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Qual é a relação entre produção, renda, consumo e qualidade de vida?
Não há atalhos: para enriquecer e ter qualidade de vida é necessário produzir

Eis um problema grave: em quase todas as discussões sobre políticas econômicas, as pessoas simplesmente ignoram de onde vêm os bens que os indivíduos consomem.

Como bem disse Gustavo Franco sobre a situação na Argentina, algumas pessoas acreditam que o leite vem da geladeira. Ou que os alimentos surgem magicamente nas gôndolas dos supermercados.

A mera distribuição e comercialização de bens é frequentemente confundida com a própria produção destes mesmos bens. Várias pessoas, inclusive economistas de viés intervencionista e desenvolvimentista, genuinamente acreditam que o problema não está na produção, mas sim na distribuição e na venda dos bens (ou seja, na demanda e no consumo).

É como se a questão da produção já estivesse magicamente resolvida.

E, no entanto, a questão da produção é o grande desafio de qualquer economia. E não o consumo.

Consequentemente, pouco se busca entender a relação entre as variáveis 'produção', 'renda', 'consumo' e 'qualidade de vida'.

A seguir, uma humilde tentativa de oferecer um piso mais sólido em cima do qual essas discussões possam ser construídas.

É a produção o que cria riqueza

Comecemos com a produção.

Produzir, em termos econômicos, é o ato de criar um bem ou serviço. Quando um confeiteiro está misturando os ingredientes de seu bolo, ele está produzindo um bolo.

Antes de começar, ele tem em cima da mesa a farinha, os ovos, o açúcar, o leite etc. Ele junta todos esses ingredientes, de acordo com uma receita que ele conhece, e o resultado final — o produto — é o bolo.

O que houve de extraordinário aqui? Ele agregou valor aos ingredientes que tinha.

E o que quer dizer isso?

Se todos os ingredientes iniciais somados são comercializados por, digamos, R$ 10, e o bolo pronto (ou seja: os mesmos ingredientes, mas agora na forma de bolo pronto) é comercializado por R$ 13, a única conclusão a que podemos chegar é que a produção aumentou em R$ 3 o valor daqueles ingredientes.

(Uma análise mais rigorosa levaria em conta também o equipamento que ele utiliza, a energia elétrica, o aluguel da cozinha, seu próprio trabalho, e muito mais coisas. Considerar todos esses insumos não alteraria em nada o que está sendo explicado, mas complicaria desnecessariamente a explicação e por isso foi dispensado.)

Economistas dizem, portanto, que o confeiteiro produziu R$ 3 em bens. Ele acrescentou R$ 3 de valor aos R$ 10 inicias. Ele produziu e criou valor.

Poderia ter sido outro bem, como um chapéu, um guarda-chuva, um computador, um carro ou um navio. Poderia ter sido um serviço, como uma consulta médica, um reparo em automóvel, a instalação de encanamentos ou luz elétrica em edifícios ou uma aula de pintura.

E é claro que diversas pessoas podem se aliar e cooperar para produzir algo, cada uma contribuindo com uma pequena parte.

O que todos esses casos têm em comum é que o trabalho de uma ou mais pessoas foi convertido, por meio da produção, em algo útil para a humanidade, esse algo sendo material ou não.

Você provavelmente já ouviu falar no PIB, o Produto Interno Bruto. Embora possua imperfeições, esse número nada mais é do que:

  • a somatória de tudo o que foi produzido de bens e serviços (produto)
  • em um determinado espaço geográfico (interno)
  • desconsiderando-se as depreciações (bruto)
  • e durante um determinado intervalo de tempo (geralmente um ano).

O PIB é, portanto, a somatória dos valores de todos os bens e serviços que são produzidos na economia: todos os bolos, livros, mobília, carros, geladeiras, fogões, aulas de inglês, pizzas, apresentações de dança etc.

Se você trabalha e produz um bem ou um serviço, você certamente contribui sua parcela para o PIB de sua economia, o PIB de seu país, e o PIB mundial.

Esta é a produção pela ótica da criação de produto. Mas podemos vê-la também como criação de riqueza e, consequentemente, renda. Quando o confeiteiro termina seu bolo, ele está R$ 3 mais rico do que quando começou. Isso porque se somarmos e compararmos tudo o que ele tinha antes e depois da produção, houve um aumento de R$ 3 — ou uma renda de R$ 3.

Em economia, riqueza não tem o mesmo sentido que geralmente se atribui à palavra. Não estamos falando de luxo ou fortuna, mas de qualquer produto como alimentos, vestuário, moradia, remédios, computadores, eletrodomésticos, caminhões, tratores etc. O aumento da oferta destes bens configura aumento da riqueza.

Quanto mais bens e serviços disponíveis a um indivíduo, mais rico ele será. Quanto mais bens e serviços disponíveis aos habitantes de uma economia, melhor será sua condição de vida — e, consequentemente, menor será sua pobreza absoluta.

Dado que nosso personagem é confeiteiro por profissão, ele provavelmente decidirá vender essa riqueza que ele criou (o bolo) e usar o dinheiro para comprar outras riquezas que satisfaçam suas próprias necessidades — o consumo.

Ele pode usar o dinheiro para pagar parte do seu aluguel, parte de uma viagem, ou um pacote de figurinhas para seu filho. A possibilidade de realizar esse consumo é o que dá qualidade de vida às pessoas. Ninguém tem qualidade de vida quando não tem onde morar, roupa para vestir, comida para comer, acesso a tratamentos médicos, e por aí vai.

Por isso, o padrão de vida dos habitantes de um país é determinado pela abundância de bens e serviços que podem ser adquiridos com a renda de sua produção.

Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da população.

Perceba como cada um desses eventos decorre do anterior, começando com a produção. Só é possível atingir o último quando temos o primeiro, e cada etapa faz parte de um processo maior.

fluxo.png

A produção não é um fim em si mesmo, mas uma etapa impossível de ser abolida

É evidente que a razão que leva alguém a decidir produzir não é o trabalho de produzir em si, mas a melhora na qualidade de vida que esse trabalho lhe proporciona. A pessoa está atuando em uma ponta do fluxo, mas olhando para a outra.

O objetivo final de toda e qualquer produção é o consumo. A pessoa produz (aumenta a oferta de bens e serviços) para obter os meios (renda, dinheiro) com os quais poderá consumir outros bens e serviços.

Ou seja, as pessoas ofertam para poderem demandar.

Não deveria ser surpresa, portanto, que, ao se introduzirem desvios nesse fluxo (ou seja, quando nem toda a produção inicial pode ser convertida em qualidade de vida para a mesma pessoa), as pessoas escolham por diminuir sua produção de bens e serviços na economia.

Isso ocorre, por exemplo, quando governos passam a tributar pesadamente a renda do trabalho ou o lucro dos investimentos. Ou então quando o investimento e a produção são afetados por uma moeda instável. Ou mesmo quando o próprio ato de produzir é estorvado por regulamentações e burocracias que servem apenas para onerar o trabalho.

