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A PEC do "Orçamento de Guerra" e a bazuca do Banco Central
Os reais ganhadores e todos os perigos para o resto de nós

Nota do Editor

Hoje, 23/06/2020, foi regulamentada pelo Banco Central a PEC que permite que a instituição, em uma medida inédita, possa comprar ativos privados (como debêntures, carteiras de créditos e certificados de depósitos bancários (CDBs) de bancos e fundos de investimento.

Em coletiva para explicar a medida, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a instituição "prefere pecar para o lado do excesso do que para o da parcimônia".

Eis aqui o resumo em PowerPoint da apresentação.

Abaixo, o artigo que publicamos sobre isso, ainda em abril deste ano.

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O Senado aprovou, nesta sexta-feira, a PEC 10/2020, do Orçamento de guerra

O objetivo da PEC é separar do orçamento geral da União os gastos para conter os danos causados pela Covid-19.

Clique aqui para ler a íntegra da PEC aprovada.

Este artigo irá abordar exclusivamente as novas e totalmente inéditas atribuições concedidas ao Banco Central.

Bazuca

A PEC autoriza o Banco Central — em tese, apenas durante o estado de calamidade pública, que vai até 31 de dezembro de 2020 — a comprar e a vender tanto títulos públicos quanto títulos privados nos mercados secundários 

Isso é inédito. Até então, o Banco Central sempre foi autorizado apenas a operar títulos públicos com instituições do mercado primário.

Eis como sempre funcionou:

a) O Tesouro Nacional faz leilões de títulos públicos para arrecadar dinheiro e com isso financiar seus déficits. O leilão ocorre no mercado primário, isto é, no mercado em que tudo se origina.

b) As únicas entidades que podem comprar os títulos do Tesouro diretamente nesses leilões são aquelas chamadas de dealers primários.

c) E quem são os dealers no Brasil? Os principais bancos do país e três corretoras. Eis a lista deles.

d) Apenas essas entidades podem participar dos leilões do Tesouro. Apenas elas podem comprar diretamente do Tesouro. Uma vez comprados os títulos, aí sim elas os revendem para todas as outras do sistema financeiro. Este é o mercado secundário.

e) Já o Banco Central faz as suas operações de mercado aberto exatamente junto a estes dealers: ele compra título do Tesouro em posse delas quando quer expandir a base monetária (por exemplo, em uma redução da Selic); e vende títulos do Tesouro para elas quando quer contrair a base monetária (por exemplo, em um aumento da Selic).

Até hoje, isso era tudo o que o Banco Central podia fazer: comprar e vender títulos do Tesouro junto a instituições financeiras listadas como dealers primários. Se uma corretora como Órama ou Easynvest, que operam apenas no mercado secundário, quisessem vender títulos do Tesouro ao Banco Central, não seria possível.

Agora, porém, com o Orçamento de Guerra, tudo mudou. Falando diretamente, o Banco Central não apenas passa a poder comprar títulos do Tesouro em posse de qualquer instituição financeira no mercado secundário (como corretoras que não são listadas como dealers), como também poderá comprar títulos privados em posse de qualquer instituição. 

Eis o que está escrito na PEC:

Art. 8º O Banco Central do Brasil, limitado ao enfrentamento da calamidade pública nacional de que trata o art. 1º, e com vigência e efeitos restritos ao período de sua duração, fica autorizado a comprar e vender: 

I – títulos de emissão do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional; e 

II – os seguintes ativos, em mercados secundários nacionais no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos, desde que, no momento da compra, tenham classificação em categoria de risco de crédito no mercado local equivalente a BB- ou superior, conferida por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco, e preço de referência publicado por entidade do mercado financeiro acreditada pelo Banco Central do Brasil: 

a) debêntures não conversíveis em ações; 

b) cédulas de crédito imobiliário; 

c) certificados de recebíveis imobiliários; 

d) certificados de recebíveis do agronegócio; 

e) notas comerciais; e 

f) cédulas de crédito bancário. 

§ 1º Respeitadas as condições do inciso II do caput deste artigo, será dada preferência à aquisição de títulos emitidos por micro, pequenas e médias empresas. 

Ou seja, o Banco Central agora adquiriu uma verdadeira bazuca. A PEC permitirá que qualquer instituição financeira em posse de títulos emitidos por empresas privadas possa revender esses títulos para o Banco Central, que agora pode criar dinheiro para comprar estes títulos.

Em tese, ao criar este mercado adicional e extremamente líquido para títulos privados, as empresas não mais terão problemas de financiamento. Dado que o Banco Central agora poderá comprar estes títulos no mercado secundário, então foi criada liquidez para estes títulos no mercado secundário. Investidores agora estarão mais dispostos a financiar essas empresas comprando seus títulos emitidos no mercado primário, pois poderão com mais facilidade revendê-los no mercado secundário, onde agora o Banco Central atua.

A PEC ao menos restringe os tipos de papeis que poderão ser comprados e vendidos pelo Banco Central. Como especificado acima, o BC só poderá comprar papeis que sejam classificadas como "BB- ou superior" no mercado local; que tenham comprovação de qualidade de crédito dada por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco; e cujo preço de referência tenha sido publicado por entidade do mercado financeiro credenciada pelo Banco Central.

Este "cuidado" foi incluído com o intuito de evitar brechas que permitiam que o BC comprasse "créditos podres", como dívidas vencidas e de difícil recuperação. 

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, estimou que a instituição poderá comprar até R$ 972 bilhões em papeis de empresas privadas

Os verdadeiros socorridos

A economia moderna se sustenta em um dinâmico sistema interconectado de crédito, formado por poupadores e tomadores de poupança, em geral intermediado pelos bancos. 

Quase toda empresa depende dos bancos para seu capital de giro e financiamento geral. Por sua vez, os bancos se ancoram nos bancos centrais, de cuja solidez depende o sistema.

O crédito tem crescido continuamente ao longo das décadas devido a uma crescente alavancagem de bancos e assim passou a se equilibrar, como uma pirâmide invertida, sobre uma quantidade muito pequena de reservas de caixa e de capital

Crises como a do coronavírus geram uma súbita demanda adicional de caixa por todos (bancos, indivíduos e empresas), o que, por sua vez, tende a causar pânico.

A raiz do problema é a enorme alavancagem perante a pequena quantidade de liquidez de curto prazo e de capital. Há conflito de interesses: os brasileiros preferem que haja bastante capital e liquidez nos bancos, mas estes discordam e têm interesse em aplicar os recursos e aumentar os lucros.

No auge da crise de liquidez, tornam-se inevitáveis medidas de exceção envolvendo injeção de liquidez. Walter Bagehot, economista e autor do clássico livro sobre o mercado de crédito "Lombard Street" (1873), é o autor mais citado em crises. Bagehot (pronuncia-se "badget") defendia que o Banco Central deve fornecer liquidez abundante, mas apenas a bancos solventes e a juros punitivos, e não por meios como compra de crédito privado.

O ideal seria que a liquidez adicional viesse de liberações de reservas preexistentes, e não de dinheiro criado "ex nihilo", ou seja, do nada, pelo Banco Central. Nesse sentido, o BC acertou ao liberar, no final de março, parte dos compulsórios sobre depósito a prazo, uma jabuticaba brasileira.

Eis o principal ponto: há espaço de sobra para liberação adicional de liquidez em compulsórios e por relaxamento de exigências de capital e liquidez, o que torna desnecessária a compra de crédito privado sob o argumento de incremento de liquidez.

Por isso, a real motivação parece ser um socorro a bancos e gestores de fundos que emitem ou carregam esses papéis privados, e que agora estão em dificuldades porque o valor de mercado destes papeis desabou e, ao mesmo tempo, está havendo resgates recordes nestes fundos

Ou seja, não é um socorro ao brasileiro, que tipicamente não tem ativo financeiro; e, quando detém, em geral é uma aplicação em caderneta de poupança ou em títulos pós-fixados que não sofreram perdas. Tampouco parece ser um socorro a empresas. É um socorro a bancos e a fundos de investimentos.

Dada a baixíssima liquidez desse mercado, há enorme espaço para abusos por meio de compras a um preço distinto do "preco justo", utilizando, por exemplo, como referência preços pré-crise.

Problemas

A compra de créditos privados no Brasil ainda não configura um QE, ou afrouxamento monetário tupiniquim, pois o QE ocorre apenas após os juros nominais serem reduzidos a zero. Ademais, um QE pode ser executado exclusivamente com títulos públicos.

Outro grande problema é que, ao comprar os títulos privados, a qualidade dos ativos em posse do Banco Central piora, e a moeda nacional tenderá a se desvalorizar mais perante as fortes. Uma moeda depende, dentre outras coisas, da qualidade dos ativos em posse da instituição que emite essa moeda. Essa é uma das definições de "qualidade da moeda". Se um Banco Central emite moeda comprando ativos ruins, então a qualidade dessa moeda será afetada. 

E piora: o Banco Central tampouco poderá reverter essa injeção monetária executando a operação contrária, como na política monetária tradicional. Se o BC expandiu a base monetária comprando um título privado de uma empresa que futuramente venha a falir, será impossível ele vender esse título e fazer o devido enxugamento da base monetária. 

Caso ocorra em escala maciça, a própria capacidade do Banco Central de fazer política monetária estará em cheque.

Para concluir

Por fim, mas não menos importante: quais as consequências de uma maciça injeção de dinheiro no mercado secundário em um cenário de restrição da oferta?

Na melhor das hipóteses, o dinheiro fica empoçado no sistema bancário ou apenas circulando no mercado financeiro. Se ele vazar para a economia real, teremos um cenário de mais dinheiro correndo atrás de menos bens e serviços. 

O leitor conhece o resto da história.

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Leia também:

Por que há uma escassez de dólares no mundo apesar das maciças injeções do Fed



autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • Tesla  17/04/2020 20:26
    Plano Mansueto vai destruir essa latrina. Vão embora enquanto podem.
  • Marcelo  21/04/2020 10:05
    Para variar, quem sai ganhando é o sistema financeiro internacional.
  • Turista  21/04/2020 13:55
    Por enquanto não dá para ir embora. Vamos ter que esperar a pandemia passar.
  • Capital Imoral  17/04/2020 20:36
    Carta do mundo moderno

    O capitalismo tornou a vida sob o regime democrático insustentável, e, cedo ou tarde, as democracias irão se auto-destruir tanto pela pandemia de coronavírus como pela guerra ideológica sem-fim. Sim, o problema não é a riqueza do capitalismo, mas a suposta liberdade que nos têm deixado loucos. Os tempos pedem pelo socialismo integral. Está crise intensificou problemas sociais e psicológicos que há muito existem no Ocidente. Mas, imagine se houvesse uma solução, uma cura, para todos esses problemas? Imagine se o governo pudesse garantir a perpétua harmonia social e psicológica? Imagine se em todas ações houvesse previsibilidade governamental? Imagine se até mesmo seus problemas cognitivos mais profundos o governo tivesse uma solução? No artigo de hoje iremos refletir a atual conjuntura global e como o socialismo chinês aliado à tecnologia será à cura para todos nossos problemas.

    Em outro artigo escrevi {2} sobre como a humanidade encontrou um ponto de inflexão, ou seja, encontrou um motivo para inverter a ordem das coisas. Muitos acusam os congressistas, intelectuais e jornalistas de fazer uso político da pandemia para tentar tirar alguma vantagem. Proibir que isso aconteça seria o mesmo que ir com os pirralhos na loja de brinquedos "só para olhar"; seria o mesmo que trabalhar de cinegrafista em filme porno; seria o mesmo que ser o eterno amigo da novinha 10/10 virgem. Espero que você tenha entendido: Viver é tirar vantagens das situações. O clima é tenso e as pessoas não vão parar de tirar vantagens.

    Quem acompanha meus escritos sabe que há muito tempo venho falando sobre a necessidade de haver uma intervenção cirúrgica no aparelho cognitivo da humanidade. Por quê? Ora, somente essa intervenção poderá acabar com a liberdade praxiológica proposta por Mises. Podemos, sim, assumir que Mises detectou um elemento da natureza humana, e que, portanto, "o homem tende a buscar melhorar sua condição" em um ambiente de liberdade. Mas quem disse que a realidade não pode ser modificada pela intervenção tecnológica? Talvez o que entendemos por realidade seja um mero conjunto de conceitos verbais para tentar estabelecer, de maneira imperfeita, a paz. Os próprios liberais sabem que o mercado é um processo imperfeito. Em 1986, Patricia Churchland escreveu o livro: Neurophilosophy [Neurofilosofia], esse livro é uma resposta à tradicional e imperfeita filosofia. Churchland argumenta que a filosofia contribuiu muito pouco para o real entendimento dos processos mentais humanos; nesse sentido, a filosofia é muito mais uma "psicologia popular" para lidar com a linguagem e o comportamento humano. A verdadeira realidade, nos diz Churchland, reside no entendimento da neurociência. A ciência cognitiva lida com o modo como a informação é processada pelos seres humanos que são direcionados pela verdade. Ela pretende explicar a percepção, a crença e a decisão em termos de funções processuais da informação encapsulada. O "eu" é como um passageiro que caminha no deque de um grande cruzeiro enquanto pensa mover o navio com o próprio pé. Entender o funcionamento do cruzeiro nos diz muito mais sobre quem somos e para onde vamos do que a mera, e imperfeita, identificação filosófica. De alguma forma a nova estrutura geopolítica chinesa deverá usar da neurociência para estabelecer o conceito de realidade.

    Xi Jinping quer dar uma resposta global a insustentabilidade da cultura e modo de vida Ocidental. Como vimos anteriormente: A vida sob o regime praxiológico de liberdade é insustentável psicologicamente. Um novo sistema precisa harmonizar o ímpeto humano por vantagens. A política sempre foi uma forma imperfeita para lidar com essa questão, mas ainda é o que temos. Enquanto a neurociência não encontra a cura para a doença praxiológica, precisamos, e devemos, trabalhar no sentido político para que o Partido Comunista Chinês assuma o poder global. Lutar contra a liberdade liberal é uma maneira incipiente de luta contra o caos psicológico. Mesmo com a ausência da cura neurocientífica, a vida sob o regime chinês será muito boa. O novo modo de vida global chinês será uma predisposição do futuro neurocientífico, ambas realidades estão conectadas, será uma estrutural vertical, estável, imutável e interconectada. Tudo será uma obra de arte prevista e calculada. Por isso é tão importante entender e fazer parte da nova conjuntura global. Você não quer um emprego estável, família, casa e carro? Poxa, neoliberal, você já passou dos quarenta anos e ainda vive na casa dos pais, se o governo chinês não te salvar, quem irá? Alguém precisa tomar decisões por você. Eis para onde a história se inclina.

    O obra de George Orwell, 1984, fala sobre uma metrópole pobre, suja, hostil e obscura. Quem conhece a China moderna pela internet sabe que não é nada disso. Não há, hoje, país mais rico, moderno, seguro e limpo. O novo socialismo chinês superou o padrão de vida capitalista há muito tempo. A utopia de Orwell fala sobre a vida em apartamentos caindo aos pedaços. Pois bem, saiba que o regime chinês irá te fornecer um apartamento de luxo, com ampla área de lazer e garagem. O livro relata mulheres feias e subnutridas. Saiba que o governo irá te dar uma linda japonesa/chinesa/espiã virgem. A democracia tornou a tí escravo das mulheres; o partido te fará rei delas. E para obter tudo isso, de graça, você só precisa obedecer as ordens que vêm de cima. Basta ser parte da história. Tudo que pedimos é obediência ao livrinho vermelho e uma certa compreensão: Apenas feche os olhos e finja que não vê enquanto a ciência ainda não chegou na sua consciência.

    Conclusão
    Existem duas tendências globais ocorrendo simultaneamente: O poder global chinês e o avanço da neurociência. É uma questão de tempo até que as duas se unam. Fazer parte do Partido Comunista Chinês é o primeiro passo de adaptação histórica rumo à nova realidade. O conceito de realidade será baseado no que o código entende por estrutura cognitiva e ideológica do partido. O cruzeiro é seu, mas quem pilota é o partido.

