Nota do Editor
Hoje, 23/06/2020, foi regulamentada pelo Banco Central a PEC que permite que a instituição, em uma medida inédita, possa comprar ativos privados (como debêntures, carteiras de créditos e certificados de depósitos bancários (CDBs) de bancos e fundos de investimento.
Em coletiva para explicar a medida, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a instituição “prefere pecar para o lado do excesso do que para o da parcimônia”.
Eis aqui o resumo em PowerPoint da apresentação.
Abaixo, o artigo que publicamos sobre isso, ainda em abril deste ano.
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O Senado aprovou, nesta sexta-feira, a PEC 10/2020, do Orçamento de guerra.
O objetivo da PEC é separar do orçamento geral da União os gastos para conter os danos causados pela Covid-19.
Clique aqui para ler a íntegra da PEC aprovada.
Este artigo irá abordar exclusivamente as novas e totalmente inéditas atribuições concedidas ao Banco Central.
Bazuca
A PEC autoriza o Banco Central — em tese, apenas durante o estado de calamidade pública, que vai até 31 de dezembro de 2020 — a comprar e a vender tanto títulos públicos quanto títulos privados nos mercados secundários
Isso é inédito. Até então, o Banco Central sempre foi autorizado apenas a operar títulos públicos com instituições do mercado primário.
Eis como sempre funcionou:
a) O Tesouro Nacional faz leilões de títulos públicos para arrecadar dinheiro e com isso financiar seus déficits. O leilão ocorre no mercado primário, isto é, no mercado em que tudo se origina.
b) As únicas entidades que podem comprar os títulos do Tesouro diretamente nesses leilões são aquelas chamadas de dealers primários.
c) E quem são os dealers no Brasil? Os principais bancos do país e três corretoras. Eis a lista deles.
d) Apenas essas entidades podem participar dos leilões do Tesouro. Apenas elas podem comprar diretamente do Tesouro. Uma vez comprados os títulos, aí sim elas os revendem para todas as outras do sistema financeiro. Este é o mercado secundário.
e) Já o Banco Central faz as suas operações de mercado aberto exatamente junto a estes dealers: ele compra título do Tesouro em posse delas quando quer expandir a base monetária (por exemplo, em uma redução da Selic); e vende títulos do Tesouro para elas quando quer contrair a base monetária (por exemplo, em um aumento da Selic).
Até hoje, isso era tudo o que o Banco Central podia fazer: comprar e vender títulos do Tesouro junto a instituições financeiras listadas como dealers primários. Se uma corretora como Órama ou Easynvest, que operam apenas no mercado secundário, quisessem vender títulos do Tesouro ao Banco Central, não seria possível.
Agora, porém, com o Orçamento de Guerra, tudo mudou. Falando diretamente, o Banco Central não apenas passa a poder comprar títulos do Tesouro em posse de qualquer instituição financeira no mercado secundário (como corretoras que não são listadas como dealers), como também poderá comprar títulos privados em posse de qualquer instituição.
Eis o que está escrito na PEC:
Art. 8º O Banco Central do Brasil, limitado ao enfrentamento da calamidade pública nacional de que trata o art. 1º, e com vigência e efeitos restritos ao período de sua duração, fica autorizado a comprar e vender:
I – títulos de emissão do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional; e
II – os seguintes ativos, em mercados secundários nacionais no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos, desde que, no momento da compra, tenham classificação em categoria de risco de crédito no mercado local equivalente a BB- ou superior, conferida por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco, e preço de referência publicado por entidade do mercado financeiro acreditada pelo Banco Central do Brasil:
a) debêntures não conversíveis em ações;
b) cédulas de crédito imobiliário;
c) certificados de recebíveis imobiliários;
d) certificados de recebíveis do agronegócio;
e) notas comerciais; e
f) cédulas de crédito bancário.
§ 1º Respeitadas as condições do inciso II do caput deste artigo, será dada preferência à aquisição de títulos emitidos por micro, pequenas e médias empresas.
Ou seja, o Banco Central agora adquiriu uma verdadeira bazuca. A PEC permitirá que qualquer instituição financeira em posse de títulos emitidos por empresas privadas possa revender esses títulos para o Banco Central, que agora pode criar dinheiro para comprar estes títulos.
Em tese, ao criar este mercado adicional e extremamente líquido para títulos privados, as empresas não mais terão problemas de financiamento. Dado que o Banco Central agora poderá comprar estes títulos no mercado secundário, então foi criada liquidez para estes títulos no mercado secundário. Investidores agora estarão mais dispostos a financiar essas empresas comprando seus títulos emitidos no mercado primário, pois poderão com mais facilidade revendê-los no mercado secundário, onde agora o Banco Central atua.
A PEC ao menos restringe os tipos de papeis que poderão ser comprados e vendidos pelo Banco Central. Como especificado acima, o BC só poderá comprar papeis que sejam classificadas como “BB- ou superior” no mercado local; que tenham comprovação de qualidade de crédito dada por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco; e cujo preço de referência tenha sido publicado por entidade do mercado financeiro credenciada pelo Banco Central.
