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Os últimos dias da esquerda
Não é exagero dizer que a esquerda progressista está desaparecendo

Os resultados da última eleição no Reino Unido explicitaram ainda mais aquela tendência que já vinha se acumulando ano após ano (com efeito, ao longo de várias décadas em muitos países): a esquerda socialista tradicional não tem nenhum futuro viável na política dos países mais desenvolvidos do mundo. 

Sua visão econômica é antiquada e inviável; seu apoio inflexível a generosas políticas assistencialistas em conjunto com a irrestrita abertura de fronteiras (garantindo que imigrantes ilegais sejam bancados com o dinheiro de impostos dos trabalhadores) é extremamente impopular; e ela simplesmente ainda não entendeu a mais premente realidade política da nossa era: poucas pessoas no mundo desenvolvido confiam nos governos.

Se toda a sua ideologia se resume a dizer às pessoas que elas devem confiar no governo e devem acreditar que ele fará coisas gloriosas, você está encrencado.

Como já era esperado, com a estrondosa vitória do Partido Conservador — a maior desde 1987, com Margaret Thatcher — e a estrepitosa derrota do Partido Trabalhista — a pior desde 1935 —, a mídia mundial entrou naquele estado de negação da realidade.

Igual ao acontecido nos EUA

Lembra-se de como a grande mídia — e todos os seus intelectuais e analistas favoritos — passou semanas, até meses, em completa negação da espantosa realidade de que Donald Trump havia vencido a eleição de 2016? 

Jornalistas, intelectuais e analistas fizeram esforços hercúleos para tentar se consolar e acreditar que tudo aquilo realmente não tinha acontecido, e que tudo era apenas um temporário atraso na inevitável marcha progressista da história. Talvez alguém manipulou alguma coisa. Alguém ou alguma coisa trapaceou e conseguiu alterar a inalterável narrativa segunda a qual apenas a esquerda pode vencer eleições.

Houve várias desculpas para tentar explicar por que todo mundo errou as previsões e Trump venceu: racismo, machismo, ressentimento, os deploráveis, a Rússia, o Facebook, fake news, a presença constante de Trump na mídia, e por aí vai. Três anos depois, e ainda é a mesma coisa.

Ainda hoje não há aceitação, mesmo com todas as probabilidades apontando maciçamente para outro mandato de Trump (seus apoiadores ficaram ainda mais energizados com a tentativa de impeachment feita pelo Partido Democrata, e até mesmo os eleitores independentes passaram a apoiá-lo).

Eis a única narrativa que raramente é ouvida: a esquerda se tornou inócua, e até mesmo uma presa fácil, pois não tem mais pensamento próprio; está morta do pescoço para cima. O único programa que ela tem a apresentar é a defesa daquela velha ordem que se resume a comandar, mandar e controlar. Consequentemente, qualquer figura pública minimamente convincente que seja um não-esquerdista é capaz de derrotar estes arautos do atraso e do totalitarismo — ou seja, a esquerda progressista de fato merece continuar perdendo eleições.

De volta ao Reino Unido

Algo similar aconteceu na acachapante vitória dos Conservadores no Reino Unido. A incrível e abrangente vitória de Boris Johnson — cuja imagem a imprensa assegurava estar irremediavelmente abalada por causa de sua inflexível defesa do Brexit — deixou a mídia convencional em estado de choque e espanto.

A devastação é palpável, desencadeando a maior transformação da política britânica desde a Segunda Guerra Mundial. Os Conservadores ganharam 365 assentos no Parlamento, ao passo que os Trabalhistas ficaram com 203. Considerando todos os outros partidos, os Conservadores passaram a deter uma maioria de 75 assentos, a maior em mais de três décadas. Distritos no norte da Inglaterra, que até então eram uma fortaleza do Partido Trabalhista (chamados de Red Wall — Muralha Vermelha), mudaram impressionantemente de rumo, e votaram nos Conservadores

Além de o mandato dado pelos eleitores a Johnson ser comparável apenas à vitória de Margaret Thatcher em 1987, é impossível negar que houve uma ampla ratificação pública ao desejo de sair da União Européia. Mais do que isso, foi um profundo golpe ao Partido Trabalhista e a tudo o que ele representa e defende. Seu líder Jeremy Corbyn — um auto-proclamado "socialista democrático" cuja maior contribuição à vida pública foi dar ao progressismo da década de 1970 uma nova visibilidade — irá renunciar à liderança e o Partido terá de se reagrupar e repensar totalmente sua ideologia caso queira voltar a ser relevante. Sua acachapante derrota ressoou nos partidos de esquerda ao redor do mundo.

"A explícita rejeição ao socialismo e ao gigantismo estatal defendido pelo Partido Trabalhista", escreveu Roger Cohen, do The New York Times, "traz um prospecto sombrio para aqueles que acreditam que o Partido Democrata pode manter sua atual guinada à extrema-esquerda (com Bernie Sanders e Elizabeth Warren) e vencer eleições. A classe trabalhadora britânica não se entusiasmou com as propostas do Partido Trabalhista de estatizar as ferrovias, a distribuição de eletricidade e os sistemas de água e saneamento". 

Ao redor do mundo

Tenha em mente, também, que este efeito não está limitado aos EUA e ao Reino Unido. A ascensão do nacionalismo na Europa — que vem causando algumas preocupações justas, mas também um pânico injustificável — não se trata de um apelo para que uma mão forte reacionária reverta a modernidade; trata-se, isso sim, do completo fracasso da esquerda e de seu projeto estatizante em convencer o cidadão comum de que este é o modelo que realmente irá consertar o que há de errado no mundo.

Os eleitores ao redor do mundo desenvolvido estão ficando cada vez mais espertos com o passar das décadas. Quando políticos progressistas atacam os ricos, defendem mais dinheiro para programas governamentais, exigem mais regulações e controles sobre o setor privado, atacam os mercados financeiros, e dizem querer mais coisas gratuitas para todos, o povo imediatamente percebe a armadilha: implantar tudo isso significa colocar mais poder nas mãos do estado (políticos e burocratas).

Eis a escolha fundamental que nenhuma retórica poderosa ou linguajar elegante podem mudar: ou nós confiamos na sociedade, na livre iniciativa e nos mercados (consumidores, investidores e produtores) para nos gerenciarmos a nós mesmos, ou entregamos ainda mais poderes ao estado (políticos e burocratas) para que ele utilize de força e coerção contra nós.

Esta é, em última instância, a realidade que desmascara todos os defensores do socialismo. O coletivismo de esquerda não é, no final, um meio de melhorar a sociedade; ele é, isso sim, um meio de se transferir poder das pessoas que estão fora do governo para as pessoas que estão dentro do governo.

Há também a questão da direção da história. Por um século e meio, as forças propulsoras da esquerda socialista (em todas as suas variedades) foram sustentadas por uma estranha e insensata crença de que a história se movia inexoravelmente em sua direção. Qualquer coisa que empurre em direção ao socialismo é progresso; qualquer coisa que rejeite o socialismo é reacionária. Ao termo 'reacionário' você pode acrescentar outra longa lista de epítetos: racista, machista, sexista, fascista, xenófobo, patriarcal, homofóbico, transfóbico, fanático, qualquer coisa.  

Este é o modelo simplório que eles carregam na mente para justificar (e para evitar ter de lidar com) seus contínuos fracassos.

O maior fracasso atual é a ausência de uma visão viável que ofereça esperança para um futuro mais pujante. Ao contrário: tudo o que a esquerda tem a oferecer é o mesmo e velho ressentimento de classe, mais confisco e redistribuição de renda, mais estatizações de indústrias, mais poderes aos sindicatos (principalmente dos funcionários públicos), e a inflexível defesa de mais e mais impostos. Acima de tudo, a ideologia esquerdista de hoje insiste que devemos confiar no governo (mas só no governo comandado por eles, é claro). 

Após várias décadas de fracasso abissal de todas estas abordagens, a esquerda está tendo enormes dificuldades em manter sua credibilidade.

Adicionalmente, a oposição à esquerda está ficando mais esperta. Por exemplo, houve uma sutil mudança na maneira como Boris Johnson começou a defender a ideia do Brexit. Ele passou a rejeitar o isolacionismo e o protecionismo de vários dos apoiadores do Brexit. Ele falou abertamente de livre comércio com os EUA, com a União Europeia e com o resto do mundo. Ele falou de abertura, de oportunidade e de esperança. Ele passou a caracterizar o problema com a Comunidade Europeia como sendo o de uma burocracia descontrolada, algo que estava impedindo o Reino Unido de almejar aspirações mais altas.

Tudo isso significa que sua retórica passou a se assemelhar muito mais à visão liberal-clássica do que àquela da esquerda e da direita atuais. Este parece ser um programa vencedor.

Por ora, tudo indica que a esquerda progressista simplesmente ainda não se deu conta de que vem continuamente perdendo eleitores, e que tal fenômeno vem ocorrendo há décadas: mais especificamente, desde a ascensão de Reagan e Thatcher, a qual de fato representou uma mudança efetiva na maré da política, e não apenas um recuo temporário.

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Evolução da porcentagem de eleitores de partidos social-democratas em 18 países da Europa 

É o fim ou não?

Por tudo isso, não é desarrazoado prever que realmente estamos testemunhando os últimos dias da esquerda. No entanto, tão logo dizemos isso, as evidências contrárias se apresentam. O que dizer, por exemplo, do controle quase hegemônico da grande mídia, da academia e de todos os outros "respeitáveis veículos de opinião"? Estes estão cada vez mais parecidos com observatórios isolados, nos quais um semi-marxismo ainda sobrevive apesar de todas as tendências em contrário na vida pública moderna. 

Na prática, porém, a visão esquerdista da maioria dos acadêmicos nada mais é do que um incômodo. Peguemos, por exemplo, um recente exemplo de um acadêmico progressista que tentou resenhar a Escola Austríaca de Economia. Como todo progressista, ele está invariavelmente preso aos clichês de sempre: para ele, qualquer defesa da economia de mercado significa defender os interesses do capital à custa do bem-estar dos trabalhadores (sendo que a realidade é oposta). A partir daí, como previsto, tudo desanda e a análise se degenera e acaba recaindo em todos aqueles lugares-comuns favoritos da esquerda moderna: fascismo e patriarcado do homem branco, o que por sua vez está ligado ao racismo e ao autoritarismo.

