Nota do Editor
Já está acontecendo.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou em nota que o setor tem sofrido “forte pressão” por aumentos de preços de itens da cesta básica.
Os preços dos alimentos cobrados pelos produtores estão em forte ascensão, e os supermercados estão segurando ao máximo este repasse de preços.
Em uma ação inédita, as varejistas passaram a expor publicamente a indústria de alimentos em redes sociais, numa estratégia para tentar evitar a percepção de ser o “vilão” dos aumentos.
A maior pressão está em itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja “com aumentos significativos”.
Eis um trecho da nota divulgadas pela Abras:
O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos.
Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real.
Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.
Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo coronavírus (covid-19).
O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país.
Como consequência, hoje, dia 4 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro pediu “patriotismo” aos donos de supermercado e que baixassem os preços.
O presidente errou completamente o alvo (inaceitável para quem serviu no Grupo de Artilharia). O inimigo está ao lado dele.
Para quem acompanha este Instituto, nada disso é surpresa. A alta está sendo causada por aquele exato fenômeno que sempre foi por nós alertado: a política monetária insensata (e, nos últimos meses, insana) praticada pelo Banco Central, a qual causou uma brutal desvalorização da moeda e, consequentemente, incentivou os produtores de alimentos a mandarem boa parte da sua produção para o exterior.
Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico, os produtores de alimentos “alegam que se trata de reajustes por conta de oferta e demanda, portanto, práticas naturais de mercado […]. Ainda, afirmam que a escalada do dólar, que eleva o preço global dos alimentos, ocorre em todos os mercados, e as empresas têm que se adequar a isso.”
A Abras está em seu direito de reclamar do aumento dos preços cobrados pelos produtores de alimentos. Mas os produtores estão corretos em sua atitude de reajustar preços. Eles estão apenas se adequando às condições monetárias do mercado. A real culpa está em quem gerencia a moeda, e não em quem produz.
Ademais, os aumentos de preços não estão apenas no setor alimentício. O setor de metais industriais também tem batido recordes, assim com todos os itens da construção civil.
O artigo abaixo já alertava que isso aconteceria. À época em que ele foi publicado, a mídia noticiava apenas a cédula de R$ 200, sem analisar as reais causas do surgimento dela. Só agora começaram a se atentar para o fato. Por isso, estamos republicando o artigo, agora com os dados atualizados.
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Enxadristas utilizam costumeiramente a manobra de diversionismo, cujo propósito é “distrair” o adversário e induzi-lo a desguarnecer uma casa vital para o desenrolar do jogo. Apresenta-se como ameaça imediata, mas muitas vezes revela-se inócua.
Na política e na comunicação institucional, é equivalente ao ‘factoide’.
Não é um fato determinante em si, mas parece. Muitas vezes os factoides são lançados por políticos, tal qual um balão de ensaio, com o mesmo objetivo da manobra de diversionismo no xadrez.
Outras vezes são autogestados por uma percepção pública equivocada.
Este último é o caso da vindoura cédula de R$ 200, que estampará a imagem do lobo-guará. Tão logo foi anunciada, a medida foi tachada pelos críticos do governo como prenúncio de futura inflação. Isso é falso.
Na realidade, confundiu-se causa e consequência.
A nova cédula é apenas consequência do que já ocorreu
A inflação de preços chegou antes do lobo-guará.
O índice de preços ao produtor amplo (IPA) — que mede essencialmente a variação dos preços dos produtos agropecuários e industriais nas transações interempresariais, ou seja, nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final— subiu 3,75% apenas no mês de agosto. E isso após ter subido 3,14% em julho.
Eis um gráfico da evolução dos preços mensais:
Gráfico 1: IPA mensal
Perceba que o atual valor mensal é o maior desde 2003.
No acumulado de 12 meses, a alta é de impressionantes 18,15%, como mostra o gráfico a seguir, que está no formato de média móvel de 12 meses (o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais; para saber o valor acumulado a cada 12 meses, basta elevar o valor da coluna da esquerda ao expoente 12. Assim, o atual valor de 1,4 significa uma inflação de preços de 18,15% em 12 meses (1,0112ˆ12).
Gráfico 2: evolução mensal do IPA (média móvel acumulada em 12 meses)
O IPA é um dos componentes do IGP-M, que é o índice que serve usualmente como indexador de reajuste de aluguéis, dos planos de saúde, da mensalidade de escolas, de energia elétrica e de telefonia.
O IGP-M, por sua vez, apura preços de cerca de 1.400 itens, ante 350 apurados no IPCA, que é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para balizar sua política monetária.
Em janeiro, o mercado estimava um IGP-M de 4,3% para todo o ano 2020. No entanto, de janeiro até julho, o IGP-M já apresenta alta de 6,7%.
Quando olhamos exclusivamente os produtos agrícolas, é possível constatar que a carestia está se acelerando fortemente. O gráfico a seguir mostra a média móvel acumulada em 12 meses da evolução do índice de preços dos produtos agrícolas no atacado. No acumulado de 12 meses, a alta de preços foi de 28%.
Gráfico 3: taxa de variação de preços dos produtos agrícolas no atacado (média móvel acumulada em 12 meses).
Mas não são só os produtos agrícolas. Os metais industriais também estão apresentando uma forte aceleração de preços. O gráfico a seguir mostra a evolução desses preços.
Gráfico 4: evolução dos preços do metais industriais
Causas
As causas dessa carestia são basicamente duas.
1) A forte desvalorização cambial vivenciada pelo real perante o dólar (que saltou de R$ 4,02 no fim de 2019 para os atuais R$ 5,30) não só encareceu diretamente a importação de insumos industriais, como também estimulou enormemente a exportação de alimentos (ver também aqui). Quanto mais exportação de alimentos, menor a oferta no mercado interno.
2) A vigorosa criação de moeda feita tanto pelo governo brasileiro quanto pelos governos ao redor do mundo, como forma de tentar combater os efeitos recessiva da pandemia de Covid-19, está estimulando a demanda.
O gráfico a seguir mostra a evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil.
Gráfico 5: evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil até junho de 2020
Um aumento de quase 50% na quantidade de moeda em apenas 12 meses. É inflação de gente grande. É inflação de Argentina. Mas a cédula de R$ 200 é quem figura proeminente no noticiário.
Distrações
O público, distraído, permanece com foco no IPCA. Meta oficial de inflação há décadas, deixou de ser um bom medidor da carestia sofrida pelo brasileiro comum, ao ser manipulado por desonerações e outros truques. O exemplo clássico ainda é o do governo Dilma: de 2012 a 2014, o IPCA se manteve artificialmente baixo por causa do congelamento do preço da gasolina e por reduções artificiais de até 25% no preço da energia elétrica.
Analistas apontaram nos últimos dias que R$ 100 no início do Plano Real compravam 100 dólares e hoje compram apenas 19 dólares, e que a cesta básica em São Paulo custava R$ 68 em 1994, ante mais de R$ 550 hoje (o que é um fato). (O grama do ouro custava 12 reais e hoje custa 330 reais; e, de acordo com o IPCA acumulado, algo que custava 100 reais custa hoje 621 reais)
Porém, poucos mencionaram o aumento brutal da moeda em circulação (gráfico 5) promovido pelo Banco Central, o qual se intensificou ainda mais a partir de março, quando a oferta monetária passou de R$ 410 bilhões em fevereiro para R$ 550 bilhões em julho, aumento superior a 30%.
O auxílio emergencial contribuiu para essa recente disparada, bem como o entesouramento — em épocas de enorme incerteza econômica, como a atual, as pessoas preferem ter em mãos moeda em espécie.
Com a demanda crescente por moeda durante a pandemia acompanhando a oferta, é natural que a inflação de preços ao consumidor leve um tempo para se manifestar de forma mais vigorosa no índice agregado de preços (IPCA).
A queda nos preços da gasolina (por causa da forte queda no barril de petróleo), da energia elétrica (por causa da redução do consumo das empresa e de desonerações dos governos estaduais) e das mensalidades escolares também está ajudando enormemente a segurar o IPCA.
No entanto, isso pode mudar rapidamente assim que a demanda por moeda volte aos níveis normais. E os preços dos alimentos — setor no qual não houve contenção do consumo — são um bom indicativo.
O lobo-guará é uma mera consequência
O problema, já está claro, não está nas novas cédulas de R$ 200. Estas são apenas consequência da expansão monetária, que já está em curso antes mesmo delas. A inflação de preços derivada dessa expansão monetária é um imposto invisível, que pune particularmente os mais pobres.
O saudoso Joelmir Beting dizia que “a economia, ciência severa da escassez, enquadra a política, utopia alegre da abundância”. Infelizmente, a política populista atual prevalece sobre o conhecimento econômico.
