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O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos

“Livre comércio só é bom quando é para ambos [os
países envolvidos numa relação bilateral de comércio]”.

Esta afirmação, que tem repercutido nas mídias
sociais e sido objeto de fervorosas polêmicas, seria verdadeira?

Frequentemente, as pessoas no Brasil optam por
comprar componentes eletrônicos, automóveis, eletrodomésticos, telefones e
outras mercadorias de pessoas que produziram essas coisas na Coreia do Sul. Em
2016, o valor das vendas dos coreanos para os brasileiros superou os US$
5 bilhões
.

É tão forte a preferência nacional por esses produtos
sul-coreanos, seja pela sua qualidade, preço, ou uma combinação de ambos, que,
para comprá-los, os brasileiros concordam em submeter-se a tarifas, cotas, barreiras
e exigências kafkianas impostas por políticos e burocratas brazucas.

E fazem isso repetidamente, de livre e espontânea
vontade, ano após ano, mesmo havendo uma infinidade de alternativas de
mercadorias similares, produzidas no Brasil mesmo e também ao redor do mundo.
Só pode ser porque muitos brasileiros têm confirmado, por experiência própria,
repetidas vezes, que saem ganhando quando escolhem comprar dos coreanos.

Não fosse essa preferência claramente demonstrada
pelos brasileiros, não haveria tantos produtos sul-coreanos em nosso mercado. Questão
de lógica.

As pessoas na Coreia do Sul, da mesma forma, ao
continuarem se dando ao trabalho, por anos a fio, de fabricar, vender,
transportar para o outro lado do mundo e aturar as idiossincrasias tupiniquins
também demonstram que vender para os brasileiros lhes é vantajoso.

Os indivíduos envolvidos, tanto os que vivem no
hemisfério oriental quanto os que habitam o hemisfério ocidental, demonstram
reiteradamente sua satisfação com esse arranjo.

E
se fosse unilateral?

Imagine agora um mundo hipotético, no qual o comércio
exterior fosse totalmente aberto no Brasil, mas fechado na Coreia do Sul para
os produtos brasileiros. Suponha que políticos e burocratas brasileiros,
iluminados pelas ideias liberais (sonho…), tenham suspendido unilateralmente
todas as tarifas e barreiras à importação de produtos.

No entanto, nesse mundo imaginário, os coreanos não
compram nenhum produto feito em território brasileiro. Nada. Zero. Os políticos
e burocratas da Coreia do Sul, por qualquer razão que seja, resolveram privar totalmente
os cidadãos sob seu jugo do acesso às nossas commodities.

Esqueça os quase 3 bilhões de dólares em minério de
ferro, farelo de soja, milho, etanol e outras mercadorias que os empreendedores
e trabalhadores brasileiros vendem para o mercado coreano. Faça de conta que esses
51 milhões de sul-coreanos não compram por aqui 80% do frango que importam.

Sendo assim, as pessoas no Brasil, para conseguir os
dólares com os quais comprar os cobiçados produtos de marcas como Samsung, Kia,
LG e Hyundai, terão de se contentar em vender os frutos de seu trabalho somente
para o restinho da população mundial, aquelas cerca de 7,5 bilhões de pessoas
que vivem fora da península coreana.

Será que, nesse mundo de faz de conta, em que o
mercado é totalmente aberto aqui e totalmente fechado na Coreia do Sul para nós,
seria menor a satisfação dos consumidores brasileiros ao abrir a embalagem de
um reluzente smartphone Galaxy S8, ao sentir
o cheirinho de novo do seu SUV Sportage, ao
ver a Copa do Mundo na LG Smart TV 4K? Óbvio
que não.

Será que, por sua vez, os coreanos que produziram e
venderam seus produtos aos brasileiros considerarão essa venda mais vantajosa só
porque estão privados pelos seus governantes de comprar a nossa soja e minério?
É óbvio que também não.

Note: mesmo nesse mundo hipotético de livre comércio
perneta, de um só e não de “para ambos”, muita gente sai ganhando. Lá e aqui.
Livre comércio só é bom quando é para ambos? Não.

“Ah, mas nesse mundo hipotético a Coreia faria com
que mais empregos fossem gerados em seu território, pois estaria se
aproveitando do mercado brasileiro sem perder seu próprio mercado para a
concorrência brasileira”, alguns argumentam.