Países que cometeram esses erros em larga escala invariavelmente viram queda em suas produções até que esse vazamento fosse desfeito. O exemplo mais evidente desta dicotomia aplicada a um mesmo país são os EUA da década de 1970 com os EUA da década de 1980: na década de 1970, a moeda era inflacionada e instável, e todos os tipos de trabalho e produção eram pesadamente tributados. Como consequência, o país vivenciou uma prolongada estagflação. Isso foi revertido na década de 1980, com desoneração sobre a produção e redução de impostos sobre o investimento e sobre a renda (o que incentiva mais trabalho e produção), e estabilização da moeda, e como consequência o país vivenciou um grande boom econômico com baixa inflação de preços.

Esse é o motivo de economistas serem tão reticentes a medidas que desestimulem ou onerem a produção — e essa resistência é frequentemente vista como exagerada por aqueles que não estudaram economia.

Mas esse desvio de recursos no meio do fluxo, felizmente, tem sido exceção. Ao longo da história, quem produz, na maioria das vezes, consegue manter boa parte da riqueza criada até o final do fluxo. Não por acaso, vemos um aumento cada vez maior no produto e na qualidade de vida ao redor do mundo.

1.png

2.png

3.png

4.pngA questão que fica é se queremos acelerar ou frear esse processo.

Se quisermos acelerar, a produção deve ser desonerada e facilitada ao máximo. Se não quisermos, basta então apenas incentivarmos a demanda sem atentarmos para o lado da oferta. Isso é o que foi feito recentemente no Brasil.

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autor

Felipe Lungov
é formado em economia pela FEA-USP com especialização em estatística pela FIA-USP. É editor do blog Palavras de Liberdade e presidente da Academia Liberalismo Econômico.

  • Fabrício  02/10/2019 18:27
    Por mais básicos e óbvios que pareçam esses conceitos eles realmente precisam ser repetidos (como sempre faz esse Instituto), pois ainda tem muito gente que se recusa até mesmo a aceitar essa obviedade tautológica.
  • Bruno  02/10/2019 18:29
    Texto esclarecedor, principalmente para aqueles sonhadores que acham que a riqueza cai do céu e que acreditam que tudo é apenas uma questão de "vontade política" para um governo se tornar capaz de prover de tudo. Muito bom!
  • Maurício  02/10/2019 18:37
    Os oponentes de uma economia livre são intelectualmente fraquíssimos, e artigos como esse, sucintos e de linguagem clara, são ótimos exemplos práticos de como qualquer um deve começar a pensar e agir caso queira fazer uma diferença positiva no mundo.

    Precisamos de mais materiais como esse, inclusive sobre empreendedorismo e evolução da humanidade tendo como base invenções, geração de riqueza, etc.
  • Jorge  02/10/2019 18:42
    O exemplo do bolo me lembrou de uma dúvida relacionada a questão do valor subjetivo.

    Um artista como, por exemplo, Van Gogh pintou cerca de 800 quadros ao longo de sua vida e só vendeu uma obra.

    Pela lógica do texto, da qual não discordo, ele teria destruído o valor dos quadros e de suas tintas.

    Ocorre, porém, que, após sua morte, a valoração de suas obras se alterou e hoje elas valem milhões.

    Isso significa que o valor, por ser subjetivo, pode se alterar com o tempo e, em conseqüência, um trabalho que no momento de sua realização representou uma destruição de valor em um momento seguinte pode representar uma criação de valor?
  • Vladimir  02/10/2019 18:47
    Sim. Isso, aliás, ocorre a todo o momento no mundo. Coisas que antes tinham muito valor simplesmente deixam de ter. E vice-versa.

    Tudo é determinado pelas preferências subjetivas das pessoas. Nada se pode fazer quanto a isso.

    No início da década de 1990, um Itautec 386 era o suprassumo da tecnologia (aqui no Brasil). As pessoas pagariam milhares de dólares nele. Hoje, você teria de pagar milhares de dólares para as pessoas aceitarem receber um.

    Uma linha discada, um celular tijolão, um fusca. O mesmo raciocínio. Na época em que eram criados, geravam valor. Se fossem criados hoje, destruiriam valor.

    Quanto a Van Gogh, na época ele subtraiu tinta e canvas da sociedade holandesa e, à época, nada produziu de valor para as pessoas da época. Hoje, no entanto, ele está criando valor para as pessoas que eventualmente estejam em posse de sua pintura. Belo investimento.
  • Estudante   02/10/2019 18:44
    O que o IMB possui a dizer sobre as propostas do Ciro Gomes?
  • Bedel  02/10/2019 18:49
    De novo essa pergunta? As propostas de Ciro Gomes são idênticas a todas as que foram implantadas durante o governo Dilma. Absolutamente as mesmas, sem tirar nem por.

    Ele defende empréstimos subsidiados para as grandes empresas e reservas de mercado para o grande baronato industrial. Seu programa de "compras governamentais" nada mais é do que a transformação do empresariado em funcionários públicos: o baronato industrial produz, o governo compra (com o nosso dinheiro).

    O consumir fica totalmente de fora da equação (sendo coercivamente obrigado a dar o dinheiro, é claro). A economia passaria a ser inteiramente conduzida por um conluio entre grandes empresários e governo.

    Aliás, de certa forma, o programa de Ciro é ainda pior que o de Dilma. Dilma dava nosso dinheiro, via BNDES, para seus amigos empresários, e estes ao menos tinham de produzir alguma coisa em troca para vender no mercado. Já Ciro quer dar nosso dinheiro para grandes empresários em troca de coisas que eles irão produzir exclusivamente para o governo.

    Ou seja, com Dilma a gente ainda conseguia umas migalhas em troca (vinha uma picanhazinha da Friboi pra gente). Com Ciro, nada.

    A FIESP adoraria ter Ciro Gomes como presidente. Não é à toa que ele cortejou Benjamim Steinbruch de vice, o homem que simplesmente quer fechar o país.

    Por fim, não deixa de ser curioso: o mesmo cara que vitupera tanto a "plutocracia paulista" quer implantar programas que irão favorecê-la como nunca.
  • Estudante  02/10/2019 18:46
    Ok, mas o que dizer sobre o marketing? No capitalismo moderno o marketing estimula pessoas a consumir um produto que nem sempre é o melhor, induz as pessoas a dar maior valor a algo que talvez não tenha valor nenhum.

    Estou me referindo a um valor para o mundo, criação de riqueza e não riqueza para o esperto que vendeu tal produto.

    Ex: através de muito marketing vendo um tênis com molas que prometem dar mais impulso na corrida e o transformo no tênis da moda. A qualidade do tênis é incrivelmente ruim bem como sua durabilidade mas o boom de vendas no período de 1 ano é algo extraordinário, e suficiente pra minha riqueza em particular.

    - A herança pra sociedade é um gasto alto por um bem inútil que em 6 meses não tem mais vida útil.
    - Aumento de poluição em sua produção em larga escala
    - Aumento de lixo após milhões de tênis descartados

    Ou seja, a criação de riqueza gerada por um produto fruto do marketing (que distorce a noção de preços dos bens) gera uma externalidade negativa para a sociedade.

