Quase todos os entusiastas de economia, e da história da economia, conhecem as grandes bolhas especulativas da história. Houve a bolha da Companhia dos Mares do Sul (a South Sea bubble), houve a bolha das tulipas e, mais recentemente, a bolha das empresas pontocom e a bolha imobiliária.
Em 1841, o poeta, jornalista e escritor britânico Charles Mackay publicou o livro “Ilusões Populares e a Loucura das Massas“(Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds). Dentre os exemplos de especulação financeira descritos em detalhes no livro está, além da Companhia dos Mares do Sul e da mania das tulipas, a bolha do Mississippi.
A bolha do Mississippi certamente é, de longe, a mais valiosa para os propósitos de nossa elucidação. Foi esta bolha que praticamente moldou as finanças do mundo moderno, e que estabeleceu o arcabouço teórico para várias teorias econômicas subsequentes, dentre elas o keynesianismo e a própria Teoria Monetária Moderna.
O grande artífice desta bolha foi um cavalheiro chamado John Law.
Law e o seu próprio Banco Central
Filho de um banqueiro e ourives escocês, John Law era um garoto brilhante, com aptidões matemáticas surpreendentes.
Em suas viagens ao continente europeu, passava as manhãs estudando finanças e os princípios do comércio; ao anoitecer, ia para as casas de jogos. Tornou-se um apostador extremamente bem-sucedido, por causa de sua habilidade matemática de calcular probabilidades.
Além de jogador, era também um inveterado mulherengo. Consequentemente, perdeu quase que toda a fortuna da família em suas aventuras.
Certo dia, envolveu-se em uma briga por causa de uma mulher e seu oponente o desafiou para um duelo. Matou seu rival com um tiro, foi preso, julgado e condenado à morte.
Malandro e esperto que era, Law conseguiu escapar da prisão e fugiu para a França.
À época, Luís XIV era o rei de uma França que vinha se endividando profundamente por causa de suas guerras e do estilo esbanjador da monarquia. John Law, que agora viva na França, havia se tornado companheiro de jogo do duque de Órleans. E foi nessa época que ele publicou um trabalho que exaltava os benefícios de uma moeda de papel desatrelada do ouro e emitida por um Banco Central monopolista.
Quando Luís XIV morreu, seu sucessor, Luís XV, tinha apenas 11 anos de idade. O duque de Órleans foi nomeado regente (rei temporário) e descobriu, tremendamente espantado, que a França estava profundamente endividada e que os impostos recolhidos sequer cobriam os juros da dívida.
Law, farejando oportunidade, foi à corte real e apresentou ao seu amigo duas monografias que atribuíam os problemas da França a uma insuficiência de moedas e que detalhavam todas as supostas virtudes de uma moeda de papel emitida pelo governo. Até então, não existiam moedas de papel na França. Todos os pagamentos eram feitos em moedas de ouro e prata.
Law então pediu ao regente a permissão para criar um banco que gerenciaria as receitas da Corte e que faria a emissão da moeda de papel. E conseguiu.
No dia 15 de maio de 1716, John Law tornou-se o dono de um banco (Banque Générale) e ganhou o direito de emitir moeda de papel. O governo decretou que os impostos poderiam ser pagos com esse nova moeda de papel e, assim, o público foi persuadido a abandonar o ouro e a prata (que agora ficariam no Banco) e a adotar a moeda de papel.
Começava então, efetivamente, o primeiro grande experimento europeu com as moedas fiduciárias.
O aumento da oferta de moeda trouxe uma nova vitalidade à economia francesa, e John Law passou a ser aclamado um gênio financeiro. Como recompensa, o duque de Órleans concedeu a Law os direitos de exploração de todo o comércio do território francês da Louisiana, na América. O território da Louisiana era uma área enorme que compreendia cerca de 30% do que hoje são os Estados Unidos, indo desde o Canadá até a foz do Mississippi, no Golfo do México.