E, no final, ele conclui que os economistas austríacos não eram liberais, mas sim homens brancos privilegiados que estavam apenas tentando racionalizar os interesses de sua classe.

E é exatamente assim que a esquerda progressista vem respondendo aos seus crítico há um século e meio: caluniando e difamando. É claro que chega um momento em que todo o truque cansa e perde o encanto.

Para piorar, parodiando Talleyrand, a esquerda não aprendeu nada e não esqueceu nada. As categorias de capital e mão-de-obra já são tão corriqueiras, que a noção de que ainda existe algum tipo de conflito intratável entre ambas (pensamento em voga no século XIX) é refutada por praticamente toda as experiências atuais. Mas os partidos de esquerda continuam agindo como se houvesse algum ressentimento profundo das classes trabalhadores contra os proprietários das empresas. 

Ao agirem assim, eles erram totalmente o diagnóstico do real ressentimento das pessoas: não é contra empreendedores, mas sim contra impostos, burocracias, regulações, proibições, planos arrogantes feitos por burocratas para serem implantados de cima para baixo, promessas de belos programas estatais que, no final, serão manipulados por grupos de interesses, e por aí vai.

As panaceias capitaneadas pela esquerda atual — mais socialismo, mais controle estatal, maiores impostos, mais assistencialismo, mais programas governamentais, mais promessas de "tudo grátis" —já estão mofadas e desacreditadas. No entanto, por algum motivo, a ideologia socialista parece causar algum tipo de congelamento cerebral que faz com que até mesmo o mais culto dos intelectuais passe a ignorar toda a realidade empírica, mesmo aquela que mostra seu próprio partido político sendo trucidado eleição após eleição, país atrás de país.

Sendo assim, estou confortável em prever mais "surpresas" eleitorais que irão empurrar a esquerda progressistas cada vez mais para as margens da vida política. A academia é o seu último porto seguro, e é onde ela irá se apegar com cada vez mais resiliência. Se e em que grau isso terá algum impacto no desenrolar da história no mundo real ainda é uma questão em aberto.

Para concluir

É verdade que toda esta tendência não representa um bem absoluto. Em vários países, há aqueles conservadores não se sentem bem em adotar o liberalismo econômico clássico (como a família Le Pen, na França), de modo que a ascensão de um coletivismo de direita contra um redistributivismo de esquerda também tem seus próprios problemas.

Mas não deixemos passar este momento sem celebrar a gradual demolição de uma perspectiva ideológica que causou vastos estragos por um século.

Estamos vivendo em uma era pós-paradigmática/pré-paradigmática. As ideologias que defendem o controle estatal, além de serem insustentáveis, estão caindo em descrédito. Cabe agora aos genuínos defensores da liberdade humana aproveitarem a oportunidade e apresentarem seus argumentos. 


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Kennedy  18/12/2019 18:02
    Como eu imaginava, parece que em países desenvolvidos, o discurso socialista (forte na América Latina) é tido como completamente inaceitável e de certa forma até vergonhoso.

    Só em países subdesenvolvidos como o Brasil existem tantos pobres e inocentes para a esquerda se aproveitar e continuar enganando para continuar no poder, e assim, perpetuar a pobreza — porque é ela que ainda dá tanta força para a extrema-esquerda na América Latina. Consequentemente e infelizmente, quanto mais pobre é um país, maiores são as chances dele continuar pobre.
  • Guilherme  18/12/2019 18:07
    Na América do Sul, com a exceção da Argentina (que não tem mais conserto), o discurso da esquerda também arrebanha cada vez menos gente. Aqui no Brasil, então, tá quase que completamente sem tração.
  • Kennedy  18/12/2019 18:28
    Ainda temos que tomar cuidado com a ascensão dessa esquerda pedetista do Ciro Gomes que tenta aparentar ares de uma intelectualidade que eles não tem. O keynesianismo/inflacionismo deles deve ser exposto e desmoralizado antes que seus discursos tomem alguma proporção crescente. De resto, só o meio acadêmico e a doutrinação ideológica nas escolas ainda dá alguma sustentação para a esquerda, o que eu espero que não seja um problema no futuro, e que isso também se enfraqueça ou continue se descredibilizando.

    Acho que o lugar por aqui onde a esquerda é mais forte é no Nordeste, e não por motivos ideológicos. Tem muito progressista que ainda fica confabulando que os nordestinos são "o bastião da resistência e da sensatez" — tudo bobagem. Tenho parentes nordestinos que votaram no PT e não foi por voto de opinião, mas sim porque eles possuem uma memória afetiva forte do governo Lula e eles simplesmente estavam desesperados querendo sentir uma melhora imediata em suas condições materiais de vida. Se o governo Bolsonaro fornecesse uma moeda forte, a economia cresceria de forma muito mais robusta, e rapidinho o PT/PDT perderiam o Nordeste.
  • Nonato  18/12/2019 18:39
    Ciro não sai dos 13% do eleitorado. Seu percentual de votos em 2018 foi o mesmo de 2002 que foi o mesmo de 1998. Para Ciro ter uma mínima viabilidade, o PT teria de ser extinto. Enquanto o PT existir ele terá o monopólio da esquerda. Nenhum esquerdista não-petista tem chances eleitorais. Lula não deixa.

    Ciro, por enquanto, segue morto. Para ter uma mínima chance ele teria de alterar radicalmente seu discurso, voltando a ser o Ciro da primeira metade da década de 1990. Aí ele até poderia sonhar com alguma coisa.
  • Célio Beserra   18/12/2019 21:53
    Análise primorosa, meu caro.
    E ao apontar essa direção ao Ciro Gomes, você há de concordar com minha posição a respeito da esquerda no mundo: a única vertente da esquerda capaz de administrar um país é Social-Democrata.
    Qualquer coisa à esquerda disso sempre acabará em desastre econômico.
  • silvio lopes de moraes  26/01/2020 15:44
    não ganha nada ,esse quer estado absoluto ,aumento de impostos e ferrar com o povo,é mas um esquerda .
  • ALEXANDRE AMORELLI  28/01/2020 18:16
    Não se preocupem com Ciro Gomes. Ele nunca me decepciona. Quando começa a pontuar melhor nas pesquisas ele vem e fala alguma asneira monumental. Assim seu apoio, que já não era tão fiel, vai minguando até chegar a um dígito nas pesquisas de intenção de voto.
  • Wesley  19/12/2019 00:36
    Aqui em SP tbm fem muitas pessoas que acham que o Lula é um deus, salvador dos pobres, e segundo eles, mesmo sendo corrupto, ele não deveria ser preso, pois ajudou os pobres, e viveram época de ouro, dito melhor presidente que o país teve.
    Notei que os mais jovens na minha cidade estão deixando o pensamento esquerdista ensinado por professores. Engraçado que ocorre o contrário com os mais velhos, que são totalmente doutrinados.
    Viajei para Tapiratiba a um mês para visitar alguns parentes, parei em um barzinho para beber e me deparo com dois homens conversando, ai um puxou assunto comigo, e segundo o mais velho (55), o governo quer ferrar a vida dos pobres com a previdência, e ai perguntei se ele economizava dinheiro, e a resposta foi que ele trabalhou desde pequeno e nunca pensou em guardar muito dinheiro, e que o Estado faria isso, já que ele paga impostos.
  • Luiz Estrella  18/12/2019 18:24
    Ironicamente na minha visão no Brasil pelo menos não é tão forte como era antes,principalmente pelo fracasso que foi as medidas das últimas décadas e uma parcela da população começaram a ver que isso não é "público,gratuito e de qualidade" e que estado inchado não funciona.(mesmo que não possa falar o mesmo dos outros paises da América Latina)
  • junior  19/12/2019 00:05
    pt fez uma pesquisa na favela, e descobriu que o pessoal lá é de direita. O pessoal agradeceu a deus, família e o trabalho

  • Vicente Otávio da Fonseca  25/01/2020 12:34
    Concordo plenamente. O artigo é excepcional! Só não concordo em chamar os esquerdistas de "progressistas", pois na verdade, são apenas "regressistas"!
  • Marcos  18/12/2019 18:31
    A foto que define tudo: eleitor trabalhista em 1974 e eleitor trabalhista em 2019.

    twitter.com/markantro/status/1207339566946045953
  • Fabrício  18/12/2019 18:35
    Haha, isso vale para o eleitor petista também. Quase que idêntico.
  • Vladimir  18/12/2019 18:35
    O Tony Blair, com anos de atraso, já começou a perceber o óbvio:

    O ex-premiê britânico Tony Blair disse nesta quarta-feira que o Partido Trabalhista precisa deixar de lado os "radicais" de "extrema-esquerda" e retomar um discurso moderado se quiser voltar ao poder no Reino Unido.

    "A tomada do Partido Trabalhista por parte da extrema-esquerda o transformou em um movimento de protesto inteiramente incapaz de ser um governo crível", afirmou Blair, que foi primeiro-ministro entre 1997 e 2007.

    "O resultado nos causou vergonha", admitiu Blair, referindo-se ao pior desempenho do Partido Trabalhista nas eleições britânicas desde 1935.

    www.oantagonista.com/mundo/tony-blair-com-radicais-trabalhistas-nao-formariam-governo-crivel/
  • Humberto  18/12/2019 18:42
    Esse artigo simplesmente confirma aquilo que falei na seção de comentários de outro artigo: essa atual esquerda é o sonho de qualquer direita. Ela não tem intelecto, não sabe absolutamente nada sobre nada, é incapaz de fazer qualquer debate sem recair no coitadismo e no vitimismo, e, acima de tudo, tem pavor de armas.

    Como fazer uma revolta armada se você não sabe operar nem sequer um estilingue?

    Essa esquerda atual você aniquila com um espirro.

