Nota
do Editor
Donald Trump prometeu que iria construir um muro na
fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até
aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território,
isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja
consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso.
Mas Trump foi além e disse que o México é quem irá
pagar pelo muro. Bom, aí a história muda. Querer espetar a conta de uma construção
em território americano sobre a população de outro país beira o escárnio.
Mas ainda pior foi a “justificativa econômica” dada
por Trump. Segundo ele, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60
bilhões com o México, isso representa uma perda econômica para o país. Logo, nada
mais natural que o governo mexicano tribute seus cidadãos para pagar pela construção
do muro. Veja os seus tweets:
O argumento é completamente asinino e demonstra
total desconhecimento sobre conceitos básicos de economia.
Para
começar, Trump cita a perda de empregos. Só que a produção industrial americana
está próxima de seus níveis recordes, como mostram as próprias
estatísticas publicada pelo Federal Reserve. Portanto, sua alegação não faz
sentido.
Em segundo lugar, e mais importante, não existe isso de déficit comercial “entre
países”; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Os
americanos compram dos mexicanos US$ 60 bilhões a mais do que os mexicanos
compram dos americanos. Até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente
pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos
fabricados pelos mexicanos. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é
coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.
Assim como você possui um “déficit comercial” com o
supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos
os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro –, os
americanos possuem essa mesma relação com os mexicanos, que lhes fornecem bens
e serviços em troca de dinheiro. Qual exatamente é o problema com este arranjo?
Segundo Trump, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos
americanos (compradores voluntários) e cidadãos mexicanos (vendedores
voluntários) é deletéria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito
exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial,
só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.
O curioso é que, se este raciocínio realmente for
levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história
do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?
Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas
uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual,
são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando
analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.
Em todo caso, é relativamente fácil entender a mente
de Trump: dado que o mundo empresarial é um mundo competitivo, no qual para um empresário
ganhar uma fatia de mercado outro empresário tem de perder essa mesma fatia de
mercado, Trump se acostumou a ver todo o mundo como um jogo de soma zero. Consequentemente,
ele apenas transportou essa sua visão do mundo empresarial para o mundo real:
ele acredita que aquilo que ocorre entre empresários concorrentes é exatamente o
mesmo que ocorre entre pessoas interagindo pacífica e voluntariamente.
Por isso, Trump acredita que, se impedir essa relação
voluntária entre americanos e mexicanos, os americanos sairão ganhando. Ato
contínuo, e este é o tema do artigo abaixo, Trump está ameaçando tributar
pesadamente os produtos mexicanos, e está dizendo que usará esse dinheiro para
construir o muro. Na mente de Trump,
isso equivale a fazer o México pagar pelo muro. Já no mundo real, embora as empresas mexicanas realmente irão se estrepar, a conta também será espetada nos próprios americanos, que acabarão pagando pelo muro direta e indiretamente.
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Toda a imprensa já está relatando
que o presidente americano Donald Trump planeja impor uma tarifa de importação de
20% sobre os produtos mexicanos importados pelos americanos. Trump disse que
essa é a maneira de fazer o México pagar pelo muro.
A ironia é que, embora Trump tenha insistido durante
toda a sua campanha presidencial que o “México irá pagar” por esse projeto, tal
medida garante que serão os americanos que irão arcar com os custos caso sejam
forçados a pagar mais caro pelos bens mexicanos que entram nos EUA.
A retórica utilizada por Trump em sua campanha
demonstrou, e de forma constante, que ele ignora conceitos básicos sobre a própria
natureza do comércio. Ao passo que Trump constantemente se refere ao comércio
em termos militaristas como “ganhadores e perdedores”, o livre comércio sempre
é benéfico para ambos os lados. Embora Trump frequentemente invoque o “déficit comercial”
que os EUA têm com o México, tais déficits não têm motivo nenhum para ser
temidos.
Preocupar-se com o déficit comercial do seu país em relação
a outros países faz tanto sentido quanto você se preocupar com o seu déficit comercial
em relação à sua padaria. “Déficit comercial” foi um dos piores termos já inventados
na economia, pois soa muito parecido com “déficit orçamentário“,
o qual, este sim, é ruim.
