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O Sistema S, que não sai das páginas policiais, é um escárnio e tem de ser abolido

O Brasil é o país da jabuticaba. Há coisas que
só existem por aqui e, pior, são tratadas como verdadeiras vacas sagradas.

O mais notório exemplo é a nossa Justiça do Trabalho,
uma excrescência só encontrada aqui e talvez em meia dúzia de países proto-socialistas,
como Venezuela e Bolívia. Nossas legislações trabalhistas e sindicais, que
remontam ao período de Getúlio Vargas, então, são jabuticabeiras carregadas,
mas ai de quem cogitar mexer nelas.

Outra frondosa jabuticabeira tupiniquim é o chamado
Sistema S“.
Criado na década de 1940 e convalidado pela constituição de 1988, o “Sistema
S”, na definição do jurista Hely Lopes Meirelles, é composto de “Serviços
Sociais autônomos, instituídos por lei, com personalidade jurídica
de direito privado, para ministrar assistência ou ensino a certas categorias
sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por
dotação orçamentária ou contribuições parafiscais.

Em geral, essas “contribuições” incidem sobre a
folha de pagamento das empresas e são repassadas às entidades privadas
correspondentes –– CNA (SENAR), CNI (SESI/SENAI), CNC (SESC/SENAC), CNT
(SEST/SENAT), SEBRAE e outras. Atualmente, o imposto pago pelas empresas ao
“Sistema S” soma nada menos que 5,80%
do total dos salários pagos no país.

Em 2015, na onda do pacote fiscal encaminhado ao
Congresso pelo então ministro da fazenda Joaquim Levy, o governo cogitou
retirar parte dos recursos do “Sistema S” para cobrir o déficit orçamentário.
As reações, como acontece sempre que se mexe com interesses organizados e
concentrados, foram fortes e imediatas.

“Se o governo encaminhar a proposta de
corte, estaremos prontos para a guerra no Congresso Nacional. Não vamos
permitir que o governo feche escolas ou deixe de dar oportunidade a milhões de
alunos em escolas de qualidade na formação profissional, na prática de esporte
e na cultura. Não acredito que essa intenção irá prosperar”
,
disse Paulo Skaf, presidente da FIESP.

O valente disse ainda que “O governo está
querendo atrapalhar aquilo que funciona bem. Todos reconhecem o trabalho que
Sesi, Senai e Sebrae fazem em São Paulo. Para o Brasil, o custo-benefício é
excelente. Há pesquisas que mostram que a indústria está feliz em pagar a
contribuição. Ela reclama de pagar imposto.”

Não é por acaso que os caciques tupinambás da FIESP
logo se pintaram para a guerra, tal é o interesse deles na manutenção do sistema.
Mas, esperem um pouco. Algo simplesmente não fecha nesse discurso.

Se a coisa é assim tão bonita e eficiente, tão
benéfica para as empresas, por que a arrecadação tem de ser compulsória? Se
as indústrias estão tão satisfeitas com os resultados alcançados, então elas certamente
irão contribuir de forma voluntária para bancar o sistema, caso o tributo fosse
extinto ou reduzido. Certo?

É uma questão de lógica: se algo contribui para
melhorar a produtividade dos meus funcionários e, consequentemente, da minha
empresa, não é preciso que me obriguem a adquiri-lo, pois o farei de bom grado,
como um investimento.

Infelizmente, entretanto, a coisa não é assim tão
maravilhosa como alegam os donos dessa jabuticabeira (daí ser compulsória em
vez de voluntária). Apesar da enorme arrecadação do “Sistema S”, a
produtividade da mão-de-obra brasileira, por exemplo, continua muito
ruim. Sinal de que o dito “aperfeiçoamento profissional” não tem
funcionado a contento.

Em 2012, por exemplo, a produtividade do trabalhador
brasileiro foi de meros
26,2% 
da produtividade do trabalhador norte americano, enquanto a dos
argentinos foi de 35,5% e dos mexicanos 34,4%. Pior: a produtividade
tupiniquim também é bem menor que a de muitos outros países em
desenvolvimento
.

