Por que duas pessoas decidem, livre e
voluntariamente, transacionar entre si?
Simples: porque elas acreditam que irão melhorar sua
situação após a troca. Elas não fariam a troca caso esperassem ficar em pior
situação.
E no que consiste essa transação livre e voluntária
entre duas pessoas? Consiste no oferecimento mútuo de bens e
serviços.
E este é o ponto crucial para entender aquele
princípio que foi rotulado de Lei de Say. E esta lei explica
os principais fenômenos da economia.
Por
que você trabalha?
Ver uma transação econômica entre duas pessoas como
um oferecimento mútuo de ambos os lados mostra que o fenômeno
da oferta e da demanda não é um problema sem solução, como a charada do ovo e
da galinha.
O indivíduo produz aquilo que, em sua melhor
estimativa, imagina que outras pessoas irão querer consumir. E ele faz isso
na expectativa de que essas outras estão produzindo ou irão
produzir aquilo que ele quer consumir.
Falando mais coloquialmente, as pessoas acordam cedo
e vão produzir (trabalhar) para tentar atender às demandas de terceiros. Caso
sejam bem-sucedidas em atender a demanda de terceiros, elas serão recompensadas
(remuneradas) por isso. Essa remuneração irá agora lhes permitir demandar bens
e serviços para satisfação própria.
As pessoas trabalham em troca de dinheiro não pelo
dinheiro em si próprio. Como diz o ditado, você não pode “comer dinheiro”. Você
demanda dinheiro por causa dos bens e serviços que poderá obter com esse
dinheiro.
Ou seja, ao produzir e ofertar para terceiros, e
consequentemente ganhar dinheiro, você pode agora utilizar esse dinheiro para demandar
bens e serviços para proveito próprio.
Obviamente, de nada adianta apenas produzir e
ofertar para terceiros: esses terceiros têm de querer adquirir essa produção.
Caso isso não ocorra — isto é, caso as pessoas não se interessem por adquirir
a sua produção –, você não será recompensado por isso. E, logo, não terá como
demandar bens e serviços.
A produção, portanto, sempre será um ato inerentemente
especulativo.
Em pequenos arranjos sociais, essa especulação
normalmente não é muito difícil. Duas pessoas náufragas em uma ilha tropical,
por exemplo, podem discutir antecipadamente o que cada uma fará e oferecerá
para a outra. Em arranjos sociais mais amplos, formado por milhões de
indivíduos, essa especulação é bem mais difícil. É aí que entra em cena o
sistema de preços livres e de transações monetárias: para ajudar as pessoas a
descobrirem o que as outras querem por meio dos sinais enviados
pelo sistema de preços — que expressam as preferências
dos consumidores, e mostram quais bens e serviços estão mais escassos e quais
estão mais abundantes –, os quais permitem a criação do mecanismo de
lucros e prejuízos.
Mas a essência especulativa não se altera: as
pessoas produzem aquilo que julgam que as outras querem, na expectativa de que
essas outras irão, em troca, fornecer aquilo que as primeiras querem.
A Lei de Say, portanto, pode ser descrita da
seguinte maneira: o valor dos bens e serviços que qualquer indivíduo pode
comprar é igual ao valor de mercado daquilo que ele pode ofertar. Ou, em um
sentido macroeconômico agregado, o valor dos bens e serviços que
qualquer grupo de pessoas pode comprar no agregado é igual ao valor de mercado
daquilo que elas podem ofertar no agregado.
A Lei de Say, portanto, simplesmente expressa a
realidade de que nós produzimos para poder consumir.
Sempre verdadeira
A Lei de Say sempre será verdadeira e para sempre
permanecerá irrefutável porque ela se refere ao conceito subjetivo da
valoração.
A oferta colocada no mercado sempre fornecerá
o meio com o qual o ofertante poderá comprar outros bens e serviços — mas
somente na mesma extensão do valor subjetivo atribuído pelos
consumidores a essa oferta.
De novo: de nada adianta você produzir e ofertar
bens e serviços que ninguém quer, ou bens e serviços cujo valor subjetivo
atribuído a eles pelos consumidores seja nulo ou extremamente baixo. Isso não
lhe dará poder de compra para satisfazer suas demandas.
