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Dez motivos por que os governos sempre fracassam

Sempre que um governo decepciona ou mesmo estraga a economia, ou sempre que políticos e burocratas fracassam em cumprir o que prometeram — o que é uma constante –, os defensores do estado prontamente se apresentam com a mesma explicação de sempre: o problema será resolvido quando os eleitores votarem nas pessoas certas para gerir o governo.

A lógica é imutável: os políticos vigentes não estão se esforçando o bastante, e precisam ser mudados. Ou então os atuais políticos “são ruins e mal intencionados”, e por isso também têm de ser trocados.

Embora seja verdade que há uma enormidade de pessoas incompetentes e mal intencionadas no governo (em qualquer governo), não é correto colocar toda a culpa exclusivamente nas pessoas envolvidas. Com frequência, o fracasso estatal é uma realidade irreversível, a qual já está enraizada na própria instituição do governo.

Em outras palavras, políticos e burocratas não são bem-sucedidos em cumprir suas boas intenções simplesmente porque eles não têm como ser bem-sucedidos. É impossível. A própria natureza do governo, a maneira como a máquina estatal funciona, é naturalmente enviesada contra as genuínas boas intenções, impossibilitando o sucesso.

Eis aqui as dez razões.

I. Conhecimento

Todas as políticas estatais sofrem da pretensão do conhecimento.

Para conseguirem efetuar uma intervenção bem-sucedida no mercado, políticos necessariamente terão de saber mais do que é humanamente possível. O conhecimento que existe no mercado não é algo centralizado, sistêmico, organizado e geral, mas sim disperso, heterogêneo, específico e individual. Um punhado de políticos simplesmente não tem como saber mais do que milhões de empreendedores,
investidores e consumidores interagindo diariamente no mercado, efetuando compras e vendas.

É impossível um punhado de políticos vislumbrarem uma falha nesta interação e, em seguida, identificarem exatamente o que deve ser feito e como deve ser feito. Não apenas não há os instrumentos para isso (o que classifica uma interação como sendo uma “falha de mercado”?), como também, e pior ainda, não há um sistema de incentivos que possibilite isso (o que o político pode fazer para levar a uma situação melhor, e que não possa ser voluntariamente feito por empreendedores, investidores e consumidores?).

Mas piora.

Diferentemente de uma economia de mercado, na qual há vários participantes submetidos a um contínuo processo de tentativa e erro, a percepção e a subsequente correção de erros praticados pelo estado sempre será limitada, pois o governo é um monopólio, e monopólios não permitem uma fácil identificação de erros. Adicionalmente, para o político, admitir um erro quase sempre é pior para sua reputação do que insistir no erro — mesmo que isso vá contra seu próprio julgamento.

II. Assimetrias de informação

Embora também haja assimetrias de informação no mercado — por exemplo, entre a seguradora e o segurado, ou entre o vendedor e o comprador de um carro usado –, a assimetria de informação é mais profunda no setor público do que na economia privada.

No mercado, vários mecanismos que permitem mitigar ao máximo as informações assimétricas surgem espontaneamente, pois tal atividade é lucrativa para empreendedores. O mesmo não ocorre para o governo.

Ao passo que há, por exemplo, várias seguradoras e várias revendedoras de carros, há apenas um governo. Os políticos que representam o estado não têm a pele em jogo, isto é, eles não pagam pelos erros. Consequentemente, eles não têm por que despender muitos esforços para investigar e evitar assimetrias de informação. Ao contrário: políticos são tipicamente ansiosos para fornecer fundos não para
aqueles que mais precisam deles, mas sim para aqueles que são mais relevantes dentro do jogo do poder político.

III. Deslocando o setor privado

Intervenções estatais não apenas não eliminam aquilo que parecem ser deficiências de mercado, como também criam essas próprias deficiências ao deslocarem o setor privado da área. Fenômeno tecnicamente conhecido como crowding-out, ele ocorre quando o aumento do envolvimento do governo em um setor da economia afeta sobremaneira o resto do mercado, tanto no lado da oferta quanto da demanda.

Se, por exemplo, não houvesse uma dominância estatal nas áreas de saúde e assistência social, hospitais de entidades religiosas e instituições de caridade preencheriam a lacuna, como de fato ocorria antes de o
governo usurpar estas atividades. (Eis o melhor e mais sucinto artigo ilustrando este fenômeno).

O deslocamento do setor privado por meio de políticas estatais é algo que ocorre continuamente porque os políticos sabem que irão conseguir votos ao oferecerem serviços públicos adicionais — mesmo com a inevitável consequência de que a administração pública não irá melhorar, mas sim deteriorar o setor.