Além de ineficiente como instrumento de qualificação
profissional, sempre houve fortes indícios de que o sistema, na verdade uma grande caixa-preta, opera com desvio de
finalidade e funcionando, na prática, como um extenso cabide de empregos.

As contribuições deveriam, em tese, ser revertidas,
em sua totalidade, em benefício do trabalhador, na forma de cursos
gratuitos e atividades que visassem ao aperfeiçoamento profissional. Mas o
que se vê não é exatamente isso. A maior parte dos cursos é paga, enquanto a maioria dos
cursos gratuitos está sendo ministrada à distância, o que obviamente os torna
menos onerosos para a instituição.

O senador Ataídes Oliveira denunciou desvio dos recursos
arrecadados pelo sistema. Segundo ele, mais de R$
18 bilhões
dos recursos do Sistema S foram aplicados no mercado financeiro.

Pior: além de pagar supersalários aos seus
executivos (segundo o senador, a folha de salários do sistema soma mais de R$ 5
bilhões), o “Sistema S” virou uma espécie de feudo dos políticos. Em troca da
segurança de que nunca vão mexer naquela caixa preta, os partidos utilizam o sistema
para dar empregos aos amigos do rei. Até 2016, como não poderia deixar de
ser, quem comandou a farra foi o PT. Entre os dirigentes da entidade que recebiam
salários nababescos para administrar montanhas de dinheiro estava Gilberto
Carvalho, que, logo após deixar o governo, assumiu a presidência do SESI, no lugar de Jair Meneguelli,
que lá ficou por 12 anos. Outro petista, Luiz Barretto Filho, presidiu
o SEBRAE de 2011 a 2015
. É isso que chamam de “serviços sociais
autônomos”?

Mas o descalabro não para por aí. Uma das noras do
ex-presidente Lula, Marlene Araújo Lula da Silva, formalmente trabalhou no
“escritório de representação” do Sesi em São Bernardo do Campo. Em situação
semelhante estava Márcia Regina Cunha, mulher do mensaleiro petista condenado
João Paulo Cunha. Outro ponto comum entre Márcia e Marlene é que não costumam
comparecer ao local de trabalho: uma em São Bernardo; a outra, em Brasília.

E agora, para coroar, vem
esta notícia recente
, de fevereiro de 2018:

Com
a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, o presidente afastado da Federação
do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando
Diniz, desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades
do Sistema “S”, o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial,
firma na qual figura como sócio-administrador.

Esta
conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato
no Rio, é um dos fundamentos da prisão preventiva de Diniz nesta sexta-feira,
ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Conclusão

O Sistema S é um verdadeiro sorvedouro de recursos
públicos em prol dos apaniguados de políticos influentes. Qualquer reforma
fiscal digna deste nome teria de incluir estudos sobre a real necessidade de
manutenção desse sistema anacrônico e improdutivo.

Por tudo isso, já passou da hora de começarmos a
discutir seriamente a extinção dessa verdadeira estrovenga, que, além de
encarecer o custo da mão-de-obra, não tem promovido a capacitação profissional
que deveria, como mostram os índices de produtividade. Até porque, repito,
se o negócio é assim tão bom como alegam, seus recursos não precisariam ser
arrecadados compulsoriamente.

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69 comentários em “O Sistema S, que não sai das páginas policiais, é um escárnio e tem de ser abolido”

  1. Eis o que não entendo: se o sistema S é auditado pela Controladoria Geral da União, como esses desvios aconteceram? Cadê a CGU e o MP? No mínimo isso teve a conivência de externos… ou então não estão fazendo o que deveriam fazer, fiscalizar.

  2. Agora sim! Pelo FIM desse cabide escancarado da horda de petistas e seus grupos de interesses, tudo financiado por nós trabalhadores e empreendedores. Precisamos definitivamente enxotar esses sangue sugas da nossa folha de pagamento.

  3. Entidades classistas que dependem de verba pública compulsória nada mais são do que estatais. Aliás, como mostram os números de desempenho, elas já funcionam como estatais.

