A
“palavra” político normalmente vem com uma conotação negativa. Frequentemente ela traz à mente ladroagem,
mentiras, corrupção e prevaricação. Não
obstante, a maioria das pessoas parece estar sempre querendo recorrer aos
políticos para que eles administrem seu mundo, para que as protejam e para que
melhorem suas vidas. Em todas as
eleições locais e nacionais, os cidadãos ficam profundamente concentrados na
escolha daqueles políticos que eles creem irão fazer o melhor por sua
comunidade e por seu país. Eles procuram
políticos com experiência, conhecimento e ideias. Eles buscam um líder.
Mas
será que nossos eleitos, mesmo quando honrados e bem intencionados, podem de
fato melhorar nossas vidas? Vamos dar
uma olhada nas várias vias possíveis de assistência.
Uma
das grandes demandas é que os políticos criem empregos para nós. Porém, dado que são empresas — e não o
governo — que criam empregos, tal tarefa é impossível. O governo pode se expandir e criar empregos
públicos, trazendo mais pessoas para seus quadros, ou ele pode financiar
diretamente a criação de empregos específicos em uma área específica com o
dinheiro dos pagadores de impostos. Em
ambos os casos, está havendo uma destruição de riqueza, e os empregos criados
— ao contrário dos empregos do setor privado — não são do tipo sustentáveis,
pois requerem cada vez mais dinheiro dos pagadores de impostos para serem
mantidos, algo que reduz constantemente o capital na economia.
Se
os empregos não são lucrativos — se eles não fazem parte de um processo de
produção que resulta na criação de um volume de receitas que seja ao menos
igual aos custos –, então eles utilizam mais recursos do que podem criar; eles
destroem riqueza. Essa destruição de
riqueza atrapalha o processo de acumulação de capital. Isso significa, em última instância, menos
bens disponíveis para cada pessoa, e a preços maiores.
Porém,
mesmo que o governo subsidie empregos improdutivos (por exemplo, “empregos
verdes”), dando fundos para compensar a ausência de lucros, a destruição de
riqueza continuará a mesma. Isso porque
os subsídios são retirados diretamente das nossas rendas.
Quando
dinheiro é tomado de nós por meio de impostos destinados ao pagamento dos
custos extras necessários para produzir algo que nós não escolheríamos comprar voluntariamente a esse preço maior (o
preço de venda mais o subsídio que somos obrigados a pagar para tornar o item
mais “acessível”), o dinheiro está sendo desperdiçado. Outros bens que preferiríamos não serão
produzidos, pois os recursos necessários para se produzir esses bens foram
desviados para a produção de produtos que não queríamos.
Exceto
na construção de estações espaciais, bases militares ou de outras atividades
destruidoras de riquezas, o governo não cria e não constrói nada. Por conseguinte, ele não tem o poder de criar
empregos reais no mercado; ele pode apenar “gerenciar” e regular.
Vale
repetir, apenas indivíduos e empresas produzem e criam; são suas ideias e seu
capital que criam empregos lucrativamente.
Todos
os anos, a maioria das empresas existentes contrataria mais trabalhadores se ao
menos fossem permitidas. Por exemplo,
suponha que uma empresa esteja disposta a gastar $5.000 com salários. Imagine que ela tenha contratado 9 pessoas
por um salário mensal de $555,55 ($555,55 x 9 = $5.000). Se houvesse uma décima pessoa disponível para
trabalhar para essa empresa, ajudando a aumentar sua produção, por que a
empresa não contrataria essa pessoa, gastando seus $5.000 agora com 10 pessoas,
ao invés de apenas 9, a um salário mensal de $500 ($500 x 10 = $5.000)?
Porque
o governo impede as pessoas de serem contratadas por valores abaixo de um
determinado patamar, principalmente por meio de leis do salário mínimo. Dado que a produtividade de trabalhadores
pouco qualificados é baixa e eles (ainda) não são capazes de gerar receitas em
igual valor ao que a empresa teria de pagar por seu trabalho, eles não serão
lucrativos caso trabalhem pelo valor estipulado pelo salário mínimo. Consequentemente, eles não serão contratados.
