Uma pergunta: você, empregado com carteira assinada,
trocaria um aumento de uns 20% a 30% em seu salário, hoje, por uma promessa, feita por políticos, de que você irá receber
algum dinheiro daqui a 20, 30, 40 anos?
Se você defende a previdência social[1], então,
por definição, a sua resposta a essa pergunta deveria ser positiva, sem
titubear. “Sim, senhores políticos, troco! Fiquem à vontade para levar até quase
um terço do que eu ganho. Pela previdência, vale a pena!”
À primeira vista, defender a previdência social pode
não parecer o mesmo que abrir mão de um aumento imediato de 20% a 30%. Mas é.
O seu próprio comprovante de pagamento, ao fim do
mês, traz um desconto que certamente você já notou (caso seja minimamente
atento). Esse desconto pode
chegar a 11% do seu salário, o que não é pouca coisa. Essa é a fatia que você
paga compulsoriamente ao INSS (embora tal pagamento seja eufemisticamente
chamado de “contribuição”).
Mas não pára por aí. Adicionalmente, há outro custo da
previdência social que equivale a outros 20%
do seu salário. No entanto, tal custo não aparece descontado em seu comprovante
de pagamento; ele fica escondido na contabilidade do empregador. Pior: a
cortina de fumaça contábil faz parecer que esses 20% adicionais são pagos ao
INSS pelo “patrão”, e não por você, assalariado.
Ledo engano.
Na aparência, as coisas são assim: o assalariado
paga ao INSS de 8 a 11% do seu salário bruto. Já o patrão paga, também ao INSS,
mais 20% sobre esse mesmo salário bruto. E muitos acreditam que esses 20% são um
custo exclusivo do patrão, não sendo arcados pelo assalariado.
Mas eis o que realmente ocorre.
1) Você é meu empregado. Eu lhe pago R$ 1.000 de salário
bruto mais R$ 200 de contribuição patronal ao INSS (e mais R$ 80 de FGTS, mas
deixemos isso de lado).
2) Isso significa que você, para me ser útil, tem de
produzir no mínimo R$ 1.200 (o valor
correto seria R$ 1.280 por causa dos
R$ 80 do FGTS, mas, de novo, vamos ignorá-lo para simplificar o debate).
3) Esse é o seu custo para mim: R$ 1.200 (estou também
desconsiderando vários outros encargos, apenas para facilitar o
raciocínio).
4) Se você não criar valor de pelo menos R$ 1.200 para mim, não
irei lhe contratar. Logo, esses R$ 1.200 (salário bruto de R$ 1.000 mais R$ 200
de INSS) são um dinheiro que poderia ir perfeitamente para você. Afinal, esse é o valor
que você me custa.
5) É óbvio que esses R$ 200 dados ao INSS saíram do seu
salário. Trata-se do seu custo para mim. Se eu, o patrão, estou arcando com ele
é porque você, o assalariado, está produzindo esse valor. É exatamente da sua
produção como empregado que saem esses R$ 200. Você, como empregado, não ganhou
nada a mais. (E, não fosse essa alíquota de 20%, você poderia ter esses R$ 200 acrescidos ao seu salário.)
Ou seja, muita gente acredita que esse pagamento de
20% ao INSS “sai do lucro” do empregador, e não do salário dos empregados. Chegam
a rotular todo esse esquema de “conquista social”, como se fosse uma “vitória”
dos trabalhadores sobre empregadores, finalmente forçados a temperar sua
“ganância”, a reduzir seus ganhos e a fazer “contribuições patronais” para a
aposentadoria de seus empregados. Doce ilusão.
Como
o empreendedorismo e a geração de empregos são afetados
Eis um exemplo prático.
João economizou R$ 100 mil e resolveu ganhar um
dinheiro extra, sem deixar o seu emprego principal. Ele sabe que investindo os
R$ 100 mil no mercado de capitais, livre de grandes riscos e com quase nenhum
esforço pessoal, conseguiria ganhar R$ 500 por mês.