Imagine uma fronteira internacional entre você e o
seu supermercado. Uma vasta quantia do seu dinheiro flui em uma direção e uma
vasta quantia de alimentos e produtos domésticos flui na direção oposta. Isso é
motivo para preocupação? Você tem um enorme déficit comercial com o
supermercado, mas nada parece estar errado ou disfuncional. Muito pelo
contrário: a troca comercial deixa você em melhor situação. Você não a faria
caso ficasse em pior situação.
Consequentemente, encarecer os produtos do
supermercado ou mesmo dificultar a aquisição deles irá apenas prejudicar você.
E é aí que Trump entra. Se ele realmente implantar
essa tarifa de 20%, quais produtos irão encarecer para os americanos?
Em 2015, estes foram os
principais bens comprados pelos americanos do México:
- Veículos
(US$ 74 bilhões) - Máquinas
elétricas (US$ 63 bilhões) - Maquinário
(US$ 49 bilhões) - Instrumentos
óticos e médicos (US$ 12 bilhões)
Os americanos tambem importaram uma grande
quantidade de comida, bebidas e bens agrícolas, como:
- Vegetais
frescos (US$ 4,8 bilhões) - Frutas
frescas (US$ 4,3 bilhões) - Vinho
e cerveja (US$ 2,7 bilhões) - Salgadinhos
e doces (US$ 1,7 bilhão) - Frutas
e vegetais processados (US$ 1,4 bilhão)
Uma tarifa, no final, é uma apenas um termo mais
elegante para “imposto”. E, assim como qualquer imposto, uma tarifa aumenta os
custos dos bens e serviços para o consumidor, ao mesmo tempo em que limita sua
escolha.
No caso da tarifa de Trump, ela recairá não apenas
sobre os consumidores americanos, mas também sobre os produtores americanos que utilizam alimentos, veículos, produtos eletrônicos,
alimentos e instrumentos médicos importados do México (como restaurantes,
transportadoras, firmas médicas e qualquer empresa que utilize automóveis). Estes
agora arcarão com custos de produção maiores.
Consequentemente, os produtores americanos terão
duas alternativas: ou aumentam os preços, prejudicando todos os consumidores
americanos, ou mantêm os preços e arcam com margens de lucro menores. Só que margens
menores significam menos produção e menos mão-de-obra contratada (o exato
oposto do que pretende Trump).
No final, consumidores e trabalhadores americanos sofrerão.
Os únicos que podem se beneficiar de algo será aquela ínfima minoria de
trabalhadores americanos que concorre diretamente com os manufaturados
mexicanos. Todo o resto da população americana verá um declínio em seus salários
reais à medida que os custos e preços forem subindo.
No início desta semana, Trump havia feito o certo ao
rejeitar
o Acordo Transpacífico de Cooperação
Econômica (TPP), um calhamaço de mais de mil páginas que impunha e especificava
inúmeras regulamentações para os participantes, e que nada mais era do que um
acordo de comércio
gerenciado pelos governos participantes. Embora o TPP tenha sido defendido
por alguns economistas favoráveis ao livre comércio, o fato é que acordos
comerciais gerenciados e controlados por governos representam uma extensão do
estado regulatório e corporativista, e incluem várias intervenções governamentais
criadas exatamente para favorecer poderosos grupos de interesse, não devendo
jamais ser confundido com um
genuíno livre comércio.
Um recente encontro entre Trump e a
primeira-ministra do Reino Unido Theresa May havia dado a entender que o
governo Trump estaria optando por uma abordagem melhor, envolvendo acordos
bilaterais entre países. Isso seria bom.
Porém, e infelizmente, as notícias desta semana
mostram que Trump parece estar agindo de acordo com as piores partes da agenda
protecionista sobre a qual ele baseou sua campanha.

Essa ideia de tributo é nova para mim. Usam de formas tão surreais como taxar as grandes fortunas e outras besteiras. Agora fazer com que outro país pague seu imposto é novo para mim. Achei até que era alguma piada.
