Hoje, 2 de setembro, é aniversário do grande Hans-Hermann Hoppe. Nada mais justo do que republicar seu ótimo artigo tratando sobre a natureza dos indivíduos que se aventuram na política, sedentos por poder em detrimento do restante da população.
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Uma das proposições mais amplamente aceitas entre os economistas políticos é a seguinte: todo monopólio é ruim do ponto de vista dos consumidores.
Monopólio, em seu sentido clássico, é entendido como um privilégio exclusivo outorgado a um único produtor de um bem ou serviço — isto é, a ausência de livre entrada em uma linha específica de produção.
Em outras palavras, apenas uma agência, A, pode produzir um determinado bem, x. Qualquer monopolista desse tipo é ruim para os consumidores porque, pelo fato de um produtor estar protegido contra a entrada de potenciais concorrentes em sua área de produção, o preço do produto x do monopolista será mais alto e a qualidade de x será mais baixa do que seria em um ambiente concorrencial.
Essa verdade elementar tem sido frequentemente invocada como argumento em favor da existência de governos democráticos em contraposição a, por exemplo, governos aristocráticos, monárquicos ou principescos. Isso porque, em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre — qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, senador, deputado etc. –, ao passo que, em uma monarquia, o aparato governamental é restrito ao rei e seus herdeiros.
Entretanto, esse argumento em favor da democracia é totalmente falho. Liberdade de entrada nem sempre é algo bom. Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo. Liberdade de entrada no ramo da tortura e assassinato de inocentes, ou livre concorrência no setor de falsificações e fraudes, por exemplo, não é bom; é pior do que ruim.
Portanto, que tipo de “negócio” é o governo? Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários. Ao contrário: trata-se de um “negócio” voltado para o roubo e a expropriação — por meio de impostos e falsificações — e a receptação de bens roubados. Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar um bem. Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.
Dado que o homem é como ele é, em todas as sociedades existem pessoas que cobiçam a propriedade de outros. Algumas pessoas são mais afligidas por esse sentimento do que outras, mas os indivíduos normalmente aprendem a não agir de acordo com tal sentimento, ou até mesmo chegam a se sentir envergonhados por possuí-lo. Geralmente, somente alguns poucos indivíduos são incapazes de suprimir com êxito seu desejo pela propriedade alheia, e são tratados como criminosos por seus semelhantes e reprimidos pela ameaça de punição física.
Sob governos aristocráticos, apenas uma única pessoa — o soberano — pode legalmente agir sob o desejo de obter a propriedade alheia, e é isso que o torna um perigo em potencial, um “mau”.
Entretanto, os desejos redistributivos desse regente são forçadamente restritos, pois todos os membros da sociedade já aprenderam a considerar a tomada e a redistribuição da propriedade alheia como sendo algo vergonhoso e imoral. Consequentemente, eles vigiam toda e qualquer ação do soberano com a mais extrema suspeita.
Em eminente contraste, quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo. Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.
Consequentemente, sob condições democráticas, o popular — embora imoral e antissocial — desejo pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido. Toda e qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente. Em nome da “liberdade de expressão”, todos são livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia. Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos. Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas redistributivas.
Pior: em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando. Daí, uma situação ruim se torna ainda pior.
Historicamente, a seleção de um soberano se dava em decorrência do acaso deste ter nascido na nobreza, e sua única qualificação pessoal era normalmente sua educação e criação voltadas para torná-lo um futuro regente e preservador da dinastia, de seu status e de suas posses. Isso, obviamente, não assegurava que o futuro regente não seria mau e perigoso. Entretanto, é válido lembrar que qualquer soberano que fracassasse em seu dever primário de preservar a dinastia — ou seja, que arruinasse o país, causasse agitação civil, baderna, desordem e conflitos, ou que de alguma outra forma colocasse em risco a posição da dinastia — teria de se defrontar com o imediato risco de ser neutralizado ou mesmo assassinado por um outro membro de sua própria família.
De qualquer forma, entretanto, mesmo que o acaso do nascimento e sua consequente criação e educação não impeçam que o regente venha a se tornar mau e perigoso, também é verdade que o acaso de um berço nobre e uma educação principesca não impedem que ele venha a se tornar um medíocre inofensivo ou mesmo uma pessoa boa e moral.