    Os consumidores podem em algum momento perceber que esse tênis não vale o preço cobrado porém, sabemos que tão logo surja outro tênis assim e uma campanha de marketing agressiva com qualquer celebridade na TV fará com que a história se repita.
  • Humberto  02/10/2019 18:53
    "Ex: através de muito marketing vendo um tênis com molas que prometem dar mais impulso na corrida e o transformo no tênis da moda. A qualidade do tênis é incrivelmente ruim bem como sua durabilidade mas o boom de vendas no período de 1 ano é algo extraordinário, e suficiente pra minha riqueza em particular."

    Cite um exemplo prático disso. Cite um caso conhecido de um tênis porcaria, que durou apenas um ano no mercado e que neste ínterim enriqueceu pro resto da vida seu criador.

    Estou curioso, pois vou tentar imitar. Deve ser uma mamata fazer um produto merda, enganar muita gente (que irá voluntariamente pagar caro para comprar um produto merda, algo bastante lógico, né?) e viver rico para sempre.

    No aguardo.
  • Régis  02/10/2019 19:04
    Não tem, é tudo subjetivismo. Aliás, no fundo, é tudo elitismo. Como o cara discorda do sucesso de um produto, ele fica com inveja dos criadores e passa a ter raiva daqueles que consomem o produto voluntariamente, enriquecendo os criadores.

    Eu, por exemplo, já passei por isso em relação ao axé e ao funk. Aí, depois de entender como funciona o mercado, passei a relaxar. E minha qualidade de vida melhorou após perder esse ódio gratuito.
  • Bernardo  02/10/2019 19:23
    Bom, em relação a produtos ruins ou pelo menos de qualidade duvidosa, eu pelo menos conheço vários, e se sustentam simples e puramente pelo marketing agressivo e um público alvo voltado para adolescentes e jovens adultos carentes que tentam solucionar seus problemas nesse tipo de consumo.

    Sugiro que assista um vídeo chamado "quanto custa o outfit" ...Na minha humilde opinião, marcas exploram essa deficiência humana e convencem jovens a comprar uma camisa ou um cinto feito de pano por milhares de reais.

    Claro que vão argumentar que o livre mercado permite isso, ele oferece seu produto pelo valor que quiser e corre o risco de não ter demanda e falir, eu concordo, porém através do marketing ele influencia pessoas a esse consumo inútil e que em termos de geração de riqueza. (o preço pago não reflete o produto, logo é um preço inflacionado pelo marketing...sei lá se posso dizer assim).

    Enfim, acho que o marketing torna-se um empecilho ao livre mercado na questão da eficiência da produção pois as empresas começam a focar muito mais em convencer as pessoas de que ter aquele produto a fará uma pessoa melhor do que produzir realmente algo bom para os consumidores.

    Marca como SUPREME por exemplo. Basta vestir o Neymar e mais 2 com essa porcaria que a demanda explode junto com seus preços.

    Isso, pra mim, distorce preços relativos e atraindo mais investidores que poderiam estar produzindo bons produtos com menos marketing.
  • Fabrício  02/10/2019 19:29
    Desculpe-me a sinceridade, mas aí você está sendo arrogante.

    Na prática, eis o que você está dizendo:

    "Dado que eu considero tal produto ruim, então é absolutamente inconcebível que o resto da humanidade o considere bom. Logo, essas pessoas só podem ser burras. Apenas eu sou iluminado o bastante para perceber como este produto é ruim e como o populacho está sendo enganado pelas mentes diabólicas responsáveis pelo marketing."

    Ora, meu caro, se a maioria das pessoas está voluntariamente comprando um bem de maneira contínua, então isso, por definição, significa que elas o aprovam. E você nada pode fazer quanto a esta demonstração voluntária de preferência.

    Eu odeio funk e axé. No entanto, essas coisas são maciçamente consumidas pelas pessoas. O que eu posso fazer quanto a isso? Nada.

    Mais ainda: 35% da população brasileira venera Lula (um presidiário). O que eu posso fazer quanto a isso? Nada.

    Agora compare essas três coisas: um tênis, axé e funk, e Lula. Qual é menos nocivo para a humanidade? Qual é aquele cujos usuários não incomodam ninguém?
  • anônimo  02/10/2019 19:31
    Mesmo que o marketing de uma empresa conseguisse manipular eternamente as pessoas do jeito que você diz, isso apenas reforçaria a tese de que valor é subjetivo. E você nada pode fazer quanto a isso. Só espernear.
  • Imperion  02/10/2019 19:39
    Você mesmo já colocou que o marketing é mentiroso. Se houvesse concorrência genuína, não apenas os produtos melhorariam e esse tênis porco sairia de linha, como haveria concorrência entre as agências pra fazer marketing que não engana o consumidor. Nenhuma agência em concorrência iria aceitar fazer propaganda de um produto ruim, pois informar o consumidor corretamente era o que geraria receita, não enganá-lo como é hoje.

    Hoje as agências recebem uma licença do governo e são reguladas por um órgão, e o que vale é fazer publicidade pro governo (estatismo). O que acaba por financiar essas agências de marketing duvidoso.
  • Estado o Defensor do Povo  03/10/2019 00:39
    O Marketing é extremamente importante justamente para que os melhores produtos tenham sucesso no mercado, veja bem, a informação é dispersa na sociedade, ninguém sabe de tudo, e as pessoas estão afastadas em quilometragens gigantescas que é o planeta terra, dito isso, o marketing é importante para divulgar um produto, de que adianta eu inventar a cura do câncer se as pessoas não souberem que meu produto existe? Ninguém irá comprá-lo apesar disso ser uma coisa demandada por muitas pessoas, é que nem uber, 99 e cabify por exemplo, em algumas cidades no Brasil o 99 é mais barato que o uber, mas a maioria das pessoas continuam usando o uber, por quê? Porque boa parte dessas pessoas nem sabem que o 99 existe, o uber tem mais marketing e é mais antigo, logo é mais famoso, mesma coisa com Netflix também, na minha família tá cheia de gente que continuou pagando mais caro na TV a cabo por um tempão porque nem conhecia a Netflix, e hoje tem até o amazon prime que é ainda mais barato que a netflix, logo o marketing é bom pra divulgar a informação nesse aspecto.

    Ademais, isso que você falou sobre a SUPREME é meio prepotente da sua parte, se você acha os artigos de roupa da supreme inúteis então não compre, simples, ninguém te obriga, mas deixa os caras que pagam milhares de reais nisso em paz, eles ficam felizes quando fazem isso. Já vi um vídeo do gordinho do outfit e ele dedica muito tempo pra marcas de roupa, ele faz isso porque ele dá muito valor a isso, é a vida dele basicamente, por isso ele acha lucro quando paga centenas de reais em roupa, e você em nada tem que se intrometer na vida dele e impedir ele de comprar essas coisas porque VOCÊ acha isso supérfluo,sim, na prática você está falando que é muito ruim o gordinho do outfit valorizar essas coisas e que ele deve ser impedido de fazer isso), pois você só conseguiria resolver esse tal problema de marketing na base da força, impedindo essas empresas de venderem o que você acha inútil, pois se você deixá-las livres esse tipo de coisa irá acontecer e você terá que aceitar.
  • returnONE  04/10/2019 12:36
    TekPix
  • Wesley  02/10/2019 19:17
    Ótimo artigo.
    Off: Vocês acham que se SP fosse independente se tornaria socialista? É que tem muitos socialistas aqui, o povo gosta de assistencialismo e temos as universidades seguidoras do mesmo, e quanto aos outros estados?
  • Raimundo  02/10/2019 19:28
    Não sei se virariam socialistas, mas sei que a FIESP, por exemplo, seria dizimada. Hoje, um nordestino é proibido de comprar produtos baratos dos EUA e da Europa porque o governo federal impõe altíssimas alíquotas de importação para proteger principalmente a turma da FIESP.

