Voltar

Um tiro no nosso pé: agora, o STF também faz política industrial

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin de suspender a redução das tarifas de importação para revólveres e pistolas, redução esta que havia sido anunciada dias antes pelo governo federal, é simbólica de como o protecionismo — o favoritismo a empresários específicos— segue forte no Brasil.

Neste caso específico, o próprio Fachin fez questão de deixar cristalino que a suspensão da redução da tarifa de importação foi realmente para proteger a indústria nacional. Disse ele:

É inegável que, ao permitir a redução do custo de importação de pistolas e revólveres, o incentivo fiscal contribui para a composição dos preços das armas importadas e, por conseguinte, perda automática de competitividade da indústria nacional; o que afronta o mercado interno, considerado patrimônio nacional.

Ele foi tão explícito em seu corporativismo, que quase chega a ser respeitável em sua franqueza.

Mas, é claro, não parou por aí. Era inevitável que ele também ponderasse sobre a questão da segurança. Disse ele:

Incumbe ao Estado diminuir a necessidade de ter armas de fogo por meio de políticas de segurança pública que sejam promovidas por policiais comprometidos e treinados para proteger a vida e o Estado de Direito.

Está fora do escopo do presente artigo falar sobre a questão do armamento, mas vale ressaltar que o governo proibir o porte de armas é imoral, pois se trata de uma medida que clara e diretamente viola o direito do indivíduo à auto-defesa. O governo claramente não cumpre — e nem tem como cumprir, pois é fisicamente impossível — sua auto-declarada obrigação de garantir a segurança de todo e qualquer indivíduo em todo e qualquer canto do país.

Sendo assim, por definição, nós, na condição de indivíduos detentores do direito de defender nosso corpo e nossas posses contra agressores (estejam eles armados com armas de fogo, facas ou mesmo punhos cerrados), não podemos ter suprimido o nosso direito de portar armas (veja mais sobre isso aqui).

Dito isso, e voltando ao ponto, o argumento de Fachin também não se sustenta porque a redução da tarifa de importação de armas não afetaria em nada a legislação de armas no Brasil — o Estatuto do Desarmamento—, que coíbe o porte e limita em demasia a posse em residência.

Poucos cidadãos se qualificam, e menos ainda estão dispostos a enfrentar a imensa burocracia para completar o processo. 

Portanto, não haveria mais cidadãos com armas em razão da redução da tarifa — pois isto depende de redução de burocracia. 

Mas haveria o efeito da queda de preço e da melhoria de qualidade.

Pior ainda: o equívoco do ministro desgraçadamente encarece o aparelhamento das forças de segurança pública e militares, que permanecem obrigadas a pagar mais que o necessário por armas de baixa qualidade.

Ou seja, Fachin cai em contradição ao dizer que incumbe ao estado manter a segurança pública por meio de “policiais comprometidos e treinados para proteger a vida e o Estado de Direito”, sendo que ele próprio apoia uma medida que encarece artificialmente o armamento a ser utilizado por esses policiais que exercerão a segurança pública e a proteção da vida e do estado de direito.

Ironicamente, até mesmo o STF é prejudicado pela decisão. Em setembro, adquiriu, por R$ 170 mil, pistolas da marca Glock, fabricadas na Áustria, para os agentes que protegem os ministros. Caso a redução da tarifa estivesse em vigor à época, a compra teria economizado preciosos recursos aos cofres públicos. 

É de se imaginar que Fachin se preocupe com o bom direcionamento dos impostos dos cidadãos, certo?

Os amigos do rei

Este caso das tarifas de importação de armas é apenas mais um exemplo pontual de um problema antigo e premente no Brasil: somos uma economia extremamente fechada (empatamos com Argentina, Venezuela e Cuba), a qual proíbe o cidadão de importar produtos de qualidade e baratos, com o intuito de proteger o empresariado nacional.

Ludwig von Mises já havia entendido que, ao contrário do que se supõe, o protecionismo não acrescenta nada ao capital empregado na produção nacional, precondição para o crescimento de emprego e renda.

