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Por que há uma escassez de dólares no mundo apesar das maciças injeções do Fed?
O risco de todos os Bancos Centrais acreditarem que podem copiar o Fed

Em resposta ao colapso econômico causado pelo confinamento geral imposto pelos governos estaduais em decorrência da pandemia de Covid-19, o Federal Reserve (o Banco Central americano) anunciou uma injeção de mais de US$ 2 trilhões na economia americana.

Mas o dólar segue forte em relação às outras moedas do mundo — como pode ser comprovado pelo alto valor do índice DXY, que compara a moeda norte-americana ao euro, ao iene, à libra esterlina, ao dólar canadense, à coroa sueca e ao franco suíço. 

Logo, a pergunta é inevitável: como pode o Fed lançar um programa de estímulos monetários praticamente ilimitados, e o índice do dólar ainda permanecer forte?

Escassez em meio à abundância

A resposta está na crescente escassez global do dólar, algo que deveria servir de lição para os alquimistas monetários ao redor do mundo, que juram ser possível fazer em outros Bancos Centrais (principalmente de países em desenvolvimento) o que está sendo feito pelo Fed.

Antes de tudo, vale lembrar que o ouro voltou a alcançar as máximas históricas que só havia sido alcançada em 2011, o que comprova que a inflação monetária de fato já está se transformando em inflação de ativos. Entretanto, é fato que o dólar segue forte em relação às outras moedas do mundo, o que demanda explicações.

O pacote de estímulos de US$ 2 trilhões acordado junto ao Congresso equivale a aproximadamente 10% do PIB americano. E, se incluirmos as linhas de crédito criadas pelo Fed para garantir capital de giro às empresas, temos aí uma liquidez de US$ 6 trilhões para consumidores e empresas ao longo dos próximos nove meses.

O pacote de estímulos aprovado pelo Congresso americano é composto dos seguintes itens:

1) Transferências fiscais permanentes para famílias e empresas de praticamente US$ 5 trilhões.

2) Indivíduos receberão US$ 1.200 em pagamento direto (US$ 300 bilhões no total).

3) Pequenas empresas receberão empréstimos totais de US$ 367 bilhões, os quais se transformação em subsídios caso empregos sejam mantidos

4) Haverá um aumento nos valores do seguro-desemprego para o valor de 100% dos salários perdidos durante quatro meses (US$ 200 bilhões).

5) US$ 100 bilhões serão destinados ao sistema de saúde, bem como US$ 150 bilhões para governos estaduais e municipais.

6) O restante do pacote virá de medidas temporárias para ajudar empresas e famílias, incluindo diferimento de impostos e renúncias fiscais.

7) Finalmente, haverá o uso de US$ 500 bilhões Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro para empréstimos para empresas que não sejam do setor financeiro.

A tudo isso, devemos acrescentar o maciço programa de afrouxamento quantitativo anunciado pelo Fed.

Primeiro, temos de entender que a palavra "ilimitada" é apenas uma ferramenta de comunicação. Não é ilimitada. Todo o programa é limitado pela demanda do resto do mundo por dólares americanos. Caso haja uma perda de confiança no dólar, o programa acaba.

Eu mesmo já tive o privilégio de trabalhar com vários dos atuais membros do Fed, e a verdade é que eles sabem que não é ilimitado. Mas eles sabem que a comunicação é importante.

O gráfico abaixo mostra a evolução dos ativos em posse do Fed. Para comprar ativos, o Fed cria dólares do nada. É assim que ele faz seus programas de expansão monetária e afrouxamento quantitativo. 

ativosfed.png

Gráfico 1: evolução dos ativos em posse do Fed

O Fed identificou o calcanhar de Aquiles da economia mundial: a enorme escassez global de dólares. Isso já havia ficado óbvio em setembro do ano passado, quando o mercado de repo americano congelou

Atualmente, a escassez global de dólares está estimada em US$ 13 trilhões. Este é o valor ao qual chegamos quando pegamos toda a oferta monetária americana, inclusive as reservas bancárias em posse do Fed, e dela subtraímos todos os passivos mundiais denominados em dólar, principalmente nos países emergentes.

Como chegamos a tamanha escassez de dólar?

Nos últimos 20 anos, as dívidas denominadas em dólar, tanto nos países emergentes (liderados pela China) quanto nos desenvolvidos, explodiram. O motivo é simples: investidores domésticos e estrangeiros não aceitam incorrer em volumosos riscos na moeda local, pois sabem que, em momentos de turbulência, como agora, vários países vivenciam uma acentuada desvalorização cambial (o dólar fica mais caro em termos das moedas locais). Tamanha desvalorizar gera intensos prejuízos para esses investidores, que, ao remeterem seus lucros, perderiam todos os seus ganhos ao converterem a moeda local para o dólar. (Veja detalhes deste processo aqui).

Consequentemente, investidores só aceitam financiar governos e empresas caso estes emitam títulos em dólares.

Igualmente, vários Bancos Centrais ao redor do mundo, principalmente em países emergentes, estão fazendo uso de suas reservas internacionais para tentar conter um pouco da intensa e repentina desvalorização de suas moedas. Mas as reservas internacionais são efetivamente formadas por títulos do Tesouro americano. Ou seja, quando Bancos Centrais vendem reservas, eles na verdade vendem títulos do Tesouro americano em troca de dólares, o que acentua a demanda mundial pela moeda americana.

De acordo com o Banco de Compensações Internacionais (o Banco da Basiléia), a quantidade de títulos de dívida denominados em dólar emitidos por governos e empresas de países europeus, emergentes e pela China dobrou de US$ 30 trilhões para US$ 60 trilhões entre 2008 e 2019 (Fonte: página 6).

Estes países hoje têm de lidar com mais de US$ 2 trilhões em dívidas que irão vencer nos próximos dois anos. Para piorar, a queda nas exportações, no PIB e nos preços das commodities (inicialmente por causa da guerra comercial e agora por causa da pandemia de Covid-19) gerou um enorme buraco na entrada de dólares nestes países. 

Assim, se pegarmos as reservas de dólares dos países mais endividados e deduzirmos os passivos externos em dólares, e levarmos em conta as receitas estimadas de dólares nesta crise (exportações e investimento estrangeiro direto), temos que a escassez global de dólares pode subir de US$ 13 trilhões em março de 2020 para US$ 20 trilhões em dezembro. E isso se considerarmos que a recessão global não será duradoura.

A China possui mais de US$ 1 trilhão em reservas e é um dos países mais bem preparados para lidar com a situação, mas, ainda assim, essas reservas totais cobrem apenas 60% do passivo em dólar do país. Se as receitas das exportações colapsarem, a escassez de dólares irá aumentar. Em 2019, os chineses se endividaram em mais US$ 200 bilhões à medida que suas exportações desaceleraram e a entrada de dólares ficou aquém do esperado.

O ouro não basta

As reservas em ouro não bastam. Se olharmos as reservas das principais economias do mundo, elas representam menos de 2% da oferta monetária. A Rússia possui a maior reserva de ouro em relação à sua oferta monetária: 9% do M2.

Já as reservas de ouro da China equivalem a 0,007% do M2.

Sendo assim, não há nenhuma moeda "lastreada em ouro" no mundo, e aquela que teoricamente é mais protegida em ouro — que é o rublo — sofre as mesmas volatilidades das outras moedas em épocas de recessão e de forte queda nos preços das commodities devido à escassez de dólares (vide a acentuada depreciação do rublo russo no início de 2020).

Ainda assim, a volatilidade do rublo russo nem sequer se compara à volatilidade daqueles países da América Latina que sofrem tanto de uma queda nas reservas internacionais quando de um colapso na demanda de seus próprios cidadãos pela moeda doméstica (como é o caso da Argentina).

Adicionalmente, a acumulação de reservas de ouro pelos Bancos Centrais nos últimos anos foi mais do que compensada, em apenas poucos meses, pelo aumento na base monetária destes países. Em outras palavras, as reservas de ouro de vários países aumentaram, mas a uma taxa muito menor do que a expansão de suas bases monetárias.

Os EUA são os privilegiados - e não dá para copiar

Considerando-se tudo isso, o Federal Reserve sabe que possui a maior de todas as bazucas à sua disposição, pois o resto do mundo precisa de pelo menos US$ 20 trilhões até o fim do ano, de modo que ele pode expandir seu balancete (criando dólares do nada) e com isso financiar o déficit orçamentário do governo americano de US$ 10 trilhões e, ainda assim, a escassez de dólares permanecerá.

O dólar americano não se enfraquece excessivamente (embora, como dito, esteja se enfraquecendo acentuadamente perante o ouro) porque todos os outros países do mundo estão vivenciando perda de reservas, redução na entrada de dólares e necessidade de rolar dívidas em dólares ao mesmo tempo em que estão expandindo suas respectivas bases monetárias (em moeda local) a uma taxa maior que a do Fed, mas sem terem o privilégio de serem a moeda internacional de troca e a moeda global de reserva.

Ou seja, a demanda global por dólares nunca esteve tão forte: de um lado, a expansão monetária dos outros países está sendo tão ou mais intensa que a do próprio Fed; de outro, a oferta de dólares repentinamente escasseou por causa de quedas nas exportações e do colapso nos preços das commodities. Para piorar tudo, como explicado, há também a necessidade de se obter dólares no curto prazo para a rolagem de dívidas.

Trata-se de um arranjo que nenhum outro país do mundo vivencia, pois nenhum outro detém o privilégio de emitir a moeda internacional de troca e a moeda global de reserva.