Tenho uma duvida, caso alguém possa me ajudar a entender agradeço e se minha duvida for demasiadamente estúpida, me desculpem, mas ainda assim gostaria de entender. Caso uma nação tenha contínuos déficits em dólar na sua balança de pagamentos, ou seja mantenha continuamente um volume de importações maior do que as exportações e outras entradas de moeda, até o ponto de zerar todas as reservas em dólar. Essa situação se tornaria insustentável a ponto do pais ter que cessar suas importações ou de alguma forma isso pode se manter ad eternum?
Acredito que se forem taxados os produtos mexicanos exportados para os EUA, esta conta nao será paga pelos americanos como disse o texto acima. O mercado sempre procura melhores preços e/ ou melhores produtos. Neste caso os importadores americanos deverão primeiramente procurar outros fornecedores em outros países que atendam as especificacoes dos consumidores americanos. Encontrando, eles deixarão de importar do México a menos que o fabricante mexicano ou o governo mexicano reduzam suas margens e/ou concedam subsídios. O único caso que jogaria a conta para os americanos seria se o produto importado fosse exclusivamente encontrado no México e isso e’ muito raro.
Conclusão: os mexicanos pagarão a conta mesmo.
Concordo com o questionamento de Baroni- os constantes e antigos déficits comerciais e aqui me refiro à conta da balança de pagamentos de um país, não leva ao endividamento do país, como os EUA? Os EUA não vão “zerar” seus dólares, afinal, são a fonte contínua dessa moeda . Os EUA, cresceram justamente por causa de seu superávit externo principalmente após a segunda guerra , exportando seus produtos e serviços para a Europa devastada. Vemos também a ascensão da China com Deng Xiaoping mudando a rota da economia Chinesa nos anos 80 e de milhares de chineses nas ruas pedalando bicicleta em 1988, hoje vemos esses milhares acelerando modernos automóveis e tudo graças ao crescimento econômico baseado em exportações. Gostaria de entender melhor como fica melhor essa situação , não duvidando de MIses, mas realmente querendo saber essa conta de crescimento econômico/exportações.
Não é bem assim, meus camaradas.
Existe o fator da concorrência externa e interna. Se os produtos do México são 20% mais caros, por que diabos comprar dos mexicanos?
Então, as empresas vão sair do México e se instalar nos EUA pra evitar esse tributo (tarifa). Situação que vai gerar empregos para americanos, inclusive. 20% é muita coisa.
Sei que não tem muito a ver com o assunto. Mas tem a ver com liberalismo. Existe um tratado internacional que proíbe as nações de se apossarem de corpos celestes, mas o tratado não diz que empresas ou indivíduos não possam. Quem sabe não seja uma chance para um mundo liberal. Quem sabe na Lua ou em Marte?
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=segunda-corrida-espacial-quer-conquistar-lua&id=010130161219
Para mim, a visão de Trump é outra, embora não concorde com ela! Salvo se esteja muito enganado.
Com a taxação dos produtos mexicanos, não creio que o americano continue a comprar do México.
Há inúmeros outros mercados fornecedores de produtos similares, especialmente automóveis, que podem ser substituídos por outros modelos e marcas.
Na minha visão, ao taxar, Trump obrigará os exportadores mexicanos a reduzirem seus custos e margens de lucro, para poderem concorrer dentro do mercado interno americano. É simples, e, o autor não abordou essa ótica.
Sem o mercado americano, o produtor mexicano ficará seriamente comprometido.
Os Americanos/Europeus, passaram 40 anos financiando a ditadura Chinesa e da Arábia Saudita, em troca de petróleo e bens de consumo baratos, milhões de pessoas saíram da extrema pobreza nesses países é um fato, mas também é um fato que essas ditaduras não mudaram seus métodos de controle sobre a liberdade individual da sua população e passaram a financiar e apoiar outras ditaduras ex: Venezuela. Todo mundo é livre para escolher de quem comprar mas evito comprar produtos chineses. A mentalidade asiática de formiga obediente, abandonada pela maioria dos japoneses, ainda é muito forte nos chineses, os tornando extremamente perigosos a liberdade individual como os japoneses foram no século passado.