    Sem o planalto central, todos os industriais paulistas seriam prontamente dizimados. Consequentemente, todos aqueles que hoje estão ligados à FIESP perderiam sua reserva de mercado e teriam uma abrupta queda na renda.

    Logo, uma secessão de São Paulo seria ótima para os nordestinos (os que trabalham, é claro) bem como para o resto do país.

    Para os paulistas como um todo seria péssimo. Afinal, como boa parte da alta renda do estado de São Paulo se deve à reserva de mercado que o governo federal concedeu à FIESP, os paulistas seriam os que mais perderiam. Reserva de mercado é ótima para quem está dentro dela. A renda destas pessoas é artificialmente alta. E a grande maioria da população do estado de São Paulo é beneficiária desta renda artificialmente alta que o governo federal concede à FIESP. Trata-se do efeito spillover.
  • Combo  02/10/2019 19:41
    Outro dia eu vi um vídeo que diziam que o Brasil deveria expulsar o estado de São Paulo do país.

    O estado de São Paulo acabou com as fábricas do nordeste. Se um investidor vai gastar 1900 reais com um trabalhador de fábrica, ele sempre vai preferir estados mais desenvolvidos.

    A FIESP faz um lobby violento contra a importação, inviabilizando as importações de produtos baratos pelos nordestinos. Os nordestinos poderiam importar tudo da China a preços extremamente baixos, mas precisam pagar mais caro para os paulistas e outros estados mais industrializados.

    O nordeste fica esperando o dinheiro de estados mais desenvolvidos, deixando de lado o seu próprio desenvolvimento.

    O nordeste fica mais próximo a países desenvolvidos e poderia ter mais facilidade para comercializar com eles. Esse bolsão de pobreza entre a Europa, USA e região Sudeste do Brasil, não tem o menor sentido, porque está no meio da rota comercial. O nordeste seria um hub de distribuição, se não fosse o lobby das indústrias nacionais.
  • Magno  02/10/2019 19:45
    Tudo isso é verdade, mas foi o próprio povo nordestino que optou voluntariamente por isso. Nenhum governo foi mais protecionista e benéfico para a FIESP do que os de Lula e, principalmente, Dilma. Dilma foi quem mais fechou a economia em benefício da FIESP. A FIESP foi grande entusiasta de Dilma no início. Foi só quando a economia degringolou que ela mudou de lado e passou a defender o impeachment. Óbvio. De nada adianta ser protegido por uma economia fechada se o povo não tiver renda pra comprar seus produtos.
  • Estado o Defensor do Povo  03/10/2019 00:41
    Tem um artigo ou qualquer outra fonte que fale em mais detalhes sobre a FIESP? Que corroboram isso que você falou?
  • Gustavo  02/10/2019 19:44
    A secessão de São Paulo só funcionaria se a capital São Paulo não viesse junto. Todo o atraso econômico está ali. O lobby da FIESP está ali. As elites protegidas por tarifas de importação estão ali. Os progressistas radicais estão todos ali. A esquerda mais radical do país (pior até que a do Rio Grande do Sul) está ali.

    E, para piorar, no que dependesse da população da capital, o socialista Márcio França seria o presidente do estado. E de lavada.

    Ah, sim, e de todas as capitais do sudeste, São Paulo foi a que mais deu votos para Haddad em termos percentuais. Uma vergonha.
  • Pobre Paulista  02/10/2019 19:52
    Ainda esse papinho de fiesp? Povo adora se iludir.

    Nossa indústria é irrelevante, a economia de SP é baseada em serviços.

    Sobre os votos do haddad: É claro, aqui na capital tem muita gente. Não é assim que se compara, tem que ver a quantidade relativa de votos.

    A fiesp é irrelevante. O haddad é irrelevante. Os eleitores do haddad são irrelevantes. Pode separar o estado inteiro que vai dar tudo certo.
  • Imperion  03/10/2019 01:17
    Não é possível saber o futuro. São Paulo independente tanto poderia pender pro lado socialista, com um golpe, quanto pro capitalismo.

    No caso capitalista, os empresários que dependem do mercado brasileiro protegido tomariam prejuízo, já os exportadores (e são muitos) continuariam faturando, mas o resto do país seria outro país, daí ele perderiam esse mercado

    Então é bom ver em partes. São Paulo é um colosso capitalista, seria a vigésima segunda economia mundial, perderia mercados, mas ganharia outros tantos.

    Com certeza, desse PIB todo haveria uma contração econômica inicial, principalmente dos setores dependentes do resto do país, mas a economia paulista é bem maior que essa parte.

    Agora sobre o assistencialismo, ele vai mais pra migrantes que vieram pra São Paulo. Se Sampa se separasse, esses assistencialistas seriam estrangeiros, é provável que tivessem que sair da república paulista, e se ficassem teriam que se sujeitar as novas leis pra se naturalizassem. Dificilmente aceitariam.

    Mas isso tudo é apenas especulação. Não dá pra saber sem dados profundos. Só se sabe por aqueles institutos de pesquisa oficiais e aqui a maioria é favorável ao capitalismo.

    Mas veja que quem separaria o estado do resto do país seriam os políticos e vc sabe como funciona a cabeça dos políticos. Seria pra eles, não pra maioria.

    Mas é provável que o assistencialismo paulista diminuísse, mas não se extinguisse.
  • Imperion  02/10/2019 20:28
    Sao Paulo tambem, caso se separase , seria um dos países mais endividados do planeta. Ate parece que ele poderia dar um thau, e nao assumir os papéis que ele teve no clube chamado brasil. Ele teria a sua divida paulista, somado a sua parcela da.divida federal,.da qual ele participou todos esses anos , e sampa.mesmo rico,.sempre teve um pe na riqueza e outro nas contas quase quebrando.
  • Andre  02/10/2019 23:41
    E quem vai independizar São Paulo? Não existe povo paulista, existe descendentes de nordestinos, de paranaenses, de mineiros, italianos, portugueses e espanhóis sem real amor pela terra em que vivem. Os estados do Sul tem muito mais chances, cultura e motivação para tal empreitada.
  • Gustavo A.  07/10/2019 20:10
    Se fosse para apostar, eu apostaria que São Paulo viraria um Chile.

    Tanto o interior, quanto a capital têm economias pujantes (se comparadas com a realidade brasileira). A infraestrutura é a melhor do país (das 20 melhores estradas, 19 estão em SP). A taxa de violência (em especial homicídios) é baixa.