No entanto, e este é o principal ponto, mesmo que
esta oferta fracasse em criar qualquer poder de compra para seu ofertante —
por ter sido considerada completamente sem valor de mercado, como cavar buracos
no meio do nada –, isso não revogaria em nada a Lei de Say; ao contrário:
seria mais uma manifestação dela própria.
Tal fenômeno também distingue a Lei de Say da teoria
do valor-trabalho de Marx: Say reconhece o fato crucial de que o ato de
produção, por si só, é insuficiente para criar poder de compra; só cria poder
de compra o ato de produzir algo que é valorado por terceiros, os quais também
produziram algo de valor no mercado e que, por isso, têm poder de compra e
podem adquirir o que você produziu.
Em suma, não é a produção ou o trabalho o que
interessam, mas sim o que é produzido e para quem.
Podemos agora entender por que David Ricardo disse
que:
“Nunca há uma deficiência de demanda; são os homens que erram em sua
produção”.
Ricardo estava se referindo ao grande debate sobre
“excesso de oferta”, travado no século XIX entre ele e Thomas
Malthus, sobre a causa e a cura das recessões econômicas. Malthus defendia a
ideia que viria a se tornar a essência do keynesianismo e da corrente econômica
convencional: excesso de poupança e poucos gastos, dizem eles, causam um
excesso de bens não-consumidos, o que significa que houve excesso de produção.
Produtores ficam com mercadorias encalhadas, suas receitas entram em declínio e
eles acabam tendo de demitir empregados. Ocorre uma recessão. Malthus, e
posteriormente (e com mais ênfase) Keynes, defendem que poupar menos e gastar
mais é a solução para recessões.
Mas a validade da Lei de Say mostra que a visão
malthusiana-keynesiana está errada. Dado que a demanda é determinada apenas pelos
produtos e serviços ofertados no mercado, erros empreendedoriais em grande
escala (os quais são revelados na recessão) têm necessariamente de ser o
resultado de erros — também em grande escala — cometidos pelos
empreendedores, os quais especularam, erroneamente,
que o valor de mercado que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços
seria maior do que realmente acabaram sendo.
Ou seja, empreendedores — por vários motivos —
imaginaram que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços valores
maiores do que aquele que de fato foi atribuído. Não houve um ‘excesso de
produção’; houve, isso sim, um erro de cálculo quanto ao futuro valor
de mercado dessa produção.
Esse tipo de erro empreendedorial coletivo ocorre
tipicamente quando o governo embarca em uma política de crédito farto e barato,
o qual gera um aumento temporário da renda disponível das pessoas, que então
passam a consumir mais. Ludibriados por esse consumo maior — o qual foi
causado pelo mero endividamento barato e não por um aumento genuíno da produção
e da renda –, empreendedores passam a crer que haverá maior renda disponível
no futuro, de modo que seus bens e serviços serão mais demandados, o que
significa que poderão cobrar preços maiores. Mas tão logo essa expansão do
crédito é interrompida, todo o cenário de aumento da renda se revela fictício e
artificial, mostrando que nunca houve realmente um aumento da renda da
população. Houve apenas endividamento. Consequentemente, seus bens e serviços
não poderão ser vendidos pelo maior preço antecipado pelos empreendedores.
[Veja como toda
essa teoria de fato ocorreu na prática no Brasil da última década].
Logo, se empreendedores erraram em sua estimativa e
em sua produção — por qualquer motivo –, então a correção deve
necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, isto é, pelo redirecionamento da estrutura de produção da
economia, de modo a estimar mais corretamente os desejos dos consumidores e
a melhor servi-los.
Isso envolve, entre outras coisas, o deslocamento de
trabalhadores de um setor para o outro (o que causa um alto desemprego
temporal) e a suspensão (ou mesmo a abolição) de determinadas linhas de
produção (o que causa o fechamento de empresas e fábricas).
Esse diagnóstico da recessão é bastante diferente do
diagnóstico keynesiano, que enfatiza que houve uma redução da demanda em
decorrência de misteriosas flutuações no “espírito animal” dos
empresários, o qual deve ser retificado por meio de mais expansão do crédito,
mais endividamento e mais gastos governamentais.