Naquela época, acreditava-se que a Louisiana era rica em ouro, e a nova empresa criada por John Law para fazer essa exploração, a Companhia do Mississippi, com os direitos exclusivos de comércio no território, rapidamente se tornou a mais rica empresa da França. Law não perdeu tempo e, aproveitando sua popularidade, soube capitalizar a confiança do público nas perspectivas de sua empresa e emitiu 200 mil ações.
Logo após a emissão, o preço de cada ação explodiu, subindo mais de 30 vezes em um período de poucos meses. Apenas imagine isso: em poucos anos, Law passou de jogador viciado e assassino pobre para uma das figuras financeiras mais poderosas da Europa.
E, de novo, foi recompensado. Desta vez, o duque concedeu a ele e às suas empresas o monopólio da venda de tabaco, o direito exclusivo de refinar e cunhar prata e ouro, e ainda transformou o banco de Law no Banque Royale (o precursor do Banco Central da França).
Ou seja, Law estava agora no controle do Banco Central da França.
A prosperidade de papel
Agora que seu banco era o Banco Central da França, isso significava que o governo era o garantidor de todo o papel-moeda emitido, da mesma forma como faz o governo hoje com o Banco Central. E, dado que tudo estava correndo tão bem, o duque pediu a Law que imprimisse ainda mais moeda; e Law, concordando que não havia mal algum em ter mais coisas boas, obedeceu.
O governo, embevecido pela mágica de poder gastar sem ter de elevar tributos, passou a gastar excessiva e descuidadamente ao mesmo tempo em que agradava Law com mais presentes, mais honrarias e títulos.
Sim, as coisas estavam indo muito bem. Tão bem que o duque pensou que, se esse tanto de moeda corrente trazia tanta prosperidade, então duas vezes tal quantidade seria ainda muito melhor. Dois anos antes, o governo nem sequer conseguia pagar os juros de suas dívidas; agora, não apenas havia liquidado suas dívidas, como também podia gastar tanto quanto quisesse. Tudo o que precisava fazer era imprimir mais papel-moeda.
Como recompensa pelos serviços de Law à França, o duque aprovou um decreto concedendo à Companhia do Mississippi os direitos exclusivos de comercializar com as Índias Orientais, a China e os Mares do Sul. Ao saber disso, Law emitiu mais 50 mil novas ações da Companhia do Mississippi. Quando fez essa nova oferta de ações, mais de 300 mil pedidos foram feitos para as novas ações. Entre os demandantes havia duques, marqueses, condes e duquesas, todos querendo sua parcela de ações. A solução de Law para o problema foi emitir 300 mil novas ações em vez das 50 mil que havia planejado originalmente, um aumento de 500% do total de ações.
Paris era uma festa e estava progredindo rapidamente devido à súbita especulação com ações e ao aumento da oferta de moeda. Todas as lojas estavam lotadas, havia uma abundância de novos produtos de luxos e as ruas fervilhavam de pessoas. Como afirmou Charles Mackay em seu livro Ilusões Populares e a Loucura das Massas, “novas casas estavam sendo construídas em todas as ruas e avenidas, e uma prosperidade ilusória lançava um brilho sobre a terra, encantando os olhos de toda a nação; dessa forma, ninguém podia enxergar a nuvem negra que anunciava, no horizonte, a tempestade que estava se aproximando velozmente”.
O estouro da bolha
Os problemas começaram a aparecer rapidamente. Devido à inflação da oferta de moeda, os preços começaram a disparar. Os preços dos imóveis e dos aluguéis, por exemplo, aumentaram 20 vezes.
Law começou a sentir os efeitos da inflação galopante que ajudara a criar. Ao fazer uma nova emissão de ações para a sua Companhia di Mississippi, Law ofendeu o Príncipe de Conti ao se recusar a emitir as ações com o preço que o nobre queria. Furioso, o príncipe mandou três carruagens ao banco de Law para restituir em em ouro e prata todo o papel-moeda e todas as ações da Companhia do Mississippi. Foi pago com três carruagens lotadas de moedas de ouro e prata.