    O povo paulista ainda perde muito dinheiro para o governo federal, que investe em outras regiões. Se todo esse dinheiro ficasse aqui, com a competência para fazer leis no próprio estado, que nunca foi governado por marxistas, haveria um boom econômico.

    O separatismo, ou no mínio a descentralização, seria excelente para todos no Brasil.
  • Constatação  02/10/2019 20:58
    O problema dos socialistas não é com o entendimento destes conceitos. É com a aceitação (como não aceitam várias outras realidades).
  • Richard Hugh  02/10/2019 21:01
    Algo que eu acho no mínimo 'interessante' no Mises e suas teorias, é que continuam achando que as mesmas dinâmicas sociais e econômicas lá do início do século XX ainda funcionaria hoje.
    Antes de qualquer coisa, deixa bem claro que jamais defenderei 'comunistinha' ou a esquerda no geral.
    Como um empregado corporativo (e obviamente angustiado com essa carreira tão patética), percebo todos os dias o quão pouco trabalho manual (leia-se humano) é necessário nos dias de hoje. E quando digo isso, não é apenas em ficar mandando e-mail, marcando reunião ou passando papel - que já são inúteis em si mesmo, mas sim na própria essência das grandes empresas, que aparentemente alimenta um teatro gigantesco em prol da própria manutenção da sociedade.
    O pessoal da chamada 'direita' consegue se convencer de que sempre haverão novas demandas de emprego, que sempre haverá o que fazer para as pessoas, basta elas 'evoluírem intelectualmente', visto que as atividades manuais em sua maioria serão substituídas pelas intelectuais. O fato é, entretanto, que está muito claro que não há, muito menos haverá no futuro, qualquer atividade para a grande maioria da população, como já acontece hoje nesse teatro gigantesco que o capitalismo (se é que assim posso chamá-lo).
    Eu tento puxar esse assunto com meus colegas de trabalho, tentar remoer lá dentro deles essa epifania da nossa inutilidade, mas todos evitam, fogem desse tão desanimador choque - afinal, não é qualquer um que consegue dormir a noite ciente da sua inutilidade para a sociedade.
    Por outro lado, quando percebo trabalhos como garis e lixeiros, por exemplo, aí sim eu vejo algo essencial, imprescindível mesmo para a manutenção da sociedade e do bem-estar. Já esses servicinhos de executivos e vendedores (convenhamos que já viraram maioria) são só de fachada, já deveriam ter acabados mas se mantêm para evitar o caos.
    Sobra então comentar as áreas de T.I, que é basicamente o futuro - e aí eu concordo. No final das contas, o futuro é feito por profissionais da T.I e dos poucos trabalhos manuais que sobrarem, os quais seriam ocupados por no MÁXIMO 10% da população mundial. E o resto? O que acontece? Vão ficar oferecendo serviços de entretenimento puro? Vai virar a idiocracia?
    Essa 'oversimplification' que a própria direita do mundo faz é simplesmente ingênua, na mesma intensidade da má intenção da esquerda esfomeada pelo poder, que convence esses coitados que querem salvar o mundo. No final, ninguém admite que não sabemos a saída, ou sequer que a solução talvez seja muito mais complicada do que parece, de que temos muito a aprender e que todas as novas opiniões sejam válidas.
    Arrogância de um lado e maldade do outro, eu sinceramente não vejo saída, e a única certeza que eu tenho é que, apesar de todos baterem nas costas um dos outros, tentando se acalmarem escorados no argumento que a demanda apenas irá mudar, mas nunca diminuir, não haverá trabalho pra todos, o que já torna o velho sistema capitalista ultrapassado, inútil e até mesmo perigoso.
    Já aproveito o comentário pra acrescentar que as pessoas aqui e da direita, infelizmente, acham que a preguiça deveria ser castigada com fome ou passar frio morando na rua. Jamais considerariam a mitigação dessa característica que já virou quase demoníaca no Brasil. Algumas pessoas têm preguiça, e isso pode até ser genético, mas mais importante, ela nada mais é que falta de motivação, seja pra ganhar dinheiro, seja pra 'vencer na vida', ou pra deixar uma história. Algumas pessoas querem só levar a vida fazendo coisas simples, sem precisar trabalhar pra ter o que comer e ter um local simples pra morar, e acho válida essa vontade. Não defendo vagabundos assaltantes que dizem que o mundo é injusto com eles, só acho que ninguém deveria pagar pela preguiça passando fome.
    Já podem me odiar agora.
  • Leitor Antigo  02/10/2019 22:00
    Pelo visto, chegou ao site hoje, pois só fez repetir clichês surrados e morféticos, já amplamente refutados aqui.

    Uma pequena amostra:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2978

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3073

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2915

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3034

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2928

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649

    Seja bem-vindo. Abraços!


    P.S.: odiar você por quê? A gente só odeia aquilo que incomoda e que gera atraso. Para todo o resto -- inclusive, e principalmente, para a ignorância -- há apenas paciência e piedade.
  • Richard  02/10/2019 23:03
    Os comentários dos artigos 'refutando' são os mesmos básicos de sempre, tais como:

    "Assim, o objetivo de uma sociedade que quer prosperar e enriquecer tem de ser o de criar os trabalhos que serão realmente necessários no futuro. "

    "Por isso, à medida que progredimos, iremos continuar renunciando a alguns empregos e criando outros, adaptando nosso trabalho (a maneira como ganhamos a vida) a como queremos viver e ao que as tecnologias podem fazer por nós. "

    Etc etc...

    Nos cargos mais altos das grandes empresas está cheio de áreas de TI atendendo as áreas negociais, que são os empregos do futuro. Nem mesmo eles são lá tão necessários mais, ao menos não como eram anteriormente. Exemplo típico são os softwares capazes de criar softwares, bastando que as pessoas digam o que precisam e alguns parâmetros básicos.
    E no mais, dentre os diversos argumentos que eu coloquei, os artigos colados tentam responder poucos - e não se usam da prática pra refutar nada. São só mais coisas super simplificadas (e portanto necessariamente arrogantes) tratando a solução como algo simples e previsível - e claro, desconsiderando o fator humano, sempre.
  • Vladimir  03/10/2019 01:10
    "Assim, o objetivo de uma sociedade que quer prosperar e enriquecer tem de ser o de criar os trabalhos que serão realmente necessários no futuro."

    Exato. Isso é de uma obviedade tautológica. E o fato de você estar espantado com isso comprova que você jamais deve se aventurar a ser empreendedor.

    "Por isso, à medida que progredimos, iremos continuar renunciando a alguns empregos e criando outros, adaptando nosso trabalho (a maneira como ganhamos a vida) a como queremos viver e ao que as tecnologias podem fazer por nós. "

    Correto. Sempre foi assim na história do mundo. Empregos antiquados foram abolidos e empregos novos foram adotados, sempre adotando e se adaptando às novas tecnologias.

    De novo, qual o seu espanto?

    "Nos cargos mais altos das grandes empresas está cheio de áreas de TI atendendo as áreas negociais, que são os empregos do futuro."

