Quem poderia imaginar que Ciro Gomes assumiria o comando da economia? Pois foi o que ocorreu. A atual política cambial defendida por Paulo Guedes (e chancelada pelo Banco Central) é uma cópia esculpida em carrara daquela que sempre foi defendida por Ciro (confira dois exemplos aqui e aqui).
Guedes passou até a falar abertamente em substituição de importações, algo que remete a Luiz Carlos Bresser-Pereira.
Não é à toa que o pedetista já até deu uma amaciada, e passou a elogiar abertamente alguns pontos da atual política econômica. Por uma questão de justiça, Ciro deveria até ganhar algum cargo na área econômica do governo, em homenagem ao fato de algumas de suas ideias estarem sendo desavergonhadamente copiadas.
Gracejos à parte, não, o fato é que, ao contrário do que defendem Paulo Guedes e Ciro Gomes, uma moeda desvalorizada definitivamente não traz nada de positivo para a população. E encarecer viagens para a Disney é o menor dos problemas.
A ideia corrente entre economistas desenvolvimentistas, keynesianos e chicaguistas é que muitas agruras econômicas de um país podem ser rapidamente resolvidas por uma simples desvalorização da moeda (ou seja, um encarecimento da taxa de câmbio). Ao se desvalorizar a moeda, dizem eles, as exportações são estimuladas e, liderada por um aumento nas exportações, a indústria volta a produzir e, por conseguinte, toda a economia volta a crescer.
Ainda segundo os defensores da desvalorização, uma moeda depreciada permite aos exportadores reduzirem os preços de suas mercadorias no mercado internacional — o que os ajuda a abocanhar novas fatias de mercado — ao mesmo tempo em que suas receitas e seus lucros também aumentam. E isso traria ramificações positivas para a economia doméstica.
O problema, obviamente, é que este raciocínio olha apenas um lado da equação e ignora absolutamente todo o resto da economia. Ele olha apenas para os efeitos diretos, mas ignora totalmente todos os outros efeitos indiretos.
Consequências não-premeditadas
Um exemplo simples ajuda a entender o real problema. Suponha que a taxa de câmbio do país seja de 1 real para 1 dólar, e que os exportadores estejam vendendo seus produtos por US$ 100 no mercado americano. Nesse caso, os US$ 100 se convertem em R$ 100 de receita. Suponha também que os custos de produção foram de R$ 80. Logo, o lucro é de R$ 20 por produto exportado.
Suponha agora que o real se deprecie acentuadamente, de modo que a nova taxa de câmbio passe a ser de R$ 1,50 por dólar (isso foi exatamente o que ocorreu no início de 1999, em total prejuízo da esmagadora maioria da população brasileira).
Logo de imediato, o exportador pode reduzir seu preço no mercado internacional para US$ 66,66 e ainda assim manter a mesma receita em reais. Ele de fato ganhou uma vantagem competitiva sobre seus rivais estrangeiros, gerando benefícios para o setor industrial doméstico.
O problema é que a análise keynesiana/desenvolvimentista/chicaguista pára por aí e já dá o argumento por encerrado. Só que, infelizmente, o mundo real é um pouco mais complicado do que uma análise rápida e simplista.
A primeira grande encrenca é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles necessitam de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. Uma mineradora e uma siderúrgica têm de utilizar maquinário de ponta para fazer seus serviços. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. O mesmo vale para a indústria automotiva. Segundo o presidente da GM, a fabricante irá reajustar preços exatamente por causa do aumento nos custos de produção causados pelo dólar mais caro. Novidade nenhuma. Vale acrescentar que a fabricante também é prejudicada pela redução da oferta de aço no mercado interno, dado que agora mais aço tende a estar sendo exportado.
Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem de R$ 80 para R$ 120 (aumento de 50%), o exportador do nosso exemplo anterior não mais poderá reduzir seu preço em dólar. Consequentemente, ele não irá ganhar vantagem competitiva no mercado internacional.
É claro que nem todos os custos de produção são afetados pela desvalorização da moeda, pois nem todos os componentes utilizados no processo produtivo são importados. No entanto, esse exemplo mostra como a desvalorização da moeda não irá necessariamente ajudar os exportadores no longo prazo.
Adicionalmente, se os exportadores de um país têm de recorrer continuamente ao mercado internacional para comprar maquinários e peças de reposição, e se os maquinários e as peças de reposição são demandados globalmente pelos exportadores de todos os outros países, então aqueles que tiverem uma moeda forte estarão em grande vantagem, pois poderão comprar tudo mais barato. Seu custo de produção será menor.
E isso é algo que tem de ser continuamente enfatizado: uma moeda forte ajuda as indústrias mais competentes. Qualquer indústria exportadora tem também de importar máquinas e bens de capital de qualidade, além de peças de reposição, para produzir seus bens exportáveis (pergunte isso a qualquer mineradora ou siderúrgica). Se isso puder ser feito a um custo baixo (permitido por uma moeda forte), tanto melhor. Uma moeda forte permite que as indústrias comprem bens de capital, máquinas e equipamentos de qualidade a preços baixos. Isso as deixa mais produtivas, aumenta a qualidade dos seus produtos, e faz com que eles sejam mais demandados lá fora.
Nenhum país que tem moeda fraca e inflação alta produz bens de qualidade que são altamente demandados pelo comércio mundial. Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.
Se moeda forte fosse empecilho para a indústria, todos esses países seriam hoje terra arrasada. No entanto, são nações fortemente exportadoras. Moeda forte e muita exportação.
Trabalhadores não se beneficiam com a desvalorização
Passando agora para o cidadão comum, a desvalorização da moeda só traz malefícios, pois ela gera carestia em praticamente todos os bens do mercado interno. Até mesmo os preços de coisas básicas como remédio, pão, carne e combustíveis encarecem em decorrência de uma alta do dólar.
A química fina dos remédios é toda importada; o trigo é uma commodity precificada em dólar; se o dólar encarece, o preço do trigo sobe, e leva junto o pão, a pizza, a macarronada, a cerveja a e todo o resto.
O mesmo raciocínio se aplica às carnes. De um lado, a desvalorização tende a aumentar as exportações, o que reduz a oferta interna e aumenta os preços (vimos isso em novembro de 2019); de outro, encarece o preço dos insumos, como milho e soja (que são commodities precificadas em dólar; se o real se desvaloriza perante o dólar, o preço dessas commodities em reais aumenta). E, dado que milho e soja são utilizados como ração para a suinocultura, seu encarecimento afeta todo o custo de produção.
E, obviamente, temos os combustíveis. O petróleo é uma commodity transacionada em dólar no mercado internacional. Se o dólar encarece, o petróleo encarece. Há mais exportações (o que reduz a oferta no mercado interno) e as importações ficam mais caras.
Portanto, além de encarecer alimentos, remédios, e todos os importados (de eletroeletrônicos e utensílios domésticos a roupas e mobiliários), a desvalorização cambial também encarece os preços dos combustíveis e, consequentemente, dos fretes terrestres (diesel é petróleo e petróleo é cotado em dólar), das passagens aéreas (querosene é petróleo), das passagens de ônibus, e até mesmos os preços dos alugueis e das tarifas de energia elétrica (ambos são reajustados pelo IGP-M, índice esse que mensura commodities e matérias-primas, ambas sensíveis ao dólar).
Entretanto, é verdade que se todo esse aumento do custo de vida doméstico não fizer com que os trabalhadores exijam reajuste salarial, então de fato os exportadores — aqueles que não possuem muitos maquinários importados em sua linha de produção — realmente irão se beneficiar com uma desvalorização cambial. Mas, vale ressaltar, o ganho dos exportadores ocorreu em detrimento da redução do poder de compra, em termos reais, dos trabalhadores.
Por outro lado, se os trabalhadores exigirem um reajuste salarial de modo a restaurar seu poder de compra, então os ganhos dos exportadores serão anulados. A depreciação cambial terá criado um ganho apenas temporário para os exportadores, mas terá gerado uma carestia permanente para todo o restante da população.
No fim, uma política de moeda desvalorizada é, na realidade, uma mera política de transferência de renda dos trabalhadores — classe média e pobres — para os ricos empresários do setor exportador. O cidadão comum não ganha absolutamente nada com a desvalorização de sua moeda — só perde — ao passo que os grandes industriais podem ganhar, e muito, se seus empregados não exigirem reajustes salariais.
Desvalorização cambial é apenas mais um exemplo de governo e Banco Central agindo como um Robin Hood às avessas, tomando de quem não tem para dar a quem tem.
Você trabalha para consumir, mas o governo proíbe
O objetivo final do trabalho e da produção é o consumo. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar todos os dias com o intuito de auferir uma renda, a qual utilizarão para obter bens e serviços. Ou seja, elas trabalham e produzem para poder obter coisas em retorno. Nosso trabalho e nossa produção são a expressão de um desejo de “importar” bens e serviços, seja do vizinho ao lado ou de algum produtor a milhares de quilômetros de distância.
Quando a moeda é desvalorizada, o governo está simplesmente elevando os custos de se trabalhar e produzir, afetando o padrão de vida da população. A consequência inevitável é que uma minoria é protegida e uma esmagadora maioria é prejudicada, pois seu poder de compra foi atacado e, consequentemente, seu padrão de vida foi restringido.
É tautologicamente impossível desvalorizações da moeda aumentarem o padrão de vida de uma economia, pois, por definição, obrigar a população a utilizar uma moeda com menor poder de compra e a pagar mais caro por bens nacionais de pior qualidade não são medidas que possam elevar a qualidade de vida de uma população. Questão de lógica básica.
Pior: por reduzirem a renda disponível da população — que agora tem de pagar mais caro pelos produtos nacionais —, desvalorizações comprovadamente reduzem investimentos e, consequentemente, a geração de empregos. Não há mágica.
Todos os outros agentes econômicos são afetados por uma política de desvalorização cambial. Os consumidores terão de lidar com preços maiores em praticamente todos os produtos, desde gêneros alimentícios e transportes até móveis (que são fabricados com commodities transacionadas em dólar), utensílios domésticos (desde panelas de aço a aparelhos eletroeletrônicos).
E os empreendedores que utilizam produtos importados — uma simples firma que utiliza computadores e precisa continuamente comprar peças de reposição — vivenciarão um grande aumento de custos.
Para concluir
Por fim, quanto ao argumento de uma valorização cambial seria ruim para os exportadores, há dois pontos:
1) Como dito, qualquer indústria exportadora tem também de importar máquinas e bens de capital de qualidade, além de peças de reposição, para produzir seus bens exportáveis. Se isso puder ser feito a um custo baixo (permitido por uma moeda forte), tanto melhor. Uma moeda forte permite que as indústrias comprem bens de capital, máquinas e equipamentos de qualidade a preços baixos. Isso as deixaria mais produtivas, aumentaria a qualidade dos seus produtos, e faria com que eles fossem mais demandados lá fora.
2) Os exportadores têm hoje à sua disposição uma variedade de produtos financeiros criados justamente para protegê-los (fazer hedge) contra variações na taxa de câmbio. Swaps permitem que eles até mesmo se protejam de variações cambiais em um período de um ano.
(No entanto, talvez a maior desgraça de uma moeda fraca é que ela afasta o crucial investimento estrangeiro, mantendo a economia estagnada e atrasada. Confira todos os detalhes de por que isso ocorre aqui.)
Moeda desvalorizada não apenas não traz pujança a um país, como ainda é sinal de debilidade econômica e de empobrecimento. Não é à toa que não há nenhum país que tenha prosperado destruindo sua moeda. Não há um mísero exemplo prático disso.
