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O oásis do funcionalismo público brasileiro na crise

No deserto, convivendo com a escassez de água e comida, o oásis é um refúgio temporário para viajantes em travessias difíceis. Não sendo propriedade de alguém, oferece algum conforto para todos que passam pelo mesmo difícil caminho. 

Não é o caso do sentido aqui empregado, já que no mesmo território, e no mesmo caminho, o abrigo só serve para poucos.

No Brasil, antes da pandemia, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada em março, tínhamos no setor privado aproximadamente 33,6 milhões de pessoas com carteira assinada e 38 milhões de trabalhadores informais. Estes incluem desde os trabalhadores sem carteira assinada (11,6 milhões) até trabalhadores por conta própria (24,5 milhões).

Os grupos acima, quando somados à força de trabalho desocupada no mesmo período, equivalente a 12,3 milhões de desempregados, significam 84 milhões de brasileiros que lutam no dia a dia para procurar ou manter seus empregos e sua renda (veja todos os números aqui). 

Nesse sentido, enfrentar a crise é uma batalha que os torna semelhantes como brasileiros.

No universo de trabalhadores brasileiros ainda faltam os trabalhadores do setor público, também chamados de servidores públicos pela sua natureza universal de servir ao público (compreendida, corretamente, como uma nobre atividade desde o Império Romano). Somadas as diferentes esferas de governo, civis e militares, os servidores públicos no Brasil são aproximadamente 11,4 milhões.

A crise econômica é global. E, como em vários outros países, no Brasil milhões de trabalhadores já perderam seus empregos e salários. Atualmente, mais da metade dos brasileiros não tem trabalho.

Governos, incluindo o brasileiro, adotam programas bilionários (que serão pagos com os impostos de todos contribuintes) para tentar mitigar o sofrimento dos que perdem sua renda, integralmente ou parcialmente, da noite para o dia.

Brasileiros, todos, navegam na mesma crise econômica, correto? Não. Nem todos da mesma forma. Para uma minoria, os trabalhadores do setor público, os empregos são garantidos por lei. E os salários, obviamente, são garantidos pelos impostos pagos pelos trabalhadores do setor privado

Austeridade portuguesa e grega

Além do estatuto da estabilidade no emprego, sequer é possível admitir algum pequeno ajuste temporário de salários no serviço público. 

No fim de junho de 2020, o STF negou a possibilidade de reduções temporárias de salários condicionadas à redução de jornadas de trabalho (no julgamento de matéria relativa à Lei de Responsabilidade Fiscal), algo já feito em larga escala pelos trabalhadores do setor privado – e, ainda assim, só para aqueles que tiverem a sorte de manter seus empregos em meio à crise.

Muitos países procuram reforçar sua identidade e propósito de união em momentos mais difíceis, como guerras, epidemias, desastres naturais ou crises econômicas. Em todas essas situações, a estabilidade da sociedade, em meio à exigência de maior sacrifício pessoal, passa também pela percepção da maioria de que o sacrifício temporário é distribuído de maneira justa e solidária.

Tratamento igual entre iguais, sacrifícios maiores para aqueles que podem contribuir mais em períodos excepcionais. Tudo em nome de uma união necessária para a travessia de um caminho difícil. Um teste, que pode sinalizar o quão próspero pode ser o futuro de uma nação.

Para não voltarmos muito longe no tempo, como nos períodos das grandes guerras mundiais – que moldaram o sentimento de união de países como o Japão, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos e tantos outros —, fiquemos com algumas crises econômicas mais recentes.

Em Portugal, depois da crise de 2008/2009, o déficit nominal do setor público atingiu o recorde de 11% do PIB em 2010, com um crescimento negativo do PIB de 3% no mesmo ano. Vale lembrar que as atuais projeções para o déficit nominal do Brasil em 2020 já estão em 16% do PIB.

O programa de ajuste português, que anos mais a frente permitiu aquele país ser saudado como um exemplo de recuperação econômica (e com participação conjunta de partidos de direita, centro e esquerda), procurou distribuir esforços entre o setor privado e o setor público.

Na aprovação da primeira fase do programa, em 2010, ao incluir a redução e congelamento futuro dos salários no serviço público, o primeiro-ministro de Portugal da época, José Sócrates, ressaltou a importância de um algum esforço solidário do setor público, em meio a uma grande onda de demissões e reduções salariais no setor privado.

Em 2011, em mais uma onda de ajustes, o governo português extinguiu o 13º e o 14º salários para o funcionalismo público e aposentados portugueses que recebiam mais de mil euros. (Leia tudo sobre o ajuste de Portugal aqui).

Na Grécia, a crise de 2008/2009 levou o déficit nominal a patamares ainda mais altos: acima de 13% em 2013, com uma queda do PIB que havia chegado a 10% no ano anterior

O ajuste grego também envolveu partidos de diferentes orientações ideológicas, incluindo o Syriza, partido radical de esquerda e antigo crítico de medidas de ajuste fiscal.

O processo de ajuste grego foi ainda mais longo e sofrido do que o de Portugal, mas o país voltou a ter superávit nominal entre 2016 e 2019, a dívida pública voltou a ficar estável — ainda que em patamar extremamente elevado — e o crescimento econômico também retornou (antes da Covid-19), ainda que a taxas modestas.

Na Grécia, até pelo peso maior do setor público na economia local, os cortes de salários e benefícios foram ainda maiores do que em Portugal. Entre 2010 e 2012 foram cinco rodadas de ajustes, que na soma significaram mais de 30% de reduções salariais no funcionalismo público, além da revisão de outros benefícios.

Em cada uma das rodadas de ajuste na Grécia, mesmo com diferentes coalizações políticas, a justificativa de reduções salariais no setor público foi a mesma de Portugal: o esforço precisava ser de todos, num país onde a taxa de desemprego havia saído de 7,5% em 2008 para quase 30% no início da década passada.

Salários no setor público brasileiro

Segundo estudo do Banco Mundial divulgado em conjunto com o Ministério da Economia em 2019, intituladoGestão de pessoas e Folha de Pagamentos no Setor Público Brasileiro – o que dizem os dados?“, servidores federais no Brasil ganham 96% a mais do que recebem trabalhadores da iniciativa privada que exercem funções semelhantes

O número acima, chamado de “prêmio salarial”, é o mais alto na amostra de 53 países pesquisados pelo Banco Mundial, como mostra o gráfico abaixo. 

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Prêmio Salarial do Setor Público em Relação ao Setor Privado por País

No caso dos estados, aquele número é de 36% mais elevado do que a média do setor privado. Nos municípios o prêmio salarial é equivalente ao do setor privado.

O mesmo estudo mostrou que, em 2019, 44% dos servidores do executivo federal, o poder federal com a menor média salarial, recebiam mais de R$ 10 mil reais por mês. Essa remuneração coloca esses servidores nos 5% superiores da distribuição de rendimentos domiciliares per capita dos brasileiros calculada pelo IBGE para o ano de 2019. 

Como essa distribuição foi verificada antes da atual crise econômica, a tendência é piorar a performance relativa dos rendimentos do setor privado.

O teto salarial do setor público brasileiro foi reajustado, em 2019, em 16,3%, aproximadamente quatro vezes a inflação daquele ano, de 4,31%. O valor, R$ 39,2 mil, coloca esse teto entre o 0,5% superior do rendimento domiciliar per capita. 

Dado que em 2019 a metade mais pobre da população viveu com uma renda média de R$ 850 por mês, R$ 39,2 mil equivalem a 46 vezes mais do que ganharam em média a metade dos brasileiros.

O teto salarial já seria uma belíssima remuneração, mas há milhares de servidores no Executivo, Legislativo e Judiciário, na União e nos estados que recebem muito além desse valor. Perde-se a conta de remunerações acima de 60-70-80 mil reais por mês infladas por todos os tipos de adicionais e auxílios — os famosos “penduricalhos” — que fogem de uma definição legal mais rigorosa para o conceito de teto remuneratório. Outra pendência esquecida nas gavetas do governo e do Congresso Nacional.

