No
infindável debate sobre casamento gay, algumas questões — provavelmente por
serem politicamente incorretas demais — têm sido deixadas de lado. Tanto os conservadores quanto os
progressistas estão seriamente iludidos em suas posições, ainda que de maneiras
distintas.
Os
progressistas querem utilizar o casamento gay como uma forma de legitimar — ao
menos é isso que eles acham que vão conseguir — os relacionamentos
homossexuais, na crença de que tal medida faria com que o homossexualismo passasse
a ser visto como algo corriqueiro tanto em termos civis quanto sociais. A exigência final do movimento é a obtenção
daquilo que chamam de “igualdade” gay.
Já
os conservadores, principalmente os religiosos fundamentalistas, creem que o
casamento gay iria depreciar a instituição do casamento, o que os leva a fazer
campanhas histéricas para “proteger” o casamento dos ataques destes seres
ímpios e desviados.
Por
que ambos os lados estão seriamente iludidos?
Comecemos com os progressistas.
O casamento se resume a um objetivo: criar
filhos. Sem esse objetivo, o matrimônio perde
sua razão — principalmente no mundo de hoje, em que encontros pela
internet, poligamia consentida e promiscuidade desenfreada são amplamente
aceitos. O casamento é, portanto, uma
instituição econômica, um arranjo financeiro voltado para a criação e educação
de uma nova geração. O casamento é um
acordo voluntário feito por dois adultos que se comprometem, conjuntamente, a
suprir as necessidades de sua prole e, quando chegar o momento, legar a ela
toda a riqueza que acumularam em vida.
Obviamente,
não estou dizendo que casamentos sem filhos não são realmente casamentos, ou
que todos os ornamentos emocionais e psicológicos do casamento tradicional —
monogamia, comprometimento e, sim, amor
— são irrelevantes. Estou apenas
falando sobre a instituição civil do casamento e de como ele se desenvolveu no
mundo ocidental, e não do fenômeno cultural que evoluiu ao longo de vários
milênios — algo que não foi criado pelo estado, mas que acabou sendo
sequestrado por ele.
Como
disse a famosa antifeminista Camille Paglia:
Creio que [o casamento gay] é
uma questão explosivamente propensa a gerar uma reação antigay….. Este é o problema: chamá-lo de
casamento. Se você perguntar ao
trabalhador comum nas ruas “Você acredita em casamento gay”, isso fará com que
ele tenha um espasmo de absoluta repugnância.
O casamento foi tradicionalmente concebido para se dar entre o homem e a
mulher. Foi um elo estabelecido para a
criação de filhos, e por isso ele sempre teve um significado procriador também,
além de possuir uma longa e sagrada tradição por detrás. Odeio quando causas gays se confundem e
acabam parecendo querer profanar a tradição sagrada de outras pessoas. A liderança do ativismo gay tem sido
totalmente grosseira e canhestra no que concerne essa questão. Ao invés de tratar a questão de modo sério,
dizendo “Nós respeitamos a tradição do matrimônio”, o ativismo gay está
associado a piquetes na porta de entrada das igrejas.
Paglia
está correta. O matrimônio não é uma
instituição civil, mas sim uma tradição religiosa e cultural que o estado (até
agora) tem sido obrigado a respeitar e a reconhecer — e ela está centrada na
procriação, uma questão com a qual a maioria dos homossexuais não tem de lidar.
O
que nos leva ao argumento central utilizado contra o casamento gay: ele se
baseia em um modelo heterossexual de relacionamentos sexuais e emocionais, um
que simplesmente não se encaixa no estilo de vida gay. A ideia de querer fazer com que gays
assumindo compromissos matrimoniais seja visto como algo corriqueiro advém do
erro central do igualitarismo, a absurda ideia de que os seres humanos são
“iguais” e, portanto, permutáveis — ou seja, que é normal que pessoas diferentes
façam os mesmos rituais. O igualitarismo
na realidade não é uma ideologia política: é uma religião, perfeitamente capaz
de resistir a seguidos ataques de claras evidências em contrário.
Chamo
a atenção para uma evidência anedótica, porém significativa, dessa concepção
errônea dos fatos: quando a Califórnia autorizou brevemente o casamento gay, os
casais mais proeminentes e numerosos eram as lésbicas. Mulheres, obviamente, amam a ideia do
casamento, e pensam nisso desde crianças.
Lésbicas
podem engravidar, e de fato fazem isso.
Elas criam filhos, milhares dos quais estão atualmente vivos, fortes e
ativos. Na cidade de São Francisco, por
exemplo, crianças criadas por lésbicas formam uma parte significativa — e
crescente — dos alunos de escolas públicas.
Lésbicas, portanto, encaixam-se dentro do modelo procriador do
matrimônio, ainda que elas não possam se reproduzir sem a participação passiva
de homens que doam seu esperma.
Já
os homens gays, por outro lado, são… homens,
e nenhum homem quer realmente se casar.
Promiscuidade
e suas concomitantes atitudes andam de mãos dadas com a masculinidade e a
virilidade: essa é a nossa herança genética e socialmente construída, enraizada
em nossa própria natureza e inabalável perante os ataques tanto das feministas
politicamente corretas quanto dos conservadores puritanos. Monogamia e masculinidade são opostos em uma
dicotomia: a ideia de fidelidade sexual é distintamente feminina, e está ligada
à avassaladora (e inerente) necessidade de segurança e certeza — isto é, a
certeza de que o pai de seus filhos irá ajudar na criação adequada das
crianças. O colapso desse pacto social e
sexual, o qual fortalece a nossa civilização, está por trás do estado de
barbaridade a que desceu as partes pobres das grandes cidades, onde bandos de
adolescentes indisciplinados e órfãos de pai estão à solta, fazendo baderna e
enchendo as prisões.
O
casamento, no contexto da homossexualidade masculina, não é apenas uma
contradição: a própria ideia de dois homens “se casando” desperta tantos
protestos exatamente porque ela faz uma paródia,
uma imitação burlesca, das uniões heterossexuais. Afinal, uma paródia é uma imitação zombadora
do original, uma que macaqueia a forma mas rejeita ou ridiculariza sua
essência. É esse escárnio que eriça e
indigna as pessoas contrárias ao casamento gay — e muito compreensivelmente.
Entretanto,
não é apenas essa ameaça de gerar uma reação antigay — a qual a senhorita
Paglia corretamente aponta — que é o aspecto mais preocupante da proposta de
se “legalizar” o casamento gay. As
piores vítimas da legalização do casamento gay não serão os héteros, não
obstante toda a ridícula gritaria de que a instituição do casamento será
“depreciada” e, consequentemente, irá se tornar menos popular se dois
efeminados puderem contrair matrimônio. Quem realmente será prejudicado pela admissão
ao templo de Hera são justamente os homens gays.
Com
o casamento gay virá o inevitável divórcio gay — e, creia-me, a coisa será
feia. Se os ativistas gays pensam que o
casamento irá de alguma forma legitimar a homossexualidade perante os olhos do
cidadão comum, então eles realmente estão desantenados da própria realidade, a
qual irá fazer com que os divórcios heterossexuais, mesmo os litigiosos, pareçam
um piquenique de escola dominical. Com
efeito, prevejo que, dada a natureza do animal macho, a taxa de divórcio dos
homens gays rapidamente irá superar a taxa de casamentos gays. O casamento gay — na comunidade gay
masculina — está fadado à auto-extinção.
Essa
aversão do homem gay ao casamento já está prognosticada na declinante taxa de
parcerias domésticas — almejadas como precursoras do casamento gay — nos
guetos gays das grandes cidades. Um
número ainda menor irá se registrar para a viagem ao altar, principalmente
quando ficar claro para eles que, junto com o direito ao casamento, vêm também
algumas responsabilidades, principalmente de natureza financeira.
É
aqui que toda a propaganda conservadora contrária ao casamento gay mostra-se
completamente maluca e fora da realidade: a suposta “ameaça” à instituição do
casamento representada pela legalização de uniões gays varia de zero a
inexistente. A ideia de que uma multidão de homens gays, dada a oportunidade, irá correr para se casar é uma fantasia partilhada
por ambos os lados desse debate. O que
ocorrerá se a infidelidade sexual se tornar um motivo legal para o
divórcio? Vários fatores que ninguém
jamais considerou irão levar ao grande fiasco do “casamento gay”.
Será
que os gays querem ter metade de sua renda reivindicada por seus cônjuges? Com o casamento gay virá a pensão gay, e é
isso que fará com que os casos de divórcio gay sejam espalhafatosos, com
garotões aventureiros dando o golpe em velhotes ricos e solitários,
despojando-os de boa parte de suas fortunas.
O casamento gay sairá de moda rapidamente à medida que uma série de
casos de divórcio ostensivos e escandalosos for chegando aos tribunais.
A
própria frase “casamento gay” é um paradoxo.
A essência da homossexualidade, afinal, é a evasão do casamento — e a
concomitante responsabilidade de se criar uma família. É a adoção da sensualidade por si própria, como um
instrumento de prazer puro, sem se buscar a procriação. Será que os homens gays realmente querem
abrir mão daquilo que é o mais interessante em suas atividades recreativas: a
tremenda sensação de liberdade que ela lhes traz?
