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O livre comércio não destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores

“Se abrirmos o país para o comércio exterior, nossas
indústrias irão sumir!”, grita o protecionista inveterado.

O mesmo protecionista, ao ver que determinadas
indústrias estão demitindo, grita: “Os chineses são os culpados!”

O que é realmente interessante é que nenhum protecionista
tem a coragem de falar as coisas como elas realmente são: quem determina que
uma indústria específica se tornou obsoleta não são os estrangeiros; são os consumidores.

São os consumidores que, ao mudarem suas preferências
de consumo e suas exigências de qualidade, determinaram que aquela indústria
que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente remodelada e
reestruturada.

Quando empresários reclamam da concorrência dos
produtos estrangeiros, eles na verdade estão reclamando de um fenômeno bastante
específico: a mudança nas preferências dos consumidores. Os consumidores não mais
estão comprando seus produtos, e isso os incomoda.

Mas como eles não podem dizer isso abertamente — eles
sabem que seria um tanto ridículo virem a público reclamar que os consumidores
voluntariamente pararam de comprar seus produtos –, eles simplesmente recorrem
a um bode expiatório de fácil apelo: os estrangeiros.

A guerra contra o livre comércio é, na realidade,
apenas uma distração para ocultar a verdadeira guerra: a guerra contra a
soberania do consumidor.

O livre comércio e “os estrangeiros” são apenas um
bode expiatório escolhido para que os verdadeiros “culpados” — os consumidores
— não tenham de ser apontados. Isso não seria politicamente aceitável.

Quando você visita uma determinada região da sua
cidade que outrora era repleta de indústrias e que hoje está deserta, você tem
de entender o que realmente aconteceu: os consumidores alteraram suas preferências,
de modo que eles simplesmente deixaram de querer consumir os produtos
fabricados por aquelas indústrias.

Sim, é verdade que, em vários casos, as indústrias
foram sufocadas por regulações governamentais, por sindicatos poderosos e por
uma alta carga tributária, o que tornou suas operações extremamente caras,
ineficientes e incapazes de concorrer com os produtos estrangeiros. Mas, ainda
assim, a realidade não se altera: ao se tornarem ineficientes — ainda que por
fatores exógenos e fora de seu controle –, essas indústrias perderam seu
apelo perante os consumidores, os quais prontamente alteraram suas preferências
e passaram a consumir de outras indústrias (estrangeiras ou não).

Em última “instância”, os culpados por toda e qualquer
dificuldade vivenciada por um setor industrial ou por qualquer área da economia
sempre são os mesmos: os consumidores e suas preferências.

Por isso, quando economistas ou empresários defendem
tarifas de importação ou qualquer tipo de restrição às importações, eles não estão
protegendo as indústrias nacionais contra a “invasão” dos produtos
estrangeiros. Eles estão protegendo as indústrias nacionais contra as preferências
dos consumidores.

Produtos estrangeiros não “invadem” um país do nada
e ficam ali à espera de serem consumidos; produtos estrangeiros chegam a um
país porque foram voluntariamente adquiridos
por consumidores nacionais
, que voluntariamente demonstraram sua preferência
por esses produtos.

O protecionismo, quando despido de todas as suas justificativas
teóricas, é apenas isso: uma guerra violenta contra as preferências dos
consumidores, e uma tentativa de suprimir essa preferência voluntariamente
demonstrada.

Difícil haver totalitarismo maior do que esse. E é
por isso que o protecionismo — ou seja, o governo regular e restringir as preferências
dos consumidores — nada mais é do que uma forma de planejamento central. 

Levando
a lógica ao extremo

Não aceitar o definhamento de determinadas
indústrias ou determinados setores da economia é não aceitar que as pessoas
mudam suas preferências de consumo.

Não aceitar essa realidade econômica é querer que alterações
nas preferências dos consumidores sejam violentamente reprimidas pelo governo,
o qual deve então obrigar as pessoas a, contra a sua vontade, manter suas preferências
de consumo eternamente inalteradas apenas para garantir a rentabilidade de
determinados setores já obsoletos da economia.

Com efeito, quais seriam as consequências dessa
mentalidade? Dado que as preferências dos consumidores devem ser mantidas
inalteradas para que determinadas indústrias e setores da economia durem para
sempre, como estaria o mundo hoje caso tal ideia fosse realmente levada a
sério?