Este “cuidado” foi incluído com o intuito de evitar brechas que permitiam que o BC comprasse “créditos podres”, como dívidas vencidas e de difícil recuperação.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, estimou que a instituição poderá comprar até R$ 972 bilhões em papeis de empresas privadas.
Os verdadeiros socorridos
A economia moderna se sustenta em um dinâmico sistema interconectado de crédito, formado por poupadores e tomadores de poupança, em geral intermediado pelos bancos.
Quase toda empresa depende dos bancos para seu capital de giro e financiamento geral. Por sua vez, os bancos se ancoram nos bancos centrais, de cuja solidez depende o sistema.
O crédito tem crescido continuamente ao longo das décadas devido a uma crescente alavancagem de bancos e assim passou a se equilibrar, como uma pirâmide invertida, sobre uma quantidade muito pequena de reservas de caixa e de capital.
Crises como a do coronavírus geram uma súbita demanda adicional de caixa por todos (bancos, indivíduos e empresas), o que, por sua vez, tende a causar pânico.
A raiz do problema é a enorme alavancagem perante a pequena quantidade de liquidez de curto prazo e de capital. Há conflito de interesses: os brasileiros preferem que haja bastante capital e liquidez nos bancos, mas estes discordam e têm interesse em aplicar os recursos e aumentar os lucros.
No auge da crise de liquidez, tornam-se inevitáveis medidas de exceção envolvendo injeção de liquidez. Walter Bagehot, economista e autor do clássico livro sobre o mercado de crédito “Lombard Street” (1873), é o autor mais citado em crises. Bagehot (pronuncia-se “badget”) defendia que o Banco Central deve fornecer liquidez abundante, mas apenas a bancos solventes e a juros punitivos, e não por meios como compra de crédito privado.
O ideal seria que a liquidez adicional viesse de liberações de reservas preexistentes, e não de dinheiro criado “ex nihilo”, ou seja, do nada, pelo Banco Central. Nesse sentido, o BC acertou ao liberar, no final de março, parte dos compulsórios sobre depósito a prazo, uma jabuticaba brasileira.
Eis o principal ponto: há espaço de sobra para liberação adicional de liquidez em compulsórios e por relaxamento de exigências de capital e liquidez, o que torna desnecessária a compra de crédito privado sob o argumento de incremento de liquidez.
Por isso, a real motivação parece ser um socorro a bancos e gestores de fundos que emitem ou carregam esses papéis privados, e que agora estão em dificuldades porque o valor de mercado destes papeis desabou e, ao mesmo tempo, está havendo resgates recordes nestes fundos.
Ou seja, não é um socorro ao brasileiro, que tipicamente não tem ativo financeiro; e, quando detém, em geral é uma aplicação em caderneta de poupança ou em títulos pós-fixados que não sofreram perdas. Tampouco parece ser um socorro a empresas. É um socorro a bancos e a fundos de investimentos.
Dada a baixíssima liquidez desse mercado, há enorme espaço para abusos por meio de compras a um preço distinto do “preco justo”, utilizando, por exemplo, como referência preços pré-crise.
Problemas
A compra de créditos privados no Brasil ainda não configura um QE, ou afrouxamento monetário tupiniquim, pois o QE ocorre apenas após os juros nominais serem reduzidos a zero. Ademais, um QE pode ser executado exclusivamente com títulos públicos.
Outro grande problema é que, ao comprar os títulos privados, a qualidade dos ativos em posse do Banco Central piora, e a moeda nacional tenderá a se desvalorizar mais perante as fortes. Uma moeda depende, dentre outras coisas, da qualidade dos ativos em posse da instituição que emite essa moeda. Essa é uma das definições de “qualidade da moeda”. Se um Banco Central emite moeda comprando ativos ruins, então a qualidade dessa moeda será afetada.
E piora: o Banco Central tampouco poderá reverter essa injeção monetária executando a operação contrária, como na política monetária tradicional. Se o BC expandiu a base monetária comprando um título privado de uma empresa que futuramente venha a falir, será impossível ele vender esse título e fazer o devido enxugamento da base monetária.
Caso ocorra em escala maciça, a própria capacidade do Banco Central de fazer política monetária estará em cheque.
Para concluir
Por fim, mas não menos importante: quais as consequências de uma maciça injeção de dinheiro no mercado secundário em um cenário de restrição da oferta?
Na melhor das hipóteses, o dinheiro fica empoçado no sistema bancário ou apenas circulando no mercado financeiro. Se ele vazar para a economia real, teremos um cenário de mais dinheiro correndo atrás de menos bens e serviços.
O leitor conhece o resto da história.
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Leia também:
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Plano Mansueto vai destruir essa latrina. Vão embora enquanto podem.