Os
atuais ativistas gays estão se dedicando a uma missão realmente fútil, que é
fazer com que a homossexualidade pareça “natural”. Entretanto, eles realmente deveriam seguir o
exemplo de seus predecessores na Grécia antiga, que tomaram o caminho
oposto. Na Grécia antiga, os filósofos
debateram os méritos e os deméritos do comportamento homossexual — embora o
“gayzismo” fosse um conceito desconhecido para eles, graças aos deuses –, e os
defensores dessa prática foram, assim como são hoje, confrontados com o argumento
de que a homossexualidade é “anormal”.
Pausânias,
em O Banquete, de Platão,
responde que a homossexualidade é o “amor celestial” precisamente porque está
separada da carnalidade mundana e centrada em uma concepção idealizada de
beleza. Ela é puramente estética e de
modo algum procriadora — ou seja, completamente não natural e artificial. Para Pausânias e seus clássicos companheiros
gregos, isso a tornava superior ao primitivismo e à rudeza dos “homens mais
sórdidos”, exclusivamente heterossexuais, que não possuíam a capacidade
“superior” de apreciar a beleza em todas as suas formas, inclusive na forma
masculina.
Longe
de argumentarem que a homossexualidade era equivalente à heterossexualidade, os
antigos defensores do amor homossexual enfatizaram o grande abismo que separa
ambos. Ao invés de imitarem os
heterossexuais e incansavelmente fazerem lobby em prol do “direito” de se
casarem, o grupo de Platão procurou manter distância do mundano e ressaltar a
singularidades deles próprios. Pausânias
argumenta que a escolha de homens mais novos em detrimento das mulheres
disponíveis é um indicativo de uma qualidade moral superior, evidência de uma
pureza que desafia e transcende a biologia.
O amor homossexual, afirmou ele, representa um progresso da própria natureza humana — que é, afinal, a
característica notável da civilização humana.
Para
os ativistas gays da era moderna, com seus dogmas de determinismo biológico —
o “gene gay” — e suas arraigadas e deturpadas noções de igualitarismo, tal
argumento é inconcebível. Para eles, não
há nenhuma outra possibilidade: eles fervorosamente acreditam que são
determinados geneticamente a se envolverem em atos homossexuais. De acordo com essa visão, orientação sexual é
como gênero e raça. No contexto da
sociedade em que vivemos, isso significa que é — ou deveria ser — ilegal
“discriminar” de acordo com a orientação sexual, da mesma maneira e pelas
mesmas razões que hoje é crime de ódio considerar questões de raça, religião e
gênero no âmbito do emprego, da habitação e das relações sócio-econômicas em
geral.
Essa
ortodoxia jaz no topo de uma montanha de pseudociência misturada com moralismo,
que afirma — sem evidência científica convincente — que a “orientação” sexual
é geneticamente determinada. Trata-se da
versão progressista do lysenkoismo, em que a ideologia determina as conclusões
políticas antes mesmo dos fatos (exceto pelo fato de que Lysenko e seus
padrinhos stalinistas estavam expressando a ortodoxia esquerdista de uma época
em que os homens podiam ser projetados e engendrados por meio do poder do
estado).
A
ironia é que, enquanto várias organizações progressistas (e conservadoras) são
alérgicas à noção de diferenças hereditárias, o lobby dos direitos gays se
mantém apegado a um dogmático determinismo genético que é, em outros contextos,
relegado às fronteiras extremas do politicamente incorreto.
Fora
a ausência de evidências científicas, o bom senso já é suficiente para derrubar
esse tipo de reducionismo genético grosseiro feito para uma área tão cheia de
sutilezas, nuanças e variedades quanto a sexualidade humana. Afinal, o que seriam os bissexuais? Seriam eles aberrações genéticas ou apenas
pessoas fazendo diferentes escolhas em diferentes momentos de suas vidas? Isso vai contra a teoria da “orientação”
sexual, que insiste em uma lealdade rígida a certos comportamentos.
E,
no final, o uso da genética é apenas um truque.
Todo o movimento dos direitos gays baseia-se no mais desestimulante —
na realidade, patético — motivo imaginável: a necessidade de aceitação.
Uma
genuína posição libertária em relação ao casamento gay é muito simples: os
libertários têm de impedir a incursão do estado em questões privadas. Isso significa que qualquer libertário de
princípios deve se opor à “legalização” do exato tipo de casamento que já
ocorre na comunidade gay, embora não em uma forma que a maioria dos héteros
considere familiar ou aceitável.
O
estado, afinal, já fez árduos e amplamente exitosos esforços para regular e
intervir na vida natural das famílias, bem como nas relações entre homens e
mulheres. O advento do casamento gay
significaria ampliar o alcance do estado sobre a vida privada dos
indivíduos. Certamente nenhum libertário
poderia concordar com tal coisa, e certamente faria de tudo para se opor a
isso.
Entretanto,
todos os tipos de supostos “libertários” e simpatizantes simplesmente
pressupõem que apoiar a “legalização estatal” do casamento gay — e, com
efeito, apoiar o estilo de vida homossexual — é um princípio fundamental do
libertarianismo. Simplesmente não é.
O
libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao “estilo de
vida” que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física
quântica. Não se trata de um
superabrangente sistema moral e metafísico que pretende explicar tudo e que
possui uma receita prescrevendo como cada um deve viver a vida. Os libertários não apóiam e nem condenam
homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades
sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto.
Essa
ânsia de querer politizar até mesmo as mais íntimas interações sociais é
supremamente antilibertária. A ironia é
que isso consegue apenas dessexualizar o comportamento que se quer
legitimar. No final, a campanha para
“legitimar” a homossexualidade pode muito bem acabar reduzindo seu apelo — e,
em um tipo de justiça cruel, reduzir o número de homossexuais.
Outra
ironia ainda maior é que o movimento da “liberação” gay acabou se transformando
no oposto do que sempre foi. Antes, os
gays se orgulhavam de representar uma rebelião, um desafio à ordem social
burguesa, expressando e celebrando sua liberação em relação às normas morais e
legalistas. Hoje, inversamente, os
ativistas gays querem reforçar o poder dessas normas, tentando “expandi-las”
para sobre eles também. Aquilo que
começou como um movimento para a “liberação gay” transformou-se em uma campanha
para tornar a sociedade gay tão limitadora da sexualidade (particularmente da
sexualidade masculina) quanto o mundo hétero — e ainda mais entediante.
O
estado sempre invadiu cada aspecto da vida das pessoas. Dificilmente havia uma área que ainda não
havia sido ocupada por um exército de burocratas, advogados, juízes e
políticos. A subcultura gay, entretanto,
quase sempre conseguiu se manter fora desse sistema, de modo que os
homossexuais puderam usufruir grandes liberdades e flexibilidades em suas vidas
pessoais, uma condição feliz a que o casamento — e qualquer forma de
intervenção estatal — invariavelmente põe fim.
Homossexuais que querem a “legalização” do casamento gay estão, na
verdade, querendo que o estado passe a regular todo um estilo de vida que até
então vinha se mantendo à margem de regulamentações — e é exatamente por isso
que o casamento gay vai se comprovar tão impopular na comunidade gay masculina
quanto o é no coração dos conservadores religiosos, muito embora por motivos
extremamente distintos.
Recentemente,
estava eu fazendo compras em um mercado perto de casa quando dois membros
pertencentes a uma organização dos direitos gays me pediram para assinar uma
petição em nome da legalização do casamento gay. Minha resposta: “Por que vocês querem o
estado certificando e chancelando suas relações com outros? Vão em frente e façam suas próprias
cerimônias de casamento. E parem de
ficar se rebaixando e mendigando a aprovação do estado”.
E
eles apenas ficaram olhando pra mim como se eu tivesse acabado de chegar de
Marte.
Minha nossa, não esperava ler um negócio desses no IMB:
O advento do casamento gay significaria ampliar o alcance do estado sobre a vida privada dos indivíduos.
Sério? Não, sério??
Então, a mesma coisa vale para a legalização das drogas, dos jogos, da prostituição etc etc?
Dizer que gays hoje estão “livres” do estado e que a legalização os amarraria é nonsense. Não sei se vocês se lembram, mas o estado monopoliza os serviços de Justiça, e conseqüentemente, de resolução de conflitos. Homossexuais não são livres pra fazer contratos de casamento, e poderem ter um serviço de resolução de conflitos no caso de divórcio ou herança por exemplo.
O casamento homossexual encontra-se hoje na mesma situação que o consumo de maconha: totalmente proibido pelo estado. A legalização de tais coisas poderia implicar em regulamentações coercivas (só pode casar assim e assado, só pode consumir maconha pagando impostos etc), mas nenhuma regulamentação pode ser mais autoritária do que a proibição absoluta. Hoje, se gays quiserem firmar um contrato com possibilidades de usarem recursos de resolução de conflitos, estão simplesmente proibidos. E poder contar com tal mecanismo é o único propósito de se fazer um contrato formal no final das contas, pois senão um “acordo de cavalheiros” é suficiente em qualquer caso.
