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Coronavírus: um caso raro de choque de oferta e de demanda - e suas possíveis consequências nefastas
E o que deveria ser feito

Em termos puramente econômicos — ênfase em 'econômicos' —, a atual epidemia do Covid-19 (que está prestes a virar pandemia) apresenta um estimulante debate intelectual: no curto prazo, teria este cisne negro um efeito inflacionário ou deflacionário sobre os preços da economia global?

E no longo prazo, quais as suas reais consequências?

Rápida cronologia

Como o leitor certamente já está ciente, a difusão do novo coronavírus está causando sérios estragos econômicos. 

Ainda em fevereiro, a China entrou em quarentena. Quase 70 milhões de chineses foram literalmente mantidos presos dentro de casa pelo governo. A pena para quem desrespeitasse o aquartelamento era a cadeia. Empresas foram fechadas e linhas de montagem foram paralisadas. Restaurantes não abriram. Ninguém saía às ruas, que ficaram desertas. Nos poucos supermercados abertos, passou a haver racionamento e rigor na entrada de clientes. A atividade do setor privado (PMI - Índice dos Gerentes de Compras), sem nenhuma surpresa, desabou para as mínimas históricas. As principais companhias aéreas do mundo suspenderam seus voos para a China.

E então, apesar de todos os esforços, o vírus começou a se espalhar pelo mundo. Chegou à Coreia do Sul e causou estragos semelhantes. A Samsung e a LG fecharam várias fábricas. Depois chegou ao Japão. Escolas estão fechadas. Está havendo racionamento nos supermercados e, recentemente, uma escassez de papel higiênico

Na Austrália, que também está sendo afetada, observa-se fenômeno idêntico. Um jornal local até passou a imprimir oito páginas extras para serem utilizadas como "papel higiênico de emergência"

Agora, o vírus se vai se espalhando rapidamente pela Europa. Ainda ontem, o governo da Itália, que se tornou o segundo país mais afetado pela epidemia (já são 631 mortos), simplesmente decretou o isolamento do país. Reuniões públicas estão banidas e qualquer movimentação pelo país está proibida, com exceção daquela estritamente necessária para atendimentos médicos e emergências. A polícia foi instruída a impingir rigorosamente as proibições.

Nos EUA, a epidemia ainda é incipiente, mas já demonstra rápido avanço. Já são mais de mil casos e 31 mortos. E, é claro, a venda de papel higiênico passou a ser racionada pelos supermercados (também no Canadá), em decorrência da súbita e inesperada demanda.

Ao redor do mundo, eis a situação: viagens a turismo e a negócio entraram em colapso (o que está afetando severamente a solvência das companhias aéreas), conferências e eventos esportivos estão sendo cancelados, e, principalmente, toda a cadeia global de produção foi severamente atingida, com várias fábricas e empresas fechadas. 

Assim, a oferta global de produtos está afetada, pois as cadeias de suprimento, que possibilitam a produção desses bens, estão paralisadas.

Portanto, temos um impacto sobre a oferta (cadeias interrompidas, fábricas paradas, férias coletivas) e sobre a demanda (restrições de circulação, fechamento de escolas, interrupção de eventos de massa, viagens canceladas, lojas vazias, comércio sem clientes). 

Ambos estes choques de oferta e demanda — bem como a expectativa de que há muito mas por vir — geraram pânico nos mercados financeiros. Nas últimas semanas, as bolsas de valores desabaram (pois espera-se menos crescimento econômico global e menores lucros para as empresas), o preço do barril de petróleo afundou (tanto pelo colapso da demanda quanto pela falta de um acordo entre a Rússia e a OPEP) e o indicador de volatilidade, também conhecido como Índice do Medo, alcançou as máximas vistas apenas em 2008, no auge da crise financeira mundial.

Como é de se esperar nestas situações, todos os investidores em busca de proteção e segurança se refugiam nos títulos públicos americanos, que são tidos como os mais seguros do mundo (e, ao contrário de vários europeus, ainda pagam juros nominais positivos). Esse aumento pela procura reduz os juros pagos por esses títulos (entenda aqui o mecanismo) e, como consequência, os títulos de 30 anos do governo americano estão pagando hoje a menor taxa de juros de sua história: 1,17%. 

Para se ter uma ideia da magnitude da queda, no início de 2020 (meros dois meses atrás), esses mesmos títulos pagavam juros de 2,35%. Uma queda desta profundidade e rapidez mostra como os investidores experientes (o chamado smart money) estão receosos quanto aos impactos econômicos do coronavírus.

Os dois choques se iniciaram na Ásia

A Ásia foi, e ainda é, o epicentro do surto do coronavírus. E lá também continua sendo epicentro dos problemas das cadeias de suprimento global. 

O efeito é duplo: 

1) De um lado, todas as empresas ao redor do mundo importam produtos montados na China, no Japão e na Coreia do Sul; e dado que as fábricas destes países estão paralisadas, então tem-se uma disrupção momentânea das cadeias globais de suprimento. As outras empresas do mundo não conseguem receber suas encomendas fabricadas nos países asiáticos.

2) De outro, dado que esses países asiáticos são grandes importadores de commodities do resto do mundo (e utilizam essas commodities exatamente para fabricar os produtos que exportam para o mundo), e dado que suas fábricas estão fechadas, então temos um forte impacto sobre os preços das commodities.

E esse impacto sobre os preços das commodities já é explícito. Abaixo, o gráfico da evolução do Índice CRB, que é o principal índice de commodities do mundo. O índice engloba as 19 commodities mais transacionadas mundialmente: alumínio, cacau, café, cobre, milho, algodão, petróleo bruto, ouro, óleo para aquecimento, suínos, boi gordo, gás natural, níquel, suco de laranja, prata, soja, açúcar, gasolina e trigo. Em termos práticos, você pode interpretar o gráfico como sendo o preço em dólares de uma cesta contendo todas essas commodities. 

Indice CRB.png

Índice CRB - evolução dos preços das commodities, em dólar

Observe que os preços das commodities desabaram, e voltaram ao mesmo nível de 2002. Tal efeito é fortemente deflacionário sobre os preços de bens e serviços, pois tudo, em última instância, depende de commodities.

Resta saber agora qual será o efeito sobre os preços da interrupção da cadeia de suprimentos globais. Tal fenômeno, por reduzir a oferta, tende a gerar uma pressão altista nos preços. Mas, por ora, isso ainda não foi observado.

Logo, a realidade é que, por enquanto, já estamos sentindo os efeitos de um choque de demanda — que já é perceptível na forte redução dos preços das commodities — e estamos vivenciando um ainda incipiente choque de oferta, que tende a se refletir na queda da produção de vários bens, como automóveis e eletroeletrônicos. No Brasil, esse choque de oferta já chegou: por falta de peças importadas da China, algumas fábricas estão dando férias coletivas.

Mas tudo tende a piorar.

Efeitos econômicos no resto do mundo

A grande encrenca deste duplo choque é que ambos tendem a se retroalimentar e a se espalhar pelo mundo, intensificando a disrupção. Se o Covid-19 mantiver sua progressão, os choques de oferta e demanda, até então restritos à Ásia, ocorrerão em todos os continentes. Na Europa, o fenômeno já começou.

Para facilitar o raciocínio, eis um resumo cronológico de toda a situação (o que já aconteceu e o que ainda pode vir a acontecer):

a) China, Coréia do Sul e Japão, por causa do Covid-19, sofrem um choque de oferta, o qual reduz profundamente a produção destes países. Sem produção, a renda cai. 

b) Com a renda em queda, a população asiática reduz as importações do resto do mundo (commodities da América Latina e bens de consumo da Europa e dos EUA). Isso representa um choque de demanda para estes outros países. 

c) Como consequência dessa menor demanda asiática, toda a produção destes países europeus e americanos voltada para a exportação tende a se reduzir. Assim, as pessoas dessas áreas passam agora a também ter uma renda menor.

d) Logo, tem-se menor produção e menor renda ao redor do mundo.

Mas ainda não acabou. O choque de oferta se alastra pelo mundo. 

e) Dado que vários dos bens e serviços fabricados pelas empresas europeias e americanas contêm produtos intermediários fabricados na China, no Japão e na Coreia (cadeias globais de produção), a interrupção da atividade na Ásia afeta a produção na Europa e no continente americano. Tem-se um choque mundial de oferta.

f)  No entanto, na União Europeia a situação é mais grave. Conforma a epidemia vai se alastrando pela Europa (e na Itália com mais intensidade), a própria atividade econômica no continente europeu vai sendo suspendida, de modo que o choque de oferta acaba sendo intensificado nos países europeus. Sem estarem produzindo, não há renda. Sem renda, não há como os europeus demandarem produtos do resto do mundo.

Ou seja, tanto Ásia quanto Europa vivenciam os dois choques: demanda e oferta.

g) Por último, resta o continente americano. Por ora, nós estamos vivenciando apenas um incipiente choque de oferta, e um muito pontual choque na demanda (que é sentida nos setores voltados para a exportação). Ainda assim, é notável que os portos de Los Angeles e Long Beach estejam vivenciando uma queda de 2 milhões de contêineres em relação ao mesmo período do ano passado.

A questão é quais serão os desdobramentos em termos de preços. O que irá prevalecer: a restrição da oferta (aumento de preços) ou a queda da demanda (redução de preços)?

O que é fato é que um choque negativo na cadeia da oferta gera um choque negativo na demanda: as empresas, por não estarem mais nem produzindo e nem vendendo, tendem a se tornar insolventes, tornando-se incapazes de honrar suas dívidas ou mesmo de conseguir refinanciamento. Dependendo da situação, isso tende a gerar calotes em massa, o que pode colocar em risco todo o sistema bancário e financeiro. 

Por tudo o que foi dito, e respondendo à pergunta inicial do artigo, o coronavírus tende a ter um efeito mais deflacionário sobre as economias — a menos, é claro, que os governos enlouqueçam e adotem as políticas erradas listadas a seguir.

Soluções

Em um contexto de choque de oferta, uma política fiscal expansionista — isto é, aumentar os gastos do governo — não faria sentido: se as pessoas estão proibidas de trabalhar pelos seus respectivas governos (Ásia e Itália) ou se elas não estão trabalhando porque seus fornecedores não estão produzindo (interrupção da cadeia de oferta global), então, por consequência lógica, fomentar um maior gasto estatal não terá como fazer a economia crescer. O único efeito será o de aumentar os preços.

Neste cenário de choque de oferta, o problema óbvio não é a escassez de gastos, mas sim a ausência de atividade econômica.

É difícil as pessoas aceitarem isso, mas quando se tem um choque de oferta ocasionado pelo surto de um vírus que afeta diretamente as bases produtivas das economias, não há como a oferta ser ressuscitada por meio de políticas fiscais e monetárias. É um tanto óbvio, mas vale a pena enfatizar: colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar um dinheiro que não tem, não terá o poder de magicamente criar novos bens de capital, de ressuscitar linhas de produção e de religar máquinas. (Uma automação intensa até teria esse poder, mas não meros gastos do governo.)

Já um choque de demanda, em tese, até pode ser contrabalançado por um política fiscal baseada estritamente na redução de impostos. Mas isso funcionaria apenas no curto prazo. No longo prazo, sem um aumento na produção (e este é o caso, pois estamos vivendo um duplo choque), não haverá renda crescente para sustentar essa maior demanda.

Igualmente, se muitas empresas se tornarem insolventes por não estarem produzindo, e consequentemente vivenciarem problemas financeiros, então é verdade que uma política monetária mais expansionista poderia facilitar seus refinanciamentos até o momento em que a situação se normalizasse. No entanto, neste caso, também a margem seria estreita e com contrapartidas negativas (maior inflação de preços em decorrência de haver mais dinheiro na economia). E, como já explicado, políticas monetárias não têm como abolir problemas cujas origens estão em um choque de oferta (de novo: estamos vivenciando um duplo choque).

Sendo assim, eis o que realmente pode, e deve, ser feito: permitir que empresas em dificuldades adiem o pagamento de tributos; reduzir todos os fardos regulatórios e burocráticos que oneram a produção (qualquer oxigênio é bem-vindo); permitir a total e irrestrita cooperação entre organização científicas e de saúde; facilitar cadeias de oferta alternativas por meio da abolição de todas as tarifas de importação e barreiras não-tarifárias; facilitar o financiamento a pequenas e médias empresas (por exemplo, zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas).

Choques de oferta devem ser resolvidos com políticas do lado da oferta. Uma vez estabilizada a oferta, a renda é criada, e aí a demanda vem naturalmente.

Colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar dinheiro que não tem apenas para sustentar elefantes brancos e com isso turbinar os números do PIB não é apenas uma solução insensata; é também a receita para um colapso econômico ainda maior no futuro.

Para concluir

Além de evitar adotar as más políticas elencadas acima (que irão intensificar os efeitos do choque de oferta), e de torcer para que sejam adotadas apenas as boas (que irão amenizá-los), resta apenas torcer para a descoberta da vacina. Desonerações e retiradas de obstáculos governamentais sobre a indústria farmacêutica ajudariam bastante, mas isso se tornou anátema.

O que é definitivo é que, infelizmente, os danos econômicos causados por um surto viral aparentemente fora de controle não podem ser abolidos totalmente por meio de truques fiscais e monetários. Quem dera fosse tão simples assim.

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Leia também:

O coronavírus



autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Joao Covid  11/03/2020 12:27
    Qual opinião da escola austriaca sobre a restrição de locomoção forçada, ou sobre o caso de Brasilia em que um homem foi forçado - por decisão judicial - a fazer um exame, dado que a mulher estava com COVID?

    Uma pessoa que possui doença infectocontagiosa e não limita seu proprio contato com a sociedade estaria ou não atentando contra a vida de outros?

  • Marcelo  11/03/2020 14:47
    A Escola Austríaca não tem nada a dizer sobre isso pelo simples motivo de que a Escola Austríaca fala exclusivamente sobre economia, e não sobre imposições e decretos estatais.

    Agora, se você quiser saber o que Filosofia Libertária tem a dizer sobre isso (não confundir Escola Austríaca com Filosofia Libertária; são campos completamente distintos), aí eu deixo para os mais especializados no assunto.
  • anônimo  14/03/2020 21:48
    O Estado, como expressão da vontade da maioria, visa ao bem comum.
    Ele deve ser o agente mais importante, tanto na Economia como na organização da sociedade, fornecendo-lhe o aparato para que, diante de crises, não aprofunde os seus desequilíbrios, colocando em situação de esfalecimento de seus órgãos, de suas instituições e de seu controle.
  • 5 minutos de IRA!!!  11/03/2020 13:37
    Por favor, Brasil, leia esse artigo!!! Não aguento mais a histeria que esse virus se tornou!!!
  • Adrimar  11/03/2020 14:27
    Mas certamente não será o que veremos. Os governos irão gastar rios de dinheiro para amenizar a falta de renda da população. A dívida pública vai crescer e apenas nos restará pagar por isso quando a pandemia acabar.
  • BlackeagleBR  11/03/2020 14:30
    Na real esse coronavirus está uma palhaçada!
    "Pandemia: em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) passou de epidemia para pandemia quando a OMS começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. A aids, apesar de estar diminuindo no mundo, também é considerada uma pandemia. ... - Veja mais em educacao.uol.com.br..."
    Segundo a classificação da OMS estamos na fase 6 da epidemia: "Fase 6: Pandemia: aumenta a transmissão contínua entre a população geral." o que já caracteriza pandemia.
    O detalhe é que na pandemia as medidas passam de contenção (quarentena, bloqueio de migração, etc) para mitigação (foco em tratamento dos casos). A OMS não quer admitir que virou pandemia por alguns motivos: ter que justificar o orçamento (previsto para 2020-2021 em 3,768 trilhões de dólares - https: // www. who. int/ about/ finances-accountability/ budget/ WHOPB-PRP-19.pdf?ua=1), justificar porque mais uma vez NÃO conseguiram deter uma epidemia (H1N1, H5N1, HIV, dentre várias outras), e poder que a OMS recebe nessa fase é maior que na fase de pandemia (OMS está recomendando acabarem com dinheiro físico para evitar propagação de doenças, está orientando que os governos criem leis para acabar com a liberdade dos cidadãos, em prol do combate à epidemia, claro; orientando aumento de gastos dos governos, etc).
    Se for colocar no papel os dados, a mortalidade gira em torno de 3% geral (considerando a China, se não considerar a China por motivos de qualidade no atendimento e idade da população local, a mortalidade cai para menos de 1%). Isso sem levar em conta a previsão de infectados que girava há mais de um mês em torno de 3x o total reportado (como a parada é exponencial, hoje em dia o número previsto de infectados é de mais de 20x o número reportado), o que faria a mortalidade cair ainda mais. Mas mesmo se usarmos os dados oficiais até o momento, a mortalidade abaixo de 70 anos é de menos de 3%, subindo para 8% entre 70 a 79 e escalando para mais de 15% acima de 80 anos. Tem que se levar em conta também que os pacientes que morreram tinham na grande maioria comorbidades importantes (menos de 20% não tinham comorbidades), pacientes idosos+comorbidades (insuficiência cardíaca, diabetes não controlado, etc) = óbito.
    Está um pânico sem sentido essa situação toda. Pensem, quem se beneficia desse pânico? Governos, OMS, algumas empresas. O Coronavírus virou desculpa para qualquer coisa: Tesla entregou carros com chip versão 2.5 e não 3.0, sem avisar os consumidores (que descobriram), culpa do Coronavírus (https :// canaltech. com. br/ mercado/ tesla-atrasa-entregas-devido-ao-coronavirus-e-ve-suas-acoes-cairem-na-bolsa-160022/).
    A real é que tem muita desinformação e interesse por trás...
    Infelizmente todos pagaremos o pato por causa disso...

