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O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da década de 2000

 

O artigo abaixo foi originalmente publicado em setembro de 2015 e segue sem absolutamente nenhuma alteração.


Não, não foi a China. A China ajudou, é claro, mas a China nem de longe explica toda a nossa economia.

O forte crescimento econômico da China durante toda a década de 2000 de fato fez com que aquele país se tornasse um voraz e insaciável consumidor do minério de ferro e da soja produzidos no Brasil. Tal fenômeno explica, e muito, os bons resultados obtidos no Brasil pelo setor da mineração e da soja, bem como os bons resultados de todas as cadeias produtivas associadas aos setores da mineração e da soja, omo o de maquinário agrícola e de caminhões.

Mas nem de longe a China explica toda a economia brasileira. Para se ter uma ideia, de tudo o que o Brasil exporta para a China, os produtos manufaturados não chegam nem a 5%. Isso significa, por exemplo, que a indústria brasileira — que cresceu forte no período 2004 a 2011, e entrou em retração em 2012 — nem de longe tem a China como principal cliente.

Os setores de maquinário agrícola (para a colheita da soja), de maquinário pesado (para as mineradoras) e de caminhões (para fazer o transporte da soja e do minério) de fato se beneficiam da expansão chinesa, mas estes setores não explicam toda a economia brasileira.

A renda das pessoas crescendo anualmente, shoppings lotados e restaurantes com filas de espera, aeroportos abarrotados, pobres podendo pagar passagens de avião, pobres se tornando classe média, empregadas domésticas tendo aumentos salariais e podendo mandar filhos para a escola, carros zero sendo vendidos em quantidades crescentes, boom imobiliário e apartamentos sendo vendidos ainda na planta, empresas tendo seus estoques prontamente vendidos, novos empreendimentos sendo iniciados diariamente, trabalhadores encontrando empregos a salários nominais cada vez maiores — todos esses fenômenos ocorreram por todo o país e se tornaram corriqueiros no período 2004-2011, mas eles não são explicados pela China.

Ademais, a participação das exportações na economia brasileira é ínfima, não chegando nem a 12% do PIB. Tal valor só é maior que Afeganistão, Burundi, Sudão, República Centro-Africana e Kiribati. A média global é de 29,8% do PIB.

Ou seja, não foi a China.

Houve um ajuste, mas ele também não explica tudo

Tão logo o governo Lula assumiu o poder em janeiro de 2003, houve um ortodoxo e surpreendente ajuste da economia para corrigir todos os desequilíbrios causados por sua eleição em 2002.

Vale lembrar que a eleição de Lula e do PT — um partido que até então pregava abertamente o rompimento de “tudo que aí está”, que defendia abertamente a adoção de uma economia socialista, o rompimento de contratos, a estatização dos meios de produção, a reforma agrária na marra, o calote das dívidas interna e externa, o poder ilimitado dos sindicatos, as greves etc. — gerou um clima de total incerteza entre empresários e investidores estrangeiros, de modo que o resultado não poderia deixar de ser outro: a economia vivenciou uma crise gravíssima no final de 2002.

Houve fuga de capitais, o câmbio disparou e o dólar foi a quase R$ 4. Consequentemente, o IPCA, por causa da disparada do câmbio, fechou o ano em 12,5%.

Ninguém tinha confiança em nada, pois o futuro governo não apenas era uma incógnita, como também iria assumir em meio a uma situação econômica muito delicada.

Mas então o governo Lula surpreendeu a maior parte do mercado e nomeou uma equipe econômica tida como ortodoxa e conservadora, liderada por um banqueiro de carreira internacional consagrada, Henrique Meirelles, e por um médico que era visto como um entusiasta da ortodoxia econômica, Antonio Palocci.

O resto da equipe econômica era formada exclusivamente por técnicos, sem nenhum quadro do PT ocupando os grandes cargos. Nomes renomados como Joaquim Levy (sim, o próprio), Marcos Lisboa e Murilo Portugal foram pra Fazenda, ao passo que Alexandre Schwartsman, Ilan Goldfajn e o durão Afonso Beviláqua (que era o terror dos heterodoxos, pois queria um IPCA próximo de 3%) foram para o Banco Central.

A simples nomeação dessa equipe econômica gerou uma surpresa positiva.

E quando essa equipe econômica sinalizou claramente que a política econômica adotada seria baseada no cumprimento de contratos, na liberdade de preços, em uma política fiscal austera, na elevação do superávit primário para 4,25% do PIB (hoje é necessária muita maquiagem contábil pra se chegar a 0,7%), e em uma política monetária dura e restritiva, que seria garantida por um Banco Central que teria total autonomia operacional, a confiança começou a voltar ao mercado.

O processo, no entanto, não foi indolor.

Em 2003, essa equipe econômica fez um ajuste brutal.  Para conter a disparada do IPCA, a taxa SELIC foi elevada pra 26,50%.

O superávit primário foi de 4,3% do PIB (acima da meta já alta de 4,25%).

Nos primeiros 6 meses de 2003, que foi o período em que a SELIC ficou em seu valor mais alto, o consumo doméstico chegou a cair 11% . E o desemprego foi para 13%.

Isso, sim, foi austeridade para espanhol, grego, português, irlandês nenhum botar defeito.

Mas esse ajuste foi tão forte e tão surpreendente — ninguém esperava isso de um governo de esquerda –, que o mercado reagiu muito positivamente, tanto investidores e especuladores estrangeiros quanto empresários e consumidores.

A partir do momento em que houve um ajuste tão forte, e esse ajuste começou a dar resultado, algumas coisas começaram a acontecer.

Primeiro, a inflação de preços acumulada em 12 meses começou a cair rapidamente, indo de 17% para 5,2% em um ano, sendo este o menor valor desde 1999. A rápida queda na inflação de preços e o cenário de estabilidade política e econômica geraram a confiança necessária para o retorno dos investimentos e, por conseguinte, do crescimento econômico.

Aquela equipe econômica entendia que investimentos só ocorrem quando, além de um mínimo de estabilidade política, a inflação de preços é baixa e as contas do governo estão arrumadas, o que gera previsibilidade e confiança.

Afinal, quando um empreendedor faz um investimento voltado para o longo prazo — quando ele decide construir novas instalações ou ampliar as instalações de sua empresa, ou mesmo quando ele pensa em contratar mão-de-obra –, é crucial que ele tenha um mínimo de certeza a respeito do poder de compra da moeda no futuro, que é quando investimento dele estará pronto e ele começará a auferir as receitas dele.

O mesmo vale para os consumidores.  Ao verem que seu orçamento está apertado, que seu poder de compra está caindo e que não há perspectiva de melhora, eles acabam sendo obrigados a apertar os cintos e a consumir apenas o essencial.

Quanto ao orçamento do governo, se as contas estiverem em descalabro, os investimentos inevitavelmente serão afetados, pois os empresários e investidores sabem que inevitavelmente haverá aumento de impostos e abolição de isenções para equilibrar o orçamento, o que gerará custos adicionais para as empresas e mudará totalmente o cenário no qual elas inicialmente basearam seus planos de investimentos.

Com o ajuste feito em 2003 e a subsequente estabilização da economia, houve um substancial aumento do investimento, do crédito e da quantidade de pessoas empregadas, as quais não apenas expandiram o mercado de consumo interno, como também aumentaram a plataforma produtora de exportação.

Mesmo no agronegócio, a expansão na maior parte do período 2003-2011 foi baseada em aumento de volumes, produtividade e área plantada.  Isso também foi fruto da estabilidade, da confiança e do aumento dos investimentos.

Mas apenas esse ajuste ainda não explica o crescimento da década.

O primeiro mistério: o crédito disparou, mas os preços se mantiveram relativamente comportados

O fenômeno mais notável dessa estabilização econômica foi o aumento acentuado do crédito, algo até então inédito na história do real.  O crédito disparou porque o nível de confiança aumentou, fazendo com que consumidores passassem a consumir mais e empresários voltassem a investir mais.

Eis o gráfico da expansão do crédito, que começa em 1994, logo na criação do real, e vai até o final de 2011.

Gráfico 1: expansão do crédito no até o final de 2011

Observe que é justamente em 2004 que a expansão adquire um crescimento exponencial

Vale ressaltar, como já inúmeras vezes explicado por este site, que esse gráfico mostra a quantidade de dinheiro que os bancos (privados e públicos) estão jogando na economia.

No nosso atual sistema monetário e bancário, o processo de expansão do crédito gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia. Quando uma pessoa ou empresa pega empréstimo, os bancos criam dinheiro do nada — na verdade, meros dígitos eletrônicos — e simplesmente acrescentam esses dígitos na conta do tomador do empréstimo.

Ou seja, todo esse processo de expansão de crédito nada mais é do que um mecanismo que aumenta a quantidade de dinheiro na economia.  Explicar o funcionamento do sistema bancário está fora do
escopo desse artigo, de modo que basta dizer que os bancos, quando emprestam dinheiro, criam dígitos eletrônicos do nada, e esses dígitos eletrônicos representam dinheiro.

Esse processo de expansão do crédito afeta os principais números da economia, como PIB, emprego, renda e inflação de preços. Um aumento da quantidade de dinheiro na economia, gerado pela criação de crédito bancário, faz com que, no primeiro momento, enquanto os preços ainda não foram afetados, aumente o consumo, aumente a demanda por mão-de-obra em todos os setores da economia, aumente o emprego (na indústria, na construção civil, nos setores de serviço, varejista e comércio em geral), aumentem os salários, aumente a renda nominal, e aumente os investimentos.

Mas todo esse processo contínuo só dura enquanto os preços — tanto dos bens e serviços quanto dos salários — se mantiverem relativamente comportados. Caso eles comecem a subir forte, e as injeções de crédito continuem, haverá um aumento ainda mais forte dos preços e dos salários, podendo levar a um grande descontrole inflacionário.

Normalmente, antes de se chegar a esse ponto, o Banco Central — que trabalha com metas de inflação — atua para conter a escalada dos preços. E ele faz isso subindo os juros para desacelerar essa expansão do crédito e, tão importante quanto, para alterar as expectativas inflacionárias das pessoas, fazendo com
que os formadores de preço — dentistas, encanadores, advogados, mecânicos, indústrias e comércio — incorporem essa expectativa de que a inflação será controlada e, consequentemente, parem de reajustar seus preços baseando-se nessas expectativas.

Mas o que realmente chama a atenção no período 2004-2011 é que o crédito disparou, a taxa básica de juros (SELIC) controlada pelo Banco Central desabou (de um máximo de 26,50% para um mínimo de 8,75%), e os preços se mantiveram relativamente comportados, com o IPCA acumulado em 12 meses chegando a bater em 2,97% no início de 2007, mesmo com a exponencial expansão do crédito mostrada
no gráfico acima.

Gráfico 2: evolução do IPCA acumulado em 12 meses, de 2003 a 2010

Foi a primeira vez na história do real que isso aconteceu — crédito se expandindo exponencialmente e preços se desacelerando também fortemente.

Aliás, foi a primeira vez desde 1914 que isso aconteceu.

Embora seja verdade que a estabilidade da economia à época — para ficar numa expressão muito cara aos economistas ortodoxos — tenha ajudado o Banco Central a “ancorar as expectativas inflacionárias dos
agentes econômicos”, apenas isso não explica esse descompasso entre, de um lado, expansão exponencial do crédito, salários crescentes e produtividade baixa e, de outro, inflação de preços decrescentes.

Qual o elemento que fecha essa equação aparentemente desequilibrada?

A guerra no Iraque

Foi em março de 2003 que o governo americano iniciou a invasão do Iraque para derrubar Saddam Hussein.  Uma incursão militar que aparentemente seria rápida — a última operação militar americana realizada no Iraque, a Tempestade no Deserto, iniciada em janeiro de 1991, durou menos de 2 meses — acabou se estendendo por quase uma década e custando, tanto financeiramente quanto humanamente,
muito mais do que o inicialmente estimado.

E daí?

E daí que, se há algo que a história comprova, é que guerras são péssimas para a moeda dos países envolvidos.  Guerras geram enormes custos militares e extra-orçamentários, os quais são cobertos majoritariamente via endividamento do governo e inflação monetária. O próprio Império Romano teve sua derradeira queda precipitada pela adulteração de moeda. Rússia e Ucrânia vivenciaram um derretimento de suas moedas ao entrarem em conflito recentemente.

Os EUA também não escapam dessa lei econômica. Sua moeda pode não se desintegrar por completo, é claro; porém, enquanto durar o conflito e enquanto este for intenso, a moeda sofre.

As consequências sobre o dólar

Até 2002, o dólar vinha de duas décadas de inabalável robustez. Em 2002, porém, ele começa a perder força, muito provavelmente por causa do início do confronto no Afeganistão (causado, por sua vez, pelos atentados de 11 de setembro). A partir de 2003, com a invasão do Iraque, o dólar entra em queda livre perante todas as outras moedas do mundo.

O gráfico abaixo — que mostra a evolução do dólar em relação a uma cesta formada pelas principais moedas mundiais — mostra o que aconteceu.

Gráfico 3: evolução do valor do dólar perante uma cesta contendo as principais moedas do mundo

Repare que é justamente no período 2003-2011 que o dólar segue em contínuo declínio, chegando à sua mínima em meados de 2011, recuperando-se a partir de 2012, e fortemente a partir de meados de 2014.

A evolução do preço do ouro em relação ao dólar conta a mesma história. Foi em 2003 que
a coisa começou a degringolar. O gráfico a seguir mostra a evolução do preço de uma onça (31,1 gramas) de ouro em dólares:

Gráfico 4: preço, em dólares, de uma onça de ouro

Nesse mesmo período, 2003 a 2011, o dólar se desvalorizou acentuadamente em relação a todas as moedas do mundo.

Veja nesses links a desvalorização do dólar em relação ao franco suíço, à libra esterlina (vale ressaltar que o Reino Unido também entrou na guerra no Iraque), ao euro, ao dólar canadense, ao dólar australiano, ao peso chileno, ao peso colombiano, ao sol peruano.

E veja aqui a desvalorização do dólar em relação ao real.

Gráfico 5: evolução da taxa de câmbio real/dólar

Agora compare a evolução do câmbio acima com a evolução do IPCA abaixo, no mesmo período.

Gráfico 6: IPCA acumulado em 12 meses, de 2000 a 2015

Nota-se que, de 2003 até 2010, a contínua valorização do real em relação ao dólar — ou, dito de outra forma, a contínua desvalorização do dólar perante o real — ajudou, e muito, a conter a pressão nos preços exercida pela expansão do crédito, pelo aumento da renda e pela baixa produtividade.

Ou seja, de um lado, o crédito se expandia e isso fazia com que a renda, o emprego e o consumo crescessem; de outro, como o preço do dólar caía continuamente, isso fazia com que todos os produtos importados, bem como todos os produtos nacionais cuja produção utilizasse insumos com componentes importados, não subissem de preço.

E esse impacto do dólar é muito maior do que muitos imaginam. Os preços dos remédios (85% da química fina é importada), do pão (o trigo é uma commodity precificada em dólar e é majoritariamente
importada), das passagens aéreas (querosene é petróleo, e petróleo é cotado em dólar), das passagens de ônibus (diesel também é petróleo), de todos os importados básicos (de eletroeletrônicos e utensílios domésticos a roupas e mobiliários) e até mesmos os preços dos aluguéis e das tarifas de energia elétrica (ambos são reajustados pelo IGP-M, índice esse que mensura commodities e matérias-primas, ambas sensíveis ao dólar) são afetados pelo dólar.

Também os preços dos alimentos, especialmente as carnes bovina e suína, sofrem impacto direto do dólar. O farelo de soja, por exemplo, é utilizado como ração para bovinos e suínos, e a soja é uma commodity cotada em dólar. Se o dólar fica mais barato, os custos dos pecuaristas para alimentar seus animais ficam mais contidos, o que diminuiu a pressão por repasses de preços.

Ou seja, se o dólar fica continuamente mais barato, não há pressão altista sobre todos esses itens supracitados.  Consequentemente, a expansão do crédito pode durar mais tempo sem gerar carestia generalizada. A renda real das pessoas cresce em decorrência do fato de a expansão do crédito estar gerando um aumento da renda nominal sem um proporcional aumento dos preços.

Nesse cenário, apenas o setor de serviços — que não sofre concorrência externa e que sofrerá um forte aumento de demanda justamente por causa da elevação da renda real das pessoas — tem mais liberdade para aumentar preços. E foi exatamente isso o que aconteceu.