Carta do mundo moderno
O capitalismo tornou a vida sob o regime democrático insustentável, e, cedo ou tarde, as democracias irão se auto-destruir tanto pela pandemia de coronavírus como pela guerra ideológica sem-fim. Sim, o problema não é a riqueza do capitalismo, mas a suposta liberdade que nos têm deixado loucos. Os tempos pedem pelo socialismo integral. Está crise intensificou problemas sociais e psicológicos que há muito existem no Ocidente. Mas, imagine se houvesse uma solução, uma cura, para todos esses problemas? Imagine se o governo pudesse garantir a perpétua harmonia social e psicológica? Imagine se em todas ações houvesse previsibilidade governamental? Imagine se até mesmo seus problemas cognitivos mais profundos o governo tivesse uma solução? No artigo de hoje iremos refletir a atual conjuntura global e como o socialismo chinês aliado à tecnologia será à cura para todos nossos problemas.
Em outro artigo escrevi {2} sobre como a humanidade encontrou um ponto de inflexão, ou seja, encontrou um motivo para inverter a ordem das coisas. Muitos acusam os congressistas, intelectuais e jornalistas de fazer uso político da pandemia para tentar tirar alguma vantagem. Proibir que isso aconteça seria o mesmo que ir com os pirralhos na loja de brinquedos "só para olhar"; seria o mesmo que trabalhar de cinegrafista em filme porno; seria o mesmo que ser o eterno amigo da novinha 10/10 virgem. Espero que você tenha entendido: Viver é tirar vantagens das situações. O clima é tenso e as pessoas não vão parar de tirar vantagens.
Quem acompanha meus escritos sabe que há muito tempo venho falando sobre a necessidade de haver uma intervenção cirúrgica no aparelho cognitivo da humanidade. Por quê? Ora, somente essa intervenção poderá acabar com a liberdade praxiológica proposta por Mises. Podemos, sim, assumir que Mises detectou um elemento da natureza humana, e que, portanto, "o homem tende a buscar melhorar sua condição" em um ambiente de liberdade. Mas quem disse que a realidade não pode ser modificada pela intervenção tecnológica? Talvez o que entendemos por realidade seja um mero conjunto de conceitos verbais para tentar estabelecer, de maneira imperfeita, a paz. Os próprios liberais sabem que o mercado é um processo imperfeito. Em 1986, Patricia Churchland escreveu o livro: Neurophilosophy [Neurofilosofia], esse livro é uma resposta à tradicional e imperfeita filosofia. Churchland argumenta que a filosofia contribuiu muito pouco para o real entendimento dos processos mentais humanos; nesse sentido, a filosofia é muito mais uma "psicologia popular" para lidar com a linguagem e o comportamento humano. A verdadeira realidade, nos diz Churchland, reside no entendimento da neurociência. A ciência cognitiva lida com o modo como a informação é processada pelos seres humanos que são direcionados pela verdade. Ela pretende explicar a percepção, a crença e a decisão em termos de funções processuais da informação encapsulada. O "eu" é como um passageiro que caminha no deque de um grande cruzeiro enquanto pensa mover o navio com o próprio pé. Entender o funcionamento do cruzeiro nos diz muito mais sobre quem somos e para onde vamos do que a mera, e imperfeita, identificação filosófica. De alguma forma a nova estrutura geopolítica chinesa deverá usar da neurociência para estabelecer o conceito de realidade.
Xi Jinping quer dar uma resposta global a insustentabilidade da cultura e modo de vida Ocidental. Como vimos anteriormente: A vida sob o regime praxiológico de liberdade é insustentável psicologicamente. Um novo sistema precisa harmonizar o ímpeto humano por vantagens. A política sempre foi uma forma imperfeita para lidar com essa questão, mas ainda é o que temos. Enquanto a neurociência não encontra a cura para a doença praxiológica, precisamos, e devemos, trabalhar no sentido político para que o Partido Comunista Chinês assuma o poder global. Lutar contra a liberdade liberal é uma maneira incipiente de luta contra o caos psicológico. Mesmo com a ausência da cura neurocientífica, a vida sob o regime chinês será muito boa. O novo modo de vida global chinês será uma predisposição do futuro neurocientífico, ambas realidades estão conectadas, será uma estrutural vertical, estável, imutável e interconectada. Tudo será uma obra de arte prevista e calculada. Por isso é tão importante entender e fazer parte da nova conjuntura global. Você não quer um emprego estável, família, casa e carro? Poxa, neoliberal, você já passou dos quarenta anos e ainda vive na casa dos pais, se o governo chinês não te salvar, quem irá? Alguém precisa tomar decisões por você. Eis para onde a história se inclina.
O obra de George Orwell, 1984, fala sobre uma metrópole pobre, suja, hostil e obscura. Quem conhece a China moderna pela internet sabe que não é nada disso. Não há, hoje, país mais rico, moderno, seguro e limpo. O novo socialismo chinês superou o padrão de vida capitalista há muito tempo. A utopia de Orwell fala sobre a vida em apartamentos caindo aos pedaços. Pois bem, saiba que o regime chinês irá te fornecer um apartamento de luxo, com ampla área de lazer e garagem. O livro relata mulheres feias e subnutridas. Saiba que o governo irá te dar uma linda japonesa/chinesa/espiã virgem. A democracia tornou a tí escravo das mulheres; o partido te fará rei delas. E para obter tudo isso, de graça, você só precisa obedecer as ordens que vêm de cima. Basta ser parte da história. Tudo que pedimos é obediência ao livrinho vermelho e uma certa compreensão: Apenas feche os olhos e finja que não vê enquanto a ciência ainda não chegou na sua consciência.
