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O Rio e o Velho Oeste

Apesar do título, a cidade do Rio de Janeiro nada tem a ver com o Velho Oeste americano. Não que não houvesse violência no Velho Oeste. Havia, mas não tanto quanto se vê no Rio em pleno século XXI.

A injustiça que abunda no Rio não abundava no Velho Oeste. Tal qual no Rio, todos os criminosos do Velho Oeste portavam armas para seus crimes. Mas, muito diferente do Rio, no Velho Oeste TODOS portavam armas, de modo que, para atacar o inocente, o criminoso precisava ser bastante astuto para não acabar liquidado.

Os criminosos do Rio atacam suas vítimas com a confiança de que o estado já fez o seu trabalho sujo de desarmar a população, garantindo assim total insegurança para as vítimas e total segurança para os assassinos.

No Rio moderno, o assassino escapa muitas vezes impune. Para o criminoso do Velho Oeste, o Rio seria um lugar verdadeiramente maravilhoso, pois a impunidade que reina no Rio não reinava no Velho Oeste. O assassino americano era rapidamente julgado e enforcado. Quando fugia, era perseguido pelo xerife e cidadãos prontos para garantir que o assassino pagasse com sua vida a vida que ele tirou. Quando o criminoso fugia para um lugar desconhecido, sua cabeça era colocada a prêmio, o que significava que qualquer pessoa que o achasse ou matasse receberia um prêmio em dinheiro.

A ética de defesa pessoal para o cidadão e a pena capital para os assassinos era, no Velho Oeste, sustentada nos princípios da Bíblia. A ética protestante (ou evangélica) governava majoritariamente a sociedade americana no século XIX. Os inocentes tinham a Bíblia numa mão e o revólver na outra.

No Rio, embora o número de evangélicos e cristãos seja enorme, não existe ética que influencie as leis a dar aos cidadãos o direito de se defender nem tire do criminoso sua existência de atividades assassinas. No Brasil em geral e no Rio em particular, na mão os inocentes só podem ter a Bíblia, ficando nas mãos de todos os assassinos os revólveres, fuzis, metralhadoras etc.

No Velho Oeste, os criminosos eram enfrentados a bala pelos próprios cidadãos, que tinham seus rifles prontos para fazer feroz resistência ao crime.

No Rio, os cidadãos se escondem das balas quando conseguem. Quando não conseguem, são atingidos, até mesmo por balas perdidas.

No Velho Oeste, bastava apenas um assassinato para o criminoso — fosse adulto ou adolescente — ganhar a forca. Não havia ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nem defensores dos direitos dos bandidos.

No Rio, os criminosos disputam quem mata mais, e assassinos adolescentes nunca ganham cadeia, tendo garantidos seus direitos — pelo ECA — de matarem quantos cidadãos quiserem. Aos 18 anos, o ECA lhes garante soltura da instituição de reabilitação, com ficha totalmente limpa, como se eles nunca houvessem matado uma mosca em toda a vida.

É de estranhar, portanto, que no Rio haja muitos defensores dos direitos dos bandidos, fartamente pagos com dinheiro de impostos?

No Velho Oeste, o bandido tinha de pensar duas vezes antes de atacar um inocente, para não acabar ele próprio com uma bala no meio da testa.

No Rio, o bandido não precisa pensar, pois só suas vítimas acabam com uma bala no meio da testa.

No Velho Oeste, a forca era o destino certo do assassino.

No Rio, a morte é o destino das vítimas dos assassinos, que podem optar por forca, torturas e quaisquer outros sadismos que desejem aplicar às vítimas.

Entre o Velho Oeste e o Rio, eu preferiria o Velho Oeste. Lá pelo menos eu poderia me defender.

E tenho certeza de que ninguém do Velho Oeste escolheria o Rio, uma cidade verdadeiramente maravilhosa para todos os tipos de crimes.

O americano do Velho Oeste no Rio perderia automaticamente sua arma e seu direito de se defender e defender sua família, ficando completamente exposto aos criminosos muito bem armados. Se, em um caso de agressão criminosa contra sua vida, ele, por “infelicidade”, conseguisse tirar do criminoso sua arma e o executasse, seria automaticamente condenado pelos grupos de direitos humanos, sempre prontos a castigar qualquer ação dos cidadãos que conseguem despachar um criminoso.