    Em tempo, saiu há menos de uma hora: https :// odocumento. com. br/ oms-diz-que-pandemia-de-coronavirus-se-tornou-bastante-real/ matéria falando que o RISCO de pandemia se tornou real (já é pandemia há mais de mês!) mas falando que ainda podem evitar infecções (não podem não) e que a União Européia vai criar um fundo de 25 BILHÕES de euros para combater a crise econômica gerada pelo Coronavírus (quem vai pagar? os cidadãos, obviamente, através de maiores impostos "temporários" que nem a CPMF...)
  • Vinicius  11/03/2020 14:56
    "Se for colocar no papel os dados, a mortalidade gira em torno de 3% geral"

    Faça as contas.

    São 7 bilhões de habitantes. Se temos um vírus transmissível até mesmo pelo toque, então é inevitável que as 7 bilhões de pessoas do planeta serão infectadas.

    Se dessas 7 bilhões, 3% irão morrer, então serão 210 milhões de mortos. Praticamente um Brasil inteiro.

    Espero que você esteja certo e que seja realmente só algo passageiro, uma histeria temporária. Mas, por enquanto, eu não estou otimista.
  • Médico  11/03/2020 15:03
    A taxa de mortalidade é o de menos, pois ela pode cair. O que realmente irá acontecer, e isso é garantido, é o colapso do sistema de saúde.

    Ainda que apenas 10% da população de um país seja infectada (uma projeção bem otimista), simplesmente não haverá leitos hospitalares para todas elas. E aí, há duas possibilidades: ou elas ficam à solta pelas ruas (contaminando terceiros), ou então são declaradas em estado de emergência, tendo prioridade sobre outros pacientes, os quais serão rejeitados e retirados dos hospitais apenas para colocar esses infectados em quarentena. E aí a coisa assume contornos dantescos. Qualquer pessoas que precise ser internada por qualquer outro motivo, não conseguirá.

    Nos EUA, já há vários sites falando sobre isso, citando números e estatísticas irrefutáveis. Eis um exemplo:

    www.statnews.com/2020/03/10/simple-math-alarming-answers-covid-19/

    Aqui no Brasil, ninguém nem sequer menciona isso.
  • O leitor  11/03/2020 16:28
    Fernando Reinach escreveu um artigo hoje no Estado de São Paulo a respeito disso, mas usando a Itália (onde o negócio está feio) como exemplo.

    Vai um trecho do artigo (já que ele é protegido com hard paywall):

    "No dia 18 de fevereiro, exatas três semanas atrás, a Itália tinha três casos de coronavírus e nenhuma morte. Vida normal. Hoje, a Itália tem mais de 10 mil casos com 631 mortes. O sistema de saúde das áreas mais afetadas está em colapso: pacientes são atendidos nos corredores de hospitais, praticamente não há mais leitos de UTI para internar pacientes mais graves e muitos deles, entubados, são tratados em salas de operação convertidas em UTIs.

    Muitos médicos e enfermeiros foram infectados e abandonaram seus postos. Para tentar retardar o alastramento da doença, a Itália colocou 60 milhões em isolamento e o país vive situação de caos. Da normalidade ao caos em 21 dias.
    "
  • Médico  11/03/2020 16:44
    Pois então. O colapso do sistema de saúde é a consequência mais garantida de tudo isso.
  • Gustavo A.  11/03/2020 18:42
    "No dia 18 de fevereiro, exatas três semanas atrás, a Itália tinha três casos de coronavírus e nenhuma morte. Vida normal. Hoje, a Itália tem mais de 10 mil casos com 631 mortes. O sistema de saúde das áreas mais afetadas está em colapso: pacientes são atendidos nos corredores de hospitais, praticamente não há mais leitos de UTI para internar pacientes mais graves e muitos deles, entubados, são tratados em salas de operação convertidas em UTIs."

    Igualzinho o SUS, só que sem coronavírus.
  • Gustavo A.  11/03/2020 18:45
    Já começaram os boatos que as indústrias farmacêuticas têm a cura, mas não liberam pra ganhar dinheiro vendendo dipirona?
  • BlackeagleBR  11/03/2020 21:46
    O colapso do sistema de saúde VAI acontecer., isso é fato.
    Mas respondendo aos comentários: estatística não é bioestatística, você tem o viés de seleção. Essa mortalidade oficial é somente dos pacientes com diagnóstico confirmado, ou seja, que foram testados. A grande maioria não foi diagnosticado justamente por não apresentar nenhum sintoma (você testar toda a população é disperdício de tempo e dinheiro, além de ter dois problemas: você expõe a população sadia à doença e você pode perder o "timing" e não diagnosticar e o paciente se infectar no dia seguinte, por exemplo). Prevejo uma estatística oficial de uns 3-5%, mas com uma mortalidade real de menos de 0,5%.
    Segundo, posso falar por exeperiência própria, sou médico de família, coordenador da central de regulação de leitos de um município de médio porte (por motivos óbvios não posso dar maiores detalhes), e a verdade é: o sistema público não tem condições de arcar com uma epidemia, por menor que seja. A situação da Dengue no Rio de Janeiro, por exemplo, mostra a ineficácia do poder estatal sobre o controle de epidemias, quem dirá pandemias. Acompanhei de perto a pandemia do H1N1 e na real, não havia nada a ser feito quando foi detectado. Pandemias se evitam com quarentena na primeira semana ou não se evita mais. Só não temos uma pandemia de ebola porque é um vírus altamente letal apesar de facilmente transmissível (a letalidade da ebola gira em torno de 90%, só de curiosidade, a da Raiva é de 100%, com apenas 12 casos com tratamento experimentais, que deixaram sequelas, sobrevivendo por muito pouco).
    Vou descrever o que vai acontecer daqui por diante:
    OMS declarou pandemia hoje de manhã (tarde, já devia ter declarado há mais de um mês).
    As medidas de contenção (ineficazes porque começaram tardiamente) são substituídas por medidas de mitigação (tratar pessoas infectadas, desistindo de evitar a propagação na população toda).
    Inicialmente os médicos ficam com receio (por causa desse espetáculo todo da OMS, conforme falei acima) e vão querer internar/isolar todo mundo.
    Suspendem-se cirurgias eletivas.
    Instaura-se o caos, sobrecarga das emergências com falta de medicamentos e insumos.
    Profissionais de saúde param de trabalhar com medo da doença (sempre vai ter um que entende a real gravidade da doença e sabe que não é esse circo todo, mas são minorias).
    O número de diagnósticos de Coronavírus vai às alturas (só se encontra o que se procura, como dizia um professor meu da faculdade...e a mídia jogando toda hora o Coronavírus vai fazer pensarem somente nele, esquecendo de doenças como dengue, febre amarela, pneumonia....).
    Com as urgências lotadas, começam a querer colocar os pacientes em isolamento domiciliar, acabando com a mão de obra brasileira, com consequências nefastas à economia.
    As pessoas começam a morrer de outras causas pois vão ser tratadas como infectadas com Coronavírus.
    Chega-se a um ponto de explosão, onde não se tem mais recursos para combater o Coronavírus.
    Finalmente chega-se à conclusão de que só existe uma única coisa a ser feita: deixar de diagnosticar o Coronavírus: começam a "faltar" insumos para diagnóstico, racionaliza-se o uso dos exames somente para casos específicos, foca-se em outras doenças que virão novamente esse ano (dengue é uma das maiores apostas, sarampo seria a segunda, mas o Ministério da Saúde finalmente tomou uma atitude séria esse ano e não vai acontencer, masi abaixo).
    Ano que vem já se esqueceu sobre o coronavírus.
    Resultado disso tudo: economia quebrada, críticas ao sistema de saúde, populismo, terrorismo sobre o vírus, OMS pedindo mais dinheiro (3,7 trilhões de dólares anuais é muito pouco #sarcasmo), criação de mais órgãos estatais para "combaterem epidemias" (na verdade para pegarem dinheiro), leis acabando com a liberdade das pessoas...
    Só para terem uma idéia da palhaçada da situação, me colocaram no grupo do Coronavírus do município (com secretaria de saúde, órgãos associados, SAMU, etc) para fazer parte da "força tarefa", onde teriam relatórios diários com a situação do município, etc...até hoje tiveram 2 relatórios desde que o grupo foi criado há mais de 3 semanas...

    Resumindo: Pandemia ou se controla no início (quando ainda é epidemia localizada) ou não se controla, o resto é papo. Quarentena nessa altura do campeonato (na verdade há mais de 2 meses) não funciona. É uma doença relativamente benígna, com baixa morbi-mortalidade (ela dá poucos sintomas e tem baixa mortalidade até os 69 anos de idade), VAI infectar a população quase toda (estamos falando de mais de 70-80% de população infectada) e não se tem muito o que fazer para evitar isso.

    Em relação à empresas farmacêuticas com curas para o Coronavírus, acho pouco provável, porém não impossível. Não duvidaria nada que ocorra que nem foi com o H1N1 e o Tamiflu...mas no caso de vacina para prevenção, esse seria o momento de lançar, se esperarem muito não vai vender quase nada...se for medicamento para tratar, já estariam começando a fazer fumaça para avisar que tem fogo (remédio).

    Em relação à atitude do Ministério da Saúde e o Sarampo, o MS aproveitou o pânico generalizado do Coronavírus e fez o dia D do Sarampo junto com propaganda da vacina para gripe: então a pessoa vai se vacinar para "prevenir" o Coronavírus (mesmo com o MS avisando que não previne, sempre tem gente que acha que vai prevenir, principalmente população de baixo nível sócio-econômico, que também é o que mais deixar de vacinar os filhos) e eles vacinam para sarampo os filhos e a pessoa. Sarampo é MUITO mais grave que o Coronavírus e mata muito mais (além de ser muito mais infectante). Foi uma bola dentro do MS (tenho que dizer que é o primeiro ministro da saúde em um bom tempo que tem tomado atitudes corretas).

    Para quem quer aprender mais sobre epidemias e Coronavírus, seguem dois cursos gratuitos em inglês com certificados digitais de duas universidades de peso da europa:
    - www.futurelearn.com/courses/covid19-novel-coronavirus (London School of Hygiene & Tropical Medicine, voltado para população em geral)
    - www.futurelearn.com/courses/plague-pestilence-pandemic (Griffith University, voltado para profissionais de saúde)
    Aliás o Futurelearn (empresa privada excelente, já fiz VÁRIOS cursos com eles) tornou esses cursos gratuitos após o pânico do Coronavírus (sou assinante Unlimited deles, vale a pena). E não, não ganho um centavo falando deles, é só para mostrar que tem empresas fazendo mais do que os governos no combate à pandemia.
  • Engenheiro e Economista  27/03/2020 15:50
    Rapaz...isso foi uma aula de infectologia com foco também na economia e política.
    Me impressionou, ainda mais porque foi no dia 11/03/2020 e hoje, no dia 27/03, observo que praticamente tudo que previstes, está, de fato, ocorrendo.
  • Tannhauser  11/03/2020 15:25
    É 3% dos que fizeram o teste e deu positivo. Quem fez o teste é porque manifestou algum sintoma (não dá pra testar a população inteira).

    Ainda tem a galera que apresentou o sintoma e não comunicou ao Governo pra não virar cobaia (eu faria o mesmo).

    Então a taxa de mortalidade é bem menor, pois a maioria nem apresenta sintoma.
  • Yuri  11/03/2020 15:34
    Ué, mas não muda nada. Se, em uma determinada amostra aleatória, 3% das infectadas morreram, então essa taxa se mantém para toda a população. Isso é estatística básica.

    O fato de que algumas pessoas (3%) morreram após terem se identificado não altera o fato de que pessoas que não se identificaram também irão morrer. A diferença, no caso, é que as não identificadas morrerão sem que ninguém tenha sabido a causa.
  • Tannhauser  11/03/2020 16:29
    Não foi uma amostra aleatória, foi uma amostra daqueles que apresentaram sintomas.
  • Humberto  11/03/2020 20:54
    Notícia de hoje: a taxa de letalidade na Lombardia é de 8%.

    E a Lombardia é simplesmente a região mais rica da Itália.
  • Médico  12/03/2020 14:55
    "Até 150 milhões devem ser infectados pelo coronavírus nos EUA, estima médico"

    www.oantagonista.com/mundo/ate-150-milhoes-devem-ser-infectados-pelo-coronavirus-nos-eua-estima-medico/

    Na Itália, como dito, na rica região da Lombardia, a taxa de mortalidade foi de 8%. Se essa taxa se mantiver para os EUA, estamos falando da morte de 12 milhões de americanos em alguns meses.

    Entenderam agora por que não há exagero nenhum no movimento das bolsas?
  • robson santos  12/03/2020 17:16
    De novo: essa taxa é sobre os que se MANIFESTARAM! Por acaso quantas pessoas já morreram em decorrência desse vírus lá na Lombardia, foi 8% daquela região?? Meu Deus cara, você já quer matar 12 milhões de americanos??
  • anônimo  12/03/2020 18:00
    Meu Jesus, mas é claro que não foram 8% da região, mas sim 8% dos que contraíram o vírus. Como não foi toda a população da região que contraiu o vírus, então é óbvio que não se trata de 8% da população.

    Qual o seu problema?
  • robson santos  13/03/2020 01:21
    Você continua com problemas, nem desenhando.. Não foram 8% de todos os infectados, foram 8% de mortalidade sobre os que se MANIFESTARAM! É você que está expandindo essa taxa como cálculo estatístico a todos os possíveis infectados daquela região que foi o que eu quis dizer!

    Qual é a característica daquele grupo? Se forem predominantemente pessoas acima de 60 anos, e aí posso aplicar essa taxa como base estatística à toda população?? Aliás vamos acabar com esse papo de boteco: já verificou os outros países essa relação de mortalidade?

    "Os idosos são particularmente suscetíveis ao vírus, e a Itália tem a população mais idosa da Europa, com 23% das pessoas com 65 anos ou mais. Especialistas dizem que isso pode explicar por que a taxa de fatalidade ali é de 6,6% - significativamente mais alta do que em outros lugares."

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-03/italia-aumentara-gastos-contra-coronavirus-mortes-sobem-para-827
  • maycon r r alves  23/03/2020 15:33
    Uma estatística de uma amostra não reflete necessariamente toda a população, principalmente quando você não consegue definir uma taxa de erro
  • Imperion  11/03/2020 15:27
    Em infectologia, existe o índice de mortalidade da doença e o índice de transmissão. O da aids tem transmissão baixa e a mortalidade decaiu pelos remédios. O corona tem mortalidade baixa, mas trasmissividade altíssima. É pra evitar o contato sim.

    A operação quarentena é eficaz. Quem está com determinada doença fica isolado pra evitar transmitir aos outros, enquanto é tratado. Doenças sem cura desapareceram ou foram controladas ao impedir a transmissão.

    Quarentena parece cruel. Mas evita que a irresponsabilidade de alguns prejudique muitos. Mas infelizmente não é 100 por cento eficaz. O vírus escapou da zona.

    É necessário quarentena e um complemento como vacinação pra erradicar, como foi feito com a varíola.

    Saia de perto do ebola. Alta transmissividade com alta mortalidade. Mas vírus assim são atípicos. Matam o hospedeiro antes que ele saia transmitindo
  • Imperion  11/03/2020 14:41
    Excelente o artigo.
    O que acontecerá com a Itália, com quarentena a 100 por cento? Ninguém vai trabalhar? Sem produção temporária, a inflação vai explodir?
    E o nosso governo, com deficit estratosférico, conseguirá cortar receitas e atrasar recebimentos pra ajudar a não falir empresas e produtores?
  • Francesco  11/03/2020 15:43
    "O que acontecerá com a Itália, com quarentena a 100 por cento? Ninguém vai trabalhar?"

    É possível fazer home office e comida para entrega. Mas é só.

    "Sem produção temporária, a inflação vai explodir?"

    Sem produção não há renda. Sem renda não há demanda. Sem demanda não há explosão de preços.

    Em termos de preços, não visualizado um cenário muito distinto do atual

    "E o nosso governo, com deficit estratosférico, conseguirá cortar receitas e atrasar recebimentos pra ajudar a não falir empresas e produtores?"