Outra
maneira de os políticos eleitos nos ajudarem, segundo a concepção de mundo
dessas pessoas, seria nos ajudando financeiramente. Os eleitores aceitam as propostas dos
políticos para seguro-desemprego, subsídios e transferências de renda de vários
tipos. Porém, para redistribuir riqueza,
esta tem antes de ser confiscada de outra pessoa. Os eleitores normalmente não importam com
isso, uma vez que eles sabem que o dinheiro que receberão está vindo
principalmente dos ricos, os quais, para eles, já possuem muito.
Porém,
o que eles não sabem é que a maior parte da riqueza dos ricos não está na forma
de carros, imóveis e barcos, mas sim na forma de fábricas, maquinários,
ferramentas, tecnologias e pagamento de mão-de-obra. Por meio da propriedade de ações, títulos,
investimentos privados, da propriedade de suas próprias empresas e de outros
ativos que possuem, a riqueza dos ricos está principalmente na forma de bens de
capital. Em outras palavras, os ricos
são proprietários da maior parte das ferramentas que utilizamos em nossos
empregos para produzir os próprios bens e serviços que criamos para nós mesmos
consumirmos. Além de tudo isso, esses
proprietários de capital nos pagam para produzir essas coisas que nós mesmos
iremos consumir!
Quanto
mais dinheiro permitirmos que seja tomado dos ricos — tanto por meio de
maiores impostos quanto por meio da inflação monetária feita pelo governo –,
menos capital nós cidadãos comuns teremos com o qual trabalhar, e menos aptos
estaremos para a produção. Isso
significa menos bens produzidos e preços maiores; significa também salários
reais menores.
Um
bom exemplo desse efeito deletério está ocorrendo agora nos EUA, com seus
pacotes de “estímulos”. Exatamente no
momento em que as empresas mais precisam de capital, o governo está tomando
delas e dando para que outras pessoas possam gastar tudo em consumo. Se os investidores e suas empresas pudessem
manter esse capital, eles seriam capazes de fornecer mais empregos, mais bens
e, consequentemente, um maior padrão de vida.
O capital mantido pelos ricos irá produzir mais capital e mais bens de
consumo.
Capital
tomado dos ricos e dado a outros para ser consumido não apenas será destruído,
como também representa uma riqueza nova que jamais será criada.
Políticos
também são eleitos com o propósito de proteger os cidadãos contra empresas
supostamente más — as mesmas entidades que nos deram praticamente todas as
coisas físicas que possuímos. A principal
maneira de eles fazerem isso é por meio de regulamentações. Entretanto, o que de fato nos protege são
leis que defendam nossa propriedade e nossa integridade física contra agressões
— e regulamentações apenas fazem com que um grupo se beneficie à custa de
outro. Elas não beneficiam indivíduos.
Regulamentações
como leis antitruste impedem que empresas menos competitivas tenham de
enfrentar a entrada de novos concorrentes.
Regulamentações
sobre os planos de saúde, supostamente para ajudar a nos fornecer um melhor
atendimento, servem apenas para reduzir a concorrência, a oferta de planos e de
médicos, além de elevar os custos. O
resultado final é uma oferta artificialmente reduzida e um aumento na demanda
pelos serviços, o que eleva os custos sempre acima da inflação média, tornando
tais serviços fora da realidade orçamentária de muitos.
Regulamentações
ambientais e energéticas nos impedem de utilizarmos a limpa e segura energia
nuclear; impede que empresas petrolíferas possam ser donas de terrenos
propícios à perfuração, e as incentiva a explorar locais bem menos seguros,
longe da costa, o que resulta em derramamento de petróleo nos oceanos. Também gera uma escassez intermitente de
gasolina, o que provoca elevações constantes em seu preço.
