clube   |   doar   |   idiomas
Comprovando a natureza benevolente do capitalismo: ele promove a vida humana e o bem-estar de todos
Não é a lei da selva; não é a sobrevivência do mais apto. E há lugar para todos

Nota do editor

Infelizmente, estamos próximos de vivenciar um colapso quase que total na divisão do trabalho e no livre mercado — colapso originado por um vírus, mas imposto por governos (sem juízo de valor aqui).

Apenas quando perdemos algo que, até então, dávamos como garantido, é que sentimos o quanto esse algo é importante e crucial para nossas vidas.

Mas há ao menos um consolo: tudo isso fará com que as pessoas sejam mais gratas pelo arranjo que as mantém vivas, e, quem sabe, futuramente, passem a ter desprezo por aqueles que, historicamente, sempre criaram dificuldades para seu funcionamento.

_____________________________________

Eis uma constatação: o capitalismo de livre mercado possui uma 'natureza benevolente'. Ele promove a vida humana e o bem-estar. De todos. 

Há várias maneiras de se demonstrar isso. Mas, antes, é necessário entender alguns conceitos básicos, porém imprescindíveis.

Tudo começa com a divisão do trabalho

A economia nada mais é do que a ciência que estuda a produção de riqueza que ocorre em um sistema baseado na divisão do trabalho

A divisão do trabalho é um arranjo em que cada indivíduo se especializa naquilo em que é bom e, desta maneira, ganha seu sustento produzindo — ou ajudando a produzir — um bem ou um serviço. (Em algumas raras ocasiões, há indivíduos capazes de produzir, ou ajudar a produzir, vários bens ou vários serviços.) 

A divisão do trabalho — cujo desenvolvimento pleno só pode existir sob o sistema capitalista —, além de beneficiar a todos ao criar mais bens e serviços, também proporciona enormes ganhos ao multiplicar a quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo.

Apenas considere isso: cada ocupação distinta, cada sub-ocupação — desde o neurocirurgião ao entregador de pizza —, possui seu próprio e único corpo de conhecimento (a soma de todo o conhecimento em uma dada especialidade). Em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, a quantidade de corpos de conhecimento distintos que participam do processo de produção é proporcional à quantidade de ocupações existentes. E a totalidade desse conhecimento opera em benefício de cada indivíduo consumidor, quando este adquire os produtos produzidos por outros. 

E o mesmo é válido para o indivíduo produtor, na medida em que sua produção é auxiliada pelo uso de máquinas e equipamentos (bens de capital) previamente produzido por outros.

Assim, imagine um determinado indivíduo que trabalha como carpinteiro. Seu corpo de conhecimento é a carpintaria. Porém, na condição de consumidor, ele se beneficia de todas as outras ocupações distintas que existem no sistema econômico. A existência de um corpo de conhecimento tão extenso e disperso é essencial para a existência de uma infinidade de produtos — sendo que cada produto requer em seu processo de produção mais conhecimento do que um único indivíduo, ou um pequeno número de indivíduos, jamais seria capaz de ter. 

Dentre tais produtos, temos o maquinário, algo que não poderia ser produzido na ausência de uma divisão do trabalho extremamente ampla e do vasto corpo de conhecimento que isso gera.

Adicionalmente, em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, uma grande proporção dos membros mais inteligentes e ambiciosos da sociedade — tais como os gênios e outros indivíduos de grande talento — escolhem sua especialização exatamente naquelas áreas em que podem melhorar e aumentar progressivamente o volume de conhecimento que é aplicado na produção. Este é o efeito gerado quando tais indivíduos se especializam em áreas como ciência, invenção e negócios.

Desta maneira, a multiplicação da quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo gera, como consequência, um aumento contínuo e progressivo da própria quantidade de conhecimento.

A divisão do trabalho, em suma, é um sistema em que as necessidades de um indivíduo são supridas pelo trabalho efetuado por outros indivíduos.

Criação de riqueza

A divisão do trabalho gera riqueza. Riqueza são os bens materiais criados pelo homem e que melhoram sua qualidade de vida. Riqueza é muito mais do que ter alimentos, roupas e moradia. Riqueza é um conjunto de coisas que atende a todos os aspectos da vida humana, inclusive nossa capacidade de locomoção, de visão, de audição, de ação e de raciocínio.

A riqueza, em suas várias formas, aumenta o poder dos sentidos, da mente e dos membros do homem, de modo a melhorar sua qualidade de vida. Automóveis e aviões são riquezas que aumentam nossa capacidade de locomoção; máquinas e ferramentas de todos os tipos são riquezas que aumentam o poder de nossos músculos e membros. Óculos, microscópios e telescópios são riquezas que aumentam nosso poder de visão. Livros, jornais, televisores, filmes, computadores e smartphones são riquezas que aumentam as informações disponíveis para nossos olhos, ouvidos e mentes.

Assim, a atividade econômica gerada pela divisão do trabalho e sua consequente produção de riqueza servem para melhorar o ambiente em que vive o homem

Entra a concorrência

Pelo menos desde a época de Adam Smith e David Ricardo já se sabe que a economia capitalista gera uma tendência à equalização da taxa de retorno do capital (taxa de lucro) em todos os ramos do sistema econômico. 

Por exemplo, se em uma determinada área os lucros estão acima da média, isso fornecerá um incentivo para que novos empreendedores queiram entrar ali para se aproveitar destes altos lucros. Estes novos entrantes irão aumentar o investimento naquela área, o que gerará mais produção e oferta, o que consequentemente provocará uma redução nos preços e nas taxas de retorno. 

Consequentemente, todos os envolvidos na produção de bens e serviços nesta área terão de encontrar novos métodos de produção mais eficientes (menos custosos) caso queiram voltar a aumentar seus lucros. Caso consigam, esses lucros maiores acabarão atraindo ainda mais concorrentes, que irão novamente reduzir esses lucros. E aí, para competir com estes novos concorrentes e manter sua fatia de mercado, os empreendedores já estabelecidos terão de repassar estes métodos de produção mais eficientes (menos custosos) ao consumidor na forma de preços mais baixos. 

A contínua busca por lucros leva à descoberta e à implantação de novos métodos de produção ainda mais eficientes, com o mesmo resultado acima. A consequência é uma queda progressiva nos preços reais de todos os produtos. (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por causa da contínua inflação monetária estimulada pelo Banco Central).

Inversamente, se as taxas de retorno estão abaixo da média, o resultado será uma redução no investimento e uma redução na produção e na oferta, seguidas de um aumento nos lucros e na taxa de retorno. Dessa forma, taxas de lucro altas caem e taxas baixas sobem.

O funcionamento deste princípio concede aos consumidores o poder de determinar o tamanho relativo das várias indústrias, algo que pode ser feito por meio de "suas decisões de consumir ou de se abster de consumir", para usar as palavras de Ludwig von Mises. Onde os consumidores gastam mais, os lucros sobem; e onde os consumidores gastam menos, os lucros caem. 

Em resposta aos lucros maiores, o investimento e a produção aumentam; e em resposta aos lucros menores ou aos prejuízos, o investimento e a produção diminuem. Assim, o padrão de investimento e produção é forçado a seguir o padrão de gastos do consumidor.

Talvez ainda mais importante, esta tendência à uniformização da taxa de retorno sobre o capital investido serve para criar um padrão de progressivo aperfeiçoamento nos produtos e métodos de produção. Qualquer empreendimento poderá auferir uma taxa de retorno acima da média caso introduza um produto novo ou aprimorado que os consumidores queiram comprar, ou um método mais eficiente e de mais baixo custo de se produzir um produto já existente. Porém, o alto lucro que esse empreendimento desfrutar irá atrair novos concorrentes, fazendo com que essa inovação seja amplamente adotada. 

E assim que isso ocorrer — isto é, a concorrência do setor aumentar e a inovação for amplamente adotada —, os altos lucros desaparecerão, sendo que o resultado final será o de que foram os consumidores que ganharam todo o benefício da inovação. Eles acabaram ganhando melhores produtos e pagando preços mais baixos.

Se a empresa que fez a inovação quiser continuar obtendo uma taxa de lucro excepcional, ela terá de introduzir outras inovações, as quais acabarão gerando os mesmos resultados. Obter uma alta taxa de lucro por um longo período de tempo requer a introdução de uma série contínua de inovações, com os consumidores obtendo o total benefício de todas elas, desde a primeira até as mais recentes.

A competição, desta maneira, estimula a criatividade e a inovação.

Não é a lei da selva; não é a sobrevivência do mais apto

Entretanto, esta competição não pode ser descrita como selvagem. Mais ainda: ela não é a antítese da cooperação. 

Como Ludwig von Mises demonstrou, a competição econômica que ocorre sob o capitalismo é radicalmente diferente da competição biológica que prevalece no reino animal. Com efeito, seu caráter é diametralmente oposto

As espécies animais têm de lidar com meios de subsistência escassos e naturais, cuja quantidade elas não podem aumentar. Já o homem, em virtude de ser dotado da razão e da inteligência, pode aumentar a oferta de todas as coisas das quais dependem sua sobrevivência e bem-estar. 

Assim, em vez da competição biológica de animais brigando entre si para arrebatar uma fatia de quantidades limitadas de recursos naturais, com os fortes triunfando e os fracos perecendo, a competição econômica sob o capitalismo é uma disputa para ver quem mais consegue aumentar a quantidade de bens existentes, sendo que o resultado prático de tal competição é fazer com que todos vivam melhor e mais longevamente.

De maneira completamente distinta aos leões na savana, que precisam competir por uma oferta limitada de animais como zebras e gazelas, por meio do poder de seus sentidos e membros, os produtores no capitalismo competem por uma quantidade limitada de dinheiro que está nas mãos dos consumidores, pelo qual competem oferecendo os melhores e mais econômicos produtos que suas mentes são capazes de conceber

Dado que tal competição é do tipo que visa à criação positiva de riqueza nova e adicional, não há perdedores reais no longo prazo. Há apenas ganhadores.

A competição entre os agricultores e entre os fabricantes de equipamentos agrícolas permite que os famintos e os fracos possam se alimentar e crescer saudáveis; a competição entre os fabricantes de produtos farmacêuticos permite que os doentes possam recuperar sua saúde; a competição entre os fabricantes de óculos, lentes de contato e aparelhos auditivos permite que muitas pessoas que de outra forma não poderiam ver ou ouvir agora o possam. 

Longe de ser uma competição cujo resultado é "a sobrevivência do mais forte", a competição no capitalismo é mais acuradamente descrita como uma competição cujo resultado é a sobrevivência de todos — ou pelo menos de um número cada vez maior de pessoas, proporcionando maior longevidade e melhores condições de vida

O único sentido no qual é correto dizer que no capitalismo somente o mais "forte" ou mais "apto" sobrevive é quando se pensa nos produtos criados: apenas os produtos mais aptos e os mais sólidos métodos de produção sobrevivem, até que sejam substituídos por produtos e métodos de produção ainda mais aptos, gerando os efeitos sobre a sobrevivência humana acima descritos.

A competição em uma economia de mercado — naquela em que há liberdade de empreendimento e ausência de privilégios e protecionismos estatais — significa simplesmente que você tem de se esforçar para bem servir a seus clientes, e você agirá assim pensando em seu beneficio próprio. Em outras palavras, os vendedores cooperam com os consumidores, atendendo às suas necessidades e preferências.

E há espaço para todos

Como Ludwig von Mises também já demonstrou, ao desenvolver a lei das vantagens comparativas de David Ricardo e extrapolá-las até a lei da associação, existe espaço para todos na competição do capitalismo.

Mesmo aqueles que são menos capazes que os outros, em todos os sentidos, ainda têm seu lugar. 

Com efeito, em grande medida, a competição sob o capitalismo, longe de ser uma questão de conflito entre seres humanos, é um processo que organiza harmoniosamente a divisão do trabalho — aquele grande sistema de cooperação social possível apenas no capitalismo. É a competição que decide até que ponto cada indivíduo, dentro desse abrangente sistema de cooperação social, irá dar sua contribuição específica — quem, por exemplo, e por quanto tempo, será o presidente de uma indústria, quem será o zelador e quem irá preencher todas as posições intermediárias.

Nesta competição, cada indivíduo, por mais limitadas que sejam suas habilidades, pode superar a todos os demais — sem se importar com o quão mais talentosos estes são — na busca de seu nicho produtivo. 

Literalmente, e sendo este um acontecimento diário e banal, aqueles cujas habilidades não são maiores do que as necessárias para ser um zelador são capazes de superar, sem qualquer dificuldade, os maiores gênios produtivos do mundo — para obter um emprego de zelador

Por exemplo, Bill Gates pode ser um indivíduo tão superior que, além de ser capaz de revolucionar a indústria de software, também seja capaz de limpar cinco vezes tantos metros quadrados de um escritório na mesma duração de tempo que qualquer zelador do planeta, e ainda fazer um serviço melhor. Mas Gates pode ganhar um milhão de dólares por hora administrando a Microsoft, e os zeladores podem estar dispostos a trabalhar por, digamos, $10 a hora, sendo que essa propensão deles para executar o mesmo serviço a um centésimo de milésimo do salário que Gates cobraria supera enormemente a menor habilidade que possuem, de modo que são eles agora que estão em clara preferência e vantagem na situação.

Ao mesmo tempo, pelo fato de os gênios produtivos serem livres para revolucionar com sucesso produtos e métodos de produção, aqueles indivíduos cujas habilidades não são maiores do que as requeridas para serem zeladores poderão, como consequência do trabalho dos gênios, usufruir não apenas alimentos, roupas e abrigo, mas também produtos como automóveis, televisões, computadores e smartphones, produtos cuja própria existência eles provavelmente jamais poderiam conceber por conta própria.

Os prejuízos associados à competição são, em sua maioria, apenas perdas de curto prazo. Por exemplo, assim que os ferreiros e criadores de cavalo que perderam seus negócios por causa da invenção do automóvel encontraram outras linhas de trabalho de mesmo nível, o único efeito duradouro do automóvel sobre eles é que, como consumidores, eles passaram a poder desfrutar as vantagens do automóvel em relação ao cavalo

Similarmente, os fazendeiros que utilizavam mulas, e que foram desalojados do mercado pela concorrência dos fazendeiros que utilizavam tratores, não morreram de inanição — eles simplesmente tiveram de mudar sua linha de trabalho; e quando o fizeram, passaram a usufruir, junto com todo o resto, uma oferta muito mais abundante de comida e de outros produtos, os quais puderam ser produzidos precisamente porque utilizaram a mão-de-obra liberada pela agricultura.

Mesmo naqueles casos em que uma concorrência isolada resulta em um indivíduo tendo de passar o resto de sua vida em uma situação econômica inferior àquela que desfrutava antes — como, por exemplo, o dono de uma fábrica de chicotes de cavalo tendo de viver o resto de sua vida como um assalariado comum após ter ido à falência por causa da invenção do automóvel —, mesmo ele não pode alegar sensatamente que a competição o prejudicou. 

O máximo que ele pode razoavelmente alegar é que, de agora em diante, os formidáveis benefícios que a concorrência lhe traz são menores do que os ganhos ainda mais formidáveis que ele obtinha dela anteriormente — pois é a concorrência que sustenta a produção e a oferta de tudo que ele continua apto a comprar e é ela a responsável pelo poder de compra de cada unidade monetária de sua renda e da renda de todos. 

E, é claro, é a concorrência também que faz aumentar sua renda real, retirando-a do nível para o qual havia caído.  

Sob o capitalismo, a concorrência eleva o padrão de vida do assalariado médio para níveis maiores até mesmo do que aqueles que foram desfrutados pelas pessoas mais ricas do mundo que viveram algumas gerações atrás

Hoje, um assalariado médio em um país capitalista possui um padrão de vida maior até mesmo que o da Rainha Vitória em provavelmente todos os aspectos, exceto na capacidade de contratar servos.

Isto é benevolência. Para todos.


autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • ed  28/11/2018 14:43
    Off-topic

    E o chororô com relação as livrarias quebrando?