    A esquerda de antigamente, a chamada esquerda-raiz, realmente metia medo: os caras eram fisicamente robustos (barbudões), manuseavam armas, defendiam a tomada dos meios de produção com o subsequente assassinato dos burgueses, e eram abertamente racistas e machistas (gays e lésbicas não tinha vez).

    Já hoje, qual é a esquerda de hoje? Um bando de afeminados e de lésbicas que desmaiam se você acender um cigarro, e cuja arma mais letal que conhecem é alguma frase progressista e lacradora. Nunca nem sequer seguraram uma faca (Adélio Bispo é claramente um membro da esquerda mais antiga).

    Relaxem. Com essa esquerda aí, que é um fenômeno mundial, o maior risco que você corre é ouvir um verso de Chico Buarque ou receber um texto de Gregório Duvivier.
  • Pensador Puritano  18/12/2019 19:37
    Com as arruaças no Chile a esquerda tupiniquim ganhou um fôlego,mas as medidas econômicas de Fernandez na Argentina vai jogar a esquerda de novo no lixo da história,aguardemos e festejemos de camarote mais um fracasso vermelho na America Latina e sendo que estes iludidos insistem com as ideias de que mais intervenção é a solução.
  • Humberto  18/12/2019 19:56
    Arruaça, badernas e destruição de cidade não seduzem ninguém entre os centristas e indecisos. A única coisa que a esquerda consegue ao fazer arruaça é ganhar ainda mais a antipatia do cidadão comum e empurrá-lo ainda mais para partidos que fazem o discurso da lei e da ordem. Não descarto que em 2021 vença no Chile José Antônio Kast, defensor aberto do legado de Pinochet.

    en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Antonio_Kast
  • Antonio Marques Emerim  18/12/2019 19:37
    O resultado está sendo este, mas a verdadeira causa é a difusão da mídia popular, via internet (tecnologia). Todo mundo já sabe que tem as "fake" e está aprendendo a discernir (pensar), separar o joio do trigo.
    O Congresso, com a insistência na politica antiga (toma lá...) está ajudando a desacreditar a casta política. Mais uma vez, todo mundo está assistindo o "circo" e não é pela mídia tradicional.
  • Gustavo A.  18/12/2019 20:03
    Acho que isso também pode estar ligado ao estado que chegamos no capitalismo. Viver hoje é muito mais fácil do que há décadas, principalmente nos países desenvolvidos. Os serviços "gratuitos" da esquerda não são mais tão atrativos, já que o capitalismo os tornou excessivamente baratos.

    É bem verdade, também, que a direita mais populista como Bóris Johnson e Trump, adotaram um discurso que "roubou" algumas pautas da esquerda, vejam esse trecho da coluna do João Pereira Coutinho na Gazeta :

    "Existe uma parte de verdade nisso. Mas não é toda a verdade. Olhando para Boris e para o seu programa eleitoral, ele quase encarna as qualidades fundamentais do imaginário Scott Miller. Sim, os valores conservadores estão lá. Mas Boris também abandonou, pelo menos na retórica, os últimos resquícios neoliberais do Partido Conservador, prometendo um ponto final nas políticas de austeridade, maior atenção às classes trabalhadoras e um investimento generoso nos serviços públicos."

    Johnson abordou muito na campanha o péssimo NHS, o SUS britânico, mas jamais prometendo reformas e, sim, mais dinheiro.

    Mas enfim, eu também percebo o quanto a esquerda tem sofrido, o que tenho receio e se a "Nova Direita" vai ser menos estatista ou não.
  • Supply-sider  18/12/2019 20:45
    Eu não vejo problema nenhum em não falar de austeridade na campanha eleitoral. Aliás, muito pelo contrário: prometer austeridade é suicídio, pois o povo sabe que nunca há austeridade para o governo, mas sim para ele próprio (o povo).

    "Austeridade" hoje significa aumentar impostos, diminuir repasses e racionar serviços públicos essenciais monopolizados pelo estado. Ou seja, o golpe é duplo: de um lado, o governo toma mais dinheiro das pessoas; de outro, ele oferece menos serviços custeados por esses mesmos impostos. Você fica com menos dinheiro e não receba nada em troca.

    Ninguém vota numa estrovenga dessas. Só masoquista. Aliás, só adorador de governo.

    De resto, como mostraram Reagan e Thatcher, uma campanha imbatível é aquela que promete crescimento econômico (e não austeridade) por meio de políticas supply-side. Prometa reduzir impostos sobre os trabalhadores e retirar obstáculos governamentais ao empreendedorismo e à produção. Faça isso e não perca mais nenhuma eleição. A campanha tem que ser jubilosa e ao mesmo tempo realista, e não soturna e ameaçadora.

    Prometer austeridade ou cultura progressista é garantia de derrota acachapante.


    P.S.: nas eleições americanas de 1980 e 1984, Reagan concorreu explicitando a plataforma supply-side e sua geração de crescimento, ao passo que Jimmy Carter (1980) e Walter Mondale (1984) fizeram campanha prometendo austeridade e aumento de impostos.
  • Richard Hugh  18/12/2019 20:31
    Sei não... Vai falar com servidores e empregados públicos pra ver se a esquerda ainda não é forte.
    Aqui em Brasília chega a ser cômico, tem gente andando com camiseta "Lula livre" na rua.
    Apesar de o Bolsonaro ter tido a maioria dos votos no DF, praticamente todo o resto foi no PT, e aqui é só parte dos servidores públicos.
    Vai somar todos os servidores municipais e estaduais pelo brasil afora, é gente demais. E esses nem são a maioria dos eleitores do PT, afinal todos os politicamente corretos por aí defende essa corja, e eles - como todos aqui sabem - falam muito alto.
    Soma tudo isso com uma população semianalfabeta assistindo uma mídia que apoia a esquerda, e logo você verá um novo governo de esquerda nesse paiseco.
  • Agnaldo  18/12/2019 20:51
    O PT perdeu no DF em 2014 e 2018. Isso é algo que eu nunca imaginei ver em vida. E o fato de você ver alguns defensores de bandido usando camiseta "Lula Livre" não é representativo de toda uma população.

    Sim, funça tende a ser petista, mas isso é puramente por causa dos prometidos aumentos salariais, e não necessariamente por causa da cultura progressista do partido. Coloque um governo que entregue moeda forte (que faça o salários dos funças valer mais e por mais tempo), e eles rapidinho esquecem o PT. Garantido.
  • Juliano  18/12/2019 22:44
    Essa esquerda identitária é, como já disseram acima, o sonho de qualquer direita.

    Essa história de viver jogando um grupo contra outros, ficar chamando todo mundo de machista, racista e policiando comentários e piadas só tem apelo nos centros de esquerda. A população em geral acha isso ridículo. Vá perguntar para um pedreiro o que ele acha de deixar que homens usem o mesmo banheiro que a mulher dele ou o que o povo do interior de Pernambuco acha sobre deixar que homens participem de esportes femininos.

    Torço para que a esquerda foque cada vez mais nessa estratégia tosca que importaram dos EUA.

    Meu medo é ainda o apelo que tem a ideia de coisas gratuitas. É um apelo muito forte e ainda irresistível para uma grande maioria.

  • Atento ao que realmente interessa   18/12/2019 22:59
    Duas perguntas polêmicas que nunca vi serem tratadas em nenhum artigo do Mises BR sobre o Brexit:

    - Logo após o referendo de 2016 ocorreu uma desvalorização acentuada da Libra Esterlina, e essa desvalorização nunca foi recuperada. Isso é o mercado dizendo que o Brexit é ruim para a economia britânica?

    - Esse instituto já cansou de repetir que acordos comerciais não são nada além de acordos mercantilistas. Isso quer dizer que o ideal é um No Deal Brexit(saída sem acordo nos termos da WTO)?

  • O atento genuíno  19/12/2019 00:12
    É estranha a sua afirmação, pois há artigos especificamente sobre isso:

    1) www.mises.org.br/article/2452/as-ameacas-da-ue-ao-reino-unido-o-derretimento-da-libra-e-a-intimidacao-a-eventuais-seguidores

    2) www.mises.org.br/blogpost/2610/2017--a-independencia-da-gra-bretanha

    www.mises.org.br/article/2442/o-reino-unido-e-sua-eventual-saida-da-uniao-europeia--quais-as-implicacoes

    www.mises.org.br/article/2447/na-questao-do-brexit-tanto-os-defensores-da-saida-quanto-os-da-permanencia-deveriam-relaxar


    A libra caiu forte em junho de 2016 porque a União Europeia anunciou vários boicotes ao país e não havia apoio externo nenhum (o governo americano ainda era Obama e as pesquisas davam como certa a vitória de Hillary, que é globalista nata).

    Já agora a libra fortaleceu após a vitória de Johnson porque não só a UE está desmoralizado e não pode fazer nada contra, como também o governo americano é Trump e é vocalmente a favor de um acordo de livre comércio com o Reino Unido.
  • Leandro  19/12/2019 00:28
    Quanto à pergunta uma, na prática, nem houve desvalorização.

    O gráfico abaixo mostra a evolução do índice de commodities CRB em libras. Quanto menor o valor, menor é o preço (em libras) das commodities, o que significa que mais forte está a libra.

    ibb.co/GtfcfWk

    Antes do Brexit em junho de 2016, o índice estava em 137. Hoje, três anos e meio depois, está em 141. Aumento de 3% em três anos e meio, equivalente a 0,8% ao ano. Ou seja, nada.

    Portanto, são três anos e meio de moeda estável. E vale ressaltar que, mostra o próprio gráfico, os preços da commodities já vinham em forte queda desde 2011, quando estavam em 220.

    Se os preços das commodities estão em queda e depois se estabilizam, simplesmente não há como haver inflação generalizada de preços. É por isso que a inflação de preços lá está em 1,5%, majoritariamente oriunda do setor de serviços (que responde ao aumento da renda interna e não sofre concorrência externa).
  • anônimo  20/12/2019 00:37
    Somente se o reino unido sair da comunidade europeat e se no novo pais investir em produtividade , pra recuperar sua moeda. Eles ainda tão travando a saída e com a comueuropeia atacando o país, teve uma retratação da economia. Isso se deu porque uma parcela da economia britânica era atrelada ao mercado comum, ao sair se cria um buraco.
    Quiseram sair, tem que tampar esse buraco com economia interna. Mas eles tão travados no processo de divórcio.
  • Felipe  19/12/2019 00:14
    Esse Boris Johnson tem jeito de Trump e Bolsonaro: aquele jeito de "tiozão do churrasco" (e sempre usando o polegar para cima nas fotos) e muito simpático, carismático e simples, mais "cara do povo".