IV. Diferença entre diagnóstico e efeito das medidas

Há um enorme intervalo de tempo entre o diagnóstico do problema e os efeitos da intervenção estatal.

O processo governamental está preocupado com o poder, e sua antena captura apenas aqueles sinais que são relevantes para o jogo do poder. Somente quando um assunto estiver suficientemente politizado ele
terá a atenção do governo. Ato contínuo, soluções serão estudadas. Após o assunto receber atenção e ser diagnosticado, outra demora ocorrerá até que as autoridades encontrem um consenso em relação a como abordar o problema político. E então haverá nova demora até que os meios políticos adequados encontrem o necessário apoio da opinião pública.

Após as medidas serem finalmente implantadas, um novo intervalo de tempo ocorrerá até que elas apresentem seus efeitos (os quais, como discutido nos itens e I e II, não irão funcionar como previsto).

O intervalo de tempo entre a articulação de um problema e o efeito das medidas adotadas é tão longo, que a natureza do problema original e seu contexto já serão fundamentalmente diferentes.

Dois exemplos recentes de políticas intervencionistas desastradas.

a) Governo decide que deve facilitar a aquisição de caminhões. Ato contínuo, direciona maciços subsídios para o setor, facilitando a aquisição de caminhões por caminhoneiros. Número de caminhões em circulação aumenta e, consequentemente, preço do frete cai. Tempos depois, o preço do diesel dispara. Caminhoneiros ficam insatisfeitos e protestam. O governo então decreta subsídios e preços mínimos de frete para ajudar caminhoneiros. Os subsídios pioram as contas do governo (o que em nada ajuda o câmbio) e a tabela do frete faz com que caminhoneiros enfrentem novas dificuldades.

b) Governo resolve fazer populismo fácil e diz que as contas de luz estão altas (sendo que não estão), decretando intervenção no setor, com controle de preços, subsídios e revisão de contratos. Como consequência, investimentos desabam, distribuidoras ficam insolventes, oferta escasseia, preço sobe e o Tesouro tem de arcar com tudo. Após um tempo, a medida se torna insustentável para as contas públicas e os preços são reajustados para níveis mais realistas, disparando até 80% de uma só vez.

Não é surpresa nenhuma que os resultados das intervenções estatais, o que inclui a política monetária,
não apenas passem longe dos objetivos originais, como ainda geram o resultado oposto do intencionado.

V. A criação de privilégios

A intervenção estatal cria o fenômeno do rent seeking — ou “busca pela renda” –, que nada mais é do que a atividade de conquistar privilégios e benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Neste arranjo, produtores concorrem entre si para ganhar favores de políticos, e não para oferecer a clientes produtos e serviços melhores ou mais baratos. O grosso do lucro advém de privilégios garantidos junto ao governo e não da oferta de bens e serviços aos consumidores.

Crédito subsidiado, patrocínios estatais, tarifas de importação que criam reservas de mercado, agências reguladoras que cartelizam o mercado e dificultam a entrada de novos concorrentes, regulamentações profissionais que aumentam a barreira de entrada de novos concorrentes, pensões, e contratos superfaturados — tudo isso são exemplos de privilégios que criam o rent seeking.

Em uma democracia, há uma constante pressão para se acrescentar novos privilégios aos já existentes com o intuito de ganhar apoio eleitoral e votos. Essa criação de novos privilégios, obviamente, expande o
número de pessoas que irão se organizar para se beneficiar destes privilégios.
Ao longo do tempo, a distinção entre corrupção e conduta decente e legal vai desaparecendo.

Quanto mais o governo cede no campo dos privilégios e incentiva o rent seeking, mais o
país se torna vítima do corporativismo, do clientelismo, da corrupção e da má alocação de recursos.

VI. As trocas de favores

A teoria da Escolha Pública rotulou este fenômeno de logrolling (“rolamento de troncos”). No Brasil, ele ficou popularizado como tomá-lá-dá-cá.

Tal fenômeno nada mais é do que as trocas de favores entre facções políticas com o intuito de que os projetos defendidos por uma facção sejam aprovados em troca do apoio desta facção aos projetos da outra facção.

Esta conduta, obviamente, gera uma contínua expansão da atividade estatal.