“As tarifas são meios de impedir a importação de capital e a industrialização do país. A única maneira de fomentar a industrialização é dispor de mais capital”, escreveu ele em “As Seis Lições“.

Na prática, o protecionismo serve apenas para garantir uma clientela cativa ao empresariado nacional. O encarecimento artificial dos produtos importados significa que os produtores nacionais estão agora livres e despreocupados para elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos. Como não há mais concorrência estrangeira a quem os consumidores nacionais possam recorrer, estes agora são obrigados a pagar mais caro por bens nacionais de qualidade mais baixa.

O empresariado nacional, por sua vez, alega que aceita discutir a redução de tarifas, mas apenas após o Congresso aprovar as medidas que reduzam o “custo Brasil”, como a infraestrutura e logística deficientes, a burocracia tributária, e os custos excessivos que oneram a mão-de-obra.

A reclamação deles quanto a estes itens é compreensível, pois eles de fato oneram a produção e encarecem os bens finais, mas a solução apresentada — manter tarifas de importação altas — não faz nenhum sentido.

Na prática, eles estão dizendo que a maneira de corrigir custos artificialmente elevados pelo estado é impondo custos artificialmente elevados aos consumidores.

Se as indústrias nacionais estão sendo prejudicadas por políticas estatais, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores. Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando as indústrias, então isso é problema do Ministério da Economia, do Ministério da Infraestrutura, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles os responsáveis por tributos, infraestrutura, regulamentações e burocracias. 

Não faz sentido combater ineficiências criando novas ineficiências. Não faz sentido tolher os consumidores impondo tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia, de infraestrutura ruim e de regulamentações. Este é o proverbial querer apagar o fogo com gasolina.

Aqui e lá fora

Com efeito, essa estratégia de obstaculização da abertura ao comércio exterior nos acompanha há décadas e se solidificou na reformulada Camex (Câmara de Comércio Exterior), que, na prática, funciona como uma câmara setorial do comércio exterior, mediando diversos interesses do empresariado nacional.

Os chilenos, desde 2003, tabelaram sua tarifa de importação em 6% para todos os produtos (veja o item 10). Esse valor é o teto: a tarifa média aplicada de fato está ao redor de 2% em razão dos tratados internacionais de comércio.

O Brasil, ao contrário, tem uma das maiores tarifas efetivas do mundo e é o segundo mais fechado entre 143 países, medido pelo comércio como proporção do PIB.

País aberto é país próspero. O Brasil tem no futuro próximo a oportunidade de reduzir a TEC do Mercosul e celebrar o acordo comercial com a União Europeia. Não pode sucumbir aos interesses setoriais.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

105 comentários em “Um tiro no nosso pé: agora, o STF também faz política industrial”

  1. Como postaram em outro lugar:

    * Bolsonaro aboliu radares das rodovias federais — mas o Supremo revogou a medida.

    * Aboliu o DPVAT — mas o Congresso revogou a medida

    * Acabou com a multa para quem não tem cadeirinha de criança no carro — mas o STF revogou.

    * Acabou com a obrigatoriedade de empresas publicarem seus balanços em jornais de papel (algo caríssimo e que ninguém lê, pois pode ser consultado de graça na Internet) — mas o Congresso revogou a medida.

    * Zerou tarifas de importação. Mas o STF revogou a medida.

    * Posicionou-se contra o lockdown. Mas o STF proibiu seu posicionamento, e disse que apenas estados e municípios podem implantar políticas relativas à pandemia.

    Já que é o STF quem manda em tudo nesse país, para que afinal existe Poder Executivo no Brasil? Se não pode sequer regular uma alíquota do imposto de importação, não seria melhor interromper o teatro e deixar claro que quem manda no país é o STF?

    Até quando vai durar esse teatrinho de que há Poder Executivo no Brasil? Já estamos explicitamente sob uma ditadura dos togados, e com total apoio da imprensa. Acabou.