As distorções dentro da própria máquina garantem privilégios ainda mais imorais

É preciso ser dito também que, na outra ponta da distribuição salarial do setor público, há milhões de funcionários públicos em estados e, principalmente municípios, com rendimentos baixos ou comparáveis aos praticados no mercado.

Há enormes desigualdades no tratamento dentro do próprio setor público. E são tratamentos desiguais no sentido de privilegiar exatamente quem ganha mais.

Alguns estados atrasam suas folhas de pagamento pelas suas crises financeiras, agora agravadas com a pandemia da Covid-19. No entanto, há um agravante: quando a receita de todo o setor público estadual cai de forma inesperada, os poderes executivos estaduais são proibidos de pedir que o legislativo, o judiciário e o Ministério Público estaduais compartilhem o “sacrifício”. 

Os executivos estaduais acabam tendo de resolver sozinhos a crise, sem dividi-la com os outros poderes e órgãos independentes (como o Ministério Público), onde exatamente se encontram os salários mais altos.

Os poderes executivos estaduais estão proibidos de tentar reduzir os repasses da execução orçamentária (os chamados duodécimos) para os outros poderes quando há frustração de receitas. Mais uma decisão recente do STF, junto com a que proibiu a redução salarial no setor público associada à redução de jornada de trabalho.

Vejamos apenas um exemplo das muitas distorções que se acumulam no setor público brasileiro, seja pela legislação vigente ou por decisões do STF já mencionadas. 

No Rio Grande do Sul, hoje, uma professora do ensino fundamental com doutorado que receba uma remuneração pouco superior a R$ 3.000 receberá a totalidade do seu salário com mais de 30 dias de atraso. No mesmo estado, no mesmo setor público, um desembargador que tenha uma remuneração total mensal de R$ 60.000  (20 vezes maior) receberá a integralidade de seus vencimentos rigorosamente em dia.

A constatação é de que a atual estrutura de remunerações no setor público brasileiro, comparativamente ao setor privado, não é só desconectada em relação ao que acontece em outros países, mas é também parte agravante da descomunal desigualdade de renda que vigora no País.

Voltando à crise atual no Brasil

No momento em que o mundo volta a discutir o compartilhamento de esforços entre setor privado e público no enfrentamento de uma crise, isso ainda parece ser uma barreira intransponível no Brasil. E temos exemplos recentes muito próximos do país indo em outra direção.

A Colômbia aprovou em abril deste ano um imposto adicional transitório para servidores públicos que ganham acima de 10 milhões de pesos (o equivalente a 10 mil reais no Brasil).

No Chile, o parlamento discute de maneira avançada a extensão de reduções salariais temporárias no serviço público, depois do salário de parlamentares e outras autoridades públicas terem sido reduzidos em até 50% ao final de 2019.

No Uruguai, depois de cortar 20% do seu próprio salário e de outros dirigentes públicos, o presidente Lacalle Pou avançou na aprovação de um desconto temporário entre 5% e 20% para servidores com remuneração mensal superior a 80.000 pesos (o equivalente a R$ 9.000).

No Brasil, qualquer iniciativa de propor alguma redução temporária de salários não passa de uma primeira manifestação de intenções. Nunca se concretiza.

Além da enorme força das corporações do setor público, aparentemente o próprio presidente da República não enxerga prioridade neste esforço. O máximo que se fez até agora, após forte trabalho de convencimento do ministro Paulo Guedes, foi congelar os atuais salários do serviço público de apenas alguns categorias até o final de 2021

Mesmo nesse esforço louvável, há muitas dúvidas sobre como será possível controlar aumentos disfarçados, como promoções de carreiras e concessões de auxílios diversos.

Para concluir

Toda essa bonança é bancado pelos impostos pagos por quem trabalha e produz riqueza — e que, consequentemente, ganha bem menos.

E que agora está desempregado.

Enquanto a alta casta do funcionalismo ganha entre R$ 10.000 e R$ 60.000 por mês (em alguns casos, ganham mais de R$ 100 mil), o trabalhador do setor privado, que é quem produz e é tributado para sustentar toda essa farra — não houvesse trabalhador do setor privado, não haveria salário para funcionalismo público —, está com uma renda média de R$ 2.300 por mês.

A injustiça causada pelo estado não poderia ser mais fragorosa.

Quando saírem os dados econômicos do ano de 2020, deveremos ter a uma das maiores quedas da história do PIB brasileiro, alguns novos milhões de desempregados e muitos outros milhões de empregados do setor privado com salários muito abaixo do início da atual crise.

Será uma travessia muito difícil até o Brasil voltar a crescer e começar a recuperar os empregos perdidos nessa crise. Para aqueles que têm a felicidade de mantê-los por lei, um verdadeiro oásis no deserto, seria no mínimo um gesto de solidariedade e união compartilhar uma pequena parte do sacrifício. Uma demonstração de que a crise, assim como o país, é de todos.

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272 comentários em “O oásis do funcionalismo público brasileiro na crise”

  1. O artigo cita as várias medidas tomadas nos outros países e mostra que aqui ninguém teve a coragem de peitar essa gente.

    Normal. Trata-se do maior e mais poderoso lobby do país. Mandam e desmandam nisso aqui desde 1822. Não há nenhuma chance de ocorrer qualquer medida que os desagrade.

  2. Os mesmo funcionários públicos, que defendem os aplicativos, uber e ifood, querem baratear a sua vida, mas não aceitam redução do estado. Alguns retardados liberais, também defendem a precarização do emprego, algo assustador. Enquanto, alguns ganham tantos direitos, como funcionários públicos, políticos e grandes empresários. Eles defendem que os motoboys, que se matam pra ganhar trocados.

  3. Mesmo que funcionasse a contento e que seguisse os mais rigorosos critérios de contratação e de desempenho, ainda assim o funcionalismo público nada mais seria do que um desperdício de mentes e de empreendedorismo custeado pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros.

  4. Olha só

    1)Narloch é demitido e chamado de homofobico por usar o termo “opção sexual” e falar que gays tem mais chances de ter AIDS, o que é um mero fato e está ligado a uma questão fisiológica, a “via” anal tem um risco de transmissão muito maior do que a “via” normal.

    2) J.K Rowling ser linchada pela patrulha progressista por dizer que apenas mulher menstrua (sim, isso mesmo)

    3) Agora um jornalista escrever abertamente que deseja a morte de um presidente, está ok.

  5. Como o governo fará para pagar suas despesas de janeiro de 2021 em diante de tal cenário? Déficit público de 16% do PIB, dívida pública de 100% do PIB, queda anualizada estimada na arrecadação em torno de 12%, economia mundial patinando e um passivo social a beira de descambar pra convulsão social.

    Quais as opções estão na mesa?

  6. Se a iniciativa privada fosse destruída, não existiria funcionalismo público nenhum.

    Isso é o que basta para se constatar a ordem de causalidade e de prioridade, lógica, econômica e moral.

    É uma verdade de Perogrullo isso, mas experimentem falar isso para pessoas próximas a você (e nem precisa, necessariamente, ser para um funcionário público).

  7. Esse artigo eu li no Info Money, e já despertou a fúria de vários funcionários estatais.

    Até na Grécia, país extremamente intervencionista, com alta taxa de informalidade e forte funcionalismo estatal, eles cortaram despesas.

    Mas é porque lá o governo grego não possui um Banco Central. Então, se quebrar, quebrou e acabou. Apesar de todas as distorções do sistema do euro (inclusive dos socorros), ainda eles se beneficiam pelo fato de usar uma moeda forte e não terem Banco Central. Imaginem o sonho, o Brasil sem um Banco Central e usando uma moeda forte como moeda corrente, como por exemplo ocorre no Panamá, usando dólares. Ou mesmo no Equador, também com dólares.

