Vamos
direto ao ponto, sem enrolação.
O
gráfico abaixo mostra a evolução, desde 1998, do preço do barril do petróleo no
mercado internacional, em dólares.
Este é o mercado que define a cotação de todo o petróleo ao redor do mundo. É
utilizando esta cotação que a Petrobras exporta e importa
petróleo.

Gráfico 1: evolução do
preço do barril de petróleo, em dólares
Por
este gráfico, é possível imediatamente perceber que a cotação do petróleo, em
dólares, no mercado internacional nem de longe está em suas máximas históricas.
Com efeito, o valor atual, em dólares, é o mesmo de 2005.
Logo,
ao menos quando precificado em dólar, não há absolutamente nenhum sinal de
escassez de petróleo. Muito menos de carestia.
Sigamos.
Para
importar petróleo, a Petrobras tem de trocar reais por dólares, pois o real não
é uma moeda de circulação internacional.
Logo,
vejamos o gráfico que mostra a evolução da nossa taxa de câmbio, isto é,
quantos reais são necessários para comprar um dólar.
Gráfico 2: evolução da
taxa de câmbio (reais por dólar)
O
dólar está visivelmente perto de suas máximas históricas. São hoje necessários
3,94 reais para conseguir um dólar.
O
que nos leva ao terceiro gráfico, que simplesmente pega o gráfico 1 e faz a
conversão de dólares para reais, mostrando a cotação do barril de petróleo em
reais.
Gráfico 3: evolução da
cotação do barril de petróleo em reais
Sem
nenhuma surpresa, notamos que o barril de petróleo, em reais, está hoje quase
em sua máxima histórica. Só não é maior que o valor que vigorou entre maio
(quando os caminhoneiros
deflagraram sua greve) e setembro de 2018 (que foi quando o barril caiu
forte, em dólares, no mercado internacional).
O
atual valor é também o mesmo do final de 2013, mas isso não faz diferença
nenhuma em termos comparativos porque, de 2011 até o início de 2015, o preço da gasolina foi congelado pelo
governo em um valor bem abaixo do custo de importação, medida essa que trouxe um
prejuízo
de R$ 71 bilhões de reais à Petrobras — valor este que é muito maior
que todos os desvios feitos pela corrupção na estatal, estimados
em R$ 40 bilhões.
Atualmente,
ainda
faltam R$ 9 bilhões para a estatal anular este prejuízo.
Agora,
no entanto, vem o gráfico mais importante de todos. Ele mensura quantos gramas de ouro são necessários para
comprar um barril de petróleo.
Gráfico 4: evolução da
cotação do barril de petróleo em gramas de ouro
Por
que utilizar o ouro?
Para
começar, porque ao longo da história humana o ouro sempre foi a
mercadoria naturalmente escolhida para servir como meio de troca e unidade de
conta. Sua tradicional estabilidade como unidade de conta fez dele uma
escolha natural para definir aquilo que hoje conhecemos como dinheiro.
(Em dezembro de 2008, um
arqueólogo britânico descobriu, nos arredores de Jerusalém, aproximadamente 300
moedas de ouro datadas de 600 d.C., todas elas emitidas pelo imperador
bizantino Heráclio, e
todas elas valendo o mesmo tanto que valiam há 1.400 anos, se não mais.)
Ademais,
o ouro, além de ser a commodity mais estável contra a qual podemos mensurar o
poder de compra de cada moeda (a oferta de ouro não é manipulada por cartéis e
nem está sob o controle de nenhum governo), também sempre foi a constante
historicamente usada para mensurar objetivamente a robustez de uma moeda. Se
o preço do ouro está subindo, a moeda está enfraquecendo; se o preço do ouro
está caindo, a moeda está se fortalecendo.
E
o que nos diz o gráfico 4? Várias coisas interessantes:
a)
Se ainda estivéssemos utilizando o ouro como moeda (ou então, o que dá no
mesmo, se tivéssemos uma moeda lastreada em ouro), o preço do barril de
petróleo hoje custaria o mesmo que custava em 1998.
b)
O preço do barril de petróleo, quando mensurado em uma moeda sólida e estável
como o ouro, está próximo das mínimas dos
últimos 20 anos.
c)
Isso mostra que não só não há nenhum indício de escassez de petróleo no mundo,
como, ao contrário, há uma enorme oferta
da commodity.
d)
Isso não é surpresa nenhuma para quem acompanha o cenário e está a par do
recente boom, nos EUA, não só da produção de petróleo como também
do óleo de xisto.
e)
Ou seja, ao menos por ora, não há escassez nenhuma causada por árabes, russos ou demais fatores externos.
Sem o ouro, mesma
conclusão
Caso
o leitor não tenha gostado da utilização do ouro como régua de comparação (por talvez achá-lo muito excêntrico), vejamos então a evolução do preço do barril de
petróleo em franco suíço, que é reconhecidamente a moeda mais
sólida e estável do mundo.
Gráfico 5: evolução da cotação do barril de petróleo em francos suíços
Hoje,
um barril de petróleo custa a um suíço o mesmo que custava no ano 2000. No mínimo, impressionante. E todos
os cinco itens acima descritos para o ouro valem integralmente para o franco
suíço.
O
que nos leva à conclusão que interessa: o encarecimento dos combustíveis no
Brasil não se deve a alguma escassez de petróleo no mercado, ou a algum conluio
entre russos e árabes, ou a alguma restrição da OPEP. Tampouco ele se deve a
alguma maldade da Petrobras (estatal pela qual não nutro nenhuma simpatia;
concordo com tudo o que
disse Paulo Francis).
A
causa da disparada dos preços dos combustíveis no Brasil é uma só: a nossa
moeda está fraca.