Há também as redes de televisão, que denunciam qualquer atitude indelicada contra os criminosos, garantindo assim a segurança e os “direitos humanos” deles.

No Velho Oeste, havia igualdade. O bandido andava armado e atirava. Mas todos os cidadãos também andavam armados. Eram criminosos armados contra cidadãos armados.

No Rio, a desigualdade é total. Para imensa alegria dos bandidos, somente eles andam armados. São criminosos fortemente armados contra uma população fortemente desarmada, onde o assassino se sente como raposa a solta no galinheiro. Esse galinheiro se chama Rio. Esse galinheiro também se chama Brasil.

Enquanto os assassinos do Rio torturam e matam inocentes, a vítima que consegue retribuir dez por cento ao criminoso é condenada como violadora de direitos humanos. O Rio assim virou um inferno.

Se o Velho Oeste fosse como o Rio, seria um inferno para os inocentes, e um lugar maravilhoso para os assassinos.

Contudo, o Velho Oeste não era como o Rio, de modo que os caubóis diriam: Ainda bem que não estamos no Rio!

Por amor à justiça e aos inocentes, eu diria: Que pena que o Rio não é como o Velho Oeste!


Nota:
 
Esse texto foi revisto por um amigo cujos antepassados viviam no Velho Oeste. Por gerações, sua família tem tido armas. Ele próprio teve uma AK-47, mas como cristão ele me disse que não a usaria para se defender, mas para defender sua família e outros. Os cidadãos brasileiros não têm permissão de ter um AK-47 ou armas menos potentes. Contudo, os criminosos do Brasil têm armas muito mais potentes do que um AK-47!


ak47.jpg

Originalmente publicado no blog do autor.

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Leituras complementares:

O anárquico Velho Oeste não era nada selvagem

Veja também todos os nossos artigos sobre desarmamento

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19 comentários em “O Rio e o Velho Oeste”

  1. Parabéns ao autor do artigo e ao Instituto Mises por serem as unicas vozes a clamar contra esse absurdo que é a proibição (ou difucltarem ao máximo) do porte de armas.

  2. Nos EUA é fácil comprar arma e munição, há pena de morte, e o crime campeia. No Canadá, não. Qual dos dois seria o melhor modelo para o Brasil?

  3. Que nem uma propaganda que vi para mulheres:

    “Se alguém for te estuprar você prefere se defender com isso (camisinha) ou isso (revólver)?

    Qual dessas opções vai deixar o estuprador com vontade de voltar?”

  4. gostaria tanto de poder ter direito a igualdade para mer defender de bandidos…que pena viver num pais lindo mas ter medo de poder viver nele…queria que fosse igual ao velho oeste

  5. E quem disse que com a população tendo armas vai resolver alguma coisa? Sinto muito, mas vou ter que discordar!! É agregar um problema a outro, será que vocês pensaram bem antes de publicar esse artigo? Primeiro, resolver o problema da miséria em nosso país diminuiria consequentemente a quantidade de roubos. Segundo, quando vocês falam bandidos abrangem muitos outros, pois de forma generalizada existem aqueles que roubam por não ter outra opção e que ficam realmente à margem da sociedade, não há apenas aquele que estupra e mata por prazer… assim é o mesmo que dizer “bandido bom, é bandido morto”, isso no caso quando não for um parente seu que rouba pra sustentar o vício em drogas ou porque é incitado por outros bandidos ao mundo do crime. Se há violência exacerbada a culpa é do Governo sim que não se habilita a cuidar das fronteiras do território nacional, evitando assim o contrabando de armas, vindos de países vizinhos… Armas para a população? Sério? E quando uma criança morre por causa disso, por acidentes domésticos, e os casos de suicídio com armas de fogo? Vocês pensaram nisso? Eu não tó aqui defendendo bandido e muito menos o crime, mas uma sociedade democrática, tem que saber pensar antes de agir. A eficácia de uma polícia bem treinada, e não militarizada como o FBI e a CIA, serve de exemplo para muitos países, esqueceram que também nossos policiais estão corrompidos e que também se voltam contra a própria população? É precisa mudar muita coisa, mas como na ideia de Velho Oeste não… “olho por olho e dente por dente, como diria o código de Hamurabi, também não resolve nada!

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