O
desejo declarado das várias escolas socialistas, desde os marxistas linha-dura
até os social-democratas defensores do estado de bem-estar social, sempre foi o
de levar justiça às relações econômicas de uma sociedade. Em sua visão de mundo, justiça significa
proteger os interesses dos trabalhadores contra os extorsivos capitalistas que
supostamente não produzem nada, mas são capazes de colher formosos lucros.
Os
social-democratas, não obstante, estão dispostos a trair seus princípios pelo
simples fato de que uma sangrenta guerra civil em conjunto com uma economia
centralmente planejada poderia ser ainda pior do que a contínua exploração dos
trabalhadores. Ainda assim, eles têm a
impressão de que são os trabalhadores os proprietários supremos dos produtos
porque foram eles que labutaram e suaram, isto é, que estiveram diretamente
envolvidos na produção física dos bens.
O
economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk defendia a existência de lucros bastante
altos por causa da necessária função exercida pelos capitalistas. Entretanto, mesmo Böhm-Bawerk explicitamente
reconhecia o direito básico dos trabalhadores a ter todo o valor dos bens por
eles produzidos. Porém, sua análise
positiva era para tentar convencer o leitor de que a existência do capitalista
é importante e de alto valor mesmo para os trabalhadores. A função do capitalista, de acordo com
Böhm-Bawerk, é fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam
comprar bens (de consumo).
Os
trabalhadores precisam dos capitalistas porque eles não podem ou não estão
dispostos a esperar até que os produtos do seu trabalho amadureçam até atingir
o valor completo dos bens de consumo.
Visto por esse prisma, a função básica de um capitalista parece ser
meramente a de um bom vendedor que troca bens presentes (salários pagos) por
bens de consumo futuros e ainda não terminados.
Assim, os trabalhadores recebem apenas um valor descontado — o qual
ainda é supostamente igual ao valor de seu produto marginal — daquilo que, no
final, irá se tornar bens presentes com completo valor de mercado. E os capitalistas ficam com a diferença — chamada
de taxa de retorno.
O
argumento de que os trabalhadores não estão dispostos a esperar até que os
produtos do seu trabalho finalmente amadureçam até o valor completo dos bens
que produzem pode parecer um tanto insensível.
Afinal, esperar vários anos até ser pago integralmente o valor daquilo
que produzem significaria a fome e a inanição para muitos trabalhadores e suas
famílias. Portanto, nas circunstâncias
em que se encontram, os trabalhadores podem ser simplesmente incapazes
fisicamente de esperar por um grande período de tempo para viver sob um estado
de permanente dureza. Por isso eles têm
de aceitar esse arranjo.
E
por que, nesses casos, a taxa de retorno depende da preferência temporal dos
capitalistas e não da dos trabalhadores?
Essas
perguntas e lamúrias são válidas apenas se supusermos que os trabalhadores de
fato são os proprietários legítimos dos bens produzidos. A afirmação de que os trabalhadores recebem
apenas uma fração daquilo que produzem significa essencialmente que os lucros
são deduções dos salários.
Nesse
artigo vou apresentar a dedução de George
Reisman e argumentar que, de acordo com a própria natureza das coisas, os
trabalhadores não podem legitimamente requerer qualquer posse sobre os produtos
de seu trabalho. Muito pelo contrário:
os empreendedores e capitalistas é que podem.
Ademais, são os salários que são deduzidos dos lucros.
A questão sobre o que vem primeiro
A
proposição de que os salários são deduções dos lucros irá, muito certamente,
parecer simplesmente inacreditável, quando não manifestamente errônea. Pois, afinal, quem trabalha nas indústrias e
está envolvido na imediata criação de bens e serviços? Entretanto, o fato de que os trabalhadores
estão envolvidos no processo de produção física não possui, virtualmente,
nenhuma relevância quando o que se quer é aprofundar essa questão e tentar
entender as interdependências econômicas que existem em um sistema econômico
baseado na divisão do trabalho (capitalismo).
O
primeiro fator essencial a ser compreendido é que nem todo indivíduo que
executa uma produção física recebe um salário.
Para ver um exemplo, imagine um criador de ovelhas, autônomo, em algum
lugar das estepes do Cazaquistão, cem anos atrás. Suponha que esse nosso criador de ovelhas não
seja autossuficiente, de modo que ele precisa adquirir roupas, pães e uma
variedade de outras coisas que ele pode comprar no mercado da cidade mais
próxima. Ademais, suponha que a economia
do Cazaquistão é desenvolvida o suficiente a ponto de utilizar moedas de ouro
como dinheiro.
Quando
ele precisa adquirir bens, nosso criador de ovelhas vai até o mercado e vende
algumas de suas ovelhas por, digamos, dez moedas de ouro. E aqui vem a pergunta crucial: podemos dizer
que essas dez moedas de ouro que ele recebe pela venda de suas ovelhas
representam seu salário? Não, não
podemos. Não obstante o fato de nosso
criador de ovelhas ser um pobre coitado que acorda muito cedo e trabalha
diariamente longas jornadas, sob condições muito desagradáveis, as dez moedas
de ouro não podem ser consideradas seu salário, pois, para receber um salário,
um indivíduo precisa antes de tudo ser o empregado de alguém. Por definição, um assalariado — ou,
equivalentemente, um proletário — é alguém que não é o proprietário de nenhum
meio de produção exceto seu próprio corpo e quaisquer outras habilidades
excepcionais que ele porventura possua.
Nosso
criador de ovelhas, em contraste, é o seu próprio patrão e pode decidir o que
fazer com sua propriedade — o rebanho de ovelhas. O dinheiro que ele recebe após vender algumas
ovelhas é apenas a receita das vendas de seu produto. Agora estamos chegando perto da natureza da
relação exata entre salários, receita da venda de produtos e lucro. Daqui a pouco iremos ver que, para que os
salários possam existir, antes é preciso haver lucros.
Para
compreender isso, é preciso entender o fato de que, em uma economia de mercado,
as pessoas executam atividades produtivas com o propósito único de ganhar
dinheiro. Ganhar dinheiro é de
importância literalmente vital porque, via de regra, a única maneira de alguém adquirir
(moralmente) os bens que consome é por meio do gasto do dinheiro que possui. Assim sendo, ganhar dinheiro se torna o foco
decisivo de todas as atividades produtivas da economia. Indivíduos e empresas poderão ganhar dinheiro
somente se eles oferecerem bens e serviços pelos quais terceiros estão
dispostos a trocar seu dinheiro.
Além
disso, na economia de mercado, ganhar mais dinheiro ou até mesmo uma quantia
mínima definida de dinheiro não é algo que vem fácil, pois um cliente em
potencial sempre tem a liberdade de escolher gastar sua renda limitada em
outros lugares. Somente por meio do
contínuo aprimoramento da qualidade ou por meio da contínua oferta de bens a
preços baixos, ou de uma combinação de ambos, é que é possível vencer
permanentemente a concorrência e, com isso, garantir um fluxo contínuo de renda
para si próprio.
Porém,
melhorias na qualidade e preços mais baixos são metas realizáveis apenas com a
ajuda de mais e melhores ferramentas e materiais, bem como de mão-de-obra cada
vez mais preparada. Nesse ponto, temos
de introduzir as espécies de empreendedores/empresários que de fato tomam as
decisões relevantes no que tange aos investimentos em ferramentas, materiais e
mão-de-obra.
Nosso
criador de ovelhas adquire o status de empreendedor/empresário se ele considera
que o propósito de sua atividade produtora — criação de ovelhas — é o de lhe
propiciar receitas de venda. Da
perspectiva do nosso criador de ovelhas, a receita das vendas de seu produto é
um meio em potencial para sua sobrevivência — ou, alternativamente, é a sua
renda.
Se
ele decidir investir uma parte dela, digamos, empregando um trabalhador e
pagando a ele uma quantia definida de dinheiro — em termos mensais, por exemplo
–, então ele estará agora tendo custos empresariais. Seu investimento na forma de salários
mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era
considerada lucro — ou seja, o salário pago diminui a diferença entre a
receita da venda de produtos e os custos.
Observe
que, quando nosso criador de ovelhas não está incorrendo em custos na forma de
pagamentos salariais mensais, a receita total obtida com a venda de seus
produtos é o seu lucro!
A
análise abstrata feita acima confirma a proposição de que os lucros, e não os
salários, são a forma original de renda.
Para
compreender a questão mais claramente, vamos ampliar nosso exemplo inicial e
supor que nosso criador de ovelhas contrata seu vizinho de nome Murat, que não
é proprietário de nada, para ajudá-lo a cuidar de suas ovelhas, protegendo-as
contra eventuais ataques de lobos famintos.
Eles voluntariamente acordam que Murat receba uma moeda de ouro por mês
de serviços.
Agora,
o cenário ficou totalmente diferente. Temos
agora um assalariado e um empreendedor/capitalista.
Será
que podemos dizer que, nesse caso, Murat tem o direito de ser o dono de todas as
ovelhas apenas porque ele cuidadosamente as protege contra o ataque de lobos? Não, ele não tem esse direito! Certamente é verdade que a produtividade
marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, mas esse fato por
si só não significa que Murat tem agora o direito de reclamar o produto
marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si próprio só porque ele foi contratado.
O
que ele recebe como salário não é o produto marginal de seus serviços de
vigília, mas apenas uma moeda de ouro.
Observe o papel crucial desempenhado aqui pelo proprietário do rebanho.
