clube   |   doar   |   idiomas
A economia brasileira está crescendo mais do que o PIB reportado
Eis a importância de se separar o PIB privado do PIB estatal

De acordo com os dados divulgados hoje pelo IBGE, a economia brasileira cresceu 1,14% em 2019.

Houve duas notícias boas, que foram amplamente divulgadas: 

1) No quarto trimestre de 2019, a economia cresceu 1,67% em relação ao quarto trimestre de 2018.

2) O segundo semestre de 2019 foi o melhor, em termos de crescimento econômico, desde 2013. Em termos anualizados, o crescimento do segundo semestre foi de 2,3%.

No entanto, há algo ainda mais positivo que não tem sido ressaltado pela mídia: a atividade econômica não só está crescendo com mais vigor do que o divulgado, como também está crescendo com mais qualidade.

O que compõe o PIB

Para entender como o Brasil está crescendo mais do que sugere o PIB, é preciso entender como o Produto Interno Bruto é construído e quais são seus componentes internos.

Este Instituto possui vários artigos detalhando os principais problemas com a metodologia do PIB, e estamos vivenciando hoje aquele que talvez seja o seu mais grave: ele considera que o gasto estatal é igual (tem a mesma qualidade e o mesmo efeito benéfico) ao gasto privado.

A maneira tradicional de se calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:

PIB = C + I + G + X - M

C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.

Observe que os gastos governamentais entram somando (ou seja, são considerados criadores de riqueza) na equação, sendo, portanto, considerados uma atividade econômica criadora de riqueza.

Igualmente, o 'I' considera que os investimentos privados, feitos por empreendedores em busca do lucro (o que só ocorre se souberem atender a demanda de consumidores), têm a mesma qualidade que o investimento estatal, feito por políticos que visam a eleições e por burocratas que querem atender a algum grupo de interesse (pense nos estádios da Copa, no Comperj, na Refinaria Abreu e Lima, na Sete Brasil etc.).

Presumir, como faz a equação do PIB, que todo gasto e todo investimento, público ou privado, são produtivos significa incorrer em profundos erros econômicos.

A diferença crucial entre o gasto estatal e o privado está na origem dos recursos e nos critérios que são utilizados para estes gastos. O setor privado, quando opera fora da alçada estatal, arrisca os seus próprios recursos (mesmo quando pega empréstimos, pois tem de apresentar garantias que, se não forem honrados, resultam em arresto de bens). Já o setor público simplesmente utiliza dinheiro de impostos, sem qualquer preocupação com  custos, lucros, racionalidade e retorno.

No entanto a estatística do PIB é cega para a diferença da origem dos recursos.

A diferença entre PIB privado e PIB governamental

Exemplo: ao contabilizar o gasto privado como sendo igual ao gasto estatal, o PIB assume que,  quando João compra R$ 100 em comida para sua família, isso tem o mesmo efeito que quando João paga R$ 100 em impostos, os quais são gastos para comprar lagostas para juízes do STF.

Nos dois casos, o PIB considera que a economia "girou", e irá registrar que o Brasil está crescendo. No entanto, o primeiro caso é um gasto voluntário, que visa a uma satisfação pessoal, que decorre da livre associação de indivíduos e no qual o agente utiliza recursos próprios. Já o segundo, além de ser involuntário, é apenas uma exemplo prático de confisco seguido de parasitagem.

Se esses dois gastos houvessem ocorrido, o PIB os somaria, contando R$ 200 como parte do PIB brasileiro. Ou seja, o Brasil estaria crescendo firmemente! Mas se o segundo gasto não houvesse ocorrido, e João tivesse comprado R$ 100 em alimentos e economizado os R$ 100 que deixou de pagar em impostos, o PIB teria crescido "apenas" mais R$ 100. Ou seja, o PIB seria "decepcionante".

Olhando a frieza dos números, parece que o segundo cenário é bem pior do que o primeiro. No entanto, agora que entendemos a diferença, podemos ver que essa situação não só é preferível, mas ética.

Mas, mesmo em termos puramente econômicos, os recursos tributados e subsequentemente gastos pelo governo são um fardo para a economia. Dado que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou do setor produtivo, temos que quando o governo federal gasta, isso significa que deputados, senadores, ministros, reguladores, secretários, comissionados e todos os tipos de burocratas estão desempenhando um papel substantivo na alocação de trilhões de uma riqueza que foi previamente criada pelo setor privado e subtraída deste. 

Os gastos do governo não têm como criar riqueza pelo simples motivo de que algo que só é possível em decorrência da apropriação de riqueza alheia não pode, por definição, criar riqueza nenhuma.

Por outro lado, quando menos desta riqueza vai para o governo, isso significa que empreendedores, investidores e consumidores possuem mais recursos em mãos para produzirem e, consequentemente, multiplicar a riqueza à disposição de todos.

No exemplo acima, se João houvesse gasto R$ 100 com alimentos, e o gasto em lagostas para o STF houvesse sido cortado em R$ 100, com uma redução de impostos na mesma quantia, e João agora economizasse esse dinheiro em vez de gastá-lo, o PIB nos diria que nada mudou na economia. Cem para um lado, cem para outro, resultado zero. Porém, agora é fácil perceber que essa terceira situação é ainda melhor do que a segunda: o gasto estatal encolheu, a poupança privada aumentou, e o nível de confisco e parasitagem na economia foi reduzido. 

Portanto, é preciso decompor o PIB em no mínimo dois componentes: o privado e o estatal. 

O Brasil está crescendo mais do que o PIB mostra

Os dois gráficos a seguir utilizam os próprios dados do PIB. (Eles vão até terceiro trimestre de 2019; ainda não há uma atualização para os resultados divulgados hoje).

Gra´fico1.png

Figura 1: decomposição feita pelo Ministério da Economia entre PIB privado e governamental (trimestre sobre mesmo trimestre do ano anterior)


Gra´fico 2.png

Figura 2: decomposição feita pelo Ministério da Economia entre PIB privado e governamental (variação acumulada em 12 meses)

Observe que, a partir de março de 2017, o PIB privado passa a crescer mais que o PIB estatal. No terceiro trimestre de 2019, o PIB privado cresceu 2,72% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior enquanto o PIB estatal encolheu 2,25%. 

Isso é uma diferença brutal.

Porém, olhando-se o PIB como um todo, houve um crescimento de 1,19% no período. Esse número mascara a realidade. O número a ser celebrado é de 2,72%, com uma menção honrosa à redução de 2,25% nos gastos do estado.

O mesmo raciocínio se aplica ao gráfico 2, que mostra os mesmo indicadores, mas com outro intervalo de tempo.

Em um jargão econômico, temos o chamado crowding-in: o encolhimento do PIB público ajuda no processo de crescimento do PIB privado, pois se está reduzindo a quantidade de recursos controlados pelo estado. Como dito acima, deputados, senadores, ministros, reguladores, secretários, comissionados e todos os tipos de burocratas passaram a ter um papel menor na alocação de trilhões de uma riqueza que foi previamente criada pelo setor privado e subtraída deste. 

Com o estado gastando (improdutivamente) menos, sobra mais espaço para o setor privado atuar.

Eis os números fechados para todos os anos desde 2013:

PIBprivado.png

Figura 3: decomposição dos PIBs anuais em público e privado

Note que, em 2019, o PIB privado cresceu 1,81%, sendo que o investimento privado (FBCF) foi de 4,48%. Já o PIB estatal encolheu 1,11% e o investimento público também encolheu 5,18%.

Outra boa notícia: a quantidade de funcionários públicos, estatutários federais e regidos pela CLT, diminuiu mais de 31 mil em 2019, mantendo a tendência iniciada em 2015. 

Vale observar, porém, que o governo brasileiro ainda apresenta um profundo déficit em suas contas. Embora tenha sido o menor déficit desde 2014, o país registrou um rombo de 95 bilhões de reais em 2019, ou cerca de R$ 452 por brasileiro. Além disso, o resultado foi obtido sobretudo em virtude de aumento de receitas extraordinárias.

E esse é apenas o déficit primário, que não inclui o pagamento de juros da dívida. O déficit total do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 120 bilhões no déficit primário e de R$ 342 bilhões em juros da dívida, totalizando um assombroso valor de R$ 462 bilhões, ou R$ 2.200 por brasileiro.

Foram implantadas medidas para o Brasil crescer mais, como a Lei da Liberdade Econômica, a reforma da previdência e outros avanços. Contudo, o ambiente de negócios brasileiro ainda é um dos piores do mundo. Nesse sentido, há algumas propostas interessantes tramitando no Congresso, como as PECs emergencial e do pacto federativo e a reforma tributária.

Dito isso, podemos ao menos ter a boa notícia de que a economia brasileira está se recuperando a passos um tanto mais largos do que os números do PIB mostram. O setor privado está retomando o crescimento, enquanto o estado reduz seu peso nas nossas vidas.

Uma discussão ética dos gastos públicos

Oppenheimer já apontava a diferença entre os "meios econômicos" e os "meios políticos" no seu livro "O estado", de 1919. Murray Rothbard expandiu essa análise em seu livro "Governo e Mercado".

O setor privado obtém recursos recorrendo a meios pacíficos: empreendedores têm de convencer investidores a financiar seus projetos, e depois têm de convencer os consumidores a voluntariamente abrirem mão de seu dinheiro para adquirir os bens e serviços fornecidos por esses empreendedores.

Um empreendedor apenas possui o dinheiro que ele foi capaz de convencer terceiros a lhe emprestar ou o dinheiro que obteve servindo aos seus clientes.

Já o estado obtém recursos por intermédio da tributação (isto é, do roubo). Outra alternativa é a "promessa de roubo futuro": a emissão de títulos de dívida. O estado convence credores de que será capaz de roubar pessoas no futuro para pagá-lo, e obtém um crédito hoje.

Finalmente, o estado pode emitir moeda, como fazem a Venezuela e Argentina. Isso gera uma queda no poder aquisitivo da moeda e uma destruição das poupanças, enquanto os primeiros recebedores desse dinheiro enriquecem. A impressão de moeda, portanto, nada mais é do que um roubo disfarçado, um processo chamado Efeito Cantillon.

Tudo que o estado gasta é produto de crime. Um aumento nos seus gastos diretamente significa um aumento do crime atual ou futuro, uma situação indesejável e antiética. 

Enquanto isso, o setor privado obtém recursos de maneira pacífica, conseguindo apenas aquilo que foi capaz de convencer terceiros a voluntariamente lhe conceder. 

Consequentemente, um aumento dos gastos no setor privado necessariamente implica convencimento, comunicação e coordenação na sociedade, o que por definição significa que os indivíduos nela estão mais bem servidos.

Para concluir

Por tudo isso, somar gastos privados e públicos como se fossem equivalentes é um enorme erro. Quanto menor o gasto estatal e quanto maior o privado, melhor estará o Brasil, tanto econômica quanto eticamente.


autor

Raphaël Lima
Raphaël Lima é ativista libertário e dono do canal Ideias Radicais, no qual fala de filosofia, economia, política e moedas digitais.

  • Felipe de Oliviera Gomes  04/03/2020 19:07
    Se não fosse a ala ideológica do governo criando crise atrás de crise no congresso assustando o mercado e os investidores os investimentos e por tanto o crescimento do Pib privado poderiam ter sido bem maiores
  • Régis  04/03/2020 19:31
    Baderna política é o de menos. O mercado não mais liga pra isso. Vide que ninguém dá bola para os tuítes do Trump xingando outros políticos. O PIB seria muito melhor, aí sim, se houvesse uma moeda estável. O investimento estrangeiro seria farto e a criação de riqueza seria muito maior.

    mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso
  • Felipe de Oliveira  04/03/2020 20:12
    Também, desconheço qualquer país com moeda fraca que esteja com economia boa. Já que o Bamco Central é uma realidade ele devia fazer o máximo possível para valorizar a moeda e não derretê-la como está fazendo agora.
  • BadMaluco  05/03/2020 09:08
    O nome disso é MERCANTILISMO.
    Na república social democrata das bananas do brasil , isso é pratica corriqueira. Só foi diferente na época do Império do Brasil.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  06/03/2020 16:15
    Você conhece países com moedas fortes que estejam bem? Boa parte da Africa tem moeda forte atrelado ao Euro e nunca estiveram bem.
  • Humberto  06/03/2020 17:37
    "Você conhece países com moedas fortes que estejam bem?"

    EUA, Canadá, Suíça, Japão, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Espanha, Irlanda, Polônia, República Tcheca, Cingapura, Taiwan, Peru e uma porrada de outros que utilizam o euro.

    "Boa parte da Africa tem moeda forte atrelado ao Euro e nunca estiveram bem."

    Hein?! Cite três.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  06/03/2020 20:19
    Todos os paises africanos do CFA Franco.
  • Rip van Winkle  11/03/2020 07:23
    Cidadão, acho que você confundiu as bolas. A moeda desses países do CFA não é atrelada ao Euro (antigamente Franco) como um currency board. O regime desses países é de cambio fixo (que é sustentado pelo BC deles através das reservas internacionais, como foi adotado no Brasil na época do FHC com o Gustavo Franco no BC). Se o esquema fosse bom nesses países do CFA -- deixando a moeda forte -- como você dá a entender. Não aconteceria isso:

    www.dw.com/pt-002/frança-e-oito-países-africanos-acabam-com-o-franco-cfa/a-51776797

    Veja que eles mudaram o nome da moeda e agora eles terão mais autonomia ainda, pois antes a França tinha participação nas políticas monetárias e 50% do tesouro francês estava ligado a esses países. Isso não acontece em um currency board, já que a autonomia é do Banco Central estrangeiro o qual se ancorou a moeda fraca. Veja a diferença de câmbios:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2196

    Note que se comparado ao Euro (moeda forte) o Franco CFA não vale nada, isso em valores nominais é claro. Sendo 1 Franco CFA = 0,0015 Euro. A moeda nunca foi forte, nem poderia, porque em cambio fixo e ainda em países com reservas internacionais fraquíssimas seria impossível manter um poder de paridade, além do que, para esses países da zona com CFA seria um tiro no pé, já que suas políticas de exportações de commodities se baseiam numa desvalorização da moeda. O franco CFA é só uma moeda vinculada ao Euro hoje em dia que adota um câmbio fixo com este, mas nada! O BC desses países que o adotam continuam a imprimir a moeda, a determinar o valor do cambio e ainda o juros básico da economia deles (que pode enfranquecer a moeda com a inflação descontrolada, já que diminui o poder de compra dela). Não confunda cambio fixo com moeda forte, nem sempre o cambio fixo deixará a moeda forte, dependerá do BC e sua visão monetária. Isso foi totalmente diferente do que aconteceu na Estônia, essa sim foi exemplo de moeda forte, já que fez um currency com o Marko na época:

    mises.org.br/article/2892/como-a-estonia--sim-a-estonia--se-tornou-um-dos-mais-ricos-paises-do-leste-europeu





  • WDA  05/03/2020 00:52
    Exatamente, Régis,

    esse negócio de "ala ideológica atrapalhando a economia" é a maior balela. A questão da moeda é muito mais importante pra economia do que isso, assim como a vertiginosa queda dos juros nacionais - não precisavam ter baixado tanto e tão rápido.

