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China: uma aberração econômica keynesiana e mercantilista
O modelo econômico concentra privilégios àqueles ligados ao governo

Nota do Editor

O Grupo Evergrande é a segunda maior incorporadora da China. Está localizada na província de Guangdong. Vende apartamentos majoritariamente para a classe média e para a alta classe média. Em 2018, ela se tornou a incorporadora com o maior valor de mercado do mundo.

Hoje, a empresa está à beira do colapso. Suas ações, que chegaram a valer HK$ 32 na bolsa de Hong Kong, hoje valem HK$ 2.

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Evolução das ações da Evergrande na bolsa de Hong Kong.

O roteiro é o mesmo de toda bolha imobiliária estimulada pelo governo: juros artificialmente baixos (controlados pelo estado) fizeram com que várias pessoas se endividassem para comprar imóveis. 

Ato contínuo, a incorporadora saiu construindo prédios a rodo.

Com o tempo, as pessoas se deram conta de que não conseguiriam honrar suas dívidas e começaram a dar calotes. O mercado imobiliário desaqueceu. 

Consequentemente, os prédios construídos pela Evergrande desabaram em valor de mercado, ao mesmo tempo em que os custos de construção aumentaram, devido à grande demanda por materiais.

O passivo da empresa (dívidas com bancos e com empreiteiros e fornecedores, além de compradores que pagaram antecipadamente por apartamentos inacabados) ficou muito maior que seus ativos (receitas de venda e imóveis).

No total, a incorporadora chinesa tem uma dívida superior a US$ 300 bilhões, sendo uma das empresas mais endividadas do mundo.

Em caso de calote generalizado, o sistema bancário chinês estará em sério risco. Os grandes bancos chineses já foram alertados que, a partir de 20 de setembro, a incorporadora não mais irá conseguir rolar suas dívidas.

Semana passada, viralizou nas redes sociais um vídeo em que nada menos que 15 prédios residenciais chineses são demolidos. Estavam há anos inacabados e vazios (pois os custos de construção ficaram maiores que as eventuais receitas de venda). Uma perfeita ilustração de como acabam todas as bolhas imobiliárias.


Fernando Ulrich, com seu didatismo costumeiro, explica a situação da Evergrande em mais detalhes.

Já o artigo abaixo, originalmente publicado em agosto de 2017, já apontava, via evidências empíricas, que o setor imobiliário chinês era uma ficção insustentável. 

________________________________________

Recentemente, passei duas semanas viajando pela China. Trata-se de um país de enormes contrastes: o velho e o novo, a pobreza e a riqueza, o tradicional e o moderno, o Ocidente e o Oriente.

Embora tenha sido uma estranha experiência repleta de várias impressões, o que realmente mais chama a atenção é o óbvio e contraditório contraste econômico entre a riqueza e o desperdício.

Nas grandes cidades, localizadas nas zonas de desenvolvimento econômico, o cenário é de enormes arranha-céus comerciais ao lado de grandes complexos de prédios residenciais de pelo menos 30 andares. Estes complexos residenciais são agrupados em dúzias de edifícios enormes e idênticos. Há situações em que estes complexos residenciais estão localizados nos subúrbios, para facilitar a expansão das cidades. Em outras, estão ali apenas para alterar os padrões de locomoção das pessoas de acordo com o plano piloto (feito por burocratas) daquela cidade.

O aglomerado de arranha-céus é salpicado por um impressionante número de guindastes operando nas várias áreas de construção da cidade, os quais produzem apartamentos residenciais e arranha-céus comerciais a uma velocidade impressionante. As cidades vão se expandindo e invadindo a zona rural, devorando as redondezas como um enxame de gafanhotos.

O cenário é um de produção intensa; uma sociedade vivenciando um enorme crescimento econômico e uma grande criação de riqueza.

O que a noite revela

Porém, o cair da noite revela um cenário bastante diferente nestas mesmas cidades em expansão. Embora o pôr do sol faça com que as torres com os guindastes se destaquem ainda mais, é gritante a ausência daquele sinal mais básico da civilização: a iluminação artificial. A maioria destes edifícios já finalizados se transforma em meras silhuetas contra o pôr do sol. E, à noite, são tão escuros quanto o tronco de uma árvore morta.

Se você ficar parado no meio de uma metrópole, poderá observar os arranha-céus de metal e vidro envoltos por luzes de néon, como é de se esperar. Porém, em meio a estes arranha-céus, verá vários edifícios totalmente escuros e vazios — e completamente mortos. E não são edifícios recém-construídos, que apenas estariam esperando a mudança de novos moradores; são edifícios completamente desabitados e que nunca foram usados.

Trata-se de um perfeito exemplo de destruição de capital e de desperdício de recursos escassos, os quais agora estão imobilizados em algo que não é usado e que não está gerando renda e riqueza para ninguém. Tais construções são um monumento ao erro econômico. O contraste é, ao mesmo tempo, enigmático e assustador, e nos revela algo de importante sobre a natureza do recente milagre econômico chinês: ele é fundamentalmente falso e sem solidez.

Para começar, por que tantos prédios vazios? Simples.

Os chineses poupam mais da metade de sua renda. Mais ainda: os 10% mais ricos da população poupam acima de dois terços da sua renda. Mas esse dinheiro poupado não vai para ações. Apenas 7% dos investidores urbanos detêm ações. E metade desses que detêm ações não investiram mais do que US$ 15 mil. Com efeito, estima-se que os chineses colocam apenas 15% de seus ativos na bolsa — e tal estimativa talvez ainda esteja exagerada.

Para onde, então, vai toda essa poupança? Exato, é investida no mercado imobiliário.

A porcentagem de famílias chinesas proprietárias de imóveis chega a 90%. Para efeitos comparativos, nos EUA, essa taxa é de apenas 64%, mesmo com os americanos sendo muito mais ricos que os chineses e, consequentemente, com uma melhor capacidade de receber crédito.

E é assim porque, na China, ser dono do próprio imóvel é uma característica inerente à cultura deles. Um homem chinês não terá nenhuma chance de arrumar uma namorada ou mesmo de usufruir um rápido encontro sexual caso ele não seja o proprietário de um imóvel — não importa o quão pequeno seja o imóvel.

Daí o fervor com que o estado financia construções.

O gráfico abaixo mostra a porcentagem que os imóveis representam da riqueza total da população americana e da população chinesa.

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Ou seja, 74,7% das riquezas das famílias chinesas estão na forma de imóveis. Nos EUA, essa cifra é de 27,9%. Isso ajuda a explicar por que a bolha imobiliária chinesa é uma das maiores da história moderna.

Mas a questão principal é essa: quando essa bolha estourar e os valores dos imóveis despencarem, isso irá causar uma inimaginável implosão na riqueza dos chineses. De uma só vez, 75% (três quartos) dos ativos das famílias chinesas serão destroçados.

Quão grande é essa bolha? Só em Xangai, os preços dos imóveis mais do que sextuplicaram desde 2000, aumentando 6,6 vezes.  Isso representa um aumento de 560%.

Só que, atualmente, 27% dos imóveis chineses em áreas urbanas estão desabitados.

Mas os imóveis não representam toda a má alocação de recursos da economia chinesa. Com efeito, representam apenas uma fatia dela. Houve maciços e esbanjadores projetos de construção em toda a China, os quais envolveram a construção de basicamente qualquer coisa que você seja capaz de imaginar.  Como explicado neste artigo:

Durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada "agressiva política de estímulos" do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!

Esse fato insano tem de ser corretamente digerido.  Eis uma maneira de colocar as coisas em suas devidas proporções.

Pense em todo o processo de urbanização ocorrido nos EUA ao longo dos últimos 100 anos.  Pense na construção de todos os edifícios comerciais, de todos os prédios residenciais, de todas as casas, de todos os arranha-céus, e de todos os shoppings que adornam as milhares de cidades americanas da costa leste à oeste.  Pense também na construção de toda a infraestrutura do país, desde as simples ruas e avenidas das cidades até as grandiosas represas Hoover, TVA e Grande Coulee, passando por toda a malha de rodovias, aeroportos, portos, rodoviárias, estações de trem, de metrô.  Pense em todos os estádios de futebol americano, de beisebol, de basquete, de hóquei; em todos os auditórios e estacionamentos que já foram construídos no país. 

Todo o volume de cimento gasto nesse processo de 100 anos foi o mesmo que a China gastou em dois anos.

Ou seja, a economia chinesa se baseia, de maneira explícita, em projetos criados e financiados pelo estado (via subsídios diretos ou crédito barato fornecido por bancos estatais), como é o caso de todos os edifícios e obras públicas. Provavelmente não seria um grande exagero dizer que a economia chinesa é um projeto keynesiano de criação de empregos artificiais em larga (escandalosa) escala. Tais projetos estão tão longe de uma genuína criação de valor quanto qualquer empreendimento de cunho keynesiano.

Furos e megalomania

O declínio da China já está se tornando mais óbvio se você olhar para os lugares certos. A atividade industrial já apresenta uma queda significativa naqueles setores que fornecem a matéria-prima para toda essa atividade construtora, como os de aço e cobre. Instalações que, até 2014, funcionavam a pleno vapor, com três turnos, hoje mal conseguem manter um único turno. Na maioria delas, há empregados completamente ociosos que estão ali apenas para coletar seus salários. Eles não são demitidos porque, se a empresa fizer isso, irá enfurecer o líder local do Partido Comunista, o qual poderá cortar subsídios e até mesmo punir o empresário.

Ao mesmo tempo em que os arranha-céus emergem, as pessoas se aglomeram em favelas à sombra destes mesmos arranha-céus. Do topo de um hotel de luxo construído exclusivamente para executivos ocidentais, a vista é um tanto sombria em cidades como Hangzhou ou Wuxi. Tudo é uma fachada. Ao passo que as principais ruas das cidades são iluminadas e vibrantes, com inúmeros comércios, ao redor delas há um sem número de favelas totalmente às escuras já por volta de 8 da noite de um sábado. Desta mesma vista do topo do hotel é fácil identificar os trechos da cidade que os planejadores centrais querem que os turistas estrangeiros utilizem: são aqueles únicos que possuem iluminação em meio a todo o resto escuro da cidade.

O tão falado projeto do 'novo cinturão chinês', chamado de "Um cinturão, uma estrada" — um projeto do governo chinês que busca, por meio de ferrovias, portos e rodovias, recriar caminhos milenares que conectavam o Ocidente e o Oriente — nada mais é do que tudo isso em escala internacional. O objetivo do projeto é recriar a rota da seda com uma infraestrutura moderna, ligando o extremo oriente à Europa via terra e água. O projeto consiste em várias obras de infraestrutura em aproximadamente 60 países, e recorre a acordos comerciais para alavancá-lo. Na prática, trata-se de um grande projeto político. Ele é planejado pelo estado, financiado pelo estado e executado por empreiteiras ligadas ao estado. A intenção do projeto, ao menos durante sua fase de construção, é criar obras para empresas chinesas no exterior, garantindo empregos e receitas. Trata-se de algo baseado exclusivamente em planejamento central, e não em reais demandas de mercado.

Como bem resumiu o economista David Stockman, a China é uma aberração cujo modelo econômico simplesmente não tem semelhança a nenhum outro modelo econômico já adotado por algum outro país em algum momento da história (nem mesmo ao modelo mercantilista de estímulo às exportações originalmente criado pelo Japão, e que já se comprovou insustentável). A economia chinesa é hoje uma mistura maluca de empreendedorismo de livre mercado em algumas áreas, de investimentos subsidiados e dirigidos pelo governo, de mercantilismo keynesiano, e de planejamento central comunista. Quando entrar em colapso, não será bonito.

Conclusão

O que a China nos ensina sobre economia e política econômica é aquela lição que quase nunca é fornecida nas salas de aula: é de crucial importância distinguir entre uma produção voltada para a criação de valor e uma produção que apenas consome e destrói capital.

A história do desenvolvimento econômico da China é, majoritariamente, uma história de crescimento insustentável e centralmente planejado, o qual mira apenas os números do PIB. Há uma visível falta de criação de valor, de acumulação de capital e de empreendedorismo voltado à satisfação das necessidades da população.

A produção cria empregos mesmo quando aquilo que é produzido são obras de infraestrutura esbanjadoras e irracionais, cidades fantasmas e prédios vazios em cidades desabitadas (veja vídeos sobre isso aqui). Só que tais empregos só existirão enquanto as obras durarem — isto é, enquanto ainda houver capital disponível para ser destruído, domesticamente ou atraído do exterior.

 


autor

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia, é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e é professor de Empreendedorismo e Livre Iniciativa na Escola de Empreendedorismo da Oklahoma State University.




  • Tobias Heitor  02/08/2017 15:29
    O governo Chinês é uma aberração, temo pelo sufoco que a população vai passar em virtude disso.
  • anônimo  19/09/2021 17:35
    Mas, está melhor que o Brasil, no qual a população, em nome de imperativos econômicos, morre de fome, de liberdade, de esperança, de...
  • Túlio  19/09/2021 17:46
    Gostaria de um link sério que comprove essa afirmação de que "milhões de pessoas morrem de fome no Brasil". Você tem?

    É impressionante como vejo gente repetindo essa platitude por aí, mas nunca apresentam fontes. Procurei agora no Google e tudo que encontrei foi declaração da picareta Oxfam dizendo que "estima" (sem dados nenhum) que pessoas morrem de fome ao redor do mundo, inclusive no Brasil (e, mesmo assim, pós-pandemia).

    Portanto, insisto: alguém tem um estudo sério, com fontes respeitáveis, que comprovem que milhões de pessoas morrem de fome anualmente no Brasil?
  • Vinícius  19/09/2021 17:55
    Vai ficar esperando (sugiro deitar-se). Essa turma só tem jargão e frases de efeito. O cara acima é a melhor definição disso. Mas ele foi um pouquinho além: disse que no Brasil morre-se até de "falta de esperança". Inovou na medicina.

    Mais ainda pior do que esses repetidores de clichês são os hipócritas: aquela gente que gritava "fique em casa, tranca tudo, só peça iFood e a economia a gente vê depois" é hoje a que vocifera com mais estridência sobre aumento do desemprego, da inflação e da miséria. Ué, queriam o quê? Dá nojo.
  • Revoltado  20/09/2021 18:28
    Mais ainda pior do que esses repetidores de clichês são os hipócritas: aquela gente que gritava "fique em casa, tranca tudo, só peça iFood e a economia a gente vê depois" é hoje a que vocifera com mais estridência sobre aumento do desemprego, da inflação e da miséria. Ué, queriam o quê? Dá nojo.

    ====E, de ontem para cá, temos de suportar os beócios fazerem propaganda louvando ao energúmeno que destruiu o sistema de educação brasileiro, que atendia pelo nome de Paulo Freire, começando pelo "Lacrástico" de ontem, que só deixei a TV ligada, por querer assistir a uma reprise do antigo Sai de Baixo, que homenagearia o ator Luiz Gustavo (o Vavá, do programa). Coisa que não fiz, pois além de saco-cheísse com aquele lixo de programa, o sono me venceu e devia levantar cedo.
    Tecem loas a um plagiador de metodologia, ignorando que, graças a tal "método", o país sempre está nas últimas posições de rankings educacionais.
    Não sei porque ainda me impressiono com socialistas de i-Phone abraçando qualquer pauta canhota em redes sociais...
  • Hailton Ferreira  24/09/2021 14:13
    O comentário do Anónimo é irreal, assim como seu nome. Outra coisa; se para comentar aqui tive que registrar nome e e-mail, porque o dele foi diferente? Esse consenso dá margem para uma interpretação de privilégio para, pelo comentário dele, um esquerdista, que, como sempre se escondem atrás de anonimatos. São os íntegros chineses!
  • anônimo  24/09/2021 23:22
    se para comentar aqui tive que registrar nome e e-mail, porque o dele foi diferente?