    Notas
    {1} Neurofilosofia e tecnologia têm muito a contribuir na solução de problemas psicológicos. Eu escrevi um ensaio sobre como a intervenção cirúrgica e um pequeno chip podem alinhar a consciência humana, mudar a curva da moral do pensamento, e acabar com a liberdade praxiológica - fonte de todos problemas. Se o Partido Comunista Chinês seguir minha filosofia, nós teremos a cura para todos problemas cognitivos. Leia este artigo para entender: Uma refutação formal a Mises: mises.org.br/Article.aspx?id=2953

    {2} Políticas para combater o Coronavírus
    mises.org.br/article/2909/sim-o-certo-e-deixar-o-mercado-cuidar-disso--mas-voce-tem-de-saber-o-que-essa-frase-significa

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Leitor Antigo  18/04/2020 03:53
    Nas profundezas do Mises BR existe a real identidade do Capital Imoral. Se me recordo bem é um advogado mas o nome eu esqueci.
  • Leitor Antigo  18/04/2020 03:59
    Fiz uma investigação. Lopes.
  • Thiago  18/04/2020 17:01
    Esse foi o texto dele que eu mais ri....
  • RENAN   18/04/2020 22:16
    Capital Imoral é comunista, infelizmente, mas que ele sabe escrever ele sabe. Creio ser o comunista mais inteligente que vem comentar aqui, assim como, educado também.
    O cara lê tanto o site que logo se converte e deixa o comunismo chinês.
  • Calheiros  19/04/2020 05:21
    Não, meu caro. Você ao entendeu o espírito. Ele é fake liberal fazendo troça com discurso delirante da esquerda tupiniquim. E a ironia dele é tão fina que muita gente ainda cai, acreditando que ele realmente está falando sério.

    Esses dois comentários dele foram sensacionais:

    www.mises.org.br/article/2909/sim-o-certo-e-deixar-o-mercado-cuidar-disso--mas-voce-tem-de-saber-o-que-essa-frase-significa#ac250781

    www.mises.org.br/article/2966/comprovando-a-natureza-benevolente-do-capitalismo-ele-promove-a-vida-humana-e-o-bem-estar-de-todos#ac249958
  • Breno, o peruibense  19/04/2020 21:07
    Dizer que as filosofias são inferiores ao que se chama de (pseudo)neurociência, é rebaixar o próprio marxismo, que o PCC continua a seguir. Eita contradição!
  • WDA  20/04/2020 01:18
    "Mas quem disse que a realidade não pode ser modificada pela intervenção tecnológica? "

    Está aí uma grande verdade. Pegue-se uma marreta e bata-se com ela na cabeça de alguém para se ver como ela altera a realidade do sujeito. Essa tecnologia e outras afins há muito são utilizadas por partidos comunistas no mundo. Para certos fins são bem mais eficazes que qualquer "chip"...


    "...trabalhar de cinegrafista em filme porno ... ser o eterno amigo da novinha 10/10 virgem..." kkk

    p.s: não sei pq eu respondi ao post do Capital imoral e postaram minha resposta lá embaixo, em vez de na thread adequada...
  • Marcelo Ferreira Gonçalves  23/04/2020 03:12
    Meu Caro, você esta brincando com fogo, não faça um tipo assim tão bem feito, que os esquerdistas não vão entender a alfinetada e vão acabar lhe levando ao pé da letra, adotando estas ironias delirantes como objetivo de vida! Sds
  • Sr.Segredo  17/04/2020 20:47
    Estou muito nervoso nesses últimos tempos, recentemente várias pessoas que não trabalham e são sustentados pelos pais tem pegado auxilio de 600 reais, e o pior, um primo meu acha essencial, mesmo ele nunca tendo trabalhado na vida, e viver nas custas dos outros, ai o argumento é que se ele não pegar, o governo pega, e ele paga imposto, por isso o governo deveria compensar com isso e fazendo os supermercados, lojas e afins, congelarem seus preços até o fim dessa pandemia.
  • anônimo  17/04/2020 21:59
    O dinheiro com o qual ele paga imposto foi tirado de outros. Ele não produziu nada. Quem produziu que pagou os impostos por ele. O melhor argumento que vc pode dar pra ele é: como ele nao é produtivo, ele não colabora com a sociedade. Nao merece ser sustentado só porque tá vivo.

    Muita gente dá desculpa que não tem emprego, mas apoia as medidas que destroem
  • anônimo  17/04/2020 20:53
    Muito bom.
    Essa medida parece mais com o freddie mac mae ou com a compra de títulos pelo fed , que faz com que a a oferta monetaria fique parada nos bancos?
    " Quando tudo der errado, culpe o covid"
  • mauricio  17/04/2020 22:09
    As reformas econômicas serão prejudicadas por estas medidas?
  • Neto  17/04/2020 22:21
    A reforma da previdência foi quase que completamente pro saco. O aumento previsto dos gastos será quase tão grande quanto a economia total estimada.

    www.google.com.br/amp/s/agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04/medidas-contra-coronavirus-custarao-r-2246-bi-para-o-governo%3famp
  • mauricio  17/04/2020 22:47
    Mas gostaria de saber no caso das outras reformas,pois a da Previdência sozinha não iria resolver nossas mazelas nas contas públicas.
  • anônimo  18/04/2020 00:02
    As outras reformas correm o risco de não sair, pois os políticos tão usando a desculpa do coronavírus pra fazer o que eles gostam.

    As medidas são contrárias, por exemplo, a uma melhor tributação. Tão querendo aproveitar pra aprovar imposto sobre fortunas às pressas e deixando as discussões importantes de lado.

    Quando acabar essa quarentena, as desculpas serão outras.

    Pensam que a esquerda morreu. Subestimaram a capacidade dela de se reinventar e retornar.
  • Ex-carioca  18/04/2020 03:32
    Na verdade é o intervencionismo, presente desde sempre na cabeça dos brasileiros.
  • TIAGO DONISETE MARIANO  19/04/2020 18:27
    Basta você entrar no canal do Celso russomano no YouTube que suas palavras são provadas pela realidade dos comentários apoiando os videos.
  • Bueno  18/04/2020 16:14
    Na verdade o que aconteceu é que essa crise desnudou toda a mentira da imprensa e da EkipeEkonomica do Gegues de quando trata as reformas, sobretudo a mentirada de quando compara as contas públicas com as contas de uma família qualquer. Do tipo, "vc dona de casa, quando falta dinheiro no fim do mes, nao corta gastos? O Governo deve fazer o mesmo!"

    Não faz muito tempo (coisa de semanas) e o governo não tinha dinheiro pra nada, tinha que economizar, cortar ao maximo gastos, cortar aposentadoria, cortar gastos em educação e saúde, demitir funcionarios, acabar com as universidades públicas, cortar gastos em todas as esferas (menos na esfera militar, nessa os gastos aumentar, inclusive com o disparate monumental muitas senhoras órfãs ganhando uma bolada por mês, sem nenhuma conta atuarial que pare de pé), vender empresas, vender imoveis, aumentar impostos, aumentar contribuição previdenciaria (menos dos militares novamente, esses ganharam até mais degraus na carreira, ou seja, terão um salário maior ao final da carreira - até hoje ninguem me disse o que tanto produz esses milicos fazendo ordem unida e jogando futebol no quartel) etc.

    Pois bem, eis que vem a crise e o dinheiro todo aparece, tem dinheiro pra pagar uma renda básica mensal pra metade da população, tem dinheiro pra ajudar bancos, tem dinheiro pra complementar salario de quem tem redução de jornada, tem dinheiro comprar remedio, construir hospital, tem dinheiro para ajudar as empresas a se financiarem a perder de vista, tem dinheiro pra tudo! Isso num cenário em que a receita do governo está caindo absurdamente!

    Nunca me senti tão enganado em toda minha vida. O governo dá um cavalo de pau desses, desdiz tudo que falou o mandato inteiro e segue aí a vida normal, como se não fosse com eles. Basta!
  • Edson  19/04/2020 03:58
    Informe-se do básico. O governo sempre consegue dinheiro quando se endivida. Só que, ao se endividar, ele afeta toda a economia (na mais benevolente das hipóteses, ele retira dinheiro do setor privado e afeta totalmente os investimentos). E quando se endivida com uma economia já recessiva, a coisa é fatal.

    Entenda ao menos o básico:

    www.mises.org.br/article/2828/a-explosiva-situacao-fiscal-do-governo-brasileiro--em-dois-graficos

    www.mises.org.br/article/3021/o-resultado-de-nossa-prematura-social-democracia-recessao-prolongada-e-contas-publicas-calamitosas


    A clássica dificuldade do brasileiro de entender causa e consequência...
  • Roberto  19/04/2020 13:56
    Vi essa reportagem aqui. Tem alguma relação com o que vc diz?
    www.theguardian.com/commentisfree/2020/apr/17/coronavirus-deficit-american-economy
    Coronavirus has destroyed the myth of the deficit
    No, federal government spending doesn't have to be 'paid for'. The crisis shows providing for our society is not a financial issue

    Também fiquei com essa sensação. Gente defendendo a impressão de moeda e alguns países efetivamente fazendo.
    Se fosse preciso de endividamento efetivamente quem iria financiar um país como Brasil numa hora dessas?
    Pra ajudar o pobre sempre tem desculpa, pro rico a bazuca é enorme
  • Campos  19/04/2020 21:02
    Não entendi. Só porque políticos resolveram destruir o orçamento e, em um mês, as sociedades ainda não entrarem totalmente em colapso, isso é prova de que está tudo certo?

    Ora, TODOS os países da América Latina que puseram essa ideia em prática se estreparam. Brasil na década de 1980 e Venezuela e Argentina atualmente. Nenhum deles se preocupava com orçamento, e o governo fornecia de tudo imprimindo dinheiro. O resultado foi maravilhoso…

    Essa ideia tosca é novidade apenas nos países desenvolvidos, que ainda nunca a experimentaram. Para nós, que já somos doutores nela, é impressionante como ainda tem idiota realmente acreditando que é possível reinventar a roda fazendo coisas que comprovadamente fracassaram no passado.

    Como já dizia o famoso físico: "Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes".

    Já tivemos nossa longa experiência com a prática de imprimir dinheiro livremente. Culminou em uma inflação anual de 2.500%.

    Porém, assim com as damas balzaquianas, de vida airada, a ideia de "que imprimir dinheiro é a cura para tudo" rejuvenesce à medida que se esquecem as experiências passadas. É a teoria dos que não têm teoria.

    www.mises.org.br/article/2800/governos-nunca-quebram-pois-podem-imprimir-dinheiro-dizem-a-venezuela-prova-o-contrario

    www.mises.org.br/article/3016/eis-a-promessa-da-teoria-monetaria-moderna-as-utopias-sao-alcancaveis-sem-consequencias-nefastas

    www.mises.org.br/article/3008/a-teoria-monetaria-moderna-foi-aplicada-na-argentina-eis-os-resultados

    www.mises.org.br/article/313/a-tragedia-da-inflacao-brasileira--e-se-tivessemos-ouvido-mises-parte-1
  • anônimo  20/04/2020 03:40
    Quem fala essas coisas ja sabe que não da certo. Elas ate agem pra nao dar certo. É nessas crises que oportunistas aproveitam pra conseguir poder, poder esse que eles perdem numa sociedade mais livre. Sao especialistas em crescer em crises. Não fala por ignorancia . Fala por conhecimento certo.
    Por isso mascaram os resultados de intervenções iguais ou parecidas do passado, pra voltar a acontecer de novo.
  • Bueno  21/04/2020 13:54
    O ponto não é esse!
    A questão é que o Ministro da Economia vivia falando que nao tinha dinheiro, que o país ia quebrar, que as reformas eram urgentes, que a gente tinha escolher se reformava uma estrada ou se pagava médico etc etc e agora tá ai dando R$600 mensais pra todo mundo, dando TRILHÕES pros bancos rolarem suas dívidas, e emprestando BILHÕES pra capital de giro das empresas.
    Se eu to quase quebrando e vem uma crise que diminui a minha renda e aumenta minha necessidade de gastos, banco nenhum me emprestaria dinheiro, mas o governo é diferente, ele imprime dinheiro.

    E se o governo pode gastar assim mesmo quando diminui a receita dele pra ajudar os mais necessitados, pq nao faz isso sempre?
    Qual o efeito colateral disso tudo? Todos os economistas que vejo na televisão dizem que nao vai ter inflação. Entao vai ter o que? qual problema que vai dar?

    Até mesmo num artigo que foi mandado nas minhas respostas diz que o governo não tem de onde tirar dinheiro. Não é o que a realidade está mostrando. Tem dinheiro e muito sendo gasto nessa crise, mesmo com receita bem abaixo do normal.
  • Galvão  21/04/2020 17:53
    Sabe todos estes gastos que estão sendo elevados agora? Pois é, terão de ser pagos no futuro (o governo terá de quitar a dívida que está sendo emitida extraordinariamente agora, em volumes explosivos).

    E sabe quem irá pagar esses juros? Acertou. Você, por meio de aumento de impostos.

    Por que o governo não faz isso sempre? Simples. Porque a sua capacidade de arcar com aumento de impostos não é infinita.

    Eu nunca deixo de me impressionar com a total incapacidade do brasileirinho de fazer uma análise básica de causa e consequência. Dá um dó…
  • Guilherme  17/04/2020 22:31
    De agora em diante, toda quarta-feira (que é quando o BC divulga os dados) é pra ficar de olhos nos dados do M1. É dali que virá a indicação do potencial inflacionário desta medida. Se for apenas a base monetária ou o M2 aumentando, dá pra respirar. Se for o M1, lascou.
  • Bob Axelrod  17/04/2020 23:07
    De acordo!!!
    O M1 é a melhor métrica para se avaliar o verdadeiro status de liquidez de uma economia segundo a Escola Austríaca e a de Chicago. Convergimos nesse ponto
  • Guilherme  21/04/2020 23:00
    Bob,
    Andei olhando o M1 da Europa e ela expandiu enormemente nos últimos 5/6 anos e a inflação controlada. Saberia dizer o porquê?
  • Trader  22/04/2020 14:16
    A taxa de crescimento do M2 foi menor do que era antes da crise.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m2.png?s=emuevolvmonsupm2&v=202003260919V20191105&d1=19950429

    Se o M1 cresceu forte, mas o M2 não se alterou, então isso significa que houve simplesmente transferência de dinheiro entre contas. Houve resgates dos depósitos a prazo (que não estavam rendando mais nada, pois os juros eram zero) e o dinheiro ficou na conta-corrente, mesmo.

    Não houve expansão do crédito. A inflação monetária na zona do euro pós-crise de 2008 foi menor do que a inflação monetária pré-crise de 2008.

    Daí os preços das commodities em euro terem caído. Daí a ausência de inflação de preços.
  • WDA  17/04/2020 23:10
    "Mas quem disse que a realidade não pode ser modificada pela intervenção tecnológica? "

    Está aí uma grande verdade. Pegue-se uma marreta e bata-se com ela na cabeça de alguém para se ver como ela altera a realidade do sujeito. Essa tecnologia e outras afins há muito são utilizadas por partidos comunistas no mundo. Para certos fins são bem mais eficazes que qualquer "chip"...


    "...trabalhar de cinegrafista em filme porno ... ser o eterno amigo da novinha 10/10 virgem..." kkk
  • YURI  18/04/2020 01:23
    Pergunta fora do tema:

    Hans Herman Hoppe fala que a monarquia é um sistema menos pior que democracia e aponta os motivos pelos quais defende isso.

    Entretanto, ( perdoem minha ignorância) acredito que isso recai na necessidade de o rei ser minimamente bom (ou de haver alguma maneira de destronar o rei se ele for mau). Correto?

    Pensando num cenário de uma nação com um monarca violento, iniciador de guerras (que geram custos e mortes para a população) e cobrador tributos em nível altíssimo. Nessa caso, não poderíamos dizer que seria melhor um país democrático com estado mínimo (como os EUA eram em sua formação) ?
  • Hans  18/04/2020 01:59
    Um monarca com esse comportamento rapidamente levaria seu reino à ruína, o que seria péssimo para ele próprio.

    O grande argumento em prol da monarquia é que este é o único arranjo em que o interesse próprio de um político converge com o bem-estar de toda a sociedade.

    Na genuína monarquia, o território do país é propriedade privada do monarca. Por ser propriedade privada do monarca, ele terá todo o interesse em maximizar a riqueza deste território, pois quer legá-lo aos seus descendentes.