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Quem ganha a guerra cambial? Isso é o de menos. O que é garantido é que você perde
Ciro Guedes foi ótima. E o mais desesperador é que é isso mesmo…
Veja as promessas de campanha de Ciro. Tudo o que ele prometeu que faria em nível macro (e que nós zoamos) está sendo diligentemente entregue pela dupla PG/RCN.
Moeda fraca, juros mínimos na caneta, "ataque aos rentistas" (PG é tão fã de Ciro que copiou até seus chavões), teto de juros no cheque especial, bancos estatais voltados para crédito imobiliário baratinho e reindustrialização via câmbio desvalorizado (plataforma essa tirada diretamente do nacional-desenvolvimentismo).
Não é à toa que Ciro até começou a elogiar o governo. Pudera. Adotaram toda a plataforma dele.
Apreciei muito este artigo, vai de encontro ao que vivencio. Sou um pequeno importador de máquinas e equipamentos não fabricados no Brasil e vejo a realidade deste mercado de dólar alto atingir em cheio meus negócios e meus clientes, que necessitam dos bens.
Além das montadoras dizendo que terão de aumentar preços, a indústria de plásticos também anunciou um aumento de 3% em seus preços. Motivo: insumos importados caros.
Excelente artigo mostrando todos os aspectos negativos dessa política de visão curta do Guedes.
Alguém poderia mostrar esse artigo ao posto Ipiranga?
A arrogância do Paulo Guedes é tão grande que se lesse o artigo iria detonar o autor e quem acredita nisso,ou seja ,quem entende o básico de moeda e economia ,que não é o caso dele.
E assim se vai dando munição para os intervencionistas da esquerda e, se bobear, munição para a esquerda mais radical. Lamentável. Tanto esforço para tirar essa gente lá de Brasília e o governo atual botando tudo a perder. O Paulo Guedes deveria, pelo menos, ficar quieto. Já ajudaria muito, apesar das bobagens que vem fazendo. E esta do Real desvalorizado é uma bem grande delas.
Realmente o jeito de se fazer economia no Brasil é um deserto de ideias. E a voz deste portal ecoa neste deserto. Uma pena.
Tem como o Guedes determinar câmbio fixo e juros flutuantes assim do dia pra noite?
Juro que não quero encrespar mas não é verdade que países não se desenvolvem com moeda fraca. Veja que as moedas de Chile, Japão e países nórdicos são fracas e valem até menos que o real…
Zerar os impostos de vários produtos importados como foi feito pela equipe econômica de certa forma não ajudaria a equilibrar esse aumento no dólar ?
Em relação a venda das reservas de dólares do Brasil para pagar os juros da dívida, o dólar está valorizado não seria benéfico, ajudando a reduzir a dívida do Estado?
Tô falando… se o Ciro Guedes (ops, Paulo Guedes) lesse o site Mises e desse ouvidos aos artigos e comentários – acertados – do Leandro Roque e do Helio Beltrão a respeito deste ponto, não estaria dizendo nem fazendo besteira neste quesito.
Essa questão do rentismo e do dólar tem mais impacto e importância do que está sendo divulgada. Guedes disse que com a redução da Selic o rentismo acabaria e aí as pessoas teriam de colocar o dinheiro em atividades produtivas para conseguir ter algum retorno.
Até aí, ok, faz sentido.
Só que, ao mesmo tempo, quando ele deixou claro que o dólar era para cima, e que não haveria nenhuma atuação do Banco Central, então ele próprio acabou chancelando o rentismo que ele tanto combateu, só que agora no dólar.
Bancos e empresas, em vez de aplicarem na Selic (que agora estava baixa), aplicaram no dólar (pois sabiam que seu curso natural era para cima, e sem resistência do Banco Central). Ou seja, não tinha como dar errado. E aí encheram as burras de dinheiro. Como já disseram aqui, em 7 meses o dólar já subiu mais de 18%. Isso é mais que com a Selic da Dilma a 14,25%.
Ou seja, não só o dinheiro não foi para investimentos produtivos, como foi para uma aplicação (dólar) que rendeu mais que a antiga Selic e que não gerou nada de positivo para a economia. Se as pessoas abandonam a moeda nacional e correm para se proteger numa moeda estrangeira, não há investimentos produtivos. Não é à toa que os indicadores desabaram em novembro e dezembro.
Bolsonaro, que foi eleito com a promessa de cortar ministérios e combater a corrupção hoje não passa de um Sarney da vida. Agora Guedes se transformando num Bresser-Pereira. O Brasil é o país do passado.
Frase infeliz do Paulo Guedes.
O ideal seria que a taxa de câmbio não sofresse intervenções,
deixasse que o mercado estabelecesse o seu valor.
Fiz uma discussão disso nesse link aqui
velhaeconomia.blogspot.com/2020/02/desmistificando-taxa-de-cambio.html
Pois é… Paulo Guedes está se revelando uma grande decepção. Então foi para isso que colocamos um “liberal” no poder? Liberalismo desse jeito, só mesmo no Brasil… E o pior é ouvir a esquerda (que não entende nada de coisa alguma, grande novidade) falando todo dia que Paulo Guedes “é um liberal e amigo dos banqueiros”. Pode até ser amigo dos banqueiros, mas liberal… Sinceramente, não sei onde vai dar, no final, essa política econômica burra pró-desvalorização da moeda. Agora, se der uma M grande no final, o pior é a esquerda voltar ao poder. Igual aconteceu na Argentina pós-Macri.
Depois de ouvir esse despautério do Ciro Guedes, já sabia que o site ia vim com um artigo lúcido sobre o assunto. Ja prevejo que essa alta vai estourar a inflação nos próximos meses e isso vai fazer os juros aumentarem. O dólar deveria estar em 3,80, estando a 4,30, vai ter um espaço e tanto pro real se desvalorizar. O difícil é prever se a industria nacional não vai demitir e diminuir a produção, o que piora ainda mais a inflação que estou prevendo. Lembrando que o Brasil estava com inflação e estava em recessão, e estava apenas saindo dela. Não é hora de desvalorizar a moeda. O Temer fez de tudo pra contornar a depressão e o Guedes errado, faz parecer que os liberais são piores que os intervencionistas.
Se até um estrangeiro escreveu um artigo falando sobre o palpite do Paulo Guedes, então é coisa séria.
Como fazer o dólar cair?
Já que não existe possibilidade de extinguir o Banco Central, então sugiro isso:
(1) – Paulo Guedes fica quieto e para de palpitar sobre câmbio. Fica quieto. Roberto Campos Neto vide. Se for para falar alguma coisa sobre o câmbio, mencionar sobre os benefícios de uma moeda forte e fale o quão boa ela é para a população, principalmente para os mais pobres (isso vai garantir a reeleição do Bolsonaro; não vai ser o Olavo que elegerá o Bolsonaro ou não, e sim comida, água, gás, energia mais baratos e empregos simples com salários reais em moeda cada vez mais forte). Pense no frentista, no caixa de supermercado, no empacotador, no atendente de lojinha de bairro… esses serão os principais beneficiados.
(2) – Banco Central e companhia pressionam o Congresso para passar a medida que permite que brasileiros possam ter contas em dólar (que eles falaram sobre no ano passado). Eles que se virem.
Pensei em outra, mas eu não sei… vender dólar por aqueles leilões que o Leandro mencionou. Qual o problema de vender? Ninguém é obrigado a comprar. O estado vender a Petrobras, ninguém que defenda liberdade econômica reclama; agora vender dólar é pecado?
Eu acho hipócrita esse ataque aos “rentistas”. Espera um pouco, quem gera crédito é quem se abstém de consumir e então empresta e quer ganhar juros com isso. Há os que se arriscam mais, e os que se arriscam menos. O que é o rentismo que eles definem? Qual é o crime? E tem outra coisa: dado de que o Brasil sempre teve um histórico intervencionista, de moedas fracas, calotes e insegurança jurídica, é óbvio que isso vai ser incentivado (se for falar de, por exemplo, aplicar em títulos do Tesouro Direto e viver às custas de todo mundo com os juros). Para que emprestar dinheiro para um cara que tem altas chances de me dar calote, se eu posso emprestar para o governo?
E olha que maravilha, agora além da GM nos presentear com aumentos de preços por causa do protecionismo, agora tem a questão cambial. Realmente, somos escravos e ninguém ainda nos contou. Acho que é por isso que os plásticos dos carros nacionais são terríveis, com péssima montagem e fáceis de riscar. Nem as carroças de Detroit são tão ruins assim.
Vocês se lembram das tarifas zeradas no ano passado sobre os bens de capital? Com essa desvalorização, os efeitos benéficos dessa redução de tarifas vão ser quase anulados.
Estaremos agora subsidiando a boa vida dos estrangeiros, já que os melhores produtos (café, laranja e afins) serão exportados.
É realmente esquisito um ministro que já fez discursos bons pró-mercado, esteja defendendo uma moeda fraca. Talvez a realidade fosse diferente com o Gustavo Franco. Ou o Meirelles (cuja estadia na equipe econômica garantiu a reeleição do Lula).
Tem austriacos na equipe e ja vi pessoas dando declarações pro moeda forte e que todo grande exportador é um grande importador e etc…
Enfim, não sei a influência desse instituto no governo e nem dos austríacos la. Mas sinceramente, acredito que ainda dê pra reverter, basta esse instituto e todos os ”liberais” ao lado do Guedes do Campos Neto tentarem.
Bom, vamos lá… esse comentário eu fiz antes, mas eu vou fazer algumas alterações.
Estou interessado e confuso sobre o assunto de moeda, apesar de já ter lido um monte de texto sobre (livro ainda não, pelo menos não especificamente sobre o tema).
Em um comentário anterior (acho que feito pelo Leandro Roque mesmo), foi dito de que os países ricos de hoje, durante esse processo, passaram por padrão-ouro (câmbio fixo) ou câmbio atrelado, portanto é o que explica o fato de o câmbio flutuante não ser um problema nos EUA e Europa, assim como na Coreia do Sul (que acabou adotando o modelo flutuante). Assim sendo, nenhum país se desenvolveu por causa do câmbio flutuante, mas sim apesar dele. Foi falado de que no Chile foi brevemente adotado um regime de câmbio atrelado, mas que acabou colapsando. Esses regimes cambiais de câmbio atrelado adotados no México, Brasil, onde há controle de câmbio e juros (política cambial e monetária) são um lixo, então o Brasil tentar voltar a isso é algo desastroso. Uma SELIC a mais de 30% para essa dívida pornográfica afundaria de vez e asfixiaria a economia. Embora é fato de que depois eles se desenvolveram (México e Brasil durante o câmbio atrelado), isso durou pouco e então é algo fora de cogitação, além de que vai ser mais uma geringonça, além do BC manipular os juros, manipular o câmbio (de maneira aberta, não enrustida como é hoje). Ok, câmbio flutuante não é livre mercado por ainda existir o BC emitindo as suas moedas em relação a outros países, mas ele é mais próximo disso em relação ao arranjo anterior brasileiro ou estou errado? Hoje, o BC basicamente manipula “somente” os juros. Nesse arranjo atual, para o Brasil ter uma moeda forte, só seria possível se estabelecessem um ambiente com segurança jurídica, estabilidade política, respeito aos contratos, infraestrutura decente e que atraísse o máximo possível de investimentos estrangeiros, acabando com regulações e afins? Único regime de câmbio atrelado que conheço e que até o momento não deu problema foi o de Cingapura, pois o BC de lá só mexe na taxa de câmbio, tomando como referência outras moedas do mundo.
O acordo de Bretton Woods, que foi uma continuação do câmbio fixo, englobou somente a América do Norte, Europa Ocidental e Japão?