    Sem chance.
  • Imperion  12/03/2020 00:56
    A produção para, mas o dinheiro circulante é o mesmo. Na escassez, os precos sobem. E o dinheiro passaa nao valer nada.
  • BlackeagleBR  11/03/2020 21:51
    Nosso governo vai acabar adotando a única medida racional e viável: fingir que não existe pandemia. E vão estar certos: é um vírus de alta transmissibilidade porém com baixa morbi-mortalidade. A idéia é mais ou menos como lidar com criança chata: ignora que vai sumir (no caso você vai evitar gastos desnecessários e o vírus depois de infectar maioria da população, vai "desaparecer", resolvendo o problema). Particularmente estou mais preocupado com o número de casos de dengue (só até o início do ano, em Campo Grande se não me engano, foram mais de 7000 casos confirmados!), HIV (continua infectando cada vez mais gente a cada ano), gonorréia resistente à todos os antibióticos (sim, existe e tem aumentado o número de casos a cada ano), tuberculose (mata milhares todos os anos e ninguém fala nada), Sarampo (existe grande chance de termos mortes por sarampo, que já foi uma doença erradicada, por falta de vacinação pela galera "Natural" que não acredita em vacinas...) e Hanseníase (deforma e acaba matando milhares, até hoje não erradicada).
  • Gustavo  11/03/2020 14:41
    Muitos corporate bonds provavelmente vão a default também. Isso é um mega problema.
  • Trader  11/03/2020 14:52
    No alvo. Esse é o verdadeiro big bust que está por vir.
  • Quem quer dinheiroooo?  11/03/2020 16:30
    Caro trader,

    O que está analisando como proteção para a crise? O choque do IBOV na semana pós-carnaval, quando as notícias do COVID-19 pioraram, foi uma amostra grátis da pancada que está por vir. A "guerra" do petróleo fez estrago também. Uma parte de meus investimentos em fundos com grande posição em PETR4 evaporaram 30% do dia pra noite.

    O que poderia ser feito para evitar ainda mais estrago? Pensei em comprar puts de blue-chips brasileiras, talvez vender IBOV futuro. Parece sensato?

    Abs
  • Trader  11/03/2020 16:42
    Por enquanto estou fora de qualquer operação na bolsa. Não vendi nada (e tomei um ferro magnífico) e não pretendo comprar nada. Não faço nenhuma ideia de onde tudo isso vai parar. Como já mencionado, não estamos lidando com nada do âmbito econômico, mas sim com a porra de um vírus fora de controle.

    Sigo comprando ouro e NTN-Bs longas. E só.

    De resto, punho fechado e frugalidade total.
  • Vladimir  11/03/2020 16:56
    Bom, quem levou a sério este artigo do dia 30 de janeiro, quem entendeu todo o cenário que foi desenhado e as implicações de tudo, caiu fora bem antes e hoje está com o patrimônio intacto no caixa.
  • Holder  11/03/2020 18:24
    Depende meu caro amigo, estou 100% em renda variável e te digo que mesmo com essa queda ainda estou positivo comparado a caso eu fosse vender meus ativos. Com a venda dos ativos, vinha a mordida do leão de 20%, meu prejuízo está girando em torno de 12%, e na real, eu prefiro perder 50% por oscilação de mercado do que ter que retirar e dar 20 de mão beijada pro governo. Sem contar que no longo prazo isso é só uma marolinha
  • BlackeagleBR  11/03/2020 21:56
    Estou totalmente comprado na bolsa, não vale a pena me desfazer de algumas ações que já pensava em vender (caíram muito mas vão acabar subindo até meu preço-alvo justamente por não existir mudança nos fundamentos da empresa) e foi uma oportunidade de comprar barato empresas de qualidade e que vão resistir a essas crises (Coronavírus e queda do petróleo), ou alguém aqui realmente acha que Itaú vai falir? (citei Itaú, mas me referindo à empresas desse porte e com a estabilidade financeira do Itaú).
    Se posso dar uma única dica é: aproveitem para comprar barato o que desejavam comprar mas estava muito caro. Daqui há 1-2 anos ninguém vai sequer se lembrar dessas crises. Mire sempre o longo prazo (por esse motivo não considero títulos públicos um bom investimento a não ser para especulação) com ouro e ações. Pode adicionar um fundo multimercado para ajudar em alguns momentos, e uma reserva de emergência para ajudar quando precisar e aproveitar as oportunidades.
  • Romildo Santos  12/03/2020 10:58
    Roma faliu, império Babilônico, etc... wakeup!!!
  • WDA  11/03/2020 15:31
    Uma das coisas mais legais do Mises Brasil é que se pode vir aqui sempre e ver que praticamente todas as perguntas mais fundamentais sobre a economia já estão de certo modo respondidas.

    A história se repete e vemos textos antigos aqui do site explicando de novo e de novo o que está acontecendo. Uma das vantagens disso é que podemos ver que as teorias econômicas aqui esposadas normalmente têm razão. E aprofundamos cada vez mais aquele conhecimento que uma vez obtivemos por tais textos.

    Mas eu acho ainda mais legal quando aparece um texto novo, atual, como esse, falando do que está acontecendo na economia agora - principalmente quando têm os links provando que o Mises mais uma vez tem razão.

    O que há de especial nestes texto atuais é que eles renovam o interesse pelo site. Temos a sensação de ver refletido no texto o agora, e de que mais uma vez o entendemos...
  • Thiago  11/03/2020 16:39
    Pq essas faltas de estoques ainda não chegaram ao Brasil ? O motivo seria o país ser fechado para o comercio mundial ?
  • Imperion  12/03/2020 00:51
    Faltas de estoques ocorrem quando a demanda é forte e a reposição fraca. O pais compra substancialmente bem, mas nao como os eua , wue compram , importam a rodo muita coisa. Por isso eles sao ricos. Fazem muito comércio.
    O brasil se especializou muito em agronegocio ora exportar. Ate ae é muito dificil faltar alimentos.
    Mas ja tem fabricas fechando sim. Tem fábrica começando a nao receber peças importadas. Essa produção vai faltar la na frente.
    No brasil nao começou a corrida ainda pra comprar papel higiênico a rodo, mas so de ir aumentando aos poucos a demanda , vc ja percebe que os precos aunentam , mesmo que pouco.
    Na italia , de repente a producao parou e todo mundo quer comprar . Ae entao ocorre a falta de produtos. Pous ate ora repor , tem que ter alguem trabalhando.
    Economia é um grande relogio. O papel de limpar nao aparece na prateleira do nada. Alguem produz, alguém entrega, alguém vende. E ninguem faz tudo sozinho.
  • Romildo Santos  11/03/2020 16:44
    Essa situação me lembra muito o filme "Guerra dos Mundos" estrelado por Tom Cruise, onde os humanos são subjugados e dominados pelos extraterrestres. Nenhuma arma humana era capaz de inibir o ataque extraterreno, porém, surge a salvação: vírus e bactérias atacam o sistema imunológico dos extraterrenos e os aniquilam. Portanto, senhores liberais, nas entrelinhas o que está em jogo é exatamente isso, a salvação da nossa caducada base econômica necessita urgentemente de um "vírus" salvador, e pelo seu texto, esta suposta salvação (ideologia nova) não está nem com Adam Smith/Friedman nem com Marx/Keynes. Que mundo é esse.
  • Guilherme  11/03/2020 16:54
    Ué, a salvação contra um vírus está na criação de uma vacina. Simples assim. Não há nada de "ideologia" nisso. Há, sim, biologia.

    Eu, hein…

    P.S.: agora, se você quiser discutir quais os melhores incentivos econômicos para possibilitar o surgimento desta vacina, aí sim estaremos entregando nesta seara.
  • Leandro C  13/03/2020 17:35
    Romildo Santos 11/03/2020 16:44
    Lembra um pouco o filme, talvez mais pelo caos do que propriamente pelo vírus; mas, entendi sua analogia.
    Agora, esperar que a pandemia seja uma espécie de vacina libertária contra os mais diversos "ismos" (keynesianismo, socialismo, esquerdismo, estatismo ou qualquer outro) que nos aborrecem diariamente, então acho que não, inclusive, muito pelo contrário.
    Perceba que os "ismos" (não só a lista mencionada, como a maioria dos outros também) sejam decorrentes justamente da busca por uma segurança utópica, idealizada e impossível, pela qual os indivíduos abririam mão, inclusive, da liberdade individual; talvez seja esta a questão para a maioria das pessoas, ainda que inconscientemente: liberdade ou segurança?
    Acaso este raciocínio faça algum sentido, então pergunto: numa época de pandemia, o que as pessoas mais irão buscar ou apoiar? sua liberdade individual (etc etc), ou a promessa reconfortante de uma segurança eficaz (contra tudo, inclusive, contra o vírus)?
    Portanto, neste sentido, tenho que a pandemia acaba por fortalecer ainda mais a centralização do poder estatal, ou seja, sob tal aspecto, o vírus, longe de ser uma vacina, uma cura ou algo assim, é, isto sim, uma doença a mais; um argumento a mais.
    Por exemplo, aquele lixo do Brasil247 já estava postando que a Cuba é um exemplo de país, posto que não haveria nenhuma suspeita de contaminação, comparando-a de forma positiva como exemplo aos demais países, como o Brasil e EUA, em que a nefasta política neo-liberal teria sido implementada; Como se: 1. as estatísticas de Cuba fossem confiáveis; 2. como se Cuba comunista já não experimentasse desde há muito a carência que as nações ricas temem somente agora enfrentar; 3. como se as chances de contaminação não fossem oriundas do completo isolamento comercial - e sua consequente miséria - do resto do mundo; 4. como se a política implementada, por si só, causasse, ou não, a gripe; 5. como se o Brasil e EUA fossem iguais; ou, 6. como se o neo-liberalismo fosse a política antagônica ao comunismo; e isto somente pela chamada, pois a matéria traz muitas outras implicações não apenas errôneas, mas ridículas, contudo, certamente, uma bovinilidade imensa, mesmo no Brasil, está sedenta e faminta para acreditar.
  • Motorista de Família  11/03/2020 16:51
    Alguém aqui saberia dizer em termos econômicos como uma corrida pela vacina contra o Corona virus poderia ser implementada em meio a esse cenário? Li em algum lugar q o Brasil foi o primeiro a sequenciar o código genético do CIVID em tempo recorde...
  • Imperion  12/03/2020 00:42
    Em termos economicos, hoje é a epoca em que a medicina esta tao avancada, como nenhuma outra epoca, que eles podem fazer nao apenas sequenciamento genetico em dias, mas como podem pegar as proteinas chave do virus e fazer as pesquisas necessarias pra se chegar a uma vacina. Antigamente , uma vacina levava anos. Agora e possivel fazer simulação de computador e ver como tidas as oroteinas virais se comportam antes de vc começar testes de laboratorio e eliminar resultados que poderiam dar errado, eliminando custos desnecessários.
    Uma vacina é um produto como qualquer outro, resolve uma necessidade humana. Como é um novo virus, uma vacina dessas iria enriquecer bem quem a desenvolver. Como todo produto de ponta
  • anônimo  12/03/2020 15:27
    Caro Imperion,
    Uma vacina, por mais rápida a sua produção, necessita de teste reais. Quando ela estiver viável, grande parte da população já terá adquirido imunidade pela contração do Corona "in vivo". Para ser útil, ela teria que estar disponível neste estágio da enfermidade, ou antes.
    Abraços
  • Caio  11/03/2020 17:17
    A OMS acaba de oficialmente declarar o Covid-19 uma pandemia.
  • Trader  11/03/2020 18:46
    Dois circuit breakers no Ibovespa em três dias.
  • Felipe L.  11/03/2020 18:48
    O problema é esperar que aqui no Brasil vá ocorrer essa desburocratização, além da redução na carga tributária (pelo contrário, o Paulo Guedes abertamente defende criar mais impostos). Eu espero mais isso em algum país desenvolvido do que no Brasil. Eu nunca vi nada, nada mesmo, de reformas substanciais. Só remendos para o país não quebrar amanhã.

    O governo teve o ano de 2019 inteiro para correr atrás de uma reforma tributária e alguma coisa a mais. Por que não fizeram? Eu só vi brigas entre setores dentro do próprio governo, além de um querendo passar responsabilidade para o outro. A única coisa que realmente foi boa, ainda assim com várias ressalvas, foi a Lei de Liberdade Econômica. O remendo previdenciário só passou porque se, caso o Brasil quebrasse de vez, a carreira dos políticos e burocratas poderia estar em risco. Imagina o Brasil inteiro quebrar e o povo espumando de raiva com todos os funcionários estatais.

    Agora tem só mais praticamente 3 anos. O Bolsonaro foi lá nos EUA. E aí? Viu como é um mercado mais livre de petróleo e derivados, com combustível barato e de qualidade? Mercado de trabalho mais flexível e com muito mais empregos, maiores salários e menos exigências burocráticas? Impostos bem menores do que de outras sociais-democracias desenvolvidas como as da Europa Ocidental?

    Parece uma pergunta estúpida mas o que aconteceria se não fossem feitas essas medidas de quarentena dado de que a mortalidade do vírus é baixa? O que causaria mais danos econômicos: mais gente se contaminando e morrendo ou milhões de pessoas em quarentena?

    Eu não sei o que vai acontecer por causa do vírus, eu só sei que os governos ao redor do mundo estão apavorados, tentando de toda forma possível abaixar as taxas de juros. A humanidade já aguentou a Peste Negra...
  • Geraldo  11/03/2020 19:23
    É, pessoal... Se o governo do Bolsonaro continuar assim, vamos ter "Lula de novo nos braços do povo" em 2022 no Brasil. :'(
  • Victor  11/03/2020 23:37
    Para mim, o Bolsodilmo não passa desse ano não....Olha a pauta-bomba!

    g1.globo.com/politica/noticia/2020/03/11/congresso-derruba-veto-de-bolsonaro-a-aumento-do-limite-de-renda-para-acesso-ao-bpc.ghtml

    20 bi ao ano é sustentável?
    E o que acontecerá, no mundo econômico, se o Bolsonaro pedir impeachment?
    Sem contar com o orçamento impositivo
  • BlackeagleBR  11/03/2020 21:59
    Para mim o pior é o Paulo Guedes (Ciro Guedes) tentando fazer a população se colocar contra o Congresso usando o câmbio como arma (se fizerem as reformas o dólar vai para 4 reais, se não vai para 5 reais)...isso sim é triste..
    Governo totalmente inepto!
    De boa, chama o Meirelles, dá carta branca para ele e em menos de um ano o Brasil volta para os trilhos (não vai resolver em menos de um ano, mas coloca o Brasil na direção certa...o governo atual vai entregar de mão beijada para os populistas de esquerda as próximas eleições...)
  • Pobre Paulista  11/03/2020 23:39
    DI futuro disparou.

    Quero ver se o copom vai ter BOLAS para subir a selic.
  • Felipe L.  12/03/2020 02:14
    Não precisa subir a SELIC. Só parar de mexer.
  • Imperion  12/03/2020 02:47
    Sobe o dólar, ocorre inflacao. Então tem que subir os juros.
  • EUGENIO  13/03/2020 06:14
    "O DOLAR SOBE...!"

    POR FAVOR NÃO DIGA ISSO!

    NOSSA MOEDA É QUE PERDE VALOR.

    QUAISQUER QUE SEJAM OS RACIOCÍNIOS DIFERENTES, LEVARÃO A SOLUÇÕES ERRATICAS.
  • Andre  12/03/2020 04:09
    Subiu DI porque congresso fez cagança e jogou no lixo 25% da reforma da previdência. Sem esse dinheiro estamos flertando em virar Argentina.
  • Juliano  11/03/2020 22:13
    Minha prima mora em Naples, Florida. Acabou de mandar uma foto da prateleira de papel higiênico de um supermercado lá. Vazia. Parece Caracas.
  • Leandro Rock'n'Roll  11/03/2020 23:45
    Amigos, longe de subestimar uma doença nova, mas acho mais graves as consequências políticas que essa tem. Governos e entidades superestatais como OMS já puseram as garras de fora aproveitando da situação para impor toques de recolher, roubar mais dinheiro e acabar com a liberdade das pessoas. Não é preciso ser médico para saber que não há mais nada a ser feito com o coronavírus. Esperemos que a contaminação geral faça os organismos das pessoas criarem anticorpos. Os sistemas estatais de saúde vão ser foder todos.
  • Alessandro  12/03/2020 00:32
    Prezados

    No final o texto fala em que o Brasil deveria aplicar JUROS REALISTAS

    Pela escola austríaca

    1- Qual seria esse juro?
    2- Como definir qual o juro realista? Quais variáveis envolvidas?
  • Victor  12/03/2020 01:38
    Onde está esse trecho? Não vi.

    Mas, em todos caso, uma maneira garantida de ver quão certo estão os juros é ver o comportamento da moeda. No Brasil, o real está gritando desesperado para mostrar que os juros estão errados. Vide o câmbio.
  • Alessandro  12/03/2020 11:04
    Desculpe

    Misturei os textos

    Na FOLHA DE SÃO PAULO o presidente do Mises Brasil, Sr. HELIO BELTRÃO, afirma que o Brasil precisa da taxa real de juros.

    Mas não fiz como calcular nem qual seria.

    Como o Mises sempre defende a ausência do Estado, fiquei curioso pq implicaria em aumento da SELIC.
  • Estado o Defensor do Povo  12/03/2020 17:31
    Leia isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1538
  • anônimo  12/03/2020 00:36
    E o mercado de bonds dos EUA? Se o maquinários dos EUA parar, eu suponho que comece calotes em massa lá. Todos olhando pro mercado de ações e o elefante nem entrou na sala
  • Libert%C3%83%C2%A1rio revoltado  12/03/2020 00:39
    O corona foi o empurrão que faltava pro crash global. A crise já é realidade, falta só saber qual será a extensão e gravidade. O mais preocupante, o Brasil perdeu o time para implementar todas as reformas que o país precisa pra deixar de ser um lixo e tentar ser uma nação próspera. A economia brasileira irá de mal a pior nos próximos anos, Guedes não conseguiu nem vai conseguir reformar nada, a esquerda volta pro poder nas próximas eleições e lá vamos nós de novo correndo para o fundo do poço.
  • Trader  12/03/2020 01:44
    As últimas do dia:

    - Trump acaba de suspender todos os voos entre EUA e Europa.