    E como se maximiza a riqueza de um território? Permitindo a mais ampla e irrestrita liberdade de mercado dentro dele. O monarca não fornecerá nenhum serviço estatal; permitirá que todos os serviços -- inclusive segurança e justiça -- sejam fornecidos de maneira concorrencial dentro de sua propriedade.

    Ao monarca caberia apenas a função de chefe de estado (não confundir com "chefe de governo", algo que não existiria) decorativo.

    Ou seja, na prática, seria um anarcocapitalismo ocorrendo dentro de uma gigantesca propriedade privada. Não sendo isso possível, algo nos moldes de Liechtenstein é o melhor possível.
  • anônimo  18/04/2020 04:10
    Monarquia ser pior ou melhor que a democracia: depende!

    Depende da natureza do arranjo. Pode existir n tipos de monarquia. Um cara que fala que "a monarquia" é melhor que a "democracia" está exprimindo sua opinião a nível politico.

    Mas as sociedades são boas ou ruins é no nível do seu arranjo. Até uma democracia, que é o voto da maioria, pode ser ruim…

    Realiza: a maioria parasita resolve só eleger políticos com tendências a criar regras parasitas. Um governo assim sempre vai fazer leis que geram parasitismo e essa sociedade vai degradar. Porque a democracia gerou um arranjo, regras, leis que contrariam a moralidade. Então todos vão pagar por seus erros e por sua própria escolha.

    O mesmo pode acontecer numa monarquia ou numa ditadura. Basta fazer regras que geram prejuízo a todos os produtivos e com certeza a sociedade vai pro saco.
    Em teoria, ao contrário, ate um ditador antidemocrático poderia consertar uma sociedade, caso ele fosse justo e ao governar fizesse regras que punissem os parasitas e favorecessem os produtivos.

    Vc não teria liberdade a nível politico, lógico. É uma ditadura. Mas as regras da sociedade quando são justas todos ganham proporcionalmente ao que produzem.

    Por isso que nenhum sistema político é perfeito. Os homens que os fazem são falhos. Mas é melhor um sistema livre em que outro não pode tomar de você só porque você fez e ele não fez e dá a desculpa que você tem e ele não.
  • LEIGO  18/04/2020 01:42
    Mais detalhadamente, o que seria "o dinheiro fica empoçado no mercado financeiro."?

    Seria uma situação semelhante a dos EUA ? (o dinheiro recém criado pelo BC ser direcionado para o mercado de ações e títulos, inflacionando esses mercados, mas sem impactar nos índices de preços, Ipca?)
  • Trader  18/04/2020 02:05
    Correto. O dinheiro ficaria ou no caixa dos bancos, ou no interbancário, ou sendo utilizado para compromissadas junto ao Banco Central. Não entraria na economia.
  • Avitzer  18/04/2020 12:56
    Empoçamento é quando os bancos se recusam a emprestar e deixando o "dinheiro parado" nas suas contas junto à Autoridade Monetária.
    Ao inves do dinheiro fluir pra economia, os bancos deixam empoçados em suas contas, sem ir para ações nem títulos, é dinheiro mesmo parado
  • Hamilton  18/04/2020 14:32
    Correto.

    Ou o dinheiro fica parado no sistema bancário (mais especificamente, nas reservas bancárias dos bancos junto ao BC), ou ele fica circulando apenas no mercado financeiro (fundos comprando papeis de outros fundos), ou ele vaza para a economia real.

    O primeiro é inócuo. O segundo gera inflação de ativos (que desconfio ser a intenção). O terceiro gera inflação de preços e é destruidor para a economia.
  • LEIGO  19/04/2020 03:41
    Qual o mecanismo pelo qual esse novo dinheiro gerado pelo BC afetaria o mercado de ações (como no caso dos EUA)?

    Se tais debêntures serão adquiridas pelo BC, consigo entender claramente que isso inflacionaria o preço das debêntures. Ok.

    Só não entendo como funcionaria esse possível efeito inflacionário sobre mercado de ações, visto que o BC ainda não pode adquirir diretamente ações e ETFs. (Outros BCs mundo afora fizeram isso, correto?)

    As empresas cujas debêntures foram adquiridas ficariam em melhor posição de caixa, mais capitalizadas e é isso que jogaria o preço das ações de tais empresas para cima?
    Essa injeção de dinheiro, na medida que impediria/dificultaria falências, contribuiria pra alta do mercado acionário?
  • Leandro  19/04/2020 04:45
    "Qual o mecanismo pelo qual esse novo dinheiro gerado pelo BC afetaria o mercado de ações (como no caso dos EUA)?"

    Se os fundos, corretoras e demais instituições que receberem dinheiro do BC direcionarem esse dinheiro para o mercado de ações.

    "Se tais debêntures serão adquiridas pelo BC, consigo entender claramente que isso inflacionaria o preço das debêntures. Ok. Só não entendo como funcionaria esse possível efeito inflacionário sobre mercado de ações, visto que o BC ainda não pode adquirir diretamente ações e ETFs. (Outros BCs mundo afora fizeram isso, correto?)"

    Veja a resposta acima. Debêntures estão em posse de fundos, corretoras e demais instituições. Se esses fundos, corretoras e demais instituições que receberem dinheiro do BC direcionarem esse dinheiro para o mercado de ações, as ações tendem a subir.

    "As empresas cujas debêntures foram adquiridas ficariam em melhor posição de caixa, mais capitalizadas e é isso que jogaria o preço das ações de tais empresas para cima?"

    Não. O dinheiro não vai diretamente para essas empresas. O dinheiro vai para os fundos, corretoras e demais instituições que estavam em posse dessas debêntures e que agora venderão essas debêntures para o BC em troca de dinheiro recém-criado pelo BC.

    Entretanto, é fato que tal mecanismo, indiretamente, também melhora a situação das empresas emissoras de debêntures, pois agora há um mercado com maior liquidez para suas debêntures. Sabendo que o agora o BC irá comprar debêntures no mercado secundário, investidores ficam mais animados para comprar as debêntures no mercado primário (isto é, investir dinheiro diretamente na empresa). Consequentemente, as empresas que emitem debêntures têm mais facilidade para captar dinheiro.

    "Essa injeção de dinheiro, na medida que impediria/dificultaria falências, contribuiria pra alta do mercado acionário?"

    Vide primeira resposta.
  • LEIGO  19/04/2020 04:12
    "Se o BC expandiu a base monetária comprando um título privado de uma empresa que futuramente venha a falir, será impossível ele vender esse título e fazer o devido enxugamento da base monetária. "

    2 Dúvidas:

    1) E caso caso de a empresa não falir, o BC poderia vender esse título novamente e enxugar a base monetária? Se sim, ele venderia esse título somente para os dealers primários?

    2) No caso operações com títulos públicos:
    O BC consegue vender os títulos para enxugar a base monetária com os dealers primários comprando esses títulos novamente, correto? E se não houver interesse dealers em comprá-los?
    Poderia ocorrer um cenário de falta de liquidez dos dealers primário para comprar esses títulos púlicos?

    3) Considerando aquela velha náxima: "nada mais permanente que um programa governamental temporário". Vcs acham que tem chance do BC continuar com esse programa após 31/12/2020 ?
  • Leandro  19/04/2020 05:05
    "E no caso de a empresa não falir, o BC poderia vender esse título novamente e enxugar a base monetária?"

    Se houver alguém disposto a comprar, sim.

    "Se sim, ele venderia esse título somente para os dealers primários?"

    Boa pergunta. Em tempos normais, sim. Nesta nova era, ainda não houve especificação. (Eu pelo menos não vi, mas pode ser que alguém saiba).

    "No caso operações com títulos públicos: O BC consegue vender os títulos para enxugar a base monetária com os dealers primários comprando esses títulos novamente, correto?"

    Correto.

    "E se não houver interesse dealers em comprá-los?"

    Aí os juros sobem.

    "Poderia ocorrer um cenário de falta de liquidez dos dealers primário para comprar esses títulos púlicos?"

    A falta de liquidez se traduz em aumento de juros.

    Jamais se esqueça da seguinte máxima econômica: "a que preço?"

    Isso funciona para absolutamente qualquer área da economia.

    Nunca há falta de liquidez ou mesmo desabastecimento de produtos. O que há, aí sim, é falta de oferta a um determinado preço. Tão logo esse preço seja livre para subir, a oferta volta.

    Sempre que há racionamento ou desabastecimento de algum bem de mercado, pode investigar e você descobrirá que está havendo ou algum controle de preços ou alguma restrição artificialmente imposta à oferta.

    Tudo o mais constante, não há desabastecimento ou ausência de liquidez a preços livres.

    Falando especificamente do mercado financeiro, não haveria nenhuma falta de liquidez em nenhum setor caso os preços e os juros pudessem se ajustar livremente. Mas como isso é politicamente impopular (e isso vale literalmente para todos os países do mundo), é mais fácil simplesmente colocar o Banco Central para criar dinheiro, falsificar o sistema de preços e, com isso, evitar as dores do ajuste de mercado.

    Não há mercado interbancário congelado ou títulos privados sem liquidez se os preços e os juros pudessem ser livremente reajustados. Mas como isso é politicamente proibido, opta-se pela saída aparentemente indolor.

    "Considerando aquela velha náxima: "nada mais permanente que um programa governamental temporário". Vcs acham que tem chance do BC continuar com esse programa após 31/12/2020 ? "

    Eis a grande pergunta. O QE americano realmente chegou a ser abolido em 2014 e de fato estava sendo revertido (a base monetária americana estava em queda desde meados de 2014). Não me arrisco a fazer previsões para o Brasil.
  • Jairdeladomelhorqptras  18/04/2020 05:16
    Pessoal,
    Me parece que é apenas mais poder intervencionista que o BC recebe. Não creio que será reversível.
    Inclusive a data permitida (31/12/2020) para comprar e vender títulos é um quanto ridículo. Se ele comprou até 31/12/2020 é claro que poderá vende DEPOIS desta data.
    Abraços
  • Fernando  18/04/2020 14:34
    Sim. A contaminação do balancete do Banco Central já estará feita. Se ele realmente comprar mais de R$ 900 bilhões em títulos privados, e essas empresas sofrerem um forte baque financeiro (inevitável em meio a toda essa irracionalidade econômica gerada por governadores e prefeitos), esses papeis não valerão nada.

    E aí o BC perde enormemente sua capacidade de enxugar a base monetária.
  • anônimo  19/04/2020 03:44
    O tesouro já está com dificuldade de encontrar compradores nos atuais patamares dos juros;
    O deficit desse ano vai ser bisonho.
    Ou ele sobe os juros, ou monetiza a divida (argentinização) ou o câmbio explode;
    País pé frio
  • Quem quer dinheiroooo?  25/06/2020 13:34
    "O tesouro já está com dificuldade de encontrar compradores nos atuais patamares dos juros"

    Alguém pode falar mais sobre isso? É possível verificar essa afirmação com os dados públicos?

    Fico agradecido.
  • Half MAN não confunda com Two and Half men - espisódio de hoje: despedida de um ídolo  18/04/2020 15:53
    Vcs estão seguindo á risca o manual do ministro MANdetta para prevenção do coronavírus, sejam responsáveis com vcs mesmo e com o seu próximo?

    Evite lugares fechados, utilize mascaras,luvas, óculos, álcool, fique a 1 metro de distancia de outras pessoas, evite abraços...

    www.tercalivre.com.br/despedida-de-mandetta-tem-abracos-beijos-e-aglomeracao-no-ministerio-da-saude/



    Obs.:Isso logicamente não vale para mim e para os meus...
  • G. Fiúza  19/04/2020 05:34
    Depois de passar um mês mandando a população se isolar para não ameaçar vidas, o ex-ministro Mandetta se despediu com um comício sem máscaras e repleto de abraços em ambiente fechado. Mandetta é só o mais visível do bando de hipócritas que está matando o país.
  • silvio lopes de moraes  21/05/2020 00:19
    Mandetta ,incompetente que não foi capaz nem de abastecer o país com o mais simples no combate a pandemia;alcool gel,máscaras( teve 90 dias para se precaver),a grande ação dele no ministério foi a coisa mais IDIOTA que ouvi ,FICA EM CASA,#ficaemcasa e ainda vejo um bando de idiotas vangloriando a incompetência .
  • Atento aos detalhes  18/04/2020 16:36
    "Por fim, mas não menos importante: quais as consequências de uma maciça injeção de dinheiro no mercado secundário em um cenário de restrição da oferta?

    E quando o dinheiro é injetado no mercado primário ele só vaza para a economia real através do sistema bancário de reservas fracionárias quando alguém solicita um empréstimo e é atendido?

    Basicamente injetar dinheiro no mercado secundário é injetar dinheiro diretamente na economia?

    Sugiro que corram para fundos indexados em dólar...
  • Um liberal  18/04/2020 16:55
    Amigos, a dívida pública que já era o calcanhar de Aquiles do Brasil, vai aumentar mais ainda. É o fim do governo Bolsonaro?
  • anônimo  19/04/2020 16:10
    Vai ser do Brasil mesmo, não do governo dele. O serviço da dívida deve aumentar absurdamente em um período próximo, tendo em vista o estrondoso déficit fiscal e o consequente aumento dos juros para barrar o aumento do câmbio. Ou cortamos os gastos agora, ou viraremos Buenos Aires!
  • Ninguém Apenas  18/04/2020 17:11
    Leandro,

    Neste cenário, tudo vai depender então dos pequenos bancos e gestores de fundos e o que eles vão fazer com este dinheiro?

    Favor ver se eu entendi corretamente:

    1 - O BC vai entrar no mercado secundário comprando debentures, títulos publicos, além de outros ativos.

    2 - Estes títulos atualmente (mercado secundário) estão em posso de bancos pequenos, corretoras e fundos de investimento.

    3 - O BC vai imprimir dinheiro para compra destes ativos e repassar DIRETAMENTE o dinheiro recém impresso a estes fundos, bancos e corretoras.

    4 - Se os bancos pequenos utilizarem este dinheiro para compor a reserva dos seus ativos (já que estão muito alavancados), em teoria não terá inflação, mas se os depositantes resolverem sacar o dinheiro ou liquidar ativos e o banco utilizar o dinheiro recebido pelo BC para pagá-los, aí ferrou né? neste caso a inflação vai direto pro consumo né?

    5 - Em teoria os fundos de investimento não realizam nenhuma operação de consumo, o dinheiro que eles recebem só pode ser utilizado para compra de outros ativos como títulos ou ações. Se eles comprarem ações no mercado secundário, poderá inclusive gerar uma alta no mercado de ações né? Ou nada a ver? Na minha visão só geraria inflação se os fundos de investimento entrassem em IPOs de empresas na Bolsa ou participassem de algum Follow On. Estou enganado?

    6 - Eu imaginava que as corretoras não tinham nenhum título em posse delas, para mim elas apenas realizavam uma conexão entre os títulos em posse dos bancos (principalmente pequenos) e o investidor pessoa física e jurídica. Parece que me enganei. Neste caso se o dinheiro for utilizado para pagamento de salários ou compra de recursos, aí deu início a inflação de preços dos bens de consumo?

    Obviamente é impossível prever o futuro, mas gostaria de saber quais os mecanismos em ação que poderiam transformar esse dinheiro recem impresso em dinheiro em circulação (liquido).


    Desde já agradeço!
  • Leandro  19/04/2020 04:37
    "Neste cenário, tudo vai depender então dos pequenos bancos e gestores de fundos e o que eles vão fazer com este dinheiro?"

    É uma estimativa correta.

    "O BC vai entrar no mercado secundário comprando debentures, títulos publicos, além de outros ativos."

    Correto.

    "Estes títulos atualmente (mercado secundário) estão em posso de bancos pequenos, corretoras e fundos de investimento."

    Correto.

    "O BC vai imprimir dinheiro para compra destes ativos e repassar DIRETAMENTE o dinheiro recém impresso a estes fundos, bancos e corretoras."

    Correto.

    "Se os bancos pequenos utilizarem este dinheiro para compor a reserva dos seus ativos (já que estão muito alavancados), em teoria não terá inflação"

    Correto.

    "mas se os depositantes resolverem sacar o dinheiro ou liquidar ativos e o banco utilizar o dinheiro recebido pelo BC para pagá-los, aí ferrou né? neste caso a inflação vai direto pro consumo né?"