    Nada mais natural.

    Na verdade acho incrível que ainda existam livrarias físicas sendo que posso simplesmente comprar os livros pela internet pagando (bem) mais barato e ainda recebendo em casa. Viva a Amazon que sabe satisfazer os consumidores. Essa empresa entendeu algo absurdamente simples: Consumidor gosta de preço baixo e comodidade.

  • Eduardo  28/11/2018 14:52
    Quem determinou o fim das livrarias físicas? Os consumidores, por meio de suas decisões de comprar e de se abster de comprar.

    Qualquer um que reclame disso é um totalitário que quer tutelar a soberania popular.
  • Jeff  28/11/2018 14:57
    A Amazon.com surgiu em 1995. Começou como uma livraria online, sinalizando o inevitável declínio das livrarias físicas muito antes da invenção de dispositivos que permitem a leitura digital, como Kindle, tablets e smartphones. Com o tempo, a Amazon se transformou em uma empresa especializada em vender e enviar todo e qualquer tipo de mercadoria comercializável.

    Mas o sucesso da empresa não foi instantâneo. Muito pelo contrário: demorou muito para que a preferência dos consumidores se direcionasse para a empresa. Embora hoje seja difícil de acreditar, o fato é que a gigante não teve nenhum lucro em seus primeiros seis anos. Isso significa que foram seis anos operando no vermelho, ao mesmo tempo em que tinha de regularmente pagar salários aos seus empregados a cada duas semanas apenas para continuar operando.

    Após esse período, a Amazon decolou. Desde 2001 — o primeiro ano que a empresa operou no azul —, a Amazon se tornou uma das maiores empresas do planeta. Hoje, ela é, de longe, o maior shopping center online do mundo. E como ela alcançou essa posição? Satisfazendo os consumidores, oferecendo cada vez mais produtos a pessoas de todos os continentes do mundo a preços menores do que elas encontram nas lojas.

    Quem definiu o sucesso da Amazon foram os consumidores. [...]

    Na era das compras pré-internet, se um produto era mais barato nas lojas de um estado distante do seu, você simplesmente nada poderia fazer. Sua única opção era se resignar e comprar mais caro no seu estado. Hoje, com a internet e as lojas online, os menores preços do país estão a um simples clique de distância. E quem começou toda essa tendência foi a Amazon.

    A Amazon nos oferece também outra lição de economia. Nenhuma outra empresa no mundo demonstrou de maneira mais prática o brilhantismo da expansão do comércio. Antes desta revolução, mesmo com produtos sendo importados de outros estados ou de outros países, os consumidores locais ainda ficavam à mercê de quem quer que fosse a rede varejista local. A Amazon alterou completamente essa dinâmica.

    Em conjunto com as milhares de outras lojas online que a seguiram, a Amazon efetivamente ampliou o poder dos consumidores: ao praticamente abolir o fator 'distância' entre consumidor e vendedor, a empresa possibilitou ao consumidor ter acesso direto a mais produtos a preços melhores, fazendo da distância — outrora uma barreira intransponível — algo secundário.[...]

    Ao ampliar o acesso a bens melhores e mais baratos, a Amazon fez com que várias redes varejistas tradicionais sofressem uma queda na demanda por parte dos consumidores. Quem se beneficiou? Os próprios consumidores, majoritariamente os mais pobres e a classe média.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2669
  • anônimo  28/11/2018 15:17
    Comentário feito no dia 17/04/2017:

    "Vou dar meu depoimento pessoal. Fui um dos primeiros a comprar um kindle, logo que foi lançado pela Amazon. Custou US$400.00. Agora tenho três, tecnologicamente melhores, ao custo de US$70.00.

    A Amazon ficou mais rica e eu também.

    Só para exemplificar, há anos comprei as memórias de Churchill (6 volumes), através do meu kindle, por US$30.00. No Brasil, somente um volume, na mesma época, custava R$70,00!

    Minha biblioteca hoje está praticamente concentrada no kindle a um preço baixíssimo. Fora isso, há milhões de livros, já de domínio público, que podem ser comprados por menos de um dólar.

    Se você tem um amigo, aí no Brasil, proprietário de livraria, alerta o gajo, vai ter que mudar de ramo. Aqui, na cidade em que moro, havia duas livrarias maravilhosas (Barnes & Nober e a Borders), já fecharam há anos. Viva o progresso, viva o livre mercado, viva a Amazon."
  • 4lex5andro  30/11/2018 23:59
    Pois é, não foi só a Saraiva e a Leitura, essa já está no caminho do fim, que decaíram.

    Se nos EUA, país com muito maior poder de compra e hábito de consumo de livros, a Noble e a Borders não resistiram, é uma questão de tempo no Brasil.

    Tem o caso da Fnac que fechou várias lojas no país também.
  • Murray Rothbard  28/11/2018 15:35
    "O livre mercado é incomensuravelmente diferente da ação governamental.

    Quando um governo age, as críticas individuais não têm força para mudar o resultado. Podem mudar somente se, por fim, conseguirem convencer os governantes de que a decisão deles deve ser modificada; isso pode levar muito tempo ou ser totalmente impossível.

    Já no livre mercado, não há decisão final imposta pela força; todos são livres para tomar as próprias decisões e, por meio delas, mudar de modo significativo os resultados do "mercado".

    Qualquer um que sinta que o mercado está sendo muito cruel para com determinados empreendedores ou para com qualquer outro recebedor de rendas é perfeitamente livre para instituir um fundo de auxílio de doações e prêmios. Aqueles que criticam a existência da caridade privada como "insuficiente" estão perfeitamente livres para preencher tal lacuna.

    O mercado não é uma entidade geradora de decisões inexoráveis. O mercado é a resultante das decisões de todos os indivíduos da sociedade. As pessoas podem gastar o dinheiro da maneira que lhes agradar e podem tomar quaisquer decisões a respeito de si mesmas e das suas propriedades. Eles não têm de lutar ou convencer alguma entidade conhecida como o "mercado" antes de pôr em prática as próprias decisões."

    (ROTHBARD, "Governo e Mercado")
  • Neto  28/11/2018 14:50
    George Reisman é gênio. Simplesmente o mais completo economista vivo da atualidade.
  • Flávio Ferreira  28/11/2018 20:07
    George Reisman é um dos melhores. Os seus textos possuem uma clareza solar. Cada sentença é rica em ideias e conceitos complexos.
  • Rodolfo Andrello  28/11/2018 15:13
    Uns dez anos atrás em algum livro aleatório tinha lido a afirmação de que um cidadão mediano do século XXI possuía qualidade de vida muito superior ao que desfrutavam vários reis do passado. Na época essa constatação teve um grande impacto na minha forma de ver o mundo.
  • Henrique  28/11/2018 15:15
    Eduardo Bolsonaro diz que governo "talvez não consiga" reforma da previdência


    Em encontro no Brazil-US Business Council, Eduardo Bolsonaro disse que o governo talvez não consiga os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, segundo o Estadão.

    "Precisamos usar a votação maciça do Jair Bolsonaro e os canais de redes sociais, onde temos conexão direta com as pessoas, para dizer a verdade. Tentaremos fazer o melhor. Se não tivermos uma vitória, desculpem, mas fiz minha parte. Não mentirei a vocês. Nunca virei aqui para sorrir para vocês e dizer 'nós faremos facilmente uma reforma da Previdência'. Não. Será difícil, será uma briga, talvez não consigamos fazer, mas faremos o nosso melhor."

    www.oantagonista.com/mundo/eduardo-bolsonaro-diz-que-governo-talvez-nao-consiga-reforma-da-previdencia/


    Já estão jogando a toalha? Sabem que não tem como contrariar as corporações militares e policiais que elegeram Bolsonaro?
  • Alis  28/11/2018 15:34
    Brasil a um passo de virar Argentina com uma declaração dessas, com um governo fraco para convencer o congresso a aceitar reformas, resta pressioná-lo via caos econômico.
  • Rafael  28/11/2018 15:37
    Alguma coisa terá de ser feita, mesmo porque os salários dos próprios nobres parlamentares depende da saúde fiscal do governo. Qualquer reforminha mambembe que apenas postergue o juízo final já será bem-vinda.
  • Jango  28/11/2018 16:33
    Por isso já tinha dito que o mais indicado pra conseguir aprovar isso seria o Temer.

    Bolsoguedes pode privatizar quantas estatais conseguirem, se não passar qualquer reforminha na Previdência, o país vai ser obrigado a ter inflação de dois dígitos pra se manter.
  • Leigo  29/11/2018 12:21
    "Precisamos usar a votação maciça do Jair Bolsonaro e os canais de redes sociais, onde temos conexão direta com as pessoas, para dizer a verdade."

    Isso quer dizer que tentarão um apoio popular para forçar os políticos a aprová-la. Bom, há intenção em melhorar, mas pressionar políticos com um povo de mentalidade estatista... Ao menos a parte que votou a favor do Bolsonaro deve concordar.
  • José Francisco  29/11/2018 12:45
    Ele disse que será DIFÍCIL. Alguém aí acha que seria fácil???
  • Libertario de verdade  30/11/2018 01:15
    E ele tem razao,nao sera facil mesmo. Alem do povao que vive da aposentadoria,ainda por cima tem politicos,funcionarios publicos e etc. Quando tentaram aprovar a reforma da previdencia no governo Temer,choveu zap de choradeira de tudo que e tipo contra a reforma,tinha otario ate mandando fala de politico falando contra a reforma,logicamente,sem contar que o salario dele estava em jogo.
  • 4lex5andro  01/12/2018 00:05
    Segundo o futuro ministro, a ideia é endurecer suspensão de concursos e aumentos salariais do funcionalismo e desindexar despesas hoje atreladas a salário mínimo e inflação, caso o teto não possa ser respeitado.

    www.valor.com.br/brasil/6006821/guedes-quer-endurecer-travas-para-garantir-teto

    --

    Do site Antagonista uma notícia interessante:

    "O notório Paulinho da Força, diz a Crusoé, acredita que, diante de dificuldades para aprovar suas propostas, Jair Bolsonaro tenderá a usar sua maciça presença nas redes sociais para jogar seus apoiadores contra o Congresso, até fazer com que a população veja os parlamentares como um entrave para o sucesso do governo."


    Se for verdade, lets go, Bolsonaro: faça isso mesmo, exponha esses vadios às redes na web.
  • Pedro  28/11/2018 15:27
    A propriedade privada e o mercado são a chave do progresso e da geração de riquezas. Riqueza só existe se é criada. Riqueza é criada por homens. E só há incentivos para o homem gerar riquezas quando ele tem a certeza de que o patrimônio adquirido não será tomado. Do contrário ninguém faz nada, não há novas idéias nem novos empreendimentos, e os trabalhadores apenas trabalham como escravos para o Estado, o único proprietário, e o fazem com a motivação e a boa vontade típica de todos os escravos.
  • Murray Rothbard  28/11/2018 15:55
    "O livre mercado é o extremo oposto da sociedade "selvagem".

    A selva é caracterizada pela guerra de todos contra todos. Um homem só ganha às expensas do outro, pela tomada da propriedade deste. Como tudo está no nível da subsistência, há uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que a maior força esmaga a mais fraca.

    No livre mercado, por outro lado, o homem só ganha ao servir o outro, embora também possa isolar-se numa produção autossuficiente num grau primitivo, caso deseje. É precisamente pela cooperação pacífica do mercado que todos os homens saem ganhando pela divisão do trabalho e pelo investimento do capital.

    Aplicar o princípio da "sobrevivência do mais apto" à selva e ao mercado é ignorar a questão básica: Apto para quê? O "apto" na selva é aquele que mais adere à utilização da força bruta. O "apto" no mercado é aquele que mais serve à sociedade.

    A selva é um lugar brutal onde uns se aproveitam dos outros, onde todos vivem num estado de inanição; o mercado é um lugar produtivo e pacífico no qual todos servem a si mesmos e aos demais ao mesmo tempo, vivendo com níveis muito mais altos de consumo. No mercado, o caridoso pode oferecer auxílio, um luxo que não pode existir na selva.

    É o mercado – a sociedade contratual – que faz emergir a ordem a partir do caos; que domina a natureza e erradica a selva; que permite ao "fraco" viver de forma produtiva (ou dos dons da produção), de maneira régia, comparada à vida dos "fortes" na selva.

    Além disso, o mercado, ao elevar os padrões de vida, permite ao homem ter horas livres para cultivar as simples qualidades da civilização que o distinguem dos brutos.

    É exatamente o estatismo que traz de volta a lei da selva – ao fazer retornar o conflito, a falta de harmonia, a luta de classes, a subjugação, a guerra de todos contra todos e a pobreza geral. Em vez da "luta" pacífica da competição pela prestação de serviços, o estatismo institui a luta mortal da competição do darwinismo social por privilégios políticos."

    ROTHBARD, "Governo e Mercado"
  • Schadenfreude  28/11/2018 15:56
    Corrigindo: Tudo começa com a noção de PROPRIEDADE


    Se ninguém acreditasse nessa "farsa" não haveria de funcionar o capitalismo...


    faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita "propriedade".

    É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas.

    E nisso...quem tem propriedade tem poder. Ou seja, não é um sistema para todos(como diz o artigo).
  • William  28/11/2018 16:19
    "faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita "propriedade"."

    É exatamente por isso que na natureza impera a lei da selva. Nada é respeitado. Ninguém mantém nada do obteve. Só predomina o mais forte. O mais fraco sempre morre. Tudo está à disposição, prontinho para ser esbulhado pelo mais forte.

    Se o mundo humano também fosse assim, até hoje estaríamos morando em cavernas e vivendo, no máximo, até os 15 anos de idade. Aliás, nem mais existiria humanidade. Ninguém teria incentivo para trabalhar, produzir e criar. Qualquer um que fizesse isso seria prontamente pilhado pelo mais forte.

    E você defende isso. Inacreditável o nível a que chega a ignorância humana.

    "É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas."

    Oi?! O sistema que lhe priva de tudo é exatamente aquele em que inexiste a propriedade. Sem propriedade, não há incentivos. Sem incentivos, ninguém cria nada (nem mesmo comida, pois esta será roubada pelo mais forte). Sem nada criado, não há nada a ser possuído, e você morre rapidamente na miséria.

    Sua negação da realidade só não é pior do que seu desejo de acabar com a humanidade. Mas ainda mais vergonhoso são o seu coitadismo e o seu vitimismo.


    P.S.: alguma refutação, por mais mínima que seja, ao artigo?
  • Schopenhauer  28/11/2018 16:29
    Ora, se você é um inútil incapaz de produzir valor para alguém, então não há nada que possa ser feito por você.

    A única solução restante será você se encostar em alguém que esteja disposto a lhe bancar sem cobrar nenhum serviço em troca.

    No livre mercado, o dinheiro é um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, então você realmente não tem serventia nenhuma. Consequentemente, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Não houvesse dinheiro e propriedade, a escravidão estaria generalizada.
  • Libertariozinho  28/11/2018 16:41
    O único cenário em que dinheiro não é um certificado de desempenho é o cenário onde existe governo.
    Não sei se é do seu conhecimento, mais liberais/libertários, pelo menos a maioria, acredita na luta de classes. A diferença é que acreditamos que a luta acontece entre pessoas que produzem e com isso obtêm renda e pessoas que espoliam essa renda produzida. Ou seja, o dinheiro de um político não é um certificado de desempenho, e sim de LADRÃO.

    Estou tentando prever uma contra-argumentação desse gênero :P
  • Intruso  30/11/2018 09:19
    Gostaria de saber, como em um sistema sem governo se resolveria as diferenças e disputas entre as pessoas. Atualmente o governo gera um valor para a sociedade, diminuindo o confronto entre as pessoas e gerando estabilidade e paz para poder empreender.
  • Libertariozinho  30/11/2018 15:03
    Existem diversos artigos deste instituto sobre o tema, caro Intruso.