    Essas jabuticabas são tipicamente brasileiras. Algum dia, num futuro distante, ainda iremos descobrir o capitalismo.

  4. A intenção do Sistema S até era boa, mas intenção sem resultado é desperdício. É apenas mais uma coisa que precisa ser remodelada no Brasil, para algo que realmente dê resultado.

  5. Rapaz, é impressionante como nada escapou da quadrilha. Qualquer coisa que oferecesse boquinha o PT estava aboletado (e Sérgio Cabral também).

    Pelo visto, o estado ainda estava pequeno para essa gente. E ainda há aqueles que querem mais estado.

  6. Esse post me lembrou dos conselhos federais e regionais, verdadeiras máfias que atuam como sindicatos, roubando os profissionais honestos para sustentar profissionais incompetentes e barões vagabundos. Quando minha mãe foi enganada por um médico ortomolecular charlatão, eu falei “É esse tipo de gente que esses conselhos protegem”.

  7. Quando se iniciou, o ensino para formação de alunos era inteiramente gratuito na Escola de Hotelaria inicialmente em S.Paulo e depois em S.Pedro. Excelente até. Tinha um excelente conselho consultivo voluntario que durou anos e do qual fiz parte. Mas um novo dirigente da escola foi nomeado, tomou posse e DISSOLVEU esse conselho. MAS mais tarde aos poucos começaram a cobrar. Como era contra os estatutos, transformaram a escola em FACULDADE, para continuarem a poderem cobrar legalmente. E assim esta. Alegam dar umas poucas bolsas de estudo . Precisa se abrir essa caixa preta!!!!!!

  8. Trabalhei por dois anos no Sebrae como Agente Local de Inovação. Cada agente não era necessariamente profissionais da área. Bastava ter curso superior e fazer um longo processo de seleção. Pois bem. Na região onde trabalhei eram 100 agentes que ganhavam liquido R$ 4.000 mensais. Daí vc pega um orçamento de R$ 400.000 mensais… Note que nesse período cada agente tinha por meta atender pelo menos 40 empresas.. No universo das Micro e pequenas empresas quem em sã consciência dará conta de atender com qualidade 40 empresas???? Vivenciei e digo: Sebrae só se interessa por números. A qualidade eles deixam de lado, Fato e ponto!

  9. Que governante do Brasil que criou o Sistema S? O mesmo governante do Brasil que criou a Petrobrás, o BNDES e o Imposto Sindical: Getúlio Vargas.

    Por sinal, entra governo sai governo, e a fantasma de Getúlio Vargas segue nos governando.

  10. Sou professor do Senai, e junto com a sociedade, somos os que mais sofremos, ao ver faltando dinheiro nas escolas, reduzindo investimentos,mas as federações construído hotéis, centros de convenções etc, fora o desperdício de dinheiro(equipamentos comprados errados, materiais que “somem” do nada).

  11. Patriota Libetário

    Sistema S nome pomposo e que esconde mais um ralo do dinheiro público,que na realidade é nosso,tirado a força para bancar mais esta estrovenga estatal,só lembrando que o trabalho que o setor público realiza tem demanda,mas por ser ofertado monopolisticamente,ele acaba sendo capturado por grupos de interesse e é uma farra onde nós do povo assistimos eles fazerem a festa com nosso suado dinheirinho,enfim como dizia Boris Casoy “isto é uma vergonha”.

  12. Olá pagadores de impostos !

    Como o Mises Brasil gosta de criar polêmicas e mexer onde não se deve mexer, oras bolas !

    Parem de ficar alertando as pessoas sobre essas coisas, o que é que tem demais os escravos, ops, quiz dizer queridos contribuintes, pagarem um pequeno % para manter essas maravilhosas instituições funcionando ?

    Assim não dá, assim não pode !

    Bom, como já é terça e amanhã será quarta, então vou começar a me preparar para na quinta ter tudo pronto pois logo após o almoço irei para minha casa de praia, afinal de contas ninguém é de ferro.