Logo, não vale a pena se arriscar e se esforçar para
ganhar menos que isso. Esse é um ponto chave. Há um lucro mínimo abaixo do qual
empreendimentos se tornam inviáveis por não oferecerem retorno compatível com
alternativas de investimento disponíveis no mercado. Sem esse mínimo de lucro, João
desistirá da empreitada. Literalmente, partirá para outra.
Com isso em mente, João resolve avaliar o seguinte
plano de investimento: comprar um bom automóvel, se filiar a um aplicativo de
mobilidade urbana e contratar um motorista profissional para dirigir o carro. Repare,
ele não quer ser motorista de aplicativo, mas sim o capitalista que financia tudo
isso.
Ato contínuo, os R$ 100 mil serão investidos na
compra e licenciamento do carro e na aquisição de um smartphone. As corridas
geradas pelo aplicativo têm o potencial de proporcionar um faturamento médio de
R$ 5.000 por mês. As despesas com impostos, seguro, combustível, plano de
dados, depreciação e manutenção do carro, lavagem, água mineral, balinhas etc.
devem totalizar cerca de R$ 3.000 mensais. Se o lucro mínimo pelo qual João está
disposto a seguir com a realização do plano é de R$ 500 por mês, sobram R$
1.500 para pagar o motorista.
Eis a contabilidade:
Faturamento: R$ 5.000
(-) Despesas: R$ 3.000
(-) Lucro mínimo esperado: R$ 500
(=) Pagamento máximo ao motorista: 1.500
Não há mágica possível. Se um motorista custar mais
do que R$ 1.500 por mês, João desistirá do plano. Preferirá aplicar o dinheiro
em outra das alternativas mais lucrativas que estão disponíveis.
Agora digamos que João, esse empreendedor da
mobilidade urbana, encontre um candidato qualificado, experiente e bem
recomendado, disposto a dirigir o carro. Ao fazer uma proposta de trabalho, no
entanto, João é surpreendido com a seguinte informação: o candidato a motorista
dispõe de uma sentença judicial que obriga seus eventuais empregadores a pagar
pensão de alimentos para seus filhos, no valor de R$ 300 por mês, em adição ao
salário contratado, sem descontar da remuneração.
A pensão de alimentos, segundo detalha essa
hipotética sentença judicial, deverá ser registrada na contabilidade de João,
como despesa deste. Não pode constar como desconto no comprovante de pagamentos
do empregado.
Restarão então a João duas alternativas: propor ao
motorista um salário de R$ 1.200 ou desistir de contratá-lo, assim conservando
mais um desempregado no mercado.
Caso o candidato aceite a proposta de R$ 1.200, estará
pagando integralmente a pensão de alimentos dos filhos, na forma de um salário R$300
menor que o empresário estava disposto a pagar, ainda que o desconto
correspondente não conste de seu demonstrativo de pagamento mensal, mas sim da
contabilidade de João.
O artifício contábil, no entanto, possivelmente fará
com que tanto o juiz quanto (e ironicamente) o próprio empregado comemorem ter
sido lograda uma “conquista social”, na crença infundada de que o custo da
pensão de alimentos foi assumido integralmente por João.
Uma objeção ao raciocínio aqui exposto, digna de
exame, é a seguinte: mas e se o empreendedor tiver disponível para gastar com
mão de obra bem mais do que o valor de mercado da remuneração do empregado? Digamos
que o faturamento mensal hipotético gerado pelas corridas do aplicativo fosse 20%
maior que o inicialmente considerado, chegando a R$ 6.000, mas que os custos fossem
os mesmos:
Faturamento: R$ 5.000 6.000
(-) Despesas: R$ 3.000
(-) Lucro mínimo esperado: R$ 500
(=) Pagamento máximo ao motorista: R$ 1.500 2.500
Nesse caso, uma regra que force o patrão a pagar um
“extra” em cima do salário contratado não estaria, de fato, transferindo parte
do lucro para o trabalhador? Sim, é possível. No entanto, em uma economia de
livre mercado, uma situação de lucros anormalmente altos como o indicado acima
não se sustentaria por um período prolongado de tempo.