Dado que os protecionistas consideram “injusto” os
consumidores alterarem suas preferências de consumo, ei a pergunta mais básica a
ser respondida por eles:

Você quer que o governo gerencie cada alteração na
maneira como os consumidores gastam seu dinheiro, ou você acredita que os
consumidores devem ser livres para gastar seu dinheiro de qualquer maneira
pacífica que eles venham a escolher, sem ter de solicitar a aprovação do governo
ou pagar uma penalidade caso gastem seu dinheiro de uma maneira que desagrade
aos burocratas e a determinados setores da economia?

Agora, façamos algumas perguntas mais específicas:

1) Deveriam os consumidores de um estado ser livres para comprar produtos fabricados em outro estado? Tamanha liberdade poderá gerar desemprego no primeiro estado.

2) O livre trânsito de pessoas dentro das fronteiras de um país deve ser permitido? Quando pessoas migram em massa de uma região para outra, ou mesmo do campo para a cidade, isso gera grandes distorções econômicas em ambas as regiões. A mão-de-obra disponível aumenta e salários são achatados na região de destino.

3) Deveriam as pessoas ser livres para escolher suas próprias profissões? Caso o façam, pode haver uma enxurrada de novos entrantes em determinadas profissões, como engenharia mecânica ou enfermagem. E essa maior oferta de mão-de-obra derrubaria os salários dessas profissões. Pessoas que se dedicaram por anos a uma profissão irão repentinamente vivenciar uma forte queda em seu padrão de vida.

4) Você é a favor de as mulheres terem liberdade para trabalhar? Isso não apenas eliminou alguns empregos para homens e adolescentes, como também pressionou os salários para baixo em decorrência da maior oferta de mão-de-obra. “Famílias tradicionais”, em que apenas o homem trabalha, foram afetadas.

5) Deveriam as pessoas ser livres para comprar máquinas de lavar roupa, ferros elétricos, aspiradores de pó e lava-louças? Esses produtos acabaram com os empregos de várias empregadas domésticas.

6) Caso um empreendedor desenvolva um motor mais
eficiente e que consome menos combustível, poderia ele livremente colocar este
motor à venda no mercado? Poderiam as pessoas livremente adquiri-lo? Isso irá
causar desemprego em vários outros setores da indústria automotiva,
principalmente naqueles ligados à fabricação de motores tradicionais.

7) Deveria ser permitido que um novo restaurante
fosse aberto na esquina da sua rua? Esse novo restaurante certamente vai afetar
as receitas dos restaurantes já estabelecidos, podendo até mesmo gerar
desemprego.

8) Deveriam os consumidores ser livres para mudar
sua dieta? Tal mudança irá gerar queda de receitas em várias empresas
tradicionais do setor alimentício, podendo gerar demissões.

9) Deveriam os consumidores ser livres para comprar
carros usados? Deveriam eles ser livres para permanecer com um mesmo carro pelo
tempo que quiserem? Ao fazerem isso, eles estão reduzindo a demanda por carros
novos domesticamente produzidos. Isso pode gerar queda nas receitas e
desemprego na indústria automotiva.

10) Deveriam os consumidores ser livres para comprar
roupas de varejistas especializados em vender vestuário de segunda mão? Tamanha
liberdade significará menor demanda tanto para a indústria de vestuários novos
quanto para todo o setor varejista que vende apenas roupas novas.

11) Deveriam as pessoas ser livres para comprar
e-books? Isso afeta o mercado de impressoras e de editoras, além de reduzir o número
de balconistas de livrarias, bem como o próprio volume de frete para caminhoneiros.

12) Deveriam as pessoas ser livres para consultar
aplicativos (gratuitos!) de meteorologia em seus smartphones? Esses aplicativos
estão reduzindo enormemente a demanda por meteorologistas humanos no rádio e na
televisão.

Em suma: por que deveríamos permitir qualquer uma
dessas liberdades de consumo e tolerar tamanha concorrência econômica sem antes
mensurar empiricamente os ganhos e perdas gerados por essa liberdade e por essa
concorrência?

Deveríamos permitir tamanha liberdade e concorrência
apenas caso seja comprovado empiricamente que seus efeitos “distributivos” serão
do nosso agrado?

Conclusão

Pense em qualquer mudança ocorrida em qualquer
atividade econômica e eu lhe apontarei várias pessoas que ficaram desempregadas
em decorrência dessa mudança.

