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A real causa da disparada do preço dos combustíveis (e não é a Petrobras e nem fatores externos)
Há várias soluções para a encrenca, mas apenas uma é factível

Vamos direto ao ponto, sem enrolação.

O gráfico abaixo mostra a evolução, desde 1998, do preço do barril do petróleo no mercado internacional, em dólares. Este é o mercado que define a cotação de todo o petróleo ao redor do mundo. É utilizando esta cotação que a Petrobras exporta e importa petróleo.

petroleodolar.png

Gráfico 1: evolução do preço do barril de petróleo, em dólares

Por este gráfico, é possível imediatamente perceber que a cotação do petróleo, em dólares, no mercado internacional nem de longe está em suas máximas históricas. Com efeito, o valor atual, em dólares, é o mesmo de 2005.

Logo, ao menos quando precificado em dólar, não há absolutamente nenhum sinal de escassez de petróleo. Muito menos de carestia.

Sigamos.

Para importar petróleo, a Petrobras tem de trocar reais por dólares, pois o real não é uma moeda de circulação internacional.

Logo, vejamos o gráfico que mostra a evolução da nossa taxa de câmbio, isto é, quantos reais são necessários para comprar um dólar.

taxadecambio.png

Gráfico 2: evolução da taxa de câmbio (reais por dólar)

O dólar está visivelmente perto de suas máximas históricas. São hoje necessários 3,94 reais para conseguir um dólar.

O que nos leva ao terceiro gráfico, que simplesmente pega o gráfico 1 e faz a conversão de dólares para reais, mostrando a cotação do barril de petróleo em reais.

petroleoreal.png

Gráfico 3: evolução da cotação do barril de petróleo em reais

Sem nenhuma surpresa, notamos que o barril de petróleo, em reais, está hoje quase em sua máxima histórica. Só não é maior que o valor que vigorou entre maio (quando os caminhoneiros deflagraram sua greve) e setembro de 2018 (que foi quando o barril caiu forte, em dólares, no mercado internacional).

O atual valor é também o mesmo do final de 2013, mas isso não faz diferença nenhuma em termos comparativos porque, de 2011 até o início de 2015, o preço da gasolina foi congelado pelo governo em um valor bem abaixo do custo de importação, medida essa que trouxe um prejuízo de R$ 71 bilhões de reais à Petrobras — valor este que é muito maior que todos os desvios feitos pela corrupção na estatal, estimados em R$ 40 bilhões.

Atualmente, ainda faltam R$ 9 bilhões para a estatal anular este prejuízo.

Agora, no entanto, vem o gráfico mais importante de todos. Ele mensura quantos gramas de ouro são necessários para comprar um barril de petróleo.

barrilporgramadeouro.png

Gráfico 4: evolução da cotação do barril de petróleo em gramas de ouro

Por que utilizar o ouro?

Para começar, porque ao longo da história humana o ouro sempre foi a mercadoria naturalmente escolhida para servir como meio de troca e unidade de conta. Sua tradicional estabilidade como unidade de conta fez dele uma escolha natural para definir aquilo que hoje conhecemos como dinheiro.

(Em dezembro de 2008, um arqueólogo britânico descobriu, nos arredores de Jerusalém, aproximadamente 300 moedas de ouro datadas de 600 d.C., todas elas emitidas pelo imperador bizantino Heráclio, e todas elas valendo o mesmo tanto que valiam há 1.400 anos, se não mais.)

Ademais, o ouro, além de ser a commodity mais estável contra a qual podemos mensurar o poder de compra de cada moeda (a oferta de ouro não é manipulada por cartéis e nem está sob o controle de nenhum governo), também sempre foi a constante historicamente usada para mensurar objetivamente a robustez de uma moeda. Se o preço do ouro está subindo, a moeda está enfraquecendo; se o preço do ouro está caindo, a moeda está se fortalecendo. 

E o que nos diz o gráfico 4? Várias coisas interessantes:

a) Se ainda estivéssemos utilizando o ouro como moeda (ou então, o que dá no mesmo, se tivéssemos uma moeda lastreada em ouro), o preço do barril de petróleo hoje custaria o mesmo que custava em 1998.

b) O preço do barril de petróleo, quando mensurado em uma moeda sólida e estável como o ouro, está próximo das mínimas dos últimos 20 anos.

c) Isso mostra que não só não há nenhum indício de escassez de petróleo no mundo, como, ao contrário, há uma enorme oferta da commodity.

d) Isso não é surpresa nenhuma para quem acompanha o cenário e está a par do recente boom, nos EUA, não só da produção de petróleo como também do óleo de xisto.

e) Ou seja, ao menos por ora, não há escassez nenhuma causada por árabes, russos ou demais fatores externos.

Sem o ouro, mesma conclusão

Caso o leitor não tenha gostado da utilização do ouro como régua de comparação (por talvez achá-lo muito excêntrico), vejamos então a evolução do preço do barril de petróleo em franco suíço, que é reconhecidamente a moeda mais sólida e estável do mundo.

barrilfranco.png

Gráfico 5: evolução da cotação do barril de petróleo em francos suíços

Hoje, um barril de petróleo custa a um suíço o mesmo que custava no ano 2000. No mínimo, impressionante. E todos os cinco itens acima descritos para o ouro valem integralmente para o franco suíço.

O que nos leva à conclusão que interessa: o encarecimento dos combustíveis no Brasil não se deve a alguma escassez de petróleo no mercado, ou a algum conluio entre russos e árabes, ou a alguma restrição da OPEP. Tampouco ele se deve a alguma maldade da Petrobras (estatal pela qual não nutro nenhuma simpatia; concordo com tudo o que disse Paulo Francis).

A causa da disparada dos preços dos combustíveis no Brasil é uma só: a nossa moeda está fraca.

Afinal, se o preço do barril de petróleo em dólar, ouro e franco suíço está perto das mínimas históricas, mas, em reais, está na máxima histórica, então o problema não está com o petróleo, mas sim com o real.

E a fraqueza do real é comprovada não só pelo preço dos combustíveis, mas também pelo forte aumento que vem sendo registrado pelo IPCA dos últimos meses (o IPCA de março foi o mais alto desde 2015).

Uma moeda fraca não afeta apenas os preços dos importados; ela afeta também todos os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente. Isso é óbvio: se a moeda está enfraquecendo, isso significa, por definição, que passa a ser necessário ter uma maior quantidade de moeda para adquirir o mesmo bem.

Essa é a definição precípua de moeda fraca: é necessária uma maior quantidade de moeda para se adquirir o mesmo bem que antes podia ser adquirido com uma menor quantidade de moeda.

Vale observar, por exemplo, que uma das causas da forte desaceleração dos preços observada no Brasil em 2017 se deve exatamente ao fato de o real ter se fortalecido à época (ver gráfico 2).

No final, não tem escapatória: moeda fraca, preços em alta. Moeda forte, preços comportados. Sem exceção.

Logo, se tivéssemos uma moeda forte e estável hoje, não estaríamos passando nenhum susto na bomba a cada abastecimento.

[Não irei aborrecer o leitor com mais gráficos, mas, para quem tiver curiosidade, veja aqui a taxa de câmbio entre real e franco suíço (quase na máxima histórica) e aqui entre real e ouro (na máxima histórica).]

O que pode, o que não pode e o que não será feito

Tendo entendido que a causa do problema da carestia dos combustíveis está na fraqueza da moeda, a solução mais óbvia e direta seria "consertar a moeda". Mas como?

É aí que a coisa complica: há soluções e "soluções", mas apenas uma é politicamente factível. E, fora do campo da moeda, sobram apenas paliativos e heterodoxias desastrosas. 

Vejamos uma lista das medidas que podem ser tomadas (mas que não serão) e das que não devem nem sequer ser cogitadas.

Adotar diretamente uma moeda forte

Este articulista foi pródigo — principalmente durante os nada saudosos anos de alta inflação do governo Dilma — em escrever artigos sugerindo políticas que resultariam em uma moeda forte que debelaria aquela carestia. Basicamente três políticas distintas foram defendidas: Currency Board, liberação da circulação de moedas estrangeiras no Brasil, ou adoção do preço do ouro como baliza.

No entanto, nenhuma destas é politicamente palatável. O que é de se lamentar, pois elas, principalmente a primeira e a terceira, estabilizariam o preço dos combustíveis (bem como o de todos os outros bens e serviços da economia) literalmente da noite para o dia. E, de quebra, estabilizariam permanentemente a economia.

Mas, como jamais serão adotadas, não irei aqui perder tempo com elas.

Reservas internacionais

Outra alternativa seria o Banco Central vender parte das reservas internacionais — que estão em ultra-confortáveis US$ 384 bilhões — e, com isso, reduzir o preço do dólar em reais (o que equivaleria a fortalecer o real em relação ao dólar). Paulo Guedes chegou a defender esta ideia ainda em 2018, durante a campanha eleitoral, quando o dólar esbarrou em R$ 4,20. Mas depois mudou de ideia (ver o link acima).

A vantagem de vender reservas é que isso resolve imediatamente o problema, já no curto prazo. A desvantagem é que há o risco de esta ação ser vista com desconfiança pelo mercado financeiro, que pode interpretar a medida como uma atitude desesperada. Consequentemente, tão logo o Banco Central pare de vender (e ele terá de parar em algum momento), o dólar pode voltar a disparar por ação de especuladores, pondo tudo a perder.

Ou seja, esta opção também não seria muito viável.

Aumentar SELIC e controlar oferta monetária

Há também a alternativa de o Banco Central elevar a SELIC na próxima reunião do COPOM na expectativa de que isso atraia mais capitais especulativos e, com isso, reduza o preço do dólar. Mas nada garante que isso irá acontecer. Ainda pior: um aumento da SELIC pode acabar de matar a já debilitada economia. E seria suicídio político.

Ainda dentro da política monetária, outra alternativa seria reduzir o ritmo de expansão da oferta monetária, que voltou a crescer mais fortemente após cinco anos praticamente parada. A atual expansão da oferta monetária sem dúvida ajuda a explicar tanto a desvalorização cambial quanto a recente subida do IPCA. Entretanto, isso também implicaria um aumento da SELIC, gerando as consequências acima.

Logo, isso também está descartado.

Reduzir PIS/COFINS

Outra possibilidade seria o governo federal reduzir as alíquotas do PIS/COFINS sobre os combustíveis, que foram duplicadas em julho de 2017 (medida esta que este Instituto, à época, previu que iria acabar com a retomada econômica, como de fato aconteceu).

A revogação desta duplicação da PIS/COFINS reduziria o preço da gasolina em R$ 0,41 nas refinarias; e do diesel, em R$ 0,21.

Isso ajudaria, é claro, mas não resolveria a situação, pois o verdadeiro problema é que está ocorrendo um encarecimento contínuo dos combustíveis (por causa da moeda fraca), e reduções de impostos geram apenas reduções pontuais dos preços, os quais serão prontamente restabelecidos caso a moeda continue fraca.

Ademais, há a questão da situação fiscal do governo: se ele abrir mão destas receitas, tanto o déficit quanto a dívida — ambos em níveis recordes — tenderão a ficar ainda mais fora de controle. E isso não será nada saudável para moeda, que tenderá a se desvalorizar ainda mais, reforçando o ciclo.

Ou seja, sem chance.

Petrobras congelar os preços

Tal solução simples e errada é sempre a favorita dos menos informados. "Ah, se é uma estatal, então ela tem de olhar o bem comum!", gritam eles.

Este debate já foi facilitado em muito graças à senhora Dilma Rousseff, que, como dito, praticou tal medida de 2011 até o final de 2014, e trouxe um prejuízo de R$ 71 bilhões de reais à Petrobras. Mas isso ainda é o de menos.

Uma das medidas do governo que poderá abaixar o preço da gasolina é vender várias refinarias da Petrobras. A Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado (isto é, transformado em gasolina, diesel etc.) no país. Em 2018, o próprio presidente da Petrobras veio a público confessar: "Não é bom para o País a Petrobras ter 100% de monopólio no refino".

Logo, vender as refinarias para outras empresas já seria uma ótima maneira de quebrar este monopólio e introduzir alguma concorrência no setor, o que irá se refletir em preços menores.

No entanto, se o governo volta a controlar os preços da Petrobras, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras) para assim garantir a reserva de mercado da estatal? Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos.

Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.

Logo, qualquer medida que envolva o controle de preços, além dos já conhecidos prejuízos, irá acarretar consequências futuras extremamente negativas no mercado de combustíveis, inviabilizando a possibilidade de finalmente haver alguma concorrência neste setor — e, consequentemente, inviabilizar a chance de finalmente termos preços menores.

Privatizar a Petrobras

Seria uma ótima medida, pois de imediato anularia todos os problemas acima envolvendo controle de preços.

Entretanto, vale ressaltar o óbvio: se a moeda está fraca, pouco importa o controle acionário da petrolífera. Os preços continuarão sendo ditados pela força da moeda.

Logo, de pouco adianta privatizar sem fortalecer a moeda. Aliás, as consequências podem até ser piores: se a estatal for privatizada, mas a moeda continuar se enfraquecendo, os preços inevitavelmente continuarão subindo. E aí a população inevitavelmente irá se revoltar e pedir sua reestatização, o que causará ainda mais insegurança aos já assustados — e extremamente necessários — investidores estrangeiros, piorando tudo.

Ajudar diretamente caminhoneiros

Olhando especificamente a questão dos caminhoneiros — que, compreensivelmente, estão reclamando do preço do diesel e voltaram a ameaçar greve —, algumas soluções já foram apresentadas por este Instituto, sendo a exportação de seus caminhões usados a mais factível.

