Cansado da baixa qualidade dos carros nacionais, Roberto
recorreu a uma importadora e comprou um BMW, produzido na Alemanha e trazido
diretamente de lá. Dado que o país era governado por pessoas racionais, Roberto
não teve de pagar tarifas de importação (ou pagou uma tarifa extremamente
baixa, tipo 1%).
Eis a pergunta: essa transação voluntária entre Roberto e um
vendedor alemão — intermediada por uma importadora, que está ali para agilizar
e facilitar a transação — foi justa ou injusta? Alguém foi prejudicado por
ela? Alguém ficou em pior situação por causa dela?
Repare: Roberto tinha total liberdade para escolher
entre manter seu dinheiro ou comprar um carro nacional ou estrangeiro. Ele
optou pelo estrangeiro. O vendedor alemão, por sua vez, tinha total liberdade
de escolha entre manter seu carro ou vendê-lo para Roberto. A transação só ocorreu
porque tanto Roberto quanto o vendedor alemão acreditaram que melhorariam sua
situação após a transação. Ninguém foi coagido a nada. Ninguém agiu contra sua
vontade. Ninguém foi violentado.
Qual seria o argumento contra essa transação
pacífica e totalmente voluntária efetuada por dois indivíduos, que não
violentaram ninguém ao fazer essa transação?
E, caso você não ligue muito para automóveis, troque
“BMW” no exemplo acima por “sapatos” ou “smartphones”, e “Alemanha” por
“China”.
Muda alguma coisa? Se sim, qual o seu argumento
contrário?
(Sempre lembrando que o salário
médio da indústria da China já supera o do Brasil e do México, o que
significa que o argumento de que os chineses praticam “trabalho escravo” não
mais se sustenta).
Ainda estamos no aguardo de um único mercantilista
tentar explicar por que essa transação pacífica e voluntária realizada por dois
indivíduos representa um tipo de comércio injusto e que deve ser restringido. O
fato é que, quando se entende que uma transação comercial é realizada por
indivíduos, os mercantilistas ficam sem qualquer tipo de argumento contrário e
racional, que não recorra à defesa da coerção e da violência.
Mas os mercantilistas são espertos e gostam de jogar
com emoções. Por isso, em vez de reconhecer que o comércio sempre ocorre entre
indivíduos, eles gostam de dizer que o comércio ocorre entre nações. Para eles,
não foi Roberto comprando de um alemão ou de um chinês, mas sim “o Brasil tendo
um déficit comercial
com a Alemanha ou com a China”, algo supostamente “muito ruim” e que tem de ser
impedido por políticos e burocratas. Essa deturpação da linguagem é eficiente
porque apela ao nacionalismo e incita os mais incautos.
O fato incontornável, no entanto, é que o comércio
internacional ocorre entre um indivíduo de um país com um indivíduo de outro
país. Qual o argumento para dizer que isso é injusto e deve ser impedido?
Mais ainda: quem realmente pode ser contra esse
arranjo? Se você responder: “as montadoras nacionais e seus sindicatos”,
parabéns. Você é o aluno mais brilhante da classe.
Observe que nunca são os consumidores nacionais que
reclamam da oferta de bens a preços baixos. Sempre são apenas alguns produtores
nacionais e seus sindicatos que fazem isso. Algo a se pensar.
Os
ganhadores
Quando o governo impõe uma sobretaxa aos produtos
importados, o consumidor é o maior perdedor. Esse encarecimento artificial dos
produtos importados significa que os produtores nacionais estarão agora livres
e despreocupados para elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus
produtos. Como não há mais concorrência estrangeira a quem os consumidores
nacionais recorrerem, estes agora são obrigados a pagar mais caro por bens
nacionais de qualidade mais baixa.
Quem realmente perde mais com isso? Os mais pobres.
O protecionismo, na prática, transforma a população
em um gado preso em um curral: o povo, principalmente o mais pobre, fica praticamente
proibido de comprar produtos estrangeiros baratos e é obrigado a comprar apenas
os produtos nacionais mais caros produzidos por empresários e sindicatos protegidos
e privilegiados.
Com o protecionismo, o intuito do governo é proteger
as empresas nacionais e blindá-las contra os desejos dos consumidores —
principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo para comprar
produtos bons e baratos feitos no exterior.