É triste ver como idéias religiosas/preconceituosas/seilá são capazes de afetar até mesmo libertários de renome, a ponto de cegá-los diante de algo tão óbvio.
Acho que finalmente encontrei um artigo neste site do qual não gostei.\r
\r
O autor traz uma série de afirmativas preconceituosas, como por exemplo o fato de que homens gays são infiéis. Um dos melhores amigos da minha mulher é gay e é “casado” há mais de dez anos com outro homem, e é um sujeito que eu admiro demais. Tanto que hoje posso dizer sem medo de errar que ele é, também, meu amigo. Ambos são efetivamente monogâmicos e falam que é realmente algo pouco usual no mundo gay, mas acontece.\r
\r
Ademais, me pareceu contraditória a afirmação que “homens são homens” e que nenhum homem quer efetivamente casar. Se homens não quisessem se casar, não casariam, nem mesmo para criar filhos. Hoje em dia, inclusive, vemos mais famílias monoparentais do que famílias tradicionais nas grandes cidades, mas temos sim famílias tradicionais ainda. Seguindo o pensamento do autor, se homens são homens e não se casam, não haveria casamento heterossexual, pois para isso é necessário um homem nessa equação. Só existiria casamento homossexual lésbico.\r
\r
Ah, e ele também parte do pressuposto que homens gays não tem o intuito de terem filhos. Um caso que está na mídia nesse exato momento prova o exato oposto. O músico Elton John acabou de ter um filho com uma barriga de aluguel e tanto ele como seu companheiro (de mais de 20 anos) se consideram pais da criança.\r
\r
Eu concordo sim com a afirmação de que o Estado deveria desregulamentar o casamento, o que reduziria essa instituição a um simples contrato de vida em comum entre duas pessoas, com diversas cláusulas específicas a serem postas por livre vontade (até mesmo a cláusula da fidelidade poderia ser suprimida, por livre vontade das partes). E isso seria fantástico para todos os modos familiares, homoafetivos e heteroafetivos, mas daí a negar o direito de casais homossexuais de se submeterem ao instituto rígido do casamento também traz um caráter anti-libertário à medida. \r
\r
Ficou latente que o autor odeia a instituição do casamento, muito por conta do instinto de liberdade econômica e sexual dele, mas esse ódio acabou por contaminar a sua razão. Impedir que casais heterossexuais e homossexuais se submetam ao instituto rígido do casamento não me parece diferente do “libertário” que acha errado que um dado grupo de pessoas compre uma terra e, nessa propriedade privada, queira viver em regime comunista por livre e espontânea vontade.\r
Já tinha lido o artigo em inglês, que de tão bom, me fez mudar de opinião sobre o assunto.
Eu era radicalmente a favor da legalização do casamento (união civil) homossexual; com a exposição acima, fiquei contra, e acho que ela seria sim um aumento da intrusão do estado na vida dos casais.
Só não concordo com a parte que o Justin diz que a infidelidade está na natureza do homem. Sei que muitos (talvez a maioria) são. Mas sei que eu não sou e alguns outros que conheço não são. E sei que muitas mulheres são infiéis também. Mas isso é irrelevante frente aos outros fortes argumentos expostos. Libertário alutando pela “incursão do estado em questões privadas” é algo totalmente contraditório, logo, um erro.
O Bernardo está coberto de razão.
O autor pisa na bola feio com uma montanha de pré conceitos, e generalizações.
“Nenhum homem quer casar”, então ou eu sou uma mulher ou um ET.
E os gays lutam com razao para terem o direito de poderem assinar um contrato e te-lo respeitado pela unica instituição que hoje em dia pode faze-lo valer.Dizer que eles não devem ter isso, que eles devem é lutar pela extinção da interferencia estatal nos contratos privados é o mesmo que dizer que um empresario que consegue se livrar dos impostos nao deveria receber e lutar por este beneficio ele deveria é reclamar da existencia de impostos, ou que um escravo que recebia a alforria não deveria recebe-la e sim lutar pelo fim da escravidao de todos.
Enfim, a proibição(o nao reconhecimento pelo estado) da uniao civil gay, é um mal, assim como era a das bebidas e sao as drogas, estas proibiçoes devem ser extintas independente de se o estado parou de ter o poder de dizer o que pode ou não o individuo consumir.
O fato de homens (gays ou heteros) serem promíscuos, não é um motivo para não legalizar o casamento gay. Quem quiser arricar que arrisque.
Muito fraca a argumentação do Justin.
Sim, o ideial é desestatizar o casamento. Mas seria menos pior legalizar o casamento gay do que mante-lo proibido.
Outra, há vários tipos de casamento:
* Heterossexual: um homem e uma mulher (HM)
* Gay: um homem e um homem (HH)
* Lésbica: uma mulher e uma mulher (MM)
* Poliginia: um homem e muitas mulheres (H-nM)
* Poliandria: uma mulher e muitos homens (nH-M)
* Casamento Grupal: muitas mulheres e muitos homens (nH-nM)
Sem falar no casamento aberto.
O pessoal tá com uma certa dificuldade para entender figuras de linguagem que, no passado, eram de imediata compreensão. Deve ser a nova era do politicamente correto.
Quando o autor diz que “nenhum homem quer casar” ele obviamente não está dizendo que 100% dos homens da terra têm repulsa ao casamento. Ele apenas respeita a inteligência do leitor, supondo que este será plenamente capaz de entender aquilo que é tido como um comportamento típico da maioria dos homens: ao passo que a mulher adora pensar e fantasiar seu casamento, o homem é bem mais arredio. Via de regra, é sempre a mulher quem quer casar, e é sempre o homem quem “acaba cedendo” à ideia.
É claro que há exceções a esse comportamento. Óbvio. Mas tais exceções não anulam a regra. Assim, a “generalização” de tal frase de modo algum afeta os argumentos do artigo.
De resto, ainda não foram apresentados argumentos explicando por que seria bom para os gays o estado passar a regular a vida deles. Como bem apontou um leitor, a comparação com a legalização das drogas, das bebidas e dos jogos não faz sentido, dado que essas atividades são perseguidas e combatidas pelo estado — o que obviamente torna uma legalização amplamente preferível à atual situação de guerra.
Porém, com os gays, a situação é bastante diferente. Não há ataque do governo a eles. Muito pelo contrário, até. Hoje, ser gay pode ser sinônimo de privilégios em empregos e garantia de vitória e dinheiro farto em vários processos judiciais por “discriminação”, por exemplo.
Por fim, sugiro um releitura dos 5 últimos parágrafos.
Abraços a todos.
Desculpe Leandro, mas quando há generalizações no campo econômico todo mundo pode esbravejar contra o absurdo da idéia. Mas quando há generalização no campo social é permitido?
não entendi…
sobre o artigo, fraco e simplista.
Perfeita análise!
E o que assusta é ver como o pessoal hoje é de uma delicadeza sem par. Você praticamente tem de pedir desculpa e se retratar após dar alguma opinião um pouco mais diferente, fora da linha pré-aprovada pela manada. “Nossa, como ele teve coragem de dizer isso?!”
Os mesmos “libertários” que estão aqui reclamando das opiniões do autor e tratando determinadas minorias como seres diferentes e especiais (um escândalo dizer que gay é promíscuo!) são os mesmos que estavam lá criticando quem defende tombamento de cinema (com as exceções de praxe).
Coerência!
O texto é repleto de premissas falsas e generalizações ofensivas sobre “estilo de vida gay”, motivações e comportamentos. A prerrogativa da opinião do autor como gay e ateu não torna seu raciocínio justo. No entanto, o assunto é espinhoso justamente por esse motivo: sempre é necessário recorrer a premissas e generalizações duvidosas pra tentar expor algo. Então é preciso reconhecer a coragem.
Isso me lembra da questão envolvendo o Hoppe, na qual as duas partes estavam erradas: Hoppe, impondo uma “thumb rule” tirada do chapéu como se fosse algo universal; e o litigante, que prontamente tentou limitar a liberdade de cada um exprimir a opinião que quiser.
Por outro lado, o texto toca em um ponto sensível: a tênue linha onde o ativista gay abandona a busca pelo direito de perseguir sua própria felicidade e lança mão de “ações afirmativas” pra atacar instituições. Hayek discutiu extensamente a importância das convenções sociais no equilíbrio da ordem espontânea, e que as tentativas de ofender essas instituições (casamento, religião, etc) está fundado no paradigma positivista absurdo que dita que se um comportamento social não pode ser racionalmente justificado, então não possui nenhum valor.
Meu ponto é o seguinte: eu concordo com o texto, mas não com o método. A instituição do casamento é uma instituição heterossexual, e a resistência das pessoas ao casamento gay é uma prova de que ela, a instituição, deve ser respeitada. No entanto, usar suposições sobre “promiscuidade gay”, especular sobre as motivações de casais homossexuais e daí por diante para justificar a defesa do casamento é crasso, ofensivo e, principalmente, inútil.
