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É impossível negar que a Venezuela é uma calamidade gerada pelo socialismo

À medida que a Venezuela vai se afundando em um
interminável pesadelo marcado pela fome, pela miséria, pela inanição e pela violência, o longo
debate sobre a viabilidade do socialismo adquire uma nova relevância.

Anos de políticas explicitamente socialistas
implantadas pelos regimes de Chávez e Maduro estão gerando seus inevitáveis
efeitos. Graças às
políticas
 de controle de preços, de impressão desmedida de dinheiro,
de estatização
de fábricas e de lojas
(até mesmo
hotéis foram estatizados
), absolutamente tudo está em falta no país. 

Tais medidas do governo destruíram de maneira tão
completa o pouco que restava de capitalismo, que o desabastecimento se tornou
geral. Aquele país que já teve a quarta população mais
rica do mundo
vivencia hoje uma escassez geral, com racionamento de papel
higiênico
comida, cervejaeletricidadeágua e remédios. Até mesmo
os hospitais ficaram
sem papel higiênico e sem remédios. A
taxa de mortalidade de recém-nascidos disparou

Mesmo com toda a riqueza de suas reservas
petrolíferas, as políticas de controle de preços, estatizações, impressão de
moeda e redistribuição bagunçaram completamente a economia e acabaram por
completo com a produção — e, logo, com o consumo.

Um país que outrora exportava grãos para o resto do
mundo não consegue hoje nem sequer alimentar seu próprio povo.

no_hay_comida_venezuela_mini.jpg

De quem é a culpa?

Esse desastre humanitário gerou a questão sobre quem
deve ser responsabilizado
. Tal pergunta deixa os auto-declarados
socialistas e seus simpatizantes progressistas em apuros. Afinal, é fácil
encontrar vários
exemplos
(de Michael Moore a Bernie Sanders) de pessoas à esquerda
elogiando e glorificando as políticas econômicas de Chávez. Clique aqui
para ler um compilado.

Em 2013, um famoso esquerdista americano, David Sirota, escreveu um
ensaio para a revista Salon intitulado “O milagre
econômico de Hugo Chávez
“.  Eis um trecho:

Chávez se tornou o bicho-papão da política
americana porque sua defesa aberta e inflexível do socialismo e do
redistributivismo não apenas representa uma crítica fundamental à economia
neoliberal como também vem gerando resultados inquestionavelmente positivos.
… Quando um país adota o socialismo e se esfacela, ele se torna motivo de
piada e passa a ser visto como um inofensivo e esquecível exemplo de
advertência sobre os perigos de uma economia dirigida pelo governo. 
Porém, quando um país se torna socialista e sua economia apresenta o grande
desempenho exibido pela economia venezuelana, ele não mais se torna motivo de
piada — e passa a ser difícil ignorá-lo.

Logo, o que as pessoas que tomaram essa mesma
posição em relação à Venezuela podem dizer perante este desastre? E os defensores da liberdade e do livre mercado?

Muitos à esquerda farão o esperado: dirão que nada
disso é culpa do socialismo. Alguns até mesmo dirão que as políticas da dupla
Chávez-Maduro nunca foram “genuinamente” socialistas. Em outros casos, dirão
que, embora as intenções da dupla fossem nobres e humanas, a corrupção e uma má
implementação acabaram fazendo com que essas boas políticas não tenham dado
certo.

Obviamente, ambos esses argumentos não se
sustentam. Se tais políticas — estatizações, controle de preços, confiscos e
redistribuição — não representam o “genuíno” socialismo, então por que tantas
pessoas simpáticas ao socialismo expressaram tanto apoio ao governo venezuelano
no passado, dizendo que ele estava revolucionando a economia para o bem? O
próprio Chávez, reiteradas vezes, fez esta alegação.

Será que todas essas pessoas não entendem o que o
socialismo realmente é? As várias tentativas feitas por Chávez de impedir que
os mercados e os preços funcionassem, e de substituir as transações voluntárias
por alguma forma de planejamento central “em nome do povo”, foram todas elas
consistentes com os pilares do socialismo.

Se isso não era socialismo, então qual o atual
significado de socialismo?

O socialismo verdadeiro

Historicamente, o socialismo sempre foi definido
como a abolição da propriedade privada dos meios de produção. Na prática, seria
a substituição da “anarquia da produção” — que foi como Marx rotulou o livre
mercado — pela propriedade pública ou comunal dos meios de produção.

Abolir a propriedade privada, as relações de troca,
os preços e os lucros iria, na visão de Marx, acabar com a exploração, a
alienação e as crises que caracterizavam o capitalismo. Adicionalmente,
racionalizar a produção por meio de um planejamento central feito por
burocratas — em vez de deixar tudo à mercê do método de tentativa e erro do
mercado — iria eliminar todos os desperdícios e gerar uma explosão de
produtividade que iria nos enriquecer a todos.