  2. Era uma merda quando Dilma, Mantega e Agustin faziam política industrial via subsídios e tarifas. Aí entrou o Guedes e cagou mais ainda fazendo política industrial via câmbio (sem revogar as tarifas). Agora vem o STF e caga completo reforçando a política industrial via tarifas.

    É uma caganeira só.

  3. A tese é antiga, mas nunca ninguém respondeu: quem pode nos livrar e proteger da ditadura do judiciário?

    Gostaria de saber principalmente dos amigos minarquistas, que defendem o monopólio estatal da justiça.

  4. Estou maravilhado como a visã0 da escola austríaca é esclarecedora e pode ser facilmente compartilhada entre os indivíduos, quando eu vi essa decisão do ministro do STF passando na TV eu pensei exatamente tudo que estava no artigo.

  5. A grande maioria dos brasileiros está nas mãos dos ministros do STF. São ministros que são donos de seres humanos. Não sei porque ainda perdemos tempo com essa ilusão de que vivemos em uma democracia e que o presidente de fato está exercendo o poder. O Presidente Bolsonaro virou "a Rainha da Inglaterra”, está ali apenas para representar e dar ares de estabilidade a uma republica criminosa e desumana. Faz décadas que nada é feito com relação aos ministros do STF. É uma situação realmente terrível. Se houvesse algo a ser feito com relação a essa ditadura já teria sido feito.

  6. Solução ::::::::::> SONEGAÇÃO E DESOBEDIÊNCIA CIVIL

    Não emitir nota fiscal, não trabalhar com carteira, usar moeda digital, não pagar imposto de nenhum tipo (pelo menos aqueles que dá pra evitar pagar ), esclarecer a população etc. A lista é grande, mas já deu para entender.

    Quero ver onde esses FDPs vão arrumar dinheiro pra continuar existindo, legislando e tolhendo nossas liberdades civis e econômicas.

  7. Estado máximo, cidadão mínimo.

    Voltamos todos para a época do jardim de infância. Os ministros do STF são as nossas babás. Simplesmente ridículo. Acho que o próximo passo será abolir academias de artes marciais e autodefesa, tudo em nome da harmonia social, paz e segurança pública (há, há!). Como comentado acima, deveríamos sonegar de vez e ir além: negar vender qualquer coisa e prestar qualquer serviço para esses canalhas.

  8. Na CF88, o STF já nasceu gigantesco, competente para julgar todas as leis federais e estaduais por meio da ação direta de inconstitucionalidade, para julgar determinadas autoridades e para julgar recursos contra decisões de tribunais (na prática, uma quarta instância).

    Foi uma atribuição de poderes sem precedentes na história brasileira nem em outras democracias. À época, ninguém questionou, ninguém considerou o risco de abuso de poder. A ideia implícita era transformar o STF em um “superguardião de direitos”.

    Porém, não se parou aí. A legislação passou a dar casa vez mais poderes ao STF, com a criação, por exemplo, da ação direta de inconstitucionalidade por omissão e da ação declaratória de constitucionalidade.

    Porém, os superpoderes do STF vieram em 1999 com a criação da esdrúxula ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). A partir daí, o STF passou a julgar a constitucionalidade de absolutamente tudo (incluindo meros fatos). Ninguém reclamou.

    Os Ministros do STF não acharam suficiente a extensão de seu poder e passaram a interpretar a CF com absoluta liberdade, admitindo até que as palavras mudassem de significado ao seu bel prazer (“mutação constitucional”). Também quase sem reclamação.

    O poder já era quase absoluto: os ministros do STF poderiam julgar absolutamente qualquer coisa e de acordo com suas próprias concepções, utilizando a CF apenas como pretexto.

    O STF se tornou o “Controlador-geral da nação”, dando a última e definitiva palavra sobre todo e qualquer assunto. Por outro lado, o órgão encarregado de lhe colocar limites, o Senado, nunca se moveu. Nunca houve um só impeachment de Ministro do STF.

    O motivo da captura da classe política está em outra corte umbilicalmente ligada ao STF: o Tribunal Superior Eleitoral, com poder de vida e morte sobre o destino de qualquer político do País. Assim, senador que mexer com ministro do STF se arrisca a acabar com sua carreira.