Conclusão
Existem duas tendências globais ocorrendo simultaneamente: O poder global chinês e o avanço da neurociência. É uma questão de tempo até que as duas se unam. Fazer parte do Partido Comunista Chinês é o primeiro passo de adaptação histórica rumo à nova realidade. O conceito de realidade será baseado no que o código entende por estrutura cognitiva e ideológica do partido. O cruzeiro é seu, mas quem pilota é o partido.
Notas
{1} Neurofilosofia e tecnologia têm muito a contribuir na solução de problemas psicológicos. Eu escrevi um ensaio sobre como a intervenção cirúrgica e um pequeno chip podem alinhar a consciência humana, mudar a curva da moral do pensamento, e acabar com a liberdade praxiológica – fonte de todos problemas. Se o Partido Comunista Chinês seguir minha filosofia, nós teremos a cura para todos problemas cognitivos. Leia este artigo para entender: Uma refutação formal a Mises: mises.org.br/Article.aspx?id=2953
{2} Políticas para combater o Coronavírus
mises.org.br/article/2909/sim-o-certo-e-deixar-o-mercado-cuidar-disso–mas-voce-tem-de-saber-o-que-essa-frase-significa
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Estou muito nervoso nesses últimos tempos, recentemente várias pessoas que não trabalham e são sustentados pelos pais tem pegado auxilio de 600 reais, e o pior, um primo meu acha essencial, mesmo ele nunca tendo trabalhado na vida, e viver nas custas dos outros, ai o argumento é que se ele não pegar, o governo pega, e ele paga imposto, por isso o governo deveria compensar com isso e fazendo os supermercados, lojas e afins, congelarem seus preços até o fim dessa pandemia.
Muito bom.
Essa medida parece mais com o freddie mac mae ou com a compra de títulos pelo fed , que faz com que a a oferta monetaria fique parada nos bancos?
” Quando tudo der errado, culpe o covid”
As reformas econômicas serão prejudicadas por estas medidas?
De agora em diante, toda quarta-feira (que é quando o BC divulga os dados) é pra ficar de olhos nos dados do M1. É dali que virá a indicação do potencial inflacionário desta medida. Se for apenas a base monetária ou o M2 aumentando, dá pra respirar. Se for o M1, lascou.
“Mas quem disse que a realidade não pode ser modificada pela intervenção tecnológica? ”
Está aí uma grande verdade. Pegue-se uma marreta e bata-se com ela na cabeça de alguém para se ver como ela altera a realidade do sujeito. Essa tecnologia e outras afins há muito são utilizadas por partidos comunistas no mundo. Para certos fins são bem mais eficazes que qualquer “chip”…
“…trabalhar de cinegrafista em filme porno … ser o eterno amigo da novinha 10/10 virgem…” kkk
Pergunta fora do tema:
Hans Herman Hoppe fala que a monarquia é um sistema menos pior que democracia e aponta os motivos pelos quais defende isso.
Entretanto, ( perdoem minha ignorância) acredito que isso recai na necessidade de o rei ser minimamente bom (ou de haver alguma maneira de destronar o rei se ele for mau). Correto?
Pensando num cenário de uma nação com um monarca violento, iniciador de guerras (que geram custos e mortes para a população) e cobrador tributos em nível altíssimo. Nessa caso, não poderíamos dizer que seria melhor um país democrático com estado mínimo (como os EUA eram em sua formação) ?
Mais detalhadamente, o que seria “o dinheiro fica empoçado no mercado financeiro.”?
Seria uma situação semelhante a dos EUA ? (o dinheiro recém criado pelo BC ser direcionado para o mercado de ações e títulos, inflacionando esses mercados, mas sem impactar nos índices de preços, Ipca?)
Pessoal,
Me parece que é apenas mais poder intervencionista que o BC recebe. Não creio que será reversível.
Inclusive a data permitida (31/12/2020) para comprar e vender títulos é um quanto ridículo. Se ele comprou até 31/12/2020 é claro que poderá vende DEPOIS desta data.
Abraços
Vcs estão seguindo á risca o manual do ministro MANdetta para prevenção do coronavírus, sejam responsáveis com vcs mesmo e com o seu próximo?
Evite lugares fechados, utilize mascaras,luvas, óculos, álcool, fique a 1 metro de distancia de outras pessoas, evite abraços…
http://www.tercalivre.com.br/despedida-de-mandetta-tem-abracos-beijos-e-aglomeracao-no-ministerio-da-saude/
Obs.:Isso logicamente não vale para mim e para os meus…
“Por fim, mas não menos importante: quais as consequências de uma maciça injeção de dinheiro no mercado secundário em um cenário de restrição da oferta?