    - A NBA acaba de anunciar a suspensão da temporada.

    - Tom Hanks e esposa estão infectados com o Coronavirus

    - Com a pauta bomba do Congresso aprovada agora à noite, e com toda a economia mundial paralisada, o dólar está neste momento a R$ 4,82 no mercado futuro.

    Boa noite.
  • anônimo  12/03/2020 12:42
    Eu posso estar muito enganado, mas eu acho que veremos um rali de alta nas bolsas do mundo no médio prazo. E o Brasil certamente deverá segui-las.

    Sentiremos os reais efeitos do corona vírus na economia mundial em torno de dois anos.

    E acho que seu fundo de ouro, nesse período, virá a calhar.

    Ps.: não tenho bola de cristal, mas é para onde vejo as coisas se encaminhando.
  • WDA  12/03/2020 13:45
    O comentário saiu como anônimo, mas quem escreveu fui eu: WDA.
  • Imperion  12/03/2020 14:26
    Vao subir nos paises que melhor tratarem os empreendores, pois com o corona, estao parando e são eles que vao arcar com os prejuizos da falta de produtividade.
    Quando a epidemia baixar, vai voltar a produtividade e quem elevar ela mais rapido vai ter retornos mais rapidos.
    Paises que atacam os empreendedores vao por a prova a resiliencia destes. Empresas vao quebrar.
  • WDA  12/03/2020 15:26
    Algumas empresas vão quebrar, outras vão se manter, outras tantas, vão se beneficiar.

    Ademais, nem todas as que vão quebrar estão na bolsa. E a subida ou descida de uma bolsa dá-se pela maior ou menor demanda pelos papéis nela negociados. E isto, diga-se, tanto em geral como relativamente a cada empresa em particular.

    Determo-nos excessivamente aqui no que acontecerá seria perda de tempo, pois só poderíamos trabalhar com conjecturas. Eu tenho uma visão a respeito, um entendimento que expressei aqui. E com a prudência de quem sabe que o futuro é incerto. Se este me dará razão ou não, é algo que só aguardando poderemos saber.

    Ps: e médio prazo não é um dia, nem uma semana, nem mesmo um único mês.
  • Desiludido  12/03/2020 02:39
    De hype em hype o Estado enche o papo (e o saco).
  • Bentinho POVAO  12/03/2020 05:47
    Hoje tava lendo um artigo do Nelson Teixeira no Valor e ele diz que a corrente de comércio do Brasil é de 28% x 27,5% dos EUA.

    Ou seja, a economia do Brasil é mais aberta que a dos EUA? Mas nossa economia não era uma das mais fechadas do mundo?
  • Imperion  12/03/2020 14:17
    Olha a data da reportagem . É de 2013. E sim o pais aquele anos era um dos piores. E paises como a Coreia do norte nao tem dados disponiveis, pois politicamente sao fechados tambem.
    Nesse caso , pode se fazer um calculo e colocar a coreia numa posição, mas nunca seria oficial. Seria tudo na base da suposição.
    Olhando os paises com dados disponiveis, o brasil sim nao pode se orgulhar. Tanto é que decaiu varias posições no ranking de liberdade economica de 2013 pra ca. Atualmente esta em 150 no ranking de 200 países. E atualmente sim, ainda é um dos mais fechados.
    aleconomico.org.br/ranking-de-liberdade-economica-2019/
  • Imperion  12/03/2020 14:21
    Nao quer dizer que a nossa é mais aberta ou fechada. Nao tem relação. A dos EUA é mais aberta.
    maisretorno.com/blog/termos/b/balanca-corrente/amp.
  • Trader  12/03/2020 13:32
    Terceiro circuit breaker da semana! Mas tá tudo tranquilo...
  • Trader  12/03/2020 14:16
    Acabou de ter o segundo circuit breaker do dia! Já são cinco em quatro dias!
  • Rennan Alves  12/03/2020 16:00
    Tá cheio de conhecido meu que opera no mini índice fervilhando de raiva por não poder entrar.

    Enquanto isso fico com meus lançamentos no WDOJ20 faturando na venda.
  • thiago  12/03/2020 14:18
    "Como o leitor certamente já está ciente, a difusão do novo coronavírus está causando sérios estragos econômicos. "
    Eu diria: "as tentativas (atrapalhadas) de impedir a difusão do novo coronavírus estão causando sérios problemas econômicos".
    As estratégias extremistas como quarentena me parecem completamente inadequadas e também pressinto aí uma oportunidade de assédio moral a governos e organizações, bem típico do que temos visto normalmente sendo feito pela mídia progressista e afins. A Globo, por exemplo, divulgou hoje o seguinte editorial: "Corona vírus não está na agenda de Bolsonaro: Alheio à realidade, presidente dá demonstrações de que não sabe a dimensão da crise à sua frente."
    A realidade, eu diria, é que há enfermidades muito mais preocupantes e graves do que o novocorona vírus; vai saber quanta gente foi infectada e não sabe; o vírus já pode estar muito mais espalhado do que se imagina. Ao que parece, trata-se de uma gripe, que, como toda enfermidade, pode ser fatal para os mais vulneráveis. Não só isso, o Ministério da Saúde tem sim tomado uma série de ações que mostram que não está alheio a essa nova comoção midiática mundial. Estranhamente, e sem maiores explicações, a China diz que o pior já passou e que os casos estão diminuindo. Como assim? Por que? O vírus deixou de ser altamente transmissível? Ou: a quarentena funcionou? Essa história toda tá muito estranha.
  • anônimo  12/03/2020 15:09
    Caro Thiago,
    Uma característica das pandemias é exatamente esta: generalizar-se, afetar quem é suscetível, inclusive com mortalidade, e depois desaparecer. Foi assim com a peste negra e outras epidemias na Idade Média. E isto sem o conhecimento e as medidas profiláticas de hoje. Claro que na Idade Média estas epidemias eram recorrentes. Cursavam da maneira peculiar a cada uma e desapareciam. Sem dúvida, devido a imunidade ativa adquirida pela populção. Até irromperem novamente na nova geração que não havia vivenciado a anterior e adquirido a respectiva imunidade.
    Abraços
  • thiago  13/03/2020 14:10
    Caro Anônimo,
    Você falou falou mas não disse nada; mostrou um ar de entendido, pelo menos de mais entendido do que eu, como se de alguma forma estivesse mostrando algo que ignoro, de alguma forma desvalorizando meus pensamentos sobre o assunto, mas não dialogou, pelos menos diretamente, com nenhum questionamento que fiz. O que você quis dizer? Será que é que a situação na China está se normalizando porque o vírus já se espalhou mas as pessoas estão adquirindo imunidade? Ou você acha boa a estratégia de quarentena e acha que ela estaria funcionando? Acho essa hipótese pouco provável, a não ser que a entrada e saída de pessoas e até de coisas permaneça restrita, já que, se a população não estiver imunizada, qualquer nova entrada do vírus, um viajante contaminado, por exemplo, pode causar o mesmo caos.
  • Vinicius  16/03/2020 12:30
    Realmente esses são os mesmos questionamentos que tenho mas que ninguém ainda me apresentou respostas, principalmente sobre o fato de a China não ser mais um epicentro.
    E francamente não entendo todo esse alarde em cidades sem NENHUM caso. Moro em Belo Horizonte onde não há nenhum caso confirmado e já estão se fechando escolas, faculdades e empregos por 15 dias. Será que vale à pena parar uma cidade devido a esse bombardeio de informação? Não seria mais prudente esperarmos pelo menos 1 confirmação para, aí sim, pararmos a rotina de 3 milhões de pessoas? E se após a quarentena tivermos o 1o caso, aí o teríamos uma nova quarentena?
  • Emerson Luis   12/03/2020 14:51

    Diante dessa crise, será que os políticos em geral vão agir com grandeza de caráter e sabedoria?

    Ou será que, mesmo com boas intenções, vão aplicar as soluções erradas? (grandeza de caráter e tolice)

    Ou será que vão aproveitar a oportunidade para serem mais mesquinhos do que nunca?

    * * *
  • Quem quer dinheiroooo?  12/03/2020 17:55
    Emerson Luis ,

    Vou te responder, pois essa é fácil:

    g1.globo.com/politica/blog/natuza-nery/post/2020/03/11/contra-aumento-de-gastos-maia-critica-congresso-por-derrubada-de-veto-de-bolsonaro.ghtml

    Traduzindo, já aumentaram os gastos em R$ 21 bi/ano e colocaram o teto da meta fiscal em risco.
  • anônimo  12/03/2020 19:19
    Essa notícia parece uma piada. Eu achava radicalismo fechar Congresso, mas já estou começando a ficar favorável.
  • HILLIS TADEU  12/03/2020 15:23
    Esperamos que essa pandemia gere uma reflexão sobre o peso que o ESTADO é na nossa economia e que diante de todas essas ameças o BRASIL saia de uma vez por todas do peso tributário nos produtos e serviços e do setor público da economia, aumentando o número de micro e pequenas empresas e permita que os brasileiros possam tomar suas decisões sem medo de serem pegos na armadilha da burocracia tributária, tomem suas decisões com previsibilidade, gerem emprego e renda e que o crescimento econômico seja dinâmico e diversificado.
  • Kennedy  12/03/2020 18:04
    No Brasil? se você estivesse falando de algum país vizinho da América Latina com alguma sensatez a mais (Peru por exemplo), até acreditaria nessa hipótese, mas no caso do Brasil, provavelmente a reflexão que vai ser gerada é sobre como o UltraSuperHiperMegaNeoLiberalismo Minarquista foi "implantado" no Brasil e não transformou o país em uma potência econômica em 4 anos.
  • Victor  12/03/2020 18:05
    Peso nas costas dos pobres e da classe média...as costas dos empresários estão mais do que leves (em termos de porcentagem da renda...se um rico pagando 1000 é 0,000000000001%....já um pobre pagando 1000 é quase 100% da renda dele)

    valor.globo.com/brasil/noticia/2017/09/25/pobres-e-classe-media-pagam-mais-tributos-que-super-ricos.ghtml

    Tecnicamente, essa oneração é um "bolsa-família" para os mais ricos kkkkkkkk "Impostu é robu"
  • Maurício  12/03/2020 19:57
    Papinho de sempre da Oxfam. Aí, em vez de defenderem a redução do esbulho sobre os pobres e a classe média, defendem o aumento do esbulho sobre os ricos. Afinal, não pode reduzir impostos, pois os ganhos dos políticos e dos funcionários públicos são sagrados e jamais, em hipóteses alguma, podem ser congelados. Né?
  • anônimo  12/03/2020 22:24
    Só quem nunca pagou DARF na vida acredita que o pobre paga mais imposto que o rico...

    Pobre consome sua renda majoritariamente em:

    - alimentos da cesta básica (isentos de PIS/COFINS, ICMS isento ou alíquota baixa);
    - transporte coletivo (subsidiado pelo estado ou pelo empregador, também praticamente isento de impostos);
    - energia e água comumente se encaixam em programas sociais;
    - habitação comumente de programa subsidiado do governo, ou mora de aluguel informal (paga em cash, dono do imóvel não declara no IR), também zero imposto;

    Impostos diretos, aquele que o cidadão paga a guia direto no banco:

    - IPTU/coleta de lixo é isento ou uma mixaria para habitação social.
    - IR obviamente não paga. IPVA normalmente não paga porque não tem carro ou tem um carrinho véio que na maioria dos estados é isento.

    Agora vamos ver o perfil de consumo do rico:

    - na largada já paga IR, seja sua atividade econômica exercida diretamente por sua PF ou por uma PJ;
    - consome gasolina pra kct, tem carro beberrão. Se tiver barco então, jezuiz amado. 40% de ICMS, fora PIS/CONFINS.
    - seu consumo de alimentos, cujo carga é baixa, é pouco representativo na sua renda, e normalmente de produtos importados/fora da cesta básica, que possuem tributação alta. O cara consome vinho importado, uÍsque, cerveja importada.
    - IPTU normalmente é progressivo. qto maior o valor do imóvel, maior a alíquota. Não sei nas outras capitais. Eu moro numa casa de 200m2, em um bairro a 10 km do centro, meu IPTU é 3500 pila por ano.
    - normalmente o cara compra carro importado. 35% de II e 25% de IPI se for acima de 2.0.

    Então, se analisarmos o pacote de consumo do rico, além de já ter o IR na largada e o IPTU e IPVA sem arrego, é formado por bens "supérfluos" e importados, que são mais tributados que os itens básicos que formam a cesta de consumo do pobre.

    Além do rico pagar plano de saúde e escola particular e o pobre utilizar esses serviços do estado, o que também não deixa de ser um imposto negativo pro pobre.

    Só com muito malabarismo e matemágica pra concluir que o pobre paga proporcionalmente mais impostos que o rico na sua cesta de consumo.
  • Romildo Santos  13/03/2020 12:15
    Se você souber o mínimo de matemática, explica-se que pobre paga mais impostos. Há milhões de pobres e classe média, portanto uma base de sustentação dos impostos muito superior aos dos ricos, que não chegam `a 1% da população. Simples caro Watson. Por isso que há arrecadação no consumo e não na renda. Brasil pratica a menor alíquota de imposto de renda, de taxação de herança, em comparação aos países da OCDE. O rico no Brasil é mais rico do que seu semelhante na Europa.
  • Matemático  13/03/2020 17:18
    Vamos analisar o exemplo hipotético de um diretor de alguma grande empresa, que ganha R$ 30.000 mensais. Ele é considerado um rico no Brasil, apesar de muitos pensarem apenas em multimilionários quando escutam o termo.

    Como seria a carga tributária deste diretor, em termos aproximados?

    Logo de cara, o imposto de renda retido na fonte seria de R$ 7.200, além de R$ 643 de INSS. Arredondando, ele paga quase R$ 8.000 de imposto direto, sem falar no imposto que a empresa tem que pagar também, reduzindo seu salário líquido.

    Para pagar os R$ 30.000 de salário, a empresa desembolsa uns R$ 10.000 extras ao governo, o maior sócio de todos os brasileiros, ainda que de forma compulsória.

    Restaram líquidos até agora uns R$ 22.000 para o diretor, enquanto o governo já embolsou uns R$ 18.000 em cima dele. Mas a coisa está longe de terminar aqui.

    Outros dois impostos diretos abocanham importantes fatias de sua renda. Digamos que esse diretor viva num bairro de luxo, com um elevado IPTU. Lá se vão pelo menos R$ 7.000 anuais para o governo guloso. Mas esse diretor tem pelo menos dois carros na garagem, que custam R$ 2.500 cada um de IPVA anual. Mais R$ 5.000 para esse parceiro eterno.

    Apenas de impostos diretos esse diretor já foi forçado a entregar mais de R$ 100.000 anuais para o governo, ou 30% de seu salário bruto, sem levar em conta os impostos pagos pela empresa. Só que ele está longe de se ver livre do governo.

    O diretor terá um plano de saúde privado, naturalmente, pois o governo arrecada para oferecer saúde pública, mas oferece em troca hospitais decrépitos com excesso de ratos e ausência de remédios. Um plano de saúde bom custaria a esse diretor algo como R$ 1.000 por mês. Vamos somando isso ao total de carga.

    Outro item que o governo deveria fornecer pelos impostos é segurança, mas quem pode depender apenas da "segurança" pública nesse país? Logo, o diretor irá morar num local seguro, que conta com seguranças privados, e que eleva bastante o gasto com condomínio. Pelo menos outros R$ 1.000 mensais ele deve gastar apenas para ter câmeras, seguranças particulares e sistemas de proteção em seu prédio.

    O governo também cobra impostos para oferecer educação, mas todos conhecem a péssima qualidade do ensino público. Logo, esse diretor colocará seus dois filhos numa boa escola particular, gastando pelo menos R$ 2.000 por mês. Esses três serviços básicos - saúde, segurança e educação - custam pelo menos R$ 4.000 mensais ao diretor, além dos impostos que ele joga no lixo.

    Daqueles R$ 22.000 líquidos, o diretor já torrou R$ 5.000 apenas para pagar IPTU, IPVA, saúde, segurança e educação. Sobraram R$ 17.000 em sua conta, lembrando que seu salário bruto era de R$ 30.000 (já estamos falando de uma carga de 43%).

    Mas ainda não acabou. Cada conta de luz, gás e telefonia tem um imposto embutido de pelo menos 30%. Para cada compra no supermercado, o diretor terá que deixar uns 40% para o governo, imposto médio dos produtos ali vendidos. Enfim, digamos que o diretor gasta, dos R$ 17.000, R$ 12.000 por mês. Deste valor, pelo menos R$ 4.000 são impostos novamente.

    Sobraram na conta do diretor R$ 5.000, que ele finalmente poderá poupar, contribuindo para a oferta de capital que serve para investimentos produtivos no país. Mas o governo quer mais! Se ele investir esse dinheiro em um fundo tradicional de um banco, o mínimo que ele terá que recolher em impostos será 15% sobre os rendimentos, ou seja, outros R$ 1.000 por ano, em média.

