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Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo

A evolução das coisas é curiosa. Enquanto os países em
desenvolvimento estão se afastando do socialismo — após vivenciarem seus desastres
e, principalmente, ao verem a experiência se desenrolando ao vivo na Venezuela
–, os países ricos estão voltando a se encantar com o seu charme.

O socialismo está bastante em voga nos países desenvolvidos.
Colunas de jornal exortando os leitores a pararem de se preocupar com os
fracassados passados do socialismo, e a começarem a se excitar com seu incrível
potencial futuro, praticamente se tornaram um gênero próprio.

Por exemplo, o The New
York Times
recentemente publicou um
artigo
que afirmava que a próxima tentativa de construir uma sociedade
socialista será completamente diferente:

Desta vez, as pessoas
poderão votar. Bem, debater, deliberar e então votar — e terão fé de que as
pessoas são capazes de se organizar para criar novos destinos para a
humanidade. Quando nos concentramos em sua essência e retornamos às suas
raízes, o socialismo é uma ideologia que prega a democracia radical. […] Seu
objetivo é empoderar a sociedade civil para permitir a participação nas
decisões que afetam nossas vidas.

Observe que o linguajar delirante e megalomaníaco (“criar
novos destinos para a humanidade”) continua o mesmo do Manifesto Comunista.

Já a revista Current
Affairs
escreveu
que o socialismo não “fracassou”. Ele apenas não foi aplicado corretamente:

É incrivelmente fácil
ser a favor do socialismo e contra os crimes cometidos pelos regimes
socialistas do século XX.

Quando alguém começa a
falar sobre a União Soviética ou sobre a Cuba de Fidel Castro, e em seguida diz
“Bem, eis aí o seu socialismo”, minha resposta é que esses regimes não têm
absolutamente nenhuma relação com os princípios pelos quais estou lutando.
[…] A história da União Soviética realmente não nos diz muita coisa sobre
“socialismo” […]

Sou capaz de fazer distinções
entre os aspectos positivos e negativos de um programa político. Gosto da parte
sobre permitir que os trabalhadores colham maiores benefícios do seu trabalho.
Não gosto da parte sobre enviar dissidentes para paredões e campos de trabalho
forçado.

Já o escritor, comentarista e ativista britânico Owen Jones afirmou que a
atual versão do socialismo vigente em Cuba não era o socialismo “verdadeiro” —
mas que, não obstante, ainda há tempo de se transformar na coisa verdadeira. Disse
ele
:

Socialismo sem
democracia não é socialismo. Socialismo significa socializar a riqueza e o
poder.

Cuba poderia se
democratizar e conceder liberdades políticas atualmente negadas, bem como
defender os ganhos da revolução. […] O único futuro para o socialismo está na
democracia. Isso significa organizar um movimento com raízes nas comunidades
populares e nos locais de trabalho. Significa argumentar em prol de um sistema
que expanda a democracia para todos os locais de trabalho e para toda a
economia.

Por fim, o The Washington Post publicou um artigo cujo título é
auto-explicativo: É hora de dar uma
chance ao socialismo
. A autora Elizabeth Bruenig escreve:

Não devendo ser
confundido com uma nostalgia totalitária, eu defendo um tipo de socialismo que
seria democrático e voltado primordialmente para descomodizar a mão-de-obra
[isto é, fazer com que o trabalho deixe de ser tratado como uma mercadoria],
para reduzir as vastas desigualdades criadas pelo capitalismo, e para quebrar a
fortaleza criada pelo capital na política e na cultura.

Apesar das diferenças de estilo e de ênfase, artigos deste
tipo têm a mesma coisa em comum: vários erros.

Argumentos sem
sentido

Para começar, por mais que os autores insistam em dizer que
os exemplos anteriores de socialismo não representavam o socialismo
“verdadeiro”, nenhum deles é capaz de dizer exatamente o que fariam de
diferente.