As
regulamentações sobre o setor aéreo resultam em voos atrasados, longos
congestionamentos nas pistas de taxiamento e aeroportos geridos
monopolisticamente pelo governo, com longas e desorganizadas filas. Também gera tarifas aéreas mais caras devido
à inibição da concorrência: as empresas aéreas domésticas são protegidas da
concorrência estrangeira, e aquelas empresas cuja sede fica em alguma grande
cidade são protegidas de outros concorrentes domésticos — nos EUA, por
exemplo, a cidade de Atlanta, onde fica a sede da Delta, protege a empresa da
concorrência da Southwest e da JetBlue.
[No Brasil, a Azul é impedida de
fazer determinadas rotas e de operar nos aeroportos da cidade de São Paulo. De Congonhas, ela tem autorização para voar
apenas para Porto Seguro. Em Guarulhos,
está proibida de tudo].
Similarmente,
as regulamentações governamentais sobre a distribuição de água resultam em
escassez e falta de saneamento em vários estados. Em vários países, a regulamentação
governamental sobre eletricidade e serviços telefônicos gera apagões, panes e
filas de espera de semanas ou meses para se conseguir o serviço.
Não
fossem essas regulamentações — e os exemplos aqui foram bastante contidos –,
mais bens e serviços seriam produzidos, a abundância seria maior do que a
atual, e nosso padrão de vida seria bastante superior.[*]
Outra
maneira de os políticos nos “protegerem” das empresas é por meio de sua
“gerência” direta na economia. Um
exemplo: ao invés de permitir que o mercado determine as taxas de juros, o
governo — por meio de um banco central — escolhe a taxa que ele julga ser a
melhor para nós, de modo que ele possa (supostamente) estimular a economia e
“corrigir as flutuações econômicas”.
Para
fazer isso, ele cria dinheiro do nada e o injeta na economia. Esse dinheiro recém-criado pressiona os
preços dos consumidores e dos ativos (nos EUA, o fenômeno mais recente foi o da
bolha imobiliária), dando às empresas incentivos artificiais para se
endividarem e investirem em áreas nas quais de outra forma elas não
investiriam, caso estivessem se guiando pelos preços de mercado. Os resultados dessa intervenção são os ciclos
econômicos (períodos de crescimento artificial seguido de recessão), as crises
financeiras, a destruição do capital, as recessões e o desalento generalizado. Os cidadãos, no fim, são “ajudados” ficando
desempregados, tendo de lidar com preços mais altos, um menor estoque de
capital, uma menor poupança e um futuro incerto.
A
cada dois anos escolhemos aqueles políticos locais e nacionais que imaginamos
serem capazes de melhorar nossas vidas — mas eles não são. Os problemas que queremos que eles resolvam
são exatamente os mesmos que eles previamente criaram na ânsia de tentar
administrar e cuidar de nossas vidas.
A
verdade é que os próprios políticos não têm a menor ideia de como nos ajudar;
eles não sabem minimamente o que estão fazendo.
Porém, isso não tem importância alguma para eles, pois estão nesse
esquema pelos votos e pela glória de “liderar a nação”. Com efeito, a maneira como eles se elegem é
única: prometendo confiscar e redistribuir a riqueza de terceiros — exatamente
a riqueza que produz a prosperidade — em troca de votos.
Portanto,
para poderem ganhar votos e ao mesmo tempo parecer que estão nos ajudando, eles
incorrem nas mesmas ações exauridas de sempre — imprimir dinheiro, tributar os
ricos, oferecer novos programas sociais, “investir” em novas indústrias, propor
aumento de gastos, elevar o salário mínimo etc.
E a coisa segue assim, ininterruptamente, década após década, exaurindo
a estrutura do capital da economia e reduzindo a capacidade dos indivíduos de
criar riqueza e, consequentemente, elevar os salários reais.
