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A eleição de extremistas na Europa e o angustiante ocaso da sociedade aberta

A social-democracia europeia foi construída tendo por base um consenso ideológico profundamente antiliberal, filho bastardo de um pacto silencioso entre comunistas e fascistas.  Não obstante, a administração desse consenso social-democrata foi entregue a uma pequena elite supostamente tecnocrática, a qual renunciou a todo e qualquer discurso ideológico em prol do governismo. 

Nenhum partido majoritário jamais ousou contestar as bases desse consenso; jamais houve uma batalha de ideias e de valores.  Ao contrário, todos os partidos se limitaram a assimilar esse consenso com o intuito de maximizar suas chances de ascensão e de manutenção do poder.

Com efeito, aqueles poucos que ousavam discordar da ideologia dominante e que batalhavam para ao menos criar um debate mais aprofundado que questionasse a própria essência dos valores e das ideias social-democratas eram imediatamente tachados de reacionários contrários ao sistema — quando, na realidade, os maiores reacionários eram justamente aqueles que estavam dispostos a tudo para blindar um sistema claramente falido.

Sob este arranjo, desde que a qualidade da gestão social-democrata não fosse questionada pelo conjunto da população, o circo político seguiria funcionando aparentemente bem.  Porém, bastou as benesses começarem a escassear para que umas poucas formações de inspiração fascista ou comunista articulassem um discurso minimamente ideologizado e, com isso, atraíssem os votos dos descontentes.  E isso já foi o suficiente para estremecer a falida tecnocracia europeia.  Países como França, Grécia, Grã-Bretanha, Dinamarca e até mesmo Alemanha elegeram para o Parlamento Europeu um número recorde de políticos filiados a partidos tidos como extremistas.

Os especialistas foram rápidos em culpar a crise pela ascensão dessas formações filocomunistas e filofascistas — e, com efeito, uma redução nas benesses tem sua fatia de responsabilidade pela atual situação.  Mas o problema de fundo é outro: se a maioria da população associa a crise à necessidade de um antiliberalismo ainda maior é porque as ideias antiliberais vêm sendo majoritárias na Europa há décadas. 

Ou seja: se a incerteza econômica deve ser combatida com um estatismo ainda maior é porque os europeus já interiorizaram o discurso de que o estado tem de ser o provedor supremo e de que a liberdade é uma ameaça.  Diferentemente de outros momentos da história, o problema europeu não é que o Leviatã tenha a aproveitado a crise para crescer, mas sim que a maioria da população tenha implorado para que o Leviatã crescesse.

Não é à toa que o cerne do discurso das agremiações antiliberais que ascenderam com força em quase toda a Europa é idêntico: a total aversão à sociedade aberta e aos seus valores de tolerância, diversidade e voluntariedade.  Desde a Frente Nacional da França incitando o ódio aos imigrantes à Syriza da Grécia estimulando o ódio aos capitais estrangeiros, passando por todos os distintos grupos de extrema-esquerda que surgiram na Espanha e pelos neonazistas que ressurgiram na Alemanha e que são proeminentes na Grécia, todos têm o objetivo de asfixiar e reprimir radicalmente os poucos resquícios de liberdade que não foram destruídos pelo consenso social-democrata que governa a Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial. 

A maioria dos europeus não pensa hoje de maneira substantivamente distinta de como pensava há dez anos; o cerne de suas ideias segue sendo o mesmo.  O que mudou é que, há dez anos, todos estavam bem assistidos por um estado provedor que dizia não haver limites para suas benesses; hoje as benesses se exauriram e a inevitável realidade econômica se impôs.  O fato de que os recursos são escassos e não podem ser criados por meras palavras de políticos e burocratas é algo que está sendo sentido na pele pelos europeus.  E essa realidade bastou para que eles optassem por diminuir seu apoio à tecnocracia dominante e abraçar partidos ideologicamente mais radicais.

A questão é que as ideias liberais foram completamente banidas da cena política europeia durante a segunda metade do século XX, trucidadas pelo consenso social-democrata que foi erigido em torno de um dadivoso e corruptor estado de bem-estar social.  Reconstruir as ideias liberais não é algo que levará alguns anos, mas sim várias décadas: e décadas de espera é um luxo ao qual o Velho Continente simplesmente não pode se dar. 

O Velho Continente é velho no pior sentido do termo: sua população tem uma visão voltada apenas para o curto prazo, sua demografia está estagnada e já não há ilusões quanto ao futuro.  A adoção maciça de ideias antiliberais gerou uma mentalidade anti-empreendedorial na qual as pessoas visam apenas a consumir o capital que foi acumulado durante gerações, assim como a terceira geração de novos ricos dilapida a fortuna acumulada pela família.  E é isso que existe hoje na Europa: uma crescente geração de aposentados que aspira apenas a seguir coletando sua pensão garantida pelo estado e uma minguante geração de jovens desanimados e sem aspirações cuja opção mais racional é deglutir politicamente o capital legado por seus pais.

E é exatamente por isso que não há nenhum risco de uma revolução convencional, pois essa não interessa a ninguém.  O verdadeiro risco é que haja a consolidação irremediável do atual regime espoliador, agora sob um legitimador verniz de regeneração democrática; um sofisticado chavismo à moda europeia que renove a arena do circo e volte a distribuir benesses à custa da liberdade presente e da prosperidade futura. 

Nenhum partido majoritário ousa combater ideologicamente essa opção pela degeneração estatista essencialmente porque o cerne de suas ideias é o mesmo.  E isso os levou a uma sinuca de bico: de um lado, a manutenção de seus mandatos depende de que a recuperação econômica se consolide e que haja um arrefecimento dos movimentos extremistas; para isso, eles terão de adotar um pouco da agenda assistencialista defendida pelos extremistas.  Só que, quanto mais exigências assistencialistas forem feitas e atendidas, menores serão os fundamentos para uma recuperação sólida, pois maiores serão a espoliação e a destruição generalizada de capital (impostos, desvalorizações, inflação, controles de capital, aumento de impostos, tarifas etc.), o que aumenta o risco de esses partidos majoritários serem desalojados do poder.