Contrastando com isso, a seleção de regentes governamentais por meio de eleições populares faz com que seja praticamente impossível uma pessoa boa ou inofensiva chegar ao topo da linha de comando. Presidentes e primeiros-ministros são escolhidos em decorrência de sua comprovada eficiência em serem demagogos moralmente desinibidos. Assim, a democracia virtualmente garante que somente os maus e perigosos cheguem ao topo do governo.
Com efeito, como resultado da livre concorrência política e da liberdade de escolha das massas, aqueles que ascendem irão se tornar indivíduos progressivamente maus e perigosos; entretanto, por serem apenas membros temporários e frequentemente permutáveis do aparato governamental, eles raramente serão assassinados.
Nada seria melhor do que apenas citar as palavras de H.L. Mencken.
Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes, sem dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.
Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país, tanto em questões internas quanto externas? Algum deles irá se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir? Irá algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina? Resposta: isso pode acontecer nas primeiras semanas do período eleitoral, mas não após a disputa já ter ganhado atenção nacional e a briga já estiver séria.
Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar o irremediável, de socorrer o insocorrível, e de organizar o inorganizável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas, e irão resolver todos os problemas com dinheiro que ninguém mais precisará ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n.
Em suma, eles irão se despir de sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos. Nessa altura, todos eles já saberão — supondo que até então não sabiam — que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo. A maioria deles, antes do alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade. O vencedor será aquele que prometer mais com a menor possibilidade de cumprir o mínimo.
Um adendo ao Brasil
O esfacelamento das instituições e um colapso econômico não levam automaticamente a melhorias. As coisas podem piorar em vez de melhorar. O que é necessário são ideias — ideias corretas — e homens capazes de entendê-las e implementá-las tão logo surja a oportunidade. Em última instância, o curso da história é determinado pelas ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas, e por homens atuando sobre — e sendo inspirados por — ideias verdadeiras ou falsas.
A atual bagunça também é resultado de ideias. É o resultado da aceitação avassaladora, pela opinião pública, da ideia da democracia. Enquanto essa aceitação prevalecer, uma catástrofe será inevitável, e não haverá esperança de melhorias mesmo após sua consumação. Por outro lado, uma vez que a ideia da democracia seja reconhecida como falsa e malévola — e ideias podem, em princípio, ser mudadas quase que instantaneamente — uma catástrofe pode ser evitada.
A principal tarefa aguardando aqueles que querem mudar as coisas e impedir um completo colapso é a ‘deslegitimização’ da ideia da democracia, apontando-a como a raiz do presente estado de progressiva ‘descivilização’. Para esse propósito, deve-se começar apontando a dificuldade de se achar muitos proponentes da democracia na história da teoria política. Quase todos os grandes pensadores tinham verdadeiro desdém pela democracia. Mesmo os Pais Fundadores dos EUA, atualmente um país considerado o modelo de democracia, se opunham estritamente a ela. Sem uma única exceção, eles viam a democracia como sendo nada mais do que uma oclocracia. Eles se consideravam membros de uma ‘aristocracia natural’, e, em vez de uma democracia, eles defendiam uma república aristocrática.
Ademais, mesmo entre os poucos defensores teóricos da democracia, como Rousseau, por exemplo, é praticamente impossível encontrar alguém que defenda que a democracia seja expandida para além de comunidades extremamente pequenas (vilarejos ou cidades). De fato, nas pequenas comunidades, onde todo mundo conhece todo mundo pessoalmente, a maioria das pessoas reconhece que a posição dos ‘abonados’ é normalmente baseada em suas superiores conquistas pessoais, assim como a posição dos ‘desprovidos’ é explicada por sua inferioridade e deficiências pessoais.
Sob essas circunstâncias, é muito mais difícil se safar tentando despojar as outras pessoas de sua propriedade para benefício próprio. Em distinto contraste, nos grandes territórios que abarcam milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas, em que os potenciais saqueadores não conhecem suas vítimas, e vice versa, o desejo humano de se enriquecer a si próprio à custa de terceiros não está sujeito a quase nenhuma contenção.
Ainda mais importante, é preciso deixar claro novamente que a ideia de democracia é imoral e antieconômica. Quanto ao status moral do governo da maioria, devemos mostrar que tal arranjo permite que A e B se unam para espoliar C, C e A por sua vez se juntem para pilhar B, e então B e C conspirem contra A etc. Isso não é justiça e sim uma afronta moral. E em vez de tratar a democracia e os democratas com respeito, eles deveriam ser tratados com aberto desprezo e ridicularizados como as fraudes morais que são.