Li parcialmente um relatório de 2018 do FMI falando sobre os regimes cambiais ao redor do mundo e achei legal que vi arranjos de câmbio atrelado (há vários tipos), entre eles: “conventional peg” (exemplos: Líbia, Kuwait, Iraque e Jordânia), “stabilized arrangement” (exemplos: Líbano, Ilhas Maldivas, Guiana e Croácia), “crawling peg” (exemplos: Honduras, Nicarágua e Botsuana), “crawl-like arrangement” (exemplos: Irã, China e Sérvia) e “Pegged exchange rate within horizontal bands” (exemplos: Tonga).
Foi dito de que se hoje, cada estado brasileiro pudesse emitir a própria moeda, poderia haver problemas porque ocorreria guerras cambiais. Cada federação hoje emitir a sua própria moeda (sem lastro, como é hoje), não seria um exemplo de dar mais autonomia local e mais respeito aos princípios de subsidiariedade, tendo então algo mais descentralizado, como é por exemplo quando é defendida a secessão? Ou a moeda, por ser um meio de troca, se encaixaria em outra circunstância sendo então distinta, de forma que, por exemplo, cada federação brasileira tendo a autonomia de ter a sua própria moeda não seria análoga à, por exemplo, cada federação brasileira poder ter seu próprio sistema penal, judiciário e afins?
O padrão-ouro é diferente porque, apesar de o mundo inteiro ter usado o metal como commodity, cada região tinha a sua própria moeda. Hoje as moedas são fiduciárias, então seria esquisito propor, por exemplo, uma moeda global. De certa forma o dólar americano é, mas não como eu estou imaginando nessa situação hipotética.
Hoje com as criptomoedas, não consigo imaginar apenas o padrão-ouro como a única alternativa de livre mercado. Talvez um “padrão Bitcoin”, com um papel-moeda usando a criptomoeda como lastro.
Desculpem-me pela insistência e por algum eventual equívoco e confusão. É que estou com muitas dúvidas.
Não tenho nem perto o conhecimento sobre teoria econômica como o resto dos amigos nos comentários possuem, mas com o pouco que sei e sinto na pele já deve ser o suficiente pra tecer alguns comentários.
– O real está derretendo. Cada dia mais. Pão, combustiveis, gás, carne. Tudo cada vez mais caro.
– Guedes fazendo de tudo pra esquerda voltar com força pro poder.
– Guedes mostrando mais uma vez que qualquer outra escola senão a Austríaca dará errado.
– Rezando pra ele parar com essas “Chicagadas” por quê a vida já não está fácil por aqui, renda baixa e trabalhando quase 10h por dia pra sustentar a parasitagem estatal com um Ciro Gomes no Ministério da Fazenda fazendo as coisas ficarem ainda piores.
Como países como o Peru e Paraguay conseguem ter taxas de juros até mais baixas que a Selic brasileira e suas taxas de câmbio seguem estáveis?
O Chile teve recentemente uma hecatombe social e o dólar por lá desvalorizou muito menos que aqui.
Será que o Guedes não está fazendo o dólar subir pra pagar dívidas públicas?
Lembro que a Rússia usou de artimanha semelhante durante a década de 90.
E eu achando que tinha sido um milagre o Bolsonaro nomear o Guedes;
Mas ai vi que ele nomeou alguém ”do mercado” alguém ”liberal”;
Ou seja, baseado em senso comum, quando precisou de algo mais profundo (conhecer a importância de uma moeda forte e estabilidade cambial). Falhou miseravelmente
E nem vou citar a CPMF, porque fica abaixo de qualquer outro liberal que tenha entrado no governo Lula, tipo o Marcos lisboa (esse ai seria melhor que o cpmf guedes e ainda assim é o tipo que provavelmente bateria palmas para os juros suíços no Brasil)
Resumindo, Chama o Meirelles que da na mesma e ainda temos moeda forte
O gozado é que o próprio Banco Central reconhece tudo isso que foi dito. Tá lá no site deles:
“A condução da política cambial afeta diretamente a vida do cidadão, mesmo que não tenha transações com exterior. A taxa de câmbio reflete nos preços dos produtos que o país importa e exporta, influenciando assim os demais preços da economia.”
http://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/politicacambial
O que ninguém disse ainda é que o Coronavirus está fechando a China inteira e ela é o maior destino de exportação do Brasil(ou o segundo maior).
Assim, não tem Real que fique de pé com juros reais próximo de zero; 4,38 está até barato se a coisa se agravar lá;
Ah sim, qualquer um que acompanhasse a internet sabia que a China estava mentindo, mas nosso banco central não, ele estava na sua torre de marfim considerando estabilidade global , enquanto escrevia na sua ata que a politica monetária requer medidas de cautela, dedando os juros para níveis suíços
O cambio, como não tem controle, está precificando a economia Brasileira(na lama). Os preços mostram informação que burocratas não tem, como a China, juros não seriam diferentes, se não fossem controlados
Interessante mencionar que o até o peso mexicano se desvalorizou menos do que o real nesse curto período. Ao contrário, se valorizou.
Alguém saberia me informar se essa queda nos juros, e consequente desvalorização do real, está ocorrendo devido à expansão monetária, ou se é devido à queda no apetite por crédito do governo?
Se estão imprimindo mais que antes para baixar os juros, isso será a receita para uma bolha e uma crise futura…
Como é que a formação bruta de capital fixo está crescendo, com a inflação sob controle, emprego crescendo, e isso tudo com o dólar subindo? Eu não estou entendendo é nada.
Tudo bem. Se não posso ser rentista com juros altos, vou ser rentista comprando dólar. Fim.
Existe algum artigo explicando o que está passaando na cabeça do Guedes?
O Brasil tem 1000 dólares em reserva, ele quer esperar que o dólar chegue até 7 reais para vender e obter 7000 reais? Não seria melhor imprimir moeda? Ou ele quer um duplo bônus? Abater a dívida e, ainda, “aquecer a economia” por meio da moeda fraca?
Algum livro sobre a globalização (como acontece na realidade e, não, como deveria acontecer)?
Excelente artigo.
Gostaria só de saber a respeito do Japão. O Iene sempre foi uma moeda desvalorizada perante o dólar e o Japão é um país fortemente importador.
No entanto, a indústria japonesa é forte e o poder de compra da população é alto.
O que está por trás desse exemplo? Algo que não me atentei?
Agradeço q explicação.
Concordo com a teoria toda, nada intervenção; porém, qual o poder que Paulo Guedes tem nas mãos, hoje, com o país todo amarrado com está(demora 1 ano pra aprovar um 2/3 de reforma da previdência), burocrático, corporativista, acostumado com toma lá da cá, alta carga tributária, insegurança, insegurança jurídica, péssimo ambiente para investimento, completamente dependente tecnologicamente do primeiro mundo…qual o poder que ele tem para baixar o dólar, sem aumentar juros (que em 2002 era de R$2,30 por dólar e hoje está em R$ 4,33 por dólar). Que o dólar baixo é bom e o real forte, é óbvio que ele sabe disso, tanto que ele afirma que OU é R$/1US e 4% a taxa de juros OU R$ 1,8/1US a 14% a taxa de juros. Está optando dentro do que a realidade permite. O que falta para chegar a R$1,8/1US e uma taxa de juros de 4%? ou seja moeda forte e juros baixos. Acho que ser um ambiente bom para negócios, sem tudo que foi citado e produtivamente eficiente, com indústria de alto valor agregado, tudo o que não somos. Somos exportadores de grãos, comida e matéria-prima e dependentes e importadores de tudo que é produto com valor agregado como máquinas e eletrônicos com um estado gigantesco na costas. Dessa forma a escolha dele parece ser no sentido de que o investidor, invista em algo produtivo e não viva de juros de banco que como ele disse “agride a iniciativa privada” que no fim é quem gera emprego e riqueza e que já está sangrando há tempos.
Pessoal do Mises,
Sei que é bobagem menor. Mas para a devida interpretação do texto aqui vai. Em determinado momento o autor menciona: “dado que o milho e a soja entram na ração para bovinos…”. É a realidade do país do autor. O EUA tem muito bovino confinado com esta dieta. No Brasil, é a dieta dos suínos e aves. Agro-indústria forte no Brasil. Para os bovinos é mais na pecuária leiteira. Bovinos de corte a participação do milho e soja na dieta é pouquíssima. O bovino de corte brasileiro é majoritariamente criado a pasto. Desculpem-me a chatice. Só uma canhestra tentativa de colaborar com o texto.
Abraços
Temos inflação (ao menos os tais “núcleos”) abaixo da meta, exportações desvalorizadas, desemprego alto, crescimento baixo. Se algum momento é propício para a desvalorização, é agora.
Real supervalorizado com o único intuito de segurar a inflação gerada por privilégios e desmandos de governos perdulários é populismo cambial cristalino praticado sistematicamente pelo Plano Real ! O Brasil de hoje voltou a ser um mero exportador de commodities,hoje, a industria toda representa apenas 9% do PIB o mesmo índice de 1960 !Milhões de empregos na industria foram ceifados de 1994 para cá . Para reindustrializar o pais precisamos de um projeto a médio e longo prazo não adianta somente soltar as amarras da âncora cambial ! Temos que ter um plano, vamos começar por fiação e tecelagem ? Pelo setor de autopeças ? Linha Branca e eletrodomésticos ? Componentes eletrônicos? Moveleiro ? Químico-Farmacêutico ? O que mais pesa nas importações e nos tira empregos ? Encontrado este setor deve=se criar regras para que ele pague a mesma taxa de impostos que uma empresa chinesa ou ,no minimo, americana ! Tipo um SIMPLES Especial de 8% sobre faturamento bruto anual de até R$ 12 milhões ! ou 12 mil Salarios Minimos ! Agora temos que segurar a incontinência verbal !
Criticam que o Ciro disse que dólar alto é bom para a exportação, o que é um fato. Mas não dão créditos a ele quando faz a mesma ponderação de que os preços da economia são todos indexados ao dólar (pão é trigo e trigo é dólar). No mais, o Paulo Guedes até está tentando não fazer o dólar subir tanto vendendo as reservas internacionais. O engraçado é que se o governo não intervém, aconteceria o que vcs criticam (dólar alto) e se o governo intervém vendendo dólar, aconteceria o que vcs dizem que é bom, dólar baixo. Então, só pra eu entender, vcs querem mais intervencionismo?
Resumindo: estamos fodidos, o Guedes esquerdou.
Na próxima eleição vou votar no PT e PSOL só de zueira e pra ver esse cabaré pegar fogo de vez. Não existe esperança.
Enquanto isso eu internacionalizo meu patrimônio em Bitcoin, que é dolarizado (das shitcoins estatais, pelo menos é a melhor), e faço meus hedges utilizando o mercado futuro e ainda ganho uns juros em cima (cash and carry – compra spot e vende o futuro – embolsa o prêmio)
Já foi realizado algum estudo mostrando a popularidade do presidente vs o enfraquecimento/fortalecimento da moeda.
Falo isso porque minha impressão é que os tolos que defendem desvalorização acabam destruindo a popularidade do governo. O ápice de popularidade do Ferrnando Henrique foi quando 1 real estava equiparado a 1 dolar.
Parabéns ao Mises mais uma vez.
Leandro, o que o Banco Central ou o governo deveria fazer para fortalecer o Real? O que seria isso que vocês chamam de política monetária rígida? Seria parar com o esquema de reservas fracionárias, ou parar de injetar dinheiro na economia?
O Real já perdeu quase 77% do valor em relação ao dólar desde o seu surgimento em julho de 1994 até hoje.
Durante o mesmo período a China que sempre é acusada de desvalorizar a moeda, teve uma apreciação de 23% do Renminbi.
Mesmo assim os gênios continuam afirmando que o segredo para industrializar o país é aumentar ainda mais a intensidade da destruição da moeda.