Em primeiro lugar, é necessário dar nome aos bois: a
“Coreia” não “faria” nada. Quem “faria” alguma coisa seriam seus políticos e
burocratas: restringir pela força o acesso dos cidadãos sob seu domínio às commodities que estes desejam comprar
dos brasileiros.

Mas isso ainda é o de menos.

Digamos que a restrição em questão
seja sobre a carne bovina. Se os brasileiros são mais produtivos na pecuária,
ao restringir o acesso da população sul-coreana à carne produzida no Brasil, os
políticos e burocratas orientais de fato criarão empregos adicionais entre os
pecuaristas sob a sua proteção. Isso será relativamente fácil de ver, de
mensurar. Será possível mostrar na TV os sorridentes rostos dos trabalhadores rurais
orientais, protegidos pelos governantes da concorrência brasileira, com seus
novos empregos nos abatedouros.

Frédéric Bastiat, no entanto, nos ensinou que é
preciso ater-se também ao
que não se vê
: a carne bovina ficará mais cara nos mercados sul-coreanos. As
pessoas por lá, ao gastarem mais com carne, terão menos renda disponível para consumir
outras mercadorias e serviços. Consequentemente, a demanda por outros bens e serviços
será fatalmente reduzida, causando diminuição de investimentos e empregos em
todos estes outros setores.

E no Brasil? Qual a consequência da restrição
coreana à carne brasileira? Provavelmente, redução de empregos na pecuária
local, rostos chorosos de desempregados na TV, vítimas da discricionariedade
violenta dos políticos e burocratas coreanos.

E o que não se veria? Os brasileiros, ao agora
poderem comprar telefones, TVs e carros mais baratos (pois as tarifas de importação foram zeradas), teriam mais dinheiro
sobrando para consumir mais de outros tipos de mercadorias e serviços. Com maior
poder de compra há mais demanda, o que exige investimentos para saciar esta
demanda. Investimentos geram mais empregos e produção em vários outros setores
da economia.

Ou seja: mesmo nesse livre comércio perneta, os
brasileiros teriam acesso a produtos mais baratos, o que aumentaria a renda disponível
e, consequentemente, a demanda. Haveria mais investimentos e também mais
empregos. A oferta de bens em nosso mercado seria maior. Nosso padrão de vida
seria maior. Por outro lado, os sul-coreanos teriam carne mais cara e menos
empregos.

E isso não é apenas uma questão de teoria,
não. A própria empiria confirma isso. O quadro abaixo, elaborado pelo
economista argentino Iván
Carrino
, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com
a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica
da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um
deles para o ano de 2015.

IC.png

À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de
país historicamente estável ou de economia livre –, a conclusão a partir dos
dados é clara: o desemprego nada tem a ver com a abertura econômica. Como
mostram os quatro primeiros países, quanto mais aberto ao
comércio, menor a taxa de desemprego.

Conclusão

Há duas pessoas em uma canoa, uma de cada lado. Uma
delas comete o insano ato de dar um tiro na sua própria extremidade da canoa,
abrindo um buraco no chão da embarcação, a qual começa a afundar. Quão
inteligente seria se a outra pessoa retaliasse dando um tiro na sua própria extremidade
da canoa?

É exatamente isso o que defendem os proponentes da retaliação
comercial.

Qual seria então a reação apropriada à injustiça
cometida com aqueles que perderam seus empregos na pecuária brasileira em razão
da intervenção violenta dos políticos e burocratas coreanos? Se você disser “restringir
a entrada de produtos da Coreia do Sul no Brasil, em retaliação”, estará defendendo
dois buracos na canoa.

Encarecer artificialmente os componentes eletrônicos, as máquinas, as TVs,
os smartphones e os carros para todos os brasileiros em nada irá ajudar os
desempregados da pecuária. Ao contrário: tende só a aumentar seu contingente. Pior: diminuirá substantivamente o padrão de vida de toda a população (especialmente a dos desempregados).

Por outro lado, se você reagir denunciando a
injustiça dos governantes da Coreia do Sul cometida lá e aqui contra indivíduos
inocentes, e pressionar pela a abertura do mercado coreano, estará de fato combatendo o bom combate.