Afinal, se o preço do barril de petróleo em dólar, ouro e franco suíço está perto das mínimas históricas, mas, em reais, está na máxima histórica, então o problema não está com o petróleo, mas sim com o real.
E
a fraqueza do real é comprovada não só pelo preço dos combustíveis, mas também
pelo forte aumento que vem sendo
registrado pelo IPCA dos últimos meses (o
IPCA de março foi o mais alto desde 2015).
Uma
moeda fraca não afeta apenas os preços dos importados; ela afeta também todos
os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente. Isso é óbvio:
se a moeda está enfraquecendo, isso significa, por definição, que passa a ser
necessário ter uma maior quantidade de moeda para adquirir o mesmo bem.
Essa
é a definição precípua de moeda fraca: é necessária uma maior quantidade de
moeda para se adquirir o mesmo bem que antes podia ser adquirido com uma menor
quantidade de moeda.
Vale observar, por exemplo, que uma das causas da forte desaceleração dos preços observada no Brasil em 2017 se deve exatamente ao fato de o real ter se fortalecido à época (ver gráfico 2).
No final, não
tem escapatória: moeda fraca, preços em alta. Moeda forte, preços comportados. Sem exceção.
Logo,
se tivéssemos uma moeda forte e estável hoje, não estaríamos passando nenhum susto
na bomba a cada abastecimento.
[Não
irei aborrecer o leitor com mais gráficos, mas, para quem tiver curiosidade,
veja aqui a taxa de câmbio entre real e franco suíço (quase na máxima histórica) e aqui
entre real e ouro (na máxima histórica).]
O que pode, o que não pode
e o que não será feito
Tendo
entendido que a causa do problema da carestia dos combustíveis está na fraqueza
da moeda, a solução mais óbvia e direta seria “consertar a moeda”. Mas como?
É
aí que a coisa complica: há soluções e “soluções”, mas apenas uma é politicamente factível. E, fora do campo da moeda, sobram apenas paliativos e heterodoxias desastrosas.
Vejamos uma lista das medidas que podem ser tomadas (mas que não serão) e das que não devem nem sequer ser cogitadas.
Adotar diretamente uma
moeda forte
Este
articulista foi pródigo — principalmente durante os nada saudosos anos de alta
inflação do governo Dilma — em escrever artigos sugerindo políticas que
resultariam em uma moeda forte que debelaria aquela carestia. Basicamente três
políticas distintas foram defendidas: Currency Board, liberação da circulação de
moedas estrangeiras no Brasil, ou adoção do preço do ouro
como baliza.
No
entanto, nenhuma destas é politicamente palatável. O que é de se lamentar, pois
elas, principalmente a primeira e a terceira, estabilizariam o preço dos
combustíveis (bem como o de todos os outros bens e serviços da economia)
literalmente da noite para o dia. E, de quebra, estabilizariam permanentemente
a economia.
Mas,
como jamais serão adotadas, não irei aqui perder tempo com elas.
Reservas internacionais
Outra
alternativa seria o Banco Central vender parte das reservas internacionais —
que estão em ultra-confortáveis US$ 384 bilhões — e, com isso,
reduzir o preço do dólar em reais (o que equivaleria a fortalecer o real em
relação ao dólar). Paulo
Guedes chegou a defender esta ideia ainda em 2018, durante a campanha
eleitoral, quando o dólar esbarrou em R$ 4,20. Mas depois mudou de ideia (ver o
link acima).
A
vantagem de vender reservas é que isso resolve imediatamente o problema, já no
curto prazo. A desvantagem é que há o risco de esta ação ser vista com
desconfiança pelo mercado financeiro, que pode interpretar a medida como uma
atitude desesperada. Consequentemente, tão logo o Banco Central pare de vender
(e ele terá de parar em algum momento), o dólar pode voltar a disparar por ação
de especuladores, pondo tudo a perder.
Ou
seja, esta opção também não seria muito viável.
Aumentar SELIC e controlar
oferta monetária
Há
também a alternativa de o Banco Central elevar a SELIC na próxima reunião do
COPOM na expectativa de que isso atraia mais capitais especulativos e, com
isso, reduza o preço do dólar. Mas nada garante que isso irá acontecer. Ainda
pior: um aumento da SELIC pode acabar de matar a já debilitada economia. E
seria suicídio político.
Ainda
dentro da política monetária, outra alternativa seria reduzir o ritmo de
expansão da oferta monetária, que voltou a crescer
mais fortemente após cinco anos praticamente parada. A atual expansão da oferta
monetária sem dúvida ajuda
a explicar tanto a desvalorização cambial quanto a recente subida do IPCA.
Entretanto, isso também
implicaria um aumento da SELIC, gerando as consequências acima.
Logo,
isso também está descartado.
Reduzir PIS/COFINS
Outra
possibilidade seria o governo federal reduzir as alíquotas do PIS/COFINS sobre
os combustíveis, que foram
duplicadas em julho de 2017 (medida esta que este Instituto, à época, previu que iria acabar
com a retomada econômica, como de fato
aconteceu).
A
revogação desta duplicação da PIS/COFINS reduziria o preço da gasolina em R$
0,41 nas refinarias; e do diesel, em R$ 0,21.
Isso
ajudaria, é claro, mas não resolveria a situação, pois o verdadeiro problema é
que está ocorrendo um encarecimento
contínuo dos combustíveis (por causa da moeda fraca), e reduções de
impostos geram apenas reduções pontuais
dos preços, os quais serão prontamente restabelecidos caso a moeda continue
fraca.