    Aí não teria espaço. Ou cortaria ou quebra.

    Dê um Banco Central para a Grécia que eles viram a Argentina rapidinho.

  8. Brilhante o artigo.

    E daqui eu faço uma nota de indignação. Fui completamente enganado pelo Bolsonaro.

    Achava que ele ia atacar esse corporativismo mas não está tendo peito.

    Bolsonaro provocou, Rodrigo Maia propos reduzir o salário dos 3 poderes e aí o presidente deu pra trás.

    Aumentou o salário dos militares, e aumentou mais dos da alta patente que dos de baixa, e isso mesmo quando o maior déficit previdenciário dentro do funcionalismo é dos próprios militares, quando visto em termos per capita. Os caras se aposentam com 48 anos, a não ser que queiram virar general.

    Entupiu de militares nos quadros que deveriam ser de civis gabaritados, como no Min. da Saúde, somente para dar uma boquinha a mais aos mesmos. E os militares fazem papelão, pois assumiram que não querem ganhar a titularidade do Min. da Saúde para não se desgastarem mas querem todos os cargos pra si. Uma vergonha.

    Aliás, alguém sabe me dizer o que faz um militar no dia a dia do seu trabalho?

  9. Excelente análise!

    Sou formado em engenharia e faço parte de um grupo de WhatsApp de amigos da época da faculdade. Da até canseira de ver que o povo só fala em passar em concurso público. Se tornar burocrata de uma repartição qualquer…. triste!

  10. Eu sou servidor. Dou o meu sangue. O problema desse país são cargos de comissão.

    Conheço muito servidor dedicado que se acaba pra fazer a parte dos cargos de comissão.

    Embora esse artigo seja verdade, em partes, acho que grande parte de servidores, não ganham muito.

    Se você pegar prefeituras… tem muita gente concursada que é dedicada e não ganha muito.

    O grande problema são os salários dos comissionados, e os salários do Judiciário.

    É muito magistrado, promotor… ganhando um mar de dinheiro… assessores.

    No Brasil existem servidores pobres. E os ricos… os que realmente prejudicam esse país, juntamente com o governo.

    Acho que devemos avaliar melhor aí a crítica contra os concurseiros.

    Pois ser concurseiro nada mais é do que lutar pela própria sobrevivência.

    Se o povo quer mudança… que se faça a desobediência civil, e que exijam o fim de cargos comissioinados e outras regalias à tantos cargos públicos, que te garanto que a maioria não tem.

    Usar o servidor público para bode expiatório é antigo e não contribui com nada.

  11. Ex-microempresario

    Nos meus vinte anos de empresário, aprendi que os funcionários públicos não são todos iguais, pelo contrário. Existem vários tipos, que de forma geral podem ser classificados nos seguintes grupos:

    O Certinho: Acredita piamente que todas as leis, decretos, regulamentos, instruções normativas, etc, etc, são a mais pura expressão da verdade e devem ser obedecidas com fervor religioso. Trata qualquer ínfima discrepância como um crime contra a humanidade. Quando lhe mostram a quantidade de regras obscuras, dúbias, incoerentes e até contraditórias entre si, responde que isso não é problema dele. Habitat típico: Secretarias de Saúde e Vigilância Sanitária.

    O Militante: Acredita ter a missão divina de salvar a humanidade. Sua vida, desde que entrou na faculdade, têm o foco único de tornar-se fiscal, ganhar poder e fazer o que acha “justo”. Vê empresas e empresários como o mal absoluto e faz tudo que pode para prejudicá-los. Acredita que todas as regras devem ser interpretadas da forma mais destrutiva possível, incluíndo doses de má-vontade, malícia e abuso de autoridade. Habitat típico: Secretarias do Meio Ambiente, eventualmente de Urbanismo.

    O Abusado: Acredita que cada carimbo seu é um ato de generosidade que deve ser recompensado pelo empresário que o recebeu. Exige ser paparicado, elogiado, tratado com respeito e subserviência. Pede favores e brindes com a maior naturalidade do mundo. Habitat típico: Receita estadual e federal, qualquer órgão que emita Alvarás e Licenças.

    O Negociante: Variação mais sincera do anterior. Ao invés de pedir favores, fala claramente que cada um dos seus serviços têm um preço. Geralmente exige pagamento antecipado, em dinheiro. Habitat típico: Secretarias de Finanças e órgãos ligados à Segurança Pública.

    O Preguiçoso: Acredita que nunca se deve fazer algo que possa ser empurrado para outro. Qualquer coisa que dependa dele ficará dormindo nas gavetas por meses ou anos. Costuma retaliar quando pressionado. Habitat típico: praticamente qualquer lugar.

    O Medroso: Comporta-se de forma similar ao anterior, mas por outro motivo: embora tenha conseguido passar no concurso, é completamente incompetente para o cargo que ocupa. Por isso, evita de todas as maneiras tomar qualquer decisão, com medo de fazer algo errado e perder a boquinha. Não se envergonha de inventar motivos para livrar-se de uma obrigação. Habitat típico: qualquer órgão que trabalhe com normas técnicas, como Secretarias de Saúde e Urbanismo ou estatais de Água e Energia.

    O Estudante: Dificilmente será visto por um empresário, porque ocupa todo seu tempo em congressos, cursos, workshops e similares. Nos intervalos entre um curso e outro, estará sempre em uma reunião de algum comitê ou grupo de trabalho. O único lugar onde ele nunca está é em sua sala, fazendo seu serviço. Habitat típico: Secretarias de Educação, Direitos Humanos, Cidadania e similares.

    O Ambicioso: Pensa unicamente em sua carreira. É um dos melhores que o empresário pode encontrar, porque para agradar aos superiores ele se submete até mesmo a trabalhar. Habitat típico: Agarrado aos órgãos genitais de seu chefe, com esporádicas passagens pelos órgãos genitais de deputados e vereadores.

    Existem outros grupos minoritários.

  12. Leandro Rock'n'Roll

    O pior problema não é de ordem nem econômica, nem financeira, nem mesmo jurídica. É a degradação moral que esse sistema de estímulos causa. Vide comentários do tipo: “sei que o povo vai se ferrar, mas não ligo”, “só estou pensando no meu”, etc. Não digo que você deva ser a madre Teresa de Calcutá, mas um homem de verdade deveria ter vergonha de se vangloriar dessa injustiça nojenta.

  13. Para não deixar morrer. E notem que o próprio partido ainda faz propaganda disso!

    Lula e Dilma admitem 355% mais servidores do que FHC

    Governo federal admitiu 234.988 servidores públicos entre 2003 e junho de 2014. Com FHC, foram 51.613

    pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/

  14. YURI - SÃO CARLENSE

    Toda vez que apresento as benesses e os salários dos funças mostrando que são bem acima da média do setor privado para a mesma função, o argumento deles é sempre o mesmo:

    “Não é o setor público que paga muito, mas é o setor privado que remunera pouco seus funcionários”.

    Para eles, o setor privado remunera pouco pois patrões são mesquinhos, só pensam em lucro e não valorizam adequadamente seus funcionários.

    Essa mentalidade é triste.

  15. Uma tristeza! Uma infelicidade o país onde nasci ter se transformado m 1988 em uma república sindical de funcionários públicos. O país é inviável desde então.

  16. Falar de Funcionário Público é mole, difícil é passar no concurso ou enfrentar a pandemia em um hospital na ala de Covid 19.

    Falar dos políticos e dos banqueiros que ganham dinheiro com o nosso dinheiro ninguém fala.

    Me desculpe a indignação.