A concorrência entre os aplicativos para servir aos
clientes faria com que eles abaixassem os preços das corridas até que os ganhos
se normalizassem em torno do retorno mínimo exigido pelos investidores.
Inversa e simultaneamente, o potencial de altos lucros
acirraria a competição para comprar carros, contratar motoristas etc., fazendo
subir o custo total, o que também forçaria os ganhos a retornarem ao normal.
Esse é outro ponto chave: lucros “anormais”,
“abusivos”, “predatórios”, se eliminam com livre concorrência. Não com
legislação trabalhista.
Uma vez que os lucros sejam normalizados, voltando aos
R$ 500 mensais do nosso exemplo hipotético, o trabalhador estará fatalmente
pagando a totalidade do custo da sua “conquista social”. Não tem escapatória. Quem
sempre arca com a imposição de um custo artificial, extra-mercado, é o
empregado.
Entendido tudo isso, voltemos à previdência.
Você
aceita?
Aqueles 20% de “contribuição” que seu patrão faz ao
INSS — mas você não vê, pois o valor está disfarçado como despesa na
contabilidade do patrão, em vez de claramente destacado no seu comprovante de
pagamento — são equivalentes à nossa pensão de alimentos fictícia: quem paga,
integralmente, é você mesmo, em adição ao desconto demonstrado no seu
comprovante.
Não se deixe enganar pelo jogo de espelhos da
contabilidade. O total da conta que você paga pela previdência pode chegar a
mais de 30% do seu salário: os 20%
do patrão mais o 11%
descontados do seu salário.
A experiência no Chile ilustra bem esse fenômeno. A privatização
da seguridade social levada a cabo pelo governo daquele país entre os anos de
1981 e 1982 resultou em uma queda nos encargos médios sobre a folha de
pagamento dos trabalhadores do setor de manufatura de 30% para 8,5%, no mesmo período.
Este
estudo concluiu que a redução nos encargos parece ter sido
integralmente repassada aos trabalhadores por meio de aumentos salariais, sem
afetar de maneira significativa o nível de emprego[2].
Em troca de sacrificar até quase um terço de tudo o
que você produz, o que você ganha? Tão somente uma promessa, feita pelos políticos de hoje, de que, daqui a algumas décadas, os políticos do
futuro honrarão o combinado e tomarão dinheiro à força dos seus filhos e netos
— e também dos filhos e netos dos seus familiares e amigos, e dos demais
contemporâneos deles — para entregar a você.
E, obviamente, todo este valor prometido virá
descontado, pois é necessário garantir os proventos dos próprios políticos e
burocratas, pois ninguém irá fazer esse trabalho sujo de graça, certo?
Logo, a pergunta é simples e direta: esse arranjo
tem credibilidade? É justo, com você mesmo e com os trabalhadores do futuro? Vale
a pena?
_______________________________________
Leia
também:
Uma proposta para uma
reforma definitiva da Previdência
No Brasil, empreender e gerar empregos legalmente é tarefa para heróis. Ou para masoquistas
Os quatro nós que
Bolsonaro e sua equipe terão de desatar
A Previdência Social foi
uma criação genial – para os políticos
A Previdência Social
brasileira – um esquema fraudulento de pirâmide
[1]
Aqui eu meu refiro ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS, com receitas e
despesas diretas devidamente segregadas no Fundo do Regime Geral de Previdência
Social, estabelecido nos termos dos acórdãos 1204/2012 e 1274/2013 do Tribunal
de Contas da União. Deixo de propósito fora desta discussão os demais
componentes da Seguridade Social brasileira, saúde e assistência social, e as
formas indiretas de financiamento. Entendo que os incluir complicaria a
análise, sem aprimorar as conclusões aqui apresentadas.
[2]
Ver DE CARVALHO, A. Social
Security:. MISES:
Interdisciplinary Journal of Philosophy, Law and Economics, v. 6, n. 1, 24 abr. 2018, p.11.
Junte tudo aí. FGTS, INSS, Aviso Prévio, décimo terceiro, adicional de férias etc. O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).