Mas quem, em última instância, fez essas mudanças? Os
consumidores e suas preferências.

A pergunta então é: o fato de que mudanças nas preferências
dos consumidores geram desemprego seria um argumento contra a soberania do
consumidor e a livre concorrência?

Se você acredita que sim, então a única solução é colocar o governo para, antecipadamente, aprovar ou proibir toda e qualquer alteração
na maneira como os consumidores gastam o seu dinheiro.

O que nos leva a outra pergunta: você honestamente
acredita que tal política irá — ou mesmo poderá — gerar um maior padrão de
vida para a população?

A defesa do livre comércio é simplesmente uma parte
de um argumento maior: a defesa da soberania do consumidor e da livre concorrência.
Alterações nos padrões do comércio internacional não possuem nada,
absolutamente nada, de diferente ou de especial em relação a quaisquer outras alterações
nos padrões de qualquer outra atividade econômica.

Portanto, se você realmente defende o protecionismo
e a restrição do livre comércio, você tem de fazer uma dessas duas coisas:

(a) identificar corretamente alguma diferença essencial
e economicamente relevante que mostre que o desejo dos consumidores de comprar
bens e serviços vendidos por pessoas que estão em outra jurisdição representa
uma categoria a parte, algo completamente diferente de qualquer outra das
várias maneiras como esses mesmos consumidores alteram suas preferências e padrões
de consumo; ou

(b) admitir que você não possui nenhum argumento econômico
contra a soberania do consumidor e a livre concorrência, querendo apenas preservar
um mercado artificial que seja do seu gosto pessoal (seja porque você está
empregado nele, seja porque você é um empresário que aufere seus rendimentos nele).

Quem determina todo o arranjo de uma economia são as
preferências dos consumidores. Você pode autoritariamente tentar impedir que
haja mudanças nessas preferências, mas não conseguirá fazer isso para sempre. Impedir
à força mudanças nas preferências dos consumidores é algo que não apenas trará
desarranjos e ineficiências econômicas, como também servirá apenas para manter artificialmente os ganhos de alguns setores da economia à custa de todo o resto.

Leia
também:

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com outros países; apenas indivíduos o fazem

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76 comentários em “O livre comércio não destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores”

  1. Concordo com o artigo em tudo, e devemos liberar estrangeiros à ofertarem aqui sem taxação ou impostos.

    O problema é que antes vejo muito mais necessária a mudança aqui no Brasil de economia de estado para economia de mercado , se liberarem exclusivamente o comércio dos estrangeiros antes dos brasileiros haverá uma mudança drástica nos arranjos para empregadores e empregados e esse custo de transação é alto, consequentemente afetará toda economia à curto e médio prazo. No final das contas o nosso custo de oportunidade (dos empregadores e empregados brasileiros) continuarão sendo manipulados, moldados e decididos por um planejamento central(estado).

    Concluisse que continuaremos ineficientes.

  2. Desculpem, porém este artigo também possui um erro causal. Ele dá um tom muito negativo ao empresário como um sujeito preguiçoso que vai chorar no colo do governo ANTES do governo estupra-lo. E não é bem assim.

    Quem me conhece aqui no IMB sabe que sou pró mercado 100%, pró moeda forte, pró liberdade. E o que vou relatar é real, e não simplesmente boataria.

    Sobre as nuances dos mercados e o eterno dilema entre produção e gostos, a maioria dos empresários sérios está acostumada a brigar, acompanhar e atender o gosto dos clientes. Aliás a grande reclamação de quase todos os meus colegas empresários (inteiros ou falidos) é contra os IMPOSTOS, e não contra os importados.

    Para quem não conhece como funcionam as coisas no Estado Brasileiro (e muitos outros progressistas), eu explico:

    – O industrial começa a tomar pancada dos concorrentes estrangeiros com produtos similares em tudo, e até mesmo inferiores, porém por questões tributárias em seus países, acabam se tornando mais baratos.

    – Ele chega ao congressista e grita: “Ei, vamos quebrar pois os impostos estão muito altos para produzirmos. Abaixem os impostos!”

    – Congressista vocifera: “Jamais! Temos um Estado de bem estar social para manter. Escolas, creches, hospitais, polícia, tribunais, todo o corpo administrativo, e nós mesmos. Impossível de fazer isso”.