    Os inquéritos das “fake news” e dos “atos antidemocráticos” serviram para consolidar o poder absoluto do STF sobre qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer pretexto. Funções executivas e legislativas são exercidas pelo tribunal sem o mínimo pudor. E agora também econômicas.

    Enfim, a situação é de fato gravíssima. Temos no Brasil o exemplo perfeito de ditadura do Judiciário. Porém, ninguém pode reclamar que foi pego de surpresa: o governo judicial está se instalando há tempos, e à vista de todos.

  9. Que direito tem um togado, que utiliza escolta privada, muito bem armada, e paga com meu dinheiro, me proibir de ter acesso a armamento bom e barato para proteger a mim e a minha família?

    Gentileza me apontarem um trecho da Constituição que fale exatamente sobre isso.

  10. Não foi surpresa nenhuma. Fachin, escolhido por Dilma, sempre foi historicamente ligado ao MST. Ele é oriundo da Universidade Federal do Paraná, que não só é ligada ao PT, como também forma legalmente militante do MST.

    Ele tem o perfil típico de todo progressista:

    – Defende bandidos

    – Defende as armas nas mãos do MST

    – Defende que só pode ter armas quem eles querem que tenham, menos o cidadão de bem

    – Proíbe polícia de subir o morro para pegar bandido

    – Não dá uma um pio quando se fala em desarmar bandidos

    – Nunca falou absolutamente nada contra os governos venezuelanos e cubanos

  11. Quando é que vai rolar uma limpa na seção de comentários da página no Facebook e outras redes sociais? Aquilo lá tá pior que lixão, 5 minutos lendo e já fiquei com câncer… Hoje se você quer visitar Chernobyl não precisa mais ir até a Ucrânia, basta abrir os comentários nos posts da página…

    Agora falando sério, muita gente interage com o site por lá e compartilha os posts, ter uma seção de comentários tão tóxica e lotada de infantilidade pode estar espantando muita gente do movimento.

  12. Só para lembrar para alguns que ainda defendem o Bolsonaro, ele teve a chance de começar uma pequena correção no STF mas preferiu colocar lá um que é mais do mesmo.

  13. A sanha judiciária é comum em todas as esferas:

    O relator também argumentou que o “formalismo legal” não pode sobrestar uma situação consolidada por anos, e que no Direito de Família contemporâneo o “norte” é o afeto. “Havendo inércia do legislador em reconhecer a simultaneidade familiar, cabe ao Estado-juiz, suprindo essa omissão, a tarefa de análise das particularidades do caso concreto e reconhecimento de direitos”, diz o acórdão.

    Fonte: http://www.conjur.com.br/2020-nov-17/tj-rs-reconhece-uniao-estavel-paralela-casamento

  14. Bom dia,

    sou médico e tenho pensado muito sobre o ocorrido em relação à “segunda onda” do Sars-CoV-2 e cheguei à uma conclusão assustadora…estamos tendo o maior surto de Dengue da história e sequer estamos detectando!

    Resumindo o raciocínio:

    1) Estamos tendo um grande número de casos de síndrome gripal aguda e síndrome respiratória grave (que se convencionou ser a mesma coisa que Covid-19, doença essa caracterizada como pneumonia viral pelo SARS-CoV-2). (Fonte: www1.folha.uol.com.br/podcasts/2020/11/o-novo-aumento-de-casos-e-internacoes-por-covid-19-no-brasil-ouca-podcast.shtml)

    2) Tradicionalmente ocorre pico do Dengue em dezembro (Fonte: revista.fagoc.br/index.php/saude/article/view/237), porém esse ano o número de casos de Dengue é mínimo, algo que não condiz com a realidade, ou alguém acredita que esse ano, no estado inteiro do Rio de Janeiro, tivemos apenas 9.008 casos (sendo que ano passado, no auge, tínhamos mais de 18.000 notificações na semana)? (Fonte: info.dengue.mat.br/alerta/RJ/dengue)