Por meio desta troca de favores, um grupo de deputados apoia legislações criadas por outro grupo de deputados em troca de terem o apoio político deste outro grupo para seus próprios projetos. Este comportamento gera o fenômeno da “inflação legislativa”, a avalanche de leis inúteis, contraditores e deletérias, as quais só fazem emperrar a produtividade e a criação de riqueza do país.

VII. O Bem Comum

O tão venerado “bem comum” não é um conceito bem definido. Termos similares, como “bens públicos“, os quais são definidos como bens não-rivais e não-excludentes, erram o alvo porque não é o bem que é ‘comum’ ou ‘público’, mas sim seu fornecimento, o qual é considerado mais eficiente quando feito pelo esforço coletivo em vez de pelo individual.

Entretanto, este raciocínio vale para todos os bens. Não faz sentido lógico dizer que o mercado
é melhor para fornecer alimentos, mas pior para fornecer iluminação de ruas. O próprio mercado é um sistema que fornece bens privados por meio de esforços cooperativos. A economia de mercado é uma fornecedora coletiva bens, pois ela combina competição com cooperação. Qualquer um dos chamados “bens públicos”, que são fornecidos pelo governo, também podem ser fornecidos pelo setor privado, e de maneira mais barata e mais eficiente.

Ao contrário do estado, a cooperação em uma economia de mercado inclui também a concorrência. Sendo assim, havendo concorrência e cooperação, não só a eficiência econômica mas também os incentivos para se inovar são muito maiores.

VIII. A captura regulatória

O termo captura regulatória denota uma falha governamental que ocorre quando a agência reguladora, em vez de perseguir seu objetivo original de promover o “interesse público”, se torna vítima dos grupos
de interesse formados exatamente por aqueles setores que a agência deveria regular.

A captura do corpo regulatório por grupos de interesse significa que a agência, em vez de fiscalizar e regular, passa a ser usada para defender e promover os interesses especiais dos setores que eram o alvo da regulação. Para este propósito, os grupos de interesse irão fazer lobby para a aprovação de regulações extras que irão, de um lado, afetar o surgimento de concorrentes e, de outro, garantir fiscalizações mais lenientes sobre si próprios.

IX. Não há visão de longo prazo

O máximo horizonte temporal político é a próxima eleição.

Em seu esforço para garantir que os benefícios das medidas políticas sejam rapidamente sentidos por sua base eleitoral, o político irá favorecer projetos populistas de curto prazo em detrimento de projetos
sensatos de longo prazo. Os benefícios dos projetos sensatos de longo prazo (como reforma da previdência e flexibilização das leis trabalhistas) não só demoram a aparecer, como também seus custos imediatos são mais palpáveis. Já os projetos de curto prazo (aumento de gastos e aumento da dívida pública) podem traze aparentes benefícios imediatos, mas seus custos futuros serão enormes.

No longo prazo, quando os efeitos nocivos se manifestarem, o político não mais estará lá.

Dado que as medidas que visam ao curto prazo rompem o elo entre o beneficiário (geração atual) e aquele que arca com os custos (a geração futura), a preferência temporal por medidas populistas que aparentemente são benéficas no curto prazo (mas trágicas no longo prazo) se torna irresistível.

X. A ignorância racional

É racional que o indivíduo eleitor, em uma democracia de massa, queira se manter alheio em relação aos assuntos políticos, pois o valor do voto individual é tão pequeno, que praticamente não faz diferença
no resultado final. O eleitor racional irá votar naqueles candidatos que prometam os maiores benefícios em troca dos menores esforços.

Dado o pequeno peso de um voto individual em uma democracia de massas, o eleitor racional não irá dedicar muito tempo e esforço para investigar se as promessas são realistas ou se estão em colisão com seus outros desejos. Ele apenas irá para aquele que soar mais belo. Consequentemente, as
campanhas políticas não têm o objetivo de ser informativas e educativas, mas sim de desinformarem, serem confusas e causarem discórdia. O que vale, no fim, é conseguir votos.

Não é a solidez do programa o que conta, mas sim o entusiasmo que um candidato pode criar junto a seus apoiadores (bem como o quanto ele pode caluniar seus oponentes). Como consequência, as campanhas eleitorais sempre incitam o ódio, a polarização e o desejo de vingança.

E isso é o oposto do que faz uma economia de mercado — que se baseia na produção, na cooperação e na satisfação de demandas — prosperar e enriquecer.

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74 comentários em “Dez motivos por que os governos sempre fracassam”

  1. Não há consumidores voluntários dispostos a pagar pelos serviços oferecidos. Não há concorrentes. Não há mecanismo de preços. Não há busca pelo lucro para guiar as atividades. As receitas são coletadas coercivamente via impostos.