    Não necessariamente. A pessoa pode liquidar ativos e simplesmente manter o dinheiro no CDI. Ela pode estar apenas querendo liquidez para o atual momento de enorme incerteza. Ela não necessariamente irá sair gastando esse dinheiro.

    "Em teoria os fundos de investimento não realizam nenhuma operação de consumo, o dinheiro que eles recebem só pode ser utilizado para compra de outros ativos como títulos ou ações. Se eles comprarem ações no mercado secundário, poderá inclusive gerar uma alta no mercado de ações né?"

    Correto.

    "Na minha visão só geraria inflação se os fundos de investimento entrassem em IPOs de empresas na Bolsa ou participassem de algum Follow On. Estou enganado?"

    Você está certo. Mas, e inclusive voltando ao seu ponto anterior, se o cotista do fundo resgatar o dinheiro para consumir, aí também entra na economia. Ou até mesmo se o fundo comprar ações em alta, os vendedores destas ações podem também utilizar o dinheiro para o consumo — ou, ao contrário, podem ficar com o dinheiro no CDI, apenas para garantirem liquidez em momentos de incerteza.

    É tudo muito imprevisível.

    "Eu imaginava que as corretoras não tinham nenhum título em posse delas, para mim elas apenas realizavam uma conexão entre os títulos em posse dos bancos (principalmente pequenos) e o investidor pessoa física e jurídica. Parece que me enganei."

    Elas próprias são grandes investidoras. A XP, inclusive, é dealer primária.

    Além de fazerem investimentos, elas também, como você corretamente disse, fazem a intermediação. Quando uma corretora vende um CDB de um banco pequeno para você, ela antes comprou este CDB do banco e agora repassou a você (normalmente, esse CDB fica parado no balancete dela até alguém comprar; isso é um risco para ela).

    Se você estiver querendo resgatar antecipadamente seu CDB (praticamente todas as grandes corretoras já permitem isso), a corretora passaria aperto no atual mercado, pois não haveria liquidez para ela lhe pagar este resgate. Agora, com a injeção de liquidez do BC, você pede o resgate, a corretora vende seu título para o Banco Central, e ela, em seguida, repassa o dinheiro para você (descontando o lucro para ela).

    Isso faz muita diferença. Na prática, ser uma corretora se tornou algo quase que totalmente seguro.

    "Neste caso se o dinheiro for utilizado para pagamento de salários ou compra de recursos, aí deu início a inflação de preços dos bens de consumo?"

    Se os recebedores do dinheiro partirem para o consumo, sim. Se ficarem apenas na liquidez para navegar a atual incerteza, não.

    "Obviamente é impossível prever o futuro, mas gostaria de saber quais os mecanismos em ação que poderiam transformar esse dinheiro recem impresso em dinheiro em circulação (liquido)."

    Você próprio respondeu: esse dinheiro se transformar em gasto em consumo.

    Eu dou como certa uma inflação de preços nos alimentos (isso já é notável). E nem teria muito a ver com a inflação monetária, não. Com as cadeias de produção totalmente fechadas, várias insumos agrícolas deixaram de ser produzidos (tratores e fertilizantes, por exemplo). Essa queda na oferta de insumos encarece o processo de produção, e isso inevitavelmente faz preço.

    Por outro lado, o preço dos combustíveis desabou (graças à fragorosa queda do barril de petróleo). Isso vem contrabalançando o IPCA.
  • Leonardo  20/04/2020 02:31
    Leandro,
    Trazendo a discussão mais pro lado da economia política da coisa.
    Segundo a teoria ortodoxa, como os marginalistas, a moeda cumpre o papel apenas de um véu que facilita as transações, sendo sua finalidade única servir como óleo nas engrenagens da divisão do trabalho e no sistema de trocas espontâneas da sociedade.
    Já os heterodoxos como Keynes indicam que há um papel adicional para busca por moeda como a preferência pela liquidez, daí a impossibilidade de afirmar um determinismo entre a expansão monetária e a inflação (ipca ou o cpi americano). Mas quando vc diz que não na da pra saber se o QE vai causar inflação eu fico confuso. Essa questão da liquidez já existia antes de keynes? Como se encaixa na teoria monetária austríaca?
    Em tempo, na minha humilde opinião acho que isso tudo ainda vai estourar e dar mt inflação quando a curva de Phillips começar a chegar na NAIRU
  • Leandro  20/04/2020 16:20
    "Segundo a teoria ortodoxa, como os marginalistas, a moeda cumpre o papel apenas de um véu que facilita as transações, sendo sua finalidade única servir como óleo nas engrenagens da divisão do trabalho e no sistema de trocas espontâneas da sociedade."

    Não é só isso. A moeda também é unidade de conta e, dependendo, reserva de valor.

    O real, por exemplo, pode não ser reserva de valor para o longo prazo (até porque há outras melhores), mas as pessoas calculam tudo em reais e utilizam reais para fazer transações econômicas. Toda a viabilidade de projetos é mensuradas em reais. Toda a contabilidade das empresas está em reais. Logo, a função da unidade de conta também é crucial. (Economistas supply-siders inclusive afirmam que esta é a função mais importante de um moeda, sendo a função de "meio de troca" meramente decorrente desta).

    "Já os heterodoxos como Keynes indicam que há um papel adicional para busca por moeda como a preferência pela liquidez"

    Não vejo contradição nisso com o que foi dito acima. Ortodoxos e clássicos nunca negaram que, quanto maior a incerteza, maior a demanda por moeda. É a posse moeda que lhe dá a segurança de que todas as suas inquietações, incertezas e eventuais dificuldades poderão ser mitigadas. A teoria austríaca, inclusive, enfatiza isso enormemente.

    Não vejo nenhum conflito neste ponto entre as escolas econômicas.

    "daí a impossibilidade de afirmar um determinismo entre a expansão monetária e a inflação (ipca ou o cpi americano)."

    No curto prazo, realmente não. Se a demanda por moeda está extremamente alta, uma inflação monetária irá simplesmente satisfazer essa demanda. Não irá se traduzir em inflação de preços. Mas isso é no curto prazo.

    No longo prazo, à medida que a incerteza vai diminuindo, a economia vai retomando e o consumo vai se normalizando, este maior volume de moeda na economia, se não for contrabalançado por um forte aumento na produção, irá sim gerar aumento de preços. E isso, aliás, é empírico. A oferta monetária aumenta anualmente. E qual foi a última vez que houve deflação de preços na economia em momentos de normalidade? Exato, nunca (Recomendo este artigo).

    Agora, quão grande será esse aumento de preços em épocas de normalidade? Aí, sim, é que está o debate. É por isso que em praticamente todos os meus comentários eu tenho o cuidado de mencionar os preços das commodities. São eles que praticamente definem a inflação de preços futura. E são eles que definem quão forte está a demanda por moeda no presente.

    Agora, que haverá aumento de preços, bom, isso nem mais é teoria. É algo que vivenciamos anualmente.

    "Mas quando vc diz que não na da pra saber se o QE vai causar inflação eu fico confuso."

    No curto prazo não haverá forte aumento de preços. Ver resposta acima.

    "Essa questão da liquidez já existia antes de keynes? Como se encaixa na teoria monetária austríaca?"

    Espero que agora esteja mais claro.
  • Leonardo  20/04/2020 17:36
    Valeu pela resposta.
    Dia desses tinha pego esse artigo pra ler.
    www.mises.org.br/article/1637/falacias-keynesianas--parte-ii

    Nele, o autor nega a existencia dessa preferencia pelo liquidez na economia e que diz que "Se o maior entesouramento for proveniente do consumo, um crescimento na demanda de moeda baixará as taxas de juros, porque nesse caso as preferências temporais caíram, ou seja, está-se a valorizar menos o consumo presente do que a poupança."

    Não entendi a condicionante inicial, mas o aumento da demanda por moeda atual veio junto com um aumento dos juros, que só não se realizou por conta da atuação dos bancos centrais, e que o entesouramento está vindo associado a um receio de queda no ciclo economico.

    Alias, vc mencionou que há compatibilização entre a escola classica e a demanda por moeda que nao sejam para fins de transação, teria alguma indicação de literatura, algum livro mais voltado pra teoria que indique isso, inclusive para a escola austriaca.
    Pretendo tocar nesse tema na minha mono.
  • anônimo  20/04/2020 20:08
    "mas o aumento da demanda por moeda atual veio junto com um aumento dos juros"

    Não. O aumento da demanda ocorreu junto com a queda dos juros, exatamente como o trecho que você destacou explica.

    Volte ao início de 2019. Os juros eram maiores e os preços das commodities também, o que significa que demanda por moeda era menor.

    "que só não se realizou por conta da atuação dos bancos centrais"

    Bancos centrais seguiram as curvas de mercado. Quem primeiro reduziu os juros em todos os pontos da curva foi o mercado. O BC simplesmente seguiu. O BC é um rate follower, e não um rate setter.
  • Guilherme Miranda  20/04/2020 21:27
    BC é um rate follower?
    Com todo respeito, tá longe de ser isso, aliás, é o contrario
    O BC é que define sua taxa de juros e o mercado segue.
    Se fosse como vc diz, não teria como o BC fazer besteira, o mercado define tudo e ele só segue, um grao de areia no deserto. Só que a realidade não é essa
  • Trader  20/04/2020 23:09
    Ao dizer isso, você demonstra não ter vivencia nenhuma de mercado. Aliás, o ano de 2019 e todo o início deste ano foram pródigos neste exemplo, no Brasil, nos EUA e ao redor do mundo.

    Sempre antes de o Fed e o BACEN cortarem juros, as taxas com vencimento um ano à frente já haviam caído para abaixo do atual valor da taxa básica. Fed e Bacen simplesmente ratificaram a queda (e se não ratificassem, haveria forte tumulto nos fundos, pois teria de stopar seus shorts). Isso é básico de mercado.
  • Leonardo  22/04/2020 01:44
    Trader,
    Mas vc mesmo diz que " se eles não seguissem". Se há a possibilidade de eles não fazerem é justamente pq eles "setam" as taxas que querem. Até pq dada a deterioração fiscal, era de se esperar que os juros subissem. Mas como o bacen escolhe (set) a taxa que quer, eles reduziram.
    O mercado tenta antecipar o movimento do bacen, pois é assim que ganha dinheiro. Mas se o bacen bater o pé e escolher a taxa que for o mercado terá que seguir, independentemente do fato de bagunçarem ou não o mercado.

    Leandro,
    Conseguiu ver o que pedi? Estou aguardando. Abraços
  • Trader  22/04/2020 16:25
    Beleza. Neste exato momento, o DI com vencimento para janeiro de 2021 está em 2,68%. Mas a SELIC está em 3,75%. Isso significa que o mercado futuro está precificando um corte de 1 ponto percentual na SELIC.

    Você diz que o BC não irá seguir (pois acha que ele é um rate setter). Eu digo que irá seguir (pois ele é um rate follower).

    Vamos ver quem estará certo.
  • Trader  06/05/2020 21:33
    Exatamente como eu disse, o BC é um rate follower. Ele simplesmente seguiu a curva do DI e cortou a Selic agora em mais 0,75 p.p.

    Quem ainda não entende isso vai continuar perdendo dinheiro.
  • Bumer  18/04/2020 17:46
    Eu discordo do autor. O momento é dramático e é preciso preservar as empresas. A outra opção é não fazer nada e deixar tudo explodir, empresas falirem em massa. A consequencia será que depois que a pandemia passar, não haverá mais uma economia a ser reativada, não haverá mais economia nenhuma, aliás. Seria insano demais permitir tal coisa.

    É preciso ajudar as famíias tbm, com renda direta para os mais pobres e pagamento de salários para os empregados. Náo tem jeito.

    Quanto à preocupação com inflação, não faz sentido. Ela não virá enquanto o cambio não disparar e este anda equilibrado. No mais, a demanda caiu brutalmente. Há espaço para ela ser estimulada aos montes, com certeza. Por exemplo, venda de combusitvel pelos postos caiu 40%. Tanto é verdade que podemos estimular a demanda sem emdo que a inflação pelo IPCA tá vindo próxima de zero recentemente.

    Vcs vão falar que a oferta caiu junto e não faz sentido politica pró demanda. Sim, a oferta de fato caiu. Mas o que significa essa queda e por que ela aconteceu?

    A razão é que as pessoas deixaram de comprar , embora toda estrutura para prover a oferta continue existindo por ora. Por ex, as lojas de roupa que tiveram queda de 90% na procura, seguem com seus estoques de roupa e podem vender online, inclusive. Logo a oferta caiu pq a demanda caiu e esta voltando aquela volta tbm, sendo assim não há pq temer inflação. O problema é a deflação.

    É hora de usarmos mecanismos exóticos e criativos para salvar a economia e os empregos.



  • anônimo  19/04/2020 05:12
    A oferta caiu porque proibiram quem produz de produzir. Produção é oferta. Se você produz menos, tem menos oferta.

    Demanda é procura, não oferta. O consumidor com menos dinheiro compra menos. Então a demanda cai. E com a demanda caindo, os produtores vão ter menos dinheiro para: rolar suas dívidas, financiamentos, pagar funcionários, fazer manutenção em suas máquinas e equipamentos.

    Se eles não resolverem isso, vão à falência.

    E com falências a oferta vai cair bem mais, pois antes estava se proibindo produzir; agora, quem pode produzir não tem recursos ou os meios. Quer, mas não pode.

    É bom não confundir oferta e demanda. Se as empresas falirem, quando se permitir os consumidores a voltar a comprar, a demanda subirá. Mas se as empresas não estiverem produzindo, com a queda na oferta, os preços subirão porque a demanda subiu mais que a oferta.

    Para o produtor não tem milagre.
  • Fabrício  19/04/2020 05:23
    "Se as empresas falirem, quando se permitir os consumidores a voltar a comprar, a demanda subirá"

    Na verdade, nem mesmo isso ocorrerá. Como está todo mundo sem emprego e sem produzir, não há renda. Sem renda, não há como a demanda subir.

    Enquanto os epidemiologistas e infectologistas estiverem no comando, exercendo sua ditadura, o país estará completamente condenado.
  • anônimo  19/04/2020 16:45
    Amigo, compartilho da mesma preocupação que você. Momento muito delicado, sem dúvidas. Porém, discordo quanto a sua solução. A crise atual não foi causada, somente, pela queda da demanda. A produção foi paralisada, a criação de riquezas foi paralisada. A inflação no Brasil, pelo contrário, tem sido miseravelmente alta face ao baixíssimo nível de atividade em nosso país nos últimos anos. Ademais, um dos fatores fundamentais para a concessão de crédito é o risco futuro. Pode-se zerar a Selic que o crédito não virá na mesma contundência. Um país com um déficit fiscal abissal, com enorme massa de desempregados e sem segurança juridica alguma não oferece bons prognósticos. Contratar no Brasil é um "investimento" de altíssimo risco. Demitir, algo hediondo e punitivo. Políticas redistributivas de renda com aumento do endividamento público não è redistribuição, é o prolongamento da miséria. Ou corta-se e revise-se os gastos estatais, ou tudo não passará de um grande obscurantismo demagogico-populista.
  • Jairdeladomelhorqptras  20/04/2020 01:42
    Caro Burner
    Vc escreveu: "É hora de usarmos mecanismos exóticos e criativos para salvar a economia e os empregos."
    Replico: é hora de só usarmos fundamentos econômicos sólidos e testados para salvar economia e empregos.
    Lembro-me das soluções "criativas" de todos os governos que presenciei na vida. Desde a inflação oficializada do regime militar. A tal "correção monetária" de triste lenbrança. Passando pelo Plano Collor, cruzado e outros planos "exóticos". Deu no que deu. Precisamos de bom senso e boa economia. Agora falo por mim. Já passei por "mecanismos exótcos e criativos" demais. Estou de s..o cheio. Escrever num site de boa ecomomia a tua sugestão é como recomendar a Madre Tereza uma visita ao inferno para para se purificar e salvara a própria alma.
    Abraços
  • Wesley  18/04/2020 20:23
    Ou seja. Em breve o dólar vai chegar a 10 reais, pois isso vai fazer com que nossa moeda derreta mais ainda. O melhor para quem tem dinheiro, é comprar dólar e ouro. Pois em breve, o Real vai desabar mais ainda.
  • anônimo  18/04/2020 23:02
    O banco central japonês, desse o freio na economia japoneza , compra títulos e ja tem 90 por cento da bolsa . Com isso esses titulos nao desvalorizam. E o dinheiro nao vai pra economiza real.
    Com isso sao socias do governo e tem melhores condições ora operar. Sao protegidas pelo governo.
    Quem paga a conta? Os pequenos. As contribuições recaem sobre eles . Com isso a economia japoneza freou em competitividadeja calculam que com o avanço chines, os eua vao japanificar.
    O fed vai comprar cada vez mais titulos, e o gov vai dar boas condições pra essas empresa, que vão ser protegidas, pois nao quer perder no preco desses ativos em sua posse.
    Entao o corporativismo estatal das empresas subirá como o do japao. Os eua frearao mas nao perderao a majestade. Mas acabara de vez a expansao americana.
    Ja se pode ver essa tendencia. As economias presas vao imitar e é bom ficar de.olho se nas livres, o processo nao se repetirá.
  • Gabriel  18/04/2020 23:47
    Leandro ou auxiliares, estava lendo uma thread no twitter, de um cara explicando por que uma monetização do déficit público feita pelo FED e BOE não gera inflação. Achei a explicação dele um tanto confusa, já que a conclusão dele é que não houve aumento da quantidade de dinheiro na economia, porém a explicação feita por ele dá a entender o oposto (que houve aumento da quantidade de dinheiro). Abaixo a transcrição de parte da thread:

    "The Fed, the Bank of England (and many more) have been buying lots of government debt. To pay for it, they credit the account of banks at the CB. So the banks:
    - buy bond from Treasury
    - sell it to CB
    - get an IOU from CB as digital entry in deposit account at the CB."