Livre comércio não é bom só quando é para ambos — mas, sem dúvida nenhuma, é ainda melhor.

______________________________________

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imprescindível para o crescimento econômico – e isso não é folclore

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125 comentários em “O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos”

  1. Eduardo Bolsonaro soltou esta pérola objeto do artigo, já cansei de responder aos meus amigos e colegas Bolsominions “Porque não fazemos carne assim como os coreanos fazem eletrônicos” Até a carne paraguaia está com padrões mais altos de qualidade e não param de abrir mercados. E nós aqui enrolados com a carne fraca.

  2. Causas reais do sucesso econômico e educacional da Coréia do Sul:

    1- Ditaduras militares completamente de direita, controlando todo o país, por cerca de trinta anos. Nos anos 1950, os generais sul-coreanos usavam de governos-fantoches e de 1961 até 1988, existiram dois generais-ditadores com mão de ferro governando a Coréia do Sul. Não houve espaço político para possíveis clones coreanos de Jango, Sarney, FHC, Lula, Dilma, etc.

    2- Um modelo econômico completamente de direita, sem espaços para getulhismos do tipo monopólio estatal do petróleo ou reservas de mercado.

    3- Dos anos 1950 ao final dos anos 1980, havia punição brutal a professores que ousassem pregar marxismo e esquerdismos em geral, nas aulas.

    4- Dos anos 1950 até o final dos anos 1980, haviam castigos físicos para alunos que faltavam às aulas, conversavam nas salas de aula, tiravam notas baixas. Estes castigos físicos existiam desde a pré-escola, até o final do segundo grau.

    5- O governo obrigava e tinha na educação, o objetivo maior do país, ao lado dos gastos militares. No Brasil, de Sarney para cá, apenas os gastos com a ciranda financeira superam mais do dobro de todos os gastos restantes, em conjunto, sendo o espaço de defesa + educação sempre inferior a 10% do gasto público de Sarney(em 1985) para cá.

    6- Ao contrário da lenda, os professores da Coréia do Sul ganhavam pouco, nos anos 1960 e 1970, mas eram altamente cobrados, pelo seu desempenho.

    7- Por ter poucos recursos, as escolas da Coréia do Sul, não tinham lugar para atividades esportivas.

    8- O ensino superior foi reduzido, mas moldado ao modelo americano, sendo os professores trazidos das melhores universidades americanas. Sul-coreanos que foram estudar lá e, voltaram.

    9- Os pais que deixavam seus filhos foram da escola eram presos. E aqueles que mandavam seus filhos pedirem esmola na rua além de presos, perdiam a guarda das crianças. A mendicância era e é um crime, na Coreia do Sul. Em suma. Na Coréia do Sul, se criminalizou a ignorância e a mendicância, enquanto aqui se chama de “vítima do capitalismo”, aqueles que mandam seus filhos pedirem esmolas, lá na Coréia do Sul, eles foram tratados como criminosos, já na década de 1950.

    10- A Coréia do Sul se fez uma firme aliada dos Estados Unidos.

    11- A Coréia do Sul não tem riquezas naturais. Sem espaço para slogans vazios do tipo “O petróleo é nosso!”.

    12- Se impôs o ensino de inglês, que é a língua franca de todos os ramos do conhecimento humano, em todos os colégios. Aqui, o Lula impôs o ensino do inútil espanhol e dos nocivos sociologia e filosofia, que são cadeiras cativas de fracassados marxistas, em todos os colégios. Tornando assim nossos colégios em fábricas de comunistas, incompetentes e imbecís.

  3. Atualmente o Mercosul negocia acordo de livre comércio com praticamente toda a Europa.Tem o acordo com a UE,outro acordo com o EFTA, e por fim um acordo em separado com o Reino Unido.Todos sabemos que não se trata de livre comércio genuíno,mas é melhor do que como está.Tomara que as divergencias sejam superadas e esses acordos saiam do papel,afim de que os europeus possam vender livremente seus produtos industrializados por aqui.As commodities brasileiras são produtos escassos e imprescindíveis para o mundo,assim sendo sempre haverá quem queira comprar nossa soja, petróleo e ferro.Não há nenhum risco de faltar divisas para importarmos os produtos europeus se esses puderem entrar livremente no país.