    Se você já perdeu a conta, é porque são muitos impostos mesmo. Isso porque não considerei taxas e contribuições menores, ou o custo indireto de nossa asfixiante burocracia, que somados acabam lascando outra fatia importante da renda. No total, esse diretor, que ganha R$ 30.000 por mês, ou R$ 360.000 por ano, já pagou de impostos pouco mais de R$ 200.000, ou 55% de carga. Lembrando, novamente, que a empresa pagou outros R$ 120.000 ao governo para poder empregar este diretor.

    Em resumo, esse diretor custa para a empresa uns R$ 480.000 por ano, mas ele recebe líquidos apenas R$ 155.000, aproximadamente. Para onde foram os outros R$ 325.000? Para aquele que você diz que deve fazer a "justiça social".

    Logo, a carga efetiva deste diretor está próxima dos 70%! Essa é a realidade da maioria dos "ricos" desse país, que faz de tudo para incentivar a sonegação e desestimular o empreendedorismo.
         
    Agora diga aí quantos pobres são necessários para pagar o mesmo tanto de imposto que apenas esse "rico".
  • Victor  13/03/2020 18:02
    Desculpe-me mas eu quero ver você comprovar essa contaiada aê
    O GINI do bônus é favorável aos mais ricos
    O GINI do ônus também é favaorável aos mais ricos, é a pobraiada e a classe média que são os pagadores (no "pib dos impostos" há uma concentração no lado dos mais pobres, principalmente se formos considerar per capita)

    E, além do mais, essa sua moralidade e reflexão (assim como a sua percepção dos fatos, que compõe a sua lógica) é uma construção social derivada dos fartos e burgueses meios materiais que te cercaram (e que cerca os outros burgueses)...uma classe social diferente teria uma visão contrária, provavelmente
  • Matheus  13/03/2020 18:38
    Obrigado por demonstrar a perfeita mentalidade invejosa e rancorosa da esquerda. Vocês chegam parolando falsas emotividades, como se coitadismo e vitimismo fossem, por si sós, argumentos. Aí, quando são gentilmente respondidos com fatos, ficam estupefatos e apenas dizem que isso não passa de "contaiada".

    Dica: pode começar por aqui:

    www.calculador.com.br/calculo/salario-liquido

    Aguardo suas novas "refutações".


    P.S.: imagine o seu desespero se eu fosse pedir pra você apresentar a "contaiada" desse negócio aí do "GINI do ônus"? Mas vou te poupar dessa, não se preocupe.
  • HILLIS   14/03/2020 20:07
    A ECONOMIA não é só MATEMÁTICA . SE FOSSE ASSIM NÃO SERIA CLASSIFICADA COMO CIENCIAS HUMANAS. DEVE HAVER A SENSIBILIDADE FILOSÓFICA-SOCIAL QUE CONSAGROU GÊNIOS COMO O PROPRIO MISES E HEILBRONER ENTRE OUTROS QUE NÃO ERAM ECONOMISTAS GENUINAMENTE MATEMÁTICOS.

    Vc se equivocou quanto a quantidade de pobres necessarios para se chegar a essa elevada carga tributária. Se todo pobre pudesse ter renda pra pagar os impostos do RICO, o RICO não ia ficar nunca RICO com a escala de de vendas que foi permitida justamente e graças `quantidade de POBRES no Brasil, pois os mesmos seriam RICOS também kkkkkk. O problema mesmo é o IDH baixo (culpa dos impostos recolhidos de ricos e pobres e não devolvidos em serviços públicos por responsáveis que ganham muito mais que R$ 30.000KKKK), e carga tributária sobre as empresas que não permitem folga pra elevação dos salários dos pobres(que devem ser elevados proporcionalmente à produtividade para não gerar inflação de demanda).
  • Marcos  16/03/2020 15:31
    "Se todo pobre pudesse ter renda pra pagar os impostos do RICO, o RICO não ia ficar nunca RICO com a escala de de vendas que foi permitida justamente e graças `quantidade de POBRES no Brasil, pois os mesmos seriam RICOS também kkkkkk."

    Interessante. Você está dizendo que os ricos enriqueceram porque venderam bens e serviços aos pobres. Ou seja, pela sua lógica, quanto mais pobres são os consumidores, mais eles irão comprar dos ricos, e mais ricos ficarão os ricos.

    Deve ser um caso único: quanto maior a pobreza, maior a capacidade de consumo.

    Só tem gênio incompreendido nesse mundo…
  • José Roberto  13/03/2020 17:21
    Tributar herança é uma babaquice inominável.

    Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, Lula, Dilma, Collor, Temer, FHC, Moreira Franco, Rodrigo Maia, Gilmar Mendes, Lewandowski e canalhas afins. E, segundo a esquerda, isso é "justiça social".

    Durante todo o meu processo de acúmulo de riqueza por meio de trabalho duro e honesto já pago vários impostos. E aí eu morro e vem um burocrata estipular que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei?

    Você paga impostos diretamente e indiretamente durante toda sua vida e realiza um planejamento no qual beneficiará seus herdeiros. E então vem o governo dá mais uma mordida. Seus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.

    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.

    Nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando poupamos e investimos, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Essa é a meta. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, após uma vida inteira juntando patrimônio, você é "recompensado" com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).

    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico, é uma estupidez incalculável. Por coerência, tal pessoa tem de estar desde já fazendo um testamento legando tudo para Michel Temer, Sarney, FHC, Lula e Dilma.

    Certo, Romildo Santos?
  • Romildo Santos  18/03/2020 14:29
    Você não argumentou o principal, fugiu pela tangente, citou imposto de herança, que no Brasil a maior alíquota é de 8%, Estados Unidos, que é exemplo de liberalismo que vocês tanto elogiam pratica 39%. Rebate o restante. Pergunto: Você sempre pagou todos seus impostos, nunca se quer na vida manipulou contas, sonegou? Aqui nesse Brasil pra fazer patrimônio tem que sonegar muito e fazer negócios sujos com o governo. Conta outra.
  • Fabrício  18/03/2020 16:00
    Ô, iluminado. Nos EUA existem menos que 10 impostos. No Brasil, são 92 (noventa e dois!) impostos.

    www.portaltributario.com.br/tributos.htm

    Ah, mas se criarmos mais um, e sobre a herança, aí sim é que a coisa resolve… Né?

    Impressionante como esse povo é gado. Fica doidinho para dar o dinheiro dos outros para seus amados políticos.

    Que o corona venha com tudo e faça o serviço. Com esse povo aí, ficar vivo é até pior.
  • Vladimir  18/03/2020 16:02
    Já perceberam que, no Brasil, tudo, absolutamente tudo pode ser facilmente resolvido com a criação de "apenas mais um imposto"?

    É impressionante a mentalidade abjeta dessa gente.
  • anônimo  13/03/2020 18:03
    OK, então vamos falar sobre arrecadação no consumo:

    Sim, o pobre paga imposto embutido no preço das coisas e não vê. Mas não é tanto assim. Consumo do pobre basicamente é cesta básica, que é bem desonerada. Tem tarifa social de água, luz - quando não tem gato.

    Só que ele recebe muito tb. Vive recebendo seguro desemprego, abono do PIS, bolsa família, BPC, aposentadoria rural, remédio de graça, saúde e educação públicas. Ele recebe um monte de coisa do governo e DARF que paga é zero. O balanço é mto positivo pro pobre.

    Então - diferentemente dos países ricos, onde 80˜90% das pessoas pagam DARF, pagam IR - aqui o estado é carregado por uma minoria de classe média CLT, classe média/alta, que arca com INSS, IRPF, IPTU, IPVA, plano de saúde, educação privada, impostos sobre consumo (exceto cesta básica). A classe média compra um GM Cruze de R$ 100 mil, deixa 40˜50 mil pro governo. O pobre na vida inteira pagando imposto sobre os 1.500 reais de consumo não vai pagar 40 mil de imposto.

    Isto posto, o governo não vai ficar se estressando, querendo cobrar 100˜200 reais de IPTU de pobre e remediado, que não vai pagar e o custo de cobrar é maior que a dívida, além de obter a antipatia de uma massa de eleitores. Então ele se concentra em atochar na classe média-alta/alta. Essa é uma minoria que não decide eleição nenhuma e no fim carrega o estado nas costas, apesar de não usar serviço público nenhum.
  • Imperion  13/03/2020 06:04
    Difícil com a mentalidade do brasileiro. Ele quer algo que lhe dê vantagem. Não quer por exemplo liberalizar o comércio, porque tem medo que o empresario vai ganhar dinheiro e não ele.

    Ele não quer a liberdade de outrem, só a sua. A velha conveniência. Não assume que não tem capacidade de emprender, então não quer que outrem empreenda.

    Não aprendeu que o empreendedorismo de outrem faz este ganhar dinhero porque este está servindo e melhorando a vida de todos. Essa mentalidade tem que ser ensinada mesmo, senão os favoráveis não ganharão eleições o suficiente pra mudar alguma coisa a nível político.
    Torcer pelo víeus então não vai trazer sabedoria, uma lição pras pessoas. Nada garante que vão ganhar bom senso.

    A crise vem e vai, mas os ideologias têm resposta na ponta da língua pra quem é analfabeto funcional em economia.

    É com educação voltada a empreedendorismo, economia e liberdade que se mudará suficientemente a mentalidade das pessoas pra que se mude algo rumo a um bom nivel político, social e libertário.
  • Cuba feliz!  12/03/2020 16:24
    revistaforum.com.br/global/coronavirus-sem-nenhum-caso-cuba-desenvolve-vacina-e-pode-salvar-planeta/

    Tem nem o que dizer...
  • Gustavo A.  12/03/2020 18:21
    Tem sim, é uma grande MENTIRA.

    Primeiro que não existe vacina em Cuba. Em seguida, o que foi feito foi um dos 30 remédios mais utilizados para o tratamento (um antiviral) e foi feito na China, em uma fábrica "cubana"... Incrível, não usaram a magnífica infraestrutura da ilha por qual motivo?

    Pelo jeito você não passou do título desse lixo de matéria (esperar o que da revista forum?).

    E mais, foram confirmados os primeiros casos em Cuba .

    Isso sem contar que Cuba não é um local que recebe um número muito grande de turistas, em especial para negócios, o que retardou a chegada da doença.

    E fica uma dica: "Artigo
    Não, Fidel Castro não melhorou a saúde ou a educação de Cuba"
    .

  • anônimo  12/03/2020 18:11
    O que o Ciro Guedes pode fazer pra aproveitar o dólar alto? Porque com o surto do Corona, o dólar não abaixa nem se colocar a SELIC em 100%
  • Thiago  12/03/2020 22:47
    Ele so tem que fazer uma coisa : liberar o dolar pra circular livremente aqui dentro.
  • Imperion  13/03/2020 11:36
    Vender as reservas na alta pra baixar o dolar. E quando o dolar voktar a baixar no futuro comprar de novo na baixa pra recompolas.
  • Corona Hype  12/03/2020 20:49
    Rapaz, meu cunhado tá com uma virose forte. Daí foi até a Upa. Chegou lá e disse que havia tido contato com pessoa que veio do exterior. Em 10 segundos cobriram ele de máscara e outros apetrechos e passaram ele na frente de todo mundo. Tenho certeza que amanhã sai no jornal que "mais um caso de suspeita de Corona Vírus" foi encontrado. O cara tem só uma virose. E nem teve contato mesmo com gente de fora.
  • Economista cético  13/03/2020 00:44
    Trabalho numa rede supermercadista de médio porte. Ainda não notei rupturas no abastecimento (no entanto, percebi elevações no preço de produtos de higiene e limpeza); já estou estocando alguns suprimentos que possam durar em torno de, no mínimo, 3 meses, em caso de colapso da oferta. Eu recomendo fortemente que todos comecem a fazer o mesmo pra ontem.

    Igualmente, na medida no possível, evitar aglomerações de pessoas, transportes coletivos, saídas desnecessárias, solicitar home office ou licença trabalhista, manter alguma quantidade de dinheiro em espécie (reais e dólares americanos ou euros), e, se assim como eu, você for paranoico, adquirir algum tipo de armamento. (Não queiram saber como é uma população enfurecida pela escassez).

    No mais, não acredito que isso será o fim da humanidade, mas tempos difíceis estão por vir. Talvez os eventos dos últimos meses tenham precipitado a grande crise financeira que eventualmente aconteceria sob o crivo da incompetência estatal.

    Bom preparo a todos.



  • Motorista de Família  13/03/2020 02:26
    Eu tava pensando aqui... As empresas q fizerem entregas de pizza em casa, peças de carro ou papel higiênico tamanho família vão faturar. Netflix idem. Motéis, clubes de swing e discotecas vão falir. As parteiras vão voltar a ativa e as academias de yoga vão bombar com aulas à distância pq nessas horas neguinho quer virar budistana a qq preço. Quem dá dízimo vai dobrar a contribuição pq jesus vai testar os crentes q já viram (de novo pela enésima vez) q agora o juizo final vem com um código genético em espiral, ao passo q os ateus vao contribuir com a poupança (e nao com o consumo apocalíptico keynesiano) e rir no final dessa palhaçada toda. Aliás, ja puxei a alavanca do fuck off non stop
  • anônimo  13/03/2020 06:29
    O que seria necessário para o Brasil ter um currency board? Dependeria do Congresso ou apenas do Executivo?
  • Economista cético  13/03/2020 15:59
    O único jeito de implantar um currency board no Brasil seria através de uma ditadura à la Pinochet, em conjunto com uma equipe econômica composta por especialistas do lado da oferta (supply side). Obs: Nada de chicaguistas, eles não entendem quase nada sobre o papel de uma moeda forte na construção de uma sociedade próspera.

    Agora, esperar que o establishment iria, por "vias democráticas", abrir mão de fazer políticas monetárias irresponsáveis e megalomaníacas, para implementar um sistema que traga estabilidade e valorização da moeda nacional, é muita estupidez. Repito: isso nunca irá acontecer no Brasil enquanto ele for uma democracia. Tampouco garanto que isso que citei acima ocorreria numa ditadura explícita.
  • Aprendiz de EA  13/03/2020 12:28
    Senhores, muitos profetas do apocalipse dizem que a crise que vem aí (ou já está aí?) será pior que 2008 ou pior até mesmo que 1929, será que realmente é pra tanto ou é só alarmismo barato mesmo?
  • Imperion  13/03/2020 19:03
    Essa é uma crise do keynianismo. A dilma aplicou as teses do keynes na economia brasileira e ela afundou.
    Agora o mundo ta fazendo o mesmo. Esse corona so acelerou a ferida. Vai ser pior? So o tempo dira.
    Quando verem que as economias livres sairao por cima, e as keynianistas por baixo, pode ser que muitas dessa politicas deixem de.ser aplicadas no futuro.
    Num cenario assim, a tal mega crise futura pode ate ser impedida, pois sao essas politicas keynianistas que estao empurrando o mundo pro buraco atualmente.
  • 5 minutos de IRA!!!  13/03/2020 14:07
    A essa altura, já dá pra passar a régua e preparar a volta da esquerda?
  • Gustavo A.  13/03/2020 17:08
    Calma meu, não que este governo seja maravilhoso, mas se passaram 01 ano e 03 meses do mandato, você já tá prevendo a volta da esquerda?
  • Skeptic  17/03/2020 12:48
    Com certeza.
    Com a incompetência do Ciro Guedes no trato da moeda somado à crise econômica internacional advinda do coronavirus, é óbvio ululante que políticos de esquerda ( o establishment que praticamente impede o Bozo de governar) irão se aproveitar e voltar ao poder.
    O sistema produzirá alguém mais "limpinho" até lá.
    Chuto algum playboy estilo Doria, Alexandre Huck e etc. Social democracia voltará com força total com toda sua demagogia, infelizmente, culpando o "neoliberalismo" do Ciro Guedes.

    (P.S: Ironicamente, o que pode eleger o Bolsonaro de novo é se o opositor for o Lula. Pois o cenário de extremos os conservadores ganham.)
  • Skeptic Original  21/03/2020 23:33
    Opa, tem um Skeptic fake aqui! hahaha.

    A destruição do Bolsonarismo abre caminho não só para a esquerda, mas para o centrão, assim como para uma ala liberal mais radical, pura ou pelo menos melhor apresentável.

  • Jairdeladomelhorqp/tras  13/03/2020 14:19
    O q eu quero é contrair o vírus agora enquanto ainda há remédios, hospitais atendendo e alimentos. E antes que o vírus sofra uma mutação que leve a um aumento da letalidade.Na real, penso que o risco está nas pessoas já enfermas e imunodeprimidas. Quem for saudável e relativamente jovem tem um risco maior de morrer atropelado.
    Abraços
  • ed  13/03/2020 18:46
    Essa ideia é ruim pelo simples fato de que contrair o vírus agora não impede de você contraí-lo novamente no futuro.
  • Jairdeladomelhorqp/tras  14/03/2020 18:18
    Caro Ed,
    Vc está parcialmente certo. A imunidade desta cepa de vírus após uma infecção natural é curta, sim. Mas não tão curta que permita uma recidiva num perído de semanas. Talvez dure de quatro a seis meses.
    Abraços
  • Thiago  13/03/2020 14:20
    Quem mexe com day trade ta rindo de cabo a rabo. Bolsas no mundo todo despencam num dia e sobem fortemente no dia seguinte. Tá assim há semanas já.
  • Cristian  17/03/2020 22:13
    Já estou prevendo que daqui há alguns dias (ou seria meses?)...