A chegada do lobo-guará está distraindo a opinião pública do verdadeiro problema: os gastos do estado.
Toda a expansão monetária está sendo feita exatamente para possibilitar a manutenção dos gastos do estado, os quais agora foram inchados pelo Orçamento de Guerra criado para combater os efeitos da Covid-19.
A subida dos índices de preço enfatiza a urgência do controle de gastos públicos, mesmo diante de todas as dificuldades causadas pela pandemia. Sim, a causa fundamental de toda essa expansão monetária é o tamanho dos gastos públicos. Não se trata, obviamente, de reduzir o apoio aos mais necessitados, mas de acelerar as privatizações, a reforma administrativa e o enxugamento da máquina. É preciso cortar desde já as duas rubricas que representam cerca de 80% do total: salários dos servidores e aposentadorias de forma geral.
O leitor pode se perguntar: “A inflação está aumentando ou é impressão minha?”. Atenção ao factoide diversionista: a impressão é do BC mesmo.
Leia também:
A Teoria Monetária Moderna já está sendo aplicada – e explica a inflação do ouro e dos “day traders”





O IPCA acumula alta de apenas 2,1% em 12 meses, que não reflete a carestia sofrida pelo brasileiro comum. Só que o IPCA decomposto mostra alimentos subindo 8% e transportes caindo 3%. O IPCA baixo de hoje é o "índice dos economistas que não se alimentam e que viajam de avião na pandemia".
Além de a inflação dos agrícolas estar a todo vapor, e o índice de preços no atacado já ter ido embora, vale também ressaltar que o preço do Boi Gordo na B3 já voltou às máximas de novembro do ano passado, e o preço dos suínos nas granjas também está na máxima histórica.
Por enquanto, os “malvados” supermercados estão segurando os repasses. Resta saber até quando.
Além de tudo, o BC está fazendo uma desavergonhada “operação twist”. Ele está comprando títulos públicos de longo prazo com o claro intuito de derrubar os juros longos.
Os juros dos prefixados 2026 e dos IPCAs 2035 e 2045 estão ridículos e irreais. Quem já tinha esses papeis, como eu, obteve expressivos ganhos de capital. Está sendo uma belíssima redistribuição de renda às avessas.
Mas como todo mundo apoia qualquer tipo de redução de juros, então tá tudo de boa.
O BC está brincando de imitar o Fed. Ele só se esquece do detalhezinho de que o Fed imprime a moeda que é globalmente demandada (até porque empresas de todos os países têm dívida em dólar, e todos os governos aplicam em títulos americanos), ao passo que o real só tem alguma demanda na Argentina…
O real está virando pó.
O IGM-P tem composição muito distinta do IPCA e é muito volatil. Agora tá subindo 9%, mas depois passa a subir pouco ou entra em queda. E apenas 30% dele são preços ao consumidor. O resto são preços ao produtor (60%) e construção civil (10%). Mas a dona Maria nem o seu Jose compram do produtor. Por isso não faz sentido usar IGP-M pra verificar seu há ou não inflação.
O fato é que nossa economia sofre de uma demanda muito fraca, que já era débil e piorou muito, na esteira do alto desemprego e contenção de gastos públicos, devido à rigidez da lei do teto, logo não há possibilidade de repasses ao consumidor, mesmo com alta do dólar. Daí a inflação ao consumidor seguir muito baixa (abaixo até do piso da meta). A meu ver, não faz sentido uma preocupação com inflação, ao contrário do que o texto.
Suécia com -8%, RECESSÃO BRUTA! Eae vão defender o lockdown ainda? kkkkk
Agora quero ver!!! Vamos ver se vão manter o argumento
Calma gente, o Brasil agora está na frente do Haiti e da Argentina em liberdade econômica (sim, acreditem, eles estavam à nossa frente). Fé no Guedes que passaremos o Egito em breve.
Logo teremos notas de R$ 500 e R$ 1000, assim como moedinhas de R$ 2.
Acho que a cédula de R$ 200 deveria estampar um burro de carga, porque no fim das contas é isso que somos no Brasil. Por algum motivo peculiar, figuras políticas não são mais estampadas desde a chegada do Plano Real. Lembro daquela nota de R$ 10 com o Pedro Álvares Cabral.
Bolsonaro, esquece esse Guedes. Coloca alguém como o Steve Hanke ou se não der, coloque um chimpanzé no lugar. Garanto que a civilização brasileira estará melhor. Fecha essa porcaria de BCB e adota alguma moeda forte. Ou isso tem que ter aprovação do Congresso também?
Dias atrás, eu dei uma pesquisada sobre o chamado West African Economic and Monetary Union (o WAEMU), que é uma união de vários países do oeste africano que compartilham a mesma moeda, o franco CFA do oeste africano. Assim sendo, eles possuem um banco central para oito países. Esse nome é porque esses países em grande parte foram colônias francesas, da época onde a França ainda tinha a sua própria moeda, o franco francês. Atualmente, metade das reservas internacionais precisa ficar retida no Tesouro Francês (não sei o motivo). Antes era fixada em relação ao franco francês, hoje a moeda é atrelada ao euro (ou fixada?). Entre os membros está a Costa do Marfim, maior exportadora de cacau do mundo. Na América Latina, quem está no pódio é o Equador.
Nesse ano a moeda se chamará “eco”, pretendendo retirar essa obrigatoriedade de mandar as reservas para a França, assim como qualquer influência de representantes franceses acerca das políticas da união monetária.
Espero que, caso eles vão para câmbio flutuante, eles façam uma transição civilizada, como fez a Coreia do Sul (onde o won sul-coreano se valorizou e se manteve estável desde a disparada cambial em 1997).
Agora vejam as taxas de inflação nos membros originais: Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau (a queda foi espetacular), Mali, Níger, Senegal e Togo. São todos países mais pobres que o Brasil e principalmente agrários. Compare essa inflação agora com outros países do continente, como o Egito (com forte setor turístico), Líbia, Sudão, Quênia e Etiópia. A África do Sul fica mais próxima. Comparem com a do Líbano de agora, beirando hiperinflação.
Quase todos eles possuem mais liberdade econômica que o Brasil, mas ainda são atrasados. Guiné-Bissau é o único deles que está pior que o Brasil nesse quesito.
Vocês se lembram da ideia maluca do “peso-real” do ano passado? Imagina só, juntar Fernández e Guedes, dois defensores da desvalorização cambial. Aí teremos cédulas de 5000, 10 000 pesos-reais.
Desvalorizar moeda deveria ser crime.
Essa é a duração das moedas no Brasil:
> Réis (originalmente real, mas coloquei réis para diferenciar): Oficialmente 248 anos;
> Cruzeiro: 25 anos;
> Cruzeiro novo: 3 anos;
> Cruzeiro (recriado): 16 anos;
> Cruzado: 3 anos;
> Cruzado novo: 1 ano;
> Cruzeiro (recriado de novo): 3 anos;
> Cruzeiro real: 1 ano;
> Real: Até o momento, 26 anos;
Até que o real está durando bastante tempo.
Essa cartilha do BCB é até legal, vejam como eram bonitas as moedas cunhadas em ouro.
Eu vou fazer um experimento em laboratório :
Tenho uma amostra com 4 pessoas
Pessoa 1 – Helio Beltrão
Pessoa 2 – Fulano
Pessoa 3 – Sicrano
Pessoa 4 – Beltrano
Essa amostra eu vou chamar de “SOCIEDADE”.
Nós temos um problema a ser resolvido que é: A Pessoa 1, Helio Beltrão, detém toda a riqueza da minha amostra.
Meu objetivo com esse experimento é eliminar a desigualdade de riqueza dessa amostra.
Pois bem… de que forma posso transferir uma parte da riqueza do Helio Beltrão para as outras pessoas da amostra ?
TENTATIVA 1 – Livre Mercado ? É uma boa. Mas como vai existir comércio se apenas Helio Beltrão tem riqueza e as outras 3 pessoas não tem nada ? Como elas vão comprar sem dinheiro ? Isso me leva pra tentativa 2.
TENTATIVA 2 – Hélio Beltrão EMPRESTA dinheiro para as 3 pessoas, e agora elas vão ter dinheiro para comprar. Mas Hélio Beltrão vai cobrar JUROS. Ou seja, ele vai gerar dinheiro a partir do próprio dinheiro, vai gerar riqueza do nada. Isso é não só um problema físico como moral. E não resolve meu experimento porque a desigualdade vai continuar existindo. Ao cobrar o principal + Juros o Hélio Beltrão vai sugar não só o mesmo dinheiro que ele emprestou como também algo que não existia…algo que foi inventado a partir do nada. Isso me leva pra tentativa 3.