Para o governo, as indústrias nacionais não devem
ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais. Os
consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles
devem ser obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros.
E com um agravante: quando a população é obrigada a
comprar produtos nacionais artificialmente mais caros, sobra menos dinheiro
para investir ou gastar em outros setores da economia, como lazer, alimentação,
educação, vestuário, o que acaba reduzindo o emprego e a renda nestas áreas.
A restrição às importações e a reserva de mercado
criada por ela fazem com que a capacidade de consumo e de investimento da
população seja artificialmente reduzida. E sempre que a capacidade de
consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e
empregos diminuem por toda a economia.
Portanto, proteger empregos em um setor por meio de
tarifas de importação gera queda da renda e desemprego em vários outros setores
da economia.
Mas os empresários corporativistas que enchem os
bolsos com o dinheiro extraído dos consumidores por meio dessa violência
imposta pelo estado jamais mencionam isso. Eles querem que o público extorquido
acredite que a tarifa é, na verdade, um benefício para os trabalhadores. Sim,
há algum benefício marginal para os trabalhadores que trabalham especificamente
nas indústrias protegidas. Mas se o objetivo é falar de quem realmente lucra
com as tarifas, então o enfoque não tem de estar nos trabalhadores. O enfoque
tem de estar nos empregadores de um ínfimo punhado de trabalhadores que são
beneficiados pelas tarifas.
Com o protecionismo, você consegue ver os empregos
protegidos e os salários artificialmente elevados naquelas indústrias
protegidas. Mas você não vê os empregos perdidos e a queda de salários naqueles
outros setores da economia que tiveram sua demanda reduzida porque os
consumidores tiveram de gastar mais dinheiro para adquirir os produtos daquelas
indústrias protegidas.
Por isso, sempre que você ouvir um político dizendo
que quer proteger empregos impondo tarifas de importação sobre determinados
bens estrangeiros, mantenha sua mão em sua carteira e suas costas firmemente
contra a parede. Você está prestes a ser assaltado. Só que o político não irá
tomar o seu dinheiro em nome dos lucros das grandes empresas protegidas pela
tarifa de importação; ele não terá a hombridade de falar isso. Ele irá tomar o
seu dinheiro em nome de estar protegendo empregos que deixarão de existir caso
ele não confisque o seu dinheiro.
Eles acreditam que conseguirão o seu apoio caso
coloquem as coisas dessa maneira. Em outras palavras, eles acreditam que você é
um otário.
Não é nada surpreendente que empresários
corporativistas queiram impor tarifas em seus concorrentes estrangeiros. Todos gostam de receber ajuda do governo federal.
A questão está em os consumidores aceitarem isso. Se
eles realmente quisessem subsidiar os empresários nacionais, não haveria
necessidade de o governo impor tarifas de importação. Os próprios consumidores,
voluntariamente, comprariam apenas os produtos nacionais. Mas o fato de eles
não fazerem isso voluntariamente, e terem de ser obrigados pelo governo a pagar
dinheiro extra para esses empresários nacionais, mostra bem a realidade: no que
depender das preferências voluntárias dos consumidores, esses empresários
ficariam sem dinheiro.
Só que as coisas nunca são colocadas dessa maneira
clara e direta. O governo sempre recorre ao protecionismo em nome de estar
“protegendo empregos”. Mas não são os trabalhadores os principais beneficiários
das tarifas. As tarifas fornecem fartos lucros para os grandes empresários.
“As tarifas protegem os trabalhadores!”
Eis uma lição que
jamais deve ser esquecida: sempre que o governo intervém na economia, há
ganhadores e perdedores. Para saber quem são, apenas siga o dinheiro.
Um slogan popular em
prol das tarifas de importação é este: “As tarifas protegem os empregos!”. De
certa forma, é um slogan correto. A pergunta é: “quais empregos são
protegidos?”. Outra pergunta é: “Quem arca com tudo?”.
No mundo real, é impossível
conseguir algo em troca de nada. Se alguns empregos são artificialmente protegidos pelo governo — isto é, se o governo
impede que os consumidores demonstrem livremente sua preferência de consumo –,
então, inevitavelmente, há pessoas tendo coercivamente de pagar para garantir
essa proteção.