    "No currency is printed. The CB has assets (the government bonds) and liabilities (the deposits of the banks). Its balance sheet blows up. In modern times, we call this quantitative easing (QE). The CB chooses the interest rate to pay on deposits."

    "Inflation is determined by many factors including expectations. But to first order QE does not by itself generate inflation: it does not change amount of currency in circulation, the interest paid on deposits, the total amount of govt liabilities"

    Link da thread completa: twitter.com/R2Rsquared/status/1251470206691618816

    O que acham? Tem sentido o que ele falou? Ou fui eu que não entendi o que ele quis dizer?


  • Leandro  19/04/2020 04:18
    "por que uma monetização do déficit público feita pelo FED e BOE não gera inflação."

    Por si só, tal frase é um contra-senso. Se um Banco Central monetiza a dívida pública, então, por definição, ele está inflacionando a base monetária.

    Agora, se isso irá gerar aumento de preços, aí já são outros 500, pois é algo que depende de inúmeros fatores.

    "Achei a explicação dele um tanto confusa, já que a conclusão dele é que não houve aumento da quantidade de dinheiro na economia, porém a explicação feita por ele dá a entender o oposto (que houve aumento da quantidade de dinheiro)."

    Vejamos.

    "The Fed, the Bank of England (and many more) have been buying lots of government debt. To pay for it, they credit the account of banks at the CB."

    Até aqui, correto.

    "So the banks:
    buy bond from Treasury
    - sell it to CB
    - get an IOU from CB as digital entry in deposit account at the CB."


    Correto. Os bancos compram os títulos do Tesouro no mercado primário e, depois, revendem esses títulos para o Banco Central.

    Até aqui, não há absolutamente nada de diferente do normal. Isso é o que ocorre em todos os países do mundo em épocas de normalidade. É simplesmente assim que o Banco Central faz política monetária.

    "No currency is printed. The CB has assets (the government bonds) and liabilities (the deposits of the banks). Its balance sheet blows up. In modern times, we call this quantitative easing (QE). The CB chooses the interest rate to pay on deposits."

    A descrição técnica está correta. O Banco Central adquire um ativo (títulos do Tesouro) e cria um passivo (reservas bancárias que os bancos mantêm depositadas no Banco Central). O balancete do Banco Central aumenta.

    Só não entendi por que:

    a) Ele diz que isso não é expansão monetária. Claramente é. O BC criou dinheiro para comprar os títulos dos bancos.

    b) Ele diz que isso seria um QE, quando, na verdade, é exatamente isso o que todos os Bancos Centrais fazem rotineiramente normais. Isso não é um QE.

    QE, na verdade, como o artigo acima explica, só ocorre, por definição, quando os juros já estão em zero e o BC continua comprando com o intuito exclusivo de manter a base monetária é contínua expansão.

    "Inflation is determined by many factors including expectations."

    Expectativas são importantes, mas preços das commodities são cruciais. Não existe inflação de preços quando os preços das commodities estão em baixa. E não existem preços baixos quando os preços das commodities estão em alta.

    Enquanto os preços das commodities estiverem em baixa, isso indica que a inflação da base monetária feita pelo Banco Central não está vazando para a economia real.

    Isso é o que realmente interessa. Todo o resto é espuma.

    "But to first order QE does not by itself generate inflation: it does not change amount of currency in circulation, the interest paid on deposits, the total amount of govt liabilities"

    Bingo. Como você perfeitamente antecipou, o cidadão se contradisse espetacularmente. Eis aí um exemplo prático de alguém que, como dizem os americanos, can't think straight

    QE, por definição, representa inflação da base monetária (tanto é que, como ele próprio disse, o balancete do Banco Central explode). Agora, se esse dinheiro irá entrar ou não na economia real é o que irá decidir a inflação. Mais ainda: como esse dinheiro irá afetar os preços das commodities é o crucial.

    De resto, tudo o que este cidadão descreveu foi apenas o mecanismo tradicional de política monetária de qualquer Banco Central do mundo. Ele nada falou especificamente de QE.
  • Gabriel  19/04/2020 04:45
    Grato mais uma vez!
  • Theodore  20/04/2020 11:25
    Curioso como as coisas mudam, né?
    Até 2008 era determinístico. Subiu base monetária, subiu inflação. Um monte de cavaleiro do apocalipse falando que a crise ia só piorar, fim do dólar, estava vindo uma hiperinflação pelo caminho etc.
    Agora a resposta é "depende, quem sabe ou talvez".
    Só não vale, quando passar uns 2 ou 3 anos pra frente, voltar aqui e diante de qualquer resultado dizer "eu já sabia", ou "era óbvio que isso ia acontecer (e nos alertamos)"
  • anônimo  20/04/2020 16:00
    Sim, pois em 2009 foi introduzido um novo mecanismo pelo Fed — algo que absolutamente nenhum livro-texto de macroeconomia jamais discutiu — que simplesmente quebrou totalmente a relação entre base monetária e M1.

    Este Instituto é o único em língua portuguesa a ter explicado isso. Há vários artigos sobre o assunto desde 2010, mas recomendo este que é o que melhor sintetiza tudo:

    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros
  • Torreão  20/04/2020 21:49
    Anonimo,

    Não previsto em livro texto?
    Esse mecanismo de pagamento das reservas já era utilizado no mundo. O proprio BCE já pagava juros sobre todo tipo de reserva desde a sua criação em 99. Não foi algo tao disruptivo assim.

    Gleison,

    A ideia é que vaze sim pra economia real, o problema é que estamos com um problema já mapeado desde a década de 1930 por um famoso economista bigodudo: armadilha pela liquidez! Assim a curva LM fica inalterada para o intervalo de PIB (Y) relevante, sem fazer com que a economia cresça. Logo, nesse caso, é a expansão da curva IS, que fará o produto crescer
  • anônimo  20/04/2020 23:08
    "Não previsto em livro texto?"

    Não, não estava.

    "Esse mecanismo de pagamento das reservas já era utilizado no mundo."

    Não sabe do que fala. Os Bancos Centrais pagavam juros exclusivamente sobre as reservas compulsórias. Apenas sobre elas. Já com a nova medida adotada pelo FED em 2008, todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente depositassem no Fed, qualquer que fosse o volume, receberiam juros. Todo e qualquer dinheiro, e não mais apenas os compulsórios.

    Antes, os bancos até podiam depositar dinheiro voluntariamente no Fed, mas não recebiam remuneração nenhuma. Pós-2008, todo e qualquer deposito voluntário passou a ser remunerado pelo Fed.
  • Gleison  20/04/2020 18:05
    Qual o sentido de fazer o QE, se o dinheiro não "vazar" para a economia real? Não seria um contrasenso? Afinal, se não vaza para a economia real serviu para que?
  • Eduardo  21/04/2020 12:34
    Tenho essa dúvida também. Pode não ser hoje mas no futuro as pessoas vão querer consumir com o dinheiro que foi investido. Não foi isso que Böhm-Bawerk disse sobre como o tempo (juros) é usado para se consumir mais no futuro?
  • Daniel  22/04/2020 14:27
    "Afinal, se não vaza para a economia real serviu para que?"

    Para salvar os bancos. Este sempre foi o objetivo.

    www.mises.org.br/article/1547/alguns-detalhes-pouco-conhecidos-da-crise-financeira-de-2008
  • Cada povo tem o rei que merece  19/04/2020 03:58
    Essa porcaria de coronavírus tem me deixado cada vez mais deprimido. Políticos com suas medidas cada vez mais autoritárias e arrogantes, tratando as pessoas como gado e a maioria batendo palmas. Brasileiro realmente merece as desgraças que tem.
  • G. Fiúza  19/04/2020 05:39
    A sanha obscurantista do fecha tudo e cala a boca está "checando fatos" e carimbando como fake news tudo que não reproduza suas cartilhas burras e seus dogmas falidos.

    Cada médico que aparece alertando para o risco do prolongamento da epidemia (e das mortes por asfixia social) em decorrência do confinamento total é jogado na fogueira da inquisição.

    Claro que ideologização de remédio, falsa equação de lockdown e estatística de arrastão não entram na checagem.

    A Seita da Terra Parada vai ficando mais agressiva conforme a realidade vai demonstrando que a quarentena total é uma aposta mística com efeitos devastadores. Ela provou o gostinho da ditadura e se viciou.
  • Jojo  19/04/2020 10:18
    É bom tirarem a máscara e mostrarem a cara pra todos verem. As comparações entre países que adotaram o lockdown com os que não adotaram o lockdown, será inevitável. A mentira não pode durar pra sempre.

    A mídia brasileira ainda está presa em uma época que tudo o que as autoridades diziam era uma verdade incontestável. Mas a realidade irá bater forte, principalmente por causa dos países mais acostumados com situações assim não fizeram o que a OMS mandou.

  • Correto  22/04/2020 16:31
    Cara,nao é só brasileiro,infelizmente. O problema é mundial. A partir do momento que os homens aceitaram assumir mães solteiras a coisa começou a desandar. Tanto é que voce ve que a maioria que ama o estatismo é filho de pais separados. A maioria dos presidiarios sao filhos de pais separados. Hoje esta dificil. O certo é errado e o errado é certo. Roubar era errado,hoje esta certo,viver nas costas dos outros era errado e hoje é certo e incentivado(é so ver os empregos em estatais e as bolsas de tudo que é tipo),mentir era feio e vergonhoso,hoje mentir é a regra,em todo lugar voce ve mentiras,e as pessoas apoiam e mentem ainda mais.
  • Felipe L.  19/04/2020 15:59
    Pessoas, ontem eu li essa entrevista, de 2014, do Delfim Netto. Fora o fato de eu ter ficado surpreso em ele ter se mostrado favorável à privatização da Petrobras (se eu não tiver falhado no entendimento), peço que prestem atenção neste trecho:

    "Eles também criaram incentivos para a exportação?
    Não. Tinha um sistema de cambio fixo, muito inconveniente porque à medida que você tem inflação, seu câmbio real vai caindo. Quando em 68, nós introduzimos o "crawling peg", era um sistema cambial em que você corrigia o câmbio praticamente toda semana, usando uma regra que era a diferença entre a inflação americana e a inflação brasileira. Isso deu um grande estímulo ao setor exportador."


    Eu entendi certo: eles estavam usando um regime de câmbio atrelado, atrelando o cruzeiro ao dólar americano? Eu nem sabia que nessa época já estava sendo utilizado o regime de câmbio atrelado. Fora a baderna na qual o Brasil se meteu anos depois, com calote na dívida externa, houve ataque especulativo? A Coreia do Sul ficou muito tempo com o seu regime de câmbio atrelado (começou em fevereiro de 1980), até mudar para flutuante em 1997.

    Bom, eu achei este material interessante. Ainda não o li por completo, pois é bastante grande. Quem quiser ler, pode ver.
  • Humberto  19/04/2020 21:06
    Ele corrigia o câmbio pela inflação, mantendo uma estrovenga chamada "cambio real" fixo. Ou seja, sempre que saia o índice de inflação oficia, o câmbio era desvalorizado de acordo com este índice. Heterodoxia pura. Você mesmo já perguntou sobre isso aqui.
  • Historiador  19/04/2020 21:16
    Mantiveram o câmbio controlado até 1974 (ou seja, durante todo o período do "milagre").

    De 1974 até 1979, soltaram mais (a economia começou o colapso).

    ibb.co/2NBkn7C

    De 1980 em diante, soltaram tudo. Aí a economia foi totalmente pro brejo:

    ibb.co/Nt9qnW4
  • Felipe L.  19/04/2020 22:11
    Por que depois que começaram a "soltar" o câmbio, o colapso começou junto?

    Obrigado por disponibilizar estes gráficos, eles eu sei que acho até no site oficial do Banco Central, mas o site deles é tão confuso que achar isso é um parto.
  • Historiador  20/04/2020 16:03
    Porque a moeda derreteu, a inflação disparou e a economia foi pro buraco. Moeda fraca, economia fraca.
  • Felipe L.  20/04/2020 17:57
    Então teria sido melhor se eles tivessem mantido esse controle no câmbio?
  • Geógrafo  20/04/2020 19:23
    Sim, moeda fraca, economia fraca.
    Como se na época em que o real valia mais que o dólar nós fossemos a potencia mundial
  • Daniel Cláudio  20/04/2020 20:10
    Ué, compare o Brasil da década de 1980 com o Brasil de 1998. Vai dizer que era exatamente a mesmíssima coisa? Não houve melhora nenhuma na economia?

    Aliás, por que você acha que FHC foi o único presidente da história a ser eleito e reeleito em primeiro turno? Você acha que isso aconteceu por acaso? Ou você ao menos aceita que isso se deu porque o povo estava relativamente satisfeito com a economia?

    E o Brasil de 2004 a 2010, que também teve moeda forte. Também não houve melhora nenhuma na economia? Por que você acha que Lula bateu seguidos recordes de aprovação? Você acha que ele teria conseguido isso se tivesse destruído a moeda, como ocorreu na Argentina?

    www.mises.org.br/article/2055/uma-radiografia-da-destruicao-do-real--ou-nao-ha-economia-forte-com-uma-moeda-doente
  • Geógrafo  20/04/2020 21:19
    A participação do Brasil no PIB mundial vem caindo ano a ano. Na década de 80 era um pouco maior de 4% e na década de 90 por volta de 3,5%. E olha que os anos 80 já foi uma década perdida.
    FHC conseguiu controlar a hiperinflação, por isso teve uma popularidade alta (usando métodos para lá de heterodoxo para criar o Real, diga-se)
    E Lula conseguiu distribuiu renda, elevou salários e surfou um crescimento economico relativamente alto comparado aos anos 90, daí sua popularidade
  • Daniel Cláudio  20/04/2020 23:10
    "Na década de 80 era um pouco maior de 4%"

    Óbvio. Metade do mundo era comunista. E a China não era nada.

    Ao recorrer a este argumento, você demonstra ignorância básica de economia e de história.

    "e na década de 90 por volta de 3,5%."

    A outra metade do mundo adotou economia de mercado (e a China disparou) e ainda assim o PIB brasileiro perdeu apenas 0,5 p.p. de participação? Resultado espetacular, então.

    "E olha que os anos 80 já foi uma década perdida."

    Como dito, a recorrer a esta "lógica", você demonstra ignorância básica de economia e de história.

    "FHC conseguiu controlar a hiperinflação, por isso teve uma popularidade alta"

    Duh! E isso é a exata consequência de uma moeda forte, que é o que se está em debate. Você é confuso.