TENTATIVA 3 – Os 3 individuos( Fulano, Sicrano e Beltrano) percebem que estão na mesma situação. Eles podem juntos planejar o assassinato de Helio Beltrão e a riqueza agora pode ser divida igualmente entre os 3. Essa é uma solução possível, mas não viável, eu quero buscar a igualdade sem comprometer a integridade dos integrantes da minha amostra, chamada aqui de “SOCIEDADE”. Isso me leva pra tentativa 4.
TENTATIVA 4 – Eu TRIBUTO a renda de Helio Beltrão, pego uma parte. E dessa parte eu distribuo para os outros 3 integrantes.
Sendo a título de exemplo essa riqueza igual a 100, ficaria 25 para cada integrante. E desta forma todos estariam com a mesma quantidade de riqueza e eu conseguiria a igualdade sem comprometer a integridade da minha amostra.
De acordo com alguns conhecidos meus do agro, vai faltar soja nas próximas semanas. Toda a produção já foi fechada para exportação. (Normal, o produtor de soja quer vender para quem der moeda forte; eu faria exatamente o mesmo).
Produtores de frango, suíno e boi terão de importar para alimentar seu rebanho. Com o dólar voltando para R$ 5,50 (graças à aplicação da Teoria Monetária Moderna), o custo de produção vai ser um estouro.
Fui ao supermercado ontem. O quilo do bacon já tá R$ 30. No início do ano estava em torno de R$ 15. "A inflação está morta", dizem eles.
Leandro, olha aí, o índice de commodities em real já disparou. Que maravilha esse governo.
IPCA em julho de 2020: 0,36%
SELIC ao mês: 0,17%
IPCA em 12 meses: 2,31%
Meta SELIC: 2,00%
Expectativa de inflação para os próximos 12 meses: 3,15% (dado de 31/jul), e em ascensão.
É a destruição do rentista, do poupador, do aposentado e do trabalhador.
Vejam a reunião do COPOM resumida. Eles realmente acham que o IPCA para esse ano vai ser 1,9%. Mas não vai mesmo, nem a pau.
Qual a fonte desses gráficos e como consigo chegar até eles?
Não tem como o Chiocca falar com o Guedes sobre isso?
Boa noite pessoal, uma curiosidade. Eu vejo austríacos frequentemente dizendo que câmbio depreciado não estimula exportações, e inclusive já vi vários usuários desse site compartilhando links que provam até o contrário (que o câmbio depreciado atrapalha as exportações), mas nesse próprio artigo é dito que o câmbio desvalorizado estimulou a exportação de alimentos. Alguém consegue me explicar essa confusão? me parece contraditório…
Uma coisa que o Fernando Ulrich comentou (e que pode ser observada nesse artigo):
Os economistas da escola austríaca tem o diferencial de analisar a evolução dos agregados monetários (M1, M2,Base Monetária)
A maioria dos economistas do mainstream não se preocupa tanto em analisar esses indicadores. Entre outras fatores, isso faz com que as análises econômicas dos austríacos sejam melhores e mais acuradas.
Leandro, eu sei que já te perguntei isso (mas perdi o comentário), mas por que aquela pancada nos juros na Argentina em 2018 gerou pânico, ao invés de gerar confiança, como ocorreu com o Brasil em 2003 e em outros países desenvolvidos? Certamente se nessa época o Brasil tivesse mantido ou aumentado os juros, talvez já estivesse com o dólar abaixo de R$ 3.
Durante o Currency Board heterodoxo argentino, o BC local podia comprar títulos e imprimir a rodo, como o BCB fez até o Plano Real? Teria relação com isso?
Acham que ainda é recomendado investir em ouro à essa altura?
Consegui comprar um pouco quando o cambio se valorizou no início de maio e o preço caiu para R$ 275, hoje esta R$ 355 e o preço em dolar disparou pra US$ 66.
Seria melhor esperar uma queda nos próximos meses para comprar de novo ou a tendência é o ouro continuar subindo e não voltar mais ao preço atual?
Guedes está fazendo um trabalho digno do Mantega. Só não é pior por conta do contexto.
Pessoas, decidi pesquisar alguns países que tomaram um caminho mais para exceção com questão na taxa de juros.
Não vou falar de todos porque senão fica grande demais.
Essa é a lista de países que aumentaram a taxa de juros:
– Zimbábue: 15 para 35%. Hiperinflação continua, obviamente.
– Uruguai: uma leve diminuída para 15,4% (não sei por que lá é bem mais alto do que em outros países vizinhos de comportamento inflacionário parecido), mas continua com o resultado da subida dos juros desde fevereiro. Juros reais lá estão em 4,78% ao ano. Bom até. O presidente do BC local já afirmou meses atrás que busca uma política monetária mais rígida. Que diferença para essa porcaria que está na equipe econômica aqui no Brasil… Ah, e vale lembrar que o Uruguai hoje é o país da região que está menos interferindo com essa história de lockdown.
– Na Nicarágua os juros flutuam. Estava em 10,47%, agora está em 11,94%. Não existe controle nos juros. O câmbio é atrelado ao dólar. Parece melhor até do que o era feito no Plano Real aqui no Brasil. Histórico deles de inflação. Se você fala que o câmbio tem que ser atrelado ou fixo, mas os juros podem ser livres (como é em Cingapura também), os chicaguistas ficam histéricos, os mesmos que falam que tem que controlar os juros.
– No Equador, os juros foram de 8,98 para 9,12%. Variam mês a mês. O BC lá só serve para emitir os equivalentes aos dólares. Vejam como o site do banco central deles é enxuto. Bom sinal.
– Na Bolívia, apesar de as reservas internacionais estarem se esgotando (parte da culpa está no fato de o preço do gás natural estar em queda desde 2014, com o fortalecimento mundial do dólar), a taxa de juros continua em tendência de queda. Agora está em 3,3%. Antes em 3,38%. Muita mudança. Eles haviam subido os juros de 3,4% aproximados em fevereiro para aproximados 4,1% em abril.
– Em Singapura, os juros subiram também (e flutuam). Estava em 0,12%, agora em 0,16%. Juros reais anuais de 0,62% em junho?
Então eu acho que é isso. Espero que gostem.
valor.globo.com/brasil/noticia/2020/08/06/igp-di-e-o-maior-em-quase-18-anos-e-sinaliza-efeito-inflacionario-para-2021.ghtml
(Não sei como criar links, me desculpem)
Basicamente, o que é repetido a exaustão nesse site, se confirmando, repasse cambial ocorrendo ao mesmo setor que supostamente seria beneficiado com a desvalorização da moeda.
(Até poderia durar algum tempo, se as commodities não estivessem em alta também)..
“Governo Federal cogita prorrogar auxílio emergencial até março de 2021”
“Adotada para reduzir os impactos das famílias brasileiras durante a pandemia de Covid-19, o auxílio emergencial pode ser prorrogado novamente. Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendem que o benefício seja pago até março de 2021. Contudo, o valor – atualmente em R$ 600 – deve cair para algo entre R$ 200 e R$ 300.”
O Bolsonaro tem coragem nem de fechar agência reguladora, quanto menos agora ter coragem para reduzir o valor do auxílio.
O auxílio paga mais do que muita bolsa de ensino superior como o PIBID, onde o sujeito trabalha 32 horas mensais e ganha R$ 400 (dá pouco mais de R$ 10 a hora).
Moeda forte e reforma trabalhista – que ajudaria os pobres de verdade – que é bom, nada.
Empregos que paguem R$ 600 (que poderiam atender pessoas de diferentes necessidades e perfis), aí não pode, aí é desumano. Melhor o sujeito viver de esmola ou passar fome.
“Secretários de Guedes, Salim Mattar e Paulo Uebel pedem demissão”
E olhem que o Salim parecia ser até melhor que o Guedes. Outra vez o Salim se disse libertário (apesar de ele parecer ser mais para liberal), enquanto o Guedes teve política desenvolvimentista elogiada pelo Ciro Gomes e pelo Bresser-Pereira.
Por enquanto, o câmbio não disparou. Bolsonaro quer fazer uma abordagem mais gradualista, dá nisso aí. Alemanha não saiu do buraco com discursos bonitos e moeda imprestável.
Leandro,
Estão cogitando que o auxílio emergencial seja estendido até 2021.
O que se pode esperar de consequências dessa medida (além do aumento explosivo do déficit e da dívida) seria uma expectativa de inflação ainda mais alta para os próximos meses? E com isso, a necessidade de uma SELIC futura mais alta que a expetativa atual, para conter essa inflação?
Enquanto tivermos o BCB, vai ser difícil cortar privilégios do funcionalismo.
Por quê? Porque o BCB consegue amenizar os custos da gastança, através de expansão monetária.