O dólar em contínuo enfraquecimento ajudou enormemente a economia brasileira — e também o governo

Podemos especular sobre as reais causas do enfraquecimento do dólar.

Teria sido apenas a guerra no Iraque?

Teria sido a guerra no Iraque em conjunto com a forte expansão do crédito ocorrida nos EUA nesse mesmo período, a qual aditivou a bolha imobiliária no país?

Teria a bolha imobiliária sido causada justamente pela desvalorização do dólar em decorrência da guerra no Iraque? Isso é bem possível. Como explicou Mises, uma desvalorização da moeda tende a gerar uma corrida para ativos reais, que e isso pode ter levado à bolha imobiliária americana. As pessoas pegavam empréstimos, compravam imóveis e revendiam a preços ainda maiores. Há quem sustente essa tese de que a bolha imobiliária americana nada mais foi do que uma inevitável reação das pessoas à desvalorização do dólar causada pela guerra no Iraque.

O fato inconteste, no entanto, é que, quaisquer que tenham sido suas causas, a desvalorização do dólar está por trás de todo o boom econômico vivenciado não só pelo Brasil, mas por toda a América Latina na
década de 2000.

Em períodos normais — isto é, quando o dólar está forte e estável –, expansões do crédito nos países periféricos tendem a rapidamente gerar carestia, pois tais expansões, além de aumentarem a quantidade de dinheiro na economia, também geram desvalorizações na taxa de câmbio, o que rapidamente obriga os bancos centrais a subirem os juros e abortarem essa expansão do crédito.

Porém, se uma expansão do crédito for acompanhada de uma apreciação da taxa de câmbio — isto é, de uma desvalorização do dólar –, a carestia fica bem mais contida, permitindo assim que a expansão do crédito dure mais tempo e eleve continuamente a renda, o emprego e o consumo, e sem gerar grandes pressões nos preços.

Esse, aliás, é o melhor dos cenários: renda, emprego e consumo aumentam continuamente, mas os preços ficam contidos, o que permite que tal ciclo dure muito mais tempo do que duraria em “épocas normais”.

Mais ainda: com uma contínua expansão do crédito, as receitas do governo também aumentam. Como há mais dinheiro sendo criado, e os preços estão bem comportados por causa do dólar, as pessoas consomem mais, os empresários investem mais e empregam mais, e a renda de todos aumenta. Consequentemente, o governo arrecada mais impostos (tanto sobre a renda quanto os indiretos) e pode se dar ao luxo de aumentar seus gastos, inclusive o salário do funcionalismo público.

Lula surfou, e muito, nesse cenário.

Um rápido comentário sobre o boom das commodities

Quem também se deu muito bem com a desvalorização do dólar foram as mineradoras.

Há muita confusão a respeito do boom das commodities ocorrido na década passada. Sim, a China influenciou bastante, mas o papel do dólar foi decisivo. O boom das commodities está intimamente ligado ao dólar fraco.

Todas as commodities (de minério de ferro a petróleo) são precificadas em dólar. Sendo assim, sempre que o dólar está fraco, os preços das commodities estão em alta, e vice-versa. Sempre.

O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi “auxiliado” pelo enfraquecimento do dólar. E o atual “arrefecimento” das commodities também está ligado ao fortalecimento do dólar. O gráfico do dólar em relação ao ouro, mostrado acima, ilustra perfeitamente esse fenômeno.

E como as receitas e as dívidas das mineradoras são cotadas em dólar, elas sofrem diretamente esse ciclo econômico gerado pela flutuação do valor do dólar: o enfraquecimento do dólar gera um aumento nos preços do minério, e isso leva as mineradoras a expandirem seus investimentos. Tão logo o dólar se fortalece, as commodities caem de preço e todos esses investimentos expansivos se revelam errôneos. E então cortes de custos — demissões — são feitos.

A Vale está passando por isso. As petrolíferas americanas também.

O melancólico fim

Tudo o que se baseia em fundamentos flácidos irá eventualmente desabar. No caso brasileiro, tão logo o dólar começou a se fortalecer em 2012 (vide gráficos 3 e 4), todo o arranjo se esfacelou.

Aquela aparentemente mágica capacidade do governo Lula de fazer com que renda e emprego aumentassem contínua e duradouramente sem gerar carestia foi desmascarada. Tal
cenário não mais existe. E nada indica que ele voltará tão cedo.

Por si só, um aumento do dólar já seria o suficiente para desarranjar toda a economia. Porém, os efeitos desse aumento do dólar foram intensificados pelas políticas implantadas pela pavorosa “Nova Matriz Econômica“, a qual surgiu ainda no final de 2008, mas que foi acentuada no governo Dilma Rousseff.

Sem a Nova Matriz Econômica, a grande expansão do crédito teria gerado “apenas” endividamento das pessoas (por causa do crédito farto e barato) e investimentos errados (os quais se revelariam sobredimensionados tão logo a carestia se manifestasse, a renda real estagnasse e ficasse comprovado que não havia demanda para tais investimentos).

Com a Nova Matriz Econômica, porém, os desarranjos foram amplificados. Além do endividamento
recorde
e dos investimentos errôneos das indústrias, tivemos também disparada nos preços da gasolina
e da energia elétrica, grande queda na renda real das pessoas, pedaladas fiscais e desarranjo nas contas do governo, perda do grau de investimento, e uma disparada ainda mais intensa do dólar, o que está causando uma carestia generalizada.

Os contínuos aumentos dos gastos do governo durante a era Lula — os quais foram possibilitados justamente pela expansão do crédito e do dólar fraco — e que foram amplificados pelas pedaladas fiscais do governo Dilma, estão agora cobrando seu preço. Com as subidas dos juros efetuadas pelo Banco Central, a expansão do crédito desacelerou, levando consigo a renda, o emprego e os salários. Consequentemente, a arrecadação do governo também caiu.

Dilma partiu do princípio de que poderia continuar aumentando os gastos no mesmo ritmo de Lula. Mas as receitas do governo secaram. Agora, ela convocou toda a população para pagar a conta de suas pedaladas fiscais e da esbórnia fiscal herdada do governo Lula.

Em simultâneo a tudo isso, há um grande caos no cenário político: Dilma está ameaçada de impeachment por ter se elegido com o dinheiro desviado da Petrobras (segundo os delatores Ricardo Pessoa, Fernando Baiano, Pedro Barusco e Alberto Youssef) e também por ter feito as já famosas pedaladas fiscais no primeiro mandato, o que configuraria crime de responsabilidade fiscal.

E, por se tratar de fatos que envolvem a campanha eleitoral, o então candidato à vice-presidência e atual ocupante do cargo, Michel Temer, também pode ser engolfado pelas denúncias.

Mas não pára por aí: os sucessores diretos da presidente da República — que são o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o do Senado Federal, Renan Calheiros — também estão envolvidos em inquéritos no STF, e podem ser igualmente derrubados.

Ou seja, simplesmente não se sabe quem sobrará inteiro.

Tudo isso fez o dólar disparar, ironicamente levando o país a viver um cenário exatamente oposto ao da década passada.

Conclusão

Foi o dólar quem nos entregou uma quimera que durou quase 10 anos, e é ele quem está agora nos trazendo — e sem delicadezas — de volta à realidade.

Nesse atual arranjo de dólar em disparada e de governo totalmente incapaz de cortar seus gastos, a única maneira de o Banco Central entregar uma inflação de preços relativamente tolerável é gerando uma brutal recessão (por meio de juros crescentes) que eleve acentuadamente o desemprego, reduza salários e acabe com a demanda.

Em um cenário de dólar em disparada e de esbórnia fiscal, não há como conter uma carestia sem ser por meio de recessão, desemprego e queda na renda. Apenas essa conjunção de fatores pode impedir um grande repasse cambial aos preços.

Obviamente, nesse cenário, as empresas e os empreendedores ficam asfixiados. Eles pagam cada vez mais caro pelas importações, mas não podem repassar esses custos para os preços. Consequentemente, eles vão se tornando cada vez mais descapitalizados, o que afeta sua capacidade de investimento e de contratação de mão-de-obra.

Desnecessário dizer que tal cenário também não ajuda em nada quem está endividado e desempregado.

No final, toda a economia foi destruída pelo governo. É o preço do descalabro, o qual foi possibilitado por uma conjuntura externa atípica e que foi erroneamente interpretada à época. Confundiu-se moeda estrangeira fraca com prosperidade nacional eterna, e concluiu-se que os bons resultados obtidos dispensavam o governo de obedecer às irrevogáveis leis da economia. Gastos foram elevados e nenhuma reforma estrutural foi feita.

O mesmo é válido para a América Latina. Não fosse o dólar, não teria como tais países apresentarem bons números apenas na base do populismo.

Tal cenário de bonança pode se repetir? Poder, pode. Caso o próximo presidente dos EUA seja um belicista que enfie o país em novas aventuras militares, ou seja um trapalhão econômico que invente novas heterodoxias, é bem possível. Mas é bom não contar com isso.

Impeachment ajuda? Ajuda muito. Mas se chegamos ao ponto em que a única solução viável é o impeachment, então o estrago foi profundo e não será corrigido com uma simples mudança no líder do executivo.

Quanto a Lula, embora tenha o mérito de ter montado uma boa equipe econômica no seu primeiro mandato, ele deve boa parte de sua popularidade à dupla Bush-Hussein.


Leia também:

O trágico legado da “Nova Matriz Econômica” – um resumo cronológico (com dados atualizados)

O desastre da economia brasileira e o gigantesco buraco fiscal do governo

 

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557 comentários em “O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da década de 2000”

  1. Isso porque ainda não fomos rebaixados pela Fitch/Moody’s. Quando isso ocorrer, e vai ocorrer a qualquer momento, aí esperem por dólar passando de R$5,00 fácil.

  2. Rodrigo Pereira Herrmann

    A combinação mágica de câmbio se apreciando (política monetária mais ortodoxa) com aumento exponencial de saldo de balança comercial (China, basicamente).

  3. Ler um artigo de Leandro Roque, é sinônimo de LÓGICA, organização dos FATOS, DADOS, INFORMAÇÕES… um elixir para quem desfruta de racionalidade, análise, entendimento, compreensão etc. Aliás, caraterísticas tão carentes na idiossincrasia brasileira (impulsividade, irracionalidade, emocionalidade, subjetividade, improvisação, seletividade, analfabetismo, ignorância etc).

    Apenas complemento Leandro, agregando que em 2014, o Departamento de Economia da PUC-RIO (Vinícius Carrasco, João M. P. de Mello e Isabela Duarte), desenvolveu uma pesquisa, para avaliar o governo de 2003 a 2012. Uma das tantas conclusões é que nessa década, Brasil quando comparado com “peer countries” (países semelhantes), perdeu a oportunidade ano a ano de crescer em média mínimo 20% acima do PIB (comparado com o que cresceu).

    Conclusão, Lula não apenas foi um demagogo e populista irresponsável, como ademais, quando comparado com “peer countries”, Lula foi um incompetente. Ademais de fazer festa a custa dos anos seguintes, Lula tampouco nunca teve visão, nunca foi um estadista, nem interessou-se pelo desenvolvimento do Brasil.

    O único foco do Lula sempre foi o PODER, a qualquer preço e fim. Prova isso o Mensalão, Petrolão etc.
    Seu único projeto de vida, sempre consistiu em seguir as diretrizes do Foro de São Paulo (Antonio Gramsci). O que implicava cooptar o Estado e a Máquina Pública.
    Essa é a raiz do pragmatismo do Lula, e por isso botou uma equipe econômica pró mercado, com bilhões em bolsas esmolas para comprar o empresariado brasileiro (cúmplice do Lula).

    Lula não acertou na equipe econômica nem na matriz. Lula queria escravizar o Poder Judicial e o Legislativo, queria dominar o Estado e a Máquina Pública… e para tal, precisava a elite empresarial anestesiada. Daí repito, essa é a origem da sua equipe econômica e matriz supostamente pró mercado. Foi uma consequência lógica dos seus reais objetivos (poder).

    Quando Dilma assumiu, foi Lula quem mandou sua criatura continuar com a mesma receita dele (poder, cooptação do Estado e Máquina Pública, escravizar Poder Judicial e Legislativo etc). Porém, como muito bem exposto pelo Leandro, o plano Lula só funcionou graças ao cenário externo internacional favorável à maioria das economias emergentes. Dilma então pisou ainda mais no acelerador da receita Lula, e só afundou mais o Brasil.

    Como brilhantemente relatado pelo Leandro, a grande furada do Lula / Dilma, foi acreditar nas próprias ilusões e miragens ideológicas deles (Foro de São Paulo, Antonio Gramsci etc), confundindo cenário externo favorável, moeda estrangeira fraca… com prosperidade nacional eterna. Eles acharam que a tão sonhada fórmula intervencionista, com Estado gigante e poderoso, funcionava graças a eles… e nunca, nem até hoje, caiu a ficha de que eles apenas ganharam a loteria na década deles, onde quase todos os países, com sistemas econômicos bons o ruins, beneficiaram-se do contexto externo.

    Mais do que um erro de diagnóstico, diria que é uma patologia do Lula / Dilma / Base governista, que persiste até hoje.
    Na década Lula, ainda fazendo porcarias, o cenário externo benéfico ajudava a minimizar consequências. Porém, o grave hoje é que:

    1) O cenário favorável acabou

    2) Lula / Dilma / Base governista, teimam no mesmo diagnóstico patológico, achando que a solução é mais Estado, com mais poder, mais recursos etc (vejam que cortam investimento, aumentam imposto, porém, jamais cortam governo, estado etc)

    3) Não há nenhum plano de ação para o futuro, não existe nenhum plano para o país… e a falta de expetativa, falta de luz no fim do túnel, afeta a economia, ainda muito mais do que os problemas políticos / institucionais

    4) O empresariado brasileiro é cúmplice das mamatas do Estado / Máquina Pública. Portanto temos pela primeira vez, as grandes massas populares junto com os empresários, ambos viciados nos bolsas esmolas, benesses e afins. Isso dificulta ainda mais qualquer mudança na Constituição (raiz dos problemas econômicos do Brasil). Em outras palavras, Brasil ficou condenado a insustentáveis políticas de esquerda.

    Alguns dirão que a atual armadilha, só acaba quando Brasil virar uma Grécia.
    Mas vejo Argentina, Venezuela, a própria Grécia, e infelizmente quebrar um país as vezes só leva a mais extremismo. Na Grécia, Syriza voltou a ganhar. Na Argentina, o peronismo continua sendo o favorito. Na Espanha idem com o Podemos. Na Venezuela, mais de 50% apoiam o governo. Etc.

    Quero dizer, que quando o populismo e a demagogia entra no DNA de um povo, as consequências são nefastas, e perduram no tempo por cima dos próprios líderes e partidos. Traduzindo, pode que Brasil fique doente por muitas décadas. Tomara me equivoque!

  4. Caramba, a foto do Lula com a linguinha pra fora está muito engraçada. haha Vc olha e pensa: “que cara de 171, que malandro e marginal, que pilantra, que cara de trombadinha e mentiroso safado populista!”

  5. Dilma está ameaçada de impeachment por ter se elegido com o dinheiro desviado da Petrobras (segundo os delatores Ricardo Pessoa, Marcelo Odebrecht e Pedro Barusco) e também por ter feito as já famosas pedaladas fiscais no primeiro mandato

    Ela pode ser cassada por coisas que fez no primeiro mandato? Não tem de ser neste? Se eu estiver certo, então o congresso não pode cassa la. Resta apenas o TSE invalidar a chapa Dilma-Temer e vir novas eleições, o que provavelmente poria o Molusco de volta no palácio do planalto, a não ser que o TSE tenha a ousadia de declarar o segundo colocado (Aécio) novo presidente.

  6. Òtimo artigo.

    Parabéns mais uma vez Leandro.

    Dá vontade de chorar (de tristeza) ao ler a conclusão.

    Dois comentários:

    1)Quanto a desvalorização do dólar, nem precisa de “um trapalhão econômico que invente novas heterodoxias”. Basta continuar na toada que está, sem o FED aumentar o juros e eventualmente com um novo QE (QE4).

    2)Acho que já viramos Argentina…. não tem mais volta, nenhum governo (seja PT, seja de direita) terá condições de adotar a agenda correta (diminuição de gastos, limitação da renda e imposição de um padrão de vida compatível com a capacidade produtiva do país). Ou ainda, voltamos a década de 80/90, chorará menos quem tiver mais condições de fazer o Estado lhe proteger (empresários amigos do rei, deputados, senadores, magistrados, promotores….); o resto perderá poder aquisitivo, seja pela desvalorização do dólar, seja pela inflação galopante.