E piora: nas atuais circunstâncias, e com uma crise global no horizonte, a demanda global por títulos dos países emergentes em moedas locais tende a cair fortemente, bem abaixo de suas necessidades de financiamento. Assim, a dependência do dólar americano aumentará. Por quê? Quando centenas de Banco Centrais tentam copiar o Fed reduzindo juros sem terem a mesma segurança jurídica, financeira e de investimentos dos EUA, eles irão simplesmente ver uma fuga generalizada de suas moedas, acentuando ainda mais a desvalorização cambial.

Por isso, aqueles Bancos Centrais que tentarem copiar o que o Fed está fazendo, ignorando que a real demanda por suas respectivas moedas é muito menor que a demanda pelo dólar americano, farão apenas com que os investidores locais e estrangeiros abandonem ainda mais estas moedas, por causa do risco inflacionário. Isso poderá piorar ainda mais a desvalorização cambial. 

Não existe "soberania monetária" sem segurança aos investidores.

Até o momento, o único país que já demonstrou ter entendido isso é o Japão. Sendo hoje o país com as maiores reservas de dólares do mundo, o Japão não apenas tem sua moeda já completamente lastreada em dólares, como também possui um ambiente jurídico completamente seguro, previsível e propício aos investimentos estrangeiros, no mesmo padrão de EUA, Reino Unido e Suíça. Por isso o país pôde ser dar ao luxo do juro zero sem sofrer grandes consequências.

Para concluir

Essa corrida rumo ao juro zero que está sendo praticada pelos Bancos Centrais não é uma corrida para ver quem ganha, mas sim para ver quem perde primeiro. Aqueles que perderem serão os que se acreditam capazes de copiar o Fed e os EUA sem terem a mesma liberdade econômica, o mesmo ambiente jurídico e a mesma segurança dada aos investidores.

O Federal Reserve pode, e deve, ser criticado por sua postura monetária, mas ao menos é o único Banco Central do mundo que realmente analisa a demanda global por sua moeda (dólares americanos) e que aparentemente sabe que a oferta monetária não pode ser aumentada para além da demanda por ela.

Com efeito, o afrouxamento quantitativo do Fed não é ilimitado; ao contrário, é totalmente limitado pela verdadeira demanda global pela moeda americana, algo que outros Bancos Centrais ignoram ou preferem esquecer.

Pode o dólar americano perder sua posição de moeda global de reserva? Claro que sim. Mas jamais a perderá para outro país que decida cometer os mesmos tipos de loucuras monetárias do Fed sem levar em conta a real demanda global pela moeda que emitem.

Essa deveria ser uma lição para todos os países. Se você cair na armadilha de acreditar que possui a moeda de reserva mundial, e sair se comportando como o Fed, imprimindo dinheiro sem quaisquer considerações pela demanda global por esse dinheiro, então a sua dependência do dólar irá se intensificar. E isso na melhor das hipóteses.


autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • Kauã Pereira  14/04/2020 20:49
    Ótimo Artigo!
    Aproveito o comentário para fazer algumas perguntas a galera. Comecei a estudar seriamente economia a pouco tempo, por isso tenho algumas dúvidas.
    - O que realmente é lastro?
    - O que é moeda fiduciária?
    - O que são reservas internacionais?
    - Qual é o lastro do real? E do dólar?
    - Por que em um regime cambial flutuante, caso haja uma fuga de capitais, a inflação aumenta?

    Por fim, queria saber se alguém tem alguma dica de artigo, etc., que fale sobre o regime de Getúlio Vargas na parte econômica. É muito comum vermos a idolatria do brasileiro por esse Ditador. Os mesmos citam dados (não sei se são reais) de que economicamente foi muito boa essa época. Primeiro, isso é real? Segundo, se sim, qual é a razão?

    Agradeço se alguém responder. (Perguntas feitas neste artigo em especial pois é o mais recente, assim acredito que aqui poderão responder minhas perguntas)
  • Auxiliar  14/04/2020 22:07
    "O que realmente é lastro?"

    Aquilo que há por trás de cada unidade monetária emitida. Antigamente, o lastro era o ouro. Só era possível emitir unidades monetárias se houvesse o mesmo valor equivalente de ouro nos cofres da autoridade monetária.

    Atualmente, poucas moedas no mundo possuem lastro. As que possuem estao lastreados em outras moedas, via Currency Board.

    www.mises.org.br/article/2196/os-tres-tipos-de-regimes-cambiais-existentes--e-qual-seria-o-mais-adequado-para-o-brasil

    Logo, atualmente, todas as moedas são fiduciárias. Antigamente, o lastro era o ouro.

    "O que é moeda fiduciária?"

    Moeda que não possui lastro em nada. Ou seja, moeda emitida livremente por um governo e cujo valor advém da fé e da confiança (fidúcia) que as pessoas têm nela

    "O que são reservas internacionais?"

    Dólares e demais moedas estrangeiras em posse do Banco Central de um país. O BC compra esses dólares dos exportadores e dos investidores estrangeiros que trazem dólares ao país.

    "Qual é o lastro do real? E do dólar?"

    Na prática, nenhum.

    Na teoria, é a confiança que as pessoas têm no governo e em sua capacidade de honrar os títulos da dívida pública.

    "Por que em um regime cambial flutuante, caso haja uma fuga de capitais, a inflação aumenta?"

    Porque quando há fuga, o dólar encarece (um grande volume do moeda nacional é trocado por dólares, o que aumenta o preço do dólar na moeda nacional). Ao encarecer, os produtos importados também encarecem (é necessário maior quantidade de moeda nacional para comprar a mesma quantidade de dólares de antes para poder importar as mesmas coisas).

    Ao mesmo tempo, um dólar mais caro estimula a exportação de mais alimentos e mais produtos manufaturados, o que reduz a oferta no mercado interno, o que também pressiona os preços.

    "É muito comum vermos a idolatria do brasileiro por esse Ditador [Vargas]. Os mesmos citam dados (não sei se são reais) de que economicamente foi muito boa essa época. Primeiro, isso é real? Segundo, se sim, qual é a razão?"

    Em todo e qualquer governo intervencionista, sempre há os que ganham e os que perdem. Uma coisa ocorre à custa da outra, pois o governo está sempre prejudicando alguns para beneficiar outros. O governo sempre está tomando de uns para entregar a outros. Sendo assim, todo governante sempre terá admiradores e detratores. Vale para Vargas, vale para Dilma. Assim como teve admiradores, Vargas também teve vários detratores.

    Uma coisa, porém, quase nunca falha: sempre que um determinado governante possui um número substantivo de admiradores, é sinal de que ele está fazendo populismo na economia, e que a fatura será cobrada nos governos seguintes.

    Ocorreu isso com Vargas (os problemas no governo Dutra foram herança varguista), com JK, com o regime militar, com Lula e com Dilma (que chegou a ter recorde aprovação em 2011 e 2012).

    Já um governante como Temer, que fez quase tudo certo na economia, só será reconhecido mais à frente.
  • WDA  15/04/2020 16:09
    Parabéns, Auxiliar, pela magnífica resposta!
  • Marcelo  16/04/2020 11:55
    O FED é privado e cobra juros do povo americano.
    Lincoln e Kennedy foram contra e por isso mesmo foram assassinados pelos banqueiros.
  • anônimo  16/04/2020 16:02
    Essa afirmação sobre o Fed ser privado não é correta.

    O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed -- embora não tenha, em tese!, poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Nesse sentido amplo, o Fed é estatal.

    Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

    1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

    2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.

    Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo.

    Quanto a dizer que "o Fed cobra juros do povo americano", não entendi nada. O Fed faz o que todos os bancos centrais do mundo fazem: estipula taxa básica de juros.

    Quem cobra juros é banco para emprestar dinheiro. Já o governo, ao contrário, paga juros. E paga os juros estipulados pelo Fed.

    Você está meio perdido…
  • Marcelo  17/04/2020 09:36
    Após a sua criação autorizada à sorrelfa pelo congresso americano em 1913, o FED passou a ser comandado 100% pelos banqueiros internacionais.
    As implicações daí decorrentes são até intuitivas.
    Os banqueiros internacionais emitindo dólares americanos...
  • Drink coke  17/04/2020 16:39
    Meu deus, a pessoa insiste que o FED é privado. Não consegue nem entender o significado disso.

    O FED pode ser comandado por banqueiros e só responder a banqueiros, isso pouco importa, o que importa é que é uma instituição imposta e mantida pelo estado com poderes garantido pelo estado de regular todo o sistema monetário e bancário.
  • Marcelo  18/04/2020 10:54
    Você é que não consegue entender que o FED é absolutamente autônomo.
    Seu capital é privado e, ao emitir dólares americanos, controla os juros cobrados pelo sistema financeiro mundial em todo o planeta.
    Daí a minha primeira afirmação de que o FED cobra juros do povo.
    Juros inflacionários e juros diretamente cobrados pelos bancos de todo o planeta.
    A emissão de moeda é o "x" da questão.
    Não tenho a sua didática e não sei desenhar a explicação e nem explicar o desenho.
  • Andrea   17/04/2020 17:17
    otima resposta!!
  • Antonio h.v. da Cruz  17/04/2020 22:12
    Mas, 300 bilhões de dolares, que o Brasil detêm, como reserva, pode ser considerado como um pequeno, lastro ?
  • Vladimir  17/04/2020 22:25
    São um ótimo colchão na eventualidade de uma intensa fuga de capital, mas não representam um lastro.

