Em termos puramente econômicos — ênfase em ‘econômicos’ —, a atual epidemia do Covid-19 (que está prestes a virar pandemia) apresenta um estimulante debate intelectual: no curto prazo, teria este cisne negro um efeito inflacionário ou deflacionário sobre os preços da economia global?
E no longo prazo, quais as suas reais consequências?
Rápida cronologia
Como o leitor certamente já está ciente, a difusão do novo coronavírus está causando sérios estragos econômicos.
Ainda em fevereiro, a China entrou em quarentena. Quase 70 milhões de chineses foram literalmente mantidos presos dentro de casa pelo governo. A pena para quem desrespeitasse o aquartelamento era a cadeia. Empresas foram fechadas e linhas de montagem foram paralisadas. Restaurantes não abriram. Ninguém saía às ruas, que ficaram desertas. Nos poucos supermercados abertos, passou a haver racionamento e rigor na entrada de clientes. A atividade do setor privado (PMI – Índice dos Gerentes de Compras), sem nenhuma surpresa, desabou para as mínimas históricas. As principais companhias aéreas do mundo suspenderam seus voos para a China.
E então, apesar de todos os esforços, o vírus começou a se espalhar pelo mundo. Chegou à Coreia do Sul e causou estragos semelhantes. A Samsung e a LG fecharam várias fábricas. Depois chegou ao Japão. Escolas estão fechadas. Está havendo racionamento nos supermercados e, recentemente, uma escassez de papel higiênico.
Na Austrália, que também está sendo afetada, observa-se fenômeno idêntico. Um jornal local até passou a imprimir oito páginas extras para serem utilizadas como “papel higiênico de emergência”
Agora, o vírus se vai se espalhando rapidamente pela Europa. Ainda ontem, o governo da Itália, que se tornou o segundo país mais afetado pela epidemia (já são 631 mortos), simplesmente decretou o isolamento do país. Reuniões públicas estão banidas e qualquer movimentação pelo país está proibida, com exceção daquela estritamente necessária para atendimentos médicos e emergências. A polícia foi instruída a impingir rigorosamente as proibições.
Nos EUA, a epidemia ainda é incipiente, mas já demonstra rápido avanço. Já são mais de mil casos e 31 mortos. E, é claro, a venda de papel higiênico passou a ser racionada pelos supermercados (também no Canadá), em decorrência da súbita e inesperada demanda.
Ao redor do mundo, eis a situação: viagens a turismo e a negócio entraram em colapso (o que está afetando severamente a solvência das companhias aéreas), conferências e eventos esportivos estão sendo cancelados, e, principalmente, toda a cadeia global de produção foi severamente atingida, com várias fábricas e empresas fechadas.
Assim, a oferta global de produtos está afetada, pois as cadeias de suprimento, que possibilitam a produção desses bens, estão paralisadas.
Portanto, temos um impacto sobre a oferta (cadeias interrompidas, fábricas paradas, férias coletivas) e sobre a demanda (restrições de circulação, fechamento de escolas, interrupção de eventos de massa, viagens canceladas, lojas vazias, comércio sem clientes).
Ambos estes choques de oferta e demanda — bem como a expectativa de que há muito mas por vir — geraram pânico nos mercados financeiros. Nas últimas semanas, as bolsas de valores desabaram (pois espera-se menos crescimento econômico global e menores lucros para as empresas), o preço do barril de petróleo afundou (tanto pelo colapso da demanda quanto pela falta de um acordo entre a Rússia e a OPEP) e o indicador de volatilidade, também conhecido como Índice do Medo, alcançou as máximas vistas apenas em 2008, no auge da crise financeira mundial.
Como é de se esperar nestas situações, todos os investidores em busca de proteção e segurança se refugiam nos títulos públicos americanos, que são tidos como os mais seguros do mundo (e, ao contrário de vários europeus, ainda pagam juros nominais positivos). Esse aumento pela procura reduz os juros pagos por esses títulos (entenda aqui o mecanismo) e, como consequência, os títulos de 30 anos do governo americano estão pagando hoje a menor taxa de juros de sua história: 1,17%.
Para se ter uma ideia da magnitude da queda, no início de 2020 (meros dois meses atrás), esses mesmos títulos pagavam juros de 2,35%. Uma queda desta profundidade e rapidez mostra como os investidores experientes (o chamado smart money) estão receosos quanto aos impactos econômicos do coronavírus.
Os dois choques se iniciaram na Ásia
A Ásia foi, e ainda é, o epicentro do surto do coronavírus. E lá também continua sendo epicentro dos problemas das cadeias de suprimento global.
O efeito é duplo:
1) De um lado, todas as empresas ao redor do mundo importam produtos montados na China, no Japão e na Coreia do Sul; e dado que as fábricas destes países estão paralisadas, então tem-se uma disrupção momentânea das cadeias globais de suprimento. As outras empresas do mundo não conseguem receber suas encomendas fabricadas nos países asiáticos.
2) De outro, dado que esses países asiáticos são grandes importadores de commodities do resto do mundo (e utilizam essas commodities exatamente para fabricar os produtos que exportam para o mundo), e dado que suas fábricas estão fechadas, então temos um forte impacto sobre os preços das commodities.
E esse impacto sobre os preços das commodities já é explícito. Abaixo, o gráfico da evolução do Índice CRB, que é o principal índice de commodities do mundo. O índice engloba as 19 commodities mais transacionadas mundialmente: alumínio, cacau, café, cobre, milho, algodão, petróleo bruto, ouro, óleo para aquecimento, suínos, boi gordo, gás natural, níquel, suco de laranja, prata, soja, açúcar, gasolina e trigo. Em termos práticos, você pode interpretar o gráfico como sendo o preço em dólares de uma cesta contendo todas essas commodities.
Índice CRB – evolução dos preços das commodities, em dólar
Observe que os preços das commodities desabaram, e voltaram ao mesmo nível de 2002. Tal efeito é fortemente deflacionário sobre os preços de bens e serviços, pois tudo, em última instância, depende de commodities.
Resta saber agora qual será o efeito sobre os preços da interrupção da cadeia de suprimentos globais. Tal fenômeno, por reduzir a oferta, tende a gerar uma pressão altista nos preços. Mas, por ora, isso ainda não foi observado.
Logo, a realidade é que, por enquanto, já estamos sentindo os efeitos de um choque de demanda — que já é perceptível na forte redução dos preços das commodities — e estamos vivenciando um ainda incipiente choque de oferta, que tende a se refletir na queda da produção de vários bens, como automóveis e eletroeletrônicos. No Brasil, esse choque de oferta já chegou: por falta de peças importadas da China, algumas fábricas estão dando férias coletivas.
Mas tudo tende a piorar.
