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Uma nota sobre Britney Spears, os paparazzi e propriedades estatais

A cidade de Los Angeles está pensando em criar um regulamento que irá criar uma bolha de segurança em torno de celebridades para livrá-las dos paparazzi. (Vídeo da impressionante ação dos paparazzi). O método consiste em confiscar a renda das vendas das fotos tiradas dentro dessa bolha.

Situações como essa só existem devido à ausência de direitos de propriedade. Estradas, parques e outras áreas são disponibilizados a todos pelo estado e, ao fazer isso, ele tem que tentar acomodar o maior número possível de grupos, mesmo quando um determinado grupo quer que um outro simplesmente desapareça. Um grupo vai choramingar proteção contra o enxame de lentes fotográficas que o persegue, enquanto o outro grupo vai alegar que tem a liberdade de ir e vir e o direito de fotografar qualquer um que esteja em propriedade pública.

É de se perguntar: por que não existem paparazzi dentro das casas das pessoas? Ora, porque eles não foram convidados. Onde existe propriedade privada, existe ordem. E essa ordem é determinada da maneira desejada pelo proprietário.

Quando a terra e outros espaços são socializados de tal forma que qualquer um tenha acesso ilimitado e sem custo (ou a um custo muito baixo), então podemos esperar o caos — as pessoas vão querer usar os espaços o máximo possível, e conflitos envolvendo regras de uso serão praticamente inevitáveis.

O estado não tem o direito legal de ser o proprietário de terras e, dessa forma, nem deveria tentar administrá-las (ou criar bolhas de segurança). A melhor solução para esse risco moral criado pelo governo é desestatizar a terra o máximo possível. Não é inconcebível imaginar que — ao contrário do governo — os proprietários de estradas, os bairros e incorporadoras imobiliárias iriam estabelecer regras. Assim, eles poderiam legitimamente proibir certos comportamentos e tratar certos intrusos como transgressores. Alguns poderiam banir fotógrafos, enquanto outros poderiam até mesmo banir celebridades!

Tirando o estado da jogada, e tendo os direitos de propriedade bem definidos, não há motivos para a existência de conflitos insolúveis.

 

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13 comentários em “Uma nota sobre Britney Spears, os paparazzi e propriedades estatais”

  1. Quando fala das questões sociais, o Guga Chacra passa a impressão de que o Ron Paul é a favor do abroto.Na verdade o Ron Paul é contra o aborto, ele só acha que isso não deve ser regularizado por leis federais:

    (…)
    A questão do aborto forjou minha crença de que a lei e a moralidade devem se cruzar para proteger os mais vulneráveis entre nós. E se há alguma função para o estado, esta deveria ser a proteção dos direitos naturais dos indivíduos.

    Mas será que ter essa postura antiaborto é inerentemente inconsistente com a filosofia libertária? Muitos libertários parecem acreditar que sim. O aborto, de acordo com eles, é uma moralidade legislativamente forçada e defendida por conservadores pró-estado que querem impor sua fé e sua moral sobre o resto de uma sociedade avessa a isso. E mais: eles dizem que essa postura é estatista e totalitária, pois invalida o direito da mãe em terminar sua gravidez. Sendo assim, o estado estaria sobrepujando os direitos dos pais e decidindo pela mãe – contra sua vontade – que ela deve sim trazer uma criança ao mundo.

    Mas seria isso mesmo? Sustento que não, em absoluto. Ao invés de ser uma emancipadora manifestação da liberdade de escolha pessoal contra a intrusão governamental, o “direito” ao aborto é em si uma medida estatista totalmente consistente com a ideologia esquerdista que pretende ditar como a sociedade e o governo devem funcionar. Essa postura em nada ajuda a promover a causa da liberdade. Ao contrário, ela faz com que os princípios da liberdade e da responsabilidade pessoal fiquem anos-luz atrasados. A postura pró-vida é muito mais consistente com o ideal libertário do que a postura alternativa acima delineada.
    (…)

    O Artigo completo:A questão do aborto

  2. Gostei da parte “…enquanto outros poderiam até mesmo banir celebridades!”

    Eu iria para o lugar onde celebridades fossem banidas, pois eu quero paz.

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