Em vez de apresentarem pelo menos um esboço de como essa
“nova” versão do socialismo funcionaria na prática, os autores apenas recorrem
a abstrações, falando grandiosamente sobre aspirações sublimes em vez de
características tangíveis e institucionais.

“Criar novos destinos para a humanidade” e “democratizar a
economia” são frases que cabem em um perfil de Facebook, mas que, na prática,
não têm significado nenhum. Afinal, como é que “o povo” irá gerenciar
conjuntamente essa “nova” economia? Será que “o povo” irá se reunir em um
parque e debater quantas escovas de dente e quantas chaves de fenda deverão ser
produzidas? E como seria decidido quem ficaria com o quê? Como seria decidido
quem faria o quê?

Mais: além de decidir quais produtos produzir, como “o povo”
estipularia em qual etapa da cadeia produtiva cada indivíduo deveria trabalhar?
Quem decidiria quanto de cada produto seria produzido em cada etapa da cadeia
de produção? Quem decidiria quais técnicas ou matérias-primas serão utilizadas em
cada processo de produção? Quem estipularia onde especificamente toda essa
produção ocorreria? Como “o povo” saberia os custos operacionais? Como “o povo”
saberia qual processo de produção é o mais eficiente?

E se, ao final da reunião, o povo não chegar exatamente a um
acordo sobre tudo isso?

Essas questões não são meros detalhes técnicos triviais, os
quais podem ser perfeitamente deixados para ser resolvidos após a revolução.
Muito pelo contrário: elas são as mais básicas e fundamentais perguntas que um
defensor de qualquer sistema
econômico tem de ser capaz de responder.

Quase três décadas já se passaram após a queda do Muro de
Berlim — tempo suficiente para que um socialista “moderno” apresentasse ao
menos algumas idéias sobre como seria um tipo diferente de socialismo. E, no
entanto, aqui estamos. Após todos esses anos, os socialistas ainda não saíram
do estágio das frases de efeito, dos clichês e dos lugares-comuns.

Mas não prenda a respiração. Nenhum socialista jamais
descreveu como funcionaria uma economia socialista. Você encontra vários livros
descrevendo exatamente como funciona uma economia de mercado — como a
propriedade privada gera o sistema de preços e
como estes preços livres fazem a alocação de recursos escassos, garantindo que
sempre haja oferta –, mas você não encontra absolutamente nenhum explicando
como seria organizada uma economia socialista.

O próprio Marx nunca
mostrou como o sistema de produção poderia ser organizado sob o socialismo. Ele
nunca forneceu nenhum detalhe sobre como seria uma sociedade socialista, exceto
em uma breve passagem que foi publicada em um livro escrito conjuntamente com
Engels e com o homem que os havia apresentado em 1843, Moses Hess. O livro foi
intitulado A Ideologia
Alemã
 (1845). Só foi publicado em 1932.

Eis a descrição do
comunismo:

Assim que a
distribuição do trabalho passa a existir, cada homem tem um círculo de
atividade determinado e exclusivo que lhe é imposto e do qual não pode sair;
será caçador, pescador, pastor ou um crítico, e terá de continuar a sê-lo se
não quiser perder os meios de subsistência

Na sociedade socialista,
porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não
tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a
produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da
manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e
tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador,
pescador ou crítico.

Esta fixação da
atividade social, esta petrificação do nosso próprio trabalho num poder
objetivo que nos domina e escapa ao nosso controlo contrariando a nossa
expectativa e destruindo os nossos cálculos, é um dos fatores principais no
desenvolvimento histórico até aos nossos dias.

Agora veja bem: há
aproximadamente 70 volumes das obras de Marx e Engels, mas essa é a passagem
mais longa que descreve o funcionamento de uma sociedade socialista e de como
seria a vida sob esse arranjo.

O que nos leva ao segundo ponto.

Os autores dos artigos acima parecem não ter se dado conta
de que não há nada de original nas aspirações grandiosas que eles escrevem, e
nem nas frases de efeito que utilizam. Dar “ao povo” o “controle democrático”
da economia sempre foi a aspiração —
e a promessa — do socialismo.