Vale lembrar que a crise no setor de transporte rodoviário de carga foi causada, principalmente, pelos fartos empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES para a aquisição de caminhões, política que durou de 2007 a 2014. Neste período, a quantidade de caminhões em circulação aumentou 50%, ao passo que a economia brasileira cresceu apenas 23% — grosso modo, o número de caminhões aumentou mais que o dobro da renda.

Obviamente, com este excesso de caminhões no mercado (e com esta oferta crescendo mais que a demanda), o preço do frete desabou. Com o preço do diesel em alta e o preço do frete em queda, a renda dos caminhoneiros e o lucro das transportadoras aguaram.

Ato contínuo, eles recorreram ao governo e pediram a criação de uma tabela de frete, impondo preços mínimos.

Mas o tabelamento, obviamente, não foi cumprido, pois não há como se praticar um tabelamento uniforme de preços em um cenário de excesso de caminhões, baixa demanda de cargas (pois a economia ainda está cambaleante), condições totalmente desiguais de estradas e de distâncias, e necessidade de completar viagens sem carga de retorno — algo que este Instituto também previu na época em que o governo criou a tabela do frete.

Para aumentar o desespero dos caminhoneiros (que é real), esta ameaça de imposição da tabela do frete fez com que empresas passassem a optar por frota própria, o que elevou ainda mais a ociosidade de caminhões.

Em suma: a situação dos caminhoneiros é o mais perfeito exemplo de como intervenções estatais na economia geram uma série de consequências não-premeditadas. A lição é indelével: quem acredita que é possível revogar conceitos básicos da teoria econômica sempre verá sua situação piorar.

Facilitar a exportação de caminhões usados ajudaria a reduzir o excesso de caminhões no mercado; no entanto, além de levar tempo (há muita burocracia governamental envolvida), tal medida também levaria a um aumento do preço do frete para os consumidores (algo que nunca é bom). Ademais, essa política, obviamente, em nada resolveria a questão dos preços dos combustíveis, causado pela moeda fraca.

Logo, ainda não é a solução ideal.

Só ela salva

O que nos leva, finalmente, à única e derradeira solução factível: o governo terá de jogar pesado para aprovar a Reforma da Previdência. E em sua forma hardcore, que economiza pelo menos R$ 800 bilhões em 10 anos.

A aprovação da reforma dará alguma folga fiscal para o governo (você só precisa ver este gráfico para entender por quê), que então poderá, por exemplo, reduzir o PIS/COFINS dos combustíveis, barateando gasolina e diesel nas refinarias em R$ 0,41 e R$ 0,21, respectivamente.

Além disso, essa folga fiscal, ao trazer maior equilíbrio ao orçamento do governo, irá restabelecer a confiança de investidores e empreendedores (nacionais e estrangeiros), que então poderão voltar a investir aqui (o que também acarreta na entrada capital estrangeiro).

Vale repetir o óbvio: um governo com altos déficits e endividamento crescente significa um muito provável aumento de impostos no futuro. Contas desarranjadas não duram por muito tempo. Se o orçamento do governo está uma bagunça, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. Sempre chega o momento do rearranjo.  

Só que empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo. Aumentos de impostos geram custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro? 

Elementos como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são cruciais. Mudanças abruptas nestes itens alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos.

A reforma da previdência, ao reduzir todas estas incertezas fiscais, tende a estimular investimentos produtivos (nacionais e estrangeiros) de longo prazo. E economia em crescimento sempre é positivo para a moeda, que tende a se valorizar. Se isso for acompanhado de investimentos estrangeiros, mais acentuado ainda será o fenômeno da valorização da moeda.

Em suma, um governo cujo orçamento está em desordem e com a dívida em descontrole tende a afugentar não só os empreendedores nacionais, como também os investidores estrangeiros, o que acentua pontualmente a desvalorização da moeda. A reforma da previdência, se aprovada, tende a reverter esta situação, atraindo capital externo e, consequentemente, fortalecendo a moeda.

Conclusão

Não há nenhuma escassez de petróleo ao redor do mundo. O petróleo está longe de acabar (com efeito, raras vezes esteve tão longe). Sua oferta ainda é abundante. E, quando precificado em uma moeda sólida, seu preço está em níveis historicamente baixos.

Logo, a causa de nossas agruras nos postos de combustíveis (bem como na aquisição de bens e serviços variados) é direta: nossa moeda está fraca e tem de ser rapidamente fortalecida.

E as soluções para isso são várias, mas, paradoxalmente, a mais factível é a Reforma da Previdência, que vai se tornando cada vez mais crucial. Quem quer combustível mais barato (bem como demais produtos e serviços) deveria agitar por ela. A começar pelos caminhoneiros.

Eis a nossa encalacrada.


autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Jairdeladomelhorqptras  18/04/2019 08:31
    Ótima explanação. Melhor impossível. Alem de explicar magistralmente a importância da moeda ainda demonstra as dificuldades quase intransponíveis de ser governo na atual situação do Brasil.
    Abraço
  • Pedro Ivo  20/04/2019 11:31
    mais um capítulo do livro de história da economia brasileira que encomendei a vc faz 10 anos, hein Leandro! kkkkkkk
  • Roberto Martins  20/04/2019 12:07
    Vale lembrar que uma boa parte do preço de venda do combustível está no valor do ICMS que os Estados aplicam. Este valor é aplicado, em grande percentagem, sobre um valor futuro, que varia por Estado. Mesmo que aja um decréscimo nos preços, na refinaria, estes valores não sofrem decréscimo significativo nas bombas.
  • Vladimir  20/04/2019 16:40
    Correto. Mas desimportante para o ponto apresentado.

    ICMS é uma alíquota. Sempre existiu. Ela garante que os preços sejam mais altos do que seriam em sua ausência. Mas ICMS não explica a aceleração contínua de preços. Isso é bastante óbvio. Aceleração de preços é causada por moeda em enfraquecimento, e não por uma alíquota tributária fixa e que sempre existiu.
  • Dimas Maciel  07/05/2019 01:27
    Muito boa a explanação, mas sou leigo em economia. Diante disto, pergunto: Como explicar o preço da gasolina brasileira sendo vendida no Paraguai a um preço de R$ 2,16? Obrigado.
  • O copiador  07/05/2019 12:24
    Porque a moeda do Paraguai está forte.

    Eis a evolução do preço do barril no guarani paraguaio. Um barril de petróleo custa hoje a um paraguaio o mesmo que custava em 2005!

    ibb.co/pXkSn5N
  • Paulo Soares  08/05/2019 17:43
    Na verdade não é este o real motivo, a verdade é que a Petrobras precisa disputar a venda de petróleo nos paises do Mercosul com outras fornecedoras, logo, se não pratica um preço competitivo ficará de fora. Para compensar isto a Petrobananas tira a diferença nas bombas aqui no Brasil, eis o princípio básico que o monopólio só traz prejuízos.
  • Julio  17/05/2019 02:58
    Essa polêmica já foi esclarecida. As grandes indústrias são substitutas tributárias. Elas vendem incluindo toda tributação das etapas seguintes. Assim é mais fácil para o Fisco combater sonegação. Já a exportação tem incentivo tributário, praticamente isento.
    "Os preços médios de exportação para a Bolívia estão alinhados ao preço da venda no mercado interno. Não há incidência de tributos na exportação de derivados, portanto não cabe a comparação entre os preços de exportação e de venda no mercado interno".

    blogdocaminhoneiro.com/2017/02/petrobras-se-pronuncia-sobre-valores-dos-combustiveis-exportados-a-bolivia/
  • Carlos A Santos   08/06/2019 23:25
    Faltou a ponderação de que na composição de preço dos combustíveis existe a imposição de taxar em cascata o que faz que a arrecadação do ICMS seja num percentual muito maior do que o valor nominal. Mas o governo não corrige.
  • Vladimir  09/06/2019 12:10
    Imaterial. Impostos são alíquotas. Sempre existiram. Impostos garantem que os preços sejam mais altos do que seriam em sua ausência, é fato, mas impostos não explicam a aceleração contínua de preços.

    Isso é bastante óbvio. Aceleração de preços é causada por moeda em enfraquecimento, e não por alíquotas tributárias fixas e que sempre existiram.

    De novo: alíquotas altas não explicam por que os preços estavam aumentando continuamente semana após semana. Aliás, os preços só baixaram agora recentemente exatamente porque o real apresentou uma pequena apreciação (sem nenhuma alteração nos impostos).

    Ora, se os aumentos foram causados por impostos, por que então a gasolina barateou na última semana (coincidentemente após o real ter se apreciado em relação ao dólar)?

    A única maneira de os impostos causarem aumentos semanais nos preços seria se as alíquotas fossem aumentadas semanalmente.
  • Daniel  18/04/2019 08:36
    Grande artigo! (no sentido de completo). Com certeza tá entre seus Top 5. É lamentável ver a moeda sendo castigada assim.

    Governistas irão dizer que a culpa é da oposição que obstrui tudo e impede as reformas, e oposicionistas dirão que a culpa é do governo lotado de incompetentes que nada consegue fazer. Ambos estão certos. E nós é que sofremos (políticos já estão com sua aposentadoria garantida e nunca pagam nada com dinheiro próprio, muito menos gasolina).

  • Leandro  18/04/2019 16:15
    Daniel e Jairdeladomelhorqptras (ô nome desgraçado), muito obrigado pelas palavras!

    Abraços!
  • Flávio Gomes  18/04/2019 10:16
    Muito interessante essa questão da previdência. De fato estou apoiando bastante essa ideia. Só de ver ela sendo defendida aqui me da ainda mais certeza de que esse é o caminho certo. Fico na torcida pra que consigam passar não só a da previdência com também a tributária e a anti crime.
  • FERNANDO LAZARINI  18/04/2019 11:37
    Fiz uma planilha taxa Selic x inflação com dados desde 1995 e cheguei a conclusão que quanto maior a ameaça de inflação, maiores foram os ganhos com o juro real, então quem tem grana dificilmente vai perder se alocar em renda fixa.
    Irônico que na falta de uma reforma, quem vão ganhar são os "rentistas" que o povo detesta e quem vai pagar o pato vai ser este mesmo povo que tanto resiste a uma reforma dura e necessária.
  • Félix  18/04/2019 13:06
    Estou na torcida de uma não reforma da previdência ou uma reforma aguada, apostar contra o Brasil é sempre mais lucrativo, primeiro se alocar em opções de ADR de PETR na NYSE e no auge do desespero quando o sangue estiver correndo pela rua colocar em juros brasileiros, após a calmaria vendê-los e depois é só curtir a vida esperando próximo caos financeiro brasileiro.
  • Régis  18/04/2019 13:19
    Dois aqui. Por mim, que continue tudo exatamente como está. Que a reforma da Previdência seja barrada, que esse arranjo fraudulento continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir (pois os idiotas acreditam em esquema de pirâmide). Aí sobram mais títulos a juros altos para mim.

    Como o governo terá de gastar e se endividar cada vez mais, eu estarei ali para financiá-lo a juros altos. E os próprios idiotas crentes na Previdência terão de pagar impostos cada vez mais altos para bancar os juros dos meus títulos.

    De minha parte, apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo e quase ninguém se aproveita delas (a esmagadora maioria nem conhece o efeito dos juros compostos). Gosto disso porque sobra muito ativo para mim.

    Por mim, que continue tudo exatamente como está. Quero que a Previdência continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir. Mais juros pro meu bolso.

    Os atuais juros reais de 4,6% ao ano ainda estão de bom tamanho (já foram de 6,5%, mas desde que começaram com essa bobagem de reforma da previdência eles desabaram; espero que voltem a subir), principalmente considerando que no resto do mundo estão negativos.
  • FERNANDO LAZARINI  18/04/2019 14:11
    Sim, pois é. Parece tragicômico mas o povo pede pra ser açoitado. Ainda me lembro que na época de altos juros reais muita gente enriquecia vivendo de juros, produção era pra quem tinha muita bala na agulha e gostava de empreender, incrível como aqui a lógica é invertida. Mas o povo não quer fazer sacrifício, não é frugal, não poupa, só quer sugar, ele mesmo vai pagar pela ignorância, e quem tem grana não vai perder. Pegando um gancho, gostei da sabatina do Paulo Guedes ontem no Globo News, que cara preparado, lúcido, deu a impressão que era algum articulista do Mises quando falou de poupança, aposentadoria, capital, desemprego.
  • anônimo  18/04/2019 14:19
    O Brasil continuaria sendo o paraíso dos rentistas apenas em uma situação que permanecesse ruim o suficiente para continuar pagando juros altos, mas não tão ruim a ponto de chegar à insolvência.

    Venezuela, que já rompeu esse equilíbrio há mais de uma década é um bom exemplo: Juros nominais estratosféricos, mas juros reais negativos.

    Não se esqueçam do básico: os retornos são altos porque os riscos são igualmente altos.

    Brasil tem histórico de hiperinflação, moratórias, calotes, congelamento de preços, confiscos, planos econômicos heterodoxos, planificação estatal, intervencionismo, aversão ao livre mercado, populismo, etc, etc, etc.

    Não é porque a renda fixa foi um bom negócio entre 1994 e 2019, que foi também uma boa ideia antes desse período ou que continuará sendo daqui para frente.
  • FERNANDO LAZARINI  18/04/2019 16:12
    Eu gostaria de saber como foi na era pré-Real para ter uma ideia.
  • Leandro  18/04/2019 16:25
    Naquela era havia apenas o overnight. Títulos privados bancários eram raríssimos. Os muito ricos tinham acesso a fundos de investimento que aplicavam em papéis do governo (o Tesouro Direto só surgiu em 2002). E, é claro, havia fundos de ações.