    Para ser lastro, reais teriam de ser emitidos estritamente de acordo com a entrada de dólares, e, mais ainda, estes reais teriam de poder comprar dólares a uma taxa de câmbio fixa.
  • anônimo  14/04/2020 22:21
    lastro é a garantia que voce vai conseguir trocar a moeda, ela garante o valor da moeda . se vc confia que amoeda tem valor, vc pode trocar produtos por moeda e depois moeda por outra produtos. o sentido da moeda é facilitar as trocas de produtos e serviços. o lastro então garante o valor da moeda.
    o lastro de uma moeda fiduciaria (dolar real ),infelismente é só o pib do pais. teoricamente o valor da moeda vale o que vc pode comprar com ela, sem lastro que garante seu valor. vc usa porque é obrigado por lei.
    se o gov cria mais dinheiro sem lastro, o dinheiro nacional compra menos, pois os serviços(pib) são os mesmos. entao as moeda sem lastro podem ser manipuladas numa trapaça.
  • Kauã Pereira  14/04/2020 22:56
    Agradeço pela resposta! Parabéns pelo grande conhecimento!
  • anônimo  14/04/2020 22:34
    mises.org.br/article/2586/o-sistema-trabalhista-brasileiro-e-arcaico-e-tem-de-ser-alterado

    mises.org.br/blogpost/2726/como-as-constituicoes-brasileiras-foram-gradualmente-acabando-com-a-liberdade-de-trabalhar

    medium.com/@israelfinardi/porque-vargas-foi-o-presidente-mais-canalha-da-hist%C3%B3ria-do-pa%C3%ADs-cf914f7ee979

    www.google.com.br/amp/s/m.brasilescola.uol.com.br/amp/historiab/getulio-vargas.htm?espv=1
  • ASH  14/04/2020 21:11
    O artigo explica mas eu ainda não entendo como pode o dólar está tão forte com a dívida pública americana estando acima de 100% do PIB e subindo.
  • Régis  14/04/2020 21:28
    Por que você acha que a dívida pública de um país deveria afetar sua moeda? Qual o racional disso?

    Pergunta sincera mesmo, sem pegadinhas.
  • ASH  14/04/2020 22:14
    Uma dívida pública alta e crescente implica que necessariamente deverá ter mais impostos no futuro ou impressão de moeda para fazer face ao custo crescente da dívida. E quando consideramos o envelhecimento da população que terá que arcar tanto com a dívida pública quanto com sistemas previdenciários cada vez mais pesados, essas dívidas necessariamente serão um problema no futuro. E são países com famílias e empresas altamente endividadas e em que liberdade econômica está caindo e não aumentando.
  • Supply-sider  14/04/2020 23:03
    "Uma dívida pública alta e crescente implica que necessariamente deverá ter mais impostos no futuro ou impressão de moeda para fazer face ao custo crescente da dívida."

    Há a terceira alternativa: essa dívida poderá ser rolada enquanto houver confiança na capacidade de pagamento do governo.

    E o que garante a capacidade de pagamento do governo? Além das já citadas instituições sólidas e ausência de histórico de calote e de hiperinflação, outra coisa crucial é ter crescimento econômico.

    Se a economia está crescendo e a renda está aumentando, então, por definição, a arrecadação do governo também está crescendo (sem que tenha havido qualquer aumento de impostos). Se a arrecadação está crescendo, então não há preocupação com a capacidade do governo manter o serviço da dívida.

    No Brasil, por sua vez, não temos instituições sólidas, nosso histórico de calote e de hiperinflação é pródigo (nosso último calote foi recente, em 1987), e não temos crescimento econômico. Ou seja, para nós, uma dívida alta é fatal.

    "E quando consideramos o envelhecimento da população que terá que arcar tanto com a dívida pública quanto com sistemas previdenciários cada vez mais pesados, essas dívidas necessariamente serão um problema no futuro."

    Correto, mas o raciocínio acima se mantém integralmente.
  • Supply-sider  14/04/2020 21:32
    A dívida pública do Japão é ainda maior que a dos EUA (aliás, bem maior) e sua moeda é impressionantemente estável (com efeito, o iene vem se apreciando em relação ao dólar desde a década de 1990).

    Para países desenvolvidos, sérios, com instituições sólidas e sem históricos de calote e de hiperinflação, dívida pública não afeta a moeda. Aliás, forçando um pouco, dá até pra falar que ocorre o contrário: como o governo tem de estar continuamente vendendo títulos públicos para o resto do mundo comprar, a demanda do resto do mundo por essa moeda aumenta.
  • Entusiasta  14/04/2020 22:10
    Não sou nenhum especialista mas vou tentar....

    O fato de um país possuir ou não possuir uma dívida pública alta não altera, necessariamente, a força de sua moeda.

    Pense nos países desenvolvidos: eles possuem uma ampla variedade e quantidade de indústrias, de serviços financeiros, de serviços culturais, de agropecuária, de capital humano, etc; que são demandos pelo mundo inteiro. Quando você compra um produto, provavelmente alguma etapa da produção necessitou de algum "produto" vindo desses países, seja algum equipamento, seja algum serviço de transporte, seja algum especialista que precisou ser contratado.Se você procurar por "Suécia", voc? verá que esse país nórdico está muito presente nas nossas vidas.

    Se todo mundo precisa, e muito, dos "produtos" desses países desenvolvidos e se esses países possuem uma moeda, então a moeda desses países será altamente demandada. Agora, pela lei da oferta e da demanda, quanto maior a demanda, maiores são os preços, ou seja, maior é a força da moeda desses países.

    Outra coisa importante é a confiabilidade dessa moeda: um país que inflaciona, desinflaciona, troca, acrescenta cifras na sua moeda não é um país muito confiável, já que ninguém vai querer arriscar trocar um ativo qualquer, como ouro, dólar ou qualquer outra mercadoria por uma moeda que, repentinamente, pode perder o seu valor.

    Há também o fator da confiabilidade institucional. A China (que, mesmo assim, possui uma moeda relativamente forte e estável), por exemplo, que apesar de ser, pelo menos na economia, um país desenvolvido, com uma ampla variedade de produtos e serviços que o mundo inteiro necessita, ela possui uma ressalva: a qualquer momento o autoritário PC chinês pode fazer o que quiser com ela ou com os capitais estrangeiros que estão no país e isso gera uma desconfiança que pode jogar a moeda para baixo (não que os países livres sejam perfeitos, mas numa ditadura isso é muito mais fácil e rápido de ocorrer).

    Muitos falam que, seguindo a lei da oferta e da demanda, a escassez da moeda deixa ela forte. Isso não é, necessariamente, uma verdade. É só pensar numa Uganda da vida tendo a sua moeda escassa (essa situação muda se essa moeda uganesa estiver lastreada em algum ativo seguro, ou seja, possuir uma correspondência assegurada, em ouro, dólar. ou em qualquer outra coisa valiosa que pode ser usada como meio de troca)

    Então, concluindo, não é o fator "dívida pública" que influencia a força da moeda, apesar de poder, no futuro, influenciar (o governo pode, por exemplo, inflacionar a moeda para pagar a dívida)
  • anônimo  15/04/2020 01:16
    A dívida pode fazer o país falir no futuro, ou não. Mas no presente ela tem pouca relação com o valor da moeda.

    O valor da moeda é um pouco mais complexo. É bem verdade que imprimir dólares deveria fazer inflação diretamente. Imprima reais e o real desvalorizara diretamente.

    Mas desde 2008 está ocorrendo nova intervenção na economia, para controlar o valor da moeda. O Fed esta pagando juros aos bancos pro trilionário dinheiro impresso na crise ficar parado na conta deles. E isso é novidade. A aberrante. Eles imprimem o dinheiro, mas os bancos não jogam essa oferta monetária no mercado. Sem usar esse dinheiro, não tem inflação.

    Onde isso vai parar? Pura especulação, pois é inédito nos manuais da economia. Reinventaram a roda.

    Mas quando o Fed vender seus títulos esse dinheiro vai ser estimulado a ser emprestado pelos bancos. Ao ser finalmente liberado, ocorrera inflação. Mas agora eu pergunto, quando ocorrerá? Ninguém sabe.

    Ficar pagando juro para os bancos aumenta a divida americana. Mas ninguém sabe quando eles vão parar com esse novo arranjo.

    Veja o governo japonês: 250 por cento do PIB em dívida. E eles ainda não caíram. A tendencia é que o governo americano então continue com o arranjo.

    Já estão se organizando pra comprar títulos na economia americana pra evitar desvalorização. É difícil o dólar ceder mesmo com tanta oferta monetária (são trilhões) já consumados e agora imprimirão mais dois trilhos pelo corona vírus.

    E a demanda por dólar o faz valorizar também, não desvalorizar. Confiam que o dólar não vai desvalorizar pelo arranjo anteriormente explicado. O usam como moeda internacional. Todo mundo quer dólar. E isso o faz ficar escasso. Então ele ganha alguns pontos de valorização também só por isso.
  • Humberto  15/04/2020 01:31
    "Mas desde 2008 está ocorrendo nova intervenção na economia, para controlar o valor da moeda. O Fed esta pagando juros aos bancos pro trilionário dinheiro impresso na crise ficar parado na conta deles. E isso é novidade. A aberrante. Eles imprimem o dinheiro, mas os bancos não jogam essa oferta monetária no mercado. Sem usar esse dinheiro, não tem inflação.

    Onde isso vai parar? Pura especulação, pois é inédito nos manuais da economia. Reinventaram a roda."


    Correto. Quando o Fed, em outubro de 2008, adotou a política de pagar juros sobre toda e qualquer reserva em excesso voluntariamente mantida pelos bancos no Banco Central, ele revolucionou completamente as práticas dos Bancos Centrais. Nenhum livro-texto, nem mesmo os próprios livros publicados pelo Fed, jamais discutiu essa hipótese.

    Tal política, com efeito, colocou uma rolha no mecanismo de transmissão entre a expansão da base monetária e o aumento da quantidade de dinheiro na economia. Esse mecanismo de transmissão foi rompido. A relação entre aumento da base monetária e aumento de M1, M2, M3 e M4 foi quebrada. Não há manual de macroeconomia que discuta essa possibilidade.