    – Industrial responde: “Então vamos fazer algo que vai ficar bom para ambas as partes: aumente os impostos de importação e crie barreiras alfandegárias custosas. Além de nos deixar felizes, vai crescer a arrecadação, deixando VOCÊS bem mais contentes, que tal?”

    – Congressista responde: “Muito bem meu jovem. Será feito.”

    Passam-se alguns anos e o mesmo industrial volta chateado ao congressista e fala: “Não é possível. Eles inventaram algo muito melhor lá fora e não temos como concorrer. Precisamos agir rápido para proteger nosso mercado.”

    Congressista rebate: “Alguma ideia meu jovem?”

    Industrial empolgado: “Sim, muitas! Podemos começar dando preferências a empresas nacionais para fornecimento em projetos estatais, criando conteúdo mínimo ou até mesmo proibindo empresas estrangeiras de atuar aqui. Podemos também aumentar o controle sobre patentes e desenhos industriais, fazendo com que antes que um produto estrangeiro chegue, já possamos impedir a venda, garantindo… os empregos.”

    Congressista negocia: “Gostei das ideias meu jovem. Mas para isso terei que dar contra partida aos meus colegas. Eles não vão aprovar essas leis assim sem um… incentivo.”

    Industrial firme na resposta: “Já pensei nisso também meu mestre. A cada lei e cada projeto em nosso favor, iremos separar um percentual para cada um de vocês, e o Sr. será o operador, claro, tendo mais vantagens.

    Congressista sorri: “Muito bem meu jovem. Você já pensou em entrar para a política?”

    Se vocês pensaram em Maluf, Skaf e outros, nao é mera coincidência.

    É assim que funciona a bagunça que estamos vivendo. O problema todo está no ente que tem o monopólio do esbulho. Se ele não existisse, ou fosse menor ao ponto de não poder mais crescer pela descentralização Hoppeana, nada disso aconteceria. E de fato não acontece em dezenas de países como Hollanda, Suíça, Cingapura, Hong Kong entre outros.

    Estado gigante, progresso medíocre.

  3. A questão do livre comércio não é uma questão puramente econômica e sim política. Os consumidores não tem poder politico para bater de frente com os barões da industria nacional e nem os sindicatos pelegos. Eles não vão permitir que os consumidores tenham a liberdade para escolher os produtos estrangeiros, pois pagam propinas a políticos para que os consumidores sejam obrigados a comprar as porcarias brasileiras. A última alternativa seria o boicote. Mas o brasileiro aceita pagar ridiculamente caro pelos produtos daqui e jamais realizariam um boicote aos barões da industria.

  4. Tudo isso é um grande absurdo. Se uma pessoa quiser comprar um carro no exterior, irá pagar pesados impostos e esperar alguns meses para conseguir. Se isso não é opressão, eu não sei mais o que seja. Mas não dá pra sentir pena do povo brasileiro, no fundo eles gostam dessa situação de opressão. Se colocarmos um libertário em horário nobre, falando que o estado é uma quadrilha, que imposto é roubo e que agências reguladoras são máfias, com certeza ele não será levado a sério, certamente será ridicularizado ou até mesmo taxado de louco. Um povo alienado tem como destino viver como gado em um país comandado por burocratas corruptos e incompetentes. E a partir do momento em que youtubers como Porta dos Fundos, Cauê Moura, Felipe Neto e Kéfera tem mais audiência que o IMB, eu perco não apenas a esperança em uma revolução Anarcocapitalista, mas até mesmo a fé na humanidade.

  5. “Ao mudarem suas preferências, consumidores determinam quem se mantém no mercado e quem tem de sair” (…)

    No primeiro semestre de qualquer curso de economia, o estudante se depara com algumas questões, bem como: “As varáveis que afetam a demanda”, tais como: Renda, preços de outros bens substitutos, fatores climáticos e sazonais e etc, ocorre que num mundo altamente “midiático” como esses, o fator de maior relevância no que se refere à demanda é a “propaganda”. Ora, os consumidores não mudam seus hábitos de forma espontânea, os gostos são empurrados ‘goela abaixo’. Quem detém o poder econômico, conseguirá expor seus bens em diversas mídias, e mudará os gostos e preferências dos “consumidores”. Se qualquer artista, cantor ou jogador de futebol começar a usar um determinado tipo de roupa, no dia seguinte uma legião de “fãs”, ou, num termo mais atual, “seguidores”, usarão a reboque. Em suma: Consumidores não decidem absolutamente NADA, são, em sua maioria, uma massa que copia tudo que vê nas mídias, é claro que existem empreendedores que criam soluções reais para o mundo, mas daí dizer que os consumidores “decidem” alguma coisa no processo produzido, é em si uma divagação.