Por outro lado, em relação à qualidade moral da democracia, deve-se enfatizar inflexivelmente que não é a democracia, mas sim a propriedade privada, a produção e as trocas voluntárias as fontes supremas da civilização humana e da prosperidade.
A propriedade privada é tão incompatível com a democracia quanto o é com qualquer outra forma de domínio político. Em vez de democracia, tanto a justiça quanto a eficiência econômica requerem uma sociedade pura e irrestritamente baseada na propriedade privada.
*Este artigo foi publicado pela primeira vez no nosso site em 26 de outubro de 2014 e é uma tradução do artigo original no Mises Institute.
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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.
Com o devido respeito, tomo a liberdade para “emendar” esse artigo à uma passagem de O Caminho da Servidão:
Há três razões principais para que um grupo numeroso, forte e de idéias bastante homogêneas não tenda a ser constituído pelos melhores e sim pelos piores elementos de qualquer sociedade. De acordo com os padrões hoje aceitos, os princípios que presidiriam a seleção de tal grupo seriam quase inteiramente negativos.
Em primeiro lugar, é provavelmente certo que, de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor é a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e “comuns”. Isso não significa que a maioria do povo tenha padrões morais baixos; significa apenas que o grupo mais amplo cujo valores são semelhantes é constituído por indivíduos que possuem padrões inferiores. É, por assim dizer, o mínimo denominador comum que une o maior número de homens. Quando se deseja um grupo numeroso e bastante forte para impor aos demais suas idéias sobre os valores da vida, jamais serão aqueles que possuem gostos altamente diferenciados e desenvolvidos que sustentarão pela força do número os seus próprios ideais, mas os que formam a “massa” no sentido pejorativo do termo, os menos originais e menos independentes.
Se, contudo, um ditador em potencial tivesse de contar apenas com aqueles cujos instintos simples e primitivos são muito semelhantes, o número destes não daria peso suficiente às suas pretensões. Seria preciso aumentar-lhes o número, convertendo outros ao mesmo credo simples.
A esta altura entra em jogo o segundo princípio negativo da seleção: tal indivíduo conseguirá o apoio dos dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias mas estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência.
Serão, assim, aqueles cujas idéias vagas e imperfeitas se deixam influenciar com facilidade, cujas paixões e emoções não é difícil despertar, que engrossarão as fileiras do partido totalitário.
O terceiro e talvez mais importante elemento negativo da seleção está relacionado com o esforço do demagogo hábil por criar um grupo coeso e homogêneo de prosélitos. Quase por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo – o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação – do que sobre qualquer plano positivo. A antítese “nós” e “eles”, a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum. Por essa razão, é sempre utilizada por aqueles que procuram não só o apoio a um programa político mas também a fidelidade irrestrita de grandes massas. Do seu ponto de vista, isso tem a vantagem de lhes conferir mais liberdade de ação do que qualquer programa positivo. O inimigo, seja ele interno, como o “judeu” ou o “kulak”, seja externo, parece constituir uma peça indispensável no arsenal do líder totalitário.
É o que sempre se observa por toda campanha política, ouso dizer que em toda esfera de relacionamentos sociais também. Onde o poder monetário cru não alcança, é preciso uma boa fachada, simpatia bem calculada, publicidade. Com um ou com outro se compra tudo. Ou quase.
Mas daí, nesse caso da campanha política, o que pode ser feito contra a máquina titânica de propaganda dos mal lavados? A sensação é de que não há como remediar agora. Aliás, “agora” por inocência, parece mesmo que nunca houve chance.
As fotos dos artigos estão cada vez melhores!!!
A grande vantagem da democracia não é sua capacidade de escolher os melhores, mas de eliminar os piores sem derramamento de sangue, típico das revoluções. Essa é a visão de Popper e também de Mises, e estou de acordo com eles. A verdade é que não temos o que colocar no lugar da democracia, de fato. Uma ditadura de iluminados libertários? Até mesmo para se chegar ao minarquismo ou ao anarcocapitalismo, seria preciso convencer a maioria, como sabia Mises. Logo…\r
\r
Por fim, que diferença entre a escolha dos “piores” na Suíça e no Brasil! Portanto, há MUITO o que se melhorar ainda no país, dentro da democracia mesmo.