    A tal "ala ideológica", ao contrário, está fazendo muito bem ao país. Não fosse isso, já teríamos recaído há muito tempo naquele mal hábito brasileiro da "política de conciliação" e o governo estaria apinhado de esquerdistas ocupando espaços importantes, fazendo lobby e sabotando o governo desde dentro (coisa que eles já fazem desde fora e, nesse caso, fariam com maior eficácia).

    Aqui no Brasil há essa mania de conceder o direito à "ideologia"apenas à esquerda, o que acaba fazendo com que ela monopolize todo o debate ideológico, sufocando assim qualquer perspectiva diferente ou voz discordante.

    Outro péssimo hábito é a promiscuidade do bom mocismo estúpido. Há sempre por aqui os que acham que uma vez no poder, devemos cortejar os esquerdistas para sermos bonzinhos, enquanto eles desejariam-nos inexistentes, escravizados ou simplesmente mortos.

    Essa mania de sempre salvar o vilão esquerdista à beira do precipício é que nos têm feito sangrar até hoje. Porque ele está sempre à espreita para apunhalar a sociedade brasileira pelas costas.

    Até hoje temos sido vítimas da mentalidade esquerdista, desde o surgimento do crime organizado por efeito da influência de presos políticos, militantes de esquerda, sobre traficantes e demais presos violentos, até o sofrimento dos nossas compatriotas no Norte (Roraima sobretudo), devido à desgraça Venezuelana, passando pelas agruras econômicas geradas pelos Bresser Pereiras, Zelias Cardoso, Marias da Inflação Tavares e outras abominações econômicas da mentalidade esquerdista nacional.

  • Bentinho POVAO  06/03/2020 00:34
    WDA , o BC do Brasil baixou a selic rápido? Ficou maluco? Ele demorou pra caramba pra começar a baixar pra valer. Foi e tem sido criticado incluvive pela morosidade passada com a selic.

    E aos que dizem que ele deve ser esforçar para valorizar a moeda. Há dois jeitos de fazer isso: vendendo e acabando com nossas reservas ou deixando a selic alta. A primeira alternativa funcionaria provisoriamente. Quando as reservas ficassem abaixo de certo patamar, viria um pesado ataque especulativo e baita desvalorização. Caminho suicida, portanto. Os liberais seriam conhecidos pelo resto da história como incompetentes que quebraram o país.

    O segundo jeito teria um custo altissimo em termos de crescimento e custo da dívida pública (tesouro tá economizando mais de 100 bi / ano com a redução da selic). Seria suicidio tbm, considerando o buraco fiscal em que o país se encontra e a letargia do creescimento (pib privado + pib público, que é o que importa no final das contas).

    Portanto, parem de reclamar do valor do real! Parem de brigar contra o mercado. Parem de propor juro alto. Isso numa economia parada , com 12 milhões de desempregados, inflação baixa, alta ociocidade é totalmente inviável.

    Vcs querem ser vistos como os olavistas da economia?
  • Vladimir  06/03/2020 03:26
    Deixe-me ver se entendi o seu raciocínio. A SELIC a 6,50%, valor que vigorou até julho do ano passado, era altíssima, inviável e faliria o governo, mas os atuais 4,25% são redentores e muito mais realistas?

    E o que dizer então da SELIC de dois dígitos, que sempre foi a norma desde 1994 até 2017?

    Por que 6,50% era fiscalmente impraticável, mas 14% (valor médio do governo Lula) permitia superávit primário razoável?



    P.S.: a Selic atual está em 4,25%, o que significa que o CDI (que é o que realmente importa) está em 4,14%. Já o IPCA está em 4,19%. E foi de 4,31% em 2019.

    Ou seja, juros reais negativos.

    Você realmente acha que os fundamentos do Brasil melhoraram tanto e tão rapidamente assim para termos juros reais negativos, coisa de Suíça?

    Se você acha que sim, então você está fazendo um avassalador elogio ao governo Bolsonaro, que conseguiu essa façanha.
  • Bentinho POVAO  06/03/2020 05:00
    Primeiro, como o Mansueto disse, com a atual selic o Brasil tá economizando mais de 100 bi com juro.

    Segundo, essa nova selic tá ajudando a construção civil, principalmente em SP e segurando o crescimento do investimento, apos ano de queda.

    Terceiro, quando a selic era 2 dígitos, o país tinha superavit primário, que já chegou a ser mais de 4% do PIB. Hoje há deficit primário. Realidade muito diferente. Uma selic alta hoje poderia disparar a dívida pública e sugar muito mais poupança privada, prejudicando a oferta de capital pra investimento.

    Quinto, o juro negativo não é porque os fundamentos melhoraram, mas porque a demanda esfraqueceu demais (por causa de corte de despesa pública, de investimento público, contenção dos bancos públicos, alto desemprego e alta ociosidade), baixando a inflação. O BC foi então obrigado a cortar a selic.
  • Felipe L.  06/03/2020 11:31
    Acabou com a nossa moeda e com os investimentos estrangeiros e domésticos. Imagina o coitado que aplicou lá em julho, com dólar a R$ 3,71, tirando agora o dinheiro... o rapaz vai ter um prejuízo monstro.

    É cada coitado que aparece aqui, que fica defendendo aqueles que estão os prejudicando.
  • Roberto  06/03/2020 02:17
    Um dos melhores comentários que já vi por aqui. Parabéns!
  • WDA  05/03/2020 01:15
    Fico muito feliz de ver esse texto aqui! Estávamos mesmo precisando de um texto assim, que deslindasse os detalhes e complexidades da economia brasileira atual.

    Um dos maiores serviços que este site presta é, precisamente, a difusão de conhecimento e compreensão do que acontece, hoje, na economia deste país. Estava mesmo sentido falta de um texto desses por aqui, sobre a atualidade econômica.

    Fiquei muito contente em ver o alto nível dos comentários também, digno dos melhores tempos deste site.
  • Felipe L.  05/03/2020 02:31
    Ah, baderna política interfere no Brasil sim, por incrível que pareça. A economia brasileira é tão regulada que ela acaba ficando até dependente dos políticos. Lembra do circo que estava rolando entre o governo e o legislativo no ano passado?

    A economia americana é muito mais livre, então realmente ninguém se importa, os americanos estão jogando golfe, trabalhando ou assistindo à uma partida de beisebol. As reformas é claro que são necessárias, mas estão em um nível de urgência muito menor do que no Brasil (além do fato de que continua brotando mão de obra estrangeira lá, enquanto no Brasil o comum é a mão de obra querer cair fora). Apesar disso, eleições presidenciais ainda interferem muito, não apenas pela economia americana ter muita influência no mundo mas porque um presidente americano tem um poder considerável, embora ínfimo se comparado com um presidente brasileiro. O presidente do Banco Central Americano é o homem mais poderoso do mundo. Manda imprimir papéis pintados ou manda reduzir a impressão, a economia do resto do mundo acompanha isso. Melhor coisa é seguir o exemplo suíço.
  • WDA  05/03/2020 20:07
    Você está tergiversando, rapaz. Tudo o que você falou, nada tem a ver com o comportamento da chamada "ala ideológica" do governo e a real situação de suas relações com os demais aspectos do mesmo governo e da economia.

    Graças à propalada "ala ideológica", evitamos ter no Ministério da Justiça uma figura como Ilona Szabó, a qual mesmo sendo declaradamente contrária a este governo, seus objetivos, seus membros e contra tudo o que ele propõe, quase foi parar lá dentro. E lá estaria, não fosse a gritaria da tal "ala ideológica". Agora, diga-me, o que ela iria fazer lá? Colaborar com tudo o que ela é contra? Ou iria fazer como todo bom esquerdista: ocupar espaço, parasitar o governo e sabotá-lo desde dentro?

    Mesmo com todo o esforço da tal "ala ideológica", ainda temos mais esquerdosos e cavalos de Tróia do que qualquer eleitor sensato, e atento, gostaria.

    Essa mesma "ala ideológica" é muito mais simpática ao liberalismo e ao minarquismo - e a outras tantas pautas sensatas que qualquer austríaco apoiaria no atual contexto - do que tantas figuras que, por seus diplominhas e serviços prestados a governos, poderiam ser ditas "técnicas".

    NÃO HÁ VÁCUO IDEOLÓGICO, que isso fique claro. A ideologia, no sentido aqui empregado, corresponde a um ideário, um conjunto de idéias, que por sua vez desemboca numa certa mentalidade - um certo modo de pensar, mais ou menos generalizado. Ao tentar promover a "anti-ideologia", na forma de um tecnicismo puro e simples, recai-se apenas numa outra ideologia: a positivista. Ou seja, um tipo de socialismo - ou esquerdismo - já tão bem criticado por Mises, e que pode até ser "light" se comparado com o que se vê na Venezuela e o que se via aqui, mas continua sendo uma bela porcaria.

    Enquanto liberais de raiz e conservadores sensatos continuarem a brincar de avestruz, só terá espaço o esquerdismo, que por aqui é, desde há muito, hegemônico. Essa ladainha em favor da "técnica", quando as diversas concepções "técnicas" estão recheadas de visões ideológiaos - e a economia neste quesito é um exemplo muito claro - trata-se de rematada bobagem, que só favorece a confusão, e a certas ideologias que, por serem dominantes, acabam se imiscuindo por toda parte.

    P.S.: Note que o próprio Ciro Guedes foi um escolha "técnica". Você está contente? Ele é, decerto, melhor que um Guido Mantega, ou uma Zelia Cardoso. Mas é a melhor opção concebível?

    E contra o quê a tal "ala ideológica" até agora se debateu? Contra uma Ilona Zabó esgueirando-se pra dentro governo; contra um Bebbiano, tão cheio de caráter que fez um dossiê com boatos falsos sobre a sexualidade do Dep. Luis Phillipe Orleans e Bragança, e acusando-o falsamente de bater em mendigos; contra um Santos Cruz, o general machão que queria ficar de quatro para os esquerdistas, e que achava que o jeito certo de governar era bajulando-os, dando-lhes dinheiro para suas pautas em vez de para as do próprio governo; contra um Mourão falastrão, a voz da sensatez no governo - segundo a esquerda (veja só) - que tudo dizia ao contrário do Presidente eleito (ora pra quê se votou num Presidente se o bom é fazer tudo ao contrário dele, segundo a vontade do Vice-Presidente?).

    E o Congresso, bem... é presidido pelo Botafogo da Odebrechet, que está clara e abertamente chantageando de maneira sistemática o governo. Não nos façamos de cegos desentendidos.

    Se a tal "ala ideológica" debateu-se contra essas coisas, está de parabéns. Fez muito bem!
  • Gabriel Leal  06/03/2020 02:57
    A verdade é que a ala ideológica é a unica que tá fazendo valer meu voto nesse presidente!
  • Gustavo A.  06/03/2020 13:24
    Espero que vocês não se digam liberais, assumam o rótulo conservador ou reacionário. A referida Ilona Szabó não era uma revolucionária, inclusive, a contra capa do livro do Mark Thornton sobre a Guerra às Drogas, contém uma resenha feita por ela... lançado pela LVM no Brasil. Apesar de não ser, é verdade, de direita.

    Nem todas as pessoas estão em uma guerra cultural como aquele completo imbecil do ministro da educação, que não consegue escrever um tweet sem cometer pelo menos 3 erros de português.

    Esse governo tosco e fraco tecnicamente é péssimo para as ideias liberais ou conservadoras. Na próxima eleição, com o país crescendo 1% e com dólar a R$7, graças ao nosso Paulo Mantega ou Ciro Guedes, que se vende como liberal, irão espalhar para os quatro cantos que o liberalismo não funciona... e o povo vai comprar a ideia.
  • WDA  08/03/2020 23:58
    "Espero que vocês não se digam liberais, assumam o rótulo conservador ou reacionário."

    E de uma pessoa inteligente eu esperaria algo diferente de uma rotulação barata e tão tosca como essa, caro Gustavo A.

    Aliás, reacionária mesmo deve ser a Ilona, que decerto gostaria de retroceder aos tempos de Dilma Roussef.

    "A referida Ilona Szabó não era uma revolucionária,..."

    E nem precisa, seja lá o que isso signifique na sua cabeça. Para prejudicar o governo eleito bastaria que ela tivesse o intuito de agir contra as pretensões do governo e poder bastante para fazê-lo. Com o seu nível de esperteza, caso você fosse um judeu no auge do Nazismo, decerto a primeira coisa que faria seria pedir ajuda a um soldado das SS.


    "... inclusive, a contra capa do livro do Mark Thornton sobre a Guerra às Drogas, contém uma resenha feita por ela... lançado pela LVM no Brasil. Apesar de não ser, é verdade, de direita."

    Só alguém esperto como você passaria de rotulações toscas, para ilações ainda mais toscas. Desde quando o fato de a criatura ter escrito uma orelha --ou contra-capa -- para o livro de um liberal significa que ela própria é liberal? E mesmo que fosse, desde quando isso significa automaticamente que ela está certa?

    Se há alguma coisa certa é que a coordenadora da campanha do desarmamento concorda que as pessoas se droguem. (Porque, é claro, o fundamental na vida é ficar viciado em crack ou cocaína...).

    E o que ela quer promover? O uso de substâncias que, por sua natureza, tendem a reduzir as capacidades e as possibilidades do indivíduo e, por consequência, a sua liberdade. Isso além de reduzir a qualidade das relações sociais e interpessoais. Mas é claro que de todas as coisas do mundo o direito de se auto-diminuir ou se auto-destruir -- e de perturbar os outros com as consequências disto -- deve ser a grande preocupação de um liberal...

    Reduzir impostos pra quê; direito de ir e vir, pra quê; maior produtividade, pra quê; mais eficiência, pra quê; maior poder de compra, pra quê... se é possível se drogar e tornar-se, com isso, incapaz de perceber a realidade e, mais ainda, de enfrentá-la?

    Ela é tão liberal que quer que todo mundo se drogue e ninguém tenha armas, exceto os agentes do Estado. Estes por lei, é claro. Mas na prática, também os bandidos - que por não respeitarem as leis não serão afetados por elas diretamente e acabarão tendo armas à revelia da lei.