A
ironia é que mesmo que os eleitores, ao longo do tempo, não vejam tais
políticas aliviando a pobreza, eliminando o desemprego, reduzindo os preços,
aumentando sua riqueza real ou propiciando-lhes crescente estabilidade
econômica, eles continuam votando repetidamente nas mesmas pessoas que prometem
exatamente mais do mesmo. E, a cada novo
ciclo eleitoral, eles ardentemente se entregam à nova safra de políticos que
oferecem os mesmos “planos” de sempre, e tentam determinar qual pode ajudá-los
mais.
A
esta altura, já deveria estar claro que um político “experiente” é aquele que
possui vasto conhecimento sobre como comprar votos, destruir riqueza e
manipular a economia para pior. Devemos
entender que quando votamos em um “líder” com “ideias”, conseguimos meramente
um bom ator que propõe maneiras de empregar as políticas tradicionais — todas
de orientação socialista –, mas com um novo diferencial, tais como uma nova penalidade (imposto) sobre a
produção de riquezas, ou um novo programa (mecanismo de redistribuição de
riqueza) para ajudar os “desprivilegiados”.
Também
já deveríamos ter entendido que um político visto como tendo “conhecimento” ou um
“histórico” é simplesmente um que já está no processo há muito tempo e sabe perfeitamente
como operar esses esquemas de modo suave e eficiente — além de ser um que já
vem mentindo, roubando e prejudicando os cidadãos há muito tempo.
Desconhecido
do eleitor médio, o que realmente pode aprimorar sua vida da melhor e mais segura
maneira possível é exatamente aquilo contra o qual eles elegem os políticos
para lhes proteger — o livre mercado.
Um
livre mercado produziria uma quantidade crescente de capital por pessoa e, com
isso, aumentaria a produtividade per capita, algo que por sua vez faria crescer
o volume de bens e serviços, reduzindo desta forma os preços em relação aos
salários. Porém, para se obter isso, seria necessário que os proprietários do
capital tivessem a permissão para manter sua propriedade.
E
então, os trabalhadores não precisariam de assistência governamental, pois
haveria uma abundância de empregos disponíveis para todos — junto com planos
de saúde de baixo custo que os indivíduos comprariam para si próprios –, uma vez que, no estado normal das coisas, sempre há mais trabalho a
ser feito do que trabalhadores disponíveis para fazê-lo (e não haveria
controle de salários impedindo os trabalhadores de aceitar empregos). Transferências de renda e “serviços”
governamentais seriam substituídos por novos e maiores pagamentos salariais.
Mais
importante ainda, os salários reais de cada trabalhador aumentaria ano a ano,
uma vez que a produtividade e a produção estariam aumentando (e aqueles que se
esforçarem mais para produzir as coisas que os consumidores querem iriam ganhar
proporcionalmente mais dinheiro).
Similarmente,
em um livre mercado, não precisaríamos da “proteção” do governo, pois
recorreríamos aos serviços de proteção fornecidos pela livre e forte
concorrência do mercado. Se uma empresa
tentasse pagar baixos salários ou cobrar muito caro por seus serviços,
poderíamos recorrer a várias outras empresas que estivessem oferecendo salários
maiores e preços menores (isto é, salários e preços de mercado) com o intuito
de nos atrair. Desta forma, as empresas
iriam encontrar maneiras de produzir a baixos custos, um objetivo que elas
poderiam facilmente atingir caso houvesse mais capital disponível para
elas. Quanto mais capital elas
empregarem, e quanto maior for a correspondente produtividade dos
trabalhadores, maiores serão os salários de mercado.
E
sem a manipulação governamental das taxas de juros e a impressão de dinheiro
sem qualquer lastro, não seria possível haver investimentos errôneos em larga
escala, o que evitaria os seguidos ciclos de recessão e crise financeira. Nesse caso, os preços cairiam ao invés de subir ao longo dos anos, e nosso padrão de vida
iria de modo gerar aumentar ao longo do tempo.
Nenhum
político pode melhorar nossas vidas. À
medida que isso acontece, os aplausos devem ser dirigidos ao mercado, e à sua
fantástica capacidade de inovação e criação.