Efeitos econômicos no resto do mundo
A grande encrenca deste duplo choque é que ambos tendem a se retroalimentar e a se espalhar pelo mundo, intensificando a disrupção. Se o Covid-19 mantiver sua progressão, os choques de oferta e demanda, até então restritos à Ásia, ocorrerão em todos os continentes. Na Europa, o fenômeno já começou.
Para facilitar o raciocínio, eis um resumo cronológico de toda a situação (o que já aconteceu e o que ainda pode vir a acontecer):
a) China, Coréia do Sul e Japão, por causa do Covid-19, sofrem um choque de oferta, o qual reduz profundamente a produção destes países. Sem produção, a renda cai.
b) Com a renda em queda, a população asiática reduz as importações do resto do mundo (commodities da América Latina e bens de consumo da Europa e dos EUA). Isso representa um choque de demanda para estes outros países.
c) Como consequência dessa menor demanda asiática, toda a produção destes países europeus e americanos voltada para a exportação tende a se reduzir. Assim, as pessoas dessas áreas passam agora a também ter uma renda menor.
d) Logo, tem-se menor produção e menor renda ao redor do mundo.
Mas ainda não acabou. O choque de oferta se alastra pelo mundo.
e) Dado que vários dos bens e serviços fabricados pelas empresas europeias e americanas contêm produtos intermediários fabricados na China, no Japão e na Coreia (cadeias globais de produção), a interrupção da atividade na Ásia afeta a produção na Europa e no continente americano. Tem-se um choque mundial de oferta.
f) No entanto, na União Europeia a situação é mais grave. Conforma a epidemia vai se alastrando pela Europa (e na Itália com mais intensidade), a própria atividade econômica no continente europeu vai sendo suspendida, de modo que o choque de oferta acaba sendo intensificado nos países europeus. Sem estarem produzindo, não há renda. Sem renda, não há como os europeus demandarem produtos do resto do mundo.
Ou seja, tanto Ásia quanto Europa vivenciam os dois choques: demanda e oferta.
g) Por último, resta o continente americano. Por ora, nós estamos vivenciando apenas um incipiente choque de oferta, e um muito pontual choque na demanda (que é sentida nos setores voltados para a exportação). Ainda assim, é notável que os portos de Los Angeles e Long Beach estejam vivenciando uma queda de 2 milhões de contêineres em relação ao mesmo período do ano passado.
A questão é quais serão os desdobramentos em termos de preços. O que irá prevalecer: a restrição da oferta (aumento de preços) ou a queda da demanda (redução de preços)?
O que é fato é que um choque negativo na cadeia da oferta gera um choque negativo na demanda: as empresas, por não estarem mais nem produzindo e nem vendendo, tendem a se tornar insolventes, tornando-se incapazes de honrar suas dívidas ou mesmo de conseguir refinanciamento. Dependendo da situação, isso tende a gerar calotes em massa, o que pode colocar em risco todo o sistema bancário e financeiro.
Por tudo o que foi dito, e respondendo à pergunta inicial do artigo, o coronavírus tende a ter um efeito mais deflacionário sobre as economias — a menos, é claro, que os governos enlouqueçam e adotem as políticas erradas listadas a seguir.
Soluções
Em um contexto de choque de oferta, uma política fiscal expansionista — isto é, aumentar os gastos do governo — não faria sentido: se as pessoas estão proibidas de trabalhar pelos seus respectivas governos (Ásia e Itália) ou se elas não estão trabalhando porque seus fornecedores não estão produzindo (interrupção da cadeia de oferta global), então, por consequência lógica, fomentar um maior gasto estatal não terá como fazer a economia crescer. O único efeito será o de aumentar os preços.
Neste cenário de choque de oferta, o problema óbvio não é a escassez de gastos, mas sim a ausência de atividade econômica.
É difícil as pessoas aceitarem isso, mas quando se tem um choque de oferta ocasionado pelo surto de um vírus que afeta diretamente as bases produtivas das economias, não há como a oferta ser ressuscitada por meio de políticas fiscais e monetárias. É um tanto óbvio, mas vale a pena enfatizar: colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar um dinheiro que não tem, não terá o poder de magicamente criar novos bens de capital, de ressuscitar linhas de produção e de religar máquinas. (Uma automação intensa até teria esse poder, mas não meros gastos do governo.)
Já um choque de demanda, em tese, até pode ser contrabalançado por um política fiscal baseada estritamente na redução de impostos. Mas isso funcionaria apenas no curto prazo. No longo prazo, sem um aumento na produção (e este é o caso, pois estamos vivendo um duplo choque), não haverá renda crescente para sustentar essa maior demanda.
Igualmente, se muitas empresas se tornarem insolventes por não estarem produzindo, e consequentemente vivenciarem problemas financeiros, então é verdade que uma política monetária mais expansionista poderia facilitar seus refinanciamentos até o momento em que a situação se normalizasse. No entanto, neste caso, também a margem seria estreita e com contrapartidas negativas (maior inflação de preços em decorrência de haver mais dinheiro na economia). E, como já explicado, políticas monetárias não têm como abolir problemas cujas origens estão em um choque de oferta (de novo: estamos vivenciando um duplo choque).
Sendo assim, eis o que realmente pode, e deve, ser feito: permitir que empresas em dificuldades adiem o pagamento de tributos; reduzir todos os fardos regulatórios e burocráticos que oneram a produção (qualquer oxigênio é bem-vindo); permitir a total e irrestrita cooperação entre organização científicas e de saúde; facilitar cadeias de oferta alternativas por meio da abolição de todas as tarifas de importação e barreiras não-tarifárias; facilitar o financiamento a pequenas e médias empresas (por exemplo, zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas).
Choques de oferta devem ser resolvidos com políticas do lado da oferta. Uma vez estabilizada a oferta, a renda é criada, e aí a demanda vem naturalmente.
Colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar dinheiro que não tem apenas para sustentar elefantes brancos e com isso turbinar os números do PIB não é apenas uma solução insensata; é também a receita para um colapso econômico ainda maior no futuro.
Para concluir
Além de evitar adotar as más políticas elencadas acima (que irão intensificar os efeitos do choque de oferta), e de torcer para que sejam adotadas apenas as boas (que irão amenizá-los), resta apenas torcer para a descoberta da vacina. Desonerações e retiradas de obstáculos governamentais sobre a indústria farmacêutica ajudariam bastante, mas isso se tornou anátema.
O que é definitivo é que, infelizmente, os danos econômicos causados por um surto viral aparentemente fora de controle não podem ser abolidos totalmente por meio de truques fiscais e monetários. Quem dera fosse tão simples assim.
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Leia também:

Qual opinião da escola austriaca sobre a restrição de locomoção forçada, ou sobre o caso de Brasilia em que um homem foi forçado – por decisão judicial – a fazer um exame, dado que a mulher estava com COVID?