    É mesmo gozado imaginar você no mundo de Ilona sendo atacado por um policial noiado (de maneira legal e "legítima", graças à nossa ativista) e armado, simplesmente por encrencar com você após uma bad trip de cocaína.... Talvez o que ele faria com você fosse ilegal, mas depois de ferido ou morto você poderia ir lá pedir alguma reparação na justiça de dona Ilona...


    "Nem todas as pessoas estão em uma guerra cultural como aquele completo imbecil do ministro da educação,..."

    E nem precisam, basta que a Ilona Szabó esteja. Aliás, nem mesmo isso é necessário. Basta que ela esteja disposta a ir contra o governo eleito e tenha poder para fazê-lo. E já que ela é declaradamente contrária ao governo, suas propostas e seus membros, e uma vez que ela obviamente teria uma série de poderes estando lá dentro, o que você acha que iria acontecer? Ah, é verdade, você não é muito bom de causa e consequência!

    "... imbecil do ministro da educação, que não consegue escrever um tweet sem cometer pelo menos 3 erros de português."

    Eu não tenho tempo para fiscalizar gramática em Twitter de ministro, de modo que nada posso dizer sobre os alegados erros. Talvez a USP estivesse mesmo aceitando imbecis, mas considerando-se que já passamos por outros Ministros que deixaram a educação em estado lastimável e também cometiam erros de português, além de já termos tido na presidência um semi-analfabeto e uma jumenta doida que via figuras ocultas atrás de crianças na forma de cachorros, verdadeira mulher sapiens saudadora de mandiocas, não poderia me sentir especialmente incomodado por este que está aí.

    "Esse governo tosco e fraco tecnicamente é péssimo para as ideias liberais ou conservadoras."

    Bom mesmo era o projeto do PT de transformar isso aqui numa Venezuela com seu ideário socialista...

    "Na próxima eleição, com o país crescendo 1% e com dólar a R$7, graças ao nosso Paulo Mantega ou Ciro Guedes, que se vende como liberal, irão espalhar para os quatro cantos que o liberalismo não funciona... e o povo vai comprar a ideia."

    Não tenho bola de cristal para adivinhar o futuro. Mas o que certo é que e os esquerdistas iriam espalhar a quatro cantos que o liberalismo não funciona de qualquer maneira – como aliás sempre fizeram. Se botassem Mises como ministro da Economia, iriam falar a mesma coisa e mais um monte de mentiras sobre o sujeito.
  • 4lex5andro  11/03/2020 16:40
    Se tivesse eleições hoje, votaria convictamente no ''mito'' de novo, tal o quadro político do país. E no congresso, aí sim, Novo nas urnas, o mais próximo que se tem de pragmatismo liberal no legislativo.

    Vai levar tempo, e mais de 1 mandato, claro, pra fazer a faxina necessária depois do Brasil ter sido desmantelado por gestões socialistas no planalto, desde 2003.

    Mas junto, tem de se mudar a mentalidade brasileira mais para o lado conservador e liberal (esse na economia, e o primeiro nos costumes) do espectro político.
  • DAGC  20/03/2020 19:15
    Estaria Guedes, deixando Dolar valorizar, para fazer uma grande venda de reservas? e fazer o Estado lucrar com isso, reduzindo divida publica?
    Afinal, o governo tem dolar a preço medio de uns 3 reais, agora esta quase com 100% de lucro, não?

    Att
  • André  06/03/2020 18:23
    Encaminho o seguinte texto (não concordo e nem dele porque não tenho conhecimento suficiente para fazê-lo), publicado na página Economia Mainstream, no Facebook, para ser contra argumentado pela galera que manja aí:

    "CONSIDERAÇÕES SOBRE O PIB

    Após sair o resultado do PIB de 2019 (um resultado pífio levando em conta as promessas entusiasmadas e apressadas de Paulo Guedes), muitos bolsonaristas, que por certo nunca abriram um livro de Contabilidade Social, começaram a fazer ginásticas argumentativas para defender o governo. São duas as principais ginásticas: (i) criticar a métrica ou o conceito de PIB; (ii) separar o PIB entre PIB privado e PIB público. Ambas estão totalmente equivocadas. Vamos ver o porquê.

    .

    COMO CRITICAR O PIB DE FORMA CORRETA

    A principal crítica dos bolsonaristas ao conceito de PIB é que ele contabiliza os gastos do governo. Sendo os gastos do governo uma coisa ruim, a crítica continua, então a definição de PIB é viesada e errônea. Essa crítica não faz o menor sentido. Para ver o porquê, vamos ver a definição precisa de PIB. PIB é a produção interna bruta de um determinado lugar durante um determinado período de tempo. Geralmente o lugar considerado é um país e o tempo considerado é um ano. O que é produção interna bruta? Vamos analisar cada palavra dessa expressão para chegar a um entendimento cristalino de PIB.

    1. Produção: tudo aquilo que é produzido de bens finais e serviços em uma economia, medido pelo valor monetário. Se a economia fosse composta apenas de transações de bens, a produção seria toda a produção física de bens finais multiplicada pelo valor monetário de cada bem final.

    O que é um bem final? É um bem que é comprado com a finalidade de ser consumido, e não com a finalidade de ser utilizado como insumo para produção de outros bens. Portanto, na definição de produção exclui-se os bens intermediários, ou seja, aqueles bens utilizados como insumo para produção de outros bens. Isso faz todo sentido. Se os bens intermediários fossem contabilizados na produção, incorreria-se na contagem de um bem intermediário várias vezes, tanto mais quanto mais atrás na cadeia de produção esse bem está. Se uma chapa de silício é utilizada na produção da placa de vídeo de um computador, faz sentido contabilizá-la na produção apenas quando o bem final (o computador) é vendido para o consumidor, e não contabilizá-la em cada etapa da produção que essa chapa entra.

    2. Produção Interna: é a produção de uma região, excluindo-se tudo aquilo que foi produzido em outro lugar mas consumido naquela região.

    3. Produção Interna Bruta: é a produção de uma região que não desconta a depreciação do capital.

    Portanto, não faz sentido descontar os gastos do governo do PIB. Se isso fosse feito, não se estaria contabilizando a produção interna bruta do país, mas outra coisa, pois o governo consome bens e se utiliza de serviços. Para contabilizar corretamente aquilo que é produzido em um país, tem-se que contabilizar os gastos do governo.

    Outra crítica errônea ao conceito de PIB é que quanto maior os gastos do governo, maior o PIB, e portanto a medida do PIB "premia" o aumento dos gastos governamentais. Isso não faz sentido. Dado que o PIB é uma identidade contábil, não tem-se como inferir a priori que um aumento em qualquer um dos componentes do PIB aumenta-o também. Pode ser muito bem que um aumento dos gastos do governo seja completamente compensado por uma queda no consumo das famílias de mesma magnitude, deixando assim o PIB inalterado (ou pode ser que a queda no consumo seja maior que o aumento nos gastos do governo, de modo que uma elevação neste componente derrube o PIB). Para ver se uma elevação em G leva a uma queda, uma elevação de maior magnitude ou menor magnitude no PIB precisa-se fazer uma análise dinâmica da economia. Precisa-se calcular, mais precisamente, qual o multiplicador dos gastos do governo.

    Agora talvez você já tenha o entendimento suficiente para saber o porquê as críticas do Instituto Mises -- um site propagador de pseudociência que infelizmente é muito popular entre os leigos -- ao PIB não faz sentido. No texto linkado em [1] estão algumas críticas infundadas. Vamos ver cada uma dessas críticas.

    "Gastos, de qualquer tipo, aumentam o PIB"

    Óbvio, pois dado que o PIB tem a finalidade de mensurar a produção do país, se gastos com bens e serviços finais de qualquer tipo não fossem contabilizados em tal métrica então o PIB não mensuraria de forma correta a produção da região.

    " [O PIB] atribui importância exagerada ao consumismo"

    Dado que o PIB é uma métrica, uma identidade contábil que não atribui juízo de valor àquilo que é consumido, essa frase não faz sentido. Bens intermediários não são contabilizados na métrica do PIB porque, caso eles fossem, um bem intermediário seria contabilizado várias vezes no PIB. Mas ocorre que tal bem só é comprado uma vez para ser consumido. Ao ser contabilizado só os bens finais, já está se contabilizando os bens intermediários, pois os bens de cada etapa de produção são vendidos à próxima etapa pelo valor dos custos mais o valor agregado naquela etapa.

    "Os gastos do governo impulsionam o PIB, sendo que são maléficos para a economia"

    Como já visto, não se pode inferir sem nenhuma análise empírica se os gastos do governo impulsionam ou diminuem o PIB. Pode ser que impulsionem em alguns casos, mas diminuem em outros.

    "As importações são subtraídas das exportações"

    Ok, essa aqui é para mostrar que o autor do texto realmente não sabe o que é PIB. Dado que o PIB mede a produção de uma região, obviamente que as importações são descontadas, pois aquilo que é importado, por definição, não foi produzido naquele local.

    Dito isso, não queremos dar a entender que a medida do PIB é perfeita. Existem críticas bem fundamentadas ao PIB. Uma crítica feita recorrentemente por economistas como Eduardo Gianetti é que o PIB não leva em conta muitas externalidade negativas. Quando você pega um avião, você está pagando o serviço de bordo, o piloto, o combustível, uma fração da fabricação do avião e assim por diante, mas você não está pagando, ou pagando muito pouco, a externalidade negativa gerada pela poluição do avião.

    Por isso que se deve evitar ser um "fundamentalista do PIB", achar que o PIB necessariamente mede a qualidade de vida da população. Não mede. No máximo é uma proxy muito imprecisa. Por isso que apenas uma das críticas do texto do Instituto Mises faz certo sentido, que é "o mensurador não mensura". Mensura, porém não de forma perfeita, a produção do país em valor monetário. Basta tomar o PIB with a grain of salt que está tudo certo.

    .

    PIB PRIVADO E PIB PÚBLICO: ISSO FAZ SENTIDO?

    A segunda ginástica argumentativa dos passadores de pano de plantão do governo diz respeito a separação do PIB entre um componente privado e um público. Dado que o PIB, como já visto, tem por finalidade medir a produção total de um país, essa separação não faz muito sentido.

    Se o país produz 100 unidades monetárias de bens e serviços, não faz diferença, em termos contábeis, se o governo consome 10, 20 ou 100 unidades monetárias desses bens e serviços. Analogamente, se o PIB do país cair 2% de um ano para o outro, sendo que toda essa queda está no componente dos gastos de governo -- isto é, se o agregado do consumo privado, investimentos, exportações e importações permanece inalterado -- isso não é mérito para o governo. Queda de 2% no PIB de um ano para o outro significa que a produção total do país, medida pelo valor monetário, foi 2% menor em relação ao ano anterior. O país está, no agregado, 2% mais pobre. Se se levar em conta que a maior parte dos gastos do governo volta para a população na forma de serviços e pagamentos como aposentadoria, essa separação faz menos sentido ainda.

    .

    ~ James Becker.

    [1] www.mises.org.br/article/2783/os-cinco-graves-problemas-com-o-pib?fbclid=IwAR1oamYOMyN6OPJOCtBYiwKdhj5hFprA_7hV6Xw_BcOTrh-7SdAUUyWRtZE
  • Leandro  06/03/2020 19:41
    Todo o argumento dele é que a equação do PIB está contabilmente correta. Ora, mas isso nunca foi questionado. O próprio artigo linkado reconhece isso.

    O que está sendo debatido é a efetividade do PIB para se mensurar o real estado da economia. Esse é o ponto. E disso ele fugiu.

    A equação do PIB mensura apenas o valor monetário de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

    Ou seja, o PIB é apenas um cálculo de todas as transações monetárias envolvendo bens e serviços finais. Ele é utilizado para mensurar o gasto agregado da economia.

    Só isso.

    Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Ponto.

    PIB é isso, apenas isso, e nada mais do que isso.

    Se os preços aumentam muito, mas o deflator utilizado é baixo, o PIB dispara. Se os preços aumentam pouco, mas o deflatar utilizado é alto, o PIB desaba.

    Portanto, se, a partir dos valores obtidos pelo PIB, as pessoas decidem fazer elucubrações sobre o real estado da economia, aí elas já fazem isso por sua própria conta e risco.

    Vale lembrar que o crescimento do PIB durante o governo Sarney foi maior do que o do governo FHC e do que o do governo Dilma. No entanto, não apenas ninguém sentiu esse "crescimento econômico", como, na verdade, sentiu uma brutal recessão. Tanto é que o cidadão saiu do governo com 6% de aprovação e tem altíssima rejeição até hoje. O PIB não explica isso.

    Ou seja, é perfeitamente possível um PIB positivo com toda a população empobrecendo, e um PIB estagnado com toda a população (ao menos a parte produtiva dela) enriquecendo.

    **************

    Agora, entrando mais nos detalhes, colocar G do mesmo lado que (C+I) na equação pode até fazer sentido em termos puramente contábeis, mas não faz sentido pela lógica econômica.

    Pela ótica puramente contábil, tanto o PIB pelo lado da oferta quanto o PIB pelo lado da demanda geram o mesmo resultado. Isso, por definição, significa dizer que os gastos do governo criam oferta de bens e serviços, o que atenta contra a lógica econômica. Na melhor das hipóteses, gastos do governo simplesmente redistribuem recursos. Eles não criam nada.

    Para que o governo construa um hospital ou um estrada, recursos foram retirados de outros empreendedores e consumidores, recursos estes que, caso permanecessem com eles, iriam gerar a criação de outros bens e serviços.

    Perceba que nem estou fazendo qualquer juízo de valor sobre a atuação do governo. Estou apenas dizendo que, para que o hospital e a estrada pudessem ser criados, outras coisas necessariamente deixaram de ser produzidas. Isso é economia básica. O governo, ao subtrair recursos do setor privado para fazer suas obras, não criou algo a mais na economia. Ele não gerou oferta adicional de bens e serviços. Ele simplesmente impediu que outras pessoas criassem bens e serviços. Para que a oferta do governo aumente, a oferta de agentes privados teve de diminuir.

    Isso é por definição. Até mesmo contábil.

    E aí, no final, após dizer que o IMB "divulga pseudociência"*, o cidadão arremata triunfantemente:

    "Se o país produz 100 unidades monetárias de bens e serviços, não faz diferença, em termos contábeis, se o governo consome 10, 20 ou 100 unidades monetárias desses bens e serviços."

    E aí você entende por que o PIB da Venezuela bombou sob Chávez (e durante metade do governo Maduro), por que Cuba nunca tem PIB negativo, por que a URSS chegou a ser temida por causa de seu crescente PIB, e por que o PIB de Sarney foi mais alto que o de FHC, que o de Dilma e se assemelhou ao do primeiro mandato de Lula.