Todos, ou praticamente todos, estes ingredientes
foram seguidos à risca pelo governo venezuelano. Não era socialismo?

O que dizer então do argumento de que tais
políticas socialistas eram bem-intencionadas, mas acabaram sendo desvirtuadas
pela corrupção e por uma má implementação?

O problema com esse argumento é que tal fenômeno
parece acontecer absolutamente todas as vezes que o socialismo é implantado.
Sempre.

Os bolcheviques começaram a implantar o socialismo
marxista menos de um ano após tomarem o poder. Uma década depois, eles já
estavam no stalinismo pleno, tendo como uma das consequências o Holodomor, que provocou
14,5 milhões de mortes
.

Cuba, após a revolução, rapidamente
se degenerou em uma ditadura.

A China também se transformou em uma brutal ditadura
sob a mão firma de Mao Tsé-Tung, fazendo com que famintos chineses tivessem de
comer seus próprios filhos
.

O que dizer do Camboja e seu Khmer Vermelho, que
praticou o extermínio de quase 40% da população e que assassinava
crianças com baionetas
?

Não nos esqueçamos também dos países africanos. Quem ainda se lembra das
imagens
 (fortíssimas) de crianças famintas na Etiópia, no início da
década de 1980? Crianças totalmente desnutridas, mas com as barrigas
inchadas pela Kwashiorkor,
e olhos cobertos de moscas.  Eram as vítimas inocentes das políticas
econômicas do Derg —
um grupo de militantes marxistas que havia assumido o controle do país e
implantado um programa de estatização de empresas e propriedades, de controle
de preços, de proibição do comércio de cereais. Entre 1983 e 1985,
aproximadamente 400.000
pessoas
 literalmente morreram de fome no país. 

E a Coreia do Norte, e sua
população de desnutridos
?

A lista continua. Seria tudo isso uma enorme
coincidência?

Absolutamente. Todas. As. Vezes.

riot_police_venezuela_fire.jpg

Marx e outros socialistas pensavam que aqueles que
estariam encarregados do processo de planejamento — e, para Marx, estes eram
toda a comunidade — poderiam racionalmente determinar o que produzir, como
produzir, e em que quantidade na ausência de mercados, transações comerciais e
preços.

No entanto, desde o famoso ensaio de
Mises
, de 1920, explicando por que o socialismo não tem como funcionar,
todos nós já sabemos que toda e qualquer experiência socialista irá, no final,
acabar em tragédia.

Preços livremente
determinados pelo mercado
são necessários para que consumidores e
empreendedores possam fazer cálculos e estimativas. Sem preços livremente
determinados, não há como empreendedores saberem o que os consumidores estão
demandando. E não há como os consumidores organizarem racionalmente suas
preferências de consumo. Ainda mais importante: não há como empreendedores
satisfazerem os consumidores utilizando recursos escassos da maneira mais
racional possível.

Em outras palavras, decisões racionais de produção
são impossíveis sem preços de mercado. E preços de mercado não podem existir
sem transações comerciais livres. Consequentemente, é necessário haver
propriedade privada
, principalmente dos meios de produção.

Mas o que acontece quando aqueles com o poder de
tomar as decisões centralizadas percebem que não serão capazes de alcançar seus
objetivos (por mais bem intencionados que sejam)? O poder não simplesmente
desaparece. Com enorme frequência, a primeira reação destas pessoas é
exatamente aquela que ocorreu na Venezuela: atacar com ainda mais veemência os
produtores por estes não terem sido capazes de atender às impossíveis demandas;
estatizar as instalações industriais e os estabelecimentos comerciais ainda sob
controle privado; impor o racionamento de bens; e punir todos aqueles que
estiverem “estocando” mercadorias.

E quando nada disso funcionar, parte-se para um
autoritarismo ainda mais draconiano, e faz-se tudo o que for necessário para se
manter no poder.

Após algum tempo, tais exercícios de poder bruto
geram consequências: eles atraem para o alto escalão do governo aqueles indivíduos
que possuem prática e experiência em exercer tal poder (em linguajar econômico,
aqueles indivíduos que possuem uma “vantagem comparativa” no exercício da
brutalidade são atraídos para o poder).

Marxismo não é sinônimo de stalinismo, mas a
incapacidade do socialismo marxista de cumprir suas promessas cria as condições
para a ascensão do stalinismo. Em outras palavras, o stalinismo é uma consequência
não-prevista e não-intencionada do socialismo marxista.

