsonaro e Trump não fizeram. Boris Johnson fez. Vamos ver quem vai ter mais mortes em relacão ao total da população.
  • Fabrício  16/05/2020 15:49
    "Bolsonaro e Trump não fizeram. Boris Johnson fez. "

    Ao contrário: todos os governadores brasileiros e americanos adotaram. Bolsonaro e Trump não apitaram em nada.

    Portanto, esse cenário comparativo que você colocou aí não faz sentido.
  • Ex-microempresario  16/05/2020 17:03
    "Em tese, usar a estatística historicamente foi uma ferramenta confiável para o desenvolvimento humano. "

    Nem em tese. estatística apenas mostra como manipular os dados. Para saber se os dados da situação A servem de base para a situação B, é preciso entender o fenômeno, não adianta apenas acreditar em correlações.

    Exemplo: as estatísticas do campeonato espanhol de 2015 mostram que o time campeão (Barcelona) trocou 87,46123% mais passes que a média; portanto, para o Bangu ser campeão brasileiro, basta ficar trocando passes.


    "O fato dessa decisão ter se replicado em vários países também mostra que vários cientistas chegaram a mesma conclusão de forma independente."

    Mais provável que todos estes cientistas seguiram os mesmos procedimentos baseados nos mesmos dados e nas mesmas teorias. A influência da política sobre a ciência não é desprezível, especialmente quando há pressa e quando há muito dinheiro e poder em jogo.


    "você como líder tomaria a decisão baseada no parecer de um corpo técnico ou não? "

    Nestas condições em que não há dados confiáveis para embasar as opiniões, simulações matemáticas e palpites, não.


    "Vamos ver quem vai ter mais mortes em relacão ao total da população."

    Você está inferindo que o número de mortes depende unicamente de políticos terem ou não defendido a quarentena? (ou em outras palavras: o número de mortes validará a teoria da quarentena). É o exemplo clássico do "correlação não é causalidade". Uma análise deste tipo só teria alguma credibilidade se uma série de outras informações estivessem disponíveis (número de infectados no início da quarentena, taxa EFETIVA de isolamento em cada fração da população, etc). Sem isso, é como comparar um time que ganhou o campeonato com outro que ficou em último e dizer que isso prova definitivamente que 3-5-2 é melhor que 4-4-2, ou vice-versa.
  • anônimo  17/05/2020 04:08
    O que você disse sobre estatística está correto, mas não invalida que em tese a estatística é confiável para o desenvolvimento humano, ela tem usos reiterados e recorrentes em diversas indústrias.A simulação feita por engenheiros antes do primeiro voô de um protótipo de avião é um exemplo. Foi nesse sentido estritamente técnico que tentei demonstrar a utilidade da estatística no desenvolvimento humano. É utilizada em análise de riscos, simulação de voo, companhia de seguros, sites de apostas e industria do jogo em geral.

    A ferramenta estatística é confiável, os resultados dependem dos dados, da delimitação do problema, se o modelo utilizado é o mais adequado. Quando não há conflitos éticos, ideologicos e políticos, funciona muito bem, senão já teria sido descartado o seu uso pragmático para obtenção de lucro.

    É uma ferramenta que pode ser manipulada, mas não necessariamente será manipulada.

    Realmente qualquer simulação pode ser corrompida, inclusive até algoritmos de Inteligência Artigial tem vieses, mas isso não quer dizer isso ocorreu. A tese de que os modelos são confiáveis ou não simplesmente não pode ser validada pois não temos acesso a metodologia, aos dados nem o conhecimento técnico para realizar a auditoria.
  • Ex-microempresario  18/05/2020 17:30
    Deu volta, deu volta, deu volta, e não provou nada.

    Claro que se pode fazer modelos e simulações de um avião. Mas pergunto: Algum engenheiro conseguiria fazer uma simulação de um protótipo de avião se nunca tivesse visto um avião de verdade na vida? Claro que não.

    E além disso, o comportamento de um avião é determinado por equações que já foram demonstradas e validadas tanto na teoria quanto na prática.

    É completamente diferente de fazer um modelo de comportamento social (que por definição não pode ser pré-determinado por equações), e para piorar, sobre um fenômeno inédito. De onde vieram os dados? Estatísticas sobre a peste negra de 1350?