    Não há como nenhum arranjo com essas características funcionar minimamente bem.

  2. Artigo bacana. Muito já foi escrito na literatura econômica sobre as causas das "falhas de mercado", mas muito pouco foi escrito sobre as falhas de governo. Messa lista de 10 itens eu acrescentaria mais um:

    11) Risco Moral Individual

    Isso ocorre quando burocratas justificam suas medidas com o famoso "estou apenas seguindo ordens".

    A história é repleta de exemplos de excessos e abusos de governos cometidos por burocratas — militares, policiais, juízes, políticos, etc. — que preferiram tapar nariz e participar de eventos que geraram grandes malefícios aos governados. Na prática, essa gente preferiu proteger seus cargos e salários do que seguir a ética ou o juramento de proteger o povo e o estado de direito.

    O principal exemplo disso, claro, são os atos dos nazistas e dos soviéticos, em que literalmente milhões de soldados, policiais, juízes, políticos e burocratas de todos os tipos participaram de todos os crimes horrendos cometidos pelo estado em vez de simplesmente se demitirem ou usarem suas posições de influência para impedir seus próprios governos de saírem dizimando seus conterrâneos.

  3. Muito bom artigo. Mas quem melhor sintetizou tudo foi Mises.

    Dentro das burocracias do governo, tudo é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão.

    O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

    Por quê? Porque o governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.

    Como ele não tem acesso aos sinais de preços, ele não é capaz de calcular lucros e prejuízos. Logo, ele não tem uma bússola que possa guiá-lo em suas ações. Ele não tem como avaliar e estimar a real valia econômica de qualquer coisa que faça. Seus investimentos nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.

    Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica.

    Por não ter esta racionalidade, as burocracias estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, preocupadas exclusivamente em satisfazer as demandas de políticos que visam apenas sua autopromoção e sua reeleição.

    Consequentemente, as burocracias estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

  4. Hélio Beltrão pai já trabalho para o Estado

    1 – A única pretensão que existe aqui é a que esse site faz colocando o “MERCADO” num pedestal indiscutível.

    Governos estão também num contínuo processo de tentativa e erro. Aliás todos os seres humanos estão… A democracia e tantas outras formas de governo mudam e vão continuar mudando.

    O governo é um monopólio ? Os governos democráticos mudam seus representantes constantemente. O que se fazia nos anos 50 não é o mesmo que se faz hoje. Governos mudam também.

    REFUTADO

    2 – “Os políticos que representam o estado não têm a pele em jogo, isto é, eles não pagam pelos erros.”

    Você está se referindo ao Brasil, cara pálida ? Porque em outros países, políticos se responsabilizam sim pelos seus erros. Isso dá até morte em alguns países. No caso do Brasil isso pode ser implementado. A punição pode ser imediata, inclusive.

    REFUTADO

    3 – “Se, por exemplo, não houvesse uma dominância estatal nas áreas de saúde e assistência social, hospitais de entidades religiosas e instituições de caridade preencheriam a lacuna”

    Mentira. Além de ser uma afirmação sem nenhuma base empírica , o fato é que o setor privado visa lucro e portanto não vai atender pessoas que não tenham dinheiro para pagar pelos serviços.

    Entidades religiosas e instituições de caridade não dão conta da demanda. Nem no passado e que dirá agora com cem vezes mais pessoas no mundo.

    REFUTADO

    4 – Se a intervenção estatal peca pela demora, o setor privado peca por só funcionar se tiver alguém que pague por aquilo. O setor privado é um cão cego que fareja o lucro. Se existe uma demanda e as pessoas não podem pagar por aquilo, o tal mercado(o setor privado) não vai conseguir farejar e não vai mover nenhum dedo em direção àquilo.

    REFUTADO

    5- Privilégios existem no setor privado também. Não vou nem falar do Estado, esqueçamos o Estado por um momento, mas quem domina as “regras” pode oferecer privilégios. Os agentes privados que possuem dinheiro podem comprar privilégios ou alterar as “regras” do jogo a seu favor. Não precisa nem falar de Estado… é simplesmente o poder de quem pode pagar mais e o poder de quem criar as “regras” do jogo. Algo que os libertários daqui esquecem é que governos e mercados são feitos de gente. E o poder existem em qualquer relação de gente. Se não for pelo dinheiro, pode ser pelo uso da força. E manda quem tem mais…sempre foi assim.