Eu sou empresário. Todos os encargos sociais e trabalhistas ultrapassam 80% do valor do salário bruto que eu pago. Eu preferia pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil. Com esse salário mais alto eu teria no mínimo funcionários mais motivados. Mas como não sou uma fábrica de dinheiro não tenho condições de fazer isso.
O Atual arranjo econômico e previdenciário do Brasil é perfeito, não mecham, garante os altos juros que recebo dos meus clientes, pessoas comuns e pequenos comerciantes já sem capacidade de conseguir crédito no cartel bancário.
Como disse Mark Twain: “É mais fácil enganar as pessoas do que mostrar a elas que foram enganadas”.
Só não entendi o porquê de pegar pesado com a Contabilidade – na verdade ela trata e demonstra os encargos da mesma forma que as outras despesas operacionais.
IMB acha que ta lidando com leigo rsrs
quanto mais funcionário a empresa tiver, menos imposto ela paga.
Os dois tipos de aposentadoria (capitalização e repartição) podem coexistir, como já acontece no Brasil, onde o Estado é responsável pela Previdência Social até um valor máximo (5,8 salários mínimos hoje), enquanto o mercado oferece planos complementares de previdência individual.
Se o mercado já oferece planos de capitalização, por que então alguns colegas economistas defendem que o INSS adote o mesmo regime? A resposta é simples: para reduzir a cobertura da Previdência Social!
Nos poucos casos nacionais em que a capitalização substituiu a Previdência Social, as consequências foram desastrosas. Criou-se uma legião de idosos pobres, recebendo menos que um salário mínimo.
“Todos os direitos trabalhistas são descontados do salário”.
Pensei nessa frase agora. Acho que vou mandar fazer uma camiseta com ela.
Leandro, um recado de um leitor que simpatiza muito com você.
Acho que elogiar a reforma do ensino médio por aumentar a liberdade de escolha é uma decisão um tanto equivocada na minha opinião. Veja bem, estudo no IEE em SC e mal há orçamento para a merenda dos que estudam em tempo integral.
Colocar um jovem o dia inteiro na escola não aumenta em nada a sua liberdade de escolha.
Não preferiria esse modelo nem mesmo com o modelo atual que temos.
Não sei se você é adepto de uma educação 100% privada mas vale a pena reconsiderar essa posição.
Abraços!
Boa tarde pessoal
Eu sai do regime da CLT (INSS, FGTS) e quero começar a trabalhar como autônomo usando CNPJ, mas eu não sei em qual regime devo usar pra ser contratado por uma empresa, (MEI , simples nacional, etc). Quais são as opções que eu tenho?
Se vocês puderem me ajudar com essa dúvida eu agradeço.
Vou resumir isto em um exemplo meu.
Eu e minha esposa trabalhamos mas não temos “empregada doméstica”. Nos revezamos pra dar conta de tudo, afinal os encargos e responsabilidades trabalhistas nos impedem de pagar essa pessoa. Aí quem perde ? Todos. Eu e minha esposa temos que trabalhar mais, já a possível funcionária não terá um emprego e renda.
Mas ao menos os intelectuais humanistas podem se parabenizar por essa ajuda social.
Os ditos benefícios são aplaudidos pelo trabalhador porque ele tem a ilusão de que representam um acréscimo em seu rendimento ao final do mês. Ele não percebe que o valor de seu salário é determinado, em qualquer instância, pelo mercado de trabalho. O patrão concorda em desembolsar X pelo seu empregado, mas se esse X vai direto para o bolso do empregado, ou se será descontado Y para o bolso do governo, para o patrão tudo dá no mesmo.
Foi o que aconteceu quando o 13o salário foi tornado obrigatório no início dos anos 60: o valor do salário em carteira diminuiu para acomodar 13 salários por ano, ao invés de 12. O mesmo está acontecendo agora com o FGTS das domésticas.
Enfim, é isso, sem tirar nem por: encargo trabalhista nada mais são do que dinheiro que sai do bolso do patrão e entra no bolso do governo sem fazer escala no bolso do trabalhador. Ou quando chega no bolso do trabalhador, é dali a muitos anos e devidamente depenado após longa escala em bancos estatais. Mas a ilusão é o que interessa: o empregado vê o governo como o paladino que vai defendê-lo da sanha do patrão ganancioso.