Uma pessoa que possui doença infectocontagiosa e não limita seu proprio contato com a sociedade estaria ou não atentando contra a vida de outros?
Por favor, Brasil, leia esse artigo!!! Não aguento mais a histeria que esse virus se tornou!!!
Mas certamente não será o que veremos. Os governos irão gastar rios de dinheiro para amenizar a falta de renda da população. A dívida pública vai crescer e apenas nos restará pagar por isso quando a pandemia acabar.
Na real esse coronavirus está uma palhaçada!
“Pandemia: em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) passou de epidemia para pandemia quando a OMS começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. A aids, apesar de estar diminuindo no mundo, também é considerada uma pandemia. … – Veja mais em educacao.uol.com.br…”
Segundo a classificação da OMS estamos na fase 6 da epidemia: “Fase 6: Pandemia: aumenta a transmissão contínua entre a população geral.” o que já caracteriza pandemia.
O detalhe é que na pandemia as medidas passam de contenção (quarentena, bloqueio de migração, etc) para mitigação (foco em tratamento dos casos). A OMS não quer admitir que virou pandemia por alguns motivos: ter que justificar o orçamento (previsto para 2020-2021 em 3,768 trilhões de dólares – https: // www. who. int/ about/ finances-accountability/ budget/ WHOPB-PRP-19.pdf?ua=1), justificar porque mais uma vez NÃO conseguiram deter uma epidemia (H1N1, H5N1, HIV, dentre várias outras), e poder que a OMS recebe nessa fase é maior que na fase de pandemia (OMS está recomendando acabarem com dinheiro físico para evitar propagação de doenças, está orientando que os governos criem leis para acabar com a liberdade dos cidadãos, em prol do combate à epidemia, claro; orientando aumento de gastos dos governos, etc).
Se for colocar no papel os dados, a mortalidade gira em torno de 3% geral (considerando a China, se não considerar a China por motivos de qualidade no atendimento e idade da população local, a mortalidade cai para menos de 1%). Isso sem levar em conta a previsão de infectados que girava há mais de um mês em torno de 3x o total reportado (como a parada é exponencial, hoje em dia o número previsto de infectados é de mais de 20x o número reportado), o que faria a mortalidade cair ainda mais. Mas mesmo se usarmos os dados oficiais até o momento, a mortalidade abaixo de 70 anos é de menos de 3%, subindo para 8% entre 70 a 79 e escalando para mais de 15% acima de 80 anos. Tem que se levar em conta também que os pacientes que morreram tinham na grande maioria comorbidades importantes (menos de 20% não tinham comorbidades), pacientes idosos+comorbidades (insuficiência cardíaca, diabetes não controlado, etc) = óbito.
Está um pânico sem sentido essa situação toda. Pensem, quem se beneficia desse pânico? Governos, OMS, algumas empresas. O Coronavírus virou desculpa para qualquer coisa: Tesla entregou carros com chip versão 2.5 e não 3.0, sem avisar os consumidores (que descobriram), culpa do Coronavírus (https :// canaltech. com. br/ mercado/ tesla-atrasa-entregas-devido-ao-coronavirus-e-ve-suas-acoes-cairem-na-bolsa-160022/).
A real é que tem muita desinformação e interesse por trás…
Infelizmente todos pagaremos o pato por causa disso…
Em tempo, saiu há menos de uma hora: https :// odocumento. com. br/ oms-diz-que-pandemia-de-coronavirus-se-tornou-bastante-real/ matéria falando que o RISCO de pandemia se tornou real (já é pandemia há mais de mês!) mas falando que ainda podem evitar infecções (não podem não) e que a União Européia vai criar um fundo de 25 BILHÕES de euros para combater a crise econômica gerada pelo Coronavírus (quem vai pagar? os cidadãos, obviamente, através de maiores impostos “temporários” que nem a CPMF…)
Excelente o artigo.
O que acontecerá com a Itália, com quarentena a 100 por cento? Ninguém vai trabalhar? Sem produção temporária, a inflação vai explodir?
E o nosso governo, com deficit estratosférico, conseguirá cortar receitas e atrasar recebimentos pra ajudar a não falir empresas e produtores?
Muitos corporate bonds provavelmente vão a default também. Isso é um mega problema.
Uma das coisas mais legais do Mises Brasil é que se pode vir aqui sempre e ver que praticamente todas as perguntas mais fundamentais sobre a economia já estão de certo modo respondidas.
A história se repete e vemos textos antigos aqui do site explicando de novo e de novo o que está acontecendo. Uma das vantagens disso é que podemos ver que as teorias econômicas aqui esposadas normalmente têm razão. E aprofundamos cada vez mais aquele conhecimento que uma vez obtivemos por tais textos.
Mas eu acho ainda mais legal quando aparece um texto novo, atual, como esse, falando do que está acontecendo na economia agora – principalmente quando têm os links provando que o Mises mais uma vez tem razão.
O que há de especial nestes texto atuais é que eles renovam o interesse pelo site. Temos a sensação de ver refletido no texto o agora, e de que mais uma vez o entendemos…
Pq essas faltas de estoques ainda não chegaram ao Brasil ? O motivo seria o país ser fechado para o comercio mundial ?
Essa situação me lembra muito o filme “Guerra dos Mundos” estrelado por Tom Cruise, onde os humanos são subjugados e dominados pelos extraterrestres. Nenhuma arma humana era capaz de inibir o ataque extraterreno, porém, surge a salvação: vírus e bactérias atacam o sistema imunológico dos extraterrenos e os aniquilam. Portanto, senhores liberais, nas entrelinhas o que está em jogo é exatamente isso, a salvação da nossa caducada base econômica necessita urgentemente de um “vírus” salvador, e pelo seu texto, esta suposta salvação (ideologia nova) não está nem com Adam Smith/Friedman nem com Marx/Keynes. Que mundo é esse.
Alguém aqui saberia dizer em termos econômicos como uma corrida pela vacina contra o Corona virus poderia ser implementada em meio a esse cenário? Li em algum lugar q o Brasil foi o primeiro a sequenciar o código genético do CIVID em tempo recorde…
A OMS acaba de oficialmente declarar o Covid-19 uma pandemia.
Dois circuit breakers no Ibovespa em três dias.
O problema é esperar que aqui no Brasil vá ocorrer essa desburocratização, além da redução na carga tributária (pelo contrário, o Paulo Guedes abertamente defende criar mais impostos). Eu espero mais isso em algum país desenvolvido do que no Brasil. Eu nunca vi nada, nada mesmo, de reformas substanciais. Só remendos para o país não quebrar amanhã.