  4. Depende. Se for da China comunista chinesa, não vale a pena. Se você for fazer livre mercado assim, vai entrar pelo cano. A soberania nacional corre perigo. Por isso, medida acertada do Trump e, espero que com a direitona surgindo no Brasil, Jair Messias Bolsonaro seguirá o mesmo caminho. Esses liberais vivem num mundo cor de rosa, enfeitado de purpurina.

  5. Patriota Libertário

    “Livre comércio não é bom só quando é para ambos — mas, sem dúvida nenhuma, é ainda melhor.”

    Desculpe-me o autor,mas esta conclusão ficou confusa,pois na introdução você defende que o livre-comércio é bom,mesmo sendo unilateral e no final diz que bilateral é melhor ainda,enfim ficou estranha esta conclusão para um libertário minarquista(Só defendo o poder de polícia,penitenciarias e poder judiciário estatal,visto sua amplitude e credibilidade coletiva e demais áreas hoje monopólio do estado,privatizadas,apesar de apreciar com bons olhos o sistema descentralizado de chefias na Islândia medieval e os juízes israelitas na antiguidade) igual a mim imagina para um leigo.

    No mais excelente texto e um abraço.

  6. Falando em Bolsonaro, os camaradas acham que ele se tornou um candidato mais atraente recentemente? Dada sua aproximação com o Paulo Guedes, o fato de ter feito concessões ao Livres; e suas breves epifanias de liberal (quando ele subiu a tribuna e reclamou de aumento de impostos, ou quando ele reclama da burocracia em entrevistas) para ficar bem na foto.

    Meu temor é que tenhamos um 2003 mais uma vez, e que dessa vez o presidente não faça a coisa sensata.

  7. FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO

    Isso do ponto de vista econômico é claro. Creio que ninguém aqui se posiciona contra o embargo à Korea do Norte, que é uma questão geopolítica e militar ( assim como a relação com a China, embora de maneira um pouco mais tênue )

  8. Uma reflexão sobre a preocupação do Bolsonaro em relação a segurança alimentar caso chineses comprem terras brasileiras:

    Se um brasileiro vende sua fazenda para um chinês, o chinês irá:

    A) Tornar a fazenda improdutiva por puro prazer de fazer faltar alimentos não se importando em tomar um baita prejuízo pois para ele o que importa é a satisfação de faltar comida na mesa do brasileiro?

    B) Produzir na sua nova fazenda e consumir sozinho a produção jogando fora o que sobrar para evitar que os brasileiros também comam sua produção?

    C) Produzir na sua nova fazenda e vender a produção para o mercado chinês (exatamente a mesma coisa que os produtores brasileiros já fazem sem prejudicar a segurança alimentar)?

    O que faria o chinês malvadão?

  9. Defensor da Liberdade

    Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!

    Se o país não quer fazer negócio, se ele quer taxar os produtos do concorrente…então deixa ele.

    Protecionismo e retaliação são ações normais na livre interação entre os países.

    Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!

  10. gean ( bad maluco )

    *Solução da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA para tudo: Taxe os mais eficientes.*

    *Solução de Mercado: Desonere a concorrência.*

  11. Mais um ótimo artigo.

    Interessante que a OMC, organização internacional supostamente criada para estimular o livre comércio, volta e meia autoriza seus membros a retaliarem uns aos outros em virtude de sobretaxas adotadas unilateralmente.

  12. Eduardo Bolsonaro

    Obter no exterior produtos de consumo é muito vantajoso para a população e seu bem estar, mas não haverá nenhum progresso econômico nacional efetivo trazendo tais bens de consumo, sobretudo de nações ditatoriais.

    O atual saldo positivo da balança comercial junto com a recuperação econômica prova que exportar mais e importar menos nos ajudará a sair da crise.

    Não visualizo nenhum dos pobres necessitados pedindo abertura comercial, querem moralidade na política e acesso aos serviços públicos que lhe são de direito. Os desejos consumistas da classe média terão que esperar, ajudem o país com seus privilegiados recursos intelectuais ou que vão pra Miami.

    Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

  13. O problema do Brasil não está na economia !

    Antes de qualquer”política econômica” que venha a ser sugerida como a “solução para todos os nossos problemas” temos que eliminar estas patologias:

    I) 70 mil homicídios

    II) socioconstrutuvismo e erotização infantil nas escolas de ensino básico

    III) marxismo nas escolas de ensino médio

    IV) esquerdopatia nas universidades públicas

    V) estatudo comunista do desarmamento

  14. Tudo muito bonito na teoria mas vou dar um exemplo:

    Meu primo, trabalhou em uma fábrica de componentes para sapatos durante 13 anos, o dono da fábrica pagava salário, impostos, conforme a lei… mas teve que demitir vários, pq perdeu muitos clientes para fábricas chinesas. Meu primo, não conseguindo emprego na cidade do interior em que morava, teve que se mudar para SP e trabalhar como motoboy, sofreu um grave acidente ficando meses parado e com uma sequela grave no joelho que prejudica seus movimentos, mas continuou trabalhando como motoboy, sente falta do seu antigo trabalho e padrão de vida. Só um tolo para acreditar que em 2010/2011 o dono da fábrica chinesa pagava os mesmo salários, impostos e estava sujeito a mesma fiscalização do que o fabricante brasileiro de componentes para sapato, pergunto: a concorrência foi justa ?

    – Dezenas de fábricas em Franca de sapatos e componentes foram fechadas pelo mesmo motivo, muitos vão falar:a culpa é do governo brasileiro e seus burocratas que acabam com o setor produtivo, com seus impostos e regulamentos, concordo.. só não entendo como apoiar a politica comercial de uma tirania como a China, que subsidia suas importações, e não submete a maioria do seu setor produtivo a nada próximo a CLT, vai ajudar.

    – A maioria da população vai comprar sapatos, celulares, tvs, carros, mais baratos… até quando?

    A China, pode comprar bilhões em frutas, carnes e minérios mas 80% da população não trabalha nesses setores mas sim em serviços e industria, e quando a China começar a fazer o que já faz na África.. comprar terras/industrias e trazer trabalhadores chineses para trabalhar nelas e toda a produção dessas empresas forem exportadas para China!

    Sou a favor da diminuição do estado e seus regulamentos e de um comercio livre com nações que respeitem, mesmo de uma maneira imperfeita as liberdades individuais e que não obtenham produtos e componentes de países autoritários como a China, até que eles mudem a sua política social e comercial.

  15. “Se abrirmos o país para o comércio exterior, nossas indústrias irão sumir!”, grita o protecionista inveterado.

    O mesmo protecionista, ao ver que determinadas indústrias estão demitindo, grita: “Os chineses são os culpados!”

    O que é realmente interessante é que nenhum protecionista tem a coragem de falar as coisas como elas realmente são: quem determina que uma indústria específica se tornou obsoleta não são os estrangeiros; são os consumidores.

    São os consumidores que, ao mudarem suas preferências de consumo e suas exigências de qualidade, determinaram que aquela indústria que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente remodelada e reestruturada.

    Quando empresários reclamam da concorrência dos produtos estrangeiros, eles na verdade estão reclamando de um fenômeno bastante específico: a mudança nas preferências dos consumidores. Os consumidores não mais estão comprando seus produtos, e isso os incomoda.

    Mas como eles não podem dizer isso abertamente — eles sabem que seria um tanto ridículo virem a público reclamar que os consumidores voluntariamente pararam de comprar seus produtos —, eles simplesmente recorrem a um bode expiatório de fácil apelo: os estrangeiros.

    A guerra contra o livre comércio é, na realidade, apenas uma distração para ocultar a verdadeira guerra: a guerra contra a soberania do consumidor.

    O livre comércio e “os estrangeiros” são apenas um bode expiatório escolhido para que os verdadeiros “culpados” — os consumidores — não tenham de ser apontados. Isso não seria politicamente aceitável.

    Quando você visita uma determinada região da sua cidade que outrora era repleta de indústrias e que hoje está deserta, você tem de entender o que realmente aconteceu: os consumidores alteraram suas preferências, de modo que eles simplesmente deixaram de querer consumir os produtos fabricados por aquelas indústrias.