    Ótimo. E daí? Por que você quer proibir isso?

    "Nem mesmo eles são lá tão necessários mais, ao menos não como eram anteriormente."

    Se for verdade, serão abolidos sem problema. Afinal, manter o que é desnecessário significa simplesmente "queimar caixa", reduzir margem de lucro e, consequentemente, afetar investimentos futuros e contratação de mão-de-obra (não é essa a sua preocupação?).

    "Exemplo típico são os softwares capazes de criar softwares, bastando que as pessoas digam o que precisam e alguns parâmetros básicos."

    Um software que reproduz outro software sem necessitar da intervenção humana? E você quer abolir essa maravilha? Por quê?

    Segredinho para você: hoje, já há várias cirurgias feitas por robôs de altíssima precisão (um familiar meu fez uma recentemente, de próstata). Há apenas um médico operando um joystick. O robô faz tudo.

    No que dependesse de você, essa meu familiar seria proibido de usufruir dessa automação, pois você determinou que um cirurgião com uma mão trêmula e sem enxergar perfeitamente é preferível, pois "mantém empregos".

    É de lascar.

    "E no mais, dentre os diversos argumentos que eu coloquei, os artigos colados tentam responder poucos - e não se usam da prática pra refutar nada. São só mais coisas super simplificadas (e portanto necessariamente arrogantes) tratando a solução como algo simples e previsível - e claro, desconsiderando o fator humano, sempre."

    Ah, sim, pois explicar detalhadamente como exatamente os seres humanos irão se comportar no futuro, o que irão criar, e como irão interagir – ah, isso sim é uma postura humilde e técnica, né?

    Veja a sua incoerência: você diz que uma generalização é arrogante, e logo em seguida diz que o correto seria dar respostas extremamente detalhadas e profundas sobre exatamente como será o comportamento humano em 2060!

    Você, uns cinco anos atrás, nem saberia explicar como é possível gente ganhar dinheiro hoje com Instagram. Ninguém previu o Uber. Ninguém previu o AirBnB. Ninguém previu os drones da Amazon entregando encomendas (corra para proteger o emprego dos carteiros!), mas você exige saber em detalhes exatamente em que os humanos do futuro trabalharão e como irão ganhar dinheiro.

    Segredinho básico para você: ninguém sabe (caiu de costas?). Eu mesmo nem sei se ainda estarei trabalhando ano que vem, muito menos me vejo capacitado para especificar exatamente como e com que as pessoas do futuro estarão ganhando dinheiro.

    Ah, e se você porventura encontrar alguém que diga saber, proteja sua carteira: trata-se de um charlatão profissional.

    Sim, algumas respostas são realmente frustrantes para aqueles que defendem planejamento centralizado. O "não sei" é muito comum, e, com efeito, carrega consigo uma profunda humildade. Se você não se conforma com ela, não faltam por aí aspirantes a planejadores centrais doidinhos para lhe vender um falso conforto.

    Por tudo isso, sempre fico com a sabedoria humilde de Hayek: se já soubéssemos antecipadamente todos os resultados que surgiriam em um ambiente de liberdade, não precisaríamos da liberdade: apenas implementaríamos diretamente todos esses resultados.

    O propósito da liberdade é exatamente o de descobrir, no futuro, tudo aquilo que ainda não sabemos no presente. Sendo assim, o argumento em prol da liberdade é, em última instância, baseado na humildade e no respeito pela sabedoria e pela experiência humana futura.
  • Eduardo  03/10/2019 01:17
    Pô, ninguém vai responder pro cara exatamente como ele estará ganhando dinheiro em 2057? Vocês são uns desalmados...


    P.S.: o cara tá falando que o mundo futuro será tão abundante que quase ninguém mais terá de trabalhar extenuantemente, e conclui que isso será péssimo. Deixa o cara, ué. Se a preocupação dele é essa, então ele é feliz e não sabe. Eu só digo uma coisa: quem dera minha preocupação nesta vida fosse a perspectiva de que o futuro será abundante e eu terei de trabalhar menos. Se alguém conseguir me convencer disso, já me torno realizado nesta vida. Estou muito mais preocupado com inflação de preços, qualidade do setor de serviços e poder de compra da moeda. Isso sim é o que destrói padrão de vida e gera convulsões sociais.
  • Praxeologista  03/10/2019 02:32
    Não há constantes na ação humana. Consequentemente, quaisquer previsões sobre fenômenos sociais são, por definição, impossíveis.

    Previsões sobre padrões podem até não ser impossíveis (que é exatamente o que fazem os artigos recomendados), mas previsões sobre magnitudes exatas (que é o que leitor quer) são impossíveis.

    Ao criticar a existência do primeiro e a ausência do segundo, o Richard mostra que não entendeu nem mesmo o básico da ação humana.
  • Richard  03/10/2019 13:31
    Sem qualquer sombra de dúvidas pode-se dizer que existe uma máxima inquestionável no Mises:
    Ninguém perceberá a própria arrogância nesse lugar, jamais.

    Não existe sequer um comentário que as pessoas não se mostram apaixonadas por si mesmo, e absolutamente orgulhosas dos conhecimentos [decorados, obviamente], e saem vomitando não só aquilo que leram em algum lugar, mas com puxando o próximo que tenta pensar pra baixo, junto deles.

    E eu que achava que só os socialistas que fossem babacas e arrogantes. No final das contas, não há solução, vai continuar essa discussãozinha eternamente, com ambos fazendo merda e ambos sem perceberem as merdas que fazem - afinal, se minha posição econômica foi posta em prática e não funcionou, deve ser necessariamente porque houve alguma intervenção do outro lado político/econômico.

  • Lucas  03/10/2019 20:16
    Rapaz, seu comentário me esclareceu algumas dúvidas. obrigado.
  • Ninguém Apenas  03/10/2019 01:18
    "só acho que ninguém deveria pagar pela preguiça passando fome."

    É necessário compreender uma coisa, o fato do ser humano ter de trabalhar para sobreviver não é algo que está relacionado ao sistema econômico, é uma lei da natureza. É interessante destacar isto pois muitos acreditam que se o socialismo fosse de fato instaurado (não to dizendo que é seu caso), existiria algo como o direito à preguiça ou o direito de não trabalhar e ainda assim ser sustentado, e ainda imaginam que o Estado de bom grado sustentaria a todos que não quisessem trabalhar ou que teria os recursos para tal.

    É óbvio que todo mundo gostaria de poder comer, beber e se divertir sem precisar trabalhar ou realizar alguma tarefa que lhe permita tal privilégio, mas vivemos em um mundo de escassez e não se trata de capitalismo ou socialismo, recursos escassos são recursos escassos. Não é possível transformar pedras em pães e milagre da multiplicação só Jesus faz.

    Dito isso, vamos relembrar as condições na aurora da civilização na Terra. O homem primitivo enfrentava o terror da fome a todo instante, acordava com ela e dormia com ela. Neste meio, tribos inteiras, povos inteiros foram destruídos pela fome e pela doença. Nunca se tratou de preguiça, o homem primitivo lutava com todas as suas forças mas muitas das vezes era inútil.