    Não foi diferente. Para comentar aqui, você não precisa preencher o seu nome e nem o seu e-mail - a menos que deseje receber notificação sobre novos comentários por e-mail. Você forneceu essas informação porque quis. Se tivesse deixado tudo em branco (ou ao menos o campo do nome), seu comentário teria sido publicado como "anônimo", tal como acabei de fazer aqui ao redigir este comentário.
  • Mauro  20/09/2021 17:54
    Acompanhei de perto esse movimento avassalador de construção de 2007 a 2011 na China, na época necessário e justificável.
    Temos nossas Evergrandes aqui no Brasil. A grande maioria das cidades do Nordeste tem suas populações mantidas ou por aposentados do INSS que nunca contribuiram ou contribuíram com parcos anos , e por funcionários públicos municipais que mormente retornam com os custos de seu contrato. Grande maioria contratada por filiação política. Vivo em uma cidade dessas e vejo isto diariamente. Seus prefeitos são eleitos e re-eleitos por conta de clientelismos.
    Isso é que está avolumando nosso cataclisma economico. Na China ruim acima, os alunos são obrigados a ficarem na escola durante 10 horas diárias. A cobrança é feroz. Na Coréia idem. Aqui, fingem que estudam 3,5h, professores fingem que dão aulas, e quando vai se contratar um indivíduo, em um teste matemático, 85% erram regra de três, porcentagem.
  • Ninguem Apenas  02/08/2017 15:41
    Leandro,

    Existe solução pra China? Na crise americana ou na brasileira dá pra se imaginar sendo resolvida em poucos anos com uma reforma de livre-mercado. Na China ao que me parece, até a reforma do Soto seria um bandaid na perna quebrada.

    Por mais anti-política que seja, existe alguma solução que amenize essa queda?
  • Leandro  02/08/2017 16:09
    Quando se tem um governo com mão-de-ferro (daí a necessidade de censura e maciços projetos militares), população submissa e alguma liberdade econômica, o arranjo dura bastante. A própria URSS, que não tinha liberdade econômica, durou mais de 70 anos. O atual arranjo chinês ainda irá durar um bom tempo. Azar de quem está lá.

    Mas o arranjo, ao que tudo indica, não mais está enganando os investidores estrangeiros. Prova disso é que, no final de 2015, quando o governo desacoplou sua moeda em relação ao dólar com a intenção de torná-la uma moeda competitiva globalmente, ela desabou e gerou uma até então inédita fuga de capital do país. Ato contínuo, o governo chinês entrou em pânico e literalmente criou postos de controle militares nos arredores das grandes cidades para revistar pessoas que estivessem portando moeda estrangeira e imediatamente abandonou seus planos, ao menos temporariamente, de querer que sua moeda vire uma moeda de troca internacional.
  • Ninguem Apenas  02/08/2017 16:38
    É uma pena esta situação, espero que não retornem a miséria e que possam crescer novamente.
  • Octaviano  02/08/2017 16:53
    Como você mesmo disse nesse artigo, a correção sempre vem. E quando vier será interessante.
    Mas eu penso pelo lado positivo, uma eventual crise tem o potencial de derrubar o regime autoritário chinês. Não tem conversa, dinheiro no bolso e comida no prato fala mais alto que a liberdade.

    A convulsão social chinesa aumentará novamente em níveis piores que aqueles simbolizados pelos protestos da praça celestial da paz. Creio que a china pode até se esfacelar territorialmente.
  • Marcelo Boz  03/08/2017 19:00
    Ou pior, quando perceberem que o regime chegou a fim, iniciam uma guerra para inflar o nacionalismo da população e ter um inimigo contra quem lutar.
    E olha que as forças armadas chinesas já suplantaram em poder os russos. E em pouco tempo vão rivalizar com os americanos.
  • Miguel Wilton Lobato Reça  17/07/2020 07:06
    Isso não acontecerá, o PCC vai esmagar com mão de ferro qualquer tentativa do povo se libertar, por isso investem tanto nas forças armadas do país, provavelmente vão se aventurar numa eventual guerra(Taiwan e Índia) para criar um escape para a crise econômica que virá.
  • Eduardo Alves Ramos  02/08/2017 15:57
    Já morei na China por dois anos (sou engenheiro aeronáutico). A única cidade que funciona a contento é Xangai. Nas outras você nem sequer consegue sacar dinheiro nas ATMs, que sempre estão quebradas. E o pior é que a esmagadora maioria do comércio só trabalha com dinheiro.

    Xangai é pujante mas a pobreza nas outras cidades principalmente nas periferias delas é dantesca.

    Fora o ar que é irrespirável. São Paulo é um paraíso em comparação.

    Há obras grandiosas e faraônicas no país. Os hotéis voltados para os turistas ocidentais são tão monumentais que beiram a extravagância. Só o lobby do Hotel Shangyu tem a altura de um prédio de 6 andares e eu tive de andar uns 800 metros (juro) só pra chegar ao meu quarto, o que incluía uma escada rolante absolutamente gigantesca, típica de metrô.

    Só que tudo era só aparência. Os serviços do hotel eram péssimos. A piscina tinha uma água esverdeada e tinha lixo boiando nela (e era verão). O ar condicionado estava estragado, e a recepção informou que estava assim durante todo o verão.

    Ou seja, o hotel era só visual; nos serviços, era menos que funcional. Isso é típico de todos os hotéis fora das áreas turísticas.

    Mas o que mais me chamou a atenção foi a megalomania dos aeroportos. Os principais foram projetados pensando no A380. Consequentemente, os portões são grandes demais para os aviões convencionais, os quais são obrigados a estacionar no tarmac e esperar os passageiros via ônibus ao mesmo tempo em que as pontes de embarque dos terminais estão vazias. Isso causa inúmeros atrasos nos vôos. O aeroporto de Hangzhou foi eleito o segundo pior do mundo em termos de pontualidade: apenas 42% dos vôos saem no horário.

    De resto, é raro ver o verdadeiro povo chinês se beneficiando de qualquer coisa. Quase sempre só dá a elite do PC chinês e os empresários ligados a eles. (Nos próprios eventos de minha empresa havia figurões do PC e grandes empresários do ramo, pois você não consegue fazer nada lá sem a permi$$ão de burocratas).
    Muita gente pensa que a China é uma potência irrefreável. Mas só fala isso quem conhece apenas os centros turísticos. Quando se sai dali é possível ver que as estruturas são podres.
  • MARCO ANTONIO SCHIAVON  02/08/2017 17:35
    Excelentes observações do Eduardo Alves Ramos. Uma pergunta: Como vc viu a política de filhos únicos? Um amigo q morou lá disse q isso une mais as pessoas no trabalho.
  • Eduardo Alves Ramos  02/08/2017 18:23
    Não sei, pois o meu contato com o povo (o povo mesmo) era mínimo. Meus colegas de trabalho eram todos estrangeiros. E os chineses ricos com quem conversei não davam essa margem de conversa. E eu não me aventurei a fazer perguntas íntimas aos poucos chineses do povo que tive contato.
  • jfontes  02/08/2017 20:02
    É a versão chinesa das velhas cidades "Potemkin" da URSS.
  • Pobre Mineiro  05/07/2021 07:07
    Eu moro na China desde 2020.

    Tem certeza que você morou na China mesmo ?, acho que você morou na Índia.

    O comércio na China só aceita dinheiro ?, caixas automáticos quebrados, péssimos serviços bancários... Hein ???
    Vai mentir para lá...
    O que menos se usa na China é dinheiro em espécie, na Índia é que tudo é no dinheiro.
    Na China aplicativos de celular dominam tudo, WeChat e Alipay são os mais usados.

    O povão não se beneficia com o crescimento chinês, só a elite do partidão ?
    O que mais vejo aqui é o povão se beneficiando, tanto em cidades como Xangai quanto no interior.
    Sim, conheço a pobreza da China, e digo, nada que eu já não tenha visto pior no interior do Brasil.

    Ser pobre na China é muito menos ruim do que ser pobre no Brasil, aqui na China eles tem alguma oportunidade de melhoria, se der duro conseguem, já no Brasil não, se derem duro conseguem é dar mais dinheiro para o STF comprar lagostas.
    Triste essa constatação, mas é a realidade do Brasil, onde tudo precisa da permi$$ão de burocratas, que cobram muito mais caro do que os burocratas da China.
  • rui castro  16/09/2021 22:39
    Certíssimo.
  • Juliano  17/09/2021 00:11
    Onde a qualidade de vida é melhor para um pobre: vivendo no interiorzão da China (onde o pessoal ainda come rato) ou vivendo na periferia de alguma cidade grande no Brasil?

    Ou então, se preferir (fazendo jus ao sue nick), no interior de Minas Gerais.

    Observe que estou perguntando sobre padrão de vida. Responda com sinceridade.
  • Pobre Mineiro  17/09/2021 04:08
    No ano de 2021, ser pobre na China é menos ruim do que ser pobre no Brasil.
    Além disso, aqui na China se você batalhar, você consegue melhorar de vida, já não digo a mesma coisa para o Brasil.
    As classes mais baixas do Brasil estão simplesmente condenadas à pobreza eterna.

    Conheci uma serviçal de um Shopping que fazia faculdade à noite, a vida dela era dureza mas tinha uma luz no fim do túnel. Tenho colegas de trabalho que vieram de baixo e hoje são profissionais bem colocados no mercado.
    Aqui na China tem uma moblidade de classe social muito maior do que no Brasil, um país com mais oportunidades.

    Você acredita mesmo que os chineses comem rato, que isso é cultural ou necessidade local ?.
    Melhor rever as suas fontes de informação, pois estão te enganando com essa propaganda anti China.

    OBS: nunca disse que a China é um bastião da liberdade, mas digo que está bem longe desse inferno que você imagina.
    Acho o Brasil muito mais ditatorial do que a China em muitos aspectos.
  • Felipe  17/09/2021 15:24
    O governo chinês deixa você acessar o IMB?
  • Pobre Mineiro  18/09/2021 05:47
    @Felipe

    Não, mas nada que uma boa VPN não resolva.

    O ruim é que VPNs efetivas contra o grande firewall da China custam uns 12USD por mês, em média.
    VPNs mais básicas e gratuitas, possuem muitas limitações, isso quando funcionam.

    O uso de VPNs é muito comum aqui na China, professores e estudantes universitários usam com frequência.
    Empresas multinacionais, sejam estas estrangeiras ou chinesas, também usam VPNs o tempo todo.

    Todos sabem disso e fica por isso mesmo.

    Eu sinceramente não sei qual é a do partidão, eu suponho que eles não queiram é que as crianças e outros que não possuem muita instrução, sejam bombardeados por valores ocidentais progressistas.
  • Vitor Ribeiro Romeiro  17/09/2021 13:33
    Tão sincero que nem nome tem!!!
    Petista usufruindo de vantagens e recebendo polpudas recompensas para entregar o Brasil a quem tentou exterminar tres quartos da humanidade para poder dominar o que sobrou
  • Robson Santos  17/09/2021 14:28
    Paraquedista você hein...
  • vastolorde  17/09/2021 14:48
    Veja que o primeiro comentário foi publicado em 2017 e ele disse que havia morado na China, ou seja passado dele também. Com isso, o que você viu e o que ele viu terá diferenças. Mas não esqueça, a China, em suas grandes e principais cidades é diferente de seu interior, urbano ou rural. Também pelo que ele disse, existem areas pobres nas grandes cidades chinesas, e apenas deixou claro que o sistema chinês é podre e elitista
  • cmr  18/09/2021 01:50
    Que bom que o governo brasileiro não é nem podre nem elitista.

    Cite um único sistema de governo que não é podre e elitista. (tirando o maravilhoso governo brasileiro)

    Veja esse excelente artigo do instituto Rothbard:

    rothbardbrasil.com/a-diferenca-entre-regimes-totalitarios-e-democracias-livres/

  • Fabrício  02/08/2017 16:57
    Vivemos momentos muito interessantes. Atualmente estamos assistindo ao fracasso total do "capitalismo de estado", uma das poucas alternativas ideológicas que ainda sobravam às forças políticas de esquerda. Associado ao fragoroso fracasso econômico do populismo latino-americano, nos exemplos vivos e irrefutáveis da Venezuela e Argentina, o que virá agora?
  • Andre  02/08/2017 18:34
    Vão colocar toda a culpa no capitalismo e as pessoas vão acreditar, fim.
  • Raphael   09/10/2017 12:31
    Exatamente! haha
  • Jairdeladomelhorqptras  16/11/2018 17:53
    Caro Fabrício,
    Os regimes de esquerda são camaleões. Se adaptam. São mestres da metamorfose. Ainda são auxiliados pelos adoradores do Estado: aqueles que tem prazer em se escravizar aos coletores de impostos.
    Só nos resta disseminar as idéias expostas aqui no Mises. Eu assim faço porque é o correto a fazer. Não acalento esperanças .
    Abraços
  • Pablo Habibe  02/08/2017 17:55
    Como assim sem paralelo? A Alemanha nacional-socialista, o Brasil dos militares, o Brasil do PT, o Iraque do socialismo Baath... De várias maneiras, a Rússia de Putin...

    Todos quebraram ou colapsaram antes de dar tempo de quebrar. No final, é apenas uma questão de escala...
  • Ricardo  02/08/2017 18:00
    Desistem neoliberais, a China é um grande sucesso de projeto político-econômico do Estado para moldar o crescimento sustentável da economia chinesa ao longo prazo, o país está desde 1980 com este modelo crescendo a taxas absurdas a ponto de chegar a 2º maior economia do mundo passando o Japão e futuramente passando os EUA, acredito que na próxima década irá passar os EUA. A China é um sucesso de Estado forte como prega nosso grande líder Ciro Gomes, aquele que irá conseguir levantar o Brasil para competirmos com a China e EUA, o futuro do Brasil é o Ciro Gomes e com ele poderemos ter o nosso querido sonho realizado - o país do futuro.
  • Arnaldo  02/08/2017 19:14
    hahahhaha
  • Ex-microempresario  02/08/2017 23:23
    O Brasil é o país do futuro. E sempre será.
  • sandrozc  07/08/2017 18:44
    Sim, nunca chegará ao presente.
  • Andre  02/08/2017 23:52
    Não brinca com isso, rapaz. Normalmente, as consequencias desse tipo de política são desastrosas. Muitas pessoas irão sofrer.
  • Pedro  04/08/2017 19:21
    Me parece que a china logo será a maior economia do mundo, porém sua queda será tão rápida quanto a ascensão. Pois usa de métodos artificiais ou não tão eficientes. A China é tipo o Eike batista, muita gente o admiravam pela riqueza, mas não sabiam como tinha chegado ao objetivo.
  • Ricardo  09/08/2017 17:37
    Eu avisei.

    www.pdt.org.br/index.php/pdt-e-partido-comunista-da-china-fortalecem-parceria-e-discutem-candidatura-de-ciro/
  • Serj  18/10/2017 22:28
    Você tem algum déficit cognitivo?
    Disseste que a China cresce com este modelo (trabalho escravo e crédito subsidiado), desde a década de 1980, e não reparou na qualidade de vida que a população leva?