    Saudações sanguessugistas a todos.

    ESTADO PARASITA

  13. O texto se esqueceu de dizer uma outra consequência: o corporativismo oligopolista do Sistema S que acaba afetando toda a economia.

    Uma vizinha minha decidiu abrir uma franquia de cursos profissionalizantes e faliu em pouco mais de 2 anos. Perdeu todo o investimento e ainda está devendo rescisão pra vários funcionários.

    Não há maneiras de competir com um Sistema que ganha subsídios do estado (“contribuições compulsórias”).

    E pra piorar, você ainda PAGA pelos cursos. O Sistema ganha subsídios e ainda ganha pelo produto.

    Nossa economia é fascista e protosocialista, a maioria só não se deu conta ainda.

  14. Parabéns Mises Brasil por denunciar essa pouca vergonha.

    Não há adjetivos pejorativos para qualificar os caciques do sistema S.

    Um dia a casa cai…

  15. orestes camargo neves

    Até que enfim alguém se dispõe a cutucar esse vespeiro. O sr. Scaff usa de dinheiro público para se promover politicamente, usando como pano de fundo o SESI. Cara de pau!!!

  16. Meus amiguinhos: todas essas palhaçadas, disfarçadas de “organizações sociais”, à nível Brasil, não passam de imensos laranjais para lavagem de dinheiro.

    E sim! Tudo feito e concretizado, oficialmente na maior cara de pau e sem o menor pudor, por uma gigantesca e muito bem estruturada máfia que atua nesse país à dezenas de anos, encastelada no governo sob a forma de “democracia representativa”, onde tais agentes se perpetuam no poder em cenários que causam inveja às mais tiranas das monarquias e impérios dinásticos. Vemos no Brasil sujeitos que conseguem, inexplicavelmente, emplacarem seus “herdeiros” sem precisarem passar pela “democrática” ação de eleição. Vemos, inexplicavelmente, um palhaço de circo ser eleito com milhões de votos e levar de brinde 5 outros integrantes do circo, sem nenhum voto sequer.

    No Brasil tudo é feito para controlar, imputar e humilhar aquele que está do outro lado da corda: o tal do povo. Reparem que tudo, absolutamente TUDO no Brasil é feito com a premissa de que o cidadão NÃO é o cidadão: ele precisa PROVAR que é o cidadão. Você compra uma casa, tem de autenticar sua assinatura no cartório no mínimo umas 2x: no contrato de compra e venda, nas procurações, etc. Você vai à uma “repartição pública”, o funça pede sua identidade juntamente com sua CNH: só um documento de identificação já não basta. Além da sua identidade, ele pede suas digitais em algum aparelho de biometria: só 2 identidades já não bastam.

    Você vai emitir uma nota fiscal, tem de ser pelo “site da prefeitura”. E tem de conseguir um certificado digital. E para conseguir tal certificado, tem de ir pessoalmente retirá-lo. E se for contador, tem de ser outro certificado. No Brasil o cidadão NUNCA é o cidadão. Isso é a verdadeira lei aqui.

    O Brasil inteiro é um imenso laranjal em todas as esferas. O dinheiro é concebido já sujo no útero dessa imensa prostituta. Dinheiro que não vale absolutamente nada, mas é inflado artificialmente, por índices forjados na mentira e na malícia, onde uma imensa dívida, impagável por sinal, é maquiada nos orçamentos públicos de modo a dar legitimidade a coisa toda.

    No Brasil se sobrevive, com sorte.

  17. Trabalhei por mais de uma década no Sistema S e o que mais me impressionou nessas instituições é que o critério de seleção e julgamento de diretores, secretários, assessores e presidentes é meramente bajulatório, nada tecnicista ou meritório. Prevalecem esquemas e interesses particulares, além de existirem pessoas em “altos cargos” sem o mínimo de educação, seja formal ou doméstica.