    Para ver o tamanho do desespero, o Congresso brasileiro inventou aquele lixo do "pacote anti-crime", onde eles na prática triplicam as penas dos "crimes contra a honra", como se o fato de isso existir na CF/88 não fosse absurdo o bastante. É claro que isso é para perseguir os críticos dos políticos e do sistema como um todo.

    Sigo o Boris no Facebook, ele tem falado de expandir gastos no falido sistema de saúde britânico, o NHS. Nesse ponto, não é nada diferente de qualquer político tradicional brasileiro.
  • Daniel  19/12/2019 00:35
    Eu sou tão antigo no movimento libertário que sou da época em que o Boris Johnson, ainda antes de virar prefeito de Londres, era conhecido por ser leitor assíduo do site do Lew Rockwell, algo que o próprio Lew vivia enfatizando em seu site:

    www.lewrockwell.com/lrc-blog/i-love-boris-johnson/

    www.charlestoncitypaper.com/SouthernAvenger/archives/2008/05/03/antiwar-conservative-boris-johnson-elected-london-mayor
  • Olavo  19/12/2019 02:14
    Ótimo texto.
  • Skeptic  19/12/2019 02:54
    Jeffrey Tucker, como sempre, muito otimista.
    Basta uma crise mundial e todos os progressistas do mundo vão apontar para o grande culpado, Donald Trump, que obviamente terá sua parcela de culpa mas não nessa narrativa. Brexit e o neoliberalismo também serão culpados.
    Eu vejo essa variação de esquerda e direita como um pêndulo, muitas vezes variando o tipo de esquerda e de direita, mas sempre como um pêndulo perpétuo. Os EUA que têm essa briga política eterna entre republicanos e democratas são o caso mais explícito. Em poucas vezes a liberdade ganha alguma coisinha, nada comparado com o forte crescimento do estado, inclusive com a direita, vide governo Reagan.
  • Supply-sider  19/12/2019 03:55
    Durante o governo Reagan o estado recuou em proporção ao PIB. A renda cresceu quase 35% de 1983 a 1989 e quase 30 milhões de empregos foram criados.

    Nenhum outro governo chegou perto disso -- o que mais se aproximou foi o governo Clinton, que também foi majoritariamente supply-side: reduziu fortemente o imposto sobre ganhos de capital, o que impulsionou a criação de várias pequenas empresas.

    Compare os filmes americanos do final da década de 1970 (depressivos, tristes e sombrios) com os de meados da década de 1980 (pujantes, vibrantes, eletrizantes e bem mais alegres).

    A transformação do país, inclusive em termos morais e de disposição para o trabalho, foi rápida e impressionante. Graças às políticas supply-side.
  • anônimo  19/12/2019 08:41
    Tá falando o que não sabe. Reagan aumentou impostos, mas a carga tributária diminuiu porque a renda e o PIB aumentaram.
  • Supply-sider  19/12/2019 12:45
    Meu caro, eu já li praticamente tudo sobre o governo Reagan. Houve aumento das alíquotas da previdência por imposição tanto do Congresso quanto da necessidade de financiamento do próprio sistema (a tão celebrada reforma do Guedes também aumenta alíquotas; isso é inescapável).

    Quanto a aumentar PIB e renda, ora, não é exatamente esse o objetivo supremo de uma economia? Não seria essa a medida de seu sucesso?

    Por fim, se o governo diminuiu em relação ao PIB (que foi exatamente o que eu disse e você concordou), então, no que realmente interesse, o governo encolheu, pois o setor privado cresceu mais do que ele. Isso é fato, e não teoria.

    Melhor do que isso só se o estado sumisse. Mas como estamos no mundo real, eu avalio as coisas que são possíveis e factíveis. Na minha métrica, foi ótimo. Se você tiver coisa melhor, favor compartilhar.
  • Gustavo A.  19/12/2019 20:33
    O que você indica de leitura sobre o Reagan?
  • Supply-sider  19/12/2019 22:00
    Há vários, mas sugiro "The Seven Fat Years"

    www.amazon.com/Seven-Fat-Years-How-Again/dp/002901915X
  • Ninguém Apenas  20/12/2019 01:15
    No meu ver, houveram algumas coisas boas sobre Reagan, principalmente na questão de combate à inflação (que começou no governo anterior, mas foi o Reagan que colheu os frutos) e por ter tirado boa parte do poder dos sindicatos. Na questão do aumento dos impostos e dos gastos públicos, ele foi bem parecido com outros governos nos EUA.

    Mas dizer que o aumento de impostos é inevitável é um tanto exagerado, Reagan não era opositor ao aumento de impostos após ser eleito (antes da eleição é outra história). A arrecadação subiu tanto por causa do aumento das alíquotas quanto pelo Bracket Creep. O governo Clinton ao gerar superávits nominais, cortando gastos foi bem mais disciplinado.

    O governo Reagan foi até moderado nos primeiros 3 anos, mas desandou a partir daí. O forte crescimento da economia pode ser atribuída a dois fatores, primeira a expansão do crédito que voltou a tomar força e empurrar a renda americana para o alto, e segundo pelo fato de que ao mesmo tempo, a inflação de preços ficou comportada e até caiu. Mas a inflação só caiu porque o cenário mudou totalmente, o Oriente novamente se integrou ao comércio internacional e passou a produzir e exportar um enorme número de produtos para os EUA, as maiores extensões territoriais férteis novamente voltaram a produzir para o mercado internacional.

    obs: Esse movimento dos mercados não foi previsto nem mesmo por Rothbard, que traçou um destino bem pessimista para a economia americana nos anos Reagan. Mas ninguém imaginava que mais da metade da área terrestre se integrasse ao capitalismo novamente.

    O campeão, no século XX nos EUA, em termos de liberalismo e políticas sensatas continua sendo Harding. Ninguém chegou nem perto. Ele reduziu o orçamento americano em 50% e reduziu impostos para todas as faixas de renda, além de ter permitido que a deflação corrigisse os maus investimentos sem intervir (no seu governo os preços caíram cerca de 15% em um único ano). A forte recuperação da economia americana em sua pior crise (o reajuste de 1920 foi mais intenso que em 1929), se deve a essas políticas. No século XIX os presidentes John Adams e Martin von Buren foram ainda mais austeros (austeridade de governo, não do setor privado), onde aboliram o banco central, zeraram a dívida pública, acabaram com inúmeros impostos, abriram os mercados e etc.

    Nenhum problema em gostar do Reagan, mas é necessário entender que o orçamento americano aumentou e muito no seu governo, além dos gastos públicos e da expansão do crédito, e que essas políticas não devem ser exaltadas.
  • Supply-sider  20/12/2019 14:33
    Falou besteira. Eu não tenho problema nenhum com quem não gosta do Reagan, mas falar mentira é inaceitável.

    A renda aumentou quase 35% em sete anos e mais de 20 milhões de empregos foram criados porque houve uma profunda alteração no arcabouços econômico pelo lado da oferta. Foi a primeira vez desde a década de 1920 que um governo adotou políticas do lado da oferta, e não da demanda.

    Impostos sobre ganhos de capital foram fortemente reduzidos, o que estimulou enormemente o empreendedorismo. Antes, ninguém abria empresas porque, se tivessem lucros e decidissem vendê-las, o governo confiscava 70% deste ganho de capital da venda. Com a redução do governo Reagan, explodiu a criação de empresas, pois agora era possível fazê-las crescerem e então vendê-las e ainda auferir um belo ganho de capital.

    A redução da alíquota máxima do imposto de renda de pessoa física teve o mesmo efeito. Com uma alíquota de 70%, ninguém se dispunha a produzir mais. Pra que, se o governo vai tomar quase tudo? Com a redução para 28%, as pessoas imediatamente puseram seu capital intelectual para criar mais coisas e produzir mais bens e serviços. Os incentivos marginais para produzir mais explodiram. Passou a valer a pena produzir mais para ganhar mais, pois agora esse ganho adicional (oriundo da maior produção) não mais seria confiscado quase que integralmente pelo governo.

    Nos anos Reagan, o surgimento de empresas e a valorização das já existentes explodiu a taxas que nunca mais se repetiram.

    Você compara os gastos do governo Reagan com o governo Clinton (o qual também foi economicamente muito bom), mas se esquece de que as despesas com juros no governo Reagan foram muito maiores do que no governo Clinton (que recebeu a casa arrumada e teve o grande mérito de dar continuidade). Despesa com juros é algo que está fora da alçada de um presidente.

    Você diz que a inflação só caiu porque "o cenário mudou totalmente, o Oriente novamente se integrou ao comércio internacional e passou a produzir e exportar um enorme número de produtos para os EUA".

    Isso, com todo o respeito, é bosta pura, mesmo porque essa integração só foi efetivada na década de 1990 (não sei se você sabe, mas o muro de Berlim só caiu no final de 1989 e a URSS só foi dissolvida em dezembro de 1991). A inflação caiu simplesmente porque o dólar ficou extremamente forte, exatamente como deve ser. Vá ver como o dólar se comportou em relação ao ouro e às commodities ao longo da década de 1980, e aí você começará a entender o básico de economia.

    Por fim, você diz que "O governo Reagan foi até moderado nos primeiros 3 anos, mas desandou a partir daí."

    Simplesmente você inverteu tudo. De janeiro de 1981 a novembro de 1982 o governo foi péssimo, pois estava totalmente sob o controle de chicaguistas que só pensavam em equilibrar o orçamento via aumento de impostos e combater a inflação de preços restringindo o crescimento econômico com juros altos e restrição artificial do crescimento da moeda (chicaguista acredita que inflação de preços é causada por crescimento econômico, e que a solução é restringir o crescimento econômico com juros altos e proibição de empréstimos). Foi só a partir do final de 1982 que os chicaguistas perderam seus cargos e os supply-sideres assumiram o controle que a coisa mudou para melhor. Antes, os chicaguistas conseguiram criar duas recessões em dois anos. Depois, foi só crescimento. E sustentado.