E quando o dinheiro é injetado no mercado primário ele só vaza para a economia real através do sistema bancário de reservas fracionárias quando alguém solicita um empréstimo e é atendido?
Basicamente injetar dinheiro no mercado secundário é injetar dinheiro diretamente na economia?
Sugiro que corram para fundos indexados em dólar…
Amigos, a dívida pública que já era o calcanhar de Aquiles do Brasil, vai aumentar mais ainda. É o fim do governo Bolsonaro?
Leandro,
Neste cenário, tudo vai depender então dos pequenos bancos e gestores de fundos e o que eles vão fazer com este dinheiro?
Favor ver se eu entendi corretamente:
1 – O BC vai entrar no mercado secundário comprando debentures, títulos publicos, além de outros ativos.
2 – Estes títulos atualmente (mercado secundário) estão em posso de bancos pequenos, corretoras e fundos de investimento.
3 – O BC vai imprimir dinheiro para compra destes ativos e repassar DIRETAMENTE o dinheiro recém impresso a estes fundos, bancos e corretoras.
4 – Se os bancos pequenos utilizarem este dinheiro para compor a reserva dos seus ativos (já que estão muito alavancados), em teoria não terá inflação, mas se os depositantes resolverem sacar o dinheiro ou liquidar ativos e o banco utilizar o dinheiro recebido pelo BC para pagá-los, aí ferrou né? neste caso a inflação vai direto pro consumo né?
5 – Em teoria os fundos de investimento não realizam nenhuma operação de consumo, o dinheiro que eles recebem só pode ser utilizado para compra de outros ativos como títulos ou ações. Se eles comprarem ações no mercado secundário, poderá inclusive gerar uma alta no mercado de ações né? Ou nada a ver? Na minha visão só geraria inflação se os fundos de investimento entrassem em IPOs de empresas na Bolsa ou participassem de algum Follow On. Estou enganado?
6 – Eu imaginava que as corretoras não tinham nenhum título em posse delas, para mim elas apenas realizavam uma conexão entre os títulos em posse dos bancos (principalmente pequenos) e o investidor pessoa física e jurídica. Parece que me enganei. Neste caso se o dinheiro for utilizado para pagamento de salários ou compra de recursos, aí deu início a inflação de preços dos bens de consumo?
Obviamente é impossível prever o futuro, mas gostaria de saber quais os mecanismos em ação que poderiam transformar esse dinheiro recem impresso em dinheiro em circulação (liquido).
Desde já agradeço!
Eu discordo do autor. O momento é dramático e é preciso preservar as empresas. A outra opção é não fazer nada e deixar tudo explodir, empresas falirem em massa. A consequencia será que depois que a pandemia passar, não haverá mais uma economia a ser reativada, não haverá mais economia nenhuma, aliás. Seria insano demais permitir tal coisa.
É preciso ajudar as famíias tbm, com renda direta para os mais pobres e pagamento de salários para os empregados. Náo tem jeito.
Quanto à preocupação com inflação, não faz sentido. Ela não virá enquanto o cambio não disparar e este anda equilibrado. No mais, a demanda caiu brutalmente. Há espaço para ela ser estimulada aos montes, com certeza. Por exemplo, venda de combusitvel pelos postos caiu 40%. Tanto é verdade que podemos estimular a demanda sem emdo que a inflação pelo IPCA tá vindo próxima de zero recentemente.
Vcs vão falar que a oferta caiu junto e não faz sentido politica pró demanda. Sim, a oferta de fato caiu. Mas o que significa essa queda e por que ela aconteceu?
A razão é que as pessoas deixaram de comprar , embora toda estrutura para prover a oferta continue existindo por ora. Por ex, as lojas de roupa que tiveram queda de 90% na procura, seguem com seus estoques de roupa e podem vender online, inclusive. Logo a oferta caiu pq a demanda caiu e esta voltando aquela volta tbm, sendo assim não há pq temer inflação. O problema é a deflação.
É hora de usarmos mecanismos exóticos e criativos para salvar a economia e os empregos.
Ou seja. Em breve o dólar vai chegar a 10 reais, pois isso vai fazer com que nossa moeda derreta mais ainda. O melhor para quem tem dinheiro, é comprar dólar e ouro. Pois em breve, o Real vai desabar mais ainda.
O banco central japonês, desse o freio na economia japoneza , compra títulos e ja tem 90 por cento da bolsa . Com isso esses titulos nao desvalorizam. E o dinheiro nao vai pra economiza real.
Com isso sao socias do governo e tem melhores condições ora operar. Sao protegidas pelo governo.
Quem paga a conta? Os pequenos. As contribuições recaem sobre eles . Com isso a economia japoneza freou em competitividadeja calculam que com o avanço chines, os eua vao japanificar.
O fed vai comprar cada vez mais titulos, e o gov vai dar boas condições pra essas empresa, que vão ser protegidas, pois nao quer perder no preco desses ativos em sua posse.