Da maneira como eles falam, dá a entender que tais
aspirações grandiosas nunca passaram pela cabeça das pessoas que estavam
envolvidas nos projetos socialistas do passado. Muito pelo contrário: essa sempre foi a ideia. Nunca houve um caso
em que os socialistas começaram sua revolução com a intenção expressa de criar
ditaduras e sociedades estratificadas controlada por uma elite tecnocrática. O
socialismo sempre se degenerou nisso, mas não porque essa era a intenção
inicial: o socialismo sempre acaba criando uma sociedade de castas porque ele inevitavelmente
requer uma ditadura
.

Os socialistas normalmente reagem com uma genuína irritação
quando um oponente menciona qualquer um dos vários projetos fracassados do
socialismo. O socialismo foi aplicado na União Soviética,
em Cuba,
na China,
na Coreia do Norte,
no Camboja,
na Etiópia e no
Zimbábue
 e em vários outros regimes menos famosos. Atualmente, está em
escala plena na Venezuela.
Os socialistas vêem essa lista como um espantalho, um golpe baixo. Como
consequência, eles se recusam a responder à pergunta: por que todas essas
tentativas deram errado?

De acordo com os socialistas “modernos”, essas tentativas
anteriores de socialismo fracassaram simplesmente porque seus líderes não
tentaram com afinco, e isso é tudo.

É óbvio que não é tão simples assim. Após Mises, em 1920,
ter explicado em excruciantes
detalhes
por que o socialismo é uma impossibilidade prática em termos
econômicos, Friedrich Hayek, em 1944, explicou que o
socialismo sempre, e inevitavelmente, leva a uma extrema concentração de poder
nas mãos do aparato estatal. E explicou por que a ideia de que esse poder
concentrado possa ser democraticamente controlado é uma ilusão.

Finalmente, os socialistas contemporâneos são totalmente
incapazes de abordar as deficiências do socialismo na esfera econômica. Eles
falam muito sobre como sua versão moderna de socialismo seria democrática,
participativa, não-autoritária, bela e meiga. Mas é só.

No entanto, pelo bem do debate, vamos supor que eles fossem
capazes de provar que Hayek estava errado, e que é possível haver socialismo
sem ditadura. E aí?

Eles seriam capazes de evitar os Gulags, os julgamentos sem
o devido processo legal e as ações da polícia secreta, algo que, obviamente,
seria um grande avanço em relação às outras versões do socialismo que existiram
no passado. Mas ainda teriam de resolver o problema da economia disfuncional.

A economia importa

Os socialistas contemporâneos parecem simplesmente partir do
pressuposto de que uma versão democrática do socialismo seria não apenas mais
humana, como também mais economicamente produtiva e eficiente: apenas
reformemos o sistema político, e todo o resto melhorará como mágica.

Só que não há nenhum motivo para se pensar assim.
Democracia, liberdades civis e direitos humanos, por si sós, não fazem
com que países pobres se tornem ricos
.

Uma versão da Alemanha Oriental sem a Stasi, o Muro do
Berlim e toda a brutalidade da policial seria um país muito melhor do que
aquele que efetivamente existiu. Mas, ainda assim, a produção per capita da
Alemanha Oriental era 70%
menor
que a da Alemanha Ocidental. A democracia, por si só, não teria poder
nenhum para reduzir
essa disparidade
.

Uma versão da Coreia do Norte sem a polícia secreta e os
campos de trabalho forçado seria um país melhor do que o que atualmente existe.
Mas mesmo assim: a diferença de padrão de vida entre a do Norte e a do Sul é tão
obscena, que o sul-coreano médio é até 8 centímetros mais alto que o faminto
norte-coreano médio, e sua expectativa de vida é mais de 10 anos maior. A democracia
não faria com os norte-coreanos fossem menos famintos, mais altos e com maior
estatura.