    E entende também por que o PIB no primeiro mandato de Lula, quando medidas mais austeras foram adotadas, foi baixo e no primeiro mandato de Dilma (quando os bancos estatais praticamente dominavam a economia) foi relativamente alto.

    É isso aí: para o PIB, pouco importa se quem gasta são consumidores e investidores, ou se são burocratas que utilizam impostos dos consumidores para premiar grupos de interesse (como, por exemplo, empreiteiras construindo estádios para a Copa no Amazonas). Desde que haja gasto, o PIB cresce, e isso é comemorado como se fosse criação de riqueza e economia pujante.

    E o fato de que sedizentes economistas digam isso de cara lavada e levem isso realmente a sério mostra bem o estado em que se encontra o estudo da ciência econômica.

    * É perfeitamente compreensível que o IMB seja desprezado pelo mainstream acadêmico; quebramos o monopólio deles. Antes, eles dominavam. Eles falavam e todos diziam amém. Hoje, professores keynesianos e chicaguistas já são abertamente contraditados por alunos em sala de aula, algo que essa casta outrora intocável considera humilhante.
  • Felipe L.  06/03/2020 22:30
    Leandro, mas você usa os dados do PIB para fazer as análise econômicas pois faz parte de uma análise austríaca, já que mesmo que os dados do PIB não sejam exatamente precisos, eles indicam tendências, correto? Eu me lembro de sua palestra em 2014, onde você disse que o PIB indica a saúde de uma economia. Mesmo porque esse PIB privado só tem para esses anos, não vai achar nada de histórico (pelo menos não encontrei nada).
  • Leandro  07/03/2020 00:38
    Nunca falei que "PIB indica a saúde de uma economia". Seria uma grande contradição minha. O que eu disse, e está escrito no artigo ao qual você se refere, é o que vai abaixo:

    "Analisando o que houve com os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações e infraestrutura — e os investimentos são a variável mais importante do PIB porque são eles que indicam a saúde da economia e são eles que permitem que a situação futura seja melhor —, o quadro é desolador."

    Eis o artigo da palestra:

    www.mises.org.br/article/1943/o-que-houve-com-a-economia-brasileira

    De resto, essa questão do PIB foi abordada por mim ainda no longínquo ano de 2010, quando ninguém ainda tocava neste assunto. E, ironia das ironias, era um artigo relativamente elogioso ao governo Lula e crítico a FHC:

    As falácias sobre o PIB brasileiro


    Desculpe, mas na contradição ninguém me pega. Eu até mudo de ideias, mas não de posicionamento.
  • Felipe L.  07/03/2020 12:22
    Então, eu reli parte do artigo que você mencionou. Apesar da primeira fase do Plano Real ter sido boa, com moeda forte, abertura comercial, alguns controles de déficits e afins, isso não foi o bastante para crescer a economia a ponto de explodir? O FHC foi reeleito em 1998 justamente por causa desses efeitos de uma moeda forte.
  • Leandro  07/03/2020 13:32
    A abertura comercial ocorreu no fim de 1994, e a economia explodiu. O PIB chegou a crescer 10% anualizados.

    Mas isso durou pouco. Em março de 1995, o país voltou a se fechar. A indústria gemeu (pois não queria perder sua reserva de mercado), fez lobby e o governo rapidamente aquiesceu. As tarifas de importação de automóveis estrangeiros, que estavam em 25%, foram elevadas pra 70%. Aumentos semelhantes, embora menos intensos, ocorreram para todos os outros produtos.

    De 1995 a 1997 nada foi feito. Absolutamente nenhuma reforma. FHC se manteve escorado única e exclusivamente na popularidade do real, que, graças ao câmbio atrelado, estava aniquilando a inflação. (Em 1993, o IPCA tinha sido de 2.500%. Em 1997 já estava em 5%. A sensação de bem-estar que isso trouxe às pessoas foi indelével)

    Em 1997 teve a privatização da Vale e foi só. Aí estourou a crise asiática. Juros dispararam.

    Em julho de 1998 teve a privatização das teles. E aí estourou a crise russa. Juros dispararam.

    Em 1999, teve a adoção do câmbio flutuante, e aí o real foi pro saco.

    Ainda assim, o crescimento observado no período do câmbio atrelado foi significativo, ainda mais quando se considera que praticamente mais nada foi feito em termos de reforma, e principalmente quando se observa que 1996 foi o único ano em que não teve nenhuma crise internacional forte. (No gráfico abaixo, para aqueles que gostam de PIB, a taxa de crescimento de um trimestre sobre o mesmo trimestre do ano anterior).

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-growth-annual.png?s=bzgdyoypct&v=202003041528V20191105&d1=19940107&d2=19981207
  • Felipe L.  07/03/2020 13:52
    Caramba, esse crescimento absurdo em 1994-1995 é impressionante. Coisa da época do milagre econômico. Eu gosto de usar a metodologia do PIB, porque é a única que tem série histórica. Mas ela é realmente cheia de distorções. Você acha que se, nas crises asiáticas e russas, o governo tivesse deixado o dólar valorizar ao invés de ficar no desespero de tentar controlar a cotação cambial com venda de reservas, o arranjo original estaria funcionando até hoje? O arranjo boliviano, por exemplo, está assim pelo menos desde 2008:

    Mudando um pouco de assunto, eu li agora há pouco essa notícia. Peguei esse trecho e ele me chamou a atenção:

    "É 1 câmbio que flutua. Se eu fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível [de R$ 5]. Se eu fizer muita coisa certa, pode descer"

    Isso pode indicar de que o dólar pode cair? Ele ter admitido que fez besteira?
  • Trader  07/03/2020 20:20
    "se, nas crises asiáticas e russas, o governo tivesse deixado o dólar valorizar ao invés de ficar no desespero de tentar controlar a cotação cambial com venda de reservas, o arranjo original estaria funcionando até hoje?"

    Não. Câmbio atrelado não funciona para sempre. É um arranjo instável, pois não resiste a um ataque especulativo.
    ?"O arranjo boliviano, por exemplo, está assim pelo menos desde 2008"

    É porque nunca houve um ataque especulativo ao país, pois ninguém liga para ela. Há mutíssimo pouco a ganhar.

    Dito isso, a Bolívia está corretíssima em atrelar sua moeda ao dólar. Garantiu grande estabilidade econômica ao país. Resta ver até quando dura. Se tivesse adotado o câmbio flutuante, a economia do país já teria ido pro saco há muito tempo.

    "Mudando um pouco de assunto, eu li agora há pouco essa notícia. Peguei esse trecho e ele me chamou a atenção. […] Isso pode indicar de que o dólar pode cair? Ele ter admitido que fez besteira?"

    Acho que pela primeira vez o Guedes falou algo correto sobre o câmbio.

    Foi a primeira vez que ele pôs o dele na reta e chamou para si a responsabilidade. Ao deixar claro que dólar a R$ 5 seria um sinal de seu próprio fracasso, ele colocou sua própria reputação em jogo.

    Parece que o sinal agora está claro: de R$ 5 não pode passar. E o Banco Central, que só obedece ordens da Fazenda, certamente já foi notificado a não deixar de jeito nenhum o dólar chegar a R$ 5.

    Já é um baita avanço.

    Uma coisa é o idiota dizer que dólar a R$ 4,50 é bom. Outra, bem diferente, é dizer que dólar a R$ 5 é comprovação de que ele próprio fez muita besteira. Trata-se de uma explícita e muito bem-vinda (embora muito tardia) mudança de postura. Talvez seja por isso que o dólar deu estabilizada desde então.
  • Conserva  14/03/2020 18:02
    Um dos melhores comentários do Leandro Roque.
  • Pedro  10/03/2020 09:52
    A "ala ideologica do governo"... taí o leitor da Fôia de SP, acreditajd0 nas besteiras de jornalistas esquerdopatas. Vc é no mínimo o famoso isentão, não quer combater a esquerda, quer mostrar que está "acima dissu tudo". Os comunas adoram enfiar no seu rabo.
  • Andre  04/03/2020 19:25
    Ao invés da economia brasileira estar crescendo quase nada como reportado está crescendo bem pouco. Este país é terra arrasada, nem após uma severa crise econômica tem efeito rebote por aqui.
  • Victor  04/03/2020 19:33
    E com Ciro Guedes e seu câmbio afundante o atual bem pouco de crescimento pode facilmente ser zerado.
  • Vladimir  04/03/2020 19:38
    Pois é, Victor.. Vale lembrar que, no fim do ano passado, o dólar estava em R$ 4,01. Ou seja, a moeda tinha se valorizado em relação a novembro.

    Se a atual desvalorização (desejada pela equipe econômica) continuar (14% em dois meses), tudo vai pro vinagre.
  • Daniel Cláudio  04/03/2020 19:34
    Discordo de sua conclusão. Se os gastos e "investimentos" estatais fossem os mesmos da era Dilma, o PIB reportado seria o dobro. E aí? Você acharia melhor?

    É estranho ver liberais, que supostamente deveriam saber de todas as falácias do PIB, apegarem-se exatamente a este número (alardeado pela mídia) como se ele fosse a perfeita síntese da economia.

    Há vários defeitos com a atual equipe econômica (o maior deles, disparado, é a desídia com a moeda), mas nesta questão dos gastos eles estão fazendo tudo certinho.
  • Andre  04/03/2020 19:47
    "Discordo de sua conclusão. Se os gastos e "investimentos" estatais fossem os mesmos da era Dilma, o PIB reportado seria o dobro. E aí? Você acharia melhor?"

    Impraticável, a mulher roeu a capacidade fiscal na nação até a medula óssea, o cenário que descreveu na atualidade equivale ao sol nascer quadrado amanhã.

    "Há vários defeitos com a atual equipe econômica (o maior deles, disparado, é a desídia com a moeda), mas nesta questão dos gastos eles estão fazendo tudo certinho."

    Fazem certinho nos gastos porque é a única opção, fora dela é o país virar Argentina.
  • Guilherme  04/03/2020 19:54
    Bom, no que depender do Banco Central, a Argentina (ao menos em termos monetários) parece ser o objetivo. Não era o Guedes que queria criar o tal "peso-real"? Pois é, estamos em avançado processo.
  • Bernardo  04/03/2020 20:16
    Outra coisa que vale ser acrescentada é que as exportações caíram em relação ao ano passado (ué, mas moeda desvalorizada não impulsiona exportação?) e as importações aumentaram.

    Ou seja, isso também subtraiu do PIB.

    Logo, como já disseram em outro artigo, eis a situação: se o governo gastasse mais (com qualquer coisa), se parássemos de trazer maquinários para o país (o que aumenta a produtividade das indústrias) e se enviássemos mais produtos para fora do país (desabastecendo o mercado interno), o valor do PIB seria ainda maior — algo que qualquer leigo sabe ser totalmente insensato.

    E aí a mídia aplaudiria.

    Não sou fã deste governo (decepcionei muito com a postura do Guedes pró-desvalorização da moeda), mas é necessário mostrar a realidade dos números. Esse Instituto, que é bastante crítico do governo, está de parabéns por mostrar essa imparcialidade.
  • Leigo  04/03/2020 20:44
    Muito bem notado.

    www.mises.org.br/article/2477/por-que-ainda-ha-histeria-em-relacao-a-deficits-na-balanca-comercial
    www.mises.org.br/article/1087/falando-claramente-sobre-balanca-comercial-investimento-estrangeiro-e-cambio
    www.mises.org.br/article/2827/exportar-muito-e-importar-pouco-nao-gera-crescimento-e-e-o-caminho-para-a-pobreza

  • Felipe L.  04/03/2020 20:46
    Mas continua um crescimento porcaria. A moeda começou a afundar no segundo semestre do ano passado, depois de setembro. O que me deixa decepcionado é que o assunto da moeda é quase negligenciado entre os austro-libertários, exceto nos comentários aqui do Mises Brasil. Moeda forte e estável é comida na mesa mais barata, combustíveis mais baratos, passagens mais baratas, entre muitas outras coisas. A relação entre moeda fraca e economia fraca é praticamente perfeita. Por isso que o renminbi, depois de afundar por volta de 2014, causou recessão na China. E vamos levar em conta que o governo Temer não é um exemplo de estabilidade política nem o Meirelles nunca se considerou economista, e a economia cresceu apesar disso (e com desabastecimento por causa de greve de caminhoneiro, e confusão de ano eleitoral). Agora, no governo atual, há muita gente que supostamente defende o livre mercado, e os resultados estão sendo de medíocres para baixo.

    Notem que o gráfico mostrado vai até setembro. Deveria estar cobrindo até dezembro (cheguei até pesquisar em outras épocas, e só tem dessa que foi abordada no artigo), embora eu ache que a culpa não é do Raphaël.

    Foi depois de setembro que a moeda afundou. O estrago começou em julho, mas os resultados vieram depois. Em 2020, o real brasileiro afundou mais que moedas de países super avançados como Gana, Egito, Ucrânia, Haiti, Rússia e Mianmar.

    E, para completar: fuga de capitais, indústria afundando... para piorar, varejo caiu, perdemos em inflação para Chile, Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai. Em crescimento, mesma coisa. Tem nesse artigo.

    Se a recessão americana vier esse ano, e o BCB continuar com essas reduções na SELIC, aí é um abraço. Dólar passa de R$ 5, combustível dispara, carestia ainda mais...
  • Felipe de Oliveira  04/03/2020 22:27
    O instituto falou disso nesse artigo: www.mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao
  • Felipe L.  04/03/2020 23:37
    Sim, verdade. Esqueci de falar isso, inclusive o que sei sobre câmbio foi graças ao IMB (e principalmente à lenda Leandro Augusto Gomes Roque). Mas eu quando falo dos austro-libertários, falo dos que têm canal no YouTube, como o Ideias Radicais, assim como os que interagem em redes sociais.
  • WDA  05/03/2020 02:34
    Bem, eu não costumo acompanhar os austro-libertários fora deste site. Mas recentemente descobri que o Ulrich tem twitter (quase não entro em redes sociais) e posso atestar que ele tem feito o bom serviço de alertar e cobrar na questão da desvalorização da moeda.

    Na verdade precisamos de muito mais gente fazendo isso. Em especial, é importante - ou pelo menos ideal - que essas pessoas tenham a autoridade de dizer a coisa certa e saber do que estão falando, sobretudo comprovando suas alegações. Esse tipo de pressão e alerta é realmente muito importante.
  • Victor  05/03/2020 12:24
    Só não intendo uma coisa (e várias): váriaas moedas do mundo possuem um valor nominal aparentemente desvalorizado, como por exemplo o iene, o yuan e, se não me engano, a moeda chilena, certo?