Entao o corporativismo estatal das empresas subirá como o do japao. Os eua frearao mas nao perderao a majestade. Mas acabara de vez a expansao americana.
Ja se pode ver essa tendencia. As economias presas vao imitar e é bom ficar de.olho se nas livres, o processo nao se repetirá.
Leandro ou auxiliares, estava lendo uma thread no twitter, de um cara explicando por que uma monetização do déficit público feita pelo FED e BOE não gera inflação. Achei a explicação dele um tanto confusa, já que a conclusão dele é que não houve aumento da quantidade de dinheiro na economia, porém a explicação feita por ele dá a entender o oposto (que houve aumento da quantidade de dinheiro). Abaixo a transcrição de parte da thread:
“The Fed, the Bank of England (and many more) have been buying lots of government debt. To pay for it, they credit the account of banks at the CB. So the banks:
– buy bond from Treasury
– sell it to CB
– get an IOU from CB as digital entry in deposit account at the CB.”
“No currency is printed. The CB has assets (the government bonds) and liabilities (the deposits of the banks). Its balance sheet blows up. In modern times, we call this quantitative easing (QE). The CB chooses the interest rate to pay on deposits.”
“Inflation is determined by many factors including expectations. But to first order QE does not by itself generate inflation: it does not change amount of currency in circulation, the interest paid on deposits, the total amount of govt liabilities”
Link da thread completa: twitter.com/R2Rsquared/status/1251470206691618816
O que acham? Tem sentido o que ele falou? Ou fui eu que não entendi o que ele quis dizer?
Essa porcaria de coronavírus tem me deixado cada vez mais deprimido. Políticos com suas medidas cada vez mais autoritárias e arrogantes, tratando as pessoas como gado e a maioria batendo palmas. Brasileiro realmente merece as desgraças que tem.
Pessoas, ontem eu li essa entrevista, de 2014, do Delfim Netto. Fora o fato de eu ter ficado surpreso em ele ter se mostrado favorável à privatização da Petrobras (se eu não tiver falhado no entendimento), peço que prestem atenção neste trecho:
“Eles também criaram incentivos para a exportação?
Não. Tinha um sistema de cambio fixo, muito inconveniente porque à medida que você tem inflação, seu câmbio real vai caindo. Quando em 68, nós introduzimos o “crawling peg”, era um sistema cambial em que você corrigia o câmbio praticamente toda semana, usando uma regra que era a diferença entre a inflação americana e a inflação brasileira. Isso deu um grande estímulo ao setor exportador.”
Eu entendi certo: eles estavam usando um regime de câmbio atrelado, atrelando o cruzeiro ao dólar americano? Eu nem sabia que nessa época já estava sendo utilizado o regime de câmbio atrelado. Fora a baderna na qual o Brasil se meteu anos depois, com calote na dívida externa, houve ataque especulativo? A Coreia do Sul ficou muito tempo com o seu regime de câmbio atrelado (começou em fevereiro de 1980), até mudar para flutuante em 1997.
Bom, eu achei este material interessante. Ainda não o li por completo, pois é bastante grande. Quem quiser ler, pode ver.
Caro Leando e demais participantes do imb,
Esse sistema em que os bancos centrais criam dinheiro a partir da compra de títulos públicos em poder dos bancos por meio da injeção de recursos na conta de reservas bancárias desses bancos tem sustentado ou pelo menos contribuído, ainda que havendo os ciclos econômicos, com o crescimento das economias e a melhora no nível de vida das sociedades. O que poderá acontecer, sobretudo em se tratando de um país como o Brasil, para que esse sistema chegue ao colapso total e force profundas mudanças, seja lá quais forem elas?
OFF: É extremamente lamentável saber que grande parte das mulheres brasileiras tem tendências totalmente estatólatras, tenho olhado os comentários de várias aqui e não sai nada que preste: Sempre aparecem pra passar vergonha defendendo socialismo, comunismo, intervencionismo ou keynesianismo.
Uma contradição bem inusitada, muitas se julgam tão independentes, berram aos 1000 ventos que não dependem de homens e nem de ninguém (geralmente pessoas que trabalham duro para terem seus lucros convertidos em impostos, vulgo ROUBO para o Kid Governo e sua Linguiçona Estatal), mas aceitam serem dependentes de um órgão PODRE como o Estado e seus burocratas. GENIAL! #Butno
Não tem nada a ver com o post, mas decidi compartilhar com os leitores do IMB sobre os estados mais livres e menos livres do Brasil, à título de informação, segundo o índice Mackenzie:
ideiasradicais.com.br/quais-os-estados-brasileiros-com-maior-liberdade-economica/
static.poder360.com.br/2019/11/I%CC%81NDICE_MACKENZIE_DE_LIBERDADE_ECONO%CC%82MICA_ESTADUAL_2019.pdf
Abraços.
br.investing.com/news/commodities-news/batataquente-petroleo-dos-eua-cai-300-a-us-37-negativos-voce-nao-leu-errado-739421
Os traders do petróleo jogaram batata-quente na sessão histórica desta segunda-feira, 20 de abril de 2020. Pela primeira vez na história, o petróleo dos EUA (WTI) fechou negativo a US$ 37,63 negativos, queda de 300%, com a mínima em US$ 40,32. Não, você não leu errado, é isso mesmo que ocorreu. Esse é a cotação de fechamento do contrato futuro para maio, que expira amanha.