    Aqui vão alguns:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=948

    Cara, dizer que o Estado gera paz para empreender soa como uma piada...
    O Estado é o MAIOR INIMIGO possível do empreendedor. O Estado gera paz para "empreender" apenas para seus amiguinhos, através de protecionismos,cartéis e outras reservas de mercado.
  • Leigo  29/11/2018 12:58
    "Corrigindo: Tudo começa com a noção de PROPRIEDADE. Se ninguém acreditasse nessa "farsa" não haveria de funcionar o capitalismo"

    Se ninguém acreditasse nessa "farsa" noção de propriedade, qualquer um poderia livremente tomar do outro. Todos os homens consideram imoral tomar do outro, portanto, é um direito natural não roubado, pois todos os homens concordam que não querem ser roubados, fazendo com que roubar seja errado. O corpo também é propriedade, se ninguém acreditasse nessa farsa, o estupro seria permitido.

    "Faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita 'propriedade'"

    O artigo diz que "como Ludwig von Mises demonstrou, a competição econômica que ocorre sob o capitalismo é radicalmente diferente da competição biológica que prevalece no reino animal. Com efeito, seu caráter é diametralmente oposto. As espécies animais têm de lidar com meios de subsistência escassos e naturais, cuja quantidade elas não podem aumentar. Já o homem, em virtude de ser dotado da razão e da inteligência, pode aumentar a oferta de todas as coisas das quais dependem sua sobrevivência e bem-estar" (grifos meus). Nada mais a acrescentar.

    "É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas. E nisso...quem tem propriedade tem poder. Ou seja, não é um sistema para todos(como diz o artigo)"

    Esse cara quer que as pessoas sejam escravizadas e produzam para os outros sem nada em troca. Todos devemos ter algo em troca para oferecer, caso não tenha, arrume um pedaço de terra para viver de subsistência.

    -

    Ademais, gostaria de falar sobre o salário mais baixo da Amazon nos Estados Unidos, país com grau de liberdade maior que o Brasil. De acordo com esse site a Amazon aumentou o salário mínimo dos funcionário para U$15/hora. Em 44 horas (período de trabalho semanal usado no Brasil), um empregado teria U$660 e mensalmente U$2640. Citando o seguinte site:

    "Nova Iorque
    Sob um salário mínimo de US$ 10 a hora, onde a média salarial é de US$ 3.901,44, a cidade mais populosa do país e terceira mais cara do mundo atualmente conta com aproximados 8.405.837 habitantes. Confira os custo de vida nos Estados Unidos baseados na vivência do nova iorquino.

    Aluguel: entre US$ 900 e US$ 1.200 ao mês aluga-se um quarto privativo em apartamento de três dormitórios, com mobília e sem contas inclusas na região central de Manhattan. Se optar por um apartamento inteiro, esse valor mensal sobe para aproximados US$ 3.114 totalmente mobiliado e funcional – principalmente no caso de estúdios. No Brooklyn esse valor pode ser reduzido em US$ 500.

    Contas: despesas básicas com água, eletricidade e gás totalizam a média de US$ 125,81 na cidade, considerando um imóvel de 85m2.

    Internet e Telefone: planos de internet e telefone fixo terão um custo mensal de US$ 59,31.

    Transporte: sob a tarifa unitária US$ 2,75 em transporte público local, o passe mensal para se locomover na cidade seria em média US$ 116,50.

    Alimentação: contabilizando custos entre 28% e 32% acima da média nacional, as compras para uma única pessoa mensalmente em alimentação low-cost sairão por aproximados US$ 327,60. Para comer fora, os custos ficam entre 50% e 67% maiores que o resto do país, sendo em torno dos US$ 15 o mínimo que irá pagar por uma saída a uma lanchonete.

    Seguros: para garantir a saúde no país será necessário desembolsar a média de US$ 373 mensais, o que pode variar de acordo com a cobertura e plano contratado. Seguro residência contra roubo, vandalismo ou qualquer outro imprevisto também é recomendado em grandes cidades, onde o custo costuma ficar entre US$ 10 e US$ 50.

    Extras: incluindo roupas, entretenimento como shows e cinema, academia, cuidados pessoais, suprimentos domésticos (como necessidades para a casa ou equipamentos), planos de telefonia móvel e outros poderão custar individualmente US$ 693 de acordo com a pesquisa realizada pelo Bureau of Labor Statistics Consumer Expenditure.

    Total: US$ 2.173,79. O resultado levou em consideração os menores valores apresentados no levantamento."


    Ou seja, ganhando U$2640/mês, na Amazon, você viveria melhor que um magnata americano há 100 anos. Sobrando U$466,21 que poderiam ser usados para investimentos, formando fundos de emergência, uma possível aquisição de imóvel, etc. A título de curiosidade um Play Station 4 custa U$309,99. Em uma semana de trabalho com salário mínimo da Amazon, você compra um PS4 e um XBOX ONE, isso reduz até o crime. Imagine um jovem brasileiro trabalhando 1 semana podendo comprar um item de lazer a esse preço.

    Conclusão
    É um sistema para todos. O Estado está atrapalhando esse sistema.
  • Leonardo Ferreira   28/11/2018 16:32
    Excelente artigo. Quem dera as pessoas realmente o lessem. Há várias que conheço que urgentemente precisam.
  • Leitor  28/11/2018 16:35
    É só a turma do IMB pedir pro Ricardo Vélez-Rodriguez incluir idéias assim na nova grade curricular do Ministério da Educação (essa joça será mantida?).
  • Emmerson  28/11/2018 16:39
    No livre mercado, o empreendedor precisa cooperar não apenas com seus clientes, mas também com seus fornecedores, com empresas complementares (p/ex:, fábricas de carros e financiadoras) e até mesmo com concorrentes (p/ex:, uma associação de logistas concorrentes comprando em conjunto do fornecedor em comum para ter abatimento do preço). Para ser competitivo é necessário cooperar. O livre mercado é mais cooperação que competição.

    Tem um bom livro sobre o tema, chama-se "Co-opetição", da editora Rocco.
  • Libertariozinho  30/11/2018 16:20
    Isso me lembra a história do Lápis, do Friedman...

    A economia globalizada, ou seja, um alto nível de divisão do trabalho, dá origem a paz entre os povos, não por bondade, mas por interesses econômicos.
  • Malcolm  28/11/2018 16:53
    Aproveitando que o tema da "especialização" foi abordado, queria tirar umas dúvidas aqui.

    Dando o contexto: eu sou especialista em Física. No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público. Na iniciativa privada o meu valor de mercado é, pra todos os efeitos práticos, zero. Nenhuma empresa do Brasil contrata, até onde eu saiba, especialistas em Física pra fazer pesquisa pura.

    De acordo com o que eu entendi até agora da escola austríaca, num contexto capitalista "puro" eu deveria simplesmente me conformar e mudar de área. Possivelmente lavando carros ou indo trabalhar num banco (esta última possibilidade aliás JÁ existe no Brasil, e de fato é muito melhor paga ;)

    Como a escola austríaca responde essa questão? Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes? Ou essa minha questão não tem sentido, e a DEFINIÇÃO de importante é "valor de mercado alto"?

    Abraços
  • Vladimir  28/11/2018 17:02
    Troque a expressão "especialista em física" por "especialista em filosofia" ou "especialista em reparo de máquinas de escrever" e o raciocínio se mantém o mesmo.

    Há nichos de mercado para esses profissionais? Até que há.

    Há grande demanda por seus serviços? Não.

    Dá pra ser rico com essas profissões? Duvido muito.

    Deve o governo tomar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar ocupações para tais pessoas cujos serviços não são voluntariamente demandados pelos consumidores? Se você acha que sim, o ônus da explicação é todo seu.

    O seu caso, aliás, é até bem tranquilo: se você manja muito de física, sempre haverá a opção do magistério. O que não falta é colégio particular atrás de professores de física ou mesmo alunos precisando de reforço nesta matéria.

    Isso, por si só, desmente a sua afirmação de que "No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público."


    "Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes?"

    Quem definiu que o "valor de mercado" é baixo mas tal profissão é ao mesmo tempo importante?

    Importante é aquilo que poucas pessoas sabem fazer e que, ao mesmo tempo, está em alta demanda. Por que a sua especialização em física -- uma matéria puramente teórica -- é indispensável para o mundo?
  • Libertariozinho  28/11/2018 17:42
    Hans-Hermann Hoppe faz uma reflexão sobre esse tipo de especialização.

    A origem e estabilidade do Estado, de forma resumida, exige trabalho de intelectuais, pois uma minoria não domina uma maioria apenas na força bruta.

    Para isso, o Estado toma para si a responsabilidade de educar as pessoas a título de que é um "direito" delas de serem educadas.

    Até aqui, muito simples.

    Entretanto, é necessário que se faça isso em todas as áreas do conhecimento possíveis. E isso não é difícil, pois, como nosso amigo acima mostrou, serviços de intelectuais desse tipo não são demandados pelos consumidores. Ficou fácil entender o porquê da maioria dos intelectuais são estatistas aqui, não é?

    OK, mas qual a relação disso com o que você disse?

    É simples, especializações em física, biologia, filosofia, entre outras, só existem porque o Estado tomou para si a responsabilidade de educar e oferta esse tipo de conhecimento, como se realmente fossem úteis para uma vida produtiva, e como estudante, tenho total propriedade para dizer para você que não são nada úteis.

    Portanto, isso de achar determinada profissão "importante" é mera subjetividade. Eu por exemplo, acho que uma profissão é importante se ela é capaz de gerar valor para MIM. Eu não pagaria por um serviço educacional que ensina física por exemplo, estudo física na escola apenas por ser obrigado a isso. Portanto, uma licenciatura em física, para mim, não tem importância alguma.

    Creio que a maioria das pessoas tem essa mesma preferência que eu, então, o melhor que você tem a fazer, é não culpar os consumidores por não demandarem o seu serviço e tentar gerar valor para eles.
  • Imperion  28/11/2018 19:52
    Essa é simples. A falta de livre mercado é que transformou sua area em um ambiente que vc so se consegue emprego no governo, dae vc ser funcionário público. Os burocratas nao quere comcorrencia pra produção de ciencia nesse país. Eles tornaram a.ciencia no brasil, assim como muitas areas, onerosa pra quem faz, dae nao ter investimentos privados na area.
    Todos os outros paises do globo com ciencia e tecnologia, as oessoas e empreendedores sao livres pra produzir ciencia. Fazem isso porque da muito dinheiro. E eles precisam de.cientistas esoecializados pra fazer issso. a maior parte da ciencia e tecnologia no japao, china,.coreia, eua canada , franca , inglaterra etc e tal, os melhores, é feita com iniciativa privada. Nao faltam vagas.
    No brasil, ciência é majoritária mente estatal. Aqui o gov nem regulamentou a orofissao de pesquisador. A maioria recebe como professor, triste, e faz pesquisa em universidades estatais recebendo como professor. Disperdicio de genios. Pesquisa no brasil não é coisa seria.
    O gov. Pra mantes esse.monopolio naondeixa a ciencia privada se desenvolver, bota muita regra, assim como na indústria normal. Ele tem medo da concorrência, que oroduzam ciencia melhor e isso faca a população parar de financiar as coisas dos burocratas.
    Se a.economia do Brasil fosse livre, digamos na ciencia, os empreendimentos em pesquisa usando as especialidades cientificas disputariam os profissionais brasileiro a tapa pra fazer ciência. Nao faltaria vaga pra vc. Desde que vc seja um produtor de ciencia.
    Como é.no japao,.pais pobre em minerios? Eles produzem muita ciencia, exportam e com isso tem dinheiro ora comorar as materias.primas que nao tem no território japones, incusive comida. Ciencia vale ouro. Exportacao de tecnologia rende mito mais que exportar materia prima.
    Todo esse sistema pra.funcionar depende de.formar.alunos ciêntistas, pra ter muitos persquisadores em tecnologia, pra ter muitas invencoes nacionais, wue depois vao ser.exportadas a preco de ouro, rendendo muito ao pais. Tudo privado . Sem reatricoes a se fazer ciencia. E esses exportadores precisam contratar muitos pesquisadores, porque os outrospaises concorrencialmente, tb fazem ciencia. E tao tomando o mercado japones. A concorencia oaga muito bem pra cientistas que produzem.
    O br nao ta nessa . É tudo restrito, é estatal. Dae vc vira funcionários publico e disperdica o que sabe fazer. E a sociedade nao ganha com isso. Sem producao cientifica , resta exportar materia prima e importar tecnologias feitas em outros países e pagando caro.

    .
  • José Francisco  29/11/2018 12:59
    A única restrição que faço a seu comentário é que a ciência assim produzida é, necessariamente, volta a produtos, enquanto nosso co-debatedor pretende a "ciência de base", ou seja, sem, necessariamente, aplicação imediata a produtos.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:23
    O que seria ciência de base? e porque o mercado não poderia solucionar isso? Um grupo de pesquisadores privados em uma universidade privada faz pesquisa sobre campo magnético a fim de achar utilidade para produção de telecomunicações? Os resultados da pesquisa os fazem descobrir propriedades específicas desses campos magnéticos, descobriu-se aí uma nova lei física acidentalmente. Agora pegue a mesma lógica e aplique a qualquer área de pesquisa. Quando se vai pesquisar algo, mesmo para fins específicos não se sabe que resultados vão surgir, uma diversidade de conhecimentos sempre poderá vir e indiretamente ser aplicada a outras áreas não intencionais, ou a descoberta de conhecimento "base" ao descobrir regras e leis de determinado fenômeno que seriam necessárias para a manipulação correta a construir um determinado produto. Ora, se produzir produtos e tecnologia é o mesmo que manipular fenômenos físicos e a matéria prima na natureza certamente é necessário "ciência de base" para descobrir as possibilidades ou não de desenvolvimento de uma dada tecnologia, até mesmo para reduzir custos de investimento e tornar mais precisa a pesquisa. Na prática, toda pesquisa para uso no mercado vai de forma direta e indireta trazer conhecimento sobre os fundamentos de determinados fenômenos, pois isso é necessário para se construir corretamente dada tecnologia ou produto. Isto levando em conta pesquisas dirigidas, universidades poderiam perfeitamente criar centros para pesquisas menos ligadas a interesses imediatos do mercado, como? simples! os alunos pagam pra estudar, parte do capital poderia ser investido em laboratórios, universidades poderiam inclusive colaborar entre si para desenvolvimentos de projetos caros, etc...
  • EUGENIO  24/03/2020 01:01
    O CONHECIMENTO de per si,por si só nada é, é uma ferramenta ,e precisa de um operador, operador que vai usar eta ferramenta para prduzir algo util.OS MESMOS MATERIAIS DE UM SOFISTICADO CELULAR já existiam no tempo das cavernas,mas porque então só hoje construiram um celular?

    Porque faltava a FERRAMENTA CONHECIMENTO, em varios níveis, e claro TALENTO E ESFORÇO.

    UMA EVOLUÇÃO DA FERRAMENTA CONHECIMENTO mais TALENTO mais ESFORÇO , GERANDO NOVOS PRODUTOS QUE PERMITEM FABRICAR E CRIAR OUTROS.

    Na atualidade como no tempo das cavernas dispomos de materiais para fabricar produtos fantasticos do ano 3.000,mas não dispomos ainda da EVOLUÇÃO DA FERRAMENTA CONHECIMENTO

    PELÉ TEVE: CONHECIMENTO SOBRE FUTEBOL mais DISCIPLINA mais MUITO TALENTO mais ESFORÇO. = CRAQUE , milhões pagam milhões para ver

    PROFESSOR DE FISICA pode faturar milhões numa industria vendendo a FERRAMENTA CONHECIMENTO PARA GERAR AUMENTO DE PRODUÇÃO,,REDUÇÃO DE CUSTOS E NOVOS PRODUTOS.