O duque de Órleans, no entanto, ficou enfurecido com essa atitude e determinou que o príncipe devolvesse as moedas metálicas ao banco. Temendo que nunca mais pudesse pisar de novo em Paris, o príncipe devolveu duas das três carruagens.
Isso serviu de alerta para o público. Os investidores mais espertos (o “smart money”) foram aos bancos e começaram a converter as cédulas de papel em moedas de ouro e prata. Outros passaram a comprar qualquer coisa transportável que tivesse valor: jóias, talheres de prata, pedras preciosas e quaisquer tipos de moedas metálicas eram compradas e enviadas para o exterior. Ou então eram entesouradas.
Para estancar o sangramento, em fevereiro de 1720, os bancos aboliram a restituição das cédulas de papel em ouro e prata, e o governo declarou ser ilegal utilizar ouro e prata como meio de pagamento. A compra de joias, pedras preciosas e talheres de prata também foi banida. O governo também instituiu recompensas de até 50% para qualquer ouro ou prata confiscados de pessoas que fossem encontradas em posse dessas mercadorias (pagáveis em papel-moeda, evidentemente). As fronteiras foram fechadas e as carruagens, vasculhadas. As prisões se encheram e cabeças rolaram, literalmente.
Finalmente, a crise financeira atingiu um estágio crítico. Em 27 de maio, os bancos foram fechados e Law foi dispensado do cargo de ministro. A moeda de papel foi desvalorizada em 50% e, no dia 10 de junho, os bancos foram reabertos e voltaram a restituir as cédulas de papel por ouro e prata a esse novo valor. Quando o ouro acabou, as pessoas passaram a ser pagas em prata. Quando a prata acabou, foram pagas em cobre. Como se pode imaginar, o frenesi para converter a moeda de papel em moedas metálicas foi tão intenso que quase gerou badernas e inquietações sociais.
No fim, ouro e prata desfecharam um nocaute na moeda de papel.
Já então, John Law era o homem mais odiado da França. Em questões de meses, deixou de ser a força mais poderosa e influente da sociedade francesa e voltou a ser a nulidade de antes. Law fugiu para Veneza, retornando à vida de jogatina e se lamentando: “No ano passado, eu era o sujeito mais rico que já existiu. Hoje, não tenho nada, nem mesmo o suficiente para me manter vivo.”
Morreu arruinado, em Veneza, em 1729.
O colapso da Companhia do Mississippi e o sistema de moeda de papel criado por Law afundaram a França, e quase toda a Europa, em uma horrível depressão econômica, que durou por muitas décadas. No entanto, o mais impressionante é que tudo isso aconteceu no período de apenas quatro anos.
Para concluir
Duzentos anos depois, algumas similaridades de Law com a personalidade de Keynes são impressionantes. Keynes primeiro foi matemático, depois virou economista. A abordagem de ambos também era similar: eles viam um problema econômico e já tentavam inventar uma solução, em vez de ver o problema e tentar antes entender por que ele ocorre, para só então pensar em uma solução.
Tanto Law quanto Keynes acreditavam que uma moeda sólida e estável eram excessivamente restritivas para uma economia.
Consequentemente, quase tudo o que Law propôs e impôs à França é similar ao arranjo keynesiano do mundo atual. A Teoria Monetária Moderna nada mais é do que a tese de John Law levada ao pé da letra.
A diferença, talvez, é que na França ela foi aplicada em condições quase que de laboratório, ao passo que no mundo atual há ao menos alguma resistência intelectual.
Não foi à toa que o esquema de Law colapsou em apenas quatro anos. Hoje, ainda temos alguma chance.
Uma vez que está começando a escassear o crédito oferecido por parte dos bancos, existe a possibilidade de o governo aumentar novamente a base monetária (se é que uma coisa tem a ver com a outra) ?