No diagnóstico da Lei de Say, o governo deve remover
ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores
possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os
consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços
é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos
preços de mercado é essencial para uma rápida recuperação.
Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram
mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda — o que
significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva –, é
necessário haver ainda mais poupança (e não menos) para que tais ativos possam
ser adquiridos por novos investidores e, consequentemente, para que trabalhadores
e empreendedores possam ser contratados nesta nova linha de produção.
Se o governo, no entanto, impedir essa correção por
meio de política que estimulem a demanda, isso irá apenas subsidiar estes bens
que foram produzidos a um custo muito alto. Consequentemente, os erros
empresariais serão protegidos e blindados das preferências do consumidor. Os
consumidores perderão e os empreendedores ineficientes são premiados. E a
economia continuará desalinhada, com a oferta não sendo aquela demandada pelos
consumidores.
Ao final, a produção estará em descompasso com a
demanda, os empreendedores ruins continuarão no mercado consumindo recursos
escassos (e, com isso, prejudicando os mais competentes), os consumidores terão
menos poder, e a economia será menos eficiente.
A
falta de lógica das políticas de estímulo ao consumo
É quando se entende esta lei básica que se percebe a
falta de lógica de políticas de estímulo ao consumo — seja para estimular a
economia ou para “curar” recessões.
Por definição, nunca há um “problema de
demanda”. Demandar é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco
ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que
você vai dormir você está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais
natural do ser humano. É impossível viver sem demandar. Por isso, a ideia de
que é necessário “estimular a demanda” é completamente ilógica. A
demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.
O problema não é e nem nunca foi “estimular a
demanda”. O grande problema sempre foi criar a oferta. Mais
ainda: criar a oferta que sacie a demanda dos consumidores.
E, como explica a Lei de Say, é exatamente esta
oferta o que permitirá ao ofertante auferir a renda que irá possibilitar a sua
demanda.
No final, eis o fato incontornável: não é possível
aumentar o consumo sem antes haver um aumento da produção. E para que haja um
aumento da produção é necessário, acima de tudo, um ambiente que seja propício
à produção. Na economia real, se o governo quiser realmente estimular uma maior
produção — o que permitiria mais consumo e também crescimento econômico –,
ele deveria adotar medidas propícias a facilitar a produção: redução da burocracia,
redução das regulamentações, redução das incertezas geradas
pelo governo, redução dos impostos, redução dos
gastos públicos e, principalmente, maior poupança.
Exatamente o contrário do que propõem vários
políticos demagogos e demais “especialistas” no assunto.
Conclusão
Agora é possível entender
como a rejeição da Lei de Say — a alegação da dupla Keynes-Malthus de que a
demanda gera a oferta, e não a oferta possibilita a demanda — explica como os
economistas convencionais atuais pensam sobre a economia, sobre as causas e a
cura de recessões, e como eles justificam recorrer ao gerenciamento
centralizado do estado para resolver o “problema”.
Se o ato racional e
prudente de poupar leva a consequências sociais destrutivas, como diz o
keynesianismo, então torna-se fácil recorrer a um corpo burocrático chamado ‘estado’
para impor medidas coercitivas para retificar este erro de mercado.
Se aceitarmos a falácia de que são as ações individuais
virtuosas (como a poupança e a frugalidade), e
não a intervenção estatal, que geram resultados sociais caóticos, então todas as maneiras de planejamento central
podem ser justificadas não apenas em nome do benefício público, mas também como
sendo fundamentalmente essenciais.
É a validade da Lei de Say que permanece sendo a guardiã
da liberdade econômica e da prosperidade. Sem ela, todas as falácias econômicas
passam a justificar a força estatal, a qual é amplificada em nome da salvação pública.
E essa medida, como bem atesta a história, é o caminho garantido para a ruína
civilizacional.
A Lei de Say continua sendo a guardiã da liberdade
econômica, da prosperidade e até mesmo da própria civilização.