Muitos dos países mais pobres do mundo têm amplos benefícios trabalhistas.
O pior que isso tudo é tão óbvio apesar de difícil de de admitir no começo (alguns optam por negar a qualquer custo tudo isso, tamanha amargura). Me pergunto quanto tempo vai levar pra que a população comum se de conta dessa verdade, se é que assim o fará…
Leandro, parece até uma pergunta idiota mas, em termos práticos, muda se o funcionário estatal é por cargo comissionado ou concursado?
coloquem um feed rss no site.
para o blog, artigos, podcast.
30 por cento da renda como encargo trabalhista e previdenciaria. Dae vc soma 40 por cento dos tributos cobrados em media, teoricamente voce a oro gov 70 por cento do que ganha.
Mas nao para por ai, avfalta de concorrencia e baixa produtividade faz com que o nosso custo de vida seja caro. O preco de restringir a produção para proteger os cartéis cobra desses 30 por cento restantes até metade, por causa dos preços artificial mente elevados.
Se voce ganha 1000 reas no contra cheque, voce da 300 , perde 400 e dos seiscentos que sobra, vc ainda tem que comprar produtos bem mais caros fo que compraria num pais libertario.
CF
Um trabalhador que trabalha via CLT com carteira assinada que ganha R$ 1.000,00 tem como desconto em seu próprio salário 8% de INSS e ver seu ganhos irem pra R$ 920,00. Isto, sem falar nos encargos tributários que o empregador pagar. Se for optante dos Simples Nacional ele paga cerca de R$ 440,00 e não for paga R$ 820,00 de impostos trabalhistas.
Algumas jabuticabas volta para o trabalhador como 13º, férias e adicional 1/3: a melhor parte e viciante dos “direitos trabalhistas.
A pior parte: INSS, SAC, salário maternidade (paternidade), entre outros: só retornam ao bolso do trabalhador quando o mesmo se aposentar, e o pior, ainda, com enorme defasagem inflacionária.
O segundo pior: sistema S: onde o empregador financia escolas paraestatais inúteis.
O terceiro pior: FGTS: a poupança do trabalhador gerada pelo empregador gera juro de 3% ao ano e é aplicado de forma corrupta e alto risco.
Quarta pior: seguro-desemprego: pagar 6 meses de salários para o desempregado é comodismo.
Quinto pior: aviso prévio e indenização trabalhista por rescisão na carteira de 40%: só faz o trabalhador perpetuá em uma empresa que o trata como escravo e ter poucas opções de ir para uma empresa melhor.
Mexer nesses impostos gerariam revolta de grande parte do trabalhadores que não sabe os que são cada impostos.
A melhor opção:
. continuar com as jabuticabas do 13º, férias e adicional 1/3, já que vão para o trabalhador.
. o empregador pagaria todos os encargos trabalhistas ao trabalhador em salário incorporado, exceto previdência e FGTS.
. o regime de previdência seria escolhida pelo trabalhador.
. o FGTS funcionaria no mesmo regulamento de uma caderneta de poupança.
. acabar como seguro-desemprego.
. acabar como aviso prévio e reduzir a rescisão da carteira para 10%.
. por fim a cobrança obrigatória dos conselhos de profissionais (sindicatos²).
Cássio Casagrande procurador do ministério público do trabalho do Rio de janeiro e professor universitário fez um artigo(Site Jota.info,o título do artigo é A Reforma Trabalhista e o “o sonho americano”)mostrando que as ações trabalhistas nos Estados Unidos mesmo sendo individuais são incorporadas pelos juízes e Tribunais,ou seja o direito consuetudinário é aplicado por lá,ele critica que a reforma trabalhista no Brasil está tentando beneficiar somente o empregador e diz que deveríamos copiar o modelo(Pacote completo são as palavras dele)norte-americano em sua inteireza e gostaria de saber a opinião dos demais comentaristas e moderadores a respeito da crítica feita por este membro do MP do trabalho ,enfim até onde a opinião dele é válida e o que o IMB tem a dizer da Justiça norte-americana aplicada nas causas trabalhistas e sem falar que por lá também tem seguro-desemprego.