    Os "traders de sucesso" que vivem de serem youtubers e venderem palestras e cursos onlines pra ensinar VOCÊ a ganhar dinheiro fácil, rápido e com aquele método "seguro" e "infálivel" dizendo que lucraram muito nessa crise de coronavirus.

    Basta "acertar" o timing de "entrar na hora certa" do ativo e "sair na hora mais certa" ainda! Trade funciona sim...
  • Carlos83  18/03/2020 14:42
    Isso é uma praga. Certamente Mises tinha razão quando dizia que no capitalismo a propaganda era ruim porque o gosto do público era ruim. Infelizmente, em se tratando de internet e redes sociais, praticamente tudo está se organizando em torno de marketing digital tedioso.
  • ASH  13/03/2020 18:24
    As pessoas preocupadas com coronavírus e na minha cabeça só passa a pergunta: até quando a promoção da bolsa irá durar? Será que teremos maiores descontos? Empresas que há tempos eu queria investir mas que estavam muito caras, comprei. Minha poupança está acabando, não sei se a promoção se estenderá e nem por quanto tempo.
  • Thiago  13/03/2020 18:54
    Se valorizou desde a hora que comprou, vende pq já vem pronunciamento do Trump. Mais tombo a vista.
  • BlackeagleBR  13/03/2020 19:49
    "As pessoas preocupadas com coronavírus e na minha cabeça só passa a pergunta: até quando a promoção da bolsa irá durar? Será que teremos maiores descontos? Empresas que há tempos eu queria investir mas que estavam muito caras, comprei. Minha poupança está acabando, não sei se a promoção se estenderá e nem por quanto tempo."

    Estou na mesma situação! Infelizmente o dinheiro que tenho reservado para fazer investimentos no mês já foi todo...não comprei tudo que gostaria, mas não tenho como comprar mais sem desestabilizar minhas reservas....infelizmente! Quem entrar agora comprando vai rir pra caramba daqui há alguns meses/anos...
  • Sadib  14/03/2020 18:03
    Até quando vai essas quedas no mercado? Essa é a pergunta de um milhão de dólares.. kkkk

    Minha opinião é que as ações vão seguir caindo enquanto a quantidade de novos infectados acelera, e quando desacelerar, como está acontecendo na China, as coisas começarão a voltar ao normal. Veja esse gráfico:

    images.spot.im/image/upload/q_70,fl_lossy,dpr_3,c_limit/v200/1d78f9afca958f2c727c39c833d88f98

    A histórico diz que os bear markets tem uma queda média de ~35% (em relação ao último tipo), e duram em média 11 meses nos EUA, mas já tivemos casos de recuperação mais rápidos.

    Na quinta feira o S&P estava com uma queda acumulada de 26%. Então, faça suas apostas.

    Já que é impossível saber qual o fundo do poço, o que eu estou fazendo é comprar parcelado. Temos bons descontos por aí, e comprando assim imagino ficar com um preço médio.
  • Carlos Brodowski   13/03/2020 19:32
    Dinamarca e Polônia anunciam fechamento total de fronteiras. Casos na França disparam e o país corre o risco de se tornar a próxima Itália.
  • aprendiz  14/03/2020 01:04
    o que vocês acham da Medida do Guedes de reduzir compulsórios e a politica nos bancos estatais?
  • Felipe L.  14/03/2020 12:13
    Nenhuma surpresa:

    "Como a alta do dólar afeta o preço dos carros, mesmo nacionais"

    Por que a Anfavea não faz lobby por moeda forte e corte de impostos???
  • Imperion  16/03/2020 01:45
    Anfavea tem contato com o governo pra ter uma bocada. O nome disso é subsídios. Se fizerem algo contra, a primeira coisa que ocorre é o corte do subsídio. Então eles ficam quietinhos. Esse é o chamado capitalismo de estado, eles não enxergam o livre mercado. Querem é garantir a sua fatia de protecionismo estatal, pois no Brasil de hoje isso ocorre em todas as esferas e empresas grandes.

    Abaixar os preços dos carros? Tendo que pagar impostos grandes, a última coisa que eles querem é baixar os preços dos carros.

    Ninguém acha que no curto prazo vai ter corte de impostos. Então eles fazem lobby pra dificultar mais empresas de carros e mais concorrência de estrangeiros (via tarifas de importações altas), pra manter os preços elevados, pois preços baixos e impostos elevados garante é a falência deles.
  • Paulo  14/03/2020 17:25
    pior que isso só uma greve de caminhoreiros sindicalizados a nivel mundial.
  • Sadib  14/03/2020 17:30
    "Colocar o governo para imprimir dinheiro, (...) não é apenas uma solução insensata; é também a receita para um colapso econômico ainda maior no futuro."

    É exatamente isso que o FED fez na quinta, e essa é a tendência do que vai acontecer nos outros países. As impressoras de dinheiro serão ligadas a todo vapor.
  • Imperion  16/03/2020 01:47
    Quando notarem que as economias livres caíram menos e vão sair mais rápido das crises, o keynesianismo cai de vez. Não e o caso do governo dos EUA ainda. Mas a ideia do keynesianismo é tão forte lá, que quando se ligou as prensas, a fé que a crise ia acabar ja fez as pessoas voltarem a comprar ações. Tem mais a ver com que as pessoas acreditam, do que a realidade de fato.
  • Felipe L.  15/03/2020 00:07
    Vocês acham que essa história da China ter controlado o surto de vírus é só alguma propaganda comunista? Eu acho que sim, não duvido muito. A infraestrutura das construções por lá não presta, tanto é que dias atrás um hospital de quarentena cedeu e matou dezenas de pessoas. Anos atrás, uma escola que desabou, se não me engano, foi mencionada aqui em um artigo do Lew Rockwell. Eles são muito bons em fazer bonito para o resto do mundo.

    Na Coreia do Sul, entretanto, a situação parece estar sendo controlada. Hoje eu até publiquei esse artigo traduzido, falando sobre isso.

  • Imperion  15/03/2020 20:27
    Realmente devido ao medo e ao controle a propagacao caiu. Nao e um virus de super contagio. Com cuidado se evita mesmo , ocorrendo com outros virus. O que aconteceu antes foi o descontrole , pois as pessoas estavam de guarda baixa, criando casos propicios a facilitar a propagação.
    A essa altura la, qu ta suspeito nao fica mais passseando. Isso ja evita a propagação.

  • Drink Coke  15/03/2020 23:55
    Primeiro que a China não é comunista, é uma ditadura com regime econômico de capitalismo de estado. Segundo que a capitalista cingapura controlou com extremo sucesso o surto em seus país.
  • Felipe L.  16/03/2020 14:26
    O regime político pouco mudou. Tanto é que continua havendo censura e controle na mídia. No ano passado um médico que denunciou o vírus foi preso. Isso não é liberdade.
  • WDA  16/03/2020 16:54
    "Primeiro que a China não é comunista,..."

    Entretanto, todos os seus dirigentes são do Partido Comunista, têm mentalidade forjada sob o Partido Comunista e sua tradição política é a do Comunismo. Isso tudo não quer dizer que eles não gostem de dinheiro ou não o queiram - embora eles gostem ainda mais de PODER. Em todos os regimes Comunistas, os dirigentes sempre viveram muito bem e muito ricos. Além disso, sempre enganaram e usaram empresários e investidores ocidentais, além de explorar a todos os seus concidadãos e, ainda, países satélites, a fim de poder gozar de várias mordomias.

    "...é uma ditadura com regime econômico de capitalismo de estado."

    De fato, ela é uma ditadura e por isso mesmo, autoritária - como aliás qualquer regime Comunista. Dito isso, "capitalismo de estado" é socialismo.

    A China consegue ser, hoje, economicamente menos socialista do que o Brasil, o que não é grande coisa. Continua, porém, socialista - e tanto mais, quanto mais se se afasta dos grandes centros.

    A propósito, o controle do governo sobre a circulação de informações no - e do - país é caracteristicamente Comunista, bem como várias das estratégias políticas adotadas pelo alto escalão partidário.

    Se eles controlaram o vírus, eu não sei. Nem dá pra saber com certeza. Mas eu diria que teremos surpresas quanto aos prejuízos econômicos do país.

  • Felipe L.  15/03/2020 23:13
    Essa curta entrevista saiu hoje no Globo, vale a pena ler. Leiam:

    "'Não se combate o pânico com frases otimistas, vazias', afirma Henrique Meirelles"

    Outra notícia de hoje... a taxa de juros dos títulos caiu para mínimas históricas, pouco mais de 0,20 % ao ano. Isso não acontecia desde o segundo semestre de 2008. Vai dar certo sim, podem confiar. Será que lá vai aparecer gente também falando que é para "combater os rentistas"?
  • Surpreso com a entrevista  16/03/2020 02:37
    "Guedes tem falado de câmbio, que é atribuição do BC...

    Eu gosto de uma frase do Alan Greenspan. Em um jantar da Basileia, ele fez para todos uma pergunta retórica: "qual é a finalidade dos mercados de câmbio?" Todos falaram que era manter o equilíbrio, promover exportação... chutes para cá, para lá. Então, Greenspan disse o seguinte: "a finalidade da taxa de câmbio é manter a humildade e o realismo dos economistas e banqueiros centrais". Ponto."

    O Henrique Meirelles é uma versão idosa do Leandro.
  • Ninguém Apenas  16/03/2020 21:39
    Caramba, depois dessa to até me sentindo mal por não ter votado nele. Na época não sabia que o cara era sinonimo de moeda forte.
  • Thiago  16/03/2020 14:28
    Quais as principais medidas?

    Por exemplo, vendendo dólar. Antes, não estávamos falando nada nem vendendo nada. Mas anunciei isso e me perguntaram quanto o BC poderia vender. Eu disse: "o que for necessário". Pediram uma estimativa.

    Eu disse: "nossa previsão, hoje, é até US$ 50 bilhões". O dólar derreteu, caiu de R$ 2,50 para R$ 2,11 em questão de horas.

    Por essas e outras que ele sempre traz resultado!
  • Felipe L.  16/03/2020 10:38
    Olhem aí que coisa linda, mais um palpite errado... o nosso Banco Central de novo querendo reduzir a taxa de juros

    Imaginem o Brasil com uma SELIC mais baixa ainda. Se continuar desse jeito, nesse ano logo o dólar passa de R$ 5,50, e o nosso poder de compra vai indo embora cada vez mais rápido. Em que mundo essas pessoas vivem?

    Elas realmente acham que o Brasil é uma Suíça.

  • Flaviano Filho  16/03/2020 11:32
    A industria farmacêutica lucra com essas supostas epidemias. Indústria farmacêutica expande diagnósticos e inventa novas doenças. Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas.
    COVID-19 é a gripe. Ela mata algumas pessoas, principalmente idosos com mais de 70 anos e com problemas de saúde, e crianças pequenas, mas não é particularmente mortal no amplo esquema das coisas neste mundo agonizante. A grande maioria das pessoas que o contraem tem sintomas de gripe de diferentes graus e continua com suas vidas.
    Cerca de 39 mil morreram da gripe no ano passado nos Estados Unidos. Em todo o mundo, o número anual de mortes por gripe é de cerca de 200.000.
  • Caio  16/03/2020 19:53
    Ele não é a gripe, é um novo tipo de vírus com sintomas mais intensos.

    Crianças pequenas parecem ser menos afetadas que adultos, mas não dá para ter certeza pois o vírus é muito recente, porém já houve mortes de crianças por causa do vírus: www.bemparana.com.br/noticia/oms-diz-que-ha-registros-de-mortes-de-criancas-por-coronavirus-428

    A idade de risco parece ser 60 anos para cima, não 70.

    A taxa de mortalidade da gripe é 0,1%, já a do COVID-19 é 2-3%. Ele só está por aí desde o final de 2019, faz uns 3 meses, pode matar muito mais do que a gripe no futuro.
  • Felipe L.  16/03/2020 14:31
    O surto do coronavírus no Brasil mostra a importância de termos uma sociedade poupadora, com moeda forte, mercado de trabalho flexível, transporte privado e coletivo desregulados, combustíveis baratos e infraestrutura de ponta. Sem controle na taxa de juros, sem assistencialismo estatal (mas com caridade privada ampliada) e com ruas privadas.

    Quanto mais rica e produtiva for uma sociedade, maior capacidade ela terá de lidar com esses tipos de situações. Há vários projetos bons de lei parados, o governo federal e o Legislativo precisam correr para aprovar isso (e o Judiciário também tem que colaborar). O BCB não deve mexer mais na SELIC. Precisam aproveitar e reduzir impostos e flexibilizar a legislação trabalhista (essa carteira verde e amarela é fraca perto do que realmente precisamos).

    Seria ótimo colocar o Meirelles no BC, mas isso eu acho que não vai acontecer nesse governo. Provavelmente se ele tivesse sido colocado lá em janeiro passado, na pior das hipóteses, hoje estaríamos com câmbio a R$ 4.
  • Imperion  16/03/2020 16:21
    Guedes deve ficar ate o fim, trabalhando pra baixar o deficit publico, que ainda ta pela hora da morte. Isso é prioritario, pois pior nota economica do brasil é disparada a situação fiscal que era 2.2 de 10 , seguida da insegurança institucional, que é 3.3 de 10.
    O cambio ainda pode se tornar tao grave quanto essas duas, mas nao chegou la ainda.
  • Imperion  16/03/2020 14:52
    Meireles comprou dolar na baixa e vendeu na alta,. contendo a alta do dolar. É o que o Ciro guedes deveria tá fazendo, mas tem medo dos petistas falando que ele tá vendendo as reservas que eles fizeram. Assim ele segue a estrategia ideológica petista.
    Sobre os rentistas, vai aparecer sim. Mesmo sabendo que os rentistas ja estão destroçados com a atual.taxa, e que eles nao sao a causa, mas a consequência.
    Volta bush, com suas guerras, trapalhadas que fizeram o dolar derreter. Vc foi o melhor presidente pra nois.
  • Economista cético  16/03/2020 16:55
    Ciro Guedes e RCN são dois lunáticos, que acreditam que não se deve interferir no câmbio mas pode baixar a taxa de juros à vontade para estimular a demanda, sem ferir os princípios liberais. Tá serto. Vamos todos pagar por essa loucura.
  • Bentinho POVAO  17/03/2020 00:55
    Segundo cálculos do BC, o efeito da selic hoje sobre a desvalorizaçao do real é de apenas 2%. Li no Valor.
  • Economista cético  16/03/2020 16:53
    Hoje saiu a notícia de que os diretores megalomaníacos do Fed zeraram a taxa básica de juros. Isso se chama desespero; fica cada vez mais evidente de que os bancos centrais não têm ideia do que fazer, a não ser injetar mais e mais liquidez nos mercados globais, como um drogado injetando psicóticos em sua corrente sanguínea. A covardia e irresponsabilidade colossais irão iniciar o gatilho da grande crise das dívidas estatais e privadas muito mais cedo do que nós previmos. Como se o coronavírus naturalmente já não fosse ruim o bastante.

    E aqui no Brasil, RCN e companhia estão prestes a cortar novamente a Selic para níveis impensáveis numa economia em frangalhos como a nossa. Há quem diga que nessa semana pode haver um corte de até 1 p.p. Seria um descalabro sem precedentes; isso sem falar na liberação dos compulsórios bancários que provavelmente irão inundar o mercado de crédito com R$ 135 bilhões. Agora já se visualiza no horizonte a cotação do dólar a R$ 6,00 e possivelmente uma disparada da inflação, mesmo com as commodities em preços historicamente baixos.

    Eu não tenho poder de prever o futuro, mas digo é muito provável que ele não tenha um final feliz para as pessoas comuns que só gostariam de viver suas vidas sem serem roubadas sistematicamente pelo sistema financeiro fraudulento que nos foi imposto.
  • Eltnam  18/03/2020 02:51
    Compulsório? Que compulsório? Está mais pra optativo. Sistema de Reserva Fracionária acabba de evoluir para Sistema sem Reserva, ou Reserveless para os mais chegados.

    >As announced on March 15, 2020, the Board reduced reserve requirement ratios to zero percent effective March 26, 2020. This action eliminated reserve requirements for all depository institutions.
    Source: www.federalreserve.gov/monetarypolicy/reservereq.htm
  • Ronaldo   16/03/2020 18:05

    Pessoal eu ficou pensando se a China não fez isso de propósito para criar um caos na economia do mundo. Disseminou o vírus propositalmente. Vindo de país Comunista a gente pode esperar de tudo. Eles são capazes de tudo.
  • Caio  16/03/2020 20:00
    O vírus também prejudicou a economia da China, e seria mais lógico liberarem o vírus direto no ocidente se essa fosse a intenção, ainda mais para não levantar suspeitas.
  • Gabriel  16/03/2020 22:45
    De teorias, a mais provável e real é que esse vírus tenha escapada do Instituto de Virologia de Wuhan que fica a 20 milhas do mercado de frutos do mar. Tem até artigo sobre esse Instituto. Em 2017, os Estados Unidos alertaram aos chineses que poderia escapar algum vírus desse Instituto (já que tratariam de vírus como Ebola, SARS, entre outros) e anteriormente outros vírus já haviam escapado de outros laboratórios chineses.
  • Drink Coke  16/03/2020 21:49
    Acho que nem o mais débil mental e psicopata dos políticos, jogaria um virus desconhecido sobre a própria população. É totalmente surreal que alguém leve a sério essa teoria
  • Ronaldo  17/03/2020 15:37
    Já convivi com comunistas e eles são capazes de tudo. Você nem imagina.
  • Pobre Paulista  16/03/2020 18:38
    Notícia que pode passar desapercebida:

    www.infomoney.com.br/economia/cmn-anuncia-medidas-de-renegociacao-de-credito-para-atenuar-efeito-do-coronavirus/

    A parte relevante é:

    "Considerando que os colchões de capital devem ser usados durante momentos adversos, esta medida reduz o Adicional de Conservação de Capital Principal (ACPConservação) de 2,5% para 1,25% pelo prazo de um ano, ampliando a folga de capital do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em R$ 56 bilhões, o que permtiria aumentar a capacidade de concessão de crédito em torno de R$ 637 bilhões. Após este período (1 ano), o ACPConservação será gradualmente reestabelecido até 31 de março de 2022 ao patamar de 2,5%."