Daí todo o temor com a ascensão dos partidos extremistas, que prometem a ampliação das mesmas benesses assistencialistas defendidas pelos partidos tradicionais, só que com um grau de populismo um pouco mais irresistível para as massas.

Esta talvez seja a pior consequência da social-democracia: quando os recursos se exaurem e as benesses deixam de ser redistribuídas, os extremistas adquirem proeminência.



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



  • Pedro  29/05/2014 15:00
    E se a história ensina alguma coisa é que seguimos os europeus cedo ou tarde. "Brace yourselves...the winter is coming"
  • gredson  29/05/2014 16:02
    os neo-nazistas estão voltando para politica è isso mesmo? ainda não caiu a ficha.
  • anônimo  29/05/2014 20:33
    Pra direita neocon, todo libertário (que consequentemente se opõe aos bilhões de dólares que os EUA mandam pra Israel todo ano) é um neonazista.
  • Silvio  03/06/2014 21:27
    Voltar? Mas eles nunca saíram.
  • Glelson Fontes  29/05/2014 16:27
    Uma pergunta que sempre faço e ainda busco respostas, como a esquerda conseguiu associar com tanto êxito o termo "neoliberalismo" com socialdemocracia.
  • Glelson Fontes  03/06/2014 12:49
    onde se lê "socialdemocracia" leia-se "direita"
  • Torrano  29/05/2014 17:12
    [img]www.doyletics.com/shivavis.jpg[/img]

    Talvez seja mesmo necessário que novos gangsters de ambos os espectros delapidem a Europa para que um retorno a liberdade. Para se construir um novo edifício, é necessário antes demolir o antigo.

    A UE precisa ser desmantelada. O simples fato de esses partidos serem eurocéticos já os torna menos perigosos que a sinarquia atual.

    E nem todos os eleitoras foram nacionalistas old school. O UKIP do Farage dominou toda a Inglaterra, e ao contrário do que a mídia diz, não são um bando de fascistas lunáticos caricatos. Eles negaram uma aliança com BNP de Nick Griffin (que perdeu assentos) e com o FN da Le Pen por conta de discursos que consideram "xenófobos", embora eles mesmos sejam contra o oba-oba imigratório atual.
  • Fabiano  29/05/2014 17:40
    Prefiro esperar um pouco mais para opinar. Como libertário, não sou chegado em um nacionalismo, ainda mais se for extremo, mas vejamos:

    - Esse filho bastardo social-democrata é bizarro, mas em alguns casos, como na França, parece que tem tentado puxar mais pelo pai comunismo. Isso tem que parar de algum jeito. A solução FN pode não ser a ideal, mas algo tem que ser feito.

    - A idéia de Comunidade Européia é uma bizarrice comunista que tende a atropelar leis, costumes e forças locais. Já chegam até em falar em exército único, gerando uma bizarra concentração de força.

    - A zona do Euro está quebrada. Produtivos pagam a conta de vagabundos. O BCE é um mal por si só.

    - O multiculturalismo tem sido nocivo às culturas locais.

    - A invasão islâmica em alguns países chegou ao ponto de não respeitar ninguém, ao mesmo tempo que todos têm que respeitá-los. Procurem o vídeo "Belgistan" no Youtube.

    Tenho esperança que este nacionalismo seja possibilidade de secessão da UE, deixando o caminho livre para algumas comunidades menores poderem enveredar pelo caminho do liberalismo.

    Liberalismo ainda não é para qualquer um. Vejo que quanto maior o bloco ou país, mais difícil emplacá-lo.
  • Philipe Ferreira  29/05/2014 20:28
    Como "O multiculturalismo tem sido nocivo às culturas locais." ?
  • Torrano  29/05/2014 23:05
    A resposta mais curta: matando-as

    Quando o ato de extirpar clitóris é igualado ao de fazer caridade com os pobres, o que sobra é uma bagunça dos infernos.

    Aliás, por que não aplica o relativismo cultural à economia? Se toda cultura se equivale, então por que nem toda abordagem econômica se equivale? O keynesianismo vai dar certo se as condições forem favoráveis? Não se trata de um declive escorregadio porque o relativismo é uma visão metafísica, logo abrange tudo.
  • Rodrigo  29/05/2014 18:41
    O experimento multicultural, a imigração em massa forçada por estados em toda Europa, falhou... Na verdade, não é possível que dê certo. Culturas com valores diferentes não podem coexistir, pelo contrário, uma se sobrepõe à outra e isso foi provado na França. Hoje vemos o resultado dessa política com franceses sendo mortos por recusar dar um cigarro para um estranho, ou mulheres sendo estupradas por serem atraentes. Se os partidos nacionalistas não tomarem conta da Europa Ocidental em breve não haverão mais nativos no continente. Se o liberalismo é fantástico no sentido econômico, o seu ideal de dissolução de fronteiras, no sentido de protecionismo étnico, cultural, é um grande fracasso.
  • anônimo  29/05/2014 19:10
    Protecionismo que é um grande fracasso. Não pertenço a cultura francesa, mas se eu fosse para França seria para trabalhar e investir. Você não pode colocar no mesmo saco um conjunto de pessoas ditas imigrantes porque algumas cometem erros. Os errados que sejam punidos, e punições estão relacionadas com atitudes e não com características. Protecionismo étnico e cultural em um ambiente de protecionismo estatal cria etnias e culturas fracas que precisam ser protegidas, liberdade étnico e cultural com liberdade cria etnias e culturas fortes que são livres.
    Se a EU está fazendo imigração coercitiva, ou seja, pagando bem estar para imigrantes com dinheiro público, isso é um erro tão grande quanto pagar facilidades para nativos, pois não se trata de nativo ou não nativo e sim de propriedade e liberdade. E os assassinos e estupradores que tenham suas devidas penas independente de seu lugar de origem.
  • Torrano  29/05/2014 19:56
    O welfare state de fato atrai imigrantes que querem viver às custas dele, mas não devemos nos enganar que tudo se resume a isso. Se os macacos no zoológico são mais preguiçosos que os macacos em seu habitat natural porque já recebem a comida na mão, o fato é que jamais desenvolverão algum tipo de agricultura ou indústria, seja onde for. Algumas culturas estão presas no paleolítico até hoje e a tentativa de adaptá-las ao mundo pós-industrial até agora não rendeu nenhum fruto.