    Acho engraçado essa gente que defende ideias Keynesianas, mas não as põem em prática na vida pessoal. Basta que você comece a contrair empréstimos e aplicá-lo para "ganhar" mais dinheiro e continuar desta maneira.
    Vai ficar tão rico quanto o seu coronel, digo, candidato. Mais um sujeito que está há anos na política nacional e nunca fez nada que preste.
  • FERNANDO MALHEIROS MARTINS  20/11/2018 04:04
    Cirocrata reveja seus conceitos. Agora é Bolsonaro e apoio de Trump, com liberalismo e redução do estado.
  • Alan  05/07/2021 00:03
    Pelo menos uma coisa nós concordamos, Ciro Gomes iria fazer no Brasil virar uma China : censura na internet, perseguição política, prisão de opositores, proibição de sair do país, e finalmente produção voltada apenas para os números do pib, com a riqueza indo apenas para Ciros Gomes e os membros de seu partido, com uma população escrava vivendo uma vida infeliz em prédios imensos sem aproveitar em nada o crescimento econômico. Para isto também ele proibiria o Google Earth de filmar as ruas do Brasil tal qual a China faz, para esconder o fracasso total do comunismo para a vida das pessoas. Ciro Gomes só não iria conseguir impedir as pessoas de verem fotos aéreas do Brasil com imensos conjusotos de prédios campos de concentração onde as pessoas viveriam como robôs, tal qual se vê na China, e os EUA continuariam permitindo o Google Earth filmarem as ruas dos EUA, onde se vê um paraíso na Terra, com bairros arborizadas, grama verde e cidades limpas e bonitas por todos os EUA, mostrando o sucesso inegável do liberalismo, para o desesperto das pessoas doentes que acreditaram no socialismo.
  • Vladimir  02/08/2017 18:10
    China vai demitir até 6 milhões de trabalhadores estatais

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,china-vai-demitir-ate-6-milhoes-de-trabalhadores,10000019052
  • Fernando   02/08/2017 18:12
    A China precisa encontrar empregos para os milhões de trabalhadores que chegam do campo. Se não conseguir, pode haver instabilidade social, revoltas e ataques à legitimidade do Partido Comunista. Como resultado, a China toma emprestado o equivalente a bilhões de dólares para financiar projetos de prestígio e do tipo "elefante branco" que criam empregos, mas o país não pensa em como pagar a dívida.

    Estamos diante de uma crise de proporções gigantescas. 2018 promete.
  • Luiz  03/08/2017 00:52
    O fenômeno demográfico já "virou o fio" na China. Já não existem mais milhões de agricultores querendo ir para as fábricas. As fábricas deles já são muito mais automatizadas que as do Brasil e os trabalhadores já ganham mais que a média brasileira.
    Fábricas que usam mão de obra intensiva estão indo para o Vietnã, Camboja, India
  • Luiz  03/08/2017 01:16
    Nos anos 90 (97 e 98) houve um forte tombo na economia dos chamados Tigres asiáticos e todos agourentos ocidentais se apressaram em apontar o dedo dizendo: "viram, eu não disse que o milagre iria acabar".
    E menos de 2 anos depois tudo já tinha voltado ao ritmo de antes da crise.
    O grande salto de formação que estes países deram praticamente impede retrocessos drásticos, coisas como revolução, derrubada de governo, tudo isto está fora de questão. Estas populações já tem um nivel de cultura e um patrimônio pessoal que impede este tipo de atitude destrutiva.

    Eu já visitei muitas empresas nestes países e o traço comum nas pessoas bem sucedidas é a aceitação da máxima de que quem trabalha mais merece ganhar mais. E quando podem eles trabalham o máximo possível para enriquecer e dar bem estar às suas famílias.
    Não se vê mais este tipo de atitude no ocidente.
  • Tulio  03/08/2017 02:09
    Com a diferença básica de que a economia dos tigres asiáticos sempre foi muito mais normal e sensata que a chinesa, e a crise de 1997 foi inteiramente cambial (os países tinham um câmbio fixo sem Currency Board, um arranjo totalmente instável; leia todos os detalhes aqui).

    Não durou mais do que um ano.
  • Emerson  02/08/2017 18:14
    O homem mais rico da China que construiu sua fortuna em imóveis diz que o país é a maior bolha da história.

    www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/imobiliario-na-china-e-a-maior-bolha-da-historia
  • Nando  15/09/2018 19:17
    Isso é uma coisa tão óbvia...

    A grande questão é: quando a bolha vai estourar?
  • Imperion  12/11/2018 23:52
    Uma bolha imobiliaria, estoura quando esses subsidios cairem. Dae comeca as corridas pra vender logo. Quero ver isso nim pais comunista.
  • Paulo Ricardo Mubarack  02/08/2017 19:04
    como prega nosso grande líder Ciro Gomes,

    AHAHAHAH, parece coreano do norte falando.

    às favas com Ciro Gomes, queremos liberdade para empreender e zero Estado.
  • Pensador Consciente  02/08/2017 19:13
    China mais um barco furado do socialismo/comunismo a cair,enfim burocratas enriquecendo e fazendo merda em conluio com a classe política do partido comunista,enfim a esquerdalha vai ter de engolir mais um fracasso...
  • Xenon  02/08/2017 20:13
    Sabe-se que vai haver colapso so se não sabe quando.
  • Angelo  02/08/2017 21:03
    A pergunta que tem de ser feita é quando a China irá implodir. O que eu acho mais engraçado são os economistas ditando a economia chinesa como uma solidez de um diamante, já teve até um maluco que chegou a dizer que em 2030 a China irá ter um PIB ppp de US$123 TRILHÕES. O que é isso meu? Em que mundo esses caras vivem? A economia parece mais misticismo, e sabemos como isso acaba, Eike Batista é um exemplo.
    Leandro é possível saber quando a economia chinesa irá colapsar?
  • Ninguem Apenas  02/08/2017 22:11
    Eu não sou o Leandro, mas essa resposta o Hayek já deu. É um conhecimento impossível de se ter ou calcular, pois isso necessitaria de conhecimento perfeito e capacidade total de prever e conhecer eventos futuros.

    Como saber o futuro das relações de cada um dos chineses e o quanto de poupança ou qual as reformas que o país realizará e etc?
  • Angelo  03/08/2017 00:49
    Peter Schiff acertou sobre a crise de 2008.
  • ed  02/08/2017 23:07
    "Leandro é possível saber quando a economia chinesa irá colapsar? "

    Claro que não. E quem souber e acertar o timing vai ficar rico. É só realizar venda a descoberto na bolsa chinesa e pegar os milhões quando tudo desmoronar.
  • mauricio   02/08/2017 23:12
    Entendo essa questão de criar valor, mas a divida é absorvida pelas pessoas que investiram ! Investimento também é uma questao cultural, muitos indianos investem em joias, na idade média as obras religioas eram muito valorizadas e moviam parte substancial da economia, ou seja, valor também é uma questão cultural ! Nosso COMPERJ ( da Petrobras, é um exemplo de investimento sem valor !!!) . Isso sim é triste !!!
  • LUIS  02/08/2017 23:53
    Para discutir...

    Pelo fato do chinês poupar 1/2 da sua renda, isso cria uma diferença na existência de uma bolha, pensando que ele não está adquirindo crédito de bancos, e sim ter poupado para investir,? Muda o contexto de um calote?
  • Carlos  03/08/2017 00:27
    A encrenca é que tanto a construção dos imóveis quanto a aquisição são feitas com crédito estatal, o que afeta e desvirtua completamente a poupança.

    Dado que os juros são inteiramente estipulados (e desvirtuados) pelo estado -- tanto para a construção quanto para a compra -- é impossível dizer que é a poupança que está direcionado todo o processo.

    De um lado, o crédito subsidiado barateia a construção dos imóveis para as empreiteiras; de outro, pressiona os preços e eleva artificialmente os valores.

    Ou seja, o desequilíbrio é dos dois lados. E quando o vier o ajuste...
  • Padawan  03/08/2017 02:03
    Por favor, alguém pode fazer a gentileza de explicar a um iniciante como o crédito estatal afeta a poupança (por que "poupança" e não "consumo")?

    "De um lado, o crédito subsidiado barateia a construção dos imóveis para as empreiteiras; de outro, pressiona os preços e eleva artificialmente os valores." É o mesmo processo do "Minha Casa, Minha Vida"?
  • Hugo   03/08/2017 02:10
    Explicado em detalhes e com exemplos aplicados ao Brasil aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Padawan  03/08/2017 14:48
    Obrigado, Hugo!
  • Pensador Consciente  03/08/2017 13:12
    Este é o nosso problema,por não sermos pesquisadores,mas simples leitores tendemos a confundir os conceitos e ficarmos boiando sem entender patavina,isto acontece com todos nós e o IMB está aqui para esclarecer mentes confusas e tornar compreensível assuntos complexos,mas explicáveis.

    A grande imprensa sabe disso e finge não saber por estar em conluio com seu grande patrocinador o estado leviatã.
  • News  03/08/2017 01:33
    www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20160808/lemann-quer-fazer-futuro-presidente-brasil/400453
    www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20160808/novo-grande-sonho-jorge-paulo-lemann/401259
  • Luiz Novi  03/08/2017 12:38
    Os recursos que estão sendo desperdiçados são de poupança, ao meu ver não há risco de estouro de bolha, mas apenas destruição de valor, uma vez que não há demanda efetiva pelos grandes investimentos. O estouro de uma bolha não seria quando a população estiver completamente endividada, ou seja, quando os recursos que não geram valor são de empréstimos bancários, estes sem qualquer lastro em poupança?

    Fica a dúvida.

    Obrigado pela atenção.

    Abraços.
  • Hans  03/08/2017 13:59
    "Os recursos que estão sendo desperdiçados são de poupança"

    Não. São recursos comprados via crédito subsidiado (com juros distorcidos pelo estado) e imobilizado em imóveis fantasmas. Se a demanda fosse oriunda exclusivamente da poupança, não haveria bolha e não haveria disparada de preços de 560%.

    Chinês poupa, sim, mas também se endivida para comprar imóveis. Ninguém compra imóveis só com poupança.

    "ao meu ver não há risco de estouro de bolha"

    Sempre há risco de estouro de bolha quando ativos são inflados via crédito farto e barato. E os preços dos imóveis estão totalmente inflados (tanto é que a maioria está vazia)

    "mas apenas destruição de valor, uma vez que não há demanda efetiva pelos grandes investimentos."

    Parcialmente correto. De fato, há destruição de valor porque há recursos escassos sendo imobilizados em coisas sem demanda. Mas não há demanda porque o valor ainda está alto. O preço terá de diminuir para atiçar a demanda. E, ao diminuir, isso configura estouro de bolha.

    "O estouro de uma bolha não seria quando a população estiver completamente endividada, ou seja, quando os recursos que não geram valor são de empréstimos bancários, estes sem qualquer lastro em poupança?"

    Estouro de bolha ocorre quando os preços dos ativos -- que foram artificialmente inflados -- atingem seu ápice e, ao não mais terem demanda, despencam.
  • Luiz Novi  03/08/2017 14:58
    Hans, PERFEITO esclarecimento.
    Na minha pergunta tomei como base apenas a poupança, uma vez que o chinês poupa muito, porém ignorei os juros distorcidos pelo estado, o que faz os ativos se tornarem inflados via crédito farto e barato. Demanda realmente não é apenas por produtos e serviços que a população precisa, mas a preços condizentes com o mercado, sem qualquer manipulação que torne estes preços absurdos.
    Obrigado.
  • Matheus   16/11/2018 16:01
    Oq vai acontecer quando a bolha explodir?
  • Juliano   03/08/2017 13:36
    Pode ser uma grande besteira a minha pergunta mas é algo que me incomoda neste artigo. Não seria contraditório dizer que aproximadamente 75% da população tem investimentos em imóveis, por questões culturais, inclusive, e, ainda assim, a maior parte reside em favelas? Desculpem a ignorância e obrigado pela resposta.
  • Rafael  03/08/2017 13:42
    Você leu errado.

    O que é dito é que 74,7% da riqueza total está investida em imóveis. Falar que 74% da riqueza total está investida em imóveis não é o mesmo que dizer que 74% da população tem investimento em imóveis.

    Se a riqueza estiver concentrada -- como é o caso da China -- esses 74% podem estar nas mãos de poucas pessoas.

    Adicionalmente, é dito é que 90% das famílias chinesas são proprietárias de imóveis. E favela é um imóvel.
  • anônimo  03/08/2017 13:51
    Sei que não tem muito a ver com o texto, mas é uma ideia que eu gostaria de compartilhar.

    Meu Estado

    No mundo atual, onde o Estado está cada vez mais interferindo na economia e na vida das pessoas. Em um mundo globalizado onde as informações chegam em segundos do outro lado do globo. Um mundo tão grande em diversidade e ao mesmo tempo tão pequeno. Um mundo em que a tecnologia torna possível pessoas possuírem relações de afinidade mesmo com distâncias continentais, mas em que também há pessoas que optaram por viver da forma como seus ancestrais viviam. Vale a pena repensar a função do Estado e seus limites.
    A democracia moderna parece ser a forma mais justa de governo. As pessoas votam e a maioria obtém a vitória. E esta maioria que obteve a vitória nas urnas, em tese, deveria ver concretizadas no mandato do político que eles elegeram as promessas feitas durante o período de campanha. Quase sempre isto não ocorre, os políticos costumam atender apenas a pequenos grupos que geralmente não representam a maioria, mas que "fazem muito barulho" ou que contribuem para as suas campanhas.
    Além do fato de os políticos não estarem de fato empenhados em cumprir o que prometeram, eles, após eleitos, só têm uma coisa em mente: Garantir a vitória para a próxima eleição. Eles não estão preocupados com o bem da maioria que os elegeu, mas estão empenhados em ganhar a próxima eleição. Assim, todos os atos que eles realizam têm o objetivo de que os eleitores votem neles novamente. Isto faz com que sua visão, seus planos e suas estratégias sejam voltadas apenas para o curto prazo.
    Se por um lado o poder executivo não cumpre o que promete, o legislativo possui outros problemas além deste. O que faz com que um deputado pareça eficiente é a quantidade de projetos de lei que o mesmo cria e consegue que sejam aprovados. Isto não é uma coisa boa. Hoje no Brasil são criadas por ano cerca de 6.000 leis. E para cada lei e regulamentação criada perdemos um pouco da nossa liberdade. Então um parlamento ocioso parece ruim, mas um parlamento que trabalha muito pode ser ainda pior.
    E o problema final da democracia, a corrupção. Esta está entranhada no sistema democrático do princípio ao fim. Os políticos para serem eleitos precisam fazer campanhas caras e não se faz isso sem dinheiro. Por isso, é necessário que pessoas ou empresas contribuam para as campanhas. Mas as empresas que contribuíram vão querer algum favor de volta depois que o político for eleito. Licitações superfaturadas e fraudulentas, aprovação de leis que favoreçam determinado setor, propina etc. Não há como a democracia se livrar de um mal que faz parte dela mesma.
    Estes males da democracia levam a uma apropriação indevida do Estado por políticos ou grupos e isto é ruim para todo o resto da sociedade que passa a ter que custeá-los. Para solucionar o problema não é necessário o fim do Estado ou o fim da democracia, mas repensá-los. Democracia vêm do grego d?µ???at?a que significa "governo do povo", então a solução é simples, basta que democracia seja realmente o governo feito pelo povo. Já existiram vários exemplos de democracia direta no mundo moderno e existem bons exemplos e mau exemplos. Pretendo descrever uma forma de democracia direta que não seria ruim e também não seria uma transição tão traumática.
    Primeiramente, precisaríamos redefinir os papeis dos poderes e tornar o Estado mais justo e criar mecanismos que impeçam que o Estado seja apropriado por algum grupo.
    O executivo deveria ser mínimo e passar a operar, com exceção do quadro de funcionários e custos operacionais, sem orçamento gerado por impostos, mas com orçamento doado. Cada obra que o governo quiser executar deverá ser arrecadada voluntariamente com a sociedade. Aqueles interessados deverão financiar o projeto. Os quadros de funcionários seriam drasticamente reduzidos. O pagamento dos funcionários e dos custos operacionais seria dividido pelos cidadãos. O executivo também deixaria de ter poderes de ditar regras e criar decretos, isto só poderia ser feito votando uma lei. O executivo deixaria de ter poderes sobre a moeda, o banco central poderia ser trocado por um currency board ou ainda manter uma moeda fiduciária, mas sem nenhum poder de criar dinheiro.
    Seria necessário também extinguir o legislativo, porque as leis seriam aprovadas diretamente pela sociedade. A ideia é que se reúna um grupo de especialistas jurídicos selecionados pelo seu conhecimento via concurso para desenvolver uma constituição minimalista, onde sejam criadas apenas leis que projetam a propriedade e a vida e também as questões relativas ao funcionamento de alguns órgãos públicos como o executivo e o judiciário. Após redigirem a constituição seriam dispensados. Então a população aprovaria a constituição por um referendo.
    Toda vez que alguém quiser criar uma lei nova, deverá arcar com os custos do processo e após redigida a lei, será apresentada a população e votada. Tudo isto vale a nível estadual ou municipal, variando apenas o alcance da lei.
    As forças policiais e armadas continuariam a existir totalmente independentes de poderes, e seu financiamento seria semelhante ao do executivo. No caso de ser necessário o aumento do efetivo ou compra de equipamentos, a força deverá enviar primeiro uma solicitação que deverá ser aprovada pela população do município, estado de destino, ou, no caso de forças federais, federação.
    Ninguém deve ser impedido de se associar ou de se isolar. Não haverá perseguição religiosa ou qualquer outra neste Estado, porque não terá poderes para tal. Se alguém quiser ser comunista, se associe e compre um pedaço de terra onde ele poderá ser comunista. Se alguém quiser ser capitalista, que seja.
    Sei que é muito simplista, mas seria uma forma pouco traumática de tornar o Estado mais justo, sem a necessidade de extinguí-lo totalmente.
  • Arnaldo  03/08/2017 15:25
    E Taiwan?
  • cmr  03/08/2017 16:17
    Taiwan não é reconhecida como um país independente até hoje, nem a ONU, os EUA, a UE, etc... reconhecem Taiwan como um país independente.