Bom, não é surpresa. Neste mesmo campo de comentários, ainda durante o período eleitoral, cantei a bola do que seria esse governo.
A reação foi chacota e acusações.
Estavam todos vislumbrados com o discurso de empreendedor-de-palco dos vendilhões de milagre.
Pois bem, divirtam-se no Brasil. Boa sorte tentando restabelecer a FBKF com BRL trocando a 4.32.
É só ler o livrinho do Benchimol, vai dar tudo certo.
Forte abraço!
E o Cirão, digo, Guedão não para. Notícia de ontem:
Guedes volta a defender imposto sobre transações financeiras
Essa turminha de Chicago tem duas obsessões: derreter moeda e aumentar impostos. Joaquim Levy fez a mesmíssima coisa quando foi Ministro da Fazenda da Dilma.
Boa tarde,
Eu mesmo estava discutindo com alguém no Instagram sobre isso. Iniciei dizendo que nenhum investidor vai colocar o dinheiro num país que destroi a moeda. Me responderam que a China desvaloriza a moeda e é uma grande exportadora, além disso o cãmbio estava artificialmente baixo (algo que não acredito).
Ao responder que o povo chinês sofre com falta de produtos de qualidade, pois o que é minimamente aceitável é mandado para fora do país e que uma política de dolar alto reduz a oferta interna e encarece os produtos pois todas as matérias primas são cotadas em dolar, o sujeito me responde que é melhor pagar mais caro do que não ter emprego pois o país não exporta.
Não quis discutir mais e falei para ele aplaudir quando o litro da gasolina estiver R$ 10,00.
A obsessão sobre as exportações é algo do governo militar e pelo visto ainda vai ter vida longa no Brasil, mesmo que todo mundo empobreça por causa disso.
Duas dúvidas: 1) o governo atual está efetivamente desvalorizando a moeda ou este é um movimento natural do mercado por ela estar “artificialmente” forte ao longo dos últimos anos? 2) Caso a resposta da primeira pergunta seja “ocorre devido ao movimento natural de mercado”, o Estado deveria intervir pra não deixar com que a moeda se desvalorize, ou seja, a solução é a intervenção no sentido contrário?
Leandro Roque sempre muito bom com as respostas. Seria muito bom se você fosse mais presente nas redes sociais. Abraços.
bem… vamos ver se eu entendi:
Estamos no segundo ano de mandato de Bolsonaro.
Os valores nominais do câmbio só permitem inferências a respeito do presente.
Temos mais dois anos de mandato.
Dólar alto permite vender reservas para baixar a dívida hoje.
Reduzindo a dívida, o ajuste fiscal tem um avanço, o que é bom para economia.
Se as reservas forem vendidas amanhã, teremos, ainda nesse mandato, dois anos de redução de gastos com juro da dívida.
Tudo o que faltará para os investimentos estrangeiros deslancharem, caso passem as reformas deste ano, é o cambio estável.
Ainda teremos dois anos para voltar a estabilizar o real.
Daqui a dois anos, caso o real fique estável de forma consistente, essa desvalorização de agora será paulatinamente desconsiderada.
Portanto, as esperanças não morreram!!!!!!!!!!!!!!! Importante é Paulo Guedes fazer o que prometeu em relação à venda das reservas e, em seguida, ajustar o discurso imediatamente, acusando a jogada. Não importa. Passará como jogo sujo, mas pelo menos criará confiança de que ele sabe o que está fazendo!!!!!!!!!!!
Esse argumento de “proteger os exportadores” é algo bem canalha. Rebaixa-se o padrão de vida de 200 milhões de pessoas para agradar meia-dúzia de tubarões. Mas, no fundo, Brasília adora um Real fraco. Guedes não mentiu, os outros políticos é que não são sinceros.
O autor do artigo não tocou num ponto fundamental.
A redução da taxa SELIC, que gera desvalorização cambial, proporcionou uma economia de pelo menos 110 bilhões aos cofres públicos, referente aos juros da dívida. E a dívida pública é nosso calcanhar de Aquiles.
É claro que, idealmente falando, haveriam métodos muito melhores para a redução da dívida – muitos deles, aliás, propostos aqui no instituto Mises. Entretanto, não vivemos num mundo ideal – e o Guedes sabe disso. Vivemos num sistema de divisão de poderes, jogo de interesses, disputas setoriais, burocráticas, enfim, sabemos que devido ao embate de forças atual, seria impossível outro método tão eficiente para reduzir a dívida, do que reduzir a taxa SELIC.
Traz efeitos? Evidente. Tudo o que foi apontado no artigo. Mas não pensemos que poderemos sair desse buraco fiscal sem um custo. Assim como não existe almoço grátis, também não existe pagamento da dívida grátis. Vamos sofrer um bocado. Mas é o caminho estratégico encontrado por Guedes – e está dando certo. Por outro lado, alguns desses efeitos da alta do dólar em relação ao real foram aliviados, como o aumento da cota no Paraguai para 500 dólares, e a redução de impostos de importação sobre vários itens, principalmente TI.
Admiro as análises econômicas feitas pelo autores do Instituto Mises, mas nesse ponto considero que Guedes acertou em cheio. Compará-lo com as bizarrices do Ciro Gomes é muito radicalismo. Está muito longe. Assim como a escola austríaca, que eu admiro e respeito, está também longe de entender a genialidade da escola de Chicago.
Bye
Espero que todos os que dizem que "real desvalorizado é bom" estejam 100% alocados em reais e em ativos brasileiros.
Ou então expliquem por que ainda mantêm parte do patrimônio em dólar.
No Twitter, tá cheio de medalhão das finanças defendendo a desvalorização do real. Mas todos estão fortemente alocados em dólar. Uma lindeza moral. Tem uns lá que até moram no exterior e ganham em euros.
Isso, aliás, me lembra a Argentina. Descobriu-se que toda a alta cúpula econômica tanto da Kirchner quanto do Macri estavam totalmente dolarizados. Se fizerem uma investigação aqui vão descobrir que o próprio Guedes e a alta cúpula do BC também possuem fartos recursos no exterior (ainda que legais e declarados).
O argumento do exportador importador é falacioso por si próprio, se uma indústria importa em dólar para exportar em dólar, a valorização ou desvalorização relativa do real não faz diferença nenhuma. Contudo, a parte dos custos que é paga em real, com a desvalorização da moeda, também reduzirá. Por exemplo, os custos com mão de obra serão menores em um país com a moeda nacional mais desvalorizada. Além disso, o Bacen possui meta para inflação, a partir do momento em que houver uma pressão inflacionária por causa da valorização do dólar, ocorrerá reajuste da taxa de juros, aumentando a entrada de dólares no país, com a consequente desvalorização do dólar. Por último, a desvalorização do câmbio não é uma política econômica do governo, mas sim uma consequência da Selic, que está nesse patamar devido a baixa atividade econômica e à inflação controlada. Então, vocês acham que o governo deveria intervir no Banco Central para valorizar o real através do aumento da taxa de juros? Isso não me parece muito liberal também.
Olha aí, resume bem meu argumento acima:
ideiasradicais.com.br/o-brasil-esta-crescendo-mais-do-que-o-pib-mostra
Está uma maravilha? NÃO.
Mas… está um caos? Longe disso!
As coisas estão melhorando, lentamente, apesar do dólar estar encarecendo. Era apenas esse meu questionamento. Certamente alguns setores estão piorando, mas ao que parece, outros estão melhorando mais.
Por mim o Dólar custava um Real (a câmbio fixo) e o ministro da economia seria ninguém. Estou apenas analisando o cenário macroeconômico nacional e tentando compreender à luz de tudo que aprendi aqui.
Bolsoguedes por acaso tem alguma alternativa,falo isto,por que quando os esquerdalhas estavam no Poder,este site era um oásis ao mostrar quais opções o Governo tinha para fazer a economia crescer,agora que tem um Governo com um discurso liberal,vocês apontam as falhas na política cambial sem apontar as saídas,eu tenho cá para mim que Bolsoguedes está querendo derreter a moeda no curto prazo visando diminuir a dívida pública no médio prazo e a longo prazo com a recuperação do risco-pais por parte das agencias de risco internacionais e os investimentos estrangeiros vindo com força total para cá,ai sim o câmbio ira se valorizar e os congressistas anti-reformas irão enfiar a viola no saco e irão colaborar com o Governo sob pena de não serem reeleitos,enfim só posso conjecturar tal narrativa,pois sabemos que Paulo Guedes está aprendendo a jogar as peças no tabuleiro político,pois as vezes é melhor blefar do que municiar o inimigo,embora no presente pareça batalha perdida.Infelizmente teremos de aguardar estas apostas da equipe econômica se confirmarem,pois enquanto isto teremos de sofrer nas mãos destes congressistas fisiológicos que mais atrapalham do que ajuda e desafio o IMB a apresentar outra alternativa,pois relembrando com os congressistas corvos querendo destruir a agenda liberal,todo cuidado é pouco.Política é jogo sujo por parte dos corruptos e fanáticos esquerdistas e jogo estratégico por parte de políticos sérios(Minoria).Sou anarcocapitalista no campo filosófico e minarquista por pragmatismo.
Leandro,
De onde surgiram tantos “liberais” defensores de moeda desvalorizada?
Eu pergunto porque eu acho engraçado que o instituto venha criticando tanto os chicaguistas (e tá certo, tem que criticar mais), e tanta gente tenha aparecido para defender essa política de real desvalorizado.
Agora o que eu não consigo de fato entender é: Desde quando a escola de Chicago começou a defender moeda desvalorizada?
Para mim, injeção de crédito (redução de juros de curto prazo) e desvalorização da moeda é Keynesianismo e não Monetarismo. Os monetaristas sempre foram contra as políticas de fixação de câmbio e padrão-ouro, mas eu imaginava que eles defendiam que o Banco Central manipulasse os agregados monetários e não a taxa de juros.
Se preocupar com a evolução da base monetária (sem tabelar juros ou câmbio) em apenas 3% não era o que o Friedman defendia? O que eu não consigo entender é qual a diferença desse monetarismo de Guedes para o Keynesianismo raiz que ele (Guedes) tanto criticou (hoje tenho dúvidas se ele ainda critica).
Keynes também defendia o uso da inflação como meio de reduzir os salários reais (pelo menos nisso ele não estava totalmente errado) e não parece muito diferente do praticado agora.
Por último, como se sente tendo repetido inúmeras vezes a verdade da moeda forte e ver isso acontecer agora?
De qualquer forma, obrigado pelas longas explicações e pela paciência!
Concordo em gênero,número e grau com o artigo,moeda forte é mil vezes melhor do que moeda fraca,mas para termos uma moeda forte é preciso termos um estado enxuto e só com reformas para alcançarmos tal intento e manter governos liberais no Planalto,chega de sociais-democratas,enfim chega destes vermes vermelhos que prometem o céu e entregam o inferno,enfim confio nesta equipe econômica(Não temos outra opção)apesar dos seus equívocos(Moeda fraca no presente),lembrando que Meirelles entregava moeda forte,mas com um estado na uti(Inchado e perdulário desde FHC),portanto Paulo Guedes no presente está entregando uma moeda fraca com um estado saindo da uti(Reformas e privatizações)apesar de alguns congressistas fisiológicos encherem o saco.,aguardemos até que essa tempestade passe e possamos saborear períodos de bonança.
Bom, então Paulo Guedes é burro e acha que moeda fraca fortalece a economia. É nisso que acreditamos? Que ele é burro? Peraí, tem caroço nesse angú. O cara é velhaco. Não é possível que todos saibam que dólar alto e moeda instável são ruins, exceto ele.
Seria bom incluir umas estatísticas.
Por exemplo: quantas empresas exportam e quantas não exportam.