O
salário de Murat — a moeda de ouro que ele recebe — existe unicamente porque
o dono das ovelhas é sábio e prudente o bastante para poupar uma moeda de ouro
de sua receita de vendas e utilizá-la para pagar Murat.
Ao
empregar Murat, o criador de ovelhas espera, naturalmente, ganhar mais moedas
de ouro do que ele gasta como salário de Murat.
Entretanto, ainda assim, a verdade é incontestável: Murat só ganha a
moeda e só contribui para uma maior produtividade marginal — o que justifica
seu salário — por causa da poupança e das sábias decisões empresariais do
criador de ovelhas! Tivesse o criador de
ovelhas consumido essa moeda, digamos, comprando frutas deliciosas para sua
esposa, Murat teria permanecido desempregado e, como consequência, haveria
menos ovelhas para os humanos consumirem.
Podemos
generalizar esse exemplo. O surgimento
de assalariados como uma classe econômica distinta ocorre somente porque
existem, e continuam existindo, empreendedores/capitalistas que estão dispostos
a pagar salários com recursos retirados de suas poupanças.
Podemos
ir ainda mais fundo e ver mais claramente o papel crucial desempenhado pelo
sistema de trocas monetárias.
Como
Ludwig von Mises demonstrou, sem a existência de dinheiro e do cálculo
econômico expressado em termos monetários, nenhum método de produção complexo e
indireto/capitalista seria possível. Os
métodos de produção complexos e indiretos/capitalistas, por sua vez, podem ser
implementados somente porque empreendedores e capitalistas pouparam — isto é,
não consumiram — seu capital.
O
capital que foi poupado e consequentemente utilizado no processo de produção
pode ser denominado como ‘despesas produtivas’, pois estas são feitas com o
propósito de produzir bens e serviços que serão subsequentemente vendidos por uma
quantia de dinheiro maior do que a soma originalmente gasta na compra dos
fatores de produção.
As
despesas produtivas dos empreendedores e capitalistas na forma de pagamento de
salários e compras de bens de capital não apenas criam uma classe distinta de
assalariados, como também, ao mesmo tempo, criam as condições necessárias para
uma maior produtividade física de um dado número de pessoas dispostas a
trabalhar por salários — o que faz com que os salários reais desses
trabalhadores sejam elevados.
As
instituições criadas pelo capitalismo, tais como o sistema econômico monetário
e o sistema de propriedade privada, permitem que aqueles indivíduos que são
mais inteligentes, produtivos e prudentes apliquem sua própria mão-de-obra, bem
como a mão-de-obra alheia, na tarefa da produção, desta forma melhorando suas próprias
vidas e também, e de modo muito mais sensível, as vidas daqueles outros
indivíduos que são menos capazes.
Gostaria
de concluir com uma pergunta: quem de fato “explora” quem? Os empreendedores e capitalistas exploram os
trabalhadores, ou os trabalhadores basicamente vivem da inteligência,
produtividade e prudência dos empreendedores e capitalistas?
Muito bom. Muito bom. Muito bom!
Também podemos tirar uma lição importante desse texto: a “classe” dos trabalhadores só existe em função da “classe” dos empresários. O inverso, ao contrário do que alguns pensam, não é verdade – o criador de ovelhas já se caracterizava como um empresário antes de empregar seu vizinho.
(luizmariomb.blogspot.com/2010/06/salarios-sao-deducoes-dos-lucros-e-nao.html)
Desculpe, caro Leandro, mas Böhm-bawerk já foi refutado pelo economista soviético, Nikolai Bukharin. Se você me permitir, este texto pode ser facilmente refutado.
Pra começar, em “Liberalism”, tem o uma passagem em que o próprio Ludwig von Mises diz que o patrão pode lucrar sem trabalhar. Hoje em dia, há exemplos de empresários que não entendem nada sobre informática que são acionistas majoritários de empresas de informática. O Carlos Slim, o segundo homem mais rico do mundo, não entende nada sobre tecnologia, tanto não entende que tem de pedir ao empregado para verificar as cotações de suas empresa na Bolsa. E o setor no qual Slim atua, demanda conhecimento de tecnologia e informática (aliás, ele possui uma empresa que vende computadores).
“Nesse artigo vou apresentar a dedução de George Reisman e argumentar que, de acordo com a própria natureza das coisas, os trabalhadores não podem legitimamente requerer qualquer posse sobre os produtos de seu trabalho. Muito pelo contrário: os empreendedores e capitalistas é que podem. Ademais, são os salários é que são deduzidos dos lucros.”
– Pois eu vou demonstrar, não em teoria, mas em fatos, que os trabalhadores podem sim auto-gerir uma fábrica, e que a figura do empresário não só dispensável, como supérflua e prejudicial. Na Argentina, no México, na Grécia, e até aqui no Brasil, há experiências de empresas, cujas empresas outrora falidas nas mãos dos patrões, os trabalhadores tomaram o controle e pagaram as dívidas, e hoje estão operando de forma eficiente. Não foi preciso demitir ninguém (em casos de auto-gestão ninguém pode ser demitido, pois a fábrica pertence aos trabalhadores). Portanto, os trabalhadores não precisam ficar a mercê dos patrões que, como disse o autor do artigo, decidem as regras do jogo. Aí eu posso citar o caso da Casas Bahia, que no último Natal, retirou seus “investimentos” do RS, fechou todas as lojas, além de desempregar centenas de trabalhadores, “phodeu” com os consumidores, que compraram no Natal, mas no outro dia foram trocar os produtos indesejados (no “eficiente” mercado sempre há produtos com defeitos, que coisa né?!), mas não puderam trocar, pois as lojas já estavam fechadas (psiu: cadê a tal “soberania” dos consumidores? Nem o Procon pôde fazer nada), tudo porque o tal do “cálculo econômico” empresarial mostrava que o Nordeste é mais lucrativo do que o Sul, pois lá, a extração da mais-valia é maior (os salários são mais baixos), e mais incentivos fiscais (menos impostos a Casas Bahia pagava)….
O autor do artigo, cita o problema do cálculo econômico do Mises. Só que esta Teoria é muito limitada. Segundo esta teoria absurda, uma economia que não seja a capitalista laissez-faire, logo não é economia. Assim pensava Mises. Além disso, em seu livro, “As Seis Lições”, ao tentar explicar como funcionava na URSS, Mises não dava uma explicação convincente, seu argumento se resume assim: “os russos são os russos”…convincente, né?
Quanto à peguntia final, eu respondo: considerando-se os exemplos de experiência de autogestão operária (aqui no Brasil e em outros países), considerando as declarações dos próprios mega-empresários bilionários, que admitem que o sucesso de suas empresas provém do trabalho de seus empregados; considerando o caso Carlos Slim; considerando as crises, nas quais, quem salva os capitalistas falidos, são os trabalhadores mediante os tributos que págam ao Estado…respondo sem hesitar, que o empresário, não só é dispensável, como também é supérfluo no processo de produção…Como Adam Smith dizia, riqueza provém do trabalho. Como J. S. Mill dizia, o lucro provém do trabalho dos trabalhadores, como até Cantillon disse, um fazendeiro precisa do camponês…
Prezado Anônimo, o senhor falou, falou, distorceu, chorou, fez-se de educado (sei bem quem você é por causa do seu IP; você anda sempre perdido por aqui, fazendo provocações baratas e vazias) e, no final, além de não dizer nada, apenas demonstrou que não entendeu o mais básico do texto. Além de não entender o básico de economia.
Em primeiro lugar, se os operários são ótimos gerentes de fábricas, o que os impede de se associarem e gerirem eles próprios suas fábricas? Pois é. Apenas uma coisa: o capital. Eles não têm essa ferramenta essencial. Os capitalistas têm. Eles não. Sem os capitalistas (detentores do capital), o operariado não é nada. Pode até ter capacidade de gerência, mas não tem o capital que os possibilita gerenciar qualquer coisa.
São os capitalistas que dão aos trabalhadores a oportunidade de colocarem suas habilidades em prática.
Carlos Slim tem o capital, mas não tem conhecimentos de informática. Seus funcionários têm conhecimento de informática, mas não têm o capital. Logo, eles sabem que, para que ambos se beneficiem, nada melhor que uma associação entre eles. Caso Slim fosse desnecessário como você jura que é, seus funcionários já teriam montado seu próprio negócio há muito tempo.
Retire o capital do Carlos Slim e seus operários ficam apenas com o conhecimento que possuem, porém sem qualquer meio de colocá-lo em prática.
O dia em que essa verdade simples — porém dolorida para alguns — for compreendida, qualquer teoria marxista será imediatamente aposentada. E o que eu falei, aliás, vale para qualquer empresa de qualquer tamanho. É inegável, por exemplo, que uma churrascaria rodízio (pra você que é gaúcho) terá grandes lucros se o serviço prestado por seus funcionários for muito bom. Porém, se não houver um capitalista fornecendo o capital, pondo em risco sua poupança nesse investimento, esses funcionários não seriam nada. Tivessem eles o capital para sua própria churrascaria, eles já a estariam gerindo.
Se você não quer aceitar isso, paciência. Tenha apenas mais humildade e seja mais aberto aos estudos.
Pela lógica desse Anônimo (que aliás tomou uma carcada homérica), se o presidente da TAM não sabe aterrissar um avião então ele é completamente inútil para a empresa.
Depois o pessoal não entende por que o marxismo é uma doença implacável que corrói a inteligência das pessoas.
Ótimo artigo, aliás. Perfeita refutação da mais-valia.
De onde será que saiu essa idéia de que alguém que “só entra com o dinheiro” não trabalha? Tem que ser muito maldoso ou muito inocente pra falar uma coisa dessa.