Por que vocês acham que na Grécia eles tiveram que cortar gastos? Não podem imprimir drachmae. Equilibraram o orçamento depois de 2015. E isso num país com forte sindicalismo e lobby de funcionalismo. E quem fez isso foi o partido Syriza, de extrema-esquerda.
Tire a moeda forte e dê um banco central a eles, que eles viram a Argentina rapidinho.
Aqui, com um governo “de direita”, é um choro até para congelar aumento do funcionalismo.
Agora no Brasil, fecha o BCB e adote uma moeda forte como o dólar para você ver o que acontece quando a coisa aperta. É quase um padrão-ouro. Aí tem que cortar salário de funcionalismo, pensões, fechar ministério, vender universidade, secretaria, desregular, etc… ou isso ou o funcionalismo fica sem salário e parcelado. Cláusula pétrea e direito adquirido somem quando começar a faltar dinheiro.
Não adianta o Bolsonaro demitir o Guedes e o Roberto Campos se não fechar junto o Banco Central do Brasil. Algum assessor, pelo amor de Rothbard, fala para o Bolsonaro assinar um decreto e fechar isso.
A única coisa que eu sei é que tá tudo subindo. E não é só alimentos não. Estou mexendo com obras e os preços de cimento, tijolo, encanamento, materiais elétricos estão bem maiores do que estavam ainda no início do ano.
E o IPCA não parece estar captando isso.
“Exportar é bom para o País”, eles disseram!
revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2020/08/diesel-tambem-vai-mudar-no-brasil-para-pior.html
“O ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, afirmou que o Brasil não terá oferta suficiente de biodiesel para adicionar no diesel. Em um congresso nesta quinta-feira (13), ele afirmou que reduzirá provisoriamente de 12% para 10% a quantidade de biodiesel na mistura. As informações são da agência de notícias Reuters.
Ao ser questionado, o ministro afirmou que 70% do biocombustível é proveniente do óleo de soja. Apesar do agronegócio bater recordes de produção nos últimos anos, o Brasil vem exportando boa parte do grão para a China.”
“Five Years After Devaluation, China Has the Yuan It Wanted”
Interessante salientar que até o renminbi é melhor que o real, apesar de várias distorções mercantilistas para “ajudar” exportadores (e aí seriam outros tipos de subsídios, né? Já que a moeda deles se fortaleceu ao longo do tempo, tendo afundado após 2014 somente). O renminbi é mais velho e hoje a taxa cambial para cada dólar é por volta de 6,95 CNY para cada USD. Se o real tivesse a mesma idade do renminbi, provavelmente o câmbio estaria em 8 reais para mais.
Falando desses assuntos, qual hoje é o melhor site/meio para se informar sobre as moedas ao redor do mundo, assim como commodities e afins (pode colocar junto criptomoedas, porque sou entusiasta delas)? Coisas como comportamento da moeda, se o BC cortou juros ou não, essas coisas. Deve ter gente que ganha dinheiro só ao falar sobre essas coisas.
Que horror, o site do Bacen usa adobe flash pra gerar os gráficos…
Preparados?
Inflação na indústria fica em 3,22% em julho, maior alta desde 2014
agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/28735-inflacao-na-industria-fica-em-3-22-em-julho-maior-alta-desde-2014
Trechinho:
“A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral (cerca de um quarto do indicador), após retroceder em junho (-0,73%), voltou a registrar alta (3,69%) e acumula 12,03% no ano, sendo essa a maior taxa para o setor desde julho de 2012. […] Na comparação com julho de 2019, os preços mais recentes estavam 23,78% maiores.”
O BC vai continuar brincando de heterodoxia monetária até quando?
Essa de apelar ao patriotismo para que donos de supermercado não subam preços após o Banco Central ter keynesianamente cagado a moeda é o equivalente a pedir para uma mulher espancada pelo marido a não prestar queixas para não sujar a imagem do casamento.
É como eu disse em outro comentário. Essa é a desgraça de se ter uma imprensa incompetente. Em vez de criticarem o essencial (condução da moeda), perderam-se no trivial (Queiroz e lojas de chocolates) e com isso se desmoralizaram por completo.
Se tivessem batido na política monetária ultra-heterodoxa lá atrás, a situação hoje estaria melhor. (Creio que a imprensa quer o “bem do país”, certo?).
Agora, até mesmo eventuais críticas corretas a este assunto serão compreensivelmente percebidas como mera perseguição política.
De resto, é bizarro como a oposição está completamente perdida. Em vez de falarem da moeda, focam em rachadinhas de um deputado estadual e em depósitos irrisórios em uma conta bancária. Nunca antes na história desse país uma oposição foi tão amadora.
brasilzao quer ganhar 600tao por mes sem trabalhar ou produzir e agora ta achando que 5 reais no litro do leite é sacanagem do vendedor
e o pior é que a reclamaçao ta vindo de quem viveu a epoca dos fiscais do sarney e deveria estar calejado sobre o assunto
eeeeeeita brasilzao
O maldito do Leandro tinha razão de novo.
Vejam os dados envolvendo crescimento da exportação de produtos do Brasil, de junho de 2019 em relação a junho de 2020, entre os que mais cresceram:
– Soja, com crescimento de 61,9% (a maior parte foi para Rússia, China, Argentina, México e alguns países da Europa e África);
– Açúcar cru, com crescimento de 80,4%;
– Carne bovina congelada, com crescimento de 70,3%;
– Arroz, com crescimento de 823% (isso mesmo);
– Nozes, com crescimento de 90,2%;
– Frutas cítricas, com crescimento de 46,3%;
– Farinha, com crescimento de 95,6%;
Agora, uma dúvida sincera: o dólar fraco encareceria as commodities em dólares e isso aconteceu no Brasil durante o governo Lula. Só que não tem como o lobby agroexportador viajar para o Federal Reserve e pedir para que eles afundem o dólar. E aí, como que fica a situação? Se o dólar fica caro, então as commodities em dólares ficam mais baratas, mas isso não significaria de que o valor agregado por commodity cairia, já que o preço em dólar caiu? Porque cenário de dólar forte (em índice DXY) e real forte tivemos, que foi do segundo semestre de 2016 até fevereiro de 2018. É estranho, mas é possível esse cenário. Ainda não criaram o índice DXY brasileiro, mas já dá para deduzir alguma coisa pelos preços das commodities em reais ao longo dos anos.
No momento o dólar está por volta de R$ 5,30. As commodities em dólares ainda não dispararam para os níveis de muitos anos atrás, assim como em reais.
O que é bastante interessante nesse mercado internacional é o setor automotivo: o Brasil é extremamente dependente da Argentina. Muito, mas muito dependente. Dos carros exportados em 2018, 71% foram para a Argentina (e 43,8% dos carros importados no Brasil eram argentinos), portanto grande parte deles sequer sai da América do Sul. Se a Argentina vira a Venezuela de vez (curiosamente o “auxílio-emergencial” deles é por volta de US$ 150), o que vão fazer com esse monte de carro exportável?
Acho que crescimento de exportação de commodities nesse período só se viu aqui mesmo no Brasil.
As commodities em real deram uma afundadinha. Vamos acompanhar.
Por ora nao há como falar em inflação, q é um aumento generalizado de preços. Por enquanto o aumento é localizado.
Mas será que ela vai surgir mais pra frente? Se vc disser sim, terá que responder como, em vista de milhões de desempregados e demanda ainda bem deprimida, e ainda pra piorar tem a retirada de metade do aux de 600. Sendo assim fica bem díficil a inflação ganhar mt força.
Quanto à construção civil, estou contente com sua recuperação. Tomara q continue, pois é um setor q gera mt emprego e pra base da piramide, fora que puxa vários setores industriais nacionais. Espero q esses aumentos de preço nesse setor sejam passageiros.
Outra coisa que podemos esperar com a inflação e o real em enfraquecimento será de ruas e estradas em qualidade cada vez piores, piores do que as ruas e estradas que temos no Brasil de agora. Tenho medo do que virá com isso.
Leandro, o que é” reswitching” e porque uns falam que ela refuta a TACE?
PERGUNTAS A todos os leitores e membros do IMB, para registar:
Pergunto pois o Instituto esta acertando TUDO, logo quero saber:
1 – Como você vê o Brasil em 2021 e em diante? O que vai ocorrer com a economia? Crescimento?
2 – 2022 Quem será eleito?
3 – A argentina esta pior que nós? Ficará pior? Aos dados estimados, nos encolhemos até agora 9% e a argentina foi algo de 10%, pouca diferença?
4 – O lockdown não serviu para nada? A suécia recuou mais ou igual os escandivos e os países com mesma densidade demográfica? E as mortes? Alguém será responsabilizado por 2020? Se sim, quem?