    Mas em termos de renda fixa acessível à maioria (dos que tinham conta em banco), só o overnight.
  • Netto teteh  24/04/2019 23:05
    Só fiquei na dúvida sobre a privatização,tendo concorrência e sendo uma empresa privada, não seria mais eficiente? , reduzindo assim os custos e consequentemente diminuiria os preços? Pode ser um dúvida idiota, mas sou novo aqui .
    Obrigado .
  • anônimo  18/04/2019 18:03
    Podem indicar algum site com as cotações históricas dos juros do Tesouro? Obrigado.
  • Leandro  18/04/2019 19:00
    Você pode encontrar gráficos e valores aqui, tanto para os já vencidos quanto para os vincendos.

    tdcharts.info/titulos

    Ou então aqui (rolar página para baixo até "Histórico de preços e taxas"):

    www.tesouro.gov.br/tesouro-direto-balanco-e-estatisticas
  • Rennan Alves  18/04/2019 11:39
    Achei interessante a visualização do cenário utilizando o ouro como exemplo. Dado que o Bitcoin possui, teoricamente, as mesmas características, trocando o ouro por Bitcoin produziria o mesmo cenário?
  • Trader  18/04/2019 13:05
    Bitcoin não é e nem nunca foi moeda. Tampouco pode ser classificado (ainda) como reserva de valor. É, por enquanto, apenas um ativo meramente especulativo. E insanamente volátil.

    Qualquer ativo precificado em Bitcoin apresentará oscilações completamente malucas e aleatórias, sem qualquer conexão com o mundo real. Logo, não faz sentido (ainda) utilizar o Bitcoin como base comparativa para nada.
  • BitNation  20/04/2019 09:11
    O bitcoin ainda é um ativo com pouca liquidez quando comparado ao ouro ou a qualquer outra moeda fiduciária, o que traz muita volatilidade no seu preço. Por isso, o bitcoin ou outras moedas digitais ainda não funcionariam como base para um estudo como esse, dado que a ideia dos gráficos foi apenas retirar a influência da inflação. A tendência com o aumento da utilização das moedas é que se encontre um preço mais estável para elas e seu valor oscile mais próximo da sua inflação intrínseca (baseada na taxa de geração).
    No mais, excelente estudo comparativo e uma ótima visão global do assunto.
  • Dane-se o estado  22/04/2019 16:56
    Ao lidar com criptomoedas você deve pensar no futuro, futuro daqui há 20 ou 30 anos! há criptotokens que te permitem investir no valor criptodigital de corretoras (empresas) como a Binance.
  • anônimo  18/04/2019 12:30
    Mais um excelente texto do Leandro.

    Se alguma crítica pode ser feita é à frase "há várias soluções possíveis, mas apenas uma politicamente factível"

    Na realidade, como o próprio texto deixa claro, muitas das "soluções" representam intervencionismo puro que só agravaria o problema, ou então são medidas que não resolvem nada ou, ainda, quando resolvem, não são politicamente possíveis.

    Por esse motivo, acredito que o melhor seria trocar a frase por algo como: "há várias "soluções" sendo propostas, muitas equivocadas, muitas inviáveis e apenas uma politicamente factível".

    Para diferenciar cada grupo, acrescentaria ainda dois subtítulos: "As soluções possíveis, mas improváveis" para o primeiro grupo (currency board, lastro em ouro, etc) e "As soluções heterodoxas e porque elas são não funcionam", para o segundo grupo (congelamento, subsídios, etc).

    Enfim, não tenho nenhuma pretensão de ensinar o bispo a rezar a missa, apenas acredito que as medidas que o próprio texto aponta como totalmente equivocadas não poderiam ser apresentadas como solução de nada.
  • Leandro  18/04/2019 12:54
    Bom ponto. Acrescentei a observação. Muito obrigado!

    Abraços!
  • TIAGO  18/04/2019 12:41
    Exatamente. Impecável como sempre.
    Alguém buzine isso na cabeça do Bolsonaro.
    Ele tem humildade para aceitar.
    Oooh Paulo Guedes! Paulo Guedes!
    Reforma Previdência + Moeda forte = Brasil Melhor
  • Félix  18/04/2019 13:27
    Humildade o Bolsonaro até tem, mas falta mesmo é neurônio e o básico de entendimento do dia a dia comum para entender o que está acontecendo, pudera a vida do cara se resumiu a: Nascer, crescer, ser funça, ser político de nicho milico do RJ, ser presidente. Não tem muito conteúdo aí pra ser aproveitado.
  • Bernardo  18/04/2019 13:42
    Haha boa. Ele tem humildade, só não tem neurônio...

    Votei nele e votaria de novo (e quantas vezes fosse necessário) caso a alternativa fosse a máfia da estrela vermelha. Mas realmente o cara é limitadíssimo (comparado a ele, Temer é um monarca). Se não fizer besteira já estamos muito no lucro.
  • Jairdeladomelhorqptras  19/04/2019 23:42
    Caro Brn ardo,
    Por isto que sou o Jairdelado....
    Abraços
  • Estado o Defensor do Povo  18/04/2019 15:04
    Ele não tem um canal no youtube? Será que é minimamente possível hoje um cidadão comum ter sua voz ouvida pelo presidente? Sem precisar fazer protestos ou coisa parecida.
  • Antunes   18/04/2019 12:55
    Além do fato da oferta (quantidade de caminhões) ter dobrado nos últimos anos (devido empréstimos subsidiados) tem o fato do aumento enorme de utilização de bitrens que faz com que a demanda de transporte possa ser atendida com a metade dos caminhoneiros... não surpreende a crise que se encontram. E ainda acham que intervenção estatal vai resolver algo para eles...
  • Edson  18/04/2019 14:21
    Bom ponto. Nunca tinha pensado nessa questão dos bitrens. Faz muito sentido
  • Estado o Defensor do Povo  18/04/2019 13:15
    [OFF-TOPIC]
    Pessoal gostaria de entender mais porque a gente quase nunca debate sobre os países africanos, às vezes tenho a impressão de que as pessoas e a mídia acham super normal eles serem pobres, mesmo aqui no IMB , por exemplo é fato que hoje a Venezuela virou um lixão socialista e tá osso viver por lá, mas eu ainda acho que quem nasce no Sudão do Sul ou no Níger tá numa situação ainda pior do que o venezuelano (certo ou errado?!), e ainda assim o site tem inúmeros artigos sobre a Venezuela, mas pouquíssimos sobre qualquer país africano, por que isso acontece? Pra mim isso é oportunidade perdida, precisamos convencer mais as pessoas de como o ataque à propriedade privada é algo extremamente perigoso, mas ninguém evidencia isso no caso da África, ela é o exemplo perfeito disso, em alguns de seus países o ataque à propriedade é constante, portanto ela é um terreno fértil para debates e discussões, se as pessoas notarem que a Líbia é só mais uma das faces do socialismo então ninguém mais vai querer socialismo. Acho muito estranho que as pessoas quase que ignorem completamente a África, como se ela fosse um caso à parte e estivéssemos imunes a tudo que os seus cidadãos sofrem, e eles estivessem fadados a serem subdesenvolvidos, a acaba que ninguém conversa muito sobre isso, se há um motivo pra gente não discutir muito o caso dos países africanos então me digam qual.
  • anônimo  18/04/2019 16:10
    Na verdade, o site tem vários artigos bem interessantes sobre a África.
    Confira:

    Africa do Sul
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2932

    Etiópia
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2420

    Somália
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1031

    Zimbábue:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2128
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=544
  • Pobre Paulista  18/04/2019 16:33
    Pobreza é o estado natural das coisas, ninguém precisa teorizá-la ou explicá-la. O que esse instituto se propõe é a explicar como surge a riqueza, a abundância, e a prosperidade. A saber: Propriedade privada, Livre mercado, poupança , investimentos e respeito aos contratos. Ou seja, capitalismo.

    Exemplos com esse ou aquele país são meramente didáticos. Não faz diferença se é na Venezuela ou no Sudão, Se nos EUA ou na Europa, quem não aderir ao capitalismo está fadado à miséria.
  • holder  18/04/2019 13:49
    esse é o tipo de informação q deveria ter em vídeo no youtube para que possa ter um alcance ainda maior. Se não é possível para esse instituto ou o autor do artigo fazer tal vídeo, seria interessante expressarem q autorizam um terceiro fazer um vídeo desse artigo citando a fonte. Talvez até eu criaria coragem e faria um vídeo narrando esse texto e expondo os gráficos.
  • Estado o Defensor do Povo  18/04/2019 14:18
    Faça, não existe Propriedade Intelectual, só cite a fonte para haver credibilidade, mas não precisa ficar pedindo pela permissão do autor do artigo.
  • Ombud  18/04/2019 14:48
    Isso! Aqui é tudo liberado.
  • Leigo  18/04/2019 19:15
    O próprio Leandro disse que um terceiro fez uma monografia (ou algo relacionado, não me lembro), plagiou um artigo dele e sequer colocou fonte, o que o Leandro fez? Nada (ele comentou em algum lugar do instituto), e ainda disse que caberia um belo processo. Faça o vídeo e coloque a fonte.
  • Gustavo A.  18/04/2019 17:34
    Mande a sugestão pro Ideias Radicais ou pro Spotniks... Dá pra tentar até o MBL hahaha
  • Gustavo A.  18/04/2019 17:37
    Leandro, parabéns pelo artigo, como sempre, espetacular!

    O pior disso tudo é o governo ter o poder de ceder aos grevistas o que pedem. Se o estado não tivesse esse poder de manipulação, nada disso ocorreria.

    E não duvido nada quase todo mundo apoiar novamente uma greve.
  • Lucas-00  18/04/2019 13:54
    Ótimo artigo como sempre Leandro, parabéns!
  • Leandro  18/04/2019 16:17
    Agradeço as palavras, Lucas-00 (zero zero... você é do MI6?).

    Saudações!
  • Daniel Anselmo  18/04/2019 14:28
    Excelente artigo como sempre!

    É interessante que a solução esta bem na nossa cara, como apontado aqui, pelos mestres anárquicos, porém a arrogância fatal desses políticos e economistas sempre vão arruinar tudo para que uma nova era comece. Triste...
  • Leandro  18/04/2019 16:19
    A solução sempre esteve, mas o problema é que, mesmo que as pessoas lá realmente quisessem implantá-las, não conseguiriam. É a tal frase "o tempo da política é diferente do tempo do mercado".

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Jairdeladomelhorqptras  19/04/2019 23:56
    Caro Leandro,
    Sei que há vários artigos sobre a burocracia estatal. E me parece (posso estar errado) que o Bolsonaro não entrou chutando o balde com a intensidade devida neste setor. Só para lembrar: Hitler nomeou seus SS e SA em cargos do governo por não confiar na burocracia tradicional. Stalin implementou os "comissários políticos" junto aos setores sensíveis, como os oficiais militares. O PT aparelhou toda a máquina com seus militantes. Maduro, idem na Venezuela. Mais errado qque certo eles conseguiram implementar suas políticas. Não consigo apreender como o Bolsonaro vencerá a resistência da nossa burocracia estatal com o seu fraco, inexperiente e desorganizado partido. Caro Leandro, alguma luz, por favor.
    Abraços
  • Muñoz  18/04/2019 15:09
    Se Bolsonaro e trupe não espertearem rápido com o câmbio, eles vão rodar igualzinho ao Macri, que será defenestrado em novembro: entrou com o dólar a 10 pesos, hoje está em 40 pesos, o sujeito não tá entendendo nada e já saiu decretando congelamentos.
  • Lucas-00  19/04/2019 09:30
    Essa do congelamento achei engraçada. Tô vendo na prática a primeira vez isso na minha vida (tirando a Dilma e a energia).
  • Getuio Malveira  18/04/2019 15:17
    Muito bom como sempre, Leandro. Apesar da (previsível) bagunça desse início de governo, acredito que a parte (minimamente) sensata da classe política (até por instinto de sobrevivência) deve prevalecer no segundo semestre levando a aprovação da Reforma.
  • Leandro  18/04/2019 16:20
    Otimismo sempre é bom, só não pode ser em excesso, pois costuma gerar tombos e falências. :)

    Obrigado pelas palavras cordiais e grande abraço!
  • Felipe Lange  18/04/2019 15:50
    "Ainda dentro da política monetária, outra alternativa seria reduzir o ritmo de expansão da oferta monetária, que voltou a crescer mais fortemente após cinco anos praticamente parada. A atual expansão da oferta monetária sem dúvida ajuda a explicar tanto a desvalorização cambial quanto a recente subida do IPCA. Entretanto, isso também implicaria um aumento da SELIC, gerando as consequências acima. "

    Além disso haveria outros fatores para a desvalorização do real? Queda na confiança no governo Bolsonaro, por causa dessas trapalhadas no começo do semestre?

    Bom, sobre a greve dos caminhoneiros, dias atrás fiz um artigo propondo soluções para lidar com isso. Quem quiser ler, fique à vontade.

    Algo que eu pensei em fazer seria fazer um comparativo do mercado de petróleo nos EUA e no Brasil. Porque estou morando aqui agora, então acho que daria até para fazer um vídeo. Dei uma pesquisas no Mises Institute, mas não encontrei nada. Acho que perguntando lá sobre, podem me orientar a buscar por fontes confiáveis.

    Os artigos do Leandro são adoráveis. A adoção da caixa de conversão é a melhor medida de todas. Por que seria politicamente infactível? Teria que ter votação no Congresso?
  • Leandro  18/04/2019 16:34
    "Além disso haveria outros fatores para a desvalorização do real? Queda na confiança no governo Bolsonaro, por causa dessas trapalhadas no começo do semestre?"