Quem são os ganhadores?
Quem são os perdedores?
Os ganhadores são uma
porcentagem relativamente pequena de trabalhadores (empresários inclusos) que
produzem bens a preços mais altos e com menor qualidade do que os bens
importados oferecidos aos consumidores. O único motivo de esses trabalhadores
precisarem de proteção é porque eles não são eficientes.
E quem julga a
eficiência deles? Os consumidores. O cerne de uma economia de livre mercado é
este: os consumidores têm a autoridade suprema. Já o cerne de uma economia
intervencionista é este: o governo está ali para suprimir a autoridade suprema
dos consumidores.
Consequentemente, e por
uma questão de lógica, qualquer tentativa do governo de interferir na economia para
ajudar determinados grupos de interesse (grandes empresários e sindicatos)
sempre ocorrerá à custa daqueles consumidores que teriam comprado os bens que
os concorrentes estavam oferecendo, mas que não puderam fazer isso por causa
das regulamentações impostas pelo governo.
Agora, você pode
argumentar que há sim muitas indústrias nacionais eficientes, mas que, por
causa dos altos impostos, das leis trabalhistas e da burocracia do governo, se
tornam ineficientes perante os estrangeiros. Logo, tarifas de importação seriam
um “mal necessário” para remediar esse efeito deletério criado pelo próprio
governo.
Obviamente, tal
argumento é irracional. O fato de essas empresas estarem sendo atrapalhadas
pelo governo não justifica que o governo tenha de atrapalhar outras pessoas
para compensar o estorvo que ele gera sobre essas empresas. Se o governo afeta
a eficiência dessas empresas, então o lógico e racional é que ele deixe de
afetá-las, e não que ele passe a igualmente afetar os consumidores.
Quem defende tarifas de
importação sob esse argumento está, na prática, dizendo que a maneira correta
de corrigir uma coerção do governo é colocando o governo para coagir igualmente
outras pessoas.
Não seja um seguidor
dessa lógica.
Ademais, e igualmente
importante, mesmo que empresas eficientes tenham se tornado ineficientes por
causa dos impostos, da burocracia e das leis trabalhistas impostas pelo
governo, isso em nada muda o fato de que são os consumidores que, em última
instância, estão rejeitando os produtos dessa empresa. Sim, é lamentável que a
causa do declínio de uma indústria específica esteja nas intervenções do
governo e que a empresa seja realmente uma vítima; porém, isso em nada altera a
realidade de que, em última instância, foi o consumidor que perdeu o interesse
de consumir os produtos desta agora ineficiente (por causa do governo) empresa.
Qual seria a atitude lógica
e sensata? Defender que o governo retire suas intervenções danosas sobre essa indústria.
O que os protecionistas defendem: que o governo amplie suas intervenções danosas
sobre todo o resto da economia.
Impor tarifas de importação
para obrigar os consumidores a voltar a consumir os produtos dessa indústria simplesmente
agrava a situação. E o que é pior: além de afetar toda a economia (pelos motivos
descritos neste artigo), ainda concede um passe livre ao real causador de todo
o desastre.
Conclusão
Exceto os grupos de
interesse que realmente ganham com o protecionismo (e cuja postura, embora
imoral, seja racional), só defende o protecionismo pessoas que genuinamente
acreditam que o governo tem em mente apenas o bem-estar das pessoas. E que também
acreditam que o governo é um protetor dos “melhores interesses da sociedade”.
O fato é que tarifas de
importação existem para proteger produtores ineficientes que não estão produzindo
bens que atendem aos reais desejos dos consumidores. É por isso que tais
pessoas recorrem ao governo federal para protegê-las. Mas não é para
protegê-las dos estrangeiros, mas sim para protegê-las dos consumidores que
querem voluntariamente comprar dos estrangeiros.
Você quer realmente
ajudar a indústria nacional? Agite para que o governo federal pare de
sobrecarregá-las com impostos, burocracia, leis trabalhistas arcaicas e regulamentações
onerosas. Não agite para que o governo, com o intuito de “corrigir” essa distorção,
expanda essa distorção para todo o resto da economia.