5- O mundo pós-covid, como será? Como vocês enxergam?
6 – Mesmo elegendo Boris, Trump e Bolsonaro, porque o progressismo ganhou muita força no Ocidente nos últimos 3 anos?
7 – Progressismo será mais forte ou os conservadores ainda prevalecerão?
8 – Deixe outra profecia.
Abraços
Pior que o governo Bolsonaro está economicamente mais para um terceiro mandato da Dilma. O Bolsonaro nem mesmo reduz as absurdas alíquotas de importação para amenizar a carestia na alimentação (pelo contrário, ele culpa os empresários como fazia o Sarney). O pobre brasileiro tem que morrer de fome para garantir o lucro dos barões do agronegócio. O Brasil é um país atrasado e essa Selic a 2% é uma bolha que vai estourar logo logo. O Bolsonaro ainda quer que reduza mais a SELIC. Vamos virar a Argentina em breve. Quero ver como a população vai reagir quando acabar o auxílio emergêncial e a inflação explodir. A população mais pobre vai ficar sem dinheiro e com inflação. Vai ser um golpe duro no nosso padrão de vida e na popularidade do Bolsonaro. Essa equipe econômica dele é pior que a da Dilma. E ele vai se estrepar por isso.
Muitos estão falando que o Bolsonaro “está pedindo” e não obrigando os supermercados a abaixar os preços. Realmente não sabem Ciência Política e acham que frase de político não tem efeito algum. O que não falam também é que quem está falando isso é um Presidente da República, e não um Zé Ninguém palpiteiro. E muitos já sabem que Sarney e Collor tentaram isso e se ferraram depois.
Coisas que combateriam a carestia nos supermercados (e politicamente incorretas):
– Fechar o Banco Central e dolarizar a economia. Copia o Equador: chegou a cotação de câmbio de por exemplo R$ 5,30, simplesmente adota isso e dê um prazo para as pessoas trocarem os reais pelos dólares.
– Fazer uma reforma tributária de verdade e que implicasse em redução nos impostos indiretos e diretos, além de desburocratizar o imposto de renda.
– Abrir a economia e zerar tarifas de importação para arroz, feijão, frutas, vegetais e afins.
Só essas três coisas já ajudariam muito. Vale lembrar que a carestia no Equador está muito mais contida do que aqui. Não é por acaso.
Bom dia, senhores.
Qual é a visão de vocês acerca da relação entre uma mudança abrupta na taxa de câmbio spot entre duas moedas e as inflações esperadas nessas duas moedas? Pode-se dizer que uma desvalorização no câmbio para uma moeda precede uma inflação maior nessa moeda? Têm-se aí uma relação de causa e efeito?
Me parece ser o caso.
Supondo que a taxa de câmbio é determinada pelo poder de compra relativo entre duas moedas, no momento em que os agentes econômicos passam a esperar uma inflação maior no futuro (devido a alguma declaração ou ação do governo, por exemplo), eles imediatamente desvalorizam a moeda?
O que importa então é o poder de compra futuro ou atual para determinar a taxa de câmbio spot? Alguma forma de estimar esse lag entre as curvas de câmbio e de inflação?
Hoje pela manhã deixei a TV ligada enquanto trabalhava no computador, e me chamou a atenção a entrevista a dois produtores rurais feita pelo Globo Rural
O primeiro, com expressão bastante surpresa, disse que o leite que produzia foi vendido por R$2,00 o litro em Agosto para as empresas para as quais distribui, e que para Setembro já estava previsto aumento para R$2,30 o litro. Segundo ele, de Agosto/19 à Agosto/20 o preço pago aos produtores aumentou quase 25%.
O segundo era criador de porcos, e disse que até alguns meses atrás pagava-se R$5,00 por kg de um determinado corte, e para Setembro está previsto cerca de R$8,00 para esse mesmo corte.
Só para ilustrar como a inflação real está sendo deprimida pelo IPCA por este considerar uma cesta de produtos muito diversa que não reflete o que a maioria de nós realmente consome, não pelo menos com constância.
Vocês acham que o dólar pode seguir um caminho de fortalecimento fabuloso, como houve durante as décadas de 80 e 90, quando o dólar se valorizou até em relação ao ouro?
Seria ótimo se o BCB seguisse o preço do ouro e largasse mão de tentar controlar os juros. Os juros flutuam mas o real segue sendo mantido estável de acordo com o preço do ouro, como fizeram com o Banco Central da Alemanha após os ajustes do Ludwig Erhard.
Hoje ainda é politicamente incorreto criticar os juros artificialmente baixos. Isso é tanto verdade que nem os bolsonaristas nem a mídia estão criticando essa política heterodoxa. Agora, pedir “patriotismo” para não aumentar preços no supermercado, isso sim pode…
Bom dia!
Forte exportação de soja, milho, arroz e feijão faz preços explodirem e traz de volta a ameaça da inflação
“É uma situação contraditória. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta, mas, em razão da exportação acentuada de grãos, terá que importar essa mesma matéria-prima (soja, milho e arroz) – pagando preços maiores – para manter setores essenciais do agronegócio, como o seu gigantesco parque agroindustrial.
"Parece um contrassenso", mostra o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) Enori Barbieri. "Estamos exportando grãos e importando esses mesmos grãos por preços maiores para produzirmos carnes e outros alimentos".”
Consequência direta de uma Selic irreal (o Brasil tem hoje juros reais menores que os da Suíça) que desarrumou artificialmente a taxa de câmbio. Maravilhas do intervencionismo.
Do Jornal Nacional:
Produtos essenciais do cardápio dos brasileiros estão mais caros
Entre as explicações estão as mudanças de consumo na pandemia e o dólar alto.
(…)
A inflação oficial no país até julho é de 0,46%. Mas uma pesquisa do Dieese mostra que o custo da cesta básica já subiu bem mais do que a inflação em 16 capitais.
Em Salvador, a cesta básica já ficou 16% mais cara desde janeiro.
Outras capitais do Nordeste também aparecem entre as maiores altas: Aracaju, Recife e João Pessoa.
Das 17 capitais pesquisadas, Brasília foi a única onde a cesta básica ficou mais barata este ano.
Vários alimentos já foram vilões da inflação em outros momentos. Carne bovina, batata, tomate. E as pessoas sempre substituem, levam outra coisa. Só que, agora, entre os produtos que mais subiram de preço estão arroz e feijão. Como vai ser substituído?
(…)
A alta no preço do arroz este ano já passou de 40% em Porto Alegre.
A capital onde o feijão mais subiu foi Curitiba: 55%.
O óleo de soja, que a gente usa para preparam o arroz e o feijão, chegou a ficar 43% mais caro em Aracaju.
E o preço do leite, outro produto básico, teve alta de 36% em Campo Grande.
(…)
Segundo a CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a pandemia fez os brasileiros comprarem mais alimentos, o que forçou preços para cima antes mesmo das altas provocadas pela entressafras.
Além disso, a disparada do dólar em relação ao real encareceu os insumos da agropecuária.
"Com o câmbio mais elevado, o fertilizante está mais caro. O farelo de soja e de milho que é utilizado na ração de animais tem regiões com mais de 50% de aumento de custos de produção", explica Bruno Lucchi, superintendente-técnico da CNA.
O Dieese afirma que o dólar alto também estimula os produtores a vender para os outros países.
"Quando se exporta um produto, você manda ele para fora, o produtor recebe em dólar, e na hora que ele transforma em real ele ganha mais. Então uma taxa de câmbio desvalorizada, ela estimula a exportação. Você tem um impacto muito grande das exportações, no volume de produtos ofertados no mercado interno. Quando eles chegam em menor quantidade, uma redução da oferta interna e eles chegam mais caros para as famílias", explica a economista sênior do Dieese, Patrícia Costa.
Inflação é que nem medo ou ansiedade, ngm gosta, mas é necessária e funcional, desde que nao exagerada. E sua ausência, assim como daquelas duas primeiras, é patológica.
Em outras palavras, pra uma economia, inflação é um salutar oleosinho que nao deixa as engrenagens econômicas emperrarem.
E digo mais, esse aumento de alimentos vejo como passageiro. Seus preços sao mesmos voláteis. E nosso maior risco ainda é de inflação mt baixa por falta de demanda, nao de inflação fora de controle.
Pessoal, eu perdi um comentário onde eu havia recebido uma resposta sobre a relação da crise da dívida externa no Brasil com a pancada nos juros do Paul Volcker.
Procurei por todo lugar e não achei.