    NAS UNIVERSIDADES NÃO ENSINAM COMO VENDER O PEIXE.O PROFISSIONAL DE QUALQUER AREA TEM QUE SABER VENDER E ALOCAR SEU PRODUTO.

    TALENTO E ESFORÇO FARÃO A DIFERENÇA.
  • Imperion  28/11/2018 19:56
    Que falta faz o livre mercado. Um monte de.desocupados que poderiam estar produzindo algo pra colaborar com o proprio bolso e com a sociedade, enquamto o gov e seus burocratas trabalham pra tornar qualquer empreendimento inviavel.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:13
    Tá aqui sua solução:

    1) Eliminar o MEC e o controle estatal das pesquisas e universidades e de qualquer conhecimento científico que seja!

    2) Privatizar todas as universidades estatais, eliminar impostos e todas as burocracias e parâmetros restritivos do MEC.

    3) Abrir mercado, permitir que universidades do exterior invistam e funcionem aqui, permitir que intelectuais migrem para aqui, permitir intercâmbio entre cientistas e universidades.

    4) Universidades privadas investiriam em pesquisa, seus alunos convençam as instituições do valor dos seus objetivos de pesquisa, investidores, qual a utilidade para a sociedade de sua pesquisa? O que pode ser útil a longo prazo? Capital privado investido em pesquisa de longo prazo existe aos montes mundo afora. Doações, investimento empresarial, associação de universidades com empresas de áreas correlatas a devidas áreas de estudo, amplitude da visibilidade da universidade se destacando como centro de pesquisas em determinadas áreas, uso de parte do capital da instituição para investimento em setores específicos.

    A função do pesquisador é convencer os investidores e a instituição se vale ou não a pena investir em seu projeto, e o qual útil pode ser sua pesquisa e os resultados dela. Medicina? há demanda sempre, há utilidade sempre em pesquisa de diversas áreas do conhecimento da física a biologia convergindo com o mercado de interesse, havendo demanda, haverá investidores. O mesmo serve para qualquer outra ciência ou interesse de pesquisa.
  • Oi?!  28/11/2018 17:10
    Colegas, parem de escrever "Oi?!" ao responder outros colegas. É muito infantil.
  • Alô  28/11/2018 17:39
    Oi?!
  • Pobre Paulista  28/11/2018 23:37
    Hein?
  • Insurgente  29/11/2018 15:29
    Oi? Q?
  • Henrique Silva Aguiar  28/11/2018 18:12
    Gente... olhem esse site socialista... eles criticam coisas extremamente parecidas com coisas das quais criticamos...

    Só falta um pouco mais de conhecimento econômico e ceticismo em relação ao governo e estão perto de se tornarem liberais...

    www.socialistamorena.com.br/que-socialismo-e-esse-que-queremos/

  • Um liberal  28/11/2018 19:03
    Não, não estão. São visões bem diferentes. Os progressista costumam ter algo em comum na parte social, como serem a favor da legalização das drogas, mas se distanciam totalmente quando entram em políticas afirmativas e direitos de minorias.

    Podem aparentar ter algo em comum quando criticam o estado, mas um pouco mais a fundo e as visões se distorcem totalmente.

    Socialismo é o oposto do liberalismo: Socialistas enxergam grupos, Liberais individuos. Socialistas desejam a submissão da propriedade privada, liberais desejam a sua autonomia. Socialistas rejeitam a desigualdade, Liberais a defendem.

    Agora os conservadores sim, tem muito em comum com os socialistas, apesar de se verem como opostos.
  • Lanky  28/11/2018 21:58
    O Hoppe e o Kogos tem o quê em comum com os socialistas?
  • Vactus  28/11/2018 22:11
    Um liberal falou tudo, essa impressão só se dá pelo contraste com os conservadores, que querem proibir as drogas, casamento gay etc. Mas tão logo você começa a explicar todas as ideias libertárias para os esquerdistas, você começa a perceber o antagonismo entre os dois, eles criticam o estado porque querem que ele seja maior, controle as empresas, ofereça serviços estatais de qualidade, taxe os ricos, crie leis ambientais, proíba as armas e regulem cada aspecto de sua vida, com exceção dos supostos direitos das minorias.

    Mas eu diria que os conservadores - desde que não sejam neoconservadores nacionalistas - tem mais em comum com os libertários e deveriam o ser, só precisam que mostrem a eles como o estado é o culpado pelo corrompimento das instituições que eles - corretamente - acreditam serem construtoras da civilização - igreja, família etc - ao invés de achar que o mesmo deveria consertá-las de cima para baixo, vide o louvor ao novo ministro da educação.

  • RDNAZEV  29/11/2018 01:07
    Liberalismo é uma coisa, libertinagem é outra.

    Fica a dica.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 11:33
    Pessoal, achei ótimo... serio... eu coloquei o link do site deles aqui, e estamos falando sobre numa boa...

    Já do lado de lá, em um artigo eu linkei um de cá... Em outro artigo deles, eu CITEI o nome "mises"... Eles apagaram os comentários...

    Eu queria pedir a gentiliza, de na maior cordialidade, os senhores pudessem visitar, conhecer e comentar seus questionamentos nos artigos deles... se puderem, agradeço muito de em momentos oportunos, no lugar de citar mises, coloquei o termo, "no instituto de direita do qual não citaremos aqui".

    Ficaria bem legal... Faz parte da nossa luta divulgar nossas ideias... Bora lá, se não for muito incomodo.

    Apenas para reforçar, segue um link do site deles: www.socialistamorena.com.br/que-socialismo-e-esse-que-queremos
  • Leigo  29/11/2018 13:11
    O mais engraçado é que essa Socialista Morena é uma burguesa.

    Moro no Lago Norte, bairro burguês longe de tudo e, burguesmente, só ando a pé para fazer exercícios… Não pense que me orgulho disso. Claro que não trocaria nossa casa por um apartamento, mas sinto uma falta enorme de quando podia deixar o carro na garagem a semana inteira e pegar o metrô ou o ônibus para ir ao trabalho. Sabe por quê? Porque o transporte coletivo me deixava mais rica. Fonte.

    A título de curiosidade o Lago Norte é um dos "bairros" mais ricos de Brasília. Conforme Wikipédia: "os Setores da Península, e de Mansões, possuem uma renda per capita relativamente alta e, juntamente com o Lago Sul, o segundo maior número de piscinas por habitante do mundo[carece de fontes]. O Taquari é formado principalmente por jovens famílias, que estão construindo suas residencias de aproximadamente 5 anos para cá. E o Núcleo Rural, é formado por antigas chácaras. o Lago Norte é uma região administrativa de classe média alta. IDH - 0,933 muito elevado

    Tem outra pessoa que era burguesa e lutava pelo socialismo, ela se chamava Karl Marx.
  • Um liberal  29/11/2018 14:16
    Cara, eu me recuso a entrar no site da socialista morena. Não vou da audiência para o site dela e também não quero passar nervoso pelas loucuras que vou ler lá. E não adianta tentar divulgar ideias liberais para essa gente, é igual tentar explicar matemática para um cachorro.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:12
    To com dificuldades mesmo... anemm
  • Túlio  28/11/2018 19:35
    Com o advento do aprimoramento da inteligência artificial, acredito que o desemprego crescerá como jamais visto. Não restará muito coisa a ser feita pelo homem, tendo sido superado em suas habilidades físicas e mentais. E na possibilidade de novos empregos surgirem, as mudanças serão tão assustadoramente rápidas que será muito difícil para o homem se readaptar constantemente numa velocidade vertiginosa. Pelo menos, é essa a impressão que tenho.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:26
    "Não restará muito coisa a ser feita pelo homem, tendo sido superado em suas habilidades físicas e mentais. "

    Aí as máquinas vão fazer uma guerra, nos prender em uma simulação neural e criar um mundo virtual para drenar nossa bioenergia, enquanto vivemos num mundo criado por computador acreditando que é o mundo real! kkkkkkkkkkk

    É cada ridículo que aparece aqui, que é impressionante!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • RDNAZEV  29/11/2018 22:42
    O problema está em quem controlaria estas máquinas, e o que poderia ser feito com elas, contra nós. Achas porque fazem testes de chutes, e etc, simulando uma tentativa de resistência humana contra elas, e o que pode ser feito contra nós?!

    Eu não acho ridículo isso que ele está falando. Tudo o que ele disse faz sentido, e é isto que está ocorrendo.

    Máquina não questiona, não distingue o certo do errado, não tem raciocínio lógico do que poderia ser o certo à se fazer, ou errado, devido à sua limitação.

    Máquinas apenas obedecem, diferente de um humano.

    Outro detalhe, existem operadoras IA que já resolvem 100% dos problemas. Isso diminui a necessidade de empresas contratarem mais pessoas para o telemarketing, podendo apenas haver alguns que darão suporte, caso este primeiro dê problema.

    Eu sinto na sua irônica ignorância um certo medo para o que à por vir.

    Se quiser saber mais, até pelas próprias palavras dos coadjuvantes desta revolução, poderia sugerir vários artigos ou vídeos.

    Aconselho à dar uma olhada no canal do O Informante.

    E se não sabes, trabalho em uma empresa que possui IA, e posso lhe falar com toda e absoluta certeza: ela funciona para o propósito à qual foi designada.

    Dependendo do propósito, e pelo mundo que vivemos, e daqueles que nos governam, este propósito pode ser utilizado para o bem, ou para o mau.

    Como falou em uma época um governante da França, à favor da redução populacional, e se não sabes, existem muitos que são à favor disso, o mesmo disse quase com essas palavras: "... se não conseguirmos reduzir a população mundial com doenças, violência, ou vacinas, nós teremos que ter a terceira guerra mundial, queiram ou não ..."

    Infelizmente isso não é teoria da conspiração.

    Mas sabe na verdade o que acho? É que no fim de tudo, se as máquinas se tornarem um desserviço e causar danos maiores para a humanidade, as mesmas serão substituídas novamente pelos humanos.

    À não ser que você concorde em ter cerca de 7 bilhões de humanos, na miséria, enquanto os escravocatas utilizam máquinas para os seus desserviços.

    Isso tudo já acontece perante nossos olhos. Agora o direito de acreditar ou não, é seu.
  • anonimo  30/11/2018 19:21
    Decerto que haverão novas oportunidades de empregos, mas talvez NÃO numa escala esperada para prover empregabilidade para todos. A revolução que a IA está fazendo é que os empregos dependentes de habilidades mentais tb serão afetados em grande proporção, algo até então jamais visto. Se o homem já foi sobrepujado no que concerne a habilidades físicas no passado, agora tb será em suas habilidades mentais. E as ocupações, com o surgimento da IA, tenderão a modificar-se muito mais rapidamente.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:33
    nossa cara... que viagem
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:39
    nao nao... vou responder com carinho...

    Mermão... vamos supor que vc tenha razão e que não terá mais trabalho pelo fato de que não há não necessidade de haver produção humana...

    NAO SERIA A MELHOR COISA DO MUNDO??? kkkkkkkk

    vc fala: "google, comida..." e poff, a nuvem caga um strogonoff em vc...

    Vc fala: "google, o que temos para hoje?";
    "biii... scneando.. scaneando... nada senhor";
    "ahh google, que bosta, então eu vou malhar, namorar, me divertir, vou desenvolver minhas habilidades artísticas"... "biiii... não entendi...";

    vc fala: "google, não tenho dinheiro para viajar. Me dá uma ideia?"
    "biii, preparando teletransporte senhor, preparado?"


    SAKO MERMÃO? VC ACHA QUE EU TO VIAJANDO?? NAUM NE? AS TECNOLOGIAS VÃO TER FODAS...

    Vou ali preparar um strogonoff para mim... aceita?

  • RDNAZEV  29/11/2018 22:54
    Concordo que existem melhorias nos avanços tecnológicos.

    Mas querer que a tecnologia tome todos os campos produtivos, isso sim, só pode vim de uma mente doentia.

    A tecnologia tem que vim para somar e facilitar, e não subtrair e dificultar a vida do ser humano.

    Voltando ao assunto do texto, eu daria minha seguinte opinião, até mesmo afirmando o que escrevi acima:

    O capitalismo, é a produção organizada e descentralizada da coisas. A concorrência é liberada, e ajuda na melhoria dos serviços. Sempre haverá produção e serviço. A concorrência é leal, e quem acaba sendo favorecido é o próprio consumidor, pois sempre terá opção de escolher por produtos de qualidade.

    Já o socialismo procura a concentração do todo o poder sobre os meios de produção e distribuição. Ela elimina toda a concorrência concentrando tudo na mão de poucos e apenas daqueles que se submetem ao sociais "democratas". A concorrência é desleal, e não havendo obrigação alguma de prestar um serviço de qualidade. O consumidor teria que se contentar com o que tem.
  • Caio  30/11/2018 02:07
    Bom, o Yuri só mostrou artigos de automação que não é exatamente a mesma coisa que inteligência artificial (ainda mais a de uso geral, que é a que é capaz de raciocinar de verdade, não apenas fingir).

    Mas eu penso o seguinte: com inteligência artificial (incluindo androides também por exemplo) os ricos que puderem comprar essas tecnologias não vão mais precisar ser donos de uma empresa, afinal tudo que precisarem a IA faz para eles (androides em plantações, androides médicos, androides para necessidades pessoas (amizade, sexo etc.)). Assim eles deixarão os mais pobres viverem suas vidas de forma independente (é como se eles não vivessem mais nesse mundo) e como eles são pobres, não usarão IA, precisando de outros pobres para produzir (e aí resolve o problema do desemprego).

    Outro fator é que sem ninguém sendo contratado, ninguém têm dinheiro para comprar e então não tem motivo para produzir com IA e androides (produzir para quem?), então as empresas seriam obrigadas a contratar pessoas (algo parecido aconteceu na escravidão pelo que eu li, já que escravos não recebem salário para comprar os produtos dos capitalistas, então a escravidão parou de ser praticada...).
  • Nelson  28/11/2018 19:54
    Padrão melhor que a realeza ? forçou a barra agora kkkkk !
  • Leigo  29/11/2018 13:22
    O artigo afirma que "hoje, um assalariado médio em um país capitalista possui um padrão de vida maior até mesmo que o da Rainha Vitória em provavelmente todos os aspectos, exceto na capacidade de contratar servos."

    Só de estar comentando nesse artigo, é notório que sua vida é melhor que a dela. Você tem um vaso sanitário para fazer suas necessidades, tem acesso a internet para acessar grande quantidade de informação e se conectar com o mundo, tem acesso a uma variedade absurda de alimentos, tem acesso a energia e, provavelmente, pode viajar a milhares de quilômetros de distância, algo inimaginável para a Rainha Vitória.
  • Felipe Lange  29/11/2018 13:12
    O único cenário onde os improdutivos poderiam viver é obviamente no capitalismo. Mas eu digo isso me referindo aos deficientes, doentes terminais e afins.

    Não é difícil ver algum esquerdista elogiando alguma tribo indígena e/ou seus costumes, mas se esquece que há tribos que matam bebês deficientes, os astecas arrancavam os corações das pessoas vivas para fazer rituais, e com demonstrações bondosas contra povos conquistados...
  • ed  29/11/2018 15:42
    OFF TOPIC

    Depois dos taxistas agora são as empresas de ônibus que estão chorando por causa da nova modalidade do Uber, o UberJuntos, que permite ao usuário ir para o seu destino com outras pessoas em troca de um preço mais baixo.
  • Libertariozinho  29/11/2018 18:17
    Pelo menos a ideia de passe livre/transporte ser direito já saiu de pauta, e espero que não volte.

    Esse é um debate que até papagaios de canais no YouTube que se afirmam liberais podem vencer facilmente.


  • Pobre Paulista  30/11/2018 01:25
    O pessoal do Movimento Passe Livre ainda está em sessões regulares com seus psicólogos, dado que o "não é apenas por 20 centavos" que começaram em 2013 terminou com o Bolsonaro Presidente!
  • Tarabay  29/11/2018 18:49
    Excelente notícia.
  • IBGE  30/11/2018 15:43
    Saiu o PIB do Brasil terceiro trimestre 2018:

    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no 3º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 3º trimestre de 2017, a alta foi de 1,3%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão no trimestre.