No final, ainda que os socialistas contemporâneos de fato
fossem capazes de criar um socialismo democrático e não-totalitário (algo impossível na
prática, por definição
), eles ainda assim têm de explicar como funcionaria
uma economia centralizada.

O desafio
lançado por Mises
, ainda em 1920, segue sem ser respondido até hoje.

Conclusão

No final, o argumento “moderno” em prol do socialismo se
resume a apenas isso: “Da próxima vez, será diferente. Confie em nós.”

Após dezenas de tentativas fracassadas (e impressionantemente mortíferas),
convenhamos que isso não é muito persuasivo.

_______________________________________________

Leia também:

O grande problema do socialismo não é a falta de conhecimento, mas sim a incapacidade de calcular

A catástrofe humanitária do socialismo venezuelano: 90% da população vive hoje na pobreza

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88 comentários em “Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo”

  1. Será que não é o capitalismo que falha todo dia pra ter esse tanto de socialista ressurgindo assim ?

    Nós estamos em 2018, o muro já caiu, mas parece que o mundo ta cada vez mais flertando com a esquerda.

    As pessoas não param de querer mais Estado, não param de pedir mais Igualdade.

    Até nos EUA, a quantidade de esquerdista que surge ali é absurda. É o lugar que mais produz pensamento anti americano (risos)

    O povo olha pra China, que cresce sem democracia, e vê aquilo com nojinho. Ninguém quer ser como a China.

    Mas a China tem o partido único, tem o Estado forte controlando tudo…ora não seria o sonho dos esquerdistas ?

    Que contradição…

    Mas os esquerdas de hoje são progressistas, a palavra da vez é a DEMOCRACIA. É o ESTADO DE DIREITO.

    Será que a democracia vai transformar todo mundo em esquerdista ?

  2. O padrão é imutável:

    Marx defendia a abolição da propriedade privada e a estatização de todos os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, escritórios, maquinários, equipamentos, computadores etc.). Ele chamou isso de “socialismo científico”.

    “Mas não é isso o que defendemos!”, afirmam os socialistas de hoje.

    Lênin estabeleceu a URSS e colocou o estado soviético no comando de cada aspecto da vida do indivíduo e fez isso “pelo bem do povo”. Quando a coisa deu errado, recuou e permitiu um pouco de livre iniciativa. Stalin o sucedeu, intensificou o socialismo e declarou que o arranjo iria fazer chegar à perfeição “o paraíso dos trabalhadores” prometido pelos intelectuais socialistas. Gerou milhões de cadáveres.

    “Mas não é isso o que defendemos!”, alegam os socialistas de hoje.

    Hitler e seus asseclas “planejaram” inteiramente a economia alemã, impuseram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. Os nazistas se auto-intitularam socialistas e até mesmo deram ao seu partido o nome de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

    “Mas não é isso o que defendemos!”, gritam os socialistas de hoje.

    Quinze diferentes repúblicas dentro do império soviético se proclamaram inteiramente dedicadas ao socialismo — até que todos os seus regimes entraram em colapso nos período de 1989 a 1991. (Veja alguns relatos sobre a vida nesses países aqui, aqui e aqui).

    “Mas não é isso o que defendemos!”, dizem os socialistas de hoje.

    Desde a década de 1950, dezenas de regimes na África e na Ásia se comprometeram com a utopia socialista, abraçando orgulhosamente o socialismo pelo nome. E gerando outros milhões de cadáveres, a maioria por inanição.

    Absolutamente todos eles geram a mesma proclamação dos socialistas de hoje: “Mas não é isso o que defendemos!”.

    Socialistas ao redor mundo se regozijaram com a ascensão ao poder do socialista Hugo Chávez na Venezuela. “É exatamente isso o que defendemos!” tornou-se o mantra dos socialistas à medida que o governo venezuelano ia expropriando, estatizando e redistribuindo.

    Mal se passaram 15 anos, e a economia venezuelana está hoje à beira do total colapso, com pessoas matando cachorros nas ruas para ter o que comer e recém-nascidos morrendo como moscas nos hospitais públicos do país. Consequentemente, tornou-se impossível encontrar um socialista que defenda o atual regime venezuelano.