Prezado Leandro, me desculpe, mas não estou aqui para ser doutrinado por ninguém. Nem por você, nem por Mises, nem por Rothbard. Eu observo os fatos, observo as experiências.
Esta sua falácia segundo à qual se não houver um capitalista, a empresa não opera não se sustenta, pois há experiências de auto-gestão que, outrora nas mãos de empresários, estavam sendo mal conduzidas, as empresas declararam falência, mas os trabalhadores assumiram a gestão da empresa, e conduziram o negócio. O mais notável é que depois da auto-gestão, a renda dos trabalhadores subiu (por que será? Será que é porque não havia mais a tal da extração da mais-valia), e não só ninguém demitido (nas mãos dos patrões, as empresas nem estariam mais operando, ou estaria às custas de demissões em massa), como os demitidos foram readmitidos.
Se o Sr. Slim não entende patavinas de informática, ele vai ter pedir a alguém, instruções de como aplicar seu “capital”. Se ele não tiver estas instruções ele não saberá aplicar, pois ele não entende. Assim como têm de pedir à empregada para verificar cotações na bolsa (que vergonha! Eu que não entendo muito sobre informática, apenas o básico, sei fazer isso, mas o barão da telecomunicação não sabe fazer). Ele não precisa entender de informática, mas quem vai trabalhar na empresa dele, se demanda “experiência”, “qualificação”, “capacitação”…o trabalhador tem de ter muito mais conhecimento do que ele…É o que Mises disse em “liberalismo”: Slim ocupa a “posição preferencial” de viver sem trabalhar. Nem o teu mestre nega…
Se aqueles trabalhadores altamente qualificados da empresa de Slim, decidirem assumir o controle da empresa, eles mantém a empresa operando (e até consertam os erros de Slim), seus rendimentos aumentam (pois não há extração da mais-valia), como em outras experiências de auto-gestão operária que existem por aí. Por outro lado, faça o contrário, mantém apenas o Sr. Slim com seu capital, sem aqueles empregados altamente qualificados, aí você vê o que resta.
Querido Anônimo, você aparentemente possui também problemas de interpretação de texto. Em momento algum disse que “se não houver um capitalista, a empresa não opera não se sustenta”. Disse, isso sim, que se não houver um capitalista simplesmente não há empresa!
A sua teoria de que os trabalhadores podem gerir empresas com suprema habilidade, capacidade, destreza e competência nunca foi negada por mim. Porém, qual é o problema com ela? Ora, um só: como essa empresa vai surgir? Quem vai fornecer o capital?
No seu mundo, as empresas simplesmente aparecem do nada; elas caem do céu e os iluminados trabalhadores assumem o comando e atingem o nirvana. Mas marxismo é isso mesmo: incompreensão da realidade, ideias oníricas camufladas de boas intenções humanitárias.
Construa um império todo com o seu dinheiro e depois repasse-o a mim, gratuitamente. Garanto que a minha renda será maior do que a que tinha anteriormente, quando não tinha nada.
Se aqueles trabalhadores altamente qualificados da empresa de Slim, decidirem assumir o controle da empresa, eles mantém a empresa operando (e até consertam os erros de Slim), seus rendimentos aumentam (pois não há extração da mais-valia), como em outras experiências de auto-gestão operária que existem por aí.
Tudo muito bonito, agora voltemos à realidade. Como os trabalhadores vão adquirir a empresa construída pelo senhor Slim? Se houver uma boa oferta, é provável que o senhor Slim aceite. Esses trabalhadores teriam capital para isso? Certamente não. Se tivessem, já teriam feito a oferta.
Ou estaria o senhor apenas um tanto envergonhado de dizer explicitamente que defende que os trabalhadores se apropriem da empresa do Slim? Deveriam matá-lo também, só pra garantir? Lamento, mas li e reli seu trecho acima e não enxerguei uma terceira hipótese.
Por outro lado, faça o contrário, mantém apenas o Sr. Slim com seu capital, sem aqueles empregados altamente qualificados, aí você vê o que resta.
Eis o que resta: o Slim ficaria com seu dinheiro parado (seria menos rico que hoje, é verdade, mas longe de estar passando fome) e seus empregados certamente estariam muito piores do que estão hoje, muito provavelmente sem emprego. Ao se associariam voluntariamente, ambos ganharam. Ou você acha que os empregados do Slim estão piores hoje em relação a quando não tinham nada pra fazer?
Ademais, se eles não gostam do que fazem, nada impede que saiam e vão fazer outra coisa. Poderiam inclusive seguir a sua sugestão: gerir empresas. Afinal, como você deixou implícito, empresas surgem do nada, certo? Basta fechar os olhos e elas surgem por encanto, deixando os trabalhadores prontos para atingir o êxtase da independência. A formação de capital, a poupança e o investimento são elementos completamente inócuos no mundo marxista. E pior que no keynesiano também.
Sendo assim, insisto na minha pergunta (que você simplesmente ignorou): o que impede os trabalhadores de se associarem e gerirem eles próprios suas fábricas?
Sensacional!!!\r
\r
Postei esse texto na comunidade Anarquismo do orkut. Eles não gostaram muito… hehehe…
O anônimo talvez confunda suas próprias experiências com a essência do artigo. Também já trabalhei como empregado de gente detestável, mal educada no trato com seres humanos, incapazes de ouvir uma sugestão de melhoria para a empresa com um ar de deboche e prepotência. Fazer o quê? Volte para a bancada e trabalhe, peça demissão ou espere ser demitido baixando sua produção. É triste, mas é assim, paciência. Alguns empresários agem e pensam desta maneira e pronto. Porém ainda poderemos trabalhar em empresas melhores, onde nossas idéias seja bem vindas, ou completas idiotices, se estiverem fora de contexto. Um tanto estranho num país onde o trabalhador é tão “protegido” por leis sociais; nós também podemos demitir o patrão, saindo de sua empresa. Poderá vir outro empregado melhor ou pior para o mesmo lugar e a carruagem segue a trilha. Dali a dez anos vremos aquela empresa falida, ou prosperando a mil. Este rancor também já tive e o superei. O único injustiçado da face da Terra. Mas não é nem de longe assim. Ainda tenho a intenção de tornar-me empresário, entretanto falta o capital, a coragem e acompetência, todos juntos, a fim de alcançar meu objetivo. Não é fácil, mas acredito ser possível. Aí terei empregados satisfeitos, outros nem tanto, reclamando o que não lhes cabe! Façamos o mundo mais fácil, simplesmente pensando sob pontos de vista diferentes dos quais fomos moldados desde crianças.
Empresa gerida por funcionários só pode ser piada caro anônimo. Ou você não tem a menor noção do que é ser empresário.
Como é entediante e cansativo ler o que escreve um admirador de Karl Marx.
Lendo os comentários do Anônimo, não pude deixar de me lembrar de uma frase de Woods: “…e tendo sido violentamente vituperado e ridicularizado por algumas pessoas extremamente desprezíveis, ele certamente tem todos os inimigos que uma pessoa correta deve ter.”.
O Anônimo mostrou que Kraus tem no mínimo alguns dos inimigos que uma pessoa correta deve ter.
Prezado Leandro, você pergunta: “o que impede os trabalhadores de se associarem e gerirem eles próprios suas fábricas?” – Os trabalhadores ainda não adquiriram o nível de consciência política elevada de se “associar” e auto-gerir uma empresa. Eles não sabem sobre a exploração capitalista (pois há os Leandros da vida dizem para o trabalhador que esta exploração é justa). Se aqueles empregados altamente qualificados do Sr. Slim tivessem o nível de consciência de se “associar”, já teriam se associado e já estariam auto-gerindo a empresa (como disse Marx: “proletários, uni-vos!”). Se deveriam “matá-lo”, aí são os trabalhadores que decidem (lá na China, um executivo de uma empresa de 35 Mil funcionários, anunciou a demissão de 30 Mil, e os trabalhadores o lincharam), decapitaram o Rei Luis XVI e os abolicionistas defendiam que se matasse os senhores de escravo. O melhor seria o Carlos Slim acordar a gestão da empresa com os trabalhadores, trabalhar e gerir coletivamente junto com os trabalhadores.
Este é o sistema que você defende, no qual, pessoas que trabalham e tem capacidade de gerir empresas, impede os trabalhadores de gerir, e os que não possuem qualificação nenhuma (como o Sr. Slim), decidem a vida de milhões…esta é a meritocracia do capitalismo???
Esta sua teoria segundo à qual, sem o capitalismo, “o operariado não seria nada”, você sequer percebe que poderia (e foi) ser usada para justificar a escravidão e a servidão. O apologistas da escravidão e da servidão diziam que o escravo sem o seu dono, e o servo sem o senhor feudal, não seriam nada. O operário, sem o capitalista, seria o gestor do meio de produção. Não haveria burguês e proletário, Eles tomariam as decisões coletivamente, ninguém daria ordem a eles, ninguém seria demitido, pois eles tomariam as decisões coletivamente.
Esse comentário foi publicado apenas para efeito de pândega, muito embora o raciocínio apresentado pelo anônimo esteja longe de ser genuinamente engraçado, porquanto representa o que realmente pensa uma parcela “esclarecida” da população.
Como bem disse Mises, “uma vez que se concede que é dever do governo proteger o indivíduo contra suas próprias tolices….. por que não impedi-lo de ler livros ruins…..? O estrago feito por ideologias nefastas é mais pernicioso do que aquele feito por drogas narcóticas.”