Engraçado o Trump pestanejar por conta dos déficits comerciais americanos, quando eles são a fonte da prosperidade desse país pois o fato de o FED produzir a moeda de troca internacional permite com que os EUA importem produtos apenas com promessas de pagar mais dólares produzidos pelo FED no futuro. É o efeito Cantillon aplicado ao comércio internacional e ele se manifesta no déficit comercial americano.
Esse muro é uma cortina de fumaça. Enquanto o mundo discute essa paspalhice, ele vai costurando seus acordos comercias mercantilistas longe dos holofotes.
O pessoal aqui vai dizer que eu defendo o Trump, e estão certíssimos. A política do Trump é óbvia, desequilibrar a balança comercial em favor dos americanos (sim, eu sei os problemas do protecionismo) e não usar tributos como receita, como esse artigo está dizendo, o que é uma idiotice.
Concordo com a Escola Austríaca e tenho plena consciência da exatidão da teoria econômica, mas sempre acreditei que a política econômica não é um manual ou um código de regras. As armas da política econômica, da guerra econômica não sãos as mesmas da teoria econômica, essa virá por último e tento acreditar que Trump é um liberal e não um protecionista, o tempo dirá, e essa é a única divergência que eu tenho com os senhores.
Os mexicanos terão que baixar o custo para entrar competitivos por causa da taxação de 20%. Caso contrário, será produzido nos EUAS, falando na casa de bilhões, será gerado empregos e aumento na arrecadação nos estados unidos.
Porém
sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/
Acredito que a análise deva ser mais profunda, o México é sim responsável, por incompetência ou propositalmente, aliado aos pensamento dos globalistas, de fronteira abertas, e por razão milhares de seus cidadãos compatriotas foram abandonados pelo seu próprio governo, para ir em busca de uma vida melhor em outro país. Os consecutivos governos corruptos e de esquerda do México, são responsáveis por décadas de imigração, sem contar em milhares de assassinatos e o enorme tráfico de drogas, que prejudicaram economicamente o próprio México e também os USA. Trump usa não só o fator econômico, mas fatos históricos recentes e a balança. Você pode pesar e comprar um melancia, e sempre levar a metade dela, mas uma hora você vai dizer basta, quero ela inteira.
“A política do Trump é óbvia, desequilibrar a balança comercial em favor dos americanos (sim, eu sei os problemas do protecionismo)”
Esse é justamente o problema. Não há nada de errado em ter uma balança comercial negativa. Esse é o ponto que o artigo procura esclarecer.
Aqui, mastigadinho para você:
“Mas ainda pior foi a “justificativa econômica” dada por Trump. Segundo ele, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, isso representa uma perda econômica para o país.”
Aqui, o artigo reconhece o objetivo de Trump. Atacar o “déficit comercial” com o México. Porém, não é apenas isso. Ele pretende acabar com o déficit comercial com uma tarifa. Ele não pretende acabar com o “déficit comercial” e jogar o dinheiro das receitas dessa tarifa no fogo.
“e não usar tributos como receita, como esse artigo está dizendo, o que é uma idiotice.”
E aqui, sobre a segunda parte da sua afirmação, da própria introdução na notícia que este artigo usa:
“O presidente Donald Trump disse na noite desta quinta-feira (26) que quer criar um imposto de 20% sobre bens importados do México e que ele usará esta receita para construir o muro na fronteira entre os dois países.
Trump não pretende apenas “acabar com o déficit comercial” EUA-México, mas também utilizar o dinheiro dessa tarifa para pagar pelo muro. Eu não sei como deixar isso mais claro.
Não me parece boa coisa, 20% é um exagero, mas ainda longe do Brasil varonil e seus 78% (60%+18% ICMS) de imposto, campeão absoluto!
Eu como governante deixei imposto de importação/exportação em zero, e implementei três impostos mensais para empresas, no valor máximo de 5% dos lucros mensais, e um imposto para pessoa física, pago mensalmente por boleto e limitado a 1% da renda per capita, vendi a minha prefeitura e deixei toda a administração municipal com umas três secretarias ocupando uns 2 andares num edifício comercial alugado. O resto a iniciativa privada está fazendo.
EUA e Inglaterra jogando juntos novamente é o que eu quero!