    Consequentemente, há uma nova era na economia americana no que diz respeito a práticas de Banco Centrais. Qualquer economista que queira apresentar uma teoria sobre hiperinflação nos EUA em decorrência da volumosa expansão da base monetária terá de explicar como essa hiperinflação poderá ocorrer agora que o Fed descobriu essa prática de pagar juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente depositem no Fed.

    Com essa medida de pagar juros sobre todo e qualquer depósito voluntário que os bancos depositarem no Fed, a possibilidade de hiperinflação é praticamente nula.

    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros

    "Mas quando o Fed vender seus títulos esse dinheiro vai ser estimulado a ser emprestado pelos bancos. Ao ser finalmente liberado, ocorrera inflação."

    Na verdade, não. Se o Fed vender títulos, ele estará contraindo a base monetária. Isso não estimula os bancos a emprestarem dinheiro.
  • YURI  16/04/2020 04:54
    Uma dúvida:

    Pelo que entendo, o Fed após 2008 expandiu a base monetária mas, pelos motivos explicados, isso não se transformou em aumento de preços para economia real, havendo uma inflação nos ativos financeiros. Ok?

    Como se dá esse mecanismo? Como o dinheiro novo criado pelo FED chega até o mercado de ações e títulos aumentando seus preços?

    Além de ações e títulos, algum outro ativo vivenciou aumento de preços na economia americana resultante dessa impressão?
  • Jairdeladomelhorqptras  16/04/2020 21:20
    Caro Anônimo,
    Vc escreveu:
    " O Fed esta pagando juros aos bancos pro trilionário dinheiro impresso na crise ficar parado na conta deles. "
    Me atrapalhei. O q o FED ganha? Qual o interesse do FEd nisto? E imprimir e deixar parado! Se puder explicar, agradeço. Tenho a impressão que ja li a razão disto por aqui. Mas algo me está faltando.
    abraços
  • Jairdeladomelhorqptras  15/04/2020 13:33
    Caro Ash,
    O dólar está forte apesar da enorme dívida pública americana pela razão de que não existe opção visível no horizonte. Que moeda, de qual país pode substitui o dolar?
    Aabraços
  • Pesquisador   14/04/2020 22:21
    1. Por que estão dizendo que imprimir dinheiro neste momento do covid não teria inflação? Teria nos setores de alimentação que a demanda continua alta?

    2. Qual seria a melhor alternativa ao governo ao ser obrigado a gastar mais dinheiro com saúde? reservas? impressao? outros?

    Obrigado!
  • Trader  14/04/2020 22:56
    1) Isso só vale para os EUA pelos motivos explicados.

    Em todo o resto do mundo o resultado, caso tal impressão realmente ocorra, haverá a diluição do valor da moeda. E por um motivo simples: haverá mais dinheiro perseguindo uma menor quantidade de bens (haverá menor quantidade de bens por causa do choque de oferta gerado pelo confinamento).

    Atualmente, esses iluminados dizem que se, por exemplo, o Brasil imprimir dinheiro não haverá inflação porque a demanda está baixa (todo mundo desempregado e sem renda). Ora, sim, a demanda está baixa; mas se imprimirem dinheiro, a demanda, por definição, voltará. Mas aí teremos demanda sem oferta (está todo mundo confinado e proibido de produzir).

    Logo, a impressão de dinheiro acabará com o exato problema que está causando a baixa inflação (falta de demanda) — o que, por definição, ressuscitará a inflação. Se temos baixa inflação por causa da baixa demanda, a impressão de dinheiro reativará a demanda, o que voltará com a inflação.

    Essa gente é incapaz de pensar logicamente em mais de duas etapas.

    2) Endividamento. Impostos. Impressão. Nesta ordem.
  • Pesquisador  15/04/2020 00:34
    Obrigado, Trader!
  • Everton  15/04/2020 14:24
    Mas em 2008 a zona do Euro tambem nao imprimiu moeda? Isso chegou a gerar inflação?
  • Trader  15/04/2020 15:35
    Eis a evolução da quantidade de euros na economia (M2). Observe que o ritmo de crescimento caiu após 2008.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m2.png?s=emuevolvmonsupm2&v=202003260919V20191105&d1=19950422

    Ou seja, a inflação monetária na zona do euro pós-crise de 2008 foi menor do que a inflação monetária pré-crise de 2008.

    Começou a entender agora a baixa inflação de preços na Europa?

    Dica: pare de ler a mídia convencional e venha se informar com quem realmente sabe.
  • Everton  15/04/2020 17:10
    VAleu Trader, obrigado

    tb achei interessante, pode ser que ajude:
    mises.org.br/article/270/dicas-de-investimento-e-analise-da-economia-mundial--com-peter-schiff
  • Castro  15/04/2020 19:21
    Boa recordação. Eu nem sou fã do Schiff, mas, olhando em retrospecto, ele acertou praticamente tudo, principalmente preços dos imóveis e das ações.

    No ouro, então, foi cirúrgico.

    Acertou também ao dizer que quem poupasse em dólar perderia dinheiro. Dito e feito. Com os juros nas mínimas nos últimos 10 anos, a inflação de preços nos EUA subiu, todo ano, muito mais que os rendimentos pagos pelos bancos aos poupadores. Isso foi a primeira vez na história.

    Errou ao dizer que haveria um colapso do dólar. Só que, ironicamente, até houve esse colapso (vide o preço do ouro em dólar, que subiu de US$ 1.050 para US$ 1.720 nos últimos 4 anos), mas as outras moedas colapsaram ainda mais.

    Como foi uma entrevista de abril de 2009, era ainda extremamente recente a então absolutamente inédita política adotada pelo Fed, que começou a pagar juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente deixassem parados no Fed. Isso quebrou a expansão monetária. Isso evitou a inflação em massa.

    Por fim, graças ao grande aumento de produtividade (inerente ao capitalismo), o mundo produziu uma crescente oferta de commodities, o que também ajudou nos preços.
  • Everton  15/04/2020 20:23
    Acho que vc não leu tudo!
    Na verdade, tá ate dificil de entender o que vc quis dizer
    "Errou ao dizer que haveria um colapso do dólar. Só que, ironicamente, até houve esse colapso"

    Como assim??? Não houve mas até que houve, é isso? Se decidi aí!
    Aconteceu qualquer coisa no mundo menos um colapso do dolar! E nisso (e em diversas coisas) o cara errou feio.
    O cara defende uma volta ao padrão ouro, enquanto o artigo mostra que não é necessário isso, aliás, fala ate que as reservas em ouro de uma economia não bastam

    Quais países e moedas você acha que sairão primeiro da recessão?

    " Basicamente, muitas das moedas que atualmente estão atreladas ao dólar ficarão mais fortes; muitas moedas asiáticas"
    Começou mal! O yuan hj ta mais barato que em abr/2010 que foi quando ele deu a entrevista.

    "Já estamos vendo várias moedas de países com amplos recursos (energéticos e naturais) se valorizando. O dólar da Austrália e o dólar da Nova Zelândia se fortaleceram substancialmente nas últimas semanas."
    O dolar australiano é outro que ta mais mais barato que o dolar americando nas mesmas bases acima

    "Creio que veremos também um fortalecimento do euro, já que o euro parece ser uma boa alternativa ao dólar em termos de moeda de reserva. E a política monetária dos europeus não é, nem de longe, tão ruim quanto a nossa, o que já é um bom estímulo."

    Sim! Que grande fortalecimento! o Euro sim chegou mais perto de um colapso que o dolar!
  • Vítor   17/04/2020 04:19
    To investido pesado em ouro tb, aliás um libertário que não tem uma barrinha de ouro em casa é um nutella heheheheh.
    Lição 01 é não confiar em papel pintado. Papel pintado do governo então menos ainda.
    Mas só eu que vi que o schiff apostava no euro como ocupando o lugar hegemônico do dólar ( que segundo ele ia colapsar)? A
  • Café  15/04/2020 19:14
    Tem algum artigo do próprio Mises ou do próprio Hayek falando sobre a moeda americana?
    Talvez lá na época fosse mais forte a questão do padrão ouro. Como será que os pensadores libertários analisavam a questão do padrão ouro?
  • Leite  15/04/2020 19:30
  • Bob Axelrod  16/04/2020 00:26
    Tem tb o gráfico da base monetária e doM1? Não era melhor usar esse indicador. Só eh possível liquidar pagamentos com M1 e não com M2. Pq usou o M2?
  • Intruso  16/04/2020 01:08
    Não é verdade. Você pode converter M2 em M1. Um CDB, que é M2, pode ser prontamente convertido em dinheiro em conta-corrente, que é M1.

    Ademais, há momentos em que o M1 está explodindo, mas o M2 está comportado, o que significa que está simplesmente havendo uma transferência de M2 para M1. Um analista mais distraído, que olhasse apenas o M1 e ignorasse o M2, concluiria que está havendo uma forte expansão monetária, quando na realidade está havendo apenas transferências de aplicações.
  • Bob Axelrod  16/04/2020 19:09
    Mas é claro que está havendo expansão da moeda!
    Quando o M1 cresce e o M2 estagna significa que está todo mundo fugindo do CDB e indo pro dinheiro, muito possivelmente porque está esperando um default ou ve um risco maior no banco emissor do CDB, ou até pq precisa justamente de moeda pra fazer seus pagamentos, senao ele pagava suas contas diretamente com CDB e nao trocava por moeda.
    Alias, se vc for na sua corretora pedir pra vender um cdb pra pegar cash eles vao aplicar um desconto maior do que o normal, que ja seria um desconto alto. Salvo rarissimas exceções quando o cdb tem liquidez diária.

    De novo, só se LIQUIDA pagamento com M1, daí ate o fato dele ser associada à LIQUIDEZ
  • Trader  16/04/2020 19:58
    "Mas é claro que está havendo expansão da moeda!"

    Não, não está. Só há expansão monetária quando há concessão de crédito.