As perguntas e dúvidas são:
a) Com a saída do Castello Branco, começaram a mudar os rumos da economia brasileira, indo mais para o demand-side. E então começaram aquelas obras faraônicas caríssimas estatais. Como os dólares foram parar nessas obras por investidores? Os investidores estrangeiros então emprestavam dólares para o governo e este contraía dívida externa? Com o acordo de Bretton Woods e o fim dele no começo dos anos 70, o mundo estava inundado de dólares e o dólar ficou mundialmente fraco.
b) Entretanto, Paul Volcker mudou tudo, quando ele deu uma pancada nos juros, para 20% ao ano. O dólar voltou a ficar mundialmente forte e parte dos investimentos voltaram para os Estados Unidos, pois ficaram menos atrativos os investimentos na América Latina. O calote na dívida externa no Brasil na década de 80 se deu por quais motivos? Vários outros países da região ficaram com dívida externa impagável. O que chuto é que isso fez com que o custo de amortizar essa dívida tenha aumentado, já que os juros tiveram de ser aumentados também nos países latino-americanos, além do fato de que com o dólar mais forte, o cruzeiro desvalorizou ainda mais, aumentando o custo da dívida.
c) O Equador também chegou a ser afetado? Tentei pesquisar mas não encontrei nenhuma fonte primária confirmando de que em 1983 eles realmente adotaram o câmbio atrelado. Descobri também que desde o começo da década de 80, a inflação lá ficou pior, com alguns surtos de hiperinflação. Curiosamente na década de 90 a dívida começou a ser diminuída, mas logo no fim da década explodiu de novo.
Aí vem o Datena no Twitter e escreve:
“Se eu pudesse, mandaria PRENDER quem sobe preço de cesta básica no meio da pandemia. Isso é crime contra a humanidade. Existem mais de 20 milhões de desempregados e informais no Brasil! Tem muita gente passando fome! É uma vergonha. #BrasilUrgente"
Entenderam a importância de identificar o real culpado pela inflação? Entenderam a importância de se dominar conceitos básicos de economia?
Crime contra a humanidade é desvalorizar a moeda em meio à pandemia (aliás, em qualquer momento). Preços sobem porque a moeda perdeu poder de compra; e a moeda perdeu poder de compra porque ela é mal gerenciada por seu "guardião", que é o Banco Central.
Datena, a sociedade é vítima, pequenos empresários e feirantes inclusive.
Falando de país em buraco:
“Argentina Exits Ninth Default After $65 Billion Debt Deal”
Ué, mas os socialistas não falam de dívida soberana e afins? Eu entendi errado ou o governo da Argentina está apavorado em renegociar a dívida externa?
O que vocês acham que isso vai virar?
http://www.moneytimes.com.br/sidnei-nehme-tese-do-cambio-alto-e-juro-baixo-pode-se-revelar-insustentavel/
A ficha ta caindo até para o pessoal keynesiano. To achando que Chicago ficará com a ultima ficha.
“Bolsonaro diz que ‘ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada'”
“Tenho apelado para eles. Ninguém vai usar a caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento. Mas estamos pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais nos supermercados seja próximo de zero”
Não é possível que tenhamos uma pessoa falando um negócio desse no governo, como se agora o dono de supermercado tivesse que fazer caridade pelo capital que ele arrisca e mantém todo mês.
Ele acha que a culpa está só nos lockdowns. Realmente os lockdowns fizeram aumentar a procura por esses itens essenciais no supermercado mas o fato é que o expansionismo monetário, inclusive para custear o auxílio-emergencial, é que está causando carestia. O problema monetário começou desde o mês em que ele começou a funcionar: julho de 2019.
Daqui a pouco teremos de fazer como fez o Steve Hanke no Equador: distribuir livretos para o governo sobre dolarização. Falando nisso, lá está tendo deflação: ótimo para os pobres equatorianos que estão sofrendo menos com a crise do coronavírus.
Os austríacos no fundo sempre têm razão.
Índice de preços ao produtor explodiu em agosto: 21,6%. Nem o governo Dilma conseguiu tamanha façanha.
Com o dilmismo, conseguimos, no pior momento, um índice de 14,8%.
Essa disparada no índice de preços só não foi pior do que em março de 2003 (com índice de 43,63%), quando estava todo mundo morrendo de medo do Lula recém-eleito.
Fé no Bolsonaro que basta termos patriotismo e os donos de supermercado começarem a abrir ONGs, que tudo vai ficar bem.
O arroz ficou mais caro. Para quem não sabe, a exportação de arroz entre junho/2019 e junho/2020 subiu mais de 800%.
Felizmente pelo menos agora o governo quer zerar tarifa do arroz importado. Fosse com o Fernández, estaríamos sem arroz.
Poderiam zerar as tarifas para tudo. Além disso, acabar com esses impostos escorchantes daqui. Será que reduzir impostos federais diretos e indiretos é tão difícil assim?
Compartilharam o texto a seguir no Facebook. Procede?
Os preços de alguns alimentos dispararam, como é o caso do arroz, do óleo de soja, do milho, etc. E todo mundo está cheio de perguntas ou opiniões. Mas o que dizem os dados?
1) É A INFLAÇÃO VOLTANDO COM FORÇA TOTAL?
Não. A inflação ao consumidor está comportadinha, abaixo da meta do BCB. Alimentos e combustíveis realmente subiram em agosto, mas são compensados por quedas de preços em outros segmentos, de forma que o custo de vida não está aumentando, de forma geral.
2) QUAIS SÃO AS CAUSAS DISSO?
É basicamente um choque de oferta, associado a um pequeno aumento de demanda específica por alimentação em casa.
É uma combinação de fatores que reduziu a oferta de certos produtos no mercado interno:
– Grãos e alguns agrícolas estão com alta de preços no mercado internacional;
– O Dólar está alto;
– Nesse cenário, importamos menos desses produtos, o que diminui a oferta no mercado interno;
– Como está vantajoso exportar, os produtores estão exportando mais, diminuindo ainda mais a oferta aqui dentro;
– A quantidade produzida e os estoques também estão abaixo do esperado, por causa da seca do primeiro semestre – novamente, menos oferta aqui dentro;
E sabemos que quando a oferta cai frente a demanda, o preço sobe, right?
3) A CULPA É DA QUEDA DOS JUROS?
Não há nada que evidencie isso. Não é uma inflação de demanda, nem tem origem no mercado de crédito. E isso é facilmente perceptível olhando as vendas no varejo e o consumo das famílias.
4) NEM INDIRETAMENTE, PELA ALTA DO DÓLAR?
O Dólar alto tem um papel nessa disparada de preços, sim, mas muito pouco da alta do Dólar é fruto da queda dos juros.
Olhando os dados, o Dólar subiu muito mais por causa de fatores como CDS, DXY e CRB, do que pelo diferencial de juros.
5) AGORA O BANCO CENTRAL VAI TER QUE SUBIR JUROS?
Por enquanto, não. Isso é coisa pra pensar depois que o IPCA passar da meta. Antes disso, não teria sentido.
6) A CULPA É DA QUARENTENA?
Como dito acima, os fatores são majoritariamente internacionais.
A quarentena não causou o fechamento do setor agrícola, nem dos supermercados.
No máximo, podemos dizer que ocasionou um pequeno aumento de demanda das famílias por alimentação em casa, mas nada que explique a magnitude dessas variações de preço.
7) É ABUSO DOS DONOS DE SUPERMERCADOS?
Não. A alta de preços aconteceu no âmbito da primeira fase de comercialização desses bens, após a produção. Os supermercados estão apenas tentando repassar ao consumidor o aumento de custos que eles próprios estão tendo, para evitar um grande achatamento de margens.
Acusá-los ou cobrar algo deles é errar miseravelmente o alvo.
8) POR QUE ISSO NÃO ACONTECIA EM OUTROS GOVERNOS?
Acontecia, sim. A inflação de alimentos teve picos piores em 2003 e 2008, e ligeiramente mais brandos em 2013 e 2016.
O governo atual já coleciona diversos escorregões, que devem ser criticados. Mas este não é o caso, porque se trata de uma questão internacional.
Vamos aguentar firme, que os preços devem se acomodar em breve.
Fonte: http://www.facebook.com/davi.piangers/posts/3569823686361758
O governo já começou a jogar a culpa de seus próprios erros, nos outros. Afinal como alguém já disse, “A culpa é minha e eu jogo em quem quiser.”
“A culpa é minha e eu jogo em quem quiser.”
==== Este alguém foi ninguém menos que o ínclito sábio Homer Simpson!
Também autor da seguine frase:
“Não minto. Apenas escrevo ficção com a boca!”