    Outra questão é, como o poder econômico influencia o processo científico. Como descrito nesse artigo (journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1001578) de uma revista de medicina, empresas como Pepsi e Coca-Cola pagam milhões para financiar pesquisas que digam o que elas querem: “Bebidas açucaradas não fazem tanto mal”. Dessa forma, não é o consumidor que decide, é o poder econômico, são as grandes organizações que, pelo seu imenso poder econômico, angariam poder político.

    Não estou dizendo que isso é ruim, apenas expondo um fato.

  6. Coisas que geram emprego no Brasil (para alguns privilegiados, é claro)

    sintesirj.org.br/portal/v1/

    Sindicato dos trabalhadores de Sindicatos

    Quase um inception

  7. Antes de “liberar geral”, contudo, acredito ser importante desburocratizar geral. Senão nunca teremos como provar se somos ou não capazes de produzir produtos bons, baratos e competitivos.

  8. Quem teme o livre comércio?

    Os ineficientes

    Os que se beneficiam de monopólios

    Os que usam o estado para manter “mercados cativos”

    Os que querem trabalhar com margens altíssimas por não ter concorrência

    Os corruptos

    Os que não investem em tecnologia e gestão

    Os que não sabem se posicionar no mercado

    Os políticos.

  9. confesso que por muito tempo cai no golpe…

    o texto é excelente, como tantos outros do Mises.

    Basta olharmos para os melhores países do mundo. Economias abertas, lefgislações MUITO simples e práticas, burocracias de menos…

  10. Quem já visitou países mais livres, pôde perceber que a quantidade de produtos é muito maior. É uma farra capitalista com excelentes benefícios à população.

    Em Cingapura tem tantas marcas de sorvete no supermercado, que o sorvete mais caro do mundo custa 17 pratas. Restaurantes tem de todo tipo, começando em 5 pratas por quase um quilo de yakissoba com 20 ingredientes.

    Enquanto um pobre de Cingapura come quase 1 quilo de yakissoba por 5 dólares, o equivalente no Brasil seria duas coxinhas secas.

    O choque de concorrência sempre ajudou os mais pobres. Esse protecionismo é coisa de criminoso.

  11. Ivan Andrés Saavedra Peralta

    Tenho 46 anos e já fui empresário no Brasil. Trabalhei muito tempo no comércio para saber que no Brasil a maioria da população compra o que cabe no seu bolso. Portanto, a decisão de compra da maior parte da população se baseia em preço final ao consumidor. Não existe na prática comercial essa ideia ingenua dos defensores do livre comércio de que um produto deixou de ser comprado porque os consumidores decidiram não comprá-lo. O consumidor básico pertencente às classes trabalhadoras quer qualidade mas o preço é o que faz a decisão ser tomada. O consumidor não é assim tão livre como acreditam os que pensam que os consumidores tem a “liberdade” absoluta de decidir. O tamanho dessa liberdade depende do tamanho do salário e o Brasil é um dos países mais desiguais nesse assunto em todo mundo. O fato é que quando se compra um produto importado, na realidade prática se está pagando para que ele seja produzido fora do Brasil, não porque o que vem de fora é melhor em qualidade, mas porque custa mais barato ao industrial produzir na India ou na China do que no Brasil, onde a carga tributária é altíssima e inviabiliza a produção de muitos produtos que poderiam em tese ser produzidos aqui, mas que são produzidos lá fora para que o custo final ao consumidor seja mais barato.

    Isso é a definição prática de ser competitivo: vender mais barato que os seus concorrentes. O problema é que quando se compra um produto importado se está apoiando diretamente a criação de empregos fora do Brasil e a sua consequente eliminação aqui no nosso país. Isso é lógica pura e óbvia baseada nos fatos reais. O que este artigo afirma é um conjunto de ideias semelhantes a uma religião, ou seja, é preciso crer nessas afirmações para que elas se tornem verdadeiras. A verdade deve vir diretamente dos fatos. E o fato essencial em questão é: comprar produto importado é gerar empregos fora do Brasil e possivelmente eliminar empregos dentro do Brasil. A não ser que o produto não possa ser produzido no Brasil por falta de matéria-prima ou Know-how.