    "(usando métodos para lá de heterodoxo para criar o Real, diga-se)"

    Eu até concordo. O ideal seria um Currency Board, mas optou-se por câmbio atrelado, que é inerentemente instável.

    www.mises.org.br/article/2196/os-tres-tipos-de-regimes-cambiais-existentes--e-qual-seria-o-mais-adequado-para-o-brasil

    Mas ao dizer que tal arranjo instável (e que acabou sendo abolido) era heterodoxo, você se deixou a descoberto.

    "E Lula conseguiu distribuiu renda, elevou salários e surfou um crescimento economico relativamente alto comparado aos anos 90, daí sua popularidade"

    E como é que ele faria isso tudo sem moeda forte? Ele conseguiria isso em regime fortemente inflacionário? Você realmente é um ser confuso.

    www.mises.org.br/article/2190/o-que-realmente-permitiu-o-grande-crescimento-economico-brasileiro-da-ultima-decada
  • Geógrafo  21/04/2020 02:23
    Como não me canso de humilhar os incautos e encurrala-los até assumirem (ou recorrem a argumentos cada vez mais patéticos), se vc acha que a comparação contra o resto do mundo eh invalida por causa do comunismo, vamos a outros fatos que corroboram com minha posição.
    O milagre econômico brasileiro ocorreu em meio a sucessivas desvalorizações do Delfim (não sabia disso historiador?)
    www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/milagre-economico-brasileiro

    O mesmo foi usado no milagre econômico japonês e no chines
    www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/Julia_Villas_Boas_Lemos.pdf

    Touche
  • Guilherme  21/04/2020 17:50
    Ué, tá exaltando o regime militar agora, aquele que deixou o país depenado, endividado, com o povo ainda mais pobre (um pobre em 1960 vivia melhor que um pobre em 1985) e sem nenhuma moeda? Não sabia que a esquerda era tão patética assim.

    Milagre japonês? Sua ignorância é ofensiva. O iene se valorizou durante todo o milagre japonês.

    Do fim da segunda guerra mundial até 1971, um dólar custava 350 ienes (os países estavam no padrão-ouro).

    A partir de 1972, com o padrão-ouro abolido, o iene começa a se valorizar brutalmente perante o dólar.

    Em 1980, um dólar já tinha caído para 250 ienes.

    Em 1990, um dólar custava 150 ienes.

    Isso é valorização brutal.

    tradingeconomics.com/japan/currency


    P.S.: "touché" significa "tocado", ou "touched" em inglês. É uma expressão utilizada por um esgrimista para reconhecer que ele foi tocado pelo adversário. Ou seja, quem diz "touché" está reconhecendo que o adversário o golpeou.

    Neste quesito você acertou. Parabéns pelo reconhecimento
  • Felipe L.  22/04/2020 01:07
    Guilherme, então pode-se dizer de que aquele enorme aumento no PIB per capita, de 1964 até 1980, não foi um reflexo no aumento do padrão de vida?
  • Guilherme  22/04/2020 16:38
    Como estava o padrão de vida ao final da década de 1980, que foi quando todas as consequências das políticas intervencionistas do regime militar, que duraram duas décadas, puderem ser sentidas?

    Essa é a pergunta.

    Que uma política intervencionista gera crescimento no curto prazo é o óbvio dos óbvios. Este próprio site sempre enfatizou isso. E é exatamente por isso que tais políticas são perigosos. Elas geram encantos no curto prazo, e inevitáveis desastres no longo prazo.

    É por isso que seus proponentes foram espertos ao criarem um hedge dizendo que "no longo prazo estaremos mortos". Assim, eles se eximem de toda e qualquer culpa. Jogada de mestre.
  • Felipe L.  22/04/2020 23:47
    "Como estava o padrão de vida ao final da década de 1980, que foi quando todas as consequências das políticas intervencionistas do regime militar, que duraram duas décadas, puderem ser sentidas?

    Essa é a pergunta."


    É uma pergunta muito boa, eu realmente não sei e não sei nem se teria como saber pois o país carece de um compilado de qualidade de dados históricos (os sites estatais brasileiros são umas porcarias, pelo menos o FRED dos EUA presta). Não há material acadêmico que preste e muitos trazem dados picados e não dá para confirmar a veracidade, além de ter forte viés ideológico. Não sei qual era o salário médio em cruzeiros, cruzados ou cruzeiros novos e o que isso comprava. Entretanto, dado o fato de que a hiperinflação acelerou depois do Sarney, na prática já se pode dizer que o padrão de vida ali já afundou. Esses são alguns dados que achei: PIB per capita e PIB per capita com paridade de poder de compra. Encontrei isso também, produção de carros e carros registrados.


    "Que uma política intervencionista gera crescimento no curto prazo é o óbvio dos óbvios. Este próprio site sempre enfatizou isso. E é exatamente por isso que tais políticas são perigosos. Elas geram encantos no curto prazo, e inevitáveis desastres no longo prazo."

    Sim, mas não era para o PIB per capita ter caído bem mais, ao invés de ficar estagnado? Parece uma pergunta arbitrária, mas algo de bom foi feito no governo Castelo Branco, senão não teria nem como crescer. Da mesma forma, se o governo petista tivesse começado a aloprar já em 2003, o país já teria ido para o buraco há tempos. Ok, cresceu e depois ficou naquela situação de marido com ejaculação precoce. Talvez a resposta seria: o crescimento ocorreu, apesar do intervencionismo. Ou: o crescimento houve, mas o que não se viu... e se a reforma tivesse sido mais dura, houvesse uma espécie de Plano Real lá em 1964? Uma das minhas deduções é de que o país viveu aquele fenômeno normal em países partindo de uma "base muito baixa", com demografia favorável, então o crescimento veio por gravidade.

    Desculpe pela confusão de ideias e questionamentos.
  • anônimo  20/04/2020 23:13
    Sim, gênio. Nos anos 80 metade do mundo era comunista, então qualquer feijão com arroz desenvolvimentista que os governos faziam já era suficiente pra estar acima da média.
  • Flávio Cortez  19/04/2020 19:01
    Caro Leando e demais participantes do imb,

    Esse sistema em que os bancos centrais criam dinheiro a partir da compra de títulos públicos em poder dos bancos por meio da injeção de recursos na conta de reservas bancárias desses bancos tem sustentado ou pelo menos contribuído, ainda que havendo os ciclos econômicos, com o crescimento das economias e a melhora no nível de vida das sociedades. O que poderá acontecer, sobretudo em se tratando de um país como o Brasil, para que esse sistema chegue ao colapso total e force profundas mudanças, seja lá quais forem elas?
  • Felipe  19/04/2020 21:40
    "Esse sistema em que os bancos centrais criam dinheiro a partir da compra de títulos públicos em poder dos bancos por meio da injeção de recursos na conta de reservas bancárias desses bancos tem sustentado ou pelo menos contribuído, ainda que havendo os ciclos econômicos, com o crescimento das economias e a melhora no nível de vida das sociedades."

    Como você consegue comprovar que as melhorias ocorreram por causa disso e não apesar disso?

    Sem ter esta prova, o debate não avança.
  • Fl%C3%83%C2%A1vio Cortez  19/04/2020 23:42
    Felipe, o meu objetivo não é debater. Eu só quero entender o que deverá ocorrer na economia para levar esse sistema ao colapso total. Todavia, você não acha que o excesso de liquidez não financiou diversos investimentos que até hoje destroem riqueza, tal como a Uber? Por outro lado, veja que a Uber gera benefícios à sociedade.
  • anônimo  19/04/2020 22:57
    "O que poderá acontecer, sobretudo em se tratando de um país como o Brasil, para que esse sistema chegue ao colapso total e force profundas mudanças, seja lá quais forem elas?"

    Ora , vc esta predispondo que pra haver mudanças é necessario chegue ao colapso. Vc parece acreditar que so assim se muda. E isso é limitante .
    Porem pra haver mudanças , basta que as pessoas queiram mudar.
    Mas o tipo da mudança coletiva depende dos desejos das pessoas e do o quanto elas tem o conhecimento pra fazer essa mudança realmente caminhar nessa direção desejada.
    Pois o que realmente acontece quando " o sistema quebra" não e a mudança necessária. O que acontece e que quem tem poder aproveita ainda mais pra fazer mais do que ja estava fazendo visto que ele tem mais poder que antes.
    Sendo assim diante de todas as possibilidades de mudanca possíveis, pra haver uma mudança no sentido de tirar poder dos poderosos, seria educar as pessoas a entender como funciona esse ganho de poder e ensinar los a retira lo deles.
    Mas nao espere que uma crise ensine os políticos a ajudar a população. Eles querem o poder. Eles nao vao dar essa educação.
    O que vc tem que fazer é passar as pessoas como o poder politico funciona ao maior numero de pessoas pra elas aprenderem e passarem pra outras.
    Talves assim elas aprendam a votar e cortem politicos podres. Dae as mudanças ocorreram em outro sentido.
  • Barbara Maffessoni  20/04/2020 00:37
    OFF: É extremamente lamentável saber que grande parte das mulheres brasileiras tem tendências totalmente estatólatras, tenho olhado os comentários de várias aqui e não sai nada que preste: Sempre aparecem pra passar vergonha defendendo socialismo, comunismo, intervencionismo ou keynesianismo.

    Uma contradição bem inusitada, muitas se julgam tão independentes, berram aos 1000 ventos que não dependem de homens e nem de ninguém (geralmente pessoas que trabalham duro para terem seus lucros convertidos em impostos, vulgo ROUBO para o Kid Governo e sua Linguiçona Estatal), mas aceitam serem dependentes de um órgão PODRE como o Estado e seus burocratas. GENIAL! #Butno
  • Humberto  24/06/2020 04:27
    As "muié" substituíram os maridos pelo estado. A consequência disso foi o surgimento de uma legião de filhos sem pais presentes (e todas as consequências nefastas disso) e um falso senso de empoderamento feminino, que abaixa a cabeça, veste máscara e não sai de casa, a mando de seu novo macho alfa, o estado.
  • Revoltado  24/06/2020 16:22
    Hahahahahahahahahah

    Já comentei com amigos e gente próxima que o Estado é o marido das solteiras e que namoram e é o amante das que já se amancebam com algum varão via formalização cartorial ou religiosa, ou simplesmente vivem "amigados", configurando nesta armadilha jurídica misândrica que chamamos eufemisticamente de "união estável".
  • Revoltado  24/06/2020 20:39
    Excelente, comentário, Bárbara!

    Que bom seria que existissem mais mulheres como você! Pois de fato, a maioria das mulheres que tenho conhecido ao longo da vida (sejam cis ou trans) agem exatamente como escreveste! Não por acaso faço o possível para não tocar nesse assunto quando interajo com as mesmas...
  • Felipe L.  25/06/2020 02:50
    Achei esse termo linguiçona estatal muito engraçado.
  • Estado o Defensor do Povo  20/04/2020 02:53
    Não tem nada a ver com o post, mas decidi compartilhar com os leitores do IMB sobre os estados mais livres e menos livres do Brasil, à título de informação, segundo o índice Mackenzie:

    ideiasradicais.com.br/quais-os-estados-brasileiros-com-maior-liberdade-economica/

    static.poder360.com.br/2019/11/I%CC%81NDICE_MACKENZIE_DE_LIBERDADE_ECONO%CC%82MICA_ESTADUAL_2019.pdf

    Abraços.
  • anônimo  20/04/2020 20:10
    Acho que houve algum equívoco
    Pelo menos o Estado onde moro que é a Bahia só tem aumentado imposto ano após ano e mesmo o Estado tendo o monopólio da segurança pública a criminalidade só dispara tendo inclusive 4 das 10 cidades mais perigosas do Brasil.

    g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/08/05/quatro-das-dez-cidades-mais-violentas-do-pais-sao-da-bahia-aponta-levantamento.ghtml

    O DF é um dos estados mais livres do brasil?Já visitei lá pois tenho alguns parentes e cara é pior do que a Bahia em liberdade econômica (em segurança pública até que é bom)
    Só que tem algumas diferenças a Bahia vc "ainda" pode vender água, balinha, ... e até cerveja no farol. Lá em DF eles tomam a mercadoria e pode ir preso.Mas pouco a pouco a Bahia está virando tipo um DF piorado não em segurança pública mas em liberdade econômica.

    Se esses são 2 dos 6 mais livres do Brasil então o Brasil tá lascado mesmo.
  • anônimo  21/04/2020 02:33
    O índice diz que a liberdade exonomica da bahia subiu forte nos ultimos anos. E verdade. Por isso nesse requisito ela ta disputando com sao paulo.
    Mas o indice so diz de agora. Vao passar muitos anos , caso a bahia mantenha essa liberdade , pra ela se desenvolver e alcançar sao paulo. A bahia tem muitos problemas de administrações passadas, ela fixou o século todo passado em situacoes atipica.
    E essa mudanca é apenas recente. Vai ser no longo prazo que essa liberdade economica, so agora maior, vai fazer efeito no sentido de melhora para o povo bahiano. Primeiro se muda o arranjo e depois se colhe os frutos.
    Na verdade essa mudanca bahiana é so de uns 4 anos pra ca. Por isso fez pouco efeito ainda.
    Dito isso, o indice nao melhora apenas na questão dos impostos, visto que nenhum estado brazuca realmente diminuiu os seus( nao teve reforma tributaria).
    Ele pode ter melhorado por outros subindices: talves o gov bahiano tenha feito economia, tenha superavits, tenha melhorado o quadro fiscal, tenha melhorado o ambiente de negócios, etc. Se sim o indice bahiano melhora.

  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  20/04/2020 19:27
    br.investing.com/news/commodities-news/batataquente-petroleo-dos-eua-cai-300-a-us-37-negativos-voce-nao-leu-errado-739421

    Os traders do petróleo jogaram batata-quente na sessão histórica desta segunda-feira, 20 de abril de 2020. Pela primeira vez na história, o petróleo dos EUA (WTI) fechou negativo a US$ 37,63 negativos, queda de 300%, com a mínima em US$ 40,32. Não, você não leu errado, é isso mesmo que ocorreu. Esse é a cotação de fechamento do contrato futuro para maio, que expira amanha.

    Alguém de vocês explica isso?
  • Trader  20/04/2020 20:14
    Este é o preço exclusivamente do contrato que vence amanhã. Não é o preço de todo o mercado de petróleo (tanto é que o Brent está em US$ 26).

    Os produtores estão pagando para compradores levarem os barris por causa de problemas pontuais de capacidade de estocagem. O espaço no reservatório em Oklahoma simplesmente acabou. Esta é um anomalia que chamam de "squeeze de estocagem".

    Os lockdowns impostos por políticos ao redor do mundo destruíram a demanda por petróleo. A oferta está literalmente jorrando pra fora dos reservatórios.
  • Thiago  20/04/2020 23:38
    Valeu, trazer, no caso em particular, eu poderia pagar pra alguma empresa usar o meu Petróleo?
  • Drink Coke  20/04/2020 23:54
    "Os produtores estão pagando para compradores levarem os barris por causa de problemas pontuais "

    Ué, não dá para doar ou jogar fora?
  • Túlio  21/04/2020 17:54
    Jogar fora onde? Onde os caras vão "jogar fora" milhares de barris (cada barril tem quase 160 litros) de petróleo? Eles não podem simplesmente sair despejando na natureza. Seria um puta desastre ambiental.

    Ao mesmo tempo, não podem deixar nos galpões, pois é caro pagar pelo espaço. E também tem de pagar para alguém retirar dali. Há contratos a serem respeitados.