Adicionalmente, à medida que o controle estatal vai
se tornando cada vez mais ineficaz, as pessoas começam a tentar contornar o
governo criando formas distorcidas de transações de mercado. Subornos a políticos
e burocratas, ameaças a produtores e empreendedores, conluios com o governo,
nepotismo, trocas de favores etc. se tornam a única maneira viável de fazer com
que as coisas sejam feitas.

Recursos escassos têm de ser alocados de alguma
maneira, e mercado são como ervas daninhas: surgem e crescem nas fendas
deixadas pelo fracasso do planejamento centralizado.

venezuela_grocery_store.jpg

Dieta forçada

O salário mínimo atual é de 97.000
bolívares mensais
. Pelo câmbio oficial — ou seja, aquele determinado pelo
governo —, isso equivale a US$ 37 por mês. Já pelo câmbio do mercado paralelo —
que representa o genuíno valor da moeda —, isso equivale a US$ 12.

Sim, o salário mínimo mensal de um venezuelano é de US$ 12.
Dado que o salário mensal médio em Cuba é
de US$ 20
, temos que a dupla Chávez/Maduro conseguiu a façanha de deixar a
população da rica Venezuela mais pobre que a miserável população cubana.

Isso sim é concorrência socialista.

Tudo isso gerou, como era de se esperar, inevitáveis
consequências sobre a saúde dos venezuelanos. Há algumas semanas, as principais
universidades venezuelanas publicaram a Encuesta
de Condiciones de Vida
 (Encovi) — Pesquisa de Condições de Vida –, um
documento anual que analisa a evolução dos principais indicadores de bem-estar
da população.

E os resultados foram desoladores: nada menos que 82% das
famílias venezuelanas vivem na pobreza, a porcentagem mais elevada da história
do país, o que transforma esta região na mais miserável da América Latina. A
maior parte destas famílias se encontra em uma desesperadora situação de
extrema pobreza, o que dificulta enormemente sua capacidade ter acesso a uma
alimentação de mínima qualidade.

Ainda segundo
a pesquisa
, 72,7% das mais de 6.500 pessoas sondadas afirmaram ter perdido
peso involuntariamente. A média da perda de peso em apenas um ano é assustadora:
8,7 kg.

Vale repetir e enfatizar: 82% das famílias venezuelanas
estão hoje vivendo na pobreza (em 2015, esse percentual era de 73%). Enquanto
isso, 72,7% da população perdeu uma média de 8,7 quilogramas. E 9,6 milhões de
venezuelanos (um terço da população) comem menos de duas vezes por dia.

dados.jpg

Negligência intelectual

Para o mundo externo, corrupção e uma má implementação
são as causas dos seguidos fracassos do socialismo. Mas isso é uma completa inversão
da realidade: a corrupção e a ineficácia não são as causas do fracasso do socialismo,
mas sim as consequências do fracasso
do socialismo. Quando você abole os mercados e os torna ilegais, e quando esta
sua tentativa inevitavelmente fracassa, o que você tem é um arranjo repleto de corrupção,
suborno e mercados negros (no qual apenas os mais destemidos se aventuram). Mais
uma vez, tal arranjo não é aquele que os marxistas queriam, mas é a inevitável consequência
de suas políticas.

Portanto, o que tudo isso pode dizer sobre aqueles
que apoiaram as políticas de Chávez e Maduro? É fácil dizer que tais pessoas são
inerentemente más por terem desejado a inanição e a miséria do povo
venezuelano, mas isso seria uma postura fácil e simplista. Eu realmente
acredito que muitos daqueles que apoiaram as políticas da dupla venezuelana
genuinamente acreditavam que tais políticas trariam bons resultados. Neste
sentido, tais pessoas não agiram de maneira imoral.

No entanto, elas são culpadas de incorrer em um
grave erro intelectual, o qual tem consequências morais. Embora elas talvez não
tenham desejado o desastre humanitário que vemos hoje, elas de fato têm de
arcar com a responsabilidade de terem ignorado todas as críticas — já de longa
data — ao socialismo, as quais já explicavam por que tal desastre era
esperado.

Aqueles da esquerda que defenderam as políticas de
Chávez não necessariamente incorreram naquele mal intencional ao qual chamamos
de “vício”. Mas eles podem ser culpados, isso sim, de algo que pode ser
rotulado de “negligência” intelectual. Eles podem até não ter desejado a atual situação
do povo venezuelano, mas não há dúvidas de que eles, no mínimo, deveriam saber
melhor sobre aquilo que defendiam.

A simples condenação moral dessas pessoas acabaria
com qualquer chance de diálogo produtivo. Já oferecer uma narrativa alternativa
pode ser o começo. Por isso, é função daqueles que entendem como o mercado
melhora a vida e o bem-estar de todos ensinar a essas pessoas sobre todos os malefícios
do socialismo.