Não seja essa pessoa.
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Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.
Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história.
Vivendo fora da republiqueta você percebe que independente do quanto você ganhe, você so terá porcaria disponível pra sua compra somado a baixa qualidade de vida.
Estou em uma condição excelente em pais de primeiro mundo e fico triste de pensar em como achava que minha vida era boa ai. Para quem acha que os exemplos são somente com carros e smartphone, digo que até a qualidade do detergente que você usa é superior e mais barato.
Está mais fácil pedir ainda mais tarifas e regulação, quem sabe matando o hospedeiro o parasita morre junto.
Como responder a alegação típica do Ciro Gomes de que o protecionismo é necessário para termos empregos no país?
Liberalismo econômico é o melhor caminho para a geração de riqueza, ninguém dúvida, mas também essa geração de riqueza é em escala global, não há divisão política da geração de riquezas. No mundo real, existe fronteiras, interesses políticos, interesses ideológicos, defesa dos interesses de uma nação. Acontece que existem unidades políticas com fronteiras definidas, que por inúmeras variáveis possui uma série de medidas que visam atender os interesses do seu povo, não estão preocupados com os interesses das nações alheias. Inegável que cada nação está em busca de seu próprios interesses, um deles é garantir que seu povo possa produzir, gerar riqueza, e melhorar sua qualidade de vida, qualidade está que não se resume apenas na idéia simplista de ter os melhores e mais baratos produtos, fruto da divisão internacional do trabalho, visto que a riqueza gerada dentro de outra fronteira política beneficia mais a população daquela unidade política do que de outra. Resumindo que o mundo não gira apenas em torno de economia, e que aplicar a economia liberal no planeta em escala global passaria por uma egemonia de pensamento da população mundial de aceitação desse modelo como o mais adequado, é ingenuidade a recreditar que esse discurso de produtos mais baratos e de qualidade é que são os grandes responsáveis pela qualidade de vida, há a necessidade de maior ênfase em questões oriundas da sociologia e geopolítica por parte dos liberais. Trocando em miudos, em escala global o liberalismo econômico é o melhor meio de gerar riqueza, só que a riqueza é gerada dentro de uma nação. É compreensível no caso Trump, que diz que não quer perder indústrias e empregos para a China. Em uma visão global o protecionismo prejudica a geração de riqueza na escala global, mas será que para a população de um nação, não é mais interessante existirem muitas indústrias em seu país, gerando emprego e renda, mesmo tendo produtos um pouco mais caros e com um pouco menos de qualidade, do que ter vasta opção de produtos baratos de qualidade, mas a população não tem dinheiro para consumi-los, por falta de oportunidades de gerar renda e ter como adquirir esses produtos? além do fato de que a maior parte da riqueza que foi gerada nesse arranjo beneficiou outra nação, que possui seus próprios interesses geopolíticos, a quem é mais benéfico a divisão internacional do trabalho onde a concorrência pode matar a indústria de uma nação? A nação que perdeu suas indústrias para a China terá melhora qualidade de vida da população por ter acesso a produtos mais baratos? Ou é a nação e o povo da nação industrializada que se beneficia mais em detrimento da nação que foi desindustrializada?
A cultura é o principal problema da economia. A cultura destrói tudo que aparece na frente.
A cultura do lixo é patrocinada pelo governo, que paga por carnavais, patrocina grafiteiros, suborna artistas, compra jornalistas, compra as pessoas, polui tudo, não presta nenhum serviço direito, paga indenizações a bandidos, etc.
As pessoas se acostumaram a viver no meio do lixo, por isso elas acham que bloquear o comércio não é um problema. Ou então, saquear 34% da renda virou uma coisa boa. O crime vira uma virtude na cultura do lixo.
O problema é muito maior do que uma moeda estável ou um comércio mais livre. O governo instaurou a cultura do lixo, que destrói o patrimônio e a vida das pessoas a cada minuto.
Quando as pessoas vivem no meio da cultura do lixo, existe uma tendência muito grande de elas se sentirem um lixo.
Quem realmente ganha com a obstrução do livre comércio? Os governantes e seus compadres.