    A atual desvalorização começou em abril de 2018, e foi intensificada pela greve dos caminhoneiros e pelas eleições.

    O atual governo não ajuda, é verdade, mas a desvalorização atual é uma tendência que já vinha há mais tempo. Podemos dizer que o atual governo -- com suas trapalhadas e sua "nova política" (que, na prática, envolve basicamente fazer discurso bonito, mas não se mexer para aprovar reformas) -- intensificou um pouco uma tendência que já estava ruim.

    "A adoção da caixa de conversão é a melhor medida de todas. Por que seria politicamente infactível? Teria que ter votação no Congresso?"

    Ninguém iria aceitar câmbio fixo. Primeiro, exportadores e industriais protecionistas (dois lobbies poderosos) fariam uma azáfama total. Depois, iriam inventar que "foi isso que quebrou o Brasil em 1999" (sendo que o câmbio nunca foi fixo naquele período). E, para completar, é óbvio que haveria todos os tipos de mentiras e invenções sobre o "experimento argentino".

    Ou seja, a rede de calunias e difamação seria intensa. Haveria poucos apoiadores (o grande interessado, o cidadão comum, não estaria interessado em tecnicalidades econômicas) contra várias difamadores muito bem organizados e financiados.

    Muito obrigado pelas gentis palavras e grande abraço!
  • Felipe Lange  18/04/2019 18:01
    Você acha que se a caixa de conversão fosse imposta por decreto, acabariam matando o Jair Bolsonaro?

    Ok, a greve dos caminhoneiros teve influência no IPCA, por causa da escassez de alguns produtos e o disparo dos preços dos combustíveis. Mas não era para o IPCA ter abaixado, já que a greve havia acabado dias depois? A expansão monetária está voltando a aumentar estaria relacionado a um novo ciclo de expansão, nos ciclos econômicos, correto? Você disse que na parte monetária a dupla anterior no Temer foi muito boa, e nessa dupla, como você avaliaria?
  • Leandro  18/04/2019 19:32
    "Mas não era para o IPCA ter abaixado, já que a greve havia acabado dias depois?"

    E baixou. Em agosto, foi negativo. E foi negativo também em novembro, logo após as eleições (quando houve uma forte, porém efêmera, valorização do real).

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-inflation-rate-mom.png?s=brazilinfratmom&v=201904101230a1&d1=20180101&d2=20191231&type=column

    Só que depois voltou a subir forte. Normal, devido à expansão monetária e à desvalorização cambial.

    "A expansão monetária está voltando a aumentar estaria relacionado a um novo ciclo de expansão, nos ciclos econômicos, correto?"

    Em tese, sim. Mas se ela for acompanhada desta rápida desvalorização cambial, a expansão será abortada, pois o IPCA irá furar o teto da meta.

    No final, o que realmente determina a duração dos ciclos de expansão econômica no Brasil é o dólar.

    Lula foi o grande sortudo neste quesito: pegou 7 anos de dólar mundialmente fraco.

    FHC-2 foi o mais azarado: seus quatro anos do segundo mandato foram de dólar mundialmente cada vez mais forte.

    Dilma também se estrepou: começou com o dólar fraco, mas este rapidamente se apreciou ao redor do mundo, chegando ao ápice em 2015.

    Temer ficou no meio-termo: o dólar estava mundialmente forte quando ele assumiu, mas não se apreciou mais. Chegou a cair um pouco em 2017, e depois explodiu em 2018.

    Bolsonaro, por enquanto, só deu azar: o dólar só se fortalece mundialmente desde que ele assumiu.

    "Você disse que na parte monetária a dupla anterior no Temer foi muito boa, e nessa dupla, como você avaliaria?"

    Cedo ainda, mas, por enquanto, não está bom. Não está me entusiasmando. Espero rapidamente mudar de ideia.


    P.S.: quanto à pergunta do assassinato, não faço a mais mínima ideia. Não é minha área.
  • Felipe Lange  18/04/2019 20:25
    "Normal, devido à expansão monetária e à desvalorização cambial. "

    A desvalorização cambial foi causada pela maior demanda mundial pelo dólar, já que o Fed aumentou a taxa de juros para atrair investidores nos títulos do governo americano?

    Ah é, eu esqueci de colocar a outra pergunta junto: eu ia perguntar o motivo de você achar que a dupla do Temer foi boa na parte monetária.

    Realmente, do assassinato, acho que só chamando pessoas da área.
  • FERNANDO LAZARINI  18/04/2019 21:27
    Assumo meu amadorismo em matéria econômica mas me parece ser inevitável o FED voltar a expandir a base monetária, maioria no FED é republicana, Trump fazendo pressão, possivelmente será reeleito, balanço do banco central mais enxuto.... depois das eleições eles vão começar a abrir a torneira, realimentando todo o ciclo económico. Isso se o dólar não afundar no descrédito total.
  • anônimo  18/04/2019 18:54
    O Hiperlink colocado por você "propondo soluções para lidar com isso." é a própria página que estamos
  • Felipe Lange  18/04/2019 20:27
    Ah, desculpe, como eu pude fazer isso... o artigo está aqui.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  18/04/2019 17:10
    Obrigado pela explicação!!
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  18/04/2019 19:36
    O artigo menciona o PIS/COFINS. E não o ICMS.
    Que efeitos existem na alicuota deste imposto? Os estados estariam em condições de mexer nele?

    www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/composicao-de-precos-de-venda-ao-consumidor/diesel/
  • Zeca Dirceu  18/04/2019 17:49
    O governo para regular o pequeno empresário é tigrão enquanto para regular as grandes empresas e estatais ele é tchutchuco.
  • anônimo  18/04/2019 18:17
    Até hoje eu não consigo entender porque diabos o governo não aplica logo um Currency Board. É, de longe, a melhor solução possível para uma economia terceiro-mundista.
  • Pablo  18/04/2019 19:42
    Leandro;

    Faltou abordar a questão do ICMS que incide nos preços e que tem variações absurdas entre os estados da federação.
  • Vladimir  18/04/2019 23:20
    ICMS é uma alíquota. Sempre existiu. Ela garante que os preços sejam mais altos do que seriam em sua ausência. Mas ICMS não explica a aceleração contínua de preços. Isso é bastante óbvio. Aceleração de preços é causada por moeda em enfraquecimento, e não por uma alíquota tributária fixa e que sempre existiu.
  • Pablo  22/04/2019 10:42
    Não qdo ele é de 30% e varia de estado para estado.
    Pesquise a alíquota naqueles estados que gastam mais do que arrecadam.
    Se a gasolina na porta da refinaria custa R$2,00 pq chega na bomba à R$ 4,5? Custos de transporte? Lucro do dono do Posto? Mais de 100% de diferença!!!

    RS: g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/12/18/manutencao-das-aliquotas-do-icms-ate-2020-e-aprovada-na-assembleia-do-rs.ghtml

    SP: www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/09/icms-unico-para-combustiveis-pode-matar-a-industria-do-etanol-diz-fazenda-de-sp.shtml
  • Vladimir  22/04/2019 13:25
    Sim, mesmo quando ele é de 30%. Qual a sua dificuldade?

    Deixa eu tentar desenhar de novo.

    A alíquota alta garante que o preço final seja alto. Ponto. Isso é indiscutível.

    Mas uma alíquota alta não explica por que os preços aumentam continuamente semana após semana.

    De novo, qual a sua dificuldade?

    A única maneira de o ICMS causar aumentos semanais nos preços seria se a alíquota fosse aumentada semanalmente.

    Pela terceira vez, qual a sua dificuldade?
  • Pobre Paulista  22/04/2019 14:37
    Tanto faz quanto é a alíquota do ICMS ou de qualquer outro imposto, ela é a mesma tanto na alta quanto na baixa. Não é isso que explica o aumento do preço.

    Difícil entender?
  • Pablo  22/04/2019 18:00
    Apenas pedi um comentário do Leandro a respeito do ICMS, não estou discutindo/questionando/corrigindo o artigo.
  • Estudante  18/04/2019 20:39
    Paulo Guedes já sinalizo que Bolsonaro estaria sem resistência pra uma possível privatização da petrobras.
    Alem disso Paulo Guedes disse que tem uma Metralhadora pronta para DISPARAR REFORMAS, em sequência e cada uma no seu tempo.

    Alguém viu essa ultima entrevista dele na Globo News?

    Minha preocupação é que ele fique só no falatorio sabe, fala muito e pouco faz. Meu medo é esse, mas sei que o cara é BRABO!!

    Leandro, como esta sua percepção atual sobre o Paulo Guedes?
  • Leandro  18/04/2019 23:34
    Bastante parecida com a sua. Simpatizo com ele, mas, por enquanto, é muito discurso e pouca (ou nenhuma) prática. Espero que mude. E tem de ser rápido.
  • Bruno Feliciano  18/04/2019 21:24
    Leandro, você esqueceu de citar uma suposta consequência:

    Depois da reforma previdenciária na casa de 1 tri, alem da união os estados também teriam mais folga. Em seguida haveria a reforma do pacto federativo (assumido por guedes), que levaria mais recursos aos estados que atualmente estão falidos!!
    Logo isso também daria mais FOLGA FISCAL AOS ESTADOS e possibilitaria que estes abaixassem o ICMS e ISS sobre os combustíveis.

    Resumo da ópera: A União conseguiria baixar PIS/CONFINS e os estados e municípios o ICMS E ISS.
    Guedes disse na Globonews que se passar a reforma vai partir pra cortar pra pelo menos 20% o PIS/CONFINS, uma redução de quase a metade se for possível, me parece que já esta em mente isso ai.

    Somando as duas reduções tributárias, acredito que da pra chegar em 50% no total(25% união e 25% estados).

    Da pra ter uma redução na bomba de uns 20 a 30%, fora a valorização monetária que ainda iria elevar ainda mais a redução!!


    Grande artigo, excelente como sempre!!!
    Forte Abraço!
  • Vladimir  18/04/2019 23:20
    Sei que não é comigo, mas vou me intrometer. Nada contra sua teoria, que está correta, mas aí você embarcou em um exercício pesado de futurologia. Ainda bem que o autor não embarcou nessa.
  • Gabriel  18/04/2019 21:54
    Show!! Saudades dos artigos do Leandro.
  • Leandro  18/04/2019 23:33
    Estamos sempre aqui. Obrigado pelas palavras. Grande abraço!
  • Fan do Pinochet  18/04/2019 22:17
    Leandro, porque não ocorre Ciclos Economicos nas economia Chilena, Suíça e Estonia?

    Pelo meu fraco conhecimento, tal ciclo só ocorre aonde o juros é controlado ou influenciado pelo governo.
  • Fan do Pinochet  19/04/2019 00:10
    Intruso, me parece que os ciclos nesses países são bem mais amenos, consegue-se enriquecer em decadas, diferente do Brasil que uma década significa ficar no mesmo lugar devido a ciclos muito constante. Tanto que as crises nesses países ocorreram mais em 2008(mais forte), as outras foram mais estáveis.

    O único meio de acabar com isso seria acabando com o Banco Central e a moeda de curso forçado?

    No Chile eles não manipulam juros, porque isso ocorre?
  • William  19/04/2019 04:50
    De onde você tirou isso? O BC do Chile funciona como todos os outros: estipula taxa básica de juros. Aliás, mês passado ele se reuniu e manteve a taxa básica em 3%.

    Veja o anúncio (role a página para baixo):

    tradingeconomics.com/chile/interest-rate
  • YURI  19/04/2019 01:18
    Que triste.
    Então, no atual momento, não podemos afirmar que existe algum país livre da ocorrência de ciclos econômicos? Isto é, todos tem um banco central (ou orgão equivalente) manipulando taxas de juros/oferta monetária e gerando ciclos?
  • Fan do Pinochet  19/04/2019 06:19
    Pois é, essa é minha pergunta, igual a do Yuri.
    Afinal existe algum país livre do pesadelo da teoria dos ciclos?

    Eu pensava que um país como o Currency Board, esse tipo de coisa não aconteceria porque não existe um banco central fazendo politicagem(existe mas no país da moeda ancora).

    Vou dar um chute: Arábia Saudita? Eles tem currency Board...
    Outro chute: Austrália? 25 anos sem recessão, me parece que não tem ciclos não...

    tradingeconomics.com/australia/gdp-growth

    Crescimento da Arabia é mediocre nos ultimos anos mas até que se for ver é estavel:

    tradingeconomics.com/saudi-arabia/gdp-growth



  • Leandro  19/04/2019 17:29
    Currency Board não evita ciclos econômicos. Ninguém nunca falou isso. E nem faria sentido, dado que tudo o que um CB faz é clonar uma moeda estrangeira. Consequentemente, a economia deste país passa a vivenciar as mesmas oscilações da economia do país cuja moeda ele adotou.

    A função precípua de um CB é acabar com a inflação e estabilizar imediatamente uma economia bagunçada, principalmente quando esta bagunça é causada por questões políticas.
  • Fan do Pinochet  19/04/2019 06:22
    E outra, PIB não é parametro, vocês sabem disso. Queria saber porque os nobres colegas me responderam com essa fonte? visto que PIB é a maior maquiagem economica que existe, basta o governo gasta muito que o PIB sobe, justamente porque o calculo leva em conta o gasto estatal.

    Afinal, ou não gostamos do PIB e jamais usamos como fonte e lastro para os nossos argumentos, ou gostamos e usamos como referência.