    Em outras palavras, o governo está rifando o capital dos bancos privados para injetar liquidez no mercado. Essa liquidez muito provavelmente será absorvida para o capital de giro das empresas (que terão uma redução drástica nas receitas, enquanto as despesas permanecem constantes).

    Mas nem todos os bancos tem esse colchão de capital aí pra brincar não. No fim do dia, vem mais concentração bancária aí.
  • Mais uma vez o Estado salvando  16/03/2020 20:25
    Queria era a explicação dos liberais qto aos preços absurdos de álcool em gel e máscaras, já que o mercado regula tudo. Se o Estado não congelar preço, quero é ver como o santo mercado vai garantir o abastecimento.
  • Humberto  17/03/2020 02:07
    Mas, meu doce, o preço alto é exatamente o mercado regulando o arranjo em meio a esta súbita explosão na demanda. Não houvesse aumento de preços, os mais ricos simplesmente comprariam tudo e levariam pra casa, ao passo que os mais pobres ficariam chupando dedo (agora infectado). A oferta é constante, mas com um demanda explosiva e súbita, não há como a oferta responder a tempo (a produção sempre é mais lenta que a demanda; teoria básica).

    Congelamento de preços de um item que se tornou repentinamente escasso em decorrência de um súbito aumento na procura fará, aí sim, com que o produto desapareça imediatamente das prateleiras. Será que você não viveu a década de 1980?

    A maneira mais garantida de você ferrar os pobres e garantir que apenas os mais ricos consigam bens é exatamente congelando preços.

    www.mises.org.br/article/1488/recordacoes-de-um-brasil-socialista

    www.mises.org.br/article/3187/o-atalho-para-o-totalitarismo--por-que-nao-se-deve-brincar-com-a-ideia-de-controle-de-preços
  • Gabriel  17/03/2020 02:42
    Nem precisa ter vivido na década de 80. A Argentina, aquele país que vive em uma década de 80 eterna, está aplicando exatamente essa medida de congelamento de preços.

    Agora não sei o colega aí de cima, mas não considero a Argentina como exemplo de absolutamente nada relacionado a economia.
  • Dilmo  17/03/2020 17:27
    Congelamento de preços é só mais um truque sujo utilizado por socialistas para que o governo assuma totalmente o controle da economia.

    Eles conhecem muito bem as consequências maléficas desse tipo de política intervencionista:
    desabastecimento crônico e o surgimento de um mercado negro cobrando preços ainda mais abusivos do que aqueles praticados antes do congelamento.

    O caos planejado servirá depois de justificativa para que toda a produção do país seja conduzida e administrada pelo estado, que era o objetivo inicial no fim das contas

    Mises já havia desmascarado esse pessoal:
    Políticas conciliatórias levam ao socialismo
  • Bentinho POVAO  16/03/2020 23:23
    O momento é do estado fazer política anticíclica. Ou é isso ou vamos ter uma brutal recessão, pois o mercado nessas horas só sabe fazer uma coisa: se proteger, buscando liquidez por meio de venda de ativos em massa (daí a bolsa cair tanto), por meio de adiar compras, investimentos, evitar novos empréstimos etc. É uma espiral recessiva muito perigosa, que eleva, se não contida, de forma severa o desemprego e precipita a quebra de muitas empresas, e mesmo do sistema financeiro, após uma onda de calotes.

    O mercado basicamente entra no modo panico em manada.

    Como a demanda por liquidez se eleva ao máximo numa crises dessas, cabe ao Estado prover farta liquidez, baixando juros e injetando moeda.

    Quanto a preocupação com inflação que o texto fala, antes devemos nos preocupar com recessão profunda , desemprego em massa e quebradeira generalizada. Inflaçao é o de menos e bem pouco provável. Muito mais provável é deflação.

    E mais, na crise de 2008, foi levantada a mesma preocupação com inflação, contra as ações de injeção de liquidez. Não houve nenhuma inflação. Alias, a ameaça continuou sendo mais deflação do que inflação, apesar de toda oferta monetária feita. Ou seja, aprendendo com a experiencia passada, não há razão para não agir rápido e de forma pesada no sentido contracíclico.

    E essa ação do Estado seria para defender o capitalismo, em vez de sabota-lo não fazendo nada.

    E mais,algo muito interessante ocorreu na experiencia de 2008, no sentido de que a evidencia empirica se mostrou mais válida do que a expencia lógica. Pela lógica haveria hiper inflação com toda intervenção feita (previsão austriaca). Pela experiencia concreta houve preços comportados e recuperação. Ou seja, mais vale olhar o empirico em economia do que se guiar pela lógica dedutiva pura como faz a EA. Pela lógica, até o anarco-capitalismo seria uma boa ideia. Mas a gente sabe que na prática não. E pela EA ser uma escola de lógica dedutiva, ela acha uma boa ideia o anarco-capitalismo.
  • Amante da Lógica  17/03/2020 02:39
    "O momento é do estado fazer política anticíclica."

    Como se faz política anti-cíclica para um choque de oferta? Estou curioso.

    Eu até entendo advogarem isso para choques de demanda causados por um estouro de uma bolha de crédito, por exemplo. Agora, para choque de oferta, como se faz?

    "Ou é isso ou vamos ter uma brutal recessão, pois o mercado nessas horas só sabe fazer uma coisa: se proteger, buscando liquidez por meio de venda de ativos em massa (daí a bolsa cair tanto), por meio de adiar compras, investimentos, evitar novos empréstimos etc."

    Óbvio. Como já se sabe que a produção irá desabar, e consequentemente a renda irá diminuir (a renda necessariamente decorre da produção; não há como abolir esta realidade), todos correm para garantir toda a liquidez possível. Sem produção não há lucros; sem lucros, não há dividendos e nem valorização de ações. E nem como empresas pagarem debêntures e nem bancos quitarem seus CDBs. E nem receitas tributárias, o que coloca em risco os próprios títulos do governo.

    Logo, num cenário desses, cash is king.

    Só quando a produção retornar ao normal é que a situação irá se estabilizar.

    "É uma espiral recessiva muito perigosa, que eleva, se não contida, de forma severa o desemprego e precipita a quebra de muitas empresas, e mesmo do sistema financeiro, após uma onda de calotes."

    Correto. Mas quem é que está impondo todo o lockdown das economias? Exato, o estado. Atribua a culpa ao culpado de fato.

    "O mercado basicamente entra no modo panico em manada. Como a demanda por liquidez se eleva ao máximo numa crises dessas, cabe ao Estado prover farta liquidez, baixando juros e injetando moeda."

    Interessante. Ajude-me, por favor, a entender o raciocínio.

    Empresário diz: "Puta merda! Meu faturamento caiu pela metade, e tenho dívida vencendo. . ."

    Você diz: "É só reduzir a SELIC pela metade!"

    Empresário responde: "E como diabos isso vai ajudar meu faturamento voltar?"

    Você diz: "Espera aí que eu vou tomar um cafezinho. Já volto. . . "

    Não é a taxa de juros que fará a diferença agora. Acorde.

    "Quanto a preocupação com inflação que o texto fala, antes devemos nos preocupar com recessão profunda , desemprego em massa e quebradeira generalizada. Inflaçao é o de menos e bem pouco provável. Muito mais provável é deflação."

    Mas, meu nobre, o texto fala exatamente em deflação. Não tire as coisas de contexto. Não crie espantalhos. Não invente calúnias.

    "E mais, na crise de 2008, foi levantada a mesma preocupação com inflação, contra as ações de injeção de liquidez. Não houve nenhuma inflação."

    Óbvio, pois o Fed simplesmente criou um mecanismo que até então nunca havia sido feito na história do mundo: ele passou a pagar juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente quisessem deixar parados no Fed.

    A base monetária explodiu, mas o M2 continuou crescendo exatamente no mesmo ritmo de antes da crise. Pode conferir:

    Base monetária:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m0.png?s=unitedstamonsupm0&v=202003141011V20191105&d1=19950324

    M2:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202003141004V20191105&d1=19950324

    Entendeu agora o básico? Caso ainda não, recomendo com veemência:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585

    E mais ainda: como a demanda por moeda aumentou em decorrência dos juros baixos (exatamente o oposto do que você deseja), os preços das commodities em dólar se mantiverem nas mínimas históricas. Outro fator anti-inflacionário. Eis o índice CRB, o principal índice de commodities do mundo:

    ibb.co/fdrm3FW

    Volte quando dominar este básico.
  • Felipe L.  17/03/2020 01:13
    Pessoas da rede, li hoje essa notícia:

    "Plano do governo contra coronavírus prevê injeção de R$ 147,3 bilhões na economia"

    Que acham? Eu acho pouca coisa. O problema é que as coisas menos ruins serão apenas temporárias (temporário só fica permanente quando é benéfico, como foi a criação do imposto de renda nos EUA). Esse aumento no Bolsa-Família é puro populismo. Cadê as reduções dos tributos federais? Regulações e taxas em âmbito federal?
  • Luiz Carlos  17/03/2020 02:25
    Não atrapalhado, os países vão gastar trilhões de dólares para salvar as empresas em dificuldade socializando os prejuízos e a dívida pública aumentará os lucros dia banqueiros e grandes acumuladores de capitais.
  • Imperion  17/03/2020 15:01
    147 bilhões é muito. Não tem que injetar dinheiro. Como funciona a crise do corona? A base de toda economia é a produção. As quarentenas obrigam as pessoas a se isolarem, o que quebra a cadeias produtiva. Ocorre então crise de oferta. O que gera desabastecimento. Como o valor da moeda é o valor da produção, toda moeda derrete, pois a produção tá caindo. E quanto mais dinheiro coloca, pior fica o quadro inflacionário. Mais dinheiro não resolve o problema na raiz.

    Pra segurar o problema, no mínimo, tem que se garantir que os produtores não vão a falência, devido aos cortes de produção. Porque senão um puxa o outro.

    Injetar o dinheiro vai fortalecer as coisas keynianistas erradas. Mais pra frente no longo prazo vai ter rebote. Tem que se garantir agora que a produção não pare. É o mesmo sistema da greve geral. Nunca funcionou, pois uma grevezinha setorial traz somente a negociação, mas geral, com toda produção parando ao mesmo tempo, impossível acontecer, mas com uma epidemia sim.

    O gov tem que garantir a produção e o abastecimento, não atrapalhando. É realmente necessário parar uma fábrica por causa do corona? Não é. Tomando os cuidados necessários, não. Revendo os procedimentos de contato entre as pessoas, não é.
  • Luis Alfredo  17/03/2020 12:33
    Em muitos países se aproveitará para estatizar de vez as coisas. A liberdade em muitos deles está por um fio e a população não está percebendo. O vírus será muito conveniente para que o estado tome conta da vida de todos. Para os socialistas este vírus foi uma benção. Para as empresas privadas, empresários, enfim para os que geram renda e emprego uma calamidade sem precedentes.
    Sem teoria da conspiração, pois afinal não há como provar e mesmo que não fosse, este vírus é bem conveniente. Com medidas restritivas econômicas e de circulação vai se gerenciando o negócio e mantendo-se a mortalidade baixa. Porque se fosse um vírus "brabo" mesmo, poderia fazer o que quisesse e a mortalidade seria altíssima.
    Ao final do período, com quebradeira generalizada, só restará o estado para tocar a economia, e agora no mundo todo. Para os socialistas é um mundo de sonhos, pois o que restará será o estado e os empresários amigos do estado. Era um momento que essa gente vinha perdendo espaço para todo o lado, mas o vírus veio e os trouxeram de volta com tudo.
    Volto a dizer: mais provável que o vírus seja azar mesmo. Mas o azar maior,daqui um tempo, será para a liberdade.
  • Jairdeladomelhorqp/tras  17/03/2020 17:18
    Caro Luis Alfredo!
    Vc está certíssimo. Independente dos aspectos sanitários, o que obsevamos é um brutal aumento do poder do Estado. Com uma coerção nunca vista após a Segunda Guerra Mundial. O poder do Estado, sempre exercido "para o nosso bem", mais uma vez se manifesta.
    Seja na guerra contra o terror, na guerra propriamente dita, ou na guerra contra o coronavírus, quem sofre, sempre, é a liberdade individual.
  • Ningu%C3%83%C6%92%C3%82%C2%A9m Apenas  17/03/2020 21:46
    Em alguns lugares de fato, mas no Brasil não imagino que seja esse o desenrolar.

    O governo já começou a flexibilizar taxase burocracias na importação de certos produtos. O óbvio é que se o governo quiser manter sua popularidade, vai ter que jogar o jogo do mercado. Tabelar preços e controlar a economia em um país de baixa atividade econômica, com moeda instável e um povo que realmente não suporta mais aumentos de impostos, deprimirá a economia de maneira imediata, não será possível ter nenhum ganho ilusório (os ganhos ilusórios são a unica coisa que da popularidade ao intervencionismo).

    Inclusive, eu não consigo ver como um governo de esquerda vai conseguir esquerdar se assumir nas próximas eleições, a não ser que o dólar volte a derreter como de 2003 a 2011. Não existe folga fiscal, não existe folga monetária, não existe folga para aumento de impostos...
  • WDA  17/03/2020 12:59
    g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/17/filipinas-e-1o-pais-a-suspender-negocios-na-bolsa-por-tempo-indeterminado-para-combater-coronavirus.ghtml

    Governos fazendo governices...
  • WDA  18/03/2020 00:50
    noticias.r7.com/internacional/coronavirus-israel-aprova-uso-de-tecnologia-para-espionar-infectados-15032020

    Governos fazendo ainda mais governices...
  • Douglas  18/03/2020 12:56
    Se já conseguem editar o gene humano para curar doenças, não seria de se espantar que vírus possam ser manipulados e dessiminados com tanta precisão. Como os ideiais socialistas estão perdendo força em vários países, inclusive no Brasil, essa é uma ótima forma de distração para a população, por parte da mídia, e de um forte controle do Estado. E de quebra uma recessão econômica, para fechar com chave de ouro.
  • Leigo  18/03/2020 16:33
    Faça como o Douglas, não viaje na época de coronavírus. Compre um cogumelo e viaje em casa.
  • Douglas  19/03/2020 01:37
    Você deve ser leigo em muitos assuntos mesmo.
  • Felipe L.  19/03/2020 00:30
    Leandro, o won sul-coreano poderia ser considerado uma moeda forte? Vi hoje esse gráfico histórico. Por essa baixíssima flutuação observada até meados de 1997, então o regime cambial era atrelado desde (pelo menos) 1981? Até que durou muito tempo, não acha? No Brasil durou nem 5 anos direito.

    Apesar do disparo cambial desde então, hoje os valores do won estão parecidos aos de 2009. E aos de 2002, e aos de 1998...
  • Imperion  20/03/2020 01:08
    O grafico mostra o valor nominal. Houve uma inflação e uma desvalorização basica em decadas, se vc olhar os anos anteriores. Mas esta relativamente estavel. Ja o real desvalorizou 384 por cento em 25 anos.
    Mas pra vc calcular se é forte , não é pelo valor nominal, é pelo quanto ela consegue comprar( custo de vida pelo menos medio da economia.
  • Trader  20/03/2020 04:28
    Sim. De 1981 a 1997, a moeda era estável. Em 1997, teve a crise asiática, que foi forte e mudou o patamar da moeda.

    Mas de 1999 até hoje, a moeda está, de novo, estável.

    E nêgo ainda fica inventando teoria pra explicar o avanço da Coreia.
  • Júlio  20/03/2020 15:26
    Bom dia meus caros amigos!

    Já sou um leitor antigo dos artigos do mises, apenas leitor, não estudioso. Minha área é do direito e segurança pública.

    Participo de um grupo bem eclético de ideologias político/econômicas em que colocaram o seguinte comentário e gostaria que os senhores pudessem fazer algumas considerações sobre esses tópicos:

    "Ironia do destino esse vírus:

    1 - Mostrou que a ciência é uma das mais importantes áreas de investimento de um país.

    2 - Mostrou que as universidades públicas (antro de maconheiro e vagabundo - segundo os boçais) - são as principais fontes de pesquisas para busca da vacina do tratamento.

    3 - Mostrou que o SUS será fundamental ao longo de todo esse período, ainda que precise de muito mais investimentos do que recebe.

    4 - Mostrou que a Mão invisível do Mercado fica perdidinha e precisa da mão auxiliadora do Estado.