Excelente. Tudo muito óbvio, intuitivo, lógico. Eu havia acabado de reler o artigo de Per Bylund – A LEI DE SAY É IRREFUTÁVEL E, SOZINHA, DESTRÓI TODO O ARCABOUÇO KEYNESIANO (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2721) -, que por sinal recomendo, e esse novo post esclareceu mais ainda sobre a importância e a necessidade de se entender a lei dos mercados.
Esse instituto está precisando urgentemente de simplificar seu conteúdo para as massas. Recentemente conheci o Mises e desde então venho tentando ler todos os artigos, mas o tempo é o maior vilão. Eu não consigo debater e expressar para todos ao meu redor e muito menos responder a todos as perguntas que me fazem sobre a escola austríaca porque eu mesma não consigo me aprofundar e nem simplificar conteúdos tão complexos, especialmente porque nunca estudei economia na vida. Formei em Biologia e agora estou na faculdade de Direito, então vocês imaginam… Economia nunca será o forte do povão e nunca será motivo de debates calorosos num curso de pedagogia por exemplo. Eu acredito que está faltando ao Instituto Mises atingir a camada mais baixa da sociedade com conteúdos simplistas que explicam a realidade deles. Muita gente não sabe que pagam impostos quando comprar pão e leite! O Brasil está longe de entender sobre intervencionismo. Ficamos felizes a toa quando Guedes assumiu o ministério da economia porque ele não se comunica com o povão. É preciso lembrar que a escola austríaca só ficará conhecida se começarmos pelas ações (Mises) e que precisamos ser agitadores (Hayek). Mas não é sair pelas ruas gritando e sim explicando pra todos ao redor de forma simples e convincente. (A palavra “intervencionismo” não faz parte do vocabulário de muitos). Sugiro artigos feitos especialmente para leigos. Precisamos urgente de mais escola austríaca.
Não tem muito a ver com esse post, mas vocês acham que o recente corte de impostos do governo chinês terá capacidade de adiar o desmoronamento desse enorme castelo de cartas chamado China?
Ótimo artigo! O Sr. Lamberti esclarece algo que por si só já é esclarecedor!
É incrível como um único postulado pode descrever a ação econômica, e mesmo assim, certos professores, como a minha de macroeconomia (keynesiana até a alma, claro) afirmam que podem refutar completamente essa lei só olhando a crise de 29.
Sem dúvida a demanda é latente. Necessitamos de alimentação, saúde, vestuário, habitação etc. Contudo, nem sempre há disponibilidade de recursos monetários suficientes para proporcionar as trocas. Diante dessa constatação, são requeridas atitudes para aumentar a renda, quer seja através da redução de tributos, quer seja através do direto aumento da renda/salários. Isso ocorre se houver disposição dos empresários em aumentar a produção, e para isso precisam ser estimulados pela perspectiva de consumo (para aumento renda/salário) e/ou por intervenção negativa do governo na economia, mediante redução de tributos e intervenção regulatória. Penso, pois, que não há problema de demanda, pois essa sempre existe, o que há é problema com a renda disponível para concretizar essa demanda. “Criar a oferta que sacie a demanda dos consumidores” é a chave, desde que sejam ofertados objetos demandados, em nível quantitativo adequado e preço compatível. Fora disso a demanda não se concretiza e a oferta fica estrangulada.
Como explicar a caridade (livre e espontânea) sob a ótica da lei de Say? Pois uma das partes está, necessariamente, abrindo mão de valor, estando portanto em situação pior do que antes, e não melhor…
A lei de Say representa simplesmente a realidade que produzimos para poder consumir.
A oferta vem primeiro. A demanda é decorrente dela (o exato oposto do pensamento keynesiano).
Exatamente como seria possível eu demandar algo sem antes ter produzido algo ou ofertado minha mão-de-obra? Somente sendo o beneficiário dos ganhos/poupança de outros, que já auferiram renda em decorrência de terem ofertado sua própria produção.
A intervenção estatal sobre a moeda e o mercado de crédito complica a questão, pois a expansão monetária feita pelo estado (via Banco Central) passa ser vista como substituta da produção genuína que ocorre no mercado. Só que algo que representa uma produção futura — o endividamento — não é o mesmo que a própria produção. Quando o crédito passa a ser utilizado para representar “demanda”, ele é apenas uma promessa de uma produção futura. Na prática, ele traz a demanda do futuro para o presente.