  7. Fantástico artigo.

    Uma excelente explicação embasada em fatos, lógica, teoria econômica verdadeira e bom senso.
    Fiquei feliz em reconhecer diversos trechos e argumentos de outros artigos igualmente brilhantes deste portal.

    Parabéns pelo trabalho excepcional Leandro.
    Abraços.

  8. Bom artigo, ou seja trocando o técnico por uma analogia superficial seria dizer que depois de uma noite de farra com muita bebedeira, na manhã a ressaca brutal será sentida e sofrida.

    Abraços

  9. O que se teve foi apenas mais do mesmo do socialismo. No começo tudo são flores, eles fazem uma política pra enganar o mercado, a economia cresce, até porque geralmente eles assumem num cenário ruim, quando se tem uma margem muito baixa de parâmetro, com pessimismo elevado dos investidores mas logo depois tiram a máscara. O final é sempre igual, quebradeira e crise generalizada. E o país não chegou nessa situação porque eles erraram, tudo isso foi feito de forma proposital, afinal só assim eles podem implantar o bolivarianismo aqui e depois entregar de graça pra China e Rússia. Sem contar a destruição sob o aspecto cultural, baseado em Gramsci. Investir em educação, saúde, infraestrutura pra que? O negócio é morar no morro mas ter uma tv de led na sala. O Brasil não teve um aumento de renda, mas sim uma bolha de crédito fácil financiada por $ público e muitas pedaladas pra esconder o rombo ao longo desses anos. A conta chegou. Mas esse povinho ignorante não aprende. Querem mais e mais Estado, acham que $ se cria do nada, se acham cheios de DIREITOS, são vagabundos, no fundo não se importam com corrupção, o que incomoda é que não são eles que estão lá roubando e adorariam se tivessem uma chance de arrumar uma teta pra mamar. Em 2018, eu não duvido se aquele câncer voltar, ainda mais com essas urnas da Smartmatic e o TSE aparelhado. Pelo menos a burrice não é exclusividade daqui, vide a Grécia. O pior é ver a omissão da Europa que aceita continuar financiando esses vermes. O mais ridículo é que um dos principais argumentos pra manter a Grécia era pra evitar a invasão dos refugiados kkkkk. Um continente inteiro vai ser afundado por terroristas por causa da banana da Merkel e de um bando de políticos vagabundos de esquerda. Que falta faz um Netanyahu na Europa.

  10. Excelente artigo, é importante ter uma visão bem ampla dos acontecimentos quando se for pensar em políticas governamentais, no caso do nosso país nunca se pensa né.

    Leandro você deve estar sabendo sobre o Partido Novo, você tem alguma expectativa positiva ali? Já tem gente falando que a Dilma é uma heroína simplesmente por nos colocar em maus lençóis e fazer nascer um partido liberal. Bom, supostamente liberal né.

  11. Leandro,

    Mais uma vez um excelente artigo!

    Uma dúvida. Se não me engano, em um comentário de outra matéria você (acho que foi você, mas me desculpe se confundi) mencionou que nos últimos 12 meses a nossa base monetária teria crescido algo em torno de 2,4%, certo? Desta forma entendo então que, ao menos neste período, a expansão foi reduzida e alcançamos um nível razoável.

    A consequência seria uma desaceleração da inflação, não? Em quanto tempo se pode sentir este efeito? Ou temos algum outro impedimento para essa redução?

    Muito se fala em uma inflação em torno de 5,5% para o ano que vem. É claro que já é quase metade dos assustadores 9,5% dos últimos 12 meses, mas ainda é um número alto e acima da meta dos 4,5%. E o pior, é que pelo que tenho lido essas projeções tem sofrido constantes correções sempre para cima. A subida constante na taxa de juros aliada a desaceleração da expansão monetária não são capazes de, ao menos, conter os aumentos destas projeções?

    Abraços

  12. O dólar em baixa, o governo metendo crédito sem dó e todo mundo achando que o gigante tinha acordado. O artigo tirou um grande ponto de interrogação da minha cabeça. Não fazia sentido que todo esse período de vacas gordas teria sido apenas em função da China e da política econômica meia boca do PT voltada apenas para o consumismo.

    Muito bom!

  13. Mais um excelente artigo,o mito continua,Leandro qual seria o nível de juros ideal para o Brasil neste momento?

    os juros podem ser fixados arbitrariamente ou mercado pode descobrir com mais eficácia com qual o nível de juros ideal.

  14. Excelente, Leandro!

    Um artigo com tudo bem organizado, com dados, fatos, cronologia e lógica (muita lógica!).

    O pior de tudo isso é o analfabetismo funcional da maioria dos brasileiros, que vai impedir o aprendizado sobre esse período de farra. Vão achar que o problema só foi o mandato de Dilma, e que se o Lula (ou outro populista) ascender ao poder tudo voltará ao normal. Triste escravidão mental!

  15. Artigo excepcional.
    É uma explicação cirúrgica da diferença fundamental entre o que alguns chamam de crescimento do tipo saudável x crescimento do tipo cancer.
    O desavisado observa o crescimento rápido e se impressiona, sem analisar que os alicerces desse crescimento podem ser altamente destrutivos no longo prazo. O Brasil viveu durante grande parte da década de 2000 um crescimento muito mais do tipo cancer do que do tipo saudável.
    Agora uma pergunta: considerando que o dólar é a moeda mais universalmente aceita e responsável por grande parte do ocorrido, e considerando ainda que a taxa de juros dos EUA continua artificialmente baixa (governos parecem insistir no erro e ter um fetiche pela criação de bolhas), o que podemos esperar, tanto lá quanto cá?

  16. “Tal cenário de bonança pode se repetir? Poder, pode. Caso o próximo presidente dos EUA seja um belicista que enfie o país em novas aventuras militares”

    Acho que é inevitável que os EUA e a UE combatam o EI e derrubem o Assad na Síria. Mesmo porque esse fluxo migratório em massa é insustentável pra Europa, fora os terroristas infiltrados.
    O Oriente Médio só chegou a esse ponto justamente por causa do babaca do Obama que abandonou tudo e deixou pra lá. Querendo ou não, eles vão ter que consertar a cagada do Obama, ainda mais com a vitória dos republicanos e principalmente se for o Bush. A Hillary tá queimada e a outra opção é um velho comuna sem chance alguma. Os EUA vão ter que ser de novo o xerife do mundo.

  17. Olá, gostaria de dizer que o artigo acabou por não mencionar medidas positivas do governo Lula como o crescimento econômico gerado por:

    1) aumento do poder de compra da população por meio de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família;

    2) geração de empregos e de atividade econômica no setor imobiliário com o Programa Minha Casa Minha Vida;

    3) qualificação da mão-de-obra proporcionada pelo PROUNI e FIES; dentre outros.

    Abraços.

  18. O governo Bush foi um dos piores presidentes que já existiu para os americanos. Tão ruim que levou os americanos ao desespero de escolher um Obama com o discurssinho barato de "yes, we can".

    Só mesmo essas Olavates para louvarem o Bush.

  19. Boa tarde,

    Fico impressionado com suas análises. Os fatos e os fundamentos se encaixam perfeitamente e não é uma mera falácia “filosófica” com viés ideológico.

    É simples, mas não simplificado, como diria Einstein.

    Acho interessante a visão macro de que como vários elementos que influenciaram a situação econômica que vivemos no passado e que, por falta de conhecimento ou cretinisse mesmo, não são abordados pelos “especialistas”.

    Vocês tem me ajudado bastante a entender economia de uma forma que nunca pensei que entenderia.

    Muito bom, parabéns!

  20. Ponto para o Dolar?

    A cotação do dólar é um reflexo de uma conjuntura da economia internacional.

    A análise do que levou a flutuação do dólar é mais importante que a própria flutuação.

    O entendimento e atuação dos agentes econômicos, pautado em parte no artigo, são mais importantes que a mera flutuação do dólar.

    Dolar desvalorizado em uma região leva aplicações para outras partes do mundo, esse fluxo de moeda internacional e onde elas são aplicadas explicam o crescimento, inflação, crises, etc.

    Não posso deixar de parabenizar o artigo. Nos põe a pensar… Nem todas as explicações estão aqui, mas é uma importante análise econômica!

    Gostaria de ter mais respostas a dar que perguntas a fazer, mas nesse ponto ainda me faltam dados em especial sobre o crescimento dessas economias.

    Abraço. E mais uma vez parabéns.

    Marco Túlio Raposo

  21. Inicialmente, agradeço ao Leandro por mais esta aula de economia brasileira, mais uma luz no meio de tanta falácia e escuridão.
    Agora, gostaria de contrapor parcialmente alguns comentários aqui mais pessimistas sobre nosso futuro. Temos algumas grandes vantagens em relação a nossos vizinhos latino-americanos. Nossa herança caudilhesca não é tão arraigada, fruto de nosso processo político de independência e da Monarquia, única nas Américas. Recomendo a leitura da biografia de Pedro II, de José Murilo de Carvalho, que ilustra bem estas diferenças.
    A Argentina tem um poder político extremamente centralizado, e os peronistas construíram uma máquina de reprodução de poder apenas superada pelo Partido Revolucionário Institucional do México (que também teve que ceder e se modernizar). Temos fortes núcleos alternativos de poder, nos Estados e na oposição, além do contra-peso histórico do PMDB que impede vôos mais ousados das forças de esquerda.
    Nosso dinamismo econômico ainda é muito grande, e possuímos uma classe empresarial que pode, diante de uma alternativa política consistente, aglutinar-se em torno de ideais mais liberais e de livre mercado. É muito difícil, mas talvez este seja o momento mais propício na história recente para isto. Além do mais, nossa elite empresarial, que deixou-se seduzir pelo canto da sereia de Lula e do PT, amarga agora as consequências deste seu imobilismo ideológico: percebe-se agora o real perigo do projeto de poder lulo-petista.
    O povo sempre foi presa fácil dos discursos populistas, mas também pode ser adequadamente levado a apoiar uma alternativa de centro, com o apoio da grande mídia, para tentar melhorar sua crítica situação econômica. A população brasileira é ainda, em sua grande maioria, conservadora.
    Resumindo, restam esperanças. Mas vamos pagar um preço muito alto por toda esta irresponsabilidade, política e econômica, dos governos do PT.

  22. Estou a falar de Portugal, e por acaso é triste ver o Brasil nesta situação, mas a culpa inicialmente foi dos Brasileiros em terem votado no PT de Lula em 2002 (quando as votações ainda não eram adulteradas pelas famosas máquinas electronicas), uma vez no poder os comunistas fazem tudo o que for necessário para não sairem mais, é só ver a Venezuela.

    Felizmente nem toda a América Latina está perdida, Colombia, Peru, Chile (vamos a ver se não descarila para o Socialismo), e México estão a crescer e tem governos que defendem o investimento privado.

    É só comparar os resultados da aliança do pacifico (Chile, Peru, Colombia e Mexico) com os resultados do Mercosul (Argentina, Paraguai, Brasil, Venezuela)…

  23. A construção do Socialismo passa necessariamente por uma “época de Capitalismo” (abertura de mercados e atração de investimentos) em que o partidão se preocupa em tempo integral em centralizar todo o poder político nas mãos. Lênin com a Nova Política Econômica que o diga.

  24. Ahmmmm saiu a tal tese aí do Leandro, muito bom!

    Mas eu não sei se o efeito da China pode ser localizado assim nos setores de mineração e soja.. o efeito se espalha não só pelos setores ligados a esses, mas sim a toda economia de forma um pouco mais importante do que foi colocado.

    Um cara desempregado no Brasil, por exemplo, que consegue um emprego devido a demanda de minério da China, ganhará renda e irá consumir centenas de produtos e impulsionar vários setores (como a indústria nacional) que nada tem a ver com minério.

    O argumento de que as poucas exportações mostram um efeito limitado da China na nossa economia não considera o aumento da demanda dos produtos manufaturados produzidos aqui.

    Mas gostei bastante do texto, no geral me convenceu. Muito bom!

  25. Mas um excelente artigo! Tenho uma dúvida: eu sendo empresário, conhecedor dos ciclos EA, vendo Q meus pares estão realizando investimentos e colhendo fruto momentaneo, eu sozinho teria condições de escapar desse crédito barato, não fazer tanto investimento? Resumo, teria fôlego suficiente para esperar a crise chegar e colher frutos ou morreria na praia face aos colegas que aproveitaram o falso boom??
    Não fale em investimentos em ouro ou outra comiddities, mas na
    Minha própria empresa? Tem como fugir disso se a maioria investe é segrega sua clientela, me considerando um
    Médio empresário?
    Obrigado

  26. Leandro,

    Qual seria a explicação para essa revalorização do dólar a partir de 2011? Crescimento americano, certo? Esse crescimento não está intimamente ligado ao excesso de oferta de Petróleo e queda nos preços, com Shale gás no EUA e OPEP/RÚSSIA ampliando a oferta? Com esse excesso de oferta, fruto da desvalorização do dólar em 2003 como mencionado, o maior beneficiado neste momento é o próprio EUA – maior consumidor – reduzindo custos no EUA.

    Difícil é distinguir quando a variação do dólar é causa e quando é consequência!

  27. Excelente artigo.Desculpe perguntar Leandro, mas é um artigo seu “de punho” ou uma compilação (ou ainda)uma tradução de texto?De qualquer forma,parabéns pela publicação.Não costumo imprimir os textos,mas fiz isso para lê-lo mais algumas vezes.

  28. Formidável artigo. Leandro sempre trazendo coisa boa.

    Tenho uma pergunta: O que fazer para se ter uma moeda forte perante ao dólar sem depender de mal momento dos EUA(vide a expansão de crédito lá, guerra do Iraque, etc). Teríamos que ser mais produtivos e isso já bastaria para se ter um real forte perante ao dólar?

    Abraços!

  29. Você comentou que, no período 2002-2008, o dólar estava enfraquecido.
    Porém sabemos que a economia americana estava pujante.

    Pode isso?

    Agora a economia americana está fraca, mas o dólar valorizado.

    Talvez devemos isso ao EURO estar muito enfraquecido?
    O que não acontecia no passado…

  30. Felipe Lange S. B. S.

    Mais um excelente artigo do Leandro!

    Olha, acredito que o impeachment seria uma solução instantânea para pelo menos acabar com esse governo desastroso que, por sinal, nada tem feito para melhorar a economia, e já não tem mais confiança nem dos investidores estrangeiros e nem dos eleitores. Agora sem o Presidente da Câmara, do Senado e o vice como possíveis substitutos, não sei no que poderia dar.

    Agora, Leandro, como você explicaria a política monetária dos Estados Unidos? O que o faz ter um IPCA infinitamente menor que o brasileiro? O funcionamento do FED é equivalente aos bancos brasileiros em questão de expansão monetária?

    Grato pela atenção,
    Felipe

  31. Excelente artigo, como sempre, Leandro.

    Uma dúvida, já que o mesmo foi citado: qual seria a análise da postura, até aqui, de Joaquim Levy como Ministro da Fazenda?

  32. Leandro, ao ler seu otimo texto, pergunto:
    se fossemos uma populaçao com forte educaçao financeira, soubessemos de economia igual a futebol, enxergariamos naquele bom periodo, que o governo precisaria ser mais do que nunca ortodoxo, e cobrado pela sociedade tal postura, sobraria agora esta amargura do voo de galinha?

  33. Lula fez um bom governo, principalmente nas políticas sociais, só que o tempo de bonança passou e não fez as reformas estruturais, na previdência e funcionalismo. Aliás nenhum presidente o faria, porque é mexer num ninho de vespeiro. Fora os investimentos em infraestrutura com os PACs.

  34. Ótimo texto, Leandro. Parabéns!
    Uma dúvida de leigo que sou. Para controlar a inflação, o governo não poderia aumentar o depósito compulsório em vez dos juros? Além disso, aprovar alguma medida que fizesse com que os juros sobre o depósito compulsório fosse menor que o atual. Ao meu ver, isso limitaria o crédito e consequentemente a inflação sem aumentar os gastos públicos.