    Porém, aqueles poucos que se pronunciam apenas dizem “Mas não é isso o que defendemos!”.

    Quando essa gente vai criar vergonha na cara? Quando vai acabar?

  3. “Sob o socialismo, você ou mata a vaca de uma vez ou a ordenha 24 horas por dia. Mas uma coisa é certa: quando o leite acaba, os socialistas culpam a vaca.”

  4. Eles mudam a definição de socialismo sempre que convém, assim tudo é socialismo e nada nunca é socialismo ao mesmo tempo, a depender do resultado temporário que produz.

    Outro dia mesmo um seguidor da “Socialista Morena” (dá até uma dor no pâncreas de lembrar) disse que “os liberais usam Mises para refutar argumentos do socialismo que nem os socialistas usam mais”, assim, na maior cara de pau.

    Ou seja, a falsa noção de que o valor é objetivo defendida por Marx e do planejamento central, cerne do arranjo socialista, não seriam mais “socialismo” na cabeça daquele ser. É inacreditável.

    Por isso que digo: não há nem sentido discutir com os socialistas modernos. Eles tem um grau de canalhice e dissonância cognitiva que torna praticamente impossível qualquer tipo de debate, visto que, se não é possível definir nada (as definições mudam toda hora), não é possível tirar nenhuma conclusão.

  5. Qual a opinião dos senhores sobre a futura venda da Embraer para a Boeing?

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,boeing-e-embraer-estao-proximas-de-acordo,70002276186

  6. Acredito que o socialismo encontre terreno fértil na ausência de uma educação voltada para o ensino dos pilares econômicos e das leis de mercado.

    Muitas pessoas, da qual me incluía e até certo ponto posso permanecer incluso, não dominam economia como deveriam. E isso abre espaço para especulações amadoras de toda ordem do que deveria ser feito para um mundo melhor.

    Se ao invés de “doutrinação desastrada” fosse ensinado economia e história de fato, em escolas, o socialismo já estaria morto. E poderíamos rumar a um modelo econômico sustentável e em plena adaptação as demandas do mundo moderno.

    Mas desejar algo assim, uma educação pura, sem lastro ideológico visando unicamente o desenvolvimento do indivíduo é utópico nesse mundo em que vivemos.

    Felizmente, o Brasil não se tornou uma Venezuela. E se bem lutarmos para isso, talvez nunca se torne. Ainda há liberdade, mesmo que forças doentias se levantem em uma tentativa desesperada de ceifá-la.

    Ironicamente, o maior inimigo da esquerda tem sido a liberdade de informação. Nunca antes se viram surgir tantos liberais, por causa da censura e doutrinação em sala de aula. Mas a internet mudou tudo… talvez, por isso, o maior sonho dos ditos “progressistas” seja “regular” a internet.

  7. Antônio Galdiano

    Karl marx é literalmente um zero à esquerda em sua cidade natal:

    g1.globo.com/economia/noticia/cidade-de-karl-marx-vende-notas-de-0-euro-para-marcar-seu-aniversario.ghtml

  8. Como detectar um discurso soça: é só contar algumas palavras-chave tipo: “empoderar”, “justiça social”, “a nível de”, “agregar valor”, “minorias”, e qualquer outro termo absoluto e/ou megalômano.

    Pronto, falei!

  9. Antônio Galdiano

    Completamente off topic, mas muito importante pra mim: tem algum texto do IMB que trata da reforma trabalhista? Não achei nada comentando medida por medida…

  10. Sempre que alguém vem com esse papo de tentar um novo socialismo, sempre respondo o seguinte: "a versão alemã do nacional-socialismo não era o "verdadeiro" nacional-socialismo, por isso acho que deveríamos tentar de novo, com eleições e tudo".

    Curiosamente, o debate sempre acaba aí.