Obviamente, uma minoria exporta. Se a lógica estatista estivesse certa, somente alguns poucos seriam beneficiados em detrimento da maioria.
Mesmo que se considere toda a cadeia de “beneficiados” abaixo dos que exportam, ainda assim é parcela ínfima
“Nenhum país que tem moeda fraca e inflação alta produz bens de qualidade que são altamente demandados pelo comércio mundial. Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.”
Mas o Japão mantém o câmbio fixo em 0,0091 dólares para 1 iene, o que explica isso?
Leandro, por que dizem por aí, em alguns jornais, que o real desvalorizado ajuda o governo a equilibrar as contas? Ou é outro mito divulgado pela mídia?
Pessoal, continuo com o meu artigo em curso sobre o Brasil no ano passado.
Peguei esses dados sobre a produção industrial, que vai do primeiro dia no governo Temer até fim de 2019. Fora o vergonhoso desempenho no ano passado, o que causou essa explosão no fim do ano de 2018?
O TRIPÉ DO BEM – O tripé keynesiano-desenvolvimentista
Isso não significa que não tenha saída. Existem sim várias balas de pratas que poderiam ser usadas. Provavelmente, a mais eficiente que ainda pode ser considerada dentro dos padrões de uma política macroeconômica aceitável pelos bancos e grandes empresários é o clássico tripé keynesiano-desenvolvimentista:
1) Meta de câmbio nominal fixo e desvalorizado em termos reais (ou seja, câmbio real desvalorizado)
2) Meta de emprego ou de crescimento (o que dá no mesmo) alcançável por política fiscal ou monetária
3) Liberdade para utilização de instrumentos diretos (heterodoxos) para manutenção das metas anteriores
Esse tripé significa que o governo terá apenas 2 metas, e não se absterá de usar muitos instrumentos para mantê-las, além dos dois principais: política fiscal e monetária. Ou seja, há consistência, pois teremos mais instrumentos do que metas.
O câmbio fixo manterá a inflação baixa e sob controle sem nenhuma dúvida ou risco. O câmbio fixo pode fazer isso com juros baixos em determinadas condições. Isso seria sustentável com saldo comercial e em transações positivo e boas ofertas de investimentos produtivos no país. Assim não seria preciso vender reservas em momentos de calmaria, reservando-as para momentos de crise.
O câmbio real desvalorizado permite tudo isso, especialmente, se a economia estiver crescendo. O câmbio flutuante e volátil é o horror dos investidores estrangeiros sérios, ainda que seja o maná dos especuladores.
Esses fatores se somariam ao cambio fixo para tornar o investimento estrangeiro no Brasil muito seguro. Isso permite que as taxas de juros sejam mantidas baixas e mesmo assim o país não sofreria com fuga de capitais e perdas de reservas cambiais. Como dizem os ex-ministros Simonsen e Delfim: câmbio mata.
A meta de crescimento (emprego) manterá o povo satisfeito. Manterá também um crescente fluxo de recursos para investimentos públicos e a dívida pública decrescente. É importante também frisar que o PIB e arrecadação crescentes também manterão uma boa taxa anual de solução de problemas sociais, políticos e econômicos específicos. Problemas que nunca se resolvem exasperam o povo. Sem recursos para investimentos públicos abundantes é muito difícil resolver problemas sociais e políticos relevantes. Por último é bom frisar que o crescimento mantem classes empresariais ganhando dinheiro, o que reduz um pouquinho sua propensão a golpes.
Os instrumentos heterodoxos de atuação direta deverão buscar principalmente manter a taxa de câmbio real desvalorizada através de políticas de redução de custos, de rendas cartoriais, de tarifas e preços. Esses instrumentos, políticas industriais, também mantém as exportações crescendo e o coeficiente de importações caindo ou pelo menos estável.
Sem esses instrumentos todo o sistema ruiria, pois, em um regime de câmbio fixo, se as reservas cambiais começarem a cair, cria-se um movimento irresistível de ataque cambial especulativo. Isso derruba a lei de ação de reação e todo arcabouço de sustentação política e econômica do governo perante a sociedade, o mercado e as forças políticas, inclusive, dentro do congresso.
Esse foi o modelo adotado de forma bem sucedida em todos os regimes econômicos chamados de milagres: milagre alemão, milagre japonês, milagre italiano, milagre coreano, milagre asiático, milagre chinês, milagre mexicano e milagre brasileiro… Em economia não é necessário inventar a roda. Basta fazer o óbvio e não fazer o que obviamente nunca deu certo. Infelizmente muitos foram convencidos no Brasil que o que obviamente nunca deu certo é o "muderno". Não é Miriam?
Os donos do poder e seus lacaios odeiam crescimento acelerado em países colonizados. Eles adoram a paz dos cemitérios, onde só cresce a miséria e a subserviência. Eles mal podem conter a empolgação com os "sucessos" de Temer.
A saída é foco. A soberania popular e nacional não devem ser buscadas em nada que seja complexo e incompreensível. Elas devem ser buscadas na bala de prata: a lei de ação e reação do crescimento. É isso que vai empoderar e orientar o poder do estadista, o condutor do povo, e criar recursos para a prosperidade.
Mas quem será esse que vai tirar o doce da boca deles e entregar pro povo?
Autor: Gustavo Santos
Publicado em dinamicaglobal.wordpress.com
Site esquerdista,achei interessante a proposta de câmbio fixo.
O PIB japonês despencou -1,6% no ultimo trimestre (Não teve relação com o coronavirus).
Isso seria algo mais sério sobre a economia mundial?
Com valorização de 7% no ano, dólar puxa preço de importados
Segundo importadoras de alimentos e bebidas, aumento médio oscila entre 8% e 12%
De acordo com a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), o aumento médio oscila entre 8% e 12% para queijos, vinhos e gêneros alimentícios em geral.
[…]
Segundo o presidente da Abba, Adilson Carvalhal Júnior, as empresas que trabalham com produtos importados vinham tentando segurar os repasses, até o momento em que o dólar atingiu R$ 4,15:
“Depois disso, ficou impossível segurar esses reajustes. O reflexo na gôndola vai depender dos estoques das empresas. O avanço da divisa ultrapassou os limites das empresas, que estavam negociando com os fornecedores desde o fim do ano passado.”
O Talho Capixaba, com lojas na Gávea e Leblon, na Zona Sul do Rio, negociou com fornecedores o câmbio usado nos últimos contratos, fechados antes do salto recente do dólar, explicou o sócio Daniel Swerts, sem revelar qual é a cotação. Outra estratégia é segurar a margem de lucro.
“Estamos tentando alternativas para segurar os preços. Hoje não há espaço para altas, pois é ruim para o consumidor. Por isso, todos estão fazendo esse esforço, varejo e fornecedores” – disse Swerts.
O Farinha Pura, na Cobal do Humaitá, também negociou com fornecedores a cotação antiga do dólar para comprar itens como vinhos.
“Quando percebemos que o dólar estava subindo, sentamos com os fornecedores e negociamos. Estamos em um momento em que todos têm de fazer um esforço para ativar a economia” – disse Licia Vidigal, diretora executiva do Farinha Pura.
Segundo ela, estratégia semelhante foi feita com outros itens não perecíveis, como biscoitos e chocolates:
“Mas há itens em que não é possível fazer estoque, como laticínios e presuntos. Nesse caso, algum reajuste acaba sendo necessário.”
Os vinhos europeus tiveram alta entre 6% e 8%, já que o euro oscilou menos que o dólar. Já os vinhos importados de outros países registraram avanço entre 8% e 12%. As cervejas importadas subiram menos também: até 6%, segundo a Abba.
E nem os sapatos escapam. Segundo Haroldo Ferreira, presidente executivo da Abicalçados, se o dólar continuar no atual patamar, o repasse será inevitável. A moeda americana afeta diretamente o custo de matérias-primas do setor petroquímico essenciais à indústria de calçados.
“O problema é a volatilidade. Isso atrapalha no fechamento dos contratos e na negociação com os fornecedores. O setor, até agora, vem tentando segurar os repasses porque o consumidor não aceita aumento de preço. Mas a questão é até quanto esse dólar vai subir. Assim, vai ter que ser feito esse repasse – disse Ferreira.
oglobo.globo.com/economia/com-valorizacao-de-7-no-ano-dolar-puxa-preco-de-importados-24250813
off-topic:
Existe algum índice de preços de mão de obra? Ou índice que inclua a mão de obra junto com o preço de serviços e produtos?
Pergunto isso porque, que eu saiba, índices como IPCA, IGPM ou CPI (EUA) incluem apenas produtos e serviços, mas não contam quanto subiu a hora do médico, do pedreiro ou do atendente de telemarketing.
Alguém sabe me responder essa?
Aí vem o bando de liberais defender “nunca tivemos liberais no governo” por isso eu sou anarcocapitalista. Brasil andando de lado juros lá em baixo e todo mundo comemorando. Dólar explodindo, IOF na casa dos 6% isso tudo pelo sonho dos 2%. Todo mundo olhando o copo meio cheio, o Brasil já perdeu o boom demográfico e não pode mais ficar nessa. Tem que acontecer aqui oque aconteceu na Alemanha pós-guerra tudo abaixo disso é desprezível.
Pessoal, percebam que não vai passar de R$ 4,40 o dólar, o governo tem feito swaps e a tolerância ficou nissa. Agora imaginem quando o real começar a se valorizar com privatizações, maiores exportações, economia se aquecendo, se não vai se tornar muito atraente para os estrangeiros virem pra cá, os ganhos deles serão enormes com o dólar caindo no mínimo a R$ 4,00. É um efeito alavanca grande, conforme eles continuarem afluindo para o Brasil.
Mudando um pouco de assunto, o Trading Economics estragou os gráficos de cotações cambiais. Antes você podia mudar o formato do gráfico e colocar a data exata de início e fim, agora não dá mais, ficou uma geringonça. E quando eu vou em “Stats”, o formato até aparece, mas não consigo tirar os outros dados do gráfico além da cotação cambial.
qual o melhor presidente do bc q já tivemos: gustavo franco ou henrique meirelles?
Guedes parece que cairá ate o meio do ano se a economia não andar. Podia trocar de uma vez pra não perder tempo.
Alguém da EA podia aproximar de alguém influente la, nem que seja de um dos filhos, Eduardo parece ter cabeça boa pra captar a mensagem austríaca.
Porque já me veio a mente aquela frase : Não ha nada ruim que não possa piorar.
Roberto Campos Neto minimiza desvalorização do real e reforça que meta é de inflação
valor.globo.com/financas/noticia/2020/02/18/campos-minimiza-desvalorizacao-do-real-e-reforca-que-meta-e-de-inflacao.ghtml
“A meta do BC é a inflação e o câmbio é flutuante, mas a autoridade monetária poderá agir quando notar disfuncionalidades no mercado”.
“Sempre que identificarmos um movimento de falta de liquidez, ou movimento exagerado, ou que o Brasil está destoando muito de pares, ou que [o câmbio] começou a influenciar a inflação, o BC pode fazer uma intervenção, como fez recentemente”.
“A desvalorização atual é diferente das anteriores. Em todas, havia piora da percepção de risco, taxa de juros longo subia e bolsa caía bastante. Nessa última desvalorização, foi exatamente o contrário”.
“O movimento atual veio acompanhado de um prêmio de risco nas mínimas, bolsa perto das máximas e taxa de juros longa no menor nível da história”.
“A taxa de juros longa, em função das reformas, caiu a ponto de as empresas pagarem as suas dívidas fora do país antecipadamente para pegarem crédito no Brasil, o que pressionou o mercado de dólares à vista”.
“Dois outros fatores influenciaram o câmbio: a desvalorização das commodities e o fortalecimento internacional do dólar”.