  18. Brasil é tão atrasado, mas tão atrasado que em pleno 2018 os latifundiários pagam propinas para prefeitos e funcionários não autorizarem indústrias se instalarem em regiões com forte produção agrícola. Parece que os empresários e políticos brasileiros estão presos com a cabeça nos anos 50.

    Certos países estão chegando na 4° revolução industrial e o Brasil ainda não chegou na 3°.

  19. Concordoquea Justiça do Trabalho é anacrônica pois em qqer sociedade civilizada as atividades se subsúmen a contratos.

    Já o Sistema S pode ser extinguido e se usar o dinheiro surrupiado em novas Escolas Técnicas e que atendam todas as necessidades atuais do mercado de trabalho.

  20. Até parece que os patrões iriam pagar pela formação dos empregados, só no sonho!

    Querem acabar com o que funciona, que absurdo.

    Conheço várias pessoas realizadas através do sistema ”S”.

  21. CONCLUSÃO DO INTERNAUTA:

    É muito errado acabar com o Sistema S com a desculpa de que alguém se beneficiou de sua prestação de serviços, e ainda com a alegação de ser menos produtivo do que em países desenvolvidos, é um dos poucos meios de à sociedade, como um todo, principalmente aos jovens de buscar qualificação, aprendizado industrial, formação técnica, profissionalização para o mercado de trabalho, sobre tudo, nas atuais condições em que se encontram a Nação, se um ministro tratar a estado como uma empresa olhando números e projeções, especulando economia de gastos o efeito pode ser fulminante.

    Educação e formação profissional são investimentos e não despesas.

  22. Então com esses financiamentos que o Sistema S já recebe os cursos não deveriam ser gratuitos ou bem baratos? Fiz meu primeiro curso no Senac aos 16 anos e me possibilitou trabalhar. Gratuito. Décadas depois, já formada, com pós- graduação e próxima de aposentar voltei para fazer um outro curso de um ano e meio. Muito caro. Até acho que possam cobrar mas para uma clientela de pouco poder aquisitivo sai muito caro e desestimula que façam esses cursos. Se já recebem financiamento por que não fazê- los por um preço que os mais pobres possam pagar?

  23. Sistema S é o sistema de indicação para políticos e interessados em esquemas. E o interessante que a qualificação está sendo de mal a pior nessa última década. Na Dinamarca por exemplo se uma pessoa quer ser soldador, pintor, açougueiro, pedreiro e etc… são quatros anos de estudos. Na Alemanha para cursos profissionalizantes são 3 anos. E aqui? O que o sistema S promove na qualificação? A justiça de Deus sendo feita… sistema S aguarde…

  24. O Sistema S, mais especificamente a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, é uma instituição criminosa que coloca em detrimento a qualidade de seus serviços (saúde do trabalhador, educação, entre outros) em prol de interesses de seus dirigentes e amigos do rei.

    Particularmente tive meus conflitos com a “renomada” instituição exatamente por isso (como apresentado no link abaixo): medium.com/@batistabjs/senaims-15bb7a729b36

  25. Li todos os comentários aqui e é, de fato, do conhecimento de boa parte dos comentaristas assim como relatos sobre essa caixa preta do “Sistema S”.

    Em reunião com a diretoria da Fecomércio, um membro do conselho de representantes vota contrário a aprovação das contas e pede a palavra. Na sua fala argumenta sobre o modo como é tratado essa abordagem do balanço, as despesas, os contratos da entidade e aponta uma auditoria independente para verificação e aprovação de contas da diretoria. Tal atitude foi interpretada como afronta ao conselho fiscal assim como gesto de rebeldia….!

    Cito esse evento como um pequeno exemplo da caixa preta do sistema que mais está para os amigos do rei.

  26. Rogério Rocha costa

    O Sistema S que conheço e já contribuí é digno de elogios. Funcionários competentes abnegados . Os intalados em Barra Mansa, são de primeira linha e com vagas disputadas. Nunca vi nenhum caso policial envolvendo qualquer das unidades. Seria bom os críticos visitarem as modernas instalações para fazerem um julgamento correto. Se há erros vamos corrigir e não prejudicar todo o Sistema. Obrigado pela oportunidade. Abraços.