A contenda sobre o casamento gay é, no fundo, um meio político de assegurar seu reconhecimento pelo Estado. Isso não é problema dos gays ou heterossexuais, mas da nossa circunstância moderna, onde alguma coisa só existe de fato depois que é reconhecida pelo Estado como tal. Se não existisse esse monstro intermediando todas as relações humanas através de seu aparato de regras, normas e leis, gays celebrariam formalmente suas uniões conjugais sem sentir necessidade de macaquear tradições heterossexuais pra se sentirem “civis”, e heterossexuais não se sentiriam ameaçados por isso.
Creio que as leis de hoje beneficiam os heteros frente aos homossexuais, com isso, faz sentido que eles busquem os mesmos “direitos”.
Se o Estado estivesse de fora desta seara, então todos estariam em situação igual, mas dado que já existe a lei para um grupo, o outro grupo ficou em um nível inferior… ou seja, ou não há lei ou então que ela funcione para todos…
Porra, qual que é a relevância dessa discussão em 2011, governo Dilma Roussef, Brasil? Larga os baitolas em paz, o governo está provocando danos em setores muito mais relevantes, os quais o IMB poderia estar cobrindo…
Se os individuos nao podem ser coletivizados, e isso é uma regra libertária, deixemos que eles resolvam as coisas por conta própria.\r
\r
Segundo os austriacos, não deve haver intervenção governamental.\r
\r
Casamentos gays vem e vai, e os dircursos de persuasão moral podem contribuir para criar uma depressão.\r
\r
Tentar manipular regras rígidas pode ocorrer crises de flutuação, pois salapa as possibilidades de se auto regulamentar subjetivamente.
Identidades desconhecidas por alguns aqui:
1) Estado legalizando = Estado regulando e controlando
2) Estado proibindo e coibindo = violência, mercado negro e lei do mais forte
3) Estado proibindo sem coibir = liberdade
Todos concordamos que o item 2 é o pior de todos e ninguém aqui é a favor dele. Agora, resta debater qual é o melhor, o 1 ou o 3.
Pronto. Agora podemos pensar mais claramente nas coisas.
Não Leandro,
O estado regula e limita a liberdade dos gays de firmarem o acordo de “casamento”(união civil). Eles não só não podem enforçar o acordo(se assinarem um de gaveta) como o governo tambem já tem uma regra estabelecida para heranças e divisão de bens, diferente da de união civil para os casos de “amigos”.
Portanto o estado “permitir” que dois homens ou mulheres firmem um contrato não é mais regulamentação e sim menos, e sim mais liberdade contratual.
Ora, Roberto, se o governo já tem uma regra estabelecida para heranças e divisão de bens, então o problema é exatamente de excesso de estado. E os gays estão querendo ainda mais ao invés de menos. Exatamente como o Raimondo falou.
Sinceramente, não vejo contradição entre isso que você relatou e o que o Raimondo tá defendendo.
gostaria muito que fosse discutido outros tabus, como a poligamia. \r
\r
Porque não liberar as pessoas para terem duas esposas, ou mais?\r
\r
Porque a hipocrisia de termos que esconder nossas amantes?\r
\r
\r
A verdade, a grande verdade, meus caros é que as pessoas usam o estado para impor suas opiniões. \r
\r
O Estado é sistematicamente usado para legitimar esses anseios, geralmente o anseio da maioria
leandro,
eles querem firmar um contrato de uniao, não sei como é nos eua, mas o Raimondo não falou sobre a nossa realidade, onde a herança não pode ir para um “amigo” e sim deve por lei ir a parentes, além do problema da herança existe o problema do litigio, caso uma das partes precise enforçar o contrato não conseguirá com que a unica “empresa” que faz este serviço hoje a ajude, o contrato não terá validade.
O estado permitir cada vez mais tipos de contrato é aumento de liberdade e não diminuição, o dia que ele permitir todos ele mesmo não existirá mais.
Gentem, não tem nada a ver com Estado.\r
\r
Apenas que a sociedade tende a reprimir comportamentos repulsívos, como a zoofilia, a pedofilia, o canibalismo e o casamento gay\r
\r
São crenças arraigadas a muito tempo, não tem nada a ver com o tamanho do Estado
O autor parte de uma premissa errada quando diz que o casamento é necessariamente para criar filhos. Isso é ridiculamente fácil de desprovar. Só perguntar “E casais heteros que não desejam ter filhos?”
Casamento é um contrato, que acho que só não deva rolar entre parentes de primeiro grau, por causa da confusão que daria.
Vitor, estes amasiam, em sua grande maioria.
Algo totalmente corriqueiro hoje em dia. Mesmo porque o simples fato de morar junto por algum tempo já dá direito à comunhão de bens hoje em dia.
Abraços.
Gostei do artigo, mas o problema maior não são os gays quererem se casar, e sim utilizar a força do estado para obrigar as religiões fazerem o casamento deles quando eles conseguirem isto, aí já não tem mais graça para eles.
Ah, eu acho que libertários quando sai do ambito da economia e da politica começa a divagar igualmente aos não libertários, i.e. caem nas mesmas armadilhas.
Aqui está a prova de que tudo é muito complexo politicamente hoje em dia. Não acho que se chegue a um consenso, principalmente com as premissas libertárias,que podem me garantir várias persepectivas de vários pontos de vista, como: quem quiser ser o que quiser que seja, então, eu posso ser contra o casamento gay ao mesmo tempo que meu visinho seja a favor. Não se chega a lugar nenhum.
O artigo é muito bom, está muito denso. O autor prova que está debruçado sobre o assunto e não deixa nada de fora. Quando ele fala na questão dos bissexuais, da natureza intrinseca do homém, diferente da mulher, e principalmente quando profetiza sobre a explosão dos divorcios, ele conhece o babado.
Primeiro existiu a problematica da familia dentro do universo heterossexual consequentemente com o casamento e isso está claro no texto citando a Paglia, é uma tradição. De repente, aparece uma minoria, com fortes forças ideologicas por traz, com discursos ideologicos, impondo uma intromissão nessa tradição, alêia, diga-se de passagem, porque na instituição familiar, dona do casamento não estava prevista nem a possibilidade do homossexualismo na familia desejada, utopica, aí, além de dar chabu, aparecendo os anormais, ainda tem que assistir ao teatro destes os imitando numa macaqueação insolita e ainda tendo que arcar todos, com os custos.
O certo mesmo seria a gente nem olhar para essa crise ridicula. Não estar nem aí. Que o estado, os progressistas e os conservadores se virassem com o pepino. Mas, temos que, somos obrigados a… falar em nome de um bom senso, de uma coerência e de uma inteligencia e dar uma palavra final. Afinal, continuaremos a pagar as contas de tudo que se resolva na sociedade, mesmo as mais estapafurdias.
Quando eu era jovem, anos 70, tinhamos uma música que dizia assim: “É quem quer ser é, quem quer dar dar, quem quer ir vá, quem quer amar, AME, quando a vontade é rocha o querer é chama…. Mas, quem não quer ser não é, quem não quer dar não dar quem não quer ir não vá, quem não quer amar FALEÇA, saia da minha vida e desapareça…”.. RA ra ra ra ra.
Como que sócios fazem para terem bens em comum?
Porque os casais homossexuais não se viram sozinhos, legalizam suas propriedades nos nomes dos dois?
Acho que é só uma birra, uma vingança contra a instituição que eles, mais do que são odiados, odeiam. Depois que conseguirem se instituirem, quero mesmo ver. É uma pena que já estou com quase 60 anos e possivelmente não verei o mico que esses ativistas irão pagar.
Otimo texto. Ele prova que honestidade intelctual, sabedoria pode ser alcançada por todos os seres, independentemente de cor, ou preferência sexual.
O casamento gay virou parte da agenda esquerdista para desestabilazar a familia.
Vamos com calma.
Qual a vantagem para os gays se o estado reconhecer para eles a mesma legislação de união civil que impõe aos heteros?
Como é hoje para os heteros? Se um casal hetero mora junto, sem assinar contrato algum, por certo tempo, o estado considera isso união estável e se eles se separam, o estado impõe uma série de obrigações sobre uma das partes. É esse tipo de intrusão absurda na vida particular dos gays que vocês defendem?
O que é vantagem, benefícios do INSS?
Pelo que foi dito aqui, a vantagem seria uma pequena melhoria no recebimento de heranças. Mas aí, os libertários deveriam lutar pelo fim da intrusão estatal na herança, e tanto homosexuais quanto heterosexuais iriam gozar de mais liberdades.
E deveriam lutar contra a intrusão do estado nas uniões heteros.
Pelo fim da união civil hetero!
Prezado Leandro\r
\r
Achei muito interessante os argumentos abordados pelo texto referentes ao “casamento gay”.\r
\r
Nunca tinha olhado para o assunto desta forma.\r
\r
Abraços
Posso saber qual lei me impede de deixar a meu patrimônio para quem eu quiser?