  11. Não perca tempo debatendo com esquerdistas, o motivo é simples: ou o sujeito é burro como um jumento ou é um vigarista.

    Eu nem cumprimento esse tipo de gente.

  12. Pensador capitalista

    A AmBev é uma megacorpoção brasileira, aparentemente imbatível,mas está perdendo terreno para as cervejarias artesanais,portanto só com o socialismo democrático seus funcionários reunidos em assembléia democrática iriam pedir para fechar as outras cervejarias.enfim este seria um cenário plausível neste sonho socialista, socialismo democrático,KKK, só mesmo rindo desta ideia contraditória,pois para os funcionários pedirem o fechamento das concorrentes só num sistema ditatorial,e o socialismo adora uma ditadura.Por isto sou contra esta ideologia ditatorial.

  13. Talvez tenhamos chegado em um ponto FILOSÓFICO, no sentido de que, o ser humano sempre estará procurando chegar a PERFEIÇÃO. Coincidentemente,

    o físico Marcelo Gleiser, esbarrou nesse tema…..e raciocinou que: o homem sempre considerou a Natureza perfeita….em cima desse conceito…

    formulou sentenças matemáticas exatas,para explicá-la. Porém…devido aos avanços tecnológicos, descobrimos a fisica quântica, uma Natureza que é “IMPERFEITA”

    (não há uma resposta exata e sim possibilidades). Na verdade a Natureza (PERFEIÇÃO) da vida está na IMPERFEIÇÃO….somos seres naturalmente imperfeitos,

    traduzidos pela física matematicamente sem exatidão …..o que quer dizer que, na Natureza não existe um padrão de perfeição exata, somos DIFERENTES….e é exatamente essa característica que nos torna tão PERFEITOS do jeito que somos! Seres únicos, individuais.

    Portanto, culpar o “capitalismo” pela desigualdade congênita da humanidade é insano.

    Temos sim que, discutir a questão da conscientização do consumo, conscientização do processo de produção, conscientização da relação simbiótica trabalhista… mas sempre visando o livre mercado.

  14. Vocês têm mente fechada! Só porque o socialismo causou ditaduras, violência, miséria, fome e mortes em todas as vezes que foi implementado vocês pensam que vai acontecer de novo!

    Agora falando sério: o artigo é bom, mas o autor é muito paternalista, acredita que todos os socialistas são sinceros e realmente buscam o que dizem buscar.

    Nem todo esquerdista é esquerdopata, mas quanto mais o sujeito sobe na hierarquia igualitária da esquerda, mais ciente ele é de que a narrativa não passa de pretexto para obter poder total à custa de enorme sofrimento para a população.

    * * *

  15. Ailton Ferreira da Silva

    O socialismo comunismo narcizismo, balaio de Gato pardos, apostam no ROUBO malversação e impunidade em vez da meritocracia. Por isso, qto maior o caos SOCIAL e econômico maior será o seu reinado.

  16. Boa tarde pessoal! Meu nome é Gabriel Coury tenho 32 anos!

    Sou novo por aqui! cheguei neste site através do canal no youtube Brasil Paralelo. Li os posts dessa página e gostei muito, quero entrar nesse mundo de estudos sobre o Liberalismo, com o objetivo de adicionar conhecimento sobre o assunto.Gostaria de saber quais estudos de referencia que posso ter , quero que recomendem a mim leituras nesses campos abaixo:

    Filosofia

    Ciências

    Politica

    Artes

    História

    Já possuo Um livro Discurso do Método do Descartes(O qual eu já li e esqueci)!

    Estou lendo um livro que estou achando muito bom e que foi ele que fez eu ter mais prazer em ler porque eu não tinha o costume de ler. O livro É do Filosofo A.D. Sertillanges – A Vida Intelectual!

    Tomo como referencia para livros de estudo as Recomendações do Nando Moura assim como a sua Biblioteca Virtual.

    Obrigado a Todos.