Vide o anônimo, que defende abertamente o genocídio de donos de empresas, tudo por causa da leitura de ideologias funestas.
Pois é, vai ver o genocídio é na verdade uma forma selvagem de amor e liberdade que todos nós “demônios liberais” não conseguimos sentir, apenas os marxistas.
É notável a capacidade de enraizamento do marxismo nas mentes das pessoas. A palavra consciência tornou-se sinônimo de desculpa para a tomada da propriedade à força, nem que para isso seja necsessário o assassinato do proprietário da empresa por parte dos empregados reunidos. Engraçado é que, depois de tomada a posse por parte dos empregados, estes não passam mais a se autodenominarem proprietários, mas simplesmente “empregados reunidos”, numa tentativa de domínio da linguagem e revolução cultural, tornando um crime apenas um ato de revolução. Senhores: o que os impede de formarem empresas é a incompetência e a falta de coragem, que não se adquire com a morte do proprietário – parecem os canibais devorando os inimigos a fim de adquirirem suas forças. O capital, se não foi poupado, pode ser tomado emprestado de bancos ou de pessoas que confiem em suas capacidades empreendedoras, ou que queiram arriscar seu dinheiro numa empreitada dessas. É o Estado nosso grande inimigo. Quando o Estado gera um benefício ao cidadão – que nunca alcança este cidadão – já gerou mil prejuízos disfarçados, que o alcançam imediatamente na tributação sufocante, no excesso de regulamentação em tudo o que se mete, diminuindo a concorrência, a oferta de alternativas ao consumidor, inflacionando o mercado, criando déficits para se autofinanciar. Abram os olhos! Mas será que querem abrir?
É verdade… para os marxistas tudo é fácil de resolver: Basta uma revolução e pronto. Resolveram tudo na URSS, em Cuba, no Leste Europeu, em alguns países africanos e asiáticos. Resolveram tão bem que a maioria dessas funestas experiências foram para o “beleléu”. Ao invés de culpar o capitalismo por todas as maldades do mundo, como se antes dele o homem vivesse num paraíso, porquê não defende liberdade, educação, direitos…
Respostas como esta do anônimo nos dá uma ideia clara do porquê a esquerda aplaude as famigeradas leis de desarmamento. Afinal, apenas criminosos se beneficiam delas…
Estes comentários só provam que os leitores não entenderam o meu comentário.
Ângelo: O que você descreve como “tomada da propriedade à força”, eu descrevo como os trabalhadores possuir o produto de seu próprio trabalho. O que eu disse ao Leandro é que os trabalhadores ainda não atingiram este nível de esclarecimento descrito pelo Leandro para se “associar” e “tomar” a empresa do Sr. Slim (além de não ter adquirido, ainda tem alguns Leandros e ângelos da vida que confundem os trabalhadores, dizendo a eles que a exploração é justa). Se aqueles funcionários altamente qualificados tivessem este nível de esclarecimento político, eles se associariam e tomariam o controle da fábrica do inútil do Slim (que precisa extrair a mais-valia do empregado até para verificar as cotações de sua empresa), e assumiriam o controle da fábrica. A fábrica sem Slim, com os trabalhadores altamente qualificados trabalhando, seguiria operando. Mas se não existissem os trabalhadores altamente qualificados, não haveria o produto, sequer haveria como produzir, pois o trabalho executado pelos programadores, projetistas, engenheiros, Slim não pode, de maneira alguma, executar. O que deixa claro o caso do Slim é que ele precisa do trabalho de seus operários, e que ao contrário do que o Leandro disse: sem os operários qualificados, o Slim que não seria nada (é por isso tanta demanda pelos capitalistas por qualificação, capacitação….). Agora, se os trabalhadores iriam matar o Slim, aí eu não sei, como afirmei acima, são os trabalhadores que decidem o que fazer. Já disse o ideal seria o Slim acordar, pacificamente, a gestão da empresa com os seus funcionários e ele trabalhar e gerir junto com os trabalhadores coletivamente. Eu só sei que quando os trabalhadores adquirem um nível de consciência, seja porque sua situação está piorando, seja porque realmente adquiriram esta consciência, se radicalizam. Lá na China, ameaçaram demitir a grande maioria dos trabalhadores, e os funcionários lincharam o patrão. Fazer o que? A propriedade privada não vale mais do que a vida. De 35 Mil, permaneceriam no emprego apenas 5 Mil, os 30 Mil poderia se transformar em indigentes.
Diogo Siqueira: Nós esquerdistas não apoiamos as leis do desarmamento. Pelo visto você nunca viu “Diários de Motocicleta”, no qual Guevara diz ao seu amigo que não é possível fazer revolução sem armas. Então, é óbvio que não é o esquerdista que apóia o desarmamento do povo.
Quem quer desarmar o povo são os capitalistas. Basta ver que os países que adotam leis de desarmamentos, são paises muito liberais, como a Austrália, Reino Unido…
Outra coisa, por falar em desarmamento, por que só os países imperialistas (que são os que invadem os outros) e seus aliados podem ter o direito de ser bem armado? Por que os outros não podem?
Vala a pena seguir publicando as deblaterações do nosso marxista de estimação. Por estarem imbuídas daquela inocente dignidade do ridículo (“os trabalhadores ainda não atingiram o nível de esclarecimento superior que leva ao confisco e ao homicídio dos donos de empresas”), suas declarações assumem o involuntário formato da estroinice. Os lugares-comuns e a afetação de superioridade moral são impagáveis.
Portanto, vamos continuar extraindo a mais-valia do nosso amigo: ele nos diverte e não pagamos nada por isso.
Você fála em “homicídio dos donos de empresas”. Os abolicionistas não defendiam o homicídio dos senhores? Os franceses não guilhotinaram o Rei? Qual é o problema? São os trabalhadores que decidem o que fazer. Eu acho que o ideal é o empresário aceitar negociar com os trabalhadores a gestão da empresa. Ma se não aceitar….o que fazer?
“Diogo Siqueira: Nós esquerdistas não apoiamos as leis do desarmamento. Pelo visto você nunca viu “Diários de Motocicleta”, no qual Guevara diz ao seu amigo que não é possível fazer revolução sem armas. Então, é óbvio que não é o esquerdista que apóia o desarmamento do povo.”
Mijei de rir com essa declaração. Só faltou citar Michael Moore como referência intelectual.
“Quem quer desarmar o povo são os capitalistas. Basta ver que os países que adotam leis de desarmamentos, são paises muito liberais, como a Austrália, Reino Unido…”
Anonimo diz: Guerra é paz; liberdade é escravidão…
Só faltou citar aqui a Alemanha de Marx e Hitler.
Não é incrível o mau-caratismo de alguns em dizer que proibições “positivas” são liberais? A confusão causada pelo marxismo é demais, mesmo. Hayek choraria de desgosto pela humanidade ao ler isso tudo.
“Outra coisa, por falar em desarmamento, por que só os países imperialistas (que são os que invadem os outros) e seus aliados podem ter o direito de ser bem armado? Por que os outros não podem?”
Meu deus… esse ser só pode ter caído de paraquedas aqui.
Peço aos moderadores do site que não deixem de publicar nenhuma declaração desta pessoa. Ainda que a recomendação seja a de deixar o troll falando sozinho…
Os socialistas são engraçados e perigosos ao mesmo tempo, vez que vomitam seu odio as pessoas bem sucedidas, mas não conseguem explicar o fracasso das idéias que defendem.\r
Faz poucos dias que morreu o escritor José Saramago, que foi badalado pela imprensa estatista.\r
Ele se dizia socialista e defendia Fidel Castro, mas morava na Espanha….\r
Ao anônimo sugiro dois destinos: Cuba e Coréia do Norte.\r
Acho mais fácil você morar em Cuba pois o espanhol é parecido com o português.\r
Você só não vai poder mandar notícias de lá para o IMB porque existe controle sobre a internet e censura em todo o tipo de comunicação.\r
Lembro ao anônimo que antes de escrever comentários defendendo idéias absurdas deveria ler com mais atenção os textos do IMB e principalmente o tópico “Sobre nós” para entender os objetivos do site.\r
Para finalizar,no mundo em que eu acredito você tem direito a expressar seu ódio as pessoas empreendedoras, em virtude da liberdade de expressão.\r
No mundo em que você acredita eu devo ser preso ou morto, de preferência os dois, um depois do outro.\r
\r
Abraços
Caro “Não Entenderam”
Depois de tomada a fábrica, o que impediria os funcionários de tomarem uns dos outros suas respectivas partes, sob o mesmo argumento que tomaram a fábrica do Sr. Slim?
Caro anônimo,
Existe um documentário muito interessante sobre o tema do desarmamento chamado “Innocents Betrayed” (você pode assisti-lo do You Tube). Nele é demonstrado que o uso deste artifício é recorrente em regimes que pregam o extermínio de dissidentes; como o regime comunista que você ardorosamente defende.
O seu herói, Che Guevara, chegou a uma conclusão óbvia: Matar requer armas. Porém o que não foi dito no filme, mas que é um raciocínio implícito decorrente daquela conclusão, era que ele prefere um inimigo desarmado a um armado. Que o diga o seu “grande camarada” à época, Stalin.
Afinal, você há de concordar comigo que o trabalho de extermínio de vocês ficaria seriamente comprometido em uma sociedade composta por uma “burguesia exploradora” devidamente armada, não é mesmo?