Se eu quiser deixar a herança para um amigo qualquer sou proibido? Então o problema é EXCESSO de Estado, não criar mais para corrigir esse erro. Se o problema é herança, então acabe com essa regra e façam um contrato de herança ao invés de um de casamento. Pronto. Mais simples e fácil e menos do monstro estatal regulando a vida das pessoas.
Eu tive a oportunidade de ler antes esse artigo em inglês. Tambêm mudei de idéia por causa dele. Gostei do IMB ter publicado a quantidade de comentários mostra que foi uma boa escolha.
Casamento gay, liberação das drogas, regulamentação do aborto e da eutanásia. Bandeiras defendidas tanto pelos socialistas como por muitos libertários. Quem são os espertos e quem são os idiotas úteis nesta história toda?
”O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao “estilo de vida” que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica.”
Então ele também não tem nada a dizer sobre a união entre 2 pessoas de mesmo sexo ou não, certo?
Se o ‘casamento’ vai dar certo ou não, problema individual de quem se case.
O medo dos conservadores em relação a desagregação da família vem muito mais do que acompanha as uniões gays do que a existência de uniões em si. O exemplo brasileiro é muito claro: a lei da homofobia é extremamente ditatorial e nociva e é contra ela que os conservadores lutam. Não se trata de dar a dois indivíduos a liberdade de fazerem o que bem entendem de suas vidas, e sim de forçar uma mudança moral, religiosa, sexual e social complexa. Ou então por que as paradas gays tem as cenas grotescas que vemos por aí? Por que não é uma passeata pacífica para protestar por reconhecimento e sim um show de perversões sexuais estranhíssimas? Os militantes não querem ser deixados em paz, querem impôr sua ideologia ao resto da sociedade.
Convivência entre gays? Isto já existe faz tempo através da figura da sociedade de fato. Sinceramente não vejo uma oposição tão forte dos conservadores quanto a isso, salvo setores mais radicais.
O texto mostra uma perspectiva interessante, considerando o excesso de interferência do estado como um dado a ser analisado no caso. Realmente, ao analisarmos a ideologia do movimento vemos que no fundo se trata apenas de uma coisa: controlar o estado e aumentar sua interferência na sociedade. Com o estado imbuido da mentalidade do movimento gay, o próximo passo é aumentar seu poder o máximo possível. Isso é facilmente percebido não só em relação aos movimentos gays mas também em relação a outras ideologias.
E o que as pessoas comuns que são gays tem a ver com isso? Nada. Apenas são usadas como massa de manobra por estes grupos e acabam atraindo a desconfiança ou mesmo raiva de algumas pessoas que não conseguem enxergar este processo.
“os homens gays, por outro lado, são… homens, e nenhum homem quer realmente se casar.\r
\r
O título do post – “… os libertários …que ninguém se atreve a discutir” – emerge pra que vc, naturalmente, fale como se estivesse preocupado com o marido dos outros; mas, em segredo da sociedade, saiba os seus direitos antes do casamento.\r
\r
Senão que interesse teria esse texto só para heteros?\r
Então, eu lhes pergunto: o ideal seria o estado se retirar da participação de qualquer contrato matrimonial (hétero, homossexual, poligâmico) e deixar os indivíduos negociarem seus arranjos contratuais da forma que bem entenderem?
Abraço.
De fato, o Leandro está certo: os últimos parágrafos são os mais importantes.
O autor tem razão quando afirma que “Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto.”
O problema, na minha opinião, é que existem pessoas não-libertárias (gays, lésbicas, heterossexuais e bissexuais), e essas pessoas gostam do Estado e querem que o Estado regule suas vidas e cuide delas.
Portanto, um gay libertário que ler o texto vai pensar: “pô, esse cara está certo, pq eu vou pedir pro Estado se meter na minha vida?”. No entanto, o gay não-libertário vai dizer: “esse cara tá maluco, eu quero, sim, que o Estado chancele minha união…”
Em suma: esse é um texto dirigido aos libertários (gays ou não), e não aos gays.
Abs.
Senhores,
necessário um adendo. É cascata a história da ampla aceitação da homossexualidade na Grécia antiga. Vamos lá.
os autores e historiadores, que apontaram uma ampla “aceitação” e prática da homossexualidade pelos gregos, eram, em sua maioria, homossexuais (Walter Pater, Michel Foucault, John Boswell, John Winkler e David Halperin…);
Havia leis severas contra a homossexualidade:
Aeschines, em “Kata Timarchou”, 21:
Se qualquer ateniense tiver um “etairese” (companheiro de mesmo sexo), não lhe será permitido:
1) tornar-se um dos nove arcontes;
2) nem desempenhar o ofício de sacerdote;
3) nem agir como advogado para o estado;
4) nem deverá manter qualquer tipo sequer de ofício, no lar ou fora, quer seja desempenhado por sorte ou eleição: ele não deve ser enviado como mensageiro;
5) ele não tomará parte em debate, nem estará presente em sacrifícios públicos;
6) nem poderá entrar nos limites de um lugar que tenha sido purificado para a reunião de pessoas. Se qualquer homem for acusado de atividades sexuais ilegais contrárias a essas proibições, ele deverá ser morto.
Demóstenes, em “Kata Androtionos”(Parágrafo 30):
“… nem deve ter o direito de falar, nem de trazer uma queixa perante a corte.”
Muitos filósofos condenavam a prática:
Platão, nas Leis, afirma:
“… o homem não tocará outro homem para este propósito, já que isso é não natural…”
Em um trecho do “Fedro”, Platão manda:
“… vocês têm medo da opinião pública, e temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados”(Fedro, 231).
Ora, um trecho em que a cultura da época pode ser deduzida (“temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados”) como contrária ao homossexualismo.
E há também uma bela fábula, de Esopo:
“Quando Zeus criou os humanos e as outras características de suas almas, ele as colocou em todas as partes do ser humano. Porém, deixou a Vergonha de fora. Já que não sabia onde colocá-la, ordenou que ela (a Vergonha) fosse inserida no ânus.
A Vergonha, porém, reclamou disso e ficou muito irritada. E enquanto estava reclamando, a disse: Eu vou concordar em ser inserida dessa forma, e se qualquer coisa for inserida depois de mim, eu sairei.
Deste dia em diante, que todas as pessoas que sejam sexualmente inclinadas a esse método sejam então Vergonhosas!”
Fábulas do Esopo
Zeus e Aeschyne (Termo grego para “vergonha”)
Mais detalhes em: http://www.youtube.com/watch?v=aHk9JoXoBMY&feature=player_embedded
Há muito mais a ser dito, mas o espaço é curto e estou cansado – característica dos mais idosos. Desculpem-me.
Abraço,
Rafael.
Nossa! Só quem conseguir ler até o último parágrafo vai conseguir entender o ponto do texto. Tanta coisa escrita para desvirtuar o ponto central.
Sou libertário, mas mais uma vez textos libertários mais afastam (talvez para criar polêmica) do que aproximam.
Em vez de ressaltarem o lado fraco da corrente e a liberdade de relacionamento, focam no “detalhe da intervenção do governo”.
Concordo q no pensamento liberal temos q tirar cada vez mais o estado das nossas vidas. E isso inclui diminuir a quantidade de direito q temos… q sempre vêm com contrapartidas e restrições de liberdade de terceiros.
Mas então agora vamos fazer passeatas para “DESRECONHECIMENTO DA UNIÃO DE HOMEM E MULHER PELO ESTADO” Oo
Pessoal, já tem bem pouca gente lutando exclusivamente pela liberdade, ainda inventam de fazer um texto pregando um detalhe do pensamento, para afastar mais o leigo.
A única coisa que eu concordei no texto foi o antepenúltimo parágrafo.
O resto é só lero-lero.
Não li todos os comentários, mas parece que todos expuseram pontos válidos, porém só o autor mesmo chegou ao ponto principal: separar o civil do religioso.
Vamos aos fatos:
Os gays querem ser iguais, mas claro, “mais iguais que os iguais”. Porém, diferente do habitual, nesse caso eles lutam por algo justo.
O Estado é a unica porcaria que infelizmente temos à disposição(ou não) para validar contratos. Logo, privar os homossexuais desse serviço é desfavorecer um grupo.
Acredito que nenhum libertário de verdade seria contra isso. Aliás, já somos contra ao fato de só o Estado poder validar contratos, mas enfim…já que todos, gays ou não, pagam por esse serviço, seria injusto um grupo pagante não usufrir dele, embora isso seja muito comum no esquema estatal.
O problema é que os gays NÃO se contentam com isso. Como alguém notou aqui, “porque diabos eles querem ter que dividir bens, etc?”. Não há nada de errado nisso, mas há muito de estranho.
A GRANDE MAIORIA dos gays não tem esse tipo de meta – união estável, logo essas medidas não tem utilidade nenhuma para eles. No entanto, os gays mais promíscuos lutam com unhas e dentes por esse direito.
Fico imaginando…o sr. Luiz Mott, lider do movimento gay da Bahia, iria se casar com seus trocentos namorados?!?!?
É óbvio que há outros interesses nisso. E o principal, por parte dos gays e políticos, é destruir o Cristianismo. Só não enxerga quem não quer.