    "Quando o M1 cresce e o M2 estagna significa que está todo mundo fugindo do CDB e indo pro dinheiro,"

    Correto. Mas isso não é expansão monetária. Só há expansão monetária quando há concessão de crédito.

    "muito possivelmente porque está esperando um default ou ve um risco maior no banco emissor do CDB, ou até pq precisa justamente de moeda pra fazer seus pagamentos, senao ele pagava suas contas diretamente com CDB e nao trocava por moeda."

    Tudo correto. Mas isso não é expansão monetária. Não houve criação de moeda.

    Quando um cliente quer resgatar um CDB, o banco vende um ativo (ou para outro banco ou para outro cliente), e então repassa esse dinheiro para o sacador. Não há expansão monetária, pois não houve criação de dinheiro. Houve apenas transferência de dinheiro de A para B.

    "Alias, se vc for na sua corretora pedir pra vender um cdb pra pegar cash eles vao aplicar um desconto maior do que o normal, que ja seria um desconto alto."

    Correto, e procederão exatamente como descrito acima. Não há expansão monetária. Não há criação de dinheiro.

    "Salvo rarissimas exceções quando o cdb tem liquidez diária."

    Mesmíssimo mecanismo descrito acima.

    "De novo, só se LIQUIDA pagamento com M1, daí ate o fato dele ser associada à LIQUIDEZ"

    Corretíssimo. Só se liquida com M1. Por isso banco vende o CDB para alguém, e a conta-corrente deste alguém é subtraída, e o dinheiro é direcionado para quem vendeu o CDB.

    Não houve expansão monetária. Não houve criação de dinheiro.
  • anônimo  15/04/2020 10:40
    2 )cortar privilegios, salarios de burrocratas, extinguir processos inuteis e os cargos inuteis ligados a esses processos, cortar a verba do caviar, do garçom, da cortina milionaria automática, fo cafezinho de quinze mil reais por mes, caçar todos os aumentos historicos dos politicos acima da inflacao, todas as gratificacoes , cortar assessores , cargos e salarios desses. Cortar em 90 por cento a verba de gabinete.
    Cortar o bolsa bilionario, os repasses de subsidios, as gratificacoes de parentes, o auxilio moradia, o planos de saude milonaruos.
    Cortar salarios de vereadores, deputados e senadores. Cirtar o direito de aumentarem o proorio salario.
    Proibir o congresso de fazer um orçamento deficitario e que gere gastos com pautas bombas. Privatizar estatais. Cortar impostos .
    Ao extinguir processos inuteis, acabar com as taxa pagas por essas burocracias.
    Extinguir o fundo eleitoral e partidario.
    Fazendo isso o gov vai economizar bilhoes , vai funcinar muito melhor e vai ter dinheiro sobrando pra saude sem aumentar impostos, sem se endividar e sem provocar inflação pra arrecadar dinheiro.
  • Felipe L.  15/04/2020 00:50
    Eu digo: porque se tornou o Império Americano.

    Como afirma Leandro Roque: "O homem mais poderoso do mundo é o presidente do Fed."

    Nesse parágrafo, faltou uma letra maiúscula:

    "adicionalmente, a acumulação de reservas de ouro pelos Bancos Centrais nos últimos anos foi mais do que compensada, [...]"

    Bom, Japão nem se fala. A economia agora pode estar até sofrendo o problema de estagnação, mas o iene japonês é uma moeda forte, além de o país ter segurança jurídica, infraestrutura e alguma produtividade.

    E há também a razão política: a hiperinflação nos EUA corroeria os salários dos burocratas do Federal Reserve, e certamente causaria uma revolta generalizada no país sem precedentes (inflação de mais de 10% acabou com o mandato do Jimmy Carter). Acho que uma "japanização" da economia americana seria pouco provável, porque ao passo que no Japão há um sério problema demográfico e de acessibilidade (para quem quiser se mudar para lá, por ser uma ilha), nos EUA, todos os anos, brotam pessoas de todas as partes do mundo querendo trabalhar, sejam como assalariados, sejam como empregados. Isso automaticamente já faz a economia crescer, e mais pessoas para sustentar as dívidas do governo americano. Por ser um país continental e com federações dotadas de alguma autonomia, então a pessoa com um visto de residência do país pode morar na Flórida, ou no Texas, ou onde quiser, podendo explorar mais oportunidades.

    Mudando de assunto... ainda bem que (ufa!) o Roberto Campos Neto sabe que não dá para sair imprimindo dinheiro loucamente.
  • GOLD COIN  15/04/2020 01:17
    Off-topic:

    Quais os possíveis efeitos da medida abaixo?

    "Japão disponibilizará 2,2 bilhões de dólares para transferir fábricas de volta ao país"

    www.forte.jor.br/2020/04/07/japao-disponibilizara-22-bilhoes-de-dolares-para-transferir-fabricas-de-volta-ao-pais/
  • Yamamoto  15/04/2020 01:37
    Esbulho do pagador de imposto, dinheiro fácil no bolso dos empresários amigos do governo e, no longo prazo, encarecimento dos produtos (pois os custos de produção no Japão são muito maiores que na China).

    Mas eis a parte mais sensacional: por que, em vez de dar dinheiro para as empresas, o governo não simplesmente corta impostos, encargos trabalhistas, burocracias e regulações? Isso seria ainda mais eficiente para trazer as empresas de volta, e sem o problema do aumento dos preços futuros (pois agora os custos operacionais serão menores).

    O simples fato de o governo não fazer isso, preferindo fazer repasses, deixa claro que se trata de um programa muito mais voltado a dar dinheiro diretamente para os amigos do rei do que um voltado a realmente melhorar o ambiente empreendedorial.
  • OLEGÁRIO  15/04/2020 01:47
    Sendo novato no estudo da economia: certa vez ouvi uma explicação que a lei da oferta e demanda é a base da economia, sendo uma lei irrefutável, estando para a economia assim como a lei da gravidade está para a física. Procede?

    A lei da oferta e demanda sempre será válida em qualquer situação para explicar a formação de preços de um bem/serviço? Em qualquer situação o preço é um reflexo da oferta e demanda?

  • Maciel  15/04/2020 14:21
    Mas dá pra dizer que os anos 90 em diante foram os mais liberais da historia do país? Quando começou a abertura da economia e privatização das estatais.
    Dos anos 30 a 80, o governo tinha cambios distintos para importação e para exportação, um controle de preços em diversos níveis, substituição de importações, criação de diversas estatais em varios setores, nao existia a figura juridica das PPPs e concessões.
  • Ulysses  15/04/2020 15:45
    Não sei se "da história do país seria correto". Todo o período até antes de 1930 tinha muito mais livre comércio com o mundo e mais liberdade de empreendimento, bem como uma moeda mais sólida.
  • Jairdeladomelhorqptras  16/04/2020 13:42
    Carlo Ulysses,
    Concordo contigo que antes do fascista Getulio (1930) o Brasil tinha mais liberdade econômica. Mas aqui vai um exempo, talvez, que no Brasil, mesmo naquela época, não tinha tanta liberdade assim. O caso refere-se ao Banco do Brasil.
    O Banco do Brasil quebrou e deixou de existir após a Ida de D. Pedro I para Portugal. Seu pai já tinha deixado o Banco quebrado quando tb foi p/ Portugal. Resumindo: Mauá refundou o Banco do Brasil e D. Pedro II estatizou-o.
    Abraços
  • anônimo  15/04/2020 21:14
    Nao , depois dos anos 90 o pais ta longe de ser liberal. So avançou em algumas areas . Na verdade com a Dilma , o pais caiu de 90 pra 154 em liberdade economica.
    Nos anos da republica ja tivemos um current boaed e as empresas podiam concorrer mais , sem intervenção, antes do getulio Vargas fascista.
    O pais de hoje é um tipo de capitalismo de estado. Ate as privatizações foram feitas num sistema amarrado.
  • YURI  15/04/2020 02:09
    Tento demonstrar para alguns esquerdistas que no Brasil nunca houve, de fato, um liberalismo econômico. Historicamente, a economia brasileira sempre teve um viés estatizante, intervencionista, sendo que isso é a causa do nosso atraso.

    Há no IMB artigos com análise e dados históricos que permitam demonstrar com mais detalhes essa realidade da economia brasileira?
  • Leitor  15/04/2020 02:32
  • Holder  15/04/2020 16:01
    Amigo, conselho, nem perca tempo, eles não vão ler os artigos e você vai se estressar mais ainda. Eu nem envio mais artigos para meus amigos justamente porque já me estressei demais com isso. Nunca leram, e os poucos que falaram que leram, viram só o primeiro parágrafo e aí inventaram um discordância, e falaram o típico "parei de ler depois desse absurdo x" kkkkk
  • Anti-BC  16/04/2020 21:42
    Verdade!

    A coisa é assim mesmo.
  • Maurício Lemos  15/04/2020 08:12
    Ao que parece, Srs, estamos ressuscitando J. M. Keynes, já que o endividamento público é quase certo.
    Mas aqui no Brasil vejo alguns oportunismos.
    O que os Srs acham?
  • Carlos  15/04/2020 15:31
    Aqui só tem oportunismos. É coisa nossa.
  • Pedro Henrique  15/04/2020 08:29
    Obrigado, nunca tinha entendido porque os Eua podiam se dar ao luxo de ficar imprimindo quantidades imensas de dolar sem sofrer consequências.
  • Luiz  15/04/2020 12:24
    Me chamou a atenção a questão da escassez de dólares após subtraída a oferta monetária nos EUA dos passivos externos denominados em dólares.