“Com a queda simultânea do preços das commodities fora do país e do valor do real, houve pouco impacto no preço das commodities dentro do Brasil, mantendo a inflação relativamente estável”.
O IMB deveria fazer um artigo sobre a inflação oculta que tá comendo solta nos últimos meses. É incrível a quantidade de produtos que estão diminuindo a gramagem ou litragem sem baixar o preço.
As empresas estão segurando os preços reduzindo a quantidade de bolachas, chocolates, chips, balas, etc. É só ir a um supermercado e ver a quantidade absurda de produtos que vem com aviso de redução de peso na embalagem. Por essas, e outras, que o IPCA segue baixo.
Eu vi alguns comentários falando da intencao do paulo guedes de querer um dolar alto para usar as reservas internacionais a fim de abater divida e que o mesmo nao havia feito isso ate agora. Porem, pesquisando sobre o assunto eu vi que o governo ja “queimou” parte das reservas e conseguiu abater 140 bilhões. Isso esta correto? O governo estaria fazendo isso da maneira correta? Ou entao, valeria a pena em troca de enfraquecer a moeda?
http://www.google.com/amp/s/www.brasil247.com/economia/bolsonaro-e-guedes-queimam-as-reservas-internacionais-acumuladas-por-lula-e-dilma-e-ja-venderam-quase-us-37-bilhoes%3famp
"As exportações de bens totalizaram US$14,5 bilhões em janeiro de 2020, recuo de 19,5% em relação ao mesmo período de 2019."
Ué, mas não era só desvalorizar a moeda que as exportações iriam bombar? O que houve de errado? 😉
http://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticassetorexterno
g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/21/decada-perdida-por-que-mesmo-com-juro-baixo-e-dolar-alto-a-industria-brasileira-continua-em-recessao.ghtml
Um estudo realizado pelo Banco Central e divulgado em março do ano passado mostrou que, entre 2002 e 2013, quando o real ganhou força e o dólar ficou mais barato, as importações chegaram a representar 20,3% do consumo aparente da indústria nacional (que soma a produção destinada ao mercado doméstico e as importações).
Esse percentual chegou a cair durante a crise, mas voltou a subir com a recuperação (ainda que lenta) da economia e, em 2018, voltou ao patamar de 20%.
Isso quer dizer que, para parte da indústria, o dólar mais caro representa um aumento de custos.
É o caso, por exemplo, de uma das maiores empresas de eletrodomésticos brasileiras, a Mondial.
Os importados representam cerca de 40% do que a marca comercializa, diz Giovanni Marins Cardoso, sócio-fundador da companhia. Além disso, a moeda americana afeta direta ou indiretamente os preços de cerca de 80% da matéria-prima utilizada na linha de produção.
“Então eu prefiro o dólar mais baixo”, diz o empresário.
Sério? Quem é o gênio que poderia imaginar que dólar mais alto aumenta os custos?
Uma dúvida séria: por que o dólar está disparando, sendo que os únicos anos em que a inflação esteve menor que 2019, nos últimos 20 anos, foram 2006, 2017 e 2018?
pessoal, qual cotação mínima do dolar possível com as reservas atuais do bc?
Eu cairei até o final deste ano por conta do dólar a R$ 5,00.
Olha aí gente, mais um presente… agora a carne brasileira pode ser exportada de novo para os americanos.
Preparem-se: vai ter carne mais cara no mercado interno.
Como o real é naturalmente uma bosta de moeda e com essa acentuada desvalorização, então os exportadores irão preferir exportar bens primários (como carnes) para adquirir uma moeda mais forte. Isso já aconteceu em 2015, não tem motivo de isso não ocorrer novamente.
Na prática, os brasileiros estão subsidiando qualidade de vida dos americanos, já que as carnes exportadas possuem qualidade superior e nos EUA o mercado é mais competitivo. Você não vai conseguir vender carnes porcarias para uma população de maior renda e inserida em um mercado mais concorrencial.
Devemos proibir a exportação? Claro que não! Para lidar com isso, somente com moeda forte e abertura comercial.
E ainda tem gente comemorando isso, sem saber que isso foi criado pelo próprio governo daqui.
Pessoal, o que vocês acham desse artigo abaixo?
“O Brasil está crescendo mais do que o PIB mostra”
Cheguei a procurar por esses dados decompostos do PIB, mas não encontrei (como sempre, Brasil parece esconder a sua história).
Notem de que o gráfico vai até setembro, antes do real dar aquela afundada.
Estou fazendo um comparativo de crescimento econômico e inflação do Brasil com alguns vizinhos latino-americanos e cheguei ao Equador.
Alguém que more e/ou saiba o que está ocorrendo no Equador poderia dizer por que a economia de lá desacelerou 0,1% no ano passado, no terceiro trimestre? Se comparar o período de janeiro até outubro de 2019, o Equador cresceu 1,7%, ao passo que o Brasil cresceu 2,9% (apesar que o momento de julho até alguns meses foi muito bom). Os distúrbios realmente atrapalharam mas, por exemplo, Chile e Bolívia se comportaram muito bem. Devo deduzir de que tenha sido o corte dos subsídios nos combustíveis, que por sua vez fez os preços dispararem e a economia como um todo ter sofrido com o fim dessa geringonça, por ter sido acostumada com isso por décadas?
Interessante mencionar que o país viveu alguns meses de deflação de preços (isso ocorreu também no Peru).
Leandro, o que você acha dessa notícia? O que ela pode nos dizer sobre o comportamento da economia brasileira?
“Brasil pula do 9º para o 4º lugar em investimento estrangeiro”
No fim de tudo isso, a conclusão é que moeda fraca é pior que governo esquerdista.
Vejam só, na Europa tem vários governos de esquerda (Alemanha, França, Espanha, Portugal, etc), e mesmo assim eles não conseguem destruir a economia porque a moeda é forte e independente deles. Ou seja, os governos não conseguem desvalorizar a moeda.
Do outro lado, temos o Brasil e a Argentina de Macri que, apesar de serem “de direita”, tinham um banco central dependente e desvalorizaram a moeda para “aumentar a competitividade”. O tiro saiu pela culatra, desandou a economia apesar das boas intenções e da desburocratização de alguns setores.
Como sempre digo, quem vai querer por dinheiro em um país que quer desvalorizar 10 a 20% ao ano sua moeda. É coisa para louco.
“O aumento do dolar em relação ao real é bom para todo mundo” — Paulo Guedes
Usiminas, CSN e ArcelorMittal aumentam preços em 10%
economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/19301-2/
Também acho. Mas o que faz mais falta são os podcasts do Leandro. O último podcast dele foi em setembro de 2015. Ninguém é tão preciso sobre a economia brasileira quanto ele.
pessoal vcs acham possível haver um acordo de livre comercio com os usa na gestão bolsonaro?
Apesar do peso mexicano ter se valorizado nos últimos 17 meses, a economia mexicana no ano passado foi muito mal (já pode ser considerado até recessão). Seria isso fruto de outras medidas anti-mercado (possíveis) tomadas por ele?
Pessoal, uma enquete aqui:
Com 18 a 25 anos, o que vocês optariam? Ficar ilegal nos EUA ou assumir um cargo público no Brasil (ganhando na faixa de 5 a 7 mil líquidos)?
Circulando pelo WhatsApp:
“Ain, o dólar tá alto!” Porém….
Exportações de carne de porco sobem 41% em janeiro
Segundo frigoríficos, foi o melhor desempenho para o mês na história do setor.
g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2020/02/07/exportacoes-de-carne-de-porco-sobem-41percent-em-janeiro.ghtml
Exportações de carne de frango crescem 14,9% em janeiro
Negociações movimentaram US$ 529 milhões no período e a China foi o principal destino.
g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2020/02/07/exportacoes-de-carne-de-frango-crescem-149percent-em-janeiro.ghtml
Marrocos autoriza a exportação de pescados produzidos no Brasil
Segundo Ministério da Agricultura, mercado marroquino movimentou US$ 240 milhões em 2019.
g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2020/02/07/marrocos-autoriza-a-exportacao-de-pescados-produzidos-no-brasil.ghtml
Economia gerada por operações antifraude mais que dobrou em 2019
Ações fizeram governo economizar R$ 961 milhões no ano passado
http://www.agoranoticiasbrasil.com.br/economia-gerada-por-operacoes-antifraude-mais-que-dobrou-em-2019/
Com sede em Curitiba, Volvo anuncia investimento de R$ 1 bilhão no Brasil e novas vagas de emprego
xvcuritiba.com.br/com-sede-em-curitiba-volvo-anuncia-investimento-de-r-1-bilhao-no-brasil-e-novas-vagas-de-emprego/?fbclid=IwAR09zvgiPg3JKp0UOqTAxbX5BD3snpbrrMVUK-GYhLX3-mlEWPxgr6t2BAk
Com Selic histórica, Brasil é 2º país com maior corte de juros em um ano
Levantamento do CEO da Capital Advisors, Charlie Bilello, mostra que país fica atrás apenas da Turquia em lista de 15 nações que cortaram juros no período
exame.abril.com.br/economia/com-selic-historica-brasil-e-2o-pais-com-maior-corte-de-juros-em-um-ano/?fbclid=IwAR3yAXasU-NJMoAH3_DwDty9iKw4_six40oOUzwVZQaxLrrCJiLv19Y2iHM
Portos do Paraná registram aumento em carga geral e granéis líquidos
http://www.portosdoparana.pr.gov.br/Noticia/Portos-do-Parana-registram-aumento-em-carga-geral-e-graneis-liquidos
Com juros baixos e alta nas vendas, construtoras retomam lançamentos
Entre janeiro e novembro de 2019, houve aumento de quase 11% em novas unidades no país, com destaque para SP
http://www.agoranoticiasbrasil.com.br/com-juros-baixos-e-alta-nas-vendas-construtoras-retomam-lancamentos/
Brasil concede livre comércio imediato a produtos automotivos do Paraguai
istoe.com.br/brasil-concede-livre-comercio-imediato-a-produtos-automotivos-do-paraguai/
Vendas dos supermercados superam previsão e crescem 3,62% em 2019
http://www.euqueroinvestir.com/vendas-dos-supermercados-cresceram-362-em-2019/
Inadimplência virou passado para mais de 500 mil pessoas
http://www.moneytimes.com.br/inadimplencia-virou-passado-para-mais-de-500-mil-pessoas/
Kuwait abre mercado para o produto do Brasil
O Ministério da Agricultura informou ontem (13/2) que o Kuwait vai importar carne bovina do Brasil. “O Kuwait, país que visitamos em setembro, quando iniciamos essa conversação”, disse a ministra Tereza Cristina.