    Se num mundo ideal não precisaríamos de protecionismo étnico-cultural, no mundo onde o welfare é fato consumado precisamos. Se a Europa quer sobreviver, ela precisa imediatamente repensar sua política de imigração, aceitando apenas aqueles que terão pouco estímulo para viver às custas da assistência social, ou seja, investidores ou mão de obra especializada. A cidadania deve ser concedida exclusivamente por critério sangüíneo (jus sanguinis) e não territorial (jus soli).

    A única coisa pior que um Nielsen preguiçoso é uma horda de preguiçosos que ainda por cima estupram nossas mulheres. Um a cada quatro mulheres suecas serão estupradas por um alienígena.
  • anônimo  29/05/2014 21:19
    Eu não seria tão otimista, um mundo em que o welfare é fato consumado não é preciso de nada é um mundo condenado ao fracasso, você sugere apenas que ele seja mais lento mas não menos doloroso
  • Torrano  29/05/2014 22:57
    Depende.

    Qualquer assistencialismo é um convite ao parasitismo, mas para que o parasitismo se torne um problema social, é necessário que o estímulo seja superior ao de trabalhar. O caso Nielsen vem se alastrando na Dinamarca justamente porque em cidades do interior os benefícios financeiros de não trabalhar superam os de trabalhar.

    Presumo que você não se demitiria do seu emprego em troca de um bolsa-esmola brasileiro, que nem dá pra comprar uma calça de R$300,00, mas quem sabe você o fizesse se recebesse uma proposta milionária para não trabalhar. Se, por exemplo, ganhasse um prêmio de loteria acumulado e decidisse que uma renda fixa já é mais que o suficiente para manter o padrão de vida que almeja. Trabalha quem precisa.

    Só que o estímulo meramente financeiro não é o único presente nesta equação. A identificação social é um grande estímulo para o trabalho. Um vagabundo está mais estimulado a continuar na sua condição se a fonte de seu sustento vem de uma pessoa sem rosto, o pagador de imposto anônimo. Se o Estado fizesse uma lei obrigando os pais a arcarem com a despesa dos filhos mesmo depois da maioridade, o número de jovens parasitando os próprios pais não seria nem uma fração do número que não se importaria de parasitar o pagador-de-imposto. Não é à toa que Israel tem o melhor estado de bem-estar social do mundo. É um estado étnico-religioso e a política imigratória é a mais restrita do mundo civilizado. Somente judeus no sentido canônico (filhos de ventre judeus, o que exclui "convertidos") têm direito à cidadania e nem mesmo há a aberração do casamento civil em Israel, o que dificulta o casamento inter-religioso ou inter-racial, embora possa haver "conversões" para esses casos específicos (judeus não se esforçam para conversão de ninguém, somente cristãos e mussulmanos fazem isso). Também é pelo mesmo motivo que a Islândia, uma ilhota isolada no norte da Europa com 300 mil habitantes luteranos e nórdicos, lida melhor com seu welfare do que a Suécia.

    E não dá pra não falar no tipo de imigrante que está invadindo a Europa. Há povos que não se adaptam ao trabalho numa sociedade de consumo cujo a maior parte da produção está no setor de serviços e não adianta tentar mudar isso. Se eles não viverem de parasitismo estatal, vão viver de banditismo informal mesmo. Não dá pra simplesmente cortar a assistência social dos EUA do dia pra noite. Se fizerem isso, no mesmo dia terão que lidar com um bando de gorilas raivosos que sairão na rua queimando ônibus, depredando propriedades e vandalizando tudo que encontrarem pela frente. O prejuízo pode ser ainda maior. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

    Se o Ocidente quer fazer caridade ao abrigar famintos, faça isso com povos do extremo-oriente, pois são altamente adaptativos, respeitam os costumes locais, são workaholics e extremamente inteligentes. Ainda há muito miserável na China e na Coréia do Norte, caso seja permitido que eles emigrem. Quando os japoneses chegaram no Brasil, uma época em que o Japão era miserável, eles eram um bando de esfomeados com uma mão na frente outra atrás, não sabiam nada da língua e cultura locais, não eram "brancos" e sofriam todo tipo de preconceito. Trabalhando 15 horas por dia, poupando, investindo, educando seus filhos da melhor forma possível e passando seus valores a eles, hoje eles gozam de um padrão de vida muito superior ao dos descendentes dos quatrocentões portugueses que lhe torciam o nariz num primeiro momento. Não só a renda, mas a escolaridade dos japoneses é maior e o índice de japoneses envolvidos em banditismo é menor. Isso tudo sem nunca receber quotas, subsídios estatais ou um grupo de pressão organizado que os trata como sacrossantos. Esta realidade é a mesma dos imigrantes japoneses em todo lugar do mundo onde chegaram, na segunda geração já estão melhor que os nativos. Pode ser estendido a chineses e coreanos (sei que são povos diferentes e que ficam ofendidos quando são igualados, mas só estou fazendo diante do sucesso deles em territórios estrangeiros). Detalhe: não sou descendente de japonês, chinês ou coreano.

    Por outro lado, há povos que não se adaptam a essa sociedade pós-industrial. Não são nem mesmo capazes de manter uma agricultura rudimentar para subsistência. Não adianta. Se eles vierem para cá, vamos ter que sustentá-los.

    A Libéria nasceu como projeto queridinho da ONU de único Estado-Nacional formado de modo pacífico, e a única coisa que sabemos de lá é que é legal poder ver seus ditadores sendo torturados no youtube.
    Os colonizadores saíram do Congo e no dia seguinte o canibalismo voltou a ser institucional. Congoleses comem pênis de pigmeu para ganhar poderes especiais porque acreditam que estes são duendes mágicos.
    Desde o fim do Apartheid, a única coisa que cresce na África do Sul é o índice de estupros, está havendo um genocídio boer neste momento e no dia que eles se cansarem e emigrarem em massa, o país vai voltar 10 mil anos na história.