    REFUTADO

    6 – Troca de favores também ocorre no setor privado. E diferente do público, se isso for ruim as pessoas não tem a quem recorrer. Inclusive todos os males do setor público(toma lá da cá, nepotismo, falta de transparência) todos eles são permitidos no setor privado…eles são inclusive incentivados. Muitos aqui o ratificariam dizendo que o “mercado” permite tudo isso.

    REFUTADO

    7 – O tão venerado “bem comum” não é um conceito bem definido.

    Ele não é bem definido para o pessoal daqui rsrs Mas qualquer obra pública funciona sob o princípio da Mutualidade. Um imposto pode ser visto como o aporte de capital que cada pessoa realiza; enquanto que as obras públicas podem ser vistas como o capital que será utilizado por essas pessoas caso necessitem. Uma rua é uma obra financiada pela soma dos aportes de muitas pessoas. Quando uma pessoa transita pela rua, o que ela faz é tomar emprestado o capital de muitos, durante o tempo em que transita por dita rua. A pessoa não paga nenhum juros, já que ao terminar de transitar pela rua terá devolvido o capital que recebeu emprestado, nem mais, nem menos. Aquelas pessoas que financiaram com seus impostos a construção da rua tem a segurança de saber que, quando o necessitem, poderão transitar por dita rua, quer dizer, poderão tomar emprestado o capital e somente deverão devolvê-lo sem pagar quaisquer juros extras (a menos que danifiquem dito capital). Este sistema pode, e isso é bastante evidente, financiar obras e empresas de grandes proporções, sob a condição de poderem administrar com justiça os aportes das pessoas. É por isso que o investimento público é muito mais justo que o investimento privado, já que pode estar isenta da usura que parece inevitável no investimento privado.

    REFUTADO

    8 – Mais um exemplo do que já foi dito em 5. Aquele que detém as “regras” pode ser capturado por aquele que pode pagar mais. No setor privado isso acontece e é encarado de forma natural. Quando trabalhadores se juntam em prol de uma causa esse site condena, mas quando empresas privadas se fundem e passam a “capturar” seus concorrentes, impondo uma única forma isso é visto como um processo natural de mercado.

    REFUTADO

    9 – Mais uma afirmação falaciosa… Inclusive os projetos de mais longo prazo que são as construções de cidades e países são feito pelo Estado. O privado não coloca seu dinheiro no longo prazo se isso implicar em alto risco. Quem arca com os riscos de construções “faraônicas” inclusive dando segurança jurídica aos recursos dos entes privados é o Estado.

    REFUTADO

    10 – Dado o pequeno peso de um simples consumidor em uma economia de mercado, o consumidor racional não irá dedicar muito tempo e esforço para investigar se as promessas são realistas ou se estão em colisão com seus outros desejos. Ele apenas irá para aquele que soar mais barato ou vantajoso no curto prazo. Consequentemente, as campanhas publicitárias não têm o objetivo de ser informativas e educativas, mas sim de desinformarem, serem confusas e causarem discórdia(com seu concorrente). O que vale, no fim, é conseguir lucro.

    Só reformular o texto de vocês pra perceber que no mercado o que vale é a voz de uma maioria que gera “lucro”.

    Quem não tem dinheiro para comprar, não tem voz.

    REFUTADO.

  5. Na verdade, nenhuma política estatal fracassa. Ao contrário, todas elas funcionam perfeitamente.

    O problema é que as pessoas levam a sério os objetivos proclamados de cada política, se esquecendo que praticamente tudo o que o governo faz é distribuir benefícios e privilégios para determinados grupos à custa de toda a população ao mesmo tempo em que engana essa população dizendo que tal política clientelista será boa para ela própria.

    Políticas educacionais são implantadas não para estimular a inteligência e o raciocínio dos alunos, e nem para criar uma população mais preparada e qualificada, mas sim para beneficiar os poderosos sindicatos dos professores.

    Políticas industriais e protecionistas são implantadas não para gerar uma indústria nacional competitiva e pujante, mas sim para garantir uma reserva de mercado para essas indústrias proibindo os consumidores de comprar produtos bons e baratos do estrangeiro. São políticas criadas para proteger as empresas ineficientes, seus empresários e seus sindicatos contra as demandas dos consumidores.

    Subsídios não são feitos para aumentar a oferta de produtos bons e baratos para a população, mas sim para garantir privilégios e altos lucros para os amigos do regime.

    Políticas assistencialistas são mantidas e expandidas não para retirar as pessoas da pobreza e torná-las auto-suficientes, mas sim para manter os pobres na pobreza e com isso garantir que eles continuarão eternamente dependentes do governo, o que sempre garante votos.