Obs:Não quero saber de xingamentos e insinuações tolas ,mas sim enriquecer o debate.
Por que a previdência chilena é bastante criticada por lá? Há bons motivos para essas críticas?
Claro. Aliás, será que esse aumento aconteceria fora das páginas empoeiradas de teoria que não se verifica na prática? rs
Sabe quando vão acabar com esse sistema? Nunca.
É uma mamata muito grande que não vão perder de jeito nenhum.
Existe também todo um custo invisível de ter que sustentar um arranjo altamente deficitário que exige que o estado se endivide, tirando credito para empresas privadas e reduzindo drasticamente o acúmulo de capital e prosperidade da população. Antes fosse só os 30%.
Temos investimentos rendendo 10% a.a com isenção de IR, as debentures incentivadas, em um país como o Brasil nunca que empreendo e gero emprego, é preferível correr um pouco de risco controlado com uma estratégia bem diversificada e antifrágil do que se expôr ao Brasil com um parlamento anti renda como o nosso.
Qual é a função do Ministério do Trabalho?
É. Legal. Acabe com tudo mesmo. Acabe com a arrecadação da previdência – 30 Bilhões por ano. O déficit aumentaria mais esses R$ 30 Bi, passando para mais de R$ 58 bi pelos próximos o que??? 20 anos?? E depois, como ficaria a seguridade social?? São perguntas fáceis de responder??Eu não sei as respostas….
Sou novato aqui no IMB e essa é minha primeira pergunta. É possível empresas privadas arcarem com custos imprevisíveis com clientes recém contratados? Exemplo: Atualmente se um funcionário quebre um pé, no INSS não há carência, ou seja, mesmo sendo novato ele será amparado. Parabéns ao IMB por manter esse site esclarecedor, devia tê-lo conhecido antes.
Sou novato em escola austríaca (venho de uma formação com viés de esquerda de universidade pública). Somente há pouco tempo venho conhecendo e me identificando com as idéias liberais/libertárias
Sobre políticas de salário mínimo, tenho uma dúvida:
Entendo que realmente o salário mínimo é controle de preços sobre a mão de obra, gera distorções, encarece artificialmente a mão de obra e no final acaba gerando desemprego.
Mas e em locais menos desenvolvidos onde há poucas oportunidades de trabalho, como no sertão do nordeste por exemplo. Se não houver política de salário mínimo os salários não ficariam baixíssimos? Como melhorar os salários em regiões onde há grande oferta de trabalhadores e poucas oportunidades de emprego??
Outra questão??
Acredito que a extinção dos encargos trabalhistas teria o potencial de reduzir o desemprego
Se os encargos trabalhistas fossem extintos de uma hora pra outra, nós já veríamos uma melhora imediata nos salários ou isso é algo que só seria sentido no médio/longo prazo ??
Além do aumento da produtividade da mão de obra (através da qualificação, por exemplo), quais outros caminhos para que haja uma melhora nos níveis de salários??
Só em sonhos delirantes iríamos ter algo como o proposto pelo autor do artigo. Uma pena. Mas atualmente o estado já contaminou de tal forma nossas vidas que eu não vejo em futuro de séculos como se livrar desta calamidade.
Difícil ficar tranquilo só com previdência.
Praticamente qualquer outro tipo de investimento acaba rendendo muito mais, e nem sempre é preciso arriscar.
Uma carteira previdenciária já acaba valendo bem mais a pena: http://www.sunoresearch.com.br/artigos/o-que-precisa-ter-em-uma-carteira-previdenciaria/
Estava conversando hoje sobre as ideias desse artigo com alguns amigos esquerdistas.
Eles questionaram:
1) No caso de empresas que já estão com o quadro de funcionário completo/suficiente para tocar o negócio, extinguir/reduzir encargos trabalhistas não levaria a imediata contratação de funcionários, isto é, não haveria geração de empregos, somente uma maior margem de lucro para o empresário. Segundo eles, essa medida pressupõe que todos ou a maioria dos empresários estão com necessidade de mais mão de obra humana na sua atividade.