  35. Fiquei com duas dúvidas:

    1) O melhor caminho pro Brasil a longo prazo é diminuir a dependência do dólar ou dolarizar a economia? (Ou nenhuma das opções)

    2) Se a China ou qualquer outro país fique mais rico que o EUA, o mundo trocará de moeda principal? Em outras palavras, enquanto existirem países, quem dita a economia global é o país mais rico?

  36. Agora vai explicar isso para quem não entende de economia… ao moleque que usa celular e deve isso ao Lula, à senhora que mora com mais 1200 famílias em um condomínio do MCMV, ao tiozinho que nunca teve um carro na vida (nem CNH) e financiou “em suaves prestações” a perder de vista, à menina que usa perfumes “importados”, ao pobre usuário do site Aliexpress que aproveitou o dolar “barato”.

    A maioria das pessoas só analisam o hoje, o momento atual. Não conseguem entender que o presente é consequencia de ações do passado (planejadas ou desastrosas). Constantemente, vemos pessoas criticando o governo atual, mas enchendo de elogios o anterior, como se fosse “salvador da pátria”. Mas esse analfabetos não conseguem entender que o governo anterior só conseguiu essa “fama”, devido a diversos fatores, internacionais e nacionais, dos quais ele não teve sequer uma participação efetiva no sentido de colaborar. Muito pelo contrário. E para “ajudar”, ainda falou aos quatro cantos.

    Assim como o Barba surfou numa estabilidade monetária planejada por governos anteriores, a partir de 93/94, a “chefa” herdou um país endividado, viciado no populismo, gastando dinheiro com festas (Copa e Olimpíadas), com mordomias difíceis de serem suprimidas. E agora resta saber como ela deixará o país ao seu sucessor…..

  37. Lendo esse excelente artigo do Leandro eu lembrei de um artigo que havia lido por esses dias e que passou a fazer mais sentido:

    “Seria a Bolha Imobiliária uma Bolha do Brasil?”
    http://www.drmoney.com.br/investimentos/seria-a-bolha-imobiliaria-uma-bolha-do-brasil/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDoDrMoney+%28Blog+do+Dr.+Money%29

    “Muito se tem discutido nos últimos anos se existe ou não uma Bolha Imobiliária no Brasil. Você pode ver em vários posts aqui no blog (Bolha Imobiliária no Brasil?, Ainda a Bolha Imobiliária no Brasil, a Bolha Imobiliária e a relação preços/aluguel dos imóveis) que, apesar da elevação bastante significativa dos preços dos imóveis no Brasil desde 2008, não poderíamos falar de uma bolha no sentido clássico, em que os preços sobem sem base em nenhum fundamento, e o "estouro" da bolha é disruptivo para toda a atividade econômica. Agora que os preços dos imóveis começam a se estabilizar ou cair, a questão que se coloca é se a tal "bolha imobiliária" está finalmente estourando, ou se os preços dos imóveis simplesmente continuam seguindo os fundamentos da economia. Em outras palavras: será que o "estouro" da bolha imobiliária está causando a recessão brasileira, ou é a recessão que está causando a queda dos preços dos imóveis? Se for o primeiro caso, estaria confirmada a existência da "bolha imobiliária". Se for o segundo, nunca existiu uma bolha imobiliária.”

  38. Henrique Zucatelli

    Gigante Leandro, mais um obrigado pelo elucidador artigo! Já repassei a teoria aos meus consortes.

    Agora quanto a prudência de um empresário, e a armadilha compulsória dos ciclos econômicos, há sim como escapar, e eu sou prova viva disso.

    Desde o ano de 2010 eu enxerguei algo muito errado nesse crescimento forçado da economia, justamente após o estouro de 2008. Foi justamente nesse ano que conheci o IMB, as ideias libertárias e tudo o que a Escola Austríaca embasa sobre economia, direito etc.

    Mas falando sobre como escapei dessa armadilha:

    “…Afinal, se você não o fizer, você simplesmente perderá fatia de mercado para os seus concorrentes”.

    Quando em 2010 vi meus concorrentes crescerem exponencialmente através de alavancagem brutal via BNDES, eu fui motivo de piada por muitos por não fazer o mesmo. Amigos com fábricas enormes, comprando todos os tipos de propriedades, dizendo que lucravam absurdos e eu levava nome de mesquinho, míope etc.

    Mas nessa época eu fiz uma conta de padaria: se o endividamento tem um ciclo de no mínimo 36 a 60 meses, e todo esse crescimento está sendo promovido a força através de dinheiro Estatal (na época nem sonhava com reservas fracionárias), uma hora isso vai para o espaço.

    Me amedrontava também uma questão externa: a Grécia. Com toda aquela bagunça de GRexit na época, eu coloquei isso na conta também e segurei o impulso.

    No final das contas, somente investi parte do meu lucro. Endividamento ZERO. Cresci beeeem menos que meus concorrente aos longo desses cinco anos, porém em 2015 metade deles já quebraram, e a outra metade está quebrando.

    A demanda pelos meus produtos aumentou. A concorrência praticamente acabou. Aqueles que por ventura queriam entrar para concorrer nos mercados em que atuam já não tem mais dinheiro para isso, e aqueles que têm preferem não arriscar pois não sabem até onde vai essa crise.

    Mesmo que a demanda no geral tenha diminuído, para quem é sólido e desalavancado como eu, o que vier é lucro. Agora sim chegou o momento de investir, para mim claro, pois os preços de maquinário desabaram. Mesmo que essa crise só acabe em 10 anos, o que eu compro, compro com o fruto de poupança, portanto mais hora menos hora o valor se agrega.

  39. Esse câmbio flutuante não está funcionando direito. Isso está gerando crises e instabilidade.

    Concordo com a mudança proposta na política cambial. Dolarização já ! Essa guerra cambial é nefasta. Os bancos centrais viraram malandros desvalorizadores de moeda. Não há FairPlay na economia global. São malandros dando um jeito para se proteger, causando bloqueios e travamentos na economia global.

  40. Esclareco que doravante estou assinando PedroF porque ha um outro Pedro e isso pode causar confusao. Mas quero colocar um grano salis na discussao. Com a forte valorizacao do real em relacao ao dolar, ocorrida de 2003 a 2012, o Brasil, prestigiosamente, ascendeu da oitava para a sexta posicao no ranking dos PIB. Chegou a parecer que ia para a quinta posicao. Agora corre o risco de ir para a decima posicao. Nao resta duvida que eh um efeito que, embora colataral, causara um grande desprestigio internacional ao Pais.

  41. Fantástico artigo Leandro. Uma verdadeira aula, tornou muito mais claro o entendimento sobre as conjunturas econômicas recentes do país. Muito obrigado.

  42. não entendi a aparente contradição entre esse trecho:

    E esse impacto do dólar é muito maior do que muitos imaginam. Os preços dos remédios (85% da química fina é importada), do pão (o trigo é uma commodity precificada em dólar e é majoritariamente importada), das passagens aéreas (querosene é petróleo, e petróleo é cotado em dólar), das passagens de ônibus (diesel também é petróleo), de todos os importados básicos (de eletroeletrônicos e utensílios domésticos a roupas e mobiliários)

    e o fato das importações em relação ao nosso PIB serem tão baixas quanto as exportações, respectivamente, 14,3% e 11,5% (dados de 2014: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/pib-vol-val_201502_8.shtm).

    alguma alma pode explicar?

  43. Leandro,

    E todos aqueles QE’s? Se nao desvalorizaram o dólar por estarem depositados junto ao FED, ao menos não realimentaram novas e gigantescas bolhas nos EUA?

    É possível dar crédito à teoria de que o dólar irá colapsar? Qual, afinal, a consequência de medidas como os QE’s e a política de juros zero para a economia americana e o dólar?

    Grato pelo esclarecimento!

  44. Só fiquei com uma dúvida e não sei se poderiam me explicar, o porquê da commodity da soja estar aumentando seu preço, mesmo com o dólar subindo cada vez mais, sendo essa, também, precificada em dólar?

    Agradeço.

  45. Leandro, no modelo de currency board, ele seria definitivo ou temporário, se temporário qual deveria ser o tempo? Seria o primeiro passo se acaso opte pela dolarização?

  46. Marcos Vinícius Rocha

    Leandro,

    Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo belíssimo, preciso e claro artigo. Não seu sua disponibilidade, mas seria de muita valia disponibilizar o conteúdo deste artigo em um vídeo. A verdade é que muita gente tem preguiça de ler um artigo deste tamanho e um vídeo é muito mais fácil de conseguir penetração junto ao grande público que, creio eu, tenha sido sua intenção ao escrevê-lo. Então se puder fazê-lo ou deixar alguém fazer, referenciando você claro, seria de grande valia pra verdadeira divulgação de sua análise e modo de pensar. Pensemos mais nessa plataforma. Vídeos são a tendência da internet se queremos alcance para a nossa mensagem.

    Valeu!

  47. Já ouviu a expressão “a salvação da lavoura está na própria lavoura”, significa que se uma safra foi frustrada, a solução é trabalhar para que a próxima tenha sucesso. O mesmo acontece com o Brasi. O modelo econômico adotado pelos governos PTistas estava baseado no consumo das famílias fomentado pela abundante oferta de crédito, este modelo chegou ao seu limite, sendo necessário para mantê-lo , melhorar a distribuição de renda , incluir na demanda as classes mais reprimidas, fomentar o mercado interno e investir em melhorias da infraestrutura para um próximo estágio de desenvolvimento.

    É contraditório aumentar taxas de juros e impostos , estas medidas aprofundam a recessão, por um lado aumentam os gastos do governo para pagamento de juros ao sistema financeiro e por outro reduzem a arrecadação devido a diminuição da atividade econômica.

    Por certo que o dólar tem peso no equilíbrio macroeconômico, mas o mercado interno brasileiro é muito forte, é só direcionar e gastar melhor, agregar valor à produção primária, industrializar aqui.

    O que não pode: é pregar ou se deixar levar pelo terrorismo da crise, que gera um círculo vicioso que realimenta e aprofunda ainda mais a tal crise, fazendo cidadãos adiarem desejos de consumo, por medo da tal crise, reduzindo as vendas do comércio e indústria, obrigando os gestores desta empresas a reduzir custos e postos de trabalho, que então , sem renda , deixam de ser consumidores , diminuindo a demanda e forçando ainda mais a redução de recursos.

    Seja correto: independente de partido, evite a crise, incentive o consumo e a circulação da moeda, o efeito multiplicador desta ação é a salvação da “lavoura”.
    Boa sore , sucesso!

  48. Leandro você mudou de ideia de 3 anos atrás com relação a medida menos custosa para o Brasil: CB ou dolarização? Vão aí as passagens, numa no seu artigo de 2012 noutra respondendo um leitor em 2015:

    Uma breve história do Plano Real, aos seus 18 anos:

    por Leandro Roque, sábado, 30 de junho de 2012
    '' Como iremos ver mais abaixo, fazer uma dolarização da economia — isto é, simplesmente passar a utilizar o dólar como a moeda oficial do país (exatamente como fez o Panamá) — teria sido algo mais eficaz, muito pouco custoso e, principalmente, mais propício à liberdade do fatigado e espoliado povo brasileiro.''

    '' Leandro 21/09/2015 15:41:05
    Currency Board é extremamente mais simples e fácil de ser implantado. Pode ser feito, literalmente, da noite para o dia. E é extremamente efetivo.

    Já a dolarização exigiria uma logística muito mais complexa e custosa. Como não há dólares circulando entre a população para possibilitar isso, teria de haver uma operação conjunta com o Fed para fazer remessas de cédulas de dólares para cá. ''

  49. Depois que o ‘levyano’ ministro da Fazenda, Joaquim Levy, proclamou com a maior seriedade, que “aumento de imposto deve ser encarado como um investimento”, eu joguei a toalha.

    Vou procurar um diretório petista e me filiar, hoje mesmo.

  50. Leandro,

    Eu acho que a China nos ajudou mais por tabela.
    Não tanto por nossas exportações diretas para eles, que como você mostrou não foram tão altas assim, mas muito mais por sua forte expansão, onde se tornaram grandes consumidores de commodities, fazendo o preço de todas subirem incrivelmente nos últimos 10 anos.
    Assim, quase todas as commodities que exportamos mundo afora – não só para a China -, estavam com preços bem elevados.
    Foi uma ajuda e tanto!

    Att
    Marcelo Boz

  51. Leandro,

    Desnecessário dizer que mais uma vez você acertou e muito!! Parabéns sou seu fa sem nenhuma demagogia ou hipocrizia. Vemos muita bobagem na mídia sobre o que deveria ser feito ou os erros que foram cometidos, inclusive as vezes vejo alguns artigos nos jornais e vejo o Delfim Neto falando cada bobagem que me irrita. Ao seu ver, de medidas realizáveis, o que deveria ser feito mais urgentemente? e no médio prazo em dois ou três se mantendo essa bagunca, como estará o Brasil economicamente falando?

    Abraco

    PS. Desculpa a falta de acentuacao estou fora e o teclado nao está configurado para portugues

  52. Leandro, vc citou que a partir de 2012 o dólar começou a ter uma valorização, o que pôs por água abaixo o boom sem a inflação e carestia consequentes. No entanto, a dívida americana cresceu no mesmo período, já foram feitos 3 QEs e há o crash chinês hj em andamento. Portanto,o que especificamente levou a essa valorização? Eu penso que a exploração de xisto, levando o preço do barril pra baixo pressionou um pouco dessa valorização, mas não creio que isso seja suficiente. Tbm coloco como segundo fator as baixas taxas de juros na Europa e no Japão somado a fragilidade econômica desses países, tornando o parco crescimento puxado pelo xisto e, em menor escala, pelas startups americanas como um fator atrativo para o capital desses países migrarem para os EUAs. Mas não sei se isso ainda é o suficiente ou o real motivo. O que vc vê como real motivo de valorização? Algumas dessas hipótesés tem embasamento?

  53. Leandro,

    Parabéns pelo artigo, por ser MUITO esclarecedor. Combinar história e fatos econômicos sempre foi uma forma de esclarecer o que se passou (mesmo porque eu acreditava que a demanda de commodities pela China era o que realmente tinha impulsionado o boom no Brasil, mas na realidade foi o dólar mais fraco, que fez boa parte do negócio fluir)…

    > desde que o governo americano ficou travado, começando em 2013, a economia automaticamente começou a melhorar. Sem o governo para atrapalhar, o dólar se fortaleceu e a bolsa de valores americana (que sempre se dá bem quando o dólar está forte) se valorizou.

    Bem, estamos quase lá, em termos de (des)governo Dillma. Temos chance de algo do gênero acontecer desta forma, por aqui (Brasil) ?

    > como este site nunca se cansa de repetir, moeda forte e governo em retração é o segredo para qualquer recuperação econômica.

    Tendo sido explicado que se um governo (americano, por exemplo) se meter em outra guerra, o dólar poderia desvalorizar novamente, em relação à outras moedas. Considerando a crise dos refugiados que ocorre na Europa é um fato anormal e poderia ‘embutir’ jihadistas no meio de tanta gente, seria forçar muito a imaginação para que algum conflito poderia estar se formando na Europa, em futuro próximo ?

    Outra pergunta, talvez provocante demais: Há alguém do Banco Central, BNDES e/ou alguma intituição financeira pública e/ou privada que lê (e, compreende) estes artigos ?

    Abs

  54. Espero que esse cenário atual mude me assusta pensar no desemprego e tudo que está ocorrendo no mercado interno, tomará que consigamos dar a voltar por cima pois não está fácil essa situação atual.

  55. Leandro,

    Primeiro de tudo parabéns pelo artigo. Talvez um dos melhores, pois trata resumidamente do trajeto econômico do país pós 2002, e ainda trás algo novo, que é essa relação das invasões militares com a valorização do Real.

    Mas faço umas perguntas !!!!!

    O Tombine afirmou que poderá usar as reservas para controlar a moeda !!!

    -Quais os impactos disso? Será que isso não pode ser um tiro no pé, uma vez que o mercado internacional vendo que o país está disposto a se desfazer de suas reservas para controlar a moeda, isso pode mostrar que a situação está muito ruim, gerando mais desconfiança?

    -E se caso isso aconteça de fato, se as reservas baixarem, até que ponto poderia cair para não ficar a baixo da base monetária?

    -Isso poderia acarretar uma situação de instabilidade semelhante ao que ocorreu no início do Real pós 99, com ataques especulativos e as reservas se esvaindo ??

    Abraços e obrigado !

