Não existe nenhuma fábrica ou montadora de
automóveis na Nova
Zelândia. E nem
no Chile.
Há muito tempo sua população deixou claro, por meio
de suas preferências de consumo, que não queria que o país consumisse recursos
escassos — mão-de-obra e matéria-prima — fabricando estes bens de consumo.
Sua população prefere que sua mão-de-obra e seus
recursos escassos sejam destinados à produção daqueles bens e serviços em que eles
realmente são bons e competentes.
Em termos técnicos, isso se chama divisão do
trabalho (cada um se especializa naquilo em que é bom) e vantagem comparativa
(faço aquilo em que sou melhor que os outros).
Mas agora vem o fato realmente curioso: mesmo sem
ter nenhum fabricante de automóveis em seu território, há 837 carros para cada
1.000 habitantes na Nova Zelândia. Isso significa que sua população é a quarta mais motorizada do mundo (à frente, inclusive, da Itália e muito à frente
da Alemanha e da Suíça).
Já no Chile, os números são mais modestos. Há 230
veículos por 1.000 habitantes, o que coloca o país na 66ª posição (dados defasados de 2015). Ainda assim,
o país está tecnicamente empatado com o Brasil, que está na 49ª posição (dados atualizados de 2020) e
possui nada
menos que 17 montadoras.
Qual o segredo?
O
milagre da transubstanciação
Basicamente, se quiserem ter carros, Nova Zelândia e
Chile têm duas opções: ou eles montam fábricas voltadas exclusivamente à
produção de automóveis ou eles simplesmente extraem do solo todos os carros que
querem, já montados e prontos para uso.
Ambos os países, inteligentemente, optaram pela
segunda alternativa.
Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia:
primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são a matéria-prima da qual os
carros são feitos. Após alguns meses, as vacas e as ovelhas crescem. Ato
contínuo, ele extrai leite das vacas, corta sua carne e tosa o pêlo das
ovelhas. O leite se transforma em vários derivados. A vaca se transforma em
carne. O pêlo da ovelha se transforma em lã. Esses três produtos são embarcados
em navios. Os navios vão para a Ásia, para as Américas e para a Europa. Após
alguns meses, os navios reaparecem com Toyotas,
Ford Rangers, Mitsubishis, Nissans e Mazdas dentro deles.
Eis como um carro é fabricado no Chile: primeiro, mineiros
escavam minas de cobre e agricultores cultivam parreiras. Cobre e uva são as
matérias-primas das quais os automóveis são feitos. Após algum tempo, as uvas
crescem e o cobre é extraído do solo. O cobre e as uvas são embarcados em
navios. Os navios vão para a Ásia, para a América do Norte e para a Europa.
Após alguns meses, os navios voltam com Chevrolets,
Mazdas, Fords, Kias, Toyotas, Nissans e Hyundais dentro deles.
Assim funciona a mágica produção de carros nestes
dois países. Eles exportam produtos e, com o dinheiro dessa exportação,
importam automóveis.
Eis a principal pauta de
exportação da Nova Zelândia: laticínios, ovos, mel, carne, lã, madeira, frutas,
nozes, bebidas e peixes.
Eis a principal pauta de
exportações do Chile: cobre, uvas, peixes, vinho, polpa de madeira e
fertilizantes.
Em troca desses bens simples, os neozelandeses e
chilenos recebem
carros, caminhões, máquinas, equipamentos, petróleo, aviões, eletroeletrônicos,
têxteis, plásticos, produtos químicos, aços e borrachas.
Eu diria que é um ótimo negócio. E extremamente
conveniente.
Tecnologia
pura
O comércio internacional nada mais é do que uma
forma de tecnologia mágica, que converte bens que você produz em bens que você
não produz. Se você se especializa na produção de um bem, e adquire uma
vantagem comparativa na produção deste bem, você conseguirá obter qualquer
outro bem que deseja.
Essa é a mágica da especialização e da divisão do
trabalho. Por poderem comprar carros (e praticamente quaisquer outros produtos)
baratos do exterior, os chilenos e neozelandeses se concentram naquilo que
sabem fazer melhor, e deixam para os outros a árdua tarefa de montar seus
veículos. Eles já perceberam que é muito mais negócio simplesmente importar
carros baratos do que direcionar recursos escassos para tentar fazê-los por
conta própria, algo em que eles não são bons. Eles sabem que isso não seria
inteligente. Eles entendem a lei das vantagens comparativas.
Em vez de sofrerem de delírios megalomaníacos, acreditando que devem tentar produzir de tudo, os chilenos e os neozelandeses simplesmente entenderam que há produtos que podem ser mais bem produzidos no exterior. Os automóveis são um destes.
O fato de que há países chamados Japão, Coreia e
Estados Unidos, com pessoas e fábricas, é totalmente irrelevante para o
bem-estar de neozelandeses e chilenos (e também de irlandeses, suíços e
islandeses, cujos países também não possuem montadoras). Em termos práticos,
tais locais podem ser vistos como gigantescas máquinas misteriosas que
convertem laticínios, lãs, uvas e cobres em uma variedade de produtos que
desejam.
Atrapalhando
tudo
Agora, imagine que os governos destes dois países
resolvessem “estimular a indústria nacional” tributando pesadamente os carros
importados com o objetivo de criar uma “grande e forte” indústria
automobilística local.
Quais seriam as consequências?
Em primeiro lugar, há o fato óbvio de que, se Chile
e Nova Zelândia passarem a tributar pesadamente as importações de automóveis do
Japão, da Coréia e dos EUA, estes países iriam retaliar e iriam também tributar
pesadamente as importações de produtos chilenos e neozelandeses.
Consequentemente, não apenas toda a população
estaria em pior situação (todos os produtos agora estariam bem mais caros),
como ainda os próprios exportadores da Nova Zelândia e do Chile seriam
prejudicados, pois agora seu mercado consumidor estaria reduzido.
Mas e se não houvesse retaliações? Ainda assim, as
vítimas seriam as mesmas.
Para começar, a população da Nova Zelândia e do
Chile agora estaria privada de obter carros baratos. Isso seria um ataque
direto à sua mais essencial liberdade, que é a liberdade de escolha. Seus
salários agora valeriam menos. As pessoas trabalhariam, mas não teriam o
direito de usufruir seu salário em sua plenitude, pois o governo agora
encareceu artificialmente a aquisição de um bem.
Mas tudo piora. E
agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros
exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses
empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio,
mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas
montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o
resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço,
alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva
significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as
colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e
caminhões dos madeireiros.