O governo teve o ano de 2019 inteiro para correr atrás de uma reforma tributária e alguma coisa a mais. Por que não fizeram? Eu só vi brigas entre setores dentro do próprio governo, além de um querendo passar responsabilidade para o outro. A única coisa que realmente foi boa, ainda assim com várias ressalvas, foi a Lei de Liberdade Econômica. O remendo previdenciário só passou porque se, caso o Brasil quebrasse de vez, a carreira dos políticos e burocratas poderia estar em risco. Imagina o Brasil inteiro quebrar e o povo espumando de raiva com todos os funcionários estatais.
Agora tem só mais praticamente 3 anos. O Bolsonaro foi lá nos EUA. E aí? Viu como é um mercado mais livre de petróleo e derivados, com combustível barato e de qualidade? Mercado de trabalho mais flexível e com muito mais empregos, maiores salários e menos exigências burocráticas? Impostos bem menores do que de outras sociais-democracias desenvolvidas como as da Europa Ocidental?
Parece uma pergunta estúpida mas o que aconteceria se não fossem feitas essas medidas de quarentena dado de que a mortalidade do vírus é baixa? O que causaria mais danos econômicos: mais gente se contaminando e morrendo ou milhões de pessoas em quarentena?
Eu não sei o que vai acontecer por causa do vírus, eu só sei que os governos ao redor do mundo estão apavorados, tentando de toda forma possível abaixar as taxas de juros. A humanidade já aguentou a Peste Negra…
Minha prima mora em Naples, Florida. Acabou de mandar uma foto da prateleira de papel higiênico de um supermercado lá. Vazia. Parece Caracas.
Amigos, longe de subestimar uma doença nova, mas acho mais graves as consequências políticas que essa tem. Governos e entidades superestatais como OMS já puseram as garras de fora aproveitando da situação para impor toques de recolher, roubar mais dinheiro e acabar com a liberdade das pessoas. Não é preciso ser médico para saber que não há mais nada a ser feito com o coronavírus. Esperemos que a contaminação geral faça os organismos das pessoas criarem anticorpos. Os sistemas estatais de saúde vão ser foder todos.
Prezados
No final o texto fala em que o Brasil deveria aplicar JUROS REALISTAS
Pela escola austríaca
1- Qual seria esse juro?
2- Como definir qual o juro realista? Quais variáveis envolvidas?
E o mercado de bonds dos EUA? Se o maquinários dos EUA parar, eu suponho que comece calotes em massa lá. Todos olhando pro mercado de ações e o elefante nem entrou na sala
O corona foi o empurrão que faltava pro crash global. A crise já é realidade, falta só saber qual será a extensão e gravidade. O mais preocupante, o Brasil perdeu o time para implementar todas as reformas que o país precisa pra deixar de ser um lixo e tentar ser uma nação próspera. A economia brasileira irá de mal a pior nos próximos anos, Guedes não conseguiu nem vai conseguir reformar nada, a esquerda volta pro poder nas próximas eleições e lá vamos nós de novo correndo para o fundo do poço.
As últimas do dia:
– Trump acaba de suspender todos os voos entre EUA e Europa.
– A NBA acaba de anunciar a suspensão da temporada.
– Tom Hanks e esposa estão infectados com o Coronavirus
– Com a pauta bomba do Congresso aprovada agora à noite, e com toda a economia mundial paralisada, o dólar está neste momento a R$ 4,82 no mercado futuro.
Boa noite.
De hype em hype o Estado enche o papo (e o saco).
Hoje tava lendo um artigo do Nelson Teixeira no Valor e ele diz que a corrente de comércio do Brasil é de 28% x 27,5% dos EUA.
Ou seja, a economia do Brasil é mais aberta que a dos EUA? Mas nossa economia não era uma das mais fechadas do mundo?
Terceiro circuit breaker da semana! Mas tá tudo tranquilo…
“Como o leitor certamente já está ciente, a difusão do novo coronavírus está causando sérios estragos econômicos. ”
Eu diria: “as tentativas (atrapalhadas) de impedir a difusão do novo coronavírus estão causando sérios problemas econômicos”.
As estratégias extremistas como quarentena me parecem completamente inadequadas e também pressinto aí uma oportunidade de assédio moral a governos e organizações, bem típico do que temos visto normalmente sendo feito pela mídia progressista e afins. A Globo, por exemplo, divulgou hoje o seguinte editorial: “Corona vírus não está na agenda de Bolsonaro: Alheio à realidade, presidente dá demonstrações de que não sabe a dimensão da crise à sua frente.”
A realidade, eu diria, é que há enfermidades muito mais preocupantes e graves do que o novocorona vírus; vai saber quanta gente foi infectada e não sabe; o vírus já pode estar muito mais espalhado do que se imagina. Ao que parece, trata-se de uma gripe, que, como toda enfermidade, pode ser fatal para os mais vulneráveis. Não só isso, o Ministério da Saúde tem sim tomado uma série de ações que mostram que não está alheio a essa nova comoção midiática mundial. Estranhamente, e sem maiores explicações, a China diz que o pior já passou e que os casos estão diminuindo. Como assim? Por que? O vírus deixou de ser altamente transmissível? Ou: a quarentena funcionou? Essa história toda tá muito estranha.
Diante dessa crise, será que os políticos em geral vão agir com grandeza de caráter e sabedoria?
Ou será que, mesmo com boas intenções, vão aplicar as soluções erradas? (grandeza de caráter e tolice)
Ou será que vão aproveitar a oportunidade para serem mais mesquinhos do que nunca?
* * *
Esperamos que essa pandemia gere uma reflexão sobre o peso que o ESTADO é na nossa economia e que diante de todas essas ameças o BRASIL saia de uma vez por todas do peso tributário nos produtos e serviços e do setor público da economia, aumentando o número de micro e pequenas empresas e permita que os brasileiros possam tomar suas decisões sem medo de serem pegos na armadilha da burocracia tributária, tomem suas decisões com previsibilidade, gerem emprego e renda e que o crescimento econômico seja dinâmico e diversificado.
revistaforum.com.br/global/coronavirus-sem-nenhum-caso-cuba-desenvolve-vacina-e-pode-salvar-planeta/
Tem nem o que dizer…
O que o Ciro Guedes pode fazer pra aproveitar o dólar alto? Porque com o surto do Corona, o dólar não abaixa nem se colocar a SELIC em 100%
Rapaz, meu cunhado tá com uma virose forte. Daí foi até a Upa. Chegou lá e disse que havia tido contato com pessoa que veio do exterior. Em 10 segundos cobriram ele de máscara e outros apetrechos e passaram ele na frente de todo mundo. Tenho certeza que amanhã sai no jornal que “mais um caso de suspeita de Corona Vírus” foi encontrado. O cara tem só uma virose. E nem teve contato mesmo com gente de fora.