    3) Os sintomas são muito parecidos (Fonte: www2.ufjf.br/noticias/2020/05/22/dengue-gripe-e-covid-19-as-principais-diferencas-entre-os-sintomas-das-doencas/). A sorologia dá reação cruzada (quem tem Dengue pode testar positivo em sorologia [teste rápido ou sorologia IgG e IgM] de SARS-CoV-2) (Fonte: pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32797228 e http://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.07.03.20145797v1), e a tomografia é extremamente parecida (Fonte: http://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/10589/2/Lung%20in%20dengue%20Computed%20tomography%20findings.pdf). Além, é claro, da divergência do resultado de Tomografia Computadorizada e sorologia (Fonte: http://www.cambridge.org/core/journals/infection-control-and-hospital-epidemiology/article/computed-tomography-ct-scan-challenges-the-result-of-sarscov2-nucleic-acid-test-in-a-suspected-covid19-case/34ADE0800628A828F356F5829D2B459F). Ou seja, os critérios diagnósticos são extremamente parecidos, porém em época de pandemia só se diagnostica a doença em voga (Overdiagnosis – Fonte: en.wikipedia.org/wiki/Overdiagnosis).

    4) A própria OMS já avisa que as ações feitas para combate ao Covid-19 podem prejudicar as ações contra o Dengue (Fonte: wtop.com/health-fitness/2020/07/dengue-prevention-efforts-stifled-by-coronavirus-pandemic). O Peru já sofre com casos (Fonte: wtop.com/asia/2020/10/in-hard-hit-peru-worry-mounts-over-both-covid-19-and-dengue/), já temos universidades alertando sobre o risco de Dengue (Fonte: http://www.cambridge.org/core/journals/infection-control-and-hospital-epidemiology/article/to-alert-coinfection-of-sarscov2-and-dengue-virus-in-developing-countries-in-the-dengueendemic-area/4B52F206D0998DBE82FD6F13E471072D e journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0008719) e já temos pessoas no Brasil questionando sobre Dengue (Fonte: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867020301070).

    Resultado: Estamos tendo casos recorde de Dengue, afinal não tivemos nenhuma intervenção para prevenir que isso ocorresse! Ou isso, ou o SARS-CoV-2 mutou de tal maneira que deixou de ser imunizante e o número de reinfecções disparou, junto com a mortalidade (mesmo tratamento deveria curar os casos graves e diminuir a mortalidade, o que não ocorreu…logo ou o vírus mudou totalmente ou estamos tendo casos de outro vírus)!

    Lembrando que no início do ano, essas eram as manchetes: noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2020/02/28/sinais-que-indicam-nova-alta-da-dengue-no-brasil-em-2020.htm

    E o porquê da importância desse assunto: além de toda a questão de dinheiro envolvido (leito para SARS-CoV-2 pagando mais), da perda de liberdade individual (vide o STF) e etc., o tratamento para Covid-19 MATA pessoas que estejam com Dengue Hemorrágica! Uma vez que uma doença provoca sangramento (Dengue hemorrágica) e a outra provoca coagulação sanguínea (Covid-19)…estamos comendo mosca!

    OBS: Não posso me identificar por motivos de segurança devido ao cargo que ocupo atualmente na administração pública devido ao risco de represálias (já comuniquei à Secretaria de Saúde municipal bem como à Vigilância em Saúde e outros órgãos “competentes” municipais, todos ignoraram solenemente meu achado…tenho para mim que foi por motivos de “interesses particulares”, porém não tenho provas concretas no momento….).

  15. Se cinco ministros entendem que é possível a reeleição para os cargos de presidente da câmara e do senado dentro da mesma legislatura, ainda que tentando forçar um entendimento duvidoso relacionado à “legislatura” do senado, fica claro que esses ministros assinaram a própria declaração de analfabetismo. E não seria nem o funcional, é analfabetismo básico mesmo. Como aceitar ministros analfabetos nesses cargos? Na monarquia quando um rei enlouquece nomeia-se um regente. Na república quando um ministro do STF enlouquece faz-se o quê? E quando considera-se que esse órgão se autodenominou de “supremo” em acontecimentos anteriores, fica difícil para a Sociedade tolerar isso por muito tempo. Até um cabo e um soldado saberiam ler e interpretar a CF88 de maneira mais eficaz. A história nos mostra que tiranos loucos não perduram.