Ademais,
há a questão da situação fiscal do governo: se ele abrir mão destas receitas,
tanto o déficit quanto a dívida — ambos em níveis recordes
— tenderão a ficar ainda mais fora de controle. E isso não será nada saudável
para moeda, que tenderá a se desvalorizar ainda mais, reforçando o ciclo.
Ou
seja, sem chance.
Petrobras congelar os preços
Tal
solução simples e errada é sempre a favorita dos menos informados. “Ah, se é
uma estatal, então ela tem de olhar o bem comum!”, gritam eles.
Este
debate já foi facilitado em muito graças à senhora Dilma Rousseff, que, como
dito, praticou tal medida de 2011 até o final de 2014, e trouxe um prejuízo
de R$ 71 bilhões de reais à Petrobras. Mas isso ainda é o de menos.
Uma
das medidas do governo que poderá abaixar o preço da gasolina é vender
várias refinarias da Petrobras. A Petrobrás
é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo
refinado (isto é, transformado em gasolina, diesel etc.) no país. Em 2018, o próprio presidente da Petrobras veio a público confessar: “Não
é bom para o País a Petrobras ter 100% de monopólio no refino”.
Logo,
vender as refinarias para outras empresas já seria uma ótima maneira de
quebrar este monopólio e introduzir alguma concorrência no setor, o que irá se
refletir em preços menores.
No
entanto, se o governo volta a controlar os preços da Petrobras, quem irá se
arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? Quem irá comprar
refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando
controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras)
para assim garantir a reserva de mercado da estatal? Isso inviabilizaria todo o
empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos.
Essas
são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo
estado: total insegurança jurídica.
Logo,
qualquer medida que envolva o controle de preços, além dos já conhecidos prejuízos,
irá acarretar consequências futuras extremamente negativas no mercado de combustíveis,
inviabilizando a possibilidade de finalmente haver alguma concorrência neste
setor — e, consequentemente, inviabilizar a chance de finalmente termos preços menores.
Privatizar a Petrobras
Seria
uma ótima medida, pois de imediato anularia todos os problemas acima envolvendo
controle de preços.
Entretanto,
vale ressaltar o óbvio: se a moeda está fraca, pouco importa o controle acionário
da petrolífera. Os preços continuarão sendo ditados pela força da moeda.
Logo,
de pouco adianta privatizar sem fortalecer a moeda. Aliás, as consequências podem
até ser piores: se a estatal for privatizada, mas a moeda continuar se
enfraquecendo, os preços inevitavelmente continuarão subindo. E aí a população
inevitavelmente irá se revoltar e pedir sua reestatização, o que causará ainda
mais insegurança aos já assustados — e extremamente necessários — investidores
estrangeiros, piorando tudo.
Ajudar diretamente
caminhoneiros
Olhando
especificamente a questão dos caminhoneiros — que, compreensivelmente, estão
reclamando do preço do diesel e voltaram
a ameaçar greve –, algumas soluções já foram apresentadas por este
Instituto, sendo a exportação de seus caminhões usados a mais factível.
Vale
lembrar que a crise no setor de transporte rodoviário de carga foi causada,
principalmente, pelos fartos empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES para
a aquisição de caminhões, política que durou de 2007 a 2014.
Neste período, a quantidade de caminhões em circulação aumentou
50%, ao passo que a economia brasileira cresceu apenas 23% — grosso
modo, o número de caminhões aumentou mais que o dobro da renda.
Obviamente,
com este excesso de caminhões no mercado (e com esta oferta crescendo mais que
a demanda), o preço do frete desabou. Com o preço do diesel em alta e o preço do
frete em queda, a renda dos caminhoneiros e o lucro das transportadoras aguaram.
Ato
contínuo, eles recorreram ao governo e pediram a criação de uma tabela de
frete, impondo preços mínimos.
Mas
o tabelamento, obviamente, não foi cumprido, pois não há como se praticar um
tabelamento uniforme de preços em um cenário de excesso de caminhões, baixa
demanda de cargas (pois a economia ainda está cambaleante), condições
totalmente desiguais de estradas e de distâncias, e necessidade de completar
viagens sem carga de retorno — algo que este Instituto também previu
na época em que o governo criou a tabela do frete.
Para
aumentar o desespero dos caminhoneiros (que é real), esta ameaça de imposição
da tabela do frete fez com que empresas
passassem a optar por frota própria, o que elevou ainda mais a ociosidade
de caminhões.
Em
suma: a situação dos caminhoneiros é o mais perfeito exemplo de como intervenções
estatais na economia geram uma série de consequências não-premeditadas. A lição
é indelével: quem acredita que é possível revogar conceitos básicos da teoria
econômica sempre verá sua situação piorar.
Facilitar a exportação de caminhões
usados ajudaria a reduzir o excesso de caminhões no mercado; no entanto, além de
levar tempo (há muita burocracia governamental envolvida), tal medida também levaria a um
aumento do preço do frete para os consumidores (algo que nunca é bom). Ademais,
essa política, obviamente, em nada resolveria a questão dos preços dos combustíveis,
causado pela moeda fraca.
Logo,
ainda não é a solução ideal.
Só ela salva
O
que nos leva, finalmente, à única e derradeira solução factível: o governo terá
de jogar pesado para aprovar a Reforma da
Previdência. E em sua forma hardcore,
que economiza
pelo menos R$ 800 bilhões em 10 anos.
A
aprovação da reforma dará alguma folga fiscal para o governo (você só precisa
ver este gráfico
para entender por quê), que então poderá, por exemplo, reduzir o PIS/COFINS dos
combustíveis, barateando gasolina e diesel nas refinarias em R$ 0,41 e R$ 0,21,
respectivamente.