Balanço de hoje das moedas que mais desvalorizaram em relação ao dólar americano, período de 01/01/2020 até 10/09/2020:
> Bolívar soberano (VEF): – 100%
> Peso argentino (ARS): – 41,79%
> Real brasileiro (BRL): -24,44%
> Lira turca (TRY): -20,11%
> Rublo bielorrusso (BYN): – 19,26%
> Rublo russo (RUB): – 17,52%
> Rand sul-africano (ZAR): – 13,29%
> Grívnia ucraniana (UAH): – 14,91%
> Peso uruguaio (UYU): – 12,24%
> Peso mexicano (MXN): – 11,84%
> Peso colombiano (COP): – 11,25%
> Kyat de Mianmar (MMK): – 9,62%
> Guarani paraguaio (PYG): – 7,72%
> Franco central-africano (XAF): -7,16%
PS: Sim, usei a cotação do câmbio paralelo do peso argentino. No câmbio oficial (e maquiado), o peso argentino teria se desvalorizado menos que o real brasileiro.
Chega a ser engraçado ver o estado de negação de alguns. “Inflação? Que inflação?“. “A esquerda está inventado uma crise inflacionária e usando o preço do arroz só para atacar o Bolsonaro!“. “Está tudo sob controle, olha aqui: twitter.com/SistemaCNA/status/1304063538005258240“. “Guedes é um gênio, a retomada econômica já é realidade!”.
Eu nem perco mais o meu tempo discutindo. É inútil!
Cirão Guedes está de parabéns. Destruir a moeda como ele está fazendo é algo que nem a Dilma conseguiu fazer.
Sim, há todo um contexto diferente, mas é justamente aí que precisa se esforçar pra ter uma deflação.
O cara que era a base do governo, está fazendo de tudo pra destruí-lo. Impressionante.
exame.com/mercados/bolsonaro-debate-o-que-fazer-legalmente-para-conter-alta-do-dolar/
Se Jair Bolsonaro ou a equipe econômica do Paulo Guedes lessem os artigos do Instituto Mises Brasil, já teriam achado essa solução faz tempo. Nem precisava de debate para isso. Conteúdo é o que não falta por aqui, no que diz respeito a política monetária.
Engraçado que tinha gente aqui no site, que vivia dizendo que não devíamos nos preocupar com inflação, que não havia espaço para tal, que os problemas eram outros. O próprio Ulrich, nos vídeos dele, levou um eternidade para perceber o problema. Foi necessário o pessoal quase esfregar na cara dele os aumentos que estavam acontecendo pra ele se antenar. Até lá, entretanto, eu me sentia um peixe fora d’água falando na inflação que estava por vir, enquanto um monte de bocó de mola achava que tinha que repetir o que o Ulrich dizia pra poder estar com a razão!
Parece que economista só enxerga índice e só percebe a realidade com atraso – e a julgar por certos comentários que pululavam aqui no site, até mesmos os austríacos andam meio desconectados com a realidade.
Prestem mais atenção!
P.s.: num dos vídeos do Ulrich, tempos atrás, um de seus convidados disse que estava todo mundo falando pra ele que a China tinha dado um chapéu no mundo, etc., com o advento da pandemia, mas que isso não era bem o que ele estava vendo não… vai enxergar mal assim lá na China! Agora é comparar o índice de crescimento dos diversos países pra ver quem estava com a razão…
Olhem que legal, achei um artigo de 2000 defendendo a dolarização no Brasil, na Folha de São Paulo (artigo está aqui), dias depois de o dólar ter sido colocado no Equador. Vou separar esse trecho importante para vocês pensarem sobre:
“Uma moeda estruturalmente forte teria uma importância ímpar para a nação brasileira: preços firmes, câmbio sólido, incentivos a poupar, abundância de crédito, juros baixos, investimentos vultosos, transferência de tecnologia, empregos etc. Em suma, a estabilidade da moeda propiciaria a retomada definitiva do nosso desenvolvimento econômico. As metas de inflação adotadas em junho último têm um papel primordial no sentido de fortalecer a moeda a curto e médio prazo. Mas a questão estrutural não ficará resolvida, pois basta apenas substituir a atual equipe no Banco Central por uma menos capaz para que a instabilidade volte.“ (o cara praticamente previu de que surgiria uma equipe heterodoxa no BCB tanto no governo Dilma quanto no atual)
O autor praticamente falou que um banco central só causa bagunça. Nesse ponto uma análise até austríaca.
Hélio Beltrão, engenheiro, administrador, economista, fundador e membro do conselho consultivo do Instituto Millenium e atual presidente do Instituto Mises Brasil, descreve o que hoje é o melhor exemplo de diferenças entre capitalismo x socialismo; as Coreias, do Norte, comunista, e do Sul, capitalista.
Ele diz em sua página que não existem experimentos controlados em ciências sociais, mas este exemplo é o que mais se aproxima disso. Um povo com uniformidade de história, língua, costumes, e etnia foi separado em dois ao longo do paralelo 38 em 1945, e cada qual adotou um sistema de governo distinto: socialismo ao norte (com 8 milhões de habitantes), e capitalismo de ‘economia mista’ ao sul (com 5 milhões de habitantes).
Depois de 70 anos, os norte-coreanos são, em média, 5cm mais baixos que os sul-coreanos e vivem 12 anos a menos. A população da Coreia do Norte é agora metade da Coreia do Sul (52 milhões versus 25 milhões). Finalmente, o PIB da Coreia do Sul é 50x superior à Coreia do Norte, e com renda per capita 25x mais alta.
A foto do satélite ilustra a iluminada Coreia do Sul à noite, bem como a escuridão da Coreia do Norte. Há até a impressão de que a Coreia do Sul não é conectada ao continente asiático, parecendo uma ilha de luz no mar do Japão, descreve Beltrão.
O desenvolvimento da Coreia do Sul foi testemunhado pelo prefeito Giovane Wickert (PSB) que esteve lá em 2017 para ver novas tecnologias em iluminação Led e usinas que transformam lixo urbano em energia. Os coreanos, com muito capital mas sem espaço físico para ampliar investimentos, estão buscando oportunidades em todo planeta.
Mas Marx continua tendo defensores. Os mais modernos são Gramscistas.
Para quem acompanha o Mises Brasil há mais tempo, todos sabem das crises cambiais que assolaram a Ásia e América Latina nos regimes cambiais. Vou mostrar algumas curiosidades desses países afetados pela Crise Asiática.
Na Tailândia, quando estourou a crise cambial, um dólar valia 52 bahts tailandeses. Agora está por volta de 31,27 por cada dólar. Ou seja, apesar do regime flutuante, a moeda se apreciou ao longo dos anos.
Na Coreia do Sul, com o fim do regime atrelado, um dólar valia 1695 wons sul-coreanos. Hoje você precisa de 1187 wons para comprar um dólar.
Na Indonésia, um dólar chegou a custar por volta de 14,6 mil rúpias indonésias com a crise cambial. Hoje um dólar custa 14,86 mil rúpias. Talvez seja uma das poucas exceções da Crise Asiática, de ter tido esse encarecimento.
Em Taiwan, na crise um dólar chegou a custar 34,88 dólares taiwaneses. Agora precisamos de 29,3 dólares taiwaneses para cada dólar.
Nas Filipinas, um dólar custou 42,61 pesos filipinos na crise (mas que chegou a passar de 55 pesos em anos posteriores em meio a graves crises políticas). Hoje são 48,7 pesos para cada dólar, cuja moeda tem se valorizado desde maio de 2018.
Na Malásia, um dólar custou 4,19 ringuites malaios no estouro. O curioso é que após os ataques especulativos, fixaram o câmbio a 3,80 ringuites por dólar (só que lá teve controle de capitais e afins). Abandonaram isso e deixaram flutuar em 2005. Agora são 4,15 ringuites malaios por cada dólar.
Em Cingapura, um dólar chegou a custar 1,70 dólar cingapuriano durante a crise. Hoje você precisa de apenas 1,36 dólar cingapuriano por dólar americano.
No Brasil foi diferente: com a Crise do Real de 1999, 2,07 reais por cada dólar. Somente no governo Lula que houve a valorização do real. Depois do meio de 2012, nunca mais nos aproximamos desse valor de R$ 2. Nos melhores momentos do governo Temer, nunca ficamos abaixo dos R$ 3. Isso mostra a diferença da qualidade dos Bancos Centrais ao redor do mundo.
O México foi parecido com a gente: após 1994, nunca mais um dólar custou 6,64 pesos. Só que lá, desde 2003, a meta de inflação é de 3%. Nos anos 2000-2008, a moeda ficou relativamente estável nos governos Fox – Calderón. As desvalorizações cambiais de lá são mais controladas do que a daqui. Aqui todo mundo acha super civilizado termos uma inflação de 6% ao ano.