    Na prática eles possuem uma independência econômica da China, mas na teoria eles são parte da China, sempre foram.

    Já Hong Kong e Macau já tiveram um dia reconhecimento como países independentes, hoje são tidos como parte da China.

    Não sou especialista em China, mas me parece que a China tem um poder menos centralizado do que o Brasil, mesmo tendo governos mão de ferro.

    Repare que os países asiáticos possuem governos mão de ferro e população altamente submissa ao estado, todos, sem exceção.
    Mas é o civilizadíssimo Japão ? Resposta: o uso da força é a última instância para o exercício do poder, o governo não precisa usar a força quando a população se curva às suas ordens.

    "Para um país ser uma ditadura não precisa ter um tanque de guerra na esquina, não precisa colocar gasolina no tanque e mandá-lo para a esquina, o tanque só vai para a esquina quando há a necessidade de confrontação física."
    --Paulo Eduardo Martins
  • Nertuuis  06/08/2017 00:39
    Taiwan também possui independência política da China Continental.
  • cmr  03/08/2017 15:53
    A China está quebrada e com uma infraestrutura excelente,
    já o nosso Brasil está quebrado e sem infraestrutura.

    Taí a diferença...
  • Andre  03/08/2017 17:38
    Bem lembrado, após o inevitável colapso, a China tem todas as condições de retomar seu enriquecimento, já o Brasil não dispõe de nenhum recurso para tal.
  • Renminbi   03/08/2017 16:19
    Leandro e cia, já li que a redução da taxa de crescimento da economia chinesa não é um fato espontâneo, mas que foi planejada a partir de um estudo preparado pelo Partido Comunista da China em 1998. O estudo teria alertado para a crescente distorção entre o nível de renda da população urbana e o da rural, e, além disso, o documento também analisava a pressão que o crescimento econômico centralizado na indústria impunha sobre recursos não renováveis, como a água. Essas teriam sido as causas para o país diminuir a produção rural em 20% e de incentivar o êxodo rural com estímulos ao setor de serviços para absorver a mão de obra. Também afirmaram que a queda nas exportações é consequência da crise mundial. O que acham?
  • marcelo lanzara  04/08/2017 16:20
    Parabéns! Em minha opinião, o primeiro comentário que chegou ao ponto!
    Como já disse em outro comentário, NADA OCORRE POR ACASO. Qualquer pessoa com inteligência mediana saberia dos riscos que corre a economia de um país quando produzem e incentivam o que não possui demanda...
    Tudo isso foi devidamente planejado, já sabidas as consequências.
    Alguém aqui acredita que a China irá quebrar um dia?
    Me perdoem, mas na atualidade globalizada, sabem quem depende da China? Somente o resto do MUNDO!
  • Nau Oliver  07/08/2017 14:28
    Parabéns, exata conclusão.
  • GJ  03/08/2017 17:34
    Pessoal, como a China conseguiu arrecadar tanto dinheiro nos últimos anos? Foi só investimento estrangeiro?
  • Jose Seidl  03/08/2017 17:48
    Majoritariamente. Com toda a destruição de capital feita pelo comunismo de Mao, seria impossível o país se reerguer sozinho sem capital estrangeiro. Simplesmente não havia mais capital no país.
  • Luiz Moran  04/08/2017 11:36
    Os chineses já "invadiram" a América Latina, África e várias nações ao seu redor, além de serem os maiores credores dos EUA.

    Não esperem coisa boa disso, mesmo porque, a tirania e o absoluto desprezo pelo próximo são a marca registrada e histórica da China.

    A estratégia grega do cavalo de Tróia segue mais atual do que nunca.
  • cmr  04/08/2017 17:52
    É só nesses países o livre mercado ser instalado, e veremos os melhores chineses empreendendo. Claro que eles existem e são muitos.

    Já aqueles mercados ultra regulados, como o do nosso Brasil, só atrairá a canalhada.
  • Nordestino Arretado  04/08/2017 22:56
    Não sejam ridículos e não ponham todos na mesma panela. Tem vários chineses aqui na minha cidade, a maioria é dono de comércio, desde lojas de eletrônicos à restaurantes e lanchonetes. Como conseguiram empreender eu não sei, mas estão melhor que muitos brasileiros que ficam por aí dependendo de bolsa família e não sei mais o quê, não procuram nem um emprego. Só falta agora você nos propôr um apartheid social para nós proteger dos chineses malvados. Parece seguidor de Olavo de Carvalho.
  • Estevao Miguel  04/08/2017 20:22
    Pessoal, eu estudo economia, estou no 1º semestre, sou um pouco leigo em todo esse mundo teorico/economico. Alguem pode me explicar o que há de tão mau nesse tipo de perfil economico que a china se encontra ?
  • Eliseu  04/08/2017 20:51
    É insustentável. É politicamente dirigido. Os empresários não estão ali para atender às demandas dos consumidores, mas sim para agradar a elite política. Ele consome capital e destrói recursos escassos, mas quase não cria riqueza para a população. O credito não é direcionado segundo critérios de mercado (demanda dos consumidores), mas sim de acordo com exigências políticas. Adicionalmente, é inteiramente voltado para exportações e não para satisfazer o 1,3 bilhão de habitantes do país.

    De certa forma, é algo em escala muito maior ao que a Dilma fez no país.

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos
  • Jorge Jeronimo Pinha Costa  05/08/2017 16:33
    Em todo regime comunista, apesar do comunismo ser caracterizado pela ausência de uma matriz econômica, já que a economia é a gestão da escassez devido ao fato dos recursos serem finitos e precisam ser geridos como tal, existe sempre uma matriz econômica secreta, ou seja existe a gestão da escassez, só que essa matriz é controlada com mão de ferro pelos controladores do regime. Assim temos um crescimento econômico que é gerido pelos "donos do poder". Quando o regime atinge o ponto de ruptura, como aconteceu com a explosão da União Soviética, essa riqueza gerada passa a ser gerida pelos antigos controladores do regime. Isso explica o aparecimento a riqueza dos magnatas russos após a queda do comunismo.
    No caso da China, provavelmente, toda a riqueza interna gerada durante o período do regime comunista tradicional, está em poder dos atuais controladores do atual sistema de governo chines, que não é mais um regime comunista tradicional como antes.
    Isso também está a ocorrer em Cuba, onde ainda temos um regime comunista, mas não mais tão tradicional como antes, e podemos verificar a concentração de riqueza nas mãos dos Castro e seus apadrinhados.
  • Miguel  07/08/2017 18:43
    Leandro,
    Estava lendo uma entrevista de James Rickards - autor do livro best-seller "Currency Wars" e do "The Death of Money" que fala sobre como a China usa o ouro e o FMI para remover o dólar como moeda de reserva.
    Entrevista com James Rickards: O plano da China de substituir o dólar
    Nessa entrevista ele fala algumas coisas interessantes, porém ainda não sei avaliar se o que ele falou faz sentido, e por isso preciso de uma análise curta.

    "
    Epoch Times: E quanto ao ouro?

    Sr. Rickards: O ouro possui uma série de vetores. Tecnicamente, ele está configurado para uma grande recuperação. Deixe-me separar os fundamentos das tecnicalidades.

    Fundamentalmente, meu preço-alvo para o ouro está na faixa de 7 a 9 mil dólares por onça. Isso não é algo que acontecerá de imediato, mas também não é uma previsão de 10 anos. É uma previsão de 3 a 5 anos, para o preço subir cerca de 5 a 6 vezes.

    Epoch Times: Em que se baseia a análise?

    Sr. Rickards: Ela se baseia num colapso da confiança no dólar e em outras formas de dinheiro de papel. Para restaurar a confiança há dois meios: Inundar o mundo com liquidez do Fundo Monetário Internacional (FMI) na forma de Direitos Especiais de Saque [DES, uma forma de moeda emitida pelo FMI], ou voltarmos ao padrão-ouro.

    A inundação do mercado com DES seria altamente inflacionário, de modo que isso colocaria o ouro numa posição superior. Se voltarem ao padrão-ouro, eles terão de assumir um preço não deflacionário.

    As pessoas dizem que não há ouro suficiente no mundo. A resposta é que sempre há ouro suficiente no mundo. É apenas uma questão de preço. Agora, em 1300 dólares a onça, não há ouro suficiente para apoiar o comércio e as finanças mundiais. Mas em 10 mil dólares a onça, há ouro suficiente. Não se trata de ouro, mas do preço.

    Se voltarmos ao padrão-ouro temos de evitar o erro que a Inglaterra cometeu em 1925, ao voltar ao padrão-ouro pelo preço errado, o que provou ser altamente deflacionário, e contribuiu para a Grande Depressão. Eu fiz as contas sobre isso e o preço não deflacionário para um padrão-ouro hoje é cerca de 9 mil dólares a onça.

    Epoch Times: Em que se baseira o seu preço-alvo?

    Sr. Rickards: Ele é baseado em sustentar a oferta de papel-moeda com ouro. Isso seria usar M1 [notas de papel, moedas e contas correntes] como a base monetária, com um suporte de 40%. Se você fosse usar M2 [M1 mais contas de poupança e fundos do mercado monetário] com um suporte de 100%, isso equivaleria a 40 mil dólares a onça.

    Epoch Times: Investidores em ouro fariam a festa!

    Sr. Rickards: Isso não significaria que o ouro valeria mais [em termos reais]; isso significaria apenas que o dólar entrou em colapso. Mas de fato você faria mais dólares por onça. Isso seria uma previsão para 3 a 5 anos.

    Para o próximo ano, esses fundamentos não são susceptíveis de emergir em um ano. Mas as tecnicalidades podem. Tecnicamente, o ouro está configurado para valorização devido à diminuição da oferta flutuante.

    Epoch Times: Será que isso tem a ver com a queda do ouro no ano passado?

    Sr. Rickards: Houve 500 toneladas retiradas do depósito GLD [Spider Gold Trust ETF] pelos bancos de ouro. Essa foi uma retirada física maciça do mercado. As pessoas realmente não entendem como o GLD ETF funciona. Quando as pessoas estão comprando o GLD, elas não estão comprando ou vendendo ouro; elas estão comprando e vendendo ações.

    O ouro fica num armazém e só está disponível para os participantes autorizados. Se você olhar a lista de participantes autorizados e a lista de bancos de ouro, eles são praticamente os mesmos: Goldman Sachs, Citigroup, JPMorgan, Morgan Stanley, Deutsche Bank, HSBC etc.

    Os bancos têm a capacidade de comprar ações, tomar ações, trocá-las e obter o ouro físico. E eles estavam fazendo isso e enviando o ouro para Shanghai para apoiar o comércio e o arrendamento em mercado de ouro de Shanghai. Então, quando você pega 500 toneladas e despeja no mercado, isso é cerca de 20% da oferta anual de mineração. Isso é uma injeção física maciça.

    O outro fator é apenas a pura e simples manipulação, o que é muito visível nos preços de futuros do Comex (mercado de commodity). Eu vi algumas análises estatísticas que demonstram a manipulação do mercado, sem sombra de dúvida.

    Epoch Times: Um duplo golpe…

    Sr. Rickards: Então, a questão é que entre a manipulação do banco central por meio dos futuros do Comex e o despejo físico dos bancos de ouro, e com a limpeza do depósito GLD, e, aliás, também do depósito Comex, há uma enorme quantidade de ouro que entrou no mercado em relação às tendências de fornecimento normais, colocando enorme pressão de venda no Comex.

    Então, isso foi uma combinação ruim, mas o problema é que isso não é sustentável.

    Epoch Times: Então, e agora?

    Sr. Rickards: Você não pode saquear o depósito duas vezes. Uma vez que você retire todo o ouro, você não pode retirá-lo de novo. O cofre do JPMorgan está baixo, o cofre de Comex está baixo e o cofre do GLD está baixo.

    Epoch Times: Para onde o ouro está indo?

    Sr. Rickards: Um dos grandes movimentos agora é o ouro se deslocando de lugares como UBS, Credit Suisse e Deutsche Bank para depósitos privados como G4S, ViaMAT e Brink's. Isso não aumenta a oferta de ouro de forma alguma. Mas o que isso faz é que diminuir a oferta flutuante disponível para negociação.

    Se eu tivesse o meu ouro no UBS, o UBS normalmente tem o direito de re-hipotecagem. Mas se eu retirar o meu ouro e movê-lo para o ViaMAT, ele está apenas sentado ali e não está sendo comercializado ou re-hipotecado.

    Então, se eu mover o ouro do UBS para o ViaMAT, não há mais ou menos ouro no mundo. Eu ainda sou o dono, e é a mesma quantidade de ouro. Mas da perspectiva do mercado, a oferta flutuante diminuiu.

    O maior jogador nisso é a China. A China está comprando milhares de toneladas de ouro secretamente por meio de fraude e usando recursos de inteligência militar, operações secretas etc.

    Epoch Times: Então, por que o preço do ouro continuará subindo?

    Sr. Rickards: Há uma oferta total de ouro no mundo. Mas para encurralar um mercado ou espremê-lo, você não precisa comprar todo o ouro, você só precisa comprar a oferta flutuante. Pense em todo o ouro do mundo, é cerca de 170 mil toneladas. Pense num pedacinho em cima disso que é a oferta flutuante disponível para negociação.