Além
disso, essa folga fiscal, ao trazer maior equilíbrio ao orçamento do governo,
irá restabelecer a confiança de investidores e empreendedores (nacionais e estrangeiros), que então
poderão voltar a investir aqui (o que também acarreta na entrada capital estrangeiro).
Vale repetir o óbvio: um governo com altos déficits e endividamento crescente
significa um muito provável aumento de impostos no futuro. Contas desarranjadas
não duram por muito tempo. Se o orçamento do governo está uma bagunça, o
empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de
impostos. Sempre chega o momento do rearranjo.
Só
que empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos
de longo prazo. Aumentos de impostos geram custos adicionais no longo prazo e
alteram totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus
planos de investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão
os impostos no futuro?
Elementos
como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são
cruciais. Mudanças abruptas nestes itens alteram todo o planejamento das
empresas e inibem seus investimentos.
A
reforma da previdência, ao reduzir todas estas incertezas fiscais, tende a
estimular investimentos produtivos (nacionais e estrangeiros) de longo prazo. E economia em crescimento
sempre é positivo para a moeda, que tende a se valorizar. Se isso for acompanhado de investimentos estrangeiros, mais acentuado ainda será o fenômeno da valorização da moeda.
Em suma, um governo cujo orçamento está em desordem e com a dívida em descontrole
tende a afugentar não só os empreendedores nacionais, como também os investidores estrangeiros, o que acentua pontualmente a
desvalorização da moeda. A reforma da previdência, se aprovada, tende a
reverter esta situação, atraindo capital externo e,
consequentemente, fortalecendo a moeda.
Conclusão
Não
há nenhuma escassez de petróleo ao redor do mundo. O petróleo está longe de
acabar (com efeito, raras vezes esteve tão longe). Sua oferta ainda é
abundante. E, quando precificado em uma moeda sólida, seu preço está em níveis historicamente
baixos.
Logo,
a causa de nossas agruras nos postos de combustíveis (bem como na aquisição
de bens e serviços variados) é direta: nossa moeda está fraca e tem de ser rapidamente
fortalecida.
E
as soluções para isso são várias, mas, paradoxalmente, a mais factível é a
Reforma da Previdência, que vai se tornando cada vez mais crucial. Quem quer combustível
mais barato (bem como demais produtos e serviços) deveria agitar por ela. A começar
pelos caminhoneiros.
Eis
a nossa encalacrada.




Ótima explanação. Melhor impossível. Alem de explicar magistralmente a importância da moeda ainda demonstra as dificuldades quase intransponíveis de ser governo na atual situação do Brasil.
Abraço
Grande artigo! (no sentido de completo). Com certeza tá entre seus Top 5. É lamentável ver a moeda sendo castigada assim.
Governistas irão dizer que a culpa é da oposição que obstrui tudo e impede as reformas, e oposicionistas dirão que a culpa é do governo lotado de incompetentes que nada consegue fazer. Ambos estão certos. E nós é que sofremos (políticos já estão com sua aposentadoria garantida e nunca pagam nada com dinheiro próprio, muito menos gasolina).
Muito interessante essa questão da previdência. De fato estou apoiando bastante essa ideia. Só de ver ela sendo defendida aqui me da ainda mais certeza de que esse é o caminho certo. Fico na torcida pra que consigam passar não só a da previdência com também a tributária e a anti crime.
Fiz uma planilha taxa Selic x inflação com dados desde 1995 e cheguei a conclusão que quanto maior a ameaça de inflação, maiores foram os ganhos com o juro real, então quem tem grana dificilmente vai perder se alocar em renda fixa.
Irônico que na falta de uma reforma, quem vão ganhar são os “rentistas” que o povo detesta e quem vai pagar o pato vai ser este mesmo povo que tanto resiste a uma reforma dura e necessária.
Achei interessante a visualização do cenário utilizando o ouro como exemplo. Dado que o Bitcoin possui, teoricamente, as mesmas características, trocando o ouro por Bitcoin produziria o mesmo cenário?
Mais um excelente texto do Leandro.
Se alguma crítica pode ser feita é à frase “há várias soluções possíveis, mas apenas uma politicamente factível”
Na realidade, como o próprio texto deixa claro, muitas das “soluções” representam intervencionismo puro que só agravaria o problema, ou então são medidas que não resolvem nada ou, ainda, quando resolvem, não são politicamente possíveis.
Por esse motivo, acredito que o melhor seria trocar a frase por algo como: “há várias “soluções” sendo propostas, muitas equivocadas, muitas inviáveis e apenas uma politicamente factível”.
Para diferenciar cada grupo, acrescentaria ainda dois subtítulos: “As soluções possíveis, mas improváveis” para o primeiro grupo (currency board, lastro em ouro, etc) e “As soluções heterodoxas e porque elas são não funcionam”, para o segundo grupo (congelamento, subsídios, etc).
Enfim, não tenho nenhuma pretensão de ensinar o bispo a rezar a missa, apenas acredito que as medidas que o próprio texto aponta como totalmente equivocadas não poderiam ser apresentadas como solução de nada.
Exatamente. Impecável como sempre.
Alguém buzine isso na cabeça do Bolsonaro.
Ele tem humildade para aceitar.
Oooh Paulo Guedes! Paulo Guedes!