    É uma pena...
  • Filosofo comum  30/05/2014 21:46
    As duas afirmações( Congo e Africa do sul ) que voce adicionou no seu post, precisam ser mais bem ponderadas, nao creio que o Canibalismo se instalou depois da fuga dos colonizadores, Sobre o Apartheid acredito que mesmo as barreiras tenham sidos derrubadas como por exemplo as leis, a questão social pode ter continuado a mesma depois da derrubada do Apartheid, é um assunto interessante que podemos aprofundar mais
  • Torrano  02/06/2014 21:00
    Aqui sobre os congoleses comendo pênis de pigmeus (tidos como duendes mágicos) para obter poderes:
    "We hear reports of [enemy] commanders feeding on sexual organs of pygmies, apparently believing this would give them strength," he said.

    The story, as I've heard it, is that he watched a group of rebel soldiers cook and eat his family in 2002: "They even sprinkled salt on the flesh as they ate, as if cannibalism was all very natural to them," he said at the time.
    In the autumn of 2002, two of the rebel groups began a campaign of looting, rape, and murder throughout the Ituri forest. The soldiers fanned out for miles and burned everything in their wake. As a reward, they were promised four days of unbridled looting and rape, including the rape of children.

    Soldiers even wore T-shirts emblazoned with the operation's name, "Effacer le Tableau" (clean the slate). The pygmies fled the Ituri forest for the first time in history. Amuzati and his clan have only recently returned.
    www.independent.co.uk/news/world/africa/the-truth-behind-the-cannibals-of-congo-567654.html
    www.theguardian.com/world/2003/jan/09/congo.jamesastill
    Eles estão sendo extintos por conta disso.

    Aqui sobre o genocídio boer na África do Sul que ninguém fala:
    www.redoctober.co.za/a-year-from-hell-the-truth-about-south-africa/
  • Torrano  02/06/2014 21:05
    Esqueci de postar o índice de estupro pós-apartheid, o maior do mundo: www.saveyourheritage.com/images/How_ANC_Brought_Crime_to_South_Africa_4.gif
  • Ismael Bezerra  31/05/2014 18:01
    "Também é pelo mesmo motivo que a Islândia, uma ilhota isolada no norte da Europa com 300 mil habitantes luteranos e nórdicos, lida melhor com seu welfare do que a Suécia."
    Desculpe, mas eu não entendi. A Islandia só aceita como imigrantes luteranos?
  • Torrano  02/06/2014 20:25
    Ismael Bezerra.

    Não é isso. A Islândia não faz parte da UE, está muito isolada geograficamente e tem uma política imigratória muito restritiva.

    Eles tem a Igreja Luterana Nacional da Islândia e basicamente todo mundo é membro dessa igreja. A homogeneidade étnica também é alta, se compararmos com Noruega e principalmente Suécia. Dinamarca e Finlândia também são países mais homogêneos.
  • Ismael Bezerra  03/06/2014 02:01
    Obrigado, valeu.
  • Julio  02/06/2014 14:27
    "Não é à toa que Israel tem o melhor estado de bem-estar social do mundo". Mentira, em nenhum índice Israel aparece em primeiro. Seus comentários raivosos só demonstram que você é um racista psicótico. Hitler iria adorar você.
  • Torrano  02/06/2014 20:21
    Claro, Hitler adoraria quem tece elogios ao bem estar social judeu. Duh!
  • Victoria  06/10/2014 02:20
    Sinceramente, acho que essa história de só aceitar orientais por que "se adaptam melhor" já foi comprovada como um mito. Acho que há vários tipos de comunidades nacionais e não dá para você colocá-las em simples potes amplos sem pesquisar melhor.
    Os nigerianos nos EUA, por exemplo, ganham bem mais do que a média americana e têm uma taxa de formação universitária que é duas vezes a dos brancos, com representatividade alta na Ivy League, que são as melhores universidades do mundo. Os cubanos, latinos, também ganham mais que a média nacional e são donos de vários negócios milionários na região da Flórida. Chineses e indianos são conhecidos casos de sucesso acadêmico. Árabes, como os libaneses e sírios, são exímios comerciantes e um caso de sucesso econômico que só recebe competição mesmo dos judeus. Ao mesmo tempo, cambojanos e hmong, os "adaptáveis" asiáticos, estão entre as comunidades mais miseráveis e dependentes do Welfare State do país. Aqui vai o link, aliás:www.nytimes.com/2014/01/26/opinion/sunday/what-drives-success.html?_r=0.
    Além disso, de uma forma geral, imigrantes se dão melhor na escola e no emprego que nativos: abcnews.go.com/Technology/immigrants-children-smarter-family-cultural-tools-succeed-study/story?id=17284688, www.quicksprout.com/2010/06/30/why-immigrants-are-more-successful-than-you/.
    Assim, o que quero dizer é que os governos não devem discriminar as pessoas pela parte do mundo de onde vem, pois a imigração, geralmente, é uma coisa BOA, que seleciona o melhor das diferentes culturas para ser aplicado no mercado. E é por isso, aliás, que os EUA têm uma imigração bem mais bem-sucedida (ainda, pois já está mudando, com o voto latino se tornando democrata) que a européia, com verdadeira mobilidade social e criação de riqueza. O que não dá para se fazer, portanto, é chamar um monte de gente para o seu país e estimulá-los a não trabalhar. Aliás, o que não dá para fazer é estimular seus próprios CIDADÃOS a não trabalhar também. E é aí onde está o verdadeiro problema europeu, no assistencialismo, e não na imigração.
  • anônimo  29/05/2014 20:29
    'Não pertenço a cultura francesa, mas se eu fosse para França'