Nenhum
planejador central pode determinar o que é melhor para cada um de nós
individualmente ou no agregado. A
economia funciona somente por meio de decisões e escolhas individuais.
Nenhum
político pode ajudar empresas a produzirem de modo mais eficiente ou de uma
forma que melhor atenda aos desejos dos consumidores. Ao utilizar o sistema de preços do mercado e
as taxas de lucro, as empresas conseguem melhor determinar o que os indivíduos
querem para suas vidas. Se elas
avaliarem corretamente e produzir o que os consumidores desejam e necessitam,
elas prosperam; se não agirem assim, elas quebram.
O
governo, por outro lado, determina solitariamente o que ele quer que nós
tenhamos, e não possui nenhum mecanismo de lucros e prejuízos para determinar
se está obtendo êxito nessa empreitada de satisfazer seus “consumidores”, ou
mesmo se está criando destruindo riqueza nesse processo. Dado que ele não pode determinar seu sucesso
ou fracasso em termos monetários, ele necessariamente está sempre destruindo
riqueza em termos líquidos. E dado que o
governo é um monopólio, ele não permite a existência de concorrentes aos quais
possamos recorrer.
Os
eleitores sempre querem políticos que irão “fazer um bom trabalho”. Mas o que é um bom trabalho? Sempre
pensamos que os políticos estão indo bem se a economia parece estar indo bem. Porém, isso é uma ilusão fácil de ser criada ao se imprimir dinheiro e estimular artificialmente — e
temporariamente! — os mercados, o PIB e os níveis de emprego.
A
única maneira real de analisar se um “bom trabalho” foi feito é verificando se
se tornou mais fácil para as pessoas — todas as pessoas — obter aumentos em
seu padrão de vida de um ano para o outro, com a mesma quantidade de horas
trabalhadas.
Com
efeito, praticamente qualquer político pode simular estar fazendo um trabalho decente
ao simplesmente aparecer no congresso, dado que são as empresas e os
indivíduos, e não os políticos, que fazem a economia girar — exceto na
medida em que os políticos enfiam uma chave inglesa nas engrenagens da
economia.
A
única maneira como os políticos podem realmente aprimorar a economia — e
nossas vidas — é (1) saindo do caminho, e (2) desfazendo as políticas que eles
anteriormente implementaram com o intuito de estimular a economia, mas que só a
obstruiu.
Realmente, não precisamos de políticos para absolutamente nada — somente leis que
protejam nossa pessoa e nossa propriedade.
E, até que um deles se aproxime de nós pedindo para que votemos nele
com a promessa de que, caso eleito, irá permitir a existência de um livre
mercado e da liberdade em geral, não há qualquer motivo para darmos a um
político qualquer valor ou reconhecimento, e certamente não deveríamos
participar de suas eleições e de suas propostas perniciosas.
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Notas
[*] Em Cuba, dentre as regulamentação criadas para proteger
ou ajudar os cidadãos estão a ilegalidade da produção de ar condicionado,
torradeiras e fornos micro-ondas. Em
Belize, na América Central, os cidadãos são protegidos por regulamentações que
dão a uma empresa o monopólio sobre os serviços de telefonia celular, tornando
seu proprietário extremamente rico, as chamadas telefônicas extremamente caras.
“E trabalhar para quê? A gente sabia que o mínimo para a sobrevivência era dado a todo mundo, quer trabalhasse quer não, a chamada ‘ajuda de custo para moradia e alimentação’, e mais do que isso não se tinha como ganhar, por mais que se esforçasse.”ayn rand a revolta de atlas.
Bom dia Leandro!\r
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Quando foi implantado do Plano Real vimos que a inflação se manteve em niveis de primeiro mundo, pelo menos no inicio. Hoje a inflação oficial ainda é baixa porem, se verificarmos os produtos de todos os itens para o homem, a inflação real é muit maior que a oficial. Voltando em 1994 a divida publica era perto de R$100 bi, no mes de agosto ela ultrapassou R$2.25 tri.Este aumento da divida é o responsavel pela diferença entre a inflação real e a oficial?\r
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Grato\r
Amauri
Creio que políticos podem sim deixar de atrapalhar a economia. O problema é que não existe essa demanda política por parte dos eleitores. Por isso institutos são importantes, para mudar idéias. Enquanto partidos libertários são importates para agir quando eleitos.