Os preços de todos os recursos subirão, inclusive a
eletricidade. Consequentemente, os custos de produção também subirão. Ato
contínuo, os próprios exportadores terão de subir seus preços, o que poderá
afetar suas vendas. Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de
importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de
toda a população.
E tudo isso será ainda mais acentuado pelo fato de
que, por não terem expertise nessa área e por operarem sob uma reserva de
mercado, as indústrias automotivas destes países não terão motivos para serem
eficientes. Isso elevará ainda mais o desperdício de recursos escassos,
intensificando a alta de custos e dificultando ainda mais a vida dos outros
produtores e exportadores.
Qual foi o ganho líquido para a população deste
país? Exato, nenhum.
Qualquer política governamental criada para
favorecer um setor é uma política que irá inevitavelmente prejudicar vários
outros setores. No mercado, nenhuma distorção criada artificialmente passa
impune.
No exemplo acima, uma tributação sobre (ou mesmo a
proibição de) carros importados representou uma tributação sobre (ou mesmo a
proibição de) vários outros produtos exportados. Se o governo decide proteger
um setor, inevitavelmente ele prejudicará outro setor.
Conclusão
Decidir se um país deve ou não produzir carros por
conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado
exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode
determinar se um empreendimento é sensato ou não.
Havendo um sistema de preços livres, ele irá
selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.
Em alguns países — como Nova Zelândia, Irlanda,
Suíça, Islândia e Chile –, não é racional direcionar recursos escassos para a
produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países,
como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais
sensato, pois a demanda é grande.
Já quando um governo decide dificultar as importações
para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria
automotiva no Brasil –, ele não apenas transfere renda de toda a população para
esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em
meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda
aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência
ocorre sem que haja nenhum ganho.
Como consequência, todo o país está mais pobre, e
muito aquém do seu padrão de vida potencial.
Quer ter um padrão de vida alto, com acesso pleno e barato aos melhores produtos do mundo? Defenda o livre comércio.
“Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia: primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são matéria-prima da qual os carros são feitos”.
Me assustei quando li este trecho. Felizmente, li até o final do paragrafo. Rendeu uma ótima gargalhada.
Ótimo texto!
Sensacional este artigo! Um dos melhores do site.
Ótimo artigo, deveria ser uma leitura obrigatória para a população desse triste país sem futuro.
Didático, simples, inteligente e estupendo.
ARDAM!
Pequena correção: Polpa não poupa.
Bom texto.
Excelente artigo.
Me digam uma coisa, o Trump já disse se a favor de uma desvalorização do dólar, e Krugman também é adepto de tal perda do poder de compra, logo por que Krugman vive atacando Trump?
http://www.businessinsider.com/paul-krugman-trump-mentally-ill-2017-1
Não compro carro zero KM porque pude ver que há muito imposto embutido nele. Um conhecido meu pagou há dois anos o valor de R$ 38K num Onix, sendo que na nota fiscal a carga tributária informada estimada foi de R$ 15K. Uma vergonha.
O que eu faço? Me vingo, simplesmente deixo de comprar carro e vou comprando títulos no Tesouro Direto LFT que me rendem juros, já que prefiro receber grana dos impostos que o povão paga a ter que eu ficar bancando o governo.
É moral o que faço? Do ponto de vista nosso aqui, é imoral. Porém são essas regras dentro de um contexto já injusto e opressor, e vou me beneficiando disso, cinicamente. Espero um dia haver segurança jurídica e liberdade para empreender e livrar-me do medo da falência e dos impostos!
Aqui o Leviatã devora os carros, as uvas, os bovinos, os laticínios…
Não adianta querermos ter competitividade no mercado global sendo açoitados por essa classe de parasitas burocratas que espolia quem produz. Poderíamos nos beneficiar da divisão internacional do trabalho se não fossemos uma economia tão engessada.
Vamos trocar bananas por bananas com impostos.
Sem falar da baixas tarifas de importação, inexistência de IPVA e o custo de transferência ser de 15 dólares neozelandeses, que pode ser feito em qualquer agência privada dos correios de lá, em questão de minutos, com mero formulário.
nao querendo ser esquerdista,mas automóveis e outros bens manufaturados têm custo superior em relação a ovelhas,cobre ou matérias primas, o que além de afetar o equilibrio da balança comercial desses países,pode ocasionar graves danos ao meio ambiente como é exemplo tem se o caso do Chile em relacão a mineracão de cobre para a exportação,que,em algumas áreas,tem reduzido a disponibilidade de água potável,ou seja,acredito que o livre mercado realmente dê certo,mas é necessário,sobretudo,que haja regulamentações que visem a proteger o meio ambiente,caso contrário,não restarão nem austriacos,keyneisanos,leberais ou marxistas na mesa de debate
Essa ”mágica ortodoxa” funciona até a primeira crise mundial que derrubar os preços das commodities e levar o país a uma crise no balanço de pagamentos.
Se o Brasil continuasse como estava nos anos 80, seríamos uma potência industrial. Bons tempos aqueles…
A teoria das vantagens comparativas de David Ricardo existe há uns 2 séculos, mas parece que a economia é a área onde boas teorias caem o tempo todo e o charlatanismo prevalece.
Mais claro que isso só desenhando. Tem uns aí que vão precisar, alguém se habilita? rss
Aqui não é assim!
No artigo tudo parece tão lógico e certo que dá a impressão de que o diferente disso é simplicidade idiótica.
Mas o grande diferencial, o “ser bom” nesta indústria, é uma forquilha de capacidade de desenvolvimento e de lucratividade.
A VW inaugurou a corrupção institucionalizada no Brasil, o estado fechou os olhos e isso não foi por acaso. Não temos nenhuma industria brasileira, pagamos os olhos da cara por carroças de marcas que remetem mais valores às matrizes que Chile e Zelândia comprando.
Temos os maiores impostos do mundo para estes produtos e isso não é para proteger mercado.
O artigo é ótimo, mas não se aplica ao Brasil. Aqui ninguém pensa no país ou no povo. Lembro as ovelhas idiotas da fazenda dos Bichos que repetiam ‘trabalharemos mais ainda’, sem entender que eram realmente boas em aceitar tudo e pagar cada vez mais por cada vez menos.