Nos EUA a jamais a a DILma seria candidata pois os filiados dos partidos não deixariam.
Realmente dilma não foi uma escolha do partido e sim dos caciques do pt.
Democracia pura: http://www.youtube.com/watch?v=i70Tqkm1lkQ primeira eleição na China e você tem um claro desastre.
Essa do David Friedman:
“Democracy is the worst form of government except for all the rest.”
“I think the obvious implication of that quote, although not the one most people draw, is that all forms of government work pretty badly, hence one should, so far as possible, avoid doing things via government. It is, for instance, an argument for vouchers over public schools, or for an entirely private schooling system over vouchers.
It’s also an argument for not assuming that if you take a controversy to the government courts you will get a just result. Hence, in comparing that to private alternatives, including use by the parties to a dispute of non-governmental mechanisms for resolving it, you should assume that neither method can be counted on to give a just outcome, and choose between them allowing for the likely faults of both.”
Acho que a frase é do Churcil
“A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras já tentadas!”
Quando os cupins são escolhidos por sua retórica para governar o cupinzeiro, a desgraça está instalada. Matam a rainha, depois tomam o poder. Então decidem, por votação da maioria soberana – que horror – o que será feito dali por diante. Esquecem-se porém de que tudo funcionava perfeitamente antes de sua tomada de poder. Voltar atrás não é sua idéia, pois perderiam o poder e seriam ridicularizados. Criarão a partir deste momento leis e mais leis em nome do novo regime do cupinzeiro, até que se torne sufocante viver em sua sociedade. Cupins em greve, falta de comida e de guardiões, protestos por todos os direitos criados. Terão em torno de si um séquito de aspones vaidosos e necessitados de bajulação e de proximidade ao poder, a trabalharem para o bem da revolução, sempre extorquindo a população por mais esforço pela nova era. Ao fim, ou o povo se rende ou se suicida, porque morar em um outro cupinzeiro verdadeiramente exige características que já não as possuirão; desmoralizados pela falta de vigilância justamente no momento da revolução, tornam-se cupins de segunda classe, submissos aos regramentos do novo regime. Nãp pensam mais por conta própria, não vivem, não sonham; entregam suas vidas, desejos e propriedades ao partido, e deixa rolar que agora é festa.
Nesse caso, penso em duas opções:
1.caberia aos anarco-capitalistas buscar a “conscientização das massas” quanto ao libertarianismo. Afinal, se é a massa que vota e o livre-mercado poderia ajudar a todos (inclusive os que reclamam da existência do governo), a “ajuda-mútua” é necessária, pois beneficiaria o próprio individualismo. é o mesmo raciocínio da “esquerda” (a Utopia, sendo que agora se chama Anarco-capitalismo, e tem um caráter menos “florido”.)
2.os empresários e a “nata-pensante” anarquista, que “Vê” a verdade, deveria bolar um jeito de “influenciar” a sociedade através de produtos, propaganda, etc. Para que essas discussões deixassem de estar apenas no campo da opinião e do diagnóstico social discursivo. Por exemplo, criar uma “Cultura de consumo” (assim como o Facebook, digamos) onde as pessoas, voluntariamente, começassem a “correr atrás” e se “filiar”, de modo que, naturalmente, toda a estrutura social fosse sendo influenciada por essa “nova visão”.
“Pior” é um termo relativo: os piores do grupo A podem ser melhores do que os medianos do grupo B ou até mesmo superiores a estes. Talvez por isso alguns dizem que cada povo tem o governo que merece.
* * *
O problema é que enquanto o libertarianismo for debatido no campo filosófico-intelectual as massas não entenderão nossas propostas por mais bem intencionada que sejam enfim vamos aproveitar essa pseudo bandeira branca do petismo querendo unir o impossível e vamos colocar na pauta do dia nosso pensamento a nação,sem medo de retaliação e fazer uma oposição responsável mostrando onde está errado a política econômica e onde corrigir!Mas fazer isso com ousadia e intrepidez pois se essas discussões ficarem restritas a este site não chegaremos a lugar nenhum,agora é óbvio que o trabalho de paciência e sabedoria do Hélio Beltrão e equipe IMB são louváveis mas nós que estamos pagando a conta com nosso estômago(Sem bolsa-familia devido a uma questão de princípios por gostarmos de trabalhar e também por seus valores irrisórios somos racionais é claro)temos um senso de urgência muito maior do que os que só cortam o supérfluo para enfrentar a crise…
Um bom dia a todos e a vida ou melhor a luta continua companheiros.