    Aí veio o Bush pai, e, como já tradição na família Bush, cagou tudo. Aumentou impostos (de renda e sobre ganhos de capital) e revertou toda a prosperidade — a qual foi novamente resgatada pelo governo Clinton, que adotou direitinho e sem nenhuma vergonha o manual econômico do Reagan. Sob o Clinton, o imposto de ganhos de capital foi reduzido para um valor ainda menor do que o do governo Reagan. Isso explodiu o empreendedorismo e o mercado de capitais, aumentando espantosamente a receita do governo e, com isso, ajudando a equilibrar o orçamento.

    De novo, eu não tenho problema nenhum com quem não admira seu governo, mas mentir não vale.

    Insisto, leiam ao menos o básico antes de quererem palpitar:

    www.amazon.com/Seven-Fat-Years-How-Again/dp/002901915X
  • Skeptic  21/12/2019 06:53
    Não posso afirmar que o governo Reagan foi um desastre completo mas posso apontar graves defeitos em seu governo.
    Para mais explicações:

    Uma fraude chamada Ronald Reagan

    rothbardbrasil.com/uma-fraude-chamada-ronald-reagan

    The Myths of Reaganomics do Rothbard

    mises.org/library/myths-reaganomics
  • Supply-sider  21/12/2019 17:18
    Sim, eu conheço esses textos.

    O primeiro, escrito por um left-lib (que idolatra a esquerda new age do final da década de 1960, só porque ela se dizia contra a guerra do Vietnã), é fraco é desvirtuado.

    Ele diz que alguns impostos foram na verdade aumentados, mas esconde que quem faz política tributária nos EUA é o Congresso, e que o Congresso sempre foi de maioria democrata nos governos Reagan. Pior: o aumento foi feito em 1981, quando o governo era comando por chicaguistas, sendo que eu falei explicitamente que os supply-siders só assumiram ao final de 1982.

    Ele também critica o fenômeno do bracket creep, sendo que era exatamente contra eles que os suplly-siders da administração lutavam. Quem gostava de bracket-creep eram os chicaguistas.

    Quanto ao comércio, o autor é atroz: ele cita várias medidas, mas esconde a informação de que todas elas foram revogadas.

    A única informação factualmente correta é sobre os déficits. E, lamento retirar-lhes o chão, mas, em um contexto de economia com forte crescimento, déficits não importam.

    Déficits só importam quando a economia está fraca ou em recessão, pois aí realmente fica claro que não haverá como o governo quitar esses déficits (não há como aumentar a arrecadação de uma economia debilitada). Já quando a economia está pujante, déficits não são preocupação nenhuma.

    E nem precisa acreditar em mim, não. Veja a própria economia americana hoje. A dívida e o déficit são monstruosos, mas o próprio mercado não liga. Prova disso é que os juros dos títulos de 30 anos estão nas mínimas históricas, e em um contexto em que a base monetária está caindo desde 2014 (ou seja, o oposto de um QE).

    Já o resto do artigo ele se concentra em políticas contra as drogas e guerras.

    Quanto ao segundo texto, eu nem preciso comentá-lo. Além de ser uma mera requentada dos argumentos acima, o próprio Rothbard passou a negá-lo na década de 1990 (vide seu livro The Irrepressible Rothbard).

    O fato de o Mises Brasil não ter embarcado nessa onda de calúnias baratas e falsas contra o Reagan mostra que os libertários daqui ao menos são muito mais bem informados do que todos os outros.
  • Skeptic  24/12/2019 07:17
    "em um contexto de economia com forte crescimento, déficits não importam."

    Duvido fortemente que isso seja considerado verdadeiro dentro de qualquer ramo da EA.
  • Jairdeladomelhorqptras  19/12/2019 02:58
    Não sei não! A esquerda sempre se reinventa! Este clima nosso da direita liberal de que a "esquerda já era" não me convence.
    Haddad ganhou algo como 40% dos votos, nem lembro direito. Mas dado às circunstâncias é uma enormidade de votos. Basta um soluço no cenário internacional para o governo Bolsonaro ser substituido por um governo esquerdista.
    Contudo, acredito que Bolsonaro será reeleito. O que não vejo com simpatia é o clima de que "Ja ganhamos".
    Alguém aí é do tempo do "Efeito Orloff" (ou algo semelhante)? Em que a Argentina era nós (Brasil) amanhã. Ou era contrário? Sei lá! O fato é que o acontecido na Argentina pode, perfetiamente, repetir-se aqui.
    Portanto, cautela e vigilância!
    Abraços
  • Kennedy  19/12/2019 10:42
    Haddad teve mais de 40% dos votos meramente por causa do terrorismo psicológico que a esquerda fez na mente de pessoas inocentes na época. Eu sou jovem mas lembro muito bem e também já assisti o panorama das eleições presidenciais passadas e na minha humilde opinião, a eleição mais maluca foi essa de 2018... foi uma difamação em um nível nunca visto antes, acusaram o Bolsonaro de caixa dois (e se não me engano o TSE até inocentou ele depois) e cogitaram até tirar ele da disputa anulando os votos que ele recebeu e colocando o Haddad e o Ciro no segundo turno.

    Pra você ter ideia, eu conheci pessoas que no ano passado achavam que o Bolso era malucão mesmo, e a rejeição dele em todas as pesquisas era algo em torno de 40% pra cima. Passado um tempinho da posse dele, a rejeição dele nas pesquisas de popularidade caiu para 27%, isso porque muita gente viu que esse terrorismo psicológico das eleições era só delírio da esquerda. A rejeição dele voltou a aumentar mas foi por causa de outros motivos. Até as pessoas que eu conhecia e achavam ele malucão, hoje acham que ele é um presidente como qualquer outro, só que com o jeito excêntrico dele.
  • Pequena correção  19/12/2019 13:01
    m.portugues.com.br/gramatica/o-uso-crase-.html
  • Milton Friedman Cover's  19/12/2019 10:44
    Excelente artigo, como sempre leio aqui.

    A esquerda apanha em muitos lugares ( EUA, Hungria, Croácia, Polônia, Reino Unido, Brasil, Chile, etc.), mas segue forte no Canadá, França e mais alguns países importantes. Na Hungria, Polônia e Croácia, com governos de direita, a invasão muçulmana é inexistente, o que é ótimo, pois a esquerda, com s incoerência de sempre, alegando "defender" as mulheres, mas apoiando os imigrantes muçulmanos que tratam as mulheres como propriedade, além de impor o infeliz politicamente correto e suas inúmeras vertentes ( vide Greta e sua "luta" contra a "mudança climática").

    O perigo, e ele sempre existe, são pessoas que querem se desvincular ao esquerdismo, como o citado por um leitor acima, Ciro Gomes. Este cidadão teve a audácia de afirmar em um programa de TV que ele é uma alternativa ao esquerdista PT. Só que na mesma entrevista, o subconsciente o entregou ao menos duas vezes: uma, quando ele diz que o PT apoia o PDT no Ceará e outra, quando ele cita Lênin ao criticar o PT, dizendo que o maior problema do comunismo é o esquerdismo que o partido do Lula pratica, ou seja, ele se identificou com Lênin e o comunismo. A esperança é que os eleitores percebam o quanto esquerdista, comunista, Ciro Gomes é.

    Ainda bem que o Capitalismo possibilita hoje em dia que praticamente todas as pessoas tenham acesso à Internet, pois foi essa possibilidade de acesso a informações reais, desvinculadas com o esquerdismo defendido pela grande mídia, que permitiu às pessoas perceberem o quanto nefasto, maléfico, ditador e destruidor da sociedade, são os ideiais de esquerda.

    Se não fosse a Internet, talvez o presidente hoje fosse o Poste, já que toda a grande mídia dizia que Jair Bolsonaro era fascista, nazista ( velhos chavões usados pela esquerda), que iria "matar" os pobres, destruir a "riqueza" criada por Lula e Dilma.

    Todos nós vimos como Bolsonaro foi atacado de forma extremamente agressiva pelos apresentadores do jornal televisivo da maior rede de televisão do País, que felizmente, vem perdendo audiência a cada dia, devido as mentiras sobre política, economia e a defesa da ideologia do gênero.

    Estou com os leitores que afirmaram seguir em vigilância, sempre mostrando a malignidade do esquerdismo às pessoas menos "antenadas" com a vida política não só do Brasil, mas também do mundo.

    Jesus disse: Orai e Vigiai, essa frase é muito mais ampla do que a maioria das pessoas pensam. Não é só para "orar e vigiar" a si mesmo, visando não cair em pecados, mas também para evitar que o mal domine a sociedade, nos levando a pensar que o errado é certo e vice-versa.

    A esquerda tem que ser excluída totalmente do mundo. Ela já fez muito mal à sociedade e está há muito tempo infiltrada nos poderes públicos de muitos países. A esquerda conseguiu tanto poder que gerou um grande absurdo, na minha opinião: a legalidade dos partidos comunistas e socialistas e a proibição do partido nazista, como se apenas o nazismo fosse maligno ( lembrando que nazismo é também de esquerda), mas a turma da foice e martelo fosse do bem.

    Este é o grande momento para acabar com a esquerda de vez. Que ela seja um dia lembrada como algo nefasto que foi totalmente eliminado da vida humana.