  56. Parabéns por mais um belíssimo artigo! Admirável sua capacidade de transformar um assunto tão complexo em algo tão fácil de entender. Vou perguntar algo que não sei se tem resposta hoje: O que fazer para blindar nosso patrimônio hoje? Tesouro direto? Ações? imóveis?

  57. O Brasil é um país tão grande, tão rico em recursos, que ele é capaz de crescer sozinho, pois o que não falta aqui é demanda. Esse país era para estar gerando emprego a toda hora. Apesar de sermos dependentes do capital estrangeiro – que leva dinheiro, mas traz toda uma infraestrutura – para fomentar a economia, medidas para fortalecer o mercado interno deveriam ser tomadas, mas não são. Agora eu pergunto, porque? A começar pela redução de impostos. Isso é uma das coisas que eu também não compreendo! Seria para sustentar a verdadeira “elite brasileira”?

  58. Leandro,

    Você acredita na possibilidade da inflação chegar tão longe?

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-gente-pode-ir-rapido-para-inflacao-de-20,1774000

    Abraço!

  59. Leandro,

    Sou fã do seu trabalho e gostaria de lhe fazer uma pergunta que não é necessariamente sobre o texto e por desconhecer um canal mais apropriado, vou fazer por aqui mesmo:

    “Quando discuto sobre as vantagens da abordagem da economia austríaca sobre as demais, principalmente no contexto brasileiro e sempre me vêm com a resposta que o livre comércio seria excelente se todos os países do mundo o praticassem. Mas como competir com nações protecionistas e pior, com nações que tem custo infinitamente menor como a China, que a mão de obra é ridiculamente barata e tem moeda desvalorizada? Se o Brasil se abrisse para o mercado externo, viraríamos uma grande fazenda, sem produção industrial”

    Eai, o que posso dizer para ele?

  60. Leandro, artigo excepcional, como sempre.
    Tenho uma dúvida; não entendo como a inflação monetária porque passou os EUA com seus QE’s não levou a inflação de preços ao consumidor ou desvalorização cambial.

  61. ”Todas as commodities (de minério de ferro a petróleo) são precificadas em dólar. Sendo assim, sempre que o dólar está fraco, os preços das commodities estão em alta, e vice-versa. Sempre.” Então por que houve uma ”…disparada nos preços da gasolina…” com a Nova Matriz Económica?

  62. Sobre o gráfico: é impressionante! (Não foi má-vontade, com smartphone é mais enrolado)
    Atenção, em nenhum momento contestei a proporcionalidade inversa entre dólar e commodities. Apenas quis por na discussão os outros elementos envolvidos.

    1o excerto: admito que escrevi errado, falta de uma revisão antes de publicar. Leia-se “manter seus níveis de producao baixos e precos altos”. Conforme escreci direito mais à frente.

    2o excerto: refiro-me especificamente ao período mais recente (5anos), à entrada do xale gas.

    3o excerto: sobre a abstenção de saud de intervir, o preço já estava nos 110, 100 dólares, com viés baixista, e só não já havia caído mais ainda, para o preço “certo” (não me odeie por esse termo, hehehe) porque se esperava a intervenção da OPEP. Sua extracão é a mais barata, sua qualidade é a melhor, dua flexibilidade de producao é a maior. A queda foi súbita para uns 60 dólares. Aí permaneceu até a casa dos 40, depois subiu.

    4o ecxerto: de 2000 adiante a OPEP sempre domina de 40 a 50% da producao mundial total (fonte:petrobras), antes do xale gas com viés de aumento, agora está em torno de 40%. Vejo o conchavo da OPEP como uma máfia tentando controlar o preço do petróleo à revelia do mercado, do cambio com o dólar… Aquela incerteza estrutural que o estado sempre adiciona à formacao de precos.

    A gente sempre leu por aí que a crise do petróleo de 73 foi sim ação deliberada do oriente médio contra o apoio ocidental a israel (posso soltar aqui umas 50 fontes). Da década de 80 para 2010, não dou pitaco. De um ano e pouco para cá, a mudança de postura da OPEP foi um fator de composicao do preco sim.

  63. Ok, I surrender.

    mobile.reuters.com/article/idUSKCN0JA0O320141128

    O preço do petróleo já estava caindo, foi só em novembro que Saud anunciou que não interviria, isso for responsável por uma queda brusca bem menos significativa do que eu acreditava; já estava abaixo de $80, caiu imediatamente para uns $71, e manteve e retornou à trajetória de queda que já seguia.

    Uma pergunta: não pode ter sido o contrário, a queda do petróleo contribuindo para a valorizacao do dólar?

  64. Leandro, estive a ler alguns dos últimos artigos e posts do Steve Hanke, e percebi que em relação á europa culpa em parte a crise desta com falta de intervenção monetária por parte do bce. Indica que o m3 tem estado estável ou em declínio em alguns países, e que emboram sejam precisas reformas estruturais também é necessário que o banco central intervenha.
    Este argumento deixa na minha opinião muito a desejar. Por um lado, diversos países dentro do euro têm tido taxas de crescimento aproximadas ás anteriores á crise económica, por outro lado, os estados unidos que seguiram uma política monetária mais próxima do que ele defende não têm tido um crescimento extraordinário estando a melhorar no segundo mandato do Obama pelas razões que já tiveste oportunidade de referir. Mas acima de tudo, o principal motivo que me faz discordar desta visão, prende-se com o crescimento da Irlanda. A irlanda saiu da crise e não é só um dos países que mais cresce dentro da zona euro, como é dos países que mais cresce em todo o mundo, senão for mesmo o n°1.
    Ora, tal como aprendi com Mises, uma boa ideia é susceptível de ser implementada em qualquer país. O que funciona na Irlanda ou em Singapura funciona no Brasil, em Portugal ou na Grécia. Sendo assim, se a política monetária do BCE não afecta a Irlanda, devemos partir do principio que o que afecta outros países do euro é aquilo que esses países têm de particular.
    Além do mais, não existem evidências que o Q.E. Europeu tenha alterado o que quer que seja, da mesma forma que não existem evidências que a deflação de preços prejudique de alguma forma o crescimento. Os países do sul da Europa começaram a crescer ao mesmo tempo em que entraram em deflação.
    Não tenho dúvidas contudo da importancia de se ter uma moeda estável e de confiança.

  65. Thiago não quero fazer o papel do Leandro, mas perante a situação actual do Brasil um currency board ancorado ao dólar, euro ou libra seria practicamente a mesma coisa. Seria como perguntares a um pobre se pretende um Ferrari, Mercedes ou Porsche?
    O Euro é uma moeda com alguma instabilidade política inerente. Se eu vivesse fora da Europa escolheria o Dolar ao euro se me fosse dada essa opção.
    Não tenho dúvida nenhuma que a estabilidade da moeda é muito importante mas a teoria monetarista dá muita importância ao crédito e não me parece que a evidência esteja do lado deles.

    http://www.tradingeconomics.com/ireland/loans-to-private-sector

    A Irlanda parece-me um daqueles casos que contraria todas as teorias económicas menos a liberal/libertária. Seria interessante se o Leandro pudesse dar o ponto de vista dele

  66. A teoria monetarista é aquela que menos domino. A ideia que tenho é que o pai dessa escola de pensamento é Milton Friedman, e a ideia que tenho de Friedman é que era um crânio do krl. Tenho também ideia que os monetaristas são essencialmente liberais/libertários, mas falta-me ler muita coisa para poder compreender o seu pensamento.

    No entanto existem exemplos prácticos que colocam em causa certas teorias. Não me parece que se possa atribuir a culpa do baixo crescimento europeu a outra coisa que não seja o excesso de estado na vida dos Europeus. Eu dei o exemplo da Irlanda mas podia ter dado também o exemplo dos países de leste.

    Quanto ao facto de virar mainstream. A evolução dá-se sempre através da procura pelo lucro ou pelo sucesso ou pela vitória. Da mesma forma que as melhores teorias sobre futebol sobrevivem porque permite a quem as adopta ganhar, a melhor teoria sobre economia irá sobreviver e tornar-se predominante porque permitirá aos investidores que a usarem sobreviver e enriquecer.
    Vou te dar um exemplo: Um investidor que tivesse seguido este site durante os últimos anos não teria investido no Brasil e sobreviveria procurando um porto seguro, uma Irlanda, uma Singapura. Em Portugal houve muita empresa cheia de génios douturados em tudo o que é curso do bom e do melhor, que decidiu investir em Angola, Brasil e até Venezuela. Pelo contrário uma outra empresa decidiu avançar para o mercado Polaco e Colombiano. Não foi por acaso.
    As empresas e os investidores que forem sobrevivendo vão fazer com que no futuro seja impossível existirem políticas de esquerda. Vai acontecer como na Grécia que perante aquelas varoufakices todas, ninguém queria ter dinheiro em bancos Gregos. É o chamado votar com os pés ou com a carteira. A Europa já está a passar em parte por esse problema na minha opinião. Países como a França, Itália, Grécia ou Portugal não são apetecíveis nem para investir nem para trabalhar devido ao excesso de carga tributária e regulamentações. A estatização da economia sempre foi uma péssima ideia, mas cada vez mais é uma ideia impraticável, porque grande parte da riqueza desaparece antes dos socialistas lhes porem as patas em cima.

  67. Diogo Velho Barreto

    Desculpe-me a minha ignorância, mas o dólar fraco não destrói a economia local por você ter produtos importados entrando a preços de banana e a indústria local sofrendo para competir porque não tem estrutura para deixar os preços competitivos? Ou seria apenas o dólar artificialmente fraco (como na era FHC que o câmbio não era flutuante) que faz isso?

    De certa forma, há inúmeras variáveis em jogo para meu conhecimento limitado, mas de forma simplória, para proteger a economia deveria-se desvalorizar a moeda. Tudo bem que isso gera inflação, mas se o dólar está forte e o preço das commodities despencam, os preços naturalmente de matéria prima produzida aqui mas com cotação de dólar, se acomoda. Mesmo as produzidas lá fora, você teria a queda do valor compensado pelo aumento do câmbio. Exemplo: Petróleo, caiu 50% e o dólar subiu 50%. O preço que você para é o mesmo por ele.

    Agora subir juros para controlar uma inflação que não é de demanda e sim de “soltura” de preços administrados pelo governo e artificialmente represados no passado não faz muito sentido na minha limitação.

    Acreditava que a balança comercial favorável (exportação forte pelo preço das commodities e fácil crédito no exterior), superávit primário (aumentando confiança para entrada de recursos) e a utilização de boa parte de nossa capacidade ociosa foram os fatores que contribuíram para esse tempo de bonança na era Lula.

    Concordo que o dinheiro dessa época foi utilizado erroneamente ao não investir em obras estruturais ou trazer reformas que tanto precisamos como tributária, previdenciária e trabalhista.

    Enfim, são muitas dúvidas pelas variáveis. Se pudesse me esclarecer esses pontos, eu agradeceria.

    Muito obrigado,

  68. Pessoal, na atual conjuntura, como faço para saber se compensa eu comprar libras esterlinas valor de turismo? Leandro, compensa entesourar em casa libras esterlinas, visto que é uma moeda forte?
    Desculpem a ignorância. Obrigado!

  69. Leandro eu estava olhando esses gráficos de desempenho do ouro (tanto em reais quanto em dólares) e gostaria de saber a sua opinião sobre o desempenho do metal nas 2 moedas. Será que essa tendência de queda do ouro em dólares vai se manter,assim como a tendência de alta em reais,ou há algum sinal de reversão dessas tendências?

  70. Marco Antônio Mourão

    Leandro Roque, se você substituir as datas do texto para o período entre 01/01/1995 e 31/12/2000 os acontecimentos econômicos foram bastante semelhantes.

  71. Lula nao administrou nada , so teve a felicidade de ser eleito em 1 periodo q dificilmente voltara.

    Com Dilma , a realidade mostrou-se sombria e a mesma dobrou a aposta no q estava errado.

    Deu no q deu : Inflacao , Desemprego e Dominancia Fiscal.

    é bom Administrar qdo se tem dinheiro , qdo nao se tem , a culpa é dos outros.

    Comunista é sempre igual : qdo as coisas saem errado , a culpa é dos outros.

  72. o que teria acontecido se no período 2003-2011, da desvalorização do dólar, o Brasil não tivesse feito uma expansão do credito? Haveria uma recessão?

  73. Leandro,

    Nesses dias se discussão acirrada por causa dos acontecimentos, tenho enfrentado tudo quanto é tipo de argumento anti-liberal. Um dos que me enviaram foi esse artigo referente ao Chile:

    odeiocaviar.blogspot.com.br/2014/12/chile-o-inconveniente-ponto-fora-da.html

    Gostaria de saber sua opinião.

  74. Podemos adicionar ao texto a política de pleno emprego. Mesmo havendo muita mentira quanto aos índices de desemprego, Nada tinha relevância, a não ser a taxa de desemprego. Não importava a corrosão do poder de compra e o endividamento.

    Eles aumentaram ainda mais a pilhagem no crédito, a desvalorização do real, as medidas protecionistas e de conteúdo nacional, para manter o emprego e a renda. Essa foi a paranóia que não podemos esquecer.

    Nós estamos em depressão econômica, mas poderíamos estar em recessão, se não fosse a pilhagem feita pelos três porquinhos do governo.

    Pelo menos existe a Lava Jato para expulsar esses psicopatas do governo.

  75. Muito oportuna essa análise. Aliás perfeita.
    Agora, viram o perfil dos manifestantes pró Lula/Dilma no dia 18/03?
    Nada menos que 15% deles são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. Isso mesmo. Por isso, as esquerdas quando estão governo inflam mais e mais o tamanho do Estado. Além disso aparelham sindicatos, movimentos ditos sociais, blogs e entidades estudantis que pregam o socialismo.
    É de suma importância que essa gente seja retirada do governo que que se comece, em caráter de urgência a diminuição do Estado.
    Bom domingo à todos.

  76. Parece que a pedra no sapato do governo é o uso das reservas internacionais.

    Quem fez a lei das reservas, tratou de deixá-las longe dos políticos.

    O governo não pode simplesmente vendê-las para pagar dívidas.

    Pelo que eu entendi, alguém pensou em deixar essas reservas sob o controle do BC, para garantir a estabilidade da moeda nacional.

    Mesmo tendo essas reservas, o governo deixou o real se desvalorizar mais do que deveria, e além da alta do dólar em vários países.

    Ou seja, acho que foi mais uma piada do governo.

  77. Por que republicaram o artigo?

    De toda forma, que tipo de governo teria coragem em peitar grupos sociais, sindicatos e corporações, a ponto de adotar um Currency Board e abertura econômica e comercial para o mundo inteiro?

  78. Leandro, caso o governo não tivesse adotado as medidas abaixo, e colocado em pratica um Regime Econômico, hoje estaríamos bem diferente?
    O volume de crédito cresceu em termos reais em relação ao PIB de 2003/2015 em 114,57%, para um crescimento do PIB corrente, no mesmo período, de apenas 37,80% (2,91% ao ano) e o PIB PER CAPITA de medíocres 23,80% (1,83% ao ano). Esse criminoso desequilíbrio gerou uma ilusão monetária de crescimento na economia (apenas ilusão, visto que na prática o crescimento de apenas 37,80% e PER CAPITA de 23,80% foi pífio para o volume de crédito injetado na economia), que ao atingir o esgotamento da capacidade de endividamento das famílias e das empresas, e consequentemente aumentando à inadimplência, o falso milagre brasileiro desmorona e a recessão e a inflação (estagflação) serão inevitáveis e durante longo período (em torno de 10 anos).

    Quanto ao parágrafo acima devemos ressaltar que essa montanha de crédito da ordem de R$ 3,2 trilhões apurado pelo Banco Central do Brasil em dezembro de 2015 está custando aos devedores uma taxa de juros médio da ordem de 29,8% ao ano (média mundial 2,00% ao ano). Creio que não há necessidade de ser doutor ou mestre em economia para prever que a explosão será inevitável.

    O mais grave é que nesse crescimento de crédito houve um aumento monstruoso da participação do sistema bancário público, saindo de 38,12% em 2002 para 55,95% em 2015, crescimento de 46,77%, ultrapassando o volume do setor privado. O que prova o avanço da estatização bancária no Brasil. Pavimentação para estatização total do Brasil.

  79. Para quem não sabe, o Governo aumentou a dívida interna para aumentar as reservas internacionais. Usar essas reservas para diminuir o saldo da dívida seria apenas um retorno à situação anterior.