A noção de que o governo pode “criar” demanda é falsa, uma vez que a demanda — em virtude da Lei de Say — não pode existir independentemente da oferta. Quer aumentar a demanda? Aumente a produção desejada pelos consumidores, e coloque à venda. No momento em que vender, será criada nova capacidade de demanda para o produtor/vendedor, permitindo que ele se torne um comprador/consumidor.
Ao tributar e ao manter os preços artificialmente ou arbitrariamente elevados por meio de regulações — especialmente encargos sociais e trabalhistas, e também tarifas de importações ou agências reguladoras que cartelizam o mercado –, o governo está restringindo a liberdade das pessoas de produzir, desta forma restringindo os indivíduos de gerar sua própria capacidade de demanda. Ao fazer uma expansão monetária e do crédito, o governo piora ainda mais a situação, pois está também diluindo o poder de compra daqueles que trabalham, produzem, vendem e ofertam.
Uma dúvida: se o crédito criado do nada for emprestado para consumo, seja do governo ou dos consumidores, isso vai gerar certas consequências é claro, mas não vai gerar um ciclo econômico ao estilo “Boom and Bust “, certo? Tal ciclo econômico só ocorreria se o dinheiro criado do nada fosse emprestado para ser investido na produção e não em consumo.
Faz sentido afirmar isso? obrigado.
O artigo é excelente, mas vale ressaltar a questão da propriedade privada.
A base de sustentação da riqueza é a propriedade privada. As pessoas precisam manter, cuidar e preservar seu próprio patrimônio, com a certeza de que isso vai lhes trazer benefícios.
Quando o estado expropria o patrimônio das pessoas, elas entendem que trabalhar e produzir não vai lhes proporcionar benefícios. Isso também torna inviável qualquer forma produção de bens que precisam de mais investimentos.
Outro problema é o estado proibindo trocas voluntárias. Cuba possui racionamento de batatas.
O resultado é que menos pessoas irão produzir bens e serviços.
Foi isso que implodiu o sistema socialista.
A troca voluntária é o meio, enquanto a propriedade é o objetivo.
Say foi melhor que Bastiat? Gostaria de opiniões.
Boa tarde! Gostaria muito que a equipe do Mises Brasil preparasse um artigo com comentários ou críticas a respeito da opinião do economista André Lara Resende neste texto:
mobile.valor.com.br/cultura/6149939/andre-lara-resende-escreve-sobre-crise-da-macroeconomia
Ele me parece um tanto quanto impreciso nas premissas quanto ao poder efetivo do governo enquanto emissor de moeda, mas acho que seria bom uma explicação ou refutação completa da equipe Mises Brasil sobre essa tal de “nova macroeconomia”, que me parece um misto do ultrapassadissimo keynesianismo com doses de “racionalização dos gastos públicos”.
A propósito, me parece que ele não acredita na insustentabilidade do modelo global de elevados déficits e endividamento.
Hark, I hear a fallacy
Demand can’t grow the economy
We produce, so we can buy
Demand’s enabled by supply
If our goal is more consumption
First we must increase production
Rising productivity
Is the path to prosperity
The Law of Markets tells us why
Growth is driven by supply
http://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=7uKnd6IEiO0
As fábricas até que produzem bastante. O problema é quando não consegue vender o estoque que é produzido. Produção é custo, e a fábrica só vai produzir se tiver demanda. Se não consegue vender, a fábrica fecha e deixa um monte de desempregados. Por isso as políticas keynesianas para estimular a demanda.
O que define uma propriedade privada? Se alguém quiser ser dono de uma árvore e suas maçãs, como ele legitima essa árvore como sua propriedade? Ele a compra de alguém? Ele apenas fala que é dele e deu? Ele tem o consenso da sociedade que diz que é dele? Como tu se torna dono de algo já pre existente na natureza e que independe do homem para existir como algo in natura??
O único detalhe que estes austríacos esquecem é do multiplicador bancário. O que coloca por baixo toda esta pseudociência de vocês.