    O ouro que está nos cofres do Comex, JPMorgan ou GLD está disponível para negociação. O ouro comprado pelos chineses não verá a luz do dia novamente pelos próximos 300 anos, e não está disponível para negociação. Assim, com o ouro indo do Ocidente para o Oriente, e do GLD para a China, a quantidade total de ouro mantém-se inalterada, mas a oferta flutuante está declinando rapidamente.

    Isto significa que o papel-ouro que fica em cima da oferta flutuante está se tornando cada vez mais instável e vulnerável a um estrangulamento, porque não há ouro físico suficiente para apoiá-lo. Então isso provavelmente provocará colapso em certo ponto, levando a um estrangulamento rápido e compras pesadas.

    Epoch Times: Sr. Rickards, em nossa última entrevista (parte 1, parte 2), falamos sobre o ouro e por que ele poderia valorizar. Você também mencionou que os chineses estão por trás da compra de enormes quantidades…

    James Rickards: Eu encontrei-me com a maior refinaria de ouro do mundo, o chefe de operações de metais preciosos. Ele recentemente expandiu sua capacidade; eles criaram toda uma nova área em sua fábrica e é altamente automatizada. E ele está trabalhando em turnos triplos, ele está trabalhando 24 horas por dia para produzir ouro.

    Ele está produzindo 20 toneladas por semana e metade disso vai para a China. Então, isso equivale a 10 toneladas por semana, o que é cerca de 500 toneladas por ano. E isso é apenas uma refinaria, sem contar todas as outras, isso é muito ouro.

    Ele disse que os chineses querem mais, mas ele não fornecerá porque tem clientes regulares. Ele supre os relógios Rolex e outros indivíduos de alto patrimônio líquido e instituições, que são todos clientes de longa data. Ele não pode recusar a preencher suas ordens.

    Ele disse: "Estou fazendo todo o ouro que posso, trabalhando 24 horas por dia, enviando tanto ouro quanto posso para a China, 500 toneladas por ano, e os chineses ainda querem mais."

    Epoch Times: Como o suprimento pode se manter?

    Sr. Rickards: Então, de onde vem o ouro? Ele vem da produção mineradora, sucatas e barras de 400 onças. Os chineses estão basicamente virando as costas para o mercado de ouro de Londres e criando um novo padrão. Então, o velho padrão eram barras de 99% ouro puro de 400 onças, o novo padrão são barras de 99,99% ouro puro de um quilograma.

    Desta forma, o que as refinarias estão fazendo é que elas estão pegando as barras de 99% ou 400 onças, e refinando-as em barras de 99,99% ou de um quilograma, porque essa é a única coisa que a China quer.

    Eles estão pegando barras de 400 onças, que pesam 25 libras ou 11,34 kg, e transformando-as em barras de 1 kg. Os chineses gostam de 1 kg, porque há muita demanda por isso, e é muito melhor para contrabandear. Há uma enorme fuga de capitais saindo da China.

    O Shanghai Gold Exchange está em processo de substituir Londres como o centro de comércio de ouro do mundo, e eu mencionei alguns aspectos disso [em minhas entrevistas anteriores].

    Um deles é que muito do abastecimento flutuante está se deslocando para lá; segundo, os chineses mudaram o padrão de barras de 400 onças para de um quilo, e estão facilitando a negociação e a construção de grandes cofres em Shanghai e têm suas próprias refinarias. Assim, considerando todas essas tendências juntas, fica muito claro que o centro de comércio de ouro está se deslocando de Londres para Shanghai.

    Epoch Times: E sobre a compra chinesa do cofre de ouro do banco JPMorgan em Nova York?

    Sr. Rickards: Eu não ponha muita credibilidade na compra do cofre do JPMorgan, aquilo foi uma transação imobiliária. Eles compraram todo o arranha-céu Chase Manhattan. Mas há um cofre no subsolo. Eu não posso imaginar que eles gastaram mais de um bilhão de dólares num prédio para que pudessem obter um cofre. Tenho certeza que foi um negócio imobiliário, e o que eles queriam era o edifício, mas de fato há um cofre lá.

    Além disso, se você é chinês, por que você desejaria seu ouro em Nova York, você preferiria que estivesse em Shanghai. Mas o que está ocorrendo em Shanghai é muito significativo. Basta dizer que a China está se tornando o poder mundial do ouro. Em termos do sistema monetário mundial, Shanghai está se tornando o centro de comércio mundial de ouro em lugar de Londres e, colocando essas duas coisas juntas, você tem de se perguntar por quê?

    Epoch Times: Por quê?

    Sr. Rickards: Acho que eles vêem algo que a maioria das pessoas não vê. O sistema monetário internacional baseado em moedas de papel é frágil e suscetível de entrar em colapso, e, quando o sistema precisa ser reformado, o povo com a maior voz na mesa será aquele com mais ouro.

    Epoch Times: Certo, mas mesmo incluindo esta compra frenética, os chineses têm uma menor porcentagem do seu abastecimento de dinheiro reservado em ouro do que os Estados Unidos.

    Sr. Rickards: Eu concordo com isso, o que me diz que eles continuarão comprando. Acho que eles adquiriram três ou quatro mil toneladas em segredo, mas não acho que estejam satisfeitos.

    Epoch Times: A China pode abastecer o mundo com uma moeda de reserva?

    Sr. Rickards: Não com o yuan. (a) Eles não querem abrir sua conta de capital; (b) O yuan não pode ser moeda de reserva global. O yuan está se expandindo em uso como moeda de comércio, mas a maioria das pessoas não entende a diferença entre uma moeda de comércio e uma moeda de reserva. A moeda de comércio é apenas uma forma de manter a contagem no mecanismo da balança de pagamentos.

    Entre o Brasil e a China, se o Brasil se compromete a aceitar o yuan pelos produtos brasileiros, e a China se compromete a aceitar reais em troca de produtos chineses, está tudo certo. Isso satisfaz a relação e resolve as transações de tempos em tempos. Isso é uma moeda de comércio ou troca.

    Mas ser uma moeda de reserva significa que os países que têm reservas têm de investir em alguma coisa, então você precisa de um lastro líquido significante de ativos de investimento. A China não tem isso. Não há mercado de obrigações chinês. Há alguns títulos Dim-Sum e algumas outras coisas, mas não existe um mercado de títulos do governo chinês, e levaria de 10 a 15 anos para desenvolver um.

    Mas não é simplesmente uma questão de emitir dívida. A China não precisa obter empréstimo, porque eles têm muitas reservas. Se eles não emprestam, então, não há obrigações, e, se não há títulos, não pode haver uma moeda de reserva, porque não há nada em que investir.

    Mesmo que eles fizessem isso, não há estado de direito na China, então como você confiaria que os chineses não roubariam seu dinheiro? Então, com tudo isso junto, eles não estão nem perto de ser uma moeda de reserva.

    Epoch Times: Então, o que os chineses estão fazendo?

    Sr. Rickards: O que a China quer são os DES ['Direitos Especiais de Saque', um instrumento monetário internacional que funciona como um tipo de dinheiro entre os governos], porque eles não controlam o dólar. Os DES são emitidos pelo FMI, e a China está simultaneamente fazendo lobby para mais votos no FMI.

    A China está tentando usar sua disposição de emprestar dinheiro ao FMI para comprar notas de DES do FMI e assim dar dinheiro ao FMI para socorrer a Europa. Ela está tentando usar isso como alavanca para conseguir mais votos. Se ela tiver mais votos, ela se sentiria confortável usando os DES como moeda de reserva, porque seu uso seria regulado pelos membros do FMI e isso faria a China o segundo maior membro, depois dos Estados Unidos.

    Os Estados Unidos estão se opondo a isso, mas a francesa Christine Lagarde [chefe do FMI] está pressionando fortemente pelo aumento da participação chinesa. É um jogo mundial complicado.

    Se você me perguntasse se a China quer se livrar do dólar como moeda de reserva global, a resposta é sim. Mas a maioria das pessoas pensa que é porque eles querem o yuan. Mas não é. E sim os DES.

    Epoch Times: O que os Estados Unidos podem fazer sobre o dinheiro devido à China?

    Sr. Rickards: Tudo o que temos de fazer é inflar nossa moeda e pagá-los de volta em dólares mais baratos e isso se refletiria numa transferência de riqueza da China para os Estados Unidos. Assim, a China é completamente vulnerável a isso, e é por isso que eles estão comprando ouro para criar um fundo.

    Se inflarmos, então o ouro subirá. Então, o que eles perdem no papel, eles ganham com o ouro.
    "
    Faz sentido o que ele disse Leandro?
  • Emerson Luis  13/08/2017 15:22

    O planejamento central do Estado é a forma mais eficiente de desperdício de recursos.

    * * *
  • Eduardo Wyllie  11/09/2017 20:07
    Me parece que a espiral de crescimento econômico chinês é ampliada pelo comércio internacional, portanto, fôlego eles ainda tem bastante, porém, quando não houver mais espaço para ocuparem e se virem forçados a buscar uma verdadeira eficiência alocativa de recursos, o mundo inteiro desabará com este "parceirão".
  • Pingos nos "i"s  22/09/2017 13:26
    O que acontece hj na República Popular da China foi planejado em 1998, quando o Partido Comunista Chinês soltou um relatório alertando para o crescente abismo econômico entre o campo e as cidades e o risco, cada vez maior, do crescimento econômico sobre os recursos naturais do país. O ponto principal se embasava no tamanho da economia, que já atingira um altíssimo nível. Foram emitidas algumas recomendações:

    1. Reduzir o crescimento anual do país a patamares sustentáveis, em torno de 5% ao ano;

    2. Reduzir a área plantada e a produção agrícola em 20% para diminuir o impacto sobre as reservas de água;

    3. Ampliar o uso de energia renovável, principalmente solar e eólica;

    4. Incentivar o consumo interno por meio da revogação da Política do Filho Único e

    5. Ampliar o setor de serviços com o aumento da população urbana de 60% para 80%.

    O documento previa a implantação dessas políticas a partir de 2008, mas a China aceitou adiá-las por causa da crise econômica mundial causada pela quebra do sistema habitacional estadunidense. O quadro, hj, só não está pior porque Beijing ajudou a segurar a barra.

    Voltando ao modelo chinês, o Partido Comunista Chinês está acima do governo e estabelece as políticas de Estado que orientam os planos quinquenais da economia. Não é um modelo rígido como o da União Soviética. As metas são gerais. Não se determina, por exemplo, que o país deverá atingir uma meta para produzir 1.999.999.999 celulares, mas que haverá um aumento na produção por meio de produção local por empresas estratégicas chinesas ou mistas.

    As empresas estratégicas, e aí está o pulo do gato, têm 51% de capital do "sócio chinês", ou seja, do Estado. A premissa é de que o socialismo não prescinde do mercado, que é anterior aos modelos econômicos, mas que o socialismo se caracteriza pela posse dos meios de produção. Uma rede de supermercado não necessita de capital do governo, não é estratégica, mas uma empresa que trabalha nanotecnologia ou biotecnologia a partir de células-tronco, dois pontos fortes da China hj, Se a Apple quiser sair da China, tudo bem. A fábrica (e a tecnologia) ficam.

    Retornemos à análise do sistema chinês. Vc tem, acima de tudo, o PCC, que é organizado em departamentos de Política Econômica, Relações Exteriores, Relações Trabalhistas, Segurança Interna, Defesa etc. Daí partem as diretrizes gerais. Num segundo plano está o governo, que aprova estas diretrizes no Grande Congresso do Povo, depois do exame pela Conferência Política Consultiva, que reúne os oito partidos democráticos aliados do PCC. Ou seja, temos um país que funciona internamente de maneira socialista e que participa de maneira capitalista no mercado externo.

    Vou te dar um dado interessante. Com US$ 100, uma família de três pessoas consegue pagar aluguel (US$ 10), se vestir (três calças jeans no padrão Taco custam US$ 10), se alimentar (US$ 50) e ainda poupar. A educação é gratuita até chegar ao ensino superior. As universidades só são gratuitas para alunos que sempre se destacaram. O serviço de atendimento médico é extensivo à toda população e de qualidade. Por incrível que pareça, o grande problema do governo é convencer os chineses a gastar. Como a inflação é baixa, há muita poupança doméstica. Guarda-se muito dinheiro no colchão, o que duplica a poupança nacional de US$ 12 trilhões.

    Com base no Poder de Paridade de Compra, o padrão de vida do chinês de classe média equivale ao de um italiano. A média salarial do país, hj, supera a brasileira.

    Vou deixar claro, não acho que este modelo funcione no Brasil, mas ele explica coisas que deixam os ocidentais perplexos, como as cidades fantasmas (quem aplicou suas reservas nelas sabe que, mais cedo ou mais tarde, elas serão ocupadas)...

    Um abraço.
  • Marcos  09/10/2017 15:28
    "como as cidades fantasmas (quem aplicou suas reservas nelas sabe que, mais cedo ou mais tarde, elas serão ocupadas)..."

    Diziam a mesma coisa do mercado imobiliário dos EUA, principalmente em Miami onde a crise foi a mais severa, prédios e casas sendo construídos sem ao menor discernimento da oferta e demanda e quando chegou em 2007 começou o desmoronamento de todo aquele investimento errôneo.

    Você acha mesmo que isso é investimento prudente? É sensato investir em uma construção de um apartamento que não será ocupado em 30%?

    Se for, então os chineses realmente estão com dinheiro.
  • Serj  18/10/2017 21:53
    E este frenesi de aquisições de empresas, por chineses, no exterior, trata-se do "seguro" que o governo comunista está montando.
    Acordos e mais acordos, aquisições estratégicas, e quando a coisa começar a feder, todos nós acabaremos por sustentar indiretamente o governo chinês.
  • Gabriel  19/10/2017 00:45
    Eu não fico com o pé atrás por conta destas aquisições dos chineses, eles estão garantindo a sua influência global por meio destas ações, basta ver o que acontece com os países da Rota de Seda a qual já estão sob influência chinesa, com a exceção da Índia que ainda está restringindo esse projeto de integração econômica pelos chineses. Algumas fontes indicam que a rentabilidade dentro do país já é menor do que investindo no exterior, e isso pode se verificar nestas recentes aquisições, mas acho que não só isso. Isso é para ter influência política, a qual os chineses certamente preparam a sua sentada no topo da influência econômica e política, basta ver o discurso do Xi Jinping que a China em 2050 seria a nação mais poderosa tanto em termos econômicos, militares e políticos.
    Ah vale lembrar que seu povo é de 1,3 bilhão de pessoas, logo essa aquisição pode ser para abastecer a sua população. É uma outra grande possibilidade.
  • Paulo Henrique  11/12/2017 01:21
    Seria exagero falar em recessão do pib chines, visto que eles já estão crescendo ''só'' 6% com muita maquiagem e endividamento?

    Não aposto apenas em desaceleração mais, a coisa parece que vai pra um ajuste recessivo daqui uns anos, eles estão entrando em renda média, aliado aos excessos , o governo chines pode ficar sem capacidade de salvar empresas com a crescente dívida..

    A coisa vai ficar interessante
  • Igor Muro  11/01/2018 19:42
    A China já estagnou desde a virada da década. O governo chinês vai ter que adotar mais políticas liberalizantes como fez na década de 80 e 90 para o país continuar crescendo.