Sugestão de tradução: Um artigo polêmico do Richard M. Ebeling
The “Other” Ludwig von Mises: Economic-Policy Advocate in an Interventionist World
https://mises.org/library/other-ludwig-von-mises-economic-policy-advocate-interventionist-world
Pessoal do IMB as áreas de reflorestamento e o desmatamento tem destruído o ecosistema de algumas regiões principalmente no cerrado mineiro,provocando erosão e destruição de mananciais e assoreamento de córregos,rios,até mesmo nosso querido rio São francisco está sendo assoreado pelo esgoto doméstico e rejeitos da mineração,a poluição e a exploração desenfreada tem provocado esses malefícios,gostaria de receber sugestões e alternativas para explicar esse caos ambiental,ou seja como rebater tais argumentos pois são os próprios fazendeiros que tem desmatado suas propriedades como se não houvesse amanhã e parecendo a tragédia dos comuns,as vezes fico sem resposta ou calado tentando entender a situação dentro do enfoque Austríaco-Libertário e ainda não cheguei ao x da questão,agora sei que a resposta existe,mas não consegui encaixa-la e é claro que não acredito na teoria do aquecimento global pois sei que onde burocrata e político mete a mão sai da frente que lá vem merda,então me ajudem pois detesto a explicação de sempre que a culpa é do capitalismo selvagem e dos fazendeiros irresponsáveis,apesar de as vezes concordar pois parecem mesmo uns irresponsáveis pois arrancam as árvores de mata nativa pela raiz,destruindo a recuperação da mesma e a produção de eucalipto que dizem ser a responsável pelo desabastecimento dágua em algumas localidades rurais,enfim me ajudem pois o texto fala em vantagem comparativa e ai vem os ecochatos e citam este tipo de exploração extrativista condenando o desenvolvimento da região que tem vocação para tal exploração e fonte de riquezas para exploração e até mesmo para a exportação…
No Chile a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta, atraindo empresas dessanilizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água:
http://www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/
É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta, Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil hab) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.
Leandro Roque, excelente artigo!
Sei que não é o assunto, mas procurei algo sobre a questão do déficit previdenciário aqui no Mises, mas não encontrei. Gostaria de saber se é mito ou não essa questão.
Abraços,
Syer Rodrigues
Mais um ótimo artigo!
Anteontem eu compartilhei esse artigo em um fórum de carros (logo vai aparecer algum desenvolvimentista que supostamente gosta de carros, mas pra protecionismo, ele abre exceção e se sacrifica), que explica justamente um período negro do mercado estadunidense, quando eles restringiram a importação na época da crise do petróleo e muitas porcarias nacionais daquele país foram empurradas para o consumidor, em contraste com os importados asiáticos e europeus. Quem conhece o mercado americano sabe que eles sempre estiveram acostumados com “barcas” de motores V8. Hoje só não tem mais por causa da legislação ambiental em cima de carros de passeio e pelo fato de parte da cultura ter mudado. Mas as picapes continuam sendo as mais vendidas, justamente as que têm essa legislação afrouxada (assim como utilitários como Chevrolet Suburban) e dão essa oportunidade para eles desfilarem com motores grandes, enquanto tomam um “copão” do Starbucks e dirigem tranquilamente.
Vale lembrar que, apesar do Chile ter a mesma quantidade de carros per capita que o Brasil, eles têm acesso à carros bons e baratos. Chile parece não ter sido contaminado pela esquizofrenia desenvolvimentista e protecionista de Vargas, JK, milicos e do próprio PT. Protecionismo sempre vai empobrecer, mas os efeitos seriam ainda mais devastadores se aplicados no Chile, um território pequeno e que não pode passar por uma pseudo-autossuficiência.
Eu infelizmente não vivi parte da década de 90, mas quem viveu certamente se deparou com uma avalanche de carros importados. Se tivesse continuado daquele jeito, é certo de que hoje essa pornografia não estaria acontecendo agora, mesmo nessa crise.
Comprem carros semi-novos! Já são desvalorizados e portanto muito mais barato. Um Spacefox completo hoje passa dos 70k. Um civic touring custa 120k, um Golf GTI mais de 100k, uma BMW 140i quase 200k.. E por ai vai!
Sem contar que você sai da loja, da uma volta no quarteirão e o carro já perdeu 20k de valor..
Eu só compro usados, carro zero é pra quem pode. Se for importado então….
Tenho um Citroen DS3 que zero hoje custa em torno de 80-90k, em 2014 comprei ele semi-novo com menos de 20 mil km, paguei 57k!! Carro novo com plástico, revisão feita e tudo certinho.
NUNCA QUE EU COMPRO CARRO ZERO!!! Melhor forma de boicotar essa patifaria protecionista aqui!!!
E o TRUMP com essa história de desvalorizar o dolar?
Abraços
O Donald Trump mandou avisar ao IMB que odiou esse artigo. Nas palavras dele, estradas americanas devem ser ocupadas por carros americanos, os céus americanos devem ser ocupados por aviões americanos e os mares americanos devem ser ocupados por navios americanos. Arranha-céus e prédios devem ser erguidos com aço e cimento americanos. Os alimentos na mesa dos ianques devem ser produzidos nos EUA, nada de limões argentinos e laranjas brasileiras. E são as mãos americanas que devem construir a nação, nada de trabalho imigrante.
O maior problema é que ele valoriza tudo os que os EUA produzem, exceto a moeda americana, visto que ele e seus secretários já anunciaram que querem um dólar fraco. A única coisa que deveria ser protegida com unhas e dentes era o dólar, mas é justamente o dólar que será destruído e desvalorizado. O que esperar de um presidente que acha que proteger a produção interna de frutas é mais importante do que proteger a própria moeda?
Muito interessante o artigo.
Como as pessoas irão trabalhar sem carro ?
Se não pode importar carro ou existe altos impostos sobre a importação de carro, como as pessoas irão trabalhar sem carro ?
Lembro me daquele dito antigo que diz que: “exportar é o que importa’ mas no contexto de um mercado livre e desempedido.
“Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros.”
Não concordo com esta parte.
O Chile é uma economia livre, se uma montadora se instala no pais e é mais negocio para o vendedor de ferro, energia, agua, etc vender pra montadora então que venda. Sempre pode se importar o que falta.
boa tarde instituto,
Gostei muito do novo layout do site, mas onde está onde um dos emblemas mais bonitos
do instituto Mises? “Liberdade, Propriedade,Paz”? Desde já agradeço a resposta para esse absurdo!!! Estou abismado com isso!!
Ótimo artigo.