    Algum sabe de algum artigo que aprofunde mais nessa questão?
  • Trader  15/04/2020 18:42
    Não sei se tem, mas é lógica básica. Se o total da dívida denominada em uma moeda é muito maior do que a oferta monetária desta moeda, e se uma parte substantiva dessa dívida está vencendo e tem de ser rolada, então a procura por esta moeda irá fazer subir seu preço. Tudo é precificado na margem.
  • Vorner   16/04/2020 03:49
    Isso tb me chamou atenção. Teria que ver a duration dessas dívidas e quando efetivamente precisaria da moeda pra rolar a dívida.

    Teria por acaso o mesmo indicador para o real. A escassez ou excesso de reais na economia?
  • Marcos  16/04/2020 15:59
    Procure a dívida total denominada em reais (só tem a do governo e a dos brasileiros; desconheço haver governos e cidadãos estrangeiros que se endividam em reais) e o total de moeda.
  • Gustavo A.  15/04/2020 14:31
    Chicaguistas, Keynesianos, TMMs e cia estão descobrindo que modelos são passíveis de falhas. Os modelos utilizados, SIR e SEIR falharam para prognósticos e previsões, deixando a turma toda desesperada.

    O pior foi o profeta do apocalipse, Átila, que leu um artigo feito por Harvard em 15 minutos e saiu postando como se fosse autoridade em ciências econômicas também.

    Isso é importante pra que a gente sempre defenda a liberdade do individuo acima de qualquer modelo matemático (os chicaguistas implantariam o socialismo, se algum modelo provasse que daria certo).
  • Cassio Fernandes  15/04/2020 15:08
    No passado eu tb acreditava que a bolha iria estourar nos EUA, isso seria em teoria o que deveria acontecer. MAs o dolar alem de moeda eh um produto de demanda alta, pois nao ha outra alternativa. O ouro eh escasso para a economia mundial. Uma utopia.
    Trump como um investidor imobiliario. sabe que para vender seu Imovel, mesmo endividado, deverah ser reformado, renovado e valorizado. Foi o que fez, transmitiu uma imagem de poder militar, investindo forte na area energetica e produtiva, baixou impostos para demonstrar que seu Imovel eh atrativo forte e promissor.
    Esse eh o lastro dos EUA . O berco da democracia e liberdade, seguranca belica e de mercado. Onde mais investir em massa ?
    Muitos diziam que CHina seria o novo centro do mercado e sua moeda seria a moeda de troca mundial, mas o que garante que teu investimento na CHina poderah ser confiscado a qualquer momento ?

    A economia nao se baseia soh em numeros e graficos, mas tb em psicologia de mercado. Uma prova foi dada pelo Bitcoin, que nao tem valor intrinsico algum nem lastro , mas seu valor tem como lastroa uma percepcao psiologica e especuladora. Um bem altsamente instavel.Teve seu valor aumento devido aa inseguranca economica mundial.

    Se a democracia americana continuar solida, seu poder miliar forte e seu poder economico continuar dominante e serio, o dolar continuarah com a demanda forte e seu valor continuarah forte.
  • Rafael Martucci  15/04/2020 15:21
    Olá, desculpe comentar isso aqui nesta publicação, mas eu gostaria de ver algum economista comentando a idéia mirabolante de "imprimir dinheiro" do Meirelles.
  • O Alquimista  15/04/2020 17:49
    O que se vê é uma grande "Lei de Gresham" em nível Global.

    O Dólar vai fazer todas as outras moedas sublimarem...

    Tudo isso é culpa do estágio de FINANCEIRIZAÇÃO do Capitalismo. O dinheiro que era um MEIO, virou um FIM.

    Os ricos não arriscam seu dinheiro colocando na economia real, gerando empregos, criando novos produtos, eles preferem ganhar com juros.

    Estamos caminhando pra um mundo cada vez mais monopolizado (monopólio do dólar) e um imposto global como Pikety tinha sugerido se faz cada vez mais necessário.
  • Paulo  15/04/2020 19:22
    Falou pouco, mas falou b@$ta.

    Lei de Gresham não tem nada a ver com isso que você falou. A Lei de Gresham diz que, se o governo estipular uma taxa de câmbio fixa entre duas moedas concorrentes, a moeda ruim irá retirar de circulação a moeda boa.  Isso ocorre porque a moeda ruim, em decorrência da imposição artificial de uma taxa de câmbio, se torna sobrevalorizada, ao passo que a moeda boa, também por causa dessa taxa de câmbio artificial, se torna subvalorizada. 

    Na prática, é como se o governo da Suíça decretasse uma taxa de câmbio fixa entre o franco suíço e o real, e o real se tornasse moeda de curso legal na Suíça.  Os suíços passariam a entesourar o franco e utilizariam o real para transações correntes e corriqueiras.

    Se estivesse ocorrendo a Lei de Gresham agora no mundo, teria de haver taxa de câmbio fixa entre as moedas e o dólar, e aí todas as moedas estariam sendo utilizadas nas transações globais no lugar do dólar. Isso, obviamente, é o exato oposto do que está ocorrendo.

    Quanto aos ricos "ganharem com juros", pergunto: que juros?! Faz dez anos que não praticamente não há juros nos países desenvolvidos. Como os ricos estão fazendo essa mágica?

    Quanto ao imposto global, é uma ótima ideia para políticos e seus aliados nas grandes corporações. Um desdentado que compra um pano importado da China irá pagar impostos que se transformarão em subsídios para as megacorporações. E com o seu apoio. Tem que ser muito imbecil para defender tomar mais dinheiro do povo para dar para políticos. Ou seja, tem que ser adorador de Piketty.

    Uma lição prática de economia real: o que houve com os ricaços da década de 1980?

    Thomas Piketty e seus dados improváveis

    Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

    Os três principais erros de Piketty

    Piketty está errado: mercados não concentram riqueza
  • Felipe L.  15/04/2020 21:45
    Como trazer gente que pensa em tirar seus investimentos e negócios da China, para o Brasil?

    Simples: respeito aos investimentos estrangeiros e domésticos, segurança jurídica, investimento privado em infraestrutura, moeda estável e forte, facilitar a importação e exportação, abertura e fechamento de negócios e admissão e demissão de funcionários (dificultar demissão não vai eliminar o risco de demissão, nem diminuir o risco de demissão).

    Alguém aí sabe na prática o que é a Zona Franca de Manaus? Se ela é benéfica ao desenvolvimento regional, por que não fazer uma "Zona Franca do estado de Pernambuco"? Uma "Zona Franca da região Sudeste"?

    Brasil não vai ter moleza. Irá concorrer com Estados Unidos da América, países da Ásia, Europa e Oceania. Se o AMLO tivesse sido pragmático como foi o Lula no primeiro mandato (não sei se ele será, pelo menos o peso mexicano se valorizou nos últimos meses), capaz de já ter atraído um monte de investidores.
  • anônimo  16/04/2020 00:09
    Uma zona franca no minino, numa região se tem desconto no imposto, isto é uma facilidade de compra e venda.
    Fora da zona vc vive no regime tributario normal. Dentro dela dependendo das regras , por exemplo, o imposto é menor, não e cobrado o imposto de importacao para materiais indústriais.
    Em manaus, ocorre desconto no imposto de renda, no de servicos Redução de até 88% sobre o Imposto de Importação;
    Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
    Redução de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
    Isenção da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins. Este benefício, porém, só é válido nas operações internas na Zona Franca.

    Tb ocorre:Isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana;
    Taxas de Serviços de Coleta de Lixo;
    Taxas de Serviços de Limpeza Pública;
    Taxas de Serviços de Conservação de Vias e Logradouros Públicos;
    Taxas de Licença.

    Na pratica , quem vive nessa ilha tem menos obrigacoes. Dae que quem vive fora dela tem que pagar a conta. O ideal seria que todas essas.vantagens fosse pra todos os empresarios , em todo território nacional. Nada desse excesso de impostos pra uns e desconto pra outros.
    Ou entao em toda periferia, favela, que a regiao degradada ja recebesse facilidade pra negocios, nada de.facilitar a centralizacao das cidades.
  • Libertário revoltado  16/04/2020 19:33
    Esqueça isso aqui, amigo. Ninguém em sã consciência irá trazer capital para o Bostil, muito menos sair da China e vir operar aqui. As mudanças que precisamos, pra ser um país amigável ao investidor, nunca serão feitas.
    O Brasil é fadado ao fracasso, pior, nos próximos anos irá falir e arrastar toda população pra outro período de miséria. A melhor solução é sair daqui enquanto pode.
  • Anti-BC  16/04/2020 22:00
    O pior é ver e ouvir MUITOS brasileiros satisfeitos com a situação institucional do Brasil.

    Acham que está tudo bem.

    Realmente acham que tributação elevada e complexa, regulamentações gigantescas, poder judiciário trabalhista, desconsideração pela propriedade privada, dívida estatal crescente e moeda fraca trazem benefícios reais e duradouros.
  • Leigo  15/04/2020 21:47
    E quanto a atual escassez do gás de cozinha?

    O mercado do gás de cozinha é extremamente regulado/oligopolizado como petróleo e gás natural ?

    A escassez atual é reflexo mais do aumento do consumo doméstico (embora o consumo no setor industrial/comercial possa ter caído) ou dessa maldita quarentena que afetou a produção/distribuição do produto?
  • Carlos Alberto  15/04/2020 22:53
    O preço é inteiramente controlado pela Petrobras, que também é a monopolista do setor. As distribuidoras dizem que as fornecedoras não têm o produto. E as fornecedoras falam que a Petrobras não está entregando.

    www.agazeta.com.br/es/economia/consumidores-do-es-relatam-dificuldade-em-encontrar-gas-de-cozinha-0420

    De fato, com todo mundo trancado em casa, seria meio que um milagre haver abundância de gás. Mas fazer o quê, né? Todo mundo defende essa atual excrescência que estamos vivendo. Vamos nos lascar todos…
  • Ex-microempresario  17/04/2020 18:52
    Quanto você refina petróleo, sai um tanto de GLP, um tanto de gasolina, um tanto de diesel. Dá para alterar um pouquinho a proporção entre eles - só um pouquinho.