    Aff

  17. Não é demais falar que os servidores do executivo federal ( a exceção a policia federal e os auditores) amargam achatamentos salariais já desde pelo menos 2015, onde não é reposto sequer os índices inflacionários, tivemos neste ano a entrada de novos índices de desconto previdenciário que antes era de 11% e que agora varia a até 22,5% a depender da faixa salarial, configurando deste forma mais uma diminuição do salário líquido. Estamos dessa forma muito mais pobres que em 2015, e a continuar dessa forma estaremos ainda mais pobres em 2025 que neste atual momento. Servidores empobrecidos consumiram ainda menos e desta forma a retomada do crescimento do país será ainda mais comprometida devido o achatamento da massa salarial total.

  18. Marcelo Simões nunes

    A farmácia está aberta, o banco está aberto, a padaria e tudo mais que se julgue essencial. No entanto o descaso do Judiciário é tão grande que fechou as portas na nossa cara, como se a Justiça não fosse um serviço essencial, não tivesse importância alguma. De fato, concretamente, não tem mesmo, pois o poder mais obscuro do estado apenas se serve e não nos serve para nada. Mas, essa triste e revoltante constatação exaspera-se quando se percebe que os urubus de capa preta sequer procuram disfarçar sua arrogância, sua disfuncionalidade, nesse momento em que muitos têm de dar nó em pingo d’água para sobreviver.

  19. Estou vendo este documentário sobre o SARS-CoV-2.

    No mínimo um libertário deve haver na equipe do Brasil Paralelo. A esquerda odeia eles. Já me xingaram só porque eu falei que gosto do canal, mas é assim mesmo, eles não são capazes de debater. A esquerda perdeu o debate faz décadas.

    Vocês viram o que o Bolsonaro publicou hoje em seu Instagram? Enquanto vemos pessoas supostamente liberais se curvando ao pânico, Bolsonaro continua firme.

  20. Funcionário PUBLICO CONCURSADO

    kkkkkkkkkkkkk

    Isso é coisa de QUEM NUNCA ESTUDOU para passar em concurso público.

    Imagine os da Segurança Pública e da Saúde que fizeram concurso, passaram e recebem salários descentes !!!

    Reclame dos políticos QUE TÊM os melhores salário e benificios !!!

    Se está na iniciativa privada é por comodismo. Existe muitos concursos públicos até para gari.

    ESTUDE E PASSE !!!

  21. Estam aplicando a estratégia errada.

    O correto é acelerar o processo de destruição.

    Aumente mais os salários, penduricalhos e afins.

    Enquanto não atingirem o fundo do poço, nada muda. Vão sempre achar que dá para aumentar impostos e criar mais dívida pública.

    As pessoas vão sofrer ? Sim , mas a correção do problema virá.

  22. Tem coisas que é preciso ser mais cético…

    Obviamente não pretendo aqui defender o funcionalismo público, mas veja bem uma situação que tive que lidar semana passada. Tivemos que procurar uma agência de emprego aqui na cidade (uma agência bem grande, em uma cidade razoavelmente grande) para encontrar um serralheiro; até aí tudo bem, mas ao falar com a pessoa de lá ela começou a nos contar a situação: há um mercado desesperadamente atrás de gente para trabalhar, com 300 VAGAS, e simplesmente não conseguem contratar, ninguém quer trabalhar.

    Aí eu fiquei me perguntando por qual será motivo que as pessoas não querem, será por medo do COVID?

    Até reencontrar uma colega antiga de trabalho que estava voltando à cidade, e perguntei se ela pretendia encontrar algum emprego por aqui, e ela me disse: vou esperar um pouco, tenho mais algumas parcelas pra pegar do Bolsonaro (e deu risada).

    Ou seja, a minha conclusão inevitável é que brasileiro merece estar desempregado, porque está se aproveitando do auxílio emergencial para emergir sua vagabundice inata.

  23. Ex-microempresario

    Quem nunca foi empresário talvez não saiba mas…

    1) Mão-de-obra sempre sobrou no Brasil. O que falta é mão-de-obra qualificada. Quando a empresa põe uma plaquinha de “temos vagas” faz uma fila de dobrar a esquina. Mas 90% é gente semi-analfabeta, sem noção de responsabilidade, sem a menor capacidade de ser produtivo.

    2) O auxílio-covid é novo, mas gente que não quer perder benefício é antigo. Candidato que quer o emprego mas não quer ser registrado porque ainda está recebendo o seguro-desemprego aparece quase todo dia. E por incrível que pareça, esses costumam ser os melhores. Os piores só pensam em procurar emprego depois de gastar o último centavo do seguro-desemprego, da rescisão e do FGTS.

  24. Esse comentário do Rodrigo Souza do fim de maio continua atual. Vocês não acham?

    O que me fascina é a alegria de muitos brasileiros, mesmo diante desse caos. Acho que não tem gente mais alegre que o carioca. Tanto é que tem muitos já fazendo festas, conversando e comendo, o que causou irritação à algumas pessoas. Deve ser uma de nossas “brasilidades”.

  25. Yuri São Carlense

    Estava pensando aqui.

    Como a maioria dos funcionários públicos são de esquerda, defendores da justiça social e dos programas de renda mínima, no mínimo eles deveriam topar ter um desconto de no salário para custear um programa de auxílio definitivo.

    Alguém tem noção se essa conta fecharia? Algum nível de desconto (sei lá, uns 10% ou 15%) no salário dos funça federais daria pra custear um programa de renda mínima?

    (Não que eu goste muito da ideia dessa renda básica permanente, mas como estao loucos pra implantar esse negócio, pelo menos não geraria mais déficit público)

  26. Estou vendo falarem muito em custos de salários de servidores públicos, penduricalhos etc. Alguém sabe qual o custo do desvio de dinheiro público para compararmos com o custo do estado em salários? Eu tenho dúvidas se o problema realmente é em salários.

    Eu não sou funcionário público, trabalho para a iniciativa privada e já fui empreendedor. Eu acredito que um membro do judiciário ganhar 100 mil não é exatamente um grande problema visto o alto grau de especialização da atividade e constante atualização na área é compatível, ou quase, com o soldo. Há profissionais liberais que ganham algo próximo a isso e não possuem a mesma exigência de especialização.

    Eu vejo que os comissionados ganham menos ou igual aos concursados. Apenas os comissionados chefes recebem um pouco melhor e só conseguem o cargo para serem coniventes com a corrupção. Os comissionados são mais pressionados por não terem estabilidade e por vezes aumentam o trabalho dos concursados por serem de baixa qualificação profissional(trabalhei recentemente em hospital municipal).

    Essa comparação pode nos mostrar que os altos salários não seriam questionados, e mesmo a dita”escravatura ” do assalariado, caso o estado conseguisse ofertar excelente serviço público. Acredito, sem dados para confirmar, que o desvio seria suficiente para prover essa desejada qualidade do serviço estatal.

  27. ALEXANDRE CONCEICAO ALVES MARTINS

    Como funcionário público, vocacionado a fazer meu trabalho, estudei bastante para passar num concurso difícil.

    O que ganho hoje é muito em relação à grande maioria da população brasileira mas ganho por mérito.

    Os impostos que pagam o funcionalismo também são pagos por mim, principalmente IR na fonte.

    É interessante que queiram reduzir o salário daqueles que frente a um desafio (pandemia) são exigidos e expostos ainda mais.

    Todo funcionário público é uma pessoa com família por sustentar e não um mero encargo a ser diminuído.

  28. No Brasil a lógica é invertida pois veja a diferença se vc quiser receber 2 ou 3 mil como um empregado tem o caminho difícil(empresa de grande porte) e o fácil(governo neste caso federal).