As primeiras bolhas documentadas na história do mundo são um assunto fascinante (a das Tulipas eu já li aqui e recomendo). No fundo, todas têm a mesma causa. Mas essa do John Law é a mais espetacular delas porque é bastante contemporânea. Excelente artigo. Obrigado!
Aproveitando a deixa: leitura deliciosa para uma sexta-feira à tarde. E a série de vídeos do Maloney sobre o que é dinheiro é sensacional. Recomendo muito.
Boa tarde, prezados.
Estou me familiarizando com liberalismo (através de Hoppe, no momento) e surgem questões constantemente, sempre busco aqui as respostas, mas às vezes essas não ficam claras.
Não sabia por onde me comunicar aqui e, por isso, lanço aqui mesmo uma dúvida não relacionada ao tema do artigo:
1. Compreendo que o lucro permite que sejam empregadas novas tecnologias que propiciarão ao trabalhador maior produtividade e, por conseguinte, é possível que o empregador ofereça salários maiores. Minha questão é: por que os empregadores assim fariam, se eles podem manter o lucro para si mesmos ou aplicar nas indústrias?
Me pergunto se a resposta vai ser: “bom, em um livre mercado, os patrões brigariam pelos empregados, para que aumentem sua própria produção”. Mas e o desemprego? Além do que, o que impede que as empresas estabeleçam entre si acordos para que o trabalho seja abusivo? Talvez nem mesmo acordos, simplesmente um ideal produtivo insano tal qual o japonês?
Agradeço se puderem indicar leituras.
Abçs
Esse artigo é bastante engraçado. Eu realmente não sabia de uma tentativa de enfiar papel-moeda além da feita na Mongólia.
Realmente, hoje perdemos muito com o fim do padrão-ouro.
Se as pessoas soubessem como funciona o sistema financeiro, certamente teríamos revoltas sociais.
Pessoal, olha que site foda, explicado o Escândalo da Pandemia, tem a parte 1 e a 2, recomendo até que se inscrevam:
marcosgatose.wixsite.com/politicamente/post/covid-19-scamdemic-o-esc%C3%A2ndalo-da-pandemia-parte-1
Pessoal, descobri uma boa notícia.
Em 3 de fevereiro de 2020, o preço da onça de ouro era de R$ 7087 aproximados. Um saco de 5 kg no Walmart custava por volta de R$ 12. Ou seja, com 591 sacos de arroz (ou 2,97 ton) você comprava uma onça de ouro.
Em 11 setembro de 2020, o preço da onça de ouro está em R$ 10.316. Só que tem saco de arroz custando R$ 40. Então, agora, você precisa só de 258 sacos de arroz (ou 1,29 ton).
Ou seja, o arroz virou praticamente uma moeda-commodity: ao longo dos meses, menos arroz foi sendo necessário para comprar a mesma quantidade de ouro. O arroz se valorizou mais do que o ouro no mesmo período.
Leandro estava errado: dinheiro de verdade é arroz, não ouro.
Poderiam por na lista as trapalhadas financeiras feitas pelos governos da Argentina das últimas décadas até então. Pegando o gancho, alguém aqui já ouviu sobre a tal “economia de Francisco e Clara” supostamente defendida pelo Papa Francisco? Pelo que li, tem relação com o tal “grande reset” que estão querendo implantar no ocidente.
Excelente artigo!!
Caramba, a Place Vendôme de Paris era dele! Eu não sabia…
en.wikipedia.org/wiki/Place_Vend%C3%B4me#History
E ele tinha também 21 châteaux.
en.wikipedia.org/wiki/John_Law_(economist)#Downfall
Períodos de rápida expansão monetária e do crédito sempre terminam da mesma maneira. Varia apenas a intensidade. No final, todas as bolhas econômicas são iguais: bolhas de crédito associadas com moeda sendo criada em vez de empréstimos com dinheiro que outros efetivamente pouparam (ou seja, se abstiveram de consumir).