Reforma Previdência + Moeda forte = Brasil Melhor
Além do fato da oferta (quantidade de caminhões) ter dobrado nos últimos anos (devido empréstimos subsidiados) tem o fato do aumento enorme de utilização de bitrens que faz com que a demanda de transporte possa ser atendida com a metade dos caminhoneiros… não surpreende a crise que se encontram. E ainda acham que intervenção estatal vai resolver algo para eles…
[OFF-TOPIC]
Pessoal gostaria de entender mais porque a gente quase nunca debate sobre os países africanos, às vezes tenho a impressão de que as pessoas e a mídia acham super normal eles serem pobres, mesmo aqui no IMB , por exemplo é fato que hoje a Venezuela virou um lixão socialista e tá osso viver por lá, mas eu ainda acho que quem nasce no Sudão do Sul ou no Níger tá numa situação ainda pior do que o venezuelano (certo ou errado?!), e ainda assim o site tem inúmeros artigos sobre a Venezuela, mas pouquíssimos sobre qualquer país africano, por que isso acontece? Pra mim isso é oportunidade perdida, precisamos convencer mais as pessoas de como o ataque à propriedade privada é algo extremamente perigoso, mas ninguém evidencia isso no caso da África, ela é o exemplo perfeito disso, em alguns de seus países o ataque à propriedade é constante, portanto ela é um terreno fértil para debates e discussões, se as pessoas notarem que a Líbia é só mais uma das faces do socialismo então ninguém mais vai querer socialismo. Acho muito estranho que as pessoas quase que ignorem completamente a África, como se ela fosse um caso à parte e estivéssemos imunes a tudo que os seus cidadãos sofrem, e eles estivessem fadados a serem subdesenvolvidos, a acaba que ninguém conversa muito sobre isso, se há um motivo pra gente não discutir muito o caso dos países africanos então me digam qual.
esse é o tipo de informação q deveria ter em vídeo no youtube para que possa ter um alcance ainda maior. Se não é possível para esse instituto ou o autor do artigo fazer tal vídeo, seria interessante expressarem q autorizam um terceiro fazer um vídeo desse artigo citando a fonte. Talvez até eu criaria coragem e faria um vídeo narrando esse texto e expondo os gráficos.
Ótimo artigo como sempre Leandro, parabéns!
Excelente artigo como sempre!
É interessante que a solução esta bem na nossa cara, como apontado aqui, pelos mestres anárquicos, porém a arrogância fatal desses políticos e economistas sempre vão arruinar tudo para que uma nova era comece. Triste…
Se Bolsonaro e trupe não espertearem rápido com o câmbio, eles vão rodar igualzinho ao Macri, que será defenestrado em novembro: entrou com o dólar a 10 pesos, hoje está em 40 pesos, o sujeito não tá entendendo nada e já saiu decretando congelamentos.
Muito bom como sempre, Leandro. Apesar da (previsível) bagunça desse início de governo, acredito que a parte (minimamente) sensata da classe política (até por instinto de sobrevivência) deve prevalecer no segundo semestre levando a aprovação da Reforma.
“Ainda dentro da política monetária, outra alternativa seria reduzir o ritmo de expansão da oferta monetária, que voltou a crescer mais fortemente após cinco anos praticamente parada. A atual expansão da oferta monetária sem dúvida ajuda a explicar tanto a desvalorização cambial quanto a recente subida do IPCA. Entretanto, isso também implicaria um aumento da SELIC, gerando as consequências acima. “
Além disso haveria outros fatores para a desvalorização do real? Queda na confiança no governo Bolsonaro, por causa dessas trapalhadas no começo do semestre?
Bom, sobre a greve dos caminhoneiros, dias atrás fiz um artigo propondo soluções para lidar com isso. Quem quiser ler, fique à vontade.
Algo que eu pensei em fazer seria fazer um comparativo do mercado de petróleo nos EUA e no Brasil. Porque estou morando aqui agora, então acho que daria até para fazer um vídeo. Dei uma pesquisas no Mises Institute, mas não encontrei nada. Acho que perguntando lá sobre, podem me orientar a buscar por fontes confiáveis.
Os artigos do Leandro são adoráveis. A adoção da caixa de conversão é a melhor medida de todas. Por que seria politicamente infactível? Teria que ter votação no Congresso?
Obrigado pela explicação!!
O governo para regular o pequeno empresário é tigrão enquanto para regular as grandes empresas e estatais ele é tchutchuco.
Até hoje eu não consigo entender porque diabos o governo não aplica logo um Currency Board. É, de longe, a melhor solução possível para uma economia terceiro-mundista.
Leandro;
Faltou abordar a questão do ICMS que incide nos preços e que tem variações absurdas entre os estados da federação.
Paulo Guedes já sinalizo que Bolsonaro estaria sem resistência pra uma possível privatização da petrobras.
Alem disso Paulo Guedes disse que tem uma Metralhadora pronta para DISPARAR REFORMAS, em sequência e cada uma no seu tempo.
Alguém viu essa ultima entrevista dele na Globo News?
Minha preocupação é que ele fique só no falatorio sabe, fala muito e pouco faz. Meu medo é esse, mas sei que o cara é BRABO!!
Leandro, como esta sua percepção atual sobre o Paulo Guedes?
Leandro, você esqueceu de citar uma suposta consequência:
Depois da reforma previdenciária na casa de 1 tri, alem da união os estados também teriam mais folga. Em seguida haveria a reforma do pacto federativo (assumido por guedes), que levaria mais recursos aos estados que atualmente estão falidos!!
Logo isso também daria mais FOLGA FISCAL AOS ESTADOS e possibilitaria que estes abaixassem o ICMS e ISS sobre os combustíveis.
Resumo da ópera: A União conseguiria baixar PIS/CONFINS e os estados e municípios o ICMS E ISS.
Guedes disse na Globonews que se passar a reforma vai partir pra cortar pra pelo menos 20% o PIS/CONFINS, uma redução de quase a metade se for possível, me parece que já esta em mente isso ai.
Somando as duas reduções tributárias, acredito que da pra chegar em 50% no total(25% união e 25% estados).