Não é por menos que países com maior liberdade econômica geralmente são os que menos restrições impõem à aquisição de armas de fogo. E isto é perfeitamente compreensível: quanto mais os indivíduos destas sociedades experimentam a liberdade mais valor dão a ela e estão dispostos a defendê-la.
Quanto aos países que você chama de capitalistas e que estão implementando medidas desarmamentistas, estes são justamente os que caminham em direção a um intervencionismo sistêmico, que, permanecendo, desembocará fatalmente no socialismo. Portanto, não são eles capitalistas, são, na verdade, aqueles que você denomina de “países em transição”.
Perceba que não faz sentido o desamento em um regime de livre mercado mas somente naqueles em que os ideais de uma minoria sobrepujam os de uma maioria relutante. Hoje você pode afirmar que a maioria (ou os chamados “excluídos”) estão do seu lado. Mas será que eles assim permaneceram quando descobrirem a verdade sobre a sua ideologia? Uma lei de desarmamento bem que viria a calhar nestas horas, não?
Ja tive o mesmo pensamento do “sr anonimo” creio que muitos aqui tb.
Veja nada impede de 100 “trabalhadores qualificados” se unam e criem uma empresa cada com 1% de participação etc.
Mais pq não existe muitas empresas asim?pq articular um grupo de pessoas e trabalhoso e demanda muito talento.
Convença os a seguir sua ideia e ARISCAR o pouco de capital que tenhan,em uma sociedade libetaria não a problema de os individuos se acociarem e criarem um empresa.
O povo confunde EMPREGADO com SOCIO.
Caro Diogo Siqueira, quem é a favor do desarmamento do povo não são os marxistas. São os sociais-democratas, os capitalistas conservadores e os imperialistas. Os marxistas revolucionários sabem que não se faz Revolução com pau e pedra. A polícia está armada, o exército está armado, o imperialismo está fortemente armado (sem falar nas milícias organizadas pela burguesia). A classe trabalhadora tem de se armar. Foi isso que Che Guevara disse, e você não entendeu.
Eu diria o contrário: se a classe trabalhadora tem de estar desarmada quando descobrir a verdade sobre a exploração capitalista, ser facilmente reprimida e massacrada pela “democrática” Polícia e pelas milícias burguesas. A classe trabalhadoras devidamente conscientizada e armada comprometeria o trabalho de vocês.
“Não é por menos que países com maior liberdade econômica geralmente são os que menos restrições impõem à aquisição de armas de fogo.” – A Austrália é 3° no tal do Ranking de Liberdade Econômica do Heritage, e impõe fortes restrições à aquisição de armas. O Reino Unido e está muito bem posicionado no Ranking. Vai dizer que são apenas países em “transição”?
Quem faz campanha de desarmamento são os capitalistas conservadores e os imperialistas que possuem bomba atômica e outras armas de destruição em massa e prega que os outros países têm de ficar de peito aberto. Por que os EUA tem o direito de estar fortemente armado, e os outros países não?
Grave, muito grave esses comentários do marxista aí… a primeira vista parece mesmo que ele acredita no que diz – ou então é um troll dos profissionais.
Mais de um século já se passou da primeira refutação desse princípio absurdo que é a mais-valia, por décadas a humanidade sofreu miseravelmente nas mãos dessa ideologia – sofre até hoje, em outras escalas – e ainda vemos pessoas tão perdidas a ponto de acreditar que patrão rouba empregado.
Não é o trabalho que determina o valor das coisas, rapaz! Mais-valia é um conceito infundado!
E o pior disso tudo: esquerdistas em geral associam o keynesianismo ao capitalismo de livre mercado, uma auto-contradição, mas enfim, o fazem. E o keynesianismo está prestes a fuder com a economia mundial, o que vai dar mais motivação a idéias ainda mais perigosas como as desse anônimo aí.
Eu também me identifico com esse anônimo um pouco. A parte onde ele comparou capitalistas com senhores feudais foi tocante. Mas há duas grandes diferenças que vejo nessa comparação: o capitalista não está forçando o empregado à trabalhar na fábrica, e o capitalista tomou posse do capital por apropriação original (homesteading) ou troca voluntária, não por guerra ou intervenção divina.
Se uma pessoa, por dedicação monstruosa, fosse capaz de construír uma fábrica sozinha, respeitaría você, anônimo, a alegação dela que ela tem controle exclusívo sobre quem pode ou não pode trabalhar dentro da fábrica?
Talvez seja o caso que você não respeite qualquer alegação à propriedade individual, e considere relevante só o uso do capital. Mas pessoas tem diferentes planos para o uso de capital. Como você pode determinar o uso do capital sem tomar controle primeiro? Acho que por definição, é impossível.
No caso dos proletariados tomando posse da fábrica, é óbvio que o conceito de propriedade não desapareceu, só passou do dono para um sindicato, governo, seja o que for. Você está somente desrespeitando (e advogando a abolição de) o controle exclusivo daquela pessoa que construíu tal capital, e respeitando (e advogando uma reclamação para) o controle exclusivo daqueles que o usam. Uso é a maneira primária de apropriação, sim?
Se estou certo, há um grave problema com isso. Que incentivo tería alguém para construír uma fábrica? No seu mundo, não importa como o capital foi criado, é quem o usa que o controla. E mesmo que o engenheiro, empresário, arquiteto, chegue à usar a fábrica, ele terá que compartilhar a renda igualmente com quemquer trabalhe com ele. E se ele não quizer trabalhar, pior ainda, não recebe nada. Poxa, legal isso hein? Que maluco vai querer construir qualquer coisa sequer nesse mundo, que não seja um produto final para ser consumido de imediato?
Tire apropriação original, propriedade privada, e você destrói qualquer mecanismo de investimento de capital. Eu entendo seu desgosto sobre tais conceitos, mas num mundo de recursos limitados, é a maneira mais justa e eficiente de alocação. Eu não vejo trabalhadores ganharem uma fábrica pelo linchamento de um “burguês” como justo, nem a ausência de incentivos para criação de novas fábricas como eficiente.
Caro anônimo,
Já fugimos muito do assunto. Voltemos a ele. Eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas:
Caso os trabalhadores surrupiem a propriedade privada alheia e a torne obsoleta, como ficaria o problema do cálculo econômico? Como os trabalhadores iriam saber o que produzir e em qual quantidade? E haveria a possibilidade de inovação tecnológica em um regime comunista?
Como seriam solucionados os problemas intestinos dos agora novos proprietários caso entendam que um setor se aproprie da mais-valia do outro? Afinal, uns trabalhariam e outros dirigiriam, visto que parar a produção a todo instante para se reunirem para tomar decisões sobre eventos que se alteram a todo instante seria contraprodutivo, não?
Se cada mercadoria possui uma quantidade de trabalho, logo todas as mercadorias serão de todos, pois não podemos discriminar a mais-valia alheia (ou todo trabalho é igual). Assim, até que ponto serei dono da minha própria escova-de-dentes?
A resposta a todas estas perguntas exigirá um governo totalitário, ou eu estou enganado?
Acho que o senhor anonimo nao leu a revolucao dos bichos, explica direitinho o pq de suas ideias serem erradas.\r
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Outro exemplo é o senhor lulesco….. olhe pra criatura na epoca dos sindicatos e agora……\r
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Todo o ponto de vista da escola marginalista – especialmente este artigo – é inerentemente falso pois decorre de erros metodológicos derivados da posição de classe de seus proponentes.\r
O caso idealizado do pastor de ovelhas é não só risível, mas completamente absurdo. Em primeiro lugar porque atua em uma realidade supra-histórica, em um mundo de fantasias: o Cazaquistão da imaginação do autor.\r
Como se não bastasse, apresenta-se uma completa incompreensão da diferença entre salários e lucros, bem como de trabalho produtivo e improdutivo. O produtor citado não recebe lucro, pois não há excedente na produção. Todo o valor gerado na “produção” das ovelhas (os próprios animais) é integralmente apropriado pelo próprio produtor. Logo, não há nem salário nem lucro, mas simplesmente a receita do valor. O lucro não vem antes do salário no processo histórico capitalista; os dois estão tão relacionados quanto os dois lados de uma mesma moeda.\r
O que ilustra esse fato é a figura do cuidador de ovelhas, que não produz nenhum aumento no valor da produção, isto é, não “produz” mais ovelhas, mas simplesmente as vigia. Se, por acaso, esse trabalhador viesse a aumentar a produtividade do curral, poderia ser dito que haveria uma efetiva distinção entre salários e lucros; lucros porque o valor decorrente do aumento da produção representado pelo trabalhador adicional seria apropriado pelo proprietário das ovelhas – nosso produtor original imaginário; salário porque esse trabalhador adicional receberia apenas uma parcela daquilo que produziu, não sua quantidade integral, pois uma parcela deve necessariamente ir para as mãos do proprietário.\r
Antes de acusar os marxistas de totalitários ou comedores de criancinhas, nossos empreendedores marginalistas deveriam estudar mais história, filosofia e economia, ao invés de se prestar a delírios consumistas ou acusações levianas que nenhuma fundamento têm, a não ser seus próprios preconceitos de classe.