    Tenho essa duvida simples também, acho meio incoerente isso


    Abraços e obrigado pelas respostas e o ensinamento!
  • Carlos  19/04/2019 17:31
    Ué, você próprio acabou de usar o PIB como argumento para seu comentário sobre a Austrália! Decida-se. Não dá pra argumentar atirando pra todos os lados.
  • Fan do Pinochet  19/04/2019 20:11
    Carlos, PIB não pode ser argumento. Eu só fiz a tréplica em cima da réplica que contia PIB...
    Não foi argumento meu, é um questionamento usando a mesma fonte que me responderam.

    Me deram PIB, trabalhei com PIB na conversa, não da pro sujeito chegar com PIB e eu chegar com renda média....

    Em seguida questionei o porque continuar usando PIB como medida...
    Não tem contradição nenhuma...
  • Cleidson  19/04/2019 00:24
    Há se todo brasileiro lesse esse artigo e entendesse, a reforma da previdência seria aprovada rapidamente.
  • Laís  19/04/2019 00:58
    Leandro, amei o artigo! Por favor, me passe suas redes sociais, pois desejo segui-lo em todas!
  • Lucas-00  20/04/2019 20:52
    Muitos gostaríamos disso também. Mas ele vive recluso.
  • Ninguém Apenas  19/04/2019 01:00
    Caramba Leandro, só você mesmo para nos salvar no meio de tanta porcaria sendo dita por aí.

    É por isso que te considero meu professor de economia kkk


    Mas brincadeiras a parte, muito obrigado pelo artigo!
  • Rodrigo  19/04/2019 03:09
    Ótima explanação, um ponto que vem me chamando a atenção, e entristecendo nestes últimos tempos, é ver o quanto o dólar está na mão de especuladores.
  • Trader  19/04/2019 04:51
    Prezado anônimo, não caia nesta falácia. Não existe isso de "dólar na mão de especuladores". Que especuladores? O dólar é uma moeda mundial, é utilizada como meio de troca ao redor do mundo. Não tem como "especuladores" optaram por, pontualmente, deixarem o dólar forte apenas em relação ao real.

    O peso mexicano, por exemplo, tem se valorizado em relação ao dólar. E o mesmo ocorre com o Nuevo Sol Peruano, que, aliás, é a moeda mais sólida da América Latina.

    Por que essas duas moedas se valorizam em relação ao dólar, mas o real se desvaloriza? Ação de especuladores? Quer dizer então que "especulador" é bonzinho com o Peru e com o México, e malvadão com o Brasil? Por quê?

    Pare de acreditar em besteiras e conspirações. O real está fraco porque a economia brasileira está fraca. Se a economia está fraca, nenhum estrangeiro quer portar o real. Ele não ganha nada com isso. México e Peru estão crescendo forte, por isso a moeda deles é demandada. O Brasil não.

    Vamos parar de culpar os outros e começar a assumir nossos próprios defeitos. Sem uma visão clara do problema, impossível achar solução.
  • Rodrigo  19/04/2019 12:12
    Obrigado pela sua posição, mas continuarei com a minha.
  • Tacísio  22/04/2019 19:51

    Por que a moeda mexicana tem se valorizado? Parecia que o mercado não estava reagindo bem ao populismo do novo líder mexicano. Ele está tomando medidas acertadas? Será que um esquerdista declarado se sairá melhor que Bolsonaro?
    Em um aspecto geral, como vocês acham que estarão o Brasil e o México ao fim desses mandatos?
  • Trader  22/04/2019 20:08
    Pois é. O esfacelamento do real é coisa nossa, causada por nossos políticos. Em economias avacalhadas por políticos, o câmbio não flutua; ele afunda. Além do México, o Peru também tem uma moeda que se aprecia perante o dólar.

    Se continuar bobeando com o câmbio, Bolsonaro terá um governo brevíssimo.


    P.S.: Hoje o barril de petróleo encareceu em dólares. Problema nenhum, pois o dólar barateou nas outras moedas do mundo. Exceto em reais, é claro. Aqui, o dólar encareceu. Com o barril e com o dólar encarecendo simultaneamente (sendo que a regra é um ser o inverso do outro), a Petrobras irá repassar os preços daqui a 15 dias. Sugestão: mantenham suas casas estocadas, porque é óbvio que os caminhoneiros vão parar.
  • Rip van Winkle  19/04/2019 06:29
    Só tem uma coisa que não entendo...Se o problema é a moeda, como o Chile, Paraguai e até mesmo a Venezuela, tinham combustíveis mais barato que nós? Sendo que a moeda deles é mais fraca que a nossa e, consequentemente, que o dólar. O exemplo Suiço foi coerente, mas podia citar pra casos de moedas mais fracas.
  • Leandro  19/04/2019 17:31
    Chile e Paraguai não têm moedas mais fracas que a nossa. Essa é uma confusão bastante comum: o alto valor nominal das cédulas de uma moeda diz muito sobre o seu passado, mas não sobre seu presente.

    Isso ocorre não só com as duas moedas acima, mas também, e com ainda mais intensidade, com a japonesa.

    O alto valor nominal das cédulas do iene se deve a uma forte inflação ocorrida na Segunda Guerra Mundial. A moeda do Chile apresenta a mesma característica, pois vivenciou uma hiperinflação na década de 1970. Ambas não foram trocadas desde então, ao contrário da moeda brasileira.

    Vale lembrar que, ao passo que o real é de 1994, o iene é de 1871. Já o peso chileno é de 1975, mas passou por uma severa hiperinflação durante toda a década de 1970.

    (No caso do Japão, em 1972, imediatamente após a dissolução de Bretton Woods e a adoção dos câmbios flutuantes, um dólar comprava 305 ienes. Então o iene começou a se valorizar continuamente até que, em outubro de 2011, um dólar comprava apenas 75 ienes. Isso dá uma apreciação total de 306%.)

    Uma das definições de moeda forte é que sua unidade monetária valha cada vez mais em termos das principais moedas do mundo (a outra definição é que, obviamente, seu poder de compra em território nacional seja relativamente constante).

    É isso o que você tem de olhar, e não simplesmente o valor nominal das cédulas. Nesse aspecto (alto valor nominal das cédulas), dificilmente alguém bate o Japão. E, no entanto, o país tem uma moeda forte e inflação de preços zero.

    Falando especificamente sobre o preço do petróleo, eis a evolução do preço do barril na moeda chilena. Um barril de petróleo custa hoje a um chileno o mesmo que custava em 2007:

    ibb.co/2FPnBHz

    Veja agora no guarani paraguaio. Um barril de petróleo custa hoje a um chileno o mesmo que custava em 2005!:

    ibb.co/pXkSn5N

    Não existe mágica em economia. Não adianta espernear contra a realidade. Ou a gente aceita os fatos ou vamos continuar apanhando da realidade.
  • Sergio  19/04/2019 10:05
    Leandro,

    sensacional o artigo e elucidou o que está por vir.

    Me ajudou bastante quando estava te perguntando sobre fundos de inflação e os próximos capítulos da selic no seu artigo economia brasileira: Águia ou Galinha?

    Grande abraço e ótimo feriado!
  • Leandro  19/04/2019 17:27
    Bom saber que foram úteis. E obrigado pelas palavras, Sérgio. Grande abraço!
  • Samuel Lucas Viera  19/04/2019 13:43
    Ha uma solução pouco comentada, tecnologia, essa palavra e prática pouco usada em nosso país . O desenvolvimento de motores elétricos que fatalmente veio para ficar a um curto tempo já está batendo as portas das refinarias de petróleo tanto que o mundo árabe já se prepara para uma mudança de como ganhar dinheiro que é o investimentos em diversos negócios tais como no turismo e construção vários hotéis em seus territórios para viabilizar essa nova postura já que o petróleo não é infinito e sim finito poluidor ou seja está com seus dias contados por mais que pareça que não. Se o Brasil trocar seus motores a diesel pelos elétricos já existentes e subsidiando essas trocas num curto tempo, não só teremos uma frota super moderna como menos poluente e não mais dependente do petróleo. Claro para viabilizar tal ideia precisará de um plano muito bem elaborado
  • Alfredo  19/04/2019 17:34
    Legal a sua solução. Bem original. Consegue implantá-la até o fim do mês?
  • FERNANDO LAZARINI  19/04/2019 18:45
    nem precisa de algo muito elaborado, é tão simples como o governo revogar impostos abusivos (já que são inevitáveis como a morte) e abrir a economia para importação destes carros, mas vai passar pelo legislativo.
  • Marcos de Vasconcelos Kretschmer  19/04/2019 18:49
    Aprendo mais aqui do que no meu curso de economia na UFMS, Vlw L34ndr0 !
  • Andre  20/04/2019 00:56
    E se o Brasil produzisse todo o combustivel que necessita?
  • FUP  20/04/2019 06:38
    Aí estaríamos no Jardim do Éden.

    P.S.: isso é uma impossibilidade física. Ainda que a Petrobras fosse um monstro de eficiência, isso seria impossível por causa do tipo de petróleo que há nesta região.

    www.opetroleo.com.br/por-que-o-brasil-importa-petroleo/

    www.opetroleo.com.br/se-somos-ate-mesmo-exportadores-de-petroleo-por-que-importamos-combustivel/
  • Juliano  20/04/2019 06:44
    1) Ainda assim ele exportaria a preço de mercado (o preço internacional em dólar). Se exportar em excesso, faltará oferta aqui dentro. O preço subirá.

    2) Por outro lado, se o governo obrigar a vender aqui dentro a preço mais baixo, será preferível exportar, pois mais lucrativo. Aí haverá escassez interna, a qual só será corrigida com preços livres.

    3) Por fim, já há uma resposta para a sua pergunta. Em vez de 'petróleo', pense em 'alimentos'. Ou em 'carne'.
  • Felipe Lange  20/04/2019 01:36
    Pessoal, uma coisa que me chamou atenção foi essa absurda queda em 25% nos homicídios no país. A que se deve esses fatores, já que o porte e a posse de armas não foram facilitadas? Haveriam razões econômicas?
  • Paul Kersey  20/04/2019 06:46
    Ora, a posse foi facilitada sim. Aliás, não entendo como os libertários estão deixando passar em branco esta inegável realidade. A simples facilitação da posse de armas (a qual, evidentemente, facilita também o porte; só não sai armado à rua quem não quiser) já fez desabar o número de homicídios. Exatamente como o esperado.

    P.S.: o fato de os homicídios terem caído em todos estados (exceto Amazonas e Rondônia) não pode ser uma simples coincidência.
  • Felipe Lange  20/04/2019 17:08
    Você teria as fontes? Porque o que eu soube foi somente daquele decreto da posse, que se não me engano dificulta para estados com taxas maiores de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.
  • Leigo  20/04/2019 17:16
    Atribuir uma queda de 25% a isso, não me parece razoável. Pode ser uma consequência? Pode... Mas acredito que vai além disso, bem além.
  • Paulo Henrique  21/04/2019 15:09
    Nem mesmo as leis sofreram uma mudança brusca ainda. Parece que a simples troca da administração, algmas medidas como isolamento das lideranças nos presídios, fez isso.
    Algo me diz que havia uma proposital leniência com o crime no governo petista. A posse de armas não aumentou muito, o tempo é curto demais.

    Não me surpreenderia. As esquerdas usam a violência como arma revolucionária.
  • FERNANDO LAZARINI  20/04/2019 19:12
    Eu tbm vi essa notícia e tentei achar razões econômicas para isso, que não fosse o armamento pela população. A não ser que os policiais mataram muitos mais bandidos e estes, se estivessem vivos, teriam feito vítimas em suas incursões criminais.
  • Getulio  25/04/2019 17:58
    Não há nenhuma razão econômica para a queda nos homicídios, pois nada mudou. Também não houve nenhuma alteração drástica das leis.

    Pode ter sido a troca de governo? Até pode. Mas é bem estranho. Será que o cidadão que está no Palácio do Planalto tem essa moral toda? Não creio.

    Pode ter sido o isolamento de lideranças nos presídios? Esse é o que faz mais sentido, mas ainda assim há um furo: esse isolamento fez despencar a criminalidade em todos os estados? Acho meio forçado.

    Por enquanto, a única mudança que houve, e que realmente é de abrangência nacional, foi a questão da facilitação da posse de armas. É a única tese que faz sentido, exatamente por ser algo de abrangência nacional.
  • Lucas  20/04/2019 09:58
    "A desvantagem é que há o risco de esta ação ser vista com desconfiança pelo mercado financeiro, que pode interpretar a medida como uma atitude desesperada. Consequentemente, tão logo o Banco Central pare de vender (e ele terá de parar em algum momento), o dólar pode voltar a disparar por ação de especuladores, pondo tudo a perder.

    Ou seja, esta opção também não seria muito viável."

    Então quer dizer que um autor austríaco acaba de assumir que não é viável um câmbio sem controle pelo estado?
  • Economista  20/04/2019 16:35
    Tipo assim, foi exatamente o oposto. O cara disse que, se o estado tentar intervir (vendendo reservas para controlar o câmbio), há o risco de a situação piorar ainda mais, com uma desvalorização ainda maior.

    De fato, o analfabetismo funcional do brasileiro é pavoroso.
  • Lucas  22/04/2019 06:32
    Pra esse "Economista" que me respondeu ai em cima: Você não entende que a existência da reserva já é o controle estatal em si e ainda me chama de analfabeto. A venda das reservas seria a retirada da intervenção estatal. Como você ainda se auto-intitula economista?
  • Humberto  22/04/2019 13:51
    Não, meu caro. O BC comprar dólares não é um atividade de "controle estatal do câmbio", pelo simples motivo de que tal prática não altera o câmbio no longo prazo.