Da pra ter uma redução na bomba de uns 20 a 30%, fora a valorização monetária que ainda iria elevar ainda mais a redução!!
Grande artigo, excelente como sempre!!!
Forte Abraço!
Show!! Saudades dos artigos do Leandro.
Leandro, porque não ocorre Ciclos Economicos nas economia Chilena, Suíça e Estonia?
Pelo meu fraco conhecimento, tal ciclo só ocorre aonde o juros é controlado ou influenciado pelo governo.
Há se todo brasileiro lesse esse artigo e entendesse, a reforma da previdência seria aprovada rapidamente.
Leandro, amei o artigo! Por favor, me passe suas redes sociais, pois desejo segui-lo em todas!
Caramba Leandro, só você mesmo para nos salvar no meio de tanta porcaria sendo dita por aí.
É por isso que te considero meu professor de economia kkk
Mas brincadeiras a parte, muito obrigado pelo artigo!
Ótima explanação, um ponto que vem me chamando a atenção, e entristecendo nestes últimos tempos, é ver o quanto o dólar está na mão de especuladores.
Só tem uma coisa que não entendo…Se o problema é a moeda, como o Chile, Paraguai e até mesmo a Venezuela, tinham combustíveis mais barato que nós? Sendo que a moeda deles é mais fraca que a nossa e, consequentemente, que o dólar. O exemplo Suiço foi coerente, mas podia citar pra casos de moedas mais fracas.
Leandro,
sensacional o artigo e elucidou o que está por vir.
Me ajudou bastante quando estava te perguntando sobre fundos de inflação e os próximos capítulos da selic no seu artigo economia brasileira: Águia ou Galinha?
Grande abraço e ótimo feriado!
Ha uma solução pouco comentada, tecnologia, essa palavra e prática pouco usada em nosso país . O desenvolvimento de motores elétricos que fatalmente veio para ficar a um curto tempo já está batendo as portas das refinarias de petróleo tanto que o mundo árabe já se prepara para uma mudança de como ganhar dinheiro que é o investimentos em diversos negócios tais como no turismo e construção vários hotéis em seus territórios para viabilizar essa nova postura já que o petróleo não é infinito e sim finito poluidor ou seja está com seus dias contados por mais que pareça que não. Se o Brasil trocar seus motores a diesel pelos elétricos já existentes e subsidiando essas trocas num curto tempo, não só teremos uma frota super moderna como menos poluente e não mais dependente do petróleo. Claro para viabilizar tal ideia precisará de um plano muito bem elaborado
Aprendo mais aqui do que no meu curso de economia na UFMS, Vlw L34ndr0 !
E se o Brasil produzisse todo o combustivel que necessita?
Pessoal, uma coisa que me chamou atenção foi essa absurda queda em 25% nos homicídios no país. A que se deve esses fatores, já que o porte e a posse de armas não foram facilitadas? Haveriam razões econômicas?
“A desvantagem é que há o risco de esta ação ser vista com desconfiança pelo mercado financeiro, que pode interpretar a medida como uma atitude desesperada. Consequentemente, tão logo o Banco Central pare de vender (e ele terá de parar em algum momento), o dólar pode voltar a disparar por ação de especuladores, pondo tudo a perder.
Ou seja, esta opção também não seria muito viável.”
Então quer dizer que um autor austríaco acaba de assumir que não é viável um câmbio sem controle pelo estado?
Paulo Guedes varias vezes afirmou que o Estado não pode ser maior que o povo, o que concordo em 100%. Li que os concursos públicos 2020 estão cancelados (2019 também deveriam estar).
Como seria bom se o Estado cuida-se apenas da segurança, educação e saúde (apenas para aqueles que não tem condições financeiras).
Olá pessoal o q vcs acham do projeto de independência do bc? eu acho uma boa ideia moderniza o status do bc se assemelhando ao fed, grato
O Problema é que P. Guedes tem um lindo discurso e ótimos planos para o Brasil mas o que esperar da câmara de Deputados e senadores? Uma boa parcela deles são corruptos e muitos destes foram reeleitos.
Atrevo – me a dizer que não haverá nenhuma privatização neste paíseco, continuaremos semos um capitalismo com uma boa dose de socialismo e o rico continuará mais rico e o pobre continuará mais pobre.
Liberdade econômica no Brasil? Esqueça.
Mais um artigo excelente Leandro! Parabéns!
Leandro.
O mais correto não seria deflacionar a cotação do petroleo em reais pelo IPCA ? por exemplo
Pois os valores de 2007/2008 em termos reais estão mais caros que os atuais
240 reais em 2008 era muito mais dinheiro que 250 hj
O preço do petroleo em reais em termos reais não está nos maximos historicos
É claro que se fizermos isso com o preço do petroleo em dolar ou fraco deflacionado pela inflação deles o preço do petroleo hj estaria ainda mais baixos em termos reais precificados nessas moedas
Top de mais o artigo, estava discutindo o assunto mas não sabia as causas da elevação dos preços. Agora sem dúvida estou com uma ótima informação.
O que você acha da proposta de alguns economistas de propor uma regra de preço formada por média móvel dos preços de mercado, para suavizar a variação de preço ao consumidor?