Tal como na Nz , na Austrália tambem não há mais fábricas de carros. Depois da Holden (subsidiária da Gm), a Ford declinou após a queda de vendas e os altos custos da recuperação após a crise internacional de 2008.
https://www.noticiasautomotivas.com.br/ford-encerra-definitivamente-a-producao-na-australia-apos-91-anos/
E essas desativações aconteceram após o governo australiano NÃO ter socorrido o setor automotivo, e nem por isso a Austrália entrou em crise.
parabens! esse texto deveria ser transformado em video. Bem simples e didatico para alcançar todos brasileiros!
Pegar essa ideia e colocar em um país de 200 milhões de pessoas daria certo? (lembre-se que o Chile tem uma população de 20 milhões)
Caso isso fosse feito no Brasil, as vagas do setor automotivo (ex: operários da Fiat) seriam transformadas em vagas nas fábricas de suco de laranja?
E outra, o Brasil não ficaria muito mais exposto a possíveis crises, já que dependeria mais do comércio de poucos bens? (ex: se algum grande parceiro entrar em recessão, o país venderia menos dos poucos produtos que exporta, não?)
Enquanto a Nova Zelândia transforma ovelhas em carros, o Brasil transforma papel em emenda parlamentar.
Não se preocupem. Um dia será passada a quincentegésima lei que finalmente transformará o país em super-potência.
A briga de Trump com a Carrier e com a Ford aparentemente teve sucesso pois as duas desistiram de levar suas fábricas para o México. Somando as duas, cerca de 2 a 4 mil empregos salvos.
Digamos que cerca de 100 milhões de potenciais consumidores de carros e aparelhos de ar condicionado, num total de 300 milhões de habitantes dos EUA, devem estar felizes. Pois vão pagar um pouco mais por carros e aparelhos de ar condicionado produzidos nos EUA mas, estão salvando 2 a 4 mil empregos que iriam para os (agh) latinos.
Com este sucesso inicial, tenho duas ideias para o Trump:
1) Já que evitar que a fábrica da Ford vá para o México salvou cerca de 2 mil empregos, por que não proibir que a fábrica da Ford use robôs? Seriam mais milhares de empregos salvos já que todo mundo sabe que embora os “malvados” mexicanos “roubem” empregos dos americanos, robôs “malvados” “roubam” muito mais.
2) Já que Trump está acusando algumas empresas de, de forma “malvada”, roubarem empregos de americanos, levando suas fábricas para o México, e ameace as mesmas de, caso continuem com este absurdo de pensarem mais em seus acionistas do que na pátria amada, sobre taxa-las em 20 a 35%, dou a seguinte humilde sugestão a ele:
Taxe todas as empresas que façam a ousadia de produzir fora dos EUA (ops, America) e queiram exportar para os ingênuos consumidores americanos.
Assim, a partir deste momento, americano que é americano só compra produto produzido nos EUA.
Costa e Silva e Médici já avisaram lá de cima que aprovam. Afinal foi assim que eles pensaram no Brasil grande. Tudo criado e produzido dentro do pais. Só se compra, no máximo, matéria prima. Eles até já deram uma ideia para o Trump de uma tal de lei da informática e de que só construtoras do pais participarem de obras do governo. Um tal de clube de empreiteiras que nasceu em 1969, construiu (?) as Transamazônicas da vida e teve seu auge com o petrolão.
Mas, Mises diria: estas duas sugestões vão totalmente contra a livre iniciativa e a longo prazo os consumidores americanos iriam sofrer. Ao que Trump replica: mas aí já passou meu tempo de presidente, 4 ou no máximo 8 anos.
Não entendi este trecho:
“vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda”
Qual o motivo dos preços dos carros no Brasil não baixarem, mesmo me período recessivo e alta queda na demanda?
concordo, mas acho que esta faltando um elemento na conta de custos/beneficios: ao taxar importacoes, o pais gera uma receita de impostos, que seriam beneficos ao pais. Poderiam comentar por que esse beneficio nao foi incluido na analise por favor? Obrigado
Caros leitores do IMB, por acaso acham que o Chile tem chance de escapar do populismo?
Prezados,
Como de praxe, mais um excelente artigo. Torcer para que o Trump o leia.
Mas, dessa vez, discordo de uma parte:
“Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros.”
Acredito que esse seja um resultado no curtíssimo prazo apenas. A longo, a tendência é que, com o aumento de demanda, novos players entrarem no mercado e aumentarem a produção e produtividade do país em relação a essas commodities.
É claro, isso não é um ganho que compense a perda do poder de compra da moeda daqueles países.
Por isso, sou a favor de, quer que seu país aumente sua competitividade em determinado setor?
Apenas corte os impostos daquele setor.
Aí teremos (considerando a priori, que todas as outras variáveis logísticas de mercado etc tornam o país competitivo) um novo mercado que impulsionará a competição em vários outros setores correlacionados.
So uma correcao: Canada tambem nao precisa. Mas temos uma politica de industria automotiva e temos o mesmo problema descrito no artigo.
O artigo faz sentido. Porém nada é absoluto, o mundo é incerto: e se tivéssemos uma nova era geológica capaz de transformar radicalmente nossos meios de subsistência? Se temos aqui nos trópicos, especialmente no Brasil, tudo que dispomos para sobreviver, e todo esse parque industrial, com certeza passaríamos se não com dificuldades, incólumes por turbulências causadas por um asteróide por exemplo. Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos? Aqui no Brasil temos tudo, a recuperação seria mais rápida, temos arroz, feijão, comida, indústrias de automóveis, ferro, aço, água sobrando…
Portanto, de todo não é ruim nossa posição, o que precisamos é apenas libertar-nos do fardo tributário, da burocaria e dos sindicatos.
“Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos?”
Ignorando a fantasia do resto do seu comentário, eles simplesmente comprariam comida de fora ora bolas. Poderia ser até do Brasil, já que você mesmo disse que nós teremos comida SOBRANDO, ou seja, disponível para exportação.
Nas aulas de geografia, sempre foi dito que exportar commodities e matérias-primas e importar bens industrializados não gerava desenvolvimento; que bom mesmo era fabricar tudo no próprio país…
Desculpem se meu comentário for meio idiota, mas é que só comecei a ler sobre economia agora. É o seguinte: Se o Chile produz cobre e outros minérios e os exporta, importando carros de outros o que acontecerá quando o minério acabar? viver exportando recursos naturais que podem se esgotar não é meio perigoso? Não seria útil para o Chile por exemplo investir em industrias para transformar o minério chileno e de outros países em carros e exporta-los, tendo certo prejuízo agora mas garantindo que futuramente quando o minério acabar o pais terá outra fonte de renda?