    O que determina o câmbio no longo prazo é a paridade do poder de compra entre as duas moedas, e não a quantidade de reservas que o BC possui. O câmbio hoje seria o mesmo caso o BC tivesse bilhões a menos (ou a mais) em suas reservas internacionais.

    De novo: a taxa de câmbio não é determinada pelo volume das reservas internacionais, mas sim pela paridade do poder de compra entre as duas moedas. O preço do dólar independe do volume de reservas internacionais do BC brasileiro. O preço do dólar é definido "na margem" (ou seja, em cada transação diária envolvendo pequenas quantidades), e independe do volume de reservas internacionais do BC (as quais não são precificadas em nenhuma transação dos mercados Forex).

    Isso é tão básico que é até constrangedor ter de explicar.

    Por isso mesmo, o ato de vender reservas também não tem como afetar o câmbio no longo prazo, pois o fato de o BC diminuir suas reservas (que, na prática, nada mais são do que títulos do Tesouro americano) em nada altera a paridade do poder de compra entre dólar e real. Na hora de precificar o dólar, o resto do mundo não dá a mínima para quantos títulos do Tesouro americano o BC brasileiro tem em suas reservas.

    Logo, a sua conclusão de que, para o autor, "não é viável um câmbio sem controle pelo estado" é completamente desconexa de tudo, principalmente da realidade.

    Mas, se você não quer entender isso, nada posso fazer.
  • Lucas  23/04/2019 05:04
    O moço bobo, presta atenção nesse trecho do texto:

    "Outra alternativa seria o Banco Central vender parte das reservas internacionais — que estão em ultra-confortáveis US$ 384 bilhões — e, com isso, reduzir o preço do dólar em reais (o que equivaleria a fortalecer o real em relação ao dólar). Paulo Guedes chegou a defender esta ideia ainda em 2018, durante a campanha eleitoral, quando o dólar esbarrou em R$ 4,20. Mas depois mudou de ideia (ver o link acima).

    A vantagem de vender reservas é que isso resolve imediatamente o problema, já no curto prazo."


    Como vc pode ver, controle de cambio nao necessariamente é de longo prazo, e em momento nenhum eu disse que afetaria o cambio a longo prazo. Foi o autor que propôs a ideia de não viabilidade pelo fato de tal intervenção não durar pra sempre, ou por outro motivo não explicito, que seja...

    Agora, voltando as minhas palavras. A viabilidade de vender as reservas não está presa à sua capacidade de controlar cambio a longo prazo. É viável sim vender, não por afetar cambio a longo prazo, mas sim para interromper o prejuízo causado pela diferença entre os juros baixos arrecadados com essas reservas internacionais e os juros altos pagos com a venda de titulos de juros altos no mercado nacional.

    Eu atrelei "controle de cambio" com "manter reservas" pois a justificativa mainstream de possuir uma reserva internacional é justamente não desestabilizar o cambio, que significa controlar o cambio. No texto o autor deixa claro que não é muito viável se desfazer das reservas, e o ponto principal da minha crítica é que isso não é algo aceito por um austríaco.

    Se você quiser me fazer entender alguma coisa, é só me explicar por que não é absolutamente viável vender reserva internacional.

    Se vc não souber explicar, pode tentar explicar relativamente tbm. Por que deixar o cambio baixo por um curto tempo e depois voltar ao normal seria menos viável (implicitamente) do que deixar ele normal sempre?
  • Auxiliar  23/04/2019 05:51
    "Se você quiser me fazer entender alguma coisa, é só me explicar por que não é absolutamente viável vender reserva internacional. [...] Foi o autor que propôs a ideia de não viabilidade pelo fato de tal intervenção não durar pra sempre, ou por outro motivo não explicito, que seja..."

    Deixa eu tentar:

    1) Se o BC entra vendendo dólares das reservas, sim, o preço do dólar imediatamente abaixa. Ponto.

    2) Se o BC pára de vender, o dólar volta a subir. Óbvio, pois os fundamentos que estão causando a fraqueza do real não se alteraram.

    3) Ou seja, até aqui, o BC queimou dólares à toa, pois, no final, o câmbio ficou no mesmo lugar.

    4) Ato contínuo, dado que o dólar voltou a encarecer, o BC tem de voltar a vender para tentar novamente baixar o câmbio.

    5) Mais dólares são queimados. Em vão.

    6) E assim o ciclo vai se repetindo.

    7) Se isso se mantiver, há o risco de se chegar a um ponto em que o mercado financeiro dirá: "Espere aí, o BC está queimando reservas à toa, pois não está adiantando nada. Estão desesperados. A coisa é pior do que parece. É melhor cair fora do real".

    8) E aí, pronto, começa a venda maciça de reais. Essa queda na demanda por reais tende a gerar o chamado "overshooting" da taxa de câmbio, que é quando o preço do dólar dispara para um valor muito mais alto do que o "correto", fenômeno esse causado por alguma incerteza gerada por uma determinada política.

    9) Isso é bastante básico, e está em todos os livros-texto de macroeconomia. Não é um insight austríaco. É macroeconomia básica. Sempre acontece com que pratica câmbio atrelado (não confundir com câmbio fixo, que só pode ocorrer quando há um Currency Board).

    10) Conclusão: uma intervenção estatal no câmbio acabou por gerar uma situação ainda pior do que aquela que o governo estava tentando corrigir.

    "No texto o autor deixa claro que não é muito viável se desfazer das reservas, e o ponto principal da minha crítica é que isso não é algo aceito por um austríaco."

    Espero que agora esteja mais claro. A venda de reservas visando a estabilizar o câmbio é uma intervenção que, como citado a partir do ponto 7, pode gerar um desarranjo ainda pior do que aquele que tentou ser corrigido.

    Ou seja, exatamente o oposto da sua acusação.

    "É viável sim vender, não por afetar cambio a longo prazo, mas sim para interromper o prejuízo causado pela diferença entre os juros baixos arrecadados com essas reservas internacionais e os juros altos pagos com a venda de titulos de juros altos no mercado nacional."

    Aí é diferente. Neste caso, o BC estaria vendendo dólar não para conter o câmbio, mas sim para "melhorar seu balanço patrimonial" (algo com o qual nenhum BC ao redor do mundo se preocupa). Como a intenção não é afetar o câmbio, não ocorreria o fenômeno descrito acima, pois o não geraria desconfiança do mercado.

    Em todo caso, isso é apenas elucubração, pois tal evento (BC vender reservas por causa das baixas receitas delas) nunca ocorreu em nenhum lugar do mundo.

    "Eu atrelei "controle de cambio" com "manter reservas" pois a justificativa mainstream de possuir uma reserva internacional é justamente não desestabilizar o cambio, que significa controlar o cambio."

    Na verdade, a justificativa nunca foi essa (mesmo porque não faria sentido). A justificativa para se acumular reservas é que elas serviriam como um "colchão de liquidez" na eventualidade de uma crise no balanço de pagamentos -- uma completa insensatez porque em regimes de câmbio flutuante não há crise no balanço de pagamentos. Por definição.
  • Lucas  23/04/2019 13:43
    "8) E aí, pronto, começa a venda maciça de reais. Essa queda na demanda por reais tende a gerar o chamado "overshooting" da taxa de câmbio, que é quando o preço do dólar dispara para um valor muito mais alto do que o "correto", fenômeno esse causado por alguma incerteza gerada por uma determinada política. "

    Então você quer dizer que não é muito viável um câmbio sem controle pelo estado? Afinal, você disse que o governo mantém reservas internacionais, que é uma ação, para controlar um eventual overshooting na taxa de câmbio. E me deu essa resposta justamente quando eu perguntei o porquê de não ser viável.

    Eu interpretei que o autor do texto, mesmo que com uma justificativa diferente da sua, também julgou que não é muito viável um cambio sem controle pelo estado. Como não tenho certeza, no meu primeiro texto, fiz apenas uma pergunta, não fiz uma conclusão como o outro leitor disse.

    Como sua resposta não apresenta nenhuma conclusão pra essa primeira pergunta que eu fiz, pois me refiro ao que o autor disse, continuo na duvida. Se o autor tbm acha que não é viavel desfazer a reserva pra controlar overshooting, então a resposta pra minha pergunta seria sim, um austriaco reconhecendo a não viabilidade do não controle pelo estado.

    Mas sua resposta levantou o debate a respeito da viabilidade em termos absolutos. Continuemos:

    "Em todo caso, isso é apenas elucubração, pois tal evento (BC vender reservas por causa das baixas receitas delas) nunca ocorreu em nenhum lugar do mundo. "

    Contanto que haja uma expectativa realista e benéfica para o que vai acontecer como consequência da próxima ação, não há motivo para se importar com o que já ocorreu ou deixou de ocorrer. Ou seja, se vai reduzir despesa com juros sem efeitos negativos relativamente fortes, melhor que façam.

    Histeria do mercado financeiro é normal, mas não sei como justificar tomar prejuizo por causa de uma instabilidade temporária, no próprio conceito de overshoot já está implicito que o mesmo é temporário. Sabemos bastante, principalmente nesse site, qual é a função da oferta e demanda no cambio. Se alguem ficar dumpando o cambio por histeria, vai simplesmente tomar prejuizo. Isso porque o poder de compra das moedas em seus respectivos mercados não vai mudar na mesma velocidade que a histeria no cambio (que ocorre em alta frequencia), oferecendo lucro pra quem ir na direção contrária do dumping.
  • Auxiliar  23/04/2019 14:10
    "Então você quer dizer que não é muito viável um câmbio sem controle pelo estado?"

    Puta que o pariu, você é burro assim mesmo ou está só fazendo tipo? Eu acabei de falar, desenhar, colorir e soletrar que a intervenção estatal no câmbio gera resultados piores do que a não intervenção, e você vem dizer que eu disse exatamente o oposto do que eu falei?!

    Não é à toa que você já foi ignorado aqui. É muito analfabetismo funcional, mesmo. Exatamente como disse o leitor "Economista",

    "Afinal, você disse que o governo mantém reservas internacionais, que é uma ação, para controlar um eventual overshooting na taxa de câmbio."

    Caralho!!!

    Eu nunca disse que o BC mantém reservas para evitar overshooting!

    Pra começar, eu disse que o overshooting é consequência direta da intervenção no câmbio (ver item 8)! E, no final, falei que o BC mantém reservas porque ele acha que elas servem como um "colchão de liquidez" contra crises no balanço de pagamentos, e complementei que isso nonsense, porque em um câmbio flutuante não há crises no balanço de pagamentos, por definição.

    No início, confesso que achei que os outros leitores estavam sendo apressados com você e pegando pesado. No entanto, devo confessar que eu é que fui muito lento: seu analfabetismo funcional é mesmo avassalador.
  • Pobre Paulista  23/04/2019 14:35
    Daqui a pouco ele vai falar que cambio fixo é manipulação estatal da moeda, afinal foi o estado quem determinou o câmbio fixo :-D
  • Lucas  23/04/2019 14:57
    Cara, vc é RETARDADO. A intervenção estatal é O GOVERNO SEGURAR UMA RESERVA INTERNACIONAL. NÃO HAVERIA ISSO NATURALMENTE. O governo MANTÉM, E CRIOU ESSA BOSTA como uma intervenção. QUE PORRA DE RETARDO mental é esse de achar que vender a reserva é intervenção? Vender é PARAR de intervir. Mete o pé mesmo com seu SENSO COMUM de bando. Aguardo alguém inteligente pra discutir alguma coisa comigo.
  • Leandro  23/04/2019 15:46
    Apesar de a coisa ter dado uma degringolada aqui, o Lucas tem um ponto (embora ele não o tenha expressado claramente).

    O governo comprar e acumular reservas representa uma intervenção (acho que ninguém discorda disso). De fato, como ele bem disse, não haveria esta política caso não existisse governo.

    Mas, e o governo vender essas reservas? Seria também uma intervenção ou seria, ao contrário, uma "desintervenção"?

    A meu ver, para se chegar a uma conclusão, teríamos de analisar como seria essa venda e qual seria o objetivo dela.

    Por exemplo: se o BC sair vendendo dólares pontualmente, de olho apenas em alterar o câmbio, então isso seria uma clara intervenção, pois a venda da moeda teria o objetivo explícito de alterar um preço. Tal atitude, ademais, tende a gerar o fenômeno do overshooting, como foi corretamente dito acima.

    No entanto, se o BC sair vendendo dólares a rodo com o único intuito de se desfazer deste ativo (para reduzir seu balanço patrimonial), deixando claro que não planeja recomprar estes dólares, então não, aí não seria intervenção.

    A situação é análoga à venda de uma estatal. Se o governo vende estatais de telefonia criando várias imposições e exigências, com o claro intuito de continuar exercendo um controle via regulação (inclusive de preços), então isso seria uma clara intervenção no mercado de telefonia, ainda que o estado estivesse nominalmente vendendo ativos. Por outro lado, se ele anuncia a venda completa com o intuito de simplesmente se desfazer do ativo (como, por exemplo, fez o governo Collor com as siderúrgicas), sem qualquer preocupação em manipular preços de mercado e abdicando de qualquer controle sobre ela, aí seria uma não-intervenção.

    Essa diferença é crucial. Em ambos os exemplos, ativos estão sendo vendidos pelo estado. Mas as consequências são totalmente distintas.

    Logo, para o BC vender seus dólares sem que isso configure uma intervenção no câmbio, ele teria de anunciar explicitamente que sua intenção é se desfazer destes ativos sem qualquer intenção de voltar a comprá-los (sim, comunicação é tudo).

    Faria ele isso? Nunca. Não só ele nunca vendeu dólares em definitivo (suas operações de swap cambial não afetam as reservas, e são todas liquidadas em reais), como também, se algum dia ele o fizer, certamente será por meio de acordos de recompra, no qual ele promete recomprar esses dólares no futuro. Isso, obviamente, é uma clara intervenção (não haveria tal política se não houvesse governo).