    Abraços.
  • Leandro C  19/12/2019 18:41
    Gostei da sua percepção; sugiro a seguinte leitura:

    michelsonborges.wordpress.com/2018/04/12/a-esquerda-e-o-arco-a-direita-e-a-flecha/
  • Leandro C  19/12/2019 20:19
    Gostei da sua percepção; sugiro a seguinte leitura:

    michelsonborges.wordpress.com/2018/04/12/a-esquerda-e-o-arco-a-direita-e-a-flecha/
  • Pobre Paulista  19/12/2019 12:45
    Eu queria ter um décimo do otimismo do Tucker.
  • Ferrari  19/12/2019 13:02
    Analisar os movimentos políticos econômicos e sociais mundiais não deveria ser um jogo de futebol onde se torce pela desgraça do outro, mesmo por que parece que os liberais se esquecem das grandes crises financeiras causadas quando se deixa livre a prática de mercado (1985 - Japão; 2000 - Nasda; 2008 - Subprime; etc) engraçado é ver como o abusivo Estado teve que socorrer as benevolentes empresas, em muitos casos, evitando que quebrassem justamente por conta de práticas altamente duvidosas. Acho esse pensamento liberal extremo, tão infantil quanto o da extrema esquerda (que perdeu o prumo faz tempo) só que ao invés de acreditar que o Estado deve ser o condutor econômico social acredita que magicamente o "mercado" irá se auto regular chegando aos grotões mais pobres do planeta e assistindo a pessoas que por séculos viveram a margem da sociedade...Outra questão é que, em muitos países existe livre mercado, existe liberalismo econômico mais existe um conjunto de contra pesos visando equilibrar o jogo, e da muito certo (vide que por décadas os melhores países pra se viver continuam os mesmos).
  • Mercedes  20/12/2019 16:31
    Bocejos… Extremo e infantil é dizer que crises causadas por bancos centrais representam crises causadas pelo livre mercado. Isso é argumento de de professor de história de 8a série. Como diz o filósofo, é cada energúmeno…
    Só para ficar no básico do básico (não vou recomendar muita leitura, pois, afinal, nada substitui os clichês e as frases de efeito, né?):

    Como ocorreu a crise financeira americana

    Alguns detalhes pouco conhecidos da crise financeira de 2008

    Entendendo a recessão mundial do início do século XXI

    Como as políticas keynesianas do governo mutilaram a economia do Japão
  • Anti-BC  20/12/2019 17:27
    Esse "Ferrari" que apareceu talvez seja Fernando Ferrari Filho, um professor da UFRGS.

    Nenhuma surpresa.
  • Sou direito - sou direita  19/12/2019 13:06
    Excelente radiografia do momento atual da esquerda.

    Atualmente é difícil acreditar que alguém possa defender a ideologia socialista, tendo em vista estar escancarado por todos os meios disponíveis os imensos e abrangentes maléficios sociais, econômicos e políticos causados em todos os lugares em que essa ideologia chegou ao poder. Apenas uma enorme dificuldade cognitiva dessas pessoas, ou uma cegueira deliberada, poderia explicar essa defesa.

    Entretanto, há que ser admitido que essa ideologia funcionou muito bem para colocar e manter no poder ditadores tirânicos, bem como abastar os seus colaboradores mais próximos. Ou seja, ela foi ótima para os porcos e os cachorros dessas revoluções orwellianas. Essa é a motivação de outra parte dos socialistas, que sonham em se tornarem um Lenin, um Stalin, um Mao, um Fidel, ou até um Pol Pot.

    Enfim, vejo apenas duas razões para a defesa do socialismo: ESTUPIDEZ ou MAU-CARATISMO.
  • Felipe  19/12/2019 13:27
    Enquanto isso, no Brasil, mais impostos...

    "Guedes avalia tributar transação digital e diz que salário mínimo superará previsão em 2020"

    Sério, o fato do sujeito pensar em propor mais impostos deveria ser motivo para perder o cargo. O Kogos já tinha falado desse problema do Guedes. Chicaguista gosta desse negócio de "imposto eficiente", que é medonho.
  • Caio Vila  19/12/2019 14:26
    Eu sei que o artigo fala sobre países desenvolvidos, mas vejo muita gente nos comentários aqui muito otimistas em relação ao Brasil.

    Não consigo concordar com vocês, a maior parte da classe média brasileira de fato abandonou a esquerda, porém a mídia mainstream ainda tem um impacto enorme sobre a grande massa o que faz com que os acontecimentos de impacto negativo (ou supostamente negativos) cheguem mais rápido aos ouvidos das pessoas.

    Coisas como:

    - Preço da carne altíssimo
    - Dólar em patamares históricos (o valor nominal e não o valor real, mas quem lá sabe fazer essa distinção?)
    - Reforma da Previdencia, "mais anos de trabalho pro pobre se aposentar"
    - Gasolina em algumas cidades quase R$ 5
    - Desemprego ainda altíssimo (apesar das pequenas melhoras)
    - Filho do presidente possivelmente corrupto (o que destrói completamente a imagem de "pelo menos esse é honesto")

    entre outros...

    São acontecimentos absolutamente palpáveis e perceptíveis na vida do cidadão comum e óbviamente a mídia e a militancia esquerdista não perdem uma oportunidade de baterem nessas teclas (algumas vezes com razão, devido a teimosias do chicaguismo da equipe econômica o qual esse instituto cansou de expor)

    Infelizmente, eu dou como certo a volta da esquerda (ainda mais radicalizada pra piorar tudo) em 2022.

    Salve-se quem puder.
  • Vladimir  19/12/2019 17:17
    Pra esquerda voltar em 2022 (Haddad ou Ciro?), teria de haver uma completa destruição econômica. Tá certo que chicaguista tem essa propensão, mas teria de ser uma coisa muito bem feita. Como a economia já vinha destruída desde 2014, qualquer coisinha que não envolva atrapalhar já permitirá que ela cresça. Nem mesmo chicaguista conseguirá atrapalhar.

    Quanto ao dólar, ele estava caro acima de R$ 4,20. Atualmente, ao redor de R$ 4,05, ele está no mesmo valor de janeiro de 2016 (quatro anos atrás). Aliás, em setembro de 2015 ele bateu em R$ 4,24.

    O preço da carne está forte, mas, de novo, em 2015 também estava assim. São coisas cíclicas. De 2016 a 2018 é que o preço dela esteve anormalmente baixo (graças à moeda forte da época).
    De resto, convenhamos, a esquerda sempre pediu juros baixos e dólar mais caro. Está tendo agora exatamente o que ela sempre pediu. Ela não tem como argumentar contra. Se tentar, é só jogar essa verdade na cara dela, que imediatamente ela se desmancha.

    Agora, o que realmente tem potencial disruptivo são a gasolina e o diesel. É aí que hoje está todo o problema. O barril de petróleo está aumentando todo dia no mercado internacional (em dólares). Está hoje em US$ 66,50, e tem potencial de chegar a US$ 80. Se isso acontecer, a única maneira de evitar uma explosão do preço do diesel e da gasolina nas bombas é se o real se fortalecer em relação ao dólar. Ou então, ainda daria para o governo reduzir o PIS/COFINS dos combustíveis, que foi duplicado em julho de 2017 (na única real lambança da equipe econômica do governo Temer, a qual este Instituto corretamente previu que afetaria enormemente a economia).

    Agora, se nenhum dos dois ocorrer (ou real se valorizar ou o PIS/COFINS for reduzido), e se o barril de petróleo continuar subindo no mercado mundial, aí realmente a coisa fica explosiva. E aí seus temores terão mais chances de se concretizar.
  • L Fernando  20/12/2019 12:57
    Bah
    Pareece que não acompanham nada, só pessimismo.
    Filho do Presidente corrupto???
    680 mil acusado de um imóvel frio, movimento de 2 milhões na conta, isso é comum em 99 % dos politicos
    Isso do Flavio Bolsonaro é ainda de 2018 e serve para desviar o foco dos bilhões roubados e que continuam roubando.

    Só o Cabral na deleção desta semana vai devolver 380 milhões, imagina então o roubo que era.
    Não tem nem como pensar em voltar a esquerda, precisa ainda uma segunda eleição para limpar o congresso e dai sim tornar este país governável
    O Presidente atualmente não manda nada
  • Jonathan Almeida  19/12/2019 14:33
    Alguém explica Trudeau no Canadá?

    Seria ele uma esquerda muito limpinha, moderada e ao gosto do establishment?
  • Thiago  19/12/2019 15:55
    Ele é da esquerda da era Obama ainda. Pelo que já vi, ele não tem o favoritismo que já teve outrora.

    É questão de tempo a esquerda lá cair tbm.
  • Magno  19/12/2019 17:01
    Um social-democrata responsável e bem acima da média. De vez em quando gostava de dar umas lacradinhas (tipo, nomear só "minorias" para determinados departamentos), mas é só. Foi bastante responsável na economia, tanto é que o dólar canadense se fortaleceu.

    Ainda assim, reelegeu-se passando aperto. Não conseguiu maioria nenhuma, e ficou irrisoriamente à frente de seu oponente, que era completamente desconhecido.
  • L Fernando  19/12/2019 18:49
    Mas também
    Liberaram agora o sexo com animais.
    Não sei até onde eles querem chegar
  • Rennan Alves  19/12/2019 19:55
    Como é essa estória aí?? Queria mandar para um certo grupo de amigos...
  • anônimo  19/12/2019 19:00
    É o Merkel de esquerda. É responsável na economia, mas está enchendo o Canadá de imigrantes pros canadenses sustentarem no futuro.
  • Drinks coke  19/12/2019 17:08
    Só uma observação e um palpite, a esquerda está perdendo terreno não é para o liberalismo, e sim para o nacionalismo conservador. A camada que mudou de voto nos EUA e na Inglaterra está querendo um maior protecionismo sobre o seus empregos e seu bem-estar, e de uma maneira que a esquerda não fez, impondo barreiras ao comércio internacional e a imigração, aquilo que a esquerda não forneceu, o nacionalismo fornecerá. No final, o estatismo continua bem vivo e dominante.
  • Felipe  19/12/2019 19:30
  • Supply-sider  19/12/2019 21:58
    O Rust Belt foi causado maioritariamente pela inflação e pela alta tributação da década: a inflação empurrou as receitas nominais para cima, e consequentemente elas entraram nas alíquotas mais altas de tributação. Aí as empresas, ao pagarem mais impostos, ficaram mais descapitalizadas. Ao mesmo tempo, a inflação aumentou os custos de produção. E aí o desastre foi completo.