    5 - Mostrou que na quarentena, a galera vai assistir novelas, filmes, séries, ler livros, se distrair com a CULTURA - que tanto ofenderam.

    6 - Mostrou que é importante ter fé! Mas que igreja nenhuma vai oferecer cura para o vírus.

    7 - Mostrou que é um exército de funcionários públicos que dará suporte e cuidará da prevenção dos enfermos.

    Está na hora de rever alguns discursos e posições!

    Não sei de quem é a autoria. Me representa muito."

    De antemão já agradeço pelas análises dos senhores.
  • Amante da Lógica  20/03/2020 17:26
    1 - Ué, mas isso nunca foi questionado. O que se questiona, aí sim, é quem estará no comando disso: burocratas ou empreendedores.

    2 - Maconheiros e vagabundos abundam nos cursos de humanas, que deveriam ser todos fechados. Medicina e engenharia sempre foram os únicos sérios e dignos de serem mantidos.

    3 - Mostrou que hospitais serão fundamentais ao longo de todo esse período. Agora, se tal pessoa está argumento que um infectado deveria procurar o SUS e não o Albert Einstein ou o Sírio-Libanês, aí é bom ele apresentar argumentos.

    4 - Essa é a mais sensacional de todas. Os governos simplesmente fecharam todas as economias, proibiram todas as transações comerciais, proibiram todos os estabelecimentos de funcionarem, proibiram as pessoas de trabalharem, proibiram circulações, proibiram viagens, e basicamente baniram todo e qualquer empreendedorismo. E então, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, temos então uma evidência de que o livre mercado ficou "perdidinho"?

    Eu já li asneiras na vida, mas um relincho desses é inédito.

    5 - Não faço a mais mínima ideia do que ele quis dizer aqui. Aliás, como ele garante que as pessoas estão "lendo livros"? O que realmente foi noticiado pela imprensa é que está todo mundo vendo Netflix e tocando punheta no PornHub, que liberou o acesso premium.

    6 - Isso eu não discuto.

    7 - Um exército, não. Uma ínfima minoria. Ademais, esmagadora é de médicos particulares. Ou será que tal pessoa acha que médico que atende pelo SUS é tudo concursado e com estabilidade de emprego?

    Em suma, à exceção do item 6, quem fez esse lista defecou total. E mais impressionante ainda é ver gente passando aperto pra responder a essas cretinices.
  • adriano da silva souza  20/03/2020 17:39
    Com essa resposta o cara q tentou lacrar se ferrou!!kkkk
  • Drink coke  20/03/2020 20:30
    Acho de uma norme irresponsabilidade dos políticos no mundo todo em paralizar boa parte da economia porque são incapazes de saber o que fazer para controlar o vírus e estão esperando uma cura.

    Tem setores quebrando, pessoas preocupadissimas, meu pai mesmo trabalha no comercio me ligou preocupado porque está tendo pedidos cancelados e ele não sabia como ia fazer com as contas. Há milhões de casos assim, na minha empresa (trabalho em financeira) estamos destinandos esforços absurdos para postergar os vencimentos dos clientes que não puderem pagar devido a crise. A produção de novos negócios também está quase parada. Tudo isso com 1 semana de paralização, se houver a necessidade de paralizar por 3 meses (como alguns especulam) a economia entrarar em colapso.

    Estão parando tudo até acharem uma cura para um virus que para a maior parte da população não passaria de uma gripe.

    No final das contas, para nossa sorte, acho que a cura virá logo.
  • Felipe L.  20/03/2020 22:00
    Mas o médico do SUS não é concursado mesmo?
  • Residente  21/03/2020 02:52
    É bizarro: médico particular credenciado pelo SUS equipara-se a servidor público para efeitos penais, mas não para efeitos de estabilidade e afins.

    www.conjur.com.br/2011-abr-26/medico-credenciado-sus-equiparado-servidor-publico
  • anônimo  20/03/2020 19:58
    Questiona onde começou isso e qual o cenário deste lugar?

    O Item 5 algo surreal .
    A cultura já foi muito melhor anos atrás e o que tem a ver isso com o Estado?
  • Estado o Defensor do Povo  20/03/2020 17:37
    2 - Mostrou que as universidades públicas (antro de maconheiro e vagabundo - segundo os boçais) - são as principais fontes de pesquisas para busca da vacina do tratamento.

    E como foi levantado esse dado? Uma coisa é haver uma QUANTIDADE enorme de pesquisa, outra completamente diferente é uma QUALIDADE enorme nas pesquisas, e ademais com um orçamento federal de mais de 50 bilhões de reais então ter um número expressivo de pesquisas é o mínimo que se espera, esse dinheiro foi sugado da iniciativa privada, portanto como tu espera que ela faça o mesmo?
  • Imperion  21/03/2020 15:53
    As principais pesquisas pelo mundo são privadas. Não estatais. E produzem mil vezes as pesquisas estatais nacionais, visto que o sistema estatal é ineficiente. Estas mesmas universidades e pesquisadores se fossem privados seriam muito mais produtivos, pois teriam de demonstrar resultados e prestar contas.
  • Ex-microempresario  22/03/2020 20:51
    A universidade pública oferece salário generoso, aposentadoria integral, nenhuma cobrança, se quiser não precisa nem dar aula (é só inventar uma "pesquisa" qualquer e ficar anos sem fazer nada), e ainda descola umas temporadas na Europa com tudo pago para fazer um mestrado ou doutorado.

    Obviamente nenhuma universidade privada consegue competir com isso.

    Aí os adoradores do governo dizem que só universidades públicas prestam.
  • anônimo  23/03/2020 14:30
    A pandemia de coronavírus demonstra a força do Estado e a fraqueza dos mercados.
    Se o Estado não organizar toda a vida social, a própria Economia soçobra.
    Transcrevo, parcialmente, o pensamento do professor Fernando Facury Scaff, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo: "(...) Comecemos pela economia. Parece inegável que a atividade econômica vai ser fortemente reduzida com as pessoas consumindo menos. Grande parte da população, corretamente, está em seus lares, sem circular por bares, restaurantes, lojas, shoppings etc. Os estabelecimentos de ensino fecharam suas atividades presenciais, o que, no setor público se agrava ainda mais em face da ausência da merenda escolar. Na ponta da produção, as indústrias estão desacelerando e o agronegócio luta para manter o abastecimento normalizado. Isso aponta para menos faturamento em toda a cadeia econômica de bens e serviços.

    Haverá uma queda substancial do PIB nacional, o que impactará as contas públicas e toda a sociedade. Não afetará apenas o Brasil, mas todo o mundo. Trata-se de uma pandemia, o que não respeita fronteiras nacionais.

    As empresas sofrerão pesadamente os efeitos da crise. Infelizmente, com menor faturamento, haverá menos dinheiro para o pagamento das despesas correntes, sendo várias delas adiadas. Usualmente as empresas possuem as seguintes espécies de despesas: salários, financeiras (desconto de duplicatas, pagamento do capital de giro ou empréstimos em geral), tributos e fornecedores.

    A prioridade devem ser os salários e a preservação da equipe – afinal, essa crise vai passar e os negócios voltarão a fluir, sendo necessário ter o capital humano preservado. Afinal, aumentar o desemprego só piorará a situação nacional, fazendo crescer o exército de 12 milhões de desempregados já existentes. Em um primeiro momento Isso implica em menor impacto para as famílias, que devem estar confinadas em seus lares e desacostumadas de estar tanto tempo obrigatoriamente juntos, sem sequer a possibilidade de irem até a esquina para tomar um café ou uma cerveja com os amigos. Os fornecedores devem vir em segundo lugar neste momento, caso contrário a reação negativa em cadeia se propagará, tal qual o vírus. Pagamento de bancos e tributos serão postergados.

    Deve-se estimular fortemente o teletrabalho e as vendas on line – as equipes do setor de comércio e de serviços devem ser redirecionadas para essa modalidade de negócios. Entre partes privadas, será feita a recomposição da dívidas. Credores e devedores ajustarão procedimentos de pagamento com descontos ou prazos. Na advocacia, por exemplo, a atividade de litigância será fortemente reduzida, mas a consultoria on line será incrementada.

    Passemos para o tributário. Isso implica em menor arrecadação, considerado o pagamento normal dos tributos ICMS, IR, CSLL, ISSI, PIS e Cofins. De forma correta os diversos governos estão adotando providências para adiar o recebimento dos tributos – ainda bastante tímidas -, tais como a postergação do pagamento da parte da União no Simples Nacional por seis meses (Resolução CGSN 152/2020); a suspensão por três meses das medidas de cobrança, especialmente protesto e exclusão de parcelamento e novo parcelamento extraordinário, em até 84 parcelas, com 1% de entrada a ser pago em três meses, com a primeira parcela a ser paga apenas em junho de 2020 (Portaria MF 103 e 7.821/2020); e o estabelecimento de isenções e facilidades relacionadas diretamente a equipamentos médicos, tais como o afastamento do IPI, do II e simplificação de despacho aduaneiro.

    Existem outras medidas que foram anunciadas e ainda não publicadas, tais como a postergação por três meses do pagamento do FGTS e a redução, pelos próximos três meses, de 50% das contribuições ao Sistema S. E existem ainda pleitos não analisados, visando a prorrogação de validade de Certidões de Regularidade Fiscal e adiamento do prazo de entrega de IRPF. Sem contar com um mar de normas estaduais e municipais que vem sendo editadas. A Confederação Nacional da Indústria divulgou um quadro com as medidas já adotadas pelo governo federal (veja aqui).

    Por ora, o foco de preocupações vem sendo as pequenas empresas, porém, seguramente, serão também necessárias medidas para as médias e grandes. Questões regulatórias referentes a alguns setores específicos, como o da empresas de aviação, já estão sendo flexibilizadas.

    Tudo indica que o pagamento dos tributos irá para o final da fila dos pagamentos das empresas, a despeito das altas multas que permanecem sendo aplicadas. Os governos deveriam reduzir os altíssimos encargos fiscais para retirar o sufoco que ocorrerá na retomada de crescimento, que ocorrerá.

    Escuta-se, aqui e ali, rumores de que seria criado um empréstimo compulsório para quem ganha acima de R$ 10 mil/mês. Como se trata de uma ideia estapafúrdia, que vai penalizar ainda mais as famílias em tempo de crise, não merece nem mesmo maiores comentários.

    Olhemos agora os aspectos financeiros. Com menor arrecadação, o setor público sofrerá, tendo necessariamente que rever prioridades, que deve ser centrada no combate ao vírus, reforçando o setor da saúde pública. Até mesmo setores igualmente prioritários deixarão, por ora, de ter tanto destaque, como o da educação. A arrecadação também deve ser suficiente para manter o pagamento da remuneração do funcionalismo, além das ações de saúde pública.

    Para o fim da fila deve ir o pagamento da dívida pública, cujos credores podem esperar. O pedido de decretação de estado de calamidade enviado pelo Poder Executivo federal e aprovado Congresso (Decreto Legislativo 6/20) segue essa lógica – tirar da prioridade a meta de superávit fiscal. Pena que isso só tenha sido adotado agora – deveria ser o padrão, conforme críticas feitas anos atrás. O corte das taxas de juros deve ser incrementado, para auxiliar a economia como um todo e reduzir o peso da dívida pública.

    Esta dívida seguramente irá aumentar, mas isso é um problema para ser tratado após, pois a prioridade deve ser a saúde das famílias e a preservação de sua renda – já imaginaram como está sendo o impacto dessa crise nas famílias de pessoas desempregadas; agora imaginem como será na família de um recém desempregado; impactos desastrosos para toda a sociedade. Exatamente por isso é que alguns governos, mundo afora, estão bancando os salários dos trabalhadores desmobilizados, estejam ou não desempregados, através de subsídios às empresas. Em uma crise como essa a menor célula econômica é a das famílias, e não diretamente as empresas; estas são veículos para a manutenção daquelas. Nas médias e pequenas empresas, quase sempre a célula familiar se confunde com empresa; nas grandes, a responsabilidade dos dirigentes deve ser com a empregabilidade e a manutenção das equipes, a fim de permitir que haja uma célere retomada dos negócios após a crise. Deve-se lutar para que as famílias se mantenham estruturadas, sob pena de advir um caos ainda maior – esse deve ser o foco da ação governamental.

    Vê-se que os governos estão avançando o sinal referente ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, em especial junto às concessionárias de água e luz. São intervenções econômicas muitas vezes necessárias, porém deverá ser feita a devida recomposição dessa equação posteriormente.

    É imprescindível que a intervenção do Estado na economia seja feita de forma adequada pelos governos, evitando maiores danos. Precisamos de governos eficientes, pelo menos na gestão de crises. O governo federal, constata-se, está com a equipe acéfala, a despeito da qualificação de alguns de seus membros. Alguns governos estaduais e municipais se mostram melhor qualificados, a despeito de nenhum estar à altura do presente desafio.

    O problema é que toda essa crise se torna circular, como na música do Chico Buarque, envolvendo economia, tributação e finanças, gerando um efeito em cadeia. É preciso manter a economia girando, e o papel dos governos é fundamental para isso.

    Nada como uma crise para transformar liberais convictos em keynesianos aplicados.

    Será que aprenderemos que vivemos em um só planeta, e que o tilintar de um sino em Lisboa pode matar um mandarim na China, como no conto de Eça de Queirós?

    Fernando Facury Scaff é Professor Titular de Direito Financeiro da Universidade de São Paulo (USP) e sócio do Silveira, Athias, Soriano de Melo, Guimarães, Pinheiro & Scaff – Advogados.

    Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2020, 8h02
  • Amante da Lógica  23/03/2020 14:39
    A lógica é maravilhosa. Os governos simplesmente fecharam todas as economias, proibiram todas as transações comerciais, proibiram todos os estabelecimentos de funcionarem, proibiram as pessoas de trabalharem, proibiram circulações, proibiram viagens, e basicamente baniram todo e qualquer empreendedorismo.

    E aí, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, o cidadão diz que estamos vendo uma "fraqueza dos mercados"!

    Ou seja: proíba tudo, absolutamente tudo, de funcionar. E aí, quando tudo colapsar, diga que isso demonstra uma falha do livre mercado e a comprovação de que é necessário o estado para salvar tudo.

    A dúvida: seria isso ignorância básica, malícia esperta, ou simplesmente tesão por um arranjo total de planejamento central?
  • Fernando  23/03/2020 15:29
    No Pará, a Polícia Militar está proibindo gente de abrir mercadinho. Tão descendo a borracha no coitado do feirante que quer vender frutas e legumes para sobreviver.

    E, segundo os iluminados, isso é uma falha de mercado...
  • Jeferson Vasquez  25/03/2020 03:45
    Isso devia acabar logo. Tá ficando ridiculo. É prefeito, governador, artista babaca dizendo pra ficar em casa como se isso fosse opção, quando o necessário é apenas cuidar da higiene e separar os infectados e deixar os saudáveis livres como já sugeriram antes. Parecem um bando de crianças correndo como galinha sem cabeça. Precisa disso. E processar e boicotar tudo da china, nunca mais visitar esse país pois esse governo chinês só tem moleque irresponsável.
  • Caio  25/03/2020 04:01
    Discordo de sua postura anti-China. Ela é totalmente coletivista. Você está igualando o governo ao povo. Você está dizendo que o governo chinês é igual ao povo chinês, o que é totalmente absurdo. Seria o mesmo que alguém dizer que você é igual à Dilma. O governo chinês é o inimigo, e não o povo chinês. O povo é oprimido pelo governo, o qual, aliás, ele nem sequer elegeu. O povo chinês é trabalhador e disciplinado. Direcione sua fúria aos reais vilões, e não às vítimas.
  • Fernando  23/03/2020 23:13
    Qual a sugestão.? Galera daqui não curte uma coisa chamada realidade, mas sério. Qual a sugestão?
  • Fabrício  24/03/2020 14:25
    No futuro, olharemos para esse momento e daremos gargalhada, com pena, de quão otários fomos. Tava olhando os números hoje: completamente ridículos. Manaus, por exemplo, tem 5 milhões de pessoas. A cidade está inteiramente parada só porque há três (três!) pessoas internadas com uma gripe. Gripe essa que só é grave para quem tem mais de 75 anos e possui várias outras doenças pré-existentes.

    O Fábio Wajngarten foi diagnosticado há 12 dias e não está sentindo mais nada. Tomou só novalgina. O general Heleno, que em tese está no grupo de risco, também não está sentindo absolutamente nada. Na Itália, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    De resto, não precisa ficar inventando histeria. Veja o próprio exemplo da Coreia do Sul. Resolveu tudo apenas isolando os infectados e os mais idosos. Em momento algum o país parou.
  • robson santos  23/03/2020 16:04
    Scaff?? Aff rsrs

    Esse sobrenome dá calafrios..
  • anônimo  23/03/2020 16:33
    Pátria educadora não tem fim
    Paulo Freire fez escola
  • Globaloide  23/03/2020 20:48
    É compatível com a ética libertária pedir punições ao Partido Comunista Chinês? Como fazer isso?
  • Filippe Pinho  29/03/2020 19:16
    O Vírus Chinês quebrou o MC Donald´s!!! Me lembrei da Crise de 29 agora vagamente! Depois de uma crise há sempre uma Guerra (1° Guerra Mundial, Segunda Guerra, Guerra Fria, Guerra do Iraque)!!! Precisa-se pensar em um outro modelo de economia!


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