  27. Quem nunca teve uma geladeira velha herdada da vovó, de onde ela tirava a comida maravilhosa que nos era servida durante nossos anos dourados da infância. Ou então aquele Del Rey dourado recebido dos pais em inventário, aquele mesmo veículo usado para nos levar diariamente ao colégio?

    Desfazer-se de tralhas que trazem boas lembranças não é fácil, para quem tem coração. Esse é o caso do Sistema S, que trouxe coisas boas para o Brasil ao longo dos anos, mas que, em grau de prioridade e de custo/benefício, passou da hora de enterrar. Pela mesma razão que nos desfazemos de uma geladeira ou um Del Rey de mais de 40 anos – têm pouca utilidade, não servem mais. […]

    Essas entidades são alimentadas com tributos, recolhidos ao Governo Federal pelos empregadores segundo os percentuais de 1% a 2,5% do valor pago aos trabalhadores a título de salários – R$ 18 bilhões por ano. […]

    Pode-se alegar que, ao qualificar os empregados, o Sistema S acaba inserindo no mercado de trabalho as pessoas e aumentando a produtividade dos patrões. No entanto, essa tarefa pode ser feita tranquilamente pela iniciativa privada a um custo muito menor, porque os burocratas do Sistema S custam caro; afora os casos de corrupção e desperdícios que toda a arrecadação de tributos tradicionalmente provoca em todo o mundo, desde que o mundo é mundo, porém em muito maior grau no Brasil. E o Sistema S tem as suas denúncias de corrupção e desperdício. […]

    Hoje, toda a oferta de serviços do Sistema S pode ser suprida pela iniciativa privada, com concorrência, e portanto muito mais barata para a Sociedade ,e com melhor qualidade.

    O Sistema S usa dinheiro público para alimentar empresários que não têm empresa, e que passam o dia em Brasília pedindo BNDES, incentivos fiscais e regimes tributários especiais, assim como fazendo conchavos para montar bases parlamentares e até mesmo participarem de campanhas eleitorais – com o propósito de eternizarem o… Sistema S.

    Lugar de empresário não é em Brasília beijando as botas de políticos – lugar de empresário é dentro da sua própria empresa, buscando eficiência e utilidades para seus clientes.

    Acabando com os tributos do Sistema S, sobrarão as estruturas que os empresários de fato precisam para qualificar seus empregados, e que deverão ser custeadas diretamente por eles. E o que dessas estruturas for impagável, será vendido para a iniciativa privada, como está acontecendo com os sindicatos de empregados, que, ao perderam a obrigatoriedade do imposto sindical, estão vendendo suas faraônicas e nunca frequentadas sedes e filiais para quem possa fazer uso econômico e racional desses imóveis.

    http://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/jogo-das-regras/post/7823975/o-sistema-s-diminui-salarios-causa-desemprego-e-desperdica-dinheiro-publico

  28. Paulo Antonio Bondan

    O mensalao começou com uma denuncia de R $ 3.000,00 e virou naquele escandalo que depois foi superado pela Lava Jato que vai ser suplantado pelo sistema S e BNDES

  29. Concordo. O sistema S deveria se extinguir. Já prestei servico para a CNI – Sesi e Senai. É muito dinheiro jogado fora, mal administrado. Sao gerentes com alto salario. Diretores então nem se fala. Fora os banquetes, festas e compras e construção de imóvel caríssimos subutilizados. Veja lá em Brasilia o prédio luxuoso que a CNI fez e está praticamente sem utilização. Absurdo.

  30. Ex funcionario sesi

    Trabalhei numa entidade do sistema (Sesi) e vi com meus próprios olhos a nota fiscal de um caminhão de frutas que contrataram para um evento. Com valores exurbitantes, um exemplo : a melancia a 50,00( cinquenta reais a unidade) …já pensou se no nosso cotidiano tivéssemos que pagar esse valor numa melancia…Isso sem falar no preço dos outros produtos, esse e o sistema De que muitas ainda mais teimam em defender

  31. Funcionária do Sesc

    Trabalho no sistema “S” e posso falar com propriedade da importância dos serviços oferecidos para sociedade. Metade das colocações aqui expostas foram feitas por pessoas que nunca utilizaram os serviços oferecidos pelas instituições. O governo federal está de olho na arrecadação, fala em cortes, mas vcs acham que se extinguissem o sistema conseguirem oferecer metade do que fazem?