    De um lado, as empresas pagavam mais impostos porque a inflação, por meio do fenômeno bracket creep, empurrava as receitas nominais para cima. Ao mesmo tempo, os custos aumentavam também por causa da inflação (que chegou dois dígitos na década). No final, os lucros reais pós-impostos eram muito menores e os custos eram muito maiores.

    Este artigo que fala sobre isso está correto:

    www.mises.org.br/article/1918/as-reais-causas-da-desindustrializacao-do-brasil
  • Felipe  19/12/2019 19:37
    O que vocês acham dessa mais nova fusão?

    Plataformas da PSA chegarão a produtos Fiat Chrysler

    Anos atrás a Opel havia sido vendida pela GM e comprada pelo PSA Groupe.

    Em teoria, isso é bom, pois a redução de custos vai ocorrer também para o consumidor, já que um mesmo motor e demais componentes servirão para vários modelos distintos, barateando e facilitando manutenções e reparos. Há quem diga que isso é maléfico pois reduzirá a concorrência. De fato sob o corporativismo é normal haver concentração de mercado mas e... no mundo? A nova marca vai atuar globalmente, não apenas em uma região.

    Lembrei desse antigo artigo do Leandro.
  • anônimo  20/12/2019 01:52
    As tentativas de difamação que esquerdistas fazem não estão mais sendo efetivas. As pessoas comuns já perceberam que tudo não passa de um teatro.

    O caso do Trump foi notório. Trump já era uma "pessoa pública" e virou demônio do dia pra noite tão logo se tornou o candidato republicano.

    Saiu uma pesquisa americana de que a maioria dos gays votam em partidos de direita. Aos poucos as outras "minorias" perceberão que somente estão sendo usadas, esquerdistas não dão a mínima pra elas.

    Não deixa de ser irônico o que estamos presenciando. A esquerda, que sempre foi uma exímia auto-crítica, hoje se recusa em adaptar. Ao invés disso, se torna cada vez mais radical e afasta dia após dia as pessoas comuns.
    E se for parar pra pensar bem, não tem mais pra onde irem mesmo. Quando partem pro tudo ou nada, significa que já deram todas as cartas.
    O desafio derradeiro é impedir que globalistas regulem a internet. Eles sabem que só perderam porque a internet os deixaram pelados.
  • Luis  20/12/2019 02:24
    E no Chile, onde nem esquerda havia, olha o estrago!
  • Humberto  20/12/2019 14:14
    Exato, houve muito estrago. E você acha que todas aquelas depredações e vandalismos atraíram mais pessoas para a esquerda ou aumentaram a repulsa por ela?

    Vou repetir o que já disse aqui: na eleição de 2021 vai ganhar um candidato que defende abertamente as políticas de Pinochet. Anote aí e me cobre depois.

    en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Antonio_Kast
  • Marcelo  20/12/2019 10:53
    Quanta ingenuidade!
    A esquerda nunca esteve tão forte.
    O eixo China/Rússia/Irã demonstra um casamento entre a faceta política do socialismo (capitalismo de Estado) e a faceta religiosa do Islam.
    Na América Latina, por sua vez, o Foro de São Paulo continua em plena atividade.
    Assim como a principal estratégia de Satanás é dizer que ele não existe, a esquerda se camufla para agir nas sombras, sob o manto do ENGANO.
  • Ferrari  20/12/2019 15:53
    Rússia representa a esquerda onde? estado conservador, imperialista e populista, praticamente um ditadura, não tem nenhuma conexão com a esquerda e sua ideologia externa é ser contra os E.U.A por isso se alia com China, Irã, etc...
  • Sou direito - sou direita  20/12/2019 13:25
    Parece que não é tão simples assim.

    O discurso da esquerda da política Robin Hood é muito atraente para os parasitas e incompetentes que, se felizmente não são a maioria da população, infelizmente é uma parcela considerável, suficiente para dar sustentação a muitos partidos e políticos. Além disso, o politicamente correto consegue arrebanhar as chamadas minorias, e também uma boa parte do eleitorado feminino.
  • Persio  20/12/2019 16:09
    Certa vez, um militante do PT viajou a Cuba, no tempo em que o Fidel Castro estava no poder. O tirano barbudo levou seu militante para a Fazenda Comunitária, para mostrar como funcionava o "verdadeiro socialismo". E perguntou a um agricultor:
    -Ramirez, companheiro fiel, se você tivesse dois carros, daria um ao Partido?
    - Si, comandante.
    -Bueno, e se fossem dois tratores?
    -Também o faria.
    O mesmo para dois bois, dois cavalos. Então Fidel perguntou:
    -E se fossem duas galinhas?
    - Ah, ai não daria meu comandante.
    -E por que não?
    -O senhor sabe, duas galinhas EU TENHO.
    Moral da história? É muito fácil socialismo quando se trata dos bens dos outros. Quando se trata das coisas que a gente tem...na prática, a teoria é outra. Acho que isso ficou bem claro para os eleitores que disseram NÃO à esquerda
  • Aprendiz de EA  20/12/2019 16:39
    Pessoal, muito se fala e uma grande crise financeira global se aproximando, e é dito que a mesma terá origem nos EUA.

    1 - Vocês acham que será realmente tão catastrófico ou a mídia só está fazendo alarmismo barato?

    2 - A economia americana está tão frágil como dizem? Essa aparente solidez é temporária?

    3 - A Europa com seus bancos falidos e "welfare states" com o pé na cova não estaria mais propensa a causar tal crise do que os EUA?

    4 - Vocês acham que uma nova crise colocará a esquerda novamente no poder?

    Obrigado!!
  • Thiago  20/12/2019 16:59
    Nos comentários dos artigos que ainda estão na página principal vc achará essas respostas.
  • Supply-side  20/12/2019 17:04
    "muito se fala e uma grande crise financeira global se aproximando, e é dito que a mesma terá origem nos EUA"

    Ignore isso. Os EUA estão com uma moeda estável (em relação à principal cesta de commodities do mundo, o Índice CRB) desde 2015. A economia cresce solidamente, sem bolhas. Só haverá uma crise nos EUA se o governo fizer cagada e, do nada, sair impondo uma série de barreiras à produção e ao empreendedorismo — ou seja, se ele atacar a oferta.

    Fora isso, sem chance. Como até mesmo as relações com a China estão se normalizando, chance zero de crise por lá.

    "Vocês acham que será realmente tão catastrófico ou a mídia só está fazendo alarmismo barato?"

    Justiça seja feita, até mesmo a mídia parou de falar sobre isso. Só restaram alguns profetas do apocalipse.

    "A economia americana está tão frágil como dizem? Essa aparente solidez é temporária?"

    Quisera eu uma economia "tão frágil" quanto a americana. A solidez não é apenas aparente, e tampouco é temporária.

    De novo: só haverá crise nos EUA se o governo fizer seguidas e profundas cagadas.

    "A Europa com seus bancos falidos e "welfare states" com o pé na cova não estaria mais propensa a causar tal crise do que os EUA?"

    Lá a situação é bem mais grave. E o problema todo realmente está nos bancos, cujos balancetes estão sendo dizimados pela ignara política do Banco Central Europeu.

    E, para piorar, simplesmente não houve nenhuma política do lado da oferta. Tudo ali é feito pelo lado da demanda. As barreiras governamentais à produção continuam intactas.

    Ali, sim, tem muita chance de dar merda.

    "Vocês acham que uma nova crise colocará a esquerda novamente no poder?"

    Nos EUA, chance zero disso. Na Europa, tudo vai depender da narrativa e do partido que estiver no poder em cada país no momento da crise. Se for um de esquerda, será substituído por um que é menos de esquerda. E vice-versa.
  • Anti-BC  20/12/2019 17:37
    O que você tem a dizer sobre as recorrentes "injeções de dinheiro" que o FED está realizando?

    E sobre as loucuras protecionistas de Trump?
  • Supply-sider  20/12/2019 18:57
    Nada. Eis a evolução da base monetária:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m0.png?s=unitedstamonsupm0&v=201912071008V20191105&d1=20091222

    Eis a evolução do balancete do Fed:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-central-bank-balance-sheet.png?s=unitedstacenbanbalsh&v=201912061531V20191105&d1=20091222

    Dólar segue extremamente robusto, com forte demanda ao redor de todo o mundo, ao contrário da década de 2000, em que ninguém queria dólares (o que, aliás, empurrou todo mundo nos EUA para especular no setor imobiliário como forma de ao menos tentar preservar o poder de compra da moeda):
    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-currency.png?s=dxy&v=201912201843V20191105&d1=20021220&d2=20191220

    Especificamente sobre o mercado repo, pelo que já li, o que está acontecendo é que nenhum banco americano está confiando em nenhum outro para emprestar no mercado interbancário porque eles estão com medo de que os outros estejam muito expostos a ativos europeus. Aí o mercado congelou e o Fed entrou para manter os juros no lugar. Se não entrasse, a taxa básica de juros (que é a taxa a que os bancos emprestam entre si no mercado interbancário) teria de subir.

    Por isso, o Fed anunciou que não mais vai reduzir juros (não tem como) e Trump parou de xingar o Powell no Twitter: depois que ambos se encontraram na Casa Branca — em uma reunião surpresa, na qual Powell certamente contou a Trump tudo o que se passa —, Trump nunca mais falou nada sobre juros.

    Já que existe, o BC americano está fazendo tudo certo: mantendo a moeda estável. Quem dera tivéssemos um Powell aqui no Brasil.

    Quanto ao Trump, é óbvio que eu condeno (supply-siders são tão ou até mais livre-mercadistas que os austríacos), mas o fato é que nada do que ele ameaçou se concretizou, pois o dólar se valorizou no período, de modo que as elevações de tarifa tiveram efeito nulo. A intenção era encarecer os produtos da China, mas a China reduziu os preços, desvalorizou sua moeda, e o dólar ainda se apreciou. Ou seja, no final, os preços dos importados ficaram na mesma.

    Aqui mesmo fizeram um artigo reconhecendo isso:

    www.mises.org.br/article/3086/quais-foram-os-efeitos-das-tarifas-de-trump-sobre-os-precos-nos-eua
  • Anti-BC  20/12/2019 20:03
    Excelente resposta.