Leandro, algumas dúvida surgiram no presente artigo.
“Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de toda a população.”
Podemos deduzir com esta frase que a importação está estritamente ligado a exportação ou vice-versa?
Então seria puramente lógico haver exportação para importar ou essa relação não acontece?
Isso seria a balança de pagamentos?
Eu juro que ainda não compreendo essa relação de importação, exportação e balança de pagamentos. Pelo que eu estudo até aqui, o dinheiro que seria da exportação é usado para comprar produtos importados, esta seria a balança de pagamentos. Mas o que não compreendo é que eu mesmo não sendo exportador posso comprar um produto importado dos EUA.
Se a relação é essa, como são feita as trocas em termos monetários? Seria uma troca de moeda por outra? Ou o exportador recebe uma conta já com o dinheiro depositado no exterior ou aqui? Existem agências que enviam dinheiro para outro país, seria por este sistema? Isto afeta o câmbio no curto prazo e longo prazo?
Essas são as dúvidas que me perseguem quanto a esse assunto.
Obrigado.
Sinceramente, apesar da linguagem clara e bem humorada utilizada neste artigo, onde segundo seus autores tudo acontece através de “mágicas” e “magias”, como se não existissem leis econômicas, que não são nem um pouco mágicas, mas resultado objetivo de fatos e dados matemáticos da realidade, acredito que SÓ FALTOU serem ditas duas coisas:
1) commodities, por serem produtos primários, sempre tiveram preços mais baixos, no comércio internacional, comparados aos preços dos produtos secundários (industrializados), os quais possuem um VALOR AGREGADO muito maior;
2) automóveis, por mais “especializada” que seja a economia rural, agrícola ou mineral de um país, se este país primário quiser, da forma mais “livre” possível, sem qualquer interferência estatal, quiser reduzir/limitar todo o seu comércio externo apenas à venda de vacas, ovelhas e minério e, SÓ COM ISSO, comprar automóveis, o resultado é matemática e economicamente bem previsível: balança comercial negativa.
A comprovação do meu argumento pode ser encontrada nos dados objetivos do COMÉRCIO EXTERIOR da Nova Zelândia (algo que não abrange “mágica” alguma), pois a NZ é um país que apresenta, desde 1970, uma balança comercial permanentemente negativa (saem mais riquezas do país do que entram = empobrecimento). Este dado está associado a uma crescente dívida externa, que também, desde 1996, não parou de crescer até agora 2017. Podem examinar aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/current-account e aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/external-debt.
Em resumo, das duas uma:
1) ou os autores deste texto realmente queriam contar “uma piada” para nós, uma forma jocosa de dizer que países com “toda” sua pauta de exportações concentrada no setor primário precisam fazer “mágica” para enriquecerem;
2) ou os fundamentos e as leis da economia mudaram recentemente, de uma forma tão radical, que até mesmo uma pequena republiqueta do Pacífico (desculpem-me a redundância), uma pequena ilha “especializada” apenas em plantar bananas, poderá enriquecer e ter “toda” sua população motorizada e com carros na garagem.
Diante disso tudo, o que os autores poderiam dizer sobre a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO?
Se antes, bastava ter terra, capital e trabalho como fatores “antigos” geradores de riqueza, hoje é essencial possuir um 4º ingrediente: CONHECIMENTO – ciência, tecnologia, inovação (só os países que conseguirem desenvolver esse 4º fator é que terão riqueza e prosperidade de modo sustentável, sem dívidas e sem balanças comerciais negativas).
E tudo isto acima, digo sob o pressuposto de uma LIBERDADE “ABSOLUTA” na economia, sem qualquer intervenção estatal. O que digo acima é sob o pressuposto de sociedades livres que “escolham”: ou plantar bananas (SÓ ISSO), ou desenvolverem sua própria revolução do conhecimento.
Esse sujeito deve ser um blogueiro do jornalggn, até pouco tempo atrás estávamos debatendo sobre isso. Ele deve ter vindo aqui tentar “refutar” os argumentos apresentados, mas como sempre o mainstream segue como piada.
jornalggn.com.br/blogs
A realidade vive fazendo bullying com as teorias estatistas.
* * *
Tem vários jornais falando que a previdência do Chile ta colapsando e que os aposentados estão recebendo muito pouco. Seria legal uma matéria de vcs sobre isso. A presidente socialista de lá está querendo regulamentar e mudar mais ainda o sistema.
Aqui no Brasil impera uma política anti comércio, pra começar carga tributária onerosa e excessiva, burocracia pra tudo (cartórios agradecem) e pra transportar aquilo que vc produz, praticamente um crime, tanto pela tributação até mesmo interna vide ICMS quanto pela logística inadequada, 85% da produção é escoada por rodovias mal feitas, esburacadas e perigosas!
“Liberdade econômica” cobrando 33% de imposto de renda sobre fortunas, 25% de imposto sobre empresas e mais 11% de seguridade social obrigatória, tudo o que os libertários são contra aqui no Brasil.
“Liberdade econômica” com educação e saúde de qualidade controlados e amplamente subsidiados pelo Estado.
“Liberdade econômica” com um salário mínimo de 3 mil dólares garantido por lei.
O governo mais forte do planeta Terra domou todo o mercado com apenas uma tomada de três pinos.
Eu sempre digo que o fato de termos indústrias poderosas em determinados setores é algo totalmente nefasto para a população: como a indústria é grande, o governo fará de tudo para ajudá-la. Vai conceder subsídios (com o dinheiro de nossos impostos) e vai restringir as importações de bens concorrentes mais baratos (ferrando os mais pobres).
Caso simplesmente não houvesse essa indústria, o governo não teria a quem redistribuir dinheiro de impostos e não teria motivos para proibir a compra de produtos estrangeiros. Consequentemente, o padrão de vida da população geral seria muito mais alto, pois teria acesso a produtos melhores e muito mais baratos. E a carga tributária também seria menor.
O erro é efetuar análise sobre elemento objetivo como a liberdade econômica, esquecendo-se do aspecto subjetivo.
São esquecidas os defeitos de nossa elite.
“Poucos conceitos se prestam a tamanha confusão quanto o de "homem cordial", central no livro Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982). Logo após a publicação da obra em 1936, o escritor Cassiano Ricardo implicou com a expressão. Para ele, a ideia de cordialidade, como característica marcante do brasileiro, estaria mal aplicada, pois o termo adquirira, pela dinâmica da linguagem, o sentido de polidez – justamente o contrário do que queria dizer o autor.