    No fácil vc faz concurso público tipo um exemplo o do IBGE para algum cargo de chefia(não precisa nem de experiencia, nem qualificação) tipo coordenador onde claro vc vai estudar(decorar) umas apostilas por 3 meses, fazer uma analise das provas anteriores e principalmente onde tem menos candidatos/vaga(tem locais que tem 20 ou 30) e depois faz a prova e passa. Chance de sucesso de passar 5%

    No caminho difícil vc envia o seu currículo para uma empresa ficando vários meses rolando lá e se por um milagre te chamar pois deve ter uns 1000 candidatos vc vai para a próxima etapa que é uma prova escrita e depois dinâmicas em grupo,entrevistas com (rh, gestor, dono)… e no final do processo deve receber uns 1 mil onde boa parte vai ser usado pelo governo(uns 80% via impostos diretos e indiretos). Chance de sucesso de passar 0,1%

    Aí eu te pergunto quem tem mais mérito

  29. Eu ainda sou Funcionário Público e concordo totalmente com o texto.

    Sou funionário por pouco tempo vou deixar a área pública para empreender, estou estudando filosofia e liderança e quero empreender nessas área principalmente com trabalhaos para desenvolver equipes nas empresas.

    Depois eu que descobri o libertarianismo a única saída é empreender e divulgar as boas ideas. Porém posso levar alguns meses ou ano, pois tenho que fazer a transição de carreira.

  30. Você acha que R$ 3.000,00 é um excelente salário para um Policial no Brasil?

    Que este Policial está se aproveitando do Estado?

    Quem são prejudiciais ao Estado são os políticos, que utilizam de seu “prestígio” frente à administração pública e colocam os seus apadrinhados, na grande maioria despreparados, para ocupar os cargos comissionados. Onde pessoas menos preparadas podem chefiar funcionários concursados que passaram por provas e treinamentos que os chefes desconhecem?

    Onde está a meritocracia?

    E a iniciativa privada, no Brasil, paga muito mau aos seus funcionários, principalmente, porque o Estado Brasileiro expropria o seu empresariado com altos impostos e benefícios sociais.

  31. Negócio é sair do Brasil, na primeira oportunidade.

    E nem precisa ser OCde, ex-satélites soviéticos no leste europeu estão em melhores condições gerais, alguns até já integram o bloco econômico europeu.

    Só comparar com vizinhos no continente, até Chile, Panamá e Paraguai estão em melhores condições para empreender e mais saneados (financeiramente) comparados ao eterno país do futuro.

  32. TEM UM ERRO NO GRÁFICO…

    Porque é mais vantajoso trabalhar no setor privado dos EUA que o público???

    PORQUE O SALÁRIO PRATICADO PELA INICIATIVA PRIVADA É MAIS VANTAJOSO.

    No Brasil, o cara se lasca de estudar para correr o risco de abrir uma loja num sistema caro, burocrático e explorador e falir ou ficar no setor privado que remunera mal? NÃO! Ele vai estudar e fazer concurso para ganhar mais.

    NO DIA QUE A INICIATIVA PRIVADA PAGAR MELHOR OU IGUAL AO SETOR PÚBLICO, NÃO VAI TER ESTABILIDADE NO EMPREGO QUE MANTENHA A GALERA NO ESTADO, VAI TUDO PARA O MERCADO!

    Porque a questão aqui é lógica: Você quer ganhar 4 mil para ser atendente público ou 6 para ser atendente de empresa privada?

    Infelizmente o Estado no Brasil, ao ver que a empresa paga mais, vai querer mais também. Mas o correto seria de, assim como o texto falou, à medida que o estado sobe os ganhos, as empresas aumentam os salários e nas quedas, fazer o inverso.

    Por isso, o problema não é que o servidor federal ganha muito, é o contrário, o setor privado que paga pouco! Se o Estado reduz a demanda de impostos sobre o setor privado e quem contrata utilizar o dinheiro sobrando para investir em profissionais melhores qualificados, a coisa muda.

    Digo isso porque um amigo muito estudioso foi trabalhar na esfera Judiciária tirando uma nota preta até que uma empresa pegou seu currículo enviado antes de assumir o cargo e ofereceu ganho baseado em meta de trabalho que dobrava o ganho dele no setor público e um salário fixo que é metade da que ele tiraria no serviço estável. Não ficou um ano no Judiciário e na pandemia ainda criou maneiras de a empresa manter rendimento alto, ganha mais no mercado que no setor público e vive viajando e curtindo a vida.

    Por isso, eu acho que o real parasita no Brasil é o político, os que estão no Congresso passam desses 80 mil aí mencionados quando soma seus auxílios e ajudas. Pega os vereadores e reduz sua quantidade como fizeram um tempo atrás pra ver o quanto vai cair de gasto. Reduz Deputado e Senador pra ver. Depois tira metade dos ganhos dessa turma. Falamos ai de bilhões anuais, senão trilhões. São estes os nossos verdadeiros inimigos.

  33. Eu estava lendo o livro básico de mises, as seis lições e depois eu fui ler o 10 lições de economia austríaca e me veio em mente com uma duvida

    Qual a diferença entre movimentos ao longo de uma curva de demanda e deslocamentos da curva de demanda?

  34. Tenho uma dúvida jurídica: como são as interpretações sobre o tal do “direito adquirido” quando se fala em acabar com o privilégio dos funças?

  35. É demasiado VERGONHOSO que o Brasil esteja em 109º e a China esteja em 46º no ranking de fazer negócios.

    portugues.doingbusiness.org/pt/rankings

  36. Vocês acham que a reforma administrativa poderia acabar com a farra de greves? Hoje as greves do funcionalismo são permitidas? Engraçado que eu descobri que numa lei passada pelo Correa no Equador em 2010 (e que inclusive gerou [link=es.wikipedia.org/wiki/Crisis_pol%C3%ADtica_en_Ecuador_de_2010]fúria[/]link] em parte dos militares e policiais por ter cortado várias benesses deles; ele então voltou atrás e deu aumento salarial e mudou alguns artigos da lei), ela proíbe paralisação de funcionários especialmente do setor de saúde, ensino, petróleo, seguridade social, saneamento, bombeiros, correios e telecomunicação. Algo assim poderia haver aqui?

    De forma numérica o funcionalismo estatal (todos os âmbitos) é composto por aproximadamente 11,4 milhões de pessoas. Mesmo sendo uma minoria (ainda que em números bastante altos), qual é o peso do voto deles sobre o governo e o Congresso?

  37. e essa do INSS sem atendimento

    o papai-estado obriga as pessoas a dependerem dele, e agora os idosos e doentes que dependem dele nao tem acesso ao que o proprio se diz responsavel por, devido a uma burocracia que ele mesmo inventa

    alguns locutores na internet dizem que a culpa é de só ter velho trabalhando no INSS, e a soluçao seria contratar mais gente e esperar que os novos resolvam fazer o trabalho dos velhos

    impressionante como a sociedade dá de cara num muro, e ao invés de lutar pra derrubar o muro pede pra aumentar o tamanho do muro

  38. Com todo respeito ao texto em comento, concordo em algumas partes, mas não podemos colocar toda categoria (funcionários públicos, servidores públicos, agentes públicos, militares – nesse caso podendo ser os federais ou estaduais, seja lá a definição que se queira usar) de forma igualitária, creio que seria injusta a análise de forma equânime. Sou policial militar no Rio de Janeiro, sei muito bem que até a análise de forma igual em âmbito estadual já é injusta, quanto mais em relação a todos Estados da Federação.

    Há um contexto imenso a ser levado em consideração. Sou policial militar e vou tecer comentários sobre a categoria q pertenço.