Já que existe o tal do tripé macroeconômico, então para apreciar o câmbio, bastaria o BCB impôr uma meta de inflação de 2% ao ano e uma tolerância máxima de 3%. Isso causaria um grande choque de confiança e estancaria essa desvalorização. Não precisa vender reservas nem fazer malabarismos. Anuncia a meta, cumpra e pronto.
Por enquanto, a fala do Bolsonaro de “debater sobre o que fazer ‘legalmente’ para conter alta do dólar” ainda não surtiu efeito no câmbio.
g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/09/15/sony-vai-fechar-fabrica-no-brasil-e-interromper-vendas-de-alguns-segmentos.ghtml
Mais uma pra conta de Chicago. Vamos desvalorizar a moeda que vamos reindustrializar o Brasil !
Fiz um curto gráfico comparando as moedas da América do Sul.
– Roxo: Boliviano
– Laranja: Peso chileno
– Laranja avermelhado: Sol peruano
– Amarelo: Peso colombiano
– Azul claro: Peso uruguaio
– Azul: Real brasileiro
Brasil é praticamente a pior moeda da América do Sul. Não coloquei peso argentino porque o câmbio deles é controlado e no gráfico apareceria que desvalorizou menos que o real.
Sol peruano pode ser considerado a terceira melhor moeda do continente americano, perdendo só para dólar canadense e dólar americano. Se alguém souber de um artigo detalhando as reformas feitas pelo Alberto Fujimori no país, eu agradeço.
Será que lockdowns causam inflação de preços nos alimentos? Vamos descobrir? Peguei os dados de julho desse ano, em acumulado dos últimos 12 meses.
Comparei o Brasil com os países da América do Sul que adotaram medidas próximas em lockdown (por isso não coloquei o Uruguai). Dos piores para os melhores.
– Venezuela, 2239,9%;
– Argentina, 46%;
– Brasil, 7,61%;
– Colômbia, 5%;
– Peru, 2,31%;
– Equador, 1,21%;
– Bolívia, – 0,14%;
– Paraguai, – 0,9%;
Ou seja, o Brasil é o terceiro pior em inflação na América do Sul.
O que acham do sistema PIX? O que ele vai mudar na vida de um cidadão médio? Quais as vantagens? Quais as desvantagens?
Leandro,
É correto dizer que – no atual momento – o maior responsável por essa expansão monetária(expressa nos gráficos do M1 e M2)não é o setor bancário expandindo o crédito (como houve nos tempos da nova matriz econômica do PT), mas sim o auxílio emergencial?
Qto ao mecanismo que explica esse aumento na quantidade de dinheiro na economia:
O governo emite títulos de dívida e esses títulos são comprados pelo setor bancário (dealers primários- operando com reservas fracionárias – gerando aumento da quantidade de dinheiro). O governo recebe esse dinheiro e repassou para a população na forma de auxílios. Estou correto?
É esse o mecanismo que explica a elevação do M1 e M2 ?
Alguma reforma tributária atualmente proposta é boa? Achei este site e me parece que as três propostas são ruins e é um demonstrativo sobre um dos motivos de nosso país estar estagnado.
Ninguém quer realmente fazer uma reforma de verdade. Pior ainda que ainda não resulta na redução da carga tributária, então na prática eles vão aumentar ainda mais a carga tributária, porque no fim das contas é isso. Preferem fazer remendos. É para isso que um “governo de direita” foi eleito?
Trump conseguiu na canetada reduzir o IRPJ deles (e que teve ótimos resultados) e é uma vergonha eles não fazerem isso aqui. Até na Índia eles reduziram os impostos. Será que na canetada não conseguem fazer nada quanto a isso?
Se for para ficar com gradualismo, então era mais fácil o Temer ter sido eleito em 2018.
Leandro,
Veja essa afirmação do Alexandre Schwartsmam: “Confesso que não sou muito fã de agregados monetários (base, M1, M2, etc.) e, para ser absolutamente sincero, nem costumo segui-los”
Por que os economistas do mainstream não gostam de acompanhar os agregados monetários? Me parece algo tão importante para análise da economia.
Índice DXY subiu bastante esta semana! Voltou ao nível que estava na última semana de julho. Eis o gráfico semanal:
http://www.tradingview.com/x/yJT7jOq2/
E o dólar perante o real, obviamente, acompanhou:
http://www.tradingview.com/x/u5nsqgGh/
Grande Luis Oreiro, acertou na mosca:
youtu.be/aLsyo1xGT9g
"As pessoas não cooperam na divisão do trabalho porque amam ou devem amar-se umas às outras. Eles cooperam porque isso serve melhor aos seus próprios interesses."
Mises
* * *
Não seria mais fácil falar em bom português que esse dinheiro todo na economia se chama
AUXILIO EMERGENCIAL?
E que ele foi necessário dentro do quadro pandêmico?
Ou não foi?
Esse dinheiro todo foi parar em algum paraíso fiscal como nos governos passados?
É o mínimo para uma página séria.
Este país tem condições de abandonar a moeda manual já. Aliás já deveria ter feito há muito tempo, desde o início do século. Me lembro que em 1990, quando do malfadado plano Collor, eu ocupava a gerência do dpto técnico de um banco e fiquei surpreso ao ver quão pouca moeda manual existia no mercado. Já naquela época, também devido às pornográficas taxas de inflação (por favor, não confundam com hiperinflação, o Brasil jamais vivenciou hiperinflação) o volume de moeda manual em circulação era inferior a 5% dos meios de pagamento. Quando as pessoas acorreram às agências bancárias para sacar o dinheiro, este simplesmente não existia na forma impressa, os bancos solicitavam ao Banco do Brasil, onde mantinham suas contas reserva, e este respondia que simplesmente não existia, que o Banco Central estava solicitando a impressão emergencial à Casa da Moeda.
A massa ignara costuma confundir emissão de moeda com moeda manual impressa, em metal ou papel, isso é uma bobagem, a emissão de moeda é um ato meramente escritural, a impressão de moeda sobre papel ou metal é custosa e somente se faz quando necessário. Estatisticamente se define a quantidade de moeda manual que deve existir.
O fato é que o bolsa família demostrou que mesmo a população mais pobre e nos rincões mais afastados deste país é capaz de de usar os cartões, o PIX veio facilitar mais ainda os pagamentos. Cartões, os anacrônicos talões de cheques e o PIX dispensam a existência de moeda manual. O maior uso de moeda manual hoje é por criminosos, grande parte deles corruptos atuando no governo. Quem não se lembra da ridícula corridinha do deputado Rocha Loures com a mala de dinheiro supostamente do Temer? Ou dos R$ 51 milhões do Gedel Vieira Lima? Porquê 51? Certamente 51 é uma boa ideia.
A extinção da moeda manual tem o condão de dificultar e mesmo impedir boa parte da corrupção endêmica deste país, desonerar a União da impressão e controle da moeda manual, bem como impedir boa parte dos crimes comuns e financeiros. A extinção da moeda manual somente traz vantagens, as desvantagens são desprezíveis, o problema é que a decisão de extingui-la está nas mão dos políticos, uma classe corrupta que se beneficia da existência desta forma de moeda para lesar o povo brasileiro. Como fazer “rachadinhas ” sem papel moeda? Vai ficar bem mais difícil.
Quanto à disparada da inflação, que tem como fulcro o descontrole da taxa de câmbio, poderia ser minimizada se o Ministério da Economia instituísse o imposto de exportação sobrte petróleo e boa parte dos agropecuários. Vejam:
Este país tem condições de abandonar a moeda manual já. Aliás já deveria ter feito há muito tempo, desde o início do século. Me lembro que em 1990, quando do malfadado plano Collor, eu ocupava a gerência do dpto técnico de um banco e fiquei surpreso ao ver quão pouca moeda manual existia no mercado. Já naquela época, também devido às pornográficas taxas de inflação (por favor, não confundam com hiperinflação, o Brasil jamais vivenciou hiperinflação) o volume de moeda manual em circulação era inferior a 5% dos meios de pagamento. Quando as pessoas acorreram às agências bancárias para sacar o dinheiro, este simplesmente não existia na forma impressa, os bancos solicitavam ao Banco do Brasil, onde mantinham suas contas reserva, e este respondia que simplesmente não existia, que o Banco Central estava solicitando a impressão emergencial à Casa da Moeda.
La vem a reforma administrativa. E como sempre a conta gotas. So vai atingir os novatos. Deve se esperar anos ate todos se aposentarem e forem subatituidos pra ter um quadro sob as novas regras
https://www.direcaoconcursos.com.br/noticias/reforma-administrativa-estabilidade-duvidas-respondidas-por-especialista/?fbclid=IwAR2WeUcBM0ZFrJgmB0ktEGPtkQUib4qJOshWmcIumq5mhaIe3cfy10x8Vbg