2) A medida até poderia contribuir para diminuir o desemprego, mas estaria havendo um nivelamento por baixo no ganho dos trabalhadores. Os já empregados sofreriam perdas (perderiam alguns benefícios, a remuneração indireta) e os recém contratados seriam contratados a princípio pelo mesmo salário sem os tais benefícios.
Discordo de que o trabalhador também paga os 200$. Tudo bem que quem empreende faz essa conta, principalmente para justificar a não contratação de mão de obra, basta um “fica muito caro…. os encargos são 80%, entretanto, na prática, o empresário avalia sua necessidade e quando não pode ficar sem a pessoa, a admite. Se a sua despesa com pessoal subiu, sem crescimento substancial para isso, aumenta-se o preço final e o custo recai sobre toda a sociedade. Embora os números oficiais sejam outros, eu trabalho com um monte de 45 Milhões de pessoas sem trabalho, desocupadas, que nada produzem. Mas até mesmo essas pagam uma parte da previdência quando consomem.
Num cálculo rápido, posso intuir que numa empresa com folha de salário de 100.000/mês, é prudente que em atividades de comércio onde se compra matéria prima e se vende produto acabado, pode ser uma padaria, um restaurante, o gasto com a mão de obra não deve ultrapassar 25% do faturamento do período. Sendo assim, o valor da mercadoria está pensado para atender a expectativa de lucro do empresário. Se retirarmos essa “proteção social ” o empresário simplesmente demite o funcionário e admite outro sem o acréscimo.
Me recomendem artigos sobre como salários aumentam.
Os “direitos trabalhistas” (13º, férias remuneradas, FGTS) são como uma pizza cortada em nove pedaços: parece que tem mais pizza, mas o total da pizza continua o mesmo. Só servem para iludir os empregados que pensam receber mais devido ao governo.
* * *
Discussão complicada, no Brasil ser desempregado é ser visto como preguiçoso e incompetente e com frequência é preterido por seus tradicionais círculos de convívio, principalmente nos segmentos mais tradicionais como industria e construção civil e sempre rola a pergunta fatídica “E aí? Já está trabalhando?”. Diminuir os custos trabalhista rapidamente é traduzido como perda de direitos e os já empregados não estão dispostos a “abrir mão de seus direitos” para melhorar o mercado de trabalho como um todo, afinal mesmo com o mercado atual em má situação o ainda empregado conseguiu manter seu emprego, o desempregado que melhore sua empregabilidade com as regras postas.
Essa é uma questão bem interessante, você propor que seja opcional, seria uma alternativa, pois a maior parte das pessoas, o cidadão brasileiro médio, não chega a ter o ensino médio completo. Agora esperar que ele terá esse entendimento de guardar o dinheiro, aplicação financeira, mercado de ações e afins?! Infelizmente temos um estado paternalista, não concordo com isso, mas se este Estado não fornecer auxílio para o cidadão medio, daqui a 30 anos teremos uma classe muito alta de pessoas sem qualquer fonte de renda. Comparar nossa situação com a de outros países mais desenvolvido é um problema recorrente, principalmente àqueles que não aderiram a Previdência Pública, mas geralmente esquecem de levar em consideração a educação financeira que os cidadãos desses países recebem.
Faz pouco tempo que tenho acessado os artigos.
Fantásticos!
Desde o ano de 2000 que não recolho mais INSS, simplesmente fiz as contas e percebi lá naquele longínquo ano, que era muito melhor aplicar por conta própria do que repassar uma parte de meu suado salário para o governo administrar.
Com 30 e poucos anos já estava “aposentado” pelo meu INSS particular. Mas é lógico que continuo a trabalhar, no entanto percebi claramente que vocês estão cobertos de razão, o INSS pode ser extinto, que não vai fazer falta alguma.
A questão é como fazer uma ideia destas ser absorvida por milhões de pessoas que acreditam piamente que o esquema é, Deus no céu e INSS na terra.
O buraco é muito mais embaixo.
Qual o rombo da previdência?
Quem tem aposentadorias integrais?