    Não há na história recente nenhum evento similar que possa ter fornecido dados para as supostas "simulações". Então, por exclusão, as simulações e modelos sobre essa pandemia se baseiam em chutes e suposições.

    Se você acredita que estes dados existem, o ônus da prova é seu.
  • Engenheiro e Economista  16/05/2020 17:26
    Taí aqui uma reportagem, alias, um documentário que achei muito bom sobre como toda essa pandemia de coronavirus começou.

    O foco é apenas organizar as notícias sobre o tema em uma linha do tempo, selecionando-as com mais profundidades que as superficialmente mostradas nas TVs.

    Não é um foco na ciência médica, e tenta se manter isenta de opiniões... Claro que na medida do possível.

    Da para perceber como não se pode confiar nem na OMS e nem na China!!
    Assistam...vale muito a pena!!


  • Até tu Brutus  17/05/2020 15:39
    O nível deste é muito maior que outros sites sempre citando várias fontes.
    Já outros viraram um misto de site de investimento e de opinião sem fontes.

    www.infomoney.com.br/colunistas/pedro-menezes/bolsonaro-e-o-grande-responsavel-pelo-pior-pib-da-historia/
  • Amante da Lógica  17/05/2020 17:08
    De fato, esse artigo para o qual você linkou não faz nenhum sentido.

    1) Todos os países do mundo terão recessões brutais, não é só o Brasil.

    2) Com efeito, os números previstos para o Brasil são menores (ou seja, são menos ruins) que os da Europa e até mesmo dos EUA.

    3) O articulista diz que um dos culpados é o Banco Central por, atenção!, entregar uma inflação de preços menor que a prometida. Ou seja, para o articulista, se apenas a gasolina estivesse mais cara, a conta de luz estivesse mais alta e os alimentos estivessem disparando ainda mais, aí sim o PIB seria mais vistoso…

    4) O articulista ignora que a maneira como o país está lindando com a pandemia está sendo de maneira descentralizada, exatamente como tem de ser. Na prática, o articulista está criticando o federalismo e a falta de autoritarismo de Bolsonaro, que, segundo o articulista, deveria centralizar todas as decisões em si e obrigar prefeitos e governadores a seguirem seu porrete, exatamente como faria um ditador.

    5) Esse tipo de lógica mostra como está impecavelmente correto o leitor Gustavo M., que escreveu isso.

    6) Os números de São Paulo, Rio e Nordeste são ruins. Já os números de MG, Centro-Oeste e todos os estados do sul estão muito melhores que a média mundial. Qual a diferença entre esses dois grupos? Exato: carnaval de rua.

    7) Quando houve o carnaval, a Ásia estava fechada, e Itália e Espanha já agonizavam. Aqui no Brasil, vários turistas da Europa, inclusive da Espanha e da Itália, estavam livremente transmitindo o vírus pelas ruas, e o contato carnal estava no paroxismo. E como hoje já se sabe que o vírus já circulava aqui no brisa desde janeiro, é óbvio que a contaminação maciça ocorreu nesta época.

    8) Os jovens contaminados no Carnaval não sentiram nada (pois são jovens) e ficaram assintomáticos. Mas transmitiram para seus pais e avós. E aí desencadeou tudo.

    9) De quem é a culpa pelo Carnaval de rua? Enquanto isso não for respondido, não há como se atribuir culpados.

    10) Por fim, o articulista, que visivelmente sofre da síndrome degenerativa anti-bolsonaro, diz que toda a economia está mal por causa das palavras escolhidas pelo presidente, que influenciou diretamente na difusão do vírus. Ou seja, a economia está ruim por causa das frases do presidente. Não é preciso dizer mais nada.
  • Até tu Brutus  17/05/2020 20:33
    Acho que não me expressei direito. :]
    O nível deste é muito maior que outros sites sempre citando várias fontes.
    Me referi á este site o mises.org.br que é superior á outros.

    Já outros viraram um misto de site de investimento e de opinião sem fontes.
    Este último é o Infomoney sendo que não é um caso isolado pois tem outros artigos em que diz que inflação baixa é ruim para a economia e a taxa selic baixa é bom por causa da facilitação dos empréstimos que pode melhorar o setor produtivo.
    Se o imaginário de Menezes for igual ao do infomoney e a mesma está ligada a XP Investimentos pode está induzindo muitos leitores á desINFOrmação e investidores ao erro e a perda de Money...
  • Amante da Lógica  18/05/2020 14:31
    Eu entendi e concordei plenamente com você, meu caro. Apenas aproveitei sua deixa para dissecar os erros do artigo para o qual você gentilmente linkou e, com isso, mostrar como a sua constatação estava correta.