    Universidades “públicas e gratuitas” foram criadas não para criar uma população altamente capacitada e produtiva, mas sim para açular a classe média pagadora de impostos, devolvendo-lhe um pouco de seus impostos.

    Subsídios para a cultura foram criados não para realmente estimular uma suposta “cultura nacional”, mas sim para obter o apoio da intelectualidade e dos artistas engajados.

    Em resumo: toda e qualquer política implantada visa a beneficiar determinados grupos, sejam eles empresariais, de funcionários públicos ou de eleitores poderosos. O governo não dá ponto sem nó. Ele sempre diz que está adotando uma determinada política “para o bem da nação e da economia”, mas os reais beneficiados serão apenas alguns poucos, e sempre à custa de todo o resto.

  6. A verdade básica é que intervenções estatais feitas por políticos não têm como produzir resultados melhores do que os resultados gerados pela evolução natural de pessoas que atuam livremente na arena das trocas voluntárias (o mercado). Acreditar que o centralismo gera resultados melhores do que as interações livres e voluntárias é o ápice da arrogância.

    P.S.: políticos erram e não são punidos por seu erros (pois sempre culpam fatores externos). Eles não têm skin in the game. O deles não está na reta. Se errarem, não são eles que pagam o preço. Quem paga os preços são os cidadãos. Esse princípio é universal.

  7. Administrar um estado de uma federação já é uma tarefa sobre-humana. Querer administrar um país com dimensões continentais, com 200 milhões de habitantes, microgerenciando cada aspecto da economia e das interações sociais e ainda acreditar que tudo dará certo é algo além da ficção.

  8. Imagine se você só pudesse trocar de supermercado a cada quatro anos. Como seriam os preços, a qualidade e variedade dos produtos e o atendimento?

    Pior, imagine se somente a cada quatro anos você pudesse trocar, não de supermercado, mas apenas a administração do supermercado.

    Pior, se a escolha tivesse que ser entre um conjunto de equipes administrativas na sua maioria semelhantes e algumas até compostas por criminosos psicopatas.

    Pior, se essa escolha dependesse de uma votação e a maioria escolhesse acreditando em promessas furadas e por critérios insanos (“vote nela porque ela é mulher”).

    Essa é a diferença entre o Estado e o livre mercado.

  9. Eu creio que esse texto é valido para promessas de governo que sejam anti-liberais, mas, ele não analisa quando a promessa do governo é diminuir a si mesmo.. Se esses governos fracassassem, não teríamos casos na história de nações enriquecendo, inclusive as recentes, cromo a Nova Zelandia,Estonia, Etc..

    Basicamente, deveria ser tudo um imenso Zimbabwe

  10. Pessoal, estou morando agora nos EUA e quero saber como funciona a legislação trabalhista (moro na Flórida) para eu poder comparar com o Brasil. Achei o site oficial do Department of Labor um tanto confuso. Alguém inteirado poderia me ajudar?

  11. Caros amigos, como seria a situação de um povo que se livrasse do estado perante os demais países do planeta? Como se dariam as relações diplomáticas por exemplo, e tudo o mais? É factível ser um único país totalmente zero estado no meio de todos os outros?

  12. Estado o Defensor do Povo

    No Brasil quais são os processos legais para se haver uma secessão? É infinitamente demorado? Dá pra acontecer se tiver um mínimo apoio popular? Porque pra mim esse é o único jeito plausível de se haver mais liberdade, não importa o quanto divulguemos as ideias, não importa o quanto as pessoas no Brasil se tornem cada vez mais a favor da liberdade, nada disso importa em termos práticos, as leis estúpidas da constituição continuarão as mesmas, o BNDES continuará intacto, as agências reguladoras continuarão lá cartelizando tudo, os direitos trabalhistas e os subsídios do governo dificilmente sumirão e tudo o mais de ruim que existe hoje, ao meu ver opinião popular não influencia em nada disso, só político tem poder pra mudar essas coisas, ou eu estou subestimando o poder que o povo tem sobre os seus governantes?

  13. Pergunta: Se um cara rico chegar e comprar todo o território (incluindo ruas, etc) ao redor do lugar onde você mora, e te negar o direito de passagem, o que você faz? Você fica ilhado, e segundo o anarcocapitalismo não tem o que fazer neste caso.