    Sim, é verdade que, em vários casos, as indústrias foram sufocadas por regulações governamentais, por sindicatos poderosos e por uma alta carga tributária, o que tornou suas operações extremamente caras, ineficientes e incapazes de concorrer com os produtos estrangeiros. Mas, ainda assim, a realidade não se altera: ao se tornarem ineficientes — ainda que por fatores exógenos e fora de seu controle —, essas indústrias perderam seu apelo perante os consumidores, os quais prontamente alteraram suas preferências e passaram a consumir de outras indústrias (estrangeiras ou não).

    Em última “instância”, os culpados por toda e qualquer dificuldade vivenciada por um setor industrial ou por qualquer área da economia sempre são os mesmos: os consumidores e suas preferências.

    Por isso, quando economistas ou empresários defendem tarifas de importação ou qualquer tipo de restrição às importações, eles não estão protegendo as indústrias nacionais contra a “invasão” dos produtos estrangeiros. Eles estão protegendo as indústrias nacionais contra as preferências dos consumidores.

    Produtos estrangeiros não “invadem” um país do nada e ficam ali à espera de serem consumidos; produtos estrangeiros chegam a um país porque foram voluntariamente adquiridos por consumidores nacionais, que voluntariamente demonstraram sua preferência por esses produtos.

    O protecionismo, quando despido de todas as suas justificativas teóricas, é apenas isso: uma guerra violenta contra as preferências dos consumidores, e uma tentativa de suprimir essa preferência voluntariamente demonstrada.

    Difícil haver totalitarismo maior do que esse. E é por isso que o protecionismo — ou seja, o governo regular e restringir as preferências dos consumidores — nada mais é do que uma forma de planejamento central.

    O livre comércio não destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores

  16. Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio

    Os esquerdistas precisam aprender que a Educação que o governo fornece,ensina o sujeito a ser:

    -Dependente

    -Passivo

    -Impotente

    -Votar e esperar cegamente pelo redentor

    -Esperar milagres de cunho religioso(Mostrado de forma equivocada)

    -Coitadismo

    -E outras baboseiras

    A Educação que a filosofia Libertária ensina é:

    -Não dependa de ninguém(Só de Deus para quem é religioso)

    -Ser ativo

    -Buscar sua independência financeira

    -Esperar milagres só quando todas as portas se fecharam e neste caso só Deus para abrir novas portas.

    -Não sentir autocomiseração

    -Poupar na vacas gordas

    -Dentre outras virtudes.

    A pessoa que seguir estes princípios poderá ficar desempregada por um longo período(Vacas magras)isto significa se planejar para os maus tempos,pois com dinheiro no bolso e se for precisa migrar fará esta mudança sem traumas e sem ser pesado para ninguém,de maneira que tudo que é aqui ensinado só será teoria para quem quiser continuar vivendo como se não tivesse amanhã e que tem mania de culpar os outros por seus fracassos,enfim esse papo de que tudo que é aqui ensinado só é bonito na teoria é a mania de enxergar o mundo,a vida pelo olhar coletivo,quando na realidade podemos ajudar o próximo fazendo caridade com nossos recursos e parar de acreditar nesta ideia idiota dos políticos em geral e dos comunistas(Políticos ou idiotas úteis tanto faz)em particular que gostam de fazer caridade com o chapéu alheio e de perseguirem quem pensa e age diferente.

    Enfim caros leitores,o IMB veio para ajudar as pessoas a se libertarem dos dogmas estatais e mostrar um caminho de paz,prosperidade e fartura sem precisar ficar esperando por salvadores da Pátria,políticas públicas,programas sociais,cotas,lei rouanet,crédito do BNDES para comprar jatinho particular e outras benesses deletérias e que no final pagamos um preço salgado(Crise econômica,Inflação,Desemprego involuntário)que enriquece a minoria encastelada no Poder,pensem nisto críticos de plantão.

  17. Alessandro Gusmão

    Se formos olhar pela ótica do livre mercado, essa atitude não só estaria condenada como seria destrutiva.

    Entretendo, existe muito mais que simples livres negociações em jogo. Este artigo aborda de forma introdutória, alguns aspectos do que o mundo está enfrentando :

    renovamidia.com.br/opiniao-nao-e-mero-protecionismo/

  18. Ótimo artigo,traz argumentos relevantes.