    Saudações.
  • Logica Natural  17/05/2020 19:04
    O capitalismo, exatamente como os sistemas de números naturais do famoso teorema de Kurt Gödel (embora por razões diversas), não pode ser simultaneamente coerente e completo. Se é coerente com seus princípios, surgem problemas que não é capaz de enfrentar. Se ele tenta resolver esses problemas, não pode fazê-lo sem cair na incoerência em relação a seus próprios pressupostos fundamentais. O Estado é irmão siames de qualquer sistema. Sem Estado não há processo econômico que vigore. Por isso esses governantes sempre estão na moda.
  • Alfredo  18/05/2020 14:30
    Falou pouco, tentou soar bonito, mas só saiu bost@.
    O que você quis dizer com tudo isso? Dê exemplos práticos.
  • robson santos  18/05/2020 16:15
    Hilariamente ele quis dizer o seguinte: O estado, por ser o oposto de sistemas de números naturais do famoso teorema de Kurt Gödel (???), pode ser ou incoerente ou incompleto. Se é incoerente com seus princípios, nenhum problema surge que não seja capaz de enfrentar (rsrs). E ainda quando o faz, resolve sem cair na incoerência em relação a seus próprios pressupostos fundamentais, apesar de incoerente com seus princípios (rsrs 2). O capitalismo não é irmão de nenhuma porcaria de sistema. Com capitalismo, pasmem, há processo econômico que vigore! Por isso os governantes estão sempre putos com essa "modinha" (rsrs 3). Cara, conclusão fenomenal desse sujeito lógico, gostei dele hahaha !
  • anônimo  27/05/2020 23:02
    A minha professora (velhinha simpática,eu adorava ela) falava que o capitalismo surgiu quando os mercadores enriqueceram e começaram a financiar os estados nacionais em troca de proteção militar, de protecionismo e de colônias

    Acho que é esse um exemplo prático para a logorreia do Lógico Natural (natural da 6 série)
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Jango  17/05/2020 21:42
    O establishment brasileiro não quer apenas que toda economia colapse, como ainda estão escondendo a cura precoce na maior cara de pau.

  • anônimo  18/05/2020 21:07
    Todos poderosos que pegaram a doença tomaram, mas não querem receitar pro povão. Porque assim o problema é resolvido e a justificativa pra altos gastos e totalitarismo desaparecem.
  • Lucas  19/05/2020 01:23
    Não só escondem como fazem campanha contra. Um exemplo de hoje mesmo, quando Donald Trump admitiu tomar hidroxicloroquina preventivamente (grifos meus):

    ------------

    Trump diz estar tomando remédio de eficiência não comprovada como prevenção ao coronavírus


    Análises não mostram eficácia de hidroxicloroquina em pessoas com Covid-19. Estudo mostra que pacientes tratados com a droga apresentaram uma maior incidência de falência cardíaca quando comparados com o grupo sem tratamento.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18) que está tomando hidroxicloroquina como forma de prevenção ao coronavírus, apesar de todas as contra-indicações apontadas pelos médicos em relação ao uso da droga e apesar de estudos não terem mostrado benefício de seu uso contra a Covid-19.

    "Tenho tomado há uma semana e meia. Uma pílula por dia", disse Trump a repórteres, acrescentando que, até o momento, não teve "nenhum sintoma" de efeitos colaterais.

    O uso da cloroquina - um medicamente originalmente usado no tratamento da malária - por pacientes infectados com o novo coronavírus segue sendo estudado por vários países, mas pesquisadores ainda não conseguiram encontrar resultados conclusivos sobre sua eficácia no combate à Covid-19.

    A hidroxicloroquina é um derivado da cloroquina e guarda as mesmas propriedades, mas tem a toxicidade atenuada.

    As pesquisas não analisam, porém, o uso da droga como precaução para pessoas que sequer tenham a doença, como Trump afirma estar usando.

    Nos Estados Unidos, seu uso não é recomendado fora de ambientes hospitalares pela FDA, órgão responsável pela aprovação de medicamentos e alimentos.