Sim, mas temos a opção de escolher entre os piores que defendem os pobres ou entre os que seguem os mandamentos da ganância da bíblia neoliberal do deus dinheiro.
Já disse aqui e repito: a democracia pode ser tanto o pior como também a melhor forma de governo, tudo vai depender do tipo de democracia de que estamos falando. Se for sobre o Estado de bem-estar social, então estamos falando da pior forma possível de governo, já que ele cai exatamente em todas as críticas do Hoppe sobre livre entrada dos piores e não dos melhores no governo e isso sem falar na catástrofe que o sufrágio universal o é. Agora se quisermos democracia séria, então estaremos falando sobre democracia liberal, onde o Estado não interfere na economia sob nenhuma hipótese, o sufrágio é restrito, assim como a “justiça social” é considerada uma ameaça e vivemos sob as leis e não sob emendas e outros devaneios políticos. Além disso a secessão deve ser também um direito constitucional nesse arranjo. Graças a esse site hoje eu sou perfeitamente capaz de discernir entre o nosso Estado social pernicioso e sobre um legítimo Estado Liberal.
Mas, em suma, após essa derrocada, o que vocês esperam? Não tenho medo do colapso econômico, pois deste temos chances de nos recuperarmos com outro governo melhor. Mas, e o ataque à democracia?
http://www.reformapolitica.org.br/component/content/article/86-democracia-direta/1096-reforma-politica-que-fazer-depois-do-plebiscito.html
Leiam o que está sendo discutido acima. Vocês temem algum plebiscito, alguma Reforma Política que leve à bancarrota da nossa democracia?
Os socialistas petistas estão caminhando para isso. Dilma, logo após ganhar a eleição, falou que essa é a mãe de todas as reformas. Vocês acham preocupante, ou creem que o Congresso, ou mesmo a população brasileira, limitaria as alterações propostas?
Sinceramente, estou muito preocupado.
Mas, em suma, após essa derrocada, o que vocês esperam? Não tenho medo do colapso econômico, pois deste temos chances de nos recuperarmos com outro governo melhor. Mas, e o ataque à democracia?
http://www.reformapolitica.org.br/component/content/article/86-democracia-direta/1096-reforma-politica-que-fazer-depois-do-plebiscito.html
Leiam o que está sendo discutido acima. Vocês temem algum plebiscito, alguma Reforma Política que leve à bancarrota da nossa democracia?
Os socialistas petistas estão caminhando para isso. Dilma, logo após ganhar a eleição, falou que essa é a mãe de todas as reformas. Vocês acham preocupante, ou creem que o Congresso, ou mesmo a população brasileira, limitaria as alterações propostas?
Sinceramente, estou muito preocupado.
E a Escola Austríaca continua certa como sempre.
acho que os sovietes caem. Henrique Alves vai pautar votação pq não foi reeleito pelo dedo de Lula e o PMDB é majoritariamente contra a MP que aliás tem problemas técnicos (competencia legislativa destituída por ato exclusivo do chefe do executivo). esse decreto da imperadora só saiu pq a Dilma previa uma possível perda do trono real brasileiro e quis deixar uma marca indelével de socialismo.
já a ley de medios, isso vão implantar, mais dia menos dia e não elogio a Veja nisso. o jeito é continuar se comunicando pelas redes. apesar do marco civil de enganação ideológica. A veja sabe que é inimiga jurada da esquerda e adora dar munição pro PT. nao sou eu que perco é o Civita. haverá uma pulverização das mídias tradicionais e o jeito é haver muita comunicação entre as pequenas mídias para poder combater a ideologia do governo, de maneira que ela não se imponha em contraste com as realidades locais. uma coisa fácil e popular são rádios, elas tem alcance na faixa mais pobre ainda.
precisamos urgentemente alertar as pessoas sobre o que nos espera e o que já tivemos. que seja pra defender o FHC, Itamar, Collor *abertura de mercado, só isso, Sarney (esse não dá pra defender hehe), outros e contrastar a gradual perda de poder de compra no governo Dilma/PT com o demogógico aumento “real” do salário minimo.
Acho que o futuro é sombrio. Mas o que mais me preocupa é essa reforma política, que ninguém sabe o que virá. Com um Congresso corrupto, tudo pode ser aprovado.