Para eles, não basta uma “união cívil”, tem que haver o “casamento”, instituição essa formada com base numa tradição religiosa.
Sinceramente, como libertário, nada teria contra eles criarem uma igreja cristã, dizer que Jesus era uma bibinha e que o Big-Bang foi uma explosão de purpurina com a qual Deus, que é transsex, criou o universo. Assim seria, desde que eu pudesse dizer que tudo isso é mentira, sem ser acusado de homofobia e ser preso por expressar minha opinião.
Mas não é isso que eles querem; prisão é o que pretendem fazer com os padres que se recusarem a casar gays no catolicismo, ou pastores no protestantismo.
E o que já fazem com o bloqueiro Júlio Severo (juliosevero.blogspot.com/) que atualmente está escondido, por “homofobia” e por homeschooling.
Agora, como cristão, me sinto da mesma maneira que vcs se sentiriam se alguém que alegasse ser o sucessor de Mises criasse um site chamado “Instituto MiseZ Brasil” e começasse a expor idéias marxistas e usasse o Estado para nos prender sob acusação de plágio, e quando vcs apresentassem os livros e demais provas, diriam que vcs é que interpretaram errado.
Sério senhores…dêem corda, mas fiquem alertas, pois eles tentarão nos enforcar com ela.
Destruir o cristianismo é o objetivo dos gays? Criar uma família não é?
Então por que há igrejas evangélicas para o público LGBT? Por que casais homos querem adotar crianças?
Lógico que a gays promíscuos, assim como há heteros.
Toda essa zona é pela tomada perpetuação no pudê. Os caras querem é o pudê. E o pudê para sempre. E o pudê todo para eles. Fazer parte do pudê. E desfrutar de todas as benesses do pudê. E a quem contrariá-los, utilizar-se-ão do pudê como meio de destruição contra os inimigos. Tudo muito democrático, desde que não saiam do pudê. As passeatas a favor da liberdade social são formadas por um bando – a velha e boa massa de manobra, ou qualquer outro sinônimo que se queira – a serviço de seus líderes. Estes líderes, chegando ao pudê, dão um belo pé no traseiro da massa e daí acabou a democracia, e viva o pudê. Se instituições conservadoras os contestarem, serão xingadas e acusadas pelos erros de seus próprios acusadores. A lei fará o resto, mandando para a prisão ou calando a boca de quem discordar. Pudê, pudê, pudê!
Acho que muita gente entendeu errado, esse artigo não condena um gay só por ser gay, ou por ser promíscuo, o que ele condena é chamar de casamento o tipo de relacionamento que os gays querem, sendo que casamento é um conceito das religiões, e não do governo.
Então o que esse pessoal quer é passar por cima das religiões e poder definir o que elas e todo mundo devem aceitar
‘Antes, os gays se orgulhavam de representar uma rebelião, um desafio à ordem social burguesa, expressando e celebrando sua liberação em relação às normas morais e legalistas. Hoje, inversamente, os ativistas gays querem reforçar o poder dessas normas, tentando “expandi-las” para sobre eles também.’
Exatamente, mas não só os gays.Esquerdistas também, feministas também…aqui no brasil eles lutam pra ter o poder de mandar prender um pastor ou psicologo ou qualquer um que tenha a OPINIÃO de que o homossexualismo não é uma coisa sadia.
Se vc acredita que as feministas querem igualdade, que elas querem competir de igual pra igual numa meritocracia, você é um coitado ingênuo.O que elas querem é enfraquecer o homem, associar tudo que tem a ver com masculinidade com tudo de ruim que existe no mundo e tornar crime quando alguém fala que as diferenças entre a cabeça de um homem e de uma mulher tem a ver com os genes (que é o que a ciência já comprovou, elas tem raiva da ciência também) e que não é tudo produto da cultura como elas falam.E tudo isso passando pelas mãos dos governos, lógico.
Quase tudo no mundo de hoje é feito pra botar pra baixo o homem hetero ocidental.Na mídia é sempre o imbecil, o homer simpson, ou o fdp do mal que prejudica os outros.Nas leis, putz, tem lei americana que obriga o cara a pagar pensão mesmo que o filho não seja dele!!
Vocês acham que nada disso não tem nada a ver com o declínio das liberdades? Que um mundo de cordeirinhos enfraquecidos e afeminados não é mais conveniente pra quem quer dominar do que um mundo de águias? Acordem!
o declínio da liberdade é acompanhado pelo declínio da masculinidade
http://www.the-spearhead.com/2011/06/02/decline-of-masculinity-accompanied-by-decline-of-liberty/
A coisa mais igualitária a ser feita não seria a abolição de qualquer forma legal de casamento?
Pessoal, lembrem-se que libertariano a la Mises e Friedman que defende valores tradicionais como atitudes reacionárias contra feministas – enquanto um suposto grupo com valores comuns de guerra cultural, um conceito absurdo a qualquer um que já tenha pesquisado um pingo de i sobre sociologia, antropologia e/ou filosofia nos últimos 20 anos para dar um pitaco no assunto (BTW, esse artigo é detestável pela forma como ele aborda determinismo de gênero) -, minorias (não, defender valores igualitários numa sociedade onde o homem branco heterossexual heterossexual está claramente, e inegavelmente, no topo, e existe um sistema para a perpetuação desta desigualdade, não é esquerdopatia ou ‘politicamente correto’ – é simplesmente moralidade), etc. não é libertário.
É simplesmente Direita Conservadora. Afinal, o libertarianismo defendido aqui é simplesmente o tipo não-paranoico e não-reacionário da Direita. Ele é mais como ‘fora do meu quintal’. Caso vocês comecem a reclamar sobre os LGBT, façam suas malas para se engrupir com a turminha fã do Olavo de Carvalho, do Reinaldo Azevedo e do Julio Severo. O que demonstraria pouca intelectualidade. Acho natural as pessoas mudarem de visão político-ideológica (eu comecei comunista na adolescência, virei anarquista jovem adulto, etc.), mas quem tem um pingo de cultura não pode começar a revirar o lixo.
O texto por si só não é conservador reaça, mas certos comentários me dão vergonha alheia. Libertariano não é sinônimo de “direitista que defende o livre-mercado, ponto”. Me desculpem se pareci hostil, não foi minha intenção. Um abraço. 😉
I believe that libertarians are unnecessarily divided over the issue of same-sex marriage. Based on what I said above about marriage, it is my contention that there is no more a libertarian position on same-sex marriage than there is on chocolate, toothpaste, or whether the sky is blue.
Same-sex couples should certainly have the right to form any kind of legal arrangement they choose whereby medical and financial decisions by one party on behalf of another could be made. But this right has nothing to do with them being a same-sex couple. It is only because any couple – gay, lesbian, straight, bisexual, transgendered, or undecided – or any group of people should have the right to form any kind of legal arrangement they choose. If they want to call their arrangement a marriage, have a ceremony, and go on a honeymoon – fine. They have the freedom to do so just like they have the freedom to replace their Chevy emblems with Ford emblems and call their Camaro a Mustang. They just shouldn't expect or demand everyone else to violate nature, language, tradition, and history and do likewise.
And if the federal government should recognize same-sex marriages, domestic partnerships, civil unions, consensual contracts, or voluntary agreements of homosexual couples for tax, Social Security, and other purposes, then it should likewise recognize similar legal arrangements of heterosexual couples, whether male/male, female/female, or male/female.
If a libertarian wants to redefine marriage – or call black white, up down, or right left – then he is perfectly free to do so, but he shouldn't term his personal preference or individual decision a libertarian position.
One's opinion of same-sex relationships – whether wonderful, wholesome, unnatural, or disgusting – has nothing to do with the issue.
Libertarians as individuals may support or oppose the “marriage” or legal arrangements of same-sex couples – just like they may support or oppose the health benefits of Vitamin C or the use of child safety locks – but that doesn't mean there is a libertarian position on it.
Is There a Libertarian Position on Same-Sex Marriage?
Um texto meu sobre o assunto: Parada Gay, movimentos em geral e libertários
O que era uma questão de ética virou questão de análise de linguagem. “Casamento gay” é casamento? Faz sentido? ISSO NÃO IMPORTA PARA QUESTÃO LIBERTÁRIA. Você pode discordar sobre o significado de “casamento”, mas todos têm o direito de chamar o seu relacionamento do que quiserem. Não é esse o problema. O problema é que o Estado detém o monopólio da justiça, e casais gays simplesmente não podem ter seu contrato de “casamento” reconhecido. Ponto. O ideal é a total desregulamentação e desintromissão nas uniões civis, casamentos, etc. MAS se há apenas uma entidade para enforçar os contratos, o justo é aceitar os contratos. Mais liberdade e não menos. Simples.
Que susto quando vi que esse autor é homossexual !
Estou sem palavras.
Sou gay, tenho 20 anos e posso dizer com toda propriedade que essa é a primeira vez que alguém me mostra motivos coerentes e sólidos contra o casamento gay. Longe de toda a baboseira religiosa e sem o ativismo besta que enfrentamos a anos.