Em uma simples importação feita pela internet pagamos 60% do valor da mercadoria+frete e o ICMS (que varia por estado). Mas quanto de tarifas e impostos incidem por exemplo, sobre a impostação de uma máquina feita por uma fábrica? Ou sobre a importação de produtos por uma loja varejista?
O engraçado é que os protecionistas odeiam que outros países boicotem os seus produtos ou restrinja as importações. O baronato brasileiro está reclamando com o Macri que a Argentina é protecionista com produtos brasileiros. Eles querem proibir os brasileiros de comprar produtos importados mas não acham justo que outros países proíbam seus cidadãos de comprar produtos brasileiros. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Esse pessoal só olha para o próprio umbigo e bolso. Eles querem explorar os brasileiros mas não gostam de ser prejudicados por outros protecionistas.
Fico assustado com os preços das coisas no Brasil. Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:
Ebay: U$ 300,00.
BR: R$ 5.000
Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser “legal”.
Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim.
Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.
E cobra caro, muito caro por isso.
Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé “em nome da proteção da indústria nacional”, e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.
Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.
Parece óbvio demais, mas é sempre bom reforçar os argumentos em prol do livre comércio. Parece que a ficha não caiu ainda para muita gente.
Artigo impecável!
Ora, empresas montadoras de carros são multinacionais que vieram para o Brasil, investiram dinheiro. Em um livre mercado genuíno, o valor mais importante é o respeito a contratos e acordos. Ser contra tarifas de importação é ir contra acordos e contratos firmados no passado, isso quebra a confiança do investidor e deturpa a economia. Não podemos tomar decisões baseadas em vantagens momentâneas. Se não sabemos barganhar no momento de acordos a solução não é descumpri-lo quando não for mais favorável. Temos de estudar o caso para em um próximo momento fazer acordos mais interessantes. Não sejamos irresponsáveis.
Junte o protecionismo com o governo e com o monopólio dos Correios, pronto!
Temos aí o Iphone mais caro do mundo (pelo menos o 6 era), temos aí o Playstation 4 sendo vendido a 4 mil reais no lançamento.
Temos moto da Honda 125, de entrada, por quase 10 mil reais…
Temos caixa amplificada da Meteoro mais cara do que as caixas da clássica Marshall, e com qualidade extremamente inferior…
Guitarras da Tagima à preço de Fender, Jackson, BC Rich, e por aí vai.
Daqui a pouco o Governo dá um jeito de taxar o Bitcoin, pois é a única coisa que conseguimos comprar pelo “mesmo” valor e obter o mesmo produto…
DÁ VONTADE DE CHORAR….
E pior que eu meu comentário anterior eu nem mencionei os produtos genuinamente chineses.
O Governo me fez lembrar, e fará pelo resto de minha vida, o quão arriscado é importar algo nessa latrina chamada Brasil.
Me cobrou quase 100% de imposto sobre um simples óculos de realidade aumentada (daqueles que acopla o celular) que teria me custado R$36,00, e as lojas daqui da cidade estavam vendendo a R$199,90.
Mesmo ainda sim tendo saído mais barato, antes de chegar, eu planejava comprar em maior quantidade para revender e aumentar minha renda, mas parece que a Receita Federal, além de não querer que eu aumente minha renda, fornecendo produtos que as pessoas me comprariam voluntariamente, quer que eu tenha minha renda DIMINUÍDA, forçando-me a pagar R$199,90 por algo que eu pagaria R$36,00.
Eu sei que apenas repeti o que foi exemplificado no excelente artigo, mas é algo frustrante e REVOLTANTE!!!
Segue abaixo respostas:
“Malthus 04/03/2017 14:18
Como é que é o negócio aí?
Quer dizer então que pelo fato de GM, VW e Ford terem vindo para o Brasil na década de 1950, e FIAT na década de 1970, eu, em 2017, devo ser continuar sendo proibido de comprar um carro estrangeiro barato?! “
Atualmente vivemos em uma república, quem decide o que acontece dentro do pais é o presidente da republica. Caso você você tenha sangue azul você teria o minimo de moralidade para argumentar alguma coisa. São negócios meu amigo, apenas negócios e pelo jeito você não tem nada a oferecer, logo, está fora do jogo.