    A China cometeu o mesmo erro do Brasil na década de 2000. Enquanto o crescimento do país estava pujante o Estado aumentou junto, quando sua economia esfriou o Estado continuou crescendo como antes. Então a capacidade produtiva da população não conseguiu manter o crescimento do Estado, estagnando a economia.
  • Roberto  26/09/2018 20:10
    Vai colapsar onde, jovem? Reserva em dólar enorme, crescendo em crise a 6%, comprando empresas privadas em países e exportando bilhões para os quatro cantos da terra. As necessidades humanas são infinitas, os recursos finitos, e no momento, com muita vantagem, a China parece ter um mercado muito promissor para satisfazer as necessidades humanas por algumas longas décadas.

  • Imperion  13/11/2018 00:05
    Vai colapsar mo mercado imobiliário, como diz o artigo. Tudo isso que vc falou , que a china possui , esta nas maos de outras pessoas, os políticos. E de.bilionarios que fizeram ks imóveis e depois venderam o abacaxi. Estes vaonsair ilesos, ja quem comorou com a promessa de que os imoveis se calorizaeiam sempre , nao. As reservas chinesas nao vao impedir a derrocada do mercado imobiliario. Reservas nao sao pra usar pra cobrir abusos de governos.
  • Aprendiz  13/11/2018 11:10
    Olhar a economia chinesa pelo prisma austríaco é como um gorila tentar pilotar um Masserati.

    A China já é o maior mercado de aviação doméstica do mundo (estão lançando um plano de construção de 270 aeroportos regionais para integrar a malha aérea nos próximos 15 anos), tem a maior malha ferroviária de alta velocidade do mundo, dos 5 maiores aeroportos domésticos do mundo 4 estão na China, que será o maior mercado de aviação civil (doméstico+internacional) até 2025, hoje é o 2o maior mercado.

    As cidades que eram fantasmas há 10 anos hoje tem população de 5 milhões de habitantes, o mesmo acontecerá com as novas cidades fantasmas e os prédios fantasmas. O maior êxodo rural da história da humanidade que foi brasileiro, hoje é chinês e isto explica as "cidades fantasmas".

    A China já é o maior mercado de automóveis do mundo e também é o maior fabricante deles. A China é o maior fabricante de computadores e eletroeletrônicos do mundo e hoje tem pelo menos 3 marcas globais de respeito.

    A China já consome 1/3 da proteína animal que a média brasileira, tende a consumir entre 60% e 70% nos próximos 15 anos, não existe gado o suficiente se eles comerem tanta carne quanto um americano, no mundo.

    A indústria chinesa representa entre 40% e 60% da produção industrial mundial dependendo do segmento que se analise. O PIB chinês que é próximo a 60% do americano já é maior em PPC do que o dos gringos e será maior em valores absolutos até 2035 (se não acontecer nenhum desastre na economia americana até lá). A renda média de um trabalhador chinês que foi de 1/4 da nossa, hoje é igual e superará com folga de 2x3 até 2030.

    A China é o primeiro ou segundo maior parceiro comercial de todos os países da OCDE e das 50 principais economias do mundo.

    O orçamento chinês em pesquisa e desenvolvimento é 50% maior em peso no PIB que o americano e em 2020 deve ultrapassar o orçamento americano de P&D em valores absolutos.

    Dizer que a China não gera riqueza é tão idiota quanto dizer que ela é uma economia keynesiana. A China não está nem aí para o nome da corrente econômica da moda, a economia chinesa é EXTREMAMENTE PRAGMÁTICA e reflete a frase de Deng Xiaoping "Não iimporta a cor do gato, desde que ele cace o rato".

    Escuto há 15 anos que a China quebrará nos próximos 5 e enquanto isso a China tem formação bruta de capital fixo próxima a inalcançáveis 40% do PIB, tendo chegado a estratósféricos 45%, detém reservas em títulos americanos de mais de US$ 1,4 trilhão, neste quesito segue os passos do Japão e se revezam no primeiro lugar como maior credor dos US.

    Se a China pegar um resfriado, os USA morre de pneumonia.

    Enquanto nós vemos economia em trimestres, os xing ling vêem em décadas.

    Relaxem redatores e vão comer um "pastel de flango".
  • Paulo Henrique  14/11/2018 18:01
    Mais um que caiu de paraquedas.
    A china, como todo país de baixa renda com uma relativa estabilidade monetária , jurídica ''institucional'', sofreu um crescimento elevado. Mas, nada disso refuta os austríacos.
    Um país com 1 bilhão de pessoas, necessariamente vai apresentar números tais quais você citou, muito grandes.
    Uma comparação mais justa seria comparar a união européia inteira com a china. Ambos com mais de 1bi de habitantes.


    Agora que ela entra na renda ''média'' e o cheat de mão de obra infinita começa a acabar, os problemas surgem. Lembre-se, o Brasil tem um padrão de vida maior que o chines, com todos os seus problemas macroeconômicos. Então, porque a surpresa da china crescer, tendo um ambiente de negócios melhor que o nosso, e vindo de uma base pobre?

    O excesso de endividamento, os investimentos ruins, já pesam sobre a economia chinesa . Vá para os noticiários recentes.
    A bolsa de valores chinesa está em queda faz mais de 1 ano. Todos os setores estão se desacelerando.
    nomy/article/2173054/chinas-latest-financial-data-paints-bleak-economic-outlook

    E isso sem a guerra comercial americana fazer efeito ainda(já que as exportações chinesas aumentaram, pois os empreendedores, ao esperar futuros aumentos de impostos de importação,antecederam suas importações, o que no curto prazo aumenta o deficit comercial). Passando esse efeito, a economia chinesa, que já está internamente enfraquecida, vai sofrer mais uma ''baque''.

    Obviamente, essa previsão retira a possibilidade de uma crise americana/européia. O que tornaria as coisas mais graves..

    Não há motivos para imaginar que a china é ''diferente''. O ajuste sempre vem, como alias, já chegou(não há perspectiva que essa descaleração vá diminuir ). O tamanho dela é incerto. Mas, o que é certo é que se ela quiser continuar crescendo, reformas liberais terão de ser feitas. E isso é confirmação que apenas o livre mercado é motor de crescimento no longo prazo.
  • Paulo  13/11/2018 11:41
    Ou talvez faça parte de um plano futuro planificado da China, que está se posicionando a atrair imigrantes e investimento mundiais como o novo centro econômico do mundo, daí a necessidade de infraestrutura já preparada para abrigar os migrantes, e abastecer o pais com dólares e euros dos gringos, gerando uma renda aos proprietários dos imóveis, e capitalizando mais ainda a China comunisto-capitalista, rumo a hegemonia mundial, através da própria revolução, só que com a melhor e mais eficiente ferramenta de produção de todas, o capitalismo, que detém o fomento da tecnologia, que enche as nações de avanços e de recursos pra competir com as atrasadas, rumo ao extermínio econômico dos concorrentes que morrem por não conseguírem competir. No fim, o comunismo vence, se a China comorar o mundo, e o mundo comprar a China, como inegavelmente vem acontecendo.
  • IVAN LAERTE FETT LAYDNER  13/11/2018 13:59

    É POSSÍVEL SOCORRER A CHINA?
  • Colono do MT  13/11/2018 16:47
    Caros colegas, eu como agropecuarista fico sempre assustado quando leio esses artigos, os comentários sempre são muito distintos, é difícil saber o que realmente se passa na China, sou obviamente dependente da minha atividade, eimagino que o mundo precisa se alimentar, mas o "mundo" terá como continuar bancando e absorvendo essa produção? Teremos acordos comerciais que garantiram minha atividade? Algum especialista pode dissertar sobre esses tema "agriculta e china"? Obrigado.
  • Prima Rica  13/11/2018 18:37
    Artigo bem legal sobre o histórico do keynesanismo... vale a pena: www.sunoresearch.com.br/artigos/keynesianismo/
  • Cristovão  13/11/2018 20:19
    Ótimo texto. A reflexão fica para nós, brasileiros, que estamos em busca de um mercado aberto e realmente livre ao comércio e as ideias. O conceito filosófico é agregar valor ao capital produzido e com isso reduzir a desigualdade efetivamente. Se não fizermos isso, as balelas imorais dos esquerdistas sempre vão atormentar.
  • Ronald  14/11/2018 14:47
    A matéria é muito boa. A tempo já via alguns economistas apontando para a insustentabilidade da economia chinesa. Mas só tem uma parte que não entendi. No comentário do economista David Stockman, "modelo mercantilista de estímulo às exportações originalmente criado pelo Japão". Mercantilismo não é bem mais antigo? Sempre pensei que fosse uma atividade dos grandes impérios europeus. Tipo Inglaterra, portugal, espanha etc.
  • kiko  15/11/2018 08:56
    ai ai ai, estão falando a varios anos olha a china vai falir, a china é uma farsa, entretanto vai ano vem ano e a china continua lá de pé, como explicam isso??
  • Nhonho   15/11/2018 18:04
    Entendi. Se não acontecer "ano que vem", então tudo está refutado. Legal.

    Por essa lógica, as políticas econômicas da Dilma, criticadas em 2012, foram um sucesso, pois em 2013 ainda não tinha dado problema.

    Aliás, o comunismo é um sucesso inquestionável, pois foi implantado em 1917 e só acabou em 1989.

    É cada jegue que despenca por aqui...
  • Filho do Capital Imoral  16/11/2018 12:25
    Não conheces a China. É muito claro pela falta de detalhes e números do governo Chinês.
    Temos na China o claro exemplo de como a política social sob a mão de um governo comunista pode derrubar o imperialismo inescrupuloso da América. Em breve a China será a maior potência, passando o Trump State Of America e sendo exemplo para todas as nações. Comunistas de todo o mundo, uni-vos!
  • Claudio David  17/11/2018 01:57
    O que mais me intriga nas reflexões e projeções que se fazem sobre a China é sempre uma falta de avaliação de que ali está uma das civilizações mais antigas da humanidade, que vem cruzando milhares de anos, vendo o mundo se refazer de leste a oeste, enquanto as suas fronteiras seguem sendo as linhas que circundam sempre uma das principais nações do planeta. Como eles conseguem isso? Acho que seria um bom começo para a reflexão dos que acham que suas prospecções sobre esse velho e poderoso país se tornarão realidade de fato um dia. Em minha humilde visão, muito respeito e atenção ao que eles têm a nos ensinar.
  • Adriano  26/03/2019 15:27
    Há uns dois ou três anos atrás conheci em um desses sites de amizades à distância entre estudantes, uma moça chinesa de 17 anos, ela era de uma cidade grande de lá que infelizmente não lembro mais qual é. Nas nossas conversas ela me falava sobre o sistema de ensino da China, aula de segunda à sábado, das 7:30 às 22:00, e segundo ela, nos domingos raramente dava pra fazer qualquer coisa pois tinha que estudar e fazer as tarefas da escola, e que vários alunos la tem problemas sérios de coluna por ficar sentado por muito tempo. Todo esse esforço pra conseguir uma gloriosa vaga numa universidade, onde a carga horária é semelhante. Então eu perguntei pra ela se todo esse esforço realmente vale a pena e tal, e ela me disse: "Aqui se você não tiver um diploma universitário é muito difícil conseguir se alimentar", é o tipo de coisa que eu consideraria totalmente normal ouvir de um brasileiro ou de qualquer pessoa vinda de país pobre, mas não da China com suas gloriosas taxas de crescimento e a imensa riqueza que supostamente existe por lá, porém lembrando disso hoje, só me fica claro o quanto essa riqueza é "falsa", meia dúzia de membros do partidão e empresário amigos do governo limpando a bunda com nota de 100 dólares, enquanto a população tem que se sujeitar a algo tão degradante só para conseguir ter uma vida minimamente digna. Papo vai, papo vem, ela me disse que queria ser arquiteta, mas que não pode pelo fato de arquitetos por lá trabalharem muitas vezes 18 horas por dia (Lendo o artigo agora eu entendo perfeitamente por que), e que ela não aguentaria isso.
  • Washington   28/03/2019 14:19
    Hummm, já vi essa história, claro que em escala menor, no Reino de Banânia, a alguns anos atrás...
  • Paulo Planez  28/03/2019 16:28
    A china é a "crise das crises", que se anuncia aos quatro ventos mas que ninguém da bola. Pode até demorar mas essa pirãmide financeira que é a China em algum momento vai precisar de um ajuste e, pelo volume que ela tomou, não vai ser um ajuste pequeno.

    O problema é que esse ajuste vai repercurtir no mundo inteiro, levando miséria e pobreza para todos os lados do planeta.

    Vamos esperar para ver..
  • FERNANDO LAZARINI  28/03/2019 17:30
    Será? É só um colapso financeiro, o capital físico continua existente, só que deve haver total liberdade de negociação de salários e preços para tudo se ajustar com a base monetária existente, tem um artigo da islándia sobre isso www.mises.org.br/Article.aspx?id=946
  • Mário Flach Thives  29/01/2020 13:32
    Enfim uma opinião coerente e verdadeira sobre a China. Há muitos anos assisti um documentário sobre civilizações, construindo um império, do History Channel, que só consolidou minha opinião sobre a China. Não se trata de um país jovem, tem mais de 2000 anos e a minha percepção ao assistir foi exatamente essa, de um crescimento irracional e desnecessário (insano), levando ao colapso, à revoltas internas da propria população, décadas de guerras internas pelo poder e enfim um novo imperador (ditador) com novas idéias insanas que acabavam da mesma forma. Exemplo foi a insana muralha da China que deve ser o maior cemitério do mundo, exércitos de estátuas e templos, canal para ligar oceano indico com pacífico (esse acho que não foi realizado); lembram essa idéia da rota da seda de agora. Sinais atuais são as revoltas em Hong Kong, que sempre teve maior liberdade. Enfim, a lógica é primitiva, sem nobreza, sem idéias inovadoras, e mesmo na área industrial apresentam apenas uma cópia burra em larga escala que visa o domínio e o poder absoluto pela mediocridade dos seus produtos, preços e princípios e valores humanos, que acabam destruindo e engolindo economias industriais mal administradas, como a do Brasil Corrupto, que viraram vendedores de produtos chineses. Nunca aceitei o fato das grandes potências e indústrias mundiais apostarem suas fichas num país comunista. Criaram um monstro do qual dependem de certa forma e mostra que nao se pode olhar só para o bolso. Os embates entre Eua (Trump) e China e suas barreiras comercias são uma esperança, pois você só vai poder competir com mão de obra escrava como na China, se se dispuser e trabalhar mais e isso é inviável, ninguém quer e por fim é insano e desnecessário.
  • Pobre Mineiro  29/01/2020 19:41
    ...pois você só vai poder competir com mão de obra escrava como na China...

    Vixi !!!!

    Vejo que você está totalmente por fora ao acreditar em trabalho escravo na China.
    Suas fontes de informação estão carcomidas com viés ideológico anti-China.

    Recomendo o artigo abaixo:
    www.mises.org.br/article/2920/nao-podemos-competir-com-o-trabalho-escravo-dos-chineses-eis-ai-uma-frase-que-agride-a-logica
  • Luiz  12/12/2020 11:32
    Infelizmente, muitos acreditam no potencial da China, e a utilizam como forma de "provar" que o comunismo funciona. Contudo, esses mesmos não enxergam a cagada que ela está fazendo. Muitos irão morrer nessa brincadeira.
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  10/02/2021 02:08
    Tou tentando calcular o timing de quando a China ira impludir, vai ver eu fico bilionário, aí é só eu pagar passagens pra bastante chineses 'produtivos" viajarem pra cá e botar eles pra trabalhar!!!

    PS: é piada
  • SENHOR MATHIAS  03/07/2021 22:02
    A questao é que todo o mundo ocidental hoje é keynesiano. Estupidez por estupidez, o regime chinês talvez seja até MENOS intervencionista, em diversos aspectos, que os países da OCDE: menor carga tributária, legislacao trabalhista light, previdencia publica light, etc.