    Segundo Rebeca Palis, gerente da pesquisa, com este resultado, apesar da melhora, o PIB ainda se encontra no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012.

    "Em relação ao pico da série, que foi no 1º trimestre de 2014, a gente ainda está 5% abaixo daquele patamar", destacou. "No trimestre passado, ainda estava no patamar de 2011. Então, aos poucos está melhorando esse patamar e se aproximando do pico antes da crise e das quedas sucessivas, que foi lá em 2014".
  • Libertariozinho  30/11/2018 16:22
    PIB é uma falácia gigantesca. Dá a ideia de que gastos governamentais representam riqueza e importações representam pobreza.
  • IMGE  30/11/2018 16:34
    Se você olhar o PIB, podemos alcançar o patamar de 2011, mas a população não é a mesma desde lá, o pib per capita é um mensurador melhor
    Em 2017 o pib avançou 1%, mas o per capita apenas 0,2%.. Em 2018, creio que ele seja mais ou menos próximo a isso.
    Para a riqueza da população de fato voltar aos patamares pré-crise, o crescimento vai ter de ser mais sólido e duradouro , ao invés de simplesmente voltar ao numero do pib anterior


  • Andre  30/11/2018 16:49
    E o PIB per capita ainda está em algum momento de 2008, dado esse ritmo anêmico de crescimento, a pouca habilidade política do presidente eleito para tocar reformas e o cenário internacional cada vez mais adverso, o Brasil nunca mais voltará aos patamares pré crise.
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  30/11/2018 16:57
    Essa é a verdade do capitalismo. Porém num país subdesenvolvido como o nosso, ainda temos os cartéis disfarçados, o imperialismo do sistema bancário, as lojinhas chinesas entrando a toque de caixa, atrapalhando a venda dos produtos fabricados por nós.
    O crescimento do país está abalado por todos estes e outros empecilhos que vem deteriorando a livre criatividade do cidadão. Não podemos esquecer os subsídios, tarifação dos produtos importados(barreira comercial).
    Infelizmente ainda não deixamos as capitanias hereditárias para trás e continuamos a ser subservientes daqueles que tem o dom do levar vantagem. Como exemplo fresquinho, a Black Friday brasileira é uma piada.
  • Gustavo A.  30/11/2018 17:49
    Você entendeu tudo errado. Tente novamente...
  • Leigo  01/12/2018 18:53
    Correção: Essa é a verdade do capitalismo, porém num país subdesenvolvido como o nosso, ainda há pouco capitalismo.
  • Matheus Henrique  03/12/2018 17:59
    Eu gostaria de agradecer a todos da comunidade Mises Brasil.
    Comecei a estudar Economia recentemente tenho ficado fascinado com os estudos e artigos desse site.
    Tenho aprendido muito, até mesmo com os comentários nos artigos.
    Sou muito grato por ter acesso a todo esse material.
  • Sérgio  06/12/2018 19:12
    Promove a lei de ganhar dinheiro. Só isso. Capitalista só quer saber de ganhar dinheiro e não importa as consequencias dos seus atos. E os libertários são contra qualquer lei que que freie isso.

    Vejam por exemplo, esta notícia:


    Crianças britânicas compram hormônios para mudar de sexo pela Internet

    Para o comerciante o que importa é VENDER. GANHAR DINHEIRO. Se o cara vende hormônios sexuais, o que importa pra ele é vender. Não importa se o comprador é uma criança de 10 anos.

    Agora eu pergunto: os comerciantes que venderam essas porcarias para estas crianças não deveriam responder criminalmente? Para os liberteens não. Isso é só uma "troca voluntária". O governo não deve intervir. Se a criança quer comprar hormônios sexuais, deixe. É só uma troca voluntária.

    Quando se deixa fazer o que quiser, quando não regulação nenhuma, acontece este tipo de coisa...
  • Edujatahy  07/12/2018 11:53
    Por favor. Antes de for acusar libertários de serem " são contra qualquer lei que que freie isso. " se aprofunde apenas um pouco na teoria libertária pois lhe faz passar vergonha.

    Libertários defendem trocas voluntárias entre adultos emancipados! . Enquanto a ser humano não tiver emancipado e estiver sob a guarda dos seus pais (ou seja, enquanto for uma criança!) é óbvio ululante que o cenário de trocas voluntárias não procede.

    Um criminoso que vende drogas a crianças é um agressor, e os pais da criança têm todo direito de se defender (por exemplo, prendendo/punindo/matando o agressor).

    Regulamentação estatal não impede crianças o acesso a droga nenhuma. O que criminosos de agredirem crianças é o império da lei natural, ou seja, sua família!
  • Ex-microempresário  06/10/2019 22:28
    Legal saber que na Inglaterra se pode fazer o que quiser, e não há regulação nenhuma.

    Eu achava que eles tinham um governo cheio de burocratas e subordinado à União Européia, com regras até sobre a curvatura das bananas.

    Incrível como o brasileiro tapado imagina horrores que supostamente aconteceriam se não houvesse governos e não vê estes horrores acontecendo hoje, com a conivência do governo.
  • L Fernando  07/10/2019 12:59
    Bah, os hormônios vão mudar muito o sexo, o cromossomo Y passa para X e vice versa,
    É como comprar produto para aumentar o pênis.
  • Capital Imoral  21/03/2020 16:26
    Eis o verdadeiro vírus: a desumanização do cálculo econômico

    Neste artigo eu critico a desumanização do pensamento neoliberal e ensino, brevemente, como fazer parte do grande cordão humanitário que está consolando e salvando vidas ao redor do mundo.

    O Instituto Mises conseguiu se superar e publicou, na contramão do mundo político, um texto defendendo o aumento de máscaras e álcool em gel. Por que vocês são tão desumanos? Eu não quero a porcaria de um texto racionalista para justificar o injustificável! Aumentar o preço das coisas é errado, anti comunitário, anti social, anti pessoas que fazem sexo. Aliás, por causa do Coronavírus, tudo deveria ser de graça e comunitário; todos deveriam receber casa, comida, internet, jogos na Steam, camisinha, narguile, tudo, absolutamente tudo, de graça. O Coronavírus é um convite do deus Chinês ao socialismo.

    Por sorte, este instituto está morrendo, e o artigo desumanizador não teve alcance. Mais uma vez a cultura do cálculo econômico ficou na obscuridade de alguns nerds. Mas, ainda sim, o pesadelo fascista sobrevive. Ainda existe gente louca para escrever o que fora publicado neste instituto. Nem tudo é desgraça, apesar do Codvirus-19 e dos neoliberais, a pandemia de certa forma reviveu a cultura socialista que perdemos na eleição de Bolsonaro. Pouca gente percebeu, mas as eleições estão ocorrendo em plena pandemia. Estamos elegendo Luciano Huck (O rei do humanismo social) e os jornais voltaram a ter influência. Estamos voltando a ser guiados por lideranças sociais.

    Agora que você entendeu a real situação, deixe-me te dar uma dica: Entre para o clube ou seja engolido!

    A narrativa salvará o mundo
    Um Chinês, antes de morrer, decidiu sair bonito na foto social do mundo. Ele fez o famoso "Free Hugs" na Itália. Como ele é chinês, e algumas pessoas obscuras estão dizendo aquela frase que não se pode dizer no Ocidente{1}, o vídeo se tornou viral. Sim, nesta campanha, ele ganhou indulgência plenária do deus politicamente correto.



    A cura do Coronavírus está nas narrativas humanizadoras. Um chinês, por incrível que pareça, não se deixou guiar pela dureza e indiferença dos números, ele soube ganhar seu quinhão social através da conscientização. Que tal fazer o mesmo, neoliberal? Você não vai ter namorada enquanto dizer que o preço do álcool em gel deve aumentar. Que tal adentrar ao mundo das palavras de conforto? Você será respeitado e famoso como Luciano Huck. Não se preocupe, vou te ensinar: Primeiro, aprenda a utilizar os signos corretos, coisas do tipo: "vida comunitária", "amor ao próximo", "solidariedade", "compaixão", "conscientização", "igualdade", "fraternidade", "respeito", "amigos do vírus", etc; segundo, seja diferentinho em meio aos diferentinhos, em outras palavras, deixe sua imagem e cultura ser um reflexo da instabilidade da arte moderna e da narrativa mundial. Aliás, é importantíssimo seguir as cartilhas das organizações mundiais - para quem está no nível 3. No começo, garanto, você se sentirá uma mera ferramenta do sistema, mas, depois, você se acostuma e até gosta de ser uma gota no grande oceano humanitário. Com o tempo você se incorpora de tal maneira que a narrativa, como uma ordem, se torna a própria realidade. É reconfortante ser mais um em meio a muitos "da paz". O mundo mudou, e, nós, seres sociais, somos os novos sacerdotes da humanidade. A nossa cura é a boa narrativa, estamos dispostos a dar a vida, como mártires, para sair bem na foto. E a imagem está voltando a ter poder.

    {1} O vírus veio da China.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Guilherme  21/03/2020 16:54
    Haha, que saudades eu senti do Capital Imoral (que também pode se chamar Capitão Ironia). Não some, não. Volta mais. E mais divertido ainda é ver desavisado aqui acreditando que você está realmente.

    Aliás, genial esse vídeo. Plot twist impressionante. Vi que o vídeo é de 2 fevereiro. Vários italianos do norte saíram abraçando o chinês. Ele morreu pouco tempo depois infectado. E hoje a Itália tem recorde mundial de infectados. Prova cabal de como o politicamente correto mata.
  • Social Imoral  21/03/2020 19:53
    Esse seu "moralismo vermelho" não passa de uma construção social oriunda de sua consciência de classe.

    Sob a égide dos estímulos ambientais cotidianos, você e os integrantes de sua classe criaram, mesmo que subconscientemente, símbolos na forma de proposições morais , como "capital é imoral", para legitimizar - no sentido de neutralizar, nos integrantes, qualquer mecanismo neuroquímico que provoca os sentimentos de culpa, repulsa, nojo, etc que seja contra os interesses de sua classe, ou seja, você se torna capaz, sem sentir nenhuma culpa, de espancar uma pessoa em nome do seu ideal (como Marx propôs, oriundo dos meios materiais) - os seus interesses materiais, que são diferentes dos demais por causa das diferenças ambientais (caso contrário, temos um sintoma de alienação)

    Além de legitimizar as suas ações, os símbolos morais de sua classe são criam uma disciplina comportamental intríseca que garante a coesão e a ortodoxia os integrantes da classe: por exemplo, ninguém pode desejar ser um individualidade e todo mundo deve desejar a coletividade.

    Nessa estrutura, há também os símbolos de identidade (que estimulam a consciência de classe), os símbolos de recompensa (o paraíso) e a estética (derivada de todos os símbolos): todos suportados pelas proposições morais (reforçando: que são derivadas dos interesses de classe que, por sua vez, são derivados do ambiente no qual a classe está inserida)

    Marx sabia disso e, ao editar o "Das Kapital", só se ateve a escolher uma facção que ele julgou ser a mais forte: a populaça, que era superior numericamente e, devido a herança religiosa (principalmente cristã) era superior moralmente.
  • WDA  23/03/2020 22:37
    Capital Imoral, capital genial!

    Esse foi o melhor texto do Capital Imoral de todos os tempos!


    Trecho mais engraçado: "Aumentar o preço das coisas é ... anti pessoas que fazem sexo." Kkk

    Trecho mais verdadeiro: "Pouca gente percebeu, mas as eleições estão ocorrendo em plena pandemia. Estamos elegendo Luciano Huck (O rei do humanismo social) e os jornais voltaram a ter influência. Estamos voltando a ser guiados por lideranças sociais."

    Trecho com a melhor idéia: "...sair bonito na foto social do mundo.[com] ... o famoso "Free Hugs"..." Idéia que deveria ser praticada por Xi Jinping, Maduro, Putin, Lula, Marcelo Freixo e todos os ditadores e projetos de ditadores do mundo. Eles deveriam abraçar todo mundo que tá dodoizinho - mas sem proteção! - da lepra ao ebola, passando pelo corona vírus.

    Trecho mais esquerda Século XXI: "A cura do Coronavírus está nas narrativas humanizadoras."

    Trecho mais instrutivo (modus operandi da esquerda séc. XXI): "Não se preocupe, vou te ensinar: Primeiro, aprenda a utilizar os signos corretos, coisas do tipo: "vida comunitária", "amor ao próximo", "solidariedade", "compaixão", "conscientização", "igualdade", "fraternidade", "respeito", "amigos do vírus", etc; segundo, seja diferentinho em meio aos diferentinhos, em outras palavras, deixe sua imagem e cultura ser um reflexo da instabilidade da arte moderna e da narrativa mundial. Aliás, é importantíssimo seguir as cartilhas das organizações mundiais - para quem está no nível 3. No começo, garanto, você se sentirá uma mera ferramenta do sistema, mas, depois, você se acostuma e até gosta de ser uma gota no grande oceano humanitário. Com o tempo você se incorpora de tal maneira que a narrativa, como uma ordem, se torna a própria realidade. É reconfortante ser mais um em meio a muitos "da paz". O mundo mudou, e, nós, seres sociais, somos os novos sacerdotes da humanidade. A nossa cura é a boa narrativa, estamos dispostos a dar a vida, como mártires, para sair bem na foto. E a imagem está voltando a ter poder." (É a esquerda Nutella cuspida e escarrada!)

    Trecho mais verdade "na lata": "O vírus veio da China."
  • Hayekinao raiz  21/03/2020 16:27
    Vai me desculpar o autor do artigo, mas é sim uma questão de sobrevivencia o capitalismo e só os mais fortes sobrevivem!

    Quando ele diz que o capitalismo produz beneficios formidáveis aos doentes, isso é verdade sim, e é uma das belezas do capitalismo raiz! Só que só quem pode comprar esses medicamentos sao aqueles que TRABALHARAM ANTES. Alguem so pode comprar cadeira de rodas pra um filho deficiente se ele trabablhou bem anteriormente. Se o filho nasce numa familia pobre, que não tem trabalhou anteriormente e nao acumulou dinheiro ao longo da vida, nao vai ter dinheiro pra comprar a cadeira de rodas e os medicamentos pros filho.
    Essa familia irá pro SUS e se nao for o SUS morrerá. Essa é a realidade. E se for como nos EUA, que nao tem SUS, ai que vai morrer mesmo. Nao seria isso estimulo suficiente para que as pessoas trabalhem e se esforcem?

    Outro ponto. Nao entendi a Nota do Editor, me pareceu pouco claro. Sei que tempos de quarentena as pessoas ficam receosas de falar o que pensam de verdade, ate pq vivemos numa ditadura do politicamente correto, mas devemos sim expor nossas ideias e falar e criticar o que achamos sobre isso tudo que ta acontecendo. e PRINCIPALMENTE COMO A ESCOLA AUSTRIACA PODERIA SALVAR (OU MELHORAR) TUDO QUE TA AÍ

  • Daniel Cláudio  21/03/2020 16:53
    Isso que você descreveu não é força. Não é nenhum exemplo de "sobrevivência do mais forte". Aliás, seu exemplo, contrariamente ao que você intencionava, apenas comprova tudo o que disse o autor do artigo: no capitalismo, prospera mais quem produz mais e quem melhor satisfaz os desejos dos clientes.

    Isso nada tem a ver com força, mas sim com a satisfação dos desejos alheios, que é exatamente o contrário da força.

    Sua mentalidade é confusa.
  • Usando o Bom Senso  21/03/2020 19:24
    Exato. Daí a necessidade de um ente que tenha a OBRIGAÇÃO de amparar os hipossuficientes e que não esteja, para tanto, sujeitos às leis de mercado; portanto, mantido por IMPOSTOS. A mera solidariedade de terceiros não é suficiente, dado seu caráter inconstante.
  • Pobre Paulista  22/03/2020 01:21
    "Essa familia irá pro SUS e se nao for o SUS morrerá"

    Antes da saúde ser monopólio dos estados, existiam os hospitais beneficentes, e, principalmente, a prática cotidiana da caridade por entes privados. Os mais pobres tinham diversas oportunidades de encontrar auxílio.