portalklff.com.br/noticia/kuwait-abre-mercado-para-o-produto-do-brasil-1062357
Bolsonaro inaugura obra de pavimentação de trecho de 51 km da BR-163 entre PA e MT
g1.globo.com/pa/para/noticia/2020/02/14/bolsonaro-inaugura-obra-de-pavimentacao-de-trecho-de-51-km-da-br-163-entre-pa-e-mt.ghtml
Taxa de desemprego cai em 16 estados, revela IBGE
agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-02/taxa-de-desemprego-cai-em-16-estados-revela-ibge
Número de assassinatos cai 19% no Brasil em 2019 e é o menor da série histórica
g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2020/02/14/numero-de-assassinatos-cai-19percent-no-brasil-em-2019-e-e-o-menor-da-serie-historica.ghtml
Setor de serviços cresce 1% em 2019 e tem 1ª alta em 5 anos
g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/13/setor-de-servicos-cresce-1percent-em-2019-diz-ibge.ghtml
Balança comercial tem superávit de US$ 684 milhões na 2ª semana de fevereiro
http://www.istoedinheiro.com.br/balanca-comercial-tem-superavit-de-us-684-milhoes-na-2a-semana-de-fevereiro-2/
Desigualdade do trabalho dá sinais de queda
Recuperação do emprego em 2019 aponta para fim de ciclo negativo para a disparidade de renda iniciado em 2015
valor.globo.com/brasil/noticia/2020/02/17/desigualdade-do-trabalho-da-sinais-de-queda.ghtml
Risco-país cai a 93 pontos, menor nível em 12 anos
http://www.opiniaocritica.com.br/noticia/1375/risco-pais-cai-para-o-menor-nivel-em-12-anos-qtemos-tudo-para-crescer-q
E-commerce brasileiro cresce 16,3% e fatura mais de R$ 60 bi em 2019
noticias.r7.com/economia/e-commerce-brasileiro-cresce-163-e-fatura-mais-de-r-60-bi-em-2019-19022020
Petrobras registra em 2019 o maior lucro de sua história
oglobo.globo.com/economia/petrobras-registra-em-2019-maior-lucro-de-sua-historia-2-24259185
EUA reabrem mercado de carne bovina “in natura” para o Brasil após quase 3 anos
noticias.r7.com/economia/eua-reabrem-mercado-de-carne-bovina-in-natura-para-o-brasil-apos-quase-3-anos-21022020
CCR vence leilão da BR-101/SC com desconto de 62% na tarifa de pedágio
Percentual superou os oferecidos pelos concorrentes, de 51,63% e 16%; contrato de 30 anos prevê investimento de R$ 3,38 bi em obras
valor.globo.com/empresas/noticia/2020/02/21/leilao-da-br-101sc-comeca-com-disputa-entre-ccr-ecorodovias-e-consorcio-da-glp.ghtml
Programa Brasil Mais terá R$ 1 bi e buscará otimizar 200 mil empresas
A meta do programa é aumentar a eficiência das empresas e oferecer soluções de baixo custo para melhoria de gestão
http://www.infomoney.com.br/economia/programa-brasil-mais-tera-r-1-bi-e-buscara-otimizar-200-mil-empresas/
Indústria começa ano mais aquecida do que nos últimos 4 anos, diz CNI
A utilização da capacidade instalada alcançou 67% em janeiro
valor.globo.com/brasil/noticia/2020/02/20/indstria-comea-ano-mais-aquecida-do-que-nos-ltimos-4-anos-diz-cni.ghtml
Prévia da inflação oficial desacelera para 0,22%, menor resultado para fevereiro desde 1994
g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/20/previa-da-inflacao-oficial-desacelera-e-fica-em-022percent-em-fevereiro-aponta-ibge.ghtml?fbclid=IwAR2hrMXStGXz9jyPj8AzUBF97nV7knHXIfHba7juKUZ6m1wLT-xp67cPyMU
Vendas no varejo brasileiro crescem 3,1% em janeiro, diz ICVA
http://www.terra.com.br/economia/vendas-no-varejo-brasileiro-crescem-31-em-janeiro-diz-icva,3d65ef3778175d4149337dc480659343bb8ymlfm.html
União levantou R$ 29,5 bi em janeiro com desestatizações
http://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/economia/2020/02/uniao-levantou-r-29-5-bi-em-janeiro-com-desestatizacoes.html
Brasil se torna o maior mercado da Heineken
g1.globo.com/economia/noticia/2020/02/12/brasil-se-torna-o-maior-mercado-da-heineken.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1&fbclid=IwAR1ScR0-f248JAKh7ZcmpQt6wqZI2gsUWqjf8JeX6DEM00mn6lDVJeKebog
Confiança do comércio sobe 1,7 ponto em fevereiro, mostra FGV
economia.ig.com.br/2020-02-21/confianca-do-comercio-sobe-17-ponto-em-fevereiro-e-retorna-ao-patamar-de-1-ano-atras-diz-fgv.html
Apesar de ser Bolsonarista gostei muito do texto, sou importador e estou preocupado com esse aumento do dolar na verdade não vejo motivo ainda para criticar Bolsonaro e Guedes, acredito que o Coronavirus fez ou irá fazer um enorme estrago na economia mundial elevando o dolar a niveis jamais vistos.
Sou investidor do tesouro direto e sempre compro titulos atrelados ao IPCA com vencimento em 2035 neste momento de incertezas quanto aos efeitos do Coronavirus é a melhor forma de ser resguardar.
Quais outras opções os amigos recomendam também?
Olhem que projeto bom, que pode liberar a importação de carros usados.
Em países desenvolvidos, como nos EUA, é relativamente comum a importação de carros usados (alguns carros exclusivos do Japão são muito visados para isso). Carros com mais de 25 anos entram praticamente de maneira livre. A importação de carros mais novos existe, apesar de ser bem burocrática (no Brasil é impossível, só se você comprar de algum consulado). É claro, vai ter a questão do problema do combustível imprestável e da pavimentação (que poderia não aguentar uma maior quantidade de veículos), mas isso é argumento para desestatizar esses setores, não de proibir importação (são os mesmos que falam que não pode fazer abertura comercial antes de desregular o mercado doméstico, como se houvesse agora uma ordem para se fazer as coisas).
Agora vejam esse trecho da notícia:
“QUATRO RODAS também consultou o Professor Antonio Jorge Martins, coordenador acadêmico de cursos automotivos da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para o professor, o teor do projeto pode ser enxergado de duas formas.
“A medida pode ser vista como positiva ou negativa. Negativa, pois pode prejudicar as indústrias automotivas fixadas hoje no país. Positiva, pois pode fortalecer o poder de barganha do consumidor brasileiro.”
O professor ainda entende não ser o momento mais propício para tal ação.
“‘Não acho que seja o momento ideal. Hoje há um bom nível de competitividade no mercado nacional e o Brasil possui um enorme potencial de investimento externo que ainda não foi completamente explorado.'”
Como se tivesse que haver um “momento propício” para abrir o mercado…
Que competitividade é essa meu Lange do Céu? Cadê Lincoln, Buick, Mazda, Bentley, Infiniti, Cadillac, Acura, Seat e Skoda? A cada ano, perdemos mais e mais opções de carros e, quase a cada mês, os preços dessas porcarias de carros nacionais só aumentam. Onde estão as picapes de porte grande (como Silverado e Tundra), que seriam tão boas para quem mora na roça? Onde estão os hatchbacks europeus? Fiesta, Focus de nova geração? Para um mercado de mais de 200 milhões de habitantes, isso é uma VERGONHA. Até a Argentina, quebrada, consegue ter mais opção de carro do que aqui.
Se a estratégia do Guedes fosse aproveitar o dólar alto para vender reservas e pagar a dívida (que está em sua imensa maioria nas mãos de bancos e rentistas nacionais) estaria ok. Mas parece que ele realmente acredita que um câmbio desvalorizado é bom pra economia. Se esse for o caso, então estamos totalmente perdidos. Temos um economista-chefe que não entendeu nem do porquê as exportações sob Dilma serem um desastre.
Vi esse vídeo de novo, do Ideias Radicais, e me ficou algumas dúvidas e abrir uma discussão com vocês.
Ele falou que o dólar caro pode ser algo benéfico para quitar dívida pois, no longo prazo, isso vai reduzir os déficits e então reduzir despesas com juros. O problema é que, no meio disso, o câmbio em disparada afeta todos os investimentos produtivos. Alguém pode me dizer que como uma política de afundar o câmbio vai fazer o país decolar?
Disse também de que um dólar caro pode atrair investimento para o Brasil, essa foi pior para mim. Ele realmente acha que um câmbio afundando vai atrair investimentos estrangeiros? Imagina o coitado do estrangeiro que for repatriar os seus lucros e então ele descobre que perdeu capital, pois o câmbio desvalorizou consideravelmente. Ou eu realmente entendi errado de algo que ele disse.
http://www.moneytimes.com.br/industria-do-brasil-demanda-compensa-furacao-coronavirus-aponta-pmi-de-fevereiro/
PMI de fevereiro subiu mesmo com alta do dolar;
O que vocês acham desse comentário?
Eu pensei nisso: para aumentar a produtividade, a aquisição de bens de capital cada vez melhores precisa ser feita. Só que parte desses bens de capital é importada. Se a taxa de câmbio é extremamente instável, como é que vai ser feita essa aquisição? Seria isso um “dilema de Tostines”?
Para melhorar a infraestrutura, até nisso uma moeda forte ajuda.
Agora eu só pensei em uma profunda, mas profunda mesmo, desburocratização, ao olhar por exemplo para o setor agropecuário. Melhorar a infraestrutura por profundas reduções na burocracia de portos, aeroportos, rodoviárias, rodovias, ferrovias e terminais ferroviários. Vish, tem um monte de coisa. Até a própria insegurança jurídica (com STF legislando e juiz revertendo decretos presidenciais) e patrimonial (com casas parecendo feudos) atrapalha a produtividade. É um absurdo o sujeito na roça não poder portar a sua arma e se defender sem risco de, no mínimo, uma tortura psicológica com processos.
De 2019 para cá, a coisa melhor foi a Lei da Liberdade Econômica. Mas toda a estrutura burocrática brasileira pouco mudou, inclusive as prefeituras continuam tendo autonomia para exigir licenças e alvarás, mesmo com a Lei 13.874 aprovada.
Uma outra forma de fortalecer a moeda nacional seria incentivar o crescimento econômico, através de reformas do lado da oferta, já que o crescimento econômico automaticamente faz aumentar a demanda pela moeda. Aí que fica a questão. Fazer tudo isso, no Brasil e com sua CF/88, em um ano? Isso vai reverter o estrago da crise cambial atual? Claro, a pergunta parte da premissa de que não tenhamos uma recessão global, que faria o dólar passar facilmente de R$ 5. Ou tudo isso cai num “dilema de Tostines”: uma moeda forte traz crescimento econômico e crescimento econômico traz moeda forte?
Os dados recém-divulgados do PIB mostram que houve uma expressiva queda de 3,3% nos investimentos (formação bruta de capital fixo) no último trimestre de 2019 em relação ao terceiro de trimestre de 2019 e também em relação ao último trimestre de 2018.
Exatamente o trimestre em que o Ministério da Economia ordenou o derretimento da moeda.
Que estranho, né?
Um crescimento porcaria (que pelo jeito foi de 1,1%), para uma economia do tamanho da brasileira. Parece arbitrário falar isso, mas já passamos da pior fase da recessão.
Alguém tem o gráfico correlacionando o IPCA vs Dolar? Com essa alta, corremos o risco de copiar a Europa e os juros negativos
Quanto mais cedo o Cirão Guedes vender as reservas, mais cedo os bodes expiatórios acabam.
Achar que ele está copiando o Ciro é no mínimo inocência, mas acho que é mal caratismo mesmo. Se você entrar a fundo nas propostas do Ciro verá que ele não trata de forma macro manter o dólar a 3,50.
O dólar está beirando os 5,00 não é por política econômica e sim por um conjunto de cagadas e o Guedes está desesperado fazendo qualquer coisa.
Defenderam este governo agora assume.
Qual o valor ideal da Selic para o dólar não abaixar?
A única solução que resta seria aproveitar o dólar alto p abater a dívida e na sequência estabelecer um currency board? Ou ainda daria p fazer algo menos radical (radical na visão dos políticos)?
Na data de hoje, o Real teve a façanha de desvalorizar sua moeda até para o Bolívar Venezuelano. Desvalorização de -1,86%. Neste mês, a desvalorização foi de -8,11%. Sim meus amigos, até a moeda mais inflacionada do mundo se valorizou frente ao Real. Isso é inacreditável! O Real está caindo ladeira abaixo em TODAS as moedas do mundo.