    Como o consumo de gasolina e diesel diminuiu, a Petrobrás está refinando menos petróleo, e aí falta GLP.

    Se aumentar o refino para atender a demanda de GLP, vai sobrar gasolina e diesel. Isso a Petrobrás não vai fazer.

    Não esqueça que para os seus funcionários, a Petrobrás não existe para servir ao país. O país é que existe para servir à Petrobrás.
  • Yuri  15/04/2020 22:38
    " a escassez global de dólares pode subir de US$ 13 trilhões em março de 2020 para US$ 20 trilhões em dezembro. E isso se considerarmos que a recessão global não será duradoura."

    Podemos concluir que essa escassez dólares (embora compensada pela impressão de dólares pelo Fed) tem grande potencial paa gerar uma valorização ainda maior do dólar perante o real?

    Ou seja, aqui no Brasil provavelmente veremos o dólar renovar as máximas daqui pra frente?
  • Trader  15/04/2020 22:54
    Na dúvida, compre ouro. Não tem como dar errado.
  • YURI  16/04/2020 03:10
    Sim ,Trader.
    Graças a conhecer o IMB e começar a entender (um pouquninho) de EA, eu consegui comprar a maior boa parte do ouro que possuo quando ele estava a R$ 180,00/g e depois fiz outras compras ainda bem abaixo do preço atual.

    Mas, perguntei isso pensando nas péssimas consequências de um dólar ainda mais alto sobre a economia brasileira. Na área que trabalho já vi essa alta do dólar complicar a vida de muitos clientes (mesmo antes da quarentena).
  • YURI  16/04/2020 04:26
    "Todos os outros países do mundo estão vivenciando perda de reservas, redução na entrada de dólares e necessidade de rolar dívidas em dólares ao mesmo tempo em que estão expandindo suas respectivas bases monetárias (em moeda local) a uma taxa maior que a do Fed"

    O Brasil também está expandindo sua base monetária em ritmo maior que o FED? Onde podemos acompanhar evolução da expansão da base monetária do Brasil e dos EUA?
  • Carlos Alberto  16/04/2020 16:00
    Sites do Banco Central e do Fed.
  • Felipe L.  16/04/2020 21:48
    Sugiro lerem esse texto "The US Labor Market Will Heal Faster Than the European One"

    O artigo é bom e curto.

    Decepciona é que no Mises Institute às vezes aparecem pessoas com comentários extremamente imbecis, como nesse artigo. Aproveitei para comentar lá também.

    Deveriam tirar esse sistema de Disqus e, caso tiver como, eles tirarem a opção de curtir ou descurtir, porque só dá importância para comentários idiotas. Isso explica um dos motivos da seção de comentários daqui ser boa, estimula o debate e a discussão.
  • Felipe L.  17/04/2020 02:52
    O que foi exatamente esse PAEG feito no comecinho do governo militar brasileiro? Procuro e procuro na rede, e expressões como a "inflação de custos" são mencionadas com frequência, assim como algumas expressões como "inflação inercial". Alguma coisa foi feita (pelo menos foi o que vi neste artigo), pois para um país ter tido aquele impulso do milagre econômico, precisa de alguma "base". Um país em frangalhos não consegue ter uma expansão gigantesca que o Brasil teve. No ano de 1964, o PIB per capita estava em pouco menos de US$ 4000. Em 1980, já estava em quase US$ 8000. Depois estagnou e só teve um aumento real depois do Plano Real. Se ele estagnou, então pode-se dizer de que algo errado estava ocorrendo, não?

    Até o momento, descobri essas coisas que foram feitas nesse início de regime:

    - Introduziu os títulos federais com correção monetária, de valor atualizado trimestralmente. Eram denominados "Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional" (sigla ORTN). Surge uma nova forma de financiar os déficits do governo, diminuindo a chamada monetização de déficits (imprimir dinheiro para pagar déficits). Os títulos já existiam, mas não tinham esse mecanismo. Uma das finalidades era de reduzir a inflação de preços.

    - Centralizar os impostos e tornar a "arrecadação" mais eficiente (foi aí que nasceu a atual Secretaria da Receita Federal). Parte considerável do financiamento estatal à época vinha por pura impressão de dinheiro. O resultado é que a carga tributária aumentou. Ela subiu de 15% em 1963 para 21% do PIB em 1967. Havia sido criado também o ICM, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias.

    - Imposição do FGTS, sigla para Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Na prática, foi uma troca: com o FGTS, eles eliminaram o bizarro artigo 492 da CLT, que previa estabilidade a quem ficasse mais de 10 anos na mesma empresa (era pior do que eu imaginava). Com isso, criaram também o BNH, o Banco Nacional da Habitação, uma estatal para financiar imóveis, décadas depois extinta e tendo essa função cumprida pela Caixa Econômica Federal. O FGTS servia para financiar também esses imóveis.

    Em algumas fontes, foi dito de que o salário mínimo real caiu nesse período, além de terem usado as expressões "arrocho salarial". Mas esperem um pouco: se o PIB per capita aumentou tanto nesse tempo, como é que se pode dizer de que os salários foram prejudicados? Ok, o PIB per capita é imperfeito, mas é um mensurador relevante. Pelo menos deve ser praticamente impossível achar o salário médio brasileiro, de cada ano, em cruzeiros (Cr$).

    De tudo que procurei (até arquivo do programa em si, eu achei), não encontrei nada mencionando o que eu esperava: um ajuste baseado no corte de despesas, burocracias e impostos. Só informações picadas. Uma suspeita: dado de que a inflação de preços nesse período era continuamente alta (embora ela tenha diminuído bastante depois de 1964, estava longe do satisfatório), pior do que na era petista, então foi feito quase nada, correto? Por exemplo, olhem a inflação pornográfica no período.

    O Roberto Campos era liberal, mas ele fez pelo jeito pouca coisa...

    PS: Pena existir apenas um Leandro Roque. Só ele consegue conhecer a economia brasileira com profundidade, e explicar isso de maneira extremamente didática.
  • anônimo  17/04/2020 03:41
    alteração na forma de financiamento do déficit público, que deixou de ser financiado por emissões de papel moeda e passou, em 1965, a ter 55% de seu montante financiado por operações de venda de títulos de dívida pública — obrigações reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTNs) — e, em 1966, a ser totalmente financiado por estes empréstimos junto ao público .

    O método de calculo do reajustamento dos salarios foi basicamente congela los: que o salário reajustado seja determinado de modo a igualar o salário real médio vigente nos últimos 24 meses, multiplicado a seguir por um coeficiente que traduza o aumento de produtividade estimado para o ano anterior, acrescido da provisão para compensações de resíduo inflacionário porventura admitido na programação financeira do governo, e que o método de reajustamento acima definido seja também comunicado à Justiça do Trabalho, como representando o ponto de vista do Poder Executivo Federal.

    Quanta burocracia so pra definir o salario. Muita intervenção.

    Houve expansão do credito paralelo. No ano de 1965, as políticas monetária e creditícia atuaram no sentido de elevar substancialmente os índices de liquidez real, situando-os sempre acima da taxa de crescimento dos preços.
    Se o credito ta crescendo , e ta havendo inflacao represada, manter os salarios parados equivale a congelar.
    Nao tinha como os precos nao subirem proporcionalmente com o credito.
  • Felipe L.  18/04/2020 00:49
    **tentando de novo, acho que o sistema de comentários daqui está com problema, tentei responder o anônimo e a resposta foi parar lá embaixo...**

    Isso incluía salários no setor privado, mesmo não sendo o valor do salário mínimo?
  • anônimo  18/04/2020 03:57
    No PAEG ocorreu uma facilitação para atrair capital externo. Foi assim que multinacionais vieram e se instalaram . Houve investimentos privados estrangeiros então. Gerou-se emprego e renda na indústria, por exemplo.
  • Felipe L.  18/04/2020 12:32
    E quanto aos salários? Sabe se esse controle era em todos os salários, inclusive do setor privado, mínimo e acima do mínimo?
  • Rodrigo  17/04/2020 07:25
    Diante do colapso do sistema financeiro mundial. Quais os impactos de um calote do governo americano e seus efeitos no dólar nas transações comerciais? E o que aconteceria com as reservas internacionais do Brasil que corresponde mais de 90% em títulos americanos? Com a crise a permanência do câmbio flutuante seria descartada para um currency board (Câmbio Fixo)? é qual seria a ancora para esta estabilização cambial(Franco suíço, prata, ouro, rublo, libra)? Com a expansão monetária dos Banco Centrais a utilização do deposito compulsório de 100% se mostraria eficaz na diminuição da base monetária e quais as consequência para os grandes bancos diante desta ação?
  • Faro  17/04/2020 16:32
    "Quais os impactos de um calote do governo americano e seus efeitos no dólar nas transações comerciais?"

    Não haverá nenhum calote do governo americano. Não faz sentido nenhum ele fazer isso.

    "E o que aconteceria com as reservas internacionais do Brasil que corresponde mais de 90% em títulos americanos?"

    Como não haverá nenhum calote, elas continuarão existindo normalmente.

    "Com a crise a permanência do câmbio flutuante seria descartada para um currency board (Câmbio Fixo)"

    Sem chances.

    "é qual seria a ancora para esta estabilização cambial(Franco suíço, prata, ouro, rublo, libra)?"

    Não ocorrerá.

    "Com a expansão monetária dos Banco Centrais a utilização do deposito compulsório de 100% se mostraria eficaz na diminuição da base monetária e quais as consequência para os grandes bancos diante desta ação?"