Este é um mês muito triste, morreu David Graeber
o grande autor do “Divida – Os Primeiros 5.000 Anos”, livro que conta de forma antropológica a origem do dinheiro, da dívida e explica o “mito do escambo” tão repetido nos livros de economia.
Ou seja, Keynes já arruinava a economia mundial antes mesmo de Keynes existir.
De longe o maior engodo da face da terra
O que explica o fato de a Austrália ter ficado tanto tempo sem ter passado por recessões? Funcionamento distinto do banco central? Sistema bancário?
Em 29 anos, o Brasil teve pelo menos três recessões, descontando períodos de hiperinflação. Nos EUA foram pelo menos três também, embora menos intensas.
Para nunca esquecermos da icônica fala do Roberto Campos, durante o Roda Viva de 1991:
“Ou o Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou os economistas da Unicamp acabam com o Brasil.
A minha quizila é com os economistas da Unicamp — não com os físicos, os matemáticos, os biólogos, os cultores das ciências sociais em geral da Unicamp.
Acho que os economistas da Unicamp foram os inspiradores intelectuais, os criminosos intelectuais da concepção do Plano Cruzado.
O Plano Cruzado criou uma cultura especial, a cultura do Cruzado que, a meu ver, induzirá toda uma geração brasileira a uma falsa concepção do problema inflacionário e do problema do desenvolvimento.
A cultura do Cruzado encerra três subculturas:
– A subcultura anti-empresarial;
– A subcultura do calote, e
– A subcultura do dirigismo.
Essa subcultura anti-empresarial é perceptível no Plano Cruzado com aquelas punições ao empresário, pondo na cadeia quem pratica preços desalinhados… Essa mentalidade anti-empresarial deriva de uma definição errônea da inflação.
O Cruzado treinou a população brasileira para acreditar que inflação é alta de preços. Não é. Alta de preços é resultado; inflação é expansão monetária.
Aí você diz, ‘e daí’? E daí um número de consequências grande surge. Se inflação é alta de preços, então o culpado é o empresário, que faz a alta de preço. Mas se a inflação é expansão monetária, então o culpado é o governo.
Veja que a mudança da definição cria cultura uma anti-empresarial. ”
Será que voltaremos a ter intelectuais como ele? Ou aquilo que o Olavo de Carvalho disse vai perdurar por décadas?
O problema de Law certamente eram as raparigas. Elas me quebraram também.
Uma duvida, sobre a não neutralidade da inflação*(que também envolve bolhas).
Devemos esperar aumento nos preços primeiro no começo da cadeia produtiva ou no final dela?
Quando vc pensa que não pode piorar: renda mínima pode ir pra constituição
http://www.opovo.com.br/noticias/economia/2020/09/13/governo-quer-incluir-renda-brasil-na-constituicao.html?fbclid=IwAR2IYq5qUmitAj7r-Hkn_qAINfimaZxUmu45baQEobfy9BcfXP2lnoV9UlY
Gostaria de fazer questionamentos que não estão vinculados a este artigo. Partimos do pressuposto de que na visão de maximização do lucro no que tange ao aumento de produtividade através do emprego de tecnologia. Pois bem, como é sabido graças a tecnologia a produção/produtividade aumentou enormemente. Sempre que leio sobre isso, citam as mesmas coisas:
Houve a diminuição de trabalhadores no setor primário com emprego de tratores e outros aparatos;
A desnecessidade de trabalhadores no setor primário lançou vários trabalhadores para o setor secundário;
E com o avanço tecnológico no setor secundário, houve migração para o setor terciário (de serviços);
Nesse sentido, vários autores falam que a questão agora é diferente, pois não tem como deslocar os trabalhadores para 'um quarto setor econômico'. E por isso o Governo deverá estabelecer a ordem através de um salário básico universal.
Tenho que enfatizar, na minha visão, está havendo grande mudanças tecnológicas que têm o potencial de destruir vários empregos. Já li aqui mesmo, sobre a questão da uberização e extinção da intermediação.