Ainda não posso dizer se concordo com um todo do artigo, mas digo que mudou um pouco meu ponto de vista em relação ao assunto.
Parabéns ao autor e ao Leandro Roque pela excelente tradução. 🙂
Não sei se ainda respondem a este comentário… mas vou tentar…
Penso que este texto é importante até para levantar a questão. Os libertários devem começar a tomar uma posição sobre este assunto, uma vez que ele é um ponto fraco na defesa da causa, independentmente se o Liberalismo seja apenas uma questão político-económica. Ter esta questão resolvida, da maneira mais libertária possível, seria uma grande arma de defesa quando nos acusam de conservadores.
Para aclarar as coisas e independentemente do nome que se vai dar a essa união, queria que me respondessem uma questão na seguinte situação:
Se, no Brasil, fosse instituído um estado completamente libertário, com aclamação popular (um sonho neste momento…),e existisse um casal de homossexuais do sexo masculino, numa relação estável, assim como estáveis as suas condições psíquica e financeira, ambos também claramente libertários, sem qualquer necessidade de aprovação religiosa, resolvessem adotar um ou mais filhos. Nesse estado liberal, eles terão a legalidade de o fazer???
Sim ou não
É só essa questao que eu gostaria de colocar.
Muito obrigado.
Ótimo artigo e alguns ótimos comentários, em especial do Leandro e do Fernando.
Como já comentaram: o ponto central do artigo é a liberdade. Quem preza a liberdade (seja heterossexual, homossexual ou bissexual, homem ou mulher, religioso ou não religioso, etc.) vai compreender e apreciar. Quem quer a tutela estatal, vai compreender errado e depreciar.
* * *
Muito bom o artigo. O autor demonstrou muita racionalidade em seu ponto de vista e firmeza e responsabilidade em sua argumentação.Principalmente quando diz:” A essência da homossexualidade é a evasão do casamento-E a concomitante responsabilidade de se criar uma familia.”
1- o casamento homossexual nao seria para que os relacionamentos passassem a ser vistos como corriqueiros, mas sim para garantir direitos civis (associados ao casamento civil) que nao abrangem relacionamentos homoafetivos. Ninguem quer sobrepor as religioes ou tratamentos exclusivos. Somente direitos iguais, que garantem a seguranca das partes envolvidas.
2- é um erro muito grande considerar que o casamento seja exclusivamente para criar filhos e garantir a geracao futura. mesmo que na sua concepcao original, antes de ser sequestrada pelo estado. é tao absurdo que é ate dificil explicar. o casamento, ao meu ver, foi sim (historicamente) pela continuaçao da linhagem, mas nao foi somente por isso. a segurança foi o maior incentivador da historia para que as pessoas se unissem, inclusive no casamento. é pensando nessa mesma segurança (nos moldes atuais, claro) que se luta para obter o direito garantido de casamento civil.
3- Justificar que o casamento é importante para a existencia da proxima geracao principalmente por questoes de promiscuidade tb eh um argumento absurdo. as pessoas querem casar ou nao, tanto homens qnto mulheres, tanto heteros qnto homo. se acontecer, é no momento de cada um.
4- uma vez que o estado sequestrou o termo “casamento” das religioes, o erro é do estado em associar direitos civis e contratos que devem ser de acesso a todos, sem distinçao qualquer que seja. se o problema é o termo, as igrejas que fiquem com ele. O que interessa sao as garantias de direitos civis e acabou. e mesmo que nao se separe o termo, ta mais do que clara a separaçao das coisas quando um é “casamento civil” e o outro é “casamento religioso”. um eh uniao em direitos ou é uniao espiritual religiosa etc.. isso é um argumento de ignorancia absurda.
5- por mais que existam diferenças entre as pessoas, a promiscuidade é tanto homossexual quanto heterossexual. a questao da escolha do modelo de relacionamento, é muito variavel em ambos relacionamentos. pq que o casamento para heterossexuais nao precisa levar enconta a ideia do igualitarismo? ou por acaso sao só homossexuais que tem problemas com a monogamia?
6- o homossexual nao tem que lidar com a geracao de um filho. serio, esse texto é recheado de afirmacoes ignorantes. uma atras da outra. nao, nao tem uma geracao espontanea, mas isso nao significa que homossexuais nao queiram ter filhos, seja por adocao, ou por inseminacao, ou po barriga de aluguel. Nao tome voce ou seu grupo de amigos como modelo de toda uma sociedade, ate pq isso vai contra a sua ideia sobre seres humanos serem iguais. mais coerencia pfvr.
7- e por falar nisso, nao acredito que algum homo queira se casar com os ritos religiosos. de qlqr forma, essa nunca foi a discussao. o ponto sao direitos civis (ja tou cansando de ter que repetir isso).
8- generalizar que homens nao querem casar e que mulheres sonham em casar desde pqnas é outro argumento burro. dispensa explicacoes. mas como curiosidade, meio mundo de mulheres tem odio qndo sao associadas dessa forma (inclusive eu, que sim, quero casar com a minha namorada, mas so quis apos conhecer ELA. sempre falei que nao iria casar ate entao – e nao tou generalizando como o autor, façam uma enquete se qserem)
9- “promiscuidade e suas concomitantes andam de maos dadas com a masculinidade e virilidade.” – como dizem por ai.. cagar de cocoras no meio do mato ninguem quer né? isso meu querido, é questao cultural/social mesmo, mas tambem é questao de carater. isso é falta de bom senso e de se colocar no lugar da outra pessoa. o que é acordado entre duas pessoas independe de monogamia ou puritanismo, e nao respeitar acordos é falta de carater. nao tem outra desculpa. ou no casamento a mulher soh deve ter a segurança que o homem ajudara na criacao dos filhos e na manutencao das despesas do lar? respeito mutuo quando tem é lucro entao? é certo pagar de pegador geral, o machao, que nao tem respeito pelas mulheres na balada, mas se mexer com a mae ou com a irma o bicho pega? crescam vai…
10- e quando se diz que a culpa dos adolescente indisciplinados é consequencia de pai e mae, vc ta errado de novo. a culpa é de qm criou que nao deu educacao para o filho e o corrigisse qndo precisasse. independe se qm criou foi pai e mae, soh pai, so mae, avos, tios.. o que da resultado eh a educacao.
11- falar que o casamento homossexual macaqueia a essencia do casamento hetero é outra burrice. pq nao pode ter filho? pq pela sua cabeça gays nao querem casar? meu.. em que mundo vc vive? se dois gays qserem casar eles tao fazendo uma parodia do casamento hetero? casamento hetero nao precisa de parodia, esse seu pensamento machista de que promiscuidade e concomitantes andam de maos dadas com masculinidade garante isso. pq o que vem a partir dai de acordo com a sua logica de raciocinio, sao casamento falidos, sem respeito, em que as pessoas passam a se suportar e se separar.. qntos nao tao ai casando por interesse financeiro, por fama, por politica, por fachada.. casamentos com prazo de validade. o casamento hetero nao precisa de parodia nem de que macaqueiem ele.
12- o ponto de divorcio, existirao muitos? sim, mas isso invalida o direito de quem achar conveniente continuar casado continuar casado? nao! e divorcios existem. inclusive por infidelidade no civil, e inclusive anulamento de casamento religioso que os conservadores defendem tanto. mas por logica, é impossivel que se divorciem mais do q se casem! alem disso, convenhamos, ninguem vive de putaria a vida inteira. e tb, responsabilidades financeiras existem com ou sem casamento! ou gays nao tem conta pra pagar? “sera que gays querem ter metade da sua renda dividida com o conjuge?” deixa eu te contar que tem diversas formas de casamento civil e que ninguem é obrigado a sustentar ninguem. o que existe em todo casamento e compartilhamento, inclusive de despesas! e golpe por golpe, tem um monte de mulher que tb da golpe em velhote tarado.
13- familia, nao significa “filhos” (mais uma vez). e a escolha de abrir mao da liberdade cabe a cada um, e nao se pode generalizar considerando que ninguem queira. é preferivel que as pessoas escolham se casar (civil) ou n, a nao poder casar (civil) definitivamente.
14- outra vez, a intencao nao é fazer parecer natural. isso viria no caso com o tempo e educacao de qualidade onde as pessoas entenderiam finalmente que n cabe a elas aceitar ou nao aceitar alguem, simplesmente pq isso nao cabe a elas. pq a vida de outra pessoa nao é assunto dela. simples. o que cabe a elas é respeitar e só.
15- gayzismo é um termo estupido que inventaram pra defender a falta de respeito com que os homossexuais sao tratados. nao existe essa de gayzismo. existe uma luta pra defender direitos essenciais de todo os seres humanos, mas que sao frequentemente negados a homossexuais. como respeito, seguranca, liberdade e contratuais. qlqr busca de privilegios nesse sentido eu me posicionaria fortemente contra.
16- homossexualidade nao é de fato anormal, como é possivel constatar em centenas de especies animais que possuem comportamento homossexual (as vezes ate predominante ao heterossexual, onde ai sim o relacionamento heterossexual existiria apenas para a procriacao).