Quem ainda recebe pensões desde a época da guerra do Paraguai?
Quantos presidentes não conseguiram nem aprovar aquela reforme meia boca da previdência?
INSS é igual imposto você paga para os outros gastarem e talvez receba uma parte de volta.
13 é praticamente um dinheiro que o governo deixa reservado para ter certeza que pagaremos IPVA e IPTU no começo do ano.
Povo só serve como massa de manobra e para pagar imposto, sempre que o governo precisa de dinheiro inventa um direito para as empresas depositarem dinheiro e só pagar mediante a uma condição.
Talvez o melhor jeito tinha os nossos antepassados nesse quesito e em outros.
Ter uns 6 filhos onde 5 trabalham dando 20% de sua renda para os pais e o sexto filho só cuidaria dos pais na velhice.
Filhos trabalhando e aprendendo desde jovem…
Agora imagina a tecnologia de hoje com as “dicas” do passado podendo as famílias serem mais ricas,numerosas e até mais caridosas.
O Estado força isso mesmo inibe a caridade(SUiScidio, Bolsa-esmola), destrói a riqueza(imPOSTOs diretos e indiretos) e até a construção das famílias.
Como um trabalhador que recebe R$ 1.000,00, que tem contas pra pagar, vai depositar num fundo de pensão para receber pelo menos o salário mínimo na velhice?
Capitalização não dá certo. No Chile, muitas pessoas não conseguem depositar o suficiente para recolher o benefício depois. O salário mínimo do Chile é de 264 mil pesos (cerca de R$ 1.521,96). Segundo dados da Fundação Sol, mais de 90% dos aposentados chilenos recebe menos que 149.435 pesos (cerca de R$ 861,50). Ou seja, mais de 90% dos aposentados chilenos recebem menos que 57% do salário mínimo nacional.
Que fantasia… se não houvesse a contribuição previdenciária obrigatória esse valor (20%) jamais seria revertido em salário maior para o trabalhador. Em um ambiente de oligopólio / monopólio as empresas incrementariam seus lucros. Em um ambiente altamente competitivo, as empresas reduziriam o preço dos produtos/serviços ao mínimo que ainda mantivesse o negócio viável. Em nenhum dos 2 casos haveria incremento do salário do trabalhador.
Se não houvesse salário mínimo, milhares de trabalhadores estariam trocando trabalho por comida em regimes quase escravocatas. E isso não aconteceria por maldade dos empresários, essa é a lógica de funcionamento do sistema capitalista, e é por isso que defendo a regulação do mercado pelo Estado.
O que define o valor do salário é a combinação oferta, demanda e leis. Se houvessem 14 milhões de cirurgiões desempregados o salário do cirurgião seria o salário-mínimo.
É um equívoco dizer que esse dinheiro estaria no bolso do empregado caso não houvesse o encargo. Se o empregado não tivesse encargos em seu salário, o empresário iria acabar usando o dinheiro economizado contratando outro empregado para fazer sua empresa crescer. Teoricamente, aumentaria a taxa de empregos e isso é bom, mas com certeza que o dinheiro não iria aumentar o salário do empregado.
A reforma que passou foi apenas para as contas ganharem um fôlego, porque está muito longe de ser “ideal”. Daqui 8 anos, vai precisar aprovar mais uma reforma da previdência.
Vendo tudo isso, a maior parte da esquerda ainda é contra a reforma. Agora vem a pergunta: como pode existir pessoas tão tapadas assim? Será que não percebem que uma hora ou outra teriam que aprovar uma reforma desse esquema de pirâmide?
Por que o Chile ta quebrando com a capitalização da previdência?
Entao quer dizer que empresários que só visam lucro abrirão mão de um ganho a mais para aumentar o salário dos emoregados. Só fumando a maconha estragada do mises para acreditar nisso.
Excelente exemplo do Chile. Foi só a primeira geração da reforma perceber que foram enganadas pela reforma que já estão mudando o regime.
quantidade de servidores ativos (cpfs únicos) – 1.042.906
quantidade de inativos e pensionistas (cpfs únicos) – 1.069.658
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