    Foi com o surgimento do Capitalismo, e com ele a divisão do trabalho e as longas séries de produção, que foram multiplicados os bens à disposição do povo. Foi o início da produção em massa com o objetivo de atender as necessidades da massa. O acúmulo de capital fez elevar os salários dos trabalhadores e reduzir os preços dos bens. Nessas condições, quem possui um emprego é porque exerce uma função necessária às outras pessoas, caso contrário os clientes não a demandariam. É necessário lembrar que não é o patrão que paga o seu salário e sim o cliente, é o povo que compra os ingressos do jogo de futebol que paga o salário do Neymar e é o povo que compra uma geladeira nas Casas Bahia que paga o salário do vendedor. Se o empresário fosse da opinião que o vendedor ou o executivo não realizassem uma função necessária, não os contrataria, pois seria desperdício de tempo e dinheiro.

    Nada mais junto que aquele que desempenha uma função necessária (necessária aos olhos do cliente, não seu) ser pago de acordo. O trabalhador das Casas Bahia que vende a geladeira é o mesmo cara que depois vai comprar o ingresso do jogo de futebol. No Capitalismo, trabalhador e cliente são a mesma pessoa.

    No entanto, apesar de todo o aumento do padrão de vida ocasionado pelo Capitalismo, o mundo ainda não conhece uma maneira de sustentar a todos os indivíduos do planeta sem que estes precisem trabalhar ou exercer qualquer função necessária. O Capitalismo é incapaz de eliminar a realidade da escassez, assim como o Socialismo, o Intervencionismo, o Sindicalismo ou o Corporativismo.

    Quem quiser voluntariamente convencer algum de seus concidadãos a sustentarem a ele sem trabalhar tem todo o direito de fazê-lo, mas não tem o direito de confiscar o dinheiro do outros para se manter. Por último, a história tem fornecido inúmeros exemplos que o confisco e a redistribuição são incapazes de alcançar tal objetivo (até porque tal estado nunca foi atingido).
  • Adriano  02/10/2019 23:42
    Pessoal, fora do assunto deste artigo, fui acometido por uma súbita curiosidade sobre a escola austríaca e acabei comprando os livros "As seis lições" de Mises e "O que o governo fez com o nosso dinheiro?" de Rothbard, fiz uma boa escolha? Quais outros livros me recomendam?
    Obrigado!
  • Daniel  03/10/2019 01:29
    Sim, ótimas escolhas. Sugiro também "Economia Numa Única Lição", "A Mentalidade Anticapitalista", "Liberalismo", "O Essencial von Mises", "Dez Lições Fundamentais de Escola Austríaca".

    Todos estão gratuitamente disponíveis aqui:

    www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99
  • Adriano  03/10/2019 14:26
    Opa! Muito Obrigado!
    O que vcs acham do Manifesto Libertário?
  • Victor Quintao  03/10/2019 00:47
    E aí pessoal, e quanto a previdência privada, fim do inss? O meu preconceito vem de que aqui no Brasil parece que não existe uma estrutura de "seguradoras" que salvaria as "previdenciárias" em caso de mal gerenciamento do dinheiro dos segurados...Suponhamos que a previdenciária Jota investisse em fundos da da Enron e em fundos da OGX e, claro, falisse, deixando na mão os segurados. Será que no Brasil existiria essa infraestrutura? Ou não, caso a Jota falisse, ela teria que recorrer ao pai governo para a Jota salvar os segurados?....Pelo que eu sei, se o INSS tender a quebrar, é só aumentar a alíquota que o problema estará "resolvido"...tudo garantido
  • Felipe  03/10/2019 01:23
    Olhou pelo ângulo errado. A questão previdenciária é, acima de tudo, uma questão de liberdade individual. O indivíduo deve ser livre para fazer o que quiser com seu dinheiro (inclusive investi-lo ou torrar tudo). Quem comete erros será punido. Quem for prudente será recompensado. Isso é o básico da liberdade.

    Quem tem medo de como poderá ser no futuro (um temor perfeitamente válido, reconheço) simplesmente não está pronto para a liberdade, e passará toda a vida tendo de ser tutorado por político. Será um escravo e jamais saberá.

    Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
  • Gustavo Bertollone  03/10/2019 23:34
    Fernando Ulrich agora é conselheiro da Casa da Moeda.... Helio Beltrão, filho de político, escreve em jornais e logo consegue uma cadeira em algum lugar no governo. Essa galerinha não me enganava desde o começo. Criticavam farelos, agora comem com porcos!
  • Praxeologista  04/10/2019 00:47
    "Fernando Ulrich agora é conselheiro da Casa da Moeda...."

    Ótima notícia. Vamos ver se conseguirá fazer algo de bom (neste que é um órgão completamente inócuo).

    "Helio Beltrão, filho de político, escreve em jornais e logo consegue uma cadeira em algum lugar no governo."

    Pra começar, Helio Beltrão pai nunca foi político. Nunca disputou eleição. Ou você é desinformado ou é só um caluniador. Creio mais na segunda hipótese.

    Em segundo lugar, qual é o crime de se "escrever em jornais"? Sério, mesmo do ponto de vista da pura ética moral e libertária, há algo de errado nisso? Algum inocente está sendo agredido por essa transação voluntária?

    Quanto ao "e logo consegue uma cadeira em algum lugar no governo", além de ser pura ilação sua, é uma conclusão que foge totalmente às premissas. Você nem sequer sabe construir um silogismo minimamente lógico.

    "Essa galerinha não me enganava desde o começo. Criticavam farelos, agora comem com porcos!"

    O que houve para você concluir isso? O fato de Helio, que nunca foi filho de político, estar escrevendo para jornais e com isso divulgando as idéias libertárias? Isso significa "comer com os porcos"?

    Sua mente é bizarra assim mesmo?


    P.S.: e depois nêgo delicadinho vem aqui reclamar que as respostas são agressivas. Ou seja, querem um passe livre para caluniar livremente sem jamais serem contra-atacados. Querem um almoço grátis na propriedade privada alheia. A exata definição de progressismo.
  • Gustavo Bertollone  04/10/2019 11:45
    Ter ligação com Casa da Moeda, órgão de governo, é comer farelo com porcos!
  • Kennedy C.  04/10/2019 13:02
    Já que o Ulrich foi indicado para o Conselho da Casa da Moeda, alguém pedir ao Fernando Ulrich para que ele entre em contato com o Paulo Guedes/Bolsonaro a fim de que eles pelo menos mudem a postura do Presidente do Banco Central, ou que o substitua por alguém que se preocupe com o câmbio? eu não quero ver os ideais de liberdade econômica sendo derrotados por um mitomaníaco inflacionista em 2022.
  • Denis  04/10/2019 13:29
    Lógico que existe povo paulista. Descendentes de quatrocentões e imigrantes europeus de um século atrás já são muito arraigados a terra. Até os filhos de nordestinos e gente de outros estados nascidos aqui se indentificam mais com São Paulo do que com a terra de seus pais.