  80. Bernardo Neves Pantaleão

    Pessoal,
    O dólar enfraqueceu-se em relação a todas as moedas. Os agregados monetários brasileiros dispararam e a inflação ficou controlada.
    Ok, o dólar foi o responsável.
    Mas e lá nos EUA? Os agregados deles também dispararam no período e a moeda enfraqueceu-se. Mas a inflação permaneceu controlada.
    Bolhas aconteceram tanto lá quanto aqui, mas inflação mesmo ficou controlada.
    O que explica isso?
    Abraços.

  81. Favor corrigir, no 1º parágrafo que trata da Guerra no Iraque, o seguinte trecho:

    de
    “…acabou se estendendo por décadas e custando…”

    para
    “…acabou se estendendo por quase uma década e custando…”

    Abç e parabéns pelo artigo

  82. Uma duvida

    (desculpe se já foi respondida , mas são 286 comentários para procurar!)

    Com a crise de 2008, os EUA não começaram a imprimir dólar maciçamente ?

    Não era para o dólar desvalorizar mais ainda em relação ao real, apesar da Nova Matriz econômica da dilma?

    Att, Alexandre

  83. Eu não entendia coisa alguma de economia, mas esse artigo foi fabuloso. Deu até vontade de estudar mais a respeito. Vou vasculhar o site.

  84. O governo na última década surfou na alto crescimento da demanda por commodities e do alto preço desses insumos.
    Infelizmente, não aproveitou esta janela de oportunidade para realizar as reformas estruturais.
    É certo que conseguiu que grande montante da população tivesse acesso à bens e serviços. No entanto, hoje, observamos que todas estas conquistas estão sendo revertidas pela ausência das reformas que serão inevitáveis.
    Obrigada
    Isis Monteiro

  85. Então, mesmo se o dólar não tivesse influenciado, se o governo tivesse mantido uma política de superávits primários elevados, haveria crescimento econômico continuo ou com a expansão de credito (via emissão monetária pelos bancos comerciais)a economia iria implodir mais a frente como esta acontecendo agora ?

  86. Se houvesse respeito pelos economistas brasileiros à Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, como deveria se comportar o gráfico 11 (evolução do crédito) ?

    Seria uma reta constante?

  87. Leandro,

    Muito se tem discutido por aqui sobre o mal que é para um país se fechar para o comércio exterior ou impor barreiras na tentativa de desenvolver um mercado interno. Concordo e gosto de ver os pontos de vista e explicações.

    Mas semana passada o jornal O VALOR publicou a matéria do link abaixo onde mostra que Maurício Macri estaria voltando a trás de sua decisão de abrir mão das restrições para importações, impondo algumas restrições para determinados produtos.
    http://www.valor.com.br/brasil/4494546/argentina-volta-restringir-importacoes-do-brasil

    Essa decisão seria principalmente em decorrência do grande saldo de importações que chegou na Argentina, colocando em risco as empresas locais, como a automobilística, voltando ao protecionismo desta e de outras.

    Pergunto:
    Será que Macri deveria deixar as empresas nacionais quebrarem mesmo? Ou será que o movimento que ele fez foi certo, mas errou na dosagem? Será que essa abertura deveria ser gradual, ou após uma construção melhor do cenário interno?

    Que reflexão podemos tirar disso tudo?

    Abraços.

  88. O governo Lula surfou na alta demanda por commodities em um estado que tinha as contas públicas acertadas e inflação controlada.
    Dentro deste cenário conseguiu investir em políticas públicas visando reduzir a desigualdade.
    Caso o quadro mundial fosse outro, o governo Lula poderia ter sido interrompido em 2005 com o estouro do mensalão.

  89. Na segunda metade da última década vivíamos a euforia do governo Lula e do boom de commodities, que maravilhava o povo e encantava as elites internacionais. Ignorando que o Brasil não parava de se desindustrializar, a revista “The Economist” transformou, em uma capa de 2009, o Cristo Redentor em um foguete com o título “Brazil Takes Off”, “O Brasil decola”, enquanto nós, brasileiros, acreditávamos no conto de fadas dos Brics.

  90. Realmente vivemos uma grande ilusão na última década. As conquistas sociais começão a se desfazer neste início de 2016.
    Pensavámos que estavamos decolando,mas na realidade estavamos indo de cabeça ao encontro de um muro.
    O Brasil cresceu não em função de aumento de produtividade. O Brasil cresceu carregado pela alta demanda da China.
    Neste período poderíamos ter realizado as reformas estruturais, no entanto, ficamos passivos em berço esplêndido.
    Perdemos uma grande oportunidade

  91. Um dia a história há de resgatar o real valor de uma administração competente, fluída, que se alinhou a países como o Irã para apoiar os projetos pacíficos nuncleares, esse povo que tomou da água boa agora se vira contra o grande timoneiro do ABC, a história é injusta, escrita principalmente pela mídia golpista.

  92. Leandro,

    Perdoe-me minha ignorância, mas em relação aos manufaturados: neste grupo estão incluídos commodities como minério de ferro? Ou algum tipo de commoditie?

    Dei uma pesquisada rápida e me parece que fazem essa separação entre manufaturados e o minério.

    Gostaria de esclarecer esse pequeno detalhe, porque mesmo concordando totalmente com sua análise, algumas pessoas ainda batem na tecla do minério de ferro, que a forte queda da venda desta matéria prima causou um “efeito em cadeia” na economia brasileira.

    Parabéns pelo texto!

    Abraço.

  93. O governo Lula teve um grande crescimento porque o mundo cresceu. O Brasil surfou na onda de exportações de commodities com altos volumes e preços.
    Este crescimento não foi devido à alguma ação ou reforma que o governo tenha feito. Simplesmente acompanhamos o crescimento mundial.

  94. Meu Deus!
    Em 2007 viviamos uma grande euforia. A economia bombando, teríamos copa do mundo em 2014 e olimpiadas em 2016. O Brasil parecia que deixaria para trás a promessa de “País do Futuro” para se tornar “O País do Presente”.
    Que desilusão. Hoje em 2016, encontramos em uma situação pré-falimentar. O estado está quebrado. Crescemos 0,1% em 2014, -3,7% em 2015 e a expectativa é repetir em 2016 os -3,7%.

  95. O Brasil se perdeu em 2.009 com a nova matriz economica que aumentou as distorções, aumentou os problemas fiscais e foi a origem próxima da crise.
    Aumentaram subsídios a certos setores, os preços da eletricidade e da gasolina foram congelados, o governo adotou uma nova forma de cálculo do salário mínimo, aumentou a proteção a certas indústrias.
    A nova matriz economica passou a ignorar a disciplina fiscal.
    Estes foram os pontos que nos levaram ao atual cenário de quebradeiras.

  96. Boa tarde Leandro!
    Meirelles cogitado para fazenda. Os EUA não estão em guerra.
    Pergunto:
    O que pode ser feito para o Brasil avançar

    Grato

  97. O Brasil precisa de uma reforma profunda. Precisamos reagir. Enquanto ficarmos apenas observando o que nossos governantes fazem, estaremos perdidos. Reação é a palavra. Precisamos ir para a rua. Precisamos encher a caixa postal de nossos representantes, precisamos apoiar abaixo assinados. Reclamamos mais nos encontramos em uma passividade total. Somente agora parece que estamos despertando. Enquanto não participarmos, viveremos no eterno descalabro.

  98. Alexandra Moraes

    A nova matriz economica utilizada nos últimos anos fez com que nossa economia entrasse em uma estagnação profunda. Esta política economica forjada no governo Lula e Dilma foi bastante danosa ao crescimento do Brasil. Em 2014, crescemos 0,1%, ou seja, nada. Em 2015, decrescemos 3,7%. A previsão para 2016 vai de -3,8% a -6%. Em 2017, vários economistas apuram zero de crescimento.
    Durante um bom tempo tivemos uma grande ilusão: renda, redução da desigualdade, melhora na educação, Bolsa família….
    No final verificamos que a conta será bastante salgada e que durante muito tempo teremos que arcar com ela.

  99. Parabéns pelo artigo, Leandro! Foi muito esclarecedor. Acabei de conhecer esse site e pretendo retornar mais vezes. O assunto é muito interessante e você conseguiu explicar de forma que até leigos pudessem entender. Obrigado.

  100. Leandro,
    Consegue explicar melhor o por quê isso acontece… “Todas as commodities (de minério de ferro a petróleo) são precificadas em dólar. Sendo assim, sempre que o dólar está fraco, os preços das commodities estão em alta, e vice-versa. Sempre”

    Fiquei confuso
    Obrigado

  101. Os presidentes americanos, sejam eles republicanos ou democratas, a primeira vista ficam surpreendidos e encantados com o “cara”, pois eles não sabem da estratégia petista de pedir dinheiro aos ricos, pedir votos aos pobres e no final enganar a ambos.

  102. "Há muita confusão a respeito do boom das commodities ocorrido na década passada. Sim, a China influenciou bastante, mas o papel do dólar foi decisivo. O boom das commodities está intimamente ligado ao dólar fraco."

    Leandro, eu resolvi fazer uma regressão linear simples entre o dólar comercial amplo (Trade Weighted U.S. Dollar Index: Broad, no FRED St. Louis) e o petróleo brent (Crude Oil Prices: Brent – Europe, no FRED St. Louis), desde exatos cinco anos atrás até hoje, o que contou com 1243 observações (dias). Na verdade, não cheguei a fazer outros testes (como autocorrelação, heterocedasticidade, e por aí vai), mas só a conclusão do R2 ajustado foi impressionante, no valor de 0,9572.

    Considerando que o preço do brent é a variável dependente do modelo (que vem da simples lógica e bom senso, dado que a própria cotação do petróleo é em dólar) e o índice do dólar amplo é a variável independente, pode-se concluir que 95,72% do preço do brent é explicado pela oscilação cambial do dólar em relação às outras moedas do mundo.

    Ou seja, essa estória da demanda da China ou mesmo dos países emergentes que fizeram explodir o preço do petróleo possivelmente é uma mera consequência do dólar fraco. De fato, o dólar fraco faz com que esses países tenham mais acesso à moeda internacional de trocas, o que também ajuda a impulsionar a demanda pelas commodities.

    Os outros 4,28% suponho que sejam explicados por fatores como leves flutuações de oferta e demanda que não estejam relacionadas à força do dólar em relação às outras moedas do mundo (como foi o recente caso do acordo da OPEP com o Irã; como a mudança do gosto do consumidor e por aí vai…). Interessante que são coisas que a mídia alerdeia, mas que do ponto de vista técnico são desprezíveis.

    Realmente, sua afirmação está lastreada em testes empíricos.

  103. Parabéns pelo artigo.

    me ajudou a ter um esclarecimento sobre a época e que uma grande parte da população brasileira acha que foi o presidente da época, ele só estava no momento certo e na hora certa. tirou proveito disso tudo.

    obrigado pela clareza no artigo.

    att,

    ademir jr.

  104. Eis um exemplo clássico de pesquisadores que miraram no que viram e acertaram no que não viram.

    www1.folha.uol.com.br/poder/2017/10/1925872-o-surpreendente-peso-de-duas-variaveis-externas-sobre-o-seu-voto.shtml

    "O bom desempenho em eleições e em índices de aprovação popular dos governantes de pelo menos dez países latino-americanos – entre eles Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina –, decorreram de dois fatores externos que fogem ao controle dos presidentes: a taxa de juros dos Estados Unidos e o preço das commodities (produtos primários, como alimentos, petróleo e minério).

    Usando análises estatísticas, os dois pesquisadores verificaram o impacto desses índices nos resultados eleitorais e nas pesquisas de popularidade dos últimos 30 anos em 18 países da América Latina (…).

    De acordo com a pesquisa, o eleitor premia com reeleição os presidentes que têm a 'sorte' de governar em períodos da 'bonança econômica' promovida pela queda na taxa de juros norte-americana e pelo boom das commodities, e pune os governantes que cumprem o mandato em período com indicadores externos menos favoráveis.”

    Acertaram ao dizer que a popularidade de presidentes latinos está relacionada ao preço das commodities, mas se esqueceram do “pequeno” detalhe de que o que determina o preço das commodities é o dólar.

    Commodities são mundialmente precificadas em dólar. Logo, dólar fraco, commodities caras. Dólar forte, commodities baratas.

    Consequentemente, o que determina a popularidade de presidentes latino-americanos é um dólar barato, o que permite expansão do crédito sem imediatas pressões inflacionárias. (Vide artigo acima).

    E nada tem a ver com os juros americanos. Durante Lula, os juros americanos chegaram a 5,25%, e durante Dilma chegaram 0,25%. Por essa “lógica” dos pesquisadores, era para Dilma ter sido campeã de aprovação.

    Eis o problema de querer fazer empiria sem dominar a teoria.

  105. O Molusco não pode voltar: “…E se não existir banco público, o Brasil vai ficar na mão de banco privado e se ficar só banco privado eles não vão ter nenhum interesse de fazer política de desenvolvimento que somente o Estado é que tem competência pra fazer”.

  106. Alexandre Schmitt

    Não entendi sobre a soja. Ela é cotada a dólar, mas sua produção é interna, dessa maneira a cotação do dólar não seria irrelevante para o produto?

  107. Que os moderadores não se irritem se eu falar só mais uma vez.É que o cenário do artigo aí de cima está de volta mesmo:istoe.com.br/ouro-sobe-com-dolar-mais-fraco-e-possibilidade-de-guerra-comercial/.Vai lá Bolsonaro ganha a eleição e vira deus!

  108. Antes de mais nada, eu sou completamente leigo, mas sigo o site pois procuro conhecimento relacionado a economia. Então por favor, caso eu diga alguma besteira muito grande tentem não criar um ódio mortal por mim.

    Como a matéria mostrou no início, ao que parece as escolhas que o Ex Presidente Lula e sua equipe fizeram foram acertadas no primeiro momento, o que surpreendeu o mercado de maneira positiva gerando uma certa estabilidade econômica. Com isso veio o aumento do crédito, mas aí que está. Até que ponto o aumento do crédito bancário é beneficiário? Pois na visão de alguém leigo como eu fica parecendo que ele é benéfico apenas no primeiro momento, pois conforme os bancos emprestam e endividam a população, mais complicada fica a situação a médio e longo prazo. Então como estabilizar a economia e gerar aumento de crédito ao mesmo tempo que se controla a quantidade de dinheiro real e/ou virtual e endividamento? Tudo isso a médio e longo prazo não acaba desvalorizando a moeda? Como se evita que isso ocorra para manter uma moeda forte?

    Nas próximas eleições eu não enxergo nenhum candidato apto o suficiente nem sequer pra nomear uma equipe econômica que seja vista de forma positiva pelo mercado. E mesmo que o faça e consiga uma certa estabilidade inicial, assim como Lula conseguiu nos primeiros meses, eu, leigo que sou, não sei quais seriam os próximos passos que a equipe teria de tomar para que o Brasil saia desse looping que parece ocorrer desde sempre.

    Por favor, não me enxerguem como um Petista, não sou, sou apenas alguém que vê o cenário atual e futuro de forma negativa buscando entender o que seria necessário acontecer para que eu consiga enxergar o futuro do nosso país de forma mais positiva.

    Poderiam me indicar algum artigo no site que julguem serem úteis para responder a minha dúvida?

    Muito obrigado.

  109. Gordo Capitalista

    Com 200 milhões de habilitantes, o Brasil precisa ter um PIB de 15 trilhões de dólares, para ser considerado um país

    rico.

    Ou seja, teríamos que crescer próximo à 10% por mais de 20 anos. Precisamos produzir 10 vezes mais com a mesma população.

    Quem vai fazer o nosso povo trabalhar para produzir 10 vezes mais ? Será que tem infraestrutura para produzir 10 vezes mais ? Como é que iremos produzir 10 vezes mais sem poupança, sem educação, sem infraestrutura e sem livre mercado ?

    A questão é mais simples do que parece. Temos que produzir 10 vezes mais com a mesma população, sem inflação e com uma população idosa crescendo a cada dia.

  110. Gordo Capitalista

    Não é difícil melhorar o país.

    O problema é que os professores, jornalistas, políticos e muitos intelectuais são burros.

    A mentalidade anti-capitalista condenou o povo à pobreza. Isso fechou milhares de empresas, ou impossibilibou a abertura de outras milhares de empresas.

    Não há alternativa. Nada vai resolver o problema, a não ser o PIB do país chegando em 15 ou 20 trilhões de dólares.