Trabalho numa rede supermercadista de médio porte. Ainda não notei rupturas no abastecimento (no entanto, percebi elevações no preço de produtos de higiene e limpeza); já estou estocando alguns suprimentos que possam durar em torno de, no mínimo, 3 meses, em caso de colapso da oferta. Eu recomendo fortemente que todos comecem a fazer o mesmo pra ontem.
Igualmente, na medida no possível, evitar aglomerações de pessoas, transportes coletivos, saídas desnecessárias, solicitar home office ou licença trabalhista, manter alguma quantidade de dinheiro em espécie (reais e dólares americanos ou euros), e, se assim como eu, você for paranoico, adquirir algum tipo de armamento. (Não queiram saber como é uma população enfurecida pela escassez).
No mais, não acredito que isso será o fim da humanidade, mas tempos difíceis estão por vir. Talvez os eventos dos últimos meses tenham precipitado a grande crise financeira que eventualmente aconteceria sob o crivo da incompetência estatal.
Bom preparo a todos.
Eu tava pensando aqui… As empresas q fizerem entregas de pizza em casa, peças de carro ou papel higiênico tamanho família vão faturar. Netflix idem. Motéis, clubes de swing e discotecas vão falir. As parteiras vão voltar a ativa e as academias de yoga vão bombar com aulas à distância pq nessas horas neguinho quer virar budistana a qq preço. Quem dá dízimo vai dobrar a contribuição pq jesus vai testar os crentes q já viram (de novo pela enésima vez) q agora o juizo final vem com um código genético em espiral, ao passo q os ateus vao contribuir com a poupança (e nao com o consumo apocalíptico keynesiano) e rir no final dessa palhaçada toda. Aliás, ja puxei a alavanca do fuck off non stop
O que seria necessário para o Brasil ter um currency board? Dependeria do Congresso ou apenas do Executivo?
Senhores, muitos profetas do apocalipse dizem que a crise que vem aí (ou já está aí?) será pior que 2008 ou pior até mesmo que 1929, será que realmente é pra tanto ou é só alarmismo barato mesmo?
A essa altura, já dá pra passar a régua e preparar a volta da esquerda?
O q eu quero é contrair o vírus agora enquanto ainda há remédios, hospitais atendendo e alimentos. E antes que o vírus sofra uma mutação que leve a um aumento da letalidade.Na real, penso que o risco está nas pessoas já enfermas e imunodeprimidas. Quem for saudável e relativamente jovem tem um risco maior de morrer atropelado.
Abraços
Quem mexe com day trade ta rindo de cabo a rabo. Bolsas no mundo todo despencam num dia e sobem fortemente no dia seguinte. Tá assim há semanas já.
As pessoas preocupadas com coronavírus e na minha cabeça só passa a pergunta: até quando a promoção da bolsa irá durar? Será que teremos maiores descontos? Empresas que há tempos eu queria investir mas que estavam muito caras, comprei. Minha poupança está acabando, não sei se a promoção se estenderá e nem por quanto tempo.
Dinamarca e Polônia anunciam fechamento total de fronteiras. Casos na França disparam e o país corre o risco de se tornar a próxima Itália.
o que vocês acham da Medida do Guedes de reduzir compulsórios e a politica nos bancos estatais?
Nenhuma surpresa:
“Como a alta do dólar afeta o preço dos carros, mesmo nacionais”
Por que a Anfavea não faz lobby por moeda forte e corte de impostos???
pior que isso só uma greve de caminhoreiros sindicalizados a nivel mundial.
“Colocar o governo para imprimir dinheiro, (…) não é apenas uma solução insensata; é também a receita para um colapso econômico ainda maior no futuro.”
É exatamente isso que o FED fez na quinta, e essa é a tendência do que vai acontecer nos outros países. As impressoras de dinheiro serão ligadas a todo vapor.
Vocês acham que essa história da China ter controlado o surto de vírus é só alguma propaganda comunista? Eu acho que sim, não duvido muito. A infraestrutura das construções por lá não presta, tanto é que dias atrás um hospital de quarentena cedeu e matou dezenas de pessoas. Anos atrás, uma escola que desabou, se não me engano, foi mencionada aqui em um artigo do Lew Rockwell. Eles são muito bons em fazer bonito para o resto do mundo.
Na Coreia do Sul, entretanto, a situação parece estar sendo controlada. Hoje eu até publiquei esse artigo traduzido, falando sobre isso.
Essa curta entrevista saiu hoje no Globo, vale a pena ler. Leiam:
“'Não se combate o pânico com frases otimistas, vazias', afirma Henrique Meirelles”
Outra notícia de hoje… a taxa de juros dos títulos caiu para mínimas históricas, pouco mais de 0,20 % ao ano. Isso não acontecia desde o segundo semestre de 2008. Vai dar certo sim, podem confiar. Será que lá vai aparecer gente também falando que é para “combater os rentistas”?
Olhem aí que coisa linda, mais um palpite errado… o nosso Banco Central de novo querendo reduzir a taxa de juros
Imaginem o Brasil com uma SELIC mais baixa ainda. Se continuar desse jeito, nesse ano logo o dólar passa de R$ 5,50, e o nosso poder de compra vai indo embora cada vez mais rápido. Em que mundo essas pessoas vivem?
Elas realmente acham que o Brasil é uma Suíça.
A industria farmacêutica lucra com essas supostas epidemias. Indústria farmacêutica expande diagnósticos e inventa novas doenças. Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas.
COVID-19 é a gripe. Ela mata algumas pessoas, principalmente idosos com mais de 70 anos e com problemas de saúde, e crianças pequenas, mas não é particularmente mortal no amplo esquema das coisas neste mundo agonizante. A grande maioria das pessoas que o contraem tem sintomas de gripe de diferentes graus e continua com suas vidas.
Cerca de 39 mil morreram da gripe no ano passado nos Estados Unidos. Em todo o mundo, o número anual de mortes por gripe é de cerca de 200.000.
O surto do coronavírus no Brasil mostra a importância de termos uma sociedade poupadora, com moeda forte, mercado de trabalho flexível, transporte privado e coletivo desregulados, combustíveis baratos e infraestrutura de ponta. Sem controle na taxa de juros, sem assistencialismo estatal (mas com caridade privada ampliada) e com ruas privadas.
Quanto mais rica e produtiva for uma sociedade, maior capacidade ela terá de lidar com esses tipos de situações. Há vários projetos bons de lei parados, o governo federal e o Legislativo precisam correr para aprovar isso (e o Judiciário também tem que colaborar). O BCB não deve mexer mais na SELIC. Precisam aproveitar e reduzir impostos e flexibilizar a legislação trabalhista (essa carteira verde e amarela é fraca perto do que realmente precisamos).