Prezado marginalista,\r
Se o lucro não é um “excedente” da produção, qual seria então sua natureza? Usando o caso do imaginário criador de ovelhas, se as dez moedas que ele recebeu na venda do animal não cobrirem os gastos que ele teveao produzi-lo, pode-se dizer que ele obteve lucro? Provavelmente ao vender a ovelha a um preço baixo ele estaria satisfazendo o consumidor, mas correria o risco de simplesmente não arcar com o custo da produção. Caso isso acontecesse, certamente a produção teria que parar. Deduz-se dessa satisfação ao consumidor o lucro?\r
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O lucro vem sim antes do salário no processo histórico capitalista. Mas apenas se por lucro for entendido o excedente de dinheiro obtido na fase do capitalismo mercantil. Creio que essa “economia primitiva” que mencionas nada tem a ver com o processo histórico real, visto que ela só existe nessa fantasia hipotética do artigo. Além do mais o Cazaquistão de cem anos atrás não desempenhou nenhum processo ativo na formação do modo de produção capitalista, que teve origem na Europa de mais de duzentos anos atrás, respeitando-se “à mais elementar ordem cronológica dos fatos”.\r
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Se só a introdução de uma maquinaria mais eficiente aumentaria a produção, por que a necessidade de “mão-de-obra cada vez mais preparada”, ou de um aumento na carga horária dos trabalhadores eventualmente ocorrida no último século? Vejo que não conheces o que é uma composição orgânica de capital, nem sua acumulação intensiva e extensiva.\r
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De fato, os breves argumentos que aqui exponho, derivam de minha posição de classe. Classe esta que é a cada dia mais explorada pela sua (ou a classe a que defende). Mais uma vez digo que sua argumentação nada mais faz do que expor idiossincrasias carregadas de preconceitos burgueses.\r
Nada mais natural, visto que o prestígio das classes altas provém da mediocridade de seus aduladores.\r
Voltarei!
Lucro é a diferença entre o q entra e o q sai (Lucro = Receita – Despesa). Cabe observar q, independentemente do resultado da equação ser positivo ou negativo, somente o dono do lucro pode julgar o valor do lucro para si, de acordo com critérios subjetivos e arbitrários.
Dito isso, o problema com a expressão “o lucro é o excedente da produção” está na idéia d q o lucro necessariamente está ligado à produção. Se alguém q tem o hábito de economizar p/ comprar ouro e encontra uma moeda de ouro sem querer ao fazer um passeio agradável de lazer num parque, esse alguém pode dizer q teve lucro mas não pode dizer q produziu alguma coisa. Pela equação acima, qualquer empresa mancomunada com o estado e que se beneficie de legislação de prevenção de concorrência terá seus lucros potencialmente aumentados, sem ter necessariamente produzido mais.
A expressão “o lucro é o excedente da produção” tb passa a idéia errada d q a produção tem algum tipo de excedente. A produção não tem excedentes. Se alguém produziu X parafusos, X parafusos foram produzidos, nem mais nem menos. O que varia é apenas o valor q os indivíduos estão dispostos a pagar pelos os parafusos q foram produzidos.
Marxisista me dão nojo. Recomendo que leia mais, estude mais, e não acredite em tudo que seus professores universitários lhe digam.\r
Começe por Ayn Rand.\r
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Abraços.
Pessoal, qual é o artigo aqui no IMB em que o autor trata dessa questão da falsa exploração e ele constrói o enredo com o exemplo de um pastor e seu rebanho?
Obrigado.
Jamais alguém que é trabalhador ou filho de trabalhador vai concordar com um texto desses. Só o fazem os pseudo-bem-sucedidos, que acham que viver dentro de um carro blindado respirando ar-condicionado enquanto encara o congestionamento é ser livre. Tão livre quanto aquele Poodle castrado que ficou no seu apartamento no Morumbi.
O Marxismo coloca o trabalhador como a peça mais importante em todo o processo. O texto acima, apesar de concluir com uma pergunta, sugere que “os trabalhadores basicamente vivem da inteligência, produtividade e prudência dos empreendedores e capitalistas” e se refere aos trabalhadores como “indivíduos que são menos capazes”. Em suma, coloca os empreendedores como a peça mais importante do processo.
Por que é tão difícil para o ser humano, independente de sua corrente de pensamento, aceitar que existe importância mútua e também a interdependência de capacidades?
Está passando da hora dos socialistas e similares enterrarem suas velhas e surradas bandeiras. A história é implacável! Como está Cuba? Chega! É muita burrice de quem
bate nas velhas teclas das doutrians socialistas. A natureza humana é animal, e não
angelical. É por isso que essas doutrinas só se impuseram à força! O gene humano é
egoísta!
Pra começar, em “Liberalism”, tem o uma passagem em que o próprio Ludwig von Mises diz que o patrão pode lucrar sem trabalhar. Hoje em dia, há exemplos de empresários que não entendem nada sobre informática que são acionistas majoritários de empresas de informática. O Carlos Slim, o segundo homem mais rico do mundo, não entende nada sobre tecnologia, tanto não entende que tem de pedir ao empregado para verificar as cotações de suas empresa na Bolsa. E o setor no qual Slim atua, demanda conhecimento de tecnologia e informática (aliás, ele possui uma empresa que vende computadores).
Se é tudo tão fácil, por que as pessoas que criam empresas não ficam todas milionárias ao mesmo tempo? Afinal, um patrão pode lucrar “sem trabalhar”! Esses grandes empresários costumam ganhar muito justamente depois de conseguirem boas relações com vários governos. Os mesmos governos que querem nos proteger dos capitalistas do mal.
“Nesse artigo vou apresentar a dedução de George Reisman e argumentar que, de acordo com a própria natureza das coisas, os trabalhadores não podem legitimamente requerer qualquer posse sobre os produtos de seu trabalho. Muito pelo contrário: os empreendedores e capitalistas é que podem. Ademais, são os salários é que são deduzidos dos lucros.”
É claro que, se você trabalha para alguém, não pode tomar os produtos do trabalho e dizer “agora isso é meu!”. O capital não foi acumulado por você! Sabe, o capital não surge em árvores secretas de uma ordem dos templários capitalistas de Lúcifer. Se você acha que é tudo tão fácil, basta você largar o emprego e abrir seu próprio negócio.
[o]Pois eu vou demonstrar, não em teoria, mas em fatos, que os trabalhadores podem sim auto-gerir uma fábrica, e que a figura do empresário não só dispensável, como supérflua e prejudicial.[/i]
Primeiro, o empresário que lucra sem trabalhar está quase sempre associado com o estado, afinal, se ele não está trabalhando para conseguir capital de foram honesta, está conseguindo o capital de outras maneiras. Segundo, em um ambiente de livre mercado, se um empresário quiser lucrar sem trabalhar pouco e ficar explorando o trabalhador, podem aparecer novos métodos de gerenciamento criados por gente insatisfeita com as empresas existentes. Se esses métodos forem mais eficientes, um empresário inteligente vai perceber que tem muito mais a ganhar aplicando esses métodos novos de gerenciamento – no final das contas, ele também pode ganhar mais com isso.
Na Argentina, no México, na Grécia, e até aqui no Brasil, há experiências de empresas, cujas empresas outrora falidas nas mãos dos patrões, os trabalhadores tomaram o controle e pagaram as dívidas, e hoje estão operando de forma eficiente.
Um bom exemplo de por que não se pode “incentivar o crescimento” dando dinheiro para empresas, estatizando empresas, etc, tudo para evitar falências. Em um livre mercado, podem aparecer outras pessoas dispostas a salvar essas empresas e levá-las à lucratividade.
Não foi preciso demitir ninguém (em casos de auto-gestão ninguém pode ser demitido, pois a fábrica pertence aos trabalhadores). Portanto, os trabalhadores não precisam ficar a mercê dos patrões que, como disse o autor do artigo, decidem as regras do jogo.
Os trabalhadores ficam à mercê das regras do jogo se assim desejarem (e muitos o desejam, pois querem horário fixo de trabalho e alguma estabilidade). Se não desejarem, fazem o que você disse: mudam a forma de gerenciamento, ganhando mais e dividindo as responsabilidades pelo negócio (ao invés de simplesmente assumirem uma função específica).
Aí eu posso citar o caso da Casas Bahia, que no último Natal, retirou seus “investimentos” do RS, fechou todas as lojas, além de desempregar centenas de trabalhadores, “phodeu” com os consumidores, que compraram no Natal, mas no outro dia foram trocar os produtos indesejados (no “eficiente” mercado sempre há produtos com defeitos, que coisa né?!), mas não puderam trocar, pois as lojas já estavam fechadas (psiu: cadê a tal “soberania” dos consumidores? Nem o Procon pôde fazer nada), tudo porque o tal do “cálculo econômico” empresarial mostrava que o Nordeste é mais lucrativo do que o Sul, pois lá, a extração da mais-valia é maior (os salários são mais baixos), e mais incentivos fiscais (menos impostos a Casas Bahia pagava)….
“a extração da mais-valia é maior”… marxistas são bonitinhos. O sujeito dá exemplos de como os trabalhadores podem se livrar do tal empresário explorador, mas logo depois fica falando de mais-valia como se os trabalhadores fossem retardados mentais que não são capazes de saber quando é melhor simplesmente ter seu próprio negócio ou ser autônomo. No Brasil isso é muito difícil porque o Brasil é um ambiente extremamente hostil ao empreendedor – exatamente por pessoas com mentalidade parecida com a sua. Outro problema é justamente a existência de coisas bizarras como incentivos fiscais e outras coisas parecidas. Isso acaba favorecendo, obviamente, quem tem mais amigos no governo. E aí o que passa a importar não é a eficiência, mas as amizades.
O autor do artigo, cita o problema do cálculo econômico do Mises. Só que esta Teoria é muito limitada. Segundo esta teoria absurda, uma economia que não seja a capitalista laissez-faire, logo não é economia. Assim pensava Mises. Além disso, em seu livro, “As Seis Lições”, ao tentar explicar como funcionava na URSS, Mises não dava uma explicação convincente, seu argumento se resume assim: “os russos são os russos”…convincente, né?