Os Brasilieros têm essa mentalidade de que o governo é o responsável pelo desenvolvimento da economia e isso se reflete nas campanhas políticas. Assistir ao programa eleitoral é uma verdadeira sessão de tortura pra qualquer pessoa de bom senso… É uma verdadeira competição entre populistas safados disputando pra ver quem fez – ou vai fazer – mais caridade com dinheiro público, ou seja, pra ver quem destroe mais riquezas.
É um verdadeiro absurdo!
Como em Esparta, só à classe governante é permitido portar armas, só ela tem direitos políticos ou de outra espécie, só ela recebe educação, isto é, um adestramento especial na arte de manter em submissão suas ovelhas humanas, ou seu gado humano. Popper, Karl, 1998, Tomo I: 60
Vocês… Se lembram? Lembram do que os políticos, seres que dizem serem os “defensores do povo e do indivíduo” ao mesmo tempo fizeram ao longo da história?
Será que existem seres humanos que se lembram do que eles (os políticos)fizeram quando no poder? As pessoas não aprendem com a história e com o que ela nos ensina?
Tais perguntas, se ditas em um colégio, seriam levadas a sério? Se levadas a universidades, praças e até os lugares onde estão os poderosos – planalto, câmaras, etc – elas seriam ouvidas e entendidas pelo povo? Não. É minha resposta.
Uma professora do ensino médio refutou-me quando eu tentei defender que o estado só destrói nossas vidas. O que ela disse? “Sei que você está em época de revolucionário, mas aqui não é lugar para isto”. “Não é lugar para isto professora?” – Disse – “Não é aqui que levaremos as coisas pro resto da vida? Não é aqui que aprenderemos as coisas básicas? Certamente é! Mas diga-me, o que nós, os estudantes, devemos aprender? O que nos é ensinado, ou o que é certo?”. Depois disso ela só pegou sua pasta e saiu da sala, sem argumentos.
Talvez ela não se lembre dos 100 milhões de mortes feitas pelo comunismo só no século XX. Talvez ela não se lembre dos 89 milhões de mortos da segunda e primeira guerra, nem dos 92 mortos e centenas de feridos do Domingo Sangrento – Que por acaso, foi uma retaliação a pessoas de mente livre. E que ela não saiba que os seus políticos desviam 2% do equivalente ao PIB mundial em atos corruptos. Talvez ela não saiba que o caos na saúde ocorre em hospitais públicos, e não particulares. E nem saiba também que o desmantelamento e a privatização da Petrobrás não é algo ruim, mas ótimo para o povo – E nem ao menos o povo sabe disto, não tem consciência de que competitividade gera diminuição dos preços.
Um livro de história que li disse que “OS TERRORISTAS SÃO PESSOAS DE DIREITA, e que as Farc não podem ser considerado um grupo terrorista porque eles não atacam os inocentes(povo), e sim, os militares e os políticos!”. E tem mais: Todo o livro é escrito apoiando o comunismo e o socialismo discaradamente!
Perdoem o palavrão mas… Caraca! Então os políticos e militares valem menos que o povo, e as Farc são um grupo amável e doce que luta pela liberdade de um país pobre e humilhado? Ah é, e quem causou a pobreza e a humilhação? Os políticos idiotas ô! E quanto a questão do comunismo… Sem comentários.
E é este livro que a Direc 7 – Órgão educacional regulamentador da cidade de Itabuna, na Bahia – está deixando circular entre as mentes do amanhã, nós, os estudantes! E mais: O livro ainda diz que Cuba é um país que serve de exemplo, e que nos faz refletir sobre nossas vidas! Exemplo de que?! De como ferrar um país em 4 décadas?!