    Dizer que São Paulo ficaria mais pobre caso independente é coisa de quem não esta no mercado produtivo. Sou consultor de comércio exterior, nos anos de mercado extremamente fechado (antes do governo Collor) e nos de ''estimulo da demanda'' do PT as industrias paulistas especialmente as pequenas, médias e grandes nacionais NÃO OLHAVAM PARA O EXTERIOR, pois tinham um imenso mercado super-aquecido artificialmente nacional que nem conseguiam atender a demanda direito. Mas quanto a crise bateu e a demanda despencou as empresas naturalmente foram buscar mercado no exterior e sim com muitos ajustes a realidade internacional essas empresas conseguem mercado no exterior.

    What matter é o know how produtivo da população. Se a população sabe produzir é qualificada ela tende a voltar para o estágio máximo produtivo anterior ao da catastrofe. Como nos paises europeus do pós guerra o que possibilitou a retornarem rapidamente a alta produção per capita, não foi boa governança nem plano Marshall foi já terem população qualificada. O povo paulista tem os maiores indices de qualificação e educacionais do país por crescerem num ambiente competitivo profissional, onde pessoas com qualificação de qualquer origem tem reais possibilidades de ascender economicamente, por isso uma cultura de investimento em educação e qualificação é maior e muito mais valorizado aqui que no resto do país.

    Num primeiro momento grandes multi-nacionais principalmente as montadoras do grande ABC diminuiriam sua produção pra 1/3, mas industria e serviço paulista nacional num cenário de seceção de São Paulo já se anteciparia buscando outros mercados E VENHAMOS E CONVENHAMOS QUE NORTE NORDESTE, CENTRO-OESTE, MINAS E RIO DE JANEIRO JUNTOS SÃO POUCO MAIS 100 MILHÕES DE PESSOAS… NÃO É NENHUMA CHINA. Filiais nas abertas e crescentes economias da Colombia (50 milhões de pessoas), Peru (28), Chile (18), México (120) já resolveria o problema, mas a industria nacional sempre arruma mercado em países muito improvaveis do oriente médio, europa oriental e sudeste asiatico.
    Resumindo a capaciade produtiva paulista excedente ao mercado local (que já é 1/3 do Brasil) não é assim tão grande que com algum trabalho não poderia ser absorvida pra outros países ou mesmo absorvido em boa parte pela população local que pagando menos impostos a Brasilia teria maior poder de compra.

    São Paulo seria sim muito mais rico pois em pouco tempo voltaria a produzir o mesmo MAS SEM SER TER GRANDE PARTE DE SUA PRODUÇÃO ESPOLIADA PELO GOVERNO CENTRAL DE BRASILIA, se hoje só 8% do que pagamos em impotos voltam para o estado imaginem como ficariamos numa hipotetica situação onde esses impostos não fosse nem para Brasilia nem para o Palacio dos Bandeirantes (que já vive sem ele) ficasse na mão da população mesmo??

    Os estados do norte e nordeste seriam beneficiados também, num primeiro momento seria uma catastrofe porque a grande maioria da população que depende de empregos nos governos estaduais e municipais e transferencia direta de renda (pensões, aposentadorias e bolsas) teriam 80% de sua fonte de renda seca. Mas como o ser humano tem instinto de sobre-vivencia apurado colocariam a peixeira no pescoço dos coronéis que provavelmente figiriam para Miami. Então a população local que tem forte ligação com o centro-sul mais desenvolvido (nordeste não é isolado culturalmente como africanos) olhariam pra ver como o sul se desenvolveu (assim como os paises hispanicos começaram a copiar o Chile e os asiaticos copiaram o japão e os tigres asiaticos) começariam a buscar meios de fazer dinheiro.

    Rapidamente passariam a fazer muito mais dinheiro com o turismo nos litorais até porque teriam uma moeda mais desvalorizada, (vizinhos com muito maior poder comprar que hoje ao sul) . Litoral do Maranhão, Piaui, Ceará até Natal podem disputar mercado com o Caribe tranquilamente… Dentro de um país sem grandes opções de fazer dinheiro e obter moeda forte, seria um movimento natural e fácil atrair grandes resorts internacioanais para explorar o turismo na região. Milhões receberiam remessas de parentes vivendo fora do nordeste principalmente os idosos, ''transferencia de renda'' millenar muito mais efeciente e blindada a roubalheira ao contrario dos sistemas publicos de aposentadoria e assistencia social.

    Buscariam fomentar o setor produtivo local e atrair investimentos produtivos estrangeiros, aumentariam a produção de riqueza localmente. Enriqueceriam e fim. Talves não virariam um país desenvolvido em poucas gerações, mas um país de renda média com certeza.

    Em resumo todo mundo ficaria melhor.
  • Keynesiano Vitalício  05/10/2019 16:34
    Infelizmente essas riquezas não estão disponíveils a todos os cidadãos. Muitos trabalhadores não tem condiões financeiras de consumir a própria riqueza que produzem. Daí a importância de socializar os bens, conforme Lênin documentou no " O Estado e a Revolução"
  • Contador Ex-Keynesiano  05/10/2019 16:56
    O dinheiro também pode ser uma riqueza dependendo de como você o usa. Vou contar uma história que presenciei:

    Um antigo cliente meu era dono de uma panificadora e padaria. Ele fabricava e vendia pães e tinha todo o capital/riqueza para produzí-los (as maquinas, as instalações físicas, etc) com a morte dele, seu único filho, um jovem irresponsável, herdou tudo e vendeu e gastou o dinheiro com viagens, passeios, toupas caras, etc. Quando o dinheiro acabou ele ficou pobre e seu padrão de vida decaiu bastante. O dinheiro não o fez mais rico, pois não soube investir ou dar continuiade ao trabalho do pai. E olha que falta de conselhos meus não foi
  • Felipe Lange  06/10/2019 20:40
    A Argentina no começo do século 20 era um dos países mais ricos do mundo. Vinha imigrante de muitos países europeus para morar lá. É o caso de um país rico que ficou pobre. Esse caso também era na Venezuela.

    Como e por que eles foram cair em conversa de peronista?
  • Guilherme Quito - Ecuador  07/10/2019 02:31
    A Argentina enriqueceu muito no final do séc XIX graças ao ambiente econômico promovido pela elite governante conhecida como "Generación del 80" que implantou a República Conservadora entre 1880 e 1916, em resumo tinham constituição liberal, moeda estável, plena abertura comercial e firme proteção a propriedade e direitos individuais.
    Mas esta geração falhou miseravelmente em disseminar os valores liberais na sociedade argentina da época e quando começou a ficar velha demais pra governar e liderar deu no que deu.
  • Emerson Luis  18/11/2019 11:50

    A relação deveria ser óbvia, mas pessoas com formação superior e renda alta são desconectadas da realidade e como ela funciona, não compreendem conceitos básicos como causa e efeito.

    Um sintoma disso é quando chega a época de Natal e jornaleiros entrevistam especialistas comentando a expectativa de crescimento do consumo comparado ao ano passado, mas quase nunca falam do crescimento zero da produtividade nos últimos doze meses (ou doze anos).

    PS: Esse "quase nunca" é uma condescendência para evitar alguma injustiça.

    * * *


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