    Você fala com uma arrogância como se fosse algum tipo de direito seu ir morar onde quiser.Se o mundo todo fosse privado as pessoas iriam exercer seu direito de discriminar, quer você goste ou não, quer você ache justo ou não.Ninguém te deve nada e não é só porque você quer que alguém tem que te dar um emprego por lá.
    Como Rothbard concluiu lá pelo fim da vida, num mundo livre e privado a imigração seria muito menor. O multiculturalismo sim é uma aberração antinatural promovida pelo estado, e a proteção dos nativos da europa é uma causa legítima que podia até ser feita por instituições privadas.
  • brunohrj  31/05/2014 05:32
    Muito interessante...
  • anônimo  29/05/2014 19:54
    Rodrigo, os EUA se tornaram o maior país do mundo com a força dos imigrantes. A diferença entre os casos, da União Européia e dos Estados Unidos, é que no segundo os imigrantes vinham em busca de emprego. Na União Européia eles vão atrás dos auxílios estatais. Lógico que este arranjo não tinha como dar certo.
  • Torrano  29/05/2014 23:18
    E os imigrantes que ajudaram a formar os EUA eram em sua grande maioria europeus, eurodescendentes e cristãos.
  • anônimo  30/05/2014 17:06
    Torrano, se eu um dia tivesse que contratar entre você e um preto, e o preto se demonstrasse muito melhor considerando custo-benefício, você poderia chorar o quanto quisesse, eu ia contratar o preto. Suas mensagens são muito parecidas com dos "proletários unidos", "feministas unidas", e assim por diante, a diferença é que no seu caso se trata de "Arianos unidos". Tudo a mesma coisa no final das contas, a velha "defesa de tribo", o macaco/gorila aqui parece ser você.
  • Torrano  30/05/2014 18:35
    Olá anônimo;

    Não se preocupe, não sou eu quem quer cercear o seu direito de livre-associação. Por mim, você poderia contratar o preto mesmo se ele tivesse menos skills e cobrasse um salário maior, sendo desvantajoso o custo-benefício. Como você aplica o seu dinheiro não é da minha conta.

    Eu reli a mensagem e não vi em que ponto ela converge com o discurso sindicalista ou feminazi. Poderia apontar especificamente?

    Eu não acredito na mitológica "raça ariana", não defendo nenhum ideal de pureza racial (você não me conhece, eu sou mestiço, embora fenotipicamente tido como branco) nem de superioridade racial.

    Adaptação para o mundo pós-industrial não quer dizer superioridade, a não ser que VOCÊ seja etnocêntrico. As tribos dos masais são mais pacíficas do que os ambientes urbanizados da África Subsaariana. Achar que o modelo ocidental deve ser imposto pro resto do mundo que é racismo!

    Se por um lado somos mais adaptados pra viver e trabalhar neste mundo, se um Pulso Eletromagnético destruísse os circuitos integrados, a catástrofe para nós seria incomensuravelmente maior do que para subsaarianos e aborígenes, por exemplo. Pelas diferenças físicas e por termos perdido nossas habilidades sobrevivencialistas apostando todas as nossas fichas neste castelo de cartas que é o mundo moderno. Lembre-se: o estoque de comida nas cidades dura 72h. Alguém aqui seria capaz de abater um animal selvagem?

    www.dailymotion.com/video/xz2jjx
    Subsaarianos e aborígenes, mesmo com a gestante recebendo o mesmo tipo de alimentação que as ocidentais e japonesas, nascem prematuros, desenvolvem capacidades motoras precocemente (aprendem a andar antes) e têm menor expectativa de vida. É óbvio que isso é o ideal para o tipo de sociedade em que vivem.

    Você é que me parece ser hipersensível. Eu sou homem e não tenho nenhum problema em admitir que mulheres são mais adaptadas ao mundo atual, onde tudo é automatizado/mecanizado, onde as máquinas fazem o trabalho duro em casa, na indústria e até no campo, a aptidão física passou a ser desnecessária, exceto nos esportes e nos submundos, os únicos espaços onde ainda há hegemonia masculina. A quantidade de testosterona no pós-guerra já caiu pela metade, nossa principal diferença tornou-se obsoleta. O número de mulheres envolvidas em banditismo, principalmente em crimes violentos, é grotescamente menor, alguns crimes ainda são quase que exclusivamente masculinos, hoje há mais mulheres no ensino superior do que homens, o que, ceteris paribus, deve fazer com que mulheres de classe média dos países desenvolvidos e em desenvolvimentos ganhem em média mais do que homens. Presumo até que já teria acontecido se não fosse o 'fardo' da gestação, parto e amamentação. Nas classes extremas e países miseráveis o quadro não deve mudar, mas os motivos são outros. E aí, vai dizer que sou "misândrico" também?
  • anônimo  30/05/2014 20:03
    Engenharia ainda é um campo predominantemente masculino. Apesar das políticas de 'empoderamento' feminazi das universidades.
  • Torrano  02/06/2014 20:18
    Sim, mas nenhuma sociedade pode viver só de engenheiros super-nerds. www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1385826-coreia-do-sul-sente-efeito-de-excesso-de-formacao.shtml

    Parece estranho lembrar isso num país onde o problema é de underedtucated.
  • brunohrj  31/05/2014 05:34
    Belos posts, Torrano.
  • anônimo  31/05/2014 11:24
    'hoje há mais mulheres no ensino superior do que homens'

    E nas escolas elas se saem melhor também, só que nenhum dos dois fatos é mérito delas. A educação, como quase tudo no mundo atual, tem que ser adaptada em função do que é politicamente correto, ou seja: os meninos tem que ir pra um colégio pra aprender a ver o mundo de um ponto de vista feminino, aprender que o homem branco hétero é o culpado de tudo de ruim no mundo.Os currículos são feitos pra privilegiar as matérias mais 'sociais' como filosofia e história, e por outro lado matérias que exigem lógica e objetividade são menosprezadas.
  • Torrano  02/06/2014 20:16
    Verdade.

    Meninas desenvolvem habilidades verbais mais cedo que os homens e são melhores nisso. A escola é pura falação e nada de ação. A maioria dos professores infantis são mulheres. É normal que os meninos cresçam frustrados se achando idiotas.
  • Marcos  29/05/2014 19:44
    No aspecto administrativo: os novos partidos, pelo menos, são contra um super-estado europeu e a favor de se manter as decisões em nível local (nacional). Ganho líquido imenso.