Well… “Políticos podem melhorar nossas vidas”, Kel Kelly? Eu sei, você sabe, todos deste incrível instituto e pessoas de mente livre e sensatas neste mundo sabem: Eles nunca melhoraram, e nunca melhorarão nada enquanto a vida existir nesta Terra por toda a eternidade!
“O governo pode se expandir e criar empregos públicos, trazendo mais pessoas para seus quadros, ou ele pode financiar diretamente a criação de empregos específicos em uma área específica com o dinheiro dos pagadores de impostos. Em ambos os casos, está havendo uma destruição de riqueza, e os empregos criados – ao contrário dos empregos do setor privado – não são do tipo sustentáveis, pois requerem cada vez mais dinheiro dos pagadores de impostos para serem mantidos, algo que reduz constantemente o capital na economia.”\r
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Não é verdade dizer que empregos públicos ou impostos “…reduz constantemente o capital na economia”. Significa o mesmo que afirmar que parte do dinheiro que entra para o setor público fica estagnado?\r
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Os empresários dependem de capitalização para produzir os bens consumidos, mas essa conexão se baseia no emprego e consumo de todas as classes da sociedade, inclusive a estatal. \r
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Quanto mais empregos mais dinheiro será capitalizado no mercado consumidor para produzir e pagar os impostos do capital (ao governo/mercado financeiro), e só assim o capitalismo se torna manifesto. \r
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“Quando dinheiro é tomado de nós por meio de impostos destinados ao pagamento dos custos extras necessários para produzir algo que nós não escolheríamos comprar voluntariamente a esse preço maior (o preço de venda mais o subsídio que somos obrigados a pagar para tornar o item mais “acessível”), o dinheiro está sendo desperdiçado.”\r
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O dinheiro não está sendo desperdiçado, pois não se leva em conta o aparecimento de seu valor na riqueza. Ele apenas muda continuamente de setores que não são levados em conta por um modelo de expansão da produção. \r
\r
Para ter a coragem de exigir que o dinheiro não seja desperdiçãdo, temos que considerar também os custos parasitários que o mercado financeiro recebe do estado para cada dia da produção, sem que nada exista objetivamente. \r
\r
Sou contra o mercado financeiro exercer as funções do estado do mundo real, porque quanto maior for a emissão de moedas pagas pelo estado natural (seja lá quem for o capitalista admitido) maior a relação dos seus papeis alienando o governo.\r
\r
Lembrem-se que o estado é que garante o capital inicial (débito em títulos públicos) para gerar as atividades que apoiam o desenvolvimento imediato; emitindo a moeda de valor fictício, que destroi o valor da riqueza bruta e ao longo do tempo os juros aniquilam os impostos inerentes. \r
\r
Para haver, entretanto, capital do livre mercado (sem estado e sem dividas externas) bastaria a moeda ser extratificada pela expansão do mercado consumidor, porque todos os setores correlatos da economia tem seu lado de consumidor de bens e de capital. \r
\r
Os avanços privados seriam pressupostos da ciência econômica se o encadeamento da origem do capital da produção, afinal descoberta em si mesma, transferisse o valor verdadeiro como verossimelhança do mercado consumidor – à própria exposição dos setores correlatos – por meio da emissão de moeda.\r
\r
Só o Brasil deixaria de pagar U$ 512.000.000,00 (quinhentos e doze milhões de dólares) de juros por dia aos especuladores.\r
Políticos ajudariam muito se parassem de obstruir a vida das pessoas.
* * *
O brasileiro ainda prefere pagar impostos e acredita que algum politico possa usar o dinheiro dos impostos para promover o bem estar social. Para que inovar, empreender, evoluir se tenho o Estado e a Consituação que diz que o cidadão tem direito a tudo e é dever do Estado prover isso! Enquanto a constituição brasileira for essa que está aí esqueçam um Brasil com ideais mais libertarios. Estamos dando murro em ponta de faça!