Num mundo onde: os motoristas são substituídos por veículos autônomos (carros, caminhões, ônibus);
Os entregadores podem ser substituídos por drones;
As lojas pequenas são engolidas pelo e-commerce (Amazon);
Podemos extinguir diversos tipos de intermediários: bolsa de valores, corretoras de valores, concessionárias de carros e fazer vendas diretas aos consumidores finais;
Imaginem só: uma indústria cervejeira que prefere vender diretamente ao consumidor final, quer seja através de delivery (aplicativo zé delivery), quer seja através de machine vending (eliminado diversas distribuidoras de bebidas);
As faculdades podem contratar poucos professores, já que basta gravar aulas que milhões assistirão;
Os fast foods podem criar uma esteira de produção onde vão eliminando mão de obras. Desta forma, não precisaria de padeiros, chapeiros, ou caixas.
Várias profissões já são contadas para serem extintas: contadores, caixas, cobradores, telemarketing;
Imaginem que cada indústria possa automatizar quase que 70% do seu negócio e comecem a vender a consumidor final. Deste modo, em vez de termos diversas lojas do Mac Donalds teríamos uma indústria no médio de grandes centros urbanos e as entregas seriam feitas por drones;
Em todo esse contexto, será mesmo que seríamos tão criativos de criar empregos para que todos se sustente com o mínimo de dignidade?
Paris estava crescendo rapidamente a sua população até o ano 1.700 e com a bolha inflando e seu posterior estouro só se recuperou 100 anos depois. Imagine o que vem pela frente com o estouro da atual….
Essa história do sr. Law dá um filme, hem.
Viram o preço do arroz na Argentina? Veja:
youtu.be/8SqezmO5LiU
Pensei que o socialismo la estava piorando tudo, mas vem ka, quem esta melhor em poder de compra e economia hoje, argentina ou Brasil?
Quem tem comida barata pro povão?
Notícia quentinha: br.investing.com/news/economy/bolsonaro-afirma-que-renda-brasil-nao-sera-mais-criado-783719
É… acho que Bolsonaro finalmente entendeu que não dá pra fazer mais assistencialismo no momento econômico em que nós estamos vivendo. Foi uma decisão racional não dar prosseguimento com a criação do “Renda Brasil”.
“Sony vai fechar sua fábrica no Brasil”
Prestem atenção nesse trecho:
“Essa não é a primeira empresa de eletroeletrônicos que deixa de fabricar no País. Há casos emblemáticos como os da Sharp, Philips, Gradiente e outras que não conseguiram manter suas operações com o tamanho do custo Brasil e, evidentemente, com a concorrência que vem de fora.”
Ué, o câmbio desvalorizado e os juros negativos não iam fazer brotar bilhões de indústrias e fintechs no Brasil? Não tem como competir com a Coreia do Sul e China, que possuem moeda mais forte e menores custos de produção. É isso que os desenvolvimentistas não entendem.
Um aviso: no começo do texto, tem um link da biografia do John Law na Wikipedia brasileira.
É um texto simplesmente surreal: elogia o Law, chama de “pai do sistema financeiro moderno” e diz que a culpa da encrenca toda foi dos “especuladores”. E indica como referência a Superinteressante…..
Por outro lado, o texto da Wikipedia em inglês é bom.
Como disse um amigo que é professor de universidade: arrumar isso aqui vai ser difícil; o estrago foi muito grande.
Como ganhar dinheiro com essa teoria monetária moderna e com tanto keynesiano nas instituições públicas?
Olhem que maravilha:
“Audi pode abandonar fábrica no Brasil por calote milionário do governo”
“A Audi pode abandonar a fábrica de São José dos Pinhais (PR) – que deixará de produzir o A3 Sedan em dezembro deste ano – caso o governo brasileiro não pague a dívida que já tem há cerca de oito anos, quando começou a valer o programa Inovar-Auto.
Esse valor diz respeito à tributação adicional recolhida de veículos importados dos países fora do Mercosul – com sobretaxa de 30%, foi apelidado de Super IPI. Naquela época, a promessa era devolver a diferença às empresas que nacionalizassem a produção.”