    No campo econômico: a Frente Nacional é bem pouco liberal(mas não menos liberal que os socialistas ou uemepistas); já o UKIP é parecido com o Partido Conservador. Resultado: pequeno ganho líquido ou, sendo pessimista, empate técnico.

    No campo civilizacional: impedir a imigração maciça de muçulmanos é essencial para se manter as bases culturais da Europa, bases essas que são a única esperança que o continente retome sua tradição de liberdade. Resultado com a ascenção dos novos partidos: sobrevivência da sociedade aberta.
  • Roger  29/05/2014 20:30
    Não sei vocês, mas pelo estudo de vários impérios passados (romano, babilônico, assírio, mesopotâmico, egípcio, etc), eu vejo sempre a mesma história se repetindo.

    Ao que parece, não faz diferença a questão tecnológica: o ser humano parece que não consegue 'equilibrar parte da equação' chamada civilização. É como um rio caudaloso que sempre deságua no oceano do estatismo, que, gigante como o próprio oceano, acaba por afogar a civilização. Os náufragos dessa tragédia é que são [sempre] os reconstrutores de uma nova civilização.

    E a história novamente se repete... 'dead lock'.
  • Torrano  29/05/2014 21:26
    Todo mundo deveria ler o que o Inefável Prof. Hoppe escreveu sobre suruba imigratória para uma melhor compreensão.

    Aqui alguns artigos:

    famguardian.org/Subjects/Discrimination/Articles/RightToExclude.pdf (link alternativo: https://mises.org/journals/jls/16_1/16_1_5.pdf )(este uma abordagem mais completa)
    www.lewrockwell.com/1970/01/hans-hermann-hoppe/on-free-immigration-and-forced-integration/ (link alternativo: archive.lewrockwell.com/orig/hermann-hoppe1.html )
    mises.org/journals/jls/13_2/13_2_8.pdf

    Do Prof. Kinsella: archive.lewrockwell.com/kinsella/kinsella18.html

    I began to rethink my views on immigration when, as the Soviet Union collapsed, it became clear that ethnic Russians has been encouraged to flood into Estonia and Latvia in order to destroy the cultures and languages of these people. - Prof. Murray Rothbard

    A população européia está até mais radical nesse sentido que os partidos. Os britânicos não querem quality immigration para pessoas graduadas ou investidores, nem para eurodescendentes, cristãos ou caucasóides. Eles querem zero net immigration, ou seja, só entra no Reino Unido o mesmo número de pessoas que saem, o que por si só acho uma pena, já que não garante qualidade do imigrante. Pode evadir um CEO de uma multinacional e entrar qualquer um no lugar.

    O problema é que a previdência social é um gigantesco esquema ponzi e com a mudança na pirâmide etária, esterilidade causada pelo hedonismo somada à expectativa de vida maior, tende a implodir. Como consertam isso? Trazendo um bando de imigrantes e aposentando-os precocemente através de assistência social para que tenham um monte de filhos que vão passar a vida sendo sustentados pela mesma assistência social. Genial!

    blogs.telegraph.co.uk/news/seanthomas/100271887/our-political-masters-are-horrified-by-ukip-trouble-is-the-voters-arent/
  • Paulo Henrique  29/05/2014 22:54
    Os países com Estado de Bem-Estar Social mais ''generosos'' e extensos são "grandes condomínios de luxo", que mantém a pobreza fora deles por meio da política de imigração. Hong Kong, ao contrário, deixa que as pessoas migrem, e, de fato, elas não vivem em condições tão boas, como observarmos em fotos, mas vivem melhor do que se estivessem em seus países de origem, conforme o próprio juízo delas. Já a política de países europeus "generosos" e "humanitários" é deixar que os pobres de países muito pobres continuem "pobres", mas fora de suas fronteiras, claro, de modo que as estatísticas de pobreza permaneçam baixas.

  • Torrano  30/05/2014 02:21
    www.immd.gov.hk/en/services/hk-visas/professional-employment/guidebook.html
    Não é mais a festa que era até os anos 50. São mais liberais que a Europa em alguns pontos, mas não aceitam exilados com tanta facilidade por exemplo.

    Além disso, há um isolamento geográfico que protege Hong Kong. Cidadãos chineses não podem migrar pra HK.
  • Quid  29/05/2014 22:53
    Deve-se tomar cuidado ao colocar todos os chamados eurocéticos no mesmo saco. O UKIP, do eloquente Farage, parece ser digno de atenção.

    https://www.youtube.com/watch?v=HhGNoZfvRoA
  • Ra's Al Ghul  30/05/2014 12:02
    Metaforicamente falando:

    "...Quando uma floresta fica selvagem demais... um incêndio purificador é natural e inevitável...".

  • Andre  30/05/2014 12:03
    "A adoção maciça de ideias antiliberais gerou uma mentalidade anti-empreendedorial na qual as pessoas visam apenas a consumir o capital que foi acumulado durante gerações, assim como a terceira geração de novos ricos dilapida a fortuna acumulada pela família."

    Resumindo, considerando a frase: "Pai rico, filho nobre, neto pobre",
    a Europa pode estar entrando na fase "neto pobre", hora de consumir o que foi poupado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/05/2014 13:59

    É impressionante como um continente que produziu tantos grandes pensadores e instituições não perceba que adotou ideias e valores que o estão conduzindo ao colapso.

    * * *
  • Isaac B Nilton  30/05/2014 15:35
    E quando esta merda de Europa quebrar , eles irão invadir o Brasil novamente , e nós como sempre receberemos de braços abertos.
  • anônimo  30/05/2014 17:51
    E pq não receberíamos? Ótima oportunidade para ter amigos que falam outros idiomas.
    Em alguns comentários aqui eu percebo um protecionismo inaceitável para alguém que se diga libertário.
  • anonimo  30/05/2014 16:49
    Esse grupo de "direita" da França, é apenas mais do mesmo, td bem, querem sair da UE, mas são contra: diminuir o governo, diminuir assistencialismo, liberalismo, austeridade.