  12. Excelente percepção, a respeito do protecionismo. E isso sim é p tipo de totalitarismo que deve ser extinguido sem piedade.

    Mas, seria interessante também pensar nisso como uma questão de estratégia. Se o que dificulta a competitividade da produção brasileira é o Custo Brasil, então que se trate de resolver urgentemente esse problema. E, talvez, uma alternativa seja justamente abrindo o mercado para a entrada de produtos estrangeiros. É engraçado que há anos se usam as deficiências do Brasil como um pretexto para justificar o fato de a economia brasileira ser tão fechada, mas nunca combatem os reais causadores da baixa competitividade, principalmente da indústria brasileira. Então, esse caminho já mais que se mostrou o errado.

    Daí seria importante o Brasil se concentrar em resolver seus problemas de financiamento, tributação, infraestrutura, etc., e deixar que o mercado internacional satisfaça as necessidades e preferências do mercado consumidor interno.

    Precisamos desenvolver um novo mensurador, o Custo do Protecionismo Brasil. Se brincar, é bem possível encontrar dados que sustentem esse mensurador.

  13. Excelente artigo.

    Mas apesar desse e diversos outros textos, os trumpnetes vâo continuar dizendo que a China é desleal, tem trabalho escravo, etc, e que assim é justo tarifar seus produtos.

  14. Não podemos ignorar o fato de que muitos governos protegem e subsidiam o produto nacional para torna-lo artificialmente competitivo. Vejam o caso da Bombardier no Canada, que disputa mercado com a Embraer, que fez queixas formais à OMC. A China subsidiou setores que ganharam mercado através da derrocada em outros países. Basta lembrar o que aconteceu com o setor textil e calçadista no Brasil. Livre mercado é uma utopia irrealizável.

  15. Discordo parcialmente do artigo, não acredito que uma empresa como a ford por exemplo fecha uma fábrica nos Estados Unidos para abrir uma no méxico pelo fato de os consumidores terem parado de consumir o carro ford, acredito que a ford abre fábrica em outro país pelo fato de a mão de obra em outro país ser mais barata, pelo fato de os impostos serem mais baratos e etc. Na minha opinião a culpa não é dos consumidores (que continuarão a consumir o carro da ford porém agora importado do méxico), a culpa é do governo norte americano e você explica muito bem neste trecho do artigo >>> “Sim, é verdade que, em vários casos, as indústrias foram sufocadas por regulações governamentais, por sindicatos poderosos e por uma alta carga tributária, o que tornou suas operações extremamente caras, ineficientes e incapazes de concorrer com os produtos estrangeiros.” Caso houvesse menos regulamentações trabalhistas e menos tributos, as empresas permaneceriam nos Estados Unidos gerando emprego. É aquela velha frase em que acredito, “Salário mínimo gera desemprego!” O preço do trabalho não pode ser regulamentado dessa forma, o trabalhador tem que ter a liberdade de vender seu trabalho pelo preço que bem entender, caso não houvesse essa regulamentação do salário mínimo chegaríamos ao pleno emprego!

  16. Faz sentido o texto, vamos tirar os produtos importados e falar apenas do nosso mercado o interno, quantas empresas quebram ou perder espaço para outras, que apenas fizeram algo diferente, algo que faz o cliente/consumidor querer o produto deles, tambem concordo com alguns em relaçao ao produto importado, é dificil concorrer com a industria textil chinesa, ou mesmo a linha de eletrodomesticos chineses(liquidificador, ferro de passar roupa, liquidificador, etc..), isso é tão certo, que a muitas empresas transferiram a produção destes produtos para a China, produzem na China e somente colocam a etiqueta do produto com a marca brasileira, isso se nota quando voce vai cotar o preço de um produto, voce observa que os produtos são iguais, mudando somente a etiqueta da fabrica…

  17. Leandro, sabendo que o dólar americano é utilizado em todas as transações comerciais internacionais, qual foi a mágica que permitiu que os compradores estrangeiros fossem obrigados a comprar petróleo e gás em rublos russos? Com essa medida, o rublo deu uma grande fortalecida. Isso de certa forma até ajuda um pouco a economia russa a se proteger de choques internacionais. Essa pancada de juros da Elvira foi algo mais duro até que os choques monetários promovidos por Paul Volcker.