Os custos humanos do socialismo são grandes demais
para que tal tarefa seja negligenciada.

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Leia também:

Um breve histórico da Venezuela: da quarta população mais rica do mundo à atual mendicância

O socialismo
latino-americano: um grande negócio para os ricos e um pesadelo para os mais
pobres

Com as pessoas forçadas a
revirarem lixo, o socialismo venezuelano provoca emagrecimento compulsório

Só é socialismo enquanto
funciona; quando deixa de funcionar, nunca foi socialismo

O socialismo
necessariamente requer métodos brutais para ser implantado

O socialismo venezuelano:
pessoas comendo cachorros, saqueando supermercados e morrendo de inanição

A defesa do socialismo é,
inescapavelmente, uma apologia da violência

O que a “justiça social” fez com a Venezuela

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74 comentários em “É impossível negar que a Venezuela é uma calamidade gerada pelo socialismo”

  1. Pela convivência que tenho com algumas poucas pessoas que defendem o socialismo, percebo que o mote dessa farsa é apelar para um certo sentimento de compaixão pelos ditos “despossuídos e excluídos”. E, geralmente, culpa-se a sociedade. Mas, quando falo do exemplo dado aqui mesmo, sobre reunir X pessoas, dar 100 mil reais a cada uma e daqui a um ano perceber que nenhuma dessas X pessoas estará na mesma situação, os argumentos pela defesa do “direito a igualdade” somem.

  2. Só que o socialismo não é uma ideia fracassada. Socialismo é uma ideologia onde os mais espertos conseguem escravizar uma sociedade inteira, convencendo-os de que é “para os trabalhadores e o igualitarismo”.

  3. Todos sabem que o socialismo não funciona, não é pratico, mas precisamos atacar o socialismo no campo ético.

    “Já faz bem mais de um século que se tem considerado que a esquerda tem a moralidade, a justiça e o “idealismo” do seu lado; a oposição conservadora tem se limitado a apontar a “falta de praticidade” dos ideais da esquerda. Uma visão corrente, por exemplo, é que o socialismo é fantástico “na teoria”, mas que não pode “funcionar” na vida prática…”

    Se o socialismo não funciona, mas o ideal dele é belo, justo e admirável, não importa quantas vezes ele falhe as pessoas sempre tentarão de novo.

  4. Em outras palavras, o stalinismo é uma consequência não-prevista e não-intencionada do socialismo marxista

    Errado!

    O Stalinismo é o objetivo; o socialismo marxista é a ferramenta para tal. É previsto, é almejado e é intencionado.

    Socialistas não são pessoas bem intencionadas, mas incompetentes. Não! São pessoas más que usam um discurso “bonito” (a socialização dos meios de produção; tudo é todos) para escravizar as pessoas. Afinal, como o próprio IMB apregoa, o que vale não são as intenções, mas os resultados que essas intenções produzem.

    Todo o resto é mera ginástica retórica.

  5. Sem nenhuma compaixão pelos venezuelanos, trabalhei lá por muitos anos e imploraram abertamente pela implementação desse sistema, enquanto liberais e conservadores falharam miseravelmente em desarmar os pontos chaves que permitiriam tal desgraça, e aí está o resultado, tal qual o chile de 1973.

    Venezuela só está escancarada nos meios de comunicação porque não tem um líder carismático e bem relacionado com líderes de centro esquerda pelo mundo, só por isso há chances de se livrar da ditadura nos próximos anos.

    No mais, tal país é muito útil aos outros da região para que evitem esquerdarem demais. Obrigado Venezuela.

  6. Carlos Guilherme

    Acredito que o socialismo tem seu poder devido ao jogo de palavras nele envolvido.

    Quando adolescente era socialista militante, pois para mim, ser socialista era pregar a justiça social. Afinal, como não ser, já que a mídia como um todo usa a palavra “capitalismo” associada a algum termo de caráter pejorativo, tais como:

    “O Capitalismo destrói o meio ambiente”

    “O Capitalismo impulsiona as pessoas ao crime”

    “O Capitalismo tirou a serenidade do homem e o alienou em uma busca desenfreada pelo consumo”

    Se o capitalismo é ruim, que alternativa resta? O socialismo é claro. E de fato, seria maravilhoso se todos os homens vivessem em harmonia, “trabalhando o quanto podem trabalhar, e recebendo o que merecem e precisar receber”

    No entanto, qualquer adulto que trabalha e paga as contas sabe que as coisas não funcionam assim. Se não houver expectativa de renda, por que você vai sair debaixo de um cobertor em uma manhã de segunda feira fria para pegar um trânsito engarrafado e engolir sapo de clientes, colegas, chefe??