Você citar a URSS é de fazer qualquer um rolar de rir! Certo mesmo estava Paul Samuelson, um lambe-botas da União Soviética que cantava as glórias do regime. Mises não dava nenhuma explicação convincente a respeito da URSS, que se transformou em uma economia pujante, como todos sabemos hoje em dia.
O problema do cálculo econômico foi “resolvido” assim por outros economistas:
1) Tó, esse método consegue definir um sistema de preços em um dado momento. Porém, esse método só vale em uma economia estática
2) Bem… basta baixar um decreto afirmando que a economia passará a ser estática, normatizando também todas as vontades de todos os indivíduos ao mesmo tempo
3) ???
4) Correr para o abraço!
Isso é como tentar resolver o Problema da parada dizendo que, a partir de hoje, todos os problemas do mundo deverão seguir uma condição específica.
considerando o caso Carlos Slim; considerando as crises, nas quais, quem salva os capitalistas falidos, são os trabalhadores mediante os tributos que págam ao Estado…respondo sem hesitar, que o empresário, não só é dispensável, como também é supérfluo no processo de produção…Como Adam Smith dizia, riqueza provém do trabalho. Como J. S. Mill dizia, o lucro provém do trabalho dos trabalhadores, como até Cantillon disse, um fazendeiro precisa do camponês…
O empresário é supérfluo? Você parece ser alguém que viveu tempo demais no ambiente acadêmico, ou no mínimo bem longe de ambientes empresariais de verdade, pois você nada sabe sobre as dificuldades que vive um empresário de verdade – não aquele que, como você já disse, sempre terá o estado para salvá-lo da falência. Acredite, gerenciar uma empresa não é algo tão simples assim. Isso pode até ser feito por trabalhadores (o tal auto-gerenciamento), mas diga a eles que, a partir de amanhã, eles também farão o gerenciamento completo, divindindo os lucros, mas também os prejuízos. No mundo real, meu chapa, poucos aceitariam isso. Se por acaso o auto-gerenciamento levar a melhores resultados, o empresário passará a ser uma peça obsoleta.
Sere humanos são perfeitos? o marxismo parece acreditar que sim, ao ‘SONHAR’ uma segunda realidade, uma comunidade sem desigualdades, sem exploração,etc. O anônimo muito provavelmente pensa que autogestão seria a solução de todos os problemas, acontece que na realidade, isto é impráticavel, pelo simples fato de nem todos trabalhadores possuirem as condições de se autogerirem, além de terem alguns que, mesmo se lhes fosse oferecido a oportunidade de se qualificarem, simplesmente recusariam. Só para constar, não sou empresário ou capitalista,todavia, não é por isso que foi ficar demonizando uma classe, só para pousar de humanitário, prometendo o que eu não posso entregar. A maior parte dos marxistas que conheco(inclusive alguns doutores universitários), vivem melhor que muitos empresários, não obstante ficarem o tempo todo criticando o sistema capitalista, que empregam os trabalhadores, que, por sua vez, pagam impostos, para manterem os “revolucionários” em alguns postos privilegiados, defendendo uma causa alheia, sem terem sidos outorgados pelos “explorados”(não nego que haja exploração em alguns casos, mas não podemos generalizar), o que eles querem é poder, é promover uma total mudança nos valores ocidentais, sem se importarem com as consequencias, doa a quem doer, querem fazer acreditar, como se fosse possível, que, o comunismo, assim que estabelecido, após a transição de socialismo, traria a solução de todos os problemas humanos, viveriamos num paraiso, acontece que, a NOVA JERUSALÉM DESCE DO CÉU, não surge da terra, o que para os marxistas é uma blasfêmia digna de morte, uma vez que seu fundador negou suas raizes, ignorando a Transcendência, prometendo salvação imanente, o que convenhamos, a realidade histórica demostrou ser uma impossibilidade(RUSSIA, CUBA, CHINA, etc). O discuro de sonhar um mundo melhor,ignorando o fato da imperfeição humana, só ‘cola’, devido ao materialismo potencializado pelo Iluminismo, com a seguinte ressalva, o mundo melhor só pode ser criado pelos ‘iluminandos’ marxistas revolucionários, qualquer outra contribuição, esta à priori, descartada, pricipalmente se for dos ‘malvados’ capitalistas. Para uma teoria que se diz atéia, é preciso muita ‘fé” para continuar acreditando nestas impossibilidades. Marx disse que a religião é o ópio do povo, por ironia, o ópio hoje é sua teoria, que,realmente, aliena os indivíduos, fazendo-os acreditar no impossível, tendo a enorme colaboração dos doutores acadêmicos, que poderiam ser chamados de apóstolos imanentistas.
Lendo alguns comentários eu percebo cada vez mais que a genialidade tem limites, mas a estupidez não.
Que Deus nos ajude…
H.Joner
A sensação que os pobres têm de que estão sendo explorados nada mais é do que uma ilusão de otica provocada pela própria pobreza;\r
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torne-se rico e vc emergirá de sua ignorância, assim como um Buda\r
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O Dinheiro não trás Felicidade, manda buscar
Se esse texto é de 25/11 pq tem comentários de 14/04?
Sempre que um marxista se manifesta eu indago como a teoria marxista, ou aplicação do socialismo, resolveria o problema da profissão mais antiga do mundo. \r
A prostituição.\r
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Sim meu querido troll anonimo, no capitalismo o serviço as “meninas” “prossifionais” e regido claramente pelo sistema de lucros e prejuizos. \r
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O corpo é dela, o local é dela, o risco e da profissional tb, o preço e determinado por livre negociação de mercado….etc.. A “acumulação de capital” se deu pela propria natureza. \r
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No socialismo/comunismo eu sempre me indago; se a teoria marxista fosse correta aonde estaria a mais-valia na prostituição? \r
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E, se existe mais-valia nesse caso (veja que o proprio conceito é refutado), como o estado comunista/socialista faria para fazer com que as “meninas” não fossem exploradas? O estado as iria tranformar em func. publicas? Escraviza-las? Tabelar o preço? Criar um sindicato? Seria comico, se não fosse trágico.\r
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Eu não vejo problemas com a aceitação da mais-valia (mesmo eu não aceitando essa teoria como argumento) desde que seja aceito o direito de propriedade privada. Pois em um mercado livre e de propriedade privada só seria explorado quem quisesse, pois neste contexto as pessoas teriam o livre direito de escolha entre ser um empregado ouy empreendedor um patrão ou empregado. Ora essa, neste caso a pessoa na condição de “explorada” estaria, nada mais que aceitado aquela condição mesmo ela tendo o direito de se tornar um empreendedor ou trabalhador autônomo, ora essa. logo o que a priori seria uma exploração do trabalho perderia logo em seguida tal conotação devido a aceitação da parte supostamente explorada.
Porém, entretanto e todavia, como eu já conheço essa ladainha, os comunas logo iriam alegar que: O trabalhador na fase inicial do capitalismo (que fase inicial?)foi expropriado do seu meio de produção, logo não poderiam ter o capital necessário para a criação das empresas, pois o capital estariam nas mãos dos capitalistas burgueses tornado-os refém do capitalismo ou coisa do tipo. (me convença melhor desta parte histórica, porque até hoje não consigo verificar tal expropriação que não tenha ocorrido sem o dedo do estado no meio. Deu p/ perceber pq somos contra qualquer tipo de intervenção?)
Agora a cereja encima da torta: Segundo a teoria da mais-valia o que gera riqueza é o trabalho e sendo o trabalhador o único fator de produção gerador da riqueza logo o capitalista não passa de um sanguessuga nesta transformação do capital, pois exploram o excedente gerado pelo trabalhador deixando-o com uma mínima parte do que foi produzido apenas para custear sua sobrevivência . Bem, minha indagação e a seguinte: Se é a exploração do trabalho que gera a riqueza para o capitalista, o que impede que este mesmo capitalista entupa sua fábrica de trabalhadores para gerar riqueza infinita a tão ponto que nem um mais trabalhador fiquem desempregado, pois todos estariam nos galpões de fábricas tendo sua mão-de-obra explorada indeterminadamente para sustentar uma classe de sanguessugas?
Dá pra responder? Se não vá estudar sobre escassez e alocação eficaz dos recursos, desejos ilimitados etc. Prezado!
Agora eu pergunto: é o trabalhador que investe em pesquisa, que elabora um produto, que investe num conceito, que gasta milhões montando uma fábrica e mais milhões em publicidade pra o produto ser conhecido e por fim vendido?\r
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Esse papo socialista/comunista (o que for) é um dos mais idiotas de todos os tempos… e dou minha cara a tapa se o povo sofredor da china, coreia do norte e outros não querem sair lá assim que tiverem uma oportunidade.\r
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Só querem poder e mais poder sobre o povo.
A parte q mais gosto no Marxismo sao os “SE”.
SE os trabalhadores fizessem isso, SE fizessem aquilo.
Me lembra aquele otimo comnetario do Tom Woods sobre os “brilhantes” comunistas investindo em siderurgicas e que o problema foram os americanos q estavam investindo em um brinquedo chamado “computador”. E os “idiotas” dos consumidores comprando computadores.
Pois e’… SE os funcionarios assumissem a fabrica, quem e’ que ia inventar esse tipo de coisa ? Quem e’ que iria botar o seu na reta ? Hj eu sei q o computador funciona e vc tb. Mas a 30, 40 anos atras isso nao era obvio. Nem o iPhone. Nem o carro. Se vc quer saber, nem a luz eletrica, nem o telegrafo, o radio e nem mesmo o telefone.