  • Eduardo Lopes Pereira  16/09/2021 16:39
    Hoje lendo mais uma notícia sobre a crise de liquidez da China Evergrande, me lembrei do feliz momento em que descobri esse site com seus vários artigos e em especial este artigo que estudei ainda quando foi publicado. Lembro-me de ter comentado sobre esse artigo com alguns colegas na faculdade que não deram a menor importância - nós nunca ouvimos falar de escola austríaca na Universidade Estadual do Paraná - e disseram que o mercado imobiliário chinês nunca ia quebrar porque o estado pode controlar qualquer crise. Esse artigo deveria ser publicado novamente com as recentes notícias da China Evergrande.
  • Ex-microempresario  16/09/2021 18:30
    Estranhei este trecho:

    "O mercado imobiliário desaqueceu [...] ao mesmo tempo em que os custos de construção aumentaram, devido à grande demanda por materiais."

    Se o mercado desaqueceu, a demanda por materiais deve diminuir em seguida.

    De qualquer forma, não acredito que o governo chinês deixe o sistema bancário colapsar. Eles têm dinheiro e controle sobre a economia suficientes para impedir um "estouro", e desinflar a bolha aos poucos.
  • Empreiteiro  16/09/2021 18:41
    "O mercado imobiliário desaqueceu" = demanda pela compra da imóveis caiu

    "ao mesmo tempo em que os custos de construção aumentaram, devido à grande demanda por materiais" = com vários prédios já tendo sido construídos, e com outros ainda em construção, o preço de coisas como cimento, tijolos, vergalhões, concreto armado, azulejos, porcelanato, mármore etc. só faz subir. A cada prédio construído, há menos destes itens no mercado.
  • Ex-microempresario  16/09/2021 20:49
    Mas o artigo não deixa claro se, mesmo com a queda na demanda, o ritmo de novas construções continuou aumentando.
  • Empreiteiro  16/09/2021 21:46
    Os prédios inacabados e vazios sendo implodidos você interpreta como o quê?
  • Ex-microempresario  17/09/2021 13:33
    Interpreto como "a redução da demanda reduziu o ritmo de novos prédios e chegou a interromper a construção de alguns", o que me parece aliás ser o comportamento usual: qualquer empresário, quando vê a demanda cair, imediatamente desacelera a produção. Por isso a dúvida. Mas não é nada importante, foi só uma observação.
  • Empreiteiro  17/09/2021 14:19
    Empreendimento imobiliário não é uma coisa que você interrompe tranquilamente, ao sabor da demanda. É investimento de longo prazo, que imobiliza muito capital. Não tem como você simplesmente parar e reverter tudo.

    Você começa toda a obra com os materiais custando um determinado valor. Ao longo do tempo, os preços sobem. Mas se os compradores começam a dar calote, os preços dos materiais não irão cair.

    Mais ainda: os contratos com seus fornecedores são de longo prazo e um tanto inflexíveis. O fato de a sua demanda ter caído não significa que seus fornecedores de aço, cimento, tijolo, argamassa, cimento, concreto armado, porcelanato, azulejo, mármore etc. irão ficar com pena de você e reduzir preços (de commodities cujos preços são definidos no mercado internacional).

    Não há toda essa elasticidade nos preços que você imagina. É o equivalente a dizer que, se a demanda do Outback cair, o preço da carne para o brasileiro vai desabar…
  • Pobre Mineiro  17/09/2021 06:07
    Bom, em um ano aqui na China eu vi 3 linhas de metrô completas serem inauguradas em Xangai, nas outras grandes cidades chinesas é a mesma coisa.
    (não é essa vergonha que é o Rio de Janeiro e São Paulo, 20 anos sai um pedaço de linha ao preço de... esquece.)

    Xangai é uma cidade maior que São Paulo e tem o maior sistema de metrô do mundo em quilometragem, linhas interurbanas de trens foram construídas aos montes recentemente, e tem demanda, os trens só andam lotados.

    As construções imobiliárias estão paradas aqui mas as obras de infraestrutura continuam com tudo.
  • Introvertido  16/09/2021 20:08
    Sempre foi apenas questão de tempo, e essa crise de Evergrand só mostra que bolhas sempre estouram, cedo ou tarde, pois a farra um dia tem que acabar.
  • Pobre Mineiro  18/09/2021 05:52
    A Evergrande virará Everpequena.
  • Vinícius  16/09/2021 23:10
    La vem os terroristas da Bolha Chinesa atacando novamente. Eles esperam a explosão dessa bolha desde 2012. Essa questão da Bolha Imobiliária começou a ser especulado em 2017 e a China já está a anos tomando ações macroeconômicas para impedir tal bolha.
  • cmr  15/10/2021 10:41
    A escola autríaca de economia é um clube de fanáticos por crises, só falam nisso. rsrs

    Vem crise aí, vem crise aí...

    (anos depois)

    Vem crise aí, vem crise aí...

    (anos depois)

    Vem crise aí, vem crise aí...

    ...e finalmente a crise veio !!!!

    Não falei, não falei, já estavamos prevendo isso há anos e ninguém nos ouviu... !!!!

    Já estão prevendo a queda do Japão e da Europa faz décadas, quando finalmente acontecer você verá o foguetório que será... eu avisei, eu avisei, faz 80 anos que a escola austríaca está prevendo isso.
  • rmc  16/10/2021 16:37
    Tá atrasado, hein, campeão?

    O Japão caiu em 1991. Não mais se recuperou desde então.

    Sim, continuou rico, mas com uma riqueza estagnada. Seu poderio mundial nunca mais voltou a ser o mesmo. Todos os outros tigres asiáticos seguiram crescendo. Exceto o Japão.

    Aquela temida potência econômica e comercial da década de 1980, que fazia os filmes de Hollywood profetizarem um futuro dominado por megacorporações japonesas, hoje não é nem sombra daquilo que já foi. Tanto é que, sem Google, ninguém mais sabe quem é o imperador e o primeiro-ministro do país.

    O Japão hoje não assusta ninguém. Com a exceção de Toyota, Honda e Nissan, não há mais marcas japonesas onipresentes (na década de 1980 até meados da de 90, só se viam produtos japoneses).

    A Europa, por sua vez, não se recuperou de 2008. Os EUA continuaram prosperando e criando riqueza. Já a Europa estagnou. Não criou nada. Foi invadida por muçulmanos e, hoje, ambiciona apenas sobreviver como está.

    Logo, não entendi sua crítica. Até porque nunca se falou em implosão e sumiço dos países. Tampouco se disse que o capitalismo seria abolido e tais países voltariam ao paleolítico.

    Tenta de novo.
  • anônimo  17/10/2021 02:25
    Importante lembrar que, apesar dos pesares, o per capita japones continua subindo. Um pibinho de 1% para uma população em declinio(O japão hoje está tendo retração populacional) ainda é um aumento.

    O Brasil na mesma situação dele já teria falido faz muito tempo. Estamos no auge da força de trabalho ativa estagnados. Daqui para frente só envelheceremos.

    Essa é a força do japão. É um país com uma divida monstruosa, um deficit grande, retração populacional, e ainda se mantem de pé!
  • Fabio Bronzeli Pie  16/09/2021 23:48
    Assistam China Hustle, vocês verão o tamanho da encrenca.
  • Um Cão  20/09/2021 21:19
    Assisti o documentário. Gostei da parte investigativa das empresas chinesas que fraudavam seus números e que abriam na bolsa americana. Porém tem um claro tom estatista.

    Os investidores clamaram por mais estado quando a única responsabilidade da perda de capital por investimentos errôneos é do próprio investidor. Afinal eles não foram forçados a investir nessas empresas. Investir requer uma constante avaliação de risco.

    Chega a ser bizarro o tom empregado no filme. Em alguns momentos os participantes enaltecem o livre mercado e ao mesmo tempo culpam o capitalismo por fraudes ocorridas em um país comunista aonde todos os dados são no mínimo duvidosos. Cheio de contradições.

  • anônimo  27/09/2021 21:20
    Como o livre mercado resolveria as fraudes de accounting que as big 4, Deloitte, pwc, etc, também maquiaram?
  • Humberto  27/09/2021 22:45
    Fraude é quebra de contrato. E isso é resolvido pelo judiciário (que pode ser ou estatal ou privado). Não é charada nenhuma.

    É o mesmo que perguntar como o livre mercado resolveria gasolina adulterada.
  • anônimo  28/09/2021 05:43
    Mas pelo que eu entendi, as próprias empresas chinesas contratavam as big 4 pra fazer a contabilidade fraudulenta das suas contas. Tendo assim o selo de aprovação de uma delas.

    Que contrato foi quebrado nesse caso? Quem processaria no judiciário privado as big 4, se as empresas que as contrataram, queriam exatamente isso, contabilidade fraudulenta?
  • Marcos  28/09/2021 14:55
    Os acionistas, é claro. Estes foram os fraudados.

    O mercado percebeu a fraude e puniu as empresas. Os acionistas foram os prejudicados. Eles devem processar.

    Foi o mesmo caso da Enron e da Worldcom. O mercado descobriu a fraude e puniu as empresas (derrubando suas ações). Os acionistas processaram.

    É assim.
  • anônimo  28/09/2021 20:00
    Pode crer, entendi.

    E esse mercado de contabilidade das big 4 eh tipo um oligopólio?

    Oque causa essa concentração? Algum fator ou regulamentação ?

    Por que essas empresas sempre estão envolvidas em escândalos então imagino que a credibilidade e delas já deveria estar abalada não?
  • Marcos  28/09/2021 21:18
    Não sei como funciona na China, pois ninguém tem informações confiáveis de lá. Mas, nos EUA, a empresa que fazia as contabilidades fraudadas (Arthur Andersen) acabou.
  • Imperiont  28/09/2021 14:56
    Mesmo que não haja ninguém para processá-las, ainda assim é quebra de contrato. Esse é o cerne da canalhice, se aproveitar de uma brecha qualquer para não cumprir com a palavra e tirar bens de quem investiu.
  • Pobre Mineiro  17/09/2021 06:14
    Aqui em Xangai a frota de ônibus urbano já é quase toda elétrica.

    Não sei que tipo de bateria os ônibus usam, bateria de chumbo é que não é.

    Os chineses adoram veículos elétricos.
    (será que em breve eles precisarão das reservas de nióbio do falecido Enéas Carneiro ? (ironia total))
  • imperiont  17/09/2021 16:19
    as da china são polimero de litio.
    no caso do Brasil é importante vc ter o produto com niobio pois dae vc pode exportar a bateria , e não o minério.
  • Trader  17/09/2021 14:35
    A quebradeira lá na China está mais feia do que parece. O minério de ferro, que chegou a US$ 220 no início de julho, fechou agora a US$ 101,95.

    Consequentemente, o real tá apanhando feio por causa disso. Esqueçam qualquer chance de moeda forte, no curto prazo, com o minério de ferro desabando.
  • Igor  17/09/2021 21:57
    Trader, como você vê a "ecomonia" brasileira no ano que vem? Algum prognóstico em relação a câmbio, inflação e juros?
  • Luiz Fernando  17/09/2021 17:47
    Quando fala em China eu lembro daquela frase : Free Tibet. E já que eu lembrei da frase eu escrevo: Free Tibet.
  • cmr  18/09/2021 01:42
    O que você sabe sobre a situação do povo tibetano antes da China pegar o Tibet de volta ?.
    Procure saber sobre como os senhores feudais tibetanos tratavam o povo, e com a conivência do Dalai Lama.

    Talvez aí você esqueça essa de "free Tibet", já que a ditadura dos senhores feudais tibetanos conseguia a proeza de ser pior do que a ditadura maoísta.
  • Luiz Fernando  26/09/2021 02:48
    Entendi, essa parte eu não tenho conhecimento, mas se o Tibete fosse um país independente adotando uma economia liberal não seria melhor? Em relação ao Dalai Lama ele me ajudou a entender um pouco sobre o Budismo sobre a doutrina de Sunya(Vazio) da interdependência dos fenômenos e isso exclui a ideia de um deus criador, achei essa informação muito legal.
  • imperiont  17/09/2021 18:25
    se for verdade , uma bateria de nióbio pode carregar um elétrico em seis minutos, contra duas horas das de lítio.


    institutominere.com.br/blog/cbmm-pretende-emplacar-bateria-que-usa-oxido-de-niobio-em-veiculos-eletricos
  • Pobre Mineiro   19/09/2021 03:24
    Aja corrente...
  • Mineiro culto  19/09/2021 17:22
    "Haja", meu caro.
  • Pobre Mineiro  22/09/2021 01:22
    Exatamente.
    Na pressa foi escrito errado...
  • Estudante  17/09/2021 22:41
    Liberdade econômica na marra



    "Chefe do FMI, Kristalina Georgieva está em destaque após relatório de fraude na China

    Uma investigação do escritório de advocacia WilmerHale, a pedido do comitê de ética do Banco Mundial, concluiu que os chefes do Banco Mundial, incluindo Kristalina Georgieva - agora chefe do Fundo Monetário Internacional - aplicaram "pressão indevida" para aumentar as pontuações da China no relatório "Doing Business 2018".

    Fonte: www.investing.com/news/economy/bad-for-business-world-bank-china-rigging-scandal-rattles-investors-2619310
  • Estudante  17/09/2021 23:00
    Leandro,

    Oq ocasionou o esse aumento nos custos dos materiais de construção? Não entendi essa parte

    Quando o mercado imobiliário desaqueceu e a demanda por prédios caiu os custos de materiais não deveriam cair junto?

    A interrupção das cadeias de suprimentos contribui pra alta?

    Aproveitando, o BC da China tem essa mesma postura do Fed de compra de ativos e injeção de liquidez gigantesca na economia?
  • Leandro  18/09/2021 01:05
    O leitor "Empreiteiro" ali em cima resumiu corretamente a situação. Vou expandi-la, para deixar mais completo.

    1) Quando os juros são reduzidos, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — justamente por causa dos juros mais baixos — aparentemente viáveis. 

    2) Esses projetos de longo prazo (como empreendimentos imobiliários) são aqueles que demandam mais capital, mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores — parece bem mais acessível.

    3) Consequentemente, os recursos econômicos — maquinário, matérias-primas, metais e mão-de-obra — começam a ser desviados para esses setores intensivos em capital; para esses projetos de longo prazo.

    4) Porém, ao contrário do que muita gente pensa, as taxas de juros não são o principal fator determinante para a formação de bolhas ou mesmo de ciclos econômicos em geral. A redução da taxa de juros desencadeia o início do ciclo/bolha, porém, a partir daí, alterações na oferta monetária têm mais importância.
    5) A expansão da oferta monetária da economia não ocorre de maneira uniforme. Sempre há aqueles setores que recebem esse novo dinheiro antes do resto da economia. 

    6) E esse dinheiro recém-criado que entra primeiramente em determinados setores da economia altera toda a estrutura de preços da economia; altera todos os preços relativos. 

    7) Se o dinheiro recém-criado vai majoritariamente para financiar compra de imóveis, por exemplo, a estrutura de preços da economia fica distorcida em relação a este setor, fazendo com que investimentos nesse setor aparentem ser mais vantajosos, mais lucrativos, pois os preços estão sempre subindo.

    8) Aí começa a bolha.

    9) O que afeta uma decisão de planejamento é a expectativa de lucros. Enquanto os lucros propiciados por um investimento (construir prédios para vender apartamentos) forem maiores do que os juros cobrados sobre os empréstimos para financiar essas obras, tal investimento é vantajoso.