E dane-se os snowflakes fãs de Justin Trudeau que querem Hillary ou o Sanders.
Quem gosta do Trump é o Temer, assim sobra menos espaço na mídia para comentar sobre a recessão, as reformas mínimas que não andam, a falência total do sistema penitenciário e tópicos em geral da decadência brasileira.
Novamente um ponto, no mínimo discutível:
“Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso.”
Este parágrafo propaga a ideia errada de democracia ilimitada. A ideia de que o governo tudo pode, desde que tenha o apoio da maioria da população… Isso é absolutamente falso.
Explico: o estado de um país tira dinheiro da população via impostos. Tirar a propriedade alheia, mesmo via impostos, é imoral. Só se admitem impostos em casos muitíssimo excepcionais. O papel do governo fica então limitado às atividades que preencham simultaneamente os seguintes requisitos:
a) São extremamente necessárias à vida em sociedade. (Não há justificativa nenhuma para a maioria tirar o meu dinheiro à força para coisas supérfluas).
b) Não podem ser fornecidas livremente pelo mercado. (Se algo é essencial, mas pode ser fornecido livremente pelo mercado, então não há nenhuma justificativa para a maioria me tirar à força o fruto do meu trabalho).
Exemplo: mesmo que a maioria queira, o governo não pode tirar o meu dinheiro para idiotices do tipo:
1) Estádios de futebol
2) Instalações Olímpicas
3) Investir em empresa nenhuma (fim do BB, Caixa, BNDES, Petorbrás, e todo o resto do lixo empresarial do governo)
4) Festas, incluindo queimas de fogos no Reveillon
5) Piscinas públicas
6) Hospitais veterinários públicos
7) Etc.
Não há nenhuma justificativa para o governo americano gastar dinheiro público (independente de sua origem) numa porcaria de um muro, mesmo que todos os americanos menos um o queiram… Esse único cidadão sensato tem o direito de não ter o seu dinheiro tirado à força para uma atividade não essencial…
[]s
Não existe a possibilidade de os EUA estarem importando produtos superfaturados propositadamente e sem necessidade aparente? E isso representar o déficit mencionado por Trump?
Aquele tweet do Trump foi hilário. Hilário em sua ignorância. O sujeito disse que, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, o México tem de pagar pela construção do "extremamente necessário muro".
Levando ao pé da letra, Trump disse que há déficit comercial porque não há muro. A solução para o déficit comercial, portanto, é construir um muro. Com um muro, não haverá mais déficit comercial. Conclusão: Trump acha que os produtos mexicanos cruzam a fronteira nas costas de coiotes.
As consequências da nova tributação são tão óbvias que me admira um cara muito inteligente, eleito presidente dos EUA, ter criado tal asneira achando que o “México pagará pelo muro”. Quem vai pagar são os americanos, que pagarão mais caros em produtos importados e serviços cujos produtos mexicanos servem como matéria-prima.
Muito bom o texto, inclusive para uma turma, que se diz liberal, que está por aí defendendo Trump com unhas e dentes e não admitindo seu caráter conservador protecionista, beirando o fascismo.
Make America great again!
Quantos de vocês aqui são liberais e pobres?
Bora, Trump! Defenda o dólar fraco e o protecionismo. Quem defende protecionismo, por definição, está pedindo por uma moeda mais fraca. Nós brasileiros agradecemos a gentileza,
Dólar já caiu para R$ 3,16. Com isso, inflação de preços aqui será abaixo de 4,50%. Nessa toada, Michel Temer será reeleito mesmo que ele não queira.
Mais devagar com o julgamento… A grande mídia (grande merdia) está longe de analisar os fatos, prefere defender ideologias. Não há nenhuma proposta de taxar o que quer que seja, atribuições do congresso, aliás. O que Trump sugeriu foi apoiar o projeto do Paul Ryan de reforma tributária… Fake News, again… Não caiam nessa…
sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/?utm_source=rss&utm_medium=rss
O artigo é bom, exceto nesse pedaço:
“Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso.”