    Aliás no caso de austeridade, acham que é por causa disso que a França não é mais o centro do mundo... A ideia deles é impedir que estrangeiros entrem, manter todo o resto igual e isso irá resolver tudo...

    É apenas mais um grupo pregando socialismo.

    Obrigado.
  • Mr. Magoo  30/05/2014 17:25
    A União Europeia nunca vai ser um país, ao contrário do que os estatolatras profesionais gostariam, por obvios motivos (leia-se parasitismo). Só pode funcionar um livre mercado de bem e serviços.
  • Torrano  30/05/2014 18:47
    Quando os Estados Unidos foram formados não havia constituição, apenas Artigos da Confederação e muita gente resistiu à idéia de abrir mão da soberania em prol de um governo central, ainda por cima presidencialista.

    O plano da UE é seguir os mesmos passos, não se enganem. Por isso qualquer partido eurocético é menos perigoso que os oligarcas pró-UE. Se não desejam um Estado menor internamente, o Estado é inevitavelmente menor territorialmente. A única coisa pior do que nacionalismo é globalismo. Da nação você pode fugir, mas não se foge do planeta. Foi Hoppe quem disse "a esperança está na secessão".

  • Marcos  30/05/2014 18:22
    O único modo de realmente integrar os estrangeiros é combinando liberdade econômica e valores tradicionais. O que a Europa fez foi exatamente o contrário disso. Pior: a relativização dos aspectos culturais acaba jogando no mesmo saco neonazistas e gente que não acha que qualquer aspecto cultural é relativo.

    O multiculturalismo vai acabar entregando a Europa para os radicais. Ele é simplesmente inviável. A maior culpa vai para a direita européia, que não tem sido forte o suficiente para defender alternativas de fato diferentes. É a psdbização da direita européia...
  • Marcelo Werlang de Assis  30/05/2014 20:22
    Sobre o tema deste artigo e sobre a questão da imigração (integração forçada), recomendo fortemente a leitura do livro Democracia, o Deus que Falhou, de Hoppe. A obra só está disponível via compra (www.mises.org.br/Product.aspx?product=84); mas se trata de um investimento com retorno garantido.

    Amplexos!
  • Aspirante a emigrante  30/05/2014 23:17
    Qual seria o problema em receber um imigrante empreendedor e libertário?
  • Tb.  31/05/2014 04:10
    Poís é, o artigo trata da questão de como que uma tendência leve ao socialismo pode futuramente levar ao extremismo.
    O movimento é mais ou menos assim:
    Riqueza acumulada ---> Socialismo adotado como ideologia das massas ---> Socialismo corroendo aos poucos ---> A pobreza começa a chegar (fruto do socialismo) ---> População que vive da exploração via socialismo começa a exigir mais extremismos e não mais um socialismo moderado.

    Entre esses extremos está a questão da imigração, quando o socialismo começa a dar sinais de problemas e a pobreza chega, os que vivem de socialismo, que é um jogo de ganha-perde, começam a querer excluir os que podem ter mais fatia do bolo roubado. Ps: Não foi esse o objetivo inicial do meu post mas verificamos aqui que o socialismo torna as pessoas mais medíocres, medrosas, dependentes e com perfil de "porradeiro".

    Então a sua pergunta:
    Qual seria o problema em receber um imigrante empreendedor e libertário?
    Do ponto de vista de um libertário não há problema desde que esse imigrante respeite a propriedade privada do local que ele vai. E esse é o modo correto de enxergar as coisas.
    Na medida em que se coloca que o imigrante deve respeitar a cultura, começa a cultura a falar mais alto que a propriedade. Ele não pode ser obrigado a respeitar culturas assim como você não pode ser obrigado a aceitar comprar um produto por um valor que você considera acima do que acha que vale. Mesmo um nativo não poderia ser obrigado a respeitar a cultura local sem que para isso tenha o seu direito de propriedade retirado.
  • anônimo  31/05/2014 11:36
    'Na medida em que se coloca que o imigrante deve respeitar a cultura, começa a cultura a falar mais alto que a propriedade.'

    Ele tem que respeitar a cultura pra que seja aceito voluntariamente pelos nativos. Não tem contradição nenhuma aí, o imigrante não é 'obrigado' a aceitar a cultura nativa, tanto quanto os nativos também não são obrigados a aceitar qualquer imigrante, ainda mais um que se acha cheio de direitos e não está disposto a se integrar.
    Nesse caso a cultura não 'fala mais alto que a propriedade', pelo contrário, a cultura é consequência da liberdade, onde as pessoas se associam de qualquer forma que queiram.

  • Tb.  31/05/2014 17:41
    Vamos a um exemplo.
    Eu acho as danças culturais típicas do sul do brasil ridículas. Não respeito, não valorizo. E inclusive diria isso abertamente no sul.
    Se alguém de uma empresa do Sul me oferece uma vaga de emprego, e eu quisesse ir, não seria obviamente pelas danças típicas. E se além da vaga de emprego eu comprasse uma casa lá. A "cultura local" poderia me impedir? Por que poderia se não conflitei com nenhuma propriedade?
    1-Não respeito as danças típicas do sul
    2-Digo isso abertamente no território Sul
    3-E supondo um caso ainda mais extremista, ignoraria todas as pessoas do sul por achar elas inferiores as da minha terra natal.

    Alguma propriedade foi atingida? Ou somente um orgulho?
    Se o orgulho estiver acima da propriedade como regra, qualquer sistema jurídica pode ser rasgado.

    Não acho tolerável esses "adoradores de nossa gente" pseudo-libertários se fantasiando de libertários.

    Por definição cultura é: "O modo de ser de um povo". Mas povo age? Não. Quem age? Indivíduos. Se todos os indivíduos agem de forma diferente, tem um modo de ser diferente. Logo para cada pessoa do mundo existe uma cultura. Logo a definição de cultura é inútil e descartável.