    Com a estatização prática do mercado de saúde e os impostos exorbitantes que o estado cobra - que chega a 45% da renda do cidadão - não há como as pessoas ajudarem. Neste cenário, de fato, o mais pobre fica à mercê do SUS.

    E você propõe o quê? Mais verbas para o SUS?
  • Carlos83  22/03/2020 02:17
    uma opção para o cenário que você delineou, talvez a primeira, antes mesmo de pensar na justiça do sistema, seria a de o individuo não ter filhos.
  • Ex-microempresario  22/03/2020 19:03
    Algumas verdades que podem ser úteis para você:

    - O mundo não é justo. Tem zebra que é comida pelo leão e tem zebra que não é. Tem gente que vive até os oitenta e gente que escorrega, bate a cabeça e morre aos quinze.

    - A única forma de evitar esta injustiça e criar um mundo supostamente "justo" seria impedir que qualquer um fosse mais feliz do que o mais infeliz dos homens. Algo como "já que algumas pessoas nascem sem pernas, vamos cortar as pernas de todos para acabar com essa injustiça".

    - O estado natural das coisas é a pobreza. Animais não tem roupas, nem remédios, nem smartphones, nem ar condicionado. O ser humano é o único que aprendeu a PRODUZIR estas coisas - que podem ser chamadas de riqueza ou patrimônio.

    - Dado que a riqueza deve ser PRODUZIDA, não é possível pensar em riqueza ilimitada para todos. Isso é chamado princípio da escassez. E dado que para produzir a riqueza é necessário trabalhar, faz algum sentido que aqueles que trabalham possam usufruir daquilo que produziram.

    - Sim, o mundo seria lindo se todo mundo trabalhasse apenas por amor ao próximo e não se importasse em ver aqueles que se esforçaram menos usufruir desse trabalho. Infelizmente, o ser humano não é assim. Quem não se conforma com isso tem a opção de reencarnar abelha ou formiga.

    - Novamente, a única forma de corrigir a suposta "injustiça" da desigualdade seria proibir qualquer desigualdade. Não é possível toda a população do mundo morar em frente à praia? Então é proibido morar em frente à praia. Não é possível fabricar sete bilhões de BMWs? Então ninguém pode ter BMW. Não é possível fazer os melhores médicos atenderem toda a população do mundo? Vamos matar os melhores médicos para evitar a "injustiça" de algumas pessoas serem atendidas por médicos melhores.

    - Por último, essa bobagem de "os EUA não tem SUS, os pobres morrem à míngua sem ninguém cuidar deles" é apenas wishful thinking infantil. Procure se informar melhor.
  • Hayekiano raiz  23/03/2020 13:31
    Pobre paulista,

    Não proponho mais verba para o SUS. Sò nao consigo enxergar lógica no raciocinio do autor do texto.
    No exemplo que coloquei, se a pessoa nao tiver acesso ao SUS ela morrerá, simples assim. Não ha a pretensa benevolencia no capitalismo.
    Ha tecnologia e recursos disponiveis na sociedade para tratar a pessoa, mas o sistema, num libertarianismo estrito, pode vir a morrer se nao tiver renda para pagar pelo tratamento. Simples assim! Precisa ser mais direto, tentar querer passar um verniz de benevolencia (e que nao existe) é que não é certo.

    Ex micro,

    Nao precisa eliminar a desigualdade totalmente. Mas alguams sociedades preferem diminui-las. Tem mts exemplos disso no mundo. Há diversos números entre o 8 e o 80

    Para todos,

    Como seria o combate À pandemia num país totalmente libertário, que seguisse os ensinamentos da escola austriaca? Alguem tem alguma sugestao por topicos para um artigo sobre isso? Como seria quarentena, resposta da sociedade e do mercado, ações que os agentes tomaria etc

    abs
  • Realista  23/03/2020 14:34
    Permita-me lhe apresentar o mundo real: sempre haverá algumas pessoas que morrerão porque precisavam de mais e melhores cuidados médicos, os quais poderiam ter-lhes sido ofertados, mas que estavam além de seus recursos financeiros. Simplesmente não há como evitar isso. Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal.

    Há várias doenças que só podem ser combatidas em hospitais de ponta nos EUA ou na Europa, contra as quais o SUS não tem a mínima condição de fazer nada.

    Tentar evitar essa triste realidade obrigando todos os indivíduos não miseráveis a dedicarem suas vidas à tarefa de manter outras pessoas vivas — de modo a ignorar por completo o valor subjetivo que tal atitude "benevolente" trará para a vida desses indivíduos coagidos — é uma medida que destrói os incentivos para produzir e prosperar, fazendo com que, em última instância, tal medida coercitiva não traga felicidade e bonança para ninguém.

    Para quem se autodenomina um hayekiano, você parece ser bem ignorante da teoria (mas é claro que sabemos que você não é hayekiano; é apenas um fake intervencionista tentando se passar por moderadinho para ver se consegue algo por aqui).


    Quanto à sua pergunta, sei que sou minoria aqui, mas isso realmente não passa de uma gripe forte. Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude: diabetes, problemas cardíacos, problemas renais, respiratórios etc.

    Quem tem menos de 60 anos, que tinha saúde boa e foi contaminado, já melhorou depois de 11 dias. Veja o diário do Fábio Wajngarten, por exemplo. Onze dias após o diagnóstico, e ele não tem mais nada. E só tomou anti-térmico (Novalgina ou Tylenol).

    Outra coisa: só em 2017, a tuberculose matou 1,6 milhão de pessoas. Não houve nenhum pânico. O corona matou 5 mil, todos idosos. Isso é pandemia? Temos de fechar todas as economias do planeta e abolir toda a divisão do trabalho por causa disso? Faz-me rir.

    Um simples distanciamento social, com pessoas utilizando máscaras e luvas, já resolveria muita coisa. Agora, se pessoas como você adoram ver políticos e burocratas enfiando suas botas em nossos pescoços (tem gente que tem tesão com isso), aí nada posso fazer. É melhor ficar em casa vendo PornHub mesmo.
  • Pobre Paulista  23/03/2020 17:34
    Bom, com ou sem SUS, se houver mais doente do que leitos hospitalares, fatalmente muita gente morrerá.

    O ponto simples é que sem o governo interferindo na saúde, haveria ao menos a possibilidade de existir mais leitos.

    E não me refiro à simples interferência direta de monopolizar a saúde. São impostos para equipamentos hospitalares e remédios, milhares de regulamentações de agências sanitárias e de saúde, impostos ou barreiras diretas de importação, etc. Tudo isso contribui para a diminuição da oferta de serviços de saúde.

    Se não há leitos e material para os doentes, tanto faz quem vai pagar pelo tratamento, ainda que todos os cidadãos do Brasil destinassem 99% de sua renda para caridade. Não é uma questão de "quem paga", é uma questão de oferta. E é o próprio estado quem estrangula a oferta.
  • Yo  21/03/2020 18:34
    Daniel Claudio,

    Forte foi só uma figura de linguagem.
    Troque forte por capacitado profissionalmente e a lógica continua válida.
    Se vc nasce ou adquire uma enfermidade grave durante a vida limitante, vc tem que ter acumulado dinheiro ao longo da vida ou vir de família rica. Se vc nasce na favela já era. Esse é o meu ponto.

    E aí tudo que disse sobre ir pro sus e morrer segue válido
  • Usando o Bom Senso  21/03/2020 18:45
    Excelente. Só não concordo que há lugar para todos. Independentemente do arranjo político-produtivo de uma sociedade, indivíduos hipossuficientes sempre precisarão do amparo de outrem, mesmo um ente impessoal, para satisfação de suas necessidades...
  • Felipe L.  21/03/2020 23:13
    Pessoal, qual vocês acham a metodologia mais realista para mensurar a abertura comercial de um país? Pergunto isso porque eu estou comparando a Coreia do Sul com o Brasil e, por exemplo, quando comparei um dos itens, no caso a "complexidade das tarifas", o Brasil está melhor que a Coreia do Sul!!! Eu encontrei isso no relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial, do ano passado. Tem coisas que lá fazem sentido, enquanto outras eu acho questionáveis.

    O Heritage é até bom, mas falta algo detalhado. Por exemplo, quando uso o Banco Mundial, pelas tarifas médias, parece que o Brasil é razoável, já que 13,46% é a taxa média (enquanto normalmente os custos de importar mais que dobram o preço do produto). Essa é a comparação (a Coreia do Sul está com 5,23%), ao passo que a Argentina tem um pouco menos que o Brasil.
  • Imperion  23/03/2020 01:30
    No índice de liberdade econômica, sub-item liberdade de comércio exterior, a Coreia do Sul aparece com nota 7.9 de 10. E o Brasil com 6.5.

    Em suma a Coreia ganha do Brasil. É que aqui o governo faz um esforço hercúleo pra exportar (subsídio). O negocio pesa é nos tributos nacionais que estragam tanto o comércio exterior quanto o interior. É fato dizer que o Brasil tem um bom comércio exterior apesar do seu governo.
  • Drink Coke  23/03/2020 02:41
    Procure um índice chamado open market index, da camera de internacional de comércio.
  • Felipe L.  23/03/2020 20:05
    Verei, obrigado.
  • Skeptic  21/03/2020 23:27
    É bom ver que o site não caiu em maluquices conspiratórias como o site dos três Chioccas.

    Lew Rockwell, doido de pedra que é, tá divulgando que o COVID-19 não é causado por um vírus.

    Não tenho a menor dúvida que num ambiente 100% privado, o nível de restrições seria muito maior e feito muito mais cedo.
  • Leitor Antigo  23/03/2020 02:38
    Ei, Skeptic, posso então depreender deste seu comentário que você mudou radicalmente de posição?

    Por exemplo, você criticou pesadamente o primeiro artigo postado por este site sobre o novo coronavírus (no fim de janeiro). Criticou, mas não explicou o porquê da crítica. Lendo o artigo recentemente, fiquei impressionado com a acurácia das previsões. O autor acertou todas. Aliás, à época, havia gente dizendo que ele estava exagerando. Hoje, fica claro que ele foi até bem comedido.

    E aí? Alguma retratação?

    Leia de novo, com calma, e diga onde está o erro:

    www.mises.org.br/article/3216/o-coronavirus
  • Skeptic  23/03/2020 09:46
    Critiquei a falta de precisão científica do artigo do artigo do Gary North e o tom em que deixa margem para teorias da conspiração e fake news. Provavelmente errei feio achando que o texto foi exagerado. Reli o texto quando foi declarada a pandemia e mantive algumas opiniões. Vou ter que relê-lo depois de todo esse inferno acabar.

    Confesso que tenho uma certa preocupação quando vejo pessoas como Gary North, Lew Rockwell e outros comentando sobre assuntos fora da área de economia, política e filosofia, principalmente assuntos científicos, e já espero por algo ruim.
    Em compensação, vejo muitos economistas da Escola Austríaca fazendo divulgações sérias e importantíssimas sobre essa pandemia.
  • Leitor Antigo  23/03/2020 14:20
    Estranho, pois o referido artigo não apenas não faz nenhuma abordagem científica, como se limita apenas a postar vídeos de epidemiologistas falando. Acusação sem pé nem cabeça essa sua. O autor, longe de fazer qualquer consideração científica, teve a humildade de apenas mostrar o que epidemiologistas estão falando. Algo bastante raro hoje em dia, em que todo mundo se arvora especialidade sobre tudo.

    Mais estranha ainda é sua acusação de que o tom "deixa margem para fake news e teorias da conspiração". Ao meu ver foi o exato oposto: não se encontra uma mísera linha sobre teorias da conspiração. (Se há, gostaria que você postasse aqui o trecho).

    Sim, parece que, como você bem reconhece, errou feio.
  • Skeptic  23/03/2020 18:41
    Muito pelo contrário, ele mostrou a opinião de alguns epidemiologistas (?) ligado a um documentário da Netflix (que lá se sabe a qualidade da informação, qualquer um pode fazer um documentário sobre qualquer coisa, documentário não é fonte científica) e opinião de um amigo que trabalha na área, o que nada mais é do que uma evidência anedótica, ou na melhor das hipóteses, uma única opinião de um especialista. Ele não resumiu a opinião vigente da epidemiologia pré-surto.

    A margem foi dada pelo tom e a prova são os comentários que seguiram o artigo. Só de ler o artigo eu já esperava encontrar comentários desse tipo.
  • Leitor Antigo  23/03/2020 22:31
    "ele mostrou a opinião de alguns epidemiologistas (?) ligado a um documentário da Netflix"

    Essa sua afirmação comprova que a "dificuldade de leitura" (eufemismo para analfabetismo funcional) não é monopólio da esquerda.

    Ele citou o documentário do Netflix (o qual, aliás, conta com a participação de epidemiologistas) totalmente de passagem. Em momento algum há, no artigo, "a opinião dos epidemiologistas do documentário". Você delirou. Aliás, não sei onde estaria o crime se ele fizesse isso, mas não o fez.

    "e opinião de um amigo que trabalha na área, o que nada mais é do que uma evidência anedótica"

    Ele apenas citou, em um parágrafo, a opinião de seu amigo Ph.D. na área. E foi só. Não sei onde está o crime.

    E, no final do artigo, há um link para um vídeo de Chris Masterson, que é Ph.D. em toxicologia, e que não tem nada a ver nem com Netflix nem com o tal amigo (que são as duas coisas que, pelo visto, desagradaram você).

    Se linkar para um video de um Ph.D. em psicologia for "teoria da conspiração", então acabou tudo.

    "A margem foi dada pelo tom e a prova são os comentários que seguiram o artigo."

    Qual tom? E desde quando comentários críticos (total minoria) são prova de algo? Poste um texto liberal em uma comunidade de esquerda e conte os comentários críticos. Pelo seu critério, será a prova de que o marxismo é a suprema verdade.

    Esperava mais lógica (e mais intelecto) de alguns leitores aqui. Criticar é corretíssimo, mas apenas quando se entende o que se está criticando, e não quando se inventa coisas completamente descabidas. Isso é algo que me preocupa, pois, se libertários não mais sabem interpretar textos, então é fim total.
  • Skeptic  24/03/2020 01:24
    Sabia que você ia acabar apelando para xingamentos na sua evidente incapacidade de argumentar.

    Não importa nenhum pouco se há epidemiologistas e quantos eles são num documentário. Documentários não são fontes científicas, você não vão conseguir compreender isso, certo? Depois eu que sou analfabeto funcional.

    Um vídeo no youtube também não é fonte que se preze. A única desculpa para o uso dessas formas de divulgação seria a informação mastigada e popularizada de fontes confiáveis e não são isso porque não envolvem o consenso científico.

    Não há problema algum o Gary North publicar um texto com as opiniões pessoais dele sobre uma possível pandemia, nem verifiquei quando o artigo original foi escrito. Se é um artigo recente, então foi irresponsabilidade tratar do assunto sem uma base sólida dos dados na área. Não é hora para achismos e palpites.