    Há apenas um deslize, no campo da lógica, no seguinte trecho:

    “À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável ou de economia livre —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego nada tem a ver com a abertura econômica. Como mostram os quatro primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.”

    Ora, se as duas grandezas (desemprego x abertura econômica) não se relacionam, então como os quatro primeiros países demonstram uma relação inversamente proporcional entre elas? Não faz sentido. Provavelmente o articulista quis dizer uma coisa e acabou dizendo outra, contradizendo-se.

    Mas esse é um detalhe que apenas gente chata como eu notará rs.

  19. Pensador Consciente

    Alessandro Gusmão,esta guerra retratada no artigo por ti enviado está falando não é de guerra comercial em si,mas sim de guerra de burocracias e poder.

    Cada estado querendo ferrar um ao outro, os capitalistas norte-americanos tem interesses na China,por sua vez os capitalistas chineses tem interesses na América,ou seja para o capitalista esta guerra só é nociva quando diminui seus lucros,pois do contrário é só mais uma batalha entre forças políticas que representam grupos privilegiados em seus territórios,enfim em um livre-mercado esta guerra nunca aconteceria,relembrando que enquanto existir estado estas guerras e retóricas continuaram existindo e os capitalistas(Grandes Bancos internacionais por exemplo) espertos irão tirar dividendos dos dois lados e os grupos privilegiados é que irão espernear pedindo guerra comercial,retaliações,vinganças e até mesmo um conflito armado(Possibilidade remota devido os dois lados terem arsenal atômico),recapitulando:O capitalismo de livre-mercado não tem nada a ver com esta guerra suja(Guerra de grupos privilegiados entre-si)e se o temor é o livre-mercado não funcionar por nunca ter sido implantado,não se preocupe,pois são exatamente estes grupos encastelados no Poder em Washingtom e Pequim é que são contra o livre-mercado ou seja já estamos vivendo esse temor de que ele não funcionaria na prática.

    Com a mobilização política das massas e seu despertar para a realidade é que poderemos ver estes monopólios encastelados em Washingtom e Pequim serem execrados e substituídos pela livre-concorrência,visto ser a cegueira das massas o sustentáculo destes grupos de interesse.

    Saia da Matrix e pense na realidade como ela é e o IMB é um farol nesta escuridão do obscurantismo estatal que nos assola a séculos e procure se emancipar enquanto indivíduo,pare de pensar que sua felicidade depende de decisões político-burocráticas,é certo que elas mais infernizam nossas vidas do que nos trazem felicidade,mas pensar fora da caixa nos livra desta condição de escravo do sistema…Pense nisto!!!

  20. Sem querer dar uma de economista da Unicamp (rsrs) mas eu acredito que o ideal seria ter algo próximo do câmbio fixo, ou até mesmo a adoção do dólar na economia brasileira, assim os setores não ficariam brigando, por exemplo, o aumento das exportações de commodities faz o câmbio valorizar, o câmbio valoriza e o poder de compra da população aumenta sem que tenha ocorrido um aumento da produtividade em todos os setores, logo os salários ficam artificialmente altos, as pessoas importam mais bens industrializados (bens de consumo), esse arranjo dura pouco tempo. Assim que o preço das commodities cair no mercado externo o poder de compra da população também cai já que menos dólares estão entrando no país e a moeda se desvalorizará. E assim a indústria se prejudica com a volatilidade do câmbio. Se eu não me engano a China pratica o câmbio fixo. Me corrijam por favor, adoro aprender mais com os comentários!

  21. A adoção do livre comércio unilateral ainda seria benéfica a um país quando o governo de outro país se beneficia do comércio que você faz com ele arrecadando impostos pra financiar a construção de uma máquina militar capaz de destruir o seu país, que nem a China pretende fazer com os EUA?

  22. Uma pesquisa rápida sobre a história econômica e política dos países que se industrializaram com sucesso nos últimos 50 anos, como Japão, Coréia, Taiwan e Cingapura, adotaram políticas restritivas ao comércio até se tornarem competitivos. Mais ainda, houve forte participação do estado no processo.

    Na prática não existe livre comercio. Todo país que se preza tem uma visão estratégica e alinha seus interesses comerciais a esta estratégia.

    Defender o livre comercio pelo livre comercio é ingenuidade ou desconhecimento de história econômica.