    Sabendo disso, é possível que o Brasil adotasse o mesmo caminho?

    A gente sabe que o governo de Saddam Hussein queria usar euro para transações internacionais de petróleo, assim como o Muammar al-Gaddafi queria uma moeda lastreada em ouro para negociações internacionais com as economias vizinhas. Os dois não conseguiram esse feito.

    É possível relacionarmos isso com a recente compra de ouro feita pelo BCB?

    Do ponto de vista geopolítico, é melhor que o dólar fique hegemônico ou que ele perca a hegemonia e concorra com outras moedas de grandes economias, gerando um equilíbrio de poder entre as potências?

  18. Quem faz mal mesmo pra economia são os alarmista burgueses.

    No Reino Unido final do século XIX quando propuseram reduzi as horas diárias de trablaho das 12 vergonhosas horas para a não menos ridícula 10

    Horas de trabalho, disseram que era uma filantropia equivocada.

    Quando quiseram instituir um décimo terceiro salário no Brasil o baronato deu pití.

    Qualquer mudança pro pobre e pro igualdade social vem os alarmistas de plantão dizendo que se trata de aocialismo e que vão destruir a economia.

    A história está aí pra quem quiser ver que isso não é verdade. Apenas estão defendendo seus direitos

  19. [OFF]

    Pessoas, vocês viram isso aqui?

    http://www.cartacapital.com.br/mundo/brics-sao-o-pilar-de-uma-nova-ordem-mundial-diz-russia/

    Mesmo ignorando que se trata da Carta capital eu ainda ri alto por aqui. BRICS liderando a “nova ordem mundial?

    Brasil -> Acho que não preciso falar muito, país historicamente avacalhado, altamente avesso à liberdade econômica e com um cenário político desolador, além de contas públicas caóticas e economia frágil. não vai conseguir nada além de algum crescimento tímido nos próximos anos e décadas.

    Rússia -> País que já vinha estagnado e patinando desde o tombo da URSS, agora afundada em merda, basicamente desligada do comércio global e cujo “colossal poderio militar” não consegue dar conta nem do país mais pobre da Europa (Aquela galera que pagava boquete pro Putin e dizia que a Rússia derrotaria os EUA em um mês numa guerra simplesmente sumiu do mapa). Há quem diga que sua economia não passa da metade deste ano, ainda mais se o plano da Europa de reduzir sua dependência da energia russa vingar.

    Índia -> Talvez o único país que tenha uma chance um pouco melhor, pois ainda tem altas taxas de natalidade, e por estar em uma base baixa tem muito espaço pra crescer, porém nunca foi muito fã de livre mercado, embora tenha feitos muito bem-vindas reformas nesse sentido isso ainda não é suficiente pra fazer o país realmente decolar. Soma-se à isso um enorme grau de corrupção.

    China -> País até bastante promissor, mas que está afundado em dívidas, muitas das quais foram feitas para bancar desenvolvimentismo e investimentos sem pé nem cabeça e que já estão causando dor de cabeça enorme (vide caso da Evergrande), fora isso tem se fechado e apertado o cerco contra a livre iniciativa. Inúmeros “especialistas” vivam corando que a China ultrapassaria os EUA até 2020, mas agora, 2 anos depois a mesma ainda está 6 trilhões de dólares atrás. Somem à isso a colossal crise demográfica à espreita e vemos que o futuro não anda tão brilhante assim para o dragão.

    África do Sul -> País com um nível de desenvolvimento até bom para padrões africanos, mas só pra padrões africanos mesmo, pobreza come solta por lá, o governo é extremamente corrupto, liberdade econômica? “Nunca nem vi”! Fora as enormes divisões internas herdadas ainda da época do apartheid e um cenário político altamente instável.

    Enfim, embora seja crível que tais países tenham uma considerável importância global, falar de uma “nova ordem mundial” liderada por esse bloco é quase de dar pena, o desespero de Putin e seus seguidores é bastante palpável.

  20. Qual será o nível de ingenuidade de alguém que acha que empresário tem medo de consumidor? Consumidor é a criatura mais otária, estúpida e burra que existe no mundo. É só gastar um pouquinho com propaganda e pronto. Fisgou-se vários otários.

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