Seria ótimo colocar o Meirelles no BC, mas isso eu acho que não vai acontecer nesse governo. Provavelmente se ele tivesse sido colocado lá em janeiro passado, na pior das hipóteses, hoje estaríamos com câmbio a R$ 4.
Meireles comprou dolar na baixa e vendeu na alta,. contendo a alta do dolar. É o que o Ciro guedes deveria tá fazendo, mas tem medo dos petistas falando que ele tá vendendo as reservas que eles fizeram. Assim ele segue a estrategia ideológica petista.
Sobre os rentistas, vai aparecer sim. Mesmo sabendo que os rentistas ja estão destroçados com a atual.taxa, e que eles nao sao a causa, mas a consequência.
Volta bush, com suas guerras, trapalhadas que fizeram o dolar derreter. Vc foi o melhor presidente pra nois.
Hoje saiu a notícia de que os diretores megalomaníacos do Fed zeraram a taxa básica de juros. Isso se chama desespero; fica cada vez mais evidente de que os bancos centrais não têm ideia do que fazer, a não ser injetar mais e mais liquidez nos mercados globais, como um drogado injetando psicóticos em sua corrente sanguínea. A covardia e irresponsabilidade colossais irão iniciar o gatilho da grande crise das dívidas estatais e privadas muito mais cedo do que nós previmos. Como se o coronavírus naturalmente já não fosse ruim o bastante.
E aqui no Brasil, RCN e companhia estão prestes a cortar novamente a Selic para níveis impensáveis numa economia em frangalhos como a nossa. Há quem diga que nessa semana pode haver um corte de até 1 p.p. Seria um descalabro sem precedentes; isso sem falar na liberação dos compulsórios bancários que provavelmente irão inundar o mercado de crédito com R$ 135 bilhões. Agora já se visualiza no horizonte a cotação do dólar a R$ 6,00 e possivelmente uma disparada da inflação, mesmo com as commodities em preços historicamente baixos.
Eu não tenho poder de prever o futuro, mas digo é muito provável que ele não tenha um final feliz para as pessoas comuns que só gostariam de viver suas vidas sem serem roubadas sistematicamente pelo sistema financeiro fraudulento que nos foi imposto.
Pessoal eu ficou pensando se a China não fez isso de propósito para criar um caos na economia do mundo. Disseminou o vírus propositalmente. Vindo de país Comunista a gente pode esperar de tudo. Eles são capazes de tudo.
Notícia que pode passar desapercebida:
http://www.infomoney.com.br/economia/cmn-anuncia-medidas-de-renegociacao-de-credito-para-atenuar-efeito-do-coronavirus/
A parte relevante é:
“Considerando que os colchões de capital devem ser usados durante momentos adversos, esta medida reduz o Adicional de Conservação de Capital Principal (ACPConservação) de 2,5% para 1,25% pelo prazo de um ano, ampliando a folga de capital do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em R$ 56 bilhões, o que permtiria aumentar a capacidade de concessão de crédito em torno de R$ 637 bilhões. Após este período (1 ano), o ACPConservação será gradualmente reestabelecido até 31 de março de 2022 ao patamar de 2,5%.”
Em outras palavras, o governo está rifando o capital dos bancos privados para injetar liquidez no mercado. Essa liquidez muito provavelmente será absorvida para o capital de giro das empresas (que terão uma redução drástica nas receitas, enquanto as despesas permanecem constantes).
Mas nem todos os bancos tem esse colchão de capital aí pra brincar não. No fim do dia, vem mais concentração bancária aí.
Queria era a explicação dos liberais qto aos preços absurdos de álcool em gel e máscaras, já que o mercado regula tudo. Se o Estado não congelar preço, quero é ver como o santo mercado vai garantir o abastecimento.
O momento é do estado fazer política anticíclica. Ou é isso ou vamos ter uma brutal recessão, pois o mercado nessas horas só sabe fazer uma coisa: se proteger, buscando liquidez por meio de venda de ativos em massa (daí a bolsa cair tanto), por meio de adiar compras, investimentos, evitar novos empréstimos etc. É uma espiral recessiva muito perigosa, que eleva, se não contida, de forma severa o desemprego e precipita a quebra de muitas empresas, e mesmo do sistema financeiro, após uma onda de calotes.
O mercado basicamente entra no modo panico em manada.
Como a demanda por liquidez se eleva ao máximo numa crises dessas, cabe ao Estado prover farta liquidez, baixando juros e injetando moeda.
Quanto a preocupação com inflação que o texto fala, antes devemos nos preocupar com recessão profunda , desemprego em massa e quebradeira generalizada. Inflaçao é o de menos e bem pouco provável. Muito mais provável é deflação.
E mais, na crise de 2008, foi levantada a mesma preocupação com inflação, contra as ações de injeção de liquidez. Não houve nenhuma inflação. Alias, a ameaça continuou sendo mais deflação do que inflação, apesar de toda oferta monetária feita. Ou seja, aprendendo com a experiencia passada, não há razão para não agir rápido e de forma pesada no sentido contracíclico.
E essa ação do Estado seria para defender o capitalismo, em vez de sabota-lo não fazendo nada.
E mais,algo muito interessante ocorreu na experiencia de 2008, no sentido de que a evidencia empirica se mostrou mais válida do que a expencia lógica. Pela lógica haveria hiper inflação com toda intervenção feita (previsão austriaca). Pela experiencia concreta houve preços comportados e recuperação. Ou seja, mais vale olhar o empirico em economia do que se guiar pela lógica dedutiva pura como faz a EA. Pela lógica, até o anarco-capitalismo seria uma boa ideia. Mas a gente sabe que na prática não. E pela EA ser uma escola de lógica dedutiva, ela acha uma boa ideia o anarco-capitalismo.
Pessoas da rede, li hoje essa notícia:
“Plano do governo contra coronavírus prevê injeção de R$ 147,3 bilhões na economia”
Que acham? Eu acho pouca coisa. O problema é que as coisas menos ruins serão apenas temporárias (temporário só fica permanente quando é benéfico, como foi a criação do imposto de renda nos EUA). Esse aumento no Bolsa-Família é puro populismo. Cadê as reduções dos tributos federais? Regulações e taxas em âmbito federal?
Em muitos países se aproveitará para estatizar de vez as coisas. A liberdade em muitos deles está por um fio e a população não está percebendo. O vírus será muito conveniente para que o estado tome conta da vida de todos. Para os socialistas este vírus foi uma benção. Para as empresas privadas, empresários, enfim para os que geram renda e emprego uma calamidade sem precedentes.
Sem teoria da conspiração, pois afinal não há como provar e mesmo que não fosse, este vírus é bem conveniente. Com medidas restritivas econômicas e de circulação vai se gerenciando o negócio e mantendo-se a mortalidade baixa. Porque se fosse um vírus “brabo” mesmo, poderia fazer o que quisesse e a mortalidade seria altíssima.