    Esse "valor nominal desvalorizado" NÃO diz muito sobre o presente da moeda, que pode ser forte (como o iene é, o yuan é em termos e a moeda chilena é) APESAR do valor nominal ser alto, o que diz muito sobre um passado de hiperinflação e desvalorização

    Será que esse fenômeno não está em VIA de ocorrer no Brasil? A nossa moeda se desvalorizará de facto, se estabilizará e, no fim, se fortalecerá, apesar do possível valor nominal sendo alto?

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/chile-inflation-cpi.png?s=cnpinsyo&v=202002071122V20191105&d1=19200330

    Os C B chegaram em 73, a inflação atingiu o máximo em 74
  • Trader  05/03/2020 17:02
    "Será que esse fenômeno não está em VIA de ocorrer no Brasil?"

    Todas as moedas que você citou são antigas. Já o real é de 1994, ou seja, novíssimo. Se uma moeda de 25 anos, que nasceu valendo um dólar, for para 800 reais por dólar (como é a cotação do peso chileno) em tão pouco espaço de tempo, aí realmente acabou tudo. É Venezuela. Mas não visualizo isso.

    "A nossa moeda se desvalorizará de facto, se estabilizará e, no fim, se fortalecerá, apesar do possível valor nominal sendo alto?"

    Esse movimento já foi feito duas vezes.

    Desvalorizou forte em 2002, se estabilizou em 2003 e 2004, e se "fortaleceu" de 2005 até 2011 (coloquei as aspas porque a realidade era que o dólar estava mundialmente fraco; até a moeda do Haiti se fortaleceu em relação a ele).

    Depois, o real voltou a se desvalorizar forte de 2012 até o início de 2016. Mas se fortaleceu tremendamente de maio de 2016 a março de 2018 (este, sim, foi um fortalecimento genuíno, pois o dólar também estavam mundialmente forte).

    Agora, a partir de maio de 2018, ele voltou a enfraquecer. Mas com esse BC ensandecido e desenvolvimentista que está aí, e que já está entregando juros reais negativos (Selic a 4,25% e IPCA a 4,31%), não há nenhuma chance no futuro próximo.
  • Imperion  05/03/2020 13:28
    Na verdade os austriacos pregam moeda forte. E isso ja foi falado aqui milhares de vezes. Ghicaguistas que pregam desvalorização da moeda.
  • 4lex5andro  05/03/2020 14:07
    Só contextualizando.

    Coincidentemente (ou não), em setembro, que foi a reunião do g7 e o auge da polêmica sobre a Amazônia, confere? Com não menos polêmicos embates do governo brasileiro frente ao gov. francês, e ampla cobertura da mídia, ao lado do último, certo?

    Frisando que é lógico que uma economia sólida prescinde de moeda com poder de compra, valorizada e mercado aberto e com ampla liberdade comercial. Lógico. Sempre.

    Mas como bem apontado no começo da seção de comentários, há um componente ideológico quase inédito de ascensão do espectro conservador no Brasil, após décadas de monopólio socialista, com imensa adesão de setores de imprensa, estatais e universidades.

    Não é algo a se ignorar, e erros a parte, esse governo ainda tem um saldo bem positivo (ministros da Economia chicaguista e da Justiça, conservador, que estão notadamente, muito acima da média medíocre de então, até a pouco dominada por ''unicampistas'' e ''positivistas do direito'').

    Representando desse modo, um avanço para tirar o país do fundo do poço. Pode-se pensar fora da caixa sem ser ''ostrascizado'' pelo mainstream.

    Daí é como também, postado pelos considerados... difundir mais a informação... mais liberdade, mais moeda valorizada, menos intervenções ''mágicas'' do Estado e com o tempo, talvez, votos mais alinhados com esses princípios a cada eleição.

    Se o Brasil tem futuro, deve começar por uma correção de rumo, e parece, apesar de não ser o ideal hoje, essa correção foi iniciada de fato, em 2018.
  • robson santos  05/03/2020 18:07
    Certo, mas eu acho que estão botando tudo a perder, são facilmente engolidos pelo mainstream que facilmente bota tudo na conta de um liberalismo inexistente no Brasil. Seria tudo mais fácil se falassem (bem) menos e agissem mais.

    Ora veja só o que está acontecendo em relação ao Guedes: o cara está fazendo a mesma coisa que os desenvolvimentistas fizeram e continuam pregando que se faça. Este instituto esfrega na cara diariamente esse comportamento. Mas está sozinho.
    O que os "liberais brasileiros" estão falando??
    Nada. Não conseguem. Não ousam. Prato cheio para a esquerda, que se diverte fazendo ela o papel de alertar que a economia está pífia, mas dizendo que é "liberal" e por isso é uma merda.
    O que o MBL está fazendo com relação a isso?? Nada, só debatendo guerras ideológicas, a perfeita distração que o inimigo quer. E ainda apoia o Cirão travestido.

    Temo pelo que acontecerá nas eleições este ano e em 2022.
  • Pedro  04/03/2020 23:40
    Já eu acho que esse PIB é a perfeita desmoralização dos desenvolvimentistas. Eles dizem que juros baixos e moeda desvalorizada criam crescimento. Pois então: os juros de 2019 foram bem menores que os de 2017 e 2018 e o câmbio foi muito mais desvalorizado (estava em R$ 3,15 em 2017).

    No entanto, o PIB foi menor, bem como as exportações.

    É lamentável que um governo que se diga liberal tenha rasgado tudo e adotado a política de Bresser-Pereira e Ciro Gomes. Se a moeda estivesse mais forte, o resultado certamente seria muito mais expressivo.
  • Felipe L.  05/03/2020 02:22
    Pois é. O crescimento foi sabotado pela desvalorização cambial. O PIB é uma porcaria, mas os austríacos usam pois pela Escola Austríaca, mesmo usando dados do governo, é possível já apontar tendências. Seria legal se houvesse um dado histórico sobre o PIB privado, coisa que provavelmente nunca vou achar.
  • João Paulo  07/03/2020 20:08
    Cara, o próprio fato do PIB público ter decrescido e o privdo aumentado não corresponderiam a uma política de Ciro Gomes, seria bem o oposto. Sim, de fato a taxa de juros está muitíssimo baixa, mas imagina como seria com o Gomes; de certo essa história do Corona seria desculpa para que a Selic estivesse em uns 3%. Se o desejo fosse puramente um PIB maior aí haveria um Mega, Blaster, X plano Nacionalíssimo de desenvolvimento, o que não é o caso. Além do que a Taxa semestral mostra uma aceleração, ou seja já engrenamos.
    Obs: Esse engrenamos poderá se demonstrar irreal devido ao Coronavírus, e o crescimento do PIB no primeiro semestre ser bem menor do que nos anso anteriores.
  • Imperion  05/03/2020 01:22
    Excelente artigo. Economia passada na contabilidade. Ja que é assim, Leandro, o nosso deficit em 2019 caiu pra quantos por cento do pib?
    É otimo saber que realmente esão fazendo algo, em números (o pib privado aumentou). Tá a passos de tartaruga, mas estamos chegando a algum lugar. É necessario demostrar pra população isso tudo pra evitar alarmismo político, que pode fazer retornar a esquerda ao poder.
  • Trader  05/03/2020 02:05
  • Imperion  05/03/2020 12:54
    Legal , mas ainda ta alto. 6 por cento é o oficial. E com o calculo do pib na metodologia de somar os gastos do gov como aumento de pib.
    Pelo menos nao ta.mais batendo 11 por cento, que era ora fechar o caixao , caso se mantivesse.
  • Lee Bertharian  05/03/2020 01:38
    Estaríamos na descendente da curva de Laffer?(provavelmente Ciro Guedes discorda)
    Imagino que a informalidade contribua para este quadro...
  • Arthur  05/03/2020 04:51
    Tudo indica que sim.
  • Eduardo  05/03/2020 01:42
    Uma observacao sobre os impostos. No texto fala que

    "...Uma empreendedor apenas possui o dinheiro que ele foi capaz de convencer terceiros a lhe emprestar ou o dinheiro que obteve servindo aos seus clientes.

    Já o estado obtém recursos por intermédio da tributação (isto é, do roubo). Outra alternativa é a "promessa de roubo futuro": a emissão de títulos de dívida. O estado convence credores de que será capaz de roubar pessoas no futuro para pagá-lo, e obtém um crédito hoje."

    Quem são esses credores senão o proprio empree dedor "bonzinho" querendo captar dinheiro facil? O Estado nao pega dinheiro emprestado do próprio Estado. No mínimo, se o estado é ladrão, vocês sao cúmplices.
  • Amante da Lógica  05/03/2020 01:58
    Os credores são absolutamente todas as pessoas que têm qualquer tipo de aplicação financeira. Você inclusive.

    Ou você realmente acha que o dinheiro na sua caderneta de poupança não é usado pelo banco para comprar títulos do governo? Ou você realmente acha que o dinheiro no seu CDB ou no seu fundo de investimento não é usado também para comprar títulos do governo?

    Ou mesmo o seu dinheiro em ações e debêntures. Você realmente acha que a empresa não o utiliza para comprar títulos públicos?

    A única maneira de alguém não emprestar para o governo é guardando todos os seus reais dentro de uma gaveta. Aí, de fato, poderá falar que não é credor do governo.

    Fora isso, todos somos. Você principalmente. E, desnecessário dizer, que há muito mais indivíduos comuns do que empreendedores no Brasil, o que significa que empreendedores credores do governo são a ampla minoria.
  • Pensador Puritano  05/03/2020 13:23
    Eduardo,toma papudo,foi querer lacrar e aprendeu que tu também é cúmplice por tabela e todos nós somos cúmplices por tabela,pois os intermediários financeiros(Governo Federal é o mair banqueiro do país com seus bancos oficiais)aplicam muito em títulos públicos,afinal o estado quer surrupiar tudo e todos,haja gula.
  • Imperion  05/03/2020 12:48
    Credor nao e ladrao. Ele abre mao de seu bem pra te emprestar, pra que vc devolva no futuro. O juros sao so o aluguel do dinheiro.
    Ja o devedor que et o ladrao. Da calote, usa o dinheiro como se fosse seu ou usa pra coisas erradas.
  • Vladimir  05/03/2020 01:48
    Vale ressaltar que toda a formação bruta de capita fixo (investimentos) de 2019 ocorreu até setembro.

    Depois, houve uma expressiva queda de 3,3% nos investimentos no último trimestre de 2019 em relação ao terceiro de trimestre de 2019 e também em relação ao último trimestre de 2018.

    Exatamente o trimestre em que o Ministério da Economia ordenou o derretimento da moeda.

    Que estranho, né?
  • Andre  05/03/2020 02:34
    Artigo inútil, sem moeda estável sem economia em crescimento decente.
  • Vladimir  05/03/2020 04:51
    E qual foi a inutilidade do que está escrito? Poderia ser mais específico, por favor? Sempre lembrando que, em 2019, a moeda só derreteu mesmo (atingiu um valor nominal inédito) em novembro (quando esbarrou em R$ 4,27), mas se recuperou em dezembro (quando fechou em R$ 4,01).

    De agosto a outubro, o Banco Central colocou informalmente um teto em R$ 4,18 (tendo feito dois leilões surpresas neste valor, o que foi bastante eficaz em trazer alguma estabilidade à moeda, que não superou este valor).

    Esse ano, aí sim, é que a coisa degringolou total.
  • Paulo Henrique  05/03/2020 16:55
    Ocorre queda nesse trimestre desde 2013 fis; em 2019 foi um pouco mais forte, mas nada fora do que vem ocorrendo desde 2013;
    E a maior alta, em 2017, foi com a maior volatilidade do dolar em relação ao 3 trimestre;
    Dolar caiu em dezembro tb e ficou estavel em 4,20 durante outubro e novembro
  • Vladimir  05/03/2020 17:15
    "Ocorre queda nesse trimestre desde 2013 fis; em 2019 foi um pouco mais forte, mas nada fora do que vem ocorrendo desde 2013"

    Factualmente errado. A verdade é o contrário: o dólar sempre sobe no último trimestre do ano. (A última vez que isso não ocorreu foi em 2010). E ele sempre sobe pelo óbvio motivo de que essa é a época do ano em que as empresas estrangeiras daqui remetem o lucro do ano para suas matrizes.

    No ano de 2019, atipicamente, o dólar caiu no último trimestre. Encerrou setembro em 4,15 e encerrou dezembro em 4,01.

    E não, o dólar não ficou estável em 4,20 em outubro. Longe disso. Outubro foi um mês bom. O dólar caiu de 4,15 para 4,02. Aí disparou em novembro para 4,28, e voltou a cair em dezembro para 4,01.

    Foi esse ano agora que a coisa degringolou total.
  • Elias  05/03/2020 03:06
    Outro país que tem me chamado a atenção foi a Ucrânia. O país também passou por uma severa crise econômica no mesmo período do Brasil (entre 2014 a 2016), mas com números um pouco piores (muito por conta dos conflitos com a Rússia, que passou a ter controle de parte do território ucraniano), e teve uma recuperação econômica bastante notável.

    Desde o fim de 2015 o PIB da Ucrânia não teve registros negativos. Ou seja, o PIB está consistente:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/ukraine-gdp-growth.png?s=ukrainegdpqoq&v=202002141441V20191105

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/embed/?s=ukrainegdpqoq&v=202002141441V20191105&d1=20100308&h=300&w=600

    A inflação da Ucrânia, que em 2015 chegou a passar de 60%, agora está em torno de 3%:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/embed/?s=ukraineir&v=202002101435V20191105&d1=20150307&h=300&w=600

    O PIB per capita da Ucrânia, que teve uma queda abrupta entre 2014 e 2015 se recuperou bastante em 2018, estando em número bem próximo de antes da crise econômica:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/ukraine-gdp-per-capita.png?s=ukrnygdppcapkd&v=201907041341V20191105

    Já o PIB per capita do Brasil, no mesmo período, não teve a mesma reação da Ucrânia:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-per-capita.png?s=branygdppcapkd&v=201907021601V20191105

    Enfim, fiquei surpreso com o país, que estava com uma crise econômica até mais grave que a nossa e conseguiu se recuperar.
  • Imperion  05/03/2020 12:44
    Ucranianos se livraram dos russos parasitas. Tavam sabotando o pais . Perderam metade do territorio. Descontando o pib que foi dividido entre as duas novas nacoes, a ucrania separada do resto, acabou levando a melhor. Ja foi explicado como um estado pode se dividir em estados menores. A ucrania ficou mais fraca na politica, mas se continuar com as reformas , pode ficar rica.
  • Thiago  06/03/2020 20:39
    Olhando aqui a Wikipedia da moeda ucraniana e voila, ilustra perfeitamente o que aconteceu na economia de lá. De 2016 pra cá, a moeda ficou de estável (com um leve pico de desvalorização num curto momento) a valorizada (a valorização começou em 2019), desde então ela só tem valorizado.