    A Sociedade Brasileira de Imunologia afirma em parecer que, após analisar alguns dos estudos do uso das drogas em pacientes com Covid-19, constatou que um deles mostrou que os pacientes que receberam hidroxicloroquina e azitromicina apresentaram uma maior incidência de falência cardíaca quando comparado com o grupo sem tratamento.

    O mesmo estudo também mostrou que não houve nenhuma melhora significativa quanto à mortalidade quando foram avaliados os grupos de pacientes que receberem hidroxicloroquina, azitromicina ou ambos os fármacos em associação em comparação com o grupo sem tratamento.


    g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/18/trump-diz-estar-tomando-remedio-de-eficiencia-nao-comprovada-como-prevencao-ao-coronavirus.ghtml
    ------------

    Olha só quantas vezes repetiram, reafirmaram e reiteraram sobre a alegada ineficiência e - eventual nocividade - do medicamento. Uma coisa é informar, pois, realmente, há estudos que não conseguiram chegar à conclusão de o medicamento é eficaz. OK. Mas ficar martelando isso a cada parágrafo deixa de ser mera informação e passa a ser panfletagem!

    É simplesmente lamentável a que ponto a politização chegou.
  • Noventista  19/05/2020 16:15
    Já se sabe desde 2005 a eficácia do protocolo da Cloroquina contra a família Coronavírus, mas os CANALHAS preferem politizar um remédio que existe há 70 anos. www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1232869/
  • Engenheiro e Economista  17/05/2020 22:49
    Acabei de assistir na BandNews, um debate entre apresentadores e convidados, onde um economista disse que a Suécia, que não fez o lockdown como seus vizinhos nórdicos, teve o pior desempenho de PIB no primeiro trimestre com queda de 10%...
    Alguém pode dizer se isso procede?
    Não achei essa informação buscando pelo google....
  • Amante da Verdade  18/05/2020 14:23
    Completamente falso. Aliás, foi exatamente o contrário: a Suécia foi que o teve a menor queda trimestral do PIB. Aos números:

    Suécia: queda de 0,3%

    Dinamarca: queda de 1,9%

    Noruega: queda de 1,5%

    Isso mostra como a mídia não só está completamente desesperada, como ainda mente desavergonhadamente para não perder a narrativa.

    Desligue a televisão.
  • anônimo  18/05/2020 21:02
    O que a Globo fez é criminoso, ela está MENTINDO na maior cara de pau. Os dados do primeiro semestre já estão prontos e a Suécia foi a que se saiu melhor disparada (queda de 0,5% contra 2,5% do segundo melhor). Como na previsão pro ano inteiro saiu pior?
  • São Paulo é meu país  19/05/2020 09:12
    A mídia tradicional não tem qualquer compromisso com a verdade. Eles estão preocupados apenas em divulgar desinformação e mentiras que beneficiem os planos deles.
  • Cláudio  18/05/2020 14:43
    Se você realmente ouviu isso (ainda quero crer que você se enganou), então não há mais como disfarçar nem ignorar o óbvio: a mídia é absolutamente criminosa.
  • Gabriel Santos  18/05/2020 15:06
    Foi o Luiz Carlos M. de Barros. Ele disse que o PIB da Suécia, em março, caiu "bem mais que em outros países europeus". Comprovando assim que a estratégia da Suécia, defendida pelo Bolsonaro, em escolher "mais mortes e mais crescimento econômico" falhou (sim, ele disse isso).

    Em 4:20 ele começa a soltar as pérolas



    Mais um que sofre da síndrome degenerativa anti-Bolsonaro. Patético.
  • Cláudio  18/05/2020 16:22
    O PIB da Suécia simplesmente foi o que menos caiu de toda a zona do euro, a qual, aliás, caiu 3,8%.

    tradingeconomics.com/euro-area/gdp-growth

    Esse jornalista é um criminoso e tem de ser cassado.
  • Engenheiro e Economista  18/05/2020 15:07
    Vendo novamente a noite percebi que, na verdade, me enganei no sentido que não foi exatamente no primeiro trimestre que ele cravou queda de 10%.
    Ele falou de uma maneira geral, que o PIB da Suécia "vai" ou "está caindo" 10%, bem mais do que seus vizinhos nórdicos.
    Ele falou isso na BANDNEWS....no domingo dia 17/05/2020.
    Eu ouvi e fui correndo no google procurar , e acabei achando uma reportagem do OGLOBO, falando isso:

    oglobo.globo.com/mundo/citada-como-exemplo-por-bolsonaro-suecia-nega-que-vida-siga-normal-preve-forte-queda-do-pib-24429850
  • Cláudio  18/05/2020 16:29
    Não consigo ler a notícia porque é necessário ser assinante. E eu não sou assinante d'O Globo. Não dou aos Marinho essa alegria.