Ninguém tem nada com isso? Quem não tem nada que se meter é tanto os parasitas estatais quanto os outros sobre eu me mudar para um outro país. Esse trecho é extremamente infeliz pois parte da premissa que a minha decisão de sair do país e entrar em outro país (território delimitado artificialmente por vermes do estado e, portanto, ilegítimo) da opinião de um coletivo e então, os parasitas estatais, baseados nisso ou não, decretam a construção de um muro. Dizer que uma máfia tem “seu território” está legitimando uma posse violenta, que é a origem de qualquer país. Você pode fazer um muro em sua casa, que é propriedade privada, mas não em um país, que nada mais é uma fazenda estatizada cujo gado (eleitores de Trump e demais relativistas éticos) sofre de síndrome de Estocolmo sem se dar conta. É a empatia com o ladrão que te rouba, desde que para aquilo que ele achar conveniente… vamos abrir então um plebiscito de taxar as grandes fortunas e, caso uma massa julgar legítimo, esse decreto passa e é legitimado. A genialidade do Trump é tamanha que a maior parte da mão-de-obra disposta a construir muros (diga-se, sem qualificação) é justamente dos latino-americanos que migram. E justamente, o americano médio prefere trabalhos mais qualificados. O imigrante que quer apenas trabalhar não liga em começar com esses trabalhos pesados.
Trump será o melhor presidente dos EUA, transformando-o no maior país do mundo.
A questão é que um déficit continuo irá empobrecer a população. Por exemplo: há duas casas, onde há o pai e o filho, e na outra também. O da casa (A) tem mais dinheiro, o da casa (B) tem menos dinheiro. Vamos inicialmente supor que quem compra e vende são os filhos das duas casas. O (A) por ter mais dinheiro compra do (B), mas quando o (A) tenta vender para o (B) o (B) diz que não tem dinheiro mas irá comprar bem pouco do (B). E assim por diante. E obviamente em um momento o (B) terá mais dinheiro que o (A), até um momento em que o (A) não tem mais dinheiro para comprar e o (B) tem muito dinheiro. Então o (A) ficou pobre e o (B) ficou rico.
Então fica a pergunta porque o (B) não começou a comprar do (A) muitas outras coisas que o (A) fabricava? O (B) ficou rico!!!!
O que tem de errado aí!!!!
Simples, você não considerou os pais!!!!
Então vamos colocar os pais na história. O pai do (A) era bondoso, deixava grande parte do dinheiro com o filho e ficava com uma pequena parte (impostos baixos), o pai do (B) ao contrário era um Ditador e deixava pouco dinheiro com o filho e ficava com a maior parte (impostos altíssimos sobre o filho e Impostos de importação).
O pai do (B) hipócrita, ia chorar com o pai do (A) que era uma casa pobre (país emergente). O pai do (A) ficava com dó (politicamente correto) e deixava o filho empobrecer, e não percebia que também estava empobrecendo.
1ª. Conclusão: O filho do (A) ficou pobre, e o filho do (B) continuou também pobre.
2ª. Conclusão: O pai de (A) alimentou um Ditador, que é o pai do (B), que em si é corrupto e que arranca dinheiro de seu próprio filho, isto é, o pai do (B) não presta.
3ª. Conclusão: O pai de (B) irá tomar a casa do pai de (A).
4ª. Conclusão: A solução para acabar com o déficit comercial é fazer com que o pai de (B) diminua os impostos dos seus filhos, para que este compre do filho de (A). E há inúmeras soluções para isso.
“…então de onde os EUA irão tirar o dinheiro pra construir o muro?”. “… dessa forma os americanos estarão pagando pelo muro”. A gente está falando de um muro ou de um foguete espacial? A MSM diz que o muro custará bilhões, então a gente pode dividir por 10 o custo estimado pelos esquerdistas. É tipo a Folha quando conta os manifestantes pró impeachment e o “manifestantes” contra o impeachment. Quando o Trump diz que o México tem que pagar o muro acho que ele quer dizer que o México pagará “com o muro”, por todos os imigrantes ilegais que infestaram os EUA e trouxeram roubos, drogas, estupros etc…
O que acham desse contraponto a afirmação de que Donald Trump criará uma tarifa de 20% sobre os produtos mexicanos?
sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/
Tenho uma dúvida, se as empresas realmente saírem do México e voltarem para os EUA, então este “dinheiro novo” arrecadado pelo governo americano seja das empresas ou do aumento do consumo, não poderia ser indiretamente o México pagando por isso, já que eles perderiam em parte estas taxas? Estas novas arrecadações dos EUA não podem ser maiores que a perda da taxa de importação e o saldo final ser positivo, sendo esta a grana pro tal do muro?