    Só lembrando, entre 2014 e 2015, a moeda deles perdeu 70% do valor referente ao dólar, acontecimento que bate exatamente com a recessão lá.

    en.m.wikipedia.org/wiki/Ukrainian_hryvnia
  • Cássio Barbosa   05/03/2020 04:35
    Muito bom o texto! A partir de agora darei integralmente meu salário a minha esposa. E ela o dará a nossos filhos, como mesada, e eles pagarão as contas da casa. Somando minha renda à da minha esposa e dos meus filhos, o PIB lá de casa triplicou!!! Ahahah.
  • brunoalex4  05/03/2020 14:40
    Boa!!!
  • Cássio Barbosa  05/03/2020 04:53
    Muito bom o texto! A partir de agora darei integralmente meu salário a minha esposa. E ela o dará a nossos filhos, como mesada, e eles pagarão as contas da casa. Somando minha renda à da minha esposa e dos meus filhos, o PIB lá de casa triplicou!!! Ahahah.
  • anônimo  05/03/2020 11:04
    Se os blogs liberais pressionassem o gov quem sabe ele trabalharia e pararia de fazer encrenca todo dia.. com o comportamento de gado , estou preocupado.
  • Kennedy  05/03/2020 12:18
    Eu tenho uma teoria (que provavelmente algum economista liberal ou alguém já tenha percebido subconscientemente) de que quanto mais pobre é um país, maiores são as chances de ele permanecer pobre (até em democracias).

    Se o governo atual não entregar algo decente até 2022, ele provavelmente será sucedido por um governo de esquerda que irá desmantelar as poucas coisas boas que o governo atual fez, fazendo o país voltar exatamente ao mesmo ponto de liberdade econômica em que estava antes. Ou seja, um país levemente mais liberalizado que um esquerdista vai herdar de um "bucha de canhão" apenas para que ele destrua tudo novamente, fazendo essa liberalização não ser contínua e o país continuar estagnado no mesmo arranjo deplorável de insegurança jurídica, incerteza fiscal, protecionismo, regulações, burocracias e etc., e aliás, esse parece ser o ciclo comum das democracias — os países passam por leves liberalizações apenas para voltar ao que eram antes (ou até um pouco pior), mantendo no geral a mesma média de liberdade econômica.

    Eu só ficaria mais esperançoso se o Brasil realmente refizesse a constituição e adotasse uma mais liberal, aí esse cabo de guerra dos ciclos da democracia poderia tender a deixar o brasil em uma média mais alta de liberdade econômica, permitindo um desenvolvimento de longo prazo que amenizasse muito a pobreza. Porque como eu disse no começo, quanto mais pobre é um país, maiores são as chances dele continuar pobre, porque o apelo da esquerda nesses casos é muito mais sedutor. Eu pensei inclusive que o Chile era um país exemplo dessa minha esperança, porque ele teve sua constituição refeita para algo mais liberal e estava quase se tornando um país de primeiro mundo, mas infelizmente parece que ele não era desenvolvido o suficiente para estar imune ao apelo esquerdista por redistribuição de renda, fim das desigualdades e toda essa baboseira. Agora é observar se o sistema econômico da Geórgia e da Estônia resiste aos apelos esquerdistas até se tornarem nações ricas...
  • Aprendiz de EA  05/03/2020 16:21
    "Eu tenho uma teoria (que provavelmente algum economista liberal ou alguém já tenha percebido subconscientemente) de que quanto mais pobre é um país, maiores são as chances de ele permanecer pobre (até em democracias)."

    Países pobres tendem à permanecer pobres ESPECIALMENTE se forem democráticos, uma população empobrecida e carente de serviços básicos é altamente propensa à se deixar levar por populismo barato, a democracia favorece a ascensão ao poder do que há de pior na sociedade, além de criar instabilidades que acabam em um ou outro nível espantando o investimento. Assim, eu de forma alguma defendo ditadura e de jeito nenhum desejo isso pro Brasil, mas apenas olhe para o Chile, os melhores índices de desenvolvimento da América latina, e tudo construído durante a ditadura, a Europa cresceu e se industrializou largamente muito antes de a democracia dar o ar de sua graça por lá. Ditaduras/monarquias porém, além de indefensáveis pelos inúmeros motivos que todos sabemos, não são de forma alguma a garantia de repetição da experiência Chilena ou Europeia, como incontáveis exemplos nos mostram.

    "Se o governo atual não entregar algo decente até 2022, ele provavelmente será sucedido por um governo de esquerda que irá desmantelar as poucas coisas boas que o governo atual fez, fazendo o país voltar exatamente ao mesmo ponto de liberdade econômica em que estava antes. Ou seja, um país levemente mais liberalizado que um esquerdista vai herdar de um "bucha de canhão" apenas para que ele destrua tudo novamente, fazendo essa liberalização não ser contínua e o país continuar estagnado no mesmo arranjo deplorável de insegurança jurídica, incerteza fiscal, protecionismo, regulações, burocracias e etc., e aliás, esse parece ser o ciclo comum das democracias — os países passam por leves liberalizações apenas para voltar ao que eram antes (ou até um pouco pior), mantendo no geral a mesma média de liberdade econômica."

    Eu creio que você está coberto de razão por aqui, e mais, não acho que o Bolsonaro vai conseguir grande coisa na economia, o cara já pegou Brasil necrosado na parte econômica, agora ainda temos uma crise internacional às portas, o coronavírus, a China desacelerando, toda a multidão canhota gritando contra absolutamente tudo o que o cara tenta fazer, mídia demonizando o governo (E o povo, vítima deste sistema de ensino horroroso que temos tende à levar esse tipo de coisa à sério com uma facilidade assustadora), etc. Tudo bem que em geral o eleitorado do Bolsonaro segue razoavelmente firme por enquanto, mas até 2022 muitas águas ainda vão correr.

    "Eu só ficaria mais esperançoso se o Brasil realmente refizesse a constituição e adotasse uma mais liberal, aí esse cabo de guerra dos ciclos da democracia poderia tender a deixar o brasil em uma média mais alta de liberdade econômica, permitindo um desenvolvimento de longo prazo que amenizasse muito a pobreza. Porque como eu disse no começo, quanto mais pobre é um país, maiores são as chances dele continuar pobre, porque o apelo da esquerda nesses casos é muito mais sedutor. Eu pensei inclusive que o Chile era um país exemplo dessa minha esperança, porque ele teve sua constituição refeita para algo mais liberal e estava quase se tornando um país de primeiro mundo, mas infelizmente parece que ele não era desenvolvido o suficiente para estar imune ao apelo esquerdista por redistribuição de renda, fim das desigualdades e toda essa baboseira. Agora é observar se o sistema econômico da Geórgia e da Estônia resiste aos apelos esquerdistas até se tornarem nações ricas..."

    Concordo que temos que fazer uma nova constituição, a atual parece um fusca velho que quando não funciona à contento ficam tentando arrumar com arame e fita isolante, o ideal seria jogar o fusca no ferro velho e arranjar um carro novo de uma vez. Mas não tenho esperança de que isso aconteça, e mesmo que, nada garante que ela seria mais liberal do que o que temos hoje, lembre-se que a esquerda pode até ter tomado uma sequência de surras bem dolorosas nos últimos anos, mas tenha certeza de que eles estariam presentes em peso quando a nova constituição fosse criada, usariam de todos os seus velhos truques, populismo e seu papinho bonito exatamente como fizeram em 1988, se dessa vez a mentalidade anti esquerda que se criou frearia isso, aí eu não sei.

    Abraços!
  • Hans Castorp  05/03/2020 12:33
    Exemplo: ao contabilizar o gasto privado como sendo igual ao gasto estatal, o PIB assume que, quando João compra R$ 100 em comida para sua família", isso tem o mesmo efeito que quando João paga R$ 100 em impostos, os quais são gastos para comprar lagostas para juízes do STF.


    Mas isso é uma Furfanteria !!!

    Se João não pagar 100 reais de imposto não haverá estrada nem segurança, assim o Seu Manoel não vai construir seu supermercado, e assim João não vai poder comprar 100 de comida para sua família.




  • Leigo  05/03/2020 19:20
    Que tal João pegar 100% do seu salário e dar pro Estado fornecer bens e serviços de qualidade pra ele.
  • 5 minutos de IRA!!!  05/03/2020 14:07
    Muitos aqui já foram trabalhadores e receberam uma promoção a cargo de chefia. Uma vez ali, você deixa de zelar pelos seus colegas e passa a ter o papel de zelar pelo funcionamento da empresa, o que exige cobrança dos antigos colegas.

    Uma vez no Ministério da Economia, Guedes se vê no propósito de fazer o Estado ter contas saudáveis. Para tanto, minha impressão é de que ele vai descontando tudo o que pode do crescimento econômico em atitudes que favoreçam o ajuste fiscal. A velha história do parasita que só pode sugar o máximo sem matar o hospedeiro.

    Ele entrega um crescimento inegável, porém abaixo do que seria possível, enquanto desvaloriza o real e baixa juros para favorecer a cobertura da dívida.

    Tentemos entrar na cabeça dele para entender que, mais do que apenas crescimento, ele quer entregar fiscal em curto prazo.

    Podemos não concordar, com razão, uma vez que o crescimento produtivo levaria ao ajuste fiscal no longo prazo sem complicar a vida de nós, consumidores, mas simplesmente queremos coisas distintas, uma vez que nós estamos aqui e ele está lá................................
  • Artista Estatizado  05/03/2020 15:39
    Tá quase chegando nos R$ 5 que o Ciro Guedes quer!

    Dólar opera em alta e chega a R$ 4,64
    No ano, alta acumulada já chega passa de 15%. Nas casas de câmbio, dólar é negociado a R$ 5,05.


    g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/05/dolar.ghtml
  • Fernando  05/03/2020 16:51
    Expectativa: "Vamos reduzir a Selic e assim acabar com o rentista!"

    Realidade: "Estamos acabando com a moeda!"
  • Estudante de economia  05/03/2020 18:14
    Dólar sobe mas o IPCA está abaixo do centro da meta mantendo o poder de compra da população e o câmbio flutuante flutua.
  • 4lex5andro  11/03/2020 17:07
    Mesmo com inflação baixa, ao longo do tempo, com a desvalorização da moeda a tendência é o poder de compra local ruir.

    Quem produz e vende no país, diminui sua escala de faturamento, e, portanto, de reinvestimentos.

    Quem produz e vende no país, com importação de insumos, é tão afetado quanto quem exporta somente, pois seu custo de produção aumenta exponencialmente, e pra manter a competitividade, empregará menos (ou nem isso).

    Quem produz e também exporta, não manterá competitividade ao longo do tempo, pois sua capacidade de importação de insumos, tecnologia e maquinário, foi pro brejo.

    Ou seja, a tragédia da moeda desvalorizada não exclui nem os chamados setores exportadores.

    O lado bom é que os concursos federais estão parados, se retomou á agenda de privatizações (começos tímidos como o da liguigas, mas a ect já está no radar) e há uma plataforma de reformas (depende do congresso também) que andem até o fim do ano, e são fundamentais, como a da previdência: ref. administrativa e tributária/fiscal.

    Mas mesmo com isso, é condição imprescindível a moeda estar valorizada para se fazer o resgate econômico do país.
  • Comcorp  05/03/2020 16:21
    Não tem ninguém ligado ao governo pra falar pro Ciro Guedes pro dólar não subir? Nem precisa valorizar o real, só fazer o dólar parar de subir já está ótimo.
  • Mauricio  05/03/2020 17:08
    Mas como? Arrogância intelectual é a maior das arrogâncias.Paulo Guedes vai escutar alguém?
    Ele vai pensar,tudo que aprendi sobre câmbio e moeda está errado e vou chamar o Leandro Roque para me dar umas aulas.
  • Felipe L.  05/03/2020 20:53
    Esse Paulo Guedes não deve ter lido Mises não. Se tivesse lido, nunca que ele falaria tamanha besteira sobre dólar caro. O cara atraiu até atenção do Bresser.
  • Imperion  06/03/2020 02:03
    Ninguem , o cara ta velho, viveu do chicaguismo. Contava que so fazendo austetidade ia concertar a economia. Nao esperava logo uma crise de desvalorização de moeda, que é o ponto fraco da escola dele.
  • aprendiz  05/03/2020 17:28
    Pessoal, 2020 vai ter um crash? Dolar batendo quase 5 reais meu deus, o que vai acontecer e o que podemos fazer?

    Logo agora que o Brasil acelerou...
  • Leitor Curioso  05/03/2020 18:31
    Alguém poderia explicar qual é o sentido de se preocupar com a balança comercial num sistema de câmbio flutuante? Realmente não entendo a importância disso visto que num sistema de câmbio flutuante nunca haverá escassez de dólares ou qualquer outra moeda estrangeira no mercado.
  • Romildo Santos  05/03/2020 18:32
    PIB do IBGE não vale pra governo de direita, né. Tem dó! Olhem o valor da nossa moeda hoje, dólar está quase R$ 5,00. Percebo que vocês aqui do site são parciais, pois sempre tem um jeitinho de explicar as coisas pra defender essa porcaria de desgoverno do Bozo e esse Jegues incompetente. Sempre tem desculpa quando a economia não vai bem: PT, coronavírus, etc, etc. Admitam que estamos há três anos sendo dirigidos pelos malditos reformistas Temer e Bozo e nosso PIB não chegou nem a 2% a.a. (2017 1,3%,2018 1,3% e 2019 1,1%). Ou seja, Bozo está pior que Temer. Sejam verdadeiros e batam quando for necessário. O Brasil está sem rumo, queimando reservas cambiais que o despreparado governo do PT juntou pra proteger nossa moeda. Meu poder de compra salarial está cada vez menor, meu e de milhares de brasileiros, custos nas alturas, como crescer PIB se não tem confiança, investimento e consumo.
  • Amante da Lógica  06/03/2020 03:13
    "PIB do IBGE não vale pra governo de direita, né.?"[i]

    Não entendi. Todo o artigo utilizou exclusivamente dados do PIB do IBGE! De onde você tirou que "não vale"?

    Desespero seu.

    Aliás, para entender o que este site realmente pensa sobre PIB, vá ler os artigos. Este Instituto sempre — desde sua criação em 2007 — criticou a inclusão do G na equação do PIB, pois, em termos puramente econômicos, não faz sentido nenhum. Deleite-se:

    As falácias sobre o PIB brasileiro

    Os cinco graves problemas com o PIB

    Olhar o PIB é inútil se você ignorar as alterações demográficas

    A falácia do PIB - um pequeno adendo

    [i]"Olhem o valor da nossa moeda hoje, dólar está quase R$ 5,00."