    Esses doentes inventam bolsas, auxílios, isenções, subsídios, aposentadorias, serviços grátis,beneces, vales, etc; que servem justamente para o povo párar de trabalhar, beber cachaça, usar droga, cometer crimes, fazer carnaval; e todas as macaquices que costumamos ver no Brasil.

    A CLT é coisa de retardado. A CLT criou milhares de funcionários retardados, que só pensam em mamar nas empresas.

    Quando você escutar um professor, um jornalista, um político ou muitos intelectuais, saiba que eles colocaram milhões de pessoas em estado de retardo mental.

  111. Que nostalgia sinto por mais uma vez ver esse artigo.

    Agradeço muito ao Leandro pelo seu exímio trabalho (e também por or sua paciência de Sísifo com a economia brasileira).

  112. Veja bem, não quero impor a verdade – sendo que tal coisa nem existe pra filosofia, que não é ciência, o que não é demérito, muita coisa foi conquistada sem esse tipo de entendimento e toda forma de conhecimento merece respeito. Espero não ter parecido arrogante.

    Coloquei do modo mais científico que pude e tentei suprimir ao máximo meu modo de ver o mundo. Espero que consega hahaha, ainda somos humanos. As ciências humanas são idiográficas (trabalham com tendências e lógica) enquanto as ciências exatas são nomotéticas (trabalham com normas calculáveis e inquebrantáveis). Nesse sentido, não se pode esquecer o revisionismo dentro das humanas, trabalhar com conceitos de maneira epistemológica, não cometer anacronismos e sempre requerer aos fatos, quanto mais próximo o estudo for da realidade – sem cair no positivismo lógico – mais verdadeiro poderá ser.

    Vamos a questão da divisão da liberdade em duas que já vi alguns de vocês libertários fazerem – Liberdade absoluta e liberdade do indivíduo. Não há a necessidade dessa analogia, que mais pareceu método afim de criar uma escola de pensamento – ocorre bastante isso. Liberdade com preposição e um regente ou só advérbio não faz diferença. Liberdade no conceito do Aurélio é: Poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação dentro dos limites impostos por normas definidas. E a vocês, eu digo, que no direito, na sociologia, na filosofia, na história, na antropologia existem diversos pesquisadores trabalhando esse ponto. Veja os estudos em ética, poder e moral para mais informações sobre tal tema.

    Do ponto da propriedade privada. Esse é o pulo do gato, caso se “assinar um contrato com um tribunal que julga” então de modo algum pode existir propriedade privada sem estado-nação, pois é um estado que com seu aparato de coerção social, o chamado, Monopólio da Violência Legítima (MVL) realiza e mantem a propriedade privada. Vide John Locke e muitos outros pais do pensamento liberal, sobre a ideia do contrato social, em que o estado serve para proteger a propriedade privada e por isso ele protege as pessoas. Aliás, é sempre bom lembrar aos defensores do capitalismo que o proprio Adam Smith diz:

    “É injusto que toda a sociedade contribua para custear uma despesa cujo benefício vai a apenas uma parte dessa sociedade". Ele NÃO estava falando sobre o Estado Democrático de Direito, mas da velha aristocracia feudal detentora dos meios de produção.

    Ele era um FORTE defensor do uso de impostos progressivos para custear programas sociais como diz seu comentário: “Não é muito irracional que os ricos contribuam para a despesa pública, não só na proporção de suas receitas, mas também em algo mais do que na proporção”.

    Ele era um grande critico da formação de carteis e oligopólios inevitáveis em um sistema econômico sem regulamentação Estatal e Social: “As pessoas do mesmo comércio raramente se reúnem, mesmo por alegria e diversão, mas a conversa termina em uma conspiração contra o público, ou em alguma disposição para aumentar os preços”.

    Assim como o acumulo muito grande de poder pela propriedade privada: “Onde há uma grande propriedade, há uma grande desigualdade. Para um homem muito rico, deve haver pelo menos quinhentos pobres, e a afluência dos poucos supõe a indigência dos muitos. A afluência dos ricos excita a indignação dos pobres, que muitas vezes são conduzidos pela vontade e inciados a invadir suas posses. “.

    Ele era CONTRA o acumulo de propriedade por saber que isso leva a uma desigualdade social e seus problemas: “Sempre que haja uma grande propriedade, há uma grande desigualdade”

    Ele NÃO ACREDITAVA NA VIRTUDE DO COMPORTAMENTO EGOÍSTA: “Quão egoísta é a suposição do homem, há evidentemente alguns princípios em sua natureza, que o interessam na fortuna dos outros, e tornam sua felicidade necessária para ele, embora ele não tire nada disto, exceto o prazer de vê-lo”.

    E ele sabia que o empresario NÃO era capaz de servir ao bem publico EM NENHUMA SITUAÇÃO: “O interesse dos empresários é sempre em alguns aspectos diferentes e mesmo opostos ao do público … A proposta de qualquer nova lei ou regulamentação do comércio que vem dessa ordem … nunca deve ser adotada , até depois de ter sido longo e cuidadosamente examinado … com a atenção mais suspeita. Ela vem de uma ordem de homens … que geralmente têm interesse em enganar e até oprimir o público ”

    E ele era um critico ferrenho do materialismo: “O filho do pobre homem, que o céu tem em sua ira, visitado com ambição, vai admirar os palácios para invejar. Ele trabalha toda sua vida para superar seus concorrentes, apenas para encontrar o fim de que os ricos não são mais felizes do que os pobres nas coisas que realmente importam “.

    O mercado e TODA ÉTICA ANCAP estão CONTRA A LIBERDADE EM QUALQUER ESFERA.

    Caso fosse aplicado, do ponto de vista sociológico. É necessário compreender que Anarquismo e Marxismo estão muito próximos nas análises sociais e diferem muito nos pragmatismos e na atuação, tendo o mesmo berço (A Queda da Bastilha). Ainda que tenham se enfrentando no passado e os primeiros foram caçados por Stalin na URSS, bem como foram atacados pelos marxistas na guerra civil espanhola, e pelos fascistas da frente de Franco. O que mostra as muitas frentes ideológicas que existem e que esquerda e direita respectivamente atacaram os anarquistas. Mas onde se diferem? O Marxismo é muito metódico ao dizer que os povos passariam por estágios, sendo estes diferentes Modos de Produção (MPs); o Modo de Produção Comunista Primitivo (de sociedades coletoras, caçadoras, pescadoras), o Modo de Produção Asiático (de reis com súditos em que tudo era do rei, como na Babilônia, na China, no Egito, na Europa Meridional, podendo ocorrer em outros lugares), o Modo de Produção Feudal (da Europa setentrional no sistema de Suserano e Vassalagem), o Modo de Produção Capitalista (onde ocorre a separação entre proletários e capitalistas), o Modo de Produção Socialista (onde haveria no pós revolução operária ou entrega livre dos meios de produção uma crescente estatização destes, um governo único e a constante extinção do mercado, bem como da propriedade privada) e o Modo de Produção Comunista (aqui com tudo já estatizado e não havendo mais classes sociais não haveria por quê manter um governo e logo se extinguiria esta instituição também).

    Os anarquistas discordam nessa passagem para o Comunismo. Eles argumentavam que Marx tinha uma visão errônea de que o Socialismo fosse um sistema que levaria os homens ao horizonte utópico e que a única maneira de conseguir tal fato é o método Anarquista.

    Os anarquistas contradizem o marxismo quando apontam que o MP Socialista produziria um estado bem mais onipotente e opressivo que o estado capitalista, baseado no fato da propriedade estatal do conjunto da economia e que a sua burocracia sempre maior se negaria a desaparecer, levando o povo a um novo meio de supressão da liberdade mais agressivo ainda. Diziam que já no ato da revolução não poderiam permitir que se criasse um novo estado e que todas as coisas fossem socializadas com o fim de toda a riqueza ser igualmente distribuída entre todos os trabalhadores. O próprio Piotr Kropotkin tem muitos trabalhos sobre como seria o mundo anarquista. Com hospitais, escolas, empresas, fazendas etc. sendo todos de todos e enriquecendo igualmente à todos, num modo de vida em que as pessoas iriam se organizar pelo diálogo e receberiam tratamento igual visto que, teoricamente, não haveria desigualdade nesse mundo.

    Os anarquistas que são críticos do pensamento marxista são: Proudhon, Bakunin (ele como o maior nome a prevenir os absurdos da burocracia da URSS e sua capacidade opressiva) e Stirner. Provavelmente existem muitos, mas não me lembro agora.

    Até mais!?

  113. bao tarde,

    Uma dúvida que não compreendi. O Governo fez essas medidas de austeridades atraindo investidores para o país, então houve a expansão de crédito.

    Mas minha dúvida é porque ela ocorreu ? o juros eram baixos? o governo estimulou isso? e se foi ele então essas medidas de austeridades serviram apenas para atrair os investidores?

    muito obrigado.

  114. Autodefesa e Contra-revolução

    Aquela recomendação liberal de comprar armas para nos proteger do governo, nunca esteve tão atual e realista.

    Os políticos, funcionários públicos e militares gastam dinheiro sem nenhuma satisfação ao povo.

    A grande mídia está toda comprada pelo governo. Muitos empresários sustentam o sistema corrupto, em troca de beneces e isenções.

    Empresários e trabalhadores são roubados pelo governo, sem nenhuma satisfação do ministério público.

    Serviços públicos são pagos, sem nenhum retorno ou satisfação do governo.

    Não se trata de briga ideológica. Se trata do povo pagando e não recebendo nada em troca. Com o mínimo de sanidade, já seria possível concluir que estamos sendo asssaltados.

    A posse de armas só nos garantiria uma contra-revolução. Do jeito que está, eles só não fazem revolução socialista porque não querem. Não podemos fazer igual a venezuelanos que combatem a revolução socialista com pedras.

    Se o governo e os militares já fazem tudo isso, só falta eles começarem uma revolução socialista.

    O povo precisa aprender com os judeus. Cansamos de tomar surra do governo. Uma hora nós iremos revidar.

  115. Leandro passo aqui pela mises só para ler seus artigos.

    Como avalia o cenário “hoje”, estamos diante de uma desvalorização do dólar perante as principais moedas (EUR, GBO E JPY) e as commodities indicando o inicio de uma tendencia de alta.

    Estamos na iminência de uma alta volta aos anos das vacas gordas considerando toda conjuntura mundial (Trump, d[olar em queda, commodities em alta)

  116. Se alguém doar uma loja de material de construção para um socialista, a loja vira fumaça de maconha.

    Se doar para um liberal, vira um condomínio de casas.

    Se doar para um conservador, vira uma loja lucrativa.

    Se doar para um keynesiano, a loja vira um dívida.

    Se doar para um comunista, a loja vira materiais espalhados que não servem para nada.

    Se doar para um social-democrata, a loja vira uma casa sem telhado.

    Se doar para um facista, a loja vira um monopólio.

    Se doar para um progressista, a loja vira uma crise financeira.

    Se doar para um anarco-capitalista, a loja vira um condomínio fechado.

  117. A maior sacanagem do governo foi baixar as taxas de juros via medida provisória. Aí o empreendedor viu uma oportunidade onde o custo do dinheiro baixou, o quanto ele iria pagar de juros era menor que a inflação, ou seja, estava ganhando dinheiro. Isso fez com que milhares de projetos engavetados voltassem para a mesa. Os próprios bancos já sabiam que o calote viria em breve. Não deu outra, a empresa demorou 1 ano para ficar pronta, mais um ano para comecar as vendas e quando chegou no mercado não havia mais clientes.

  118. Tentar explicar o artigo aos seguidores do INRI-Lula não é nada fácil. Podem-se apresentar textos, números econômicos, exemplos práticos em que a própria pessoa vive ou aqueles vividos por outras pessoas (Cubanos, Norte Coreanos, Venezuelanos, Bolivianos, Chineses e Soviéticos/Russos) e nada. A fé no socialista bonzinho, aquele conhecido por "pai dos pobres", que deu carro, casa, passagens de avião, faculdade e boletos de financiamento para 30 anos, segue inabalável. Para quem não pode desistir (mudar de país), é desanimador.

  119. g1.globo.com/economia/noticia/entenda-a-reforma-de-trump-que-levou-empresas-a-subir-salarios-e-criar-vagas-nos-eua.ghtml

    Notícia ótima para ser jogada na cara de ofensores do livre mercado!

  120. Fiquei um pouco confuso na parte das commodities, ” o enfraquecimento do dólar gera um aumento nos preços do minério, e isso leva as mineradoras a expandirem seus investimentos.” por que o enfraquecimento do dólar gera um aumento nos preços, se ele são reajustados pelo dólar, uma queda no dólar não iria diminuir seus preços?

  121. Pensador Puritano

    Proponho ao IMB analisar os planos econômicos de todos os candidatos a Presidência de forma isenta e sem induções,pois esta é a marca do IMB,isenção e imparcialidade em suas análises,enfim poderia a cada dia postar o plano de cada um e peço isto encarecidamente,pois vocês tem um corpo técnico altamente gabaritado para fazerem estas análises tão importantes e necessárias para nossa evolução pessoal e patrimonial.

  122. Jos%C3%83%C2%A9 Salom%C3%83%C2%A3o

    O próprio artigo cita que Lula, no primeiro mandato, fez exatamente o contrário do prometido em campanha – para sorte do país – quem garante que o próximo presidente não fará o mesmo, só que desta vez para inviabilizar de vez o Brasil.

  123. Teoria furada.

    Como é que hoje, em julho 2018, a Selic está em sua baixa histórica e não está havendo uma explosão do crédito e consequentemente do IPCA ? E agora não tem dólar baixo não, já passou de R$ 4 !

    Algo muito errado nessa análise !

  124. Sei que não é o assunto do artigo, mas entre Gustavo Franco (do João Amoêdo), Paulo Guedes(Bolsonaro) e Pérsio Arida (Alckmin), qual destes é o ideal para o cenário brasileiro do ano que vem ? Falo dos economistas apenas e não dos candidatos.

  125. Cristiane de Lira Silva

    Ainda estou tentando entender o “gente que povo chato!” nos comentários. Se fosse aqueles textos conservadores sobre moralidade eu teria dito a mesma coisa, mas usando meu nome verdadeiro.

  126. Danilo Henrique Montuan

    Sem dúvidas um artigo muito bem escrito e uma tese muito bem explicada. Isso significa que ela está correta? Não sei. Será que as premissas estão corretas? Se não estiverem, todo o “prédio” desmorona.

    Eu não acho economia um assunto complicado. Acho que quem torna ela complicada são os economistas ortodoxos e toda a matemática que eles manipulam à vontade para provar o que quiserem com base em premissas questionáveis.

    Vejamos. Porque não atribuir à grande expansão econômica do país no período mencionado à alta do poder de consumo graças ao investimento nos programas sociais? Porque não atribuir ao acesso massivo das classes mais baixas às universidades e a qualificação do mercado? Porque não atribuir ao pagamento da dívida externa com o FMI e a retomada da nossa independência? Porque não atribuir à política de coalisão do Governo Lula, que conseguiu unir todas as classes em um mesmo propósito, gerando ambiente político propício para retomada da confiança e dos investimentos? Por que não atribuir à massiva expansão de crédito promovida por políticas públicas BNDES? Por que não atribuir aos investimentos em infraestrutura no Nordeste?

    Precisa mesmo dar toda essa volta intelectual para tirar o mérito das políticas estatais voltadas para o investimento social, que fez o Brasil alçar a 7° maior economia do mundo, só pra defender a tese liberal?

    Talvez o fato de eu não ser economista me torne “incapacitado” nessa discussão, contudo, meu bom senso anda está preservado no sentido de que se houve alguma coisa que fez o País crescer no período mencionado, foi o investimento no ser humano e a inclusão do pobre no orçamento público.

  127. Leandro, eu te perguntei um tempo atrás o que você acha do Alckmin e do Pérsio Arida e o que eles poderiam acarretar para o futuro da economia brasileira, mas infelizmente eu perdi a minha pergunta e não consigo encontrá-la. Você poderia me responder de novo por favor?

    E sobre o João Amoêdo e o Gustavo? Por que o Gustavo Franco é contra o padrão-ouro?

  128. Boa noite Leandro tudo bem?

    Gostaria de lhe fazer algumas perguntas que estou tendo dificuldades para achar uma resposta, poderia me ajudar por gentileza?

    01- Sobre inflação e aumento de preços

    O governo se endivida através de títulos do tesouro para pagar suas despesas, o Banco central orquestra todo esse evento e o sistema bancário de reservas fracionárias potencializam a expansão desses meios fiduciários aumentando a quantidade de dinheiro na economia.