17- os predecessores gregos, passaram a ser romanos, e acho que ngm se lembra da influencia da igreja na historia romana. ate onde eu sei, a partir desse ponto a igreja comecou a ter um papel realmente forte no cenario da epoca. aa proposito, existe alguns pontos a serem refutados nessa questao. existem algumas fontes que afirmam que existia casamento homossexual antigamente, inclusive religioso. enfim, as coisas parecem ter mudado bruscamente na idade media, e a partir dai a igreja incentivou e muito o preconceito com diversas minorias. entao, achar que um homossexual gostaria de um casamento religioso (pelo menos no cristianismo) é um tanto sem nocao.
18- a intencao nao seria provar que as sexualidades sao equivalentes, mas sim que ambas sao dignas de respeito e direitos equivalentes.
19- nao se sabe o que define a homossexualidade (geneticamente) mas enfim. Nao acredito que escolhamos o sentimento. ou todo homem hetero escolheu sentir atraçao por mulher somente? eu nao escolhi sentir atracao por quem tem o mesmo sexo que eu. simplesmente sinto, coisa que eu nao consigo sentir por um homem. assim, nao conseguiria imaginar minha felicidade associada a alguma coisa que nao me faz sentir diversas coisas plenamente. alem disso, nao acredito que as pessoas escolheriam sofrer, correr risco de ser violentadas, assassinadas, discriminadas, etc simplesmente por querer ser do contra. comigo pelo menos nao funciona assim. e nem faz sentido alguem querer isso pra si. dessa forma, sim, vejo sim a sexualidade separada do sexo e equivalente de alguma forma a raça.
20- os bissexuais como é dito no texto ao meu ver seriam pessoas que naturalmente sentem atracao pelos dois sexos. pq teria que ser somente um ou outro? se existe intersexualidade biologica, pq nao poderia haver na sexualidade tambem?
21- nao é pq nao existem evidencias cientificas para determinada coisa ainda, que essa coisa nao exista. ela pode nao ter sido descoberta ainda, só isso.
22- de novo, ninguem precisa da aceitacao de ngm.. somente do respeito, o que nao é mais do que obrigacao de que uma pessoa tenha com a outra.. cara.. que pensamento simplista mais burro..
23- que os libertarios devem se opor ao casamento de qlqr forma que ele seja.. ok, concordo.. desde que os contratos sejam independentes do casamento, tudo certo.. ate que isso aconteca (hahaha vai longe ate conseguir) eu nao abro mao de dar a minha namorada segurancas contratuais que estao associadas ao casamento. acho mais do que justificavel né?!
24- “O libertarianismo é apenas uma teoria econômica e política. Ele não tem nada a dizer quanto ao “estilo de vida” que uma pessoa escolhe, assim como não tem nada a dizer sobre física quântica. Não se trata de um superabrangente sistema moral e metafísico que pretende explicar tudo e que possui uma receita prescrevendo como cada um deve viver a vida. Os libertários não apóiam e nem condenam homossexuais e a homossexualidade: nós simplesmente dizemos que as atividades sexuais entre adultos em comum acordo não devem ser reguladas pelo estado. Ponto.” – o texto devia ter se focado somente nisso, pq o resto da analise é completamente sem cabimento.
25- por mais que se defenda a liberdade em relacao ao estado, nao é nesse mundo que nos vivemos, e a gente nao pode se afastar tanto da realidade. sendo assim, nao da pra abrir mao de direitos que infelizmente sao erroneamente associados ao casamento. nem sempre se manter fora desse sistema é bom. imagina um relacionamento entre dois homossexuais, mas um falece. o relacionamento fica como se nao tivesse existido. como é que fica a pessoa que ainda vive? e todas as coisas construidas em conjunto durante a vida? entre muitas outras questoes juridicas.
Artigo antigo, mas não se aplica as leis brasileiras…
No Brasil, dois heterosexuais podem dispor de mais mecanismos sobre sua situação juridica, seja por INSS, herança, filhos e etc…. já os homosexuais não, o ideal é que todos pudessem ter liberdade e que o estado não pudesse interferir…
Mas nossas leis são extremamente intrusiva, para o caso americano, o artigo pode até fazer sentido, mas sob nossas leis não, a verdade é que os casais heteros tem mais liberdades, já que na outra ponta dos homo, é vedado…
Heterosexuais podem escolher adotar um filho ou não, os homosexuais só podem com o NÃO, os heterosexuais podem dispor de mais patrimonio para seu conjuge doq os homosexuais, quer queira ou não, isso é a nossa LEI, por isso esse artigo não pode se aplicar a nossa situação juridica, infelizmente quem escolheu e traduziu, não entende nada de legislação, não que seja problema, mas seria bom ao menos retificar, questão de honestidade intelectual…
Que ele fale para os libertários e não para os liberais. E o IMB, se não é liberal, devia tirar o nome Mises daí.
A defesa dos direitos gays é uma bandeira do liberalismo.
Aliás, este artigo ai foi bem analisado aqui:
https://blogdomensalao.wordpress.com/2012/11/28/instituto-mises-e-a-homossexualidade/
O problema é que casamento gay não existe. Olha o quanto de palavras e intelectualidade sobre o nada… blá blá blá… Tratamento mental pra esses gays e acabou.
Mesmo desestatizando o casamento homossexual, o que impede de existir uma orgia de 20 mulheres e 1 homem e chamarem isso de união civil? E Ainda adotarem filhos?
Quando se quebra a definição do ”pilar genero” que é união entre 1 homem e 1 mulher com possbilidade de reprodução, nada impede que depois exista união entre 20 pessoas ao mesmo tempo.
É importante diferenciar isso de poligamia, mesmo em sociedades poligâmicas eram múltiplos casamentos entre 2 pessoas. 1 homem poderia ter 10 mulheres, mas ele se casava com 1 de cada vez, e a cada dia ele ficava com 1, não com todas ao mesmo tempo como se fosse uma ”família” de Orgia..
A desestatização do casamento em nada resolve o problema inicial, já que com isso essas formas de união seriam consequência lógica..
Ai o Liberal vai ter que defender que uma ”família” de órgias não teria problema nenhum para a sociedade
Nunca vi um artigo tão absurdo. Ele viola praticamente toda a filosofia libertária, começando pelo jusnaturalismo, e passando por cima do respeito aos contratos e do PNA…
Fatos:
a) Cada um faz o que quer com o seu corpo.
b) Ninguém tem o direito de proibir o homossexualismo.
c) Casamentos são contratos entre partes (duas ou mais), que vão escolher livremente os termos deles. Não são assunto de estado, nem da maioria.
d) Se um casal homossexual quiser fazer um contrato chamado “Casamento”, ninguém pode impedi-los. Ninguém é dono do termo “Casamento” usado no contrato firmado entre eles.
e) O entendimento da maioria do que significa o termo casamento, não pode ser imposto à minoria, que tem uma visão diferente.
f) A sociedade tem o direito de definir o que é aceitável em lugares públicos, com relação a nudez e atos afetivo/sexuais. Mas essa definição vale para todos os indivíduos. Em alguns países beijos na boca em público não são aceitáveis; em algumas sociedades indígenas as pessoas andam nuas…
g) O mesmo raciocínio se aplica a casamentos com mais de duas pessoas.
h) A sociedade tem direito de estudar se o fato de uma criança ser criada por um casal homossexual lhe causa danos. Se for comprovado que há danos, a sociedade tem o direito de proibir casais homossexuais de criarem crianças.
Estou pasme com esse artigo. Que absurdo um libertário ter essa visão tão preconceituosa e discriminatória de outro ser humano e ainda deturpar a realidade da interferência do Estado.
Esse cara deve ter vindo de Marte mesmo ao propor que se crie uma nova forma de casamento que não é reconhecida pelo Estado. Parece que está falando com criança: "vai ali pro cantinho brincar com seus brinquedos enquanto o papai trabalha aqui".
"Anormal" ok, mas inferior, nunca. Inférteis ou pessoas com disfunção sexual podem casar, mas gays não? Que se fod*** as igrejas que não aceitam o casamento gay. Elas têm todo o direito de fazê-lo ou não, pois deve ser coerente com a fé que propagam. Está insatisfeito com a religião X que te impede de casar? Há outras que permitem! Não gosta das outras? Então, aí sim, crie a sua própria. Ninguém é obrigado a se submeter a nenhuma religião.
Mas todos são obrigados a se submeterem ao Estado e casamento é uma questão legal civil permeada de direitos e deveres. Reduzir essa instituição ao simples fato "biológico evolucionário" da manutenção da prole é ridículo.
E o Libertarianismo não está apenas relacionado a questões econômicas e políticas. Não mesmo! O princípio da não agressão é muito mais abrangente que isso.
Sinceramente, parabéns aos responsáveis pelo site que permitiram esse autor a ter voz em sua página. Isso é bem libertário. Assim como também o é receber a maioria dos comentários contrários ao que foi escrito no texto inicial, que não chamaria de principal, pois há comentários muito mais esclarecedores aqui do que o autor Justin Raimondo conseguiu ser.