Ao final do período, com quebradeira generalizada, só restará o estado para tocar a economia, e agora no mundo todo. Para os socialistas é um mundo de sonhos, pois o que restará será o estado e os empresários amigos do estado. Era um momento que essa gente vinha perdendo espaço para todo o lado, mas o vírus veio e os trouxeram de volta com tudo.
Volto a dizer: mais provável que o vírus seja azar mesmo. Mas o azar maior,daqui um tempo, será para a liberdade.
g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/17/filipinas-e-1o-pais-a-suspender-negocios-na-bolsa-por-tempo-indeterminado-para-combater-coronavirus.ghtml
Governos fazendo governices…
noticias.r7.com/internacional/coronavirus-israel-aprova-uso-de-tecnologia-para-espionar-infectados-15032020
Governos fazendo ainda mais governices…
Se já conseguem editar o gene humano para curar doenças, não seria de se espantar que vírus possam ser manipulados e dessiminados com tanta precisão. Como os ideiais socialistas estão perdendo força em vários países, inclusive no Brasil, essa é uma ótima forma de distração para a população, por parte da mídia, e de um forte controle do Estado. E de quebra uma recessão econômica, para fechar com chave de ouro.
Leandro, o won sul-coreano poderia ser considerado uma moeda forte? Vi hoje esse gráfico histórico. Por essa baixíssima flutuação observada até meados de 1997, então o regime cambial era atrelado desde (pelo menos) 1981? Até que durou muito tempo, não acha? No Brasil durou nem 5 anos direito.
Apesar do disparo cambial desde então, hoje os valores do won estão parecidos aos de 2009. E aos de 2002, e aos de 1998…
Bom dia meus caros amigos!
Já sou um leitor antigo dos artigos do mises, apenas leitor, não estudioso. Minha área é do direito e segurança pública.
Participo de um grupo bem eclético de ideologias político/econômicas em que colocaram o seguinte comentário e gostaria que os senhores pudessem fazer algumas considerações sobre esses tópicos:
“Ironia do destino esse vírus:
1 – Mostrou que a ciência é uma das mais importantes áreas de investimento de um país.
2 – Mostrou que as universidades públicas (antro de maconheiro e vagabundo – segundo os boçais) – são as principais fontes de pesquisas para busca da vacina do tratamento.
3 – Mostrou que o SUS será fundamental ao longo de todo esse período, ainda que precise de muito mais investimentos do que recebe.
4 – Mostrou que a Mão invisível do Mercado fica perdidinha e precisa da mão auxiliadora do Estado.
5 – Mostrou que na quarentena, a galera vai assistir novelas, filmes, séries, ler livros, se distrair com a CULTURA – que tanto ofenderam.
6 – Mostrou que é importante ter fé! Mas que igreja nenhuma vai oferecer cura para o vírus.
7 – Mostrou que é um exército de funcionários públicos que dará suporte e cuidará da prevenção dos enfermos.
Está na hora de rever alguns discursos e posições!
Não sei de quem é a autoria. Me representa muito.”
De antemão já agradeço pelas análises dos senhores.
2 – Mostrou que as universidades públicas (antro de maconheiro e vagabundo – segundo os boçais) – são as principais fontes de pesquisas para busca da vacina do tratamento.
E como foi levantado esse dado? Uma coisa é haver uma QUANTIDADE enorme de pesquisa, outra completamente diferente é uma QUALIDADE enorme nas pesquisas, e ademais com um orçamento federal de mais de 50 bilhões de reais então ter um número expressivo de pesquisas é o mínimo que se espera, esse dinheiro foi sugado da iniciativa privada, portanto como tu espera que ela faça o mesmo?
A pandemia de coronavírus demonstra a força do Estado e a fraqueza dos mercados.
Se o Estado não organizar toda a vida social, a própria Economia soçobra.
Transcrevo, parcialmente, o pensamento do professor Fernando Facury Scaff, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo: “(…) Comecemos pela economia. Parece inegável que a atividade econômica vai ser fortemente reduzida com as pessoas consumindo menos. Grande parte da população, corretamente, está em seus lares, sem circular por bares, restaurantes, lojas, shoppings etc. Os estabelecimentos de ensino fecharam suas atividades presenciais, o que, no setor público se agrava ainda mais em face da ausência da merenda escolar. Na ponta da produção, as indústrias estão desacelerando e o agronegócio luta para manter o abastecimento normalizado. Isso aponta para menos faturamento em toda a cadeia econômica de bens e serviços.
Haverá uma queda substancial do PIB nacional, o que impactará as contas públicas e toda a sociedade. Não afetará apenas o Brasil, mas todo o mundo. Trata-se de uma pandemia, o que não respeita fronteiras nacionais.
As empresas sofrerão pesadamente os efeitos da crise. Infelizmente, com menor faturamento, haverá menos dinheiro para o pagamento das despesas correntes, sendo várias delas adiadas. Usualmente as empresas possuem as seguintes espécies de despesas: salários, financeiras (desconto de duplicatas, pagamento do capital de giro ou empréstimos em geral), tributos e fornecedores.
A prioridade devem ser os salários e a preservação da equipe – afinal, essa crise vai passar e os negócios voltarão a fluir, sendo necessário ter o capital humano preservado. Afinal, aumentar o desemprego só piorará a situação nacional, fazendo crescer o exército de 12 milhões de desempregados já existentes. Em um primeiro momento Isso implica em menor impacto para as famílias, que devem estar confinadas em seus lares e desacostumadas de estar tanto tempo obrigatoriamente juntos, sem sequer a possibilidade de irem até a esquina para tomar um café ou uma cerveja com os amigos. Os fornecedores devem vir em segundo lugar neste momento, caso contrário a reação negativa em cadeia se propagará, tal qual o vírus. Pagamento de bancos e tributos serão postergados.
Deve-se estimular fortemente o teletrabalho e as vendas on line – as equipes do setor de comércio e de serviços devem ser redirecionadas para essa modalidade de negócios. Entre partes privadas, será feita a recomposição da dívidas. Credores e devedores ajustarão procedimentos de pagamento com descontos ou prazos. Na advocacia, por exemplo, a atividade de litigância será fortemente reduzida, mas a consultoria on line será incrementada.
Passemos para o tributário. Isso implica em menor arrecadação, considerado o pagamento normal dos tributos ICMS, IR, CSLL, ISSI, PIS e Cofins. De forma correta os diversos governos estão adotando providências para adiar o recebimento dos tributos – ainda bastante tímidas -, tais como a postergação do pagamento da parte da União no Simples Nacional por seis meses (Resolução CGSN 152/2020); a suspensão por três meses das medidas de cobrança, especialmente protesto e exclusão de parcelamento e novo parcelamento extraordinário, em até 84 parcelas, com 1% de entrada a ser pago em três meses, com a primeira parcela a ser paga apenas em junho de 2020 (Portaria MF 103 e 7.821/2020); e o estabelecimento de isenções e facilidades relacionadas diretamente a equipamentos médicos, tais como o afastamento do IPI, do II e simplificação de despacho aduaneiro.