  14. O tão venerado “bem comum” não é um conceito bem definido. Termos similares, como “bens públicos”, os quais são definidos como bens não-rivais e não-excludentes, erram o alvo porque não é o bem que é ‘comum’ ou ‘público’, mas sim seu fornecimento, o qual é considerado mais eficiente quando feito pelo esforço coletivo em vez de pelo individual.

    O bem comum está bem definido. Na Idade Média, São Tomás já falava em bem comum. Até hoje a Igreja fala sobre comum. O bem comum é uma categoria especial de coisas que existem simultaneamente para o bem do indivíduo e de toda a sociedade. Um ônibus urbano pode existir para o bem de todos os membros de uma sociedade, mas nem todos os membros da sociedade podem compartilhar esse bem simultaneamente. Aquelas coisas que constituem o bem comum são "perfeitamente divisíveis", significando que todos podem ter uma parte igual delas. Não importa quantas pessoas existem ou com que rapidez seu número aumenta ou diminui. Se uma parte do bem comum é aumentada, ela pode ser aumentada simultaneamente para todos, sem tirar nada. Em outras palavras, o bem comum consiste apenas de coisas imateriais como paz, liberdade, justiça e segurança.

    Leiam mais em: distributistreview.com/the-common-good/

  15. Acho que não importa o sistema escolhido, fundamentalmente somos primatas e não podemos alterar nosso cérebro. Primatas se organizam socialmente com o embrião de estado sempre presente. E sempre existirão diferentes Estados (a menos que aceitemos um governo mundial) e eles se oporão um ao outro gerando os conflitos que acompanham toda a história da humanidade. Os pensadores de gabinete, principalmente os mais jovens, não dão o devido peso ao comportamento humano e imaginam o que parece muito bonito e fácil. Calma, você não inventou a pólvora. O Anarcocapitalismo é apenas mais uma utopia. Qualquer nova “descoberta” no campo social precisa encarar nossa condição biológica: somos animais, mamíferos, primatas agressivos, egoístas, turbulentos e belicosos. Como resolver isso em um mundo de quase 8 bilhões de “macacos”, cada um tendo suas opiniões? Anestesiando todo mundo com técnicas de manipulação de massas? Isso já vem sendo feito há pelo menos 1 século mas está perdendo eficácia.?

  16. Tenho visto notícias de que serviços básicos (energia, saneamento, água) vem sendo reestatizados em países como Reino Unido e Alemanha. Por que isso está acontecendo? Quais são os possíveis desdobramentos futuros dessa onda de estatização?

    Também queria saber como garantir uma livre concorrência nessas áreas. Quando quero um celular comparo as empresas e tenho facilidade de escolher a que tem melhor produto. Mas como um consumidor pode ter liberdade para escolher qual empresa vai entregar eletricidade ou água? Já que esses serviços necessitam de gigantescas infraestruturas.

  17. Pra quem achou que o Guedes pudesse fazer milagres:

    g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/15/governo-ve-alta-do-pib-de-27percent-em-2020-e-propoe-subir-para-r-1241-bilhoes-meta-de-rombo-nas-contas.ghtml

  18. Os 10 argumentos tem exatamente ZERO falhas. Mesmo assim, o texto não me convenceu (sou ancap e entendo de economia).

    Imagina se vai convencer um estatista…

    – A população não quer estado inchado (tirando meia dúzia de comunista).

    Portanto, atacar estado inchado é chutar cachorro morto – e foi o que o artigo fez;

    – A população acredita que um estado sem corrupção funciona bem, e o artigo majoritariamente atacou variantes de corrupção

    …novamente, chutou cachorro morto;

    – A população acredita que é possível que exista saúde, educação e segurança baratas e universais num estado com governos experientes – o artigo atacou essa ilusão, mas faltou algo;

    – A população acredita que “um governo equilibrado” consegue ser eficiente – mostrou argumentos econômicos e apriorísticos – mas mesmo assim, não foi decisivo ou eloquente;

    EM RESUMO: O artigo atacou o estado atual, mas não o estado ideal, que os estatistas acreditam ser possível.

    Os outros artigos fazem um trabalho excelente em mostrar por que o anarquismo de livre mercado funciona, mas aqui falta algo…

    Não pela linguagem técnica, mas porque mostra com pouca eloquência ou aproximação.

    Pelo site vejo artigos e comentários que deixam o cara babando e pensando uma semana inteira: “puts ! Que argumento genial !” Aqui não tive algo próximo disso.

    Na minha opinião, é o artigo mais importante do site pra se alcançar o libertarianismo, mas por algum motivo tem poucos leitores.