    Algo que não contam, é que no socialismo não trabalhar é punível com prisão, às vezes com a morte. Alguém já leu a Constituição Russa de 1917? O próprio Lula no auge das greves dos servidores em 2015 disse que o servidor público que não trabalhasse, deveria ter seu ponto cortado, pois do contrário seriam “férias coletivas”. Mas como assim!? O Lula era um sindicalista, ele não fez dezenas de greves!?

    O capitalismo, na minha visão leiga, é como a democracia, “o menos pior dos regimes”. Nele, não vivemos um “paraíso na Terra”, mas com certeza não se assemelha a verdadeiros infernos como na Coreia do Norte, do Camboja, etc.

    Observação: Obviamente não sou socialista, mas defendo a aplicação de políticas assistenciais em menor nível para reduzir problemas graves na sociedade, a exemplo da cracolândia no centro de SP, ou a inserção de imigrantes refugiados, sejam cubanos, sejam norte coreanos ou até mesmo sírios e haitianos em nossa sociedade. Ou até uma saúde e educação pública eficiente só e somente para os verdadeiros necessitados – que realmente não tem condições materiais de arcar com as despesas-, e a promoção da eliminação de doenças por meio de campanhas de prevenção e vacinação.

    Observação 2: Não acham que o controle de natalidade tem o potencial de reduzir a desigualdade social, na medida que reduz a oferta de mão obra, aumentando a demanda pela mesma e a consequente melhor remuneração e condições de trabalho?

  7. Dalton C. Rocha

    Karl Marx teve seis filhos legítimos, dos quais três morreram crianças e outros três suicidaram-se na idade adulta. E todos os netos legítimos de Karl morreram ainda crianças. Se isto não basta, todas os suicídios dos filhos legítimos de Karl Marx e todas as mortes dos netos legítimos de Karl Marx ocorreram, com ele ainda vivo.

    O núcleo da mensagem de Karl Marx não é o extermínio de milhões de pessoas, nem o restabelecimento da escravidão, nem o culto à personalidade de ditadores comunistas. Também é engano, se acreditar que o núcleo do marxismo seja, o controle do estado por marxistas; isto vem depois. O núcleo da mensagem de Karl Marx é, a estatização da economia.

    Eu devo dizer: "Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. "

    De nada adianta simplesmente se matar ou prender esquerdistas. É preciso mais do que isto, se eliminar o estatismo econômico, que é o âmago da mensagem do picareta Karl Marx. Para começo de conversa, é preciso se ver que o petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é da CUT. É preciso se privatizar não só estatais corruptas, como terras. Só o MST, os índios e o governo tem mais de 60% do Brasil. Junte-se as áreas de preservação permanente das fazendas e quase 80% do Brasil é estatal. Mais de 90% do Brasil devia ser propriedade particular; como é na Holanda ou Inglaterra.

    Em resumo. Sem privatização, não há solução.

    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais desde 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A

  8. Do pensador português Orlando Vitorino:

    > (…) A abolição da propriedade é o que sempre definiu o antiquíssimo comunismo. Poderão os comunistas falar de meios de produção, de lutas de classes, de proletariado escravizado, de burgueses e de mais-valia. Poderão até recorrer a metáforas de origem homossexual como a da “exploração do homem pelo homem”. Do que exclusivamente se trata é de abolir a propriedade. Abolida a propriedade, o comunismo atinge a única finalidade que lhe é própria, e que é também, simultaneamente, o seu ponto de partida. Ponto de partida para quê, para onde, ninguém sabe. O seu patrono moderno, Karl Marx, encolerizava-se quando lhe perguntavam o que se iria fazer depois de abolida a propriedade. Não sabia. Encolerizava-se e respondia: “Eu não faço receitas de cozinha”.

    > É fácil organizar o combate pela abolição da propriedade. Ao longo da história, muitas vezes o combate se travou e muitas vezes, até, saiu vitorioso: na Esparta de Licurgo, na Morávia dos anabaptistas, no Paraguai dos Jesuítas, na Rússia dos bolchevistas… Mas, abolida a propriedade, os homens continuam a estar no mundo; continua a haver, de um lado, os homens e, de outro lado, as coisas de que é feito o mundo. Os homens não podem viver sem o mundo e a existência no mundo é uma existência de relação com as coisas. A propriedade é, precisamente, esta relação. Abolida a propriedade, que acontece? Deixa de haver mundo e as coisas que compõem o mundo? Impossível. Deixa de haver homens? Impossível. Passam os homens a viver separados do mundo? Não podem. Qual a receita que Marx se recusava a fazer? A única que os diversos cozinheiros conseguiram fazer – e a única que os comunistas, antes e depois de Marx conseguiram fazer – foi a de passarem para o Estado a posse (com a qual confundem a propriedade) das coisas. Ora o próprio Marx já havia prevenido que essa não era solução, e claramente afirmou que transferir a propriedade para o Estado seria um mal pior do que manter a propriedade nos indivíduos. Com efeito, os resultados de estatização sempre estiveram longe de ser risonhos: massacre de milhões de homens, escravidão generalizada e até instituída, etc. E se não se pode dizer que, em rigor, tenham sido uma “estatização da propriedade” todos os diversos regimes comunistas que houve ao longo da história – alguns deles bem mais duradouros do que os marxistas actuais – também de nenhum deles se pode dizer que foi risonho: o dos espartanos foi a vergonha do “milagre grego”; o dos anabaptistas evanesceu-se no caos; o de Munster evanesceu-se na sangueira; o do Paraguai, levou, em duzentos anos, um povo à idiotia…