    PM trabalha réveillon, natal, carnaval, eleições, copa do mundo, olimpíadas etc. Enfim, toda vez que se fala em feriado ou evento, nossas folgas são suspensas, enquanto TODO o resto do funcionalismo está de férias, folga ou recesso. Fez sol, serviço extra de praia, dentre outros;

    PM via de regra NÃO pode escolher mês que quer tirar férias. Vc faz uma lista tríplice e o comando que escolhe pra Vc, nem sempre são dentro desses, bem como, muitos após seus 30 anos de serviço, agora 35, acumulam em sua maioria uma dezena de férias não gozadas em seu decurso de tempo trabalhado, leva-se em conta o que é melhor para o ESTADO; Para esclarecer, os 30 anos de serviço atual, equivalem em média a 43/45 anos do trabalhador da iniciativa privada.

    PM não pode ter pessoa jurídica, ou seja, nosso regime é de dedicação exclusiva e tempo integral. TEMOS QUE ESTAR A DISPOSIÇÃO DO ESTADO O TEMPO TODO E SÓ PODEMOS SER PM; TODO O RESTO DO FUNCIONALISMO PODE FAZER O QUE QUISER NA SUA FOLGA, NÓS NÃO;

    PM não tem direito a sindicalização e greve;

    PM não recebe hora extra, ÚNICO funcionário público que não recebe e olha que não são poucos os serviços escalados de forma extraordinária, 144 horas semanais???? Vai bem além disso;

    PM não recebe periculosidade, nem insalubridade, mas Oficiais de Justiça recebem. E somos nós que os escoltamos qdo vão intimar os outros em locais insalubres e perigosos. Incoerente né?!;

    PM não recebe adicional noturno, e trabalhamos 50% do nosso tempo à noite. Mas TODOS os outros funcionários recebem;

    O PM perde sua vida social por 30 /35 anos. E não estamos falando só de 30 /35anos, mas sim dos 30/35 anos de sua juventude e maior vida ativa;

    Você não pode se dar o luxo de frequentar o lugar que quer e tão pouco ser identificado como policial, sob pena de condenação imediata a morte, por aqueles que muitos dizem ser vítimas da sociedade;

    Se frequentar lugar, é perigoso, imagina morar, na sua grande maioria PM mora em favela sobre risco constante de ser identificado e morto, como aconteceu recentemente com um PM em Itaboraí/RJ, ISSO ACONTECE TODA HORA.

    O Policial no Brasil é um herói todos os dias. Desvalorizado e sem apoio da população e do governo, ele acorda todos os dias para defender o cidadão de bem. Salários baixos, equipamento defasado, defeituoso e, quando em condição boa, ineficaz no combate ao crime organizado que assola o país.

    Eu te pergunto: Você sairia de casa sabendo que existe 1 chance em 100 de tomar um tiro? Embarcaria em um avião que tem a mesma probabilidade de sofrer um acidente de carro? O policial do Rio de Janeiro vai trabalhar diariamente com essas mesmas probabilidades. Em 2016 foram mais de 600 policiais baleados, 150 fatalmente. No Afeganistão, foram 14 mortes de soldados americanos, um número mais de 10 vezes menor.

    Em zonas de guerra envolvendo os Estados Unidos, o número de fatalidades caiu de 22% (Segunda Guerra Mundial) para 9% nas guerras do Afeganistão e Iraque em casos de ferimentos que apresentavam um risco de morte. No Rio de janeiro esse número é superior ao da Segunda Guerra, 25%.

    Em 23 anos, entre 1994 e 2016, a PMERJ teve 3.234 mortos e 14.452 feridos, por causas não naturais, totalizando 17.686 baixas, considerando um efetivo de 90.000 homens que serviram na Corporação, foi mais arriscado estar na PMERJ nos últimos 23 anos do que servindo na FEB ou nas forças armadas norte-americanas em qualquer guerra do século XX, incluindo as I e II Guerras Mundiais. Como exemplos extremos, a chance de ser ferido aqui foi mais de setecentos e sessenta e cinco vezes (765,07) superior a de estando na Guerra do Golfo Pérsico (Kuwait), e a de ser morto foi mais de três vezes (3,77) a de estando na Guerra da Coréia, e três vezes (3,67) a de ter servido na Guerra do Vietnã.

    Para a Organização Mundial da Saúde a atividade policial é a segunda mais prejudicial à saúde do mundo, perdendo apenas para mineradores de minas de carvão, isso porque se avalia a atividade em um contexto mundial, imagine-se se levar em conta a atividade policial somente no Estado do Rio de Janeiro, com certeza estará em primeiro lugar.

    Ser PM no Rio, nos últimos 30 anos, é mais perigoso do que ter servido no exército dos EUA em todas as guerras, quando não morre, é ferido e com certeza já testemunhou inúmeras vezes colegas serem feridos ou mortos, imaginem o impacto psicológico.

    Qual profissão no mundo que num universo de 45 mil integrantes ocorre um ferimento/acidente em decorrência do serviço por dia e uma morte a cada três dias? Qual profissão no mundo em que há uma grande possibilidade de você testemunhar a morte em serviço de um companheiro ao seu lado, isso em 30 anos se não ocorrer com um PM no Rio certamente ele verá algum companheiro ser ferido e alguns testemunham isso mais do que uma dezena de vezes. Dependendo do Batalhão que você servir, testemunhará mais de uma vez em um ano, bem mais.

    A taxa de homicídios por 100 mil habitantes na PM no Rio chega a ser de 200, podendo ser superior a este número em alguns anos, isso quer dizer que o risco de morrer pelo simples fato de ser PM pode ser até 10 vezes superior ao de qualquer pessoa. Nos casos de latrocínio pode chegar a 100 vezes essa superioridade.

    Quantas vezes um trabalhador comum vai ao cemitério por ano velar e enterrar o corpo de companheiros de serviço mortos em decorrência de sua atividade, o PM em um ano faz isso em número superior a que qualquer trabalhador faz em uma vida inteira.

    A grande maioria sai do serviço doente, sobretudo com problemas de coluna pelo peso do armamento/ equipamento e hipertensão pelo stress contínuo, tendo consequentemente uma reduzida expectativa de vida após se aposentar;

    Temos de muito longe os maiores índices de suicídio e depressão entre todos os funcionários públicos;

    Expectativa de vida? Na ativa não chega aos 43 anos, inativos não passa dos 62, existem vários exemplos de reuniões de turma que, tendo os componentes uma média de 60 anos, nem 10% dos integrantes estão vivos. Já foi comprovado por diversas instituições que a expectativa de vida dos policiais chega a ser 15 anos menor do que o restante da população em geral.

    O pior q, até pouco tempo, isso era uma particularidade do Rio, hoje tem Estados do Brasil em situação igual ou pior.

    Então tudo isso tem que ser levado em consideração quando se fala de algum “privilégio” a funcionários públicos sem levar em conta a categoria a que pertençam.

    Mas também poderiam dizer, não está satisfeito, busca outro emprego, vai a luta, vai buscar a iniciativa privada. Imagina se todos pensassem assim. Muitos ingressam no serviço público (policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e outros) por amor a profissão, eu mesmo já sou a terceira geração na família. Nem todos ganham salários astronômicos, no Rio se não fizer um bico, vai passar por muitas situações desagradáveis, morar em favela, deparar-se por diversas vezes com marginais q prendeu, até pq nossa legislação é ridícula, 80% dos presos são reincidentes, já foram conduzidos a delegacia; menos de 5% dos homicidas são identificados e +/- 0,2% dos roubos, ou seja, retrabalho.

    Tudo que foi falado, não é achismo, tem diversos livros, artigos e trabalhos científicos sobre o assunto, em sua imensa maioria por instituições externas, universidades e outros. Falo assim da categoria a que pertenço, creio q cada uma tenha tbm suas devidas peculiaridades.

    Me desculpem o desabafo, mas achei o artigo muito superficial e injusto para diversas categorias e agentes, indiretamente, pessoas e até mesmo heróis, vide agora o enfrentamento ao corona vírus que está vitimando inúmeros agentes públicos da área da saúde, com números absolutos já maiores do que países como China, Itália, Espanha e EUA.