Alguém de vocês explica isso?
Pessoal, tenho visto uma coisa um tanto interessante nos últimos tempos, esquerdistas berrando aos quatro ventos que milhares morrem por dia na terra do homem laranja mau devido ao fato de não haver acesso à saúde para os mais pobres (o que é uma baita mentira, mas prossigamos…), porém os dados aparentemente destroem essa idiotice, vejamos, no momento que escrevo este comentário:
Nos EUA temos 799.515 casos confirmados e 42.897 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~5,3%;
Na Itália temos 181.228 casos confirmados e 24.114 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~13,3%;
Na Espanha temos 204.178 casos confirmados e 21.282 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~10,4%;
No Reino Unido temos 124.743 casos confirmados e 16.509 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~13,2%;
No França temos 114.657 casos confirmados e 20.265 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~17,6%;
Até mesmo na China, tão elogiada pelas suas ações contra a peste, tem 82.758 casos confirmados e 4.632 mortes, o que nos dá uma taxa de mortalidade de ~5,6% (Ou seja, maior que nos EUA! E isso usando os dados oficiais da máfia estatal Xing Ling, que muito provavelmente escondem a real dimensão do problema);
Concluindo, todos os países que citei, exceto a China, são desenvolvidos, e fora os EUA, possuem sistemas públicos ou subsidiados de saúde, e todos apresentam taxas de mortalidade superiores à terra do homem laranja mau (Eu sei que essa questão é mais complexa e que existem mais fatores envolvidos, mas a análise dos dados parece não sustentar a ideia de que milhares por dia lá morrem por causa do sistema de saúde, visto que muitos mais morrem em países com saúde pública). Assim eu vos pergunto: Eu estou esquecendo de considerar algum fator extremamente importante? Eu estou olhando/calculando os dados errados? Ou a esquerda está apenas como sempre mentindo descaradamente e usando cadáveres para fazer militância política?
Obrigado!
Eu sou um social-liberal acredito mais no modelo germânico(economia social de mercado) que em qualquer Parafernalha keynisiana, todavia eu sempre me questiono se de fato uma economia realmente livre é de fato mais eficiente que uma que tem investimento coordenado.
Minha indagação é: se no período de 1880-1910 a economia mundial era sensivelmente livres e as principais economias cresciam a um ritmo de 2,1% a.a
Todavia no período de 1950 até 1970 as economias sofriam muito mais keynesianismo que antes mas não usando crédito mas sim através de impostos e investimento direto do governo e a maioria das economias experimentaram crescimento de 2,3% a.a. E uma redução sensivelmente na desigualdade social.
Qual é a melhor explicação liberal para esse fenômeno. Mesmo que muitos países tenham rejeitado propostas intervencionistas no pós guerra é muito óbvio que houve muito mais intervenção que antes (já que anteriormente esse conceito não existia)
Aguardo uma boa análise de vocês.
Num sistema de reservas fracionarias, os bancos atuais podem emprestar de 10 a 50 vezes mais o mesmo dinheiro.
Salvo engano, Leandro em algum vídeo mencionou que existe uma fórmula matemática para se definir quanto os bancos poderiam multiplicar o dinheiro que tem em caixa.
Alguém saberia?
Políticos são tão inteligentes que causaram uma crise econômica sem nenhuma necessidade.
O resultado: mais mortes do que se não tivessem feito nada.
noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/21/pandemia-pode-levar-265-milhoes-a-fome.htm
Quando vc pensa que nao pode piorar ????
valor.globo.com/politica/noticia/2020/03/23/lider-do-pl-na-camara-propoe-confisco-de-empresas-para-combater-pandemia.ghtml
Paulo Guedes numa entrevista:
” Durante três quartos do século passado (75 anos) o Brasil cresceu a taxa média de 7,4% e depois foi estagnando”
Esse dado é correto? Se sim, que arranjo permitiu esse crescimento? Havia um cenário de maior liberdade econômica que permitiu isso?
Me estranhou esse fato, dado que num ambiente inflacionário uma economia não prosperaria. (Não existe país próspero com moeda fraca).
(Pior que já vi Ciro Gomes usar esse mesmo argumento do alto crescimento econômico brasileiro no passado, argumentando que o motor desse crescimento foi a atuação conjunta de estado+setor privado.)
crescimento economico brasileiro historico
upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/74/Pib_brasil_100.png
Nesses momentos que precisamos de poupança. Realmente achavam que não haveria tempos difíceis nunca no pós Copa, Carnaval e Olimpíadas.
Uma pena
Ja comprou o seu ouro e BTC hoje?