    Ainda temos, todavia, de admitir que o comunismo não seja necessariamente um absurdo? Mas como, então, resolver? Como “receitar”? Como “cozinhar” as relações entre os homens e o mundo, uma vez abolida a propriedade?».

  9. O governo cubano controla a Venezuela, através da cooptação de militares e formação de milícias armadas. É necessário deter Cuba, para que a população venezuelana se arrependa dos seus erros e constitua um governo liberal para tornar possível a retomada do crescimento.

  10. Esse trecho do esquerdista americano é idêntico ao discurso de papagaio da esquerda que temos aqui, palavras como: neoliberal, redistributivismo. Além das críticas às “políticas americanas”. Faltou minha preferida: burguês.

    E nos dedos da imprensa, socialismo vira “chavismo”. É… complicado.

  11. reinaldo schroeder

    Deixem-me fazer uma pergunta tola, já que sou praticamente leigo em economia:

    Uma vez que o socialismo na Venezuela já extinguiu todos os meios de produção e distribuição de bens e serviços, como a elite e burocratas ainda se sustentam?

    Quero dizer, se não há mais produção nem de comida e outros itens básicos, não há mais nada para ser espoliado do povo (parece que nem petróleo estão produzindo), há ainda alguma chance deste sistema continuar funcionando ou o colapso total está batendo à porta e o país irá se tornar um ambiente de escambo?

  12. – Sr. D’Anconia, o que acha que vai acontecer com o mundo?

    – Exatamente o que ele merece.

    – Ah, mas como o senhor é cruel!

    – A senhora não acredita na lei moral, madame? – perguntou Francisco, muito sério. – Eu acredito.

    Rearden ouviu Bertram Scudder, que estava fora do grupo, dizer a uma moça que emitira algum som que traduzia indignação:

    – Não se incomode com ele. Sabe, o dinheiro é a origem de todo o mal, e ele é um produto típico do dinheiro.

    Rearden achou que Francisco não deveria ter ouvido o comentário, porém o viu se virar para eles com um sorriso muito cortês.

    Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. […]

    Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força o senhor se refere? Não é à força das armas nem dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de sua capacidade. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. […]

    O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria; de que é preciso oferecer-lhes valores, não dores; de que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. […]

    Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. […]

    […]

    Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influência – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada. […]

    […]

    Algumas pessoas haviam ouvido, mas agora se afastavam, e outras diziam: “é horrível!”; “Não é verdade!”; “Que egoísmo!”. Falavam ao mesmo tempo alto e discretamente, como se quisessem que aqueles que estavam ao lado ouvissem, mas não Francisco.

    – Sr. D’Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!

    – Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.

    – Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.

    – Como a senhora sabe disso?

    – Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.

    – Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar “Mas eu não sabia!”, não terá perdão.

  13. Prefiro mil vezes viver num país de desiguais , mas com liberdade do que viver num país onde todos são iguais, na miséria, e sem liberdade!

  14. Com respeito à Etiópia, lembro-me que as reportagens atribuíam a causa da fome à seca, jamais ao regime político. E a escola também fazia o mesmo. E os cantores americanos que fizeram a campanha We Are the World.

    Quanto mais alto na hierarquia esquerdista, mais os sujeitos são conscientes de que a sua verdadeira motivação é o poder e sabem que as consequências serão como estas.

    * * *

  15. Sociólogo da USP

    A crise na Venezuela foi criada pela CIA para desestabilizar a democracia socialista.

    Análise de um conceituado colega que é doutor em Ciência Política sobre o assunto:

  16. A oposição acabou de ser levada à prisão. Maduro venceu.

    Apenas um lembrete: se a população estivesse armada, o Maduro já seria Gaddafi. Só que obcecado com miséria e fome ao invés de ouro e conforto.