  39. Seria interessante que o artigo destacasse algumas coisas:

    1 – Qual a porcentagem de funcionários públicos que ganham acima de 10 mil reais mensais;

    2 – Se o autor do artigo é favorável que os funcionários públicos tenham FGTS;

    3 – Se o funcionário da iniciativa privada “produz”, como por exemplo um enfermeiro e médico de hospital particular, os respectivos funcionários que acumulam cargos no setor público deixam de ser eficientes em função de um cargo público?

    4 – Se o funcionário público é pago simplesmente com o dinheiro de quem é trabalhador da inciativa privada, se eu sou um funcionário público tenho o dever ético de avisar na padaria e no mercado que estou pagando o salário deles fruto do meu trabalho? Ou só o trabalho que dá salário pago pela iniciativa privada dá este direito?

  40. Correção da Atividade Avaliativa:

    1°) “Qual a porcentagem de funcionários públicos que ganham acima de 10 mil reais mensais”

    Resposta:

    Pois não.

    Banco Mundial: 44% dos servidores federais brasileiros ganham mais de R$ 10 mil/mês

    exame.com/brasil/44-dos-servidores-recebem-mais-de-r-10-mil-por-mes-aponta-banco-mundial/

    Segundo dados da Pnad, os servidores públicos federais têm renda particularmente alta: quase todos (94%) estão entre os 40% mais ricos

    Correção: ERRADO! Leia novamente o enunciado e verifique que a resposta não condiz com a pergunta. Todo funcionário público federal é funcionário público, porém nem todo funcionário público é funcionário federal.

    Resultado: Candidato não aprovado!

  41. Relacionado a esse artigo, li alguns dados assustadores nesse link aqui >>

    http://www.infomoney.com.br/colunistas/felippe-hermes/fuga-da-realidade-reformas-devem-incluir-o-alto-escalao-do-setor-publico-encastelado-no-judiciario/

    Alguns pontos mencionados, são coisas que já sabemos mas ainda assim surpreende quando lemos:

    “O custo do Judiciário ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões (em 2019), o que, agregado ao custo do Ministério Público, faz o Judiciário brasileiro custar tanto quanto o Ministério da Educação.”

    (…)

    “Ainda assim, nosso Judiciário é campeão em demora para garantir uma solução aos processos, mesmo consumindo 1,5% de toda a riqueza do país (sem incluir aí o Ministério Público, que demanda outros 0,5%) todos os anos – contra 0,32% no vizinho Uruguai, 0,14% nos Estados Unidos e 0,15% na França.”

    “Temos o 30º judiciário mais lento entre 133 países”

    (…)

    “Cabe destacar, entretanto, que cada processo na Justiça trabalhista custa, em média, R$ 1.700 ao governo, contra R$ 675 na Justiça Federal e R$ 498 na Justiça Estadual. Somando tudo, a Justiça do trabalho custa, sozinha, R$ 11 bilhões, valor similar ao que ela gera em indenizações aos trabalhadores.”

    (…)

    “Nada menos do que R$ 5 trilhões estão em disputa na Justiça brasileira. O valor equivale a 70% da riqueza produzida em um ano no Brasil, e diz respeito a discordâncias sobre impostos devidos. Nosso sistema tributário é complexo e incita inúmeras dúvidas.”

    “São mais de 300 mil normas, das quais 92% não são mais válidas. Na ponta do lápis, esse labirinto tributário custa R$ 100 bilhões para as empresas, além de 2.600 horas apenas para pagar impostos.”

  42. Mais um exemplo de elitismo do funcionalismo público brasileiro:



    Procuradores reclamam de celular funcional de R$ 3.600
    .

    Procuradores da República reclamaram do novo celular funcional do MPF (Ministério Público Federal) e chamaram o aparelho, que custa de R$ 2.600 a R$ 3.600, de "esmola". As informações são do jornal Folha de S. Paulo, que teve acesso a mensagens da rede interna dos procuradores.

    O celular funcional é um direito dos procuradores, que também têm acesso a um notebook no valor de R$ 4.500 e um tablet. O aparelho do qual os procuradores reclamaram é um iPhone SE, lançado pela Apple em 2016. A escolha do modelo do aparelho funcional foi feita pela PGR (Procuradoria Geral da República). Os integrantes do MPF querem celulares mais modernos e caros. […]

    [..]Em um diálogo em 9 de fevereiro, o procurador da República Marco Tulio Lustosa Caminha, que atua no Piauí, reclamou da escolha do modelo. "É isso mesmo, Darlan??!!! Você acha mesmo que depois de mais de três anos com um iPhone 7, já ultrapassado, processador lento, bateria ruim, tela pequena, vamos aceitar por mais outros 30 meses um iPhone SE?? Acho que ninguém aqui é moleque, Darlan!!"

    Essa é a elite brasileira. Gente encostada no estado sugando mais de 100 mil por mês enquanto a dona Maria, que sustenta o circo de Brasília, passa fome na favela graças as asininas “medidas de combate ao vírus” que essa mesma elite impôs ao país.

    Brasil nunca deixou de ser colônia.

  43. Liberta sua mente

    Senhores, o serviço público e um universo muito grande , tem O ministrão que ganha muito e tem O serviçal na ponta que tá se quebrando e a inflação comendo o salário dele . Não generalize !! O oásis não pega por igual !! Pense nisso . Generalizar sem entender , e uma atitude perigosa !!

  44. “servidores federais no Brasil ganham 96% a mais do que recebem trabalhadores da iniciativa privada que exercem funções semelhantes. ”

    Em alguns casos eh bem mais dramatico, ontem mesmo vi uma auditora fiscal da Receita Federal num programa de TV cujo salario era de exorbitantes R$35.000 (considerando o tipo de “trabalho” que faz ainda…) enquanto na Ernst Young (uma das maiores multinacionais) um auditor senior ganha R$4.800 . Diferenca pequena de 600%

  45. De acordo com Paul Krugman, o “welfare state” é “a maneira mais justa de se organizar a sociedade”. Krugman é o autor geralmente utilizado nas matérias de introdução à economia nas universidades. Os usuários deste sítio recomendam algum livro introdutório para fazer um contraponto à esse economista norte-americano?

  46. O ultimo que sair apague a luz

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/03/relator-enxuga-pec-do-auxilio-emergencial-mas-mantem-gatilhos-fiscais-de-guedes.shtml

    ”A versão mais recente do texto prevê apenas barreiras a concursos, reajustes salariais a servidores e à criação de despesas obrigatórias.”

    Alguém realmente acredita que reduzir a divida simplesmente esperando o crescimento é sustentável?

    Esses 2 últimos anos demonstram o que acontece

  47. Milton Friedman Cover's

    Governadores, prefeitos, querem parar tudo novamente!

    Lockdown para “parar” um vírus mutante, onde ficar em casa sem sair, sem trabalhar, não irá evitar um possível contágio que dificilmente irá levar a óbito, pois se assim o fosse, 50% da população mundial já estaria morta. Afinal, o vírus faz aniversário ( na verdade, ele fez aniversário em dezembro de 2020…), agora em março.

    Enquanto muitas pessoas ficaram sem emprego, pois muitas empresas fecharam ou tiveram que cortar despesas, incluindo o número de empregados, os funças de todas as esferas recebem normalmente, sem atrasos e ainda querem mais benefícios e claro, manutenção do lockdown, afinal, receber sem trabalhar é uma maravilha!

    Professores das redes públicas reclamam da volta das aulas presenciais. Eles querem ficar em casa fingindo que dão aulas via internet.

    Não, eu não tenho inveja dos funças, pois creio em Deus e sei que responderei pelos meus atos frente ao Pai, logo, viver às custas dos impostos dos contribuintes é pecado grave. Quem duvidar, que consulte a Bíblia.