    O mundo civilizado não é tão simples quanto nós brasileiros achamos.
  • Aprendiz de EA  21/04/2020 13:19
    Pessoal, tenho visto uma coisa um tanto interessante nos últimos tempos, esquerdistas berrando aos quatro ventos que milhares morrem por dia na terra do homem laranja mau devido ao fato de não haver acesso à saúde para os mais pobres (o que é uma baita mentira, mas prossigamos...), porém os dados aparentemente destroem essa idiotice, vejamos, no momento que escrevo este comentário:

    Nos EUA temos 799.515 casos confirmados e 42.897 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~5,3%;

    Na Itália temos 181.228 casos confirmados e 24.114 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~13,3%;

    Na Espanha temos 204.178 casos confirmados e 21.282 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~10,4%;

    No Reino Unido temos 124.743 casos confirmados e 16.509 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~13,2%;

    No França temos 114.657 casos confirmados e 20.265 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~17,6%;

    Até mesmo na China, tão elogiada pelas suas ações contra a peste, tem 82.758 casos confirmados e 4.632 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~5,6% (Ou seja, maior que nos EUA! E isso usando os dados oficiais da máfia estatal Xing Ling, que muito provavelmente escondem a real dimensão do problema);

    Concluindo, todos os países que citei, exceto a China, são desenvolvidos, e fora os EUA, possuem sistemas públicos ou subsidiados de saúde, e todos apresentam taxas de mortalidade superiores à terra do homem laranja mau (Eu sei que essa questão é mais complexa e que existem mais fatores envolvidos, mas a análise dos dados parece não sustentar a ideia de que milhares por dia lá morrem por causa do sistema de saúde, visto que muitos mais morrem em países com saúde pública). Assim eu vos pergunto: Eu estou esquecendo de considerar algum fator extremamente importante? Eu estou olhando/calculando os dados errados? Ou a esquerda está apenas como sempre mentindo descaradamente e usando cadáveres para fazer militância política?

    Obrigado!
  • Eduardo  22/04/2020 11:43
    O que vc calculou foi a taxa de letalidade. A de mortalidade é obtida dividindo o número de mortes pela população toda.
  • Victor ORQ  22/04/2020 14:47
    Eu também reparei .

    Nesse tipo de análise, devemos olhar a razão entre mortos/infectados, curados/infectados, infectados/habitantes!
    .Entratanto, eu vi que países muito pequenos, como Andorra e Luxemburgo, apresentam exageradas taxas de vítimas. Se não me engano, Luxemburgo apresenta 10000 infectados/hab! Esse número não diz muito sobre o seu sistema de saúde

    Outros fatores que devem ser analisados:

    Globalização: Países que se relacionam mais com a China (viagens e comércio) tiveram um maior número de vítimas?

    Densidade populacional: Em vez de olharmos um país como um todo, deveríamos olhar mais as zonas habitadas?

    Preparação: Apesar de qualquer sistema de saúde, o que contou mais nessa pandemia foi a preparação? (explica o
    relativo sucesso dos países asiáticos)

    Isso até pede um artigo aqui no Mises!
  • Nicolas Santos Branco  21/04/2020 14:50
    Eu sou um social-liberal acredito mais no modelo germânico(economia social de mercado) que em qualquer Parafernalha keynisiana, todavia eu sempre me questiono se de fato uma economia realmente livre é de fato mais eficiente que uma que tem investimento coordenado.
    Minha indagação é: se no período de 1880-1910 a economia mundial era sensivelmente livres e as principais economias cresciam a um ritmo de 2,1% a.a
    Todavia no período de 1950 até 1970 as economias sofriam muito mais keynesianismo que antes mas não usando crédito mas sim através de impostos e investimento direto do governo e a maioria das economias experimentaram crescimento de 2,3% a.a. E uma redução sensivelmente na desigualdade social.
    Qual é a melhor explicação liberal para esse fenômeno. Mesmo que muitos países tenham rejeitado propostas intervencionistas no pós guerra é muito óbvio que houve muito mais intervenção que antes (já que anteriormente esse conceito não existia)
    Aguardo uma boa análise de vocês.
  • Humberto  21/04/2020 17:51
    "Minha indagação é: se no período de 1880-1910 a economia mundial era sensivelmente livres e as principais economias cresciam a um ritmo de 2,1% a.a. Todavia no período de 1950 até 1970 as economias sofriam muito mais keynesianismo que antes mas não usando crédito mas sim através de impostos e investimento direto do governo e a maioria das economias experimentaram crescimento de 2,3% a.a. E uma redução sensivelmente na desigualdade social."

    Qual foi aquele evento que ocorreu entre 1938 e 1945? Exato, a Segunda Guerra Mundial, que gerou uma impressionante destruição da Europa.

    Consequentemente, o continente europeu, partindo de uma base baixíssima (quase todo o seu capital havia sido destruído), apresentou números altos. Isso é matemática pura. Quanto menor a base da qual se parte (quanto menor o denominador), maior será o resultado para um mesmo numerador.

    A Europa teve que se reconstruir por inteiro. E fez isso com financiamento externo. É óbvio que os números do PIB (para os quais você está olhando) apresentariam robustez.
    Se o Brasil for bombardeado e tiver de reconstruir todas as suas indústrias e cidades, eu lhe garanto que, em termos de PIB, os números serão impressionantes.

    Mas isso significa qualidade de vida?

    Com todo o respeito, sua dúvida, além de amadora, demonstra desconhecimento básico de fatos históricos.


    P.S.: quem puxou a Europa foi a Alemanha e a Alemanha fez isso aqui.
  • Estado o Defensor do Povo  21/04/2020 18:58
    Boa tarde, gostaria de só fazer uma pergunta? Qual é o problema da desigualdade social? Pode elaborar?

    Eu acho que o problema real é a pobreza, não adianta uma nação ser igualitária com todo mundo vivendo na miséria, mas é muito bom viver em um lugar onde os mais pobres são ricos e os mais ricos são muito mais ricos, no aguardo de sua resposta.
  • Drink Coke  21/04/2020 19:56
    Sabe quais países mais se desenvolveram no século XX? os tigres asiaticos e não houve keynesianismo nesses países, todos os 4 países que compoem os tigres asiaticos eram pobres, sem capital e o que fizeram? abriram a economia para capital estrangeiro, aproveitaram da mão de obra de barata como vantagem para atrair as industrias estrangeiras e com isso foram acumulando capital e se desenvolvendo. Nenhum dos 4 tigres precisou recorrer a inflação ou endividamento publico, apenas se preocuparam em criar um ambiente favoravel ao capital estrangeiro. Soma a isso uma educação publica voltada ao mercado, com um forte ensino nas areas de exata ao invés de enxer os alunos com baboseira ideologica.


    Agora volta para a America Latina. Nos anos 70, Brasil e Argentina apostavam em mais keynesianismo, mas um país mais pobre que os dois resolveu apostar no liberalismo e hoje desfruta do maior idh, maior pib per capita e menor taxa de pobreza da região, sabe de quem estou falando né, o Chile
  • YURI  21/04/2020 14:52
    Num sistema de reservas fracionarias, os bancos atuais podem emprestar de 10 a 50 vezes mais o mesmo dinheiro.

    Salvo engano, Leandro em algum vídeo mencionou que existe uma fórmula matemática para se definir quanto os bancos poderiam multiplicar o dinheiro que tem em caixa.

    Alguém saberia?
  • Thiago  21/04/2020 17:33
    Políticos são tão inteligentes que causaram uma crise econômica sem nenhuma necessidade.

    O resultado: mais mortes do que se não tivessem feito nada.

    noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/21/pandemia-pode-levar-265-milhoes-a-fome.htm
  • anônimo  21/04/2020 19:36
    Quando vc pensa que nao pode piorar ????
    valor.globo.com/politica/noticia/2020/03/23/lider-do-pl-na-camara-propoe-confisco-de-empresas-para-combater-pandemia.ghtml
  • Pollyana  22/04/2020 04:13
    Paulo Guedes numa entrevista:
    " Durante três quartos do século passado (75 anos) o Brasil cresceu a taxa média de 7,4% e depois foi estagnando"

    Esse dado é correto? Se sim, que arranjo permitiu esse crescimento? Havia um cenário de maior liberdade econômica que permitiu isso?

    Me estranhou esse fato, dado que num ambiente inflacionário uma economia não prosperaria. (Não existe país próspero com moeda fraca).

    (Pior que já vi Ciro Gomes usar esse mesmo argumento do alto crescimento econômico brasileiro no passado, argumentando que o motor desse crescimento foi a atuação conjunta de estado+setor privado.)
  • Alfredo  22/04/2020 14:11
    O Brasil teve moeda relativamente estável até a década de 1950. Dali em diante começou a esculhambação.
    Do império até 1940, a inflação era basicamente inexistente.
  • Felipe L.  22/04/2020 15:50
    O problema começou depois da República. Na República Velha, houve um breve período de moeda forte, quando houve um padrão-ouro (Caixa de Conversão), pouco antes de estourar a Primeira Guerra Mundial.
  • Gabriel  22/04/2020 17:30
    "Esse dado é correto?"

    Esse dado é exagerado, já que no período em que o PIB brasileiro mais cresceu (1930-1981) a média de crescimento foi de 6,5%.

    "Se sim, que arranjo permitiu esse crescimento?"

    Ao menos no período citado acima, o que marcou o crescimento brasileiro foi a industrialização via substituição de importações.

    "Havia um cenário de maior liberdade econômica que permitiu isso?"

    Nem de perto. Esse período é marcado por um largo protecionismo, taxas múltiplas de câmbio, estatismo e grande aumento da inflação. Para se ter ideia do quão estatista era a economia brasileira nesse período, apesar da taxa de poupança brasileira ser majoritariamente gerada pelo setor privado, o setor público era quem realizava mais de 80% dos investimentos no país. Uma estatística típica de país socialista, embora o Brasil não o fosse formalmente.

    "Me estranhou esse fato, dado que num ambiente inflacionário uma economia não prosperaria. (Não existe país próspero com moeda fraca)."

    Em um cenário onde o principal investidor não é o setor privado, qual a importância dos níveis de inflação? Quais os efeitos da inflação sobre os investimentos se estes eram puxados majoritariamente pelo estado, que por sua vez se alimentava da própria inflação para obter receitas? Longe de ser um empecilho, a inflação era uma das turbinas do modelo de desenvolvimento do período 1930-1981.

    A inflação só começou a ser um problema nos anos 1980, quando a mágica dos investimentos públicos começou a mostrar cada vez menos resultados em termos de PIB. O modelo foi se esgotando até entrar em colapso em 1982 com a crise do México. Restou aos brasileiros uma economia em profunda recessão mas com estonteantes níveis de inflação.

    Paulo Guedes ao falar bem desse período prega um enorme desserviço aos próprios liberais.




  • Pollyana  23/04/2020 00:48
    No final, como podemos interpretar esses dados:

    No período houve sim taxas consideráveis de crescimento do PIB, sendo esse crescimento majoritariamente puxado pelo estado (aumento de gastos do governo), correto?

    Entretanto:
    Como o PIB é um indicador que tem sérios problemas, podemos dizer esse crescimento não foi sinal de uma saúde econômica do país durante esses anos? Crescimento puxado pelo estado faz o PIB crescer, gastos do governo impulsionam o PIB, mas são maléficos para a economia.

    Esse crescimento econômico puxado pelo estado grande parte baseado em inflação, o que gerou problemas maiores no futuro (década de 80) como a carestia que jogou os pobres numa situação pior que a de antes?

    Considerando que o , " PIB não mensura - a qualidade, a lucratividade, a amplitude, as melhorias e os avanços dos bens e serviços produz, e é isso o que realmente importa para uma economia."
    Ciro Gomes tem razão quando diz que houve crescimento e ele foi foi puxado pelo estado. Mas não foi um "crescimento econômico saudável" para a população? (dado que o PIB é incapaz de estimar o padrão de vida de uma sociedade)

    Minhas conclusões estão corretas?
  • Alfredo  23/04/2020 01:34
  • anônimo  22/04/2020 19:46
    crescimento economico brasileiro historico
    upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/74/Pib_brasil_100.png
  • Guilherme  22/04/2020 19:56
    Muito bom o gráfico. Ele mostra que o período de crescimento realmente diferenciado foi de 1970 a 1973. De 1964 a 1967, foi ortodoxia com arranjo da casa. De 1968 a 1973, expansão forte tanto pela base baixa quanto pelas heterodoxias. De 1974 em diante, inevitável colapso e inflação crescente (de 1980 em diante, a inflação anual nunca ficou abaixo de 100%).

    Em 1989, os pobres estavam piores do que na década de 1960 (pois a hiperinflação destruía completamente o pouco que tinham, e eles não tinham acesso aos bancos para defender o poder de compra do seu dinheiro).

    Se isso é um modelo invejável, eu passo.
  • anônimo  22/04/2020 22:41
    Embora o grafico nao mostre, antes de 1920 ocorreu o currency board e foi o período da prosperidade. O pais crescia , sem sacrificar uma parte da população.
  • Cristian  23/04/2020 14:35
    Nesses momentos que precisamos de poupança. Realmente achavam que não haveria tempos difíceis nunca no pós Copa, Carnaval e Olimpíadas.

    Uma pena
  • Moises  16/05/2020 22:31
    Ja comprou o seu ouro e BTC hoje?
  • Meirelles  17/05/2020 03:37
    Só ouro. Mas na sexta-feira. Hoje é sábado.
  • Imperion  23/06/2020 21:32
    Ta armada a tempestade perfeira agora
  • ASH  24/06/2020 01:25
    acertarnamosca.blogspot.com/2020/06/qual-o-futuro-do-dolar-dolar.html?m=1

    Nesse artigo o autor fala sobre a crise do Dólar e que a moeda chinesa tende a substituir o dólar como moeda de reserva e de troca internacional.

    É um cenário previsível?
  • Trader  24/06/2020 14:37
    Sem chance quanto à moeda chinesa.
  • alerj  24/06/2020 13:05
    Queria tirar uma dúvida

    Agora com a selic a 2,5%, estamos com juros reais negativos.

    assim, qual instituição trocaria seus títulos pelos créditos em dinheiro do Bacen a juros negativos?

    Isso não causa uma escassez de dinheiro no mercado e um prejuízo a politica monetária?

    Att, Alerj
  • Trader  24/06/2020 14:36
    Não está havendo nenhuma escassez de moeda no mercado, pois o BC tá imprimindo como nunca.

    Eis a base monetária, o M1 e o M2. Os dados vão apenas até abril

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-money-supply-m0.png?s=brazilmonsupm0&v=202006061001V20191105&d1=20100627

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-money-supply-m1.png?s=brazilmonsupm1&v=202005161006V20191105&d1=20100627

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-money-supply-m2.png?s=brazilmonsupm2&v=202005301001V20191105&d1=20100627

    E, como explica o artigo acima, agora sim é que vai começar a impressão pra valer. Como estão de ouro?
  • alerj  24/06/2020 14:59
    Mas trader, o BC esta imprimindo dinheiro comprando títulos publicos no mercado secundario?

    se esta fazendo isso, qual a vantagem por vendedor dos titulos fazer essa operação com juros negativos?
  • Trader  24/06/2020 17:52
    Ué, quem opera títulos (públicos ou privados) ganha exatamente com a queda de juros. Se você compra um papel pagando 1%, e os juros caem, você ganha. Se você compra um papel pagando 0%, e os juros caem para negativo, você ganha. Se você compra um papel pagando juros negativos, e os juros caem mais ainda, você ganha.

    Com o BC garantindo que vai comprar tudo, você passa a operar despreocupadamente. Qualquer coisa que você comprar, você sabe que poderá revender ao BC com lucro. Não importa quais eram os juros vigentes quando você comprou; o BC, ao demandar este papel, aumentará o preço dele (ou seja, reduzirá os juros), e você ganhará.

    Molezinha.
  • Felipe L.  24/06/2020 20:50
    Então os "rentistas" estão se beneficiando também com a queda dos juros?
  • Quem quer dinheiroooo?  25/06/2020 13:45
    Felipe L. e alerj,

    Deixa eu tentar ajudar o amigo Trader na explicação.

    Existe um conceito chamado "Marcação a mercado". É uma forma de calcular o preço dos mais diversos ativos que existem. Sem entrar em muitos detalhes, qualquer título que rende taxa pré-fixada sobe de preço quando a taxa básica de juros da economia cai. Por exemplo, a LTN, hoje chamada de "Tesouro préfixado", rende taxa pré e segue essa lógica.

    Em outras palavras, quem comprou uma LTN no início do ano com SELIC em 4,5% e vendeu agora com a SELIC em 2,25% ganhou muito dinheiro pois o preço subiu devido ao corte da SELIC.
  • Felipe L.  24/06/2020 13:28
    Comprem ouro e Bitcoin.

    Olhem a preocupação do "nosso" Banco Central:

    "Banco Central suspende função de envio de dinheiro pelo WhatsApp no Brasil"
  • anônimo  24/06/2020 17:57
    Sinceramente, não achei isso negativo.