A polêmica sobre a semântica teria ficado perdida no passado não fosse o fato de que, até hoje, muitas pessoas, ao citar inadvertidamente a obra, emprestam à noção de Buarque de Holanda uma conotação positiva que, desde a origem, lhe é estranha. Em resposta a Cassiano, o autor explicou ter usado a palavra em seu verdadeiro sentido, inclusive etimológico, que remete a coração. Opunha, assim, emoção a razão.
(…)
A expressão "homem cordial", a propósito, fora cunhada anos antes, por Rui Ribeiro Couto, que julgou ser esse tributo uma contribuição latina à humanidade.
O problema surge quando a cordialidade se manifesta na esfera pública. Isso porque o tipo cordial – uma herança portuguesa reforçada por traços das culturas negra e indígena – é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html).
Vocês comprariam alguma empresa estatal tipo PetroBras?
Se não, porque?
Peço enormemente que o IMB escreva ou traduza artigos sobre o passado de livre mercado dos EUA. E o detalhamento do processo que ocorreu para ele não ser mais a terra da liberdade que foi em outrora.
Meio complicado fazer tal comparação com o Chile. O dólar la vale 609 pesos, dessa maneira a arrecadação em exportação seria maior. Poderiam me trazer uma lista de países que exportam produtos de baixo valor agregado e importam com um alto valor?
Mais um excelente artigo, parabéns ao instituto!
Seria possivel aplicar a lógico do texto no nosso lindo Pais – Brasil?
Alguem me tira uma duvida: isso funcionaria no Brasil? Visto que produtos primario têm menor valor agregado que os industrializados, teriamos que produzir uma quantidade muito grande de produtoa primarios pra ter uma boa renda per capita, pois nossa populacao e imensa. Se puderem me explicomo isao funcionaria no Brasil, agradeço.
Me mudei recentemente para os EUA. Uma das decepções aqui é que carro não é símbolo de status, exceto carros de luxo como os da BMW, Mercedes-Benz e afins.
Há uma boa variedade de carros. Para ficar perfeito (com uma gasolina espetacularmente barata) só tendo carros europeus pequenos competindo por aqui. Pena que o setor de saúde não é desregulado como o do petróleo, senão muito provavelmente teríamos consultas por U$10, atendimento para dedo quebrado por U$50 e afins…
Me surgiu uma duvida agora. Esses bens não tem menor valor agregado?
Se um país exporta computadores, eles não teriam um retorno maior que um exportador de soja?
A demanda por soja e a produção dela tem de ser muito grande em relação a população local para compensar não produzir um item de preço maior como um computador, carro.. Imagine quantas toneladas para trocar por um carro zero.
Porem, em um país populoso com o Brasil, a produção agricola teria de ser imensa para compensar não produzir outros itens industralizados como a Nova Zelandia( população pequena) . E nem é garantido que haja demanda para isso. Se duplicarmos a produção, atendemos metade do planeta. Mas isso dificilmente nos colocaria em um pib per capita da nova zelandia.
Ciro Gomes, Paulo Gala (e os keynesianos em geral) afirmam que, somente exportando produtos primários, o Brasil nunca será um país rico.
Então, é balela aquela história que o Brasil precisa urgentemente de uma agenda de reindustrialização?
É equivocado aquele argumento que, para um país superar o subdesenvolvimento, o segredo é ter um setor industrial forte e tecnológico, visto que esse setor é que gera os melhores empregos/salários ?
Argumenta-se que existe uma correlação: quanto maior a participação do setor industrial no PIB, maior a renda per capta da população. Quanto maior a quantidade de pessoas empregadas no setor industrial, maior a renda capta e mais rica é a população.
Muito esclarecedor.
O artigo é uma confirmação prática da teoria das vantagens comparativas de David Ricardo.
O comércio entre dois países pode beneficiar ambos se cada um exportar mercadorias nas quais tem uma vantagem comparativa.
Atualmente, a teoria das vantagens comparativas é aceita pelo mainstream econômico e praticada pela maioria dos governos? Ou, assim como a EA, é uma teoria que correta, mas que não foi abraçada pela maioria?
No Brasil estamos perdendo cada vez mais modelos. Neste ano perdemos o Passat da Volkswagen… a tendência é mundial, mas aqui será pior: teremos apenas “SUVs”, diferenciando-se apenas em tamanho, motor, marca e versão. Tempos atrás, também perdemos o Golf (mas os colombianos podem ter).
Mas a balança do Chile não é superavitaria? Eles mais exportam do que importam por isso são ricos
http://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2021/01/11/mourao-diz-estar-surpreso-com-ford-ganhou-bastante-dinheiro-aqui.htm
E Mourão se diz surpreso.
E nenhuma surpresa ou indignação da parte dele do Real ser a pior moeda de 2020 e de 2021.
Só relacionar, Morão. Na verdade vc está surpreso com a desvalorização do Real, não com a saída da Ford.
GRAÇAS A DEUS A FORD SAIU DO BRASIL. 20 BILHÕES DE SUBSÍDIOS PRA FICAR ENTREGANDO CARROÇAS CARÍSSIMAS EM TROCA. VÁ EMBORA E NÃO VOLTE MAIS.
Parem de postar fake news aqui, a FORD esta com planos de mudar o mercado global e extinguiu vários modelos inclusive nos EUA. Maldita mania de esquerdista que vocês estão pegando de pegar qualquer manchete ou noticia e automaticamente transforma-la em argumento ideologico. A argentina sempre foi mais forte em automoveis e automobilismo, e a saída da FORD é algo previsto desde 2018 com as mudanças na empresa extinguindo modelos e apostando em SUV novo
A saída da Ford é uma ótima notícia, mas ainda é muito pouco. Tem que sair mais. O ideal seria saírem todas.
Apenas pensem: só existe esta merda de política industrial, com tarifas de importação soviéticas e uma quase-proibição de se comprar carros estrangeiros baratos porque somos adeptos dessa política varguista de proteção da indústria nacional.
Se não tivesse indústria nacional para ser protegida, não haveria tarifas de importação, não haveria reservas de mercado e, consequentemente, teríamos acesso a carros baratos e de muito melhor qualidade.
Quanto mais “indústria nacional" tem um país, maiores e mais abrangentes são as tarifas de importação para se proteger este "produto nacional". E menor é a qualidade de vida do povo.