    A última esperança do povo venezuelano é uma resistência de dentro do estado. Sim, dos mesmíssimo funcionários do estado que permitiram que a situação degringolasse ao ponto atual:

    Eu não ficaria surpreso se as pessoas corajosas acima fossem apenas atores servindo de isca para que a resistência ao Maduro saia do seu esconderijo apenas para ser presa. Era infinitamente mais fácil acabar com o vício do socialismo no primeiro controle de preços ou na tomada das armas. Agora já na milésima tragada e já estabelecido o golpe de estado, somente um milagre.


  17. Sociólogo da USP 17/06/2017 23:33

    “A crise na Venezuela foi criada pela CIA para desestabilizar a democracia socialista. ”

    Bem, o caso da venezuela e Cuba são bastante complexos. Existe e sempre existiu o interesse de colonização, exploração da região, por causa do petróleo, não sei pq liberteens negam esse fato.

    Mas nunca houve interesse dos socialistas de serem democráticos, isso demonstraram quando tomaram alguns países na força, Stalin, Trostky, Lênin, Hitler, sempre pensaram no controle de tudo, e não democratizar meios. Isso o cientista político n fala,né?

  18. Prezados leitores do IMB, tenho amigos (militares e policiais federais) que estiveram ou estão por lá. Posso garantir pra vocês uma coisa (e pasmem): a maior parte do ‘povão’ venezuelano não é contra o socialismo. É contra o Maduro. Conforme eles me relatam, o povo gosta do Chavez. Que se não fosse a morte dele, tudo estaria melhor. O Maduro é que é um presidente ruim.

    Sem contar o seguinte: a Venezuela está sob a mão da esquerda estatizante há quase 50 anos. O povo valorizou cada política assistencialista implantada sobretudo dos anos 70 pra cá.

    Portanto, não posso ter pena daqueles que tem mais de 20 anos por lá. São conscientes da escolha que fizeram.

    PS: um dos meus colegas que estão servindo por lá, mora no melhor bairro de Caracas, lugar onde há até uns 2 meses atrás, não tinham visto nada de violência ou manifestações… Porém, me disse que sua esposa e filho não saem de casa há 5 dias e que estão estocando comida por conta disso.

  19. Alexandre Fetter

    Ótimo artigo!

    Resido em Boa Vista-RR há 10 anos e, só a partir de 2016, vejo moradores de rua e sinais de trânsito repletos de pedintes. Praticamente todos venezuelanos…

    Essa é a consequência do Socialismo: ou sobrevivem miseravelmente em seu próprio país, ou fogem para outro.

  20. O novo Presidente da Coréia do Sul é esquerdista!

    Todos os países estão sendo consumidos por essa ideologia maléfica.

    Isso só pode ser o fim do mundo 🙁

  21. A constituinte do Maduro acabou de expropriar as fazendas, estatizou todas as empresas, estatizou os bancos, expropriou os imóveis de quem possui mais de um, pediu para a população entregar os dólares ao governo, estatizou escolas privadas, cancelou todos os documentos da população, controlou todos os salários, etc.

    Agora o socialismo foi implantado na sua forma mais radical.

  22. Maurício Saraiva

    Praticamente toda a classe média venezuelana já deve ter partido do país. Sua ligação com os Estados Unidos sempre foi muito forte, e existem as opções da Colômbia e do Panamá. Imaginem a perda em profissionais qualificados? Aquele país acabou, vai virar uma ditadura comunista agrícola. Até a empresa de petróleo vai cair nas mãos dos chineses. Já era.

  23. Se puderem responder essa, ficaria agradecida.

    Achei um canal de um cidadão aqui que é bem desse perfil de negadores relativistas do porquê a Venezuela estar assim. Ele fez um vídeo comentando sobre outro vídeo do canal Ideias Radicais refutando aquele canal Nostalgia sobre o assunto, é pra rir mesmo do discurso do indivíduo. Aqui vai a transcrição do vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=F2BMO8sVwCw

    "Se o problema da Venezuela fosse exclusivamente o socialismo, poxa vida, o que que seria da China então? Cuba? Cuba já teria entrado em colapso há quantos anos? Se o problema de um país é o socialismo, exclusivamente, muitos países que estão hoje aí nem sequer existiriam. O vídeo do Felipe Castanhari não era perfeito e eu não defendo Maduro, já deveria sair de lá há muito tempo. Sim, a Venezuela está numa situação muito próxima do que se pode falar hoje sobre uma ditadura, mas atribuir exclusivamente ao Maduro ou pior a socialismo, o problema da Venezuela é um simplismo que, muitas vezes, confunde as pessoas e muitas vezes faz com que elas possam aderir àquilo somente porque o cara já é meio antiesquerda, ah então tá certo, é um país de esquerda, dane-se.