    Algo criticado implacavelmente por este Instituto. Artigos recentes sobre isso:

    Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população

    O investimento estrangeiro só virá quando a moeda for estável – historicamente, não é o nosso caso

    "Percebo que vocês aqui do site são parciais, pois sempre tem um jeitinho de explicar as coisas pra defender essa porcaria de desgoverno do Bozo e esse Jegues incompetente."

    Defender?! Se os artigos acima estão defendendo, então você realmente tem um sério problema disfuncionalidade alfabética.

    "Sejam verdadeiros e batam quando for necessário."

    Leia os artigos linkados acima. E tenha a hombridade de voltar aqui para se desculpar.

    "O Brasil está sem rumo, queimando reservas cambiais que o despreparado governo do PT juntou pra proteger nossa moeda."

    Já que você é adepto do partidarismo político, vamos aos dados.

    Em março de 2016, último mês do PT, as reservas eram de US$ 357,698 bilhões.

    Em dezembro de 2018, último mês do governo Temer, as reservas totalizavam R$ 374,715 bilhões. Ou seja, aumentaram.

    Em janeiro de 2020 (último mês para os dados disponíveis), elas foram de R$ 359.394.

    Ou seja, acima do valor do último mês do PT.

    Logo, por definição, foram utilizadas as reservas acumuladas sob Michel Temer, e não sob o PT.

    Eis o gráfico da evolução delas (Fonte: site do Banco Central):

    ibb.co/QFGLKrq

    P.S.: quem realmente acumulou as reservas foi Henrique Meirelles. E tudo sob forte oposição do próprio PT, que dizia que era um absurdo fazer isso e que o certo era gastar as reservas na economia brasileira. (Procure as notícias da época e surpreenda-se).

    "Meu poder de compra salarial está cada vez menor, meu e de milhares de brasileiros, custos nas alturas"

    Poste os dados, por favor. À exceção da carne em dezembro de 2019, qual outro item está subindo de preço a um ritmo muito maior do observado nos anos do PT?

    Note que estou querendo saber de ritmo de aumento, e não de valor nominal - este último, obviamente, aumenta ano após ano, desde sempre.

    No aguardo.

    Saudações.
  • Imperion  06/03/2020 13:36
    Reservas cambiais. Compra se na baixa, vende se na alta. Nao ta queimando. É dinheiro sendo recebido. Nao ta sendo destruído. Vc tem a reserva cambial exatamente pra isso. Usar em momentos de crise. Caso contrario, todo dinheiro destruido ora comorar essas reservas seria um disperdicio.
    Dava pra ter investido no pais , nao aumentar a divida, mas foram poupadas.
  • João Cirilo  05/03/2020 22:38
    Os artigos muito bons do Mises tratam o Governo como uma excrescência, um mal em si mesmo. Infelizmente não é capaz de separar as coisas boas que o Estado faz (como o asfaltamento de 45 km na BR 163, por exemplo), os gastos que terá para auxiliar os Estados (ou gastos dos próprios Estados e Municípios) para superarem as tragédias oriundas das chuvas.

    Não podemos ter um Estado que pensa que faz tudo e não faz nada, glutão, tomador de impostos e gerando bem estar quase nenhum à sociedade como um todo. Mas não podemos olvidar um Estado que ajuda a construir.

    É preciso seguir temperando, investindo no que é preciso, privatizando o que é necessário, diminuindo o tamanho da "res publica, que não gera riqueza, mas pode aproveitar - ou não - a riqueza geradas pelo setor privado.

    É preciso equilibrar a equação. Acredito que Paulo Guedes venha obtendo sucesso na difícil empreitada.
  • ed  06/03/2020 11:18
    Por favor, poderia me dizer de onde vem o dinheiro para o estado fazer essas supostas benesses?
  • Imperion  06/03/2020 13:52
    Aqui nao se bate no gov Bolsonaro, so se critica o que nao esta sendo feito de necessário. Analisa se os erros. Com objetivo educacional . Não e campanha contra. Aqui se defendeu por exemplo a diminuicao do deficit e as medidas propostas liberais.
    A critica é pra ser se alguem percebe e se corrige. Mas vai da pessoa. a estrada é importante? Sim, mas o valor economico de se zerar o deficit tem peso milhares de vezes maior. E que se o dolar nao for controlado, todo o esforço de controla lo , reforma da previdência vai ser em vao.
    Por isso que como instituto educacional, se discute a " eficacia "das medidas. Se nao educarmos o povo, eles vao cair de novo na cilada de apoiar os esquerdistas, que querem mais estado, mais congelamento, mais subsídios, mais contratos superfaturados, mais deficit pra pagar mordomias aos burocratas marajas. E estes sao os principais inimigos do atual governo.
    Tao sabotando todos os acertos do governo pra voltar voltarem ao poder. Sabotaram a reforma da previdência , que se fosse mais forte seria capaz de trazer o deficit a números mais civilizados.
    " A melhor maneira de estragar um governo, é apoia lo em tudo, sem corrigir suas falhas" corrigir é a chave.
    Se for feito agora, ainda da tempo
  • anônimo  06/03/2020 00:08
    Existe um índice dos países segundo o PPR?
  • Imperion  06/03/2020 14:16
    pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica

    Não e a mesma coisa, mas se vc estudar a fundo os primeiros da ranking em liberdade economica, vai notar que eles tem elevada produtividade. O capital ta nas maos privadas. Veja as materias que compõem o indice. Quanto menos nas mãos do estado, mais livre é o pais. Os mais livres sao os mais ricos, tanto em liberdade economica, quanto em em desenvolvimento, a proteção a propriedade,
    Os mais pobres sempre sao os que tem problemas com o índice de liberdade. Ta tudo nas maos do estado.
    Veja que o primeiros sao cigapura e nova zelandia tem alta prosperidade. O unico lado estatal em cingapura e voltado a uma administracao como se fosse empresas privatizadas.
    Nos outros primeiros do ranking, o capital é privado. Nos ultimos do ranking é estatal.
    Não e conciencia pura. Os de maior liberdade economica tem ppr elevado porque as duas andam juntas.
    O brasil ta em 154. Elevado índice de estado e ta no vermelho, significando que nessa metodologia é pais de quarto mundo. Ele trabalha pra permanecer eternamente pobre.
    Note tb que pelo ano do artigo , procure na tabela dos indices desmenbrados, o brasil com seu deficir de quase 11 por cento do pib tem uma nota pessima,2,2 em 10, significando que ele tava perto da falencia total do gov central( pegando tanto dinheiro da população e mesmo assim a beira da morte) o que nos leva a segunda pior nota3,3 da forca das intituicoes.
    Tanta força estatal so pra gastar o dinheiro do povo e as instituições nao funcionando. Praticamente torrando dinheiro tomado da população ( parte civil e privada). Notas tao ruins demontram o calcanhar de Aquiles desse pais. Naos outras notas sao medianas, nem bom , nem tao ruins.
    O brasil tem muito que melhorar em diminuicao de estado pra alcançar os primeiros do ranking. É basicamente um precipício que separa o pais dos primeiros.
  • WDA  06/03/2020 10:12
    Pessoal do Mises, vocês esqueceram de postar aí o meu comentário sobre a sugestão do Bresser Pereira ao Paulo Guedes, que, por coincidência ou não, está sendo seguida. Abraços.
  • alerj  06/03/2020 13:29
    Mas pq então o desemprego não está diminuindo?
  • Andre  06/03/2020 15:41
    Isso são os desempregados desistindo de procurar empregos que não existem, vão trabalhar em aplicativos, vender bolo no pote e remendar chuveiros, a geração de postos de trabalhos formais não cobre nem a demografia, número de jovens saudáveis que fazem 17 anos a cada ano.
  • Ulysses  06/03/2020 17:38
    "Isso são os desempregados desistindo de procurar empregos que não existem, vão trabalhar em aplicativos, vender bolo no pote e remendar chuveiros"

    E você é um puta de um elitista que fica desmerecendo e menosprezando o emprego alheio.

    Ademais, até onde sei, "trabalhar em aplicativos, vender bolo no pote e remendar chuveiros" transforma a pessoa de empregado em autônomo. Ela deixa de receber ordens de chefe, deixa de ter de bater ponto e se torna ela própria uma empreendedora.

    Não é isso que chamam de emancipação e "libertação da escravidão do trabalho assalariado"?

    Por favor, decidam-se. Ter chefe e ter de bater ponto é melhor ou pior do que ser empreendedor? Tenha um mínimo de coerência. Não dá pra argumentar coisas distintas e paradoxais ao mesmo tempo.

    Os aplicativos de entrega fornecem renda para os mais jovens - e são execrados pelos "humanistas"

    O que diferencia o proletariado dos donos do meio de produção?

    Os aplicativos digitais permitem que proletários virem capitalistas - e isso confunde a esquerda
  • Ex microempresario  06/03/2020 18:31
    "Por favor, decidam-se. Ter chefe e ter de bater ponto é melhor ou pior do que ser empreendedor?"

    É sério mesmo essa pergunta? É mais fácil fazer negócios na República Islâmica do Irã do que no Brasil colega. Ser empregado pode ser enfadonho e etc, mas dia 5 e dia 20 está lá na conta.
  • Andre  06/03/2020 18:39
    São empreendedores por necessidade, quase nenhum dispõe de capital de giro, conhecimentos básicos de administração de negócios, plano de negócios para orientar os rumos do empreendimento, conhecimentos de ferramentas para incremento de produtividade e a cereja do bolo educação financeira. Trabalhar por aplicativo, vender bolo no pote e remendar chuveiros, estes 2 últimos fiz bastante na minha juventude, é a saída digna que a pessoa honesta encontra para ter renda, mas igualar isso com o empreendimento profissionalizado que conta com capital humano e físico disponível ajuda a explicar a incapacidade da sociedade brasileira encontrar saída pra essa situação difícil que está o país.
  • Ulysses  06/03/2020 19:48
    Beleza. Então você defende o trabalho assalariado (e batedor de cartão) como superior ao empreendedorismo autônomo. De minha parte, sem problemas. Aliás, até concordo com você.

    Mas o que não dá é ficar criticando o capitalismo e a relação assalariado-patrão (falando que é exploração) e, logo em seguida, chorar que tal relação está deixando de existir e que ex-assalariados agora estão virando seus próprios patrões. É uma coisa ou outra. Não dá pra ter as duas ao mesmo tempo.
  • Andre  06/03/2020 20:11
    Essa aí foi o espantalho que você criou pra bater colega, bata nele sozinho.
    O meu comentário original foi para elucidar que a queda da taxa de desemprego não é condizente com a baixa geração de postos de trabalho e se deve mais pela desistência de esperar que a economia formalizada reaja.
  • Ulysses  06/03/2020 20:29
    E a minha resposta foi para dizer que, se um desempregado começou a empreender e virou autônomo, isso não pode ser visto como algo ruim para a economia. E nem para ele.

    Você está simplesmente supondo que o novo autônomo está em pior situação e que na verdade ele gostaria de ser empregado de carteira assinada. Isso é mero achismo, e não é assim que se analisa uma economia.
  • Estado o Defensor do Povo  07/03/2020 00:51
    Amigão, o que importa é a sociedade criar valor, riqueza, essas pessoas que trabalham em aplicativo etc, são pessoas ativas no mercado e estão produzindo algo para alguém, qual é o seu parâmetro pra definir se um emprego é bom ou ruim? O valor que esses caras recebem? Um cara que trabalha de uber ou ifood até pode receber bem mais do que um salário mínimo se ele trabalhar suficientemente, ou então os caras têm que tá formalizados pelo Estado? Se for isso então eu discordo plenamente, no momento que o Estado decidir intervir nisso pra criar um regulamento específico, aí sim é motivo de desespero.
  • GOLD COIN  12/03/2020 01:11
    "Desemprego recua para 11,2% e carteira assinada cresce no tri encerrado em janeiro"
  • Dirce  06/03/2020 14:41
    Excelente artigo.
    Tinha uma noção de que o PIB era mesmo calculado com todos os gastos, mas o exemplo dado do "João" foi maravilha.
    Assim, vamos supor - em um universo de conto de fadas - que o governo pegasse o que roubou e investisse em títulos de outros países ou em alguma moeda forte, e devolvesse o retorno para a economia, em forma de menos tributos ou empréstimos para empreendedores, a equação do PIB faria sentido? Ou essa equação do 'tudo junto e misturado' só existe mesmo para dizer que o Estado é indispensável?
    Detesto o Ciro Guedes, mas devo concordar com ele em algo: não entendi também a zueira e comoção com o resultado do PIB, já que de trimestre em trimestre essa joça vem sendo divulgada..... Por que os números do PIB privado não foram divulgados pelo governo? É medo ou burrice mesmo?
    Como alguns colegas bem disseram, 2022 promete desse jeito.......
  • Imperion  06/03/2020 19:23
    Pib privado é tabu num pais de burocratas. Vc tem que educar as pessoas ainda nos benesses do livre mercado, livre empreender, combate a burocracia, o que vai fazer alguns parasitas perder o emprego.
    O gov nao noticia muitas coisas que cobtrariam muito a casta dos corporativistas estatais
  • Mano qualquer  06/03/2020 16:02
    Pessoal,
    gostaria de sugerir que escrevam um artigo sobre o livro "The Beautiful Tree: A personal journey into how the world's poorest people are educating themselves", do James Tooley (Encontrei na busca um artigo que menciona partes desse livro, mas nenhum falando especificamente sobre esse assunto). Esse livro é um verdadeiro tapa na cara dos esquerdistas que acham que os pobres precisam do papai estado até pra respirar, e dos progressistinhas que juram não existir educação decente fora do que é oferecido pelo estado.
  • Sadib  06/03/2020 16:09
    Apenas um desabafo...

    Dólar a R$5,00 em breve, ontem mais um comentário imbecil do Sr Guedes (pq ele não cala a boca e vai trabalhar?), e as bolsas derretendo.

    Quem seguiu os conselhos desse site a muito tempo e ficou comprado em dólar e ouro consegue se defender um pouco dessa desgraça. Mas como não sofrer as consequências se você mora ou ganha em real? Impossível!

    Depois que as bolsas caírem bastante, o negócio é comprar ações de novo.

    Saudações aos amigos
  • Trader  06/03/2020 17:43
    Taí, agora vou discordar. Acho que pela primeira vez o Guedes falou algo correto sobre o câmbio (ao dizer que se chegar a R$ 5 é porque ele, Guedes, fez muita besteira).