    Conforme foi dito por diversos artigos do site do IMB, o dinheiro entra sempre na forma de empréstimos por pessoas,empresas e governos. Seria correto afirmar então que o aumento de preços é dado apenas pela pressão da demanda – consequência devida a propensão das pessoas e empresas a pegarem empréstimos?

    02- Não estou conseguindo fixar a desvalorização do dinheiro por pressão de demanda. Vamos supor que eu more numa ilha que tenha 100 ‘dinheiros’, nela eu vendo abacates a 1 dinheiro, se a quantidade de moeda for para 200, logo meu abacate vai automaticamente para 2 dinheiros -vamos supor que a quantidade de produção se manteve. O preço do abacate aqui vai aumentar pela demanda ou pela desvalorização? Este é o paradoxo em que me encontro.

    03- Porque os preços não conseguem voltar a valores de 2010 por exemplo? O povo ja se encontra endividado então não tem demanda pelo novo dinheiro criado na economia , logo os preços nao tinham que cair na mesma proporção?

    04- Na cesta de produtos do IPCA tem muita coisa atrelada a dólar, então qual a lógica do Bacen subir os juros se certos produtos que compõe o índice, tem sua cotação em dólar ?

    05 – Porque alguns economistas dizem que inflação é bom para crescimento? Do que adianta ganhar no nominal se no real é tudo perdido?

    06-Para o povo brasileiro ter maior poder de compra é somente com a dolarização da nossa economia?

    Atenciosamente

  129. Bom dia Sr Roque.

    Obrigado pelo artigo, muito bom. Mas eu tenho uma pergunta.

    O que teria acontecido entre 2000 e 2011 se o Brasil estivesse sob um gold standard com 100% de reservas ?

    E, o como estaria a situação financeira e económica do Brasil, hoje, se estivesse sob este “standard” ?

    Obrigado,

    Ruan.

  130. All your base are belong to us

    BOLSOTÁRIO ao invés de pagar mico assistindo o Trump discursar, deveria ter colado esse link no Twitter dando uma indireta que se os EUA entrassem na guerra, a situação do Brasil melhoria.

    Já imaginou os jornalistas (que com certeza iriam noticiar esse “absurdo”) tendo que explicar esse artigo magistral do Leandro Roque? Petistas e simpatizantes não saberiam onde enfiar a cara.

    http://www.porcocapitalista.com.br/13-paises-que-ultrapassaram-o-brasil-durante-a-era-pt-e-hoje-sao-mais-ricos-que-nos/

  131. Leandro, estou lendo o seu artigo 14/02/2020. A análise passada e futuro-profética são impressionantes e assustam pelo acerto do que ocorreu nos anos seguintes. Agradeço por compartilhar o seu conhecimento.

    Se me permite duas perguntas: a política do Trump de baixar indiscriminadamente os impostos poderia gerar uma nova onda de desvalorização do dólar em médio prazo, já que haveria explosão de consumo, e, portanto, de dólar em circulação? Você consegue vislumbrar alguma distorção na economia americana que propicie esta desvalorização do dólar?

    Meus cumprimentos.

  132. Estou lendo isso 06/05/2020, 1 dólar custa incríveis 5,72 reais, o endividamento está chegando a 90% do PIB e a taxa SELIC está em inéditos 3% ao ano. Estamos no meio de uma crise mundial causada por uma pandemia (vírus Covid 19).

    Me avisem daqui a um tempo se as coisas estiverem melhores hahahaha

  133. Esse artigo continua atual. O impeachment resolveu alguma coisa e até que o governo Temer fez bastante coisa, agora estamos com um “governo novo” e as reformas ainda são uma incógnita, principalmente a tributária. O dólar mundialmente forte força reformas estruturais.

    Será que o Programa Voo Simples vai mudar algo para melhor? Teremos um dia aeroportos de ponta e passagem de avião por R$ 100?

  134. A guerra no Iraque começou oficialmente em 2003. Imagino que só um ou dois anos depois começem os gastos militares, e o reflexo na desvalorização da moeda americana, já que o exercito já possuía algum armamento, e o reflexo da impressão de dinheiro leva algum tempo para aparecer.

    Aqui diz que o dolar começou em ~2,70 e terminou em ~1,70 durante a guerra, o que não me parece um câmbio “depreciado”, pelo que entendi do artigo.

    Pergunto:

    – Os valores da tabela não estão corretos ?

    – Os EUA perderam paridade de poder de compra apenas, mantendo-se o valor nominal do câmbio ?

    – Os valores (que não me parecem baixos) são de fato baixos ?

  135. Melhor responder atrasado (ao André) do que não responder:

    Os EUA já tinham poder bélico massivo antes da guerra. Gastos com tropas também já existiam; apenas aumentaram. Por fim, consequências de dívidas geralmente levam uns anos para vir aos olhos

  136. Vou concordar então que o dólar era baixo na época (não me pareceu tão baixo, mas OK. Não foi o único fator, como explicado pelo colega Imperion)

    Mudando de assunto:

    Outros artigos do Mises esclarecem as seguintes ideias (que me fazem absoluto sentido):

    – Exportar não é bom, pois cria escassez de bens por aqui;

    E

    – Já que dólares só servem mesmo para permitir a importação, e não baixam o câmbio no longo prazo, é inútil um estoque imenso de moeda;

    Aliás, hoje, a exportação não está trazendo dólares pro país. O exportador não está convertendo para Real aquilo que ele fatura

    Pergunto:

    Por que o boom das commodities foi bom para o país ?

    No meu entendimemto, as duas/três coisas “ruins” acima acontecem no boom.

    …Ou eu não entendi o mecanismo do boom.

  137. Agradeço a explicação, Leandro.

    Peço então que alguém confirme se eu entendi direito:

    Crescemos APESAR do encarecimento das commodities ?

    Afinal, somos consumidores de commodities, e um encarecimento delas* nos seria péssimo

    *O “boom das commodities” nada mais foi do que uma disparada de seus preços causada pelo dólar em contínuo enfraquecimento. Só isso.

  138. Obrigado pelo artigo Leandro, eu leio esse artigo pelo menos duas vezes por ano desde que ele foi lançado em 2015. Tenho escutado bastante sobre ciclo de commodities atualmente (fazem 2 anos) e todos os analistas comentam sobre o ciclo de 2004. Oque eu acho impressionante, é que sequer nenhum – absolutamente nenhum dos mais de 100 que estudei – fala que existe uma relação entre a Guerra do Iraque e o Boom das Commodities. A maioria deles falam sobre a China e alguns falam também sobre a desvalorização da moeda, mas nenhum fala sobre a Guerra. Você sabe o porque disso? Você poderia esclarecer porque ninguém comenta sobre a Guerra? Pergunto porque parece algo totalmente ignorado. Obrigado novamente pelo ótimo trabalho.

  139. Obrigado pela resposta Leandro. Eu pensei que você não estava mais tão ativo no Instituto, por isso nem esperava uma resposta, e fiquei ainda mais surpreso pela velocidade. Obrigado novamente.

    O impressionante é que nem são jornalistas que ignoram – ou parecem ignorar – esse fato da Guerra do Iraque ter influencia indireta com o boom das commodities, eu estou falando de gestores e analistas de fundos que gerem bilhões de Reais, nunca, nem se quer, comentar sobre a influência da Guerra no ciclo de 2004. Será isso completa ignorância do mercado financeiro brasileiro? Acho bem estranho, talvez essa noção seja mais difundida em outros países principalmente nos EUA?

    Agradeceria se você tiver mais literatura para compartilhar sobre esse assunto. Como comentei antes, eu leio esse artigo pelo menos 2 vezes por ano e gostaria de ir mais a fundo (nessa última relida, vi que você mencionou que existe uma corrente que diz que a crise de 2008 foi causada indiretamente pela guerra do Iraque).

    Obrigado novamente!

  140. Como comentei logo acima, ainda na metade desse ano, passei todo o 2021 escutando que a carne na época do lula custava 20 reais.

    Li esse bom artigo três vezes, entre outros, explicando qual foi o motivo do “sucesso”

    Mas ainda é pouco.

    Teve esse artigo que parece mais simples que o do Mises, mas ao mesmo tempo mais completo (ou talvez com uma abordagem mais impactante).

    Acho que agora é a hora, ano de eleição, de fazer um (UM, não dez espalhados) artigo simples (para o povo) explicando por que o governo lula foi péssimo.

    O ad hominem da direita contra ele (também comentei acima) não vai durar muito

    Também é tempo pra informar o que um candidato deve e o que jamais deve defender. Artigo também pro povo.

    Ou aguentem Ciro presidente.

    Bolsoguedes não tem mais condição de ser apoiado. E duvido que se reelege.

  141. Esse artigo deveria ser publicado em todas as mídias sociais para esclarecimento dos milhões e milhões de eleitores do “filho do Brasil” (um dos apelidos de Lula) mas a mídia marrom torce o nariz para a verdade.

    E o Ze Povinho, sem instrução e com síndrome de Estocolmo, vai eleger o Lula de novo. Ele está na frente em quase todas as pesquisas eleitorais, não tem como refutar isso.

    Quanto a mim, não ficarei novamente com peso na consciência elegendo um mal governante como Lula ou Bolsonaro. Desta vez não vou votar, ficarei neutro como um suíço para a consciência não pesar. Quem governa de verdade é o Centrão e o STF, daqui uns anos vem aí o semi presidencialismo.

  142. Que bom que trouxeram de volta esse artigo, li ele há 7 anos atrás e continua extremamente ATUAL!!! Pra mim foi uma virada de chave, agradeço eternamente aos criadores.

  143. Diego Nogueira Rocco

    Muita atenção, camaradas do Miss Brasil. Acabei de escrever um artigo no qual eu abordo detalhadamente a economia dos governos Lula e Dilma. Na minha opinião, ficou muito bom. Gostaria que avaliasse e, se possível, compartilhassem para o número máximo de pessoas (o povo precisa saber a verdade). Aqui está o link. Muito obrigado também ao Leandro pelos artigos aqui do Mises Brasil (ajudaram muito).

  144. Oi Leandro, sou muito fã do seu trabalho já fazem quase 10 anos, meus parabéns!

    Uma dúvida sobre a taxa de juros, quando o governo emite um título que ele tem que pagar o valor mais o prêmio de risco.

    Isso não seria inflacionário?

    Eu lembro disso na Argentina, quando chegava o vencimento dos bonds, a base monetária acabava aumenta do e gerando mais inflacao.

    Isso nao chega a acontecer se o governo subir a Selic?

    Grato desde já pela explicação,

    Lucas

  145. Infelizmente estamos presenciando a maior demonstração de insensatez de uma nação, me atrevo a dizer que seria estupidez ao invés de insensatez, mas acho que ambas definem uma grande parte da população brasileira atual.

    As próximas eleições, seguindo-se qualquer lógica sensata e excluindo o fato de que jamais poderia existir, deveria contemplar apenas dois possíveis resultados, os votos no representante atual do estado e os votos nulos, e só. Mas infelizmente estamos testemunhando a estupidez em uma escala jamais vista, ou seja, possuímos um político, ladrão e condenado, que possui chances de ser o novo representante do estado brasileiro.

    Alguns como eu, sentem vergonha, outros apenas contemplam que ele, o estado, nunca será tão bem representado, caso o larápio seja eleito. Triste.

    Os adeptos podem ser classificados em quatro tipos claros de indivíduos:

    O primeiro é formado pelos ignorantes econômicos, que nunca entenderam e nunca nem se quer se deram o trabalho de entender, como se deu o desdobramento do governo do PT. Do sucesso do primeiro mandato ao fracasso total, que culminou com o impeachment da sucessora. Inclusive, neste último período do governo, tivemos o desprazer de testemunhar as manifestações populares de 2013, tamanho o descontentamento da população com o rumo da economia naquele momento. Simplesmente parece ter sumido da memória das pessoas. Bem descrita pelo artigo a seguir: O brasileiro foi as ruas e gostou, mas continua sem entender nada

    O segundo grupo é formado pelos desonestos ou vigaristas. Esse grupo, para continuar a cometer suas desonestidades, sempre vai recorrer ao conforto em uma entidade superior. A frase “Se até o presidente é um ladrão, por que eu não posso roubar também!”, deixa claro o "modus operanti" dessa turma.

    O terceiro grupo é formado pelos ignorantes, ou simplesmente “burros”. Pois em 2022, com todas as informações que possuímos a nossa disposição, a apenas alguns cliques do mouse, o sujeito acreditar nas mentiras de um político, ladrão e condenado, não nos deixa qualquer alternativa a não ser concluir, sem qualquer dúvida, que o indivíduo é “burro”.

    Finalmente, como em qualquer cartel, o quarto grupo, que é formado pelos comparsas, ou seja, aqueles que de alguma forma irão se beneficiar com a situação.

    Em qual ou em quais categorias estão incluídos os votantes é indiferente, mas a realidade é triste e assustadora, nos joga na cara a verdadeira situação de grande parte da população brasileira, lamentável.

    Mas uma outra questão, que também exalta a minha perplexidade com o momento é o tamanho que se tornou a polarização formada em torno dessa escolha. Ninguém está preocupado em identificar ou debater a real causa ou qual a verdadeira razão, que motivou o "establishment" a tentar trazer de volta ao poder, a quadrilha do PT.

  146. Para falarmos do governo Lula (e da Dilma), nem precisamos falar da corrupção e do projeto de poder (o governo Carlos Menem também teve corrupção e a economia argentina bombou na década de 1990).

    Basta dizermos que em treze anos:

    – Nunca fizeram nenhuma reforma estrutural na economia, quando tinham a oportunidade e poderiam aprovar no Congresso com facilidade. No máximo fizeram uma pequenina reforma previdenciária em 2003 (e que irritou os funcionários estatais).

    – Os salários reais ficaram praticamente estagnados no melhor momento da economia brasileira. De janeiro de 2003 a janeiro de 2016 (último mês da série), o salário médio real subiu apenas 17,12 %. Isso levando em conta o setor estatal. Quando pegamos apenas o setor privado, essa variação real foi de – 2,99 % (fonte, Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central do Brasil).

    – Nossa economia ficou entre as mais fechadas da América.

    – Lula falou do monte de universidade federal que ele criou lá no debate da Rede Bandeirantes (bela coisa, a ditadura militar criou também um monte de universidade) e não sei se é em todos, mas há instituto federal que foi basicamente um reaproveitamento de uma escola que já existia. A universidade com maior impacto na produção acadêmica brasileira em dados proporcionais (dados de 2016, Leiden Ranking) foi a Universidade Federal de Santa Catarina, que está na 670ª posição mundial, estando atrás de universidades sul-africanas, indianas, iranianas e chinesas. Qualquer pessoa que faz algum TCC vai ter que ir atrás de produção acadêmica estrangeira em língua inglesa. Para quem tiver curiosidade, esse é o histórico recente de gastos com universidades federais.

    – Dívida bruta de janeiro de 2003 a agosto de 2016 subiu em 373,53 %. Ganhou grau de investimento para depois perder, diminuindo as chances de ganhar o selo de bom pagador novamente.

    – Produtividade na segunda década perdida (década de 2010).

  147. MARCIO CIRNE DE GENARO

    Muito completo o texto. Bem interessante! Escrevo aqui após eleição de Lula em 2022 e venho acompanhado a bolsa, o dolar etc. O primeiro sinal que vejo é uma reação positiva dos investidores estrangeiros em relação ao governo dele, afinal, assim que ele se elegeu, o dolar caiu de forma bastante atípica com dinheiro estrangeiro entrando. Então talvez não seja apenas uma guerra externa que o Brasil precise. Talvez apenas boas relações políticas e comerciais com os outros países. Assim que lula foi eleito, minerio de ferro subiu muito e o mercado chines tb

  148. Oi Leandro,

    Uma dúvida. Além da guerra e de todos os motivos elencados, o USD não pode ter enfraquecido também por conta da criação e consolidação do Euro nessa época?

    2a pergunta: Nesse caso o Euro não estaria competindo contra o USD como moeda de reserva internacional?

    3a: Quais os impactos da criação e consolidação do Euro no preço das commodities em USD?

    Muito obrigado.

    Seu trabalho é maravilhoso, por muitas vezes eu invisto meu tempo verificando os comentários e suas respostas nos artigos que nos artigos em si.

    Grato novamente,

    Lucas

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