    Nenhum banco central irá aumentar compulsório.
  • Felipe L.  17/04/2020 17:10
    Nem o governo brasileiro vai dar calote, imagine o americano. O motivo? Explicado neste trecho, deste ótimo artigo:

    "Calote?

    Antes de prosseguirmos, uma rápida consideração sobre "as chances de calote".

    Quando você entende que o governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo, torna-se claro por que ele jamais dará o calote em seus credores, como recorrentemente gostam de alertar alguns catastrofistas.

    Isso seria de uma burrice inominável.

    Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Dito isso, prossigamos."
  • Paulo Borges  17/04/2020 15:38
    O PAEG ele basicamente preparou o terreno para o crescimento economico, dado que ele deu uma ajustada nas contas públicas reduzindo a inflação e trouxe melhorias institucionais ao país como a criação do Banco Central.
    Isso abriu caminho pra que no momento seguinte ocorresse o milagre economico, com o pais avançando na industrialização.
    Para mim o maior pecado do período do milagre foi nao ter investido em educação de maneira a contento, até saúde foi um pouco negligenciada no período. Não há milagre, literalmente, que faça uma economia perpetuar crescimento sem mdo qualificada. Isso junto com questoes mais conjunturais como os dois choques do petroleo, alto endividamento externo (tb poderia ter sido melhor moderado o incentivo ao K estrageiro), o esgotamento do modelo (não havia mais tanta mdo livre disponivel do campo para migrar para cidade) e contas públicas em frangalhos fizeram a crise dos anos 80.
    Colocaria ainda outro fator na jogada. A elevada concentração de riqueza no campo. A nossa carga historica do patrimonialismo portugues nos prejudica há séculos. Citando uns nomes como Barbalhos, Sarneys, Caiados são famílias que desde os tempos da Coroa mandam e desmandam nesse país e tiveram sua ascenção galgadas na política de colonização de exploração latinfundiária aqui implementada e perpetuada (diferentemente do historico mais voltados a minifundios e de ocupação como EUA e Austrália). Essa turma sempre foi amiga do Rei e permanece sendo, cabrestando o povo desde séculos.

    Com relaççao ao PIB crescer mesmo com redução salarial, cabe destacar que pelo lado da renda o PIB é composto por salários, lucros, alugueis e juros. O PIB cresceu em cima das outras componentes
    Por fim : recomendo livro Economia Brasileira Contemporanea do Giambiagi (um dos poucos liberais de respeito neste país) livro de muito fácil leitura voltado para todo tipo de público.
  • Felipe L.  17/04/2020 22:33
    Isso incluía salários no setor privado, mesmo não sendo o valor do salário mínimo?
  • anônimo  19/04/2020 01:40
    Sim. Seguiam as diretrizes de reajuste inferior ao da inflação. E a inflacao foi alta. Era a época do arrocho salarial. Aos poucos os salários foram achatando
    A cada ano o arrocho ia achatando os salarios dos trabalhadores . Porque os donos de empresas tinha acordo com o governo e esse.mantinha os sindicatos controlados.
    Compensava mais investir no mercado financeiro.
    Parece ate a tmm. Combater a inflação diminuindo os salários ou aumentando impostos pra ter menos dinheiro circulante na economia.
    O crescimento so se deu porque os custos das empresas cairam muito, em termos de salarios.
    Mas com o achatamento o mercado interno se reduziu, pois todos compravam menos.
    A politica externa era exportar. Nao estavam mesmo muito preocupados com o bem do consumidor interno. Exportadores eram favorescidos. As empresas instaladas aqui tinham esse arranjo.
    Produtores para o mercado interno nao. Esse enfraquecimento levaria a carestia dos produtos basicos, que foram congelados pra nao terem seus precos aumentados.
    Assim como ate hoje, algumas empresas tem beneficios, e os impostos recaem aos nao privilegiados. Essa era nunca acabou.
  • Felipe L.  19/04/2020 12:57
    Anônimo, essa parte eu não entendi:

    "[...]acrescido da provisão para compensações de resíduo inflacionário porventura admitido na programação financeira do governo[...]"

    O que seria essa provisão de compensações de resíduo inflacionário da programação financeira do governo?
  • Felipe L.  18/04/2020 01:32
    O que foi exatamente esse ajuste nas contas? O PIB cresceu em quais outros componentes?

    Vou ver esse livro que você falou, obrigado.
  • abtpqr  18/04/2020 09:08
    alguém teria uma ajuda para alguém que não conhece o sistema de ativos,passivos,títulos,rolar dívidas,taxa selice etc ?
    Eu sou anarcocapitalista,mas essas questões mais técnicas,quando vejo artigos sobre elas,sempre começam com todos os termos,não consigo achar algo mais introdutório
  • anônimo  19/04/2020 01:10
    www.tororadar.com.br/investimento/bovespa/conceitos-financeiros

    www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=epge.fgv.br/we/Graduacao/Investimentos/2010%3Faction%3DAttachFile%26do%3Dget%26target%3DUnidadeI.pdf&ved=2ahUKEwiB9LqSpPPoAhW-lXIEHS_JAaoQFjAFegQIBBAB&usg=AOvVaw1idCHvfom5-cOLuA8ToiC2

    Ativo et uma posicao ou bem que lhe cria dinheiro
    Passivo é uma posiçãoou bem que tira dinheiro.
    Um carro pode ser passivo ou ativo. Vc o compra e esse bem desvaloriza. Nessa situação é um passivo. Mas se o carro é um instrumento de trabalho , lhe tras renda, ele é um ativo, isto é, lhe traz dinheiro.
    O que vc investe entao pode ser ativo ou passivo. Normalmente uma maquina que comprou pra aumetar sua produtividade é um ativo( so serve pra produzir bens que vendidos , lhe vao trazer mais dinheiro, mas é necessario que a produção dessa seja maior que seu custo, senão e passivo pois lhe tira dinheiro.acad unidade fabricada.
    Outra coisa importante, o banco chama de ativo qualquer objeto financeiro. Mas isso nao garante que aquilo cai te dar dinheiro. Vc que precisa entender o que lhe trara dinheiro ,ou lhe tirara dinheiro.
    Só é antietico quando mentem.pra.vc sair comprando como se tudo fosse ativo, prometendo valorização infinita. Ativos nao valorizam pra sempre. Seus preços de mercado sobem e descem.

    Se quiser mesmo entender faça cursos de
    precificação de ativos , de analise gráfica, fundamental. Aprenda a avaliar.
  • Paulo Borges  18/04/2020 14:04
    O PIB tem três óticas distintas (as três tem que dar o mesmo resultado financeiro) e cada ótica tem suas componentes

    As 3 óticas são através da despesa, oferta e renda.
    A da despesa é o famoso: C+I+G+(X-M)
    Consumo, investimento, gasto governamentais, exportação - importação

    A da oferta é o somatório de todos os produtos finais da economia, ou seja, tudo que é produzido deduzido dos bens intermediários (do contrario haveria dupla contagem). São contas bem complexas envolvendo operações matriciais.

    E por fim, a ótica da renda que envolvem os salários, lucros, aluguéis e juros. E quando indica salários aqui são todos os salários incluindo setor público e setor privado e de todos os níveis salariais.

    O importante é notar que a única componente ligada à pessoas que não possuem patrimonio é a do trabalho. Quem tem patrimonio e investe aufere lucro, juros e/ou renda de aluguel, quem nao tem, os trabalhadores, auferem apenas o salário.
    Entao quando o PIB per capita cresce com os salários per capita caindo significa que há uma maior concentração do PIB em lucros, juros e alugueis per capita, o que mostra uma maior concentração de renda.
    Ademais, perceba que a massa salarial pode crescer mesmo com a queda do salário per capita, basta reduzir o desemprego. Mas tenha em mente que na época, o exodo rural era muito forte, gente que trabalhava no campo com a propria subsistencia ou quase escravidão passou a ter emprego e salário nas cidades

    Há de convir que com o aparato institucional vigente à época do Milagre Economico era mais fácil manter a média salarial baixa, isso aumentou o lucro e o incentivo ao investimento e assim o PIB disparou.

    Por fim, quando se fala de ajuste nas contas (públicas), quer dizer que houve uma redução do deficit público, seja aumentando impostos, seja cortando despesas ou ambos. Sinceramente não lembro qual dos dois foi o mais forte praquele período.
  • Cassio Fernandes  20/04/2020 15:04
    No passado eu tb acreditava que a bolha iria estourar nos EUA, isso seria em teoria o que deveria acontecer. MAs o dolar alem de moeda eh um produto de demanda alta, pois nao ha outra alternativa. O ouro eh escasso para a economia mundial. Uma utopia.
    Trump como um investidor imobiliario. sabe que para vender seu Imovel, mesmo endividado, deverah ser reformado, renovado e valorizado. Foi o que fez, transmitiu uma imagem de poder militar, investindo forte na area energetica e produtiva, baixou impostos para demonstrar que seu Imovel eh atrativo forte e promissor.
    Esse eh o lastro dos EUA . O berco da democracia e liberdade, seguranca belica e de mercado. Onde mais investir em massa ?
    Muitos diziam que CHina seria o novo centro do mercado e sua moeda seria a moeda de troca mundial, mas o que garante que teu investimento na CHina poderah ser confiscado a qualquer momento ?

    A economia nao se baseia soh em numeros e graficos, mas tb em psicologia de mercado. Uma prova foi dada pelo Bitcoin, que nao tem valor intrinsico algum nem lastro , mas seu valor tem como lastroa uma percepcao psiologica e especuladora. Um bem altsamente instavel.Teve seu valor aumento devido aa inseguranca economica mundial.

    Se a democracia americana continuar solida, seu poder miliar forte e seu poder economico continuar dominante e serio, o dolar continuarah com a demanda forte e seu valor continuarah forte.


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