    Dito isso, a discussão é boa.

    Embora eu tenha entendido o ponto do Lucas, mantenho, humildemente, minha posição.
  • Lucas  23/04/2019 16:43
    Eu entendi seu ponto de vista no qual você diz que não é viável ele intervir ao vender as reservas, pois você quer dizer que é a intenção dele (de controlar câmbio) que configura esse ato como uma intervenção.

    Mesmo assim minha questão recairia para outra: independentemente de ser uma intervenção, o ato de vender seria viável?

    Pela resposta que você deu agora, caberia interpretar que não é viável (vender as reservas) do ponto de vista do governo e com a justificativa do mesmo. Caso não fosse viável do seu ponto de vista também, eu ficaria curioso de saber se o fator responsável por isso inviabilizaria tal ato mesmo a longo prazo.

    Agradeço bastante a humildade de dar uma resposta elaborada mesmo sem precisar, e para poucas (provavelmente) pessoas acompanhando a discussão. Um abraço.
  • Leandro  23/04/2019 18:02
    "Mesmo assim minha questão recairia para outra: independentemente de ser uma intervenção, o ato de vender seria viável?"

    Defina "viável".

    "Pela resposta que você deu agora, caberia interpretar que não é viável (vender as reservas) do ponto de vista do governo e com a justificativa do mesmo. Caso não fosse viável do seu ponto de vista também, eu ficaria curioso de saber se o fator responsável por isso inviabilizaria tal ato mesmo a longo prazo."

    Eu sou a favor -- e já escrevi vários artigos sobre isso -- de se aproveitar parte das reservas (apenas o montante que lastreia a base monetária) para instituir um Currency Board, abolindo o Banco Central. (Descrevi em detalhes todo o procedimento aqui).

    Com efeito, venho escrevendo sobre o assunto desde 2013, quando já eram explícitos os sinais de uma irrefreável desvalorização do real.

    Em março de 2015, quando o dólar galopou e bateu em R$ 3,15, defendi que um Currency Board fosse adotado a essa paridade. Alguns leitores me criticaram à época, dizendo que tal valor era "claramente desvalorizado", e que, se fosse mantido, levaria uma inflação de preços galopante.

    Duas semanas depois, o dólar já estava em R$ 3,30 e eu voltei a defender a ideia.

    Aí, em maio de 2015, houve um suspiro e o dólar caiu para R$ 2,90. Todo mundo achou que a situação já estava resolvida.

    E então veio setembro de 2015, e o dólar bateu em R$ 4,24. E ficou acima de R$ 4 até março de 2016, quando se tornou claro que Dilma sofreria impeachment. E então o dólar começou a cair. E caiu bem.

    No entanto, mesmo nos melhores momentos do governo Temer, ele raramente ficou abaixo dos R$ 3,15 (valor inicial que eu defendi para o Currency Board). Hoje, neste exato momento, está em R$ 3,95 (e com tendência de ascensão).

    E isso em um governo que é visto como "pró-mercado", hein? Imagine um eventual governo Haddad, com toda a turma da Unicamp na Fazenda e no Bacen? Dólar a R$ 5 ainda seria uma pechincha.

    Por isso, eu enfatizo: deixar a moeda sob o controle do governo em um país com o histórico do Brasil, com seus políticos, é masoquismo. Um Currency Board está longe de ser perfeito (nenhum arranjo é), mas seria muito melhor do que o arranjo atual.

    No entanto, como as chances de isso ocorrer estão abaixo de zero (nenhum político, de nenhum partido, votaria em prol de uma medida que implica abdicar totalmente do controle da moeda), vamos ficar com o arranjo atual.

    O que fazer nele? Neste caso, voltamos ao tema: deveria então o BC anunciar que está vendendo dólares sem compromisso de recompra, com a única intenção de reduzir seu balanço (pois é caro manter estes dólares, como você corretamente explicou)?

    Pode ser.

    Mas qual seria a consequência disso (do ponto de vista da reação do mercado financeiro)? No curto prazo, não faço a mais mínima ideia. Alguns operadores podem aprovar, outros podem se apavorar. Grandes fundos de investimento, principalmente estrangeiros que têm altos volumes aplicados aqui, podem "panicar" e sair vendendo reais e comprando dólares a rodo, o que pioraria ainda mais a taxa de câmbio no curto prazo, que é exatamente o que está se tentando alterar.

    Essa é a encrenca. Com um Currrency Board (que significa retirar totalmente o governo da moeda), você sabe exatamente o que vai acontecer. Com um Banco Central vendendo dólares (que ainda representa o governo no controle da moeda), é impossível prever o que pode acontecer. Pode melhorar, mas também pode piorar muito.

    Sinceramente, eu não arriscaria.

    Grande abraço!
  • Leigo  20/04/2019 17:17
    "Então quer dizer que um autor austríaco acaba de assumir que não é viável um câmbio sem controle pelo estado?"

    Em que parte do texto o autor assumiu isso? Não achei.
  • Luciano  20/04/2019 09:58
    Paulo Guedes varias vezes afirmou que o Estado não pode ser maior que o povo, o que concordo em 100%. Li que os concursos públicos 2020 estão cancelados (2019 também deveriam estar).
    Como seria bom se o Estado cuida-se apenas da segurança, educação e saúde (apenas para aqueles que não tem condições financeiras).
  • adriano da silva souza  20/04/2019 17:14
    Olá pessoal o q vcs acham do projeto de independência do bc? eu acho uma boa ideia moderniza o status do bc se assemelhando ao fed, grato
  • Lucas-00  22/04/2019 15:56
    Também gostaria de ouvir opiniões sobre isso.
  • Carlos  22/04/2019 17:08
    Nada contra, mas está longe de ser esta panacéia toda. Por exemplo, e se um futuro presidente petista apontar um keynesiano maluco seguidor da TMM? Um eventual sucessor deste petista não poderá demitir o alucinado.
  • Marcos  21/04/2019 00:10
    O Problema é que P. Guedes tem um lindo discurso e ótimos planos para o Brasil mas o que esperar da câmara de Deputados e senadores? Uma boa parcela deles são corruptos e muitos destes foram reeleitos.

    Atrevo - me a dizer que não haverá nenhuma privatização neste paíseco, continuaremos semos um capitalismo com uma boa dose de socialismo e o rico continuará mais rico e o pobre continuará mais pobre.

    Liberdade econômica no Brasil? Esqueça.
  • Gustavo A.  22/04/2019 14:24
    Vai depender da articulação do executivo com o legislativo. O momento é relativamente positivo para privatizações, setores da própria esquerda concordam com a venda de algumas estatais.

    E depois da guerra no legislativo, pode se preparar para a guerra no judiciários, principalmente contra a Justicinha do Trabalho... O que vai ter de juizeco de 1ª instância expedindo liminar para barrar a venda não tá no papel, isso com argumentação de que meia dúzia de pelegos vão ser mandados embora ou coisa do tipo...
  • Mário  21/04/2019 04:12
    Mais um artigo excelente Leandro! Parabéns!
  • IRCR  21/04/2019 09:42
    Leandro.

    O mais correto não seria deflacionar a cotação do petroleo em reais pelo IPCA ? por exemplo
    Pois os valores de 2007/2008 em termos reais estão mais caros que os atuais
    240 reais em 2008 era muito mais dinheiro que 250 hj

    O preço do petroleo em reais em termos reais não está nos maximos historicos

    É claro que se fizermos isso com o preço do petroleo em dolar ou fraco deflacionado pela inflação deles o preço do petroleo hj estaria ainda mais baixos em termos reais precificados nessas moedas
  • Historiador  21/04/2019 17:11
    Em termos práticos não faz diferença nenhuma,pois este valor nunca chegou a vigorar no mercado.

    1) Para começar, esse valor de R$ 240 vigorou durante apenas uma semana de 2008. Logo em seguida, ele afundou.

    2) Igualmente, a subida observada no início de 2008 também foi rápida.

    3) Mas essas duas coisas ainda são de menos.

    4) Em 2008, a Petrobras não praticava preços livres. Não era algo tão explícito quanto se tornou no governo Dilma (que nunca reajustava preços), mas quase tanto. Seus reajustes ocorriam em enormes janelas de tempo, que iam de 6 meses a um ano. Na prática, reajustes de preços eram raros.

    5) Mas ninguém se importava com isso (e nem os investidores), e por um motivo muito simples: o pré-sal.

    6) A Petrobras podia adotar a política de preços que quisesse, sem ser punida por isso, pois todos acreditavam no "bilhete da loteria" do pré-sal. Todos acreditavam que isso faria o caixa da estatal estourar de tanto dinheiro.

    7) E vale lembrar que 2008 foi exatamente o ano em que este delírio chegou ao ápice.

    Portanto, na prática, aquele valor de 2008 (que vigorou durante pouquíssimo tempo) nunca foi praticado aqui. Por isso que você não se lembra de nenhuma reclamação do preço da gasolina no Brasil naquela época.
  • cleiton  21/04/2019 20:18
    Top de mais o artigo, estava discutindo o assunto mas não sabia as causas da elevação dos preços. Agora sem dúvida estou com uma ótima informação.
  • Antônio Galdiano  22/04/2019 14:19
    O que você acha da proposta de alguns economistas de propor uma regra de preço formada por média móvel dos preços de mercado, para suavizar a variação de preço ao consumidor?
  • anônimo  22/04/2019 15:07
    Isso, de certa forma, já está sendo aplicado ao se fazer reajustes a cada 15 dias em vez de todo dia.

    Mas não resolve em nada o problema do aumento contínuo de preços, que depende inteiramente moeda.
  • Renato  22/04/2019 17:55
    A única solução que ninguém quer aceitar: é necessário reduzir drasticamente o Estado, retirar leis, incentivar o empreendedorismo, deixando o brasileiro se virar sozinho. Só assim o país vai para frente. Mas isso vai ser uma guerra, por que políticos, empresários ligados ao Estado e funcionários públicos nunca irão concordar. Isso terá que ser feito a força, ou é só esperar tudo falir mesmo. Se o povo tivesse mais poder para poder agir...
  • Renato  22/04/2019 18:23
    A única solução que ninguém quer aceitar: é necessário reduzir drasticamente o Estado, retirar leis, incentivar o empreendedorismo, deixando o brasileiro se virar sozinho. Só assim o país vai para frente. Mas isso vai ser uma guerra, por que políticos, empresários ligados ao Estado e funcionários públicos nunca irão concordar. Isso terá que ser feito a força, ou é só esperar tudo falir mesmo. Se o povo tivesse mais poder para poder agir...
  • Rafael Lima  22/04/2019 19:00
    Os caminhoneiros estão apenas reivindicando um direito implícito na constituição brasileira de 1988 e esta não possui nenhum dispositivo legal contraditório.
    Reivindicar o direito de que sua atividade econômica seja protegida e receber benesses do governo, a industria automobilística tem, o agronegócio tem, os barões da FIESP em geral tem e outros que não me veem a mente agora, se todos esses setores tem proteção e vantagens pagas pelos pagadores líquidos de impostos por que os caminhoneiros não podem ter também?
    O estado brasileiro já destruiu não somente o bolso da população, já destruiu suas mentes e para um grupo de pessoas com objetivos em comum já se tornou perfeitamente lógico correr atrás de vantagens do governo do que procurar eficiência em sua atividade, os estímulos institucionais e econômicos postos durante décadas são o que trouxe o Brasil até o abismo em que está.
  • Johnny  22/04/2019 22:45
    Perfeito artigo do mestre Leandro. Essa é a única e verdadeira causa, e não nenhuma teoria louca da conspiração, como defenderia aquele aloprado defensor de moeda fraca, Ciro Gomes.

    Mas apesar do brilhante artigo, eu faria um pequeno complemento.

    A moeda está 99% dependendo da aprovação da Previdência. Ao menor sinal negativo, por menor que seja, o mercado já entra em stress e o real vai pro espaço. Aí é um tal de 1%, 1,5%, até 2% de desvalorização de uma hora pra outra. O mercado parece aquela namorada ultra dramática, que se ofende com tudo. Se você fala que ela está parecendo 100 gramas mais gorda, ela esperneia e fala que você não a ama mais. Assim é o mercado em relação a previdência. Agora, quando sai uma boa notícia, como quando o governo anunciou que vai desburocratizar e revogar decretos, o real se valoriza, 0,3%, 0,5%....chega a dar raiva. Mas ok, é assim que funciona.

    Conclusão: se a reforma for aprovada em dezembro, nós passaremos o ano INTEIRO com o real no patamar que está hoje. E aí eu não posso deixar de expressar meu nojo pelo trabalho asqueroso que a oposição tem feito, retardando criminosamente o processo, além do centrão, um antro de criminosos que estão esperando quais benefícios vão negociar para darem o seu voto a favor. Enquanto isso, o Brasil fica na estagnação e com os milhões de desempregados.
    Bandidos da pior espécie.
  • Trader  22/04/2019 23:00
    Concordo com tudo o que você disse, e é exatamente por isso que um país politicamente avacalhado não pode ser dar ao luxo de ter câmbio flutuante. O câmbio não flutua; ele afunda.