A única solução que ninguém quer aceitar: é necessário reduzir drasticamente o Estado, retirar leis, incentivar o empreendedorismo, deixando o brasileiro se virar sozinho. Só assim o país vai para frente. Mas isso vai ser uma guerra, por que políticos, empresários ligados ao Estado e funcionários públicos nunca irão concordar. Isso terá que ser feito a força, ou é só esperar tudo falir mesmo. Se o povo tivesse mais poder para poder agir…
A única solução que ninguém quer aceitar: é necessário reduzir drasticamente o Estado, retirar leis, incentivar o empreendedorismo, deixando o brasileiro se virar sozinho. Só assim o país vai para frente. Mas isso vai ser uma guerra, por que políticos, empresários ligados ao Estado e funcionários públicos nunca irão concordar. Isso terá que ser feito a força, ou é só esperar tudo falir mesmo. Se o povo tivesse mais poder para poder agir…
Os caminhoneiros estão apenas reivindicando um direito implícito na constituição brasileira de 1988 e esta não possui nenhum dispositivo legal contraditório.
Reivindicar o direito de que sua atividade econômica seja protegida e receber benesses do governo, a industria automobilística tem, o agronegócio tem, os barões da FIESP em geral tem e outros que não me veem a mente agora, se todos esses setores tem proteção e vantagens pagas pelos pagadores líquidos de impostos por que os caminhoneiros não podem ter também?
O estado brasileiro já destruiu não somente o bolso da população, já destruiu suas mentes e para um grupo de pessoas com objetivos em comum já se tornou perfeitamente lógico correr atrás de vantagens do governo do que procurar eficiência em sua atividade, os estímulos institucionais e econômicos postos durante décadas são o que trouxe o Brasil até o abismo em que está.
Perfeito artigo do mestre Leandro. Essa é a única e verdadeira causa, e não nenhuma teoria louca da conspiração, como defenderia aquele aloprado defensor de moeda fraca, Ciro Gomes.
Mas apesar do brilhante artigo, eu faria um pequeno complemento.
A moeda está 99% dependendo da aprovação da Previdência. Ao menor sinal negativo, por menor que seja, o mercado já entra em stress e o real vai pro espaço. Aí é um tal de 1%, 1,5%, até 2% de desvalorização de uma hora pra outra. O mercado parece aquela namorada ultra dramática, que se ofende com tudo. Se você fala que ela está parecendo 100 gramas mais gorda, ela esperneia e fala que você não a ama mais. Assim é o mercado em relação a previdência. Agora, quando sai uma boa notícia, como quando o governo anunciou que vai desburocratizar e revogar decretos, o real se valoriza, 0,3%, 0,5%….chega a dar raiva. Mas ok, é assim que funciona.
Conclusão: se a reforma for aprovada em dezembro, nós passaremos o ano INTEIRO com o real no patamar que está hoje. E aí eu não posso deixar de expressar meu nojo pelo trabalho asqueroso que a oposição tem feito, retardando criminosamente o processo, além do centrão, um antro de criminosos que estão esperando quais benefícios vão negociar para darem o seu voto a favor. Enquanto isso, o Brasil fica na estagnação e com os milhões de desempregados.
Bandidos da pior espécie.
Produção de petróleo nos EUA é subsidiada:
“Already, the U.S. oil industry benefits from a dozen specialized subsidies adding up to about $4.6 billion per year, according to a 2015 review by the Obama administration. Among other things, the subsidies reduce the costs of labor and equipment involved in drilling — and shield some of the profits earned on the oil itself.
Those tax breaks and other subsidies don't just help the industry a little bit. In many cases, they determine whether it's even worth drilling in the first place, according to a [link=priceofoil.org/content/uploads/2017/01/subsidies-inforgaphic-jan-2017-final.pdf]study/link] earlier this year from the Stockholm Environment Institute, a nonprofit research organization.
Without federal and state subsidies, nearly half of U.S. oil production — about 45 percent — would be unprofitable at current prices, the researchers found.”
http://www.washingtonpost.com/news/wonk/wp/2017/10/02/forget-the-paris-agreement-the-real-solution-to-climate-change-is-in-the-u-s-tax-code/?noredirect=on&utm_term=.1880892a8da5
Eu achava que o dólar tava caro. Aí eu vi hoje uns 15 minutos da sessão da CCJ. Concluí então que o dólar está baratíssimo.
Com aqueles celerados de esquerda dominando o Congresso e fazendo de tudo abertamente para foder o país, simplesmente não há como nossa moeda ser forte. Aliás, a sorte nossa é que os investidores estrangeiros não acompanham aquilo e não sabem nada do que se passa ali. Se soubessem, retirariam seu dinheiro daqui na hora.
Gostei muito do texto que me fez entender a urgente necessidade da Reforma da Previdência para o bem de todos. É fácil reclamar do combustível caro, difícil é pagar e entender o motivo do preço alto. Agradeço pelo artigo tão esclarecedor.
Hoje saiu o IPCA-15. A inflação está subindo feito um foguete.
Espero que o COPOM não demore a agir. E que a reforma seja logo aprovada.
porque o governo nao abre mao de uma parte dos impostos cobrados, que hoje chega a sesenta porcento dp preço dos combustiveis.
Oi para todos eu sou Suiço me desculpo se nao vou escrever tudo em portugues corecto. Eu acho que o real no valor de hoje nao è desvalorizado agora eu nao tenho os dado certo porem o diferencial da inflaçao entre o Brasil e os EUA se compensa com o cambio. Agora eu sei que o super real do governo Lula criou uma um periodo de felicidade porem a conseguencia foi a crise que o Brasil sofreu. Eu acho que o importante para economia è ter um real em equilibrio e estavel!