Bom dia pessoal.
Li o artigo e boa parte dos comentários, mas sinceramente acho que ninguém aqui pescou quem Trump quer atingir com essa ameaça: o Estado Mexicano. Sim senhores, o homem laranja é um empresário que sempre apanhou do fisco e outros órgãos parasitas, assim como todos os empreendedores globalmente. Vou explicar direitinho, e quem sabe vocês deixam de ter medo do cara.
A jogada de Trump é mais do que brilhante: ao sugerir uma taxa única para produtos mexicanos, a bomba vai bem na cabeça do Estado Mexicano, que basicamente vive das receitas geradas pelos produtos e serviços fornecidos ao país vizinho. E com menos receitas, cabeças rolam. As coisas já não estão fáceis com as mudanças que tem acontecido nos últimos meses. Se o Estado for obrigado a cortar mais ainda, é impeachment na veia.
Protecionismo e nacionalismo são atitudes típicas de tecnocratas, seres que nada produzem e cujo único trabalho é declarar seu gordo imposto de renda ano após ano. Trump não é dessa laia e nunca será.
Vos digo com todas as letras: Os mexicanos vão pagar pelo muro, e não vai haver tal taxa (se Peña Nieto encarar, a taxa vem, mas é apenas até o presidente mexicano cair).
Trump não é político, burocrata ou apaniguado do Estado, como foram Obama, Hillary e mesmo os Bush e seus negócios escusos com a indústria armamentista. Portanto não esperem dele atitudes típicas de quem defende interesses de classes ou grupos, como nosso caríssimo Temer.
A sanha pelo muro é uma forma simbólica de declarar ao mundo que o multiculturalismo forçado acabou nos EUA. O Big Boss escreveu na testa da ONU e das elites progressistas que os americanos não vão ser reféns em seu próprio país, como são os alemães, franceses e ingleses hoje. Que bolhas culturais, guetos e becos dominados por terroristas não vão ter vez naquele país.
Agora entendido isso, vamos acalmar os ânimos que vai dar tudo certo por lá e consequentemente em todo o mundo. Estou feliz com Trump no poder. Não gosto do homem, mas confio em sua capacidade e inteligência empreendedora, um dom natural que não pode ser ensinado, apenas vivido – a duras penas.
É que tem aquela questão de quase um quarto do PIB do México ser fruto de exportações aos EUA. E que 70% das exportações mexicanas são pra cima da fronteira.
Os americanos se prejudicariam numa guerra fiscal, mas, num improvável ataque kamikaze, os mexicanos que teriam o seu Pearl Harbor. Isso poderia ser usado pra pressionar o governo mexicano a contribuir com a construção do muro.
Por isso, eu acho que só pode ser blefe do laranjão. Ou, então, seria por pouco tempo (o que poderia até funcionar se de fato as empresas americanas pudessem ocupar o espaço no share perdido pelos sombreros). Mas seria uma medida suicida até mesmo pensando numa reeleição pra o Trump caso isso apenas fizesse os preços subirem.
Já que o assunto envolve o Trump, indico estes dois links pra incrementar o debate:
Track Trump – The first 100 days
http://www.track-trump.com
Donald Trump’s contract with the american votes
https://assets.donaldjtrump.com/_landings/contract/O-TRU-102316-Contractv02.pdf
De resto, ARDAM!
Muito se argumenta que a implantação de tarifas de importação pode ser mais do que compensada pela redução de impostos nos EUA. Isso ocorreria?
Texto completamente equivocado. Quem pagam os impostos são os produtores e não os consumidores. Demonstrado nesse artigo por Hoppe:
The Economics of Taxation – Hans-Hermann Hoppe
Trump está alinhado com as bases teóricas da escola austríaca de economia, quando diz que os muros serão pagos pelos produtores mexicanos.