  17. Lockdown é falacia

    Um artigo URGENTE a ser feito é sobre LOCKDOWN, comparando a europa, a escandinavai com a suécia. Comparando a américa latina inteira… Estados americanos…. Vocês são bons em artigos e de argumento, acho que precisam se unir e montar um artigo top, desmontando a imprensa e o establishment. E o PRINCIPAL: Demonstrando a HIPOCRISIA, a contradição e a falta de coerencia dos ”detentores da verdade” nessa pandemia.

    Abraços

  18. Hahaha, começou!

    ‘Cubanos perceberam que não há um governo socialista ou comunista, mas um regime de militares que se transformaram em empresários’, afirma o escritor Ernesto Pérez Chang

    g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2021/07/15/cubanos-perceberam-que-nao-ha-um-governo-socialista-ou-comunista-mas-um-regime-de-militares-que-se-transformaram-em-empresarios-afirma-o-escritor-ernesto-perez-chang.ghtml

    “Deturparam Marx! Nunca foi socialismo de verdade!” (episódio 13.171)

  19. Quem REALMENTE acredita no socialismo, precisa assistir a minissérie “Chernobyl” da HBO. Outro dia, li num site algo que me fez pensar: “o defensor do socialismo deveria receber salários de Cuba, viver na liberdade da Coreia do Norte, com a abundância material da Venezuela e sob a justiça da China”.

    Eu não diria melhor!

  20. É IMPOSSÍVEL argumentar com socialistas!

    Eles não aceitam argumentos ou ideias contrárias aos seus ideais!

    Não querem conhecer o outro lado!

    Não querem por um único momento refletir e repensar suas próprias ideias!

    E toda vez que eles concordam com algum liberal ou libertário vem em seguida um “mas..” para simplesmente discordar de novo.

    Eu já desisti dessa turma. Agora eu converso somente com os indecisos, conservadores, minarquistas e qualquer outro que esteja perdido sobre o caminho da liberdade.

    Todos os dias esses socialistas se contradizem, mentem, invertem e interpretam as informações como BEM querem e não como as coisas são.

    É pura perca de tempo tentar mostrar a eles que estado é uma gangue, que imposto é roubo e que a coisa mais valiosa que temos na nossa vida e que vem antes de tudo é LIBERDADE.

  21. Um pequeno diálogo que resume muito bem a mentalidade desse pessoal:

    João: Olha! Construí esse belo avião e vou fazê-lo voar hoje! Já contratei o piloto, ele está lá dentro.

    Maria: Isso foi feito pra voar? Está todo mal-feito, as asas são assimétricas, o avião é feito de chumbo pesado e o motor é de um carrinho de controle remoto. É mais fácil um elefante voar do que isso.

    João: Não se preocupe, Maria. Confia em mim, isso vai funcionar. Vou empurrar o avião do precipício, ele vai voar, com certeza. Minhas teorias me dizem que aviões voam melhor se forem mais pesados e se forem assimétricos.

    *João então empurra o avião do precipício, ele cai e o piloto morre *

    Maria: Viu! Eu disse que o seu avião não iria funcionar! Você matou o piloto! Sua teoria está completamente errada.

    João: Aviões de verdade voam. O que eu fiz não voou; logo, não é um avião de verdade. Você não pode criticar minha teoria por aquilo ter caído, porque a minha teoria só se aplica a aviões; se aquilo não voou, não é um avião de verdade e, portanto, minha teoria não se aplica neste caso. Vou tentar mais uma vez, só que agora com um uma âncora amarrada nele e só com uma asa.

  22. Estamos todos ferrados. Judiciário declarando abertamente apoio ao PT, a máquina já venceu, já vivemos uma ditadura basicamente sem volta – ao menos não pacífica. No final das contas tudo se resolve com violência mesmo.

  23. Prezado Niemietz – Desde a minha época de estudante de Ciências Econômicas o assunto me ocupa. Em inúmeras idas e vindas sobre o assunto observo que sempre a ideia do Socialismo/Comunismo parte da distribuição de riqueza/renda. No entanto nunca vi uma proposta socialista de utilizarem um grupo étnico em organização tribal para organiza-lo desse modo. Um grupo que não tenha riqueza nos padrões Ocidentais.