O que foi essa politica dos governos petistas do “MINHA CASA MINHA VIDA” e o estímulo esquizofrênico para compra de automóveis zero km?? Isso com o passar do tempo deixou muitos endividados, sem casa e sem carro.
Patrística para protestantes
http://www.youtube.com/watch?v=K9ef6rV8KTM
Leandro, você sabe quais os melhores gráficos (e indicadores) e métodos para saber se determinado governo cortou despesas e a economia cresceu ou não? Eu conheço até alguns sites bons, mas são muitos dados diversos. Por exemplo de países como EUA e Brasil.
Queria ver onde poderia obter informações acerca da regulação imobiliária aqui nos EUA, até também para fazer comparativos com relação ao Brasil.
Grato pela atenção
Mas o que vcs propõem fazer no caso da Ford, que está fechando fábrica no ABC? Se a Ford fechar a fábrica no ABC, deixará milhares de desempregados. O que o Instituto Mises propõe para estas pessoas? Que outra coisa pode ser feita a não ser estimular a demanda por veículos para manter aqueles empregos?
O pior é que a Lava Jato quer investigar até a redução da alíquota do IPI na era Lula….Isso beneficou muita gente. Muita gente tem carro graças à redução da alíquota do IPI.
A moderna teoria monetária não coloca em xeque, ao menos em parte, a visão monetária dos austríacos?
Estando aqui no site do Mises (tem outros também como, por exemplo, Academia Liberalismo Econômico), é igual a Matrix. O Mises e estes outros sites mostram a verdade, ou seja, é a pílula vermelha. Mas, na boa, a pílula azul é bem mais fácil e se sofre bem menos. O povão está aí. A verdade machuca, dói muito. Mas e agora? O que fazer para quem já tomou a pílula vermelha?
Normalmente, algumas pessoas acertam e outras erram em suas decisões. Além disso, os errantes cometem erros diferentes (até mesmo opostos) e em diversos graus.
No fim das contas, os excessos positivos e negativos se anulam e surge um equilíbrio.
Mas se muitas pessoas cometem um mesmo erro, em um mesmo sentido e grau, pode ter certeza de que elas foram influenciadas por algum fator ou agente.
* * *
Aí entra em cena o big data e o planejamento central esta de volta ao jogo.
Olá, eu tenho observado entre os meus colegas da faculdade federal de engenharia, que grande percentual dos alunos do curso se posicionam a “direita” (liberal). Eu me pergunto se essa é uma tendência, engenheiros serem de direita? Existe algum estudo que aponte a ocorrência e as causas desse fenômeno? Também tenho a impressão que esse posicionamento é adquirido após entrar na faculdade, e não algo trazido da adolescência. Eu mesmo já votei a esquerda influenciado por família e professores, hoje vejo o quanto estava equivocado. Servi de massa política enquanto era ingênuo e não possuía senso crítico suficiente para decidir por mim.
Tenho duas perguntas que me intrigam bastante:
1 – Em uma sociedade voluntarista, como funcionaria a investigação criminal? Se a polícia estiver procurando um criminoso ela simplesmente não poderá entrar nas casas das pessoas se elas não quiserem, sendo assim um bandido poderia se esconder na casa de um parente e ficar protegido lá.
2 – Se eu tivesse filhos, eu poderia proibi-los de fazer coisas como punição? Porque segundo a teoria libertária eles teriam propriedade sobre seus corpos, e eu não posso mandar em ninguém que não tenha aceitado.
Leandro (ou outra pessoa que saiba me esclarecer),
já postei aqui mais de uma vez dúvidas sobre reservas cambiais do BC (e já tive várias respostas para essas dúvidas aqui).
Agora tenho mais uma dúvida, que surgiu assistindo a Miriam Leitão entrevistando o Roberto Campos Neto. Na entrevista, o Roberto Campos descreve assim o acúmulo de reservas cambiais:
“Quando você compra reserva, você emite um título, paga a SELIC; depois você compra os dólares e você tem que aplicar os dólares. E qual é o custo? É o que você paga na SELIC menos o que você ganha em dólares.”