    Foi a primeira vez que ele pôs o dele na reta e chamou para si a responsabilidade. Ao deixar claro que dólar a R$ 5 seria um sinal de seu próprio fracasso, ele colocou sua própria reputação em jogo.

    Parece que o sinal agora está claro: de R$ 5 não pode passar. E o Banco Central, que só obedece ordens da Fazenda, certamente já foi notificado a não deixar de jeito nenhum o dólar chegar a R$ 5.

    Já é um baita avanço.

    Uma coisa é o idiota dizer que dólar a R$ 4,50 é bom. Outra, bem diferente, é dizer que dólar a R$ 5 é comprovação de que ele próprio fez muita besteira. Trata-se de uma explícita e muito bem-vinda (embora muito tardia) mudança de postura. Talvez seja por isso que o dólar deu estabilizada desde então.
  • Tannhauser  06/03/2020 17:44
    Ibovespa em janeiro 2020 (dolarizado) - 29 mil pontos
    Ibovespa em março 2020 (dolarizado) - 21 mil pontos

    Queda de 28% em menos de 3 meses
  • Tannhauser  09/03/2020 14:04
    Atualizando:

    Ibovespa em janeiro 2020 (dolarizado) - 29 mil pontos
    Ibovespa em 9 de março de 2020* (dolarizado) - 18 mil pontos

    Queda de 38% em menos de 3 meses

    *Ibovespa: 88 mil pontos e Dolar: R$ 4,76
  • Tannhauser  12/03/2020 14:00
    Atualizando para as futuras gerações:

    Ibovespa em janeiro 2020 (dolarizado) - 29 mil pontos
    Ibovespa em 9 de março de 2020* (dolarizado) - 18 mil pontos
    Ibovespa em 12 de março de 2020**(dolarizado) - 15 mil pontos


    *Ibovespa: 88 mil pontos e Dolar: R$ 4,76
    **Ibovespa 75 mil pontos e Dolar R$ 4,93

    Queda em dólar de 49% em menos de 3 meses
  • Felipe L.  06/03/2020 22:45
    O que ele comentou dessa vez?
  • Imperion  07/03/2020 13:21
    Realmente quem escuta os conselhos desse site tem otima ferramenta a considerar quando faz analise de investimento.
    E quem compra ações tem que fazer tal análise antecipadamente. Warren bufett analisa as ações. boas e as compra quando ta caindo
  • Sideshow Bob  06/03/2020 19:19
    Num país esquerdopata:
    - O governo tem que aumentar os gastos
    - Reserva de mercado é proteção
    - Protestam quando um imposto é reduzido
    - Juiz proíbe privatização
    - Serviços públicos ruins são uma conquista
    - Serviços privados são uma praga dos empresários malvadões

    Passa ano, vira ano, e meu único direito é bancar os privilegiados
    E o povo, burro, aprendeu nada e esqueceu a metade
  • Andre  06/03/2020 22:37
    E você pode por favor assinalar com aspas exatamente onde entre meus comentários fiz tal afirmação?
  • O de sempre  07/03/2020 13:45
    Comentário do site dedesanet sobre a desvalorização cambial como estratégia de grupos internos:

    Análise DefesaNet
    Diz a cultura da Máfia que os inimigos não aparecem em nas reuniões.

    Assim ao ler a lista das 40 empresas, aparece o inimigo, que se autodeclara, pela pela sua ausência.

    O Grupo Itau-Unibanco, conduzido por Fernão Bracher como CEO da Holding e os herdeiros Roberto Egydio Setúbal e Pedro Moreira Salles como gestores.

    O Itaú é a organização que vem conduzindo uma agressiva ação especulativa contra o Real, na tentativa de forçar o governo a aumentar a taxa SELIC e assim dar uma guarida segura para a administração do Grupo Itaú.

    Qual a razão dos grupos Santander e Bradesco estarem na reunião e o Itaú não?

    O ministro da Economia Paulo Guedes tem sido tíbio em agir contra a pressão do sistema financeiro.

    Além disso financia ativamente os atos contra o governo Bolsonaro. O apoio através de familiares como o recente filme Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa.

    O Editor
  • Trader  07/03/2020 20:26
    Sim, é um fato verdadeiro. O Itaú é o maior comprador de dólar do mercado. Mas isso apenas aumenta ainda mais a humilhação. O Banco Central detém US$ 360 bilhões de reservas. Deveria ser temido. Em qualquer país minimamente sério, ninguém especula contra um gigante que detém US$ 360 bilhões. Bastaria a venda surpresa de uns US$ 30 bilhões (uma completa ninharia) e qualquer especulador sairia destruído. O Itaú, por maior que seja, sairia amputado. Logo, o BC não fez isso por quê? Está se deixando encurralar por anão por qual motivo? Por que tamanha submissão a um único banco?

    Essas são as perguntas a serem feitas.

    No entanto, o fato de o próprio Guedes já ter dito varias vezes que "dólar alto é bom" é um fato que dificulta em muito essa acusação contra o Itaú. Na prática, pode-se dizer que o Itaú está simplesmente entregando o que o Ministro quer.
  • Felipe L.  08/03/2020 00:01
    O que vocês acham desse comentário?

    Sobre a reforma tributária do Appy, ela simplesmente quer tributar dividendos. Ou seja, quer trocar um imposto por outro, igual era no petismo. Isso é ridículo. Tem que abolir e reduzir impostos, não ficar com gambiarra de colocar de um e tirar de outro.

  • Bernardo  09/03/2020 00:19
  • Felipe L.  08/03/2020 01:51
    Quando eu era criança, as televisões mais sofisticadas eram caríssimas. Nem existia ainda essas TVs com telas de LED. Tínhamos uma velha conhecida, uma televisão Sony indestrutível (parecida com essa). Tivemos depois uma com tela plana (acho que era a de 21" desse anúncio) e em 2011 compramos uma melhor, da Samsung, LCD e com entrada HDMI, e que está com a gente até hoje.

    Quando fui recentemente ao Carrefour, fiquei impressionado com os preços baixos dessas televisões chiques, as tais das Smarts TV. Hoje o sujeito tem um celular relativamente barato (apesar de terem ficado mais acessíveis,os ladrões brasileiros continuam gostando de roubar e furtar celulares), assina a Netflix e assiste a algo que preste em uma televisão grande com o tal do Chromecast. Olhem o quanto custavam algumas televisões em 2008. Tinha TV por preço de um Uno usado em bom estado. Em contraste, no mesmo ano se comprava, por até R$ 80 mil, por uma perua média bem-equipada à época. E hoje, se houvesse um Corolla Fielder, seria uns R$ 130 mil?

    Essa deflação de preços nominal e real nas televisões é um fenômeno muito interessante. Por exemplo, nos carros vendidos no Brasil, nunca, mas nunca houve uma deflação de preços, ao menos nominal (é possível que uma deflação real tenha ocorrido). Quase todo mês, um aumento de preços em um carro, tira opcional, tira item de série. O que explicaria essa distinção? De fato o setor automotivo, além de ter recebido fartos subsídios com crédito farto, sofre de protecionismo (na verdade quem sofre somos nós, as fabricantes se abençoam com protecionismo) e com a carga tributária soviética. Mas e com os televisores e outros eletrodomésticos e eletroeletrônicos?
  • João  09/03/2020 00:24
    Porque o setor tecnológico é (ainda) um dos menos regulados pelo governo.

    Automóveis são maciçamente regulados (veja, por exemplo, os constantes decretos sobre emissões e as seguidas legislações que obrigam o uso de componentes nacionais).

    Já equipamentos eletroeletrônicos escapam disso.

    Esse fenômeno da melhora contínua nos produtos e queda nos preços foi abordado aqui:

    Estamos mais ricos e melhores do que imaginamos - mas as estatísticas não capturam isso
  • Comcorp  08/03/2020 03:56
    O país se afundou na lama graças à estúpida crença que deve-se crescer o PIB a qualquer custo, e o que a mídia faz? Critica que o PIB cresceu pelo 3º ano consecutivo em torno de 1%. Jornalista deveria ser proibido em falar de economia.

    Que esse instituto continue expondo as falácias que rondam nosso país.
  • Felipe L.  08/03/2020 19:54
    Olhem que maravilha, o Roberto Campos Neto está pensando em trazer juros negativos também nominais ao Brasil, como ocorre na Europa e no Japão.

    Ué, quer dizer que no ano passado o Brasil deixou de ser uma republiqueta e de repente passou a ter já as características de um país desenvolvido? Brotou moeda forte, liberdade econômica, segurança jurídica, infraestrutura decente e afins?
  • Imperion  10/03/2020 03:45
    Quer imitar o que nao funciona!
  • Felipe L.  09/03/2020 13:03
    Olhem que espetáculo: "Dólar abre em alta e vai a R$ 4,79, apesar de anúncio de leilão de US$ 3 bilhões do Banco Central"

    Vocês acham que os leilões não estão funcionando por causa já das inúmeras mensagens transmitidas pelo BC aos investidores estrangeiros, de que eles não se importam em defender a força do Real?

    Desse jeito, dólar vai chegar a R$ 5 rapidamente.
  • Tesla  09/03/2020 14:51
    Quanto mais rápido chegar a 5 melhor. Aí vendem as reservas todas e acabam os bodes expiatórios.
  • Felipe L.  09/03/2020 20:23
    Mas nunca que eles vão fazer isso. Não existe essa de afundar moeda e abater dívida, não tem lógica alguma. Já foi respondido aqui no Mises Brasil.
  • anônimo  10/03/2020 21:10
    Em qual comentário? Pelo que eu saiba, apenas 15% da dívida está em mãos estrangeiras.
  • anônimo  11/03/2020 03:40
    Então a única forma de pagar a dívida é abaixar os juros na marretada como está sendo feito?
  • ed  09/03/2020 17:44
    E a enorme que da do preço do petróleo. A imprensa como sempre está em polvorosa. Meu Deus!! Petróleo barato. Que tragédia.
  • Felipe L.  10/03/2020 15:01
    Leandro, é sabido de que o Brasil passou por poucos apuros na crise de 2008. Além do fato do Meirelles ter elevado a taxa SELIC para fazer a correção e o governo não ter feito nada quanto a isso, quais teriam sido os outros fatores? Imagino que hoje o Meirelles no BC seria um show, estaríamos agora com um câmbio de R$ 3,70, isso sendo pessimista.
  • Trader  10/03/2020 15:15
    Na crise financeira de 2008 (no início dela), o Meirelles foi o ÚNICO banqueiro central do mundo a elevar juros. Na época, ele foi impiedosamente criticado pelos suspeitos de sempre. Depois, quando viram que foi a medida certa, todo mundo se calou, saiu de fininho e fingiu que não era com eles.

    Além disso, o governo também reduziu impostos, o que foi uma medida correto.

    Entretanto, foi ali que o governo começou a liberar geral o crédito dos bancos estatais. As sementes da destruição que chegou ao ápice no governo Dilma começaram ali na crise de 2008.
  • Felipe L.  10/03/2020 19:57
    Muito irônico isso. Agora, estamos com os bancos estatais sem essa farra, mas o câmbio disparando. Mas isso é culpa da equipe atual do BC. Não vamos ter uma inflação como no petismo, mas já vai causar estrago.
  • Felipe L.  10/03/2020 22:06
    Alguém sabe o motivo dessa queda?

    "Dólar cai a R$ 4,64, e Bolsa avança mais de 7%"

    "Esta é a maior queda diária do dólar desde 2 de janeiro de 2019, logo no início do governo de Jair Bolsonaro."

    Pelo que sei, não houve leilões surpresa, aqueles onde o dólar sai pelo preço inferior ao de mercado.
  • Trader  11/03/2020 00:35
    Nada de mais. Ontem o dólar subiu 2,08% (de 4,6269 para 4,7231). Hoje caiu 1,71%, de 4,7231 para 4,6425.

    Ou seja, ainda está mais alto que a abertura de ontem.
  • Kelvin Rahuan  10/03/2020 22:26
    Voces tinham que mudar o nome da página de Mises Brasil, para Bolsonaro Brasil. São tão, ou mais fanáticos que os próprios petistas!
  • Ombud  11/03/2020 00:24
    Ui! Que lacrada! Se é assim, então como você explica os seguintes artigos? Estou curioso:

    www.mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao

    www.mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso

    www.mises.org.br/article/3055/a-nova-cpmf--vulgo-imposto-sobre-transacoes--afetaria-o-setor-produtivo-e-restringiria-o-credito

    Aguardo sua resposta.

    P.S.: Bolsonaristas, aliás, vêm aqui e dizem o exato oposto de você. Seria pedir muito que vocês haters chegasse a um mínimo consenso?

    P.P.S.: alguma refutação ao artigo?
  • Mais Mises...  11/03/2020 03:58
    Eu hein... esse aí fez o que a maioria semi-analfabeta faz: leu apenas o título. Fim.
  • Barbara Maffessoni  17/03/2020 18:36
    E qual a diferença de um bolso-olavista para um petista no momento atual querido?

    Vocês tem tara por assistencialismo, coletivismo, funcionalismo público e sempre tratam com truculência qualquer pessoa que se oponha as sandices de vocês, só muda a "política social" que cada um defende, os Minions com essa ladainha de "proteger a família e os religiosos" e os petistas com esse negócio de "Não mexa com as minhas minorias" (como se a gente precisasse do estado e de políticos para nos defender de pessoas preconceituosas que ferem o PNA) .

    Além do mais, o Bolsonaro NUNCA foi unanimidade nesse fórum, pesquise várias matérias e verá que a opinião que o pessoal tem dele, é exatamente a MESMA de que temos do Lula e da Dilma.

    E como você explica, vários petistas elogiarem essa catastrófica política econômica do Ciro Guedes? Vocês adeptos de coletivismos odeiam o pessoal do Mises, não porque supostamente apoiam político A ou B, mas sim porque falamos nas caras de pau de vocês, que são MENTIROSOS e atiramos as VERDADES que os idiólatras não querem ouvir: Que o Estado perfeito de vocês não funciona, que partidos políticos são como sistemas de pirâmide, seja no âmbito de políticas sociais, seja de políticas econômicas, conservas, keynesildos e soças JAMAIS VÃO SE CRIAR CONOSCO.

    Então só resta aos coletivólatras berrarem conosco, partir para a agressão psicológica e física, chorar pros órgãos estatais querendo "processar", entre outras coisas covardes que gente sem argumento nenhum para nos refutar, chorões que precisam do Estado pra tudo nas suas vidinhas medíocres vivem fazendo.
  • Felipe L.  18/03/2020 02:07
    Leandro, você sabe se para esses últimos anos, ainda daria para usar aquele interessante PPR, cujo você mencionou nesse artigo? O site do Banco Central é uma porcaria, por isso estou perguntando...


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.