    De resto, só pelo que li da chamada, já deu pra notar que não há informação, mas apenas lacração. Citei os dados acima: no primeiro trimestre, o PIB da Suécia ficou praticamente no zero, e o de toda a zona desabou 4%.

    São dados; não é teoria e nem previsão.

    Qualquer outra coisa além disso é pura torcida lacrativa.
  • Lucas  18/05/2020 18:55
    Consegui "quebrar" a paywall da noticia que o colega publicou.

    Eis o que é dito lá a respeito da queda do PIB:

    Recessão de quase 10%

    (...)

    Mesmo evitando o fechamento de negócios e empresas, o PIB sueco deve ter um desempenho semelhante ao de nações que adotaram políticas mais duras na pandemia, como os vizinhos escandinavos. Em abril, o Riksbank, o banco central do país, apresentou dois cenários para 2020. No primeiro, considerado positivo, a queda seria de 6,9%, com forte retomada nos dois anos seguintes. No segundo, o negativo, a recessão poderia chegar a 9,7%, com um crescimento pífio, 1,7%, em 2021.

    (...)

    Para efeito de comparação, a Alemanha deve ter queda de 6,5% em 2020, o Reino Unido 7,1% e a Itália, que já enfrentava consideráveis problemas econômicos antes da pandemia, espera recessão de 9,1%.
  • Cláudio  18/05/2020 20:00
    Então não está fazendo comparação com os vizinhos nórdicos. E, para que essa previsão se confirme, o PIB sueco tem de cair muito, e os PIBs dos outros países (que já estão lá em baixo, como mostrado acima) têm de melhorar sobremaneira.
  • Fabrício  29/05/2020 13:30
    Ooops! PIB d Suécia CRESCEU no primeiro trimestre.

    www.cnbc.com/2020/05/29/coronavirus-swedens-gdp-actually-grew-in-the-first-quarter.html

    The Swedish economy expanded at a far superior rate than many of its European counterparts over the first three months of the year, data published Friday showed, following the government's decision not to impose a full lockdown to contain the spread of the coronavirus.

    The Nordic country's statistics office reported gross domestic product (GDP), the broadest measure of economic health, grew at an annual rate of 0.4% in the first quarter.


    Vai ter coronalover se rasgando hoje...
  • Guilherme  29/05/2020 13:50
    Noruega admite que lockdown foi um erro.

  • Engenheiro e Economista  29/05/2020 14:53
    Cara...tinha q esfregar essa noticia na cara do economista fdp que deu aquela entrevista na BANDNEWS>.
    Hj em dia...com o STF prendendo quem da noticia falsa...ele deveria ser preso tb
  • Ettore  18/05/2020 00:05
    Minas Gerais também tem Carnaval de Rua!
  • Felipe L.  18/05/2020 21:16
    Alguém que more e/ou conheça bem o México sabe o que está rolando por lá? Pelo que me parece, o AMLO não parece estar dando muita importância em impor quarentenas e lockdowns à economia. Acho que é porque no ano passado o país teve quatro trimestres seguidos de retração (coisa que não acontecia desde a crise de 2008).
  • Chico  19/05/2020 18:37
    Acabei de ouvir uma pérola que os países que se recuperaram, só foi pq o mercado era altamente regulado.
  • Marcos  19/05/2020 20:08
    Curioso, porque o único pais que realmente está voltando é a Nova Zelândia. Essa Nova Zelândia:

    www.mises.org.br/article/2260/como-a-nova-zelandia-reduziu-o-estado-enriqueceu-e-virou-a-terceira-economia-mais-livre-do-mundo
  • Humberto  27/05/2020 19:41
    O cara foi apresentar os dados do desemprego causados pela quarentena forçada e literalmente caiu da cadeira:

    twitter.com/BrunnoMeloCBN/status/1265668239478136832
  • anônimo  27/05/2020 20:50
    Mais engraçado ainda é a burrice dos comentários culpando o governo federal.
  • Felipe L.  29/05/2020 16:04
    Pois é.


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