    Acordos de livre comercio mais recentes colocam interesses de grandes corporações acima dos cidadãos. Apenas para citar um exemplo, a Philip Morris processou o governo australiano por conta das mensagens de alerta para os perigos a saúde dos fumantes, alegando impacto nos lucros.

    O fato do Brasil não ter alcançado o mesmo sucesso dos países citados acima deve-se a inúmeros fatores que pouco tem a ver com livre comércio. Problemas como instabilidade econômica, jurídica e política, corrupção, burocracia, impostos, segurança pública, baixa qualidade da educação tornam o ambiente brasileiro hostil à atividade empreendedora e, portanto, são os principais inibidores do crescimento.

  23. Wanderson Pereira

    ESSE POVO TEM PROBLEMA. Ninguém em são consciência irá modernizar a PDVSA para comprar da Venezuela, pois em regimes de economia fascista é o mesmo que financiar o crime. Isso vale para “investimentos” em Cuba ou na máquina ditatorial da China. Se eu não compro sequer de quem ainda usa insumos banidos para produzir suas mercadorias, que dirá comprar da China ou da Venezuela. Claro que este tipo de restrição, por sua abrangência, deve partir do governo. O problema dos libertários é que eles usam a economia como Teoria Geral do Universo, usam-na até para explicar antropologia, psicologia, direito, geopolítica, estatística e o escambau. ECONOMIA É APENAS UMA ESPECIALIDADE ACADÊMICA DENTRE VÁRIAS, ponto final.

  24. É impressionante o quanto a direita brasileira está parecida com a esquerda, até nas propostas econômicas.

    Se o Jair Parasita Bolsonaro for eleito e for pego num caso de corrupção, já não vai mais existir diferenças alguma entre ambos.

    Bom, provavelmente a direita sempre foi esse lixo estatista, só que agora há mais liberais para perceber essas bobagens.

  25. Só espero que o próximo presidente não seja bandido nem defender de bandidos.

    Quanto ao JB, desde que ele (1) continue reconhecendo que não domina economia, (2) mantenha um liberal como Paulo Guedes no comando econômico e (3) realmente o deixe comandar a economia, tudo bem.

    * * *

  26. Bolsonaro é deputado há quase trinta anos, e o que ele fez de útil nesse período? Que leis ele propôs ou conseguiu aprovar para melhorar a situação do país?

    Bolsonaro é um ignaro, e ainda mais ignaros são os bolsominions que acham que ele é um salvador da pátria.

    Brasileiro tem uma tara por políticos, não aprende nunca. Vive sonhando com um redentor que o sodomize, que o escravize e lhe dê sua dose diária de alfafa.

  27. TIAGO DONISETE MARIANO

    O seu texto não faz sentido. Ele esquece da lei da oferta e procura e ainda nem cita a valorização da moeda.

    Seguindo o exemplo dele. Se o Coreanos compram carne cara, ficam sem dinheiro para comprar os outros produtos e o que acontece se os outros produtos não são vendidos? Diminuem de preço. Oferta e procura. Agora os Coreanos podem comprar.

    Outra coisa, os coreanos vão ter a balança comercial positiva e com Brasileiro querendo comprar os produtos deles e os coreanos não podendo comprar os Brasileiros o que vai acontecer com o Real? Simples, o que acontece com a moeda de um país quando tem a balança comercial negativa? Desvalorização, logo o Brasileiro terá mais um empecilho para comprar os produtos coreanos, vão gastar mais. Não vão comprar mais nada e vão sofrer o que? Inflação.

    Texto simples e muito fácil de refutar.

    Com a moeda desvalorizada, o empecilho Coreano passa a não valer mais pois agora a moeda mais forte (Coreana) poderá comprar a carne Brasileira, mesmo com as altas tarifas impostas pelo governo.

    No final, o protecionismo fez a moeda coreana valer mais e com isso pode comprar a carne mais barata do Brasil. Simples, e o outro país que não fez protecionismo teve a moeda mais fraca e vai sofrer inflação. Porém o agronegócio Brasileiro agradece a desvalorização da moeda, pois para eles a inflação não os atinge pois eles ganham em Dolar e não em real. Qual a parcela que sofre mais? O cara que não vende para o exterior somente para o interior

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