Mas, pelo que eu sabia, o BC não emite títulos de dívida. E, conforme outras respostas do Leandro, os dólares são comprados com dinheiro criado pelo BC. Então porque o Robert Campos está descrevendo dessa forma? Existe mesmo uma emissão de dívida, pagando SELIC, para compra de reservas?
Obrigado!
Excelente explicação, fácil de entender. Parabéns ao autor Russell Lamberti !
Esse artigo é sensacional.
Lembrei imediatamente das aulas de história sobre a queima de sacas de café para corrigir uma superprodução.
Há algum artigo aqui que analise esse fato a fundo?
Pois em nenhum momento, os professores ou os livros descrevem as ações que geraram esse evento.
Off Topic – Vocês vão fazer alguma atualização sobre a situação do Deutsche Bank?
Taxativo X Exemplificativo: Qual a opinião de vocês sobre a polemica decisão judicial sobre planos de saúde e ANS?
Todo mundo esta em surto, eu acho o taxativo menos ruim. Visto que da mais segurança juridica e impede mais aumento nos planos de saúde
Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Considerando os meios de evolução que conhecemos, a resposta é até intuitiva. Não existe galinha sem ovo.
Mas e quem pois o ovo, você pode dizer? Tem de ser uma galinha.. logo, ela veio primeiro.
Refutada pelo simples pensamento de que várias espécies foram criadas a partir de uma mutação na combinação dos genes. Criando assim espécies similares, porem diferentes.
Em uma dessas, nasce a galinha. Gerada através de uma mutação no ovo.
"Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração."
Nikola Tesla
Eiiitaaaaaa
istoe.com.br/igp-m-acelera-a-039-na-1a-previa-de-junho-ante-023-em-igual-leitura-de-maio/?fbclid=IwAR3f696uLAf0WeUJxEFGMJllW5FkrWskDqvV1Nu39gRhrbh9kH8JH6YB4ro
Gosto muito de um artigo aqui do Mises sobre como a educação está estragando as gerações futuras. Acredito que a lei de Say somente viu uma parte do problema, pois a maneira mais eficiente de gerar oferta seria aumentar a produtividade.
No caso do Brasil, aumentar a produtividade parece cada vez mais missão impossível…… as escolas só ensinam coisas inúteis, assim como as faculdades. Tenho tentado conversar sobre poupança/ investimentos com conhecidos e …. só perda de tempo…. para a maioria o “investimento” anual é a convenção coletiva do sindicato e/ou previdência privada.
Na época do surgimento das cotas e outras “bolsas” nas universidades federais fui contra e quase fui surrada. Argumentei na época que as universidades tinham boa infraestrutura justamente porque os filhos dos ricos estavam lá e, sem eles, iria ficar tudo sucateado…. fui acusada de ser elitista, porém na época meus pais estavam desempregados e eu me mantinha com o salário de bicos rsrsrs pouco importou.
Hoje vejo uma porção de jovens reclamando que ganham pouco ou que a “bolsa” foi cortada, mas não percebem ou não querem perceber que estão muito mal qualificados…. passam o dia no celular mas não tem noção mínima de programação, nem sabem abrir uma planilha de excel…. o sonho comum: ser influencer rsrsrs
Aonde vamos com essa produtividade? Daqui a pouco vamos descobrir.
Não vejo nenhum problema na troca voluntária e percebo como a dinâmica da demanda e oferta explica bem os preços e incentivos para criar riqueza.
O que eu não consigo entender é sobre a demanda que tem necessidade mas não tem como adquirir o que é ofertado.
Por exemplo: Um País pobre que demanda por alimento, quem vai se arriscar ofertar lá, sabendo que no primeiro momento a demanda é altíssima com pouquíssima oferta e por tanto o preço estará lá em cima, mas as pessoas não tem o dinheiro suficiente para pagar o preço?
Pq se eu não entendi errado, a curva da demanda considera quem ter desejo/necessidade e dinheiro/algo em troca para adquirir. Me parece q quem só tem desejo ou necessidade nem é considerado demanda nessa lógica de troca.
Desculpa minha ignorância nesse questionamento! É falta de domínio sobre o assunto