Existem outras medidas que foram anunciadas e ainda não publicadas, tais como a postergação por três meses do pagamento do FGTS e a redução, pelos próximos três meses, de 50% das contribuições ao Sistema S. E existem ainda pleitos não analisados, visando a prorrogação de validade de Certidões de Regularidade Fiscal e adiamento do prazo de entrega de IRPF. Sem contar com um mar de normas estaduais e municipais que vem sendo editadas. A Confederação Nacional da Indústria divulgou um quadro com as medidas já adotadas pelo governo federal (veja aqui).
Por ora, o foco de preocupações vem sendo as pequenas empresas, porém, seguramente, serão também necessárias medidas para as médias e grandes. Questões regulatórias referentes a alguns setores específicos, como o da empresas de aviação, já estão sendo flexibilizadas.
Tudo indica que o pagamento dos tributos irá para o final da fila dos pagamentos das empresas, a despeito das altas multas que permanecem sendo aplicadas. Os governos deveriam reduzir os altíssimos encargos fiscais para retirar o sufoco que ocorrerá na retomada de crescimento, que ocorrerá.
Escuta-se, aqui e ali, rumores de que seria criado um empréstimo compulsório para quem ganha acima de R$ 10 mil/mês. Como se trata de uma ideia estapafúrdia, que vai penalizar ainda mais as famílias em tempo de crise, não merece nem mesmo maiores comentários.
Olhemos agora os aspectos financeiros. Com menor arrecadação, o setor público sofrerá, tendo necessariamente que rever prioridades, que deve ser centrada no combate ao vírus, reforçando o setor da saúde pública. Até mesmo setores igualmente prioritários deixarão, por ora, de ter tanto destaque, como o da educação. A arrecadação também deve ser suficiente para manter o pagamento da remuneração do funcionalismo, além das ações de saúde pública.
Para o fim da fila deve ir o pagamento da dívida pública, cujos credores podem esperar. O pedido de decretação de estado de calamidade enviado pelo Poder Executivo federal e aprovado Congresso (Decreto Legislativo 6/20) segue essa lógica – tirar da prioridade a meta de superávit fiscal. Pena que isso só tenha sido adotado agora – deveria ser o padrão, conforme críticas feitas anos atrás. O corte das taxas de juros deve ser incrementado, para auxiliar a economia como um todo e reduzir o peso da dívida pública.
Esta dívida seguramente irá aumentar, mas isso é um problema para ser tratado após, pois a prioridade deve ser a saúde das famílias e a preservação de sua renda – já imaginaram como está sendo o impacto dessa crise nas famílias de pessoas desempregadas; agora imaginem como será na família de um recém desempregado; impactos desastrosos para toda a sociedade. Exatamente por isso é que alguns governos, mundo afora, estão bancando os salários dos trabalhadores desmobilizados, estejam ou não desempregados, através de subsídios às empresas. Em uma crise como essa a menor célula econômica é a das famílias, e não diretamente as empresas; estas são veículos para a manutenção daquelas. Nas médias e pequenas empresas, quase sempre a célula familiar se confunde com empresa; nas grandes, a responsabilidade dos dirigentes deve ser com a empregabilidade e a manutenção das equipes, a fim de permitir que haja uma célere retomada dos negócios após a crise. Deve-se lutar para que as famílias se mantenham estruturadas, sob pena de advir um caos ainda maior – esse deve ser o foco da ação governamental.
Vê-se que os governos estão avançando o sinal referente ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, em especial junto às concessionárias de água e luz. São intervenções econômicas muitas vezes necessárias, porém deverá ser feita a devida recomposição dessa equação posteriormente.
É imprescindível que a intervenção do Estado na economia seja feita de forma adequada pelos governos, evitando maiores danos. Precisamos de governos eficientes, pelo menos na gestão de crises. O governo federal, constata-se, está com a equipe acéfala, a despeito da qualificação de alguns de seus membros. Alguns governos estaduais e municipais se mostram melhor qualificados, a despeito de nenhum estar à altura do presente desafio.
O problema é que toda essa crise se torna circular, como na música do Chico Buarque, envolvendo economia, tributação e finanças, gerando um efeito em cadeia. É preciso manter a economia girando, e o papel dos governos é fundamental para isso.
Nada como uma crise para transformar liberais convictos em keynesianos aplicados.
Será que aprenderemos que vivemos em um só planeta, e que o tilintar de um sino em Lisboa pode matar um mandarim na China, como no conto de Eça de Queirós?
Fernando Facury Scaff é Professor Titular de Direito Financeiro da Universidade de São Paulo (USP) e sócio do Silveira, Athias, Soriano de Melo, Guimarães, Pinheiro & Scaff – Advogados.
Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2020, 8h02
É compatível com a ética libertária pedir punições ao Partido Comunista Chinês? Como fazer isso?
O Vírus Chinês quebrou o MC Donald´s!!! Me lembrei da Crise de 29 agora vagamente! Depois de uma crise há sempre uma Guerra (1° Guerra Mundial, Segunda Guerra, Guerra Fria, Guerra do Iraque)!!! Precisa-se pensar em um outro modelo de economia!
E esse papo de que a China está ganhando com a epidemia? Teoria da conspiração? Conversa fiada para mudar o foco?
Esta é uma falsa dicotomia – morrer de fome ou morrer e Covid.
Existem no mínimo 3 formas de subsidiar trabalhadores e empresas neste excepcional período de crise:
1º) Recolhimento salarial integral de todos cargos políticos a nível federal e repasse aos contribuintes e empregadores.
2º) Utilização de nossa reserva internacional em dólares – US$ 2 trilhões.
3º) Emissão de títulos da dívida pública – medida tomada por países como EUA, que elevou seus respectivos números de 105% para 115% do PIB; e Alemanha, que elevou de 60% para 75% a sua dívida em relação ao PIB. O Brasil atualmente tem 80% do PIB comprometidos com a dívida.
Com isso, podemos ficar em casa à vontade.
Interessante reler o artigo e os comentários agora, mais de 6 meses após postado o artigo. Creio que muitos devem rever suas opiniões palavra por palavra e olhar de novo para a frente. Ainda há muito por vir, muitos choques e efeitos colaterais, tanto no mercado nacional quanto na macroeconomia. Pensar, discutir e analisar é sempre válido. Parabéns pelo artigo, que provocou e ainda provoca muita polêmica. Minha previsão atual é que a inflação chegará aos 2 dígitos novamente em breve.