    Muito obrigado!
  • Fabricio Vendramini  20/12/2019 19:17
    Não é o que Ron Paul anda dizendo em suas lives, ele diz que uma crise financeira está às portas.
  • Supply-sider  20/12/2019 20:08
    Nada posso fazer por ele (que aliás tem posições esquisitíssimas sobre a Venezuela).
  • Felipe  20/12/2019 21:12
    Supply-sider mais livremercadista que austríaco? Como assim?
  • Anti-BC  20/12/2019 22:55
    Talvez o Fed consiga manter a bolha até 2020.

    É possível que a bolha estoure em 2021.
  • Estado o Defensor do Povo  23/12/2019 02:36
    www.mises.org.br/article/2971/a-melhor-ferramenta-para-se-prever-uma-recessao-nos-eua-a-inversao-da-curva-de-juros
  • Anti-BC  20/12/2019 17:48
    Não compartilho do entusiasmo de J. Tucker.

    Concordo com vários dos seus pontos, mas esse otimismo dele é delirante.

    Muita gente "da direita" possui mentalidade estatizante, contrária à liberdade econômica.

    Muitos "anti-comunistas" nutrem ideias socialistas.

    A doutrinação esquerdista nas escolas e nas universidades é enorme.

    Paulo Guedes, por exemplo, está sujando o nome do liberalismo com a sua insistência em criar e aumentar tributos e com a sua defesa de um real fraco.
  • Skeptic  21/12/2019 07:00
    Uma prova de que a direita não é nenhuma garantia de racionalidade econômica:

    Anti-Market Conservatives Want to Fix Social Ills, But Their Cure Will Only Make Things Worse
    mises.org/wire/anti-market-conservatives-want-fix-social-ills-their-cure-will-only-make-things-worse
  • Supply-sider  21/12/2019 16:49
    Eis os resultados da esquerda nas últimas eleições:

    Na Inglaterra: menor número de assentos desde 1935

    Na Áustria: menor número desde 1945

    Na Alemanha: segundo menor número desde 1949

    Na França: o número mais baixo da história

    Na Itália: o número mais baixo da história

    Na Holanda: o número mais baixo da história

    Na Suécia: o número mais baixo desde 1908

    Na Finlândia: o segundo menor número desde 1962


    Pesquisem e surpreendam-se.

    O artigo está correto em tudo o que ele disse, mas é realmente importante ficarmos atentos para impedir que eles voltem. E isso envolve ensinar à "direita" os princípios básicos da economia. Chicaguismo não só não vai resolver nada, como pode muito bem piorar muita coisa.

    A solução são as políticas supply-siders.
  • Anti esquerdista  21/12/2019 17:14
    Ate concordo anti bc. Mais o Paulo Guedes nao tem muito o que fazer e nosso pais esta quebrado. O problema sao os estatistas,funcionarios publicos,que o proprio presidente luta para manter algumas estatais. Por isso povo,na proxima eleicoes,so votem em quem prometer privatizar tudo. Pois a conta esta ai e de um jeito ou de outro tem que ser paga.
  • Che  20/12/2019 21:33
    Tenho que saber o que o autor do artigo andou fumando. A esquerda esta pujante no mundo. A luta pela desigualdade segue firme e forte, ou ele não sabe do que acontece no Chile e Colômbia? Talvez desconheça Ocasio-Cortez, Bernie Sanders.
  • Sou direito - sou direita  22/12/2019 13:07
    @Supply-sider, eu não sou economista. Interesso-me muito pelo assunto, mas só recentemente comecei a me informar mais, principalmente por meio dos artigos deste portal.

    Se não for pedir muito, poderia explicar quais são as principais diferenças entre a escola austríaca e a de Chicago, principalmente aqueles pontos que são absolutamente irreconciliáveis?
  • Supply-sider  22/12/2019 15:39
    As diferenças são várias e cruciais. Chicago é uma economia pelo lado da demanda. A EA é uma economia pelo lado da oferta.

    Chicago não entende nada de moeda. Chicago acha que economia aquecida gera aumento de preços. E que a maneira de reduzir o aumento de preços é criando recessão e desemprego por meio do aumento de juros. Uma bagunça.

    Keynesiano pensa a memíssima coisa (progresso causa aumento de preços; pelo visto desconhecem o setor tecnológico), mas diz que a maneira de combater o preços altos gerados pelo progresso é aumento impostos e cortando gastos (este último eles nunca fazem).

    Para piorar, Chicago se preocupa com agregados monetários (expansão monetária e do crédito), mas não se preocupa com a demanda pela moeda (que é muito mais importante que a quantidade de moeda). Se a quantidade de moeda está se expandindo, mas a demanda por ela está subindo muito mais, então o poder de compra da moeda está crescendo, o que significa que não é necessário restringir o crescimento da oferta monetária. Chicago ignora tudo isso. Se ele considera que a quantidade de moeda está "aumentando muito", ainda que a demanda por ela esteja alta, ele logo trata de subir juros e arrefecer toda a economia.

    Achei este artigo aqui muito bom:

    www.mises.org.br/article/3190/economistas-do-lado-da-oferta-vs-economistas-do-lado-da-demanda--entenda-esta-distincao-crucial

    Tem alguns outros aqui que batem em Chicago, mas, no geral, austríacos pegam muito leve com chicaguistas. Eu os considero tão nefastos quanto os keynesianos (aliás, podem até ser pior: ambos fazem os mesmos estragos, mas Chicago o faz se dizendo defensora do livre mercado, o que é fatal).

    www.mises.org.br/article/1349/a-posicao-das-escolas-austriaca-de-chicago-keynesiana-e-marxista-em-17-questoes-economicas

    www.mises.org.br/article/1185/viena-e-chicago-e-suas-divergencias-sobre-moeda-inflacao-e-a-grande-depressao

    www.mises.org.br/article/1065/elucidando-milton-friedman-e-a-escola-de-chicago

    www.mises.org.br/article/1024/a-escola-de-chicago-versus-a-escola-austriaca
  • Sou direito - sou direita  22/12/2019 23:27
    Muito obrigado pelas informações, @Supply-sider.
  • Daniel Moraes  22/12/2019 18:13
    Espero com muito ânimo que esses também sejam os últimos dias do estado
  • Felipe  23/12/2019 01:17
    Leandro, o que foi exatamente essa fusão entre o BB e a Nossa Caixa? Eu não podia imaginar que uma estatal fosse capaz de se fundir à outra. Qual foi a intenção disso? Tem algo a ver com Lula?
  • Marcos  23/12/2019 14:06
    Nossa Caixa era um banco estatal estadual do Estado de São Paulo. O governador da época era José Serra. Qual realmente é o espanto de saber que um esquerdista entregou um banco estatal para outro banco estatal?
  • Felipe  23/12/2019 15:05
    Quais seriam os ganhos com essa fusão?
  • Felipe  23/12/2019 02:02
    Leandro, você disse tempos atrás de que os países enriqueceram ou sob padrão-ouro ou sob câmbio atrelado mas, no caso do Chile, foi exceção? Até onde sei, do Pinochet até os dias atuais, foi câmbio flutuante. Segundo um mapa da Wikipedia, o Equador consta como país que adota o Currency Board. Dado que a moeda corrente é o Dólar Americano, então não seria como no Peru?
  • Régis  23/12/2019 14:07
    Pesquise de novo. Chile teve câmbio atrelado até 1982. Só que fizeram lá a mesma lambança que fizeram aqui: em vez de Currency Board, utilizaram contração da base monetária e juros altos. A inflação de fato caiu, mas à custa de uma brutal recessão. E tudo para manter a moeda nacional.

    No entanto, foi exatamente essa morte da inflação que permitiu o deslanche da década de 1980. Sempre lembrando que, neste mesmo período, todos os outros países da América Latina estavam sob hiperinflação, exceto o Chile.

    Equador não tem Currency Board. Ele é dolarizado — o que de certa forma traz ainda mais estabilidade que um Currency Board.
  • Paulo Scheremeta  23/12/2019 21:45
    Todos os institutos de pesquisa economica traçam um panorama sombrio para o Brexit,Boa sorte ao povo britânico e ao sr. Boris,oxalá todos estejam errados e ele,certo.


  • Jonas  24/12/2019 11:45
    Estamos vivendo uma realidade semelhante ao que viveram os poloneses, romenos, ucranianos durante os anos 70 e 80. O establishment socialista pode dominar tudo, mas não domina mais os corações e mentes do povo.

    É por isso que esquerdistas ainda não aceitaram suas derrotas, eles continuam pensando que basta dominar tudo que suas ideias funcionarão.
  • Ninguém Apenas  25/12/2019 21:22
    Supply Sider, tenho algumas discordâncias com o que escreveu, como quanto aos déficits, a expansão creditícia e alguns outros pontos. No entanto, vamos deixar para uma outra hora. De qualquer forma me interessei pelo livro que citou, o "The seven fat years", mas não existe realmente nenhum ebook ou PDF dele? Comprar usado na Amazon para importar não é muito a minha praia.

    Pelo que vi o autor era um jornalista e não um economista (ou não?), conhece algum outro material sobre os anos Reagan? de preferencia de um economista supply-side? imagino que deva conhecer mais livros sobre, tanto dos anos Reagan quanto dos anos Clinton. Se puder indicar agradeço! Um no qual eu consiga ebook ou pdf.

    Pode ser artigos também, se tiver completo.
  • Judeu  26/02/2020 03:32
    A esquerda moderna cometeu um erro fatal. Depois de "ficar no armário" durante os anos 90 e 2000 por causa do colapso do socialismo, quando ficou diante da sua primeira derrota após a queda do muro de Berlim, tirou a máscara e se radicalizou totalmente.

    Os social-democratas europeus tiveram todo o cuidado do mundo pra não se misturaram aos comunistas durante a Guerra Fria, justamente pra não perderem a popularidade e as eleições.

    Um eleitor médio irá pensar pelo menos duas vezes em votar num grupo que possui essas alianças que esquerdistas modernos possuem.


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