  16. Um adendo. Se a facilitação da importação “afronta ao mercado interno, considerado um patrimônio nacional” imagine soldar portas de aço de estabelecimentos e promover fechamentos forçados de comércios, industrias e academias. Qual seria a definição de mercado interno para esse senhor? Uma boca de fumo seria uma parte deste mercado interno? Deixar de combater a importação de entorpecentes seria uma afronta ao mercado interno ou não ? A questão não é nem de analfabetismo e nem é de ativismo judicial. É um caso coletivo de loucura e psicopatia terminal. Lugar de loucos não é no poder judiciário.

  17. o estado nao sobe o morro pra tirar droga e arma da mao de maloquero mas vai subir pra dar vachina no bumbum da turma do pcc e do cv compulsoriamente

    confira no proximo capitulo de banania

  18. Detalhe que STF falou que estados podem impor restrições a quem não se vacinar contra covid.

    Meu jovem, é literalmente o fim da liberdade, só falta a coroa!

  19. Só para refrescar a memória, entre 1870 e 1913 os EUA foram fortemente protecionistas, época em que as tarifas médias de importação para produtos industrializados era de 44%. Esse espaço de tempo foi reconhecido como a “idade de ouro” para a indústria americana, com crescimento médio anual de 4,6%.

  20. Só há duas formas disso aqui mudar, uma pacífica e outra não.

    1 – As pessoas pararem de usar serviços estatais e pararem de pagar impostos.

    2 – Guilhotina a lá revolução Francesa.

    Tenho que confessar que a segunda opção seria muito mais divertida.

  21. Visão Estruturalista

    A especialização em produtos primários é prejudicial à economia de uma nação, pois os preços desses produtos tendem a cair enquanto o preço de produtos industrializados tende a subir ao longo dos anos. Essa deterioração dos termos de troca condenaria os países pobres ao subdesenvolvimento no longo prazo.

    A chave para o desenvolvimento está, dessa forma, na industrialização. Com a indústria, poderia haver ganhos de produtividade decorrentes do avanço tecnológico, muito superior aos ganhos obtidos em áreas como mineração e agropecuária. A industrialização dos países pobres poderia, assim, romper o ciclo vicioso de deterioração dos termos de troca.

    No âmbito prático, para proteger a nascente indústria nacional da concorrência com as experientes indústrias dos países centrais, seria necessário desincentivar as importações, através de medidas como altas tarifas, cotas de importação ou uma moeda desvalorizada. Assim, a demanda doméstica seria preferencialmente atendida pelos fornecedores nacionais, que, com o tempo, teriam melhores condições de competir no âmbito global.

  22. Oi Hélio, boa noite!

    Me desculpa pelo comentário off topic, eu gostaria de te pedir o guia “Reveses e vieses leituras para o jovem investidor”, não encontrei no google. Fiquei curioso para ler após dizer no final da Conferência da Escola Austríaca em 2017.

    Obrigado pela atenção.

  23. O mais grave não está no mérito da questão, que qualquer um, privadamente, pode discutir, inclusive membros do STF ‘off label’. O grave é a descarada intromissão de membro de STF em questão que não tem coisissima nenhuma a ver com seu mandato institucional, e tudo na maior cara lavada.

  24. Amigos, cheguei recentemente à este site e fiquei maravilhado com o nível tanto dos artigos quanto dos comentários, era até difícil imaginar que algo assim existisse no Brasil, mas parece que nem tudo está perdido! Depois de vários artigos lidos vejo que minha visão de mundo é libertária, eu sempre fui libertário e só não tinha uma palavra para descrever isso, muito obrigado!