    Aí o cara vai olhar a China e falar: Ué, mas a China, estranho, não tá tão assim, cresceu bastante, as coisas tem acontecido lá, e é um pais socialista. Ai não dá pra tentar ficar contemporizando como o pessoal fala quando se fala dos países nórdicos, aí não é socialismo! Mas e a China, cara? E a China? O que que é a China? Mas o país tá lá, não tem colapso nenhum lá, é claro que as coisas não são perfeitas na China, também não defendo a China, mas a situação venezuelana não é exclusivamente por conta de um debate ideológico, é muito responsabilidade de ambas as partes tanto da oposição quanto da situação.

    Não defendo Maduro nem nunca vou defender, não acho correto, ele já deveria ter saído do governo, já deveria ter havido eleições para presidente, a oposição já estava ganhando um grande espaço dentro lá do país, e infelizmente, ele se apegou ao poder e transformou numa situação complicada, mas é muito importante você saber de uma coisa: tudo isso só aconteceu por conta do binarismo, por conta do que está acontecendo aqui no Brasil, pessoas que dizem que a direita é pura e a esquerda a pior coisa que tem, ou o contrário, a esquerda sim é que faz um grande trabalho social e a direita arruína com tudo.

    A verdade é que o que aconteceu na Venezuela é exatamente por culpa do binarismo, as distâncias ficaram tão grandes que não mais foi possível estabelecer um diálogo, e não há dialogo quando não se estabelece uma situação em que todos aqueles que estão lá envolvidos possam ter vez e voz, é o que acontece na Venezuela. O problema não é o fato de ter uma ideologia só, porque não tem. Não tem! Não é um pais só, digamos assim, socialista, e por conta disso, aconteceu isso.

    Não é a verdade, o que acontece hoje lá é fruto da distância que ocorreu entre os ideólogos de um lado e os de outro. E é claro, é óbvio, que o fato do país estar sentado sobre uma reserva gigante de petróleo chama as atenções de outros países, como por ex, os EUA, que tem na Venezuela o terceiro maior fornecedor de petróleo, então, evidentemente também tem essa questão.

    O discurso, na minha opinião, muito simplista, do Rafael reforça essa situação, reforça exatamente o que tá acontecendo lá, além de não resolver nada, só piora, só piora."

    E aí quando confrontando nos comentários, ele tenta tirar o corpo fora, tentando passar uma imagem de bom moço sensato, negando justamente o que estava fazendo no vídeo, porque afinal, analisar propostas feitas por outros e tentar dar outra explicação não é refutar, ou tentar, pelo menos como no caso dele, imagine. Fica manipulando as palavras pra tentar parecer coerente, a que ponto chegou o debate dessa gente. Aqui vai:

    “Amigos, como disse, não se trata de um vídeo refutando um ou outro. Trata-se de demonstrar que a proposta do Rafael em dizer que o caos social da Venezuela se deve ao socialismo é simplista. E mais: é dogmatica! Poderia ter usado o exemplo Bolívia, Colômbia, Peru… Todos países bolivarianos. Porque a Bolívia que é tão socialista-bolivariana como a Venezuela não está em mesma situação??? Rafael não explica. Os anti não explicam. Bom deixar claro que o assunto é “Porque a Venezuela está assim?”, ou seja, porque a possibilidade de uma guerra civil, porque a convulsão social? Não precisa de China. A Bolívia desmente Rafael."

  24. Discordo apenas da conclusão final, não há de se esperar diálogo produtivo com socialistas, independente de quantas pessoas pereçam, do ponto de vista deles, vale à pena, por um mundo melhor, sem desigualdade.

  25. SERGIO MARDINE FRAULOB

    Entendo que o socialismo é modelo pior do que o capitalismo, mais individualista, porque para funcionar bem precisaria que o ser humano fosse melhor do que é. Mas concluir que o mal maior que assola a Venezuela é em razão do socialismo não procede.

    Com preconceito meu, como um país pode dar certo com governantes semi-letrados? Para qualquer um do IMB é claro ser uma burrada viver apenas do petróleo, cujo preço sofreu queda astronômica sem que o país sequer tivesse reservas muito altas para suportar as inevitáveis épocas de conjuntura ruim do setor de petróleo. Imprevidência pura.

    Alguns países do oriente médio também dão benesses para seus cidadãos, mas não gastam tudo o que arrecadam nos períodos de vacas gordas e então não estão tão apertados. Tem o exemplo clássico da Holanda…

    Resumindo, motorista de ônibus governando o país não pode dar certo, nem com capitalismo. Assim como para operar um coração é preciso qualificação de um médico, é, sim, necessário escola e que os governantes conheçam economia, entre outros requisitos.

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