Ta armada a tempestade perfeira agora
acertarnamosca.blogspot.com/2020/06/qual-o-futuro-do-dolar-dolar.html?m=1
Nesse artigo o autor fala sobre a crise do Dólar e que a moeda chinesa tende a substituir o dólar como moeda de reserva e de troca internacional.
É um cenário previsível?
Queria tirar uma dúvida
Agora com a selic a 2,5%, estamos com juros reais negativos.
assim, qual instituição trocaria seus títulos pelos créditos em dinheiro do Bacen a juros negativos?
Isso não causa uma escassez de dinheiro no mercado e um prejuízo a politica monetária?
Att, Alerj
Comprem ouro e Bitcoin.
Olhem a preocupação do “nosso” Banco Central:
“Banco Central suspende função de envio de dinheiro pelo WhatsApp no Brasil”
Parlamentarismo é a solução, pois enquanto existir presidencialismo de coalizão, nós só teremos presidentes e deputados corruptos e incompetentes. Precisamos do Parlamentarismo onde o presidente fica com a chefia do estado, ou seja, representa o país na ONU, demais fóruns internacionais, acordos diplomáticos e comandante-em-chefe das forças armadas, cabendo ao parlamento chefiar o poder executivo e se o mesmo for incompetente nesta condução, o presidente consulta a população via plebiscito qual a medida a ser tomada: manter ou dissolver o parlamento.
Caso opte pela dissolução do mesmo, o presidente em exercício dissolve-o e remarca eleições, acabando com o mito (alimentado pela classe política via mídia) da falta de memória do eleitor. Com esta limpeza o novo parlamento irá governar antenado com o desejo da maioria, com certeza que todos querem menos impostos, menos inflação, menos miséria, menos criminalidade, menos falta de cultura, mais saúde de qualidade, saneamento básico e com certeza educação de qualidade.
Hoje é o dia de votar o marco do saneamento, para a iniciativa privada poder participar .
E o que ocorre? Nao sai uma so noticia nos jornais de uma materia tao importante.
O que o IMB opina sobre o tal do novo marco do saneamento básico, muito comemorado pelos liberais e muito criticado pela esquerda.
Há o que comemorar de fato, mas com um pé atrás.
O marco nada nada mais é do que estabelecer meta para expansão da rede de saneamento (que não significa nada na prática) e permitir a entrada da iniciativa privada pelo formato de ppp .
O maior porém da PPP é que não só vai ser uma mãe para os corruptos, como estabelecerá um serviço que pouco difere de um monopólio estatal, um serviço sem concorrência e totalmente regulado via contrato pelo setor público.
A real vantagem é a entrada de dinheiro privado no setor, o que de fato poderá ajudar a universalizar o serviço.
A maioria das cidades do país não tem escala suficiente para implementarem seus sistemas de agua e esgoto de maneira lucrativa, por isso que o contrato em geral era jogado numa estatal pois ela absorvia o prejuízo que o privado não quer correr.
Se o governo passar para a iniciativa privada os serviços e investimentos de agua e esgoto, os mesmos terão que ser SUBSIDIADOS, o que é totalmente contra os princípios liberais!
Ou ainda, terão que fazer uma PPP, em que o governo vai ter que pagar pra uma empresa fazer os investimentos e os cidadãos vão ter que pagar pela água e esgoto consumido e tratada (não necessariamente respectiavamente, reparem na flexão de gênero rs)
O novo marco do saneamento está longe de ser liberal. Eles não incentivam a privatização do sistema de saneamento, eles apenas abrem mais caminho para subsídios e PPPs que todos sabemos são máquinas de corrupação, ineficiencia e de farra com dinheiro do povo.
E o pior, agora que passou esse marco, vai ser difícil alterar no curto e médio prazo esse marco novamente para implementar algo verdadeiramente liberal.
Saiu hoje um artigo do Alexandre Schwartsman sobre o aumento exponencial do papel-moeda em poder do público. Achei algumas coisas curiosas e gostaria da opinião dos colegas sobre elas:
1) Valores corrigidos pela inflação.
Não me parece óbvio porque fazer isso em relação aos agregados monetários, dado que o papel-moeda é uma causa da própria inflação. Valores nominais não seriam mais legítimos para se medir o impacto inflacionário da expansão?
2) Entesouramento
Ele diz que o crescimento do papel-moeda em poder do público foi menor que o valor acumulado do auxílio emergencial, e daí concluiu que a população está poupando parte do dinheiro. Ele faz uma relação entre papel-moeda em poder do público e os depósitos, meio como se dissesse “papel-moeda em poder do público aumentou; se não virou depósito, então estão entesourando”. Tem sentido isso?
Enfim, o que acharam do novo artigo do careca? Grande abraço.
"É inútil lutar contra o totalitarismo adotando métodos totalitários. A liberdade só pode ser conquistada por homens incondicionalmente comprometidos com os princípios da liberdade. O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno à liberdade irrestrita de pensamento e expressão."
Mises
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Atualize esse artigo, as previsões acertaram? A liquidez vazou pra economia real?
Situação atual por favor!!