Esse Inovar-Auto foi mais uma daquelas aberrações frutos da chamada “Nova Matriz Econômica” (ou “Novo Manicômio Econômico”), com protecionismo e outras coisas, aquilo que o Leandro falou tanto. Quando o Audi A3 sedã era importado da Hungria, vinha mais barato. Após ser nacionalizado, apesar de alguns avanços, ele perdeu a suspensão traseira multibraço e, claro, ficou mais caro, sendo que na verdade era para supostamente o carro ficar mais barato, já que seria nacionalizado.
Quem visitou um país desenvolvido sabe como que o mercado automotivo é muito mais diversificado. Aqui a tendência é de cada vez mais concentração. Logo logo teremos apenas uns cinco utilitários diferentes. Nos EUA, país onde a preferência por hatchbacks é pequena, existe até Corolla e Civic hatch.
"Inovadores e gênios criativos não podem ser criados nas escolas. Eles são precisamente os homens que desafiam o que a escola lhes ensinou."
Mises
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Bitcoin só volta a subir com o recuo do fed né? Digo, vcs sabem, logo menos o FED volta a baixar juros, não tem culhão pra subir sem parar.
Compro ação do twitter? O que acham que vai dar?
Alguém sabe que tipo de economista aplaudiu El Salvador?
english.elpais.com/economy-and-business/2022-05-10/el-salvador-expected-to-default-as-bitcoin-plummets.html?outputType=amp
Então galerinha, já venderam suas moedinhas digitais? kkk
Como fica o papo de que o “biticói” vai derrubar o sistema financeiro global? kkkkk
Enfim, agora que vocês acordaram pra vida (eu espero) e o namoro de vocês com o dinheirinho de jogo acabou, quando saem os artigos falando contra essas moedas e pedindo desculpas para as pessoas que vocês convenceram à colocar dinheiro nesse negócio?
Leandro e Cia, eu estava observando algumas ações, o IBOV e bitcoin e constatei o seguinte:
1 – Muitas ações estão voltando ao preço antes do começo da pandemia, ou melhor, estão voltando ao preço que eram antes da bolha, como se estivessem tendo a correção agora. Isso no Brasil e no IBOV e algumas gringas também. Parece que realmente a bolha esta sendo esvaziada.
2 – O Bitcoin só volta a subir quando o FED voltar a reduzir o juros, correto? O ideal seria comprar bitcoin quando a máxima do FED for alcançada e ai lucrar quando reduzir. o FED não deixará uma recessão acontecer, é melhor ter inflação do que recessão. Obvio, tem um limite, a inflação recorde também é ruim politicamente, mas se conseguir corta-la pela metade e evitar uma recessão, já vai valer a pena pro establishment americano.
3 – A Tesla é bolha e overpriced mesmo? Cara me parece um papel muito bom pra holda, o que acham?
4 – Aqui o IBOV só vai passar de 120k quando o Bacen começar a reduzir juros, que é só em 2023 né.
5 – Amazon Brasil, Mercado Livre não sofreram como MGLU3, como vocês explicam o MGLU3?
Obrigado, aprendo muito com vocês!
As gigantescas dúvidas públicas nacionais podem ser consideradas consequência do arranjo (um desarranjo, no caso) descrito no texto?
Fala ai, alguém já fez a lista de compras caso o bandido do Lula realmente vença em outubro?
– Ouro
– Bitcoin
– Fundos atrelados ao IPCA (renda fixa + seguro)
– Talvez um fundo cambial?
Algo a mais?
Estamos chegando na argentina! Inflação hoje está lá em cima depois dessa impressão desenfreada do presidente Bolsonaro na pandemia. Políticos são mafiosos com muito poder na mão, e que não entendem nada de economia, ou que fazem de tudo pra usurpar o máximo enquanto estão no poder… Triste realidade de um brasileiro assalariado :/