O Brasil è no momento um pais con uma economia muito fraca (è uma pena porque o potencial do Brasil è enorme) e nao pode sustentar uma moeda forte. Voces pode pegar a exemplo a Italia um pais que sempre tive uma moeda fraca (Lira) a entrada do Euro criou uma curta fase de felicidade. Hoje è um pais que ainda nao saiu da crise de 2008 com uma enconomia em eterna estanhaçao. Antes de querer uma moeda forte precisa resolver muitos problemas economico e social. Porem eu tenho certeza que um Brasil bem governado pode resolver tudo. Na minha idea precisa envestir muito na educao e na cultura do onestidade! Porque muita vez eu esculto as palavras “Os Politico sao ladrones” e eu respondo “porem os politico sao Brasileiros” como è possivel que muda governo muda geraçao de politicos e a corruçao continua sem soluçao… simples porque è um costume que se usa na populaçao! Por malasorte muitas coisas no Brasil se resolve pagando!! Entao com uma mudanca desse costume se resolve quase tudo no futuro vai ter um governo onesto que vai resolver os problemas e o Brasil vai conseguir o lugar que merçe na Economia Mundial.
“Uma das medidas do governo que poderá abaixar o preço da gasolina é vender várias refinarias da Petrobras. A Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado (isto é, transformado em gasolina, diesel etc.) no país. Em 2018, o próprio presidente da Petrobras veio a público confessar: “Não é bom para o País a Petrobras ter 100% de monopólio no refino”.
Logo, vender as refinarias para outras empresas já seria uma ótima maneira de quebrar este monopólio e introduzir alguma concorrência no setor, o que irá se refletir em preços menores.”
Acaba de ser anunciado que a Petrobrás vai vender 8 das 13 refinarias que possui no país. g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/26/petrobras-anuncia-nova-rodada-de-desinvestimentos.ghtml. Boa decisão, mostra comprometimento com a quebra do monopólio e busca pela concorrencia. A saber se a política de preços mantear-se-á independente ou será tragada para os dias de Roussef, caso o esfacelamento do real perdure.
“A estatal Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25) que fechou acordo de US$ 1,29 bilhão com a Petronas, da Malásia, para a venda de 50% de exploração e produção do campo de Tartaruga Verde (concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte.”
Foi um bom negócio para o Brasil?
O que isso significa de fato, economicamente, para o povo brasileiro?
Daria para dolarizar a economia com essa nível de reservas internacionais, não? Seria uma boa opção?
Só o liberalismo salva a economia.
Fora do liberalismo não há salvação.
* * *
Lendo este artigo só agora (com três meses de atraso) devo parabenizar o articulista. Aconteceu exatamente o que ele disse. Bastou a reforma andar, e o real se valorizou e a gasolina voltou a cair. Excelente, que continue assim.
Alguém do Mises pode escrever algo sobre o movimento da Rússia e da China em busca de ouro (ou moedas próprias) em substituição do dólar nas relações comerciais? Isso ´mesmo verdade? Pois a fonte é um pouco duvidosa
(www.aepet.org.br/w3/index.php/conteudo-geral/item/2317-ouro-petroleo-dolares-russia-e-china).
Segue trecho:
“Enquanto os truques sujos de Washington e as maquinações de Wall Street conseguiram criar crises das dimensões do que se viu na Eurozona em 2010, na qual a Grécia foi sacrificada, países com superávit comercial como China, Japão e depois a Rússia não tiveram alternativa que não fosse comprar mais e mais dívida do governo dos EUA – seguros do Tesouro –, usando com o grosso de seus respectivos superávits comerciais em dólares. Washington e Wall Street sorriram. Podiam imprimir quantidades infinitas de dólares lastreados em nada mais valioso que jatos F-16s e tanques Abrams. Comprando a dívida norte-americana, China, Rússia e outros países detentores de ações em dólares financiaram, na verdade, as guerras que os EUA fizeram contra aqueles mesmos países. Naquele momento, simplesmente não tinham alternativas viáveis.
Surge a alternativa viável
Agora, por ironia, duas das economias estrangeiras que garantiram ao dólar sobrevida artificial além de 1989 – Rússia e China – está cuidadosamente expondo essa mais temida alternativa, uma moeda internacional viável, com lastro em ouro e potencialmente várias moedas similares que podem deslocar o papel injustamente hegemônico que o dólar tem hoje.
Já há vários anos, ambas, a Federação Russa e a República Popular da China vêm comprando enormes quantias de ouro, em grande parte para acrescentar às moedas de reserva dos respectivos bancos centrais as quais sem isso seriam tipicamente dólar ou euro. Até recentemente, ainda não era muito claro porque os dois países faziam o que faziam.”
Agora se a Petrobras parar de exportar o petróleo e usar toda a carga produtiva das suas refinarias, qual é a lógica da venda de óleo bruto para fora, o que obviamente aumenta os preços se o câmbio está alto, mas o que não entendo, se temos o pré sal, pq importamos tanto?
Uma explicação que vi
As refinarias brasileiras precisam misturar o óleo pesado nacional com o óleo leve importado para conseguir refinar. A Petrobras acaba exportando o petróleo excedente e importando óleo leve para fazer a mistura. O problema é que o óleo pesado é mais barato do que o leve. Ganhamos menos com a exportação e gastamos mais com a importação.
Agora a pergunta para onde esse óleo pesado vai? Para alguma refinaria ser refinado em alguma parte do mundo, então é possível refinar? Pq exportamos e não refinamos, falta tecnologia? para que esse pré sal se temos que comprar esse óleo leve?
Bataria taxar 1% as grandes fortunas e resolveríamos o deficit da previdência e tudo voltaria ao normal…
“Não é verdade que a Petrobras teve prejuízos enquanto adotou preços de combustíveis abaixo do internacional, entre 2011 e 2014, época em que o preço do petróleo se manteve elevado.
Neste período de altos preços do petróleo, os resultados das atividades de refino foram compensados pelos ótimos resultados das atividades de exploração e produção.”
Algum dado que refute ou corrobore isso ?