    É claro que seria bacana trazer para o Brasil a facilidade de enviar e receber pagamentos pela Internet, como já existe na China e países africanos. E com o bônus de ser através do WhatsApp, que já possui o importantíssimo ativo de ser uma plataforma com uma rede já formada e consolidada. Mas é justamente aí que começa o problema!

    Esses sistemas são monopólios naturais, justamente por esse efeito de rede. Não tem como pagar pra ninguém de outra rede. Logo, todo mundo tem que obrigatoriamente estar na maior.

    E um monopólio desse na mão do Facebook, do globalista do Zuckerberg? Além de ganhar uma nota preta tomando um mercado inteiro para si, ainda por cima terá o poder de ferrar as pessoas, na prática, excluindo-as do sistema financeiro. Facebook vive abusando dos seus poderes expulsando gente de sua plataforma. E nos EUA o PayPal e a Visa já baniram pessoas de suas plataformas numa campanha de boicote. É poder demais!

    Não, obrigado.

    Se o Whats quiser, que use a interface do BC. Eu posso pagar da minha carteira do PicPay pra carteira do Whatsapp e vice-versa. Use sua força de plataforma e de marca pra concorrer no mercado. Vá ser monopolista em outra freguesia!
  • Estado o Defensor do Povo  25/06/2020 18:00
    Caro anônimo, você é um gado enrustido patético, sinceramente, monopólio natural? Whats tem que usar a interface do BC? Ah pelamor.
  • anônimo  25/06/2020 23:44
    O efeito rede faz com que todo mundo use o WhatsApp. Outros aplicativos concorrentes até existem, mas poucas pessoas usam. Logo, quem não gostar do WhatsApp e migrar para algum dos concorrentes vai praticamente estar falando sozinho, já que seus contatos não estarão lá. Com isso sendo transportado para o sistema de pagamentos, o WhatsApp se torna um monopólio do Facebook e da Cielo.

    Como todo mundo usa o WhatsApp, todo lojista se verá obrigado a aderir ao sistema. É isso ou ganhar má-fama nas redes sociais. Quem não quiser aderir a esse sistema vai simplesmente sumir.

    Sendo um sistema proprietário e fechado, não vai ter interface para outros sistemas, como o PicPay ou o PIX. Não vai dar para mandar dinheiro do WhatsApp para o PIX. Vai ser somente para quem estiver dentro daquele ecossistema. Ficará todo mundo preso ao sistema do Zuckerberg. Também não tem interoperabilidade entre caixas eletrônicos de bancos diferentes. Novas fintechs e entrantes ficariam de fora.

    E, como todos ficariam presos ao sistema do Zuckerberg, só entra quem ele quiser - e ele bane quando quiser também. Ele poderá muito bem vetar alguma instituição ou beneficiar outras. E terá poder para vetar todo mundo e fazer com que todos mantenham o dinheiro somente na carteira ou conta digital do WhatsApp.

    Para piorar, tem a questão da privacidade. O Facebook concentra um volume de dados pessoais enorme. Talvez só o Estado tenha um volume comparável. O empreendedor informal não vai se preocupar com essa coleta de dados e, com todo mundo usando o WhatsApp, seriam ainda mais informações sendo entregues para o Zuckerberg sem nem saber ao certo o que ele fará com elas.

    Está claro que o Facebook queria sabotar o novo sistema do BC, correndo contra o tempo para lançar seu aplicativo primeiro e tomar o monopólio para si. Tentaram burlar o SPB, as regras do Bacen, as regras do Cade, sem nem disfarçar, se aproveitando da instabilidade do Brasil achando que ninguém ia perceber! Tudo para monopolizar o mercado e cobrar taxas altíssimas - mais sobre isso adiante. Agora que o governo veio resolver uma porção de problemas, desenvolvendo o PIX desde a troca da gestão no ano passado, vem o Zuckerberg, que poderia ter investido antes, se aproveitar? Se deu mal! Levou uma bela invertida do BC!

    E o que falar das taxas, mais caras que as das maquininhas mais caras de cartão de crédito? Para um serviço que tem custos muito menores? O PIX será gratuito para Pessoa Física e custará R$ 0,01 para cada dez transações para Pessoa Jurídica, só para cobrir os custos do BC! É muito provável que fintechs também não cobrem taxa alguma. O PIX vai dispensar bandeiras (VISA, MasterCard). Quem for passar a compra no crédito, em vez de passar na maquininha, passa no QR Code ou NFC.

    Aí liberal vem me dizer que o BC usar o sistema dele é "controle estatal", enquanto o Facebook monopolizando com o sistema dele é "livre mercado"? Ah pelamor.
  • Estado o Defensor do Povo  26/06/2020 13:43
    O efeito rede faz com que todo mundo use o WhatsApp. Outros aplicativos concorrentes até existem, mas poucas pessoas usam. Logo, quem não gostar do WhatsApp e migrar para algum dos concorrentes vai praticamente estar falando sozinho, já que seus contatos não estarão lá. Com isso sendo transportado para o sistema de pagamentos, o WhatsApp se torna um monopólio do Facebook e da Cielo.

    Supondo que o senhor esteja certo, o que eu discordo totalmente, você é contra as pessoas fazerem suas livres escolhas para si ? Ninguém é obrigado a usar Whatsapp nesse cenário, muitas pessoas começaram a usar porque querem, e outras foram na onda, e outras se viram "forçadas" segundo tu só porque "todo mundo" tá usando, mas ninguém tá realmente forçando ninguém a nada, quem tá forçando é o banco central que tá invadindo a propriedade privada do Whatsapp pra impedir que ele crie o sistema.

    Também não tem interoperabilidade entre caixas eletrônicos de bancos diferentes. Novas fintechs e entrantes ficariam de fora.

    Empreenda e mostre uma solução ética, ao invés de recorrer ao Estado.

    E, como todos ficariam presos ao sistema do Zuckerberg, só entra quem ele quiser - e ele bane quando quiser também. Ele poderá muito bem vetar alguma instituição ou beneficiar outras. E terá poder para vetar todo mundo e fazer com que todos mantenham o dinheiro somente na carteira ou conta digital do WhatsApp.

    Para piorar, tem a questão da privacidade. O Facebook concentra um volume de dados pessoais enorme. Talvez só o Estado tenha um volume comparável. O empreendedor informal não vai se preocupar com essa coleta de dados e, com todo mundo usando o WhatsApp, seriam ainda mais informações sendo entregues para o Zuckerberg sem nem saber ao certo o que ele fará com elas.


    E daí? Não consigo entender o problema, as pessoas tão se associando livremente e deixando de se associar livremente de acordo com suas visões pessoais e julgamento da situação.

    Está claro que o Facebook queria sabotar o novo sistema do BC, correndo contra o tempo para lançar seu aplicativo primeiro e tomar o monopólio para si. Tentaram burlar o SPB, as regras do Bacen, as regras do Cade, sem nem disfarçar, se aproveitando da instabilidade do Brasil achando que ninguém ia perceber! Tudo para monopolizar o mercado e cobrar taxas altíssimas - mais sobre isso adiante. Agora que o governo veio resolver uma porção de problemas, desenvolvendo o PIX desde a troca da gestão no ano passado, vem o Zuckerberg, que poderia ter investido antes, se aproveitar? Se deu mal! Levou uma bela invertida do BC!

    De fato meu amigo, tu ainda é um gado supremo, louvar controle estatal assim é coisa de gado.

    E o que falar das taxas, mais caras que as das maquininhas mais caras de cartão de crédito? Para um serviço que tem custos muito menores? O PIX será gratuito para Pessoa Física e custará R$ 0,01 para cada dez transações para Pessoa Jurídica, só para cobrir os custos do BC! É muito provável que fintechs também não cobrem taxa alguma. O PIX vai dispensar bandeiras (VISA, MasterCard). Quem for passar a compra no crédito, em vez de passar na maquininha, passa no QR Code ou NFC.

    Tu tá inventando tudo isso ou o quê? Bom, mesmo que seja verdade, não vejo problema nenhum, nada, nothing, nanimo, naught.
  • Drink Coke  26/06/2020 14:24
    "O efeito rede faz com que todo mundo use o WhatsApp"

    Ué, o Whatsapp já nasceu popular? o Facebook já nasceu popular? Se esse efeito rede fosse algo inabalável ainda estariamos usando Orkut, MySpace, MSN, ICQ.

    Alías, o facebook já está perdendo popularidade, muito gente está largando, eu mesmo deletei minha conta faz tempo e nem sinto falta.

  • Pensador Puritano  24/06/2020 17:48
    Parlamentarismo é a solução, pois enquanto existir presidencialismo de coalizão, nós só teremos presidentes e deputados corruptos e incompetentes. Precisamos do Parlamentarismo onde o presidente fica com a chefia do estado, ou seja, representa o país na ONU, demais fóruns internacionais, acordos diplomáticos e comandante-em-chefe das forças armadas, cabendo ao parlamento chefiar o poder executivo e se o mesmo for incompetente nesta condução, o presidente consulta a população via plebiscito qual a medida a ser tomada: manter ou dissolver o parlamento.

    Caso opte pela dissolução do mesmo, o presidente em exercício dissolve-o e remarca eleições, acabando com o mito (alimentado pela classe política via mídia) da falta de memória do eleitor. Com esta limpeza o novo parlamento irá governar antenado com o desejo da maioria, com certeza que todos querem menos impostos, menos inflação, menos miséria, menos criminalidade, menos falta de cultura, mais saúde de qualidade, saneamento básico e com certeza educação de qualidade.
  • Libertário revoltado  24/06/2020 20:20
    Concordo que a população quer todas essas coisas que vc citou.
    O grande problema é os métodos que a população acredita que se alcançará esses resultados, a população brasileira é extremamente positivista, acredita que basta a máfia estatal legislar alguma norma aleatória e tudo irá se resolver.
    Eu não tenho mais esperança nenhuma em melhora do Brasil, tudo isso aqui não tem mais solução
  • Imperion  24/06/2020 19:04
    Hoje é o dia de votar o marco do saneamento, para a iniciativa privada poder participar .
    E o que ocorre? Nao sai uma so noticia nos jornais de uma materia tao importante.
  • anônimo  24/06/2020 21:32
    A mídia e a esquerda não quer que esse país saia do lugar.
  • Imperion  25/06/2020 20:04
    Passou. E quem votou contra em peso? PT!
    Treze anos com ele o estado inchou, o livre mercado foi sabotado e o pais caiu de 90 pra 154 em liberdade econômica.
  • Drink Coke  25/06/2020 15:05
    O que o IMB opina sobre o tal do novo marco do saneamento básico, muito comemorado pelos liberais e muito criticado pela esquerda.

    Há o que comemorar de fato, mas com um pé atrás.

    O marco nada nada mais é do que estabelecer meta para expansão da rede de saneamento (que não significa nada na prática) e permitir a entrada da iniciativa privada pelo formato de ppp .

    O maior porém da PPP é que não só vai ser uma mãe para os corruptos, como estabelecerá um serviço que pouco difere de um monopólio estatal, um serviço sem concorrência e totalmente regulado via contrato pelo setor público.

    A real vantagem é a entrada de dinheiro privado no setor, o que de fato poderá ajudar a universalizar o serviço.
  • Guilherme  25/06/2020 15:12
    Você já disse tudo. É uma melhora, mas está longe do ideal. No final, continua sendo uma concessão, uma PPP.

    Eis o problema:

    www.mises.org.br/article/2958/dica-ao-futuro-governo-nao-faca-concessoes-mas-sim-privatizacoes-e-desestatizacoes

    E eis a maneira correta de privatizar serviços de saneamento:

    www.mises.org.br/article/646/sobre-as-privatizacoes-final

    Neste último, sugiro ler tudo, mas, sem estiver sem tempo, leia a partir da seção "Desestatizando"
  • Felipe L.  25/06/2020 15:14
    Realmente PPP é uma bela porcaria. Eu chamaria isso de "Politicagem e Putaria Pagas". Agora, se isso vai trazer alguma abertura no setor, é comemorável.

    Licitação é uma porcaria. Óbvio, qualquer brasileiro sabe que se isso funcionasse a contento, não teríamos ruas esburacadas e com péssimos remendos (isso quando existe rua e não é terra).
  • Supply-sider  25/06/2020 15:43
    O novo marco do saneamento diz simplesmente o seguinte:

    Empresas de saneamento municipais poderão concessionar seus serviços municipais de esgotamento sanitário para empresas estaduais ou mesmo para empresas privadas, desde que façam licitação, da qual irão participar empresas estatais e privadas.

    É isso, só isso e apenas isso o marco.
  • Paulo Rozenbaum  25/06/2020 15:12
    A maioria das cidades do país não tem escala suficiente para implementarem seus sistemas de agua e esgoto de maneira lucrativa, por isso que o contrato em geral era jogado numa estatal pois ela absorvia o prejuízo que o privado não quer correr.
    Se o governo passar para a iniciativa privada os serviços e investimentos de agua e esgoto, os mesmos terão que ser SUBSIDIADOS, o que é totalmente contra os princípios liberais!
    Ou ainda, terão que fazer uma PPP, em que o governo vai ter que pagar pra uma empresa fazer os investimentos e os cidadãos vão ter que pagar pela água e esgoto consumido e tratada (não necessariamente respectiavamente, reparem na flexão de gênero rs)
    O novo marco do saneamento está longe de ser liberal. Eles não incentivam a privatização do sistema de saneamento, eles apenas abrem mais caminho para subsídios e PPPs que todos sabemos são máquinas de corrupação, ineficiencia e de farra com dinheiro do povo.
    E o pior, agora que passou esse marco, vai ser difícil alterar no curto e médio prazo esse marco novamente para implementar algo verdadeiramente liberal.
  • Gabriel M  23/09/2020 17:10
    Saiu hoje um artigo do Alexandre Schwartsman sobre o aumento exponencial do papel-moeda em poder do público. Achei algumas coisas curiosas e gostaria da opinião dos colegas sobre elas:

    1) Valores corrigidos pela inflação.

    Não me parece óbvio porque fazer isso em relação aos agregados monetários, dado que o papel-moeda é uma causa da própria inflação. Valores nominais não seriam mais legítimos para se medir o impacto inflacionário da expansão?

    2) Entesouramento

    Ele diz que o crescimento do papel-moeda em poder do público foi menor que o valor acumulado do auxílio emergencial, e daí concluiu que a população está poupando parte do dinheiro. Ele faz uma relação entre papel-moeda em poder do público e os depósitos, meio como se dissesse "papel-moeda em poder do público aumentou; se não virou depósito, então estão entesourando". Tem sentido isso?

    Enfim, o que acharam do novo artigo do careca? Grande abraço.
  • Trader  23/09/2020 18:09
    O primeiro argumento dele não faz sentido nenhum, pelos motivos que você brilhantemente sintetizou.

    O segundo argumento é irrelevante. Na prática, ele diz que toda a expansão monetária que não se converteu em depósitos bancários significa necessariamente aumento de poupança.

    Ou seja, segundo o argumento, o BC imprimiu papeizinhos pintados, uma parte desses papeizinhos foi gasta com comida e material de construção e a outra parte permanece embaixo do colchão. A parte que foi gasta terminou sendo depositada nos bancos. A parte que não foi gasta virou entesouramento.

    Ainda que isso seja verdade, a pergunta de tirar o fôlego é: E daí? Qual é o ponto? O que há de espantoso ou inusitado nisso tudo?

    Aqui está o gráfico da evolução do papel-moeda em poder do público e dos depósitos à vista. Qual é exatamente o ponto dele?

    ibb.co/HDxyXCt
  • Gabriel M  23/09/2020 18:59
    Grato.

    De minha parte só queria entender se essa relação entre papel-moeda em poder de público e os depósitos (se um cai, tudo o mais constante, é porque o outro subiu) realmente existe.

    Relendo o artigo dele, deu mais ou menos para entender o motivo de ele atualizar os valores pela inflação. Pelo que eu entendi, ele fez isso para demonstrar que há uma quantidade estável de papel-moeda que a população mantém em seus encaixes ao longo do tempo, uma quantidade normal para transações. Sendo que acima desse valor estaria o papel-moeda entesourado.

    O ponto dele, pelo que entendi, é que esse suposto entesouramento é o que fez o consumo e o IPCA não explodirem até o momento, porém com potencial de fazê-lo mais a frente.


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