    Quer blindar a moeda dos políticos oportunistas, populistas e interesseiros? Adote um Currency Board. É insano manter um arranjo em que seu poder de compra está totalmente à mercê de Gleisi Hoffman, Maria do Rosário, Paulo Paim, Reginaldo Lopes, Zeca Dirceu et caterva. Defender uma estrovenga dessas é completamente irracional.
  • Johnny  23/04/2019 00:15
    Perfeito!
  • Outro Trader  24/04/2019 01:01
    O que acontecia na Argentina na década de 90 quando a insegurança política dominava? Não havia desvalorização cambial mas os juros interbancários disparavam devido a retirada de dólares e o país entrava em recessão. Não se iludam achando que câmbio fixo resolve alguma coisa em países avacalhados. A conta viria de outra forma. Brasil nunca será Canadá.
  • Lopez  24/04/2019 02:27
    Sua narrativa até está correta, mas seus fatos estão errados e o contexto está meio fora. Artigo inteiro sobre a Argentina daquela época:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562
  • Guilherme - B.A.  24/04/2019 11:44
    Outro Trader está coberto de razão, países avacalhados jamais melhorarão pela decisão de burocratas, por melhores que sejam, a avacalhação está na mente das pessoas e até em suas medulas ósseas, pode colocar o sistema econômico de Hong Kong que os argentinos e brasileiros o destruirão.

    Aqui na Argentina quem mais quer um câmbio fixo, dolarização, currency board ou o que quer que seja são os políticos, funças e burocratas dos governos provinciais, pois a moeda estável obviamente melhorará a economia, arrecadarão dólares e para fazer as compras estatais e pagar pensões emitirão títulos de dívida igual faziam no final dos anos 90, argentino é viciado em tentar passar a perna monetariamente nos outros e nenhuma canetada num pedaço de papel mudará isso. Até eu já agreguei tal hábito e uso cartão de crédito internacional para me aproveitar das vantagens oferecidas para compras nessa modalidade.
  • Nos EUA  23/04/2019 17:13
    Produção de petróleo nos EUA é subsidiada:

    "Already, the U.S. oil industry benefits from a dozen specialized subsidies adding up to about $4.6 billion per year, according to a 2015 review by the Obama administration. Among other things, the subsidies reduce the costs of labor and equipment involved in drilling — and shield some of the profits earned on the oil itself.

    Those tax breaks and other subsidies don't just help the industry a little bit. In many cases, they determine whether it's even worth drilling in the first place, according to a [link=priceofoil.org/content/uploads/2017/01/subsidies-inforgaphic-jan-2017-final.pdf]study/link] earlier this year from the Stockholm Environment Institute, a nonprofit research organization.

    Without federal and state subsidies, nearly half of U.S. oil production — about 45 percent — would be unprofitable at current prices, the researchers found."


    www.washingtonpost.com/news/wonk/wp/2017/10/02/forget-the-paris-agreement-the-real-solution-to-climate-change-is-in-the-u-s-tax-code/?noredirect=on&utm_term=.1880892a8da5
  • Michael  23/04/2019 17:31
    De novo a clássica confusão entre subsídio e isenção. Até quando isso vai durar?

    Subsídio significa o governo tomar de Pedro para dar a Paulo. Isenção significa o governo simplesmente não confiscar Paulo.

    São coisas completamente distintas.

    Subsídio é imoral; é retirar dinheiro de Paulo para dar a Pedro. Já isenção é simplesmente não espoliar Paulo. Isenção nada mais é do que o governo retirar uma barreira que nem sequer deveria existir.


    Isenção fiscal pontual não é subsídio. Ao contrário: isenção é exatamente o que ocorreria para todos os setores em uma economia livre.

    No setor petrolífero americano, o governo não dá dinheiro para as empresas. Ele concede tax breaks, ou seja, ele reduz o esbulho tributário sobre elas, o que, obviamente, torna a atividade muito mais atraente. Exatamente como tem de ser em uma economia livre (como a própria reportagem admite).

    Como o Washington Post é um veículo declaradamente de esquerda (problema nenhum, muito pelo contrário: é louvável a honestidade de assumir posições), ele se aproveita da ignorância do cidadão médio ao utilizar, maliciosamente, as expressões "subsídios" e "isenções" como se fossem sinônimos perfeitos. No entanto, em vários pontos da reportagem o autor é obrigado a praticamente confessar que está usando as expressões "subsidies" e "tax breaks" como sinônimos perfeitos, o que comprova sua tentativa de ludibriar os leitores.

    Sei que para um brasileiro é difícil de entender isso, mas essa é a realidade.
  • Bernardo  24/04/2019 00:40
    Eu achava que o dólar tava caro. Aí eu vi hoje uns 15 minutos da sessão da CCJ. Concluí então que o dólar está baratíssimo.

    Com aqueles celerados de esquerda dominando o Congresso e fazendo de tudo abertamente para foder o país, simplesmente não há como nossa moeda ser forte. Aliás, a sorte nossa é que os investidores estrangeiros não acompanham aquilo e não sabem nada do que se passa ali. Se soubessem, retirariam seu dinheiro daqui na hora.

  • Kejo Araujo  24/04/2019 22:48
    Gostei muito do texto que me fez entender a urgente necessidade da Reforma da Previdência para o bem de todos. É fácil reclamar do combustível caro, difícil é pagar e entender o motivo do preço alto. Agradeço pelo artigo tão esclarecedor.
  • myself  25/04/2019 13:44
    Hoje saiu o IPCA-15. A inflação está subindo feito um foguete.

    Espero que o COPOM não demore a agir. E que a reforma seja logo aprovada.
  • Muñoz  25/04/2019 14:35
    Como eu já disse lá em cima, se Bolsonaro e trupe não espertearem rapidinho com o câmbio, eles vão rodar igualzinho ao Macri, que será defenestrado em novembro*: entrou com o dólar a 10 pesos, hoje está em 40 pesos, a inflação está completamente descontrolada, os preços estão subindo 45% ao ano, o sujeito não tá entendendo nada e agora saiu decretando congelamentos.

    * O sujeito já conseguiu a façanha de ficar atrás da mongolóide da Cristina Kirchner nas pesquisas.
  • Andre  25/04/2019 14:37
    Se o Brasil demonstrar que a inflação seguirá acelerando viramos Argentina num piscar de olhos, não há espaço fiscal para acomodar gastos com aumento da Selic e sem uma clara demonstração de que o déficit fiscal baixará o mercado precificará tudo para cima, estamos no limite da credibilidade.
  • jose  25/04/2019 17:02
    porque o governo nao abre mao de uma parte dos impostos cobrados, que hoje chega a sesenta porcento dp preço dos combustiveis.
  • Nicola Ferla  27/04/2019 04:20
    Oi para todos eu sou Suiço me desculpo se nao vou escrever tudo em portugues corecto. Eu acho que o real no valor de hoje nao è desvalorizado agora eu nao tenho os dado certo porem o diferencial da inflaçao entre o Brasil e os EUA se compensa com o cambio. Agora eu sei que o super real do governo Lula criou uma um periodo de felicidade porem a conseguencia foi a crise que o Brasil sofreu. Eu acho que o importante para economia è ter um real em equilibrio e estavel!
    O Brasil è no momento um pais con uma economia muito fraca (è uma pena porque o potencial do Brasil è enorme) e nao pode sustentar uma moeda forte. Voces pode pegar a exemplo a Italia um pais que sempre tive uma moeda fraca (Lira) a entrada do Euro criou uma curta fase de felicidade. Hoje è um pais que ainda nao saiu da crise de 2008 com uma enconomia em eterna estanhaçao. Antes de querer uma moeda forte precisa resolver muitos problemas economico e social. Porem eu tenho certeza que um Brasil bem governado pode resolver tudo. Na minha idea precisa envestir muito na educao e na cultura do onestidade! Porque muita vez eu esculto as palavras "Os Politico sao ladrones" e eu respondo "porem os politico sao Brasileiros" como è possivel que muda governo muda geraçao de politicos e a corruçao continua sem soluçao... simples porque è um costume que se usa na populaçao! Por malasorte muitas coisas no Brasil se resolve pagando!! Entao com uma mudanca desse costume se resolve quase tudo no futuro vai ter um governo onesto que vai resolver os problemas e o Brasil vai conseguir o lugar que merçe na Economia Mundial.
  • Leandro  27/04/2019 15:39
    "Eu acho que o real no valor de hoje nao è desvalorizado agora eu nao tenho os dado certo porem o diferencial da inflaçao entre o Brasil e os EUA se compensa com o cambio."

    A segunda parta de frase está correta. Quanto à primeira, está errada. Os dados estão aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901

    O valor "correto" do dólar seria algo próximo de R$ 3,40.

    "Agora eu sei que o super real do governo Lula criou uma um periodo de felicidade porem a conseguencia foi a crise que o Brasil sofreu."

    Não houve um "super real" (embora não se deva tirar o mérito daquela equipe econômica comandada por Henrique Meirelles) mas sim um mundialmente "fraquíssimo dólar".

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190

    "O Brasil è no momento um pais con uma economia muito fraca (è uma pena porque o potencial do Brasil è enorme) e nao pode sustentar uma moeda forte."

    Isso, sinceramente, não faz sentido. É exatamente por a economia estar fraca que ela precisa, mais do que nunca, de uma moeda forte.

    Se, a uma economia combalida, você ainda acrescenta uma moeda fraca (que destrói o poder de compra das pessoas e gera grande insegurança para empreendedores e investidores), aí realmente não há nenhuma chance de economia ficar forte.

    Moeda fraca mais economia fraca não geram economia forte. Trata-se de um arranjo completamente ilógico.

    "Voces pode pegar a exemplo a Italia um pais que sempre tive uma moeda fraca (Lira) a entrada do Euro criou uma curta fase de felicidade. Hoje è um pais que ainda nao saiu da crise de 2008 com uma enconomia em eterna estanhaçao."

    E não seria a volta para a lira o que resolveria os problema. A economia da Itália é completamente amarrada e regulada, as empresas são praticamente proibidas de demitir (os custos são enormes) e o setor público é tão pródigo, que faz o brasileiro ser um exemplo de frugalidade.

    O euro, com efeito, é a única coisa que ainda mantém a economia italiana relativamente estável. Se eles voltassem à lira, o BC italiano iria "argentinizar" e o país certamente entraria em hiperinflação.

    "Antes de querer uma moeda forte precisa resolver muitos problemas economico e social."

    Ao contrário: não se resolve problemas sociais tendo uma moeda fraca. Afinal, como é que o pobre vai melhorar de vida trabalhando em troca de uma moeda que não tem poder de compra? Se a moeda não tem poder de compra, o pobre nada pode comprar para melhorar seu padrão de vida.

    Primeiro resolve-se a moeda. Aí sim torna-se possível resolver os problemas sociais.
  • Áncash  27/04/2019 17:38
    Una moneda fuerte es la basis para la disminución de la pobreza, en mi Perú tenemos una moneda tan fuerte cuanto nosotros logramos, mismo un pendiente mayor con esfuerzo puede lograr unos 10 soles al día (3,5 dólares) y con esto puede tener comida para dos personas y un techo simples.
    En en Perú los 80s comíamos de la basura de día y por la noche escuchábamos los disparos de Sendero luminoso ejecutándose nuestro compatriotas, hoy nos sobran comida, trabajos y nuestra nación con excepción de la capital, es muy segura. Si nosotros conseguimos arreglar Perú estoy segura que nos brasileiros también pueden hacerlo.
  • Johnny  27/04/2019 22:24
    Esse suíço aí não está dando o devido valor ao seu país...

    Vale lembrar que com moeda forte, não só os ítens produzidos pela economia são mais baratos, como são de extrema qualidade. Veja o exemplo da própria Suíça. Dispensa comentários. Os alemães idem.

    O nosso amigo suíço desfruta de tudo isso. Mas aparentemente ele não está muito satisfeito...
  • Pompador   27/04/2019 04:48
    "Uma das medidas do governo que poderá abaixar o preço da gasolina é vender várias refinarias da Petrobras. A Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado (isto é, transformado em gasolina, diesel etc.) no país. Em 2018, o próprio presidente da Petrobras veio a público confessar: "Não é bom para o País a Petrobras ter 100% de monopólio no refino".

    Logo, vender as refinarias para outras empresas já seria uma ótima maneira de quebrar este monopólio e introduzir alguma concorrência no setor, o que irá se refletir em preços menores."


    Acaba de ser anunciado que a Petrobrás vai vender 8 das 13 refinarias que possui no país. g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/26/petrobras-anuncia-nova-rodada-de-desinvestimentos.ghtml. Boa decisão, mostra comprometimento com a quebra do monopólio e busca pela concorrencia. A saber se a política de preços mantear-se-á independente ou será tragada para os dias de Roussef, caso o esfacelamento do real perdure.
  • Mila  27/04/2019 23:14
    "A estatal Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25) que fechou acordo de US$ 1,29 bilhão com a Petronas, da Malásia, para a venda de 50% de exploração e produção do campo de Tartaruga Verde (concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte."

    Foi um bom negócio para o Brasil?
    O que isso significa de fato, economicamente, para o povo brasileiro?
  • Alex Yoong  28/04/2019 16:04
    Se trouxer aumento da produção, ótimo. Se não, ficamos na mesma.

    Ou seja, na pior da hipóteses, não ganhamos nada. Mas também não perdemos nada.
  • Skeptic  29/04/2019 15:06
    Daria para dolarizar a economia com essa nível de reservas internacionais, não? Seria uma boa opção?
  • Emerson Lu%C3%83%C6%92%C3%82%C2%ADs  23/06/2019 22:05

    Só o liberalismo salva a economia.

    Fora do liberalismo não há salvação.

    * * *
  • Pedro Paulo  12/07/2019 18:24
    Lendo este artigo só agora (com três meses de atraso) devo parabenizar o articulista. Aconteceu exatamente o que ele disse. Bastou a reforma andar, e o real se valorizou e a gasolina voltou a cair. Excelente, que continue assim.



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