    Você disse:
    "Ele tem que respeitar a cultura pra que seja aceito voluntariamente pelos nativos."
    Pelos nativos? Então quer dizer que para realizar qualquer atividade, todos os nativos tem que concordar antes? Então não existe mais propriedade? Toda ação é de todos? O valor de algo pode ser manipulado com o uso da força?

    "Não tem contradição nenhuma aí, o imigrante não é 'obrigado' a aceitar a cultura nativa, tanto quanto os nativos também não são obrigados a aceitar qualquer imigrante, ainda mais um que se acha cheio de direitos e não está disposto a se integrar."
    E para o caso que o empresário contrata alguém de fora? Mesmo o emrpesário pode achar toda essa cultura uma grande baboseira, assim como a pessoa que ele está contratando. Então os dois deveriam ser criminalizados por se acharem com direitos? Eles não teria direitos por serem de fora? Deveriam ser tratadis de forma inferior aos locais? É uma espécie de tribo indígena? Isso é civilização?

    "e não está disposto a se integrar."
    Então você quer que o imigrante seja obrigado a vestir roupas que ele considera ridículas , forçar ele a dançar as danças que ele considera ridículas? Ou banir ele caso ele não aceite?

    Cultura verdadeira é o modo de ser do indivíduo. Cultura falsa é um modo "médio" de ser que é contrário a propriedade privada.
    Cultura falsa se protege na base de porrada, exclusão e mediocridade, cultura verdadeira sobrevive no indivíduo.
  • Contraponto  02/06/2014 13:23
    O que você diz procede apenas para uma democracia liberal com fronteiras abertas.

    Se prevalece a liberdade de associação, os proprietários podem restringir como bem entenderem a empregabilidade de qualquer indivíduo.

    A sua tese do niilismo cultural é antropologicamente e sociologicamente falsa. Do fato de individualmente poderem existir diferenças perante normas, valores e costumes hegemônicos não procede que culturas não existam. Seria equivalente a dizer que não existem linguagens por conta de variações individuais na ortografia ou sotaque.

    Libertarianismo está longe de ser a ideologia do "cidadão do mundo" derracinado e individualista. Como Hans-Hermann Hoppe aponta, a volta da ordem natural libertária implica no aumento de toda forma de discriminação voluntária.

    Os maiores crimes do século passado foram cometidos por comunistas em suas tentativas de destruir o homem étnico e o substituir pelo homem internacionalista.
  • Aspirante a emigrante  02/06/2014 14:00
    Embora eu ache seu argumento perfeitamente plausível, eu tenho uma visão diferente de
    "cidadão do mundo".Na atual conjuntura acredito que não é possível isolar-se das consequências da globalização.
    Também acredito que ninguém é dono do conceito libertarianismo.
    "Os maiores crimes do século passado foram cometidos por comunistas em suas tentativas de destruir o homem étnico e o substituir pelo homem internacionalista."
  • Contraponto  02/06/2014 16:06
    Não só é possível rejeitar o globalismo como isso tem sido sistematicamente feito ao longo do mundo - da criação orgânica de comunidades paralelas dentro de estados-nação à movimentos nacionalistas que aspiram ao controle de estados-nação.

    Ninguém é dono do conceito "libertarianismo" mas também ninguém demonstrou que de uma concepção mínima de "libertarianismo" que admita direitos de propriedade e liberdade de associação seja possível derivar-se logicamente a tese da imigração irrestrita como teorema. Isso não pode ser feito, como mostra Hoppe.

    Nisso, os paleolibertários são bem distintos do mainstream; o mundo sob uma ordem libertária seria sim um mundo com muito mais segregação, discriminação e desigualdade do que o mundo atual estatista e que força a integração entre indivíduos que não compartilham os mesmos mores e costumes.
  • Aspirante a emigrante  02/06/2014 16:49
    "Não só é possível rejeitar o globalismo como isso tem sido sistematicamente feito ao longo do mundo - da criação orgânica de comunidades paralelas dentro de estados-nação à movimentos nacionalistas que aspiram ao controle de estados-nação."
    Poderia citar um exemplo mais específico?
    "tese da imigração irrestrita como teorema."
    Acho isto um total absurdo!
    Acredito que cada país deva tratar do assunto imigração de acordo com "políticas de seu proprio interesse".
    Proibir ou coibir a imigração não elimina o "problema" vou citar como exemplo os USA.
    "Nisso, os paleolibertários são bem distintos do mainstream; o mundo sob uma ordem libertária seria sim um mundo com muito mais segregação, discriminação e desigualdade do que o mundo atual estatista e que força a integração entre indivíduos que não compartilham os mesmos mores e costumes."
    Só na prática para sabermos.
    Mais uma coisa,se não for abusar,poderia citar fontes sobre o "paleolibertarismo"?
    Obrigado.
  • Sr. Verde  01/06/2014 18:03
    Brasil: sua hora também vai chegar. Sua estrutura podre desmoronará.
  • Torrano  02/06/2014 21:14
    O IMB publicou um texto de Thomas Sowell. Aí vai um pensamento dele:

    "Da próxima vez que alguns acadêmicos lhe falarem o quão importante é a diversidade, pergunte quantos direitistas existem no seu departamento de sociologia".

    O que os igualitaristas querem é puramente o monopólio da segregação.
  • daniel   07/06/2014 10:26
    Senhores

    O liberalismo não vai para frente porque a direita o associa a liberação das drogas , prostituição ,passa uma imagem que os liberais são uns porra loca,destruidores da igreja
    Já a esquerda diz que o liberais querem ajudar os ricos , e não darem ajudar aos pobres e descamisados( descamisados foi do Collor )> que querem um capitalismo selvagem .
    Dessa maneira nunca iremos alugar algum .Essa é a imagem que passam de nós;
  • Pobre Paulista  07/06/2014 23:04
    E desde quando os liberais querem ou precisam do apoio da direita ou da esquerda?
  • Eduardo R., Rio  24/11/2014 04:32
    "A sociedade aberta e os seus inimigos", por João Carlos Espada.


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