  19. Li outra vez o artigo sem lembrar que ja tinha lido e comentado, e no andar da carruagem fui pensando:

    Nao é realista achar que a iniciativa privada consiga baratear serviços de natureza intrinsecamente cara (medicina avançada, por exemplo), a ponto de tornar acessível pro pobre.

    O sistema público paga procedimentos caríssimos, e a população concorda e sempre concordará com os gastos.

    O imposto dilui o custo, roubando do rico e dando pro pobre. Sem esse mecanismo, nem um classe média consegue fazer daqueles procedimentos que custam 4 carros populares.

    Esta é uma batalha perdida pro libertário. A população sempre vai defender serviço público, apesar da comprovada inferior performance

    Outra coisa, já que tomei saúde como exemplo:

    O argumento de Mises de que “O governo não sabe onde alocar e como alocar” perde relevância: A população quer saúde (onde) e quer o maximo de investimento possível (quanto), usando o dogma de que “vida é mais importante que dinheiro”

  20. Concordo com os itens a) até o g) do teu comentário, sem exceção.

    Porém…:

    a) É verdade, sim, que pobre paga mais imposto em proporção ao que ele ganha, mas a soma de tudo que o pobre paga NÃO resulta no grosso que sustenta o estado hoje.

    Numa conta de padeiro: 1/3 da arrecadação são vários pobres pagando pouco, e 2/3 são poucos ricos e empresas pagando muito.

    O grosso da arrecadação, que sustenta os serviço públicos, vem do rico. Extintos os impostos, apenas a fração do pobre seria devolvida ao pobre, e não 100% do total

    Hoje o pobre paga uns 40% de imposto do salário dele, que é um salário mínimo. Ou seja: ele desembolsa uns 400 reais de imposto por mês.

    Digamos que num sistema libertário o mais pobre ganhe, sendo otimista, o quintuplo disso.

    Então, já que não haveria imposto, o pobre deixaria de ser roubado em 2000 dinheiros.

    Ainda assim, mal paga um braço quebrado, mesmo que o preço do raioX, médico e medicamento despenque.

    Piora: tem esse gasto e mais segurança e instrução, que deixariam de ser “gratuitos” com a extinção de imposto…

    e)+g) Eu faria propaganda e doação pra hospitais filantrópicos. Mesmo assim, jamais sustentariam a demanda de hoje.

    Juliano lá em cima foi outro que sacou o problema. Vou citar um trecho:

    “Juliano  04/02/2019

    Normalmente, as intervenções estatais são justificadas não com base numa tal “alocação ótima de recursos”, mas sim pura e simplesmente na distribuição de renda.

    (…)

    Novamente, não estou defendendo a intervenção estatal, estou apenas enfatizando que são problemas diferentes. Quando a gente diz para um estatista que o governo não aloca recursos da forma mais eficiente, essa informação pra ele não significa muita coisa. Eles são mais movidos por satisfazer necessidades, por satisfazer desejos. Acham perfeitamente aceitável que atividades mais rentáveis sustentem as atividades menos rentáveis, mesmo que isso não seja ótimo do ponto de vista de alocação de recursos. Acreditam que alguém deve trazer igualdade, que, se o modelo de intervenção não está funcionando, precisa ser corrigido (ad infinitum), mas nunca abandonado.

    (…)

    Estatistas, quando falam em demanda, falam em vontades, em necessidades, nunca em capacidade de pagamento. O justo, para um estatista, não tem nada a ver com transações voluntárias, tem a ver com o atendimento necessidades, mesmo que seja feita com recursos de terceiros.”

  21. John Maynard Keynes

    Pretensão ao conhecimento se resolve , em parte, com IBGE e outros órgão governamentais, institutos de pesquisa ( o Brasil é Prolífico nisso) ou não que coletam e sistematizam esse conhecimento. Se o governo não faz uso eficaz disso, aí é outros 500.

  22. Os empreendedores talentosos preferirão investir na produção para vender no futuro para um classe média em processo gradual e contínuo de empobrecimento e de endividamento (ver notícias sobre o assunto nos endereços abaixo transcritos) ou preferirão, diante da garantia dada pelo poder público de pagamento de juros reais com taxas superiores ao crescimento econômico do país, aplicar em títulos do governo?

    ese/geral-47882648

    brasil.elpais.com/brasil/2019/04/10/economia/1554852737_287760.html ” target=”_blank”>/portuguese/geral-47882648

    brasil.elpais.com/brasil/2019/04/10/economia/1554852737_287760.html

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