Pobre Paulista
Mas se na curva de juros futuro está imbuída as expectativas quanto à inflação e SELIC futura e é o governo que determina a SELIC, por que ele se sentiria pressionado a seguir o mercado? Que efeitos além de possivelmente psicológicos uma curva invertida poderia trazer?
Inflação registrada em fevereiro foi a menor para o mês desde 2000. Ou seja, continuamos sem ter influência da alta do dólar…
Que hora para o currency board, não?
Graças aos artigos do IMB, encaminhei uma sugestão ao Ministério da Economia sobre esse assunto na semana passada pela plataforma e-Ouv, e hoje eles responderam. Quero compartilhar com vocês o que eu escrevi e o que eles responderam.
Minha manifestação: “Olá! Tenho ficado preocupado com a grande desvalorização do Real em comparação com as moedas estrangeiras, e não é só em relação a moedas de países desenvolvidos, mas de países em desenvolvimento também (conforme se vê no arquivo em anexo, de dados retirados neste instante). Até onde eu sei, não estamos em uma crise econômica e isso é muito estranho. Moeda desvalorizada é um ataque direto ao poder de compra e padrão de vida dos brasileiros. Espero que isso seja uma fase, e espero que futuramente o Real passe a ter mais valor no mercado. Minha sugestão é liberar a circulação de moeda estrangeira (como o Dólar Americano) para concorrer com o Real. Isso foi feito no Peru e a moeda deles (Novo Sol Peruano) se valorizou, contrariando a tese que a moeda estrangeira “mata” a moeda nacional. Hoje o Peru é o país da América do Sul com melhores indicadores econômicos (inflação baixa e controlada e desenvolvimento econômico). Ou a sugestão de adotar o câmbio fixo (“currency board”) no lugar do câmbio flutuante. Eu dou essas sugestões porque eu quero que a melhora da economia nacional reflita no padrão de vida da população, principalmente dos assalariados, pois são essas pessoas que vão decidir os rumos do Brasil nas próximas eleições. Como já disse, espero que essa desvalorização do Real seja temporária e espero que a equipe econômica tenha planos para que a nossa moeda volte a se valorizar. Isso deveria ser uma prioridade da atual gestão econômica – defender uma moeda forte.”
Resposta do Ministério da Economia: “A Secretaria de Política Econômica – SPE tem como objetivo formular projetos e propostas econômicas de forma integrada com os diversos órgãos da Administração Pública Federal. Avalia, também, os impactos macroeconômicos de diversas políticas públicas para dar suporte ao processo de tomada de decisão do Ministério da Economia. Sua sugestão, portanto, foi encaminhada para conhecimento do setor competente. Ademais, a Ouvidoria do Ministério da Economia tem buscado analisar todas as sugestões dirigidas ao Órgão, por acreditar que essas contribuem para aguçar o senso crítico interno, bem como para aprimorar ou corrigir as ações do Ministério. Nada obstante, agradecemos sua participação.”
Leandro (editor do Mises), boa tarde.
Gostaria de um texto em linguagem simples, para ser distribuído em grupos de Whatsapp, que abordasse as vantagens de trocarmos o Real pelo Dolar. Fiz um rascunho, mas tenho certeza que não está conciso.
INÍCIO =>
“””O que ganha a população se a moeda for o Dólar ao invés do Real?
1) O seu poder de compra aumenta! Você pode comprar alimentos, remédios, gasolina, smartphones, notebook’s etc… muito mais barato, afinal a sua moeda é forte!
2) O valor de serviços como energia, internet, manutenção de carros etc… também ficam muito mais baixos, pois por exemplo, comprar peças importadas fica mais barato. Além disso a concorrência de empresas estrangeiras fará baixar o preço dos outros serviços.
3) A taxa de juros cobradas pelos bancos também é absurdamente mais baixa! Com o Real pagamos mais de 330% de juros por ano no cartão de crédito! A média em países de moeda forte (Dólar, Euro, Franco etc…) é de apenas 15,8% AO ANO!!!
4) Com Dólar como moeda corrente, muitos bancos estrangeiros viriam para Brasil, aumentando a concorrência entre eles. Com isso, os correntistas teriam, por exemplo, 60 dias de carência no cartão de crédito, tarifas baixas na conta corrente e empréstimos e financiamentos muito mais baixos!
5) Com a moeda em Dólar, não vamos precisar mais de um Banco Central e muito menos de uma Casa da Moeda! Ou seja, vamos economizar com funcionários (que ganham muito!) e prédios(que podem ser vendidos) e assim abatemos a dívida pública ( mais de 4,248 trilhões de Reais!!!)
6) Ao mesmo tempo acabaríamos com a farra de gastança dos governos (federal, estadual e municipal). Os governos somente vão poder gastar aquilo que arrecadam com impostos, e ponto final. Nada mais de “imprimir dinheiro” para fechar as contas do governo no “azul”(olha a dívida de mais de 4,248 trilhões Reais), empurrando pra gente inflação e menor poder de compra! Chega desta vergonha!
7) As empresas (de qualquer porte) vão poder comprar (ou financiar) máquinas e equipamento melhores, aumentando sua produção e seus lucros.
8) Com mais empresas investindo em maquinário e aumento de produção, os preços para os consumidores vão abaixar, e com isso mais os empresários vão vender.
9) Com maiores produções e vendas teremos mais empregos sendo criados. E como a procura por trabalhadores aumentou, os salários de profissionais qualificados aumentam.
10) A inflação no Brasil seria menor ou igual a inflação dos Estados Unidos.
“”” <= FINAL
Saiu a revisão do PIB de 2020 para baixo, até negativo. Vão colocar a culpa no Corona vírus ?
O BC disse que não cortará mais os juros pois 2021 terá inflação alta (tão descobrindo isso agora hahahaha)
Estamos ferrados só um milagre fará Ciro Guedes pular ou ser “pulado” do barco e aparecer um Meirelles ou Gustavo Franco, algum semi analfabeto que entenda de moeda forte..
No ritmo que está 2022 vai estar com a economia “a la Dilma 2016”
Impeachment de Bolsonaro já está no forno.
O Brasil nunca irá se livrar da mentalidade Bresser Pereira, nunca!
Banco Central corta Selic em 0,75 p.p., para 3%
Banco Central lacrador. Lá vem o real descendo a ladeira.
Senhores, boa tarde. Creio que a maioria concorda que manter a sua poupança em moeda controlada por políticos desenvolvimentistas (e portanto fraca) não é uma boa ideia.
Entretanto, me bate uma dúvida acerca do quão protegido da inflação/desvalorização cambial eu estarei se mantiver minha poupança em ativos reais (penso aqui principalmente em ações de boas empresas).
Existe vantagem em manter sua poupança em ações de empresas que tem suas receitas (e provavelmente os custos) majoritariamente em moeda forte, ou eu estaria igualmente protegido nesses ativos reais mesmo que fossem de empresas que tem suas receitas em moeda fraca? Me parece que a primeira opção tende a proteger mais o poupador.
Pessoas da rede, estou fazendo uma pesquisa sobre o atual presidente do Banco Central do México, e peguei até umas surpresas. Eu estou coletando entrevistas cedidas por ele (em Inglês; pois estou fazendo um artigo sobre o México), e essa foi a segunda que acabei de ver. E quero tirar umas dúvidas com vocês.
Peguei este trecho:
“What explains the peso’s recent performance?
In the last few years, the external accounts have faced a significant transformation, and Mexico has gone from being an oil-exporting economy to an oil-importing one, which entailed challenges regarding the external accounts that required a significant real exchange rate depreciation of the peso. We need to have a strong macro mix in order to cope with these challenges and have an orderly adjustment in the economy. This includes a tighter fiscal and monetary financial system and using the FX as a shock absorber. That has been the item of the macro policy mix for the last few years. In 2019, we have seen both internal and external uncertainty, while trade tensions have also heightened FX volatility. Emerging market currencies have been more volatile due to trade tensions; considering Mexico’s openness and the relevance of exports to the US, bilateral issues are important for FX.”
Eu destaquei em negrito. Aqui ele diz que usa o câmbio como um amortecedor. Isso seria o que exatamente? A busca de um câmbio apreciado para lidar com a volatilidade do mercado externo? Pergunto isso pois o peso mexicano se valorizou desde a eleição do Obrador, tendo se desvalorizado somente mais depois de fevereiro desse ano de 2020. Conseguem acreditar que com um governo de esquerda a moeda se valorizou, e aqui, com um governo supostamente de direita, a moeda só afundou? Até o momento, eu sei que os juros do país se tornaram atrativos, e ainda dispõe de grau de investimento.
Além disso, ele até expôs os benefícios do México se integrar à economia mundial, se eu não falhei no entendimento. Parece-me também que no ano passado houve corte de gastos (incluindo o setor de saúde, o que não sei se é verdade).
E eu achando que tinha sido um milagre o Bolsonaro nomear o Guedes;
Mas ai vi que ele nomeou alguém ”do mercado” alguém ”liberal”;
Ou seja, baseado em senso comum, quando precisou de algo mais profundo (conhecer a importância de uma moeda forte e estabilidade cambial). Falhou miseravelmente
ajudanaweb.com/
Correção: a moeda mexicana variou de 18 pesos por dólar em 2016 para … 18 pesos por dólar hoje.
Zero de desvalorização em 4 anos… ajudanaweb.com/
Gostaria de entender melhor quando e como Ciro defendeu desvalorização da moeda e câmbio desfavorável? Alguém poderia compartilhar algum material dele contendo essa proposição?
Incrivel, dólar indo para sua mínima em mais de 1 ano e o real em 5,40!!
ibb.co/1fQcqnG
Façanha e tanto! Inacreditável !
Enquanto isso…
Trabalho de Guedes tem aprovação parecida com a de Bolsonaro e menos rejeição
37% acham o ministro 'regular'
34% 'ótimo' e 'bom'
É 'ruim' ou 'péssimo' para 20%
Melhor avaliação é no Sul, com 47%
Gostei muito do artigo, muito esclarecedor. Mas tenho algumas dúvidas e ficaria muito grato caso alguém tenha disponibilidade para me explicar ou recomendar leituras.
Quanto ao fato de não haver um mísero exemplo bem-sucedido de políticas de desvalorização cambial, não é bem isso que é ensinado no volume dois da coleção Geografia Geral e do Brasil de Eustáquio de Sene e João Carlos Moreira. Em se tratando do sucesso no processo de industrialização chinês, dos tigres asiáticos e dos tigres novos, o livro enfatiza bastante como a depreciação da moeda nacional foi fator fundamental para fomentar as exportações e o consequente crescimento econômico. O livro também mostra como o modelo de plataforma de exportações adotado nesses países foi muito mais eficiente que o de substituição de importações adotado na América do Sul.
Vocês são muito imediatistas e não tem uma visão de longo prazo. Se o motivo do aumento do preço dos alimentos fosse o preço do dólar, em um primeiro momento os produtores de alimento iriam exportar seus produtos e assim mais dólares entrariam no Brasil, fazendo com que acontecesse uma desvalorização do dólar frente ao real e com o dólar desvalorizado chegaria um momento em que não compensaria exportar mais e a produção ficaria no território nacional e aconteceria uma deflação no preço dos alimentos. As coisas se regulam automaticamente na economia.
Incrível como todo mundo detona o governo atual sem mencionar coisas incríveis como:
– Crescimento robusto da indústria;
– Avanço espetacular da agroindústria;
– Forte crescimento das exportações;
– Forte superávit fiscal;
– Avanço da construção;
– Aumento consistente do emprego formal;
– Reformas econômicas avançando.
E ainda assim tem liberal falando que Guedes é um engodo…
“Bolsonaro diz esperar que gasolina siga em baixa e dólar abaixo de R$ 5”
Será que com essa fala dele, os especuladores acabem apostando na valorização do real brasileiro?