    10) Ademais, os lucros são totalmente afetados por variações da quantidade de dinheiro na economia. Mais dinheiro sendo criado, maiores os lucros contábeis daqueles setores que recebem esse dinheiro antes dos outros. 

    11) Ato contínuo, os investimentos começam a surgir mais intensamente na economia. 

    12) Porém, como essa redução nos juros não foi causada por um aumento na poupança (isto é, pela abstenção do consumo), mas sim pela simples manipulação dos juros e pela expansão monetária, não houve uma liberação de recursos de um setor para ser utilizado em outro setor. 

    13) Aí começam os problemas.

    14) Mais dinheiro entrando economia via financiamentos para investimentos faz aumentar a demanda por mão-de-obra na indústria e na construção civil, mas ao mesmo tempo os setores de serviço e comércio continuam precisando de mão-de-obra e recursos, pois não houve aumento na poupança (abstenção de consumo). 

    15) Assim, começa a haver uma batalha por mão-de-obra e por recursos. 

    16) Houvesse poupança genuína, a mão-de-obra de um setor seria liberada para outro setor, e os recursos mais demandados por um setor seriam liberados para outros setores. Mas como não há poupança, esses fatores de produção começam a ser disputados via aumentos salariais e aumentos de preços.

    17) Assim, ao mesmo tempo em que uma construtora passa a demandar mais engenheiros, arquitetos, mestres-de-obras, corretores, vendedores, relações públicas etc., os setores de serviço e comércio continuam demandando com a mesma intensidade esses profissionais, pois as pessoas não estão poupando, o que significa que o consumo segue aquecido em todos os setores — a redução dos juros, como dito, não veio da poupança, mas sim da criação de dinheiro pelo governo.

    18) Igualmente, ao mesmo tempo em que tijolos, cimento, argamassa, vergalhões, azulejos, encanamentos, pias, vasos sanitários passam a ser demandados por incorporadoras, estes mesmos itens passam a ser demandados por construtoras de shoppings, por pessoas reformando suas casas, por novos comércios sendo abertos e por obras de infraestrutura ao redor do país.

    19) O desemprego cai e os preços e os salários sobem. 

    20) Enquanto estiver havendo essa expansão monetária, mas os preços continuarem contidos — subindo a um ritmo moderado —, os números positivos da economia irão durar. A demanda por bens e serviços irá continuar em alta. Os estoques das empresas serão prontamente vendidos. Apartamentos continuarão sendo vendidos na planta. Novos empreendimentos continuarão sendo iniciados. Carros zero continuarão sendo vendidos aceleradamente. Novos restaurantes e novas lojas continuarão sendo abertos. Os preços e os lucros continuarão subindo. Trabalhadores continuarão encontrando empregos a salários nominais cada vez maiores.

    21) No entanto, tal expansão econômica não pode durar. Em algum momento, essa expansão monetária começará a provocar um aumento generalizado nos preços. 

    22) A consequência é que esse aumento de custos vai ficando fora do controle das empresas que estavam realizando investimentos. Quando começaram a investir, elas não previam (e não tinham como prever) que haveria esse rápido aumento em seus custos (tanto de mão-de-obra quanto de matéria-prima).

    23) O aumento generalizado nos preços e nos custos força as empresas a obterem mais empréstimos (ou a refinanciar seus empréstimos) para que possam finalizar seus projetos já iniciados. Mais recursos passam a ser demandados.  Essa busca por mais crédito provoca um aumento dos juros dos empréstimos. 

    24) Entretanto, o Banco Central pode intervir aumentando o ritmo das injeções de dinheiro no sistema, evitando temporariamente essa subida nos juros. Porém, tais injeções de dinheiro farão com que haja ainda mais distorções nos preços relativos e na estrutura de produção da economia, reiniciando o ciclo de mais procura por crédito. 

    25) Isso vai se repetir até o momento em que o Banco Central resolver reduzir o ritmo das injeções monetárias e deixar os juros subirem gradualmente.

    26) Mesmo que o Banco Central continuasse injetando dinheiro indefinidamente, uma hora os bancos teriam de aumentar os juros dos seus empréstimos, pois a expansão monetária estaria provocando um inevitável aumento de preços.  Assim, se os bancos não aumentassem os juros cobrados, eles simplesmente receberiam — no momento da quitação do empréstimo — um dinheiro com um poder de compra menor do que o que esperavam receber quando concederam o empréstimo.

    27) Enquanto isso, os preços dos fatores de produção (mão-de-obra e bens de capital) seguem subindo, por causa da forte demanda.  Quanto mais os preços dos fatores de produção sobem, mais desesperadas por novos empréstimos ficam aquelas empresas que deram início a projetos de longo prazo levadas pela crença de que o crédito seria farto e barato durante muito tempo, e que os lucros seriam fáceis.  O aumento dos preços — e, por conseguinte, dos juros — altera seus planos. 

    28) Esse aumento dos juros, de um lado, inviabilizará a conclusão desses empreendimentos de longo prazo — sejam eles a construção de shoppings, a construção de prédios, a expansão de indústrias ou até mesmo a abertura de franquias de restaurantes. De outro, reduzirá a demanda dos consumidores, pois os empréstimos para consumo encareceram.

    29) Aí começam os calotes. Aí começa a derrubada de prédios inacabados.

    30) Quando isso ocorre, há um processo de correção na economia, também conhecido como recessão.  A mão-de-obra que foi desviada para setores que se expandiram apenas por causa dos juros artificialmente baixos — indústrias e qualquer grande empreendimento de longo prazo — descobrirá que suas habilidades não mais estão sob demanda.  Elas perdem o emprego e passam a ter de se reeducar para adquirir novas habilidades para outros empregos, os quais provavelmente estarão agora no setor de serviços e comércio.

    31) Ou seja, a economia entra em recessão porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais não houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão do crédito).

    32) Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

    33) O período da expansão econômica irá terminar e dar-se-á início à recessão.  Quanto mais cedo esta vier, menor terá sido a destruição de capital desse período da expansão.

    Uma explicação mais sucinta e mais generalizada (voltada não apenas para o setor imobiliário) pode ser vista aqui:

    www.mises.org.br/article/3297/a-relacao-entre-juros-artificialmente-baixos-cambio-depreciado-e-degradacao-ambiental
  • Um Cão  20/09/2021 15:39
    Comentário digno de Artigo, já até salvei em arquivo.
  • Vinícius  19/09/2021 01:03
    Desde 2012 falam que a China tem uma bolha imobiliária e que essa bolha vai estourar. O fato é que a economia da China está firme e sólida. Essa questão da Bolha Imobiliária começou a ser especulado em 2017 e a China já está a anos tomando ações macroeconômicas para impedir tal bolha.
  • Classe média  19/09/2021 01:12
    Classe média se arrepende de PJ e prefere CLT, confira:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/09/depois-de-aumentar-renda-com-pejotizacao-classe-media-sente-saudades-da-clt.shtml

    Eai camaradas?
  • Vladimir  19/09/2021 17:23
    Acabaram de descobrir na pele o que sempre foi dito aqui: empreender é para poucos, e é muito melhor e mais confortável ser assalariado. Não há preocupação nenhuma, há fins de semana, e no fim do mês o salário tá garantido.

    Aliás, se essa notícia for realmente verdadeira, acaba de ser enterrada toda a teoria da esquerda, que diz que o trabalho assalariado é exploração. Tão logo os assalariados "arrebentaram os grilhões da exploração capitalista" e se tornaram eles próprios os capitalistas donos dos meios de produção, viram que o negócio é muito mais difícil, e voltaram correndo para ser assalariados.
  • Régis  19/09/2021 17:25
    Essa notícia é espetacular. Marx acaba de ser enterrado. Se entregaram aos proletários a propriedade dos meios de produção, eles prontamente irão recusar e irão exigir voltar a ter patrões.
  • Daniel Cláudio  19/09/2021 17:36
    Descobriram que é melhor ser assalariado, batendo ponto e recebendo ordens de patrão do que ser empreendedor autônomo.

    Vida de trabalhador de carteira assinada de fato é muito mais folgada e gostosa. Empregado tem fim de semana, feriado, férias, não leva serviço pra casa, não tem preocupação com fluxo de caixa, não tem pressão de fornecedor, não tem encheção de saco de cliente, e no fim do mês o dinheiro tá garantido na conta, sem atraso. E ainda é cheio de direitos e, tendo um advogado esperto, consegue levar uma bolada do patrão. Não tem do que não gostar.
  • Robson Santos  20/09/2021 04:25
    Não entendi o espanto aqui ou alguma novidade que acham que acabou de ser comprovada, alguns dizendo que Marx foi enterrado... Gostaria de saber aqui quem de vocês trabalhou em uma empresa com muitos funcionários e a maioria deles dizia que preferia um cargo de liderança ou ainda empreender... O "peão" é maioria, e é manobrado o tempo todo a se dizer que é explorado e agita o caos, não está nem aí se suas exigências ou expectativas são coerentes com sua função, não se importa que o mundo se exploda, desde que não perca seus direitos ou sua PLR. Como alguém assim se preocupa com liderança ou em empreender, para saber que provavelmente não conseguirá?? Só os que tem garantido seu butim... Existem de fato os que simplesmente não são capazes e só procuram colaborar no ambiente de trabalho, e até prosperam e se acomodam assim, sem induzir caos. Esse não é nem o tal de "colaborador", outro termo progressista inventado, é só um empregado consciente de suas capacidades, que se não é instado a evoluir ou fazer algo maior, também não atrapalha. Acaba injustamente com a pecha de pelego, propositadamente inflamada pela esquerda sindicalista.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  20/09/2021 07:11
    Pois é. Estava eu pensando esses dias sobre as cooperativas. São mais baratas para se constituir que uma empresa normal em regra. Possuem isenções fiscais e jurídicas em maior conta que as empresas. Partem do princípio de que todos os cooperados são donos. Por que então não existem mais um bocado delas por aí?
  • Imperiont  20/09/2021 17:47
    O governo as restringe. As facilidades do governo são para os empresários parasitas. Já as MEI e cooperativas têm funcionamento limitado na hora de ofertar bens e serviços. E também o problema das cooperativas: ao invés do cooperado receber proporcional ao que produz na sociedade, ele quer receber por igual, sem fazer por igual aos demais. Na prática, quem faz mais, produz mais, na sociedade, tem que subsidiar quem não faz e/ou faz pouco.

    Na prática, então, o modelo das cooperativas no Brasil não é tão bom pra empreender.
  • Luis Alberto Machado  19/09/2021 01:25
    China, uma Torre de Vidro. Como toda Nação Ditatorial ( O PCC é o mesmo de Mao) , a propaganda é a forma de convencer os INCAUTOS a aderir ao projeto. O Ocidente bancou a China, em geral porque o Capital não tem lado, e sem escrupulo politico não perde a oportunidade. O PCC Investe pessimamente o "ouro concedido" e ao invés de Liberdade, produzem uma IMAGEM DE PODER EMERGENTE. O Destino da CHINA é o CAOS, isso é inevitável, e as intererecias do Estado Comunista na economia só aceleram o fim. O Seu Exército é outra propaganda bem clara, baseada em NUMEROS que nao se pode comprovar, mas em sua maioria de material de baixa qualidade e para um tipo de Guerra não comum hoje em dia, tenta demonstrar força contra o ENORME PODERIO AMERICANO. O que a CHINA tem ? Novamente a propaganda...a força da RETÒRICA, e numa época aonde dizer " vou destruir o Japão com bombas atõmicas " é algo proibido para qulauqer Nação Civilizada, para a CHINA não se questiona. O Mundo pressiona Naçoes sobre POLUIÇÂO, uso de combustivel fóssil, destruição de recursos hídricos, tanto em rios como no mar, MENOS À CHINA, o maior poluidor, o maior destruidor de recursos hídricos. O que precisamos entender é porque o mundo aplaude essa Nação medonha e inescrupulosa? Quem são as pessoas, organizações e Nações que se beneficiam da propaganda Chinesa? Esses , mais que o PCC Chines, são os que conduzem o Circo Chines, o Castelo de Cartas, algo que começou a ruir, e o mundo ainda vai conhecer. Mas existem sempre as Guerras que podem embaralhar as cartas e ofuscar a visão. O Castelo de Vidro está rachando.
  • cmr  20/09/2021 01:43
    Senso comum nível "hard" você.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  20/09/2021 07:34
    "Quem são as pessoas, organizações e Nações que se beneficiam da propaganda Chinesa? "

    Da propaganda só os tolos, mas de sua economia o mundo inteiro se beneficia de alguma forma. Vejamos:

    -O baixo preço das mercadorias chinesas ajuda a segurar a inflação mundo afora;

    -A propensão a poupar deles ajuda a financiar os déficits de governos (principalmente o norte-americano) através da compra de títulos públicos;

    -Seu imenso mercado consumidor ajuda a dar sobrevivência a diversas empresas e países do mundo todo que lá vendem seus produtos;

    -Sua mão-de-obra barata e disciplinada, baixos impostos e a boa infraestrutura de exportação igualmente ajudou muitas empresas estrangeiras lá instaladas que de outra forma, poderiam hoje ter fechado as portas devido ao fato de não contarem com alguns (ou nenhum) dos itens citados em seus países de origem.
  • Revoltado  20/09/2021 18:20
    Resposta:

    São os mesmos proliferadores das agendas nefastas sobre o globo: feminismo, abortismo, gayzismo (com ideologia de gênero para crianças que nunca ouviram a palavra "puberdade").

    China não é criticada mais abertamente, por conta de ser a propagadora da propaganda socialista e financiar ONGs que trabalham com as agendas que mencionei acima.

    Quando você é vermelho na ideologia e controla o meios mainstream (vide Bandeirantes de TV e o país asiático), pode-se relativizar tudo, no caso mais emblemática, eliminar metade da população mundial deve morrer para equilibrar o que chama de meio-ambiente com a mão esquerda, enquanto que, com a direita, despeja de bosta a elementos químicos/radioativos sobre as mesmas áreas dentro do próprio país.

    A culpa das mazelas sempre recai sobre o Ocidente, personificado no homem branco cristão cisgênero heterossexual liberal/conservador.
  • Trader  20/09/2021 14:15
    Mercados mundiais colapsando hoje, principalmente o setor financeiro. O que deve ter de banco (inclusive gringo) lotado de papel da Evergrande, e que vai tomar calote, é dantesco.

    Minério de ferro desabou de US$ 230 para US$ 95.

    A única boa notícia é que, com o colapso das commodities, as pressões inflacionárias ficam reduzidas. Mas o real vai sofrer.
  • Os que se elevam serão rebaixados e os que se humilham serão elevados?  20/09/2021 21:15
    Cabe ao IMB acompanhar bem essa crise chinesa...será que as previsões de vocês estavam certas de novo?
  • imperiont  20/09/2021 22:33
    e dollinnho vai a 5.33
    mercado tá espera do ato do Copom ( dia 22/09/2021)
    eles demoram tanto pra subir, que os juros continuam negativos
    www.google.com.br/amp/s/g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2021/09/20/dolar.ghtml?espv=1
  • rraphael  21/09/2021 00:49
    ever grande é até comico de tao ironico
    quanto mais alto, maior o tombo
  • weberth mustapha  22/09/2021 17:51
    Lockdowns que destruíram momentaneamente a cadeia de produção mundial;
    Impressão descontrolada de dinheiro pelos bancos centrais para bancar o povo em casa;
    Queda do PIB mundial devido ao lockdown;
    Crises militares pelo mundo;
    Colapso chinês;

    Isso é um bolo para uma gigantesca crise??
  • Ze  22/09/2021 23:46
    a china foi o voo da galinha entao?...


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