Parece q esta tal de inovacao e’ o problema. As vezes da’ certo, as vezes da’ errado. E isso cria inada mais problemas com uma tal de visao estrategica, Mkt, etc. Mas SE o bom governo simplesmente decretasse (como no Atalas Shrugged) que todo mundo ficasse na mesma talvez resolvesse.
SE nao tivessemos inovacao talvez nao precisassemos de empresarios. Alias, nem precisariamos estar aqui conversando. Bem, nem poderiamos. Afinal, quem e’ que ia ter inventado o computador ?
A riqueza pessoal não é um qualificativo inato, mas o resultado de um processo. É o prêmio por uma alocação mais eficiente na divisão do próprio tempo. \r
Madre Tereza poderia ter sido muito rica com suas qualidades e sua liderança. Entretanto escolheu gastar energia com os pobres. “geben Perlen an Schweine”\r
Outras pessoas, embora menos capazes, souberam concentrar as suas forças nos poucos dons que possuiam, e tornaram-se ricas. Andres sanches do corinthians representa esse último caso.\r
Rico é o sujeito que nasce só com 1% de dom, mas com esse pouco obtém muito. Simplesmente alocando com mais sabedoria suas qualidades, visando o aumento de sua riqueza. O dinheiro é um indício fiel de tenacidade, dureza de caráter e capacidade de fazer escolhas sábias em prol de si.\r
Marx com sua cultura também poderia ter se tornado muito rico. Mas escolheu isolar-se num buraco para escrever coisas sombriam à luz de velas… Contrasta com HP Lovecraft, que igualmente escreveu coisas sombrias e vivou no sec XIX. Mas terminou milhonário com a venda de seus livros\r
Acho engraçado que essa história de proletário empreendedor sempre é depois que tem alguma empresa grande já formada.Eles falam que o problema é só dinheiro mas nunca querem fazer como Steve Jobs e milhões de outros, que começaram a empresa deles na garagem.
Senhores tenho uma dúvida: Toda ação humana (seja ela por exemplo vestir um chinelo) é uma ação “econômica”? Se minha pergunta ficou incompreensível posso tentar reformular.
Obrigado.
No exemplo do criador de ovelhas, o problema inicial é estabelecer quem lhe outorgou direito de posse sobre:
1. As ovelhas
2. A terra em que as ovelhas pastam
– Na minha visão, a discussão se inicia sempre no direito da propriedade privada e não na questão a respeito de lucro e salário.
Toda propriedade priva é um roubo a natureza da aos homens seu meio de subsistencia. Terra, agua, ar e ovelhas fazem parte da naturza se alguem tomar para si e impedir os demais a se alimentarem deles, os condenou a pena de morte. Bobo foi Murat que aceitou trabalhar e arriscar a sua vida defendendo algo que nao era dele por misera moeda de ouro. O correto seria tanto Murat, quanto todos os demais, terem suas proprias ovelhas. Afinal quem foi que concedeu o direito ao capitalista “empreendedor” tomar para si as terras, a agua, o ar e as ovelhas?
Prezado autor.
Só tenho a lhe agradecer por expor a verdade com tanta clareza. Deus nos salve desses marxóides doentes!
O exemplo do criador de ovelhas é ótimo. No sistema capitalista, as interações são voluntárias e mutuamente benéficas. É necessário ter um mínimo de capacidade intelectual somado a um mínimo de generosidade para entender isso.
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Para começar, criar ovelhas, em Marx, não é trabalho. Trabalho é quando o homem transforma a natureza. Logo, esse seu argumento usado para refutar o pensamento marxiano já começa distorcido. Mas, ignorando e respondendo a sua pergunta: “Quando ele precisa adquirir bens, nosso criador de ovelhas vai até o mercado e vende algumas de suas ovelhas por, digamos, dez moedas de ouro. E aqui vem a pergunta crucial: podemos dizer que essas dez moedas de ouro que ele recebe pela venda de suas ovelhas representam seu salário?”, não, não é salário, ele recebeu pelas 10 moedas de ouro o valor das mercadorias, pelo tempo de trabalho necessário à sua produção. Ou seja, um artesão da mesma época e local, também fosse vender no mercado 10 sandálias de couro e se para fazê-las ele demorou menos tempo que o criador de ovelhas certamente não poderia vendê-las pelas mesmas 10 moedas de ouro, receberia menos, isso, considerando o valor das mercadorias e não o preço. Existe uma diferença entre salário, preço, lucro e valor da mercadoria.
No segundo ponto de sua argumentação: “Se ele decidir investir uma parte dela, digamos, empregando um trabalhador e pagando a ele uma quantia definida de dinheiro — em termos mensais, por exemplo —, então ele estará agora tendo custos empresariais. Seu investimento na forma de salários mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era considerada lucro — ou seja, o salário pago diminui a diferença entre a receita da venda de produtos e os custos.”, quê? Pergunto-te como o salário diminui a receita, e o trabalho do assalariado não vai gerar nada?Se sim! Então vai alterar a receita, aumentando-a.
Continuando sua linha de raciocínio: “Para compreender a questão mais claramente, vamos ampliar nosso exemplo inicial e supor que nosso criador de ovelhas contrata seu vizinho de nome Murat, que não é proprietário de nada, para ajudá-lo a cuidar de suas ovelhas, protegendo-as contra eventuais ataques de lobos famintos..”, meu caro, proteger ovelhas contra ataque de lobos famintos, em Marx, também não é trabalho, trabalho é transformação da natureza, é prévia-ideação mais ação empregada numa matéria-prima até a objetificação do seu produto,oi seja, no final da execução há um produto. Olhar as ovelhas não tem produto, elas já existem, aliás, isso responde a minha afirmação no inicio do texto de que criar ovelhas não é trabalho. Aliás, ovelhas existem na natureza independente de quem criem elas. Já a cadeira, por exemplo, não! Só o homem e nem mais nenhum outro animal faz a cadeira, a cadeira é produto do trabalho. já ignorando toda a sua distorcida linha de argumentação, pois queria ver você refutar Marx utilizando-se de seus próprios conceitos, pois veja, que olhar ovelhas ou criá-las, em Marx, não é trabalho, agora, se você estivesse sido fiel a definição de trabalho na perspectiva marxiana, como o exemplo da criação de cadeira, veja que o trabalhador contratado iria aumentar a produção de cadeiras.
Mas tudo bem, você admite que a produtividade marginal do rebanho aumentou: “Certamente é verdade que a produtividade marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, mas esse fato por si só não significa que Murat tem agora o direito de reclamar o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si próprio só porque ele foi contratado.”, porém como você mesmo frisou se a “produtividade marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, como o “salários mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era considerada lucro ???E a produtividade marginal do rebanho que aumentou não aumenta também a receita???Claro que sim! Não viria dessa produtividade marginal do rebanho (criada pelo próprio Murat) o seu salário? Claro que sim!
Continuando a análise do teu raciocínio: “Será que podemos dizer que, nesse caso, Murat tem o direito de ser o dono de todas as ovelhas apenas porque ele cuidadosamente as protege contra o ataque de lobos? Não, ele não tem esse direito! Certamente é verdade que a produtividade marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, mas esse fato por si só não significa que Murat tem agora o direito de reclamar o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si próprio só porque ele foi contratado.O que ele recebe como salário não é o produto marginal de seus serviços de vigília, mas apenas uma moeda de ouro.”, e é justamente isso que acontece no capitalismo meu caro, o trabalhador não recebe as “ovelhas salvas dos lobos”, ou seja, o valor da mercadoria que produz, ele teria sim o direito reclamar o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si, pois foi produto do seu trabalho, e se fosse cadeiras, por exemplo, elas não existiam se eles não as tivesse criado, e ao receber somente uma moeda de ouro (o salário) e não tudo que ele produziu, o restante lhe foi expropriado, e o patrão se apropriou! O salário de Murat foi pago da diferença do que ele produziu e a maior parte restante ele perdeu para o empresário. Murat pagou o próprio salário, e, sobretudo, ainda produziu mais-valia para quem o contratou. E isso não é justo! Mas você poderia indagar: Se Murat recebesse todo o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos), tudo que ele produziu qual benefício teria o seu patrão que o empregou? Não receberia nada por ter dado emprego a Murat? A resposta é a seguinte: o patrão só concede emprego ao trabalhador, porque possui a propriedade privada e e os meios de produção, que o trabalhador não possui. Como o trabalhador vai poder deixar “os produtos do seu trabalho amadureçam até atingir o valor completo dos bens de consumo” e adquirir a propriedade privada e os meios de produção se ele não possui nada e necessita de ser explorado para manter a sua subsistência? Ele trabalha e produz 5X mensais, recebe apenas 1X e esse 1X só dá para ele se manter vivo, como ele vai deixar que o produto de seu trabalho amadureça? Ele está dominado pelo capital.
PS.: Aos pseudos-intelectuais de plantão, deixo-vos claro que não sou nenhuma intelectual, porém como a página é aberta a comentários, porque não deixar o meu? Sintam-se a vontade para criticá-lo, com fundamento, claro! Quanto ao português, a minha intenção foi somente a de comunicar e como disse Graciliano Ramos “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
Bye!
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seu sistema promove desigualdade e miseria na civilização e destruiu os ecossistemas,
ecossocialismo como forma de operação na sociedade
Capitalismo é livre troca de progresso. Mesmo usinas nucleares são importantes