    Mas então, eu gostaria de complementar o trabalho do site com algumas dicas preciosas sobre privacidade e anonimato na internet, algo imprescindível na era do cancelamento e da ditadura do judiciário, vamos lá:

    Nº 1: Tenha pelo menos duas identidades, uma de “bom moço(a)” usada dentro e fora da internet, quando usando esta sempre tente “voar abaixo do radar”, ou seja, evite ao máximo tópicos e atitudes potencialmente comprometedores e crie uma imagem de pessoa totalmente “normal”, acima de qualquer suspeita, e tenha pelo menos uma identidade falsa na internet, nesta use apenas dados totalmente inventados e evite qualquer atitude que possa lhe entregar, de preferência acesse contas ligadas à esta somente utilizando meios de anonimização, mais sobre isso abaixo.

    Nº 2: Caso você possua criptomoedas, especialmente se você as usa como reserva de valor, evite ao máximo divulgar isso, pois além de isso tornar você um alvo suculento para bandidos, que podem botar uma arma na sua cara e te forçar à transferir tudo pra eles, também ajuda burocratas à te ameaçar e cobrar impostos, mesmo para o estado inventar de querer confiscar Bitcoins pouco custa, lembrem-se do que aconteceu com as poupanças no governo Collor. Enfim, ao mexer com o ouro virtual seja sempre cuidadoso, de preferência se possível compre de fontes descentralizadas que não exigem comprovação de identidade e evite na medida do possível coisas que possam vincular a sua identidade com suas carteiras, e de preferência tenha mais de uma, espalhe seus fundos e use uma diferente sempre que for transacionar. Resumindo, de novo, voe abaixo do radar, “quem come quieto come sempre”.

    Nº 3: Quando usando suas identidades falsas utilize tecnologias voltadas ao anonimato, as mais famosas sendo o navegador TOR (disponível em torproject.org) e os muitos serviços comerciais de VPN.

    O TOR é um sistema de código aberto bastante sofisticado e que funciona muito bem, embora seja bastante lento as vezes.

    VPNs também são ferramentas muito boas mas é preciso ter alguns cuidados, sempre antes de contratar uma certifique-se de que a mesma possui uma política de “no logs” e boa reputação na área, NordVPN, ProtonVPN e CyberGhost são apenas alguns exemplos mais notórios, mas há muitos outros, e algumas inclusive aceitam criptomoedas.

    Utilize também serviços de email anônimo e criptografado, o ProtonMail (da mesma empresa de ProtonVPN) é bastante famoso, mas de novo há vários por aí, é questão de dar uma pesquisada.

    Evite o Google para pesquisas se possível, há hoje alternativas muito menos invasivas e censuradoras que embora ainda não se equiparem em termos de qualidade vem melhorando bastante, um que uso e e me serve bem é o duckduckgo.com

    Obs: Aqui vale mais um conselho interessante, não confie demais um uma única tecnologia, se possível use por exemplo o TOR junto de uma VPN, pois mesmo que o TOR falhe a VPN ainda lhe mantém anônimo, mesma coisa se a VPN falhar.

    Nº 4: Mesmo em sua identidade real, tome algumas medidas para dificultar o rastreamento, como por exemplo ativar o modo “somente HTTPS” do navegador e instalar adblock e canvas block (Estas bloqueiam técnicas como o canvas fingerprinting e técnicas de identificação baseadas em leitura do histórico de navegação), se possível também instale um plugin no navegador para falsificar o user-agent. E por mais que soe clichê, use sempre senhas fortes e as troque de tempos em tempos.

    Enfim, essas são as dicas que me passam pelas cabeça no momento, convido quem souber de mais à compartilhar conosco, deixo abaixo alguns links interessantes e pra quem quiser se aprofundar no assunto recomendo os livros do Kevin Mitnick. Abraços!

    http://www.techradar.com/vpn/what-is-tor-and-how-does-it-work

    pixelprivacy.com/resources/browser-fingerprinting/

    http://www.tomsguide.com/features/how-does-a-vpn-work

    cryptostaunch.com/anonymous-cryptocurrency.html

    http://www.searchenginejournal.com/change-user-agent/368448/

Rolar para cima