    Enquanto não forem extintos os empregos, cargos públicos; privatização total ( incluindo TODAS as Universidades públicas…), o caos no País continuará.

    Bem, Paulo Guedes disse que se continuar assim, em dois anos o Brasil será uma Venezuela. Tudo bem, Guedes não é exatamente o que queremos e precisamos ter na economia, mas ele é o melhor que existe desde Roberto Campos ( a turma do Plano Real não conta, pois consolidaram a moeda, mas mantiveram as estatais o tudo que havia de comunista no País….).

    O grande problema aqui são os governadores e prefeitos de esquerda que segue à risca a cartilha do “todos em casa”, sem emprego, mas com “vida”. Governo Federal? Está amarrado, nada pode fazer contra os desmandos dos governadores e prefeitos de esquerda.

    E os funças apoiam tudo isso, pois o salários deles nunca atrasa, nunca acaba.

    Acho que o fim do mundo está apenas começando. Quem sobreviver, verá.

    PS: casal de idosos, na casa dos 90 anos, morreram uma semana após receber a vacina do Covid, aqui no Brasil. A desculpa é que não houve tempo deles receberem a segunda dose da vacina. Ok, eu continuo acreditando em duendes, fadas e ET’s.

  48. Concordo com o tema exposto. Porém que tal começarmos com os parlamentares, governadores, prefeitos, juízes, procuradores, a nata do desfalque do orçamento. Aposentadorias também! Ninguém nesse país deveria ser provido acima de R$ 6.000,00 (seis reais) de aposentadoria dos cofres públicos, nem mesmo os ex presidentes. O “mito” Bolzonaro, recebe R$ 10.000,00 militar, R$ 28.000,00 congresso e espera mais dois anos para se aposentar na presidência. O filho senador já tem mansão de R$ 6.000.000,00 (seis milhões). Na verdade, a maioria do funcionalismo público, nos três foderes, recebem em média R$ 4.000,00. Temos que reduzir esse famigerado Estado, porém o correto seria: de 5.570 prefeituras, ficar somente as com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes. Casas legislativas teriam no máximo 20 (vinte) cadeiras (São Paulo), extinção de qualquer privilégios e penduricalhos nos três foderes. Um país quebrado como o Brasil, não suporta tantos reizinhos e rainhas mamando nas tetas secas dos impostos.

  49. Sou servidor público e tenho uma visão liberal. Inclusive acho que Empreendedorismo e Educação Financeira devem ser estimulados e incentivados desde criança. Triste ver tanta gente aqui que se diz liberal “revoltadinho” com o serviço público, e falando tanta bobagem. Nem relógio trabalha de graça. Se acham isso, vamos acabar com todo o serviço público, ai façam vocês um “serviço público voluntário”, trabalhem de graça para o estado. O Estado, por menor que seja (e acho que deve ser menor mesmo) precisa de pessoas qualificadas para diversos serviços. Se não tiver um ente regulador mínimo, tudo vira um caos pior do que já está. Sou a favor da reforma administrativa, que os critérios de promoção e progressão sejam mais rígidos, com metas plausíveis, tal que melhorem cada vez mais o serviço público. O que precisa acabar é com essa vantagens absurdas que políticos e o poder judiciário tem. Reforma Política deveria ser a primeira luta do liberais para enxugar o Estado, depois um reforma administrativa sim, para buscar excelência nos serviços. Por fim uma reforma tributária, para melhor tributar todos nós. O tempo de servidores “barnabés” (pessoas que só entram no serviço público para não trabalhar) já acabou faz tempo. Hoje o bom servidor está sempre se qualificando, se atualizando e buscando excelência no que faz. Toda generalização é burra, então o servidor público não é o inimigo, mas sim a estrutura política desse país que sempre foi uma zorra. Se liguem.

  50. Nativo Brasileiro

    No Brasil existe um gigantesco abismo… o Brasil é o único país do Mundo que tem décimo terceiro salário, descanso remunerado e tal… Só aí está as distorções… Em outros países, se quiser ganho extra, tem que trabalhar mais. O povo idolatra os países desenvolvidos e sequer sabem como funciona as leis trabalhistas neles. Portanto aqui mesmo sem trabalhar a pessoa já ganha. Sem falar outras coisinhas mais tanto na iniciativa privada quanto no serviço público distorções são gigantes, mas nem sempre creditadas apenas aos funcionários públicos, mas aos salários estratosféricos de juízes, promotores, e claro, os afilhados políticos…. acho que nem representa 1% dos funcionários… Os outros 99% ganham praticamente o mesmo da iniciativa privada ou até menos.

  51. Precisamos de uma contracultura de liberalismo econômico para combater um socialismo disfarçado de pelo menos 30 anos no Brasil. Fomentar o empreendedorismo e educação financeira nas escolas (dominadas pelos “paulos freires” da vida), mostrar que uma economia liberal trás prosperidade ao pobre e não o assistencialismo barato que mantém o pobre na pobreza e/ou miséria. Mostrar que o empreendedor não é o monstro que a esquerda prega, que quer só massacrar os trabalhadores e só pensa no lucro, toda empresa tem função social de gerar empregos e renda pelo trabalho. Lutar por uma reforma política, um reforma administrativa, reforma tributária, de forma a reduzir o poder político, o tamanho do estado e a carga tributária elevada que todos nós pagamos. Ficar com “raivinha”de “funça’ como alguns aqui chamam não resolve o problema, precisamos corrigir as distorções daqui pra frente. Se não fizermos isso, a esquerda vai fazer o dever de casa dela (agora então com o Lulinha “canonizado”) e ai vocês vão ver o que é o Liberalismo ser enterrado de vez no Brasil…

  52. Engraçado os funcionários públicos gabaram-se de serem grandes intelectuais e muito estudiosos alegando que por esta razão fazem jus aos seus rendimentos “muito acima de média” colocando de leve.

    A minha experiência com estes é outra, já enquanto fazia minha formação em direito todos aqueles que ocupavam cargo publico sejam alunos ou professores eram analfabetos funcionais assim como depravados morais que não se importavam com os princípios da justiça e do bem comum.

    Estavam muito mais preocupados falando do que compraram com seus ganhos e para onde haviam viajado enquanto eram envoltos por uma caralhada de lambe-bolas que faziam coleções de provas substitutivas e DPs.

    Após me formar e começar a trabalhar na advocacia descobri que eram muito mais miseráveis em seus cargos enquanto pensam apenas com seus umbigos em salários, politicagem e como distratar o “contribuinte” sejam leigos ou advogados sem ao menos saberem o mínimo de suas funções, não se restringindo ao funcionário semianalfabeto comum, mas também a magistrados esquizofrênicos que negam a aplicação fria da lei utilizando de argumentos contrários a sua própria decisão.

    Em resumo a casta iluminada dos servidores é mesquinha, patética, estupida e imoral do menor até o maior.

  53. Humberto Conceição da Silva

    nao gostei do texto desconsidera completamente o trabalho e as muitas dificuldades que funcionario publico passa. trabalho numa escola municipal e ganho 1500 por mês que nao da pra absolutamente nada. ja fiquei uma vez 5 meses direto sem receber salario e ai vem o cara dizer agente eh parasita, que agente nao trabalha. funcionarios publico prestam um serviço ao povo, que n visa o lucro mais sim ao bem estar social. parem de colocar todos os ”funças” como sendo pessoas q n trabalha e q n produz nada.

  54. Decisão do STF garante salário mínimo mesmo para quem trabalha menos de 40 horas semanais.

    Tente explicar isso para um grego que nem isso ele irá entender.

    E então até os futuros concurseiros serão prejudicados, já que os recursos de prefeituras são bastante limitados. Vai beneficiar uns em detrimento de todo o restante. E nem precisa falar de quem vai pagar por essa farra.

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