    Vou te ensinar o que é uma fonte confiável, isso aqui:
    www.nature.com/articles/nm.3985

    Não perderei mais meu tempo com você.
  • Sadib  22/03/2020 13:11
    Essas medidas mais radicais sobre a restrição da liberdade da circulação das pessoas me provoca "mixed feelings".
    Meu lado liberal acha isso um absurdo, eu não posso ir no parque, em um restaurante, na academia do meu prédio e tenho que ficar em casa porque o governo me obriga?
    Por outro lado eu sei que muitas pessoas são irresponsáveis, e mesmo se tiverem sintomas e a suspeita de estar com vírus, ainda assim, vão sair de casa. E pior, muitos contaminados não terão sintomas e podem espalhar o vírus sem nem perceber (inclusive eu). Não seria essa uma medida para o bem maior de todos então?
    O fato é que temos que achatar a curva de novos contaminados, senão o país vai parar por bem ou por mau (vide Itália).
    O ideal seria todos terem consciência por si só, e praticarem a distância social por vontade própria. Mas esperar isso não seria utopia? O que vocês acham?
  • Carlos T  23/03/2020 01:52
    Acredito que seja por causa do Sus, que é um sistema socialista de saúde. Como o governo é quem custeia o tratamento de saúde de toda população, ele tem que tomar todas as medidas que dispõe para evitar mais doentes e mais gastos. Se tivéssemos um sistema totalmente privado de saúde e cada um fosse responsável por arcar com o custo de seu tratamento, certamente não precisaria de quarentena obrigatória: as próprias pessoas evitariam sair às ruas o máximo possível pois elas que arcariam com os custos econômicos de ficar doente.
  • Jairdeladomelhorqp/tras  23/03/2020 03:06
    Caro Sadib,
    Quando vc cita "mixed feelings" está certo. Aqui vai um reforço ao teu comentário.
    É uma escolha difícil para os nossos "governantes" ou para nós mesmos. Se permitirmos tudo e todos funcionando a transmissão é exponencial. Contraem o vírus os suscetíveis (que é toda a população, pois é um virus novo e as pessoas não tem imunidade, nem mesmo parcial) e morre quem tem que morrer. Claro, sempre existirá uma parcela da população que contrairá o vírus e permanecerá assintomático ou com sintomas leves. E em um curto período tudo voltaria ao normal. Mas com uma mortalidade que ninguém aceitaria. (Se baixarmos a letalidade para 0.3%.-- dez vezes menos mortos que o anunciado--, mesmo assim morreriam 600.000 pessoas no Brasil.
    Mas as pessoas seriam imunizados naturalmente pela doença.
    Com as medidas adotadas de restrição de circulação a curva de infectados sobe mais devagar e a doença se prolonga no tempo. Se neste meio tempo, abolirem os protocolos e conseguirem uma vacina rapidamente, as medidas, creio, compensarão. Pode ocorrer, entretanto, que o inverno chegue nos Estados do Sul, os sintomas respiratórios tornam-se mais graves, a economia sofra e a situação que era de uma crise aguda (sem as medidas de restrição individual)se torna crônica, arrastando o país para mais um mergulho na recessão, ou depressão.
    Creio que no presente momento não existe estratégia certa. Entretanto, a escolha que o mundo fez ao achatar a curva de infectados foi postergar o problema para ganhar tempo e aguardar uma solução. É uma aposta. Pode, ou não, dar certo.
    Abraços
  • Carlos83  23/03/2020 15:07
    Um contrato claro entre o cidadão e seu "governo" resolveria a questão, pelo menos em termos práticos de curto prazo. Pense em um contrato com empresas de planos de saúde e seguros. Um bom contrato prevê multas por descumprimento de cláusulas, então o comportamento do associado em pandemias poderia ser analisado e considerado antes de uma adesão.
  • Felipe L.  22/03/2020 15:03
    Pessoal, o Raphaël Lima semanas atrás mencionou o crescimento grande da Geórgia, comparando com o Brasil.

    Além do país estar saindo de uma base mais baixa (atualmente ele é mais pobre que o Brasil, o que tende a causar mais aumento no crescimento do PIB) e ter se desempenhado bem em pontuação de liberdade econômica (o país é MUITO mais aberto do que o Brasil, este último perde até para o Egito), quais outros fatores estariam fazendo com que o país esteja crescendo mais? Esse foi o crescimento nos últimos anos. O comportamento do câmbio (provavelmente ele era atrelado antes, então foi deixado flutuante depois de dezembro de 2014).

    Leandro, o que você espera para a economia brasileira depois dessa pandemia e da nova recessão mundial? O que está achando das medidas do governo atual? Elas me lembram um pouco o New Deal.
  • Imperion  23/03/2020 14:42
    A Geórgia esta muita mais aberta que os EUA.

    pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica.

    Ex-república soviética tá saindo de anos de comunismo e pobreza abraçando o livre mercado, liberdade econômica, e o livre empreender. Se olhares o índice de 2018 com mais atributos, a nota mais alta da Georgia é saude fiscal 9.35 de 10. Quer dizer que o governo não esbanja.

    Liberdade pra negócios, carga tributária (notas acima de 8.5), leis tributárias de regulamentação foram revistas, carga tributária foi baixada. Liberdade de comércio exterior nota 88.

    Vc nota que a Georgia quer crescer e já faz anos que ela tá com essas notas mais altas nesses pontos chaves. A Georgia tá no ranking dos 20 mais livres do globo. Brasil está no ranking 150. Muita diferença. Veja as notas brasileiras. Sao baixíssimas.
  • Nill  22/03/2020 17:42
    Alguém explique para mim essa situação. Na minha cidade todos falam numa recessão tremenda por causa da pandemia de coronavírus. Até ai ! Era de se esperar que todos apostasse uma recessão profunda. Inclusive o Governo já anunciou PIB zero. Só que tem acontecido coisas impensáveis. Vejam a noticia : Walmart contratará 150 mil empregados. Antes a Amazon anunciou contratar 100 mil novos empregados. Fora ! Isto Tem uma longa lista de empresas que viram os negócios crescerem muitos. Certos produtos explodiram a demanda. Cresceram na casa de milhares por cento. 1000% ou mais. Afinal ! A economia está mesmo definhando ou inacreditavelmente, o coronavírus está bombando a economia ? È sem dúvida um fenômeno muito estranho, até mesmo fora da lógica. Pelo menos da lógica que achamos certa. Alguém no Mises consegue explicar esse Fenômeno ? Essa explosão de atividade econômica em certos setores econômicos e empresas como Walmart e Amazon ? Muito obrigado ! A todos.
  • Juliano  23/03/2020 01:12
    Fenômeno totalmente previsível. Com o anúncio do fechamento das economias pelos governos, com nada menos que 90% das cadeias de produção, sendo interrompidas, quem é esperto correu para se estocar. E compraram tudo.

    Eu mesmo conheço uma pessoa de renda relativamente baixa que comprou R$ 8 mil reais numa só ida ao supermercado.

    Nos primeiros 20 dias de março, é de se esperar que os supermercados, farmácias e demais lojas ligadas a itens de primeira necessidade apresentem um boom. Depois é que vem o colapso. Já cias. aéreas, hotéis, restaurantes, academias, concessionárias e toda a indústria já estão afundando.
  • Felipe L.  23/03/2020 02:42
    O próprio pânico por um desabastecimento acaba gerando desabastecimento. E aí as pessoas envolvidas nas outras cadeias de produção, percebendo essa escassez, vão passar a viver de fotossíntese e ficar esperando? O pessoal do setor rural? Claro, a não ser que o governo continue proibindo e controlando (ou uma hiperinflação), aí não tem como mesmo, isso que aconteceu na República de Weimar, agora na Venezuela... Mas e aí, os governos vão imprimir dinheiro? A "arrecadação" deles vai começar a cair, o próprio bolso deles vai ser afetado. Escassez só acontece quando os preços são controlados e a economia chega num controle absurdo, a ponto de inviabilizar a oferta para causar esse tipo de coisa. Esse vírus realmente é problemático, mas não deveria parar quase uma economia inteira. Os estoques dos supermercados que ficam expostos ali são esperados que sejam consumidos em uma determinada demanda.

    No momento de agora, com esse súbito aumento na procura, eles passariam a ofertar mais (bom, pelo menos tem supermercado aqui falando que não precisam ficar em pânico e fazer estoque, só se ele foi estatizado...), surgindo também outros entrantes. Agora, por exemplo, há exemplos de empresas que estão se adaptando a isso, para produzir o álcool em gel. Tem até usina de açúcar fazendo isso. O que preocupa é o governo no meio, pois nada mais é que uma forma de planejamento central. E fica naquelas coisas de "Ah tem que ter serviço essencial somente". Mas e as outras coisas? Por que um setor e não outro? Por que não todos? E essa reencarnação barata do New Deal, que o governo brasileiro pretende fazer...

    Porque com a greve dos caminhoneiros foi a mesma coisa. Falaram e falaram (alguém falou que iria durar menos de duas semanas?), que ia piorar e afins e depois a algazarra acabou. Voltou tudo ao normal. O Raphaël Lima já disse em um vídeo, anos atrás, de que seria bom fazermos estoques pois encheria de gente do MST bloqueando estrada e provocaria um colapso no transporte. E aí? Quem tem razão? Óbvio que é uma comparação que talvez seja rasa, porque várias partes do mundo estão sendo afetadas também (e a encrenca vai levar semanas e semanas, sendo otimista), mas os efeitos de desabastecimento foram realmente sentidos, já que os produtos não-perecíveis logo foram acabando, já que não havia mais transporte. Isso além dos combustíveis.

    Mas eu posso estar errado em tudo, ou parcialmente, ou em nada. Acho que você trocou o mês de março pelo de abril, porque já se passaram os primeiros 20 dias. Por exemplo eu fico preocupado com quem depende de vender as coisas na rua e afins. Todo mundo vai ser afetado em alguma medida. Eu por exemplo vou poupar, como sempre fiz. O que se nota é o quão bom é ter, em domingo de tarde, uma padaria funcionando onde você possa comprar ovos, numa cidade interiorana e pequena, que morre todo domingo...

    É óbvio que não dá para prever exatamente o que vai acontecer. Mas se sabe que a economia como um todo vai ser afetada, já que muitas pessoas irão ser demitidas, empresas irão falir, pobreza aumentar... e aí você navega pela Internet, um fala da tal curva do sistema de saúde e que os danos serão maiores se não houver essas quarentenas, outro fala que isso não vale e que os danos serão maiores se forem feitas essas quarentenas. Por que não deixar as pessoas se decidirem? Por que deixar políticos e burocratas ficarem mandando na nossa vida?

    O governo agora, por exemplo, poderia aproveitar para fazer cortes profundos nas despesas e nos impostos. Mas isso eu acho difícil de ocorrer, se tratando dessa porcaria de Brasil, onde um governo supostamente liberal vai lá defender moeda fraca e juros baixos na marra...

    Vai saber se essa substância aí que estão falando acaba não ajudando...

    De toda forma, quem vai se dar bem com isso serão os setores de psicólogos, psiquiatras e farmacêuticos e, claro, as cadeias envolvidas nisso.
  • WDA  23/03/2020 15:37
    Certamente a economia como um todo sofrerá muito. Mas alguns setores e algumas empresas sempre se beneficiam, pois não é factível que tudo pare. Se tudo parasse, viveríamos como indígenas, os quais diga-se de passagem, nada têm por si mesmos para se defender de doenças infecto-contagiosas.

    Acontece que a Amazon é sobretudo uma empresa de entregas e logística, por assim dizer. E é certo que uma das coisas que está sendo mantida é a entrega de diversos itens em domicílio. As pessoas continuarão a ter necessidades, as quais precisão ser satisfeitas. Alguém terá de entregar esses produtos. E a Amazon é precisamente uma das empresas mais capazes de fazer isso no mundo quase inteiro.

    O Wal-Mart decerto vende uma série de produtos essenciais, como alimentos e itens de higiene. Para estes e outros itens a demanda aumentará. Esse aumento drástico na demanda, também não será eterno. Quem mais conseguir capitalizá-lo enquanto este durar, beneficiará seu empreendimento.

    Não sei quais serão todas as limitações que se imporão à economia por aí. E estas decerto serão em graus diferentes em cada região do globo. O resultado final só veremos com o tempo. E digo mais, haverá efeitos que se desenrolarão no tempo para além da crise mesma do corona vírus. E com a injeção de dinheiro na economia, entre outras medidas, vários efeitos sobre a economia levarão bastante tempo para se fazer sentir e quando vierem, sua origem não será nada clara.
  • Felipe L.  22/03/2020 22:39
    Com essa encrenca do corona vírus, provavelmente a taxa de desemprego vai voltar a subir. Vai explodir os gastos estatais e cair a "arrecadação". Matemática.

    Essa é uma chance: ou eles tomam vergonha na cara e saem cortando salários, despesas e privilégios envolvendo a casta do funcionalismo estatal, ou o governo vai ter que ficar emitindo cada vez mais dívida por títulos, já que uma inflação alta é impopular, assim como aumento de impostos. Inflação de 10% já derrubou a Dilma. Foi a inflação baixa e o câmbio apreciado que mantiveram o Temer no poder, apesar de ele sempre ter sido impopular. Foi só ter aumentado os impostos sobre os combustíveis, o câmbio voltar a desvalorizar e esses efeitos se revelarem que explodiu uma greve de caminhoneiros que ganhou adesão popular.

    Ou vocês acham que o Congresso aprovou o remendo previdenciário por bondade ou porque eles mesmos estariam em risco, assim como os funcionários estatais? O remendo foi criado por eles e foi baseado apenas em aumento de alíquotas e aumento de idade. O Centrão continua dominando. Eles não são liberais mas sabem Matemática.

    É em momentos de crise que o estado tem que justamente cortar despesas e impostos.

    Sempre que fazem o contrário, dá problema. Alguns exemplos:

    - Crise de 1929 que acabou só depois da Segunda Guerra Mundial, quando fizeram um corte profundo nas despesas, baixando a dívida de mais de 100% do PIB para quase 30% do PIB em 1974;

    - Argentina desde (pelo menos) o primeiro dos vários calotes, por volta de 1983;

    - Grécia, que ainda não colapsou de vez porque eles possuem moeda forte de uma população altamente produtiva e rica para os salvar, além de um forte setor turístico (Alemanha por exemplo). Praticamente ganharam uma moeda forte de mão beijada;
  • adriano da silva souza  23/03/2020 01:21
    A Grécia tem a Alemanha para salvá-la, o Brasil vai recorrer a quem?
  • Imperion  23/03/2020 02:46
    Não são todos os patrões que tem caixa pra pagar férias. E a medida que essa quarentena continuar impedindo a produção, até empresa grande não vai ter dinheiro e vai ter que mandar embora. A China até aproveitou a onda pra aumentar o uso dos robôs.
  • Imperion  23/03/2020 14:32
    Hoje foi aprovada suspensão do contrato de trabalho por 4 meses
  • Hayekiano Raiz  23/03/2020 15:34
    realista,

    Estou aprendendo ainda e abrindo debate. Acho que é importante discutirmos para termos capacidade de rebater futuros argumentos contrarios. Vamos aos pontos

    "Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal"

    O fato de ser mortal vem por conta de enfermidades que matam mesmo que a pessoa teve acesso a todas as possibilidades e tecnologias disponiveis à epoca. Um cara com HIV vai morrer ou vai viver longos anos? depende, se tem dinheiro prolonga a vida, se nao tem morre no proximo resfriado, salvo uma ação do governo dando remedios e tratamento. FATO.

    "Há várias doenças que só podem ser combatidas em hospitais de ponta nos EUA ou na Europa, contra as quais o SUS não tem a mínima condição de fazer nada"

    E tem varias doenças que o sistema privado do pais nao trata e sobrecarrega o SUS. Dai a divida bilionaria dos planos de saude com o SUS. E que seria 10x maior se houvesse a correção da tabela do SUS, diga-se

    "tal medida coercitiva não traga felicidade e bonança para ninguém"

    De acordo! É isso que o pensamento libertario, no meu entender prega, certo? Agora a partir dai temos que lidar com as consequencias de NÃO ser "um sistema benevolente". Ponto! Esse é o cerne do meu argumento e é o que está em conflito a ideia central do artigo com o que estou colocando

    "Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude"

    Ha relatos de pessoas sem nenhuma doença cronica morrendo. Ha relatos de medalhistas olimpicos da Rio2016 com sintomas gravissimos. Isso pq tem gente que se recupera pq conseguiu um leito de UTI, em dias nao teremos mais leitos vagos no Brasil e em alguns paises da Europa, e ai o cara que é novo e saudavel mas precisava apenas de um respirador vai morrer tb. Mas de fato, tem gente que teve apenas sintomas de uma gripe leve.