    Sou de um Regional pequeno, inteiramente dependente do Departamento Nacional, aqui se trabalha dia e noite, somos cobrados por produção. O que vejo no dia a dia são pessoas comprometidas com o trabalho. E sim, o sistema é um local de oportunidades, pelo menos está sendo para mim, não sou apadrinhada, comecei de baixo, merecidamente cresci na empresa.

    Diferentemente dos funcionários públicos do governo (comissionados ou efetivos) que passam o dia em redes sociais ou nem se quer vão trabalhar, uma verdadeira vida mansa.

    Se tiver que mexer no sistema “S” que seja para melhorar.

  32. Com a prisão do Robson Andrade e a comprovação de que o Sistema S, apesar de suas supostas boas intenções, nada mais era do que um esquema de desvio de dinheiro público, o IMB mostra que não erra uma.

  33. Trabalho a 13 anos no Sistema “s”, concordo em gênero, número e grau, devem ser absorvidos pelo governo, do jeito que tá serve apenas para privilegiar alguns poucos, aqui no PR o presidente Ary emprega duas sobrinhas, desde que viraram gente, uma no SESC e outra no SENAC, a esse exemplo, o sisteme “S” é um verdadeiro cabide de emprego, sem mencionar que o diretor Regional de uma entidade como o SENAC ganha algo em torno dos R$ 30.000,00 por mês, cargo politico! E quem banca isso é o pobre trabalhador, que ao procurar uma escola do SESC SENAC encontra apenas cursos medíocres.

  34. Fiquei sabendo que a CNI está trabalhando em um sistema que fará toda a arrecadação direta. Cada vez mais eles vão querer a industria(cobtribuinte) pagar os tributos diretamente a eles, sem passar pelo goveno(Receita Federal). Aí tem hein.

  35. Erivaldo Ribeiro dos Santos Junior

    Por favor, não revele minha identidade pois estou sendo perseguido pela minha gestora ainda

    Trabalho no sistema “S” e posso falar com propriedade do descaso do dinheiro público. Destarte há assédio moral desde a diretoria até os gestores. Eu mesmo tenho provas, já denunciei, já fui testemunha e vítima também , levei para comitê de ética da FIESP e nada aconteceu , há casos gravíssimos de racismo, homofobia contra crianças e funcionários e professores . Se querem saber mais, nem podemos nos alimentar nos refeitórios , nem podemos permanecer dentro das escolas entre as janelas entre uma aula e outra, é uma escravidão!

  36. Marcos - Adv. Tributário

    O Sistema S é realmente uma jabuticaba brasileira. Há 70 anos atrás eu até entendo que deveria ter uma instituição para ajudar no fomento do ensino técnico, profissionalizante em plena época da industrialização. Mas hoje, isso não é mais necessário. É muito dinheiro em instituição com grande viés político com muito cabide de emprego.

  37. Trabalhei senai ali reina os famosos marajas diretores de escola sem competência com salarios acima do mercado sem gestão apenas porque são amigos dos grandes

  38. Professora Honesta

    Trabalhei no SESI e aquilo é uma zona.

    Aluno que não faz bosta nenhuma e somos obrigados a dar nota 9, 10. Material didático defasado, salas lotadas, qualidade de ensino péssimo.

    A equipe pedagógica é muito boa, mas vemos professores com potencial imenso sendo esculachados por causa de notas vermelhas que os alunos tiraram, acreditam?

    Lá funciona o “eu finjo que dou aula e vc finje que estudar.”

    Graças a Deus saí e hoje trabalho em uma pequena escola de cidade de interior, super organizada e muito deliciosa.

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