Pobre Paulista, sei que isso é consequência direta da democracia. Como dizia Churchil: ” o maior argumento contra a democracia é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano”. Mas, muito pior, será uma ditadura socialista. Qual sua sugestão? Que outro sistema melhor existiria, para a nossa realidade brasileira? Apoiar uma ditadura não é muito pior para um libertário? E não venha me falar de fim do Estado ou direito à secessão, pois estou comentando uma situação concreta e recente da política brasileira. Não estou filosofando.
Mas, só tenho medo porque acho que maus tempos virão para a economia, para a propriedade privada e para as liberdades individuais. Foi isso o que quis dizer.
Sei que não temos representação política, mas precisamos lutar contra isso.
Tudo azul.
Pessoal, sempre compartilho os artigos daqui pra minha rede do Facebook. Acho que já consegui pelo menos uns 200 leitores pro Mises.
Mas a API de integração com o Facebook está postando fotos aleatórias e não a que está acima. Façam o teste.
Por exemplo, no caso deste post, ao invés de uma foto de Dilma com Lula aparece uma foto do Serra com Lula, que soa antiga, né?
Até a bem pouco tempo eu não concordava com o Mises sobre esse posicionamento a respeito da democracia. Minha visão é de que a democracia foi uma boa idéia, mas… como toda idéia, passível de corrupção. E pelo menos aqui, à nível de Brasil, democracia e corrupção caminham agora de mãos dadas.
Hoje digo que para o Brasil democracia é um engodo. Um placebo que nem mesmo efeito psicológico é capaz mais de proporcionar. Pelo contrário: vai piorar de vez o estado terminal da nação. É como combater câncer com farinha de trigo e passes de médium. Mas pelo menos serve de propaganda para vender ideologias.
Talvez, no fundo, seja bom que a democracia fracasse no Brasil. Certamente será substituída por algum tipo de governo ditatorial, destes que infestam a América Latina com suas ideologias de butecos de bêbados, mas que atualmente fazem a alegria de uma manada de retardados (alguns nem tanto).
ENTRETANTO… um governo desse tipo sempre é lição amarga para a parcela pinguça da população. O advento do livre-mercado aqui na América Latina só acontecerá depois que essa populaça tiver tomado o maior porre de socialismo e literalmente cair na sarjeta. Somente depois disso é que o livre-mercado poderá ressurgir para reconstruir o estrago que a manguaça de socialismo causou. Espero, sinceramente, que nessa oportunidade, o livre-mercado não faça a populaça esquecer da história.
Mas…… Se tem uma coisa que a história sempre ensina aos homens é que os homens nada aprendem com a história.
P.S.: Pelo menos essa eleição ensinou alguma coisa: já podemos ter certeza que menos da metade do Brasil trabalha para sustentar mais da metade do mesmo Brasil. Não precisa ter bolinha de cristal para ver onde isso acabará.
Quem apostar no dólar vai quebrar a cara….toda vez que muitas pessoas recomendam fazer uma coisa, acontece o contrário. Provavelmente quem esta repassando a ideia para comprar quer vender o seu, mas comprará de novo quando vc vender em condições desfavoráveis.
E a agora, o Uruguai elegeu um comuna por mais 4 anos. O país, que apesar de tudo, tinha alguns indicadores melhores até que o Chile, vai definitivamente para o fundo do poço. Agora vem desarmamento em definitivo, mais estatização da economia, índice de violência brasileiro e a transformação definitiva em república bananeira.
Este artigo vai contra a ideologia austríaca.
A escola austríaca prega a liberdade antes de tudo, em qualquer setor da vida, mas esse artigo diz que quando o assunto é governo a liberdade não vale, seria melhor a indicação.
Esse posicionamento me deixou decepcionado com a ideologia austríaca dado que demonstra uma manipulação do conceito para a situação que lhe convém. O famoso dois pesos, duas medidas.
Perderam comigo a credibilidade que possuíam, pois se mostraram ser como todos os outros, seguir determinada ideia enquanto lhe serve, em benefícios próprios sempre.
Espero que alguém consiga me esclarecer essa situação com base nos princípios da escola austríaca e de forma convincente.
Pichar muro pra população ficar achando que libertarios sao porcos iguais aos comunistas, fascistas, parasitas.
Isso vai contra o que representa a ideia de jonh galt