    "Agora, se pessoas como você adoram ver políticos e burocratas enfiando suas botas em nossos pescoços (tem gente que tem tesão com isso), aí nada posso fazer"

    Sera que o mundo o inteiro caiu nessa cilada? Trump inclusive. Um complo dos medicos do mundo inteiro? Boris Jonhson foi seduzido? Será que com esse negacionismo e teoria da conspiração vamos conseguir trazer lógica ao nosso pensamento libertario?
  • Verdade  23/03/2020 18:01
    Boris Johnson acaba de nacionalizar ferrovias.

    Trump comprando divida corporativa

    Bolsonaro dando mais de R$ 1 trilhão em intervençoes atraves do BC (livrar a cara dos bancos mas suspendendo salario dos trabalhadores

    Serio mesmo que vcs acreditam que o neoliberalismo pode dar certo?



  • Amante da Lógica  23/03/2020 18:10
    Sua lógica é magnífica. Os governos simplesmente fecharam todas as economias, proibiram todas as transações comerciais, proibiram todos os estabelecimentos de funcionarem, proibiram as pessoas de trabalharem, proibiram circulações, proibiram viagens, e basicamente baniram todo e qualquer empreendedorismo.

    E aí, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, o cidadão diz que estamos vendo um fracasso do liberalismo.

    Ou seja: proíba tudo, absolutamente tudo, de funcionar. E aí, quando tudo colapsar (e o governo estatizar), diga que isso demonstra uma falha do livre mercado e a comprovação de que é necessário o estado para salvar tudo.

    A dúvida: seria isso ignorância básica, malícia esperta, ou simplesmente tesão por um arranjo total de planejamento central?
  • Drink coke  23/03/2020 19:15
    Os fatos são sempre distorcido para criar a narrativa que esses inúteis desejam. Como recentemente vi na rede social uma comparação do crescimento do "neoliberalismo" de Temer e Bolsonaro com o governo Lula e Dilma, simplesmente ignorando que a derrocada econômica só aconteceu pela irresponsábilidade desses últimos governo. Pior é que essa narrativa vende.
  • Verdade  23/03/2020 19:42
    AMante,

    O governo interviu pesadamente nos ultimos dias. Mas pq o fizeram? Um grande complo mundial? Sanha intervecionista reprimida? Trump, Guedes e Boris agora sao petistas?
    Qual seria a alternativa libertaria para a questão?
  • Amante da Lógica  23/03/2020 22:34
    Isso é simples. Porque são políticos. E políticos sempre têm de aparentar "estar fazendo alguma coisa", principalmente quando há uma mídia insana e obcecada exigindo que eles façam alguma coisa. Político que não faz nada no meio de algo que é rotulado como "crise" enterrou sua carreira, ainda que tal inação seja exatamente a coisa certa a ser feita tendo em vista o longo prazo.

    De resto, que bom que pelo menos você agora admite claramente que a economia afundou exatamente porque políticos intervieram. (Dica de português: não é "interviu", mas sim interveio.)

    Aliás, isso é tão básico que é até constrangedor ter de desenhar: se o governo decreta que tudo tem de ser fechado e toda a produção tem de ser interrompida (quem desobedecer será preso), e a economia afunda em decorrência disso (e nem teria como ser diferente), é óbvio que estamos diante de um colapso econômico causado inteiramente pela intervenção do estado. Parabéns por entender esse básico. Já está no caminho certo.


    P.S.: de resto, era só o que faltava agora: eu ter de justificar medidas de políticos como Trump, Boris e Bolsonaro. Quem deve explicações são os defensores do estado. Estamos diante de uma calamidade econômica causada única e exclusivamente pela intervenção total do estado. Como vocês justificam essa aberração?
  • Geraldo  24/03/2020 13:16
    "Estamos diante de uma calamidade econômica causada única e exclusivamente pela intervenção total do estado."

    Gente, estamos no meio de uma pandemia de um vírus que está matando muita gente. Até onde pude perceber, os governos estão simplesmente dizendo às pessoas para não saírem de casa, para parar (ou pelo menos desacelerar) o avanço desse vírus.

    Qual seria a alternativa? Fazer de conta que está tudo normal e deixar o "corunga" se espalhar livremente, causando ainda mais mortes?
  • Fabrício  24/03/2020 14:23
    "os governos estão simplesmente dizendo às pessoas para não saírem de casa, para parar (ou pelo menos desacelerar) o avanço desse vírus."

    Não. Eles não estão simplesmente "dizendo" isso. Eles estão ordenando e punindo com cadeia quem desrespeitar. Se o cara resolver abrir a barbearia dele, vai preso. Se abrir o restaurante, vai preso. Se abrir a lojinha de flores, vai preso.

    No futuro, olharemos para esse momento e daremos gargalhada, com pena, de quão otários fomos. Tava olhando os números hoje: completamente ridículos. Manaus, por exemplo, tem 5 milhões de pessoas. A cidade está inteiramente parada só porque há três (três!) pessoas internadas com uma gripe. Gripe essa que só é grave para quem tem mais de 75 anos e possui várias outras doenças pré-existentes.

    O Fábio Wajngarten foi diagnosticado há 12 dias e não está sentindo mais nada. Tomou só novalgina. O general Heleno, que em tese está no grupo de risco, também não está sentindo absolutamente nada. Na Itália, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    De resto, não precisa ficar inventando histeria. Veja o próprio exemplo da Coreia do Sul. Resolveu tudo apenas isolando os infectados e os mais idosos. Em momento algum o país parou.
  • Humberto  23/03/2020 22:41
    Haha, a esquerda tá tão desesperada e desnorteada, que agora utilizam até colapso econômico gerado por um explícito e totalitário intervencionismo estatal como prova de que o "livre mercado não funciona".

    Comparado a isso, até mesmo os ambientalistas fanáticos são mais honestos.
  • Verdade  23/03/2020 23:16
    Humberto,

    "Haha, a esquerda tá tão desesperada e desnorteada, que agora utilizam até colapso econômico gerado por um explícito e totalitário intervencionismo estatal como prova de que o "livre mercado não funciona"."

    Qual seria a alternativa para a ação totalitária que varreu o mundo? De uma hora pra outra todos os líderes mundiais abraçaram o intervencionismo??? QUal é a saída austriaca?
  • Fabrício  24/03/2020 14:28
    Respondido acima.
  • Pedro  24/03/2020 16:17
    Cassio Campos,

    O grande problema é o RISCO, associada a incerteza da doença. É algo completamente novo e que pessoas reagem de forma diferente. A maioria é um gripe, muitos sao assintomaticos mas alguns tem complicações graves, e o problema é que nao sabemos pq

    Fabricio,

    Muito bom!! Eu acho engraçado que a Escola Austriaca é contra o intervencionismo, mas no twitter do Mises Brasil eles colocaram todo conteudo do PGEA online... ou seja, endossaram a quarentena autoritaria dos ditadores mundiais. Não tem nenhuma nota, nenhum artigo do Mises Brasil se colocando contra essa barbaridade autoritaria que estamos vivendo.

    Logica,

    A crise nao é causada pelo governo, é causada pelas circunstancias do choque externo que atingiu a economia e que a mão invisivel é incapaz de lidar. Não há solução de mercado possível, ou seja, o governo nao fazer nada diante da crise seria assinar atestado de óbito de dezena de milhões de pessoas por conta de uma questão ideologica.
  • Humberto  24/03/2020 16:57
    "O grande problema é o RISCO, associada a incerteza da doença. É algo completamente novo e que pessoas reagem de forma diferente."

    O risco é o mesmo de você pegar uma gripe no inverno. Se usar luvas e máscaras, e evitar contato com terceiros, estará praticamente protegido.

    E o risco é menor do que pegar dengue (muito mais fatal que a Covid-19), pois você dificilmente vê o mosquito e ele pode lhe picar enquanto você estiver dormindo.

    "mas no twitter do Mises Brasil eles colocaram todo conteudo do PGEA online... ou seja, endossaram a quarentena autoritaria dos ditadores mundiais."

    Queridão, deixa eu desenhar para você: qualquer um que faça reuniões públicas (como seria a PGEA) será preso. Basta uma denúncia. Se a turma do Mises fizesse isso apenas para posar de desafiadora, seria espantosamente burra.

    "A crise nao é causada pelo governo, é causada pelas circunstancias do choque externo que atingiu a economia e que a mão invisivel é incapaz de lidar."

    Sua vontade de passar pano é espantosa. Foram políticos e burocratas que determinaram o desligamento de toda a economia. Foram políticos e burocratas que determinaram o que ninguém pode produzir. Foram políticos e burocratas que determinaram o o quase que total banimento de todas as transações econômicas.

    E aí você diz que estamos vivenciando "um choque que a mão invisível é incapaz de lidar"?!

    É exatamente o mesmo que dizer: "Veja como a Coreia do Norte é pobre! Evidência explícita de que o capitalismo fracassou!"

    Ou você é muito burro (pois incapaz de estabelecer a mais explícita relação de causa e consequência) ou é muito desonesto. Não há terceira hipótese.
  • Cássio Campos  24/03/2020 14:39
    O concunhado da minha irmã foi infectado. Tem 45 anos. Ficou uma semana em isolamento tomando antitérmico e já está ótimo. Eu mesmo já acreditei que isso era uma pandemia séria, mas só de ver o número de mortes causadas exclusivamente pelo corona (ou seja, excluindo as pessoas que têm vários outros sérios problemas de saúde), temos aí literalmente uma simples gripe de inverno europeu.

    Bolsonaro estava corretíssimo ao dizer que isso era uma histeria. Pena que ele foi frouxo, ficou com medo da mídia e recuou covardemente. Vai ferrar a economia do país em troca de nada e ainda será execrado. Faltou pulso. Merece a punição.
  • corona  23/03/2020 20:25
    Porque a curva dos titulos americanos ainda não inverteu, apenas cairam drasticamente?
  • Humberto  23/03/2020 22:42
    Porque a inversão ocorre quando a recessão ainda está para ocorrer no futuro, de um ano a dois anos à frente. A inversão prognostica uma recessão futura. E aí, quando a recessão finalmente chega, a curva já está desinvertida.

    Atualmente, vivemos um caso único e sem precedentes de uma recessão súbita causada por um intervencionismo estatal súbito e completamente inesperado. A recessão não está prevista para o futuro. Ela já está acontecendo agora. Por isso mesmo nem faria sentido haver inversão. Inversão é para prognosticar. Não há o que prognosticar agora. A recessão já é uma realidade, graças a esse estúpido e totalitário intervencionismo estatal.
  • Paulo  24/03/2020 12:41
    Ocorreu inversao meses atrás por um breve periodo, o corona só acelerou o processo. Quem acompanhava os vídeos do Ulrich ja sabia que o ciclo estava no fim, é claro que uma pandemia era inesperada, mas eu creio que a expansão não duraria muito mais. Agora a aposta é se é uma recessão ou depressão,dado o volume de intervenções
  • Leitor  24/03/2020 00:23
    O Paulo Guedes fala em complementar 25%, 33% do salario dos empregados que forem afastados (MP 927), devido à pandemia do COVID-19. Se todas as discussões atuais giram em torno da origem dos recursos (teto de gastos, reforma da previdência, reforma administrativa...) de onde vai sair os recursos para o governo fazer isso com todos os trabalhadores do país inteiro?

    P.S. Não há ironia na pergunta, gostaria de alguma ajuda neste entendimento, mesmo.
  • ed  24/03/2020 15:09
    "de onde vai sair os recursos para o governo fazer isso com todos os trabalhadores do país inteiro?"

    De onde sempre saiu. Do bolso do povo.

    Estamos pagando ao governo para que ele nos pague (bem menos do que pagamos a ele é claro).

    Loucura? Sim. Mas é exatamente isso o que as massas querem. Experimente falar qualquer coisa sobre flexibilizar ao menos um pouco as relações do trabalho e você será imediatamente apedrejado.

    As pessoas EXIGEM que o governo as roube e intervenha massivamente na economia.
  • Imperion  24/03/2020 21:09
    Vai sair dos produtivos. Só que a crise epidêmica está afetando os produtivos. Então vai faltar dinheiro. Certamente o déficit vai crescer, o governo vai usar seus três métodos de pegar dinheiro: inflação, endividamento e aumento de impostos. Num cenário de meses com os produtivos parados, o país vai à bancarrota.

    Mas voltando a produção quando o país tiver controlado a disseminação do vírus, a economia volta a funcionar e as pessoas vão pagando como sempre pagaram.

    O problema é se os produtivos falirem. Dinheiro não dá em árvore. É baseado na produção. Ninguém vai receber dinheiro pra pagar dívida nenhuma se os capitalistas faliram e encerraram definitivamente a produção. Estes vão ser substituídos por outros, mas se o governo continuar atrapalhando a vida dos produtivos, isso pode durar mais que a quarentena.
  • Leitor  25/03/2020 14:09
    Este é o busílis! O chicaguista incorrerá em endividamento, inflação, aumento do deficit? Ou deixará o páis quebrar mesmo? Os produtivos já está tendo problemas!

  • A Mão Invisível Me Deu Um Tapa  24/03/2020 02:17
    Há lugar para todos. Essa é a beleza do modelo: eu dou a você o que você quer; você dá a mim o que eu quero. E assim, realizando trocas voluntárias, todos saem felizes.
    Conclusão: há lugar para todos até para quem não tem nada a oferecer e/ou com que realizar as trocas voluntárias que precisa para realizar suas necessidades ou desejos.
  • Anderson  24/03/2020 20:22
    Excelente resumo sobre o capitalismo. Aqueles que detestam, é porque não vê em si a capacidade de se desenvolver sem o auxílio do dinheiro público.
  • anônimo  25/03/2020 23:13
    Os Estados Unidos, o país do Liberalismo, vai distribuir...dinheiro. Nada mais Keynesiano.
  • Carlos Alberto  26/03/2020 01:09
    Correto. Haverá um boom no curto prazo e um bust no longo prazo. Minha pergunta é: terá você a hombridade para vir aqui na época do bust assumir a responsabilidade? Ou vai elogiar só o boom mesmo?
  • anônimo  29/03/2020 01:37
    O "Bust" é uma visão pessimista e contrária ao pensamento econômico.
    A distribuição de dinheiro pelo Estado aos agentes da microeconomia não visa estimular o consumo, mas, simplesmente, manter o sistema econômico em funcionamento.
    Aliás, o ilustre comentarista teria outra solução?
  • Trader  29/03/2020 13:44
    Se você acha que o "bust" — que nada mais é do que a manifestação dos ciclos econômicos — é "uma visão pessimista e contrária ao pensamento econômico", então nada mais posso fazer por você.

    Quanto às soluções, primeiro você tem de entender qual o problema. E então, só então, pode-se dar soluções.
    E o problema é que estamos vivendo um choque de oferta. Os governos simplesmente proibiram a economia de produzir. Logo, as soluções têm de ser do lado da oferta. Mas esta solução apresentada é do lado da demanda. Você não corrige problemas de oferta estimulando a demanda. Estimular a demanda em um cenário em que a oferta foi proibida é algo catastrófico.

    Dois artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/article/3229/coronavirus-um-caso-raro-de-choque-de-oferta-e-de-demanda--e-suas-possiveis-consequencias-nefastas

    www.mises.org.br/article/3190/economistas-do-lado-da-oferta-vs-economistas-do-lado-da-demanda--entenda-esta-distincao-crucial
  • Jo%C3%83%C6%92%C3%82%C2%A3o  26/03/2020 23:12
    O país do liberalismo é os EUA do final do século XIX.

    Os EUA de hoje não tem quase nada de liberalismo.

    Claro que para a turma que usa camiseta do Che, qualquer país que não seja a Coréia do Norte é ultra-mega-super-neo-liberal.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.