    Cheguei a conclusão que jamais o farão porque não existe riqueza em tais grupos. Imagine uma tribo numa Ilha em meio ao Oceano vivendo de coleta de frutos e mariscos. Que riqueza dividirão? Só há ideia de Socialismo sobre alguma riqueza que alguém amealhou. A competência do sistema socialista é máxima ao transformar uma sociedade organizada em “algo” sem identidade. A Tribo tem identidade e organização natural. Portanto nem isso conseguem tais organizadores. A característica principal do Socialista é a preguiça e o oportunismo de lambuzar-se do que outros acumularam.

    O socialismo funciona até que o dinheiro de quem o financia acaba.

    Uma vantagem no sistema tribal e capitalista é a liberdade de não ser. Basta recusar-se a participar. No outro não há opção; o indivíduo é obrigado a participar. No capitalismo posso ser um andarilho pelas estradas. Viver sem rumo por opção. Sempre há alguém que me auxilie ou não. Foi minha opção minha situação terá sido minha opção. Jamais poderei reclamar.

    Mais curioso no comportamento atual é que os que mais defendem o sistema socialista serão as primeiras vítimas. Intectuais, profissionais de comunicação e outros serão os primeiros a perderem sua função na “sociedade”. Evidentemente porque os líderes sabem que os usaram e poderão ser reutilizados numa contra revolução. Serão substituidos por elementos mais úteis, sem a característica de militante.

    O indivíduo que é pobre quer ser rico? Será? Quando lhe mostrarem todas as obrigações, riscos e deveres que virão junto, terá ainda a vontade?

    A educação como ferramenta do indivíduo para tomar consciência que pode pensar e decidir o que é melhor a si trás capacidade de evolução. Não importará o regime. O indivíduo que evolui toma consciência de sua existência e decide o que e como contribuir a sociedade.

    Antes disso, não conseguimos nem nos comportar numa Assembleia de Condominio, dirá organizar uma sociedade.

    Livre mercado, livre escolha, livre expressão,livre iniciativa. Liberdade com responsabilidade. A natureza é caótica, segue seu rumo livre.

    Abraços

  24. Boa tarde,

    na minha opinião faltou abordar no artigo o “exemplo” de socialismo que deu certo segundo a ótica esquerdista (paises nórdicos) kkkkk

  25. Como assim “nenhum deles disse o que faria diferente” sendo que Elizabeth bruening disse exatamente o que não foi feito. Socialismo consiste na divisão de poderes e de riquezas. Não estou dizendo que o socialismo implantado hoje em alguns lugares é perfeito, pelo contrário! Precisam de mudanças, sim… Evoluir é preciso e não é possível evoluir sem mudanças. Eu sempre pensei que deveria ser um intermediário entre socialismo e capitalismo… Um socialismo com democracia, mas infelizmente o problema no socialismo é o ser humano e sua gana. Gana de poder, gana de riquezas.

  26. Quer dizer que a França socialista que tem leis trabalhistas pesadas e sindicato forte, gasto governamental em mais de50% do PIB, escolas públicas de qualidade e fortíssima rede de proteção social bancada pelo Estado é um exemplo de fracasso pra vocês?

    Aquilo ali é um sucesso estrondoso.

    Enquanto isso no Brasil o Paulo Guedes discute reduzir o salário mínimo.

    Que mentalidade atrasada desse liberaloide

  27. Urgente, a pesquisa que mais assertiva no Primeiro Turno acaba de lançar Lula eleito:

    exame.com/brasil/pesquisa-eleitoral-atlas-intel-lula-bolsonaro-24-outubro/

    Quem disse que ela foi assertiva? Aqui:

    correiodoestado.com.br/politica/saiba-quais-os-institutos-de-pesquisas-que-mais-erraram-e-acertaram-no/406324/

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