“É isso mesmo? Ou seja, para você, algo que começa na base da imoralidade, deve se manter na imoralidade para sempre? Se o governo cometeu o atentado de garantir uma reserva de mercado para empresários nas décadas de 1950 e 1970, então o correto e moral seria manter essa imoralidade até hoje? E abolir essa imoralidade seria imoral? “
Imoralidade? Você quer romper acordos com multinacionais, romper com o estado de direito, e quer decidir o que é moral e imoral. Você quer destruir todo um acordo voluntario feito entre partes, toda uma cadeira de relação politica e econômica, somente porque esse acordo te afeta de alguma maneira. Em uma negociação você tem que oferecer algo e até agora não ofereceu nada, não adianta ser emotivo, isso só piora o seu lado.
“Aliás, [Blá Blá Blá… ] é a blindagem da concorrência?
Fica claro que você está fora do jogo, não cade a você decidir isso, esse valores depende do poder de barganha de cada lado. Afinal, você quer definir o valor do seu salário, o valor que quer pagar de um copo de água, “oras bolas” que tipo de livre mercado você defende? Não importa de quanto será a tarifa, qual o valor, quanto tempo deve durar… o que importa é bater o martelo e dar as mãos. Negócios voluntários feitos entre partes legitimadas não há imoralidade.
Você parece um desempregado reclamando do patrões. Trabalhe duro, que você vai conseguir comprar um caro, muitas pessoas tem carro no brasil, você também conseguirá.
Leandro Roque, alguma opinião sua ou algo importante para saber sobre os possíveis candidatos a presidência do Fed para o ano que vêm? Um novo presidente do Fed será nomeado por Trump para substituir a Janet Yellen em março de 2018. Três nomes surgiram como possíveis candidatos.
Leandro e demais,
Sobre a infraestrutura do EUA e o tal pacote de 1 trilhão do Trump:
Os aeroportos são, em maioria, estatais com gestão municipal. E os portos são estatais ou concedidos? E as estradas possuem pedágios? Se sim, são estatais ou concedidos?
Ainda, como é feito o investimento? Por gastos diretos do governo via licitação ou indiretamente via juros subsidiados através de um banco de desenvolvimento (tipo BNDES).
Agradeço antecipadamente os esclarecimentos.
Esse artigo parece um sonho impossível.
O protecionismo é feito por incompetentes, canalhas, corruptos, desonestos, trambiqueiros, etc.
Seria necessário uma guerra ou um boicote geral para acabar com tantos capitalistas de fachada.
O engraçado é que o CADE fica proibindo fusões e aquisições, e não faz nada contra o protecionismo do próprio governo. Primeiro o governo cria o problema de pouca concorrência, depois o CADE fica inventando coisas para fingir que existe livre mercado.
Se houvesse menos protecionismo e mais importações, as fusões entre empresas teriam um impacto muito menor. O próprio CADE seria reduzido, porque as fusões entre empresas seriam boas para concorrer com as importações.
As fusões entre empresas deveriam ser boas para melhorar a concorrência com importados. O CADE conseguiu transformar uma coisa boa em mais destruição do mercado, porque empresas pequenas tem mais dificuldade para concorrer com os importados.
* Sem relação direta com o artigo acima.
Conheço um ‘determinista’ que afirma que “de dez em dez anos, o capitalismo entra em crise”. Gostaria que alguém comentasse sobre essa ideia e me esclarecesse também sobre crises econômicas: há crises SEM intervenção governamental?
exame.abril.com.br/economia/china-impulsiona-investimento-privado-para-manter-crescimento/
Mas numa economia como a brasileira, onde tudo é taxado em demasia e com altas taxas de importação, o caminho seria a redução de todas as taxas, e não somente sobre os produtos importados.
Me corrijam por favor, mas acredito que todos os impostos deveriam ser reduzidos, senão zerados, não é mesmo? só assim o estado acaba por não interferir na economia.
Diante do concorrente estrangeiro, o produtor nacional pode (a) aprimorar o seu produto, (b) mudar de ramo ou (c) pedir para o governo protegê-lo às custas da população.
Por outro lado, a própria população é conivente com este sistema, por ignorância voluntária ou induzida por manipuladores.
* * *