Aliás, de onde tiraram essa ideia de que é necessário haver uma “indústria nacional”? Quem disse isso? Indústria é algo que só deve surgir espontaneamente se houver demanda do consumidor para tal. Se não houver tal demanda, então não deve haver “indústria nacional”.
Ter uma indústria nacional produzindo bens caros e ruins — e os quais os consumidores não comprariam caso tivessem a liberdade de importar produtos melhores — é o mais perfeito exemplo de imobilização e destruição de recursos escassos.
Tanto a teoria quanto a empiria comprovam que a indústria é forte e pujante exatamente em países com tarifa de importação zero, como Hong Kong e Suíça. Óbvio: com tarifa de importação zero não há nenhuma reserva de mercado, o que significa que aquelas indústrias irão produzir exatamente o que consumidor quer, e não aquilo que políticos e burocratas adeptos de “política industrial” acham que ela deve produzir.
A Ford já se foi. Ótimo. Quando GM, FIAT e Volkswagen também se forem, aí sim começaremos a ter alguma chance de podermos importar carros alemães de qualidade e com tarifa de importação zero.
O Ministério da Economia até soltou uma nota no Twitter sobre a Ford.
Sinceramente acho que não precisava soltar nota alguma. A Sony já havia encerrado algumas operações meses atrás, assim como a Audi e a Mercedes-Benz. O caso da Audi e da MB envolveu o Inovar-Auto, o qual continha elementos protecionistas.
O que o Ministério precisar fazer é se mexer para acabar com as tarifas de importação norte-coreanas, reforma tributária de verdade, redução de impostos, buscar uma moeda forte e estável… eu acho que no máximo irão fazer algumas pequenas reformas, porque aqui no Brasil sempre foi assim, fazem migalhas de reformas e assim esperam que em 2 anos o país vire a Escandinávia. Para piorar ainda tem o ativismo judicial e o Congresso que não ajuda nas reformas.
Eu sempre questionei por que o preço dos automovéis do brasil são tão tão caros e a qualidade péssima. Literalmente pagamos o preço de um BMW 302 para andar em um gol pé de boi.
Somente nesse site se encontra as respostas para essa distorção. Somos uma União Soviética taxando tudo de fora, deixando o cartel das montadoras fazerem a farra, com produtos péssimos.
Quando eu vejo os vídeos dos brasileiros que moram nos EUA mostrando as naves que eles andam, quase choro. A stefany, vendedora de carro, sempre mostra em detalhes as qualidades dos carros.
É triste, muito triste.
PRa finalizar, uma coisa que gargalho sozinho é aquelas notícias de roubo, que mostram “Carro de luxo é roubado”. Vou ver, é um vectra, corolla, um HB20 kkkkkkkkkkkk
Nos EUA luxo é Range Rover para cima.
Agora a esquerda vagabunda chama a não implantação do imposto sobre grandes fortunas e dividendos de “renúncia fiscal”.
Não perdem uma.
Proposta
A proposta é focar em ensinar e fazer compreender o capitalismo e o libertarianismo para socialistas/coletivistas/intervencionistas. Se atacadas as ideias socialistas, eles irão para defensiva e não escutarão uma palavra que dissermos. Assim que entendi as ideias libertárias, de liberdade, entendi também as ideias socialistas. Foi automático… Por mais que seja tentador, pela profunda indignação que sentimos em relação ao socialismo, devemos nos conter de atacar essas ideias quando na presença de socialistas. Atacar ideias socialistas somente entre nós. Proponho o disfarce como estratégia, sempre educando as pessoas em nossas ideias libertárias, de forma sutil, sem que sejamos rotulados e atacados pelo lado irracional de nossos irmãos, que sofreram lavagem cerebral e estão doentes. O que vocês acham?
Tem gente compartilhando essa postagem da Quebrando o Tabu…
Eles se esqueceram de que a Ford Ranger sempre foi produzida na Argentina e, então, essa produção deles é enviada para o Brasil. Grande parte dos veículos feitos na Argentina é mandada para cá. O veículo mais vendido lá no ano passado foi a Toyota Hilux.
O motivo de eles fazerem as picapes lá ao invés daqui? Boa pergunta. Eles também mandam para cá carros como Fiat Cronos e Chevrolet Cruze.
O Ford Ka, que saiu de linha no Brasil, saiu de linha na Europa há algum tempo (era importado da Índia). Na Índia o carro ainda existe. O Ecosport continua existindo no continente europeu.
Essa teoria é a pura verdade. Eu por exemplo, vendo itens que eu sou muito bom em produzir, e com o meu lucro eu invisto em bens de capital e também compro para mim itens que eu não faço ideia de como foram produzidos, nem onde e nem quem produziu.
Excelente artigo. Muito didático e lógico.
Enquanto isso, os outros ‘produzem’ uvas, ovelhas e cobre na suas fábricas de carros.
…Livre comércio é só gente pacifica fazendo o que deseja, sem ameaça de qq burocrata armado e intolerante do Estado.
Não entendo como que as coisas funcionam.
A balança comercial da Nova Zelândia é negativa. Se eles importam 2000 e exportam 500, tendo um défice de 1500.
Mas como que eles importarão 2000 novamente? De onde que virão os dólares (tanto para os dólares americanos em si quanto para a equivalência do dólar neozelandês em relação ao dólar)
Eu gostei do artigo. Pensando de uma maneira mais macro um país que vende vinho (no rocket science at all) se desenvolve da mesma forma que o país que fabrica nave espacial.
Mas se olharmos pra dentro das economias, uma pessoa que trabalha como cleaner ganha bem menos que uma pessoa que trabalha no desenvolvimento dos módulos espaciais.
Por que isso acontece? Por que funciona no nível macro mas não no micro?
O fato de a Nova Zelândia e Chile terem sido bem-sucedidos está mais correlacionado com decisões corretas feitas no passado do que propriamente da divisão do trabalho em si, da maior especialização, entre produzir e exportar commodities ou instalar uma fábrica de veículos automotivos no país. A Nova Zelândia é um país composto por duas ilhas, com população de apenas 5 mm de habitantes e área de 269 mil km2 (O Brasil é quase 32 vezes maior). Já o Chile tem 19 mm de habitantes e área de 757 mil km2 (O Brasil é 11 vezes maior). Diante desses números, os governos locais devem ter chegado à conclusão que não vale a pena produzir automóveis (que não deixa de ser uma commodity mais elaborada) por limitações de tamanho do mercado consumidor vis-à-vis a escala mínima para ter um preço competitivo com veículos importados. Se o autor do artigo, Anthony Geller, tivesse incluído a Suíça (área de 41 mil km2 e população de 8,5 mm de habitantes) na sua análise, teria percebido que ela é muito simplória. A Suíça é pobre em recursos naturais, mas exporta produtos de alto valor agregado (equipamentos mecânicos de alta precisão, metais preciosos, química fina, produtos ópticos, medicamentos e seus componentes, relógios etc). Em 2019 a Suíça exportou US$ 315 bilhões contra um PIB de US$ 750 bilhões. Com uma altíssima renda per capita e menos concentrada, os suíços podem importar veículos e outros produtos a preços atrativos para o bem-estar de seus habitantes. A especialização do trabalho prevaleceu, mas de maneira inteligente. O valor da exportação de queijos e outros produtos lácteos de alta qualidade que a Suíça produz não é significativo no total das exportações. O país se dedicou e se especializou na produção de bens e serviços de alto valor-agregado. Se seus governantes fossem corruptos e despreparados como no Brasil, a Suíça teria se restringido na exportação de queijos, chocolates e relógios. Vamos agora analisar o Brasil. População de 210 mm de habitantes, área de 8,51 mm de km2, rico em recursos naturais, grande produtor de commodities agrícolas, minério de ferro, etc. Tem tudo para se tornar um país importante no cenário mundial, mas a corrupção e falta de visão dos políticos e governantes levou tudo a perder. No início da década de 60 passou a ter veículos automotivos produzidos internamente para atender o mercado doméstico e o setor industrial foi crescendo em termos absolutos e em termos relativos como proporção do PIB. Chegou a ser a 7ª ou 8ª economia mundial. Quais foram os grandes erros do Brasil para perder importância no cenário mundial? Esses erros começaram com Juscelino Kubitschek quando ele mais por falta de visão do que por outro motivo concedeu reserva de mercado às empresas estrangeiras montadoras de veículos. Além disso, destruiu a malha ferroviária e o custo do transporte de produtos agrícolas e industriais ficou mais caro (R$/ton/km) porque passou a ser feito preponderantemente por caminhões. Deveria ter ampliado a malha ferroviária e não abrir estradas de rodagem. Essa reserva de mercado à indústria automobilística custou e ainda custará muito caro à economia brasileira. Deveria ter tido um prazo máximo de dez anos. O que aconteceu? Até hoje, 60 anos depois, o país e o consumidor brasileiro continuam reféns das montadoras estrangeiras, pois as empresas genuinamente brasileiras fracassaram, destruídas pelo lobby das estrangeiras. Nas décadas de 60 a 80 políticos, governantes civis e militares se deixaram corromper por dinheiro e prestígio. Hoje o Brasil perde e continuará perdendo espaço no cenário mundial. Claro que os grandes erros não foram cometidos somente no passado, mas também por governos recentes. Em resumo, a análise de Anthony P Geller é muito limitada ou ingênua. Essa estória de preços livres é pura ficção. O que importa são decisões acertadas, muito trabalho, planejamento, governos competentes e honestos. Uma Alta Corte com ministros honestos e Justiça implacável contra corruptos e criminosos de toda espécie.
Boa!
“Falha no freio do Toyota Prius tem solução grátis nos EUA – no Brasil não”
“Ele conta que, após acender as luzes do painel, foi a concessionária que o informou de se tratar do servo do freio e pediu R$ 17.000 para consertar.”
Ou: a diferença de um país com liberdade econômica (ainda). E o Brasil tem o Código de Defesa do Consumidor, lá não…
Preço do minério de ferro disparou recentemente, para maiores valores desde meados de 2011. Isso ao mesmo tempo em que o dólar continua forte…
Li esse texto sobre a saída da Ford. O que pensam a respeito?
Não sei ao certo as razões, mas a marca sempre preferiu produzir a Ranger na Argentina, do que aqui no Brasil.
A saída do Ecosport intriga, porque o carro era um sucesso e ainda existe em outros mercados. Seria agora em uma nova geração. De utilitários, só o chinês Ford Territory e o Edge ST, além da Ranger.
Mas a taxação governamental não foi uma estratégia utilizada justamente pelo governo do Estados Unidos quando Trump era presidente?
Ele taxou a mercadoria chinesa – o que ocasionou a guerra comercial – para fomentar o mercado interno. Isso não promoveu a diminuição do desemprego?
Vi esse texto hoje.
Na seção de comentários até mencionam o fato de os trabalhadores de indústrias irem para informalidade e ser motoristas de aplicativos. O que certamente causa isso, além da inflação, é o fato de o Brasil ser um país hostil ao investimento. Então as pessoas acabam lotando as únicas alternativas que existem, diminuindo delas o poder de barganha e os ganhos. Como já disse outra vez, os trabalhadores chineses da indústria já ganham mais que os brasileiros no setor aqui, não obstante o fato de a China ainda ser mais atraente para investimento no setor do que aqui.
Fosse a China um país economicamente livre e sem um partido comunista, em questão de algumas décadas, os chineses estariam já ricos.
“Ford terá rede menor na Argentina, mas EcoSport continuará a venda”
“Como no Brasil, a comercialização do Ford Ka foi descontinuada. Contudo, o EcoSport seguirá à venda: em vez de ser importado das fábricas do brasileiras, será importado Índia ou da Turquia.”
Os argentinos terão o Ecosport, mas agora irão comprar dos indianos ou dos turcos. Os americanos já compram o Ecosport dos indianos há alguns anos.
Vale lembrar que as tarifas de importação de carros (média de 2018) na Argentina são de 19,3 %. No Brasil são de 33,9 %.
“CAB niega monopolio y advierte que nueva resolución fomentará el ingreso de autos chutos”
Na Bolívia não existe uma indústria automotiva, então os carros são importados (é o segundo produto mais importado do país), grande parte vindo do Chile, do Japão, da Índia e da China. A tarifa média simples é de 9,6 % (no Brasil, é de 33,9 %; dados de 2019).
Está tendo uma briga lá porque o governo recentemente publicou uma norma que flexibiliza a importação de carros pelos cidadãos.
Se for o que estou entendendo, o governo boliviano flexibilizou as regras de importação de carros para pessoas físicas, o que incomoda as importadoras estabelecidas. Caso sim, seria um caso raro de importadoras que estão reclamando de alguma medida